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Por que estudar no Curso DSc ???

RESULTADOS
√ o o o
1 , 7 , 9 e 10o Lugares na PETROBRAS/Produção - RJ (Último Concurso!).
√ o o
4 , 5 e 7o Lugares na PETROBRAS/Produção - Macaé (Último Concurso!).
√ o o o o o
1 , 2 , 5 , 7 , 9 , 10o , 11o , 15o e 16o Lugares (45% dos aprovados) na
EPE/2014 - Economia de Energia.
√ o o o o
1 , 3 , 5 , 9 e 10o Lugares (1/3 dos aprovados) na EPE/2014 Recursos Energéticos.
√ o o o o o
2 , 4 , 5 , 8 , 9 e 10o Lugares (28 dos 50 primeiros! 54 dos 100 primeiros!) na
FINEP/2013 - Área 1.

1o , 2o , 4o , 5o , 6o , 7o , 8o , 9o e 11o Lugares (9 dos 13 convocados) na ANCINE/2013 -
Esp. Reg. Atividade Cinematográfica Audiovisual (Área II/Cargo 5).

53% de aprovação no último concurso BNDES/2013 - Engenharia.
√ o
1 Lugar de Economia Petrobras - TBG/2012 e BNDES/2013.
√ o
1 Lugar ANP/2013 e 1o Lugar INPI/2013.

A relação completa dos nossos resultados encontra-se no endereço eletrônico www.cursodsc.com.br,


na aba“Aprovados”.

PETROBRÁS
Turma Engenharia de Petróleo

Cálculo
Professora(DSc) Cristiane Mello
Apostila de Teoria e Exercı́cios
1

LIMITES
DEFINIÇÃO E UNICIDADE DO LIMITE

Para entendermos a definição de limite, vamos considerar, inicialmente, a função f definida por

x2 + x − 2
f (x) = .
x−1
Temos que D(f ) = R − {1} e

x2 + x − 2 (x − 1)(x + 2)
f (x) = = = x + 2.
x−1 (x − 1)
Assim, f não está definida em 1, mas está definida “nas redondezas” de 1. Vamos observar o
comportamento de f (x) “nas redondezas” de 1, ou seja, vamos observar o comportamento de f (x)
quando x assume valores muito próximos, maiores e menores, do que 1:

x f (x) x f (x)

0 2 2 4

0, 25 2, 25 1, 75 3, 75

0, 5 2, 5 1, 5 3, 5

0, 75 2, 75 1, 25 3, 25

0, 9 2, 9 1, 1 3, 1

0, 99 2, 99 1, 01 3, 01

0, 999 2, 999 1, 001 3, 001

0, 9999 2, 9999 1, 0001 3, 0001

0, 99999 2, 99999 1, 00001 3, 00001

Tabela 1: x < 1 Tabela 2: x > 1

Na Tabela 1, observamos que, quando x assume valores cada vez mais próximos, e menores, do que
1, f (x) assume valores cada vez mais próximos de 3; na Tabela 2, observamos que, quando x assume
valores cada vez mais próximos, e maiores, do que 1, f (x) também assume valores cada vez mais
próximos de 3. Assim, embora f não esteja definida em 1, tomando valores de x suficientemente
próximos de 1, podemos obter valores de f (x) tão próximos de 3 quanto desejarmos. Neste caso,
dizemos que o limite de f (x) quando x se aproxima de 1 é igual a 3 e expressamos tal afirmação
com a notação:

lim f (x) = 3 .
x→1

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2

Geometricamente, temos:

Definição(Limite): Seja f uma função definida em um intervalo aberto real I, com a ∈ I,


exceto possivelmente∗ em a. O limite de f (x) quando x se aproxima de a é L se, quando x assume
valores cada vez mais próximos, maiores e menores, do que a, f (x) assume valores cada vez mais
próximos de L. Neste caso, escrevemos

lim f (x) = L .
x→a

OBSERVAÇÃO: Quando dizemos exceto possivelmente∗ em a, estamos admitindo que f pode ou


não estar definida em a. Usaremos essa hipótese várias vezes no decorrer do texto.

Exemplo 1 : Seja f (x) = x2 + 1, se x 6= 2. O gráfico de f é:

Então, lim f (x) = 5.


x→2


−x2 + 3x, se x < 4
Exemplo 2 : f (x) = . O gráfico de f é:
2x − 12, se x ≥ 4

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3

Então, lim f (x) = 0 e lim f (x) = −4.


x→0 x→4

Teorema(Unicidade do Limite): Se lim f (x) = L1 e lim f (x) = L2 , então L1 = L2 . Em outras


x→a x→a
palavras, se existe lim f (x), então esse limite é único.
x→a

1
OBSERVAÇÃO: O limite pode não existir. Por exemplo, se f (x) = sen , então não existe
x
lim f (x) pois, neste caso, quando x assume valores cada vez mais próximos, maiores e menores, do
x→0
que 0, f (x) oscila mais rapidamente entre 1 e −1, como podemos observar no seu gráfico:

PROPRIEDADES DO LIMITE

(1) Seja f (x) = c uma função constante definida em um intervalo aberto real I, com a ∈ I, exceto
possivelmente em a. Então,

lim c = c .
x→a

(2) Seja f (x) = mx + b uma função do primeiro grau definida em um intervalo aberto real I, com
a ∈ I, exceto possivelmente em a. Então,

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4

lim mx + b = ma + b .
x→a

Em particular,

lim x = a .
x→a

(3) Sejam f e g funções definidas em um intervalo aberto real I, com a ∈ I, exceto possivelmente
em a. Se lim f (x) = L e lim g(x) = M , então
x→a x→a

lim [f (x) ± g(x)] = L ± M e lim [f (x) · g(x)] = L · M .


x→a x→a

Em particular,

lim nf (x) = nL e lim [f (x)]n = Ln ,


x→a x→a

para todo n ∈ N.
(4) Sejam f e g funções definidas em um intervalo aberto real I, com a ∈ I, exceto possivelmente
em a. Se lim f (x) = L e lim g(x) = M 6= 0, então
x→a x→a

f (x) L
lim = .
x→a g(x) M

(5) Seja f uma função definida em um intervalo aberto real I, com a ∈ I, exceto possivelmente em
a. Se lim f (x) = L, então
x→a

p
n

n
lim f (x) = L ,
x→a

se L ≥ 0 e n ∈ N, ou se L < 0 e n ∈ N, n ı́mpar.

Exemplos:

1. lim 5 = 5 2. lim −10 = −10


x→−1 x→2

3. lim 2x − 4 = −2 4. lim 5 − x = 9
x→1 x→−4

5. lim x = 100 6. lim x = −3


x→100 x→−3

7. lim x2 − x + 1 = 7 8. lim x3 + x2 − 4 = −4
x→−2 x→0

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5

1−x 1 x3 − 2 25
9. lim = 10. lim = =5
x→0 2 + x4 2 x→3 x2 − x − 1 5
√ √ √
3

11. lim 3x2 − 11 = 16 = 4 12. lim x3 − 9 = 3 −8 = −2
x→3 x→1
s s
3 √
r
x2 − 1 4
5 2x − 1

13. lim = = 3 14. lim = 5 −1 = −1
x→−2 3+x 1 x→1 x−2

0
COMO CALCULAR LIMITES DO TIPO ?
0

Sejam f e g funções definidas em um intervalo aberto real I, com a ∈ I, exceto possivelmente em a.


f (x)
Se lim f (x) = 0 e lim g(x) = 0, como calculamos lim ? Para tal, vamos considerar, através
x→a x→a x→a g(x)

de exemplos, os casos que seguem.

CASO I:

x2 − 4 (x − 2)(x + 2)
1. lim = lim = lim x + 2 = 4
x→2 x − 2 x→2 x−2 x→2

x2 + 8x + 12 (x + 2)(x + 6) x+6
2. lim 2
= lim = lim = −4
x→−2 x + 3x + 2 x→−2 (x + 2)(x + 1) x→−2 x + 1

2x2 + 6x − 8 2(x − 1)(x + 4) 2(x + 4) 10


3. lim = lim = lim =
x→1 3x3 + 3x2 − 6x x→1 3x(x − 1)(x + 2) x→1 3x(x + 2) 9

x3 − x2 − 6x x(x + 2)(x − 3) x(x + 2) 15


4. lim 2
= lim = lim =
x→3 x + x − 12 x→3 (x + 4)(x − 3) x→3 x+4 7

x3 + 3x2 − 4x x(x − 1)(x + 4) (x − 1)(x − 4) −4


5. lim 3 2
= lim 2
= lim 2
= = −4
x→0 x −x +x x→0 x(x − x + 1) x→0 x −x+1 1

CASO II:
√  √x − 5   √x + 5 
x−5 x − 25 1 1
1. lim = lim √ = lim √ = lim √ =
x→25 x − 25 x→25 x − 25 x+5 x→25 (x − 25)( x + 5) x→25 ( x + 5) 10
√ √  √x − √3   √x + √3 
x− 3 x−3
2. lim = lim √ √ = lim √ √ =
x→3 x−3 x→3 x−3 x+ 3 x→3 (x − 3)( x + 3)
1 1
= lim √ √ = √
x→3 x+ 3 2 3

x−5  x − 5   √x + √5  √ √
(x − 5)( x + 5)
3. lim √ √ = lim √ √ √ √ = lim √ √ √ √ =
x→5 x − 5 x→5 x− 5 x+ 5 x→5 ( x − 5)( x + 5)
√ √
(x − 5)( x + 5) √ √ √
= lim = lim x + 5 = 2 5
x→5 x−5 x→5

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6

√  √ √ 
3− 7−x 3− 7−x 3+ 7−x
4. lim 2 = lim √ =
x→−2 x − 4x − 12 x→−2 x2 − 4x − 12 3 + 7 − x
   
9 − (7 − x) 2+x
= lim √ = lim √ =
x→−2 (x2 − 4x − 12)(3 + 7 − x) x→−2 (x + 2)(x − 6)(3 + 7 − x)

1 1 1
= lim √ ]= =−
x→−2 (x − 6)(3 + 7 − x) (−8)(6) 48
" √ # √
4−x 4−x 5 + x2 + 9 (4 − x)(5 + x2 + 9)
5. lim √ = lim √ · √ = lim =
x→4 5 − x2 + 9 x→4 5 − x2 + 9 5 + x2 + 9 x→4 16 − x2
√ √
(4 − x)(5 + x2 + 9) 5 + x2 + 9 10 5
= lim = lim = =
x→4 (4 − x)(4 + x) x→4 4+x 8 4

TEOREMA DO CONFRONTO

Teorema (Teorema do Confronto): Sejam f , g e h funções definidas em um intervalo aberto


real I, com a ∈ I, exceto possivelmente em a, tais que g(x) ≤ f (x) ≤ h(x). Se lim g(x) = L e
x→a
lim h(x) = L, então lim f (x) = L.
x→a x→a

1
Exemplo: Calcule lim x2 sen .
x→0 x
Solução.
1 1
Temos que −1 ≤ sen ≤ 1. Daı́, −x2 ≤ x2 sen ≤ x2 . Como lim x2 = lim −x2 = 0, segue
x x x→0 x→0
1
do Teorema do Confronto que lim x2 sen = 0.
x→0 x

EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO

1. Calcule os seguintes limites de funções:


1 3 4 8
(1) lim 4x − 2
− (2) lim 6x − 2
+ 3
x→1 x x x→−2 x x
2 2
x − 16 x − 16
(3) lim 3 (4) lim
x→2 x + 3x2 − 4x x→4 4 − x

4x − 16 x2 − 9
(5) lim 2 (6) lim
x→4 x − 16 x→3 x − 3

x2 − 25 x2 − 25
(7) lim (8) lim
x→5 x − 5 x→−5 x + 5

5x − 25 |x| − 5
(9) lim 2 (10) lim 2
x→5 x − 25 x→−5 x − 25

2x2 − x − 3 x2 − 3x − 4
(11) lim (12) lim
x→−1 x2 − 1 x→−1 2x2 + 6x + 4

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7

x2 + 6x − 16 x2 + 2x − 3
(13) lim (14) lim
x→2 x2 + x − 6 x→1 x2 − 3x + 2

2x2 + 5x − 3 x2 − 3x − 4
(15) lim (16) lim
x→1/2 2x2 − 5x + 2 x→4 x2 − 16
x2 + 6x − 16 x2 − x − 2
(17) lim (18) lim
x→2 x2 + x − 6 x→−1 x2 + 5x + 4

x2 − 2x − 8 x2 − 4x − 5
(19) lim 2 (20) lim
x→−2 x + 3x + 2 x→5 x2 − 25
2x2 − 18 x2 − 16
(21) lim (22) lim 2
x→−3 −3x2 − 12x − 9 x→−4 x + 3x − 4

x2 + 6x − 16 x2 + 2x − 8
(23) lim (24) lim 2
x→2 x2 + x − 6 x→2 x − x − 2

2x2 + 6x − 8 x2 − 16
(25) lim 3 (26) lim 3
x→1 x + x2 − 2x x→−4 x + 3x2 − 4x

2x2 + 4x − 6 4x2 − 8x − 12
(27) lim 3 (28) lim 3
x→1 x + 3x2 − 4x x→−1 x + 3x2 + 2x

x2 − 3x − 4 x3 − x2 − 6x
(29) lim 3 (30) lim
x→−1 x − x2 − 2x x→3 3x − 9
x3 + 4x2 − 5x x − x2 − 6x
3
(31) lim (32) lim
x→1 x2 + x − 2 x→−2 x2 + x − 2

x3 − 4x2 − 5x x3 − x2 − 20x
(33) lim (34) lim
x→0 x2 + 2x x→−4 x2 + 4x
x3 − 2x2 − 3x 3(1 − x2 ) − 2(1 − x3 )
(35) lim (36) lim
x→3 x2 + x − 12 x→1 (1 − x2 )(1 − x3 )
√ √ √
x−6 x− 7
(37) lim (38) lim
x→36 x − 36 x→7 x−7

x2 + 4 − 2 x−2
(39) lim (40) lim √
x→0 x2 x→2 3 − x2 + 5
x+1 x−3
(41) lim √ (42) lim √
x→−1 −2 + x2 + 3 x→3 −4 + x2 + 7
3−x x+4
(43) lim √ (44) lim √
x→3 4 − x2 + 7 x→−4 5 − x2 + 9
5−x x−5
(45) lim √ (46) lim √ √
x→5 −6 + x2 + 11 x→5 x− 5
s r
2x2 + 6x − 8 3 x2 − 3x − 4
(47) lim (48) lim
x→1 x3 + x2 − 2x x→−1 x3 − x2 − 2x
s√ s
x2 + 4 − 2 x−3
(49) lim (50) lim 4 √ √
x→0 x2 x→3 x− 3

2. Considere a função f : R → R definida por:

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8


x2 − 4
, se x 6= −2



f (x) = x+2


 6, se x = −2

Calcule lim f (x).


x→−2

3. Considere a função f : R → R definida por:



x2 − 9
, se x 6= 3



f (x) = x − 3


 −4, se x = 3

Calcule lim f (x).


x→3

4. Considere a função f : R → R definida por:



x2 − x − 2
, se x 6= −1



f (x) = x+1


 6, se x = −1

Calcule lim f (x).


x→−1

5. Considere a função f : [0, +∞) → R definida por:


 √ √
x− 3
, se x ≥ 0 e x 6= 3



f (x) = x−3


4, se x = 3

Calcule lim f (x).


x→3

6. Considere a função f : [0, +∞) → R definida por:


 √ √
x− 5
, se x ≥ 0 e x 6= 5



f (x) = x−5


2, se x = 5

Calcule lim f (x).


x→5

7. Considere a função f : R − {4} → R definida por:

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9


x+4

 √ , se x 6= −4
5 − x2 + 9

f (x) =


 −2, se x = −4

Calcule lim f (x) e lim f (x).


x→2 x→−4

8. Considere a função f : [0, +∞) → R definida por:


 √ √
x − 7

 , se x < 7
x−7






f (x) = −1, se x = 7




2
 x − 1 , se x > 7



1+x
Calcule lim f (x) e lim f (x).
x→4 x→9

9. Seja f : R → R a função cujo gráfico está esboçado na figura abaixo.

Determine lim f (x) e lim f (x).


x→−2 x→2

10. Seja f : R → R a função cujo gráfico está esboçado na figura abaixo.

Determine:
(a) lim f (x) (b) lim f (x) (c) lim f (x)
x→−2 x→2 x→1

11. Seja f : R → R a função cujo gráfico está esboçado na figura abaixo.

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10

Determine:
(a) lim f (x); (b) lim f (x);
x→−2 x→1

(c) lim f (x); (d) lim f (x);


x→2 x→3

12. Seja f : R → R a função cujo gráfico está esboçado na figura abaixo.

Determine:
(a) lim f (x); (b) lim f (x);
x→−2 x→0

(c) lim f (x); (d) lim f (x);


x→1 x→3

13. Seja f : R → R a função cujo gráfico está esboçado na figura abaixo.

Determine:
(a) lim f (x); (b) lim f (x); (c) lim f (x); $
x→0 x→2 x→3
(d) lim f (x); (e) lim f (x); (f ) lim f (x);
x→5 x→8 x→10


−4x + 1, se x ≤ 1
14. Considere a função f (x) = .
−x2 + 6x − 8, se x > 1
Esboce o gráfico de f para determinar:

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11

(a) lim f (x) (b) lim f (x) (c) lim f (x) (d) lim f (x)
x→0 x→1 x→2 x→3


x2 − 6x + 8, se x ≥ 1
15. Considere a função f (x) = .
2x + 1, se x < 1
Esboce o gráfico de f para determinar:
(a) lim f (x) (b) lim f (x) (c) lim f (x) (d) lim f (x).
x→1 x→3 x→4 x→−2

RESPOSTAS DOS EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO

1.
1 3 1 3
(1) lim 4x − 2
− =4− 2 − =0
x→1 x x 1 1
4 8 4 8
(2) lim 6x − 2
+ 3 = −12 − + = −14
x→−2 x x 4 −8
x2 − 16 4 − 16 −12
(3) lim = = = −1
x→2 x3 + 3x2 − 4x 8 + 12 − 8 12
x2 − 16 (x − 4)(x + 4) x+4
(4) lim = lim = lim = −8
x→4 4−x x→4 −(x − 4) x→4 −1

4x − 16 4(x − 4) 4 4 1
(5) lim 2
= lim = lim = =
x→4 x − 16 x→4 (x − 4)(x + 4) x→4 x + 4 8 2

x2 − 9 (x − 3)(x + 3)
(6) lim = lim = lim x + 3 = 6
x→3 x − 3 x→3 x−3 x→3

x2 − 25 (x − 5)(x + 5)
(7) lim = lim = lim x + 5 = 10
x→5 x−5 x→5 x−5 x→5

x2 − 25 (x − 5)(x + 5)
(8) lim = lim = lim x − 5 = −10
x→−5 x+5 x→−5 x+5 x→−5

5x − 25 5(x − 5) 5 5 1
(9) lim 2
= lim = lim = =
x→5 x − 25 x→5 (x − 5)(x + 5) x→5 x+5 10 2

|x| − 5 −x − 5 −(x + 5) −1 1
(10) lim 2
= lim 2 = lim = lim =
x→−5 x − 25 x→−5 x − 25 x→−5 (x + 5)(x − 5) x→−5 x − 5 10

2x2 − x − 3 (2x − 3)(x + 1) 2x − 3 −5 5


(11) lim 2
= lim = lim = =
x→−1 x −1 x→−1 (x − 1)(x + 1) x→−1 x − 1 −2 2

x2 − 3x − 4 (x + 1)(x − 4) x−4 −5
(12) lim 2
= lim = lim =
x→−1 2x + 6x + 4 x→−1 2(x + 1)(x + 2) x→−1 2(x + 2) 2

x2 + 6x − 16 (x + 8)(x − 2) x+8 10
(13) lim = lim = lim = =2
x→2 x2 + x − 6 x→2 (x + 3)(x − 2) x→2 x + 3 5

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12

x2 + 2x − 3 (x + 3)(x − 1) x+3 4
(14) lim = lim = lim = = −4
x→1 x2 − 3x + 2 x→1 (x − 1)(x − 2) x→1 x − 2 −1

2x2 + 5x − 3 (x − 1/2)(x + 3) (x + 3) 7
(15) lim 2
= lim = lim =−
x→1/2 2x − 5x + 2 x→1/2 (x − 1/2)(x − 2) x→1/2 (x − 2) 3

x2 − 3x − 4 x+1 5
(16) lim 2
= lim =
x→4 x − 16 x→4 x + 4 8
x2 + 6x − 16 (x + 8)(x − 2) x+8 10
(17) lim 2
= lim = lim = =2
x→2 x +x−6 x→2 (x + 3)(x − 2) x→2 x+3 5

x2 − x − 2 (x + 1)(x − 2) x−2 −3
(18) lim 2
= lim = lim = = −1
x→−1 x + 5x + 4 x→−1 (x + 1)(x + 4) x→−1 x + 4 3

x2 − 2x − 8 (x + 2)(x − 4) x−4 −6
(19) lim 2
= lim = lim = =6
x→−2 x + 3x + 2 x→−2 (x + 2)(x + 1) x→−2 x + 1 −1

x2 − 4x − 5 (x − 5)(x + 1) x+1 6 3
(20) lim 2
= lim = lim = =
x→5 x − 25 x→5 (x − 5)(x + 5) x→5 x + 5 10 5

2x2 − 18 2(x − 3)(x + 3) 2(x − 3) −12


(21) lim = lim = lim = = −2
x→−3 −3x2 − 12x − 9 x→−3 −3(x + 1)(x + 3) x→−3 −3(x + 1) 6

x2 − 16 (x − 4)(x + 4) x−4 8
(22) lim 2
= lim = lim =
x→−4 x + 3x − 4 x→−4 (x − 1)(x + 4) x→−4 x − 1 5

x2 + 6x − 16 (x + 8)(x − 2) x+8 10
(23) lim 2
= lim = lim = =2
x→2 x +x−6 x→2 (x + 3)(x − 2) x→2 x + 3 5

x2 + 2x − 8 (x + 4)(x − 2) x+4 6
(24) lim 2
= lim = lim = =2
x→2 x −x−2 x→2 (x + 1)(x − 2) x→2 x + 1 3

2x2 + 6x − 8 2(x2 + 3x − 4) 2(x − 1)(x + 4) 2(x + 4)


(25) lim = lim = lim = lim =
x→1 x3 + x2 − 2x x→1 x(x2 + x − 2) x→1 x(x − 1)(x + 2) x→1 x(x + 2)

10
=
3
x2 − 16 (x + 4)(x − 4) x−4
(26) lim 3 2
= lim = lim =
x→−4 x + 3x − 4x x→−4 x(x − 1)(x + 4) x→−4 x(x − 1)
−4 − 4 −8 −2
= = = .
−4(−4 − 1) 20 5

2x2 + 4x − 6 2(x − 1)(x + 3) 2(x + 3) 8


(27) lim 3 2
= lim = lim =
x→1 x + 3x − 4x x→1 x(x − 1)(x + 4) x→1 x(x + 4) 5

4x2 − 8x − 12 4(x − 3)(x + 1) 4(x − 3) −16


(28) lim 3 2
= lim = lim = = 16
x→−1 x + 3x + 2x x→−1 x(x + 2)(x + 1) x→−1 x(x + 2) −1

x2 − 3x − 4 (x + 1)(x − 4) x−4 5
(29) lim = lim = lim = −
x→−1 x3 − x2 − 2x x→−1 x(x + 1)(x − 2) x→−1 x(x − 2) 3

Curso DSc Você no curso certo.


13

x3 − x2 − 6x x(x − 3)(x + 2) 15
(30) lim = lim = =5
x→3 3x − 9 x→3 3(x − 3) 3

x3 + 4x2 − 5x x(x − 1)(x + 5) x(x + 5) 6


(31) lim 2
= lim = lim = =2
x→1 x +x−2 x→1 (x − 1)(x + 2) x→1 x+2 3

x3 − x2 − 6x x(x − 3)(x + 2) x(x − 3) −10


(32) lim 2
= lim = lim =
x→−2 x +x−2 x→−2 (x − 1)(x + 2) x→−2 x−1 3

x3 − 4x2 − 5x x(x + 1)(x − 5) (x + 1)(x − 5) 5


(33) lim 2
= lim = lim =−
x→0 x + 2x x→0 x(x + 2) x→0 x+2 2

x3 − x2 − 20x x(x2 − x − 20) x(x + 4)(x − 5)


(34) lim = lim = lim = lim x − 5 =
x→−4 x2 + 4x x→−4 x(x + 4) x→−4 x(x + 4) x→−4

= −9
x3 − 2x2 − 3x x(x2 − 2x − 3) x(x + 1)(x − 3) x(x + 1)
(35) lim 2
= lim = lim = lim =
x→3 x + x − 12 x→3 (x + 4)(x − 3) x→3 (x + 4)(x − 3) x→3 x+4
12
=
7
3(1 − x2 ) − 2(1 − x3 ) 3(1 − x)(1 + x) − 2(1 − x)(1 + x + x2 )
(36) lim = lim =
x→1 (1 − x2 )(1 − x3 ) x→1 (1 − x)(1 + x)(1 − x)(1 + x + x2 )
(1 − x) [3(1 + x) − 2(1 + x + x2 )] 3(1 + x) − 2(1 + x + x2 )
= lim = lim =
x→1 (1 − x)2 (1 + x)(1 + x + x2 ) x→1 (1 − x)(1 + x)(1 + x + x2 )

−2x2 + x + 1 (1 − x)(2x + 1)
= lim = lim =
x→1 (1 − x)(1 + x)(1 + x + x ) x→1 (1 − x)(1 + x)(1 + x + x2 )
2

2x + 1 3 1
= lim 2
= =
x→1 (1 + x)(1 + x + x ) 6 2
√ √
x−6 x−6 1 1 1
(37) lim = lim √ √ = lim √ = =
x→36 x − 36 x→36 ( x − 6)( x + 6) x→36 x+6 6+6 12
√ √  √x − √7   √x + √7 
x− 7 x−7
(38) lim = lim √ √ = lim √ √ =
x→7 x−7 x→7 x−7 x+ 7 x→7 (x − 7)( x + 7)
1 1
= lim √ √ = √
x→7 x+ 7 2 7

x2 + 4 − 2 x2 + 4 − 4 x2
(39) lim = lim √ = lim √ =
x→0 x2 x→0 x2 ( x2 + 4 + 2) x→0 x2 ( x2 + 4 + 2)

1 1
= lim √ =
x→0 x2 + 4 + 2 4
" √ # √
x−2 x−2 3 + x2 + 5 (x − 2)(3 + x2 + 5)
(40) lim √ = lim √ √ = lim =
x→2 3 − x2 + 5 x→2 3 − x2 + 5 3 + x2 + 5 x→2 9 − (x2 + 5)

Curso DSc Você no curso certo.


14

√ √ √
(x − 2)(3 + x2 + 5) (x − 2)(3 + x2 + 5) 3 + x2 + 5 6
= lim 2
= lim = lim = =
x→2 −(x − 4) x→2 −(x − 2)(x + 2) x→2 −(x + 2) −4
3
=−
2
" √ #
x+1 x+1 2 + x2 + 3
(41) lim √ = lim √ √ =
x→−1 −2 + x2 + 3 x→−1 −2 + x2 + 3 2 + x2 + 3
√ √
(x + 1)(2 + x2 + 3) (x + 1)(2 + x2 + 3)
= lim = lim =
x→−1 (x2 + 3) − 4 x→−1 x2 − 1
√ √
(x + 1)(2 + x2 + 3) 2 + x2 + 3 4
= lim = lim = = −2
x→−1 (x − 1)(x + 1) x→−1 x−1 −2
" √ #
x−3 x−3 4 + x2 + 7
(42) lim √ = lim √ √ =
x→3 −4 + x2 + 7 x→3 −4 + x2 + 7 4 + x2 + 7
√ √
(x − 3)(4 + x2 + 7) (x − 3)(4 + x2 + 7)
= lim = lim =
x→3 (x2 + 7) − 16 x→3 x2 − 9
√ √
(x − 3)(4 + x2 + 7) 4 + x2 + 7 8 4
= lim = lim = =
x→3 (x − 3)(x + 3) x→3 x+3 6 3
" √ #
3−x 3−x 4 + x2 + 7
(43) lim √ = lim √ √ =
x→3 4 − x2 + 7 x→3 4 − x2 + 7 4 + x2 + 7
" √ # " √ #
(3 − x)(4 + x2 + 7) (3 − x)(4 + x2 + 7)
= lim = lim =
x→3 16 − (x2 + 7) x→3 9 − x2
" √ # √
(3 − x)(4 + x2 + 7) 4 + x2 + 7 8 4
= lim = lim = =
x→3 (3 − x)(3 + x) x→3 3+x 6 3
" √ #
x+4 x+4 5 + x2 + 9
(44) lim √ = lim √ √ =
x→−4 5 − x2 + 9 x→−4 5 − x2 + 9 5 + x2 + 9
√ √
(x + 4)(5 + x2 + 9) (x + 4)(5 + x2 + 9)
= lim = lim =
x→−4 25 − (x2 + 9) x→−4 −x2 + 16
√ √
(x + 4)(5 + x2 + 9) 5 + x2 + 9 10 5
= lim = lim = =
x→−4 −(x − 4)(x + 4) x→−4 −(x − 4) 8 4
" √ #
5−x 5−x 6 + x2 + 11
(45) lim √ = lim √ √ =
x→5 −6 + x2 + 11 x→5 −6 + x2 + 11 6 + x2 + 11
√ √
(5 − x)(6 + x2 + 11) (5 − x)(6 + x2 + 11)
= lim = lim =
x→5 (x2 + 11) − 36 x→5 x2 − 25
√ √
(5 − x)(6 + x2 + 11) (5 − x)(6 + x2 + 11)
= lim = lim =
x→5 (x − 5)(x + 5) x→5 −(5 − x)(x + 5)

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15


6 + x2 + 11 12 6
= lim = =−
x→5 −(x + 5) −10 5

x−5  x − 5   √x + √5  √ √
(x − 5)( x + 5)
(46) lim √ √ = lim √ √ √ √ = lim √ √ √ √ =
x→5 x − 5 x→5 x− 5 x+ 5 x→5 ( x − 5)( x + 5)
√ √
(x − 5)( x + 5) √ √ √
= lim = lim x + 5 = 2 5
x→5 x−5 x→5
s s s s
2 2
2x + 6x − 8 2(x + 3x − 4) 2(x − 1)(x + 4) 2(x + 4)
(47) lim 3 2
= lim 2
= lim = lim =
x→1 x + x − 2x x→1 x(x + x − 2) x→1 x(x − 1)(x + 2) x→1 x(x + 2)
r
10
=
3
r s s r
x 2 − 3x − 4 (x + 1)(x − 4) x − 4 5
3 3
(48) lim 3 2
= lim 3 = lim 3 = −
x→−1 x − x − 2x x→−1 x(x + 1)(x − 2) x→−1 x(x − 2) 3
s√ s s
x2 + 4 − 2 x2 + 4 − 4 x2
(49) lim = lim √ = lim √ =
x→0 x2 x→0 x2 ( x2 + 4 + 2) x→0 x2 ( x2 + 4 + 2)
s r
1 1 1
= lim √ = =
x→0 x2 + 4 + 2 4 2
s s √ √  s √ √
x−3 4
 x−3   x+ 3 4 (x − 3)( x + 3)
(50) lim 4
√ √ = lim √ √ √ √ = lim √ √ √ √ =
x→3 x − 3 x→3 x− 3 x+ 3 x→3 ( x − 3)( x + 3)
s
√ √
4 √
√ √
q
(x − 3)( x + 3)
q
4 4
= lim = lim x+ 3= 2 3
x→3 x−3 x→3

2. Temos que:
x2 − 4 (x − 2)(x + 2)
lim f (x) = lim = lim = lim x − 2 = −4.
x→−2 x→−2 x+2 x→3 (x + 2) x→−2

3. Temos que:
x2 − 9 (x − 3)(x + 3)
lim f (x) = lim = lim = lim x + 3 = 6.
x→3 x→3 x−3 x→3 (x − 3) x→3

4. Temos que:
x2 − x − 2 (x − 2)(x + 1)
lim f (x) = lim = lim = lim x − 2 = −3.
x→−1 x→−1 x+1 x→−1 (x + 1) x→−1

5. Temos que:
√ √ √ √
x− 3 x− 3 1 1
lim f (x) = lim = lim √ √ √ √ = lim √ √ = √ .
x→3 x→3 x−3 x→3 ( x − 3)( x + 3) x→3 x + 3 2 3

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16

6. Temos que:
√ √ √ √
x− 5 x− 5 1 1
lim f (x) = lim = lim √ √ √ √ = lim √ √ = √ .
x→5 x→5 x−5 x→5 ( x − 5)( x + 5) x→5 x+ 5 2 5

7. Temos que:
x+4 6
lim f (x) = lim √ = √ e
x→2 x→2 5 − x2 + 9 5 − 13
" √ #
x+4 x+4 5 + x2 + 9
lim f (x) = lim √ = lim √ √ =
x→−4 x→−4 5 − x2 + 9 x→−4 5 − x2 + 9 5 + x2 + 9
√ √
(x + 4)(5 + x2 + 9) (x + 4)(5 + x2 + 9)
= lim = lim =
x→−4 25 − (x2 + 9) x→−4 −x2 + 16
√ √
(x + 4)(5 + x2 + 9) 5 + x2 + 9 10 5
= lim = lim = = .
x→−4 −(x − 4)(x + 4) x→−4 −(x − 4) 8 4

8. Temos que:
√ √ √ √ √ √
x− 7 4− 7 2− 7 7−2
lim f (x) = lim = = = e
x→4 x→4 x−7 4−7 −3 3
2
x −1 81 − 1
lim f (x) = lim = = 8.
x→9 x→9 1 + x 10

9. Temos que:
lim f (x) = 4 e lim f (x) = −2.
x→−2 x→2

10. Temos que:


(a) lim f (x)=3; (b) lim f (x)=2; (c) lim f (x) = 0.
x→−2 x→2 x→1

11. Temos que:


(a) lim f (x)= -3; (b) lim f (x)= -3;
x→−2 x→1

(c) lim f (x)= 0; (d) lim f (x)= 1.


x→2 x→3

12. Temos que:


(a) lim f (x)= -3; (b) lim f (x)= 1;
x→−2 x→0

(c) lim f (x)= 3; (d) lim f (x)= -1.


x→1 x→3

13.
(a) lim f (x) = 1 (b) lim f (x) = 5 (c) lim f (x) = 0
x→0 x→2 x→3
(d) lim f (x) = −4 (e) lim f (x) = 5 (f ) lim f (x) = 5
x→5 x→8 x→10

14. Temos que o gráfico de f é:

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17

Logo,
(a) lim f (x) = 1; (b) lim f (x) = −3; (c) lim f (x) = 0; (d) lim f (x) = 1.
x→0 x→1 x→2 x→3

15. Temos que o gráfico de f é:

Logo,
(a) lim f (x) = 3; (b) lim f (x) = −1; (c) lim f (x) = 0; (d) lim f (x) = −3.
x→1 x→3 x→4 x→−2

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18

LIMITES LATERAIS

Seja f (x) = x − 4. Temos que D(f ) = [4, +∞), ou seja, f não está definida para valores menores

do que 4. Portanto, não podemos considerar e não existe lim x − 4. Neste caso, consideramos
x→4
somente os valores de x que se aproximam de 4 pela direita. Geometricamente, temos:

Observamos que, quando x assume valores cada vez mais próximos, e maiores, do que 4, f (x) assume
valores cada vez mais próximos de 0. Neste caso, dizemos que o limite de f (x) quando x se aproxima
de 4 pela direita é igual a 0 e expressamos tal afirmação com a notação:

lim f (x) = 0 .
x→4+

Definição(Limite Lateral à Direita): Seja f uma função definida no intervalo aberto real (a, c).
O limite de f (x) quando x se aproxima de a pela direita é L se, quando x assume valores cada vez
mais próximos, e maiores, do que a, f (x) assume valores cada vez mais próximos de L. Neste caso,
escrevemos

lim f (x) = L .
x→a+


Seja f (x) = 4 − x. Temos que D(f ) = (−∞, 4], ou seja, f não está definida para valores maiores

do que 4. Portanto, não podemos considerar e não existe lim 4 − x. Neste caso, consideramos
x→4
somente os valores de x que se aproximam de 4 pela esquerda. Geometricamente, temos:

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19

Observamos que, quando x assume valores cada vez mais próximos, e menores, do que 4, f (x)
assume valores cada vez mais próximos de 0. Neste caso, dizemos que o limite de f (x) quando x se
aproxima de 4 pela esquerda é igual a 0 e expressamos tal afirmação com a notação:

lim f (x) = 0 .
x→4−

Definição(Limite Lateral à Esquerda): Seja f uma função definida no intervalo aberto real (d, a).
O limite de f (x) quando x se aproxima de a pela esquerda é M se, quando x assume valores cada
vez mais próximos, e menores, do que a, f (x) assume valores cada vez mais próximos de M . Neste
caso, escrevemos

lim f (x) = M .
x→a−

OBSERVAÇÃO: Todas as propriedades de limites permancem válidas para limites laterais.



2, se x ≥ 0
Exemplo 1 : Seja f (x) = . Calcule lim+ f (x) e lim− f (x).
−1, se x < 0 x→0 x→0

Solução.
Temos que lim+ f (x) = lim+ 2 = 2 e lim− f (x) = lim− −1 = −1.
x→0 x→0 x→0 x→0


x + 1, se x ≥ 2
Exemplo 2 : Seja f (x) = . Calcule lim+ f (x) e lim− f (x).
3 − x, se x < 2 x→2 x→2

Solução.
Temos que lim+ f (x) = lim+ x + 1 = 3 e lim− f (x) = lim− 3 − x = 1.
x→2 x→2 x→2 x→2

Teorema: Seja f uma função definida em um intervalo aberto real I, com a ∈ I, exceto possivel-
mente em a. Então, lim f (x) = L se, e soemnte se, lim+ f (x) = lim− f (x) = L.
x→a x→a x→a


4 − x2 , se x ≤ 1
Exemplo 1 : Seja f (x) = . Calcule lim+ f (x) e lim− f (x). O que você pode
2 + x2 , se x > 1 x→1 x→1

conluir de lim f (x)?


x→1

Solução.

Temos que lim+ f (x) = lim+ 2 + x2 = 3 e lim− f (x) = lim− 4 − x2 = 3. Como lim+ f (x) =
x→1 x→1 x→1 x→1 x→1
lim f (x) = 3, segue que lim f (x) = 3.
x→1− x→1

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20


x3 − 1, se x < −2
Exemplo 2 : Seja f (x) = . Calcule lim + f (x) e lim − f (x). O que
x2 − x + 1, se x ≥ −2 x→−2 x→−2

você pode conluir de lim f (x)?


x→−2

Solução.

Temos que lim + f (x) = lim x2 − x + 1 = 7 e lim f (x) = lim x3 − 1 = −9. Como
x→−2 x→−2+ x→−2− x→−2−

lim f (x) = 7 6= −9 = lim − f (x), segue que não existe lim f (x).
x→−2+ x→−2 x→−2

EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO

1. Calcule os seguintes limites laterais de funções:


√ 2−x 2+x
(1) lim+ x2 − 16 (2) lim− √ (3) lim + √
x→4 x→2 4 − x2 x→−2 4 − x2

3− 7−x x2 − 4x − 5 √
(4) lim + 2 (5) lim+ 2 (6) lim + 9 − x2
x→−2 x − 4x − 12 x→5 x − 3x − 10 x→−3

3−x |x| − 4 4 8
(7) lim− √ (8) lim − (9) lim + 6x − + 3
x→3 4 − x2 + 7 x→−4 x2 − 16 x→−2 x 2 x
2
5x − 25 x − 16 x2 + 2x − 8
(10) lim− 2 (11) lim + 2
(12) lim− 2
x→5 x − 25 x→−4 x + 3x − 4 x→2 x −x−2

x−6 x+1 √
(13) lim− (14) lim + √ (15) lim− 4 − 3x − x2
x→36 x − 36 x→−1 −2 + x2 + 3 x→1

2+x |x| − 3 |x + 1| − 2
(16) lim + √ (17) lim − (18) lim+
x→−2 4 − x2 x→−3 x2 − 9 x→1 x2 + 2x − 3
|x2 − 3x − 4| − 6 6 − x2
(19) lim− (20) lim +
x→2 2−x x→−4 3 − |x|

2. Considere a função f definida por:

|x − 2|

 , se x > 2
x−2

f (x) =

 2
x + 2, se x ≤ 2
Calcule lim+ f (x) e lim− f (x). O que você pode concluir do lim f (x)?
x→2 x→2 x→2

3. Seja f a função definida por:



|x + 2|
, se x < −2






 x+2


f (x) = x2 + 1, se −2 ≤ x ≤ 1



x2 − 1




 , se x > 1
|x| − 1

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21

(a) Calcule lim + f (x) e lim − f (x). O que você pode concluir do lim f (x)?
x→−2 x→−2 x→−2

(b) Calcule lim+ f (x) e lim− f (x). O que você pode concluir do lim f (x)?
x→1 x→1 x→1

4. Considere a função f definida por:




 3x4 − x3 + 2x − 1, se x ≤ −1




|x + 1|


, se −1 < x < 2

f (x) = x+1



6 − x2




 , se x ≥ 2
3 − |x|

(a) Calcule lim + f (x) e lim − f (x). O que você pode concluir do lim f (x)?
x→−1 x→−1 x→−1

(b) Calcule lim+ f (x) e lim− f (x). O que você pode concluir do lim f (x)?
x→2 x→2 x→2

5. Seja f a função definida por:




 x2 + 1, se x < −1


 √


f (x) = 3 − x, se −1 ≤ x ≤ 1


|x − 1|




 , se x > 1
x−1
(a) Calcule lim + f (x) e lim − f (x). O que você pode concluir do lim f (x)?
x→−1 x→−1 x→−1

(b) Calcule lim+ f (x) e lim− f (x). O que você pode concluir do lim f (x)?
x→1 x→1 x→1

6. Seja f a função definida por:


 √

 4 − x, se x < 1



f (x) = x2 − 3x + 2, se 1 ≤ x ≤ 4




2 |x − 1| , se x > 4

(a) Calcule lim+ f (x) e lim− f (x). O que você pode concluir do lim f (x)?
x→1 x→1 x→1

(b) Calcule lim+ f (x) e lim− f (x). O que você pode concluir do lim f (x)?
x→4 x→4 x→4

7. Considere a função f definida por:

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22

|x + 1|


 , se x < −1



 x+1


f (x) = x3 − x2 − 2x
, se −1 ≤ x ≤ 2
x2 − 5x + 6







2x − 10,

se x > 2

(a) Calcule lim + f (x) e lim − f (x). O que você pode concluir do lim f (x)?
x→−1 x→−1 x→−1

(b) Calcule lim+ f (x) e lim− f (x). O que você pode concluir do lim f (x)?
x→2 x→2 x→2

8. Seja f a função definida por:



|x2 − x − 2|
, se x < −1






 x + 1


f (x) = x3 + 1, se −1 ≤ x ≤ 2



3x2 − 3x − 6




 , se x > 2
|x| − 2

(a) Calcule lim + f (x) e lim − f (x). O que você pode concluir do lim f (x)?
x→−1 x→−1 x→−1

(b) Calcule lim+ f (x) e lim− f (x). O que você pode concluir do lim f (x)?
x→2 x→2 x→2

9. Seja f a função definida por:




 4 |1 − x| , se x < −1



f (x) = 6x2 − 3x − 1, se −1 ≤ x < 3





2 x + 1, se x ≥ 3

(a) Calcule lim + f (x) e lim − f (x). O que você pode concluir do lim f (x)?
x→−1 x→−1 x→−1

(b) Calcule lim+ f (x) e lim− f (x). O que você pode concluir do lim f (x)?
x→3 x→3 x→3

10. Seja f a função definida por:



|x + 3|
, se x < −3






 x+3
f (x) = x2 + 3x − 1, se −3 ≤ x < 2






 4 − |x| , se x ≥ 2

(a) Calcule lim + f (x) e lim − f (x). O que você pode concluir do lim f (x)?
x→−3 x→−3 x→−3

Curso DSc Você no curso certo.


23

(b) Calcule lim+ f (x) e lim− f (x). O que você pode concluir do lim f (x)?
x→2 x→2 x→2

11. Considere o gráfico da função f dado por:

(a) Determine os intervalos onde f é crescente e os intervalos onde f é decrescente;


(b) Calcule lim + f (x) e lim − f (x). O que você pode concluir do lim f (x)?
x→−2 x→−2 x→−2

(c) Calcule lim+ f (x) e lim− f (x). O que você pode concluir do lim f (x)?
x→2 x→2 x→2

12. Considere o gráfico da função f dado por:

(a) Determine os intervalos onde f é crescente e os intervalos onde f é decrescente;


(b) Determine lim + f (x) e lim − f (x). O que você pode concluir do lim f (x)?
x→−3 x→−3 x→−3

(c) Determine lim + f (x) e lim − f (x). O que você pode concluir do lim f (x)?
x→−1 x→−1 x→−1

(d) Determine lim+ f (x) e lim− f (x). O que você pode concluir do lim f (x)?
x→2 x→2 x→2

13. Considere o gráfico da função f abaixo:

(a) Calcule lim + f (x) e lim − f (x). O que você pode concluir do lim f (x)?
x→−2 x→−2 x→−2

Curso DSc Você no curso certo.


24

(b) Calcule lim + f (x) e lim − f (x). O que você pode concluir do lim f (x)?
x→−1 x→−1 x→−1

(c) Calcule lim+ f (x) e lim− f (x). O que você pode concluir do lim f (x)?
x→0 x→0 x→0

(d) Calcule lim+ f (x) e lim− f (x). O que você pode concluir do lim f (x)?
x→1 x→1 x→1

(e) Calcule lim+ f (x) e lim− f (x). O que você pode concluir do lim f (x)?
x→3 x→3 x→3

(f ) Calcule lim+ f (x) e lim− f (x). O que você pode concluir do lim f (x)?
x→5 x→5 x→5

(g) Calcule lim+ f (x) e lim− f (x). O que você pode concluir do lim f (x)?
x→6 x→6 x→6

RESPOSTAS DOS EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO

1.
√ √
(1) lim+ x2 − 16 = 42 − 16 = 0
x→4
 √   √ 
2−x 2−x 4 − x2 (2 − x) 4 − x2
(2) lim− √ = lim √ √ = lim− =
x→2 4 − x2 x→2− 4 − x2 4 − x2 x→2 4 − x2
 √  √ p
(2 − x) 4 − x2 4 − x2 4 − (2)2 0
= lim− = lim− = = =0
x→2 (2 − x)(2 + x) x→2 2+x 2+2 4
 √  √
2+x 2+x 4 − x2 (2 + x) 4 − x2
(3) lim + √ = lim √ √ = lim + =
x→−2 4 − x2 x→−2+ 4 − x2 4 − x2 x→−2 4 − x2
√ √
(2 + x) 4 − x2 4 − x2 0
= lim + = lim + = =0
x→−2 (2 + x)(2 − x) x→−2 2−x 4
√  √ √ 
3− 7−x 3− 7−x 3+ 7−x
(4) lim + 2 = lim + √ =
x→−2 x − 4x − 12 x→−2 x2 − 4x − 12 3 + 7 − x
   
9 − (7 − x) 2+x
= lim + √ = lim + √ =
x→−2 (x2 − 4x − 12)(3 + 7 − x) x→−2 (x + 2)(x − 6)(3 + 7 − x)
 
1 1 −1
= lim + √ = =
x→−2 (x − 6)(3 + 7 − x) (−8)(6) 48

x2 − 4x − 5 (x − 5)(x + 1) x+1 6
(5) lim+ = lim = lim =
x→5 x2 − 3x − 10 x→5+ (x − 5)(x + 2) x→5+ x + 2 7
√ p
(6) lim + 9 − x2 = 9 − (−3)2 = 0
x→−3
" √ #
3−x 3−x 4 + x2 + 7
(7) lim− √ = lim √ √ =
x→3 4 − x2 + 7 x→3− 4 − x2 + 7 4 + x2 + 7
" √ # " √ #
(3 − x)(4 + x2 + 7) (3 − x)(4 + x2 + 7)
= lim− = lim− =
x→3 16 − (x2 + 7) x→3 9 − x2

Curso DSc Você no curso certo.


25

" √ # √
(3 − x)(4 + x2 + 7) 4 + x2 + 7 8 4
= lim− = lim− = =
x→3 (3 − x)(3 + x) x→3 3+x 6 3

|x| − 4 −x − 4 −(x + 4) −1 1
(8) lim − 2
= lim − 2 = lim − = lim − =
x→−4 x − 16 x→−4 x − 16 x→−4 (x + 4)(x − 4) x→−4 x − 4 8
4 8 4 8
(9) lim + 6x − 2
+ 3 = −12 − + = −14
x→−2 x x 4 −8
5x − 25 5(x − 5) 5 5 1
(10) lim− 2
= lim− = lim− = =
x→5 x − 25 x→5 (x − 5)(x + 5) x→5 x + 5 10 2

x2 − 16 (x − 4)(x + 4) x−4 8
(11) lim + 2
= lim + = lim + =
x→−4 x + 3x − 4 x→−4 (x − 1)(x + 4) x→−4 x − 1 5

x2 + 2x − 8 (x + 4)(x − 2) x+4 6
(12) lim− = lim = lim = =2
x→2 x2 − x − 2 x→2− (x + 1)(x − 2) x→2− x + 1 3
√ √
x−6 x−6 1 1 1
(13) lim− = lim− √ √ = lim− √ = =
x→36 x − 36 x→36 ( x − 6)( x + 6) x→36 x+6 6+6 12
" √ #
x+1 x+1 2 + x2 + 3
(14) lim + √ = lim √ √ =
x→−1 −2 + x2 + 3 x→−1+ −2 + x2 + 3 2 + x2 + 3
√ √
(x + 1)(2 + x2 + 3) (x + 1)(2 + x2 + 3)
= lim + = lim + =
x→−1 (x2 + 3) − 4 x→−1 x2 − 1
√ √
(x + 1)(2 + x2 + 3) 2 + x2 + 3 4
= lim + = lim + = = −2
x→−1 (x − 1)(x + 1) x→−1 x−1 −2

(15) lim− 4 − 3x − x2 = 0
x→1
 √  √
2+x 2+x 4 − x2 (2 + x) 4 − x2
(16) lim + √ = lim √ √ = lim + =
x→−2 4 − x2 x→−2+ 4 − x2 4 − x2 x→−2 4 − x2
√ √
(2 + x) 4 − x2 4 − x2 0
= lim + = lim + = =0
x→−2 (2 + x)(2 − x) x→−2 2−x 4

|x| − 3 −x − 3 −(x + 3) −1 1
(17) lim − 2
= lim − 2 = lim − = lim − =
x→−3 x − 9 x→−3 x − 9 x→−3 (x + 3)(x − 3) x→−3 x − 3 6

|x + 1| − 2 x−1 1 1
(18) lim+ 2
= lim+ = lim+ =
x→1 x + 2x − 3 x→1 (x − 1)(x + 3) x→1 x + 3 4

|x2 − 3x − 4| − 6 −x2 + 3x − 2 (2 − x)(x − 1)


(19) lim− = lim− = lim− =1
x→2 2−x x→2 2−x x→2 2−x
6 − x2 6 − x2 −10
(20) lim + = lim + = = 10
x→−4 3 − |x| x→−4 3 + x −1

2. Temos que:

Curso DSc Você no curso certo.


26

|x − 2| x−2
(i) lim+ f (x) = lim+ = lim+ = lim+ 1 = 1;
x→2 x→2 x−2 x→2 x − 2 x→2
2 2
(ii) lim− f (x) = lim− x + 2 = (2) + 2 = 4.
x→2 x→2

Logo, como lim+ f (x) = 1 6= 4 = lim− f (x), concluimos que não existe lim f (x).
x→2 x→2 x→2

3.
(a) Temos que:

(i) lim + f (x) = lim + x2 + 1 = 5;


x→−2 x→−2

|x + 2| −(x + 2)
(ii) lim − f (x) = lim − = lim − = lim − −1 = −1.
x→−2 x→−2 x+2 x→−2 x+2 x→−2

Logo, como lim + f (x) = 5 6= −1 = lim − f (x), concluimos que não existe o lim f (x).
x→−2 x→−2 x→−2

(b) Temos que:

x2 − 1 (x − 1)(x + 1)
(i) lim+ f (x) = lim+ = lim+ = lim+ x + 1 = 2;
x→1 x→1 |x| − 1 x→1 x−1 x→1

(ii) lim− f (x) = lim− x2 + 1 = 12 + 1 = 2.


x→1 x→1

Logo, como lim+ f (x) = 2 = lim− f (x), concluimos que lim f (x) = 2.
x→1 x→1 x→1

4.
(a) Temos que:

|x + 1|
(i) lim + f (x) = lim + = lim + 1 = 1;
x→−1 x→−1 x+1 x→−1
4 3
(ii) lim − f (x) = lim − 3x − x + 2x − 1 = 1.
x→−1 x→−1

Logo, como lim + f (x) = 1 = lim − f (x), concluimos que lim f (x) = 1.
x→−1 x→−1 x→−1

(b) Temos que:

6 − x2
(i) lim+ f (x) = lim+ = 2;
x→2 x→2 3 − |x|

|x + 1|
(ii) lim− f (x) = lim− = lim− 1 = 1.
x→2 x→2 x+1 x→2

Logo, como lim+ f (x) = 2 6= 1 = lim− f (x), concluimos que não existe lim f (x).
x→2 x→2 x→2

5.
(a) Temos que:

(i) lim + f (x) = lim + 3 − x = 2;
x→−1 x→−1

Curso DSc Você no curso certo.


27

(ii) lim − f (x) = lim − x2 + 1 = 2.


x→−1 x→−1

Logo, como lim + f (x) = lim − f (x) = 2, concluimos que lim f (x) = 2.
x→−1 x→−1 x→−1

(b) Temos que:

|x − 1|
(i) lim+ f (x) = lim+ = 1;
x→1 x→1 x−1
√ √
(ii) lim− f (x) = lim− 3 − x = 2.
x→1 x→1

Logo, como lim+ f (x) 6= lim− f (x), concluimos que não existe lim f (x).
x→1 x→1 x→1

6.
(a) Temos que:

(i) lim+ f (x) = lim+ x2 − 3x + 2 = 0;


x→1 x→1
√ √
(ii) lim− f (x) = lim− 4 − x = 3.
x→1 x→1

Logo, como lim+ f (x) = 0 6= 3 = lim− f (x), concluimos que não existe lim f (x).
x→1 x→1 x→1

(b) Temos que:

(i) lim+ f (x) = lim+ 2 |x − 1| = 6;


x→4 x→4

(ii) lim− f (x) = lim− x2 − 3x + 2 = 6.


x→4 x→4

Logo, como lim+ f (x) = lim− f (x) = 6, concluimos que lim f (x) = 6.
x→4 x→4 x→4

7.
(a) Temos que:

x3 − x2 − 2x 0
(i) lim + f (x) = lim + 2
= = 0;
x→−1 x→−1 x − 5x + 6 12
|x + 1| −(x + 1)
(ii) lim − f (x) = lim − = lim − = lim − −1 = −1.
x→−1 x→−1 x+1 x→−1 x+1 x→−1

Logo, como lim + f (x) = 0 6= −1 = lim − f (x), concluimos que não existe o lim f (x).
x→−1 x→−1 x→−1

(b) Temos que:

(i) lim+ f (x) = lim+ 2x − 10 = −6;


x→2 x→2
x(x − 2)(x + 1) x(x + 1) 6
(ii) lim− f (x) = lim− = lim− = = −6.
x→2 x→2 (x − 2)(x − 3) x→2 x−3 −1

Como lim+ f (x) = −6 = lim− f (x), concluimos o lim f (x) = −6.


x→2 x→2 x→2

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28

8.
(a) Temos que:

(i) lim + f (x) = lim + x3 + 1 = 0;


x→−1 x→−1

|x2 − x − 2| x2 − x − 2 (x + 1)(x − 2)
(ii) lim − f (x) = lim − = lim − = lim − = −3.
x→−1 x→−1 x+1 x→−1 x+1 x→−1 x+1
Assim, como lim + f (x) = 0 6= −3 = lim − f (x), concluimos que não existe lim f (x).
x→−1 x→−1 x→−1

(b) Temos que:

3x2 − 3x − 6 3(x + 1)(x − 2)


(i) lim+ f (x) = lim+ = lim+ = 9;
x→2 x→2 |x| − 2 x→2 x−2
(ii) lim− f (x) = lim− x3 + 1 = 9.
x→2 x→2

Assim, como lim+ f (x) = lim− f (x) = 9, concluimos que lim f (x) = 9.
x→2 x→2 x→2

9.
(a) Temos que:

(i) lim + f (x) = lim + 6x2 − 3x − 1 = 8;


x→−1 x→−1

(ii) lim − f (x) = lim − 4 |1 − x| = lim − 4 (1 − x) = 8.


x→−1 x→−1 x→−1

Assim, como lim + f (x) = lim − f (x) = 8, concluimos que lim f (x) = 8.
x→−1 x→−1 x→−1

(b) Temos que:



(i) lim+ f (x) = lim+ 2 x + 1 = 4;
x→3 x→3

(ii) lim− f (x) = lim− 6x2 − 3x − 1 = 44.


x→3 x→3

Assim, como lim+ f (x) = 4 6= 44 = lim− f (x), concluimos que não existe lim f (x).
x→3 x→3 x→3

10.
(a) Temos que:

(i) lim + f (x) = lim + x2 + 3x − 1 = −1;


x→−3 x→−3

|x + 3| −(x + 3)
(ii) lim − f (x) = lim − = lim − = lim − −1 = −1.
x→−3 x→−3 x+3 x→−3 x+3 x→−3

Assim, como lim + f (x) = −1 = lim − f (x), concluimos que lim f (x) = −1.
x→−3 x→−3 x→−3

(b) Temos que:

(i) lim+ f (x) = lim+ 4 − |x| = lim+ 4 − x = 2;


x→2 x→2 x→2

Curso DSc Você no curso certo.


29

(ii) lim− f (x) = lim− x2 + 3x − 1 = 9.


x→2 x→2

Assim, como lim+ f (x) = 2 6= 9 = lim− f (x), concluimos que não existe o lim f (x).
x→2 x→2 x→2

11.
(a) A função f é crescente nos intervalos (−∞, −2) e [0, +∞) e f é decrescente no intervalo [−2, 0).

(b) Temos que lim f (x) = 2 e lim f (x) = 4. Logo, como lim f (x) 6= lim f (x),
x→−2+ x→−2− x→−2+ x→−2−

concluimos que não existe lim f (x).


x→−2

(c) Temos que lim+ f (x) = 2 e lim− f (x) = 2. Logo, como lim+ f (x) = lim− f (x) = 2,
x→2 x→2 x→2 x→2
concluimos que lim f (x) = 2.
x→2

12.
(a) A função f é crescente nos intervalos (−∞, −3] e (−1, +∞) e f é decrescente no intervalo
(−3, −1].

(b) Temos que lim + f (x) = 9 e lim − f (x) = 9. Logo, como lim + f (x) = 9 = lim − f (x),
x→−3 x→−3 x→−3 x→−3

concluimos que lim f (x) = 9.


x→−3

(c) Temos que lim f (x) = 3 e lim f (x) = 5. Logo, como lim f (x) 6= lim f (x),
x→−1+ x→−1− x→−1+ x→−1−

concluimos que não existe lim f (x).


x→−1

(d) Temos que lim+ f (x) = 6 e lim− f (x) = 6. Logo, como lim+ f (x) = 6 = lim− f (x),
x→2 x→2 x→2 x→2
concluimos que lim f (x) = 6.
x→2

13.
(a) Temos que lim + f (x) = 0 = lim − f (x). Logo, lim f (x) = 0.
x→−2 x→−2 x→−2

(b) Temos que lim + f (x) = 2 6= 0 = lim − f (x). Logo, não existe lim f (x).
x→−1 x→−1 x→−1

(c) Temos que lim+ f (x) = 2 = lim− f (x). Logo, lim f (x) = 2.
x→0 x→0 x→0

(d) Temos que lim+ f (x) = 2 = lim− f (x). Logo, lim f (x) = 2.
x→1 x→1 x→1

(e) Temos que lim+ f (x) = 0 = lim− f (x). Logo, lim f (x) = 0.
x→3 x→3 x→3

(f ) Temos que lim+ f (x) = 1 6= 6 = lim− f (x). Logo, não existe lim f (x).
x→5 x→5 x→5

(g) Temos que lim+ f (x) = 0 = lim− f (x). Logo, lim f (x) = 0.
x→6 x→6 x→6

Curso DSc Você no curso certo.


30

LIMITES INFINITOS
3
Seja f (x) = . Temos que D(f ) = R − {2}. Vamos observar o comportamento de f (x)
(x − 2)2
“nas redondezas” de 2, ou seja, vamos observar o comportamento de f (x) quando x assume valores
muito próximos, maiores e menores, do que 2:

x f (x) x f (x)

1 3 3 3

1, 5 12 2, 5 12

1, 66 27 2, 33 27

1, 75 48 2, 25 48

1, 9 300 2, 1 300

1, 99 30000 2, 01 30000

1, 999 3000000 2, 001 3000000

Tabela 3: x < 2 Tabela 4: x > 2

Na Tabela 3, observamos que, quando x assume valores cada vez mais próximos, e menores, do que
2, f (x) assume valores cada vez maiores; na Tabela 2, observamos que, quando x assume valores
cada vez mais próximos, e maiores, do que 2, f (x) também assume valores cada vez maiores. Assim,
embora f não esteja definida em 2, tomando valores de x suficientemente próximos de 2, podemos
obter valores de f (x) tão “grandes” quanto desejarmos. Neste caso, dizemos que o limite de f (x)
quando x se aproxima de 2 é igual a +∞ e expressamos tal afirmação com a notação:

lim f (x) = +∞ .
x→2

Geometricamente, temos:

Curso DSc Você no curso certo.


31

Definição(Limite Infinito Positivo): Seja f uma função definida em um intervalo aberto real I,
com a ∈ I, exceto possivelmente em a. O limite de f (x) quando x se aproxima de a é +∞ se,
quando x assume valores cada vez mais próximos, maiores e menores, do que a, f (x) assume valores
cada vez maiores. Neste caso, escrevemos

lim f (x) = +∞ .
x→a

−3
Seja f (x) = . Temos que D(f ) = R − {2}. Vamos observar o comportamento de f (x)
(x − 2)2
“nas redondezas” de 2, ou seja, vamos observar o comportamento de f (x) quando x assume valores
muito próximos, maiores e menores, do que 2:

x f (x) x f (x)

1 −3 3 −3

1, 5 −12 2, 5 −12

1, 66 −27 2, 33 −27

1, 75 −48 2, 25 −48

1, 9 −300 2, 1 −300

1, 99 −30000 2, 01 −30000

1, 999 −3000000 2, 001 −3000000

Tabela 5: x < 2 Tabela 6: x > 2

Na Tabela 5, observamos que, quando x assume valores cada vez mais próximos, e menores, do que
2, f (x) assume valores cada vez menores; na Tabela 6, observamos que, quando x assume valores
cada vez mais próximos, e maiores, do que 2, f (x) também assume valores cada vez menores. Assim,
embora f não esteja definida em 2, tomando valores de x suficientemente próximos de 2, podemos
obter valores de f (x) tão “pequenos” quanto desejarmos. Neste caso, dizemos que o limite de f (x)
quando x se aproxima de 2 é igual a −∞ e expressamos tal afirmação com a notação:

lim f (x) = −∞ .
x→2

Geometricamente, temos:

Curso DSc Você no curso certo.


32

Definição(Limite Infinito Negativo): Seja f uma função definida em um intervalo aberto real I,
com a ∈ I, exceto possivelmente em a. O limite de f (x) quando x se aproxima de a é −∞ se,
quando x assume valores cada vez mais próximos, maiores e menores, do que a, f (x) assume valores
cada vez menores. Neste caso, escrevemos

lim f (x) = −∞ .
x→a

OBSERVAÇÃO: Podemos considerar limites infinitos laterais. Neste caso, a ideia é a mesma
utilizada para definirmos os limites infinitos:
3 3 −3 −3
lim+ 2
= +∞, lim− 2
= +∞, lim+ 2
= −∞ e lim− = −∞.
x→2 (x − 2) x→2 (x − 2) x→2 (x − 2) x→2 (x − 2)2

PROPRIEDADES DOS LIMITES INFINITOS

(1) Se r é um número inteiro positivo, então

1
lim+ = +∞;
x→0 xr

1 +∞, se r é par
lim = .
x→0− xr −∞, se r é ı́mpar

(2) Seja f uma função definida em um intervalo aberto real I, com a ∈ I, exceto possivelmente em
a. Se lim f (x) = +∞ e c ∈ R, c 6= 0, então
x→a


+∞, se c > 0
lim cf (x) = .
x→a −∞, se c < 0

Curso DSc Você no curso certo.


33

(3) Seja f uma função definida em um intervalo aberto real I, com a ∈ I, exceto possivelmente em
a. Se lim f (x) = −∞ e c ∈ R, c 6= 0, então
x→a


−∞, se c > 0
lim cf (x) = .
x→a +∞, se c < 0

(4) Sejam f e g funções definidas em um intervalo aberto real I, com a ∈ I, exceto possivelmente
em a. Se lim f (x) = +∞ e lim g(x) = L, então
x→a x→a

lim [f (x) ± g(x)] = +∞;


x→a

+∞, se L > 0
lim [f (x) · g(x)] = .
x→a −∞, se L < 0

(5) Sejam f e g funções definidas em um intervalo aberto real I, com a ∈ I, exceto possivelmente
em a. Se lim f (x) = −∞ e lim g(x) = L, então
x→a x→a

lim [f (x) ± g(x)] = +∞;


x→a

−∞, se L > 0
lim [f (x) · g(x)] = .
x→a +∞, se L < 0

(6) Sejam f e g funções definidas em um intervalo aberto real I, com a ∈ I, exceto possivelmente
em a. Se lim f (x) = L, L 6= 0, e lim g(x) = 0, então
x→a x→a

f (x)
lim = +∞, se L > 0 e g(x) → 0+ , ou seja, g(x) > 0 para valores de x próximos de a;
x→a g(x)
f (x)
lim = −∞, se L > 0 e g(x) → 0− , ou seja, g(x) < 0 para valores de x próximos de a;
x→a g(x)
f (x)
lim = −∞, se L < 0 e g(x) → 0+ , ou seja, g(x) > 0 para valores de x próximos de a;
x→a g(x)
f (x)
lim = +∞, se L < 0 e g(x) → 0− , ou seja g(x) < 0 para valores de x próximos de a.
x→a g(x)

(7) Sejam f e g funções definidas em um intervalo aberto real I, com a ∈ I, exceto possivelmente
em a. Se lim f (x) = +∞ e lim g(x) = +∞, então
x→a x→a

lim [f (x) + g(x)] = +∞;


x→a

lim [f (x) · g(x)] = +∞.


x→a

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34

Em particular, lim [f (x) − g(x)] é uma indeterminação do tipo ∞ − ∞ (não é zero!!!).


x→a

(8) Sejam f e g funções definidas em um intervalo aberto real I, com a ∈ I, exceto possivelmente
em a. Se lim f (x) = −∞ e lim g(x) = −∞, então
x→a x→a

lim [f (x) + g(x)] = −∞;


x→a

lim [f (x) · g(x)] = +∞.


x→a

Em particular, lim [f (x) − g(x)] é uma indeterminação do tipo ∞ − ∞ (não é zero!!!).


x→a

OBSERVAÇÃO: Todas essas propriedades de limites infinitos permancem válidas para limites infi-
nitos laterais.

−3
Exemplo 1 : Calcule lim .
x→−1 (x + 1)2
Solução.
−3
Temos que lim −3 = −3 e lim (x+1)2 = 0. Ainda, (x+1)2 → 0+ . Logo, lim = −∞.
x→−1 x→−1 x→−1 (x + 1)2

4
Exemplo 2 : Calcule lim .
x→1 (x − 1)2
Solução.
4
Temos que lim 4 = 4 e lim (x − 1)2 = 0. Ainda, (x − 1)2 → 0+ . Logo, lim = +∞
x→1 x→1 x→1 (x − 1)2

x+1
Exemplo 3 : Calcule lim+ .
x→1 1−x
Solução.
x+1
Temos que lim+ x + 1 = 2 e lim+ 1 − x = 0. Ainda, 1 − x → 0− . Logo, lim = −∞.
x→1 x→1 x→1 1−x

EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO

1. Calcule os seguintes limites infinitos de funções:

3x2 − 1 x3 + x + 1 x−4
(1) lim + (2) lim− (3) lim +
x→−2 x+2 x→2 x2 − 3x + 2 x→−1 2 + x − x2
2
2x + 1 2x − 1 1
(4) lim− (5) lim − (6) lim+
x→1 x−1 x→−3 x+3 x→1 x2 + 2x − 3

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35

x2 − 3x + 4 1 − x3 2x
(7) lim+ (8) lim− (9) lim −
x→2 x3 + x2 − 6x x→2 x4 − 16 x→−6 (x2 + 5x − 6)4
x2 − 1 1−x −6
(10) lim+ (11) lim− √ (12) lim − √
x→4 (4 − x)3 x→3 9 − x2 x→−4
5
x3 + x2 − 12x

2. Considere o gráfico da função f dado a seguir:

Determine lim + f (x) e lim − f (x). O que você pode concluir do lim f (x)?
x→−3 x→−3 x→−3

3. Considere o gráfico da função f dado abaixo:

(a) Determine lim + f (x) e lim − f (x). O que você pode concluir do lim f (x)?
x→−1 x→−1 x→−1

(b) Determine lim+ f (x) e lim− f (x). O que você pode concluir do lim f (x)?
x→1 x→1 x→1

RESPOSTAS DOS EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO

1.
3x2 − 1
(1) lim + = +∞, pois 3x2 − 1 → 11 e x + 2 → 0+ quando x → −2+ .
x→−2 x+2
x3 + x + 1
(2) lim− = −∞, pois x3 + x + 1 → 11 e x2 − 3x + 2 → 0− quando x → 2− .
x→2 x2 − 3x + 2
x−4
(3) lim + = −∞, pois x − 4 → −5 e 2 + x + x2 → 0+ quando x → −1+ .
x→−1 2 + x − x2

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36

2x2 + 1
(4) lim− = −∞, pois 2x2 + 1 → 3 e x − 1 → 0− quando x → 1− .
x→1 x−1
2x − 1
(5) lim − = +∞, pois 2x − 1 → −7 e x + 3 → 0− , quando x → −3− .
x→−3 x+3
1
(6) lim+ = +∞, pois 1 → 1 e (x − 1)(x + 3) → 0+ quando x → 1+ .
x→1 x2 + 2x − 3
x2 − 3x + 4
(7) lim+ = +∞, pois x2 − 3x + 4 → 2 e x3 + x2 − 6x → 0+ , quando x → 2+ .
x→2 x3 + x2 − 6x
1 − x3
(8) lim− = +∞, pois 1 − x3 → −7 e x4 − 16 → 0− , quando x → 2− .
x→2 x4 − 16
2x
(9) lim − = −∞, pois 2x → −12 e (x2 + 5x − 6)4 → 0+ , quando x → −6− .
x→−6 (x2 + 5x − 6)4

x2 − 1
(10) lim+ = −∞, pois x2 − 1 → 15 e (4 − x)3 → 0− , quando x → 4+ .
x→4 (4 − x)3
1−x √
(11) lim− √ = −∞, pois 1 − x → −2 e 9 − x2 → 0+ , quando x → 3− .
x→3 9 − x2
−6
(12) lim − √
5
= +∞, pois −6 → −6 e x3 + x2 − 12x → 0− , quando x → −4− .
x→−4 x3 + x2 − 12x

2. Temos que lim − f (x) = −∞ = lim + f (x). Logo, lim f (x) = −∞.
x→−3 x→−3 x→−3

3.
6 −∞ = lim − f (x). Logo, não existe lim f (x).
(a) Temos que lim + f (x) = +∞ =
x→−1 x→−1 x→−1

6 −∞ = lim− f (x). Logo, não existe lim f (x).


(b) Temos que lim+ f (x) = +∞ =
x→1 x→1 x→1

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37

LIMITES NO INFINITO

2x2
Seja f (x) = . Temos que D(f ) = R. Vamos observar o comportamento de f (x) quando x
x2 + 1
assume valores muito grandes e muito pequenos:

x f (x) x f (x)

0 0 0 0

1 1 −1 1

2 1, 6 −2 1, 6

3 1, 8 −3 1, 8

4 1, 88 −4 1, 88

5 1, 92 −5 1, 92

10 1, 98 −10 1, 98

100 1, 9998 −100 1, 9998

1000 1, 999998 −1000 1, 999998

Tabela 7: x muito grande Tabela 8: x muito pequeno

Na Tabela 7, observamos que, quando x assume valores muito grandes, f (x) assume valores cada
vez mais próximos de 2; na Tabela 8, observamos que, quando x assume valores muito pequenos,
f (x) também assume valores cada vez mais próximos de 2. No primeiro caso, dizemos que o limite
de f (x) quando x tende a +∞ é 2; no segundo caso, dizemos que o limite de f (x) quando x tende
a −∞ é 2. Expressamos tais afirmações com as respectivas notações:

lim f (x) = 2 e lim f (x) = 2 .


x→+∞ x→−∞

Geometricamente, temos:

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38

Definição(Limite no Infinito Positivo): Seja f uma função definida no intervalo aberto real
(a, +∞). O limite de f (x) quando x tende a +∞ é L se, quando x assume valores muito grandes,
f (x) assume valores cada vez mais próximos de L. Neste caso, escrevemos

lim f (x) = L .
x→+∞

Definição(Limite no Infinito Negativo): Seja f uma função definida no intervalo aberto real
(−∞, a). O limite de f (x) quando x tende a −∞ é M se, quando x assume valores muito pequenos,
f (x) assume valores cada vez mais próximos de M . Neste caso, escrevemos

lim f (x) = M .
x→−∞

PROPRIEDADES DOS LIMITES NO INFINITO

(1) Se r é um número inteiro positivo, então

1
lim = 0;
x→+∞ xr

1
lim = 0.
x→−∞ xr

(2) Seja p(x) = an xn + an−1 xn−1 + · · · + a2 x2 + a1 x + a0 uma função polinomial, com n ∈ N e


an 6= 0. Então,


+∞, se an > 0
lim p(x) = .
x→+∞ −∞, se an < 0

(3) Seja p(x) = an xn + an−1 xn−1 + · · · + a2 x2 + a1 x + a0 uma função polinomial, com n ∈ N e


an 6= 0. Então,

 
n é par e an > 0
+∞, se


n é ı́mpar e an < 0



lim p(x) = .
x→−∞ 
n é ı́mpar e an > 0


 −∞, se


n é par e an < 0

(4) Sejam p(x) e q(x) funções polinomiais, cujos coeficientes dos termos de maior grau são a e b,
respectivamente. Então,

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39



 ±∞, se grau p(x) > grau q(x)



 a

p(x)  , se grau p(x) = grau q(x)
lim = b .
x→±∞ q(x) 


0, se grau p(x) < grau q(x)




Exemplos:

1. lim 2x3 − x2 + x + 1 = lim 2x3 = +∞


x→+∞ x→+∞

2. lim −4x5 + 3x4 − x3 + x2 − x + 1 = lim −4x5 = −∞


x→+∞ x→+∞

3. lim x4 − x3 + 2x2 − 5 = lim x4 = +∞


x→−∞ x→−∞

4. lim −2x5 + x4 − x3 + x − 4 = lim −2x5 = +∞


x→−∞ x→−∞

5. lim x7 + 3x6 − x5 + 2x3 − x = lim x7 = −∞


x→−∞ x→−∞

6. lim −2x6 + x4 − 3x2 + 2x − 4 = lim −2x6 = −∞


x→−∞ x→−∞

2x3 − x + 1
7. lim =0
x→+∞ x4 + 1
4x − 1 4
8. lim =
x→−∞ 3x + 5 3

x4 − x2 + 1 x4
9. lim = lim = lim −x2 = −∞
x→+∞ 1 − x2 x→+∞ −x2 x→+∞

2x3 − x2 − 1 2x3
10. lim = lim = lim 2x2 = +∞
x→−∞ x+4 x→−∞ x x→−∞

3x + 4 3x 3x 3x 3
11. lim √ = lim √ = lim = lim =
x→+∞ 2x2 − 5 x→+∞ 2x2 x→+∞ 2 |x| x→+∞ 2x 2

3x2 − 1 3x2 3x2 3x2


12. lim √ = lim √ = lim = lim = lim −3x = +∞
x→−∞ x2 − x + 1 x→−∞ x2 x→−∞ |x| x→−∞ −x x→−∞

EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO

1. Calcule os seguintes limites no infinito de funções:

(1) lim 4x5 − x3 − 3x + 1 (2) lim 2x3 − 5x2 + x − 3


x→+∞ x→−∞

3x2 − x + 5
(3) lim x4 + x − 2 (4) lim
x→−∞ x→+∞ 2 + x2

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40


x2 − 3x + 1 3x4 − 2x + 1
(5) lim (6) lim
x→+∞ 4x3 + 5x − 6 x→−∞ 4x2 + 5
√ r
1 + 4x2 4x2 − 3x + 1
(7) lim (8) lim
x→−∞ x−2 x→−∞ x2 + x + 2
s √
2
3 2 + x − 7x4 5x4 − 4x + 6
(9) lim (10) lim
x→+∞ x3 + 1 x→−∞ 2x2 − 1
√ √
5x4 − 2x2 + 2 3x − 1 x3 − x2 − 5x + 1
(11) lim (12) lim √
x→+∞ x4 + 6 x→−∞ 2x4 + x3 − x2

2. Seja f : R → R a função cujo gráfico está esboçado na figura abaixo.

Determine lim f (x) e lim f (x).


x→+∞ x→−∞

3. Seja f : R → R a função cujo gráfico está esboçado na figura abaixo.

Determine lim f (x) e lim f (x).


x→+∞ x→−∞

RESPOSTAS DOS EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO

1.
(1) lim 4x5 − x3 − 3x + 1 = lim 4x5 = +∞
x→+∞ x→+∞

(2) lim 2x3 − 5x2 + x − 3 = lim 2x3 = −∞


x→−∞ x→−∞

(3) lim x4 + x − 2 = lim x4 = +∞


x→−∞ x→−∞

3x2 − x + 5 3
(4) lim = =3
x→+∞ 2 + x2 1

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41

x2 − 3x + 1
(5) lim =0
x→+∞ 4x3 + 5x − 6

3x4 − 2x + 1 3x4 3x2
(6) lim = lim = lim = +∞
x→−∞ 4x2 + 5 x→−∞ 4x2 x→−∞ 4
√ √
1 + 4x2 4x2 2 |x| 2(−x)
(7) lim = lim = lim = lim = −2
x→−∞ x−2 x→−∞ x x→−∞ x x→−∞ x
r

r
4x2 − 3x + 1 4x2
(8) lim = lim = lim 4=2
x→−∞ x2 + x + 2 x→−∞ x2 x→−∞
s √ s √

2 4
q
3 2 + x − 7x 3 − 7x4 3
(9) lim = lim = lim − 7x = −∞
x→+∞ x3 + 1 x→+∞ x3 x→+∞

5x4 − 4x + 6 5x4 5x2


(10) lim = lim = lim = +∞
x→−∞ 2x2 − 1 x→−∞ 2x2 x→−∞ 2

5x4 − 2x2 + 2 3x − 1
(11) lim =5
x→+∞ x4 + 6

x3 − x2 − 5x + 1
(12) lim √ =0
x→−∞ 2x4 + x3 − x2

2. lim f (x) = lim f (x) = 0.


x→+∞ x→−∞

3. lim f (x) = −1 e lim f (x) = 1.


x→+∞ x→−∞

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42

ASSÍNTOTAS

Definição(Assı́ntota Horizontal): Dizemos que a reta y = b é uma assı́ntota horizontal de uma


dada função f se pelo menos uma das seguintes afirmações é verdadeira:

(i) lim f (x) = b; (ii) lim f (x) = b.


x→+∞ x→−∞

Exemplo: As retas y = 3 e y = −3 são as assı́ntotas horizontais da função f cujo gráfico é:

Definição(Assı́ntota Vertical): Dizemos que a reta x = a é uma assı́ntota vertical de uma dada
função f se pelo menos uma das seguintes afirmações é verdadeira:
(i) lim+ f (x) = +∞; (ii) lim− f (x) = +∞;
x→a x→a

(iii) lim+ f (x) = −∞; (iv) lim− f (x) = −∞;


x→a x→a

Exemplo: As retas x = −2, x = 1, x = 2 e x = 4 são as assı́ntotas verticais da função f cujo


gráfico é:

EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO

1. Determine as assı́ntotas verticais e as assı́ntotas horizontais, caso existam, do gráfico da função


f definida por:

3x2 − 4 x2 + 4 −5 − 2x
(1) f (x) = (2) f (x) = (3) f (x) = 2
x x−2 x + 5x + 6

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43

√ √
2x2 − 3x + 1 1 + 4x2 3x2 + 1
(4) f (x) = (5) f (x) = (6) f (x) =
x2 − 16 x−2 2−x
√ √
5x2 + 2 x2 + 1 1
(7) f (x) = (8) f (x) = (9) f (x) =
x+1 2−x x2 + 2x − 3

2. Determine as assı́ntotas verticais e as assı́ntotas horizontais, caso existam, do gráfico da função


f e faça um esboço do mesmo quando:

4 2x − 1 2x2 − 3x + 1
(1) f (x) = (2) f (x) = (3) f (x) =
x−5 x+3 x2 − 16
2x 3x x+2
(4) f (x) = √ (5) f (x) = √ (6) f (x) =
2
x − 16 x2 − 4 1−x

3. Considere o gráfico da função f dado abaixo:

Analisando o gráfico de f , determine, se existirem:


(a) o domı́nio e a imagem de f ;
(b) os intervalos onde f (x) > 0, onde f (x) < 0 e as raı́zes de f ;
(c) os intervalos onde f é crescente, decrescente e constante;
(d) as equações das assı́ntotas horizontais e verticais do gráfico de f .

4. Considerando os gráficos das funções abaixo, determine, caso existam, as assı́ntotas horizontais e
as assı́ntotas verticais dos mesmos:
(a) (b)

(c) (d)

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44

(e)

RESPOSTAS DOS EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO

1.
(1) Temos que:
3x2 − 4
(i) lim+ = −∞, pois 3x2 − 4 → −4 e x → 0+ quando x → 0+ ;
x→0 x
3x2 − 4
(ii) lim− = +∞, pois 3x2 − 4 → −4 e x → 0− quando x → 0+ ;
x→0 x
3x2 − 4
(iii) lim = lim 3x = +∞;
x→+∞ x x→+∞

3x2 − 4
(iv) lim = lim 3x = −∞.
x→−∞ x x→−∞

De (i) e (ii), concluimos que a reta x = 0 é a única assı́ntota vertical do gráfico de f e, de (iii) e
(iv), concluı́mos que o gráfico de f não possui assı́ntotas horizontais.

(2) Temos que:



x2 + 4 √ √
(i) lim+ = +∞, pois x2 + 4 → 2 2 e x − 2 → 0+ quando x → 2+ ;
x→2 x−2

x2 + 4 √ √
(ii) lim− = −∞, pois x2 + 4 → 2 2 e x − 2 → 0− quando x → 2− ;
x→2 x−2
√ √
x2 + 4 x2 x
(iii) lim = lim = lim = 1,
x→+∞ x−2 x→+∞ x x→+∞ x

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45


onde utilizamos x2 = |x| = x, pois x > 0;
√ √
x2 + 4 x2 −x
(iv) lim = lim = lim = −1
x→−∞ x−2 x→−∞ x x→−∞ x

onde utilizamos x2 = |x| = −x, pois x < 0.
De (i) e (ii), concluimos que a reta x = 2 é a única assı́ntota vertical do gráfico de f e, de (iii) e
(iv), concluimos que as retas y = 1 e y = −1 são as assı́ntotas horizontais do gráfico de f .

(3) Temos que:


−5 − 2x −5 − 2x
(i) lim − f (x) = lim − = lim − = +∞,
x→−3 x→−3 x2
+ 5x + 6 x→−3 (x + 2)(x + 3)
pois −5 − 2x → 1 e (x + 2)(x + 3) → 0+ quando x → −3− ;
−5 − 2x −5 − 2x
(ii) lim + f (x) = lim + = lim = −∞,
x→−3 x→−3 x2 + 5x + 6 x→−3+ (x + 2)(x + 3)
pois −5 − 2x → 1 e (x + 2)(x + 3) → 0− quando x → −3+ ;
−5 − 2x −5 − 2x
(iii) lim − f (x) = lim − = lim = +∞,
x→−2 x→−2 x2 + 5x + 6 x→−2− (x + 3)(x + 2)
pois −5 − 2x → −1 e (x + 2)(x + 3) → 0− quando x → −2− ;
−5 − 2x −5 − 2x
(iv) lim + f (x) = lim + = lim + = −∞,
x→−2 x→−2 x2
+ 5x + 6 x→−2 (x + 3)(x + 2)
pois −5 − 2x → −1 e (x + 2)(x + 3) → 0+ quando x → −2+ ;
−5 − 2x
(v) lim f (x) = lim = 0;
x→+∞ x→+∞ x2 + 5x + 6
−5 − 2x
(vi) lim f (x) = lim 2
= 0.
x→−∞ x→−∞ x + 5x + 6
De (i) − (iv), concluimos que as retas x = −3 e x = −2 são as assı́ntotas verticais do gráfico de f
e, de (v) e (vi), temos que y = 0 é a única assı́ntota horizontal do gráfico de f .

(4) Temos que:


2x2 − 3x + 1 2x2 − 3x + 1
(i) lim+ = lim = +∞, pois 2x2 −3x+1 → 21 e (x−4)(x+4) →
x→4 x2 − 16 x→4+ (x − 4)(x + 4)

0+ quando x → 4+ .
2x2 − 3x + 1 2x2 − 3x + 1
(ii) lim− = lim = −∞, pois 2x2 −3x+1 → 21 e (x−4)(x+4) →
x→4 x2 − 16 x→4− (x − 4)(x + 4)

0− quando x → 4− .
2x2 − 3x + 1 2x2 − 3x + 1
(iii) lim + = lim = −∞, pois 2x2 − 3x + 1 → 21 e (x − 4)(x +
x→−4 x2 − 16 x→−4+ (x − 4)(x + 4)

4) → 0− quando x → −4+ .
2x2 − 3x + 1 2x2 − 3x + 1
(iv) lim − = lim = +∞, pois 2x2 − 3x + 1 → 21 e (x − 4)(x +
x→−4 x2 − 16 x→−4− (x − 4)(x + 4)

4) → 0+ quando x → −4− .

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46

2x2 − 3x + 1
(v) lim =2
x→+∞ x2 − 16
2x2 − 3x + 1
(vi) lim =2
x→−∞ x2 − 16
De (i) − (iv), segue que as retas x = 4 e x = −4 são as assı́ntotas verticais do gráfico de f ; de (v)
e (vi), segue que a reta y = 2 é a única assı́ntota horizontal do gráfico de f .

(5) Temos que:



1 + 4x2 √ √
(i) lim+ = +∞, pois 1 + 4x2 → 17 e x − 2 → 0+ quando x → 2+ ;
x→2 x−2

1 + 4x2 √ √
(ii) lim− = −∞, pois 1 + 4x2 → 17 e x − 2 → 0− quando x → 2− ;
x→2 x−2
√ √
1 + 4x2 4x2 2x
(iii) lim = lim = lim = 2;
x→+∞ x−2 x→+∞ x x→+∞ x
√ √
1 + 4x2 4x2 −2x
(iv) lim = lim = lim = −2
x→−∞ x−2 x→−∞ x x→+∞ x
De (i) e (ii), concluimos que a reta x = 2 é a única assı́ntota vertical do gráfico de f e, de (iii) e
(iv), concluimos que as retas y = 2 e y = −2 são as assı́ntotas horizontais do gráfico de f .

(6) Temos que:



3x2 + 1 √ √
(i) lim+ = −∞, pois 3x2 + 1 → 13 e 2 − x → 0− quando x → 2+ ;
x→2 2−x

3x2 + 1 √ √
(ii) lim− = +∞, pois 3x2 + 1 → 13 e 2 − x → 0+ quando x → 2− ;
x→2 2−x
√ √ √
3x2 + 1 3x2 3x √
(iii) lim = lim = lim = − 3;
x→+∞ 2−x x→+∞ −x x→+∞ −x
√ √ √
3x2 + 1 3x2 − 3x √
(iv) lim = lim = lim = 3.
x→−∞ 2−x x→−∞ −x x→+∞ −x
De (i) e (ii), concluimos que a reta x = 2 é a única assı́ntota vertical do gráfico de f e, de (iii) e
√ √
(iv), concluimos que as retas y = 3 e y = − 3 são as assı́ntotas horizontais do gráfico de f .

(7) Temos que:



5x2 + 2 √ √
(i) lim + = +∞, pois 5x2 + 2 → 7 e x + 1 → 0+ quando x → −1+ ;
x→−1 x+1

5x2 + 2 √ √
(ii) lim − = −∞, pois 5x2 + 2 → 7 e x + 1 → 0− quando x → −1− ;
x→−1 x+1
√ √ √
5x2 + 2 5x2 5x √
(iii) lim = lim = lim = 5;
x→+∞ x+1 x→+∞ x x→+∞ x

Curso DSc Você no curso certo.


47

√ √ √
5x2 + 2 5x2 − 5x √
(iv) lim = lim = lim = − 5.
x→−∞ x+1 x→−∞ x x→+∞ x
De (i) e (ii), concluimos que a reta x = −1 é a única assı́ntota vertical do gráfico de f e, de (iii)
√ √
e (iv), concluimos que as retas y = 5 e y = − 5 são as assı́ntotas horizontais do gráfico de f .

(8) Temos que:



x2 + 1 √ √
(i) lim+ = −∞, pois x2 + 1 → 5 > 0 e 2 − x → 0− quando x → 2+ ;
x→2 2−x

x2 + 1 √ √
(ii) lim− = +∞, pois x2 + 1 → 5 > 0 e 2 − x → 0+ quando x → 2− ;
x→2 2−x
√ √
x2 + 1 x2 x
(iii) lim = lim = lim = −1;
x→+∞ 2−x x→+∞ −x x→+∞ −x
√ √
x2 + 1 x2 −x
(iv) lim = lim = lim = 1;
x→−∞ 2−x x→−∞ −x x→−∞ −x

De (i) e (ii), concluimos que a reta x = 2 é a única assı́ntota vertical do gráfico de f e, de (iii) e
(iv), concluimos que as retas y = −1 e y = 1 são as assı́ntotas horizontais do gráfico de f .

(9) Temos que:


1 1
(i) lim+ = lim+ = +∞, pois 1 → 1 e (x − 1)(x + 3) → 0+ quando
x→1 x2 + 2x − 3 x→1 (x − 1)(x + 3)
x → 1+ .
1 1
(ii) lim− 2
= lim = −∞, pois 1 → 1 e (x − 1)(x + 3) → 0− quando
x→1 x + 2x − 3 x→1 (x − 1)(x + 3)

x → 1− .
1 1
(iii) lim + = lim + = −∞, pois 1 → 1 e (x − 1)(x + 3) → 0−
x→−3 x2
+ 2x − 3 x→−3 (x − 1)(x + 3)
quando x → −3+ .
1 1
(iv) lim − = lim − = +∞, pois 1 → 1 e (x − 1)(x + 3) → 0+
x→−3 x2
+ 2x − 3 x→−3 (x − 1)(x + 3)
quando x → −3− .
1
(v) lim =0
x→+∞ x2 + 2x − 3
1
(vi) lim =0
x→−∞ x2 + 2x − 3
De (i) − (iv), temos que as retas x = 1 e x = −3 são as assı́ntotas verticais do gráfico de f ; de (v)
e (vi), temos que a reta y = 0 é a única assı́ntota horizontal do gráfico de f .

2.
(1) Temos que:

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48

4
(i) lim+ = +∞, pois 4 → 4 e x − 5 → 0+ quando x → 5+ ;
x→5 x−5
4
(ii) lim− = −∞, pois 4 → 4 e x − 5 → 0− quando x → 5− ;
x→5 x−5
4
(iii) lim = 0;
x→+∞ x − 5

4
(iv) lim = 0.
x→−∞ x − 5

De (i) e (ii), concluimos que a reta x = 5 é a única assı́ntota vertical do gráfico de f e, de (iii) e
(iv), concluimos que a reta y = 0 é a única assı́ntota horizontal do gráfico de f .
Um esboço do gráfico de f é:

(2) Temos que:


2x − 1
(i) lim + = −∞, pois 2x − 1 → −7 e x + 3 → 0+ , quando x → −3+ ;
x→−3 x+3
2x − 1
(ii) lim − = +∞, pois 2x − 1 → −7 e x + 3 → 0− , quando x → −3− ;
x→−3 x+3
2x − 1 2x
(iii) lim = lim = 2;
x→+∞ x+3 x→+∞ x
2x − 1 2x
(iv) lim = lim = 2.
x→−∞ x+3 x→−∞ x
De (i) e (ii), concluimos que x = −3 é a única assı́ntota vertical do gráfico de f e, de (iii) e (iv),
concluimos que y = 2 é a única assı́ntota horizontal do gráfico de f .
Um esboço do gráfico de f é:

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49

(3) Temos que:


2x2 − 3x + 1 2x2 − 3x + 1
(i) lim+ = lim = +∞, pois 2x2 −3x+1 → 21 e (x−4)(x+4) →
x→4 x2 − 16 x→4+ (x − 4)(x + 4)

0+ quando x → 4+ ;
2x2 − 3x + 1 2x2 − 3x + 1
(ii) lim− = lim = −∞, pois 2x2 −3x+1 → 21 e (x−4)(x+4) →
x→4 x2 − 16 x→4− (x − 4)(x + 4)

0− quando x → 4− ;
2x2 − 3x + 1 2x2 − 3x + 1
(iii) lim + = lim = −∞, pois 2x2 − 3x + 1 → 21 e (x − 4)(x +
x→−4 x2 − 16 x→−4+ (x − 4)(x + 4)

4) → 0− quando x → −4+ ;
2x2 − 3x + 1 2x2 − 3x + 1
(iv) lim − = lim = +∞, pois 2x2 − 3x + 1 → 21 e (x − 4)(x +
x→−4 x2 − 16 x→−4− (x − 4)(x + 4)

4) → 0+ quando x → −4− ;
2x2 − 3x + 1
(v) lim = 2;
x→+∞ x2 − 16
2x2 − 3x + 1
(vi) lim = 2.
x→−∞ x2 − 16
De (i) − (iv), concluimos que as retas x = 4 e x = −4 são as assı́ntotas verticais do gráfico de f
e, de (v) e (vi), concluimos que a reta y = 2 é a única assı́ntota horizontal do gráfico de f .
Um esboço do gráfico de f é:

(4) Temos que:


2x √
(i) lim − √ = −∞, pois 2x → −8 e x2 − 16 → 0+ quando x → −4− ;
x→−4 x2 − 16
2x √
(ii) lim+ √ = +∞, pois 2x → 8 e x2 − 16 → 0+ quando x → 4+ ;
x→4 x2 − 16
2x 2x 2x
(iii) lim √ = lim √ = lim = 2,
x→+∞ x2 − 16 x→+∞ x2 x→+∞ x

onde utilizamos x2 = |x| = x, pois x > 0;
2x 2x 2x
(iv) lim √ = lim √ = lim = −2,
x→−∞ 2
x − 16 x→−∞ x 2 x→+∞ −x

onde utilizamos x2 = |x| = −x, pois x < 0.

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50

De (i) e (ii), concluimos que as reta x = −4 e x = 4 são as assı́ntotas verticais do gráfico de f e,


de (iii) e (iv), concluimos que as retas y = 2 e y = −2 são as assı́ntotas horizontais do gráfico de
f.
Um esboço do gráfico de f é:

(5) Temos que:


3x √
(i) lim − √ = −∞, pois 3x → −6 < 0 e x2 − 4 → 0+ quando x → −2− ;
x→−2 x2 − 4
3x √
(ii) lim+ √ = +∞, pois 3x → 6 > 0 e x2 − 4 → 0+ quando x → 2+ ;
x→2 x2 − 4
3x 3x 3x
(iii) lim √ = lim √ = lim = 3,
x→+∞ x2 − 4 x→+∞ x2 x→+∞ x

onde utilizamos x2 = |x| = x, pois x > 0;
3x 3x 3x
(iv) lim √ = lim √ = lim = −3,
x→−∞ 2
x − 4 x→−∞ x 2 x→+∞ −x

onde utilizamos x2 = |x| = −x, pois x < 0.

De (i) e (ii), concluimos que as reta x = −2 e x = 2 são as assı́ntotas verticais do gráfico de f e,


de (iii) e (iv), concluimos que as retas y = 3 e y = −3 são as assı́ntotas horizontais do gráfico de
f.
Um esboço do gráfico de f é:

(6) Temos que:

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51

x+2
(i) lim = −1;
x→+∞ 1 − x

x+2
(ii) lim = −1.
x→−∞ 1 − x

x+2
(iii) lim+ = −∞, pois x + 2 → 3 e 1 − x → 0− quando x → 1+
x→1 1−x
x+2
(iv) lim− = +∞, pois x + 2 → 3 e 1 − x → 0+ quando x → 1− .
x→1 1−x
De (i) e (ii), concluimos que y = −1 é a única assı́ntota horizontal do gráfico da função f ; de (iii)
e (iv), concluimos que x = 1 é a única assı́ntota vertical do gráfico da função f .
Um esboço do gráfico de f é:

3.
(a) D(f ) = R − {−2, 2, 6}; Im(f ) = R;
(b) f (x) > 0 ⇔ x ∈ (−∞, −2) ∪ (0, 2); f (x) < 0 ⇔ x ∈ (−2, 0) ∪ (2, 6) ∪ (6, +∞); x = 0 é a
única raiz de f ;
(c) f é crescente em (−∞, −2) ∪ (−2, 0) ∪ (0, 2) ∪ (2, 4) ∪ (6, +∞); f é decrescente em (4, 6); não
existem intervalos onde f é constante;
(d) Assı́ntotas horizontais: retas y = 1 e y = 0; assı́ntotas verticais: retas x = −2, x = 2 e x = 6.

4.
(a) A reta x = 1 é a única assı́ntota vertical; a reta y = 2 é a única assı́ntota horizontal.
(b) A reta x = −3 é a única assı́ntota vertical; a reta y = 1 é a única assı́ntota horizontal.
(c) As retas y = 1 e y = −1 são as assı́ntotas horizontais; não existem assı́ntotas verticais.
(d) As retas x = 2 e x = −2 são assı́ntotas verticais; a reta y = 0 é a única assı́ntota horizontal.
(e) As retas x = 3 e x = −3 são assı́ntotas verticais; a reta y = 4 é a única assı́ntota horizontal.

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52

FUNÇÃO CONTÍNUA

Definição(Função Contı́nua): Uma função f é contı́nua em a se lim f (x) = f (a). Uma função
x→a
f é uma função contı́nua se f é contı́nua em todos os pontos do seu domı́nio.

Exemplo 1 : Toda função polinomial p(x) = an xn + an−1 xn−1 + · · · + a2 x2 + a1 x + a0 é contı́nua.



x2 − 4x + 1
, se x ≥ 1



Exemplo 2 : Verifique se a função f (x) = 2x − 1 é contı́nua em 1.


 3x − 5, se x < 1

Solução.
Temos que:
(i) f (1) = −2
x2 − 4x + 1
(ii) lim+ f (x) = lim+ = −2
x→1 x→1 2x − 1
(iii) lim− f (x) = lim− 3x − 5 = −2
x→1 x→1

Como (i) = (ii) = (iii), temos que f é contı́nua em 1.

EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO

1. Determine se a função f definida abaixo é continua nos pontos indicados:


 2
2x − 1, se x < −2
(1) f (x) = , em −2 e 4.
3 − x, se x ≥ −2

x2 − 4x + 1
, se x ≥ 1



(2) f (x) = 2x − 1 , em −1.


 3x − 5, se x < 1

|x + 3|


 , se x > −3
(3) f (x) = x + 3 , em −5, −3 e 2.


5, se x ≤ −3

x2 + x − 2
, se x < 2



(4) f (x) = x + 2 , em 2.

 x3 − x − 5,

se x ≥ 2


 x2 − 4, se x ≤ −1

(5) f (x) = , em −1.
5x3 + 3x − 1
, se x > −1



2−x

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53

2. Determine os valores de a e b para que a função f dada abaixo seja contı́nua:


 
 x3 − 1, se x ≤ −1  x − a, se x < 1
2 2
(1) f (x) = x − ax + b, se −1 < x < 2 (2) f (x) = x − 2x + 1, se 1 ≤ x ≤ 4
5 − 3x, se x ≥ 2. 3x + b, se x > 4
 
 2 
 x − 3x + 1, se x ≤ −1  2x − 1, se x ≤ −1
(3) f (x) = −2ax + b, se −1 < x ≤ 2 (4) f (x) = x2 − 2ax + b, se −1 < x < 1
x3 − 1, se x > 2 4 − x, se x ≥ 1
 

 x3 − 1, se x ≤ −2
2
(5) f (x) = x − ax + 2b, se −2 < x < 1
6 − x, se x ≥ 1

RESPOSTAS DOS EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO

1.
(1) Para que a função f seja contı́nua em −2, devemos ter: lim f (x) = lim − f (x) = f (−2).
x→−2+ x→−2
Temos que:
(i) f (−2) = 5
(ii) lim + f (x) = lim + 3 − x = 5
x→−2 x→−2

(iii) lim − f (x) = lim − 2x2 − 1 = 7


x→−2 x→−2

Como (i) = (ii) 6= (iii), temos que f não é contı́nua em −2.

Para que a função f seja contı́nua em 4, devemos ter: lim+ f (x) = lim− f (x) = f (4).
x→4 x→4
Temos que:
(i) f (4) = −1
(ii) lim+ f (x) = lim+ 3 − x = −1
x→4 x→4
(iii) lim− f (x) = lim− 3 − x = −1
x→4 x→4
Como (i) = (ii) = (iii), temos que f é contı́nua em 4.

(2) Para que a função f seja contı́nua em −1, devemos ter: lim f (x) = lim − f (x) = f (−1).
x→−1+ x→−1
Temos que:
(i) f (−1) = −8
(ii) lim + f (x) = lim+ 3x − 5 = −8
x→−1 x→1

(iii) lim − f (x) = lim− 3x − 5 = −8


x→−1 x→1

Como (i) = (ii) = (iii), temos que f é contı́nua em −1.

(3) Para que a função f seja contı́nua em −5, devemos ter: lim f (x) = lim − f (x) = f (−5).
x→−5+ x→−5
Temos que:
(i) f (−5) = 5
(ii) lim + f (x) = lim + 5 = 5
x→−5 x→−5

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54

(iii) lim − f (x) = lim − 5 = 5


x→−5 x→−5

Como (i) = (ii) = (iii), temos que f é contı́nua em −5.

Para que a função f seja contı́nua em −3, devemos ter: lim f (x) = lim − f (x) = f (−3).
x→−3+ x→−3
Temos que:
(i) f (−3) = 5
|x + 3|
(ii) lim + f (x) = lim + = lim + 1 = 1
x→−3 x→−3 x+3 x→−3

(iii) lim − f (x) = lim − 5 = 5


x→−3 x→−3

Como (i) = (iii) 6= (ii), temos que f não é contı́nua no ponto −3.

Para que a função f seja contı́nua em 2, devemos ter: lim+ f (x) = lim− f (x) = f (2).
x→2 x→2
Temos que:
(i) f (2) = 1
|x + 3|
(ii) lim+ f (x) = lim+ = lim+ 1 = 1
x→2 x→2 x+3 x→2
|x + 3|
(iii) lim− f (x) = lim− = lim− 1 = 1
x→2 x→2 x+3 x→2
Como (i) = (ii) = (iii), temos que f é contı́nua em 2.

(4) Para que a função f seja contı́nua em x = 2, devemos ter: lim+ f (x) = lim− f (x) = f (2).
x→2 x→2
Temos que:
(i) f (2) = 1;
(ii) lim+ f (x) = lim+ x3 − x − 5 = 1;
x→2 x→2
x2 + x − 2
(iii) lim− f (x) = lim− =1
x→2 x→2 x+2
Como (i) = (ii) = (iii), temos que f contı́nua em x = 2.

(5) Para que a função f seja contı́nua em x = −1, devemos ter: lim + f (x) = lim − f (x) = f (−1).
x→−1 x→−1
Temos que:
(i) f (−1) = −3
5x3 + 3x − 1
(ii) lim + f (x) = lim + = −3
x→−1 x→−1 2−x
(iii) lim − f (x) = lim− x2 − 4 = −3
x→−1 x→1

Como (i) = (ii) = (iii), temos que f é contı́nua em x = −1.

2.
(1) Para que a função f seja contı́nua, f deve ser contı́nua nos pontos −1 e 2. Para tal, devemos
ter:

lim f (x) = lim − f (x) = f (−1) e lim f (x) = lim− f (x) = f (2).
x→−1+ x→−1 x→2+ x→2

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55

Temos que:
(i) f (−1) = −2
(ii) f (2) = −1
(iii) lim + f (x) = lim + x2 − ax + b = 1 + a + b
x→−1 x→−1

(iv) lim − f (x) = lim − x3 − 1 = −2


x→−1 x→−1

(v) lim+ f (x) = lim+ 5 − 3x = −1


x→2 x→2

(vi) lim− f (x) = lim− x2 − ax + b = 4 − 2a + b


x→2 x→2
De (i) = (iii) = (iv) e (ii) = (v) = (vi), obtemos, respectivamente, as equações a + b = −3 e
2 −11
−2a + b = −5. Daı́, a = e b = .
3 3
(2) Para que a função f seja contı́nua, f deve ser contı́nua nos pontos em 1 e 4. Para tal, devemos
ter:
lim f (x) = lim− f (x) = f (1) e lim f (x) = lim− f (x) = f (4).
x→1+ x→1 x→4+ x→4

Temos que:
(i) f (1) = 0
(ii) f (4) = 9
(iii) lim+ f (x) = lim+ x2 − 2x + 1 = 0
x→1 x→1
(iv) lim− f (x) = lim− x − a = 1 − a
x→1 x→1
(v) lim+ f (x) = lim+ 3x + b = 12 + b
x→4 x→4

(vi) lim− f (x) = lim− x2 − 2x + 1 = 9


x→4 x→4
De (i) = (iii) = (iv) e (ii) = (v) = (vi), obtemos, respectivamente, as equações 1 − a = 0 e
12 + b = 9. Daı́, a = 1 e b = −3.
(3) Para que a função f seja contı́nua, f deve ser contı́nua nos pontos −1 e 2. Para tal, devemos
ter:
lim f (x) = lim − f (x) = f (−1) e lim f (x) = lim− f (x) = f (2).
x→−1+ x→−1 x→2+ x→2

Temos que:
(i) f (−1) = 5
(ii) f (2) = −4a + b
(iii) lim + f (x) = lim + −2ax + b = 2a + b
x→−1 x→−1

(iv) lim − f (x) = lim − x2 − 3x + 1 = 5


x→−1 x→−1

(v) lim+ f (x) = lim+ x3 − 1 = 7


x→2 x→2
(vi) lim− f (x) = lim− −2ax + b = −4a + b
x→2 x→2
De (i) = (iii) = (iv) e (ii) = (v) = (vi), obtemos, respectivamente, as equações 2a + b = 5 e
−1 17
−4a + b = 7. Daı́, a = eb= .
3 3

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56

(4) Para que a função f seja contı́nua em x = −1 e em x = 1, devemos ter:

lim f (x) = lim − f (x) = f (−1) e lim f (x) = lim− f (x) = f (1).
x→−1+ x→−1 x→1+ x→1

Temos que:
(i) f (−1) = −3
(ii) f (1) = 3
(iii) lim + f (x) = lim + x2 − 2ax + b = 1 + 2a + b
x→−1 x→−1

(iv) lim − f (x) = lim − 2x − 1 = −3


x→−1 x→−1

(v) lim+ f (x) = lim+ 4 − x = 3


x→1 x→2

(vi) lim− f (x) = lim− x2 − 2ax + b = 1 − 2a + b


x→1 x→1
De (i) = (iii) = (iv) e (ii) = (v) = (vi), obtemos, respectivamente, as equações 2a + b = −4 e
−3
−2a + b = 2. Daı́, a = e b = −1.
2
(5) Para que a função f seja contı́nua em x = −2 e em x = 1, devemos ter:

lim f (x) = lim − f (x) = f (−2) e lim f (x) = lim− f (x) = f (1).
x→−2+ x→−2 x→1+ x→1

Temos que:
(i) f (−2) = −9
(ii) f (1) = 5
(iii) lim + f (x) = lim + x2 − ax + 2b = 4 + 2a + 2b
x→−2 x→−2

(iv) lim − f (x) = lim − x3 − 1 = −9


x→−2 x→−2

(v) lim+ f (x) = lim+ 6 − x = 5


x→1 x→1

(vi) lim− f (x) = lim− x2 − ax + 2b = 1 − a + 2b


x→1 x→1
De (i) = (iii) = (iv) e (ii) = (v) = (vi), obtemos, respectivamente, as equações

2a + 2b = −13 e −a + 2b = 4.

−17 −5
Daı́, a = eb= .
3 6

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57

LIMITES FUNDAMENTAIS

sen(x) cos(x) − 1
lim =1 lim =0
x→0 x x→0 x

1
 1 x
lim (1 + x) x = e lim 1+ =e
x→0 x→±∞ x

EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO

Calcule os seguintes limites de funções:


4 sen(3x) (4x − 1) sen(x − 1)
(1) lim (2) lim
x→0 9x x→1 x3 + x2 − 2x
1 − cos(2x) 2 tg(x) sen(x)
(3) lim (4) lim
x→0 x2 x→0 3x2
1 − cos(x + 4) x2 sen(x + 2)
(5) lim (6) lim
x→−4 x2 + 8x + 16 x→−2 x2 + x − 2

cos(x − 5) − 1 sen(x − 2)
(7) lim 2 (8) lim
x→5 x − 10x + 25 x→2 4 − x2
(x2 + 2x) sen (x − 4) x4 sen (x + 2)
(9) lim (10) lim
x→4 x2 − 16 x→−2 x3 + x2 − 2x

RESPOSTAS DOS EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO

4 sen(3x) 4 sen(3x) 4 sen(3x) 4


(1) lim = lim = lim =
x→0 9x x→0 3 3x 3 x→0 3x 3
 
(4x − 1) sen(x − 1) (4x − 1) sen(x − 1) (4x − 1) sen(x − 1)
(2) lim = lim = lim =
x→1 x3 + x2 − 2x x→1 x(x + 2)(x − 1) x→1 x(x + 2) (x − 1)
(4x − 1) sen(x − 1)
= lim lim =1
x→1 x(x + 2) x→1 (x − 1)

1 − cos2 (2x)
 
1 − cos(2x) 1 − cos(2x) 1 + cos(2x)
(3) lim = lim = lim =
x→0 x2 x→0 x2 1 + cos(2x) x→0 (x2 )(1 + cos(2x))

sen2 (2x) sen2 (2x) 1 1 sen2 (2x)


= lim 2 = lim lim = lim =
x→0 (x )(1 + cos(2x)) x→0 x2 x→0 1 + cos(2x) 2 x→0 x2
     
1 2 sen(2x) 2 sen(2x) 1 sen(2x) sen(2x)
= lim = 2 lim 2 lim =2
2 x→0 2x 2x 2 x→0 2x x→0 2x

2 sen2 (x) sen2 (x)


 
2 tg(x) sen(x) 2
(4) lim = lim = lim =
x→0 3x2 x→0 3x2 cos(x) x→0 3 cos(x) x2

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58

sen2 (x)
 
2 2  sen(x) 2 2 sen(x) sen(x)
= lim lim = lim = lim =
x→0 3 cos(x) x→0 x2 3 x→0 x 3 x→0 x x
2 sen(x) sen(x) 2
= lim lim =
3 x→0 x x→0 x 3
 
1 − cos(x + 4) 1 − cos(x + 4) 1 + cos(x + 4)
(5) lim = lim =
x→−4 x2 + 8x + 16 x→−4 x2 + 8x + 16 1 + cos (x + 4)
1 − cos2 (x + 4) sen2 (x + 4)
= lim = lim =
x→−4 (x2 + 8x + 16)(1 + cos(x + 4)) x→−4 (x2 + 8x + 16)(1 + cos(x + 4))

1 sen2 (x + 4) 1  sen(x + 4) 2
= lim lim = lim =
x→−4 1 + cos(x + 4) x→−4 (x + 4)2 2 x→−4 x+4
 
1 sen(x + 4) sen(x + 4) 1 sen(x + 4) sen(x + 4) 1
= lim = lim lim =
2 x→−4 x+4 x+4 2 x→−4 x + 4 x→−4 x+4 2

x2 sen(x + 2) x2 sen(x + 2)
 2 
x sen(x + 2)
(6) lim = lim = lim =
x→−2 x2 + x − 2 x→−2 (x − 1)(x + 2) x→−2 x − 1 x+2
x2 sen(x + 2) 4 −4
= lim lim = (1) =
x→−2 x − 1 x→−2 x+2 −3 3
 
cos(x − 5) − 1 cos(x − 5) − 1 cos(x − 5) + 1
(7) lim 2 = lim =
x→5 x − 10x + 25 x→5 x2 − 10x + 25 cos (x − 5) + 1
cos2 (x − 5) − 1 −sen2 (x − 5)
= lim 2 = lim =
x→5 (x − 10x + 25)(cos(x − 5) + 1) x→5 (x − 5)2 (1 + cos(x − 5))

−1 sen2 (x − 5) 1  sen(x − 5) 2
= lim lim = − lim =
x→5 1 + cos(x − 5) x→5 (x − 5)2 2 x→5 x−5
 
1 sen(x − 5) sen(x − 5) 1 sen(x − 5) sen(x − 5) 1
= − lim = − lim lim =−
2 x→5 x−5 x−5 2 x→5 x − 5 x→5 x−5 2
   
sen(x − 2) sen(x − 2) sen(x − 2)
(8) lim = lim = lim =
x→2 4 − x2 x→2 (2 − x)(2 + x) x→2 −(x − 2)(2 + x)
 
1 sen(x − 2) 1 sen(x − 2) 1
= lim = = lim lim =−
x→2 −(2 + x) x−2 x→2 −(2 + x) x→2 x−2 4

(x2 + 2x) sen (x − 4) (x2 + 2x) sen (x − 4)


 2 
(x + 2x) sen (x − 4)
(9) lim = lim = lim · =
x→4 x2 − 16 x→4 (x + 4)(x − 4) x→4 (x + 4) (x − 4)
(x2 + 2x) sen (x − 4)
= lim · lim =3
x→4 (x + 4) x→4 (x − 4)

x4 sen (x + 2) x4 sen(x + 2) x4
 
sen(x + 2)
(10) lim = lim = lim =
x→−2 x3 + x2 − 2x x→−2 x(x + 2)(x − 1) x→−2 x(x − 1) x+2
x4 sen(x + 2) 16 8
= lim lim = =
x→−2 x(x − 1) x→−2 x+2 6 3

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59

REGRA DE L’HÔPITAL

Sejam f e g funções tais que lim f (x) = lim g(x) = 0 ou lim f (x) = lim g(x) = ±∞. Então,
x→a x→a x→a x→a

f (x) f 0 (x)
lim = lim 0
x→a g(x) x→a g (x)

Exemplos:

x2 − x − 1 2x
1. lim = lim = −∞
x→−∞ x+1 x→−∞ 1
sen(x) cos(x)
2. lim = lim =1
x→0 x x→0 1

EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO

Calcule os seguintes limites de funções:

x4 − x3 − 3x2 + 7x − 4 4x3 + x2 + 3
(1) lim (2) lim
x→1 x6 − 1 x→−1 x5 + 1
x5 − 4x3 − x2 + 2x x100 − x2 + x − 1
(3) lim (4) lim
x→2 x2 − 4 x→1 x10 − 1
2 sen (πx) x3 − 4x2
(5) lim (6) lim
x→4 x−4 x→0 tg x
sen (π/x) 1 − cos (2/x)
(7) lim (8) lim
x→+∞ 3/x x→+∞ cos (1/x) − 1
x2 −x2
(9) lim (10) lim
x→+∞ x + sen (1/x) x→+∞ cos (1/x) − x
3x2 − 4x + 1 x3 − x + 1
(11) lim (12) lim
x→−∞ x+6 x→+∞ 1 − 2x2

RESPOSTAS DOS EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO

(1) Temos que lim x4 − x3 − 3x2 + 7x − 4 = 0 e lim x6 − 1 = 0. Logo, podemos aplicar a regra
x→1 x→1
de l’Hôpital:
x4 − x3 − 3x2 + 7x − 4 4x3 − 3x2 − 6x + 7 1
lim = lim = .
x→1 x6 − 1 x→1 6x5 3
(2) Temos que lim 4x3 +x2 +3 = 0 e lim x5 +1 = 0. Logo, podemos aplicar a regra de l’Hôpital:
x→−1 x→−1
3 2
4x + x + 3 12x2 + 2x 10
lim 5
= lim 4
= = 2.
x→−1 x +1 x→−1 5x 5

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60

(3) Temos que lim x5 − 4x3 − x2 + 2x = 0 e lim x2 − 4 = 0. Logo, podemos aplicar a regra de
x→2 x→2
l’Hôpital:
x5 − 4x3 − x2 + 2x 5x4 − 12x2 − 2x + 2 15
lim 2
= lim = .
x→2 x −4 x→2 2x 2
(4) Temos que lim x100 − x2 + x − 1 = 0 e lim x10 − 1 = 0. Logo, podemos aplicar a regra de
x→1 x→1
l’Hôpital:
x100 − x2 + x − 1 100x99 − 2x + 1 99
lim 10
= lim 9
= .
x→1 x −1 x→1 10x 10
(5) Temos que lim 2 sen (πx) = 0 e lim x − 4 = 0. Logo, podemos aplicar a regra de l’Hôpital:
x→4 x→4
2 sen (πx) 2π cos (πx) −π
lim = lim = .
x→4 x−4 x→4 −4 2
(6) Temos que lim x3 − 4x2 = 0 e lim tg x = 0. Logo, podemos aplicar a regra de l’Hôpital:
x→0 x→0
x − 4x2
3
3x2 − 8x 0
lim = lim 2
= = 0.
x→0 tg x x→0 sec x 1
(7) Temos que lim sen (π/x) = 0 e lim 3/x = 0. Logo, podemos aplicar a regra de l’Hôpital:
x→+∞ x→+∞

sen (π/x) −π/x2 cos (π/x) −π cos (π/x) π


lim = lim 2
= lim = .
x→+∞ 3/x x→+∞ −3/x x→+∞ −3 3

(8) Temos que lim 1 − cos (2/x) = 0 e lim cos (1/x) − 1 = 0. Logo, podemos aplicar a regra
x→+∞ x→+∞
de l’Hôpital:
1 − cos (2/x) −2/x2 sen (2/x) −2 sen (2/x)
lim = lim 2
= lim .
x→+∞ cos (1/x) − 1 x→+∞ 1/x sen (1/x) x→+∞ sen (1/x)
Como lim −2 sen (2/x) = 0 e lim sen (1/x) = 0, aplicamos, novamente, a regra de l’Hôpital:
x→+∞ x→+∞

−2 sen (2/x) 4 cos (2/x)


lim = lim = −4.
x→+∞ sen (1/x) x→+∞ −cos (1/x)
Portanto,
1 − cos (2/x)
lim = −4.
x→+∞ cos (1/x) − 1

(9) Temos que lim x2 = +∞ e lim x + sen (1/x) = +∞. Logo, podemos aplicar a regra de
x→+∞ x→+∞
l’Hôpital:
x2 2x
lim = lim = +∞.
x→+∞ x + sen (1/x) x→+∞ 1 + (−1/x2 ) cos (1/x)

(10) Temos que lim −x2 = −∞ e lim cos (1/x) − x = −∞. Logo, podemos aplicar a regra
x→+∞ x→+∞
de l’Hôpital:
−x2 −2x
lim = lim 2
= +∞.
x→+∞ cos (1/x) − x x→+∞ (1/x ) sen (1/x) − 1

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61

(11) Temos que lim 3x2 − 4x + 1 = +∞ e lim x + 6 = −∞. Logo, podemos aplicar a regra de
x→−∞ x→−∞
l’Hôpital:
3x2 − 4x + 1 6x − 4
lim = lim = −∞.
x→−∞ x+6 x→−∞ 1
(12) Temos que lim x3 − x2 + 1 = +∞ e lim 1 − 2x2 = −∞. Logo, podemos aplicar a regra
x→+∞ x→+∞
de l’Hôpital:
x3 − x2 + 1 3x2 − 1
lim = lim .
x→+∞ 1 − 2x2 x→+∞ −4x
Como lim 3x2 − 1 = +∞ e lim −4x = −∞, aplicamos, novamente, a regra de l’Hôpital:
x→+∞ x→+∞

3x2 − 1 6x
lim = lim = −∞.
x→+∞ −4x x→+∞ −4

Portanto,
x3 − x2 + 1
lim = −∞.
x→+∞ 1 − 2x2

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62

A DERIVADA
DEFINIÇÃO DE DERIVADA

Sejam I um intervalo real, f : I → R uma função e x ∈ I. A derivada de f em x, denotada


geralmente por f 0 (x), é definida por:

f (t) − f (x) f (x + h) − f (x)


f 0 (x) = lim = lim ,
t→x t−x h→0 h

quando tal limite existe.


Quando existe f 0 (x), dizemos que f é derivável, diferenciável ou tem derivada em x. Se f tem
derivada em todos os pontos do intervalo I, então dizemos que f é derivável ou diferenciável em I.
df dy
Outras notações: f 0 (x) = Dx f = = , se y = f (x).
dx dx

PROPRIEDADES DA DERIVADA

No decorrer do texto, utilizaremos o sı́mbolo ∀, que significa “para todo”.

(1) Seja f : I → R uma função constante definida por f (x) = c, então f é derivável em I e
f 0 (x) = 0, ∀ x ∈ I.

(2) Seja f : I → R uma função do primeiro grau definida por f (x) = mx + b, então então f é
derivável em I e f 0 (x) = m, ∀ x ∈ I.

(3) Seja f : I → R uma função definida por f (x) = xk , onde k é uma constante real qualquer,
então f é derivável em I e f 0 (x) = k xk−1 , ∀ a ∈ I.

(4) Seja f : I → R uma função deriável em x e seja c uma constante real qualquer. Então, a
função cf é derivável em x e (cf )0 (x) = c · f 0 (x).

(5) Sejam f, g : I → R funções deriváveis em x. Então, as funções f + g e f − g são deriváveis


em x e (f ± g)0 (x) = f 0 (x) ± g 0 (x).

REGRA DO PRODUTO

Sejam f, g : I → R funções deriváveis em x. Então, a função f · g é derivável em x e

(f · g)0 (x) = f 0 (x) · g(x) + f (x) · g 0 (x).

REGRA DO QUOCIENTE

f
Sejam f, g : I → R funções deriváveis em x. Se g(x) 6= 0, então a função é derivável em x e
g

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63

 f 0 f 0 (x) · g(x) − f (x) · g 0 (x)


(x) = .
g (g(x))2

REGRA DA CADEIA

Sejam f e g funções tais que existe a função composta g ◦ f . Se f é derivável em x e g é derivável


em f (x), então a função composta g ◦ f é derivável em x e

(g ◦ f )0 (x) = g 0 (f (x)) · f 0 (x).

EXERCÍCIOS

Calcule a derivada das seguintes funções:

1 2 √ x3 − 1
(a) f (x) = −5x2 + + 3 (b) f (x) = x3 + 2x − 8 x (c) f (x) =
x x 4x2 + 1
p x−1
(d) f (x) = 1 + 4
(x2 − 2)3 (e) f (x) = (4 − x2 )(2x − 1)3 (f ) f (x) =
(2 − x)2
Solução.
1 6
(a) f 0 (x) = −10x − 2
− 4
x x
4
(b) f 0 (x) = 3x2 + 2 − √
x
(3x2 )(4x2 + 1) − (x3 − 1)(8x) 4x4 + 3x2 + 8x
(c) f 0 (x) = =
(4x2 + 1)2 (4x2 + 1)2
3x
(d) f 0 (x) = √
4
2 x2 − 2
(e) f 0 (x) = (−2x)(2x − 1)3 + (4 − x2 )(3)(2x − 1)2 (2) = (−2x)(2x − 1)3 + 6(4 − x2 )(2x − 1)2
(1)(2 − x)2 − (x − 1)(2)(2 − x)(−1) −x2 − 2x
(f ) f 0 (x) = =
(2 − x)4 (2 − x)4

INTERPRETAÇÃO GEOMÉTRICA DA DERIVADA

Sejam I um intervalo real e f : I → R uma função derivável em a ∈ I. Geometricamente, f 0 (a) é a


inclinação da reta tangente r ao gráfico de f no ponto P = (a, f (a)), ou seja, geometricamente, f 0 (a)
é o coeficiente angular da reta r. Neste caso, a equação da reta r é dada por: y = f (a)+f 0 (a) (x−a).

(I) Sinal da derivada:

(i) f 0 (a) = 0 ⇔ a reta reta tangente r ao gráfico de f no ponto P = (a, f (a)) é paralela ao eixo
x (veja Figura 1 );

(ii) f 0 (a) > 0 ⇔ a reta reta tangente r ao gráfico de f no ponto P = (a, f (a)) é uma reta crescente
(veja Figura 2 );

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64

Figura 1: f 0 (a) = 0 Figura 2: f 0 (a) > 0 Figura 3: f 0 (a) < 0

(iii) f 0 (a) < 0 ⇔ a reta reta tangente r ao gráfico de f no ponto P = (a, f (a)) é uma reta
decrescente (veja Figura 3 ).

(II) “Bicos” do gráfico:

f (x) − f (a)
Como f 0 (a) = lim , quando tal limite existe, segue que f 0 (a) = f+0 (a) = f−0 (a), onde:
x→a x−a

f (x) − f (a) f (x) − f (a)


f+0 (a) = lim+ e f−0 (a) = lim− .
x→a x−a x→a x−a

Assim, f 0 (a) existe se, e somente se, f+0 (a) e f−0 (a) existem e f+0 (a) = f−0 (a). Vejamos um exemplo:

x, se x ≥ 0
Seja f (x) = |x| = . Temos que f+0 (0) = 1 e f−0 (0) = −1. Logo, não existe f 0 (0).
−x, se x < 0
Geometricamente, o gráfico de f tem um “bico” no ponto (0, 0):

Isto não é uma coincidência!! Se f é uma uma função qualquer, então f não tem derivada nos
pontos em que seu gráfico apresenta um “bico”.

(III) Continuidade e diferenciabilidade:


Se f é uma função contı́nua em I, não podemos afirmar que f é diferenciável em I: no exemplo
anterior, f (x) = |x| é uma função contı́nua em R mas f não é diferenciável em 0, visto que seu
gráfico apresenta um “bico” no ponto (0, 0). Por outro lado, toda função diferenciável é contı́nua,
ou seja, se f é uma função diferenciável em I, então f é contı́nua em I. Esta última afirmação nos
garante que os pontos de descontinuidade do gráfico de uma função são pontos onde a função não
tem derivada. Por exemplo, seja f a função cujo gráfico é

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65

Então, f não tem derivada em 1 porque o gráfico de f é descontı́nuo em 1.

OBSERVAÇÃO: Segue de (II) e (III) que, para identificarmos geometricamente os pontos onde
uma função f não tem derivada, basta identificarmos os pontos onde o seu gráfico apresenta um
“bico” e os pontos onde o seu gráfico é descontı́nuo.

EXERCÍCIOS

1. Determine a equação da reta tangente ao gráfico da função f (x) = x (x2 +1)2 no ponto P = (1, 4).
Solução.
Temos que f 0 (x) = (x2 + 1)2 + (x)(2)(x2 + 1)(2x) = (x2 + 1)2 + 4x2 (x2 + 1)., para todo x ∈ R. Daı́,
f 0 (1) = 12 é o coeficiente angular da reta tangente. Logo, a equação da reta tangente ao gráfico de
f no ponto P = (1, 4) é y = 4 + 12(x − 1) = 12x − 8.

2. Considerando o gráfico de cada função f abaixo, determine os valos de x nos quais f é diferenciável
e indique os valos de x em que a derivada de f é:
(i) nula (ii) positiva (iii) negativa

(a) (b) (c)

Solução.
No decorrer do texto, utilizaremos o sı́mbolo @, que significa “não existe”.

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66

(a) Temos que f é diferenciável em R − {0}. Observe que f não é diferenciável em x = 0 pois o
gráfico de f tem um salto em x = 0, ou seja, f não é contı́nua em x = 0. Ainda,
(i) @ x ∈ R tal que f 0 (x) = 0;
(ii) @ x ∈ R tal que f 0 (x) > 0;
(iii) f 0 (x) < 0, para todo x ∈ R − {0}.

(b) Temos que f é diferenciável em R. Aqui, o gráfico de f não apresenta nenhum “bico” e nenhum
ponto de descontinuidade. Ainda,
(i) f 0 (x) = 0 ⇔ x = 3;
(ii) f 0 (x) > 0, para todo x ∈ (3, +∞);
(iii) f 0 (x) < 0, para todo x ∈ (−∞, 3).

(c) Temos que f é diferenciável em R − {1}. Observe que f não é diferenciável em x = 1 pois o
gráfico de f tem um “bico” no ponto (1, f (1)). Ainda,

(i) f 0 (x) = 0 ⇔ x = 3;
(ii) f 0 (x) > 0, para todo x ∈ (−∞, 1) ∪ (3, +∞);
(iii) f 0 (x) < 0, para todo x ∈ (1, 3).

DERIVADAS DAS FUNÇÕES EXPONECIAIS E LOGARÍTMICAS

[1] f (x) = ax , a ∈ R∗+ =⇒ f 0 (x) = ax ln(a).


[2] f (x) = ex =⇒ f 0 (x) = ex .
1
[3] f (x) = loga x, a ∈ R∗+ =⇒ f 0 (x) = .
x ln(a)
1
[4] f (x) = ln(x) =⇒ f 0 (x) = .
x

DERIVADAS DAS FUNÇÕES TRIGONOMÉTRICAS

[5] f (x) = sen(x) =⇒ f 0 (x) = cos(x).


[6] f (x) = cos(x) =⇒ f 0 (x) = −sen(x).
[7] f (x) = tg(x) =⇒ f 0 (x) = sec2 (x).
[8] f (x) = cotg(x) =⇒ f 0 (x) = −cossec2 (x).
[9] f (x) = sec(x) =⇒ f 0 (x) = sec(x) tg(x).
[10] f (x) = cossec(x) =⇒ f 0 (x) = −cossec(x) cotg(x).

DERIVADAS DAS FUNÇÕES TRIGONOMÉTRICAS INVERSAS

1
[11] f (x) = arcsen(x) =⇒ f 0 (x) = √ .
1 − x2
−1
[12] f (x) = arccos(x) =⇒ f 0 (x) = √ .
1 − x2

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67

1
[13] f (x) = arctg(x) =⇒ f 0 (x) = .
1 + x2
−1
[14] f (x) = arccotg(x) =⇒ f 0 (x) = .
1 + x2
1
[15] f (x) = arcsec(x) =⇒ f 0 (x) = √ .
|x| x2 − 1
−1
[16] f (x) = arccossec(x) =⇒ f 0 (x) = √ .
|x| x2 − 1

DERIVADAS DAS FUNÇÕES HIPERBÓLICAS

[17] f (x) = senh(x) =⇒ f 0 (x) = cosh(x).


[18] f (x) = cosh(x) =⇒ f 0 (x) = senh(x).
[19] f (x) = tgh(x) =⇒ f 0 (x) = sech2 (x).
[20] f (x) = cotgh(x) =⇒ f 0 (x) = −cossech2 (x).
[21] f (x) = sech(x) =⇒ f 0 (x) = −sech(x) tgh(x).
[22] f (x) = cossech(x) =⇒ f 0 (x) = −cossech(x) cotgh(x).

DERIVADAS DAS FUNÇÕES HIPERBÓLICAS INVERSAS

1
[23] f (x) = arcsenh(x) =⇒ f 0 (x) = √ .
1 + x2
1
[24] f (x) = arccosh(x) =⇒ f 0 (x) = √ .
x2 − 1
1
[25] f (x) = arctgh(x) =⇒ f 0 (x) = .
1 − x2
1
[26] f (x) = arccotgh(x) =⇒ f 0 (x) = .
1 − x2
−1
[27] f (x) = arcsech(x) =⇒ f 0 (x) = √ .
|x| 1 − x2
−1
[28] f (x) = arccossech(x) =⇒ f 0 (x) = √ .
|x| 1 + x2

EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO

1. Calcule a derivada das seguintes funções:



(1) f (x) = 4x3 − x2 + 5x + 1 (2) f (x) = 5x2 + 3
x
(3) f (x) = (2x3 − 1) (x4 + 1) (4) f (x) = x3 − 4 sen x
x sen x 1 + x2 cos x
(5) f (x) = (6) f (x) =
x2 + 1 x+1
(7) f (x) = 3x4 − 5 cos x (8) f (x) = 3ex − 4x2 − 1

(9) f (x) = ln x − 2 x (10) f (x) = (2x3 − 1) (ex + 1)

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68

ex − 1
(11) f (x) = (12) f (x) = (x4 − 1)(1 + ln x)
x2 + 1
2ex
(13) f (x) = (14) f (x) = 4ln x − cotg x
4−x
x − ex
(15) f (x) = (4ex − x3 )(1 + sec x) (16) f (x) =
cossec x
(17) f (x) = 6tg x − x ln x (18) f (x) = (x2 − 1)4
(19) f (x) = 3x2 − 4 sen(x2 + 1) (20) f (x) = x3 − x2 + 5 cos4 x
2 +1 √
(21) f (x) = 2x4 − ex (22) f (x) = 2 x − ln(3x2 + 1)

(23) f (x) = e2x−1 − sen(4x) (24) f (x) = x4 − 2ln x + x2 − x
(25) f (x) = (2 + sen(3x)) (x3 − 5x)4 (26) f (x) = (1 + ln(2x))(x4 − 1)3
sen(3x2 ) x − e2x
(27) f (x) = (28) f (x) =
4x3 + 1 x+1
(29) f (x) = (1 − sec(x2 ))(4 − x3 )2 (30) f (x) = x5 − 2e3x + 4cossec(5x)
x2 − 1 tg(x4 )
(31) f (x) = (32) f (x) =
cotg(2x) 1 − ex+1
(33) f (x) = 1 + cos2 x (34) f (x) = x3 − 4 sen x2
(35) f (x) = e2x − 4 sen (x2 + 1) (36) f (x) = 5 cos4 x + ln(x2 + 1)
3x4 − cos (x + 1) 1
(37) f (x) = √ (38) f (x) =
2+ x (x2 + 1)2

2. Determine a equação da reta tangente ao gráfico da função f em P , quando:

(1) f (x) = 4x3 − x2 − 5x + 1 e P = (0, 1)


5 √
(2) f (x) = 3
+2 x e P = (1, 7)
x
(3) f (x) = (x2 + 1) (5x4 − 2) e P = (−1, 6)
3x
(4) f (x) = e P = (−2, −1)
x2+2
(5) f (x) = (ex − 1) (3x2 + 4) e P = (0, 0)
ex − 4
(6) f (x) = e P = (0, −3)
x2 + 1
3 − ln x
(7) f (x) = e P = (1, 1)
1 + x4
2x
(8) f (x) = 2 e P = (1, 1)
x +1
(9) f (x) = ln (2x + 3) e P = (−1, 0)
e2x − 1
(10) f (x) = e P = (0, 0)
x2 + 2

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69

 2x − 1 3
(11) f (x) = e P = (5, 1)
x+4
2
1 − ex −1
(12) f (x) = e P = (1, 0)
x4 + 1

RESPOSTAS DOS EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO

1.
(1) f 0 (x) = 12x2 − 2x + 5
1
(2) f 0 (x) = 10x + √
3
3 x2
(3) f 0 (x) = (6x2 )(x4 + 1) + (2x3 − 1)(4x3 )

(4) f 0 (x) = 3x2 − 4 cos x

[sen x + x cos x] (x2 + 1) − (x sen x)(2x) (1 − x2 ) sen x + (x + x3 ) cos x


(5) f 0 (x) = =
(x2 + 1)2 (x2 + 1)2

[2x cos x − x2 sen x] (x + 1) − (1 + x2 cos x) (x2 + 2x) cos x − (x3 + x2 ) sen x − 1


(6) f 0 (x) = =
(x + 1)2 (x + 1)2

(7) f 0 (x) = 12x3 + 5 sen x

(8) f 0 (x) = 3ex − 8x


1 1
(9) f 0 (x) = −√
x x

(10) f 0 (x) = (6x2 ) (ex + 1) + (2x3 − 1) (ex )

ex (x2 + 1) − (ex − 1)(2x) (x2 − 2x + 1)ex + 2x


(11) f 0 (x) = =
(x2 + 1)2 x4 + 2x2 + 1
1 1
(12) f 0 (x) = (4x3 )(1 + ln x) + (x4 − 1) = 5x3 − + 4x3 ln x
x x
2ex (4 − x) − (2ex )(−1) (10 − 2x)ex
(13) f 0 (x) = =
(4 − x)2 16 − 8x + x2
 
0 4  cos x 0 4 (−sen x)(sen x) − (cos x)(cos x) 4
(14) f (x) = − = − 2
= + cossec2 x
x sen x x sen x x

(15) f 0 (x) = (4ex − 3x2 )(1 + sec x) + (4ex − x3 )(sec x)0 =


 1 0
= (4ex − 3x2 )(1 + sec x) + (4ex − x3 ) = (4ex − 3x2 )(1 + sec x) + (4ex − x3 )(sen x sec2 x)
cos x

0 (1 − ex )(cossec x) − (x − ex )(cossec x)0


(16) f (x) = , onde:
cossec2 x
 1 0 −cos x
(cossec x)0 = = = (−cos x)(cossec2 x)
sen x sen2 x

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70

 sen x 0
0
(17) f (x) = 6(tg x) − ln x − 1 = 6 − ln x − 1 =
cos
 x  2
cos x + sen2 x
 
(cos x)(cos x) − (sen x)(−sen x)
=6 − ln x − 1 = 6 − ln x − 1 =
cos2 x cos2 x
6
= 2
− ln x − 1 = 6sec2 x − ln x − 1
cos x
(18) f 0 (x) = 4(x2 − 1)3 (2x) = (8x)(x2 − 1)3

(19) f 0 (x) = 6x − 4 cos(x2 + 1) · (x2 + 1)0 = 6x − 4 cos(x2 + 1) · 2x = 6x − 8x cos(x2 + 1)

(20) f 0 (x) = 3x2 − 2x + 5 · 4 cos3 x · (cos x)0 = 3x2 − 2x + 20 cos3 x · (−sen x) =


= 3x2 − 2x − 20 sen x cos3 x
2 +1 2 +1
(21) f 0 (x) = 8x3 − ex (x2 + 1)0 = 8x3 − 2x ex
2 1 1 6x
(22) f 0 (x) = √ − 2 (3x2 + 1)0 = √ − 2
2 x 3x + 1 x 3x + 1

(23) f 0 (x) = e2x−1 (2x − 1)0 − cos(4x) · (4x)0 = 2 e2x−1 − 4 cos(4x)


2 1 2 2x − 1
(24) f 0 (x) = 4x3 − + √ (x2 − x)0 = 4x3 − + √
x 2 x2 − x x 2 x2 − x

(25) f 0 (x) = (2 + sen(3x))0 (x3 − 5x)4 + (2 + sen(3x)) ((x3 − 5x)4 )0 =


= (cos(3x) · 3) (x3 − 5x)4 + (2 + sen(3x)) 4 (x3 − 5x)3 (3x2 − 5) =
= (x3 − 5x)3 [3(x3 − 5x) cos(3x) + 4(3x2 − 5) (2 + sen(3x))]

(26) f 0 (x) = (1 + ln(2x))0 (x4 − 1)3 + (1 + ln(2x)) ((x4 − 1)3 )0 =


2 4
= (x − 1)3 + (1 + ln(2x)) 3(x4 − 1)2 (4x3 ) =
2x
1
= (x4 − 1)3 + (1 + ln(2x)) (12x3 ) (x4 − 1)2 =
x  
4 2 1 4 3
= (x − 1) (x − 1) + (1 + ln(2x)) (12x )
x

0 (sen(3x2 ))0 (4x3 + 1) − sen(3x2 ) (4x3 + 1)0


(27) f (x) = =
(4x3 + 1)2
[6x cos(3x2 )] (4x3 + 1) − sen(3x2 )(12x2 )
= =
(4x3 + 1)2
(24x4 + 6x) cos(3x2 ) − 12x2 sen(3x2 )
=
(4x3 + 1)2

(x − e2x )0 (x + 1) − (x − e2x ) (x + 1)0


(28) f 0 (x) = =
(x + 1)2
(1 − 2e2x )(x + 1) − (x − e2x ) 1 − (1 + 2x)e2x
= =
(x + 1)2 x2 + 2x + 1

(29) f 0 (x) = −(sen(x2 ) sec2 (x2 ) (2x))(4 − x3 )2 + (1 − sec(x2 ))2(4 − x3 )(−3x2 ) =


= (−2x sen(x2 ) sec2 (x2 ))(4 − x3 )2 + (1 − sec(x2 ))(6x5 − 24x2 )

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71

(30) f 0 (x) = 5x4 − 6e3x + 4(−cos(5x) cossec2 (5x) 5) = 5x4 − 6e3x − 20 cos(5x) cossec2 (5x)

2x cotg(2x) − (x2 − 1)(−cossec2 (2x) 2) 2x cotg(2x) + (2x2 − 2)(cossec2 (2x))


(31) f 0 (x) = =
cotg2 (2x) cotg2 (2x)

sec2 (x4 ) (4x3 )(1 − ex+1 ) − tg(x4 )(−ex+1 )


(32) f 0 (x) = =
(1 − ex+1 )2
sec2 (x4 ) (4x3 )(1 − ex+1 ) + ex+1 tg(x4 )
=
(1 − ex+1 )2

(33) f 0 (x) = −2 cos x sen x

(34) f 0 (x) = 3x2 − 8x cos x2

(35) f 0 (x) = 2e2x − 4 cos (x2 + 1) · (x2 + 1)0 = 2e2x − 4 cos (x2 + 1) · 2x = 2e2x − 8x cos (x2 + 1)
2x 2x
(36) f 0 (x) = 5 · 4 (cos x)3 · (cos x)0 + = 20 (cos x)3 · (−sen x) + 2 =
x2+1 x +1
2x
= −20 sen x cos3 x +
x2 + 1

3
√ 4
 1 
[12x + sen (x + 1)] (2 + x) − [3x − cos (x + 1)] √
0 2 x
(37) f (x) = √ 2 =
(2 + x)
√ √ 3x4 − cos (x + 1)
24x3 + 12x3 x + (2 + x) sen (x + 1) − √
2 x
= √
(2 + x)2
−4x
(38) f 0 (x) = −2(x2 + 1)−3 (2x) = −4x (x2 + 1)−3 =
(x2 + 1)3

2.
(1) Temos que f 0 (x) = 12x2 − 2x − 5, para todo x ∈ R. Logo, f 0 (0) = −5 é o coeficiente angular
da reta tangente. Assim, a equação da reta tangente ao gráfico de f no ponto P = (0, 1) é dada
por y = 1 − 5x.
−15 1
(2) Temos que f 0 (x) = 4
+ √ , para todo x > 0. Logo, f 0 (1) = −14 é o coeficiente angular
x x
da reta tangente. Assim, a equação da reta tangente ao gráfico de f no ponto P = (1, 7) é dada
pory = 7 − 14(x − 1), isto é, y = 21 − 14x.

(3) Temos que f 0 (x) = (2x) (5x4 − 2) + (x2 + 1) (20x3 ), para todo x ∈ R. Logo, f 0 (−1) = −46 é
o coeficiente angular da reta tangente. Assim, a equação da reta tangente ao gráfico de f no ponto
P = (−1, 6) é dada por y = 6 − 46 (x + 1), isto é, y = −46x − 40.

0 −3x2 + 6 1
(4) Temos que f (x) = 2 2
, para todo x ∈ R. Logo, f 0 (−2) = − é o coeficiente angular da
(x + 2) 6
reta tangente. Assim, a equação da reta tangente ao gráfico de f no ponto P = (−2, −1) é dada

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72

1 1 4
por y = −1 − (x + 2), isto é, y = − x − .
6 6 3
(5) Temos que f 0 (x) = ex (3x2 + 4) + 6x (ex − 1), para todo x ∈ R. Logo, f 0 (0) = 4 é o coeficiente
angular da reta tangente. Assim, a equação da reta tangente ao gráfico de f no ponto P = (0, 0) é
dada por y = 0 + 4 (x − 0), isto é, y = 4x.

ex (x2 + 1) − (ex − 4) 2x
(6) Temos que f 0 (x) = , para todo x ∈ R. Logo, f 0 (0) = 1 é o coeficiente
(x2 + 1)2
angular da reta tangente. Assim, a equação da reta tangente ao gráfico de f no ponto P = (0, −3)
é dada por y = −3 + 1(x − 0), isto é, y = x − 3.

(−1/x)(1 + x4 ) − (3 − ln x)(4x3 ) −7
(7) Temos que f 0 (x) = 4 2
, para todo x ∈ R. Logo, f 0 (1) = é
(1 + x ) 2
o coeficiente angular da reta tangente. Assim, a equação da reta tangente ao gráfico de f no ponto
7 −7 9 −7x + 9
P = (1, 1) é dada por y = 1 − (x − 1), isto é, y = x+ = .
2 2 2 2
2(x2 + 1) − (2x)(2x) −2x2 + 2
(8) Temos que f 0 (x) = = , para todo x ∈ R. Daı́, f 0 (1) = 0 é o
(x2 + 1)2 (x2 + 1)2
coeficiente angular da reta tangente. Logo, a equação da reta tangente ao gráfico de f no ponto
P = (1, 1) é y = 1.
1 2 −3
(9) Temos que f 0 (x) = ·2 = , para todo x ∈ R, x 6= . Daı́, f 0 (−1) = 2 é o
2x + 3 2x + 3 2
coeficiente angular da reta tangente. Logo, a equação da reta tangente ao gráfico de f no ponto
P = (−1, 0) é y = 0 + 2 (x + 1) = 2x + 2.

2 e2x (x2 + 2) − 2x (e2x − 1)


(10) Temos que f 0 (x) = , para todo x ∈ R. Daı́, f 0 (0) = 1 é o
(x2 + 2)2
coeficiente angular da reta tangente. Logo, a equação da reta tangente ao gráfico de f no ponto
P = (0, 0) é y = 0 + 1 (x − 0) = x.

(11) Temos que:


 2x − 1 2  2(x + 4) − (2x − 1)   2x − 1 2  27(2x − 1)2

0 9
f (x) = 3 = 3 = ,
x+4 (x + 4)2 x+4 (x + 4)2 (x + 4)4
1
para todo x ∈ R, x 6= −4. Daı́, f 0 (5) = é o coeficiente angular da reta tangente. Logo, a equação
3
1 x−2
da reta tangente ao gráfico de f no ponto P = (5, 1) é y = 1 + (x − 5) = .
3 3
2 −1 2
0 (−2xex )(x4 + 1) − (4x3 )(1 − ex −1 )
(12) Temos que f (x) = , para todo x ∈ R. Daı́, f 0 (1) = −1
(x4 + 1)2
é o coeficiente angular da reta tangente. Logo, a equação da reta tangente ao gráfico de f no ponto
P = (1, 0) é y = −(1) (x − 1) = −x + 1.

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73

DERIVAÇÃO IMPLÍCITA

Para entender Derivação Implı́cita, precisamos, primeiramente, entender o que significa dizer que
uma função está definida implicitamente por uma equação. Para tal, utilizaremos o exemplo que
segue.

A equação x2 + y 2 = 1 representa o cı́rculo de centro (0,0) e raio 1:

Agora, vamos procurar a resposta para a seguinte pergunta:


“Quais são as funções y = f (x) que estão definidas implicitamente por essa equação? ”,
que é equivalente a:
“Quais são as funções y = f (x) que satisfazem essa equação? ”.

Encontrar a resposta para essas perguntas é determinar todas as funções y = f (x) que estão, digamos
assim, “escondidas atrás”da equação x2 + y 2 = 1.
Vamos lá??? :)
Temos que:
p √ √
x 2 + y 2 = 1 ⇒ y 2 = 1 − x2 ⇒ y2 = 1 − x2 ⇒ |y| = 1 − x2 .

Então, neste caso, existem apenas duas possibilidades para nossas funções y = f (x):
√ √
y = f1 (x) = 1 − x2 e y = f2 (x) = − 1 − x2 .

É claro que, em ambos os casos, x ficará restrito ao intervalo (−1, 1), como podemos observar nas
figuras seguintes:

√ √
Figura 4: y = f1 (x) = 1 − x2 Figura 5: y = f2 (x) = − 1 − x2

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74

Portanto, as funções que estão definidas implicitamente pela equação x2 +y 2 = 1, ou, analogamente,
que satisfazem a equação x2 + y 2 = 1, são as funções:
√ √
y = f1 (x) = 1 − x2 e y = f2 (x) = − 1 − x2 .

Encontramos, assim, nossa resposta!!! \o/


Agora temos, finalmente, condições de entender Derivação Implı́cita. Assim, seguindo nesta direção,
nosso próximo posso será determinar a derivada dessas funções e verificar que a mesma independe
da definição da função. Como assim?? Vejamos:
Para todo x ∈ (−1, 1), temos que:
−x x −x
y 0 = f10 (x) = √ e y 0 = f20 (x) = √ = √ .
1 − x2 1−x 2 − 1 − x2
Em particular,
−x −x −x −x
y 0 = f10 (x) = = e y 0 = f20 (x) = = .
f1 (x) y f2 (x) y
dy −x
Portanto, y 0 = = em ambos os casos, ou seja, a derivada independe da definição da função
dx y
que está implı́cita na equação.

Quando dizemos “a derivada da função implı́cita na equação”, e não sabemos sequer a definição
da função, é exatamente a esta independência que estamos nos referindo: não importa a definição
dy
y = f (x) da função implı́cita na equação, a derivada y 0 = simplesmente não muda. Para
dx
sermos ainda mais precisos neste sentido, suponhamos que não soubéssemos obter explicitamente as
definições das funções y = f1 (x) e y = f2 (x) na equação x2 + y 2 = 1 acima. Suponhamos também,
neste caso, que soubéssemos apenas da existência de uma função derivável y = f (x) satisfazendo
dy
a equação x2 + y 2 = 1. Ainda assim, poderı́amos determinar y 0 = . Com efeito, sabendo que
dx
y = f (x) é uma função derivável definida implicitamente pela equação x2 + y 2 = 1, temos que
x2 + (f (x))2 = 1. Daı́, derivando ambos os lados dessa equação com relação a x (e não esquecendo
da Regra da Cadeia!), obtemos:

−x
2x + 2f (x) f 0 (x) = 0 ⇒ f 0 (x) = .
f (x)
Para não trabalharmos com uma notação muito “carregada”, no lugar de f (x) escrevemos y e, no
dy dy
lugar de f 0 (x), escrevemos y 0 = e dizemos que y 0 = é a derivada implı́cita de y = f (x).
dx dx
Assim, a derivação acima equivale a:

−x dy dy −x
2x + 2y y 0 = 0 ⇒ y 0 = , ou, analogamente, 2x + 2y =0 ⇒ = .
y dx dx y
dy −x
Neste caso, a derivada implı́cita de y = f (x) é y 0 = = .
dx y

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75

CONCLUSÃO: Seja y = f (x) uma função derivável definida implicitamnete por uma dada equação
na variáveis x e y. Para determinarmos a derivada implı́cita de y = f (x), ou seja, para determinarmos
dy
y0 = , fazemos do seguinte modo:
dx
(1) Derivamos, em relação a x, termo a termo, ambos os lados da equação dada, sem esquecermos
que y é uma função na varı́avel x e, deste modo, ao derivarmos y, precismos utilizar a Regra da
Cadeia.
dy
(2) Após (1), teremos uma equação nas variáveis x, y e y 0 = . Assim, para determinarmos
dx
dy dy
y0 = , basta “isolarmos” a variável y 0 = nesta equação.
dx dx
EXERCÍCIOS

dy
1. Determine em termos de x e y, onde y = f (x) é uma função derivável definida implicitamente
dx
por cada uma das seguintes equações:

(a) y 3 − xy 2 = 5x + 3 (b) ey sen x = x + xy


Solução.
dy  2 dy  dy dy 5 + y2
(a) 3y 2 − y +2xy = 5 ⇒ (3y 2 −2xy) = 5+y 2 ⇒ = 2 , se 3y 2 −2xy 6= 0.
dx dx dx dx 3y − 2xy
dy dy dy
(b) ey sen x + ey cos x = 1 + y + x ⇒ (ey sen x − x) = 1 + y − ey cos x ⇒
dx dx dx
dy 1 + y − ey cos x
⇒ = , se ey sen x − x 6= 0.
dx ey sen x − x

2. Se y = f (x) é uma função derivável dada implicitamente pela equação 2x2 y − xy + y 3 = −10,
determine a equação da reta tangente ao gráfico de f no ponto P = (1, −2).
Solução.
Derivando implicitamente, obtemos:
dy dy dy dy
4xy + 2x2 −y−x + 3y 2 =0 ⇒ (2x2 − x + 3y 2 ) = −4xy + y ⇒
dx dx dx dx
dy −4xy + y
⇒ = 2 , se 2x2 − x + 3y 2 6= 0.
dx 2x − x + 3y 2
Assim,

0 dy −4(1)(−2) + (−2) 6
f (1) = = 2 2
= .
dx x=1 2(1) − 1 + 3(−2) 13

Logo, a equação da reta tangente ao gráfico de f no ponto P = (1, −2) é

6 6 32
y = −2 + (x − 1) = x− .
13 13 13

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76

EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO

dy
1. Determine em termos de x e y, onde y = f (x) é uma função derivável definida implicitamente
dx
por cada uma das seguintes equações:

(1) x2 y − 2y = 4 (2) xey = x − y


(3) y 5 + 4y = x (4) 7y + 2 sen x = xy
(5) x3 − 2xy 4 + x = −1 − y (6) xy 3 − cos x = 0
(7) sen(x + y) = y 2 cosx (8) 1 + x = sen(xy 2 )
y
(9) x2 y 2 + x sen y = 4 (10) tg(x − y) =
1 + x2
(11) 4 cos x sen y = 1 (12) ey cos x = 1 + sen(xy)

2. Se y = f (x) é uma função derivável definida implicitamente por cada uma das equações abaixo,
determine a equação da reta tangente ao gráfico de f no ponto P indicado:

(1) y 2 − 4xy + x2 = 1 e P = (1, 4)


(2) xy 2 − 4xy = 6 e P = (−2, 1)
(3) xy + 5y 2 = −3x − 1 e P = (−3, −1)
(4) y sen(2x) = x cos(2y) e P = (π/2, π/4)
(5) sen(x + y) = 2x − 2y e P = (π, π)

RESPOSTAS DOS EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO

1.
dy dy dy dy −2xy
(1) 2xy + x2 −2 = 0 ⇒ (x2 − 2) = −2xy ⇒ = 2 , se x2 − 2 6= 0.
dx dx dx dx x −2
dy dy dy dy 1 − ey
(2) ey + x ey =1− ⇒ [1 + x ey ] = 1 − ey ⇒ = , se 1 + x ey 6= 0.
dx dx dx dx 1 + x ey
dy dy dy dy 1
(3) 5y 4 +4 = 1 ⇒ (5y 4 + 4) =1⇒ = 4 , se 5y 4 + 4 6= 0.
dx dx dx dx 5y + 4
dy dy dy dy y − 2 cos x
(4) 7 + 2 cos x = y + x ⇒ (7 − x) = y − 2 cos x ⇒ = , se x 6= 7.
dx dx dx dx 7−x
 dy  dy dy dy −3x2 + 2y 4 − 1
(5) 3x2 − 2y 4 +8xy 3 +1 = − ⇒ (1−8xy 3 ) = −3x2 +2y 4 −1 ⇒ = ,
dx dx dx dx 1 − 8xy 3
se 1 − 8xy 3 6= 0.

dy dy sen x + y 3
(6) y 3 + 3xy 2 + sen x = 0 ⇒ =− , se 3xy 2 6= 0.
dx dx 3xy 2
 dy  dy
(7) cos(x + y) · 1 + = 2y cos x + y 2 (−sen x) ⇒
dx dx

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77

dy
⇒ [cos(x + y) − 2y cos x ] = −y 2 sen x − cos(x + y) ⇒
dx
dy
⇒ [2y cos x − cos(x + y)] = y 2 sen x + cos(x + y) ⇒
dx
dy y 2 sen x + cos(x + y)
⇒ = , se 2y cos x − cos(x + y) 6= 0.
dx 2y cos x − cos(x + y)

dy dy dy 1 − y 2 cos(xy 2 )
(8) 1 = cos(xy 2 ) · (y 2 + x 2y ) ⇒ [2xy cos(xy 2 )] = 1 − y 2 cos(xy 2 ) ⇒ = ,
dx dx dx 2xy cos(xy 2 )
se 2xy cos(xy 2 ) 6= 0.
dy dy dy
(9) 2x y 2 + x2 2y
+ sen y + x cos y = 0 ⇒ [2x2 y + x cos y] = −2xy 2 − sen y ⇒
dx dx dx
dy −2xy 2 − sen y
⇒ = 2 , se 2x2 y + x cos y 6= 0.
dx 2x y + x cos y
 dy  (dy/dx)(1 + x2 ) − y(2x)
(10) sec2 (x − y) · 1 − = ⇒
dx (1 + x2 )2
2
 dy  dy
⇒ sec (x − y) · 1 − (1 + x2 )2 = (1 + x2 ) − 2xy ⇒
dx dx
dy
⇒ [−sec2 (x − y) · (1 + x2 )2 − (1 + x2 )] = −sec2 (x − y) · (1 + x2 )2 − 2xy ⇒
dx
dy (sec(x − y) · (1 + x2 ))2 + 2xy
⇒ = , se (sec(x − y) · (1 + x2 ))2 + (1 + x2 ) 6= 0.
dx (sec(x − y) · (1 + x2 ))2 + (1 + x2 )
dy dy dy sen x sen y
(11) 4(−sen x) sen y + 4 cos x cos y = 0 ⇒ [cos x cos y] = sen x sen y ⇒ = , se
dx dx dx cos x cos y
cos x cos y 6= 0.
dy  dy 
(12) ey cos x + ey (−sen x) = cos(xy) · y + x ⇒
dx dx
dy
⇒ [ey cos x − x cos(xy)] = ey sen x + y cos(xy) ⇒
dx
dy ey sen x + y cos(xy)
⇒ = y , se ey cos x − x cos(xy) 6= 0.
dx e cos x − x cos(xy)

2.
(1) Derivando implicitamente, obtemos:
dy dy dy dy 4y − 2x
2y − 4y − 4x + 2x = 0 ⇒ (2y − 4x) = 4y − 2x ⇒ = , se 2y − 4x 6= 0. Assim,
dx dx dx dx 2y − 4x

0 dy 4(4) − 2(1) 14 7
f (1) = = = = .
dx x=1 2(4) − 4(1) 4 2

Logo, a equação da reta tangente ao gráfico de f no ponto P = (1, 4) é:

7 7 1
y =4+ (x − 1) = x + .
2 2 2
(2) Derivando implicitamente, obtemos:

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78

dy dy dy dy 4y − y 2
y 2 + 2xy − 4y − 4x =0⇒ (2xy − 4x) = 4y − y 2 ⇒ = , se 2xy − 4x 6= 0.
dx dx dx dx 2xy − 4x
Assim,

0 dy 4(1) − (1)2 3
f (−2) = = = .
dx x=−2 2(−2)(1) − 4(−2) 4

Logo, a equação da reta tangente ao gráfico de f no ponto P = (−2, 1) é:

3 3 10
y = 1 + (x + 2) = x + .
4 4 4
(3) Derivando implicitamente, obtemos:
dy dy dy dy −3 − y
y+x + 10y = −3 ⇒ (x + 10y) = −3 − y ⇒ = , se x + 10y 6= 0. Assim,
dx dx dx dx x + 10y
dy −3 − (−1) 2
f 0 (−3) = = = .
dx x=−3 −3 + 10(−1) 13

Logo, a equação da reta tangente ao gráfico de f no ponto P = (−3, −1) é

2 2 7
y = −1 + (x + 3) = x− .
13 13 13
(4) Derivando implicitamente, obtemos:
dy dy
sen(2x) + y cos(2x) · (2) = cos(2y) + x(−sen(2y)) · 2 ⇒
dx dx
dy
⇒ [sen(2x) + 2x sen(2y)] = cos(2y) − 2y cos(2x) ⇒
dx
dy cos(2y) − 2y cos(2x)
⇒ = , se sen(2x) + 2x sen(2y) 6= 0. Assim,
dx sen(2x) + 2x sen(2y)
dy cos(2 · π/4) − (2 · π/4) cos(2 · π/2) π/2 1
f 0 (π/2) = = = = .
dx x=π/2 sen(2 · π/2) + (2 · π/2) sen(2 · π/4) π 2

Logo, a equação da reta tangente ao gráfico de f no ponto P = (π/2, π/4) é

π 1 π 1
y= + x− = x.
4 2 2 2
(5) Derivando implicitamente, obtemos:
 dy  dy dy dy 2 − cos(x + y)
cos(x + y) · 1 + = 2−2 ⇒ [2 + cos(x + y)] = 2 − cos(x + y) ⇒ = ,
dx dx dx dx 2 + cos(x + y)
se 2 + cos(x + y) 6= 0. Assim,

dy 2 − cos(π + π) 1
f 0 (π) = = = .
dx x=π 2 + cos(π + π) 3

Logo, a equação da reta tangente ao gráfico de f no ponto P = (π, π) é

1 1 2π
y = π + (x − π) = x + .
3 3 3

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79

APLICAÇÕES DA DERIVADA

PONTOS DE INFLEXÃO

Definição: Sejam I um intervalo real e f : I → R uma função. Dizemos que:


(i) f é crescente em I se, dados x1 , x2 ∈ I,

x1 < x2 ⇒ f (x1 ) < f (x2 ).

(ii) f é decrescente em I se, dados x1 , x2 ∈ I,

x1 < x2 ⇒ f (x1 ) > f (x2 ).

Exemplo: Seja f a função cujo gráfico é

Então, f é decrescente no intervalo (−∞, c) e f é crescente no intervalo (c, +∞).

Teorema: Sejam I um intervalo real e f : I → R uma função diferenciável em I. Então,


(i) se f 0 (x) > 0, ∀ x ∈ I, então f é crescente em I;
(ii) se f 0 (x) < 0, ∀ x ∈ I, então f é decrescente em I.

Definição: Sejam I um intervalo real e f : I → R uma função diferenciável em I. Dizemos que f


é duas vezes diferenciável (derivável) em I se a função derivada f 0 : I → R também é diferenciável
(derivável) em I e escrevemos f 00 para denotar a derivada de f 0 .

Exemplo: Seja f (x) = x3 − sen(x2 + 1). Temos que f 0 (x) = 3x2 − (2x) cos(x2 + 1), para todo
x ∈ R, e f 00 (x) = 6x + (4x2 ) sen(x2 + 1), para todo x ∈ R.

Teorema: Sejam I um intervalo real e f : I → R uma função duas vezes diferenciável em I.


Então,
(i) se f 00 (x) > 0, ∀ x ∈ I, então o gráfico de f tem concavidade para cima em I;
(ii) se f 00 (x) < 0, ∀ x ∈ I, então o gráfico de f tem concavidade para baixo em I.

Definição(Ponto de inflexão): Sejam I um intervalo real e f : I → R uma função duas vezes


diferenciável em I, com c ∈ I, exceto possivelmente∗ em c. O ponto (c, (f (c)) é dito um ponto de

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80

inflexão do gráfico de f se o gráfico de f possui reta tangente no ponto (c, f (c)) e existem a, b ∈ I,
com a < c < b, tais que:
(i) f 00 (x) > 0, ∀ x ∈ (a, c), e f 00 (x) < 0, ∀ x ∈ (c, b), ou seja, o gráfico de f tem concavidade para
cima em (a, c) e concavidade para baixo em (c, b)
ou
(ii) f 00 (x) < 0, ∀ x ∈ (a, c), e f 00 (x) > 0, ∀ x ∈ (c, b), ou seja, o gráfico de f tem concavidade para
baixo em (a, c) e concavidade para cima em (c, b).

OBSERVAÇÃO: Quando dizemos exceto possivelmente∗ em c, estamos admitindo que f pode ou


não ser diferenciável em c. Usaremos essa hipótese várias vezes no decorrer do texto.

Exemplo: Seja f a função cujo gráfico é

Então,
(i) f 0 (x) > 0 ⇔ x ∈ (−∞, a) ∪ (b, +∞);
(ii) f 0 (x) < 0 ⇔ x ∈ (a, b);
(iii) f 00 (x) > 0 ⇔ x ∈ (c, +∞);
(iv) f 00 (x) < 0 ⇔ x ∈ (−∞, c);
(v) o ponto (c, f (c)) é o único ponto de inflexão do gráfico de f .

EXERCÍCIO

Considere a função f (x) = x3 − 3x2 − 9x + 4. Determine, se existirem,

(i) os intervalos onde f é crescente e onde f é decrescente;


(ii) os intervalos onde o gráfico de f tem concavidade para cima e onde a concavidade é para baixo.
(iii) os pontos de inflexão do gráfico de f .
Finalmente, faça um esboço do gráfico de f .
Solução.
(i) Temos que f 0 (x) = 3x2 − 6x − 9 = 3 (x2 − 2x − 3) = 3 (x + 1)(x − 3). Daı́,
• f 0 (x) > 0 ⇔ x < −1 ou x > 3;

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81

• f 0 (x) < 0 ⇔ −1 < x < 3.


Logo, f é descrescente no intervalo (−1, 3) e é crescente nos intervalos (−∞, −1) e (3, +∞).

(ii) Temos que f 00 (x) = 6x − 6 = 6(x − 1). Daı́,


• f 00 (x) > 0 ⇔ x > 1;
• f 00 (x) < 0 ⇔ x < 1.
Portanto, no intervalo (1, +∞) o gráfico de f tem concavidade para cima e no intervalo (−∞, 1)
tem concavidade para baixo.
(iii) De (i), temos que f 0 (x) existe para todo x ∈ R. Daı́, o gráfico de f possui reta tangente
em todos os pontos. Ainda, (ii) nos mostra que ocorre mudança de concavidade no ponto (1, −7).
Portanto, (1, −7) é o único ponto de inflexão do gráfico de f .
Finalmente, um esboço do gráfico de f é:

MÁXIMOS E MÍNIMOS RELATIVOS

Definição(Máxmo relativo): Dizemos que uma função f possui um máximo relativo em x0 se


existe um intervalo aberto I, com x0 ∈ I, tal que f esteja definida em I e f (x0 ) ≥ f (x), para todo
x ∈ I. Neste caso, dizemos que o ponto (x0 , f (x0 )) é um ponto de máximo relativo do gráfico de
f.
Definição(Mı́nimo relativo): Dizemos que uma função f possui um mı́nimo relativo em x0 se
existe um intervalo aberto I, com x0 ∈ I, tal que f esteja definida em I e f (x0 ) ≤ f (x), para todo
x ∈ I. Neste caso, dizemos que o ponto (x0 , f (x0 )) é um ponto de mı́nimo relativo do gráfico de f .

Definição(Ponto crı́tico): Dizemos que uma função f possui um ponto crı́tico em c se uma das
afirmações abaixo é verdadeira:
(i) f não é derivável em c;
(ii) f 0 (c) = 0.
Neste caso, dizemos que o ponto (c, f (c)) é um ponto crı́tico do gráfico de f .

Exemplo: Seja f : R → R a função cujo gráfico é

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82

Então,
(i) os pontos (x1 , f (x1 )) e (x3 , f (x3 )) são pontos de máximos relativos do gráfico de f ;
(ii) os pontos (x2 , f (x2 )) e (x4 , f (x4 )) são pontos de mı́nimos relativos do gráfico de f ;
(iii) os pontos (x1 , f (x1 )), (x2 , f (x2 )), (x3 , f (x3 )) e (x4 , f (x4 )) são pontos crı́ticos do gráfico de
f : f 0 (x1 ) = f 0 (x2 ) = 0 e não existem as derivadas f 0 (x3 ) e f 0 (x4 ).

Teorema: Se a função f possui um máximo ou um mı́nimo relativo em c, então f possui um ponto


crı́tico em c.

OBSERVAÇÃO: Este último resultado nos garante que todo ponto de máximo ou de mı́nimo
relativo do gráfico de uma função f é necessariamente um ponto crı́tico do gráfico de f . Assim, para
determinarmos os pontos de máximo e de mı́nimo relativos do gráfico de uma função f , devemos,
primeiramente, encontrar os pontos crı́ticos do gráfico de f . Mas, atenção: a recı́proca dessa
afirmação não é verdadeira, ou seja, nem todo ponto crı́tico do gráfico de f é necessariamente um
ponto de máximo ou de mı́nimo relativo do gráfico de f . Por exemplo, a função f (x) = x3 possui
um ponto crı́tico em c = 0, pois f 0 (0) = 3(0)2 = 0, mas (0, f (0)) = (0, 0) não é ponto de máximo
nem de mı́nimo relativo do gráfico de f , como podemos observar:

TESTE DA DERIVADA PRIMEIRA

Seja f uma função derivável no intervalo aberto (a, b), com c ∈ (a, b), exceto possivelmente em c.
Então,
(i) Se f 0 (x) > 0, ∀ x ∈ (a, c), e f 0 (x) < 0, ∀ x ∈ (c, b), então f possui um máximo relativo em c;

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83

(ii) Se f 0 (x) < 0, ∀ x ∈ (a, c), e f 0 (x) > 0, ∀ x ∈ (c, b), então f possui um mı́nimo relativo em c.

EXERCÍCIO

Utilize o Teste da Derivada Primeira para determinar, casos existam, os pontos de máximo e de
mı́nimo relativos do gráfico da função f (x) = x3 − 6x2 + 9x + 1.
Solução.
Pela observação anterior, devemos, primeiramente, determinar os pontos crı́ticos de f . Assim, como
f 0 (x) = 3x2 − 12x + 9, para todo x ∈ R, segue que

f 0 (x) = 3(x − 1)(x − 3) = 0 ⇔ x = 1 ou x = 3.

Logo, (1, 5) e (3, 1) são os únicos pontos crı́ticos do gráfico de f . Para verificarmos se esses são, de
fato, pontos de máximo ou de mı́nimo relativos do gráfico de f , utilizaremos o Teste da Derivada
Primeira. Temos que:
f 0 (x) > 0 ⇔ x ∈ (−∞, 1) ∪ (3, +∞) e f 0 (x) < 0 ⇔ x ∈ (1, 3).

Portanto, pelo Teste da Derivada Primeira, o ponto (1, 5) é um ponto de máximo relativo do gráfico
de f enquanto que o ponto (3, 1) é um ponto de mı́nimo relativo do gráfico de f .

TESTE DA DERIVADA SEGUNDA

Seja f uma função derivável no intervalo aberto I, com c ∈ I, tal que f 0 (c) = 0 e f 00 (c) existe.
Então,
(i) f 00 (c) > 0 ⇒ f possui um mı́nimo relativo em c;
(ii) f 00 (c) < 0 ⇒ f possui um máximo relativo em c.

OBSERVAÇÃO: Se uma função f possui um ponto crı́tico em c, só podemos aplicar o Teste da
Derivada Segunda em c se f 0 (c) = 0. Se não existe f 0 (c), NÃO podemos aplicar o Teste da Derivada
Segunda. Neste caso, devemos aplicar oTeste da Derivada Primeira.

EXERCÍCIO

Utilize o Teste da Derivada Segunda para determinar, casos existam, os pontos de máximo e de
mı́nimo relativos do gráfico da função f (x) = x3 − 6x2 + 9x + 1.
Solução.
Por uma observação anterior, devemos, primeiramente, determinar os pontos crı́ticos de f . Assim,
como f 0 (x) = 3x2 − 12x + 9, para todo x ∈ R, segue que

f 0 (x) = 3(x − 1)(x − 3) = 0 ⇔ x = 1 ou x = 3.

Logo, (1, 5) e (3, 1) são os únicos pontos crı́ticos do gráfico de f . Para verificarmos se esses são, de
fato, pontos de máximo ou de mı́nimo relativos do gráfico de f , utilizaremos o Teste da Derivada
Segunda. Temos que f 00 (x) = 6x − 12, para todo x ∈ R. Logo,

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84

f 00 (1) = −6 < 0 e f 0 (3) = 6 > 0.

Portanto, pelo Teste da Derivada Segunda, o ponto (1, 5) é um ponto de máximo relativo do gráfico
de f enquanto que o ponto (3, 1) é um ponto de mı́nimo relativo do gráfico de f .

MÁXIMOS E MÍNIMOS ABSOLUTOS

Definição(Máxmo absoluto): Dizemos que uma função f possui um máximo absoluto em x0 se


f (x0 ) ≥ f (x), para todo x ∈ D(f ). Neste caso, dizemos que o ponto (x0 , f (x0 )) é um ponto de
máximo absoluto do gráfico de f .
Definição(Mı́nimo absoluto): Dizemos que uma função f possui um mı́nimo absoluto em x0 se
f (x0 ) ≤ f (x), para todo x ∈ D(f ). Neste caso, dizemos que o ponto (x0 , f (x0 )) é um ponto de
mı́nimo absoluto do gráfico de f .

Exemplo: Sejam f : R → R e g : R → R funções cujos gráficos são:

Então,
(i) o pontos (a, f (a)) é um ponto de máximo absoluto do gráfico de f e o gráfico de f não possui
nenhum ponto de mı́nimo absoluto;
(ii) o pontos (b, f (b)) é um ponto de mı́nimo absoluto do gráfico de f e o gráfico de f não possui
nenhum ponto de máximo absoluto;

OBSERVAÇÃO: Todo ponto de máximo(mı́nimo) absoluto do gráfico de uma função f é um ponto


de máximo(mı́nimo) relativo do gráfico de f . Por outro lado, um ponto de máximo(mı́nimo) relativo
do gráfico de f não é necessariamente um ponto de máximo(mı́nimo) absoluto do gráfico de f . Por
exemplo, seja f : R → R a função cujo gráfico é:

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85

Então,
(i) pontos de máximos relativos do gráfico de f : (a, f (a)) e (c, f (c));
(ii) pontos de mı́nimos relativos do gráfico de f : (b, f (b));
(iii) pontos de máximos absolutos do gráfico de f : (c, f (c));
(iii) o gráfico de f não possui nenhum ponto de mı́nimo absoluto.

Teorema: Seja f : [a, b] → R uma função contı́nua definida no intervalo fechado [a, b]. Então, f
possui pelo menos um máximo absoluto e pelo menos um mı́nimo absoluto em [a, b].

Exemplo: Seja f : [a, b] → R a função cujo gráfico é:

Então,
(i) (b, f (b)) é o ponto de máximo absoluto do gráfico de f ;
(ii) (c, f (c)) é o ponto de mı́nimo absoluto do gráfico de f .

Como determinar os máximos e mı́nimos absolutos de uma função contı́nua f em [a, b]:
Note que um máximo(mı́nimo) absoluto de uma função contı́nua f : [a, b] → R ocorre ou em um
máximo(mı́nimo) relativo de f em [a, b] ou em um extremo do intervalo [a, b]. Assim, como todo
ponto de máximo(mı́nimo) relativo do gráfico de f é necessariamente um ponto crı́tico do gráfico de
f , para determinarmos os pontos de máximo(mı́nimo) absolutos do gráfico de f em [a, b], devemos
proceder do seguinte modo:
(1) Determinar todos os pontos crı́ticos do gráfico de f em [a, b];
(2) Calcular f (a), f (b) e f (c), para todo ponto crı́tico (c, f (c)) do gráfico de f em [a, b];
(3) Comparar os valores: o maior dentre os valores obtidos será um máximo absoluto de f em [a, b]
eo menor dentre os valores obtidos será um mı́nimo absoluto de f em [a, b].

Exemplo: Seja f : [−4, 1] → R a função definida por f (x) = x3 + 2x2 − 4x + 1. Como f é


contı́nua, pois é uma função polinomial, o teorema anterior garante que f possui pelo menos um

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86

máximo absoluto e pelo menos um mı́nimo absoluto em [−4, 1]. Para encontrá-los, seguiremos os
passos indicados acima:
2
(1) Temos que f 0 (x) = 3x2 + 4x − 4, para todo x ∈ R. Daı́, f 0 (x) = 0 ⇔ x = −2 ou x = .
3
2 2
Como −2, ∈ [−4, 1], segue que f possui pontos crı́ticos em x = −2 e x = .
3 3
 2  −13
(2) Temos que f (−2) = 9, f = , f (−4) = −15 e f (1) = 0.
3 27
(3) Como f (−2) = 9 é o maior de todos os valores obtidos e f (−4) = −15 é o menor de todos
os valores obtidos, segue que f possui um máximo absoluto em x = −2 e um mı́nimo absoluto em
x = −4.

EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO

1. Para cada uma das funções f definidas abaixo, encontre os intervalos onde a mesma é crescente
e os intervalos onde é decrescente.
2 3
(a) f (x) = x3 + 2x − 1 (b) f (x) = x − 5x2 + 12x
3
x−4 x2 − x + 2
(c) f (x) = (d) f (x) =
x+2 x + 1
 2 x2 + x − 2
 x + 4, se x ≤ 1 , se x > −2



(e) f (x) = (f ) f (x) = x+2
2 − 5x, se x > 1
 

 3 − 2x, se x ≤ −2

2. A relação entre a fertilidade f da espiga e a temperatura x, em graus Celsius, do dossel pode ser
aproximada pela função

f (x) = 860, 01 − 234, 53 lnx.


Determine, se existir, os intervalos de crescimento e decrescimento da fertilidade da espiga.

3. A pressão p do vapor saturado depende da temperatura x, em graus Celsius, do ambiente. Tal


relação é dada pela fórmula de Murray e Buck:
18x
p(x) = 0, 61 e( x+237 )
Determine, se existir, os intervalos de crescimento e decrescimento da pressão.

4. Determine as derivadas primeira e segunda de cada uma das funções abaixo:



(a) f (x) = x5 + 2x3 − x2 + 6x − 1 (b) f (x) = x2 + 4
1 √ √4
(c) f (x) = x2 + (d) f (x) = 3 x − 2 x3
x
√ 5
(e) f (x) = 3 − 4 x + 2 (f ) f (x) = 2x (x2 − 1)4
x
x2 − 5
(g) f (x) = cos (3x2 − 2) (h) f (x) =
x+1

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87

5. Para cada função f definida abaixo,


(i) determine os intervalos onde f é crescente e onde f é decrescente;
(ii) determine os intervalos onde o gráfico de f tem concavidade para cima e onde a concavidade é
para baixo;
(iii) faça um esboço do gráfico de f .
1 4 2 3
(a) f (x) = x3 − 3x2 − 9x + 4 (b) f (x) = x + x − 2x2 + 5
2 3
3x
(c) f (x) = (d) f (x) = x2 (8 − x2 )
x+1
−x4 , se x ≤ 0 4(x + 2)3 , se x < −2
 
(e) f (x) = (f ) f (x) =
x4 , se x > 0 (x + 2)3 , se x ≥ −2

6. Para cada função f definida abaixo, determine, caso existam,


(i) os intervalos onde f é crescente e os intervalos onde f é decrescente;
(ii) os pontos crı́ticos de f ;
(iii) os intervalos onde o gráfico de f tem concavidade para cima e os intervalos onde o gráfico de
f tem concavidade para baixo;
(iv) os pontos de inflexão do gráfico de f .
Finalmente, faça um esboço do gráfico de f .
x4 + 1 2
(a) f (x) = 2
(b) f (x) = e−x
x

7. Para cada uma das funções abaixo, utilize o Teste da Derivada Primeira para determinar, caso
existam, os pontos de máximo e mı́nimo relativos da função:
1 3 5
(a) f (x) = x + x2 − 8x + (b) f (x) = x4 − 2x2 + 1
3 2
2x x−1
(c) f (x) = 2 (d) f (x) =
x +1 x+2
 
 2x − 1, se x ≥ 4  4 − x, se x < 1
(e) f (x) = (f ) f (x) =
 3
2x + 3x2 − 12x + 1, se x < 4 x2 − x − 2, se x ≥ 1

8. Para cada uma das funções abaixo, utilize o Teste da Derivada Segunda para determinar, caso
existam, os pontos de máximo e mı́nimo relativos da função:
6 5 3 4 1
(a) f (x) = 2x3 + 3x2 − 36x + 13 (b) f (x) = x − x − 4x3 +
5 2 2
2 x−2
(c) f (x) = (d) f (x) =
x−1 x+1

9. Para cada uma das funções abaixo, determine, caso existam:


(i) as assı́ntotas horizontais e as assı́ntotas verticais do gráfico de f ;

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88

(ii) os intervalos onde f é crescente ou decrescente;


(iii) os pontos de máximos e mı́nimos relativos de f , utilizando o Teste da Derivada Primeira;
(iv) os intervalos onde o gráfico de f tem concavidade para cima e aqueles onde a concavidade é
para baixo;
(v) os pontos de inflexão.
Finalmente, faça um esboço do gráfico de f .
x+4
(a) f (x) = x3 − 3x2 + 3 (b) f (x) =
x−1

10. Para cada uma das funções abaixo, determine, caso existam:
(i) as assı́ntotas horizontais e as assı́ntotas verticais do gráfico de f ;
(ii) os intervalos onde f é crescente ou decrescente;
(iii) os intervalos onde o gráfico de f tem concavidade para cima e aqueles onde a concavidade é
para baixo;
(iv) os pontos de máximos e mı́nimos relativos de f , utilizando o Teste da Derivada Segunda;
(v) os pontos de inflexão.
Finalmente, faça um esboço do gráfico de f .
x−1 4
(a) f (x) = (b) f (x) = x3 − 3x2 (c) f (x) =
x+2 x−5

11. Considerando o gráfico de cada função f : R → R dado abaixo, determine, se existirem:


(i) os pontos de máximos relativos do gráfico de f ;
(ii) os pontos de mı́nimos relativos do gráfico de f ;
(iii) os pontos de máximos absolutos do gráfico de f ;
(ii) os pontos de mı́nimos absolutos do gráfico de f .

(a) (b)

(c) (d)

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89

12. Para cada uma das funções abaixo, determine os máximos e mı́nimos absolutos nos intervalos
considerados:
(a) f (x) = x3 − 3x2 − 9x em [−2, 4];
x
(b) f (x) = em [−2, 2];
1 + x2
(c) f (x) = 2x3 − 9x2 + 12x + 3 em [0, 3];

(d) f (x) = 6 + x2 em [−1, 2];

RESPOSTAS DOS EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO

1.
(a) Temos que f 0 (x) = 3x2 + 2, para todo x ∈ R. Portanto, f 0 (x) > 0, para todo x ∈ R. Logo, a
função f é crescente em R.

(b) Temos que f 0 (x) = 2x2 − 10x + 12 = 2 (x2 − 5x + 6), para todo x ∈ R. Logo,

(i) f 0 (x) = 0 ⇔ x2 − 5x + 6 = 0 ⇔ x = 2 ou x = 3;
(ii) f 0 (x) > 0 ⇔ x2 − 5x + 6 > 0 ⇔ x < 2 ou x > 3;
(iii) f 0 (x) < 0 ⇔ x2 − 5x + 6 < 0 ⇔ 2 < x < 3.

Portanto, a função f é crescente nos intervalos (−∞, 2) e (3, +∞) e é decrescente no intervalo
(2, 3).
6
(c) Temos que f 0 (x) = , para todo x ∈ R, x 6= −2. Logo, f 0 (x) > 0, para todo x ∈ R,
(x + 2)2
x 6= −2. Portanto, a função f é crescente em R − {−2}.

x2 + 2x − 3
(d) Temos que f 0 (x) = , para todo x ∈ R, x 6= −1. Logo,
(x + 1)2

(i) f 0 (x) = 0 ⇔ x2 + 2x − 3 = 0 ⇔ x = −3 ou x = 1;
(ii) f 0 (x) > 0 ⇔ x2 + 2x − 3 > 0 ⇔ x < −3 ou x > 1;
(iii) f 0 (x) < 0 ⇔ x2 + 2x − 3 < 0 ⇔ −3 < x < −1 ou −1 < x < 1.

Portanto, a função f é crescente nos intervalos (−∞, −3) e (1, +∞) e é decrescente nos intervalos
(−3, −1) e (−1, 1).

(e) Temos que f 0 (x) = 2x, para x < 1, e f 0 (x) = −5, para x > 1. Em x = 1, temos que:

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90

lim f (x) = lim+ 2 − 5x = −3 6= 5 = lim− f (x) = lim− x2 + 4.


x→1+ x→1 x→1 x→1

Logo, não existe lim f (x) e, daı́, f não é contı́nua em x = 1. Portanto, f não é derivável em x = 1.
x→1
Por outro lado,
(i) f 0 (x) = 0 ⇔ x = 0;
(ii) f 0 (x) > 0 ⇔ 0 < x < 1;
(iii) f 0 (x) < 0 ⇔ x < 0 ou x > 1.

Portanto, a função f é crescente no intervalo (0, 1) e é decrescente nos intervalos (−∞, 0) e (1, +∞).

 x − 1, se x > −2
(f ) Temos que: f (x) = .
3 − 2x, se x ≤ −2

Assim,
(i) f 0 (x) = 1 > 0 ⇔ x > −2;
(ii) f 0 (x) = −2 < 0 ⇔ x < −2.
Em x = −2, temos que:

lim f (x) = lim + x − 1 = −3 6= 7 = lim − f (x) = lim − 3 − 2x.


x→−2+ x→−2 x→−2 x→−2

Logo, não existe lim f (x) e, daı́, f não é contı́nua em x = −2. Portanto, f não é derivável em
x→−2
x = −2.
Portanto, a função f é crescente no intervalo (−2, +∞) e é decrescente no intervalo (−∞, −2).

−234, 53
2. Temos que f 0 (x) = , ∀ x > 0, ou seja, f 0 (x) < 0, ∀ x > 0. Assim, f é decrescente em
x
(0, +∞), ou seja, a fertilidade da espiga só diminui com o aumento da temperatura. Não exitem
intervalos de crescimento da fertilidade da espiga.

3. Temos que:
 
0
18x
( x+237 )
 18x 0 18x
( x+237 ) 18(x + 237) − (18x)
p (x) = 0, 61 e · = 0, 61 e · =
x + 237 (x + 237)2
 
18x
( x+237 ) 4266
= 0, 61 e · , ∀ x ≥ 0, ou seja, f 0 (x) > 0, ∀ x ≥ 0.
(x + 237)2
Assim, f é crescente em [0, +∞), ou seja, a pressão só aumenta com o aumento da temperatura.
Não exitem intervalos de decrescimento da pressão.

4.
(a) f 0 (x) = 5x4 + 6x2 − 2x + 6 e f 00 (x) = 20x3 + 12x − 2
1 x
(b) f 0 (x) = √ 2x = √ e
2
2 x +4 2
x +4

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91

√  1  √ x2 4
x2 + 4 − x √ 2x x2 + 4 − √ √
2 x2 + 4 x2 + 4 4
f 00 (x) = √ 2 x +4 = = = p
( x2 + 4)2 x2 + 4 x2 + 4 (x2 + 4)3
1 2
(c) f 0 (x) = 2x − e f 00 (x) = 2 +
x2 x3
1 3 −2 3
(d) f 0 (x) = √
3
− √ e f 00 (x) = √
3
+ √
4
3 x 2 24x 9 x 5 8 x5
−2 10 1 30
(e) f 0 (x) = √ − 3 e f 00 (x) = √ + 4
x x x 3 x

(f ) f 0 (x) = 2(x2 − 1)4 + 2x 4 (x2 − 1)3 2x = 2(x2 − 1)4 + 16x2 (x2 − 1)3 =
= (x2 − 1)3 [2(x2 − 1) + 16x2 ] = (x2 − 1)3 (18x2 − 2) e
f 00 (x) = 3 (x2 − 1)2 2x (18x2 − 2) + (x2 − 1)3 36x = 6x (x2 − 1)2 (18x2 − 2) + 36x (x2 − 1)3 =
= (x2 − 1)2 [6x (18x2 − 2) + 36x (x2 − 1)] = (x2 − 1)2 (144x3 − 48x)

(g) f 0 (x) = [−sen (3x2 − 2)] (6x) = −6x sen (3x2 − 2) e


f 00 (x) = −6 sen (3x2 − 2) + (−6x) [cos (3x2 − 2)] (6x) =
= −6 sen (3x2 − 2) − 36x2 cos (3x2 − 2) = −6 [sen (3x2 − 2) + 6x2 cos (3x2 − 2)]

2x(x + 1) − (x2 − 5) x2 + 2x + 5
(h) f 0 (x) = = e
(x + 1)2 (x + 1)2
(2x + 2)(x + 1)2 − (x2 + 2x + 5)2(x + 1) (2x + 2) [(x + 1)2 − (x2 + 2x + 5)]
f 00 (x) = = =
(x + 1)4 (x + 1)4
−4(2x + 2) −8(x + 1) −8
= 4
= 4
=
(x + 1) (x + 1) (x + 1)3

5.
(a)
(i) Temos que f 0 (x) = 3x2 − 6x − 9 = 3 (x2 − 2x − 3) = 3 (x + 1)(x − 3). Daı́,
• f 0 (x) > 0 ⇔ x < −1 ou x > 3;
• f 0 (x) < 0 ⇔ −1 < x < 3.
Logo, f é descrescente no intervalo (−1, 3) e é crescente nos intervalos (−∞, −1) e (3, +∞).
(ii) Temos que f 00 (x) = 6x − 6 = 6(x − 1). Daı́,
• f 00 (x) > 0 ⇔ x > 1;
• f 00 (x) < 0 ⇔ x < 1.
Portanto, no intervalo (1, +∞) o gráfico de f tem concavidade para cima e no intervalo (−∞, 1)
tem concavidade para baixo.
(iii)

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92

(b)
(i) Temos que f 0 (x) = 2x3 + 2x2 − 4x = 2x (x2 + x − 2) = 2x (x + 2)(x − 1). Daı́,
• f 0 (x) > 0 ⇔ −2 < x < 0 ou x > 1;
• f 0 (x) < 0 ⇔ x < −2 ou 0 < x < 1.
Logo, f é crescente nos intervalos (−2, 0) e (1, +∞) e é decrescente nos intervalos (−∞, −2) e
(0, 1).

00 2 2 0 00 0 −1 − 7 ∼
(ii) Temos que f (x) = 6x + 4x − 4 = 2(3x + 2x − 2) = 2(x − x )(x − x ), onde x = =
√ 3
00 −1 + 7 ∼
−1, 2 e x = = 0, 5. Daı́,
3
• f 00 (x) > 0 ⇔ x < x0 ou x > x00 ;
• f 00 (x) < 0 ⇔ x0 < x < x00 .
Portanto, nos intervalo (−∞, x0 ) e (x00 , +∞) o gráfico de f tem concavidade para cima e no intervalo
(x0 , x00 ) tem concavidade para baixo.
(iii)

(c)
3(x + 1) − 3x 3
(i) Temos que f 0 (x) = 2
= 2
. Daı́, f 0 (x) > 0, para todo x ∈ R − {−1}.
(x + 1) (x + 1)
Logo, f é crescente em todo o seu domı́nio, isto é, f é crescente em R − {−1}.
−3(2)(x + 1) −6x − 6
(ii) Temos que f 00 (x) = 4
= . Daı́,
(x + 1) (x + 1)4
• f 00 (x) > 0 ⇔ −6x − 6 > 0 ⇔ x < −1;
• f 00 (x) < 0 ⇔ −6x − 6 < 0 ⇔ x > −1.
Portanto, no intervalo (−∞, −1) o gráfico de f tem concavidade para cima e no intervalo (−1, +∞)
tem concavidade para baixo.

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93

(iii)

(d)
(i) Temos que f 0 (x) = 16x − 4x3 = 4x (4 − x2 ) = −4x (x − 2)(x + 2). Daı́,
• f 0 (x) > 0 ⇔ x < −2 ou 0 < x < 2;
• f 0 (x) < 0 ⇔ −2 < x < 0 ou x > 2.
Logo, f é crescente nos intervalos (−∞, −2) e (0, 2) e é decrescente nos intervalos (−2, 0) e (2, +∞).
√ √
00 2
 2 3  2 3
(ii) Temos que f (x) = 16 − 12x = −12 x − x+ . Daı́,
√ √ 3 3
−2 3 2 3
• f 00 (x) > 0 ⇔ <x< ;
3 √ 3 √
−2 3 2 3
• f 00 (x) < 0 ⇔ x < ou x > .
3 √ √ 3
 −2 3 2 3 
Portanto, no intervalo , o gráfico de f tem concavidade para cima e nos intervalos
√ √ 3 3
 −2 3   2 3 
− ∞, e , +∞ tem concavidade para baixo.
3 3
(iii)

(e)
−4x3 , se x ≤ 0

0
(i) Temos que f (x) =
4x3 , se x > 0
Daı́, f 0 (x) > 0, para todo x ∈ R, x 6= 0.
Logo, f é crescente em R − {0}.

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94

−12x2 , se x ≤ 0

00
(ii) Temos que f (x) =
12x2 , se x > 0
Daı́,
• f 00 (x) > 0 ⇔ x > 0;
• f 00 (x) < 0 ⇔ x < 0.
Portanto, no intervalo (−∞, 0) o gráfico de f tem concavidade para baixo e no intervalo (0, +∞)
tem concavidade para cima.
(iii)

(f )
12(x + 2)2 , se x < −2

0
(i) Temos que f (x) =
3(x + 2)2 , se x ≥ −2
Daı́, f 0 (x) > 0, para todo x ∈ R, x 6= −2.
Logo, f é crescente em R − {−2}.

24x + 48, se x < −2
(ii) Temos que f 00 (x) =
6x + 12, se x ≥ −2
Daı́,
• f 00 (x) > 0 ⇔ x > −2;
• f 00 (x) < 0 ⇔ x < −2.
Portanto, no intervalo (−∞, −2) o gráfico de f tem concavidade para baixo e no intervalo (−2, +∞)
tem concavidade para cima.
(iii)

6.
(a)
(i) Temos que:
2x (x4 − 1) 2 (x4 − 1) 2 (x2 + 1) (x2 − 1)
f 0 (x) = = = , para todo x ∈ R − {0}.
x4 x3 x3

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95

2 (x2 + 1)
Como > 0, para todo x ∈ R − {0}, segue que o sinal de f 0 (x) é o mesmo que o de
x2
x2 − 1
. Assim,
x
• f 0 (x) > 0 ⇔ x2 − 1 e x tem o mesmo sinal ⇔ x ∈ (−1, 0) ou x ∈ (1, +∞);
• f 0 (x) < 0 ⇔ x2 − 1 e x tem sinais contrários ⇔ x ∈ (−∞, −1) ou x ∈ (0, 1).
Logo, f é crescente em (−1, 0) e (1, +∞) e é decrescente em (−∞, −1) e (0, 1).
(ii) Temos que:

2 (x2 + 1) (x2 − 1)
f 0 (x) = = 0 ⇔ x2 − 1 = 0 ⇔ x = 1 ou x = −1.
x3

Ainda, em x = 0, não existe f 0 (x).


Portanto, os pontos crı́ticos de f são x = 1, x = −1 e x = 0.
(iii) Temos que:

00 2x6 + 6x2 2x2 (x4 + 3) 2 (x4 + 3)


f (x) = = = , para todo x ∈ R − {0}.
x6 x6 x4

Logo, f 00 (x) > 0, para todo x ∈ R − {0}.


Portanto, o gráfico de f tem concavidade para cima em R − {0}.
(iv) Segue de (c) que f não possui pontos de inflexão.
Um esboço do gráfico de f é:

(b)
2 2
(i) Temos que f 0 (x) = −2x e−x , para todo x ∈ R. Como e−x > 0, para todo x ∈ R, segue que:
• f 0 (x) > 0 ⇔ −2x > 0 ⇔ x ∈ (−∞, 0);
• f 0 (x) < 0 ⇔ −2x < 0 ⇔ x ∈ (0, +∞).
Logo, f é crescente em (−∞, 0) e f é decrescente em (0, +∞).
2 2
(ii) Como f 0 (x) = −2x e−x , para todo x ∈ R, e e−x > 0, para todo x ∈ R, segue que:
f 0 (x) = 0 ⇔ x = 0.
Logo, o único ponto crı́tico de f é x = 0.
(iii) Temos que:
2 2 2
f 00 (x) = −2 e−x + 4x2 e−x = e−x (−2 + 4x2 ), para todo x ∈ R.

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96

2
Daı́, como e−x > 0, para todo x ∈ R,
• f 00 (x) > 0 ⇔ −2 + 4x2 > 0 ⇔ x ∈ (−∞, −0.7) ou x ∈ (0.7, +∞)
• f 00 (x) < 0 ⇔ −2 + 4x2 < 0 ⇔ x ∈ (−0.7, 0.7).
Portanto, o gráfico de f tem concavidade para cima nos intervalos (−∞, −0.7) e (0.7, +∞) e
concavidade para baixo no intervalo (−0.7, 0.7).
(iv) De (a), temos que f 0 (x) existe para todo x ∈ R. Daı́, o gráfico de f possui reta tangente nos
pontos (−0.7, f (−0.7)) = (−0.7, 0.6) e (0.7, f (0.7)) = (0.7, 0.6). Por outro lado, (c) nos mostra
que somente nesses pontos ocorre mudança de concavidade. Portanto, (−0.7, 0.6) e (0.7, 0.6) são
os únicos pontos de inflexão do gráfico de f .
Um esboço do gráfico de f é:

7.
(a) Temos que f 0 (x) = x2 + 2x − 8 = (x − 2)(x + 4), para todo x ∈ R. Daı́,
f 0 (x) = 0 ⇔ x = 2 ou x = −4.
Logo, os pontos crı́ticos de f , ou seja, os candidatos à extremos relativos de f são x = 2 e x = −4.
Ainda,
• f 0 (x) > 0 ⇔ x < −4 ou x > 2;
• f 0 (x) < 0 ⇔ −4 < x < 2.
Portanto, pelo Teste da Derivada Primeira, f possui um máximo relativo em x = −4 e possui um
mı́nimo relativo em x = 2.
(b) Temos que f 0 (x) = 4x3 − 4x = 4x (x2 − 1), para todo x ∈ R. Daı́,
f 0 (x) = 0 ⇔ x = 0 ou x = −1 ou x = 1.
Logo, os pontos crı́ticos de f , ou seja, os candidatos à extremos relativos de f são x = 0, x = −1
e x = 1. Ainda,
• f 0 (x) > 0 ⇔ 4x e x2 − 1 tem sinais iguais ⇔ −1 < x < 0 e x > 1;
• f 0 (x) < 0 ⇔ 4x e x2 − 1 tem sinais contrários ⇔ x < −1 e 0 < x < 1;
Portanto, pelo Teste da Derivada Primeira, f possui um máximo relativo em x = 0 e mı́nimos
relativos em x = −1 e em x = 1.
−2x2 + 2
(c) Temos que f 0 (x) = , para todo x ∈ R. Daı́,
(x2 + 1)2
f 0 (x) = 0 ⇔ −2x2 + 2 = 0 ⇔ x = 1 ou x = −1.
Logo, os pontos crı́ticos de f , ou seja, os candidatos à extremos relativos de f são x = 1 e x = −1.
Ainda,
• f 0 (x) > 0 ⇔ −2x2 + 2 > 0 ⇔ x ∈ (−1, 1);
• f 0 (x) < 0 ⇔ −2x2 + 2 < 0 ⇔ x ∈ (−∞, −1) ou x ∈ (1, +∞).

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97

Portanto, pelo Teste da Derivada Primeira, f possui um máximo relativo em x = 1 e possui um


mı́nimo relativo em x = −1.
3
(d) Temos que f 0 (x) = , para todo x ∈ R − {−2}. Daı́, o único ponto crı́tico de f é
(x + 2)2
x = −2. Ainda,
• f 0 (x) > 0, para todo x ∈ R − {−2}.
Portanto, pelo Teste da Derivada Primeira, temos que f não possui extremos relativos.

0 2, se x > 4
(e) Temos que f (x) = 2 . Daı́, f+0 (4) = 2 6= 108 = f−0 (4) e, portanto,
6x + 6x − 12, se x < 4
não existe f 0 (4). Por outro lado,
f 0 (x) = 0 ⇔ x = 1 ou x = −2.
Logo, os pontos crı́ticos de f , ou seja, os candidatos à extremos relativos de f são x = 4, x = 1 e
x = −2. Ainda,
• f 0 (x) > 0 ⇔ x < −2 ou x > 1;
• f 0 (x) < 0 ⇔ −2 < x < 1.
Portanto, pelo Teste da Derivada Primeira, que f possui um máximo relativo em x = −2 e possui
um mı́nimo relativo em x = 1.

−1, se x < 1
(f ) Temos que f 0 (x) = . Daı́, f+0 (1) = 1 6= −1 = f−0 (1) e, portanto, não
2x − 1, se x > 1
existe f 0 (1). Por outro lado, f 0 (x) 6= 0, para todo x ∈ R − {1}.
Logo, o único ponto crı́tico de f , ou seja, o único candidato à extremo relativo de f é x = 1. Ainda,
• f 0 (x) > 0 ⇔ x > 1;
• f 0 (x) < 0 ⇔ x < 1.
Portanto, pelo Teste da Derivada Primeira, que f possui um mı́nimo relativo em x = 1 e não possui
máximos relativos.

8.
(a) Temos que f 0 (x) = 6x2 + 6x − 36 e f 00 (x) = 12x + 6, para todo x ∈ R. Logo,
• f 0 (x) = 0 ⇔ x = −3 ou x = 2;
• f 00 (−3) = −30 < 0;
• f 00 (2) = 30 > 0.
Portanto, pelo Teste da Derivada Segunda, f possui um máximo relativo em x = −3 e possui um
mı́nimo relativo em x = 2.
(b) Temos que f 0 (x) = 6x4 − 6x3 − 12x2 e f 00 (x) = 24x3 − 18x2 − 24x, para todo x ∈ R. Logo,
• f 0 (x) = 0 ⇔ x = 0, x = −1 ou x = 2;
• f 00 (0) = 0;
• f 00 (−1) = −18 < 0;
• f 00 (2) = 72 > 0.
Portanto, pelo Teste da Derivada Segunda, f possui um máximo relativo em x = −1 e possui um
mı́nimo relativo em x = 2.
−2
(c) Temos que f 0 (x) = , para todo x ∈ R − {1}. Logo, f 0 (x) < 0, para todo x ∈ R.
(x − 1)2

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98

Portanto, f não possui extremos relativos em R.


3
(d) Temos que f 0 (x) = 2
, para todo x ∈ R − {−1}. Logo, f 0 (x) > 0, para todo x ∈ R.
(x + 1)
Portanto, f não possui extremos relativos em R.

9.
(a)
(i) Primeiramente, observamos que o gráfico de f não possui assı́ntotas verticais. Por outro lado,
temos que:
 3 3
• lim f (x) = lim x3 − 3x2 + 3 = lim x3 1 − + 3 = lim x3 = +∞;
x→+∞ x→+∞ x→+∞ x x x→+∞
 3 3 
• lim f (x) = lim x3 − 3x2 + 3 = lim x3 1 − + 3 = lim x3 = −∞.
x→−∞ x→−∞ x→−∞ x x x→−∞
Logo, o gráfico de f não possui assı́ntotas horizontais.
(ii) Temos que f 0 (x) = 3x2 − 6x = 3x (x − 2), para todo x ∈ R. Daı́,
• f 0 (x) > 0 ⇔ x < 0 ou x > 2;
• f 0 (x) < 0 ⇔ 0 < x < 2.
Logo, f é crescente nos intervlos (−∞, 0) e (2, +∞) e f é decrescente no intervalo (0, 2).
(iii) De (ii), temos que
f 0 (x) = 0 ⇔ x = 0 ou x = 2.
Logo, os pontos crı́ticos de f , ou seja, os candidatos à extremos relativos de f são x = 0 e x = 2.
Ainda,
• f 0 (x) > 0 ⇔ x < 0 ou x > 2;
• f 0 (x) < 0 ⇔ 0 < x < 2.
Portanto, pelo Teste da Derivada Primeira, f possui um máximo relativo em x = 0 e possui um
mı́nimo relativo em x = 2.
(iv) Temos que f 00 (x) = 6x − 6, para todo x ∈ R. Daı́,
• f 00 (x) > 0 ⇔ x > 1;
• f 00 (x) < 0 ⇔ x < 1.
Logo, o gráfico de f tem concavidade para cima no intervalo (1, +∞) e concavidade para baixo no
intervalo (−∞, 1)
(v) De (ii), temos que f 0 (x) existe para todo x ∈ R. Daı́, o gráfico de f possui reta tangente no

ponto (1, f (1)) = (1, 1). Por outro lado, (iv) nos mostra que somente nesse ponto ocorre mudança
de concavidade do gráfico de f . Portanto, (1, 1) é o único ponto de inflexão do gráfico de f .
Finalmente, um esboço do gráfico é:

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99

(b)
(i) Temos que:
x+4
• lim+ f (x) = lim+ = +∞, pois x + 4 → 5 > 0 e x − 1 → 0+ , quando x → 1+ ;
x→1 x→1 x − 1
x+4
• lim− f (x) = lim− = −∞, pois x + 4 → 5 > 0 e x − 1 → 0− , quando x → 1− ;
x→1 x→1 x − 1
 
4
x+4 x 1+ x
• lim f (x) = lim = lim   = 1;
x→+∞ x→+∞ x − 1 x→+∞ 1
x 1− x
 
4
x+4 x 1 + x
• lim f (x) = lim = lim   = 1;
x→−∞ x→−∞ x − 1 x→−∞ 1
x 1− x

Logo, a única assı́ntota vertical do gráfico de f é x = 1 e a única assı́ntota horizontal do mesmo é


y = 1.
−5
(ii) Temos que f 0 (x) = , para todo x ∈ R − {1}. Logo, f 0 (x) < 0, para todo x ∈ R − {1}.
(x − 1)2
Portanto, f é decrescente em R − {1}.
(iii) De (ii), temos que f 0 (x) < 0, para todo x ∈ R − {1}. Logo, f não posui pontos crı́ticos.
Portanto, f não possui extremos relativos.
10(x − 1) 10
(iv) Temos que f 00 (x) = 4
= , para todo x ∈ R − {1}. Daı́,
(x − 1) (x − 1)3
• f 00 (x) > 0 ⇔ x − 1 > 0 ⇔ x > 1;
• f 00 (x) < 0 ⇔ x − 1 < 0 ⇔ x < 1.
Logo, o gráfico de f tem concavidade para cima no intervalo (1, +∞) e concavidade para baixo no
intervalo (−∞, 1).
(v) De (iv), temos que o gráfico de f muda de concavidade em x = 1. Mas a função f não está
definida em x = 1. Portanto, o gráfico de f não possui pontos de inflexão.
Finalmente, um esboço do gráfico de f é:

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100

10.
(a)
(i) Temos que:
 1
x−1 x 1+
• lim f (x) = lim = lim x  = 1;
x→+∞ x→+∞ x + 2 x→+∞
 2
x 1+
x
 1
x−1 x 1+
• lim f (x) = lim = lim x  = 1;
x→−∞ x→−∞ x + 2 x→−∞
 2
x 1+
x
x−1
• lim + f (x) = lim + = −∞, pois x − 1 → −3 e x + 2 → 0+ quando x → −2+ ;
x→−2 x→−2 x+2
x−1
• lim − f (x) = lim − = +∞, pois x − 1 → −3 e x + 2 → 0− quando x → −2− .
x→−2 x→−2 x+2
Logo, y = 1 é a única assı́ntota horizontal do gráfico de f e x = −2 é a única assı́ntota vertical do
gráfico de f .
3
(ii) Temos que f 0 (x) = , para todo x ∈ R − {−2}. Logo, f 0 (x) > 0, para todo x ∈
(x + 2)2
R − {−2}. Portanto, f é crescente em R − {−2}.
−6x − 12 −6
(iii) Temos que f 00 (x) = = , para todo x ∈ R − {−2}. Daı́,
(x + 2)4 (x + 2)3
• f 00 (x) > 0 ⇔ −6x − 12 > 0 ⇔ x + 2 < 0 ⇔ x < −2;
• f 00 (x) < 0 ⇔ −6x − 12 < 0 ⇔ x + 2 > 0 ⇔ x > −2.
Portanto, o gráfico de f tem concavidade voltada para cima no intervalo (−∞, −2) e tem concavidade
voltada para baixo no intervalo (−2, +∞).
(iv) De (ii), segue que f não possui extremos relativos.
(v) Como f não está definida em x = −2, segue de (iii) que o gráfico de f não possui pontos de
inflexão.
Finalmente, um esboço do gráfico de f é:

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101

(b)
(i) Temos que:

• lim f (x) = lim x3 − 3x2 = +∞;


x→+∞ x→+∞

• lim f (x) = lim x3 − 3x2 = −∞.


x→−∞ x→+∞

Portanto, o gráfico de f não possui assı́ntotas.


(ii) Temos que f 0 (x) = 3x2 − 6x, para todo x ∈ R. Logo,

• f 0 (x) > 0 ⇔ 3x2 − 6x > 0 ⇔ x < 0 ou x > 2;


• f 0 (x) < 0 ⇔ 3x2 − 6x < 0 ⇔ 0 < x < 2.

Assim, f é crescente nos intervalos (−∞, 0) e (2, +∞) e é decrescente no intervalo (0, 2).
(iii) Temos que f 00 (x) = 6x − 6, para todo x ∈ R. Daı́,

• f 00 (x) > 0 ⇔ 6x − 6 > 0 ⇔ x > 1;


• f 00 (x) < 0 ⇔ 6x − 6 < 0 ⇔ x < 1.

Portanto, o gráfico de f tem concavidade voltada para cima no intervalo (1, +∞) e tem concavidade
voltada para baixo no intervalo (−∞, 1).
(iv) Temos que f 0 (x) = 3x2 − 6x e f 00 (x) = 6x − 6, para todo x ∈ R. Daı́,

• f 0 (x) = 0 ⇔ x = 0 ou x = 2;
• f 00 (0) = −6 < 0;
• f 00 (2) = 6 > 0.
Portanto, pelo Teste da Derivada Segunda, f possui um máximo rlativo em x = 0 e um mı́nimo
relativo em x = 2.
(v) De (ii), temos que f 0 (1) = −3 e, daı́, o gráfico de f possui reta tangente em (1, f (1)); de
(iii), temos que f 00 (x) < 0 se x ∈ (−∞, 1) e f 00 (x) > 0 se x ∈ (1, +∞). Portanto, o ponto
(1, f (1)) = (1, −2) é o único ponto de inflexão do gráfico de f .
Finalmente, um esboço do gráfico de f é:

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102

(c)
(i) Temos que:
4
• lim+ = +∞, pois 4 → 4 e x − 5 → 0+ quando x → 5+ .
x→5 x−5
4
• lim− = −∞, pois 4 → 4 e x − 5 → 0− quando x → 5− .
x→5 x−5
4 4 1
• lim = lim = 4 lim =0
x→+∞ x − 5 x→+∞
 5 x→+∞ x
x 1−
x
4 4 1
• lim = lim = 4 lim =0
x→−∞ x − 5 x→−∞
 5 x→−∞ x
x 1−
x
Assim, temos que a reta x = 5 é a única assı́ntota vertical do gráfico de f e y = 0 é a única assı́ntota
horizontal do gráfico de f .
−4
(ii) Temos que f 0 (x) = , para todo x ∈ R − {5}. Logo, f 0 (x) < 0, para todo x ∈ R − {5}.
(x − 5)2
Portanto, f é decrescente em R − {5}.
8
(iii) Temos que f 00 (x) = , para todo x ∈ R − {5}. Daı́,
(x − 5)3
• f 00 (x) > 0 ⇔ x − 5 > 0 ⇔ x > 5;
• f 00 (x) < 0 ⇔ x − 5 < 0 ⇔ x < 5.
Portanto, o gráfico de f tem concavidade voltada para cima no intervalo (5, +∞) e tem concavidade
voltada para baixo no intervalo (−∞, 5).
(iv) De (ii), segue que f não possui extremos relativos.
(v) Como f não está definida em x = 5, segue de (iii) que o gráfico de f não possui pontos de
inflexão.
Finalmente, um esboço do gráfico de f é:

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103

11.
(a)
(i) (b, f (b));
(ii) (a, f (a)) e (c, f (c));
(iii) o gráfico de f não possui nenhum ponto de máximo absoluto;
(iv) (c, f (c)).

(b)
(i) (b, f (b));
(ii) (a, f (a)) e (c, f (c));
(iii) o gráfico de f não possui nenhum ponto de máximo absoluto;
(iv) (a, f (a)) e (c, f (c)).

(c)
(i) (a, f (a)) e (c, f (c));
(ii) (b, f (b));
(iii) (a, f (a)) e (c, f (c));
(iv) o gráfico de f não possui nenhum ponto de mı́nimo absoluto.

(d)
(i) (a, f (a)) e (c, f (c));
(ii) (b, f (b)) e (d, f (d));
(iii) o gráfico de f não possui nenhum ponto de máximo absoluto;
(iv) o gráfico de f não possui nenhum ponto de mı́nimo absoluto.

12.
(a) Temos que f 0 (x) = 3x2 − 6x − 9 = 3 (x − 3)(x + 1), para todo x ∈ R. Logo,
f 0 (x) = 0 ⇔ x = 3 ou x = −1.
Ainda, f (3) = −27, f (−1) = 5, f (−2) = 2 e f (4) = −20.
Portanto, f possui um mı́nimo absoluto em x = 3 e um máximo absoluto em x = −1.

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104

−x2 + 1
(b) Temos que f 0 (x) = , para todo x ∈ R. Logo,
(1 + x2 )2
f 0 (x) = 0 ⇔ x = 1 ou x = −1.
1 1 2 2
Ainda, f (1) = , f (−1) = − , f (2) = e f (−2) = − .
2 2 5 5
Portanto, f possui um máximo absoluto em x = 1 e um mı́nmo absoluto em x = −1.

(c) Temos que f 0 (x) = 6x2 − 18x + 12 = 6 (x − 1)(x − 2), para todo x ∈ R. Logo,
f 0 (x) = 0 ⇔ x = 1 ou x = 2.
Ainda, f (1) = 8, f (2) = 7, f (0) = 3 e f (3) = 12.
Portanto, f possui um máximo absoluto em x = 3 e um mı́nimo absoluto em x = 0.
x
(d) Temos que f 0 (x) = √ , para todo x ∈ R. Logo,
6 + x2
f 0 (x) = 0 ⇔ x = 0.
√ √ √
Ainda, f (0) = 6, f (−1) = 7 e f (2) = 10.
Portanto, f possui um mı́nimo absoluto em x = 0 e um mı́nimo absoluto em x = 2.

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105

PROBLEMAS DE OTIMIZAÇÃO

Para resolvermos um problema de otimização, precisamos, primeiramente, determinar, de forma


precisa, a função que teremos que maximizar ou minimizar. Em geral, obtemos uma expressão de
duas variáveis, mas, usando as condições adicionais do problema, esta expressão pode ser reescrita
como uma função derivável de uma variável.

PROBLEMA 1 : Determine dois números reais positivos cuja soma seja 4 e tal que a soma do cubo
do menor com o quadrado do maior seja mı́nima.
Solução.
Denotando por x o menor número, temos que 4 − x é o maior número. Seja

S(x) = x3 + (4 − x)2 , para todo x ∈ [0, 2].

Temos que S 0 (x) = 3x2 + 2x − 8, para todo x ∈ [0, 2]. Logo,


4
S 0 (x) = 0 ⇔ x = ou x = −2.
3
 4  256
Como S(0) = 16, S(2) = 12 e S = ∼
= 9, 48, temos que S possui um mı́nimo absoluto em
3 27
4 4 8
x = . Portanto, os números desejados são x = e 4 − x = .
3 3 3

PROBLEMA 2 : Determine o número real positivo cuja diferença entre ele e o seu quadrado seja
máxima.
Solução.
Consideremos a função f (x) = x − x2 , para todo x ∈ R. Temos que f 0 (x) = 1 − 2x, para todo
x ∈ R. Daı́,
1
• f 0 (x) = 0 ⇔ 1 − 2x = 0 ⇔ x = ;
2
1
• f 0 (x) > 0 ⇔ 1 − 2x > 0 ⇔ x < ;
2
1
• f 0 (x) < 0 ⇔ 1 − 2x < 0 ⇔ x > .
2
 1 1 
Logo, f é crescente em − ∞, e é decrescente em , +∞ . Assim, f possui uma máximo
2 2
1 1
absoluto em x = e, portanto, é o número desejado.
2 2

PROBLEMA 3 : O senhor Afonso deseja fazer um jardim retangular de 30 m2 em seu quintal.


Encontre as dimensões desse jardim que minimize a quantidade de material necessário para cercá-lo.
Solução.

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106

Suponhamos que x e y denotem, respectivamente, o comprimento e a altura do retângulo que


representam o jardim. A área é x · y = 30 m2 . A quantidade de cerca é dada pelo perı́metro,
dado por 2x + 2y, que queremos minimizar. Como y = 30/x, teremos que minimizar a função
f (x) = 2x + 2(30/x) = 2x + 60/x para valores positivos de x. Agora, f 0 (x) = 2 − 60/x2 e fazendo
√ √ √
f 0 (x) = 0, segue que x = 30 ou x = − 30. Consideremos apenas o ponto crı́tico x = 30,
√ √
pois x = − 30 está fora do intervalo (0, +∞). Calculando f 0 (x) = 120/x3 e, como f 00 ( 30) > 0,

temos que o teste da derivada segunda acarreta que x = 30 é um mı́nimo relativo de f . De fato,

como f 00 (x) > 0, para todo x ∈ (0, +∞), concluı́mos que x = 30 será mı́nimo absoluto de f .

Como x · y = 30, segue que y = 30. Portanto, as dimensões do jardim do senhor Afonso são,
aproximadamente, 5, 5 m × 5, 5 m.

PROBLEMA 4 : Deseja-se construir uma caixa, de forma cilı́ndrica, de 1 m3 de volume. Nas laterais
e no fundo será utilizado material que custa 10 reais o metro quadrado e na tampa material de 20 reais
o metro quadrado. Determine as dimensões da caixa que minimizam o custo do material empregado.
Solução.
Sejam r e h o raio e a altura da caixa cilı́ndrica, respectivamente:

Temos que:
1
V = πr2 h = 1 ⇒ h = .
πr2
Se C denota o custo do material empregado, temos que:
C = 10(πr2 + 2πrh) + 20πr2 .
Daı́,
1 20
C = 30πr2 + 20πrh = 30πr2 + 20πr 2 ⇒ C(r) = 30πr2 + .
πr r
Logo,
r
0 20 1
C (r) = 60πr − 2 = 0 ⇔ r = 3 .
r 3π
Ainda,

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107

40 r 1 
C 00 (r) = 60π + 3 ⇒ C 00 3 = 180π > 0.
r 3π
r
3 1
Portanto, em r = a função custo C possui um mı́nimo absoluto e, daı́, as dimensões procuradas

são: r r
3 1 3 9
r= e h= .
3π π

PROBLEMA 5 : Determine as dimensões do retângulo de área máxima, cujo perı́metro 2p é dado.


Solução.

Denotando por a e b os lados do retângulo considerado, temos que 2a + 2b = 2p. Daı́, a = p − b.


Ainda, se A denota a área do retângulo em questão, temos que:
A = a b ⇒ A(b) = (p − b) b = pb − b2 .
Logo,
p
A0 (b) = p − 2b = 0 ⇔ b = .
2
Ainda,
p
A00 (b) = −2 e A00 = −2 < 0.
2
p
Portanto, em b = a função área A possui um máximo absoluto e, daı́, as dimensões procuradas
2
p
são: a = b = .
2

PROBLEMA 6 : A empresa Tesouro Brasil & Ltda. produz determinado produto e vende-o a um
preço unitário de 13 reais. Estima-se que o custo total para produzir e vender q unidades é dado por:
c = q 3 − 3q 2 + 4q + 2.
Supondo que toda a produção seja absorvida pelo mercado consumidor, determine a quantidade que
deverá ser produzida para se obter lucro máximo.
Solução.
Se L denota o lucro obtido, temos que:
L = 13q − c = 13q − (q 3 − 3q 2 + 4q + 2) ⇒ L(q) = −q 3 + 3q 2 + 9q − 2.
Daı́,
L0 (q) = −3q 2 + 6q + 9 = −3(q − 3)(q + 1) = 0 ⇔ q = 3 ou q = −1.
Logo,
L00 (q) = −6q + 6 ⇒ L00 (3) = −12 < 0.
Portanto, a função lucro L possui um máximo absoluto em q = 3.

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108

PROBLEMA 7 : Determine onde ocorre a inclinação máxima da curva y = x3 − 3x + 3 no intervalo


[−3/2, 5/2].
Solução.
Se y = f (x), então a inclinação máxima da curva ocorre no máximo absoluto da função g(x) =
f 0 (x) = 3x2 − 3 no intervalo [−3/2, 5/2]. Temos que:
g 0 (x) = 0 ⇔ 6x = 0 ⇔ x = 0.
Ainda, g(0) = −3, g(−3/2) = 15/4 e g(5/2) = 63/4.
Portanto, a inclinação máxima da curva ocorre em x = 5/2.

PROBLEMA 8 : A concentração C de certa substância quı́mica no fluxo sanguı́nio em t horas após


ter sido injetada no músculo é dada por

5t
C(t) = .
16 + t2

Em que instante a concentração é máxima?


Solução.
80 − 5t2
Temos que C 0 (t) = , para todo t ≥ 0. Logo,
(16 + t2 )2

C 0 (t) = 0 ⇔ 80 − 5t2 = 0 ⇔ t = 4.

Portanto, concentração é máxima quando t = 4 horas.

PROBLEMA 9 : Um terreno retangular, beirando um rio, será cercado para a construção de um


parque de diversões. O proprietário do parque de diversões exigiu que o lado do terreno que beira
o rio também seja cercado. Se o material da cerca custa R$4, 00 reais por metro para os lados do
terreno paralelos ao rio e R$2, 00 reais por metro para os extremos do terreno, qual as dimensões do
terreno de maior área possı́vel que pode ser cercado com um custo de R$6400, 00 reais?
Solução.

Sejam x o número de metros de comprimento de um lado do terreno paralelo ao rio, y o número de


metros de comprimento de um extremo do terreno e A o número de metros quadrados da área do

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109

terreno. Então, A = xy. Como o custo do material para cercar cada lado do terreno paralelo ao rio
é de R$4, 00 reais por metro e o comprimento de um lado do terreno paralelo ao rio é de x metros,
o custo total para cercar um dos lados do terreno paralelo ao rio é de R$4x. Analogamente, como o
custo do material para cercar cada extremo do terreno é de R$2, 00 reais por metro e o comprimento
de um extremo do terreno é de y metros, o custo total para cercar um dos extremos do terreno é de
R$2y. Assim, o custo total do material para cercar todo o terreno é:

4x + 4x + 2y + 2y = 6400.

Daı́, tirando y como função de x na equação acima e substituindo na equação da área A, obtemos:

PROBLEMA 10 : Uma transportadora calcula que o custo operacional de um de seus caminhões é

x
C =3+
1600
reais por quilômetro, onde x é a velocidade em km/h. Sabendo que o motortista deste caminhão
ganha R$4, 00 por hora, calcule a velocidade que minimize o custo total numa viagem cobrindo uma
distância de D quilômetros. (Sugestão: (i) Se t é o tempo (em horas) gasto em uma viagem, então
D
t = ; (ii) O custo total de uma viagem é o custo operacional do caminhão mais o valor pago ao
x
motorista.)
Solução.
D 4D
Se t é o tempo (em horas) gasto em uma viagem, então t = e o ganho do motorista é 4t = .
x x
Assim, o custo total da viagem será
 x  4D
CT = 3 + D+ .
1600 x
Daı́,

D 4D
CT0 = − 2 = 0 ⇒ x2 = 6400 ⇒ x = 80.
1600 x
8D
Como CT00 = > 0, segue do Teste da Derivada Segunda que x = 80 km/h é a velocidade que
(80)3
minimiza o custo total da viagem.

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110

INTEGRAL INDEFINIDA

Definição(Primitiva): Sejam I um intervalo real e f : I → R uma função. Dizemos que uma


função F é uma primitiva de f em I se F 0 (x) = f (x), para todo x ∈ I.

Exemplo: Se f (x) = 3x2 , x ∈ R, então F (x) = x3 é uma primitiva de f em R.

Teorema: Sejam I um intervalo real e f : I → R uma função. Se F e G são funções primitivas


de f em I, então existe uma constante C ∈ R tal que, para todo x ∈ I,

G(x) = F (x) + C .

Exemplo: Se f (x) = 3x2 , x ∈ R, então F1 (x) = x3 − 1 e F2 (x) = x3 + 4 são primitivas de f em


R.

Definição(Integral indefinida): Sejam I um intervalo real e f : I → R uma função. A integral


Z
indefinida de f é a famı́lia de todas as primitivas de f em I e é denotada por f (x) dx, isto é,

Z
f (x) dx = F (x) + C ,

onde F é uma primitiva de f em I e C é uma constante real qualquer.


R
Notações: o sı́mbolo é denominado o sinal de integral; a expressão f (x) é o integrando e C é a
constante de integração. No momento, vamos admitir dx somente como um sı́mbolo que especifica
a variável independente x, denominada variável de integração.
Z
Exemplo: 3x2 dx = x3 + C.

Teorema: Sejam I um intervalo real e f : I → R uma função. Então,


Z
(i) f 0 (x) dx = f (x) + C;
Z 0
(ii) f (x) dx = f (x).

Exemplos:
Z
(1) (sen(x))0 dx = sen(x) + C;
Z 0
(2) ex dx = ex .

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111

Teorema: Sejam I um intervalo real, f, g : I → R funções e α ∈ R. Então,


Z Z
(i) [α f (x)] dx = α f (x) dx;
Z Z Z
(ii) [f (x) ± g(x)] dx = f (x) dx ± g(x) dx.

Exemplos:
Z Z
(1) 2 cos(x) dx = 2 cos(x) dx = 2 sen(x) + C;
Z Z Z
(2) (3x − e ) dx = 3x dx − ex dx = x3 − ex + C.
2 x 2

Teorema: Se n é um número racional, n 6= −1, então

xn+1
Z
xn dx = +C .
n+1

Exemplos:
x4
Z
(1) x3 dx = + C;
4
1 4 √
3
√ x 3 +1 3 x4
Z Z
3
1 x3
(2) x dx = x 3 dx = 1 +C = 4 +C = + C;
3
+ 1 3
4
Z 2 3
3x x
(3) (3x − x2 + 1) dx = − + x + C.
2 3

INTEGRAIS DAS FUNÇÕES EXPONECIAIS E LOGARÍTMICAS


Z
[1] [ax ln(a)] dx = ax + C, onde a ∈ R∗+ .
Z
[2] ex dx = ex + C.
Z
1
[3] = loga x + C, onde a ∈ R∗+ .
x ln(a)
Z
1
[4] = ln(x) + C.
x

INTEGRAIS DAS FUNÇÕES TRIGONOMÉTRICAS


Z
[5] sen(x) dx = −cos(x) + C.
Z
[6] cos(x) dx = sen(x) + C.

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112

Z
[7] tg(x) dx = ln |sec(x)| + C.
Z
[8] cotg(x) dx = ln |sen(x)| + C.
Z
[9] sec(x) dx = ln |sec(x) + tg(x)| + C.
Z
[10] sec2 (x) dx = tg(x) + C.
Z
[11] sec(x) tg(x) dx = sec(x) + C.
Z
[12] cossec(x) dx = ln |cossec(x) − cotg(x)| + C.
Z
[13] cossec2 (x) dx = −cotg(x) + C.
Z
[14] cossec(x) cotg(x) dx = −cossec(x) + C.

INTEGRAIS DAS FUNÇÕES TRIGONOMÉTRICAS INVERSAS


Z
dx
[15] √ = arcsen(x) + C.
1 − x2
Z
dx
[16] √ = −arccos(x) + C.
1 − x2
Z
dx
[17] = arctg(x) + C.
1 + x2
Z
dx
[18] = −arccotg(x) + C.
1 + x2
Z
dx
[19] √ = arcsec(x) + C.
|x| x2 − 1
Z
dx
[20] √ = −arccossec(x) + C.
|x| x2 − 1

EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO

Determine as seguintes integrais indefinidas:


Z Z
(1) (3x + 5) dx (2) (5x4 − 8x3 + 9x2 − 2x + 7) dx

√ 
Z Z  2
1 5x + 7 
(3) x x+ dx (4) √3
dx
x x4

Z Z
(5) (6x2 3 x) dx (6) x3 (2x2 − 3) dx
Z  2
x + 4x − 4 
Z 
2 3 
(7) + + 5 dx (8) √ dx
x3 x2 x

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113


Z  Z
1 
10x4 − 2 sec2 (x) dx
 
(9) 3
x+ √ dx (10)
3
x
Z Z
cos(x)
3 sec(x) tg(x) − 5 cossec2 (x) dx
 
(11) dx (12)
sen2 (x)
2 cotg(x) − 3 sen2 (x)
Z Z
tg2 (x) + cotg2 (x) + 4 dx
 
(13) dx (14)
sen(x)

RESPOSTAS DOS EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO

3x2
(1) + 5x + C (2) x5 − 2x4 + 3x3 − x2 + 7x + C
2

2 x5 √ √
3 21
(3) +2 x+C (4) 3 x5 − √ +C
5 3
x
√3
9 x10 x6 3x4
(5) +C (6) − +C
5 3 4
√ √
1 3 2 x5 8 x3 √
(7) − 2 − + 5x + C (8) + −8 x+C
x x 5 3

3
√3
3 x4 3 x2
(9) + +C (10) 2x5 − 2 tg(x) + C
4 2
(11) −cossec(x) + C (12) 3 sec(x) + 5 cotg(x) + C
(13) −2 cossec(x) + 3 cos(x) + C (14) tg(x) − cotg(x) + 2x + C

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114

TÉCNICAS DE INTEGRAÇÃO

SUBSTITUIÇÃO SIMPLES

Teorema: Seja g uma função diferenciável e seja o intervalo real I a imagem de g. Se f : I → R


e F é uma primitiva de f em I, então

Z
f (g(x)) g 0 (x) dx = F (g(x)) + C .

Daı́, tomando u(x) = g(x), obtemos du = g 0 (x) dx. Logo,

Z
f (u) du = F (u) + C .

Z
Exemplo 1 : Determine (x + 2)5 dx.

Solução.
Z Z
5
Temos que (x + 2) dx = u5 du, onde u = x + 2 e du = dx. Logo,

u6 (x + 2)6
Z
(x + 2)5 dx = +C = + C.
6 6

Z
Exemplo 2 : Determine sen(4x) dx.

Solução.
Z Z
1
Temos que sen(4x) dx = sen(u) du, onde u = 4x e du = 4 dx. Logo,
4
−1 −1
Z
sen(4x) dx = cos(u) + C = cos(4x) + C.
4 4

Z
2 +1
Exemplo 3 : Determine x ex dx.

Solução.
Z Z
x2 +1 1
temos que xe dx = eu du, onde u = x2 + 1 e du = 2x dx. Logo,
2
Z
2 +1 1 1 2
x ex dx = eu + C = ex +1 + C.
2 2

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115

INTEGRAÇÃO POR PARTES

Sejam f e g funções deriváveis no intervalo real I. Derivando o profuto f (x) g(x), obtemos:

(f (x) g(x))0 = f 0 (x) g(x) + f (x) g 0 (x) ⇒ f (x) g 0 (x) = (f (x) g(x))0 − f 0 (x) g(x).
Integrando ambos os lados, segue que:

Z Z
0
f (x) g (x) dx = f (x) g(x) − f 0 (x) g(x) dx .

Daı́, tomando u = f (x) e v = g(x), obtemos du = f 0 (x) dx e dv = g 0 (x) dx. Logo,

Z Z
u dv = u v − v du .

Z
Exemplo 1 : Determine x e2x dx.

Solução.
Z Z
2x
Temos que x e dx = u dv, onde u = x e dv = e2x dx. Daı́, du = dx e

e2x
Z Z
v = dv = e2x dx = .
2
Logo,
x e2x 1 x e2x e2x e2x 
Z Z Z
2x 1
x e dx = u v − v du = − e2x dx = − +C = x− + C.
2 2 2 4 2 2
Z
Exemplo 2 : Determine x cos(x) dx.

Solução.
Z Z
Temos que x cos(x) dx = u dv, onde u = x e dv = cos(x) dx. Daı́, du = dx e
Z Z
v = dv = cos(x) dx = sen(x).
Logo,
Z Z Z
x cos(x) dx = u v − v du = x sen(x) − sen(x) dx = x sen(x) + cos(x) + C.

Z
Exemplo 3 : Determine x ln(x) dx.

Solução.

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116

Z Z
dx
Temos que x ln(x) dx = u dv, onde u = ln(x) e dv = x dx. Daı́, du = e
x
x2
Z Z
v = dv = x dx = .
2
Logo,
x2 ln(x) 1 x2 ln(x) x2 x2 
Z Z Z
1
x ln(x) dx = u v − v du = − x dx = − +C = ln(x) − + C.
2 2 2 4 2 2

SUBSTITUIÇÃO TRIGONOMÉTRICA

Se o integrando contém uma das expressões


√ √ √
a2 − x2 , a2 + x 2 ou x 2 − a2 ,
onde a ∈ R, a > 0, é possı́vel, muitas vezes, efeturamos a integração fazendo uma substituição
trigonométrica, que resulta em uma integral envolvendo funções trigonométricas. Vamos considerar
cada uma das expressões acima em casos separados.

Caso 1: O integrando contém a expressão a2 − x2 , onde a ∈ R, a > 0. Neste caso, introduzimos
uma nova variável θ tomando

x = a sen(θ)
,
dx = a cos(θ) dθ

−π π
onde ≤ θ ≤ . Então,
2 2

a2 − x2 = a cos(θ)
x .
θ = arcsen
a

Geometricamente, temos:

π −π
Figura 6: 0 ≤ θ ≤ Figura 7: ≤θ<0
2 2


Caso 2: O integrando contém a expressão a2 + x2 , onde a ∈ R, a > 0. Neste caso, introduzimos
uma nova variável θ tomando

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117

x = a tg(θ)
,
dx = a sec2 (θ) dθ

−π π
onde < θ < . Então,
2 2


a2 + x2 = a sec(θ)
x .
θ = arctg
a

Geometricamente, temos:

π −π
Figura 8: 0 ≤ θ < Figura 9: <θ<0
2 2


Caso 3: O integrando contém a expressão x2 − a2 , onde a ∈ R, a > 0. Neste caso, introduzimos
uma nova variável θ tomando

x = a sec(θ)
,
dx = a sec(θ) tg(θ) dθ

π 3π
onde 0 ≤ θ < ou π ≤ θ < . Então,
2 2


x2 − a2 = a tg(θ)
x
θ = arcsec , se x ≥ a .
a
x
θ = 2π − arcsec , se x ≤ −a
a

Geometricamente, temos:

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118

π 3π
Figura 10: 0 ≤ θ < Figura 11: π ≤ θ <
2 2
Z √
9 − x2
Exemplo 1 : Determine dx.
x2
Solução.

Tomando x = 3 sen(θ) e dx = 3 cos(θ) dθ, temos que 9 − x2 = 3 cos(θ). Logo,

Z √
9 − x2 cos2 (θ)
Z Z Z
3 cos(θ)
dx = 3 cos(θ) dθ = dθ = cotg2 (θ) dθ =
x2 9 sen2 (θ) sen2 (θ)
Z
= (cosec2 (θ) − 1) dθ = −cotg(θ) − θ + C.

x 9 − x2 x
Como sen(θ) = , cos(θ) = e θ = arcsen , segue que
3 3 3
Z √ √
9 − x2 − 9 − x2 x
dx = − arcsen + C.
x2 x 3

Z √
Exemplo 2 : Determine x2 + 5 dx.

Solução.
√ √ √ √
Tomando x = 5 tg(θ) e dx = 5 sec2 (θ) dθ, temos que x2 + 5 = 5 sec(θ). Logo,
Z √ Z h√ i√ Z
x2
+ 5 dx = 5 sec(θ) 5 sec (θ) dθ = 5 sec3 (θ) dθ =
2

 
1 1
=5 sec(θ) tg(θ) + ln |sec(θ) + tg(θ)| + C.
2 2

x x2 + 5
Como tg(θ) = √ e sec(θ) = √ , segue que
5 5
Z √ √
x x2 + 5 5 √
2
x + 5 dx = 2
+ ln x + x + 5 + C.

2 2

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119

Z
dx
Exemplo 3 : Determine √ .
x2 − 25
Solução.

Tomando x = 5 sec(θ) e dx = 5 sec(θ) tg(θ) dθ, temos que x2 − 25 = 5 tg(θ). Logo,
Z Z Z
dx 5 sec(θ) tg(θ) dθ
√ = = sec(θ) dθ = ln |sec(θ) + tg(θ)| + C.
x2 − 25 5 tg(θ)

x2 − 25 x
Como tg(θ) = e sec(θ) = , segue que
5 5
Z
dx √
√ 2
= ln x + x − 25 + C.

2
x − 25

EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO

1. Utilizando a técnica de Substituição Simples, determine as seguintes integrais indefinidas:


Z

Z
2 3 7
Z √
(1) 2x + 1 dx (2) x (2x + 1) dx (3) x x2 + 1 dx
Z
5x
Z
x
Z √
(4) e dx (5) √ dx (6) x5 1 + x2 dx
1 − 4x2
√ 4x2
Z Z Z
2 3 8
(7) 3x + 4 dx (8) x (5 + 2x ) dx (9) dx
(1 − 8x3 )4
Z

Z √ Z
(10) 3
6 − 2x dx (11) x x2 − 9 dx (12) x2 (x3 − 1)10 dx

x3 √
Z p Z Z
(13) 5x 3 (9 − 4x2 )2 dx (14) dx (15) x x + 2 dx
(1 − 2x4 )5
Z Z √ Z
2 sen( x) p
(16) x cos(x ) dx (17) √ dx (18) sen(x) 1 − cos(x) dx
x
Z Z Z
2
(19) tg(x) sec (x) dx (20) 6x2 sen(x3 ) dx (21) sec2 (5x) dx

x2 + 2x ex
Z Z Z
cos(3x)
(22) p dx (23) √ dx (24) dx
1 − 2 sen(3x) x3 + 3x2 + 1 (1 − ex )2
ln2 (x) √
Z Z Z
(25) dx (26) x
e 1 − ex dx (27) etg(x) sec2 (x) dx
x
Z Z Z
(28) ecos(x) sen(x) dx (29) xe 2 1−x3
dx (30) ex sen(ex ) dx

2. Utilizando a técnica de Integração por Partes, determine as seguintes integrais indefinidas:

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120

Z Z Z
x
(1) e cos(x) dx (2) ln(x) dx (3) x sen(x) dx
Z Z Z
2 x x 2
(4) x e dx (5) e sen(x) dx (6) x3 ex dx
Z Z Z
3x
(7) arctg(x) dx (8) x e dx (9) x sec(x) tg(x) dx
Z Z Z
2
(10) ln (x) dx (11) x arctg(x) dx (12) sen(x) ln [cos(x)] dx

x ex x3
Z Z Z
(13) dx (14) √ dx (15) x cos(5x) dx
(x + 1)2 1 − x2
Z Z Z
2
(16) (x + 2x) cos(x) dx (17) arctg(4x) dx (18) x sec2 (2x) dx

x e2x
Z Z Z
2x 3 x
(19) e sen(3x) dx (20) x e dx (21) dx
(1 + 2x)2
Z Z Z
2 2
(22) x sen(x) dx (23) cos (x) dx (24) sen3 (x) dx

3. Utilizando a técnica de Substituição Trigonométrica, determine as seguintes integrais indefinidas:


Z Z Z
dx dx dx
(1) √ (2) p (3) √
x3 x2 − 9 (6 − x2 )3 x2 x2 + 4
Z Z Z
dx dx dx
(4) √ (5) √ (6) √
x2 4 − x2 x x2 + 4 x 25 − x2
x3 dx
Z Z Z
2 dx dx
(7) √ (8) √ (9) √
x x4 + 25 x2 x 2 − 9 x2 + 9
Z √ 2 √
x −9 1 + x2
Z Z
dx
(10) √ (11) dx (12) dx
2
x + 16 x3 x

RESPOSTAS DOS EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO

1.
p
(2x + 1)3 (2x3 + 1)8
(1) +C (2) +C
3 48
p
(x2 + 1)3 e5x
(3) +C (4) +C
3 5
√ p p p
− 1 − 4x2 (1 + x2 )7 2 (1 + x2 )5 (1 + x2 )3
(5) +C (6) − + +C
4 7 5 3
p
2 (3x + 4)3 (5 + 2x3 )9
(7) +C (8) +C
9 54

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121

p
1 −3 3 (6 − 2x)4
(9) +C (10) +C
18(1 − 8x3 )3 8
p
(x2 − 9)3 (x3 − 1)11
(11) +C (12) +C
3 33
p
−3 3 (9 − 4x2 )5 1
(13) +C (14) +C
8 32(1 − 2x4 )4
p p
2 (x + 2)5 4 (x + 2)3 sen(x2 )
(15) − +C (16) +C
5 3 2
p
√ 2 (1 − cos(x))3
(17) −cos( x) + C (18) +C
3
tg2 (x)
(19) +C (20) −2 cos(x3 ) + C
2
p
tg(5x) − 1 − 2 sen(3x)
(21) +C (22) +C
5 3

2 x3 + 3x2 + 1 1
(23) +C (24) +C
3 1 − ex
p
ln3 (x) 2 (1 + ex )3
(25) +C (26) +C
3 3
(27) etg(x) + C (28) −ecos(x) + C
3
−e1−x
(29) +C (30) −cos(ex ) + C
3

2.
ex
(1) [sen(x) − cos(x)] + C (2) x [ln(x) − 1] + C
2
(3) −x cos(x) + sen(x) + C (4) ex (x − 1) + C
2
ex ex 2
(5) [sen(x) − cos(x)] + C (6) (x − 1) + C
2 2
ln(1 + x2 ) e3x  1
(7) x arctg(x) − +C (8) x− +C
2 3 3
(10) x ln2 (x) − 2 ln(x) + 2 + C
 
(9) x sec(x) − ln [sec(x) + tg(x)] + C
1
(11) [arctg(x3 + 1) − x] + C (12) cos(x) (1 − ln [cos(x)]) + C
2
p
ex 2
√ 2 (1 − x2 )3
(13) +C (14) −x 1 − x − 2 +C
x+1 3
 
1 1
(15) x sen(5x) + cos(5x) + C (16) (x2 + 2x)sen(x) + (2x + 2)cos(x) − 2 sen(x) + C
5 5
1 x tg(2x) ln |sec(2x)|
(17) x artg(4x) − ln(1 + 16x2 ) + C (18) − +C
8 2 4

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122

e2x
(19) [2 sen(3x) − 3 cos(3x)] + C (20) ex (x3 − 3x2 + 6x − 6) + C
13
e2x
(21) +C (22) (2 − x2 )cos(x) + 2x sen(x) + C
4(2x + 1)
1 −cos(x)
(23) [x + sen(x) cos(x)] + C (24) [2 + sen2 (x)] + C
2 3

3.
1  x  √ x2 − 9 x
(1) arcsec + +C (2) √ +C
54 3 18x2 6 6 − x2
√ √
− x2 + 4 − 4 − x2
(3) +C (4) +C
4x 4x
√ √
2
1 x + 4 − 2
1 5 − 25 − x2
(5) ln +C (6) ln +C
2 x 2 x
√ √
1  x4 + 25 − 5  x2 − 9
(7) ln +C (8) +C
5 x2 9x
(x2 − 18)√x2 + 9


(9) ln +C (10) ln( x2 + 16 + x) + C

3

 x  √ x2 − 9

1 1 + x2 − 1 √
(11) arcsec − +C (12) ln + 1 + x2 + C

6 3 2x2 x

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123

INTEGRAL DEFINIDA
O TEOREMA FUNDAMENTAL DO CÁLCULO

Seja f : [a, b] → R uma função contı́nua e seja g : [a, b] → R a função definida por
Z x
g(x) = f (t) dt.
a
Então,
(i) g é contı́nua em [a, b], derivável em (a, b) e g 0 (x) = f (x), para todo x ∈ [a, b];
Z b
(ii) f (x) dx = F (b) − F (a), onde F é qualquer primitiva de f em [a, b].
a

Exemplos:
Z 2 i2
(1) (3x2 − 2x + 1) dx = x3 − x2 + x = (23 − 22 + 2) − (03 − 02 + 0) = 6;
0 0
Z 3 i3
x x
(2) 2e dx = 2e = (2e3 ) − (2e1 ) = 2(e3 − e).
1 1
π
sen(2x) i π4 sen( π2 ) sen(0)
Z
4 1
(3) cos(2x) dx = = − = .
0 2 0 2 2 2

PROPRIEDADES DA INTEGRAL DEFINIDA

(1) Se f : [a, b] → R é integrável em [a, b], então

Z a
f (x) dx = 0
a
Z b Z a
.
f (x) dx = − f (x) dx
a b

(2) Se f : [a, b] → R é uma função constante definida por f (x) = c, então f é integrável em [a, b]
e

Z b
c dx = c (b − a) .
a

(3) Se f : [a, b] → R é integrável em [a, b] e c é uma constante real qualquer, então a função cf é
integrável em [a, b] e

Z b Z b
cf (x) dx = c f (x) dx .
a a

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124

(4) Se f, g : [a, b] → R são funções integráveis em [a, b], então as funções f + g e f − g também
são integráveis em [a, b] e

Z b Z b Z b
[f (x) ± g(x)] dx = f (x) dx ± g(x) dx .
a a a

(5) Se a < c < b e f : [a, b] → R é integrável em [a, c] e [c, b], então então f é integrável em [a, b]
e

Z b Z c Z b
f (x) dx = f (x) dx + f (x) dx .
a a c

(6) Se f : [a, b] → R é integrável em [a, b] e f (x) ≥ 0, para todo x ∈ [a, b], então

Z b
f (x) dx ≥ 0 .
a

(7) Se f, g : [a, b] → R são funções integráveis em [a, b] e f (x) ≥ g(x), para todo x ∈ [a, b], então

Z b Z b
f (x) dx ≥ g(x) dx .
a a

(8) Se f : [a, b] → R é integrável em [a, b], então a função |f | também é integrável em [a, b] e

Z b Z b

f (x) dx ≤ |f (x)| dx .

a a

EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO

Calcule as seguintes integrais definidas:


Z 5 Z 3
2
Z 2 √
(1) 4 dx (2) (3x − 5x + 2) dx (3) 5 dx
−3 1 −2
Z 2 Z −1 Z π
2 2
(4) (2x − 4x + 5) dx (5) (2x + 1) dx (6) [2 sen(x) + 3 cos(x) + 1] dx
−1 2 0
Z 4 Z 1 √
3 √
Z 4
3 2
(7) (x − 6x + 9x + 1) dx (8) ( x4 + 4 x) dx3
(9) |x + 2| dx
1
2
−1 −3

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125

π
Z 2
2
√ Z
2
3
Z 1
x dx
(10) 2x x3 + 1 dx (11) sen (x) cos(x) dx (12)
0 0 0 (x2 + 1)3
π
Z 10 √
Z 0 √ Z
2
(13) 5x − 1 dx (14) 3x 4 − x2 dx (15) sen(2x) dx
1 −2 0
π
Z 2
2
√ Z 1
x2 + 2x
Z
2
(16) x x3 + 1 dx (17) √
3
dx (18) cos3 (x) dx
1 0 x3 + 3x2 + 4 0
π 1
1 √ 2
Z Z Z
8
3 ex
(19) sen(3x) cos(5x) dx (20) 1 + 7x dx (21) dx
0 0 1 x2
π
Z 13 Z Z 2
dx 3
(22) p (23) sen(3x) cos(x) dx (24) x e2x dx
0
3
(1 + 2x)2 0 0
π
Z Z 3 Z 1
4 x
(25) e3x sen(4x) dx (26) x3 ln(x) dx (27) dx
0 1 0 e2x
Z 2 Z 2 3 Z 6
x dx dx
(28) x4 ln2 (x) dx (29) √ (30) √
1 0 16 − x2 4 x x2 − 4

RESPOSTAS DOS EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO


(1) 32 (2) 10 (3) 4 5
(4) 15 (5) −21 (6) 66
679 6 37
(7) (8) (9)
64 7 2
104 1 3
(10) (11) (12)
9 4 16
134
(13) (14) −8 (15) 1
3
2 √ √
3 2
(16) (27 − 2 2) (17) 2 − 2 (18)
9 3
1 √ 45 √
(19) ( 2 − 1) (20) (21) e − e
8 48
9 1
(22) 3 (23) (24) (3e4 + 1)
16 4
4 3π 81 1 3
(25) (e 4 + 1) (26) ln(3) − 5 (27) − e−2
25 4 4 4
3 64 62 128 √ 1 1 π
(28) ln2 (2) − ln(2) + (29) − 24 3 (30) arcos −
2 25 125 3 2 3 6

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126

APLICAÇÕES DA INTEGRAL DEFINIDA

ÁREAS DE REGIÕES NOS PLANO

Teorema: Sejam f, g : [a, b] → R funções contı́nuas na variável x. Então, a área A da região Rx ,


delimitada pelas curvas y = f (x) e y = g(x) e pelas retas x = a e x = b, é

Z b
A= |f (x) − g(x)| dx .
a

No caso f (x) ≥ g(x), para todo x ∈ [a, b], como na Figura 7 abaixo, temos

Rx = {(x, y); a ≤ x ≤ b e g(x) ≤ y ≤ f (x)} .

Figura 12: f (x) ≥ g(x)

Observação:
(1) Se f (x) ≥ g(x), para todo x ∈ [a, b], então

Z b
A= [f (x) − g(x)] dx .
a

(2) Se g(x) = 0 e f (x) ≤ 0, para todo x ∈ [a, b], então

Z b
A=− f (x) dx .
a


Exemplo 1 : Esboce a região delimitada pelas curvas y = x2 e y = x e calcule a sua área.
Solução.

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127

Z 1  2√x3 √ √
x3 i1  2 13 13   2 03 03  1
2
√ 
A= x−x dx = − = − − − = .
0 3 3 0 3 3 3 3 3

−x
Exemplo 2 : Esboce a região delimitada pelas curvas y = x + 6, y = x3 e y = e calcule a sua
2
área.
Solução.

 Z 0
 −x  Z 2 Z 0 Z 2
3 3x 
(−x3 + x + 6) dx =
 
A= x+6− dx + x + 6 − (x ) dx = + 6 dx +
−4 2 0 −4 2 0

 3x2 i0  −x4 x2 i2


= + 6x + + + 6x = 12 + 10 = 22.
4 −4 4 2 0

Teorema: Sejam f, g : [c, d] → R funções contı́nuas na variável y. Então, a área A da região Ry ,


delimitada pelas curvas x = f (y) e x = g(y) e pelas retas y = c e y = d, é

Z d
A= |f (y) − g(y)| dy .
c

No caso f (y) ≥ g(y), para todo y ∈ [c, d], como na Figura 8 que segue, temos

Ry = {(x, y); c ≤ y ≤ d e g(y) ≤ x ≤ f (y)} .

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128

Figura 13: f (y) ≥ g(y)

Observação:
(1) Se f (y) ≥ g(y), para todo y ∈ [c, d], então

Z d
A= [f (y) − g(y)] dy .
c

(2) Se g(y) = 0 e f (y) ≤ 0, para todo y ∈ [c, d], então

Z d
A=− f (y) dy .
c

Exemplo 1 : Esboce a região delimitada pelas curvas x = 2y 2 − 4 e x = y 2 e calcule a sua área.


Solução.

Z 2 Z 2  −y 3
 2 i2 32
y − (2y 2 − 4) dy = (−y 2 + 4) dx =

A= + 4y = .
−2 −2 3 −2 3

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129

VOLUMES DE SÓLIDOS DE REVOLUÇÃO

Se giramos uma região plana em torno de uma reta, obtemos o que é chamado Sólido de Revolução.
A reta em torno da qual a região é girada é denominada Eixo de Revolução. Vamos considerar, por
exemplo, a região R do plano destacada na fugura abaixo:

Figura 14: Região R

Se giramos a região R em torno do eixo x obtemos o sólido da Figura 10 e, se giramos a região R


em torno do eixo y, obtemos o sólido da Figura 11 :

Figura 15: Região R em torno do eixo x Figura 16: Região R em torno do eixo y

Teorema: Sejam f, g : [a, b] → R funções contı́nuas na variável x e tais que f (x) ≥ g(x) ≥ 0,
para todo x ∈ [a, b], e seja Rx = {(x, y); a ≤ x ≤ b e g(x) ≤ y ≤ f (x)}. Então, o volume do sólido
de revolução S obtido girando a região Rx em torno do eixo x é:

Z b
(f (x))2 − (g(x))2 dx
 
V (S) = π .
a

Observação:
(1) Se g(x) = 0 e f (x) ≥ 0, para todo x ∈ [a, b], então o volume do sólido de revolução S obtido
girando a região Rx = {(x, y); a ≤ x ≤ b e 0 ≤ y ≤ f (x)} em torno do eixo x (reta y = 0) é:

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130

Z b
V (S) = π (f (x))2 dx .
a

(2) Se g(x) = 0 e f (x) ≥ 0, para todo x ∈ [a, b], então o volume do sólido de revolução S obtido
girando a região Rx = {(x, y); a ≤ x ≤ b e c ≤ y ≤ f (x)} em torno da reta y = c é:

Z b
V (S) = π (f (x) − c)2 dx .
a

x
Exemplo 1 : A região delimitada pela curva y = 2 + x2 e pelas retas y = + 1, x = 0 e x = 1 gira
2
em torno do eixo x. Determine o volume do sólido de revolução obtido.
Solução.

n x o
Temos que Rx = (x, y); 0 ≤ x ≤ 1 e + 1 ≤ y ≤ 2 + x2 . Daı́, o volume do sólido de revolução
2
S obtido ao girarmos Rx em torno do eixo x é:
Z 1 x 2  Z 1
2 2 4 15 2  79π ∼
V (S) = π (2 + x ) − +1 dx = π x + x − x + 3 dx = = 12, 4.
0 2 0 4 20

Exemplo 2 : A região delimitada pela curva y = x2 + 1 e pelas retas y = 0, x = −1 e x = 1 gira


em torno do eixo x. Determine o volume do sólido de revolução obtido.
Solução.

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131

Temos que Rx = {(x, y); −1 ≤ x ≤ 1 e 0 ≤ y ≤ x2 + 1}. Daı́, o volume do sólido de revolução S


obtido ao girarmos Rx em torno do eixo x é:
Z 1 Z 1
2 2 56π ∼
V (S) = π (x + 1) dx = π (x4 + 2x2 + 1) dx = = 11, 7.
−1 −1 15

Teorema: Sejam f, g : [a, b] → R funções contı́nuas na variável y e tais que f (y) ≥ g(y) ≥ 0, para
todo y ∈ [c, d], e seja Ry = {(x, y); c ≤ y ≤ d e g(y) ≤ x ≤ f (y)}. Então, o volume do sólido de
revolução S obtido girando a região Ry em torno do eixo y é:

Z d
(f (y))2 − (g(y))2 dy
 
V (S) = π .
c

Observação:
(1) Se g(y) = 0 e f (y) ≥ 0, para todo y ∈ [c, d], então o volume do sólido de revolução S obtido
girando a região Ry = {(x, y); c ≤ y ≤ d e g(y) ≤ x ≤ f (y)} em torno do eixo y (reta x = 0) é:

Z d
V (S) = π (f (y))2 dy .
c

(2) Se g(y) = 0 e f (y) ≥ 0, para todo y ∈ [c, d], então o volume do sólido de revolução S obtido
girando a região Ry = {(x, y); c ≤ y ≤ d e a ≤ x ≤ f (y)} em torno da reta x = a é:

Z d
V (S) = π (f (y) − a)2 dy .
c

Exemplo: A região delimitada pela curva y = x3 e pelas retas y = 1, y = 8 e x = 0 gira em torno


do eixo y. Determine o volume do sólido de revolução obtido.
Solução.

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132

 √
Temos que Ry = (x, y); 0 ≤ x ≤ 3 y e 1 ≤ y ≤ 8 . Daı́, o volume do sólido de revolução S obtido
ao girarmos Ry em torno do eixo y é:
Z 8
√ 93π ∼
V (S) = π ( 3 y)2 dy == = 58, 4.
1 5

EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO

1. Esboce a região delimitada pelas curvas e pelas retas indicadas e calcule sua área:

(1) y = x x2 + 5, y = 0 e x = 2 (2) y = x2 − 4x, y = 0, x = 1 e x = 3
(3) y = x3 − 2x2 − 5x + 6, y = 0, x = −1 e x = 2 (4) y = 4 − x2 e y = 0

(5) y = 4x − x2 , y = 0, x = 1 e x = 3 (6) y = x + 1, y = 0, x = 0 e x = 8
(7) y = x2 + x − 12 e y = 0 (8) y = 2 − x2 e y = −x
(9) y = 2x3 − 3x2 − 9x e y = x3 − 2x2 − 3x (10) y = ex , y = x, x = 0 e x = 1
(11) y = x2 e y = 2x − x2 (12) y = ex , y = x2 − 1, x = −1 e x = 1
√ 1
(13) y = 12 − x2 e y = x2 − 6 (14) y = x + 2, y = ,x=0ex=2
x+1
(15) x = y 2 + 1 e x = 3 (16) x = y 2 − 2 e x = 6 − y 2
y2 − 6
(17) x = 1 + y e x = (18) x = 2y 2 e x = 4 + y 2
2
2

(19) y = x , y = x e x = 2 − y
3

2. Determine o volume do sólido de revolução obtido quando giramos R em torno da reta indicada,
onde R é a região delimitada pelas curvas e pelas retas dadas abaixo:

(1) R : y = x2 , y = 0 e x = 1; em torno do eixo x.


(2) R : y = x2 + 1 e y = x + 3; em torno do eixo x.
(3) R : x = y − y 2 e x = y 2 − 3; em torno da reta x = −4.
(4) R : y = x3 , y = 0, x = 1 e x = 2; em torno do eixo x.
(5) R : y = x2 e y = 1 + x − x2 ; em torno da reta y = −3.
x
(6) R : y = 2 − , y = 0, x = 1 e x = 2; em torno do eixo x.
2
1
(7) R : y = , y = 0, x = 1 e x = 2; em torno do eixo x.
x

(8) R : x = 2 y, y = 9 e x = 0; em torno do eixo y.
(9) R : y = x3 e y = x, x ≥ 0; em torno do eixo x.
(10) R : x = y 2 e x = 2y; em torno do eixo y.

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133

(11) R : y = x2 e x = y 2 ; em torno da reta y = 1.


(12) R : x = y 2 e x = 1; em torno da reta x = 1.
(13) R : y = x2 e x = y 2 ; em torno da reta x = −1.

RESPOSTAS DOS EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO

1.
Z 2 √ 1 √ Z 3
(1) A = x x2 + 5 dx = (27 − 5 5) (2) A = − (x2 − 4x) dx = 7, 3
0 3 1

Z 1 Z 2
3 2 157
(3) A = (x − 2x − 5x + 6) dx − (x3 − 2x2 − 5x + 6) dx =
−1 1 12

2 3 8 √
Z Z Z
322 2 22 52
(4) A = (4 − x ) dx = (5) A = (4x − x ) dx = (6) A = x + 1 dx =
−2 3 1 3 0 3

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134

Z 3 Z 2
343
2
(2 − x2 ) − (−x) dx = 4, 5
 
(7) A = − (x + x − 12) dx = (8) A =
−4 6 −1

Z 0  3
Z 3
2 3 2
 3
(x − 2x2 − 3x) − (2x3 − 3x2 − 9x) dx =
 
(9) A = (2x − 3x − 9x) − (x − 2x − 3x) dx+
−2 0

253
=
12

Z 1 Z 1
x 3 1
(2x − x2 ) − (x2 ) dx =
 
(10) A = (e − x) dx = e − (11) A =
0 2 0 3

1 3
e2 − 1 4
Z Z
 x
(e ) − (x2 − 1) dx = (12 − x2 ) − (x2 − 6) dx = 72
  
(12) A = + (13) A =
−1 e 3 1

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135

√ √
2 √ 2
Z   1  Z
8 2
dx ∼ 2
 
(14) A = ( x + 2) − = 2, 35 (15) A = √ (3) − (y + 1) dy =
0 x+1 − 2 3

Z 2 Z  4  y 2 − 6 
(6 − y 2 ) − (y 2 − 2) dy ∼
 
(16) A = = 21, 3 (17) A = (1 + y) − dy = 18
−2 −2 2

Z 2
32
(4 + y 2 ) − (2y 2 ) dy =
 
(18) A =
−2 3

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136

Z 0 Z 1 √ 
(2 − x) − (x2 ) dx + (2 − x) − ( 3 x) dx ∼
  
(19) A = = 4, 1
−2 0

2.

31π 117π 875π 127π 261π 19π π


(1) (2) (3) (4) (5) (6) (7)
5 5 32 7 32 12 2
4π 64π 11π 16π 29π
(8) 162π (9) (10) (11) (12) (13)
21 15 30 15 30

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137

INTEGRAL IMPRÓPRIA

Definição:
(i) Se f : [a, +∞) → R é integrável em [a, +∞), então

Z +∞ Z b
f (x) dx = lim f (x) dx .
a b→+∞ a

(ii) Se f : (−∞, b] → R é integrável em (−∞, b], então

Z b Z b
f (x) dx = lim f (x) dx .
−∞ a→−∞ a

(iii) Se f : R → R é integrável em R, então

Z +∞ Z 0 Z b
f (x) dx = lim f (x) dx + lim f (x) dx .
−∞ a→−∞ a b→+∞ 0

Tais integrais são ditas Integrais Impróprias. Quando existe o limite no cálculo de uma dada integral
imprópria, dizemos que a mesma converge e, no caso contrário, dizemos que a mesma diverge.
Z +∞
Exemplo 1 : Verifique se a integral imprópria e−x dx converge ou diverge.
0

Solução.
Z +∞ Z b
−x
Temos que e dx = lim e−x dx, onde
0 b→+∞ 0
Z b ib
e−x dx = −e−x = 1 − e−b .
0 0

Daı́,
Z b
lim e−x dx = lim 1 − e−b = 1
b→+∞ 0 b→+∞

Z +∞
Portanto, e−x dx = 1 e converge.
0

Z 2
dx
Exemplo 2 : Verifique se a integral imprópria converge ou diverge.
−∞ (4 − x)2
Solução.
Z 2 Z 2
dx dx
Temos que = lim , onde
−∞ (4 − x)2 a→−∞ a (4 − x)2

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138

Z 2
dx  1 i2 1 1
2
= = − .
a (4 − x) 4−x a 2 4−a
Daı́,
Z 2
dx 1 1  1
lim = lim − =
a→−∞ a (4 − x)2 a→−∞ 2 4 − a 2
Z 2
dx 1
Portanto, 2
= e converge.
−∞ (4 − x) 2

Z +∞
Exemplo 3 : Verifique se a integral imprópria x dx converge ou diverge.
−∞

Solução.
Z +∞ Z 0 Z b
Temos que x dx = lim x dx + lim x dx, onde
−∞ a→−∞ a b→+∞ 0

0  x2 i0 b
−a2  x2 ib b2
Z Z
x dx = = e x dx = = .
a 2 a 2 0 2 0 2
Daı́,
0 b
−a2 b2
Z Z
lim x dx = lim = −∞ e lim x dx = lim = +∞
a→−∞ a a→−∞ 2 b→+∞ 0 b→+∞ 2
Z +∞
Portanto, x dx diverge.
−∞

EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO

Calcule as integrais impróprias abaixo e verifique se as mesmas convergem ou divergem:


Z +∞ Z +∞ Z 0
dx dx
(1) (2) (3) x ex dx
1 x2 1 x −∞
Z +∞ Z +∞ Z 0
dx dx dx
(4) (5) p (6)
−∞ 1 + x2 3 (x − 2)3 −∞ 3 − 4x
+∞ +∞ +∞
x2 dx
Z Z Z
2
(7) x e−5x dx (8) √ (9) x e−x dx
2 0 1 − x3 −∞
Z +∞ Z +∞ Z 0
2 x+1
(10) sen (x) dx (11) dx (12) x e2x dx
0 1 x2 + 2x −∞
+∞ +∞ +∞
x2
Z Z Z
ln(x) dx
(13) dx (14) dx (15)
1 x −∞ 9 + x6 e x (ln(x))3

RESPOSTAS DOS EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO

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139

(1) 1. Converge. (2) Diverge. (3) −1. Converge.


(4) π. Converge. (5) 2. Converge. (6) Diverge.
e−10
(7) . Converge. (8) Diverge. (9) 0. Converge.
5
−1
(10) Diverge. (11) Diverge. (12) . Converge.
4
π 1
(13) Diverge. (14) . Converge. (15) . Converge.
9 2

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140

BANCA FUNDAÇÃO CESGRANRIO

1) Petrobrás(2010) - Economista

O gráfico abaixo mostra a função y = x2 , sendo x e y números reais, no primeiro quadrante.

A partir da análise da função e de seu gráfico, conclui-se que a


(A) derivada da função, quando x = 0, é −1.
(B) área OAB, debaixo da curva da função, é igual a 1/3.
(C) função é descontı́nua no ponto x = 0.
(D) função é decrescente em x.
(E) função tem um mı́nimo no ponto x = 0.

Solução:

(A) FALSO. A derivada da função, quando x = 0, NÃO é −1:

y = f (x) = x2 ⇒ f 0 (x) = 2x ⇒ f 0 (0) = 2 · 0 = 0.

(B) FALSO. A área A de OAB, debaixo da curva da função, NÃO é igual a 1/3:

2
x3 i2 23 03
Z
2 8
A= x dx = = − = .
0 3 0 3 3 3

(C) FALSO. A função NÃO é descontı́nua no ponto x = 0:

y = f (x) ⇒ lim+ f (x) = lim+ x2 = 0 = f (0).


x→0 x→0

(D) FALSO. A função NÃO é decrescente em x:

y = f (x) e x1 < x2 , com x1 e x2 no primeiro quadrante ⇒ f (x1 ) = x21 < x22 = f (x2 ).

(E) VERDADEIRO. A função tem um mı́nimo no ponto x = 0:

y = f (x) e x > 0 no primeiro quadrante ⇒ f (0) = 0 < x2 = f (x).

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141

2) Petrobrás(2010) - Engenharia de Petróleo Júnior (Pesquisa Operacional Júnior)

As grandezas x e y são tais que x2 = 1000y. O gráfico que melhor representa a relação entre os
logaritmos decimais de x e de y é

Solução:

Temos que:

x2 = 100y ⇒ log x2 = log 100y ⇒ 2 log x = log 100 + log y ⇒ 2 log x = 2 + log y.

Logo,

log x = 0 ⇒ log y = −2 e log y = 0 ⇒ log x = 1.

Portanto, o gráfico que melhor representa a relação entre os logaritmos decimais de x e de y é o


apresentado em (D).

3) Petrobrás(2008) - Engenharia de Petróleo Júnior

A escala proposta por Charles Francis Richter (1900 - 1985) para medir a magnitude de terremotos
é definida por M = log10 A + 3 log10 (8 · t) − 2, 92

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142

em que:
- M é a magnitude do terremoto na Escala Richter;
- A é a amplitude máxima registrada no papel do sismógrafo, em milı́metros;
- t é o tempo decorrido, em segundos, entre a chegada das ondas primárias ou de compressão (ondas
P ) e a chegada das ondas secundárias ou de cisalhamento (ondas S).
Certa vez, um sismógrafo registrou um abalo sı́smico cuja amplitude máxima no sismograma era de
12 milı́metros e cujo intervalo t foi de 24 segundos. Considerando-se log10 2 = 0, 30 e log10 3 = 0, 48,
a magnitude do abalo, na Escala Richter, foi
(A) 4,0 (B) 4,5 (C) 5,0 (D) 5,5 (E) 6,0

Solução:

Temos que A = 12 e t = 24. Assim, substituindo na equação M = log10 A + 3 log10 (8 · t) − 2, 92,


obtemos:
M = log10 12 + 3 log10 (8 · 24) − 2, 92 = log10 12 + 3 log10 (192) − 2, 92 =
= log10 (22 · 3) + 3 log10 (26 · 3) − 2, 92 =
= log10 22 + log10 3 + 3 [log10 26 + log10 3)] − 2, 92 =
= log10 22 + log10 3 + 3 log10 26 + 3 log10 3 − 2, 92 =
= 2 log10 2 + log10 3 + 18 log10 2 + 3 log10 3 − 2, 92
Daı́, como log10 2 = 0, 30 e log10 3 = 0, 48, segue que:

M = (2 · 0, 30) + 0, 48 + (18 · 0, 30) + (3 · 0, 48) − 2, 92 = 0, 6 + 0, 48 + 5, 4 + 1, 44 − 2, 92 = 5.

4) Petrobrás(2008) - Engenharia de Petróleo Júnior

Considere que f é uma função definida do conjunto D em R por f (x) = x2 − 4x + 8. Sendo Im(f )
a imagem de f , é correto afirmar que, se
(A) D = [−2, 0], então Im(f ) = R+
(B) D = [2, +∞], então Im(f ) = [0, 4]
(C) D = [2, +∞], então Im(f ) = R+
(D) D = [0, 2], então Im(f ) = [0, 8]
(E) D = [0, 2], então Im(f ) = [4, 8]

Solução:

Temos as seguintes informações a respeito do gráfico de f (x) = ax2 + bx + c = x2 − 4x + 8:

(1) o gráfico de f (x) não intercepta o eixo x:

∆ = b2 − 4ac = (−4)2 − 4(1)(8) = −16 < 0 ⇒ f (x) não possui raı́zes reais.

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143

(2) f (0) = 8 ⇒ o ponto (0, 8) pertence ao gráfico de f .

(3) a = 1 > 0 ⇒ o gráfico de f é uma parábola com concavidade para cima.

(4) V = (xv , yv ) = (2, 4) é o vértice da parábola:

−b −(−4)
xv = = = 2 ⇒ yv = f (xv ) = f (2) = 4.
2a 2
Assim, o gráfico de f é:

Portanto, a afirmação correta é (E).

5) Petrobrás(2012) - Engenharia de Petróleo Júnior


p
Seja f : A → R uma função dada por f (x) = 16 − (x − 2)2 , onde A é o domı́nio tal que
qualquer outro domı́nio possı́vel para f seja um subconjunto de A.
Se pudermos escrever A pela notação [a, b], então o valor de b − a será

(A) - 8 (B) −4 (C) −2 (D) 6 (E) 8

Solução:

Temos que:

A = {x ∈ R; 16 − (x − 2)2 ≥ 0} = {x ∈ R; −x2 + 4x + 12 ≥ 0}.

Como y = −x2 + 4x + 12 é uma parábola com concavidade para baixo e suas raı́zes são −2 e 6,
segue que

y = −x2 + 4x + 12 ≥ 0 ⇔ x ∈ [−2, 6].

Logo, A = [a, b] = [−2, 6] e b − a = 6 − (−2) = 8.

6) Petrobrás(2012) - Engenharia de Petróleo Júnior


Qual o menor valor de x que torna a expressão 9x − 7 · 3x + 10 = 0 verdadeira?

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144

(A) 1,625 (B) 1,458333... (C) 1 (D) 0,625 (E) 0,458333...

Solução:

Temos que: 0 = 9x − 7 · 3x + 10 = (32 )x − 7.3x + 10 = (3x )2 − 7 · 3x + 10. Assim, se y = 3x ,


obtemos y 2 − 7y + 10 = 0, cujas raı́zes são 2 e 5, ou seja, 3x = 5 ou 3x = 2. Como queremos o
menor valor de x que torna a expressão 9x − 7 · 3x + 10 = 0, tomamos 3x = 2. Daı́,

log 2 0, 3
3x = 2 ⇒ log 3x = log 2 ⇒ x log 3 = log 2 ⇒ x = = = 0, 625.
log 3 0, 48

7) Petrobrás(2012) - Economista Júnior

Seja f a função polinomial dada pela lei de formação f (x) = ax3 + bx2 + cx + d , cujo gráfico é
dado na figura a seguir.

Qual o valor de b?
(A) −3 (B) −2 (C) −1 (D) 1 (E) 3

Solução:

De acordo com a figura, os pontos (0, −3), (−1, 0) e (1, 0) são pontos do gráfico de f , ou seja,
f (0) = −3, f (−1) = 0 e f (1) = 0. Daı́,

f (0) = −3 ⇒ a03 + b02 + c0 + d = −3 ⇒ d = −3


f (−1) = 0 ⇒ a(−1)3 + b(−1)2 + c(−1) + d = 0 ⇒ −a + b − c + d = 0 ⇒ −a + b − c − 3 = 0
f (1) = 0 ⇒ a(1)3 + b(1)2 + c(1) + d = 0 ⇒ a + bc + d = 0 ⇒ a + b + c − 3 = 0
Logo,

0 = 0 + 0 = (−a + b − c − 3) + (a + b + c − 3) = 2b − 6 ⇒ b = 3.

8) Petrobrás(2011) - Estatı́stico Júnior

No plano cartesiano, os pontos (x, y) cujas coordenadas satisfazem a inequação

|x| + |y| ≤ 1

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145

formam um
(A) quadrado, cuja área é igual a 2 unidades de área.
(B) triângulo retângulo, cuja área é igual a 1 unidade de área.

(C) triângulo equilátero, cujos lados medem 2 unidades de comprimento.
(D) cı́rculo, cujo raio é igual a 1 unidade de comprimento.
(E) losango, cuja área é igual a 1 unidade de área.

Solução:

Vamos analisar os pontos (x, y) em cada quadrante.

Primeiro quadrante (x > 0 e y > 0): |x| + |y| ≤ 1 ⇔ x + y ≤ 1 ⇔ y ≤ 1 − x.


Segundo quadrante (x < 0 e y > 0): |x| + |y| ≤ 1 ⇔ −x + y ≤ 1 ⇔ y ≤ 1 + x.
Terceiro quadrante (x < 0 e y < 0): |x| + |y| ≤ 1 ⇔ −x − y ≤ 1 ⇔ y ≥ −1 − x.
Quarto quadrante (x > 0 e y < 0): |x| + |y| ≤ 1 ⇔ x − y ≤ 1 ⇔ y ≥ −1 + x.

Segue que o polı́gono obtido é um quadrado de lado 2:

Portanto, os pontos (x, y) cujas coordenadas satisfazem a inequação |x| + |y| ≤ 1 formam um
quadrado, cuja área é igual a 2 unidades de área.

9) Petroquı́mica Suape(2012) - Nı́vel Superior


1
Para qualquer número real x, tal que 0 < x < 1, ao se considerar y = , tem-se
2x2
1
(A) y <
2
(B) 1 < y < 2x2
1 1
(C) <y<
2 2x
1
(D) <y<1
2x

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146

1 1
(E) < <y
2 2x

Solução:

Se x é um número real tal que 0 < x < 1, então:

1 1 1
0 < x < 1 ⇒ 0 < x2 < x ⇒ 0 < 2x2 < 2x ⇒ 0 > 2
> ⇒ y> .
2x 2x 2x
Ainda,
1 1
0 < x < 1 ⇒ 0 < 2x < 2 ⇒ 0 > > .
2x 2
1 1
Portanto, < < y.
2 2x

10) Petrobrás(2010) - Engenharia de Petróleo Júnior

x2 − 3x − 4
O valor de lim é
x→−1 x2 + 3x + 2
(A) 0 (B) −1 (C) −3 (D) −4 (E) −5

Solução:

Temos que lim x2 − 3x − 4 = 0 e lim x2 + 3x + 2 = 0. Logo, podemos aplicar a Regra de


x→−1 x→−1
L’Hôpital:

x2 − 3x − 4 2x − 3 −5
lim 2
= lim = = −5.
x→−1 x + 3x + 2 x→−1 2x + 3 1

11) Petrobrás(2010) - Engenharia de Petróleo Júnior

f (2x) − f (0)
Dada a função f : R → R definida por f (x) = ln(3x + 1), o valor de lim é
x→0 x
(A) 0 (B) 1 (C) 2 (D) 3 (E) 6

Solução:

Temos que

f (2x) − f (0) ln(6x + 1) − ln 1 ln(6x + 1)


lim = lim = lim .
x→0 x x→0 x x→0 x

Como lim ln(6x + 1) = ln 1 = 0 e lim x = 0, podemos aplicar a Regra de L’Hôpital:


x→0 x→0

ln(6x + 1) 6 6
lim = lim = = 6.
x→0 x x→0 6x + 1 1

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147

12) Petrobrás Distribuidora S.A.(2011) - Engenharia Quı́mica


 ex − e−x − 2 sen x 
O lim é
x→0 x − sen x
(A) 1 (B) 2 (C) 3 (D) 4 (E) 5

Solução:

Temos que lim ex − e−x − 2 sen x = 0 e lim x − sen x = 0. Logo, podemos aplicar a Regra de
x→0 x→0
L’Hôpital:

 ex − e−x − 2 sen x   ex + e−x − 2 cos x 


lim = lim .
x→0 x − sen x x→0 1 − cos x

Como lim ex + e−x − 2 cos x = 0 e lim 1 − cos x = 0, temos que aplicar a Regra de L’Hôpital
x→0 x→0
novamente:
 ex + e−x − 2 cos x   ex − e−x + 2 sen x 
lim = lim .
x→0 1 − cos x x→0 sen x

Como lim ex − e−x + 2 sen x = 0 e lim sen x = 0, temos que aplicar a Regra de L’Hôpital mais uma
x→0 x→0
vez:
 ex − e−x + 2 sen x   ex + e−x + 2 cos x  4
lim = lim = = 4.
x→0 sen x x→0 cos x 1

13) Petrobrás Distribuidora S.A.(2011) - Engenharia Quı́mica


4x
O valor de lim é
x→∞ 5x − 3x
(A) 1 (B) 2 (C) 3 (D) 0 (E) 5

Solução:

Temos que:

4x 1 1
lim = lim x x = lim  x  3 x .
x
x→∞ 5 − 3 x x→∞ 5 − 3 x→∞ 5

4x 4 4
 5 x  3 x 1
Como lim = +∞ e lim = 0, segue que lim  x  x = 0.
x→∞ 4 x→∞ 4 x→∞ 5 3

4 4

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148

14) Petrobrás Distribuidora S.A.(2011) - Engenharia Quı́mica


1
Seja f uma função real de variável real não nula dada por f (x) = (1 + 2x) x .
Quanto vale lim f (x)?
x→0

√ e 1
(A) e (B) e2 (C) 2e (D) (E)
2 2e

Solução:

1
Como este é um limite do tipo 1∞ , vamos escrever: (1 + 2x) x = eln(1+2x) x . Daı́,
1

1 1
lim (1 + 2x) x = eL , onde L = lim ln(1 + 2x) x .
x→0 x→0

Temos que:

1 ln(1 + 2x)
L = lim ln(1 + 2x) x = lim .
x→0 x→0 x

Como lim ln(1 + 2x) = 0 e lim x = 0, podemos aplicar a Regra de L’Hôpital:


x→0 x→0

ln(1 + 2x) 2
L = lim = lim = 2.
x→0 x x→0 1 + 2x
1
Portanto, lim (1 + 2x) x = eL = e2 .
x→0

15) Petrobrás Distribuidora S.A.(2012) - Ênfase em venda a rede automotiva


 2 x
Quanto vale o lim 1 + ?
x→∞ x
(A) 0 (B) 1 (C) e (D) e2 (E) ∞

Solução:

 2 x
= eln(1+ x ) . Daı́,
2 x
Como este é um limite do tipo 1∞ , vamos escrever: 1+
x
 2 x  2 x
lim 1+ = eL , onde L = lim ln 1 + .
x→∞ x x→∞ x

Temos que:
 2 x  2
L = lim ln 1 + = lim x ln 1 + .
x→∞ x x→∞ x

Como este último limite é do tipo 0 · ∞, vamos escrever

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149

x + 2
 2  ln
L = lim x ln 1 + = lim x , onde
x→∞ x x→∞ 1
x
x + 2 1
lim ln = ln(1) = 0 e lim = 0. Então, podemos aplicar a Regra de L’Hôpital:
x→∞ x x→∞ x
x + 2  x  x − x − 2 −2
ln 2 2 2x2
L = lim x = lim x + 2 x = lim x + 2x = lim 2 .
x→∞ 1 x→∞ −1 x→∞ −1 x→∞ x + 2x
x x2 x2

Daı́, como lim 2x2 = ∞ e lim x2 + 2x = ∞, temos que aplicar a Regra de L’Hôpital novamente:
x→∞ x→∞

2x2 4x
L = lim 2
= lim .
x→∞ x + 2x x→∞ 2x + 2

Mais uma vez, como lim 4x = ∞ e lim 2x + 2 = ∞, temos que aplicar a Regra de L’Hôpital:
x→∞ x→∞

4x 4
L = lim = lim = 2.
x→∞ 2x + 2 x→∞ 2
 2 x
Portanto, lim 1+ = eL = e2 .
x→∞ x

16) Petrobrás Distribuidora S.A.(2012) - Ênfase em venda a rede automotiva

Qual o limite da função f (x) = e−2x − 2, quando x tende para infinito?

(A) ∞ (B) −∞ (C) 0 (D) 2 (E) −2

Solução:

Temos que

1 1
lim e−2x − 2 = lim 2x
− 2 = −2, já que lim 2x = 0.
x→∞ x→∞ e x→∞ e

17) Petrobrás Distribuidora S.A.(2012) - Economista Júnior

x4 − 1
Seja f : A ⊂ R → R uma função dada por f (x) = .
x−1
Considere as afirmações abaixo sobre f .

x4 − 1 (x − 1)(x3 + x2 + x + 1)
I - f (x) = = = x3 + x2 + x + 1
x−1 (x − 1)

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150

II - f 0 (1) = 3

III - lim f (x) = lim (x3 + x2 + x + 1) = 3


x→1 x→1

(A) I, apenas. (B) III, apenas. (C) I e II, apenas.


(D) I e III, apenas. (E) I, II e III.

Solução:

Não existe a derivad de f em 1, visto que f não existe em 1. Ainda,

lim f (x) = lim (x3 + x2 + x + 1) = 4.


x→1 x→1

18) Petrobrás(2012) - Engenharia de Petróleo Júnior


Considere uma função f , definida no conjunto dos reais, e b um elemento de seu domı́nio.
A função f será contı́nua em b se, e somente se,
(A) f está definida em x = b. (B) existe lim f (x).
x→b

(C) lim f (x) = b. (D) lim f (x) = f (b).


x→b x→b

(E) f (b) = 0.

Solução:

Por definição, f é contı́nua em b se, e somente se, lim f (x) = f (b).


x→b

19) Petrobrás(2012) - Geofı́sico Júnior - Quı́mico de Petróleo Júnior

Sejam f (x), g(x) e h(x) funções reais de variáveis reais, deriváveis em todo o conjunto dos números
reais e tais que h(x) = f (g(x)), para todo x real. Considere, ainda, a tabela de valores a seguir,
onde f 0 (x) e g 0 (x) são as derivadas das funções f (x) e g(x), respectivamente.

O valor de h0 (0) + h0 (1) + h0 (2) + h0 (3) é

(A) −23 (B) −17 (C) −1 (D) 3 (E) 22

Solução:

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151

De acordo com a tabela, temos que:


h0 (0) = f 0 (g(0)) · g 0 (0) = f 0 (3) · g 0 (0) = (−1) · (−1) = 1;
h0 (1) = f 0 (g(1)) · g 0 (1) = f 0 (2) · g 0 (1) = (3) · (−3) = −9;
h0 (2) = f 0 (g(0)) · g 0 (2) = f 0 (1) · g 0 (2) = (−4) · (4) = −16;
h0 (3) = f 0 (g(3)) · g 0 (3) = f 0 (0) · g 0 (3) = (1) · (1) = 1.
Logo,

h0 (0) + h0 (1) + h0 (2) + h0 (3) = 1 − 9 − 16 + 1 = −23.

20) Petrobrás(2012) - Geofı́sico Júnior - Quı́mico de Petróleo Júnior

Observe o gráfico da função y = f (x) a seguir.

Sendo f 0 (a) o valor da função derivada de f (x) para x = a, considere os números: f 0 (−2), f 0 (−1),
f 0 (1) e f 0 (2). O menor e o maior desses números são, respectivamente,

(A) f 0 (−2) e f 0 (2) (B) f 0 (2) e f 0 (−1) (C) f 0 (1) e f 0 (−2)


(D) f 0 (2) e f 0 (−2) (E) f 0 (−1) e f 0 (1)

Solução:

Geometricamente, f 0 (a) é a inclinação da reta tangente ao gráfico de f no ponto (a, f (a)). Como
a tangente com maior inclinação ocorre no ponto (−2, f (−2)) e a tangente com menor inclinação
ocorre no ponto (1, f (1)), segue que f 0 (−2) é o maior dos números e f 0 (1) é o menor dos números.

21) MEC(2012) - Professor de Matemática

A figura abaixo representa o gráfico da derivada de uma função f no intervalo [1, 5].

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152

O menor e o maior valor de f no intervalo [1, 5] são, respectivamente,

(A) f (1) e f (3) (B) f (1) e f (5) (C) f (3) e f (1)


(D) f (3) e f (5) (E) f (5) e f (3)

Solução:

Temos que:
f 0 (x) < 0 ⇔ x < 3 e f 0 (x) > 0 ⇔ x > 3.
Logo,
f é decrescente em x < 3 e f é crescente em x > 3.
Portanto, o menor e o maior valor de f no intervalo [1, 5] são, respectivamente, f (3) e f (5).

22) MEC(2012) - Professor de Matemática

Observe o gráfico da função f (x), definida em R.

Sobre a função f (x), conclui-se que

(A) f (x) possui assı́ntotas verticais em x = 2 e x = −2.


(B) f (x) não possui derivada em x = 0.
(C) f (x) é não negativa para todo x real.
(D) f 0 (x) é não negativa para todo x real.
(E) f 00 (x) é não negativa para todo x real.

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153

Solução:

(A) FALSO. f (x) NÃO possui assı́ntotas verticais em x = 2 e x = −2: f (−2) = −8 e f (2) = 8.

(B) FALSO. f (x) possui derivada em x = 0: f 0 (0) = 0.

(C) FALSO. f (x) NÃO é não negativa para todo x real: f (x) < 0, para todo x < 0.

(D) VERDADEIRO. Como f (x) é sempre crescente e possui tangente paralela ao eixo x em x = 0,
ou seja, f 0 (0) = 0, segue que f 0 (x) é não negativa para todo x real.

(E) FALSO. f 00 (x) NÃO é não negativa para todo x real:


f 0 (x) é decrescente em (−∞, 0) ⇒ f 00 (x) < 0 em (−∞, 0).

23) Petrobrás(2012) - Engenharia de Petróleo Júnior

Dada uma função f : R → R diferenciável, a função g : R → R, definida por g(x) = |f (x)|, pode
não ser diferenciável em alguns pontos de seu domı́nio. Por exemplo, se considerarmos

1
f (x) = (x4 + x3 − 8x2 − 12x),
8

cujo gráfico é parcialmente representado na figura acima, então a função g(x) = |f (x)| NÃO será
diferenciável em, exatamente,
(A) 1 ponto (B) 2 pontos (C) 3 pontos (D) 4 pontos (E) 5 pontos

Solução:

1 4 3 2

Quando considerarmos a função g(x) = |f (x)| = (x + x − 8x − 12x) , teremos exatamente
8
dois “bicos” em seu gráfico: um em x = 0 e outro em x = 3.

24) Petrobrás(2012) - Engenharia de Petróleo Júnior

2 df
Seja f uma função de R em R tal que f (x) = ex . Qual o valor de (1)?
dx

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154

(A) 0 (B) 1 (C) e (D) 2e (E) 2e2

Solução:

df 2 df
Temos que: (a) = 2a ea . Daı́, (1) = 2e.
dx dx
25) Petrobrás(2012) - Engenharia de Petróleo Júnior
x 2 df
Seja f uma função real de variável real, tal que f (x) = + 3 . Qual o valor de (4)?
4 dx
1
(A) (B) 2 (C) 4 (D) 8 (E) 10
2

Solução:

df a  1 1a  df
Temos que: (a) = 2 +3 · = + 3 . Daı́, (4) = 2.
dx 4 4 2 4 dx

26) Petrobrás(2012) - Engenharia de Petróleo Júnior

x2
Se f (x) = , a derivada f 0 (1) vale:
1+x
1 3
(A) 0 (B) (C) (D) 1 (E) 2
2 4

Solução:

df 2a(1 + a) − a2 a2 + 2a df 3
Temos que: (a) = 2
= 2
. Daı́, (1) = .
dx (1 + a) (1 + a) dx 4

27) Transpetro(2011) - Economista Júnior


Seja f : R → R definida por


 x2 , se x < 1



f (x) = Ax + B, se 1 ≤ x < 2




(x − 1)2 + C, se x ≥ 2

Se f é derivável em todo o seu domı́nio, determine A + B + C.


(A) 1 (B) 2 (C) 3 (D) 4 (E) 5

Solução:

Como f é derivável em 1, temos que A = f+0 (1) = f−0 (1) = 2 · 1 = 2. Daı́, A = 2. Ainda, como f
é derivável em 1, f é contı́nua em 1, ou seja,

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155

lim f (x) = lim+ f (x) = lim− f (x) = f (1).


x→1 x→1 x→1

Temos que
lim f (x) = lim+ 2x + B = 2 + B = f (1);
x→1+ x→1

lim− f (x) = lim− x2 = 1.


x→1 x→1

Daı́, 2 + B = 1 e B = −1. Ainda, como f é derivável em 2, f é contı́nua em 2, ou seja,

lim f (x) = lim+ f (x) = lim− f (x) = f (2).


x→2 x→2 x→2

Temos que

lim+ f (x) = lim+ (x − 1)2 + C = 1 + C = f (2);


x→2 x→2

lim f (x) = lim− 2x − 1 = 3.


x→2− x→2

Daı́, 1 + C = 3 e C = 2.
Portanto, A + B + C = 2 + (−1) + 2 = 3.

28) Petrobrás(2011) - Engenharia de Petróleo


Uma indústria deseja fabricar um tambor fechado na forma de um cilindro circular reto. Se a área
total da superfı́cie do tambor é fixada em 36π dm2 , o volume máximo que esse tambor pode ter é,
em dm3 , igual a
√ √ √ √ √
(A) 12π 6 (B) 18π 6 (C) 24π 6 (D) 30π 6 (E) 36π 6

Solução:

Sejam h a altura do tambor e r o raio de sua base, conforme a figura abaixo:

2 18 − r2
Se A denota a área total da superfı́cie do tambor, então A = 36π = 2πr +2πrh. Daı́, h = .
r
Por outro lado, se V = V (r) denota o volume do tambor, então

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156

 18 − r2 
2 2
V = V (r) = πr h = πr = (18r − r3 )π.
r
Daı́,

V 0 (r) = (18 − 3r2 )π = 0 ⇒ r = 6.
Ainda,
√ √
V 00 (r) = −6πr ⇒ V 00 ( 6) = −6 6 π < 0.
√ 12
Logo, o volume máximo que esse tambor pode ter é quando r = 6. Neste caso, h = √ e,
6
portanto,

√ √ 12 72π √
V = V ( 6) = π( 6)2 √ = √ = 12π 6.
6 6

29) Petrobrás(2010) - Engenharia de Petróleo Júnior - Pesquisa Operacional Júnior

Deseja-se cercar uma região retangular de um terreno. Com o mesmo material da cerca, deseja-se,
ainda, conduzir uma cerca interna paralelamente a um dos lados, de modo a dividir a área cercada
em duas, conforme indicado na figura acima. Se há material disponı́vel para construir 600 m de
cerca, qual é, em m2 , a maior área total possı́vel da região cercada?
(A) 12.000 (B) 14.400 (C) 15.000 (D) 22.500 (E) 36.000

Solução:

Denotando por y o tamanho das cercas horizontais e por x o tamanho das cercas verticais, temos
600 − 3x
que 600 = 3x + 2y, donde y = . Se A = A(x) denota a área desse terreno, então
2
 600 − 3x  600x − 3x2
A = xy = x = .
2 2
Segue que

600 − 6x
A0 (x) = = 0 ⇔ x = 100.
2
Ainda,

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157

A00 (x) = −3 ⇒ A00 (100) = −3 < 0.


Logo, maior área total possı́vel dessa região será quando x = 100. Neste caso, y = 150 e, portanto,

A(100) = xy = 100 · 150 = 15000.

30) MEC(2009) - Professor de Matemática


Um fabricante de sabão em pó deseja usar embalagens em forma de bloco retangular com o menor
gasto possı́vel de material, de modo que:
- uma das dimensões da base seja o triplo da outra;
- o volume seja de 2.304 cm3 .
Nessas condições, a altura da caixa de sabão em pó, em cm, deve medir
(A) 11 (B) 12 (C) 12,5 (D) 15 (E) 15,5

Solução:

Vamos considerar as dimensões do bloco retangular de acordo com a figura abaixo:

768
Se V denota o volume desse bloco, então V = 3x2 y = 2304, donde y = .
x
Como o fabricante deseja o menor gasto possı́vel de material, vamos considerar a área A total dos
seis retângulos que compõem o bloco:

A = 2(3x2 ) + 2(3xy) + 2(xy) = 6x2 + 8xy.


768 6144
Como y = , segue que A = A(x) = 6x2 + . Daı́,
x x
6144 12x3 − 6144
A0 (x) = 12x − = = 0 ⇔ x = 8.
x2 x2
Ainda,

12288
A00 (x) = 12 + ⇒ A00 (8) = 36 > 0.
x3

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158

Logo, menor gasto possı́vel de material será quando x = 8. Neste caso, y = 12.

31) Petrobrás Distribuidora S.A.(2005) - Economista Júnior

Os valores mı́nimo e máximo da função 3x4 − 4x3 , para −1 ≤ x ≤ 3, são:


(A) 80 e 0 (B) 80 e 7,5 (C) 135 e −1
(D) 135 e 7,5 (E) 180 e −1

Solução:

Seja f (x) = 3x4 − 4x3 .Como essa f é contı́nua, visto que é polinomial, seus valores mı́nimo e
máximo ocorrem ou nos extremos do intervalo de definição da mesma ou nos pontos crı́ticos da
mesma. Para determinarmos os pontos crı́ticos de f , basta encontrarmos os pontos onde a derivada
de f é zero:

f 0 (x) = 12x3 − 12x2 = 12x2 (x − 1) = 0 ⇒ x = 0 ou x = 1.

Daı́,

f (−1) = 7, f (3) = 135, f (0) = 0 e f (1) = −1.

Comparando todos os valores, concluı́mos que os valores mı́nimo e máximo de f são 135 e −1.

32) Cesgranrio(2008) - Engenharia do Petróleo Júnior


Se um cabo flexı́vel estiver suspenso por suas extremidades, e essas extremidades estiverem na mesma
altura, então o cabo assume, devido ao seu peso, a forma de uma curva chamada catenária.
2
Considere a catenária dada pela função hiperbólica de R em R cuja lei é f (x) = 2 + · cosh(x).
3
O valor mı́nimo de f (x)
2 8
(A) é 0 (B) é (C) é 2 (D) é (E) não existe
3 3

Solução:

2
Temos que f 0 (x) = senh(x). Daı́, f 0 (x) = 0 ⇔ x = 0. Ainda,
3
2 2 2 2
f 00 (x) = cosh(x) ⇒ f 00 (0) = cosh(x) = · (1) = > 0.
3 3 3 3
Logo, f tem um mı́nimo em x = 0, ou seja, o valor mı́nimo de f é

2 2 8
f (0) = 2 + cosh(0) = 2 + · (1) = .
3 3 3

Curso DSc Você no curso certo.


159

33) Cesgranrio(2008) - Engenharia do Petróleo Júnior


Considere as seguintes afirmativas:
I. A derivada do produto de duas funções é o produto de suas derivadas.
II. Se f (x) = (x2 + 1)3 então f 0 (1) = 24 .
III. A função f (x) = |x| é diferenciável para qualquer valor real.
IV. As funções polinomiais são contı́nuas para qualquer valor real.

É correto afirmar que as afirmativas corretas são


(A) I e II (B) I e III (C) II e III (D) II e IV (E) III e IV

Solução:

I - FALSO. A derivada do produto de duas funções NÃO é o produto de suas derivadas: se f e g


são duas funções diferenciáveis, então

(f · g)0 (x) = f 0 (x) · g(x) + f (x) · g 0 (x).


II - VERDADEIRO. Temos que:

f 0 (x) = 3(x2 + 1)2 · (2x) = 6x(x2 + 1)2 ⇒ f 0 (1) = 4.


III - FALSO. O gráfico de f (x) = |x| apresenta um ”bico” em x = 0:

Portanto, f não é diferenciável em x = 0.


IV - VERDADEIRO. Este é um dos principais resultados sobre funções contı́nuas:

Toda função polinomial é uma função contı́nua.

34) Petrobrás(2012) - Engenharia de Petróleo Júnior

Os valores extremos locais (máximos ou mı́nimos) da função f : R → R dada por f (x) = sen2 (x)
ocorrem quando

(A) cos2 (x) = 0 (B) cos(x) = 0 (C)cos(2x) = 0


(D) sen(2x) = 0 (E) sen2 (x) = 0

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160

Solução:

Temos que f 0 (x) = 2 sen(x) cos(x) = sen(2x). Como os valores extremos locais (máximos ou
mı́nimos) de f ocorrem quando f 0 (x) = 0, segue que

f 0 (x) = 0 ⇔ sen(2x) = 0.

35) Petroquı́mica Suape(2012) - Nı́vel Superior

Um número crı́tico de uma função real diferenciável f : Dom(f ) → R é um número real c,


pertencente ao domı́nio Dom(f ), no qual se tem f 0 (c) = 0.

Um número crı́tico da função f : [0, +∞) → R definida por f (x) = (x2 − x) · ex , é



5−1
(A)
2

5+1
(B)
2
1
(C)
2
1
(D) e
2
3
(E)
2

Solução:

Temos que:

f 0 (x) = (2x − 1) · ex + (x2 − x) · ex = (2x − 1 + x2 − x) · ex = (x2 + x − 1) · ex .


Logo,
√ √
0 2 −1 + 5 −1 − 5
f (x) = 0 ⇔ x + x − 1 = 0 ⇔ x = ou x = .
2 2

36) Petroquı́mica Suape(2012) - Nı́vel Superior

O valor mı́nimo assumido pela função f : [1, 4] → R, definida por f (x) = −x2 + 4x + 5, é igual a

(A) 9 (B) 8 (C) 5 (D) 4 (E) 2

Solução:

Como essa f é contı́nua, visto que é polinomial, seus valores mı́nimo e máximo ocorrem ou nos
extremos do intervalo de definição da mesma ou nos pontos crı́ticos da mesma. Para determinarmos
os pontos crı́ticos de f , basta encontrarmos os pontos onde a derivada de f é zero:

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161

f 0 (x) = −2x + 4 = 0 ⇒ x = 2

Daı́,

f (1) = 8, f (4) = 5 e f (2) = 9.

Comparando todos os valores, concluı́mos que o valore mı́nimo de f é 5.

37) Petrobrás(2010) - Engenharia de Petróleo Júnior - Pesquisa Operacional Júnior



Z 40
O valor de 2x + 1 dx é
4

(A) 117 (B) 234 (C) 343 (D) 351 (E) 468

Solução:

√ √
Z
Primeiramente, vamos calcular a integral indefinida 2x + 1 dx. Tomando u = 2x + 1, temos
que du = 2dx. Daı́,

3
√ √ du √ 1 u2  1 √ 3 1 p
Z Z Z Z
1 1 1
2x + 1 dx = u = u du = u du =
2 = u = (2x + 1)3 .
2 2 2 2 32 3 3

Segue que

40 √
Z
1p i40 1 p 1p
2x + 1 dx = (2x + 1)3 = (2 · 40 + 1)3 − (2 · 4 + 1)3 = 243 − 9 = 234.
4 3 4 3 3

38) Petrobrás(2010) - Engenharia de Petróleo Júnior - Pesquisa Operacional Júnior

Na figura a seguir, temos as representações gráficas das curvas y = x2 e x2 + y 2 = 6.

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162

A área da região contida no primeiro quadrante e limitada pelo eixo x e pelas duas curvas citadas é

Z 2 p √
Z 6 √
(A) ( 6 − y 2 − y) dy (B) ( 6 − x2 − x2 ) dx
0 0
√ √
Z 3
2
Z 6 √ Z 3 p √
(C) x dx + √
6− x2 dx (D) ( 6 − y 2 + y) dy
0 3 0
√ √
Z 6 √ Z 2
(E) 6− x2 dx + x2 dx
0 0

Solução:

Queremos determinar a área da região Ry , que está no primeiro quadrante(onde x > 0):

Neste caso, consideramos:


√ p
x= y e x= 6 − y2.
p √
De cordo com a figura acima, em Ry temos 6 − y 2 > y (pois como estamos avaliando funções
na variável y, a maior é a que possui o gráfico mais à direita) e 0 ≤ y ≤ 2. Daı́, pela definição de
integral definida, a área de Ry é

2

Z p
( 6 − y 2 − y) dy.
0

39) Petrobrás(2008) - Economia

O gráfico abaixo mostra a função quadrática y = x2 , x > 0.

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163

A área abaixo da curva y = x2 e entre as abscissas x = 0 e x = 1 é


1 1 1
(A) x3 (B) (C) (D) (E) 1
3 2 8

Solução:

A área abaixo da curva y = x2 e entre as abscissas x = 0 e x = 1 é dada pela integral definida

1
x3 i1 13 03
Z
2 1
x dx = = − = .
0 3 0 3 3 3

40) Petrobrás(2008) - Economia

A figura apresenta os gráficos das funções y = x2 + 4 e y = 2x2 − 8.

A área da região compreendida entre os dois gráficos é


(A) 4 (B) 8 (C) 16 (D) 24 (E) 32

Solução:

Para determinarmos os pontos de interseção entre os dois gráficos, devemos resolver a equação
−x2 + 4 = 2x2 − 8. Daı́, x = −2 e x = 2. No intervalo [−2, 2], temos que −x2 + 4 ≥ 2x2 − 8.
Logo, pela definição de integral definida, a área da região compreendida entre os dois gráficos é
Z 2
(−x2 + 4) − (2x2 − 8) dx.
−2

Portanto, a área da região compreendida entre os dois gráficos é


Z 2 i2
(−3x2 + 12) dx = −x3 + 12x = (−23 + 12 · 2) − (−(−2)3 + 12(−2)) = 32.
−2 −2

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164

41) Petrobrás(2012) - Engenharia de Petróleo Júnior


A figura a seguir mostra uma parte dos gráficos das funções reais de variáveis reais dadas por
f (x) = x3 e g(x) = x2 .

A parte pintada representa a região do plano R2 em que x3 ≤ y ≤ x2 , com x ≥ 0.


Se o quadrado formado pelos pontos (0,0); (0,1); (1,1) e (1,0) tem área igual a 1 unidade de área,
quantas unidades de área tem a região pintada?
1 1 1 1 1
(A) (B) (C) (D) (E)
12 6 5 4 3

Solução:

A área da região pintada é dada pela integral definida

1
x3 x4 i1  13 14   03 04 
Z
2 3 1
(x − x ) dx = − = − − − = .
0 3 4 0 3 4 3 4 12

42) MEC(2009) - Professor de Matemática


Com os conteúdos de Geometria trabalhados até o Ensino Médio não é possı́vel calcular áreas de
regiões limitadas por curvas quaisquer. Para calcular áreas desse tipo é preciso utilizar a noção de
integral definida, estudada nas disciplinas de Cálculo.
Um exemplo é o cálculo da área do plano limitada pelos gráficos definidos por y = x2 e x = y 2 .
Qual é o valor dessa área?

√ 3 2 1
(A) 2 (B) 1 (C) (D) (E)
2 3 3

Solução:

Curso DSc Você no curso certo.


165

De acordo com a figura acima, temos que área do plano limitada pelos gráficos é dada pela integral
definida
Z 1 Z 1 3 √
√ 2 1
2 x2 x3 i1 2 x3 x3 i1
( x − x ) dx = (x 2 − x ) dx = 3 − = − =
0 0 2
3 0 3 3 0
 2√13 13   2√03 03  1
= − − − = .
3 3 3 3 3

43) Petrobrás(2012) - Economista Júnior


Sabe-se que a função velocidade de um móvel é a derivada da função posição desse móvel. A função
velocidade de um determinado móvel é v(t) = 2t − 1.

Qual a expressão da função posição x(t) desse móvel, sabendo-se que x(0) = 1?

(A) 2t2 + 2t + 1 (B) 2t2 − t + 1 (C) t2 − t − 1


(D) 2t2 + 2t − 1 (E) t2 − t + 1

Solução:

Como a velocidade v(t) é a derivada da posição x(t), segue da definição de integral indefinida que:

2t2
Z Z Z
0
x(t) = x (t) dt = v(t) dt = (2t − 1) dt = − t + C = t2 − t + C.
2
Como x(0) = 1, segue que C = 1. Daı́,

x(t) = t2 − t + 1.

44) Petrobrás(2011) - Estatı́stico Júnior


π 
Se f : R → R é uma função diferenciável tal f 0 (x) = x · cos x que e f (0) = 5, então f é igual
2
a
π2 π π
(A) 0 (B) 5 (C) +5 (D) +4 (E) +6
8 2 2

Curso DSc Você no curso certo.


166

Solução:

Pela definição de integral indefinida, temos que


Z Z
0
f (x) = f (x) dx = (x · cos x) dx.

Para resolver tal integral, vamos utilizar a técnica de Integração por partes. Denotando u = x e
Z
dv = cos x dx, temos que du = dx e v = cos x dx = sen x. Logo,
Z Z Z
f (x) = u dv = u · v − v du = x · sen x − sen x dx = x · sen x + cos x + C.
π  π
Como f (0) = 5, segue que C = 4. Daı́, f (x) = x · sen x + cos x + 4 e f = + 4.
2 2

45) Petroquı́mica Suape(2012) - Nı́vel Superior



Se f : (0, +∞) → R é uma função diferenciável tal que f 0 (x) = x e f (1) = 0, então f (4) é igual
a

1 234−2 3 14 16
(A) (B) (C) (D) (E)
4 3 2 3 3

Solução:

Pela definição de integral indefinida, temos que


3 √
√ 2 x3
Z Z Z
0 1 x2
f (x) = f (x) dx = x dx = (x ) dx =
2
3 +C = + C.
2
3

−2 2 x3 2 14
Como f (1) = 0, segue que C = . Daı́, f (x) = − e f (4) = .
3 3 3 3

46) Petrobrás Distribuidora S.A.(2005) - Economista Júnior


Z 1
4 1
(x 3 + x 3 ) dx
−1

O valor da integral acima é:


3 4 5 6 5
(A) (B) (C) (D) (E)
7 7 6 7 3

Solução:

Temos que:
Z 1
4 1
 x 73 4
x 3  i1  3√
3

3
x7 3 x4  i1
(x 3 + x 3 ) dx = 7 + 4 = + =
−1 3 3
−1 7 4 −1

Curso DSc Você no curso certo.


167

 3√
3
17

3
p p
3 14   3 3 (−1)7 3 3 (−1)4  6
= + − + = .
7 4 7 4 7

47) Petrobrás(2010) - Engenharia de Petróleo Júnior


Z
A função real F de variável real é tal que F (x) = e3x+1 dx e F (0) = e. Outra forma de apresentar
a função F é:
e
(A) F (x) = 2e3x+1 − e (B) F (x) = 3e3x+1 − 2e (C) F (x) = (e3x + 2)
3
3e 3x 2
(D) F (x) = (e + ) (E) F (x) = e3x+1
5 3

Solução:

Tomando u = 3x + 1, temos que du = 3 dx. Daı́,


Z Z
3x+1 1 1 u 1
F (x) = e dx = eu du = e + C = e3x+1 + C.
3 3 3
2e e
Como F (0) = e, segue que C = . Daı́, F (x) = (e3x + 2).
3 3

48) Petrobrás(2010) - Engenharia de Petróleo Júnior


r
x
A área entre o eixo X e o gráfico da função y = + 1 desde x = 0 até x = 9 é igual a:
3
14 7 14
(A) 14 (B) (C) (D) 2 (E)
3 3 9

Solução:

r
x
A área entre o eixo X e o gráfico da função y = + 1 desde x = 0 até x = 9 é dada pela integral
3
definida:

9
Z r
x
+ 1 dx.
0 3

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168

Z r
x x
Primeiramente, vamos calcular a integral indefinida + 1 dx. Tomando u = + 1, temos que
3 3
dx
du = . Daı́,
3
3

r

Z r Z Z
x 1 u2 x 3
+ 1 dx = 3 u du = 3 u du = 3
2
3 = 2 u3 = 2 +1 .
3 2
3

Segue que
Z 9
r r r r
x x 3 i9 9 3 0 3
+ 1 dx = 2 +1 =2 +1 −2 + 1 = 14.
0 3 3 0 3 3

49) Petrobrás Distribuidora S.A.(2005) - Economista Júnior


1 2
y + 1 e pelas retas x = −2,
Considere a região S, do plano cartesiano, limitada pela parábola x =
3
y = −3 e y = 3. Qual o volume do sólido de revolução obtido ao girar-se a região S em torno da
reta x = −2?
504π 205π 225π 504π 227π
(A) (B) (C) (D) (E)
5 5 5 5 5

Atenção! Essa questão foi anulada! Por isso, não inclui o gabarito (A ou D).

Solução:

O volume V desejado é dado pela integral definida


Z 3 h 1  i2
2
V =π y + 1 − (−2) dy.
−3 3
Logo,
Z 3 1 Z 3 1 1
2
2 2 i3 
V =π y +3 dy = π y 4 + 2y 2 + 9) dy = π y 5 + y 3 + 9y =
−3 3 −3 4 45 3 −3

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169

h 1 2  1 2 i 504π
=π · 35 + · 33 + 9 · 3 − · (−3)5 + · (−3)3 + 9 · (−3) = .
45 3 45 3 5

50) Petrobrás Distribuidora S.A.(2005) - Economista Júnior



Z 3
x
Qual o valor de dx?
0 x2 +1
(A) 0 (B) 1 (C) ln 2 (D) ln 3 (E) ln 4

Solução:
Z
x
Primeiramente, vamos calcular a integral indefinida dx. Tomando u = x2 + 1, temos que
x2 +1
du = 2x dx. Daı́,
Z Z
x 1 du 1 1
2
dx = = ln u = ln(x2 + 1).
x +1 2 u 2 2
Segue que


Z 3
x 1 i√3 1 √ 1 1 1 1
2
2
dx = ln(x +1) = ln(( 3)2 +1)− ln(02 +1)= ln 4 = ln 22 = ·2 ln 2 = ln 2.
0 x +1 2 0 2 2 2 2 2

51) Petrobrás Distribuidora S.A.(2005) - Economista Júnior


Z ∞
A integral x e−x dx
0

(A) é divergente. (B) vale 0. (C) vale e−1 . (D) vale 1. (E) vale e.

Solução:
Z ∞ Z b
−x
Temos que x e dx = lim x e−x dx. Primeiramente, vamos calcular a integral indefinida
0 b→∞ 0
Z
x e−x dx. Para tal, vamos utilizar a técnica de Integração por partes. Denotando u = x e
Z
dv = e dx, temos que du = dx e v = e−x dx = −e−x . Daı́,
−x

Z Z Z Z
−x −x
xe dx = u dv = u · v − v du = x · (−e ) − −e−x dx = −x e−x − e−x .

Logo,
Z b ib
x e−x dx = −x e−x − e−x = (−b e−b − e−b ) − (0 e0 − e0 ) = −b e−b − e−b + 1.
0 0

Curso DSc Você no curso certo.


170

Segue que
Z b
b 1
lim x e−x dx = lim (−b e−b − e−b + 1) = − lim b
− lim b + lim 1.
b→∞ 0 b→∞ b→∞ e b→∞ e b→∞

b
Como lim b = lim eb = ∞, temos que aplicar a Regra de L’Hôpital para calcular lim :
b→∞ b→∞ b→∞ eb
b 1
lim b
= lim b = 0.
b→∞ e b→∞ e

1
Ainda, lim = 0 e lim 1 = 1. Portanto,
b→∞ eb b→∞
Z ∞ Z b
−x
x e dx = lim x e−x dx = 1.
0 b→∞ 0

52) Petrobrás(2011) - Geofı́sico Júnior - Fı́sica


dy
Uma solução da equação diferencial = 3xy − 2y é:
dx
3x2 3x2
−2x+1 +2x+1
(A) y = 3x − 2 (B) y = e 2 (C) y = e 2

2 +4x 2 −4x
(D) y = e3x (E) y = e3x

Solução:

Temos que:

dy 3x − 2 1
= 3xy − 2y = (3x − 2)y = 1 ⇒ dy = 3x − 2 dx.
dx y
y

Daı́,

3x2
Z Z
1 3x2
dy = 3x − 2 dx ⇒ ln y = − 2x + C ⇒ y = e 2 −2x+C ,
y 2

onde C é uma constante qualquer. Assim, tomando C = 1, obtemos

3x2
−2x+1
y=e 2 .

53) MEC(2009) - Professor de Matemática

Uma solução da equação diferencial y 0 = y + ex é tal que y(2) = 0. Então y(1) é igual a

(A) e2 (B) 2e2 (C) e (D) −e (E) −2e

Solução:

Curso DSc Você no curso certo.


171

Temos que

y 0 = y + ex ⇒ y 0 − y = ex ⇒ y 0 · (e−x ) − y · (e−x ) = (ex ) · (e−x ) ⇒ (ye−x )0 = 1.


Daı́,
Z Z
−x 0
(ye ) dx = 1 dx ⇒ ye−x = x + C ⇒ y = xex + Cex .

Como y(2) = 0, segue que C = −2. Logo, y = xex − 2ex e, portanto, y(1) = −e.

54) Petrobrás Distribuidora S.A.(2011) - Engenharia Quı́mica

Se y 2 dx − 3x dy = 0 com y(e) = 3, sendo e a base dos logaritmos naturais (e ∼


= 2, 71828), a
constante de integração vale
(A) ±1 (B) ±2 (C) ±3 (D) ±4 (E) ±5

Solução:

Temos que:

dy dx
y 2 dx − 3x dy = 0 ⇔ y 2 dx = 3x dy ⇔ 2
= .
y 3x
Daı́,

−1
Z Z
dy dx 1
= ⇒ = ln(x) + C 0 .
y2 3x y 3
C
Como C 0 é uma constante qualquer, podemos considerar C 0 = , onde C é uma constante qualquer.
3
Assim,

−1 1 1 C ln(x) + C −3
= ln(x) + C 0 = ln(x) + = ⇒ y= .
y 3 3 3 3 ln(x) + C
Como y(e) = 3, segue que

−3 −3
3= = ⇒ C = −2.
ln(e) + C 1+C
−3
Logo, y = .
ln(x) − 2
−3
Por outro lado, se tomarmos C = 2, temos que y = . Daı́,
ln(x) + 2

9 dy 3 dy
y2 = 2
e = 2
⇒ y 2 = 3x ⇒ y 2 dx − 3x dy = 0.
(ln(x) + 2) dx x(ln(x) + 2) dx

Curso DSc Você no curso certo.


172

−3
Portanto, y = também é uma solução para a equação diferencial y 2 dx − 3x dy = 0.
ln(x) + 2

55) Petrobrás Distribuidora S.A.(2011) - Engenharia Quı́mica

Uma curva y = y(x) é tal que a reta tangente em cada um de seus pontos passa pela origem. A
curva, então, satisfaz a equação diferencial
y −y x −x
(A) y 0 = (B) y 0 = (C) y 0 = (D) y 0 = (E) y 0 = y
x x y y

Solução:

Seja (x, y) um ponto dessa curva e seja r a reta tangente que passa por esse ponto. Como r
passa pela origem, temos que o ponto (0, 0) ∈ r. Se mr denota o coeficiente angular de r, então
y−0 y y
mr = = . Pela definição de derivada, mr = y 0 . Portanto, y 0 = .
x−0 x x

56) Petrobrás(2010) - Economia

(−1)n
A sucessão de números racionais cujo n-ésimo termo, an , é dada pela expressão an = , sendo
n
n um numero inteiro e positivo, é
(A) sempre positiva (B) decrescente
(C) crescente (D) tal que lim an = 1
n→∞

(E) limitada

Solução:

1
Temos que lim |an | = lim = 0. Logo, lim an = 0 e an é uma sucessão convergente.
n→∞ n→∞ n n→∞

Portanto, an é uma sucessão limitada.

57) Petrobrás(2011) - Estatı́stico Júnior


Considere a sequência de números reais definida por

a1 = 1 √
an+1 = 3 · an , ∀ n ∈ N

No que se refere ao seu comportamento quando n → +∞ , a sequência an é


(A) divergente (B) convergente e seu limite é igual a 3

(C) convergente e seu limite é igual a 3 (D) convergente e seu limite é igual a 1
(E) convergente e seu limite é igual a 0

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173

Solução:

Primeiramente, afirmamos que a sequência an é monótona crescente: a1 = 1 < 3 = a2 e, ∀ n ∈ N,
√ p
an < an+1 ⇒ 3 · an < 3 · an+1 ⇒ 3 · an < 3 · an+1 ⇒ an+1 < an+2 .
Ainda, a sequência an é limitada:

an < an+1 ⇒ an < 3 · an ⇒ a2n < 3 · an ⇒ a2n − 3 · an < 0 ⇒ 0 < an < 3.
Portanto, an é uma sequência convergente.
Seja L = lim an = lim an+1 . Então,
n→+∞ n→+∞

√ q √
lim an+1 = lim 3 · an = 3 · lim an ⇒ L = 3L ⇒ L = 0 ou L = 3.
n→+∞ n→+∞ n→+∞

Como an > 0, ∀ n ∈ N, e an é monótona crescente, segue que L = 3.

58) Petrobrás(2011) - Estatı́stico Júnior

Considere a função f : R2 → R, definida por f (x) = −x4 − y 4 + 4xy.


Sobre seus pontos crı́ticos, tem-se que
(A) (1,1) é um ponto de mı́nimo relativo. (B) (-1,-1) é um ponto de mı́nimo relativo.
(C) (0,0) é um ponto de máximo relativo. (D) (1,1) é um ponto de sela.
(E) (0,0) é um ponto de sela.

Solução:

∂f ∂f
Um ponto (a, b) é um ponto crı́tico de f se (a, b) = (a, b) = 0. Temos que:
∂x ∂y

∂f ∂f
= −4x3 + 4y e = −4y 3 + 4x.
∂x ∂y

Igualando essas derivadas parciais a zero, obtemos −x3 + y = 0 e −y 3 + x = 0. Tomando y = x3


na primeira equação e substituindo na segunda, obtemos −x9 + x = 0. Como

−x9 + x = −x(x8 − 1) = −x(x4 − 1)(x4 + 1) = −x(x2 − 1)(x2 + 1)(x4 + 1),

segue que (0, 0), (1, 1) e (−1, −1) são os pontos crı́ticos de f .
Para verificarmos se esses pontos são pontos de máximo relativo, mı́nimo relativo ou pontos de sela
(nem máximo, nem mı́nimo), devemos fazer o Teste da Derivada Segunda. Temos que

∂ 2f 2 ∂ 2f ∂ 2f
= −12x , = −12y 2 e = 4.
∂x2 ∂y 2 ∂y ∂x

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174

Daı́,
∂ 2f ∂ 2f h ∂ 2f i2
D(0, 0) = (0, 0) · 2 (0, 0) − (0, 0) = −16 < 0;
∂x2 ∂y ∂y ∂x

∂ 2f ∂ 2f h ∂ 2f i2
D(1, 1) = (1, 1) · (1, 1) − (1, 1) = 128 > 0 ;
∂x2 ∂y 2 ∂y ∂x

∂ 2f ∂ 2f h ∂ 2f i2
D(−1, −1) = (−1, −1) · (−1, −1) − (−1, −1) = 128 > 0.
∂x2 ∂y 2 ∂y ∂x

∂ 2f ∂ 2f
Ainda, (1, 1) = −12 < 0 e (−1, −1) = −12 < 0.
∂x2 ∂x2
Portanto, pelo Teste da Derivada Segunda, concluı́mos que (0, 0) é um ponto de sela de f e (1, 1)
e (−1, −1) são pontos de máximos relativos de f .

59) Petrobrás(2011) - Estatı́stico Júnior

x2 y2
Qual é o valor máximo atingido pela função f (x, y) = 2xy, quando restrita à elipse + = 1,
9 16
para x > 0 e y > 0?
(A) 4 (B) 7 (C) 12 (D) 14 (E) 24

Solução:

Para determinarmos tal valor máximo, vamos utilizar o Método dos Multiplicadores de Lagrange.
x2 y2
Assim, tomando g(x, y) = + , temos que encontrar os valores de x, y e λ que satisfaçam as
9 16
equações:
∂f ∂g 2x
(1) =λ ⇒ 2y = λ ⇒ 9y = λ x;
∂x ∂x 9
∂f ∂g 2y
(2) =λ ⇒ 2x = λ ⇒ 16x = λ y;
∂y ∂y 16

x2 y 2
(3) + = 1.
9 16
9y
Se λ = 0, então x = y = 0, o que contradiz a equação (3). Logo, λ 6= 0. Daı́, tomando x = na
λ
equação (1) e substituindo na equação (2), obtemos λ = ±12. Se λ = −12, então x < 0 ou y < 0,
9y 3y
o que contradiz o fato de x > 0 e y > 0. Logo, λ = 12 e x = = . Substituindo esse valor na
12 4 √
√ √ 3 2
equação (3), obtemos y = ±2 2. Como y > 0, segue que y = 2 2 e, daı́, x = . Portanto, a
√ 2
3 2 √ 
função f (x, y) = 2xy atinge seu valor máximo em f , 2 2 = 12.
2

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175

60) Petrobrás(2011) - Estatı́stico Júnior

Seja R a região do plano cartesiano limitada pela reta y = x, pelo eixo das ordenadas e pelas
circunferências x2 + y 2 = 4 e x2 + y 2 = 9 apresentada na figura acima. Qual é o valor da integral
Z Z
(x − y) dx dy ?
R

5 √ 5 √
(A) · (1 − 2) (B) · ( 2 − 1) (C) 0
2 2
19 √ 19 √
(D) · ( 2 − 1) (E) · (1 − 2)
3 3

Solução:

A região R considerada é dada por R = {(x, y); y ≥ x ≥ 0 e 4 ≤ x2 + y 2 ≤ 9}. Neste caso, utiliza-
remos as coordenadas polares:
π π
x = r cos(θ), y = r sen(θ) e r2 = x2 + y 2 , com ≤ θ ≤ .
4 2
n π π o
Assim, R = (r, θ); 2 ≤ r ≤ 3 e ≤ θ ≤ e
4 2
Z Z Z πZ 3
2
(x − y) dx dy = [r cos(θ) − r sen(θ)] r dr dθ.
π
R 4
2
Z 3
Primeiramente, vamos calcular [r cos(θ) − r sen(θ)] r dr:
2

3 3
r 3 i3
Z Z
2
[r cos(θ) − r sen(θ)] r dr = [cos(θ) − sen(θ)] r dr = [cos(θ) − sen(θ)] =
2 2 3 2
 33 23  19
= [cos(θ) − sen(θ)] − = [cos(θ) − sen(θ)].
3 3 3
Segue que
Z πZ 3 Z π
i π2
2 2 19 19
[r cos(θ) − r sen(θ)] r dr dθ = [cos(θ) − sen(θ)] dθ = [sen(θ) + cos(θ)] π =
π
4
2 π
4
3 3 4

" √ √ #
19 h  π  π  π   π i 19 2 2 19 √
= sen + cos − sen − cos = 1+0− − = (1 − 2).
3 2 2 4 4 3 2 2 3

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