Você está na página 1de 128

ECUS

Escola Cearense de Ultrassonografia

ULTRASSONOGRAFIA DO FIGADO

DR. JOVELINO- COIMBRA


PARTE II
EQUIPE ECUS
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

VARIANTES ANATÔMICAS
Lobo de Riedel:
Projeção inferior em forma de
“Lingua” do lobo direito do
fígado.
Normalmente encontrado em
mulheres magras.
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

VARIANTES ANATÔMICAS
Lobo esquerdo alongado
(the Beaver Tailed Liver):
Alongamento do lobo esquerdo
do fígado, que se sobrepõe ao
baço.
Normalmente encontrado em
mulheres magras.
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

VARIANTES ANATÔMICAS
Processo papilar do lobo
caudado:
Alongamento anteromedial do
lobo caudado.
Pode parecer separado do
figado, na região do hilo e
próximo da cabeça do pâncreas.
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

VARIANTES ANATÔMICAS
Processo papilar do lobo
caudado:
Pode confundir com
Alongamento anteromedial do
linfonodomegalia
lobo caudado.
Pode parecer separado do
figado, na região do hilo e
próximo da cabeça do pâncreas.
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

ALTERAÇÕES DIFUSAS
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

ALTERAÇÕES DIFUSAS
ECOGENICIDADE
Relacionado ao nível de brilho do parênquima.
Comparação com as paredes dos vasos portais.

ECOTEXTURA
Relacionado a homogeneidade
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

ALTERAÇÕES DIFUSAS
ECOGENICIDADE

Córtex renal < ou = Fígado < ou = Pâncreas


ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

ALTERAÇÕES DIFUSAS
OBSERVAR A TÉCNICA:
• Cuidado com a curva tempo/ganho
Boa visibilização do:
• Diafragma
• Lúmem dos vasos
• Das margens do órgão, sempre livrando 2 ou três
centímetros para não deixar passar lesões exofíticas.
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

ALTERAÇÕES DIFUSAS
Observamos no interior do fígado:
• Veias portais
• Veias hepáticas
Não observamos no interior do fígado (Apenas no
porta hepatis):
• Artérias hepáticas
• Ductos biliares
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

ALTERAÇÕES DIFUSAS
• Esteatose • Hepatite
• Cirrose/ • Trombose da veia
hipertensão porta
portal • Hemocromatose
• Esquistossomose • Doença de Wilson
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

ESTEATOSE HEPÁTICA
Distúrbio do metabolismo resultando no acúmulo de
triglicerídeos no interior dos hepatócitos.
Causa mais comum:
• Obesidade
Outras causas:
• Consumo excessivo de álcool
• Hiperlipidemia
• Diabetes
• hepatite severa
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

ESTEATOSE HEPÁTICA
• Precesso reversível
• Pode ser precursor para doenças crônicas
significativas e para carcinoma
hepatocelular
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

ESTEATOSE HEPÁTICA
• O aspecto ecográfico varia de acordo com
a quantidade de gordura depositada
• Focal ou difusa
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

ESTEATOSE HEPÁTICA
• Focal
• Difusa:
1.Leve ou grau I
2.Moderada ou grau II
3.Acentuada ou grau III
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

ESTEATOSE HEPÁTICA
Leve ou grau I
Mínimo aumento difuso da
ecogenicidade hepática,
com visualização
preservada do diafragma
e dos vasos intra-
hepáticos.
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

ESTEATOSE HEPÁTICA
Moderada ou grau II
Aumento moderado da
ecogenicidade hepática
difusamente, com pequeno
prejuízo da visualização do
diafragma e dos vasos
intra-hepáticos.
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

ESTEATOSE HEPÁTICA
Acentuada ou grau III
Aumento importante da
ecogenicidade hepática
difusamente, com atenuação
significativa nos segmentos
posteriores e visualização
prejudicada ou não
visualização dos vasos
hepáticos e do diafragma.
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

ESTEATOSE FOCAL/ÁREAS DE
PARÊNQUIMA PRESERVADO
• Áreas esteatóticas focais
• Áreas preservadas em meio a
esteatose difusa

Simulam lesões focais.


ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

E agora, como eu
vou saber se é uma
área de parênquima
preservado ou uma
lesão expansiva???
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

ESTEATOSE FOCAL/ÁREAS DE
PARÊNQUIMA PRESERVADO
• Bordas geográficas
• Não altera o curso ou o calibre dos vasos regionais
• Mudança rápida com o tempo.
• TC mostra área de baixa atenuação correspondente à
mesma região.
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

ESTEATOSE FOCAL/ÁREAS DE
PARÊNQUIMA PRESERVADO
Áreas mais comumente afetadas:
• Periportal(“Hilar pad”)
• Segmento IV
• Áreas adjacentes à vesícula biliar e ao ligamento falcifiorme
• Adjacente à superfície hepática
• Esteatose focal subcapsular
Diabéticos insulinodependentes
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

CIRROSE
“Processo difuso caracterizado por fibrose
e conversão da arquitetura hepática
normal em nódulos estruturalmente
anormais”
OMS
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

CIRROSE
MECANISMOS PATOLÓGICOS :
• Morte celular
• Fibrose
• Regeneração
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

CIRROSE Causas:
• Etilismo • colangite • fibrose cística
• hepatite viral esclerosante • casos crônicos da
crônica primária Sínd. de Budd-
• cirrose biliar • hemocromatose Chiari
(primária e • hemossiderose • ICC
secundária) • hepatopatia • outras
• doença de Wilson induzida por
drogas
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

CIRROSE
Classificação:
• Micronodular
Nódulos de 0,1 a 1 cm.
Alcolismo causa mais comum

• Macronodular
Nódulos variando de tamanho, até maiores que 5 cm.
Viral causa mais comum
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

CIRROSE

“Apenas 60% dos pacientes com cirrose têm


manifestações clínicas de doença hepática”

Cerri
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

CIRROSE Aspecto ecográfico:


• Hepatomegalia, com textura homogênea.
• Dimensões reduzidas, com aumento relativo do lobo caudado e
lobo esquerdo em relação ao direito.
• Esteatose hepática difusa.
• Heterogenicidade do parênquima.
• Retração progressiva do parênquima hepático.
• Irregularidade do contorno hepático, nodulação franca (nódulos
regeneração, fibrose e esteatose).
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

CIRROSE
NÓDULO de REGENERAÇÃO
• Tecido hepático normal
• Tendem a ser iso ou hipoecoicos com uma
fina borda ecogênica que corresponde a
tecido fibroadiposo conectivo
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

CIRROSE
NÓDULO DISPLÁSICO
• Células atípicas
• Fluxo portal
• Tendem a ser maiores
• Considerados pré-malignos
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

CIRROSE
HEPATOCARCINOMA
• Células malignas
• fluxo arterial
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

CIRROSE
Atrofia do lobo direito com hipertrofia compensatória
do lobo esquerdo (?).

Diâmetro transverso do lobo caudado = 0.65


Diâmetro transverso do lobo direito

Sens. – 43-84% Espec.- 100%


ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

CIRROSE
CONDIÇÕES ASSOCIADAS:
• Esplenomegalia
• Gamna gandy
• Ascite
• Hipertensão portal
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

HIPERTENSÃ0 PORTAL
A veia porta contribui com dois terços do fluxo hepático total

A oxigenação hepática é de 50% pela art. hepática e 50% pela


veia porta

O sistema venoso porta se comunica com o sistema venoso


sistêmico por anastomoses portossistêmicas
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

Principais Tributárias
da Veia porta
Esofágicas
Drenam para veia gástrica esquerda
Veia gástrica direita e esquerda
Drenam para veia porta
Veias gástricas curtas
Drenam fundo e porção superior da grande
curvatura do estômago para veia esplênica
ou suas tributárias
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

Principais Tributárias
da Veia porta
Veia esplênica
Recebe veia mesentérica inferior e se une a
mesentérica superior para formar a porta
Veia porta
Formada pela junção da mesentérica
superior e esplênica
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

ANASTOMOSES
PORTOSSISTEMICAS
Veias gástricas curtas
Comunicam-se com a veia ázigos através
das veias do fundo gástrico, cárdia e veias
esofágicas.
Veias paraumbilicais
Comunicam o ramo esquerdo da porta, pelo
lig. Falciforme, com as veias epigástricas na
região periumbilical, tributárias da veia ilíaca
interna e externa.
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

ANASTOMOSES
PORTOSSISTEMICAS
Tributárias esofágicas da gástrica
esquerda

Anastomosam-se com as veias


esofágicas e drenam para veia ázigos

Varizes gástricas e esofágicas


ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

ANASTOMOSES
PORTOSSISTEMICAS
Veias esplênicas e pancreáticas
Anatomosam-se na região retroperitoneal com a veia
renal esquerda
Veias subdiafragmáticas na área nua do
fígado
Correm pelos ligamentos hepáticos comunicando-se
com a veia do diafragma e veia torácica interna
direita
Veias peri-hilares e da vesícula biliar
Veia retal superior
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

HIPERTENSÃ0 PORTAL
Fluxo
Hepatopetal ou hepatofugal
Divisão didática
• Pré-hepática
• Intra-hepática
• Por aumento do fluxo
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

HIPERTENSÃ0
PRÉ-HEPÁTICA
Causa mais comum:
Trombose da veia porta
Colaterais hepatopetais
Trombose da veia esplênica
Pancreatite e tumores pancreáticos
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

HIPERTENSÃ0
INTRA-HEPÁTICA
Pré-sinusoidal
Esquistossomose, fibrose hepática congênita, sarcoidose e intoxicação por
arsênico.
Preservação da função hepática
Sinusoidal
Cirrose
Hepatite viral e cirrose biliar primária
Sinusoidal e pré-sinusoidal
Pós-sinusoidal
Sd. de Budd-Chiari, ICC grave
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

Rotina frente a
hipertensão portal
• Mensuração da veia esplênica • Varredura no omento menor
Medida <10 mm • Varredura no hilo hepático e
• Mensuração da veia vesícula biliar
mesentérica superior • Varredura do ligamento
Medida <10 mm falciforme
• Mensuração da veia porta • Varredura no espaço
Medida <13 mm hepatorrenal
Veia porta acima de 17 mm • Varredura do hilo esplênico
– varizes esofágicas
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

ESQUISTOSSOMOSE
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

ESQUISTOSSOMOSE
Hiperecogenicidade periportal/Fibrose periportal(73-100%)
Esquistossomose - lobo esquerdo (81%)
Cirrose - caudado
Esquistossomose não cursa com cirrose, porém pode estar associada a
alterações virais que levam a cirrose
Fibrose perivesicular (67-81%)
Esplenomegalia volumosa (90 a 100 %)
Aumento do calibre das veias porta (73%), esplênica (68%) e mesentérica
superior (42%)
Ascite geralmente não é observada na ausência de tombose portal e doenças
associadas.
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

ESQUISTOSSOMOSE
Achados ultrassonográficos
• Fígado aumentado de tamanho, sendo proeminente o lobo
esquerdo
• Textura do parênquima heterogênea, notando-se espessamento
significativo das paredes dos ramos portais, sendo mais
proeminente no hilo portal e na parede da vesícula biliar
• Trajeto da veia porta tortuoso.
• Baço aumentado de tamanho com textura do parênquima
homogênea.
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

HEPATITE
AGUDA
Tipo A e tipo E
Remissão completa ou raramente insuficiência hepática aguda
CRÔNICA
Anormalidades químicas por mais de 06 meses
Tipo B, C e D (associada a B)
Evoluem para doença hepática crônica
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

HEPATITE
Achados ultrassonográficos
• Maioria de aspecto normal,
mesmo nas crônicas
• Hepatomegalia
• Hiperecogenicidade portal
difusa e diminuição difusa da
ecogenicidade (Aspecto em
céu estrelado ou centrilobular)
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

HEPATITE
Achados ultrassonográficos
• Espessamento da parede da
vesícula biliar
• Linfonodos no hilo hepático e
tronco celíaco
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

HEPATITE
Achados ultrassonográficos
• Aspecto em céu estrelado ou centrilobular não é específico
• Hepatite aguda
• Insuficiência cardíaca aguda
• Leucemia/linfoma
• Choque tóxico
• 2% de indivíduos normais(Magros)
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

FALÊNCIA
HEPÁTICA FULMINANTE
Padrão heterogêneo, com
áreas hipoecoicas
entremeadas por áreas de
parêmquima preservado que
parecem hiperecoicas
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

TROMBOSE
DA VEIA PORTA Principais causas
• Aumento da resistência no fluxo • Complicações pós-operatórias
portal (derivação portocava)
• Cirrose (4,4%), • Pancreatite aguda e crônica
esquistossomose(6%) e Budd- • Trauma
Chiari • Desidratação e estado de
• Pieliflebite por apendicite choque
aguda, peritonite aguda • Distúrbio da coagulação
• Hepatocarcinoma (25%) ou
metástase hepática (1%), • Onfalite neonatal
carcinoma de pâncreas (invasão
ou compressão)
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

TROMBOSE
DA VEIA PORTA
Trombose parcial
Não causa hipertensão


Trombose total aguda ou


subaguda
Dilatação e trombos

ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

TROMBOSE
DA
 VEIA PORTA
Trombose crônica
Colateralização (cavernoma)

Trombose nos ramos intra-hepáticos


Trombo tumoral e não tumoral


ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

HEMOCROMATOSE
• Absorção excessiva do ferro
• Demanda excessiva
• transfusão freqüente - deposição principalmente no
sistema retículo-endotelial (RES)
• Se > 40 unidades transfundidas: então pode causar
hemocromatose(deposição de ferro não-RES)
• Anemia hemolítica
• Mielodisplasia
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

HEMOCROMATOSE
• Cirrose (micronodular)
• hepatocarcinoma (30%)
• Hepatomegalia (90%)
• esplenomegalia (50%)
• Aspecto “diabetes bronzeado”
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

DOENÇA DE WILSON
Doença autossômica recessiva rara
Deficiência de excreção biliar e excessiva absorção do cobre
Aspecto ecográfico
• Normal
• esteatose
• cirrose
• necrose hepática maciça
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

Então tem várias doenças


difusas que tem o mesmo
aspecto ecográfico
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

ALTERAÇÕES FOCAIS
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

CISTOS
CISTOS SIMPLES
• Paredes finas
• contornos bem definidos
• Anecóico
• reforço acústico
• Pode conter
• Finos septos
• Cuidado com aneurismas e fístulas
artériovenosas(Usar o Doppler)
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

CISTOS
CISTOS COMPLEXOS
cápsula fina ecos internos:
• hemorragia ou infecção em um cisto
• metástase mucinosa
• Cistadenoma
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

CISTOS
CISTOS COMPLEXOS
Cápsula espessada ou complexa,
também podem conter ecos
• Cisto hidático
• Cistadenocarcinoma
• Pseudocisto pancreático intra-
hepática (raro)
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

CISTOS
CISTOS COMPLEXOS
Lesão sólido / cístico 

Margem irregular, ecos internos +
debris / material sólido
• Abscesso
• Hematoma
• metástase necrótica
• hemangioma cavernoso
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

Cisto simples
Metástase
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

Cisto infectado

cistadenoma cistadenocarcinoma
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

Doença hepática
policística do adulto
• São oligo ou assintomáticos
• Pode acometer só o fígado, mas
comprometimento renal é mais comum
• Pelo menos 25 a 50% dos pacientes com doença
renal policíscica do adulto terão cisto hepático.
• Múltiplos cistos distribuídos difusamente,
alguns septados
• Insuficiência hepática e hipertensão
portal são raras
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

Hematomas hepáticos
• Hipoecóicos com margens pouco
definidas
• Hematoma agudo
Ecogênico
• Hematoma crônico
Áreas anecóicas
• Drenagem
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

Hematomas hepáticos
• Hipoecóicos com margens pouco
definidas
• Hematoma agudo
Ecogênico
• Hematoma crônico
Áreas anecóicas
• Drenagem
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

Hematomas hepáticos
• Hipoecóicos com margens pouco
definidas
• Hematoma agudo
Ecogênico
• Hematoma crônico
Áreas anecóicas
• Drenagem
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

Abscessos
Piogênicos (88%) amebianos e fúngicos (10 e 2%)
Vias hematogênicas (portal e arterial) e direta
50% polimicrobianos
E.coli, estreptococos aeróbios, estafilococos
aureus e/ou anaeróbios
Drenagem
Cicatriz residual hiperecóica
Amebianos
A cavidade pode persistir por meses após
tratamento clínico
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

Abscessos fúngicos
Mais comum candidíase
(imunocomprometidos)
Achados ecográficos:
“Roda dentro da roda”
Centro hipoecoide (fungo), halo intermediário
hiperecoico e zona periférica hipoecoica
“Olho de boi” ou em “alvo”
Centro hiperecoico (cél. Inflamatórias) e halo
hipoecoico
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

Cistos hidáticos
Echinococcus granulosus
Aspecto ecográfico
• Cistos simples
• Endocisto descolado
• Cistos satélites
• Massa calcificada
• “Casca de ovo”

ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

Hemangiomas
Tumor benigno mais comum
Únicos e menores que 05 cm
Localização mais superficial e nos segmentos
posteriores direitos
Lesões degenerativas – hemangiomas
maiores
Menores que 04 cm são assintomáticos
Algumas vezes associada a icterícia obstrutiva
Pediátrico – quadro de consumo de fatores
de coagulação e hemangiomas
ICC por fístulas
Podem mudar de ecogenicidade com a
mudança do decúbito
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

Hemangiomas
Aspecto ecográfico
Hiperecogênicas
Hemangioma x esteatose
Lesões maiores heterogêneas
Doppler – ausência de sinal
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

Adenoma
Mulheres que usam ou usaram contraceptivos orais a longo prazo
Relacionado também com:
Esteróides anabolizantes, doenças de armazenamento de glicogênio e síndrome
metabólica
Fatores de risco para desenvolvimento e progressão
Diabetes mellitus, resistência à insulina, dislipidemia e obesidade.

Homens com síndrome metabólica correm um risco muito maior(10 vezes


mais chances do que mulheres) de degeneração maligna de adenomas do
fígado
Outros fatores de risco para degeneração são:
uso de androgênio, tumores grandes (> 5 cm) e subtipo histológico (mutação β-
catenina)
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

Adenoma
Adenomatose: mais de 10 adenomas disseminados no parênquima
hepático.
Pequenos HCAs (<5cm) são geralmente assintomáticos;
Lesões grandes (6-30 cm) podem determinar desconforto ou dor no hipocôndrio
direito devido à tensão na cápsula do fígado.
Ultrassonografia
Lesões hiperecóicas homogêneas devido à gordura difusa e marcada nas lesões (não
tanto ecogênicas como alguns hemangiomas)
Os HCAs também aparecem como nódulos hiperecogênicos e heterogêneos na
ultrassonografia.
Sinais Doppler são comumente vistos e podem mimetizar artérias centrais.
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

Hiperplasia nodular focal


Segundo tumor hepático benigno mais comum (8% a 9% de todos os tumores hepáticos
primários).
Origem provavelmente se deve à presença de uma anormalidade vascular (seja de sangue
arterial portal ou hepático) que, sob estimulação hormonal, determina o crescimento de
uma massa que representa uma malformação hamartomatosa.
Mulheres - mais frequente no sexo feminino (8: 1) e na terceira e quinta décadas, algumas
vezes com história de consumo de contraceptivos orais.
Comportamento – Frequentemente são achados incidentais, geralmente assintomáticos,
ou podem determinar dor abdominal vaga (10-15%) se forem muito grandes (> 5 cm) ou
pedunculados.
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

Hiperplasia nodular focal


Lesões com mais de 5 cm freqüentemente apresentam uma cicatriz fibrosa central que
consiste em tecido conjuntivo fibroso, proliferação colangiocelular e vasos malformados
(artérias, capilares e veias).
Ultrassonografia

A HNF é geralmente lobulada isoecóica ou levemente hipoecóica (especialmente no fígado
esteatótico); halo hipoecoico pode ser observado. 

Em 20% dos casos, uma cicatriz central, ligeiramente hiperecóica, pode ser visualizada. No
exame Doppler colorido, uma artéria central de alimentação com uma roda estrelada pode
ser identificada
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

Hamartomas
biliares
• Tumor benigno do epitélio biliar
• Complexo de Von Meyenburg e
adenomas biliares
• Menores que 05 mm (1mm a 1 cm)
• Pequeno aglomerado de ducto biliares
maduros circundados por tecido fibroso
Reverberação (cristais de colesterol),
hipoecóicas ou em “alvo”
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

Hamartomas
biliares
• Relação com colangiocarcinoma


• Diagnóstico incidental

• Processo reativo à lesão
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

GRANULOMAS
• Correlacionados com:
• Tuberculose
• Sarcoidose
• Cirrose biliar primária

• Ultrassonografia
• Se calcificado foco hiperecoico
com sombra
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

Hepatocarcinoma
CAUSAS
80% associados a cirrose
Alcoólica
Viral (B e/ou C)
Com ou sem cirrose
Carcinógenos
Aflatoxina e Thorotrast
Hemocromatose
Doenças de armazenamento
Doença de Wilson
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

CARCINOMA
FIBROLAMELAR
• Subtipo histológico do hepatocarcinoma.
• Encontrados em pacientes mais jovens
(adolescentes e adultos jovens)
• Sem coexistência de doença hepática
• A alfafetoproteína sérica níveis
geralmente são normais
• Calcificações puntiformes e cicatriz
central são mais comuns que nos
hepatocarcinomas
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

Linfoma
• Primário (raro) ou secundário
• Secundário
Hodgkin (60%) Não-Hodgkin (50%)
• Primários são geralmente tipo não-Hodgkin
• Massas, nódulo (primário) ou difusa (secundário)
• Primário
Nódulo hipoecogênico com traves hiperecogênicas
Podem apresentar conteúdos císticos (hemorragias e necrose)
• Secundário (difuso)
Hepatomegalia e alteração da ecogencidade
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

Metástases
hepáticas
Tumores hepáticos malignos mais comuns
Múltiplas (90 a 98%)
Colorretais, gástricas e pâncreas podem ser únicas (12-17%)
Fígado + baço
Linfoma ou melanoma
Segundo lugar mais frequente de metástases
Primeiro linfonodos
Mais comum colon, gástrico, pâncreas, mama e pulmão, vesícula
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

Metástases
hepáticas METASTASES ECOGÊNICAS
Gastrointestinal
Carcinoma Hepatocelular
Vascular primários
Carcinoma ilhotas pancreáticas
Carcinóide
Coriocarcinoma
Carcinoma de células renais
METASTASES HIPOECOICAS
Mama
Pulmão
Limfoma
Esôfago, estômago e pâncreas
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

Metástases
hepáticas OLHO-DE-BOI OU EM ALVO
Pulmão
METASTASES CALCIFICADAS
Adenocarcinoma mucinoso(Mais frequente)
Sarcoma osteogênico
Condrosarcoma
Teratocarcinoma
Neuroblastoma
METASTASES CÍSTICAS
Sarcoma cístico
Cistadenocarcinoma do ovário e pâncreas
Carcinoma mucinoso do cólon
PADRÃO INFILTRATIVO
Mama, Pulmão e Melanoma
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

Metástases
hepáticas
Disseminação
Circulação portal, art. hepática, linfáticos, extensão direta ou
tanscelômica.
Mais comum
Colorretal
Intestino delgado
Carcinóide
Pediátrico
Neuroblastoma, em segundo Wilms
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

E agora, como eu vou


diferenciar estes
nódulos todos
Localização e tamanho

Ecogenicidade
• Iso ou hiperecóico – tende benignidade
• Hipoecóico – tende malignidade
Halo
Passos

• Ausente em lesões iso ou hiperecóicas – tende
Ecografia benignidade
• Presente em lesões iso ou hiperecóicas – tende
malignidade

Doppler
• Sem fluxo/ fluxo venoso – tende benignidade
• Fluxo arterial – tende malignidade
Características que demandam prosseguir investigação:

Halo hipoecóico
• Circundando massas iso ou hiperecogênicas.

Massas sólidas hipoecóicas

Lesões • Característica ecográfica significativa

hepáticas Várias massas sólidas

• Pode representar metástase ou lesões malignas multifocais.


• Lembrar que hemangiomas também podem se apresentar assim

História clínica
• Câncer, hepatopatia crônica ou hepatite.
ECUS
Escola Cearense de Ultrassonografia

Descrever e topografar as lesões

Raciocinar com base nos dados clínicos

Sugerir hipóteses diagnósticas