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Escore de risco

Medicamentos na prática da farmácia clínica

A monitoração farmacêutica é um processo contínuo cujo objetivo é identificar e


resolver problemas relacionados com os medicamentos, e a utilização de uma
metodologia padronizada é requisito básico para a realização de intervenções.

Em razão da necessidade de racionalizar o recurso farmacêutico clínico em um


centro assistencial, é necessário selecionar os pacientes, priorizando aqueles com
maior risco de desenvolver problemas relacionados com medicamentos. Foi
elaborado um instrumento de avaliação de fatores de risco farmacoterapêutico, o
escore de risco farmacêutico, de acordo com o perfil dos pacientes hospitalizados
para realizar o direcionamento da necessidade de acompanhamento farmacêutico
(Conforme a tabela abaixo).

Em termos de necessidade de assistência farmacêutica direta, o escore pode ser


utilizado para caracterização de grupos de risco, auxiliando os farmacêuticos
hospitalares a dirigir, de forma mais adequada e mais ampla, seu trabalho. O objetivo
do escore é separar, de maneira eficiente, os pacientes, de acordo com a necessidade
de acompanhamento, prestando assistência farmacêutica àqueles cuja patologia de
base ou problema apresentado exija cuidados farmacêuticos especializados e para
os quais existam fatores de risco farmacológico associado.

O tipo de acompanhamento varia conforme o resultado do escore:

ESCORE ALTO
Acompanhamento diário da prescrição médica, análise de interações medica-
mentosas e incompatibilidades e busca ativa de reações adversas a cada dois
dias.

ESCORE MODERADO
Acompanhamento diário da prescrição médica, análise de interações medica-
mentosas e incompatibilidades e busca ativa de reações adversas a cada três
dias.

ESCORE BAIXO
Acompanhamento diário da prescrição médica.

Classificação de fatores de risco para definição de


acompanhamento em pacientes hospitalizados

Pontuação Condições do paciente

Paciente faz uso de:

1 0-5 medicamentos
2 6-10 medicamentos
3 11-15 medicamentos
4 ≥ 16 medicamentos

Medicamentos de uso intravenoso:

0 Nenhum

1 1-3

2 4 ou mais

Medicamentos potencialmente perigosos:

0 Não faz uso


1 Faz uso de 1
2 Faz uso de 2 ou mais

Situação aonde o paciente:

0 Não está com sonda


1 Está com SNE, SNG, VJ, SOE ou VG
2 Está com nutrição parenteral total (NPT)

Idade do paciente:

2 0-14 anos

1 15-65 anos

2 Mais de 65 anos

Paciente apresenta problemas renais e/ou hepáticos:

1 Sim

0 Não

Paciente apresenta problemas cardíacos e/ou pulmonares:

1 Sim
0 Não
Paciente é imunossuprimido e/ou imunocomprometido:

2 Sim
0 Não

Aplicação dos critérios de definição para acompanhamento:


Mais de 9: Alto Risco
Pacientes com fatores de risco elevados, necessitando de prioridade no acompanhamento.

Entre 5 e 8: Risco Moderado


Pacientes intermediários. Necessitam de acompanhamento, mas não emergencial.

Menos de 4: Baixo Risco


Pacientes que devem ser apenas observados e monitorados.

Complementando, a tabela abaixo mostra as áreas com maior e menor grau de


complexidade dos pacientes e a classificação de risco:

Classificação de risco relacionado com a unidade

Risco Número Unidade


Absoluto (%)

Oncologia pediátrica
Alto 398 (27,6) Unidade de terapia intensiva pediátrica
Centro de tratamento intensivo adulto

Unidades clínicas e cirúrgicas


Moderado 612 (42,4) Unidade de ambiente protegido
Unidade de tratamento intensivo neonatal

Internação pediátrica
Baixo 432 (29,9) Psiquiatria

Referência bibliográfica: Medicamentos na prática da farmácia clínica – Organizadores: Luciana dos


Santos, Mayde Seadi Torriani e Elvino Barros – Porto Alegre: Artmed, 2013. Páginas 83 a 85.

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