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Johnny Alf

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Johnny Alf

Informação geral
Nome completo Alfredo José da Silva
Nascimento 19 de maio de 1929
Morte 04 de março de 2010 (80 anos)
Nacionalidade brasileira
Gênero(s) MPB, samba-jazz, bossa nova[1]
Instrumento(s) piano
Johnny Alf, nome artístico de Alfredo José da Silva (Rio de Janeiro, 19 de maio de
1929 — Santo André, 4 de março de 2010), foi um compositor, cantor e pianista
brasileiro.

Índice
1 Carreira
2 Discografia
2.1 Participações especiais
3 Referências
4 Bibliografia
5 Ligações externas
Carreira

Em 1972.
Perdeu o pai, cabo do exército, aos três anos de idade. Sua mãe trabalhava em casa
de uma família na Tijuca e o criou sozinha. Seus estudos de piano começaram aos
nove anos, com Geni Borges, amiga da família para a qual sua mãe trabalhava.

Após o início na música erudita, começou a se interessar pela música popular,


principalmente trilhas sonoras do cinema norte-americano e por compositores como
George Gershwin e Cole Porter. Aos 14 anos, formou um conjunto musical com seus
amigos de Vila Isabel, que tocavam na praça Sete (atual praça Barão de Drummond).
Estudou no Colégio Pedro II. Entrando em contato com o Instituto Brasil-Estados
Unidos, foi convidado para participar de um grupo artístico. Uma amiga americana
sugeriu o nome de Johnny Alf.

Em 1952, Dick Farney e Nora Ney o contratam como pianista da nova Cantina do César,
de propriedade do radialista César de Alencar, iniciando assim sua carreira
profissional. Mary Gonçalves, atriz e Rainha do Rádio, estava sendo lançada como
cantora, e escolheu três canções de Johnny: Estamos sós, O que é amar e Escuta para
fazerem parte do seu longplay Convite ao Romance.

Foi gravado seu primeiro disco em 78 rpm, com a música Falsete de sua autoria, e De
cigarro em cigarro (Luís Bonfá). Tocou nas boates Monte Carlo, Mandarim, Clube da
Chave, Beco das Garrafas, Drink e Plaza. Duas canções se destacaram neste período:
Céu e mar e Rapaz de bem (1953), ambas de melodia e harmonia consideradas
revolucionárias, precursoras da bossa nova.

Em 1955 foi para São Paulo, tocando na boate Baiuca e no bar Michel, com os
iniciantes Paulinho Nogueira, Sabá e Luís Chaves. Em 1962 voltou ao Rio de Janeiro,
se apresentando no Bottle's Bar, junto com o conjunto musical Tamba Trio, Sérgio
Mendes, Luís Carlos Vinhas [2] e Sylvia Telles. Apresentava-se no Litlle Club e
Top, o conjunto formado por Tião Neto (baixista) e Edison Machado (baterista).

Em 1965 realizou uma turnê pelo interior paulista. Tornou-se professor de música no
Conservatório Meireles, de São Paulo. Participou do III Festival da Música Popular
Brasileira em 1967, da TV Record - Canal 7, de São Paulo, com a música Eu e a
brisa, tendo como intérprete a cantora Márcia (esposa de Silvio Luiz). A música foi
desclassificada, porém se tornando um dos maiores sucessos de sua carreira.

Em seus últimos anos de vida Johnny raramente se apresentava, em razão de problemas


de saúde. Esteve apenas na abertura das exposições dedicadas aos 50 anos da bossa
nova na Oca, em 2008,[3] e, em janeiro de 2009, no Auditório do SESC Vila Mariana,
em São Paulo.[4][5] Na mostra sobre os 50 anos da bossa nova, Alf teve um encontro
virtual com nomes como Tom Jobim, Frank Sinatra, Ella Fitzgerald e Stan Getz. O
artista tocava piano com as projeções dos colegas, já mortos, para um filme que foi
exibido ao longo do evento. Segundo o curador da mostra, Marcello Dantas, Johnny
Alf foi "o caso clássico do artista que não teve o reconhecimento a altura de seu
talento. Alf foi um gênio e teve participação na história da nossa música".[6]

O compositor não tinha parentes. Vivia em um asilo em Santo André. Seu último show
foi em agosto de 2009, no Teatro do Sesi, em São Paulo, ao lado da cantora Alaíde
Costa.[7]

Faleceu aos 80 anos no hospital estadual Mário Covas, em Santo André (SP), onde,
durante três anos, se tratou de um câncer de próstata. Ele vivia em uma casa de
repouso na cidade.[8][9][10]

Segundo o jornalista Ruy Castro, Johnny Alf foi o "verdadeiro pai da Bossa Nova".
Tom Jobim, outro dos primeiros artistas da Bossa Nova, admirava Johnny Alf a ponto
de apelidá-lo de "Genialf".[11]

Discografia
1952 - Johnny Alf
1952 - Convite ao Romance - Mary Gonçalves
1954 - Johnny Alf (78 rpm)
1955 - Johnny Alf (78 rpm)
1958 - Johnny Alf (78 rpm)
1961 - Rapaz de bem (longplay)
1964 - Diagonal (Lp)
1965 - Johnny Alf - arranjos de José Briamonte
1968 - Johnny Alf e Sexteto Contraponto
1971 - Ele é Johnny Alf
1972 - Johnny Alf - compacto duplo
1974 - Nós
1978 - Desbunde total
1986 - Johnny Alf - Eu e a brisa
1988 - O que é amar
1990 - Olhos Negros - participação Gilberto Gil,Chico Buarque,Caetano Veloso,
Roberto Menescal, Leny Andrade, Márcio Montarroyos e outros.
1997 - Johnny Alf e Leandro Braga - Letra e música Noel Rosa
1998 - Cult Alf - Johnny Alf - gravado ao vivo
1999 - As sete palavras de Cristo na Cruz - Dom Pedro Casaldáliga
2001 - Johnny Alf - Eu e a Bossa - 40 anos de Bossa Nova
2002 - Johnny Alf - Mais um som / Sings and plays with his quintet
Participações especiais
1975 - 100 anos de Música Popular Brasileira - Projeto Minerva - série de oito
álbuns produzidos e apresentado por Ricardo Cravo Albin, gravados ao vivo na rádio
MEC do Rio de Janeiro. Cantando ao lado de Alaíde Costa e Lúcio Alves.
1976 - Trilha sonora da telenovela Anjo Mau, da Rede Globo, com a música O que é
amar.
1998 - O show Noel Rosa - Letra e música, lançando um compact disc com o mesmo
nome, foi realizado no Sesc Pompeia, em São Paulo. Incluindo a canção Noel, Rosa do
Samba, de Paulo César Pinheiro.
2004 - CD Dois Corações, da cantora mineira Fernanda Cunha. No Cd os "dois
corações" são Johnny Alf e Sueli Costa, uma das mais importantes compositoras
brasileiras, que também faz participação especial com piano e voz.