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CAPACITAÇÃO EM NR-10 SEP

Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade

Módulo: RECICLAGEM COMPLEMENTAR


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SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO ................................................................................................................... 5
1 INTRODUÇÃO ...................................................................................................................... 5
2 ORGANIZAÇÃO DO SISTEMA ELÉTRICO DE POTÊNCIA - SEP ...................................... 8
2.1 Estrutura de um Sistema Elétrico de Potência ............................................................... 9
2.1.1 A distribuição de energia ......................................................................................... 9
2.1.2 Redes de Energia Elétrica ..................................................................................... 11
2.1.3 As linhas (redes) de transmissão........................................................................... 11
2.1.4 Subestações de transmissão ................................................................................. 12
2.1.5 O sistema físico de distribuição (redes de energia elétrica urbanas) ..................... 13
2.1.6 As redes de distribuição ........................................................................................ 13
2.1.7 Subestação de distribuição .................................................................................... 15
2.1.8 Transformador de distribuição ............................................................................... 15
2.2 Características do Sistema Elétrico Brasileiro .............................................................. 16
2.2.1Sistema Interligado Nacional - SIN ......................................................................... 16
2.2.2 Transmissão de Energia Elétrica no Brasil ............................................................ 16
2.2.3 Sistemas de Distribuição no Brasil ........................................................................ 17
2.3 Características dos Sistemas Elétricos de Potência .................................................... 18
2.3.1 Representação do Sistema Elétrico ....................................................................... 19
3 ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO ....................................................................................... 24
3.1 Programação e Planejamento dos Serviços ................................................................ 24
3.2 Trabalho em Equipe ..................................................................................................... 24
3.3 Prontuário e Cadastro das Instalações ........................................................................ 25
3.4 Métodos de Trabalho ................................................................................................... 25
3.4.1 Definição e Objetivos ............................................................................................. 26
3.5 Comunicação ............................................................................................................... 26
4 ASPECTOS COMPORTAMENTAIS ................................................................................... 27
4.1 Comportamento Seguro ............................................................................................... 27
4.1.1 Aspectos individuais .............................................................................................. 27
5 CONDIÇÕES IMPEDITIVAS PARA SERVIÇOS ................................................................ 29
6 RISCOS TÍPICOS NO SEP E SUA PREVENÇÃO ............................................................. 30
6.1 Proximidade e Contatos com Partes Energizadas ....................................................... 30
6.2 Indução Eletromagnética .............................................................................................. 30
6.3 Descargas Atmosféricas .............................................................................................. 32
6.3.1 Descarga atmosférica transversal ......................................................................... 32
6.3.2 Descarga atmosférica longitudinal ......................................................................... 33
6.4 Estática ........................................................................................................................ 33
6.5 Campos elétricos e Magnéticos ................................................................................... 33
6.6 Trabalhos em Altura, máquinas e equipamentos especiais ......................................... 34
6.6.1 Procedimentos ....................................................................................................... 35
6.6.2 Escadas ................................................................................................................. 36
6.6.3 Cesta Aérea ........................................................................................................... 39
6.6.4 Máquinas e Equipamentos Especiais .................................................................... 39
7 TÉCNICAS DE ANÁLISE DE RISCO NO SEP ................................................................... 41
7.1 Conceitos Básicos ........................................................................................................ 41
7.1.1 Perigo .................................................................................................................... 41
7.1.2 Risco ...................................................................................................................... 41
7.1.3 Análise de Riscos .................................................................................................. 42
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7.1.4 Avaliação de riscos ................................................................................................ 42


7.1.5 Gerenciamento de Riscos...................................................................................... 43
7.1.6 Níveis de risco ....................................................................................................... 43
7.2 Desenvolvimento de estudos de análise de riscos ....................................................... 43
7.2.1 Caracterização da empresa ................................................................................... 43
7.2.2 Identificação de perigos ......................................................................................... 43
7.2.3 Estimativa de consequências e de vulnerabilidade ............................................... 46
7.2.4 Estimativa de frequências ...................................................................................... 47
7.2.5 Estimativa de riscos ............................................................................................... 47
7.2.6 Avaliação e gerenciamento de riscos .................................................................... 47
8 PROCEDIMENTOS DE TRABALHO - ANÁLISE E DISCUSSÃO ...................................... 48
8.1 Objetivo do Procedimento ............................................................................................ 48
8.2 Abrangência ................................................................................................................. 48
8.3 Documento de Referência............................................................................................ 49
8.4 Definições .................................................................................................................... 49
8.5 Procedimentos ............................................................................................................. 49
8.6 Responsabilidades ....................................................................................................... 50
8.7 Equipamentos de Proteção .......................................................................................... 51
8.8 Treinamento ................................................................................................................. 52
9 TÉCNICAS DE TRABALHO SOB TENSÃO ....................................................................... 53
9.1 Em Linha Viva .............................................................................................................. 53
9.2 Método ao Contato ....................................................................................................... 53
9.3 Método ao Potencial ..................................................................................................... 53
9.4 Método a Distância....................................................................................................... 53
9.5 Em Áreas Internas........................................................................................................ 53
9.6 Trabalhos Noturnos ...................................................................................................... 53
10 EQUIPAMENTOS E FERRAMENTAS DE TRABALHO ................................................... 55
11 SISTEMAS DE PROTEÇÃO COLETIVA .......................................................................... 56
11.1 Dispositivos de Seccionamento.................................................................................. 56
11.1.1 Chaves Fusíveis .................................................................................................. 56
11.1.2 Chaves Facas ...................................................................................................... 57
11.2 Dispositivos de Isolação Elétrica ................................................................................ 57
11.3 Dispositivos de Travamento ....................................................................................... 57
11.4 Aterramento Elétrico ................................................................................................... 58
11.4.1 Aterramento elétrico fixo em Equipamentos ........................................................ 58
11.4.2 Aterramento Fixo em Redes e Linhas ................................................................. 58
11.4.3 Aterramento Fixo em Estais................................................................................. 59
11.4.4 Aterramento de Veículos ..................................................................................... 59
11.4.5 Aterramento Temporário e Equipotencialização .................................................. 59
11.5 Dispositivos de Sinalização ........................................................................................ 60
11.6 Outros Dispositivos .................................................................................................... 61
12 EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL - EPI .................................................... 62
12.1 Proteção dos Olhos e Face ........................................................................................ 62
12.2 Proteção da Cabeça ................................................................................................... 62
12.3 Proteção Auditiva ....................................................................................................... 63
12.4 Proteção dos Membros Superiores ............................................................................ 64
12.5 Proteção dos Membros Inferiores .............................................................................. 65
12.6 Proteção Contra Quedas Com Diferença de Nível ..................................................... 67
12.6.1 Esporas ............................................................................................................... 67
12.6.2 Escadas ............................................................................................................... 67
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12.6.3 Cestas Aéreas ..................................................................................................... 67


12.6.4 Cinturão de segurança tipo para-quedista ........................................................... 68
12.6.5Dispositivo trava quedas ....................................................................................... 69
12.7 Proteção Respiratória ................................................................................................. 69
12.8 Dispositivos de Manobra ............................................................................................ 69
12.8.1 Varas de Manobra ............................................................................................... 70
12.9 Bastões ...................................................................................................................... 70
12.10 Instrumentos de Detecção de Tensão e Ausência de Tensão ................................. 71
13 POSTURAS E VESTUÁRIOS DE TRABALHO ................................................................ 72
13.1 Vestimenta de proteção tipo condutiva ................................................................... 72
13.2 Vestimenta de proteção contra arco elétrico........................................................... 72
14 SEGURANÇA COM VEÍCULOS E TRANSPORTE DE PESSOAS, MATERIAIS E
EQUIPAMENTOS .................................................................................................................. 75
15 SINALIZAÇÃO E ISOLAMENTO DE ÁREAS DE TRABALHO ......................................... 76
15.1 Cone de Sinalização ............................................................................................... 76
15.2 Fita de Sinalização ................................................................................................. 76
15.3 Correntes para sinalização em ABS ....................................................................... 76
15.4 Grade Metálica Dobrável ........................................................................................ 77
15.5 Placas: .................................................................................................................... 77
15.6 Situações de sinalização de segurança .................................................................. 79
16 LIBERAÇÃO DE INSTALAÇÃO PARA SERVIÇO E PARA OPERAÇÃO E USO ............ 80
17 TREINAMENTO EM TÉCNICAS DE REMOÇÃO, ATENDIMENTO, TRANSPORTE DE
ACIDENTADOS ..................................................................................................................... 82
17.1 Transporte em Maca .................................................................................................. 82
17.2 Transporte sem Maca ................................................................................................ 85
17.2.1 Transporte com Um Socorrista ............................................................................ 85
17.2.2 Transporte com Dois Socorristas......................................................................... 85
17.2.3 Transporte com Três Socorristas......................................................................... 87
17.2.4 Transporte com Quatro Socorristas ..................................................................... 87
18 ACIDENTES TÍPICOS ...................................................................................................... 88
18.1 Exemplos de Acidentes Típicos com Eletricidade. ................................................. 88
19 RESPONSABILIDADES ................................................................................................... 90
19.1 SESMT - Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do
Trabalho. ........................................................................................................................ 90
19.2 PPRA - Programa de Prevenção de Riscos Ambientais ......................................... 92
19.3 PCMSO - Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional........................... 93
19.4 CIPA - Comissão Interna de Prevenção de Acidentes ........................................... 93
20 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.................................................................................. 95
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APRESENTAÇÃO

O Curso tem como objetivo atender as exigências do novo texto da Norma Regulamentadora
nº 10 Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade. Conforme a NR-10, que foi publicada
na Portaria 508, de 29 de abril de 2016, e estabelece diretrizes básicas para implantação de medidas
de controle e sistemas preventivos de segurança e saúde, de forma a garantir a segurança dos
trabalhadores que, direta ou indiretamente, interagem em instalações elétricas e serviços com
eletricidade.
Deste modo, a NR-10 possui uma área de aplicação bastante abrangente, desde indústrias e
instalações comerciais, até mesmo instalações residenciais, em que o profissional atuante na área
de eletricidade deverá estar capacitado e orientado a seguir os itens da norma aplicados à sua
função.
As fases de aplicação da NR-10 se estendem desde a geração, transmissão até distribuição
de consumo de eletricidade, incluindo-se etapas de projeto, de construção, de montagem, de
operação e de manutenção das instalações elétricas e quaisquer trabalhos realizados em suas
proximidades.
O curso da NR-10 apresentado capacitará os participantes para prevenção, controle e
medidas a serem tomadas em acidentes com eletricidade, atendendo ao novo texto da NR-10,
credenciando-os para a execução de trabalhos em instalações elétricas.

1 INTRODUÇÃO

A energia elétrica, desde a sua descoberta, sempre ocupou lugar de destaque, tendo em vista
a dependência da qualidade de vida e do progresso econômico da qualidade dos serviços elétricos
que, por sua vez, dependem de como as empresas de eletricidade projetam, operam e mantêm os
sistemas elétricos de potência.
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Figura 1 Importância da eletricidade para a sociedade.

A energia elétrica proporciona à sociedade conforto, comodidade e praticidade, conduzindo a


sociedade moderna a se tornar cada vez mais dependente de seu fornecimento e mais suscetível às
falhas do sistema elétrico. Esta dependência dos usuários vem se traduzindo em exigências por
melhor qualidade de serviço.
Os crescimentos da população mundial e da economia nos países em desenvolvimento
implicam, necessariamente, no aumento do consumo de energia, porém a produção de energia deve
seguir os conceitos de desenvolvimento sustentável e de responsabilidade ambiental.
No Brasil, as fontes primárias que se transformam em eletricidade são predominantemente de
origem hidráulica estando os locais produtores em regiões quase sempre distantes dos centros
consumidores. Com isso, são necessárias grandes extensões de linhas de transmissão e instalações
para repartir e distribuir a energia nos centros de consumo.
Segundo o balanço energético nacional 2010, fornecido pela EPE - Empresa de Pesquisa
Energética, a geração de energia elétrica no Brasil em centrais de serviço público e auto produtores
atingiu 466,2 TWh em 2009, resultado 0,7% superior ao de 2008.
A energia elétrica permanece como principal contribuição de centrais de serviço público, com
87,8% da geração total. Nestas, a principal fonte é a energia hidráulica, que apresentou elevação de
4,9% na comparação com 2008, em função do regime hidrológico favorável observado no período.
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Figura 2 Estrutura da oferta interna de energia elétrica Brasil 2009


Notas: 1 Inclui gás de coqueria; 2 Biomassa inclui lenha, bagaço de cana, lixívia e outras recuperações

Pode-se observar que, em 2009, o Brasil apresentou uma matriz de geração elétrica de
origem predominantemente renovável, sendo que a geração interna hidráulica responde por
montante superior a 76% da oferta.
Segundo a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), a capacidade instalada no Brasil
em 2010 chegou a 112.398,49 Megawatts (MW) provenientes de 2.336 usinas hidrelétricas,
termelétricas, eólicas, nucleares, pequenas centrais hidrelétricas e centrais geradoras hidrelétricas. O
crescimento da potência em relação a 2009 foi de 5,7%. Nos últimos 10 anos, o acréscimo foi de
50,1%.
O atendimento dos aspectos de simultaneidade de produção e consumo, exigindo instalações
dimensionadas para a ponta de carga e a longa distância entre os locais de geração e os centros
consumidores pode ser traduzido pela necessária existência de um sistema de transmissão e de
distribuição longos e complexos, apoiados por uma estrutura de instalações e equipamentos que,
além de representarem importantes investimentos, exigem ações permanentes de planejamento, de
operação e de manutenção, e estão como qualquer produto tecnológico sujeito a falhas.
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2 ORGANIZAÇÃO DO SISTEMA ELÉTRICO DE POTÊNCIA - SEP


O setor elétrico mundial tem passado por amplo processo de reestruturação organizacional.
No modelo atual, os sistemas elétricos são tipicamente divididos em segmentos como: geração,
transmissão, distribuição e comercialização.
No Brasil, este processo de reestruturação foi desencadeado com a criação de um novo
marco regulatório, a desestatização das empresas do setor elétrico e a abertura do mercado de
energia elétrica.
Para gerenciar este novo modelo do setor elétrico, o Governo Federal criou a estrutura
organizacional apresentada na figura a seguir.

Figura 3 Estrutura organizacional e os agentes do setor elétrico brasileiro. Fonte ANEEL

Conselho Nacional de Política Energética CNPE


Órgão de assessoramento do Presidente da República para formulação de políticas nacionais
e diretrizes de energia, visando, dentre outros, o aproveitamento natural dos recursos energéticos do
país, a revisão periódica da matriz energética e a definição de diretrizes para programas específicos.

Ministério de Minas e Energia MME


Encarregado de formulação, do planejamento e da implementação de ações do Governo
Federal no âmbito da política energética nacional. O MME detém o poder concedente.

Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico CMSE


Constituído no âmbito do MME e sob sua coordenação direta, com a função precípua de
acompanhar e avaliar, permanentemente, a continuidade e a segurança do suprimento
eletroenergético em todo o território.
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Empresa de Pesquisa Energética - EPE


Empresa pública federal vinculada ao MME, que tem por finalidade prestar serviços na área
de estudos e pesquisas destinados a subsidiar o planejamento do setor energético.

Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL


Autarquia vinculada ao MME, com finalidade de regular a fiscalização, a produção, a
transmissão, a distribuição e a comercialização de energia, em conformidade com as políticas e
diretrizes do Governo Federal. A ANEEL detém os poderes regulador e fiscalizador.

Operador Nacional do Sistema Elétrico - ONS


Pessoa jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, sob regulação e fiscalização da ANEEL,
que tem por objetivo executar as atividades de coordenação e controle da operação de geração e de
transmissão, no âmbito do SIN (Sistema Interligado Nacional). O ONS é responsável pela operação
física do sistema e pelo despacho energético centralizado.

Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE


Pessoa jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, sob regulação e fiscalização da ANEEL,
com finalidade de viabilizar a comercialização de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional -
SIN. Administra os contratos de compra e venda de energia elétrica, a contabilização e a liquidação
destes. A CCEE é responsável pela operação comercial do sistema.

2.1 Estrutura de um Sistema Elétrico de Potência

O objetivo de um Sistema Elétrico de Potência (SEP) é gerar, transmitir e distribuir energia


elétrica atendendo a determinados padrões de confiabilidade, disponibilidade, qualidade, segurança
e custos, com o mínimo impacto ambiental e o máximo de segurança pessoal.

Confiabilidade: pode ser definida como a probabilidade do SEP prover um adequado


suprimento de energia elétrica dentro de um período de tempo desejado, de modo a
satisfazer as necessidades do usuário.
Disponibilidade: é definida como a probabilidade do SEP prover suprimento de energia,
quando requisitado pelo usuário.
Qualidade da energia: é a condição de compatibilidade entre sistema supridor e carga
atendendo critérios de conformidade senoidal (idênticos ao da função).
Segurança: está relacionada com a habilidade do sistema de responder a distúrbios que
possam ocorrer no sistema. Em geral, os sistemas elétricos são construídos para
continuar operando após serem submetido a uma contingência.

2.1.1 A distribuição de energia

O sistema de distribuição de energia é aquele que se confunde com a própria topografia das
cidades, ramificado ao longo de ruas e avenidas para conectar fisicamente o sistema de transmissão,
ou mesmo unidades geradoras de médio e pequeno porte, aos consumidores finais da energia
elétrica.
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A conexão, o atendimento e a entrega efetiva de energia elétrica ao consumidor do ambiente


regulado ocorrem por parte das distribuidoras de energia. A energia distribuída, portanto, é a energia
efetivamente entregue aos consumidores conectados à rede elétrica de uma determinada empresa
de distribuição, podendo ser rede de tipo aérea (suportada por postes) ou de tipo subterrânea (com
cabos ou fios localizados sob o solo, dentro de dutos subterrâneos). Do total da energia distribuída
no Brasil, o setor privado é responsável pela distribuição de, aproximadamente, 60% da energia,
enquanto as empresas públicas se responsabilizam por, aproximadamente, 40%.

Assim como ocorre com o sistema de transmissão, a distribuição é também composta por fios
condutores, transformadores e equipamentos diversos de medição, controle e proteção das redes
elétricas. Todavia, de forma bastante distinta do sistema de transmissão, o sistema de distribuição é
muito mais extenso e ramificado, pois deve chegar aos domicílios e endereços de todos os seus
consumidores.

Os sistemas elétricos são tipicamente divididos em segmentos, como: geração, transmissão,


distribuição, utilização e comercialização. A oferta da energia elétrica aos seus usuários é realizada
por meio da prestação de serviço público concedido para exploração à entidade privada ou
governamental. As empresas, que prestam serviço público de energia elétrica, o fazem por meio da
concessão ou permissão propiciados pelo poder público.

Figura 4Estrutura Básica de um Sistema Elétrico.


De acordo com a ABRADEE, o Brasil em 2015, contava com mais de 77 milhões de
de instalações/equipamentos
elétricos caracterizados pelo recebimento de energia elétrica em um só ponto de entrega, com
medição individualizada e correspondente a um único consumidor. Do total de UCs brasileiras, 85%
são residenciais.

Pode-se dizer, por fim, que o setor de distribuição é um dos mais regulados e fiscalizados do
setor elétrico; além de prestar serviço público sob contrato com o órgão regulador do setor, a
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Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), a própria Agência edita Resoluções, Portarias e
outras normas para o funcionamento adequado do setor de Distribuição, sendo muito rigorosa com
sua fiscalização. Um exemplo são os Procedimentos de Distribuição (Prodist), o qual dispõe
disciplinas, condições, responsabilidades e penalidades relativas à conexão, planejamento da
expansão, operação e medição da energia elétrica. O Prodist, ainda, estabelece critérios e
indicadores de qualidade para consumidores e produtores, distribuidores e agentes importadores e
exportadores de energia.

Outro referencial para o setor de distribuição é a Resolução 414 de 2010, a qual elucida, tanto
para consumidores quanto para os demais agentes do setor, o que é a distribuição, conceitos-chave
e normas de funcionamento, cobrança, atendimento, etc.

2.1.2 Redes de Energia Elétrica

Desde a descoberta da eletricidade até os dias de hoje, ainda não foi possível transmitir a
energia elétrica pelo ar, ao menos não de forma economicamente viável. Desse modo, há a
necessidade de encaminhar a energia gerada nas usinas, sejam elas térmicas, hidráulicas, termo-
nucleares, eólicas, solares, etc., até os centros urbanos - onde, em sua maioria, a energia elétrica
será consumida. É, portanto, a partir desse ponto que surge a necessidade de construção das redes
de energia elétrica do contrário, não haveria como a energia gerada chegar ao seu destino final.

Ao sair das usinas e seus geradores, a eletricidade é transportada através de cabos aéreos,
ou seja, cabos visíveis por não estarem enterrados, sendo revestidos por camadas isolantes e
fixados em grandes (e altas) torres de metal. Chamamos a todo esse conjunto de cabos e torres,
portanto, de rede de transmissão de energia elétrica. As Transmissoras de energia costumam
administrar as Linhas de Transmissão com as maiores voltagens; contudo, há também redes de
menor voltagem dentro das próprias distribuidoras de energia elétrica, isso para permitir que as
distribuidoras possam levar a energia de voltagens menores e mais seguras aos clientes de sua área
de concessão.

Outros elementos importantes das redes de transmissão são os isolantes de vidro ou


porcelana, os circundam e sustentam os cabos, impedindo descargas elétricas durante o trajeto e,
com isso, prevenindo acidentes e minimizando custos de perdas/ manutenção.

Além das linhas de transmissão propriamente ditas, as redes de transmissão de energia


elétrica também são compostas por subestações de transformação, dotadas de transformadores e
equipamentos de proteção e controle. A seguir, descreveremos esses componentes em maiores
detalhes.

2.1.3 As linhas (redes) de transmissão

As linhas de transmissão são basicamente constituídas por fios condutores metálicos


suspensos em torres, também metálicas, por meio de isoladores cerâmicos ou de outros materiais
altamente isolantes. Como os sistemas de potência são trifásicos, geralmente existem três conjuntos
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de cabos de cada lado das torres, acompanhados por um cabo mais alto, no topo, que é o cabo
para-raios, ou também chamado de cabo guarda.

As linhas de transmissão se estendem por longas distâncias, conectando também, além de


usinas geradoras aos grandes consumidores, aqueles que adquirem energia em alta tensão, como
fábricas e mineradoras, ou às empresas distribuidoras de energia, as quais vão se encarregar de
transportar a energia aos consumidores de menor porte.

No Brasil, as linhas de transmissão são classificadas de acordo com o nível de tensão de sua
operação, mensurado em Kilo Volt (kV - milhares de Volts). Para cada faixa de tensão, existe um
código que representa todo um conjunto de linhas de transmissão de mesma classe. São eles:

A1 tensão de fornecimento igual ou superior a 230 kV

A2 tensão de fornecimento de 88 kV a 138 kV

A3 tensão de fornecimento de 69 kV

Em termos organizacionais, a classe A1 é representativa do sistema de transmissão


interligado, ou Sistema Interligado Nacional (SIN), também denominado rede básica. As empresas
transmissoras também operam instalações de tensão inferior a 230 kV, que são as chamadas
Demais Instalações da Transmissão (DIT).

As classes A2 e A3, quando não são de propriedade das transmissoras, representam as


redes denominadas de sub-transmissão, que, ao contrário das redes de transmissão propriamente
ditas, são administradas pelas empresas de distribuição.

2.1.4 Subestações de transmissão

As subestações de transmissão são aquelas localizadas nas pontos de conexão com


geradores, consumidores e empresas distribuidoras. Nos pontos de conexão com geradores, a
função das subestações é elevar o nível de tensão da energia elétrica gerada para centenas de
milhares de Volts. Já nos pontos de conexão com consumidores ou distribuidoras, a função das
subestações de transmissão é rebaixar os níveis de tensão para dezenas de milhares de Volts.

A elevação da tensão reduz a corrente elétrica que circula nas linhas de transmissão,
reduzindo assim, consideravelmente, as perdas elétricas inerentes ao transporte da energia. Dentro
da subestação de transmissão, o equipamento responsável tanto pela elevação como pela redução
da tensão elétrica é chamado de transformador.

Além do transformador, a subestação de transmissão conta com equipamentos de


seccionamento (chaves) para manobras de manutenção e de situações de contingência, além de
disjuntores e equipamentos de medição e proteção do sistema, como medidores de tensão, corrente
e para-raios.
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Figura 5: Subestações de transmissão [Fonte: ABRADEE]

2.1.5 O sistema físico de distribuição (redes de energia elétrica urbanas)

Como supracitado o sistema de distribuição de energia é aquela rede de energia elétrica que
se confunde com a própria topografia das cidades, ramificado ao longo de ruas e avenidas para
conectar fisicamente o sistema de transmissão (ou mesmo unidades geradoras de médio e pequeno
porte, aos consumidores finais), que são majoritariamente os consumidores residenciais.

Assim como ocorre com o sistema de transmissão, a rede de energia elétrica da distribuição é
também composta por fios condutores, transformadores e equipamentos diversos de medição,
controle e proteção das redes elétricas. Todavia, de forma bastante distinta do sistema de
transmissão, o de distribuição é muito mais extenso e ramificado, pois deve chegar aos domicílios e
endereços de todos os seus consumidores.

2.1.6 As redes de distribuição

As redes de distribuição são compostas por linhas de alta, média e baixa tensão.
As linhas de transmissão com tensão igual ou superior a 230 kV constituem a chamada rede
básica. Apesar de algumas transmissoras também possuírem linhas com tensão abaixo de 230 kV,
as chamadas Demais Instalações da Transmissão (DIT), grande parte das linhas de transmissão
com tensão entre 69 kV e 138 kV são de responsabilidade das empresas distribuidoras. Essas linhas
são também conhecidas no setor como linhas de subtransmissão.

Além das redes de subtransmissão, as distribuidoras operam linhas de média e baixa tensão,
também chamadas de redes primária e secundária, respectivamente. As linhas de média tensão são
aquelas com tensão elétrica entre 2,3 kV e 44 kV, e são muito fáceis de serem vistas em ruas e
avenidas das grandes cidades, frequentemente compostas por três fios condutores aéreos
sustentados por cruzetas de madeira em postes de concreto.

As redes de baixa tensão, com tensão elétrica que pode variar entre 110 e 440 V, são
aquelas que, também afixadas nos mesmos postes de concreto que sustentam as redes de média
tensão, localizam-se a uma altura inferior. As redes de baixa tensão levam energia elétrica até as
residências e pequenos comércios/indústrias por meio dos chamados ramais de ligação. Os
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supermercados, comércios e indústrias de médio porte adquirem energia elétrica diretamente das
redes de média tensão, devendo transformá-la internamente para níveis de tensão menores, sob sua
responsabilidade.

Figura 6: As redes de distribuição [Fonte: ABRADEE]

Nas redes de distribuição de média tensão também são, frequentemente, encontrados


equipamentos auxiliares, tais como capacitores e reguladores de tensão. Ambos são,
frequentemente, utilizados para corrigir anomalias na rede, as quais podem prejudicar a própria rede
elétrica ou mesmo os equipamentos dos consumidores.

Existem quatro tipos de redes de distribuição de energia elétrica. São eles:

Rede de Distribuição Aérea Convencional: É o tipo de rede elétrica mais


encontrado no Brasil, na qual os condutores são nus (sem isolamento). Exatamente
por isso, essas redes são mais susceptíveis à ocorrência de defeitos (curto-circuitos),
principalmente quando há contato de galhos de árvores com os condutores elétricos.

Rede de Distribuição Aérea Compacta: Surgidas no Brasil na década de 1990, as


redes compactas são muito mais protegidas que as redes convencionais, não somente
porque os condutores tem uma camada de isolação, mas porque a rede em si ocupa
bem menos espaço, resultando em menor número de perturbações.

Rede de Distribuição Aérea Isolada: Esse tipo de rede é bastante protegida, pois os
condutores são encapados com isolação suficiente para serem trançados. Geralmente
mais cara, essa rede é utilizada em condições especiais.

Rede de Distribuição Subterrânea: A rede subterrânea é aquela que proporciona o


maior nível de confiabilidade e também o melhor resultado estético, dado que as redes
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ficam enterradas. No entanto, as redes subterrâneas são bem mais caras que as
demais soluções, sendo comuns apenas em regiões muito densas ou onde há
restrições para a instalação das redes aéreas.

Com relação às redes de iluminação pública (IP), que também podem ser do tipo aéreo ou
subterrâneo, são redes que derivam das redes de distribuição das concessionárias. Apesar disso, a
operação e a manutenção das redes de IP são de responsabilidade das prefeituras municipais.

2.1.7 Subestação de distribuição

As subestações de distribuição são as unidades responsáveis pela recepção da energia


elétrica proveniente de redes de subtransmissão em alta tensão e, como também ocorre nas
subestações de transmissão, pelo rebaixamento do nível de tensão a valores caracterizados como
média tensão (entre 2,3 kV e 44 kV). Os componentes principais de uma subestação de distribuição
são: o transformador, chaves, seccionadores, disjuntores e equipamentos de mediação e proteção
contra raios ou curto-circuitos.

As subestações de distribuição, ao contrário das de transmissão, estão localizadas nos


próprios centros urbanos, já que são elas que distribuem a energia para as redes de distribuição.
Uma preocupação constante das empresas concessionárias é o espaço necessário para a
implantação de novas subestações de distribuição. Atualmente, existem soluções tecnológicas para
compactar a estrutura elétrica dessas estações de forma a reduzir espaço, e assim os custos de
terreno para sua instalação.

figura 7: Subestação de distribuição [Fonte: ABRADEE]

2.1.8 Transformador de distribuição

Os transformadores de distribuição, como todos os demais transformadores eletromagnéticos,


funcionam transformando os níveis de média em baixa tensão. Na grande maioria das regiões do
país, os transformadores de distribuição transformam 13.800 V, ou 13,8 kV, em 220 V ou 127 V.
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Diferentemente dos transformadores de subestações, os de distribuição localizam-se nos


postes de luz, podendo compor um único equipamento ou um conjunto de transformadores. São os
transformadores de distribuição que alimentam as redes de baixa tensão, as quais efetivamente
entregam a energia elétrica para os consumidores residenciais e pequenos comércios e indústrias.

Os níveis de tensões praticados no Brasil são: 765 kV, 525 kV, 500 kV, 440 kV, 345 kV,300
kV, 230 kV, 161 kV, 138 kV, 132 kV, 115 kV, 88 kV, 69 kV, 34,5 kV, 23 kV, 13,8 kV, 440 V, 380 V,
220 V, 110 V.

2.2 Características do Sistema Elétrico Brasileiro

O sistema de produção e transmissão de energia elétrica do Brasil pode ser classificado como
hidrotérmico de grande porte, com forte predominância de usinas hidrelétricas e com múltiplos
proprietários.
A maior parte da capacidade instalada é composta por usinas hidrelétricas, que se distribuem
em doze diferentes bacias hidrográficas nas diferentes regiões do país de maior atratividade
econômica. São os casos das bacias dos rios Tocantins, Paranaíba, São Francisco, Paranaíba,
Grande, Paraná, Tietê, Paranapanema, Iguaçu, Uruguai e Jacuí, em que se concentram as maiores
centrais hidrelétricas.

Os reservatórios nacionais situados em diferentes bacias hidrográficas, que não têm


nenhuma ligação física entre si, funcionam como se fossem vasos comunicantes interligados por
linhas de transmissão.
Como já visto, a capacidade instalada no Brasil em 2010 chegou a 112.398,49 Megawatts
(MW). O crescimento da potência em relação a 2009 foi de 5,7%. Nos últimos 10 anos, o acréscimo
foi de 50,1%.

2.2.1Sistema Interligado Nacional - SIN

Com o objetivo de ampliar a confiabilidade e otimizar os recursos energéticos e homogeneizar


mercados foi criado o sistema interligado nacional SIN, visto que o parque gerador nacional é
constituído, predominantemente, de centrais hidrelétricas de grande e médio porte, instaladas em
diversas localidades do território nacional. Por outro lado, existe uma concentração de demanda em
localidades industrializadas, em que não se concentram as centrais geradoras. Estas características
são imperativas para a implantação de um sistema de transmissão de longa distância
A Operação Nacional do Sistema Elétrico por meio do ONS concentra sua atuação sobre a
Rede de Operação do Sistema Interligado Nacional. O sistema interligado de eletrificação permite
que as diferentes regiões permutem energia entre si, quando uma delas apresenta queda no nível
dos reservatórios.

2.2.2 Transmissão de Energia Elétrica no Brasil

As linhas de transmissão no Brasil costumam ser extensas, porque as grandes usinas


hidrelétricas, geralmente, estão situadas a distâncias consideráveis dos centros consumidores de
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energia. Atualmente, o país está quase que totalmente interligado, de norte a sul.
Apenas o Amazonas, Roraima, Acre, Amapá, Rondônia e parte dos Estados do Pará ainda
não fazem parte do sistema integrado de eletrificação. Nestes Estados, o abastecimento é feito por
pequenas usinas termelétricas ou por usinas hidrelétricas situadas próximas às suas capitais.

2.2.3 Sistemas de Distribuição no Brasil

Resolução nº. 414/2010

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) consolidou os direitos e deveres dos


consumidores de energia elétrica na nova Resolução nº. 414 em 15 de setembro de 2010, que trata
das Condições Gerais de Fornecimento de Energia Elétrica, em substituição à Resolução nº.
456/2000.
As principais mudanças da nova Resolução nº. 414/2010, que trata das Condições Gerais de
Fornecimento de Energia Elétrica são:

As distribuidoras passarão a oferecer atendimento presencial em todos os municípios


de sua área de concessão ou permissão.

Regras para disciplinar a qualidade do atendimento comercial prestado pela


distribuidora, com a padronização de todos os procedimentos e prazos. Em caso de
violação dos prazos pela distribuidora, o consumidor passa a ter direito de receber um
crédito financeiro em sua fatura de energia elétrica.

Suspensão do fornecimento só poderá ocorrer em horário comercial e só pode ser


feita até 90 dias após o vencimento da fatura em aberto, a não ser em casos de
determinação judicial ou outro motivo justificável.

Outra alteração da norma se refere às restrições ao consumidor inadimplente. Nesses


casos, a distribuidora pode condicionar a prestação de alguns serviços, como ligação
ou alteração da titularidade da unidade consumidora, bem como os pedidos de
religação, de aumento de carga, de contratação de fornecimentos especiais ou de
serviços. Entretanto, a distribuidora não pode condicionar o atendimento a essas
solicitações ao pagamento de débito não autorizado pelo consumidor ou de débito
pendente em nome de terceiros, exceto nos casos de sucessão comercial.

A unidade consumidora de energia elétrica, dependendo da carga instalada, poderá ser


enquadrada no grupo A ou no grupo B.

Grupo A (alta tensão): é composto por unidades consumidoras, que recebem energia em
tensão igual ou superior a 2,3 kilovolts (kV) ou são atendidas a partir de sistema subterrâneo de
distribuição em tensão secundária, caracterizado pela tarifa binômia (aplicada ao consumo e à
demanda faturável). No grupo A, geralmente, se enquadram indústrias e estabelecimentos
comerciais de médio ou grande porte.
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Grupo B (baixa tensão): é caracterizado por unidades consumidoras atendidas em tensão


inferior a 2,3 kV, com tarifa monômia (aplicável apenas ao consumo).
As unidades consumidoras são classificadas em classes e subclasses pela distribuidora de
acordo com a atividade nela exercida. O consumidor do tipo B1 é o residencial. O consumidor rural é
chamado de B2, enquanto estabelecimentos comerciais ou industriais de pequeno porte são
classificados como B3. A iluminação pública é enquadrada no subgrupo B4.

2.3 Características dos Sistemas Elétricos de Potência

Como já estudamos Sistemas elétricos de potência (SEP) é o conjunto constituído por


centrais elétricas, subestações de transformação e de interligação, linhas e receptores, ligados
eletricamente entre si. São grandes sistemas de energia que englobam geração, transmissão e
distribuição de energia elétrica.

A geração de energia elétrica se faz em usinas localizadas em função de suas características


próprias. Usinas hidrelétricas, que usam represamento de rios e lagos, são localizadas nos pontos
dos rios e lagos considerados mais eficientes para o armazenamento do volume ideal de água.
Usinas térmicas podem ser localizadas em pontos mais convenientes para a transmissão e controle.
Geradores eólicos são localizados em pontos com maior volume de ventos.

O sistema elétrico de potência engloba todas as formas de geração de energia elétrica e sua
transmissão até os consumidores.

Os Sistemas Elétricos de Potência apresentam as seguintes características:

Normalmente são trifásicos;


Apresentam um grande número de componentes;
Possuem transformadores, que particionam o sistema em seções de diferentes níveis
de tensão.
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2.3.1 Representação do Sistema Elétrico

Os sistemas elétricos podem ser representados graficamente por meio de Diagramas.

Usar símbolos gráfico para representar uma instalação elétrica ou parte de uma instalação é o
que denominamos como diagramas elétricos. A correta leitura e interpretação de diagramas é
essencial para a carreira de um bom eletricista, pois o diagrama elétrico garante uma linguagem
comum a qualquer eletricistas pois o desenho é uma representação visual universal. Desta maneira
se você sabe ler um diagrama elétrico aqui no Brasil você vai saber ler um diagrama elétrico em
qualquer parte do mundo.

Nem todos os eletricistas sabem ler e interpretar um diagrama elétrico e isso torna um
diferencial entre a categoria de trabalho. Os chamados eletricistas práticos, aqueles que fazem as
instalações mas não tem a teoria da eletricidade são profissionais que muitas vezes não sabem ler e
interpretar diagrama elétricos.

Existem quatro tipos de diagrama elétricos:

Diagrama funcional;
Diagrama multifilar;
Diagrama unifilar;
Diagrama trifilar;
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Diagrama funcional.

O diagrama funcional é bastante usado por se referir a apenas uma parte da instalação
elétrica, ele possui todos os condutores e componentes que serão ligados em um circuito elétrico,
permite interpretar com rapidez e clareza o funcionamento do mesmo.

Este diagrama não demonstra com exatidão a posição exata dos componentes nem medidas
de cabos ou percurso real destes. Os condutores são representados por retas sem inclinação e de
preferências sem cruzamentos. Usado para explicar o funcionamento e não posicionamento de
componentes.

Diagrama Multifilar

O diagrama multifilar é representação mais minuciosa de uma instalação elétrica, assim como
no diagrama funcional ele também mostra todos os condutores e componentes. Mas, além disso ele
tenta representar os componentes da instalação bem como os condutores em sua posição correta.

Desenhando em plano tridimensional ele representa detalhes de componentes e conexões.


Devido sua complexidade este diagrama é pouco usado, sua interpretação para grandes circuitos é
demasiada complexa.
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Diagrama unifilar

O diagrama unifilar é o mais usado pelos eletricistas instaladores nas obras. Ele é
desenhando sobre a planta baixa (planta arquitetônica) e apresenta os dispositivos e trajeto dos
condutores rigidamente em suas posições físicas apesar de ser em uma representação
bidimensional.

Uma diferença aos dois outro modelos de diagrama e que neste todos os condutores de um
mesmo percurso são representados por um único traço e símbolos que identificam neste traço os
outros condutores.

Não é representado com clareza neste diagrama o funcionamento da instalação, pois não
permite visualizar com clareza o percurso da corrente elétrica. A prática adquirida com o tempo na
leitura deste tipo de diagrama proporciona ao eletricista saber interpretar com facilidade uma
instalação elétrica e sem o auxílio de outros diagramas.

O diagrama unifilar serve especialmente para se verificar, com rapidez, quantos condutores
passarão em determinados eletrodutos e qual o trajeto do mesmo.
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Diagrama trifilar.

Amplamente usado em sistemas de comandos elétricos e maquinas trifásicas o diagrama


trifilar representa cada uma das três fases de uma sistema elétrico e suas respectivas derivações,
tendo características muito parecidas com o diagrama unifilar.
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Os diagramas compõem, junto a outros documentos elétricos, o prontuário das instalações


elétricas. A norma NR10 criou uma obrigatoriedade para que as empresas possuam e mantenham
atualizados os diagrama elétricos. A facilidade que o diagrama proporciona ao profissional que for
realizar uma manutenção é tão grande quanto a segurança que o mesmo propicia, os acidentes em
eletricidade acontecem com menos frequência em instalações que possuem diagramas corretos e
atualizados.
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3 ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO
A organização do trabalho tem um papel fundamental para uma padronização e segurança
dos trabalhadores envolvidos, visto que nesta etapa será feita a avaliação prévia, estudo e
planejamento de atividades e ações.
Segundo a NR-10, antes de iniciar trabalhos em equipe, os seus membros, em conjunto com
o responsável pela execução do serviço, devem realizar uma avaliação prévia, estudar e planejar as
atividades e ações a serem desenvolvidas no local, de forma a atender os princípios técnicos básicos
e as melhores técnicas de segurança aplicáveis ao serviço.
A organização do trabalho determina a atividade das pessoas, as responsabilidades e o modo,
em que o trabalho será realizado.
Em trabalhos com eletricidade, para obter uma organização do trabalho eficaz, há
necessidade de alguns fatores como:
Programação e planejamento dos serviços.
Trabalho em equipe.
Prontuário e cadastro das instalações.
Métodos de trabalho.
Comunicação.

3.1 Programação e Planejamento dos Serviços

A programação e planejamentos dos serviços preveem os principais riscos e falhas que


podem ocorrer no trabalho a ser executado, utilizando das técnicas de análise de risco para prevenir
quaisquer acidentes que venham a ser identificados. A NR-10 estabelece que em todas as
intervenções em instalações elétricas devem ser adotadas medidas preventivas de controle do risco
elétrico e de outros riscos adicionais, mediante técnicas de análise de risco, de forma a garantir a
segurança e a saúde no trabalho.
Outro aspecto da programação e planejamento é de determinar a quantidade de recursos
humanos (trabalhadores) e recursos materiais (máquinas e ferramentas) necessários, bem como o
tempo de duração do serviço.
O planejamento possibilita avaliar o melhor caminho adequado e reavaliar todo o processo
que se destina, estabelecendo a melhor programação para cada serviço a ser execultado, além de
estabelecer o profissional correto para cada tarefa.
A programação estabelece os procedimentos passo a passo a serem tomados para a
execução de determinado serviço, duração e medidas de segurança a serem tomadas.
Os objetivos e medidas da programação e planejamento devem ser claros e de fácil
entendimento, pois não poderá haver dúvidas, por parte dos trabalhadores, sobre todo o processo,
bem como em suas tarefas a serem executadas.
O supervisor responsável pela programação e planejamento dos serviços deve conhecer todo
o processo, em que o serviço esta submetido, participando do planejamento, corrigindo
irregularidades e situações de risco e perceber as dificuldades encontradas, após o fim do serviço,
de modo que procure melhorar, ainda mais, os procedimentos.
3.2 Trabalho em Equipe

O trabalho em equipe é fundamental para serviços, em que há necessidade de mais de um


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profissional. Para um trabalho em equipe eficiente, todos os profissionais devem estar envolvidos e
buscando o mesmo objetivo, sendo que equipe é um grupo de pessoas, que se junta para alcançar
um objetivo em comum.
Para uma equipe alcançar o objetivo comum, de modo eficaz, cada membro deve saber suas
funções, suas responsabilidades e a importância da tarefa para a equipe, além de ter uma visão
sistêmica (visão geral) sobre o serviço.
A NR-10 estabelece que antes de iniciar trabalhos em circuitos energizados em Alta Tensão
(AT), o superior imediato e a equipe, responsáveis pela execução do serviço, devem realizar uma
avaliação prévia, estudar e planejar as atividades e ações a serem desenvolvidas de forma a atender
os princípios técnicos básicos e as melhores técnicas de segurança em eletricidade aplicáveis ao
serviço.

3.3 Prontuário e Cadastro das Instalações


Os estabelecimentos com carga instalada superior a 75 kW devem constituir e manter o Prontuário
de Instalações Elétricas com os esquemas unifilares atualizados, contendo as especificações do
sistema de aterramento e demais equipamentos e dispositivos de proteção, além disso, devem
conter, no mínimo:
a) Conjunto de procedimentos e instruções técnicas e administrativas de
segurança e saúde, implantadas e relacionadas a esta NR e descrição das medidas
de controle existentes;
b) Especificação dos equipamentos de proteção coletiva e individual e o
ferramental, aplicáveis conforme determina esta NR;
c) Documentação comprobatória da qualificação, da habilitação, da capacitação,
da autorização dos trabalhadores e dos treinamentos realizados;
d) Resultados dos testes de isolação elétrica realizados em equipamentos de
proteção individual e coletiva;
e) Certificações dos equipamentos e materiais elétricos em áreas classificadas;
f) Relatório técnico das inspeções atualizadas com recomendações, cronogramas
de adequações
Os prontuários e cadastros das instalações devem ser visíveis e de conhecimentos de todos
os profissionais, que irão realizar os serviços em eletricidade. Dependendo da empresa, esses
documentos podem estar disponíveis na Intranet (rede interna de computador) ou até mesmo
impressas em pastas para consultas, em que as mesmas deverão ser atualizadas por profissional
legalmente habilitado, sempre que houver novos procedimentos de trabalhos, esquemas elétricos,
testes de Equipamento de Proteção Individual (EPI) ou Equipamento de Proteção Coletiva (EPC),
treinamentos e plano de emergência entre outros procedimentos que influem, diretamente ou
indiretamente, com a segurança no trabalho.
3.4 Métodos de Trabalho
O método de trabalho consiste em analisar a melhor maneira de realização do trabalho com
segurança, para isso exigindo conhecimentos técnicos e habilidades do profissional.
O treinamento dos profissionais e a utilização de ferramentas adequadas, bem como os
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equipamentos de proteção são essenciais para um método de trabalho eficaz.


O estudo dos métodos de trabalho tem assumido cada vez mais relevância. Não no sentido
de limitar o homem a executar as tarefas mecanicamente, mas com o objetivo de que ele participe
em todo o sistema de trabalho, apelando à sua criatividade, ao seu sentido crítico e ao seu
conhecimento da tarefa. No entanto, para isso é preciso executantes com formação adequada, com
conhecimentos de base, que lhes permitam se adaptar às tecnologias, flexibilizar as tarefas e os
métodos e partir sempre para novas tarefas e novos métodos.
Os serviços em instalações elétricas energizadas em Alta Tensão (AT) somente podem ser
realizados, quando houver procedimentos específicos, detalhados e assinados por profissional
autorizado

3.4.1 Definição e Objetivos

Método é um conjunto de movimentos empregados na realização de uma operação, tendo


uma sequência finita de acontecimentos e determinada utilização de dispositivos (ferramentas).
O melhor método de trabalho é aquele que proporciona segurança sendo simples, rápido,
econômico e menos fatigante, buscando melhoras na qualidade em geral.
O objetivo de um estudo do método é aperfeiçoar os procedimentos implantados no posto de
trabalho, aperfeiçoando as concepções de equipamentos, buscando uma economia na utilização das
máquinas, materiais e recursos humanos, reduzindo a fadiga e aumentando a segurança geral.
Quando se propõe a fazer um estudo de métodos, há que fazer a escolha dos problemas a
estudar, isto é, há que definir prioridades, sendo que uma delas é a segurança.

3.5 Comunicação
A comunicação é o principal pilar para uma organização do trabalho, sendo esta a
responsável pela transmissão dos procedimentos e métodos, além de informações que possibilitam a
proteção e prevenção de acidentes. A comunicação tem a função de informar a equipe sobre os
objetivos do serviço e o papel de cada profissional no processo.
Todo trabalhador em instalações elétricas energizadas em Alta Tensão (AT), bem como
aqueles envolvidos em atividades no SEP devem dispor de equipamento, que permita a
comunicação permanente com os demais membros da equipe ou com o centro de operação durante
a realização do serviço.
A comunicação deve ser feita via radio ou telefone, tendo a equipe ou centro de operações
informações sobre qualquer anormalidade dos procedimentos e riscos decorrentes não analisados.
Não se pode esquecer que a segurança em eletricidade vai além da comunicação verbal,
tendo exigências de comunicação visual, com placas, cones, faixas e cartões comunicando os
perigos ou riscos dos serviços decorrentes a área energizada.
A comunicação abrange também a importância em divulgar informações relacionadas com os
riscos, planos, objetivos, entre outros, criando um clima no qual as pessoas estejam sempre
estimuladas em trazer notícias a respeito dos perigos, dos incidentes e das lesões, surgindo uma
preocupação de todos pela segurança.
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4 ASPECTOS COMPORTAMENTAIS
Muitas vezes, o comportamento é decisivo para os meios pelos quais os objetivos serão
atingidos e as razões pelas quais outros não poderão ser alcançados.
Uma das grandes indagações que se faz no mundo da segurança é saber o que separa os
equipamentos modernos, normas e procedimentos, orientações de treinamento da atuação concreta
dos trabalhadores.
O comportamento pode ser entendido como um conjunto de relações que se estabelecem
entre aspectos de um organismo e aspectos do meio, em que ele atua e as consequências da sua
atuação, sendo o meio caracterizado como máquinas, ferramentas, relação com colegas e
supervisores, normas e procedimentos entre outros.
Competências são repertórios de comportamentos que algumas pessoas dominam melhor
que outras, o que as faz eficaz em uma determinada situação. Pode-se, também, designá-las com a
sigla CHAI - reunião de conhecimentos, habilidades, atitudes e interesses que, em ação, diferenciam
umas pessoas das outras. As competências são observáveis na situação cotidiana de trabalho e/ou
em situações de teste, quando evidenciam, de forma integrada, atitudes assertivas, características
pessoais, conhecimentos adquiridos.
As formas de comportamento em espaços coletivos, abordagem com os colegas e superiores,
linguagem utilizada e apresentação pessoal pode fazer toda a diferença no relacionamento com a
empresa e equipe em que se atua.

4.1 Comportamento Seguro

Trabalhar somente com estratégias para se conseguir um ambiente de trabalho seguro não é
suficiente. O ideal é que se estabeleça a combinação de estratégias com programas de capacitação
e de relacionamento e que estas possam estar alicerçadas nos aspectos individuais, na organização
e em políticas de trabalho.
O comportamento seguro pode ser definido por meio da capacidade de identificar e controlar
os riscos da atividade no presente, para que isso resulte em redução da probabilidade de
consequências indesejáveis no futuro, para si e para o outro.
Não há dúvida de que aprender a se comportar de forma preventiva pode ser um dos meios
de prevenir lesões e doenças relativas ao trabalho e um dos pontos que evidencia isto é a mudança
de comportamentos.

4.1.1 Aspectos individuais

Sabe-se que indiferentemente do nível, em que estejam enquadrados os trabalhadores, os


variados costumes, as atitudes, os conhecimentos e até mesmo as condições físicas e mentais se
modificam de tempo em tempo na medida em que neles se aprofundam:

A experiência.
A capacitação.
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A idade e condições físicas.


O estresse.
Os interesses pessoais.
A satisfação no trabalho.
A vida fora do trabalho.
As ambições e a satisfação no trabalho.
As atitudes.
A motivação no trabalho.
As ações.
O conhecimento.
A percepção.

A motivação é a força que estimula uma pessoa a tomar uma atitude. As pessoas são
motivadas pelos desejos ou por impulsos que têm.
Para ser possível motivar uma pessoa para que ela adote o comportamento seguro se deve:

Desenvolver a percepção relacionada com os riscos;


Difundir amplamente informações sobre acidentes;
Fixar cartazes com informações sobre atitudes inseguras;
Exigir o comprometimento com as normas de segurança;
Estimular a apresentação de sugestões, que visem o aprimoramento das medidas de
prevenção.

Não há um único caminho que possa levar aos aspectos comportamentais com segurança.
No entanto, alguns procedimentos auxiliam neste sentido, que são:

Definir claramente as responsabilidades;


Explicitar o reconhecimento àqueles que souberam cumprir as recomendações;
Facilitar o comportamento seguro, eliminando obstáculos;
Facilitar o entendimento do trabalhador sobre o porquê do estabelecimento das

Realizar treinamento para reduzir a possibilidade de erros.


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5 CONDIÇÕES IMPEDITIVAS PARA SERVIÇOS

Toda a condição que ocasione riscos à saúde e à vida dos profissionais, não sendo essas
sanadas pelos Equipamentos de Proteção Individuais (EPI) ou Equipamentos de Proteção Coletiva
(EPC) são consideradas condições impeditivas para o serviço. Em alguns casos, os próprios
equipamentos de segurança apresentam irregularidades, surgindo assim uma condição impeditiva
para o serviço.
Os serviços em instalações energizadas ou em suas proximidades devem ser suspensos de
imediato na iminência de ocorrência, que possa colocar os trabalhadores em perigo.
Os trabalhadores devem interromper as tarefas exercendo o direito de recusa, sempre que
constatarem evidências de riscos graves e iminentes para a segurança e a saúde própria ou a de
outras pessoas, comunicando imediatamente o fato ao superior hierárquico, que diligenciará as
medidas cabíveis.
O responsável pela execução do serviço deve suspender as atividades, quando verificar
situação ou condição de risco não prevista, cuja eliminação ou neutralização imediata não seja
possível.
As situações ou condições de risco podem ser diretas ou indiretas:
Condições diretas: são todas as situações que colocam em risco a saúde ou a vida do
profissional diretamente. Exemplo: Equipamentos, ferramentas e procedimentos inadequados para o
serviço.
Condições indiretas: são as situações que colocam em risco a saúde ou a vida do profissional
indiretamente. Exemplo: Condições climáticas, Iluminação e perigo de desmoronamento.
Além desses fatores, a NR-10 estabelece que os serviços em instalações elétricas
energizadas em Alta Tensão (AT), bem como aqueles executados no Sistema Elétrico de Potência
(SEP), não podem ser realizados individualmente, visando assim uma melhor avaliação prévia das
atividades e dos riscos, até mesmo uma alternativa mais rápida de socorro na ocorrência de um
eventual acidente.
Todo trabalho em instalações elétricas energizadas em Alta Tensão (AT), bem como aqueles
que interajam no Sistema Elétrico de Potência (SEP), somente pode ser realizado mediante ordem
de serviço específica para data e local, assinada por superior responsável pela área, caso contrário,
o profissional não poderá realizar o serviço, sendo deste modo uma condição impeditiva para o
serviço. Além disso, os serviços somente podem ser realizados, quando houver procedimentos
específicos, detalhados e assinados por profissional autorizado.
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6 RISCOS TÍPICOS NO SEP E SUA PREVENÇÃO


Como já visto no curso básico, risco é a capacidade de uma grandeza com potencial para
causar lesões ou danos à saúde das pessoas.
Existem diferentes tipos de riscos devido aos efeitos da eletricidade no ser humano e no meio
ambiente, ainda mais no Sistema Elétrico de Potência (SEP). Os principais riscos são o choque
elétrico, o arco elétrico, a exposição aos campos eletromagnéticos e riscos adicionais.
Todos os demais grupos ou fatores de risco, além dos elétricos, específicos de cada ambiente
ou processos de trabalho que, direta ou indiretamente, possam afetar a segurança e a saúde no
trabalho são vistos como um risco adicional.
No Sistema Elétrico de Potência (SEP) os riscos são muito elevados, visto que o contato com
partes energizadas, possivelmente ocasionará a morte do trabalhador, além de eventualmente o
trabalhador ficar mais exposto aos riscos adicionais, visto que muitos dos serviços são feitos em
ambiente externo, em que há maior risco em relação às condições atmosféricas. A altura é outro
risco adicional muito comum, pois muitos serviços também são realizados em torres ou postes
elétricos.

6.1 Proximidade e Contatos com Partes Energizadas

Todas as partes das instalações elétricas devem ser projetadas e executadas de modo que
seja possível prevenir, por meios seguros, os perigos de choque elétrico e todos os outros tipos de
acidentes.
Os contatos com partes energizadas é o principal responsável por acidentes e morte no
sistema elétrico de potência, por isso, as partes de instalações elétricas a serem operadas, ajustadas
ou examinadas devem ser dispostas de modo a permitir um espaço suficiente para trabalho seguro.
Sabe-se que o choque elétrico causa efeitos diversos como: contrações violentas dos
músculos, queimaduras, parada respiratória, parada cardíaca, eletrólise de tecidos, fibrilação
ventricular, hemorragias internas e morte.
Para evitar os perigos de estar nas proximidades e contatos com partes energizadas, as
instalações devem ser isoladas e sinalizadas.
As partes das instalações elétricas, não cobertas por material isolante, na impossibilidade de
se conservarem distâncias que evitem contatos causais, devem ser isoladas por obstáculos que
ofereçam, de forma segura, resistência a esforços mecânicos usuais. Toda instalação ou peça
condutora que não faça parte dos circuitos elétricos, mas que, eventualmente, possa ficar sob tensão,
deve ser aterrada, desde que esteja em local acessível a contatos.
O aterramento das instalações elétricas deve ser executado, conforme regulamentação
estabelecida pelos órgãos competentes e, na ausência desta, deve atender às Normas internacionais
vigentes.
As instalações elétricas, que estejam em contato, direto ou indireto, com a água e que
possam permitir fuga de corrente devem ser projetadas e executadas, em especial, quanto à
blindagem, isolamento e aterramento.

6.2 Indução Eletromagnética


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Indução elétrica é um corpo carregado com certa carga elétrica, próximo a outro corpo, induz
(provoca) o aparecimento, nesse outro corpo, de uma carga igual e de sinal contrário (positivo x
negativo).
Indução electromagnética é o princípio fundamental sobre o qual operam transformadores,
geradores, motores elétricos e a maioria das demais máquinas eléctricas.
A indução eletromagnética é o fenômeno pelo qual aparece corrente elétrica em um condutor,
quando ele é colocado em um campo magnético e o fluxo que o atravessa varia.
Em 1831, Faraday descobriu a indução eletromagnética: colocou duas bobinas próximas e fez
passar corrente por uma delas e observou que pela outra passava também uma corrente, quando
abria e fechava o circuito da primeira.

Michael Faraday
(1791 - 1867)
Como ja visto no curso Básico, os campos eletromagnéticos de maior frequência, produzidos
por correntes elétricas de linhas de transmissão e de distribuição são mais perigosos e mais
extensos.
A exposição aos campos eletromagnéticos pode causar danos, especialmente, quando da
execução de serviços na transmissão e na distribuição de energia elétrica, nos quais se empregam
elevados níveis de tensão.
A maioria da comunidade científica acredita que a energia com baixos níveis de frequência,
dos campos eletromagnéticos são biologicamente ativas, ou seja, podem provocar danos à saúde.
Embora não haja comprovação científica, há suspeitas de que a radiação eletromagnética
possa provocar o desenvolvimento de tumores.
Entretanto, é certo afirmar que essa exposição promove efeitos térmicos e endócrinos no
organismo humano.
Os efeitos sobre a saúde podem se manifestar de forma sutil ou ao longo do tempo. O
eletromagnetismo pode alterar o ritmo normal do corpo (ritmo circadiano), em homens e animais. As
consequências são depressão e alteração da sensibilidade a medicamentos e toxinas.
Uma outra preocupação é com a indução elétrica. Esse fenômeno pode ser articularmente
importante, quando há diferentes circuitos próximos uns dos outros.
A passagem da corrente elétrica em condutores gera um campo eletromagnético que, por sua
vez, induz uma corrente elétrica em condutores próximos.
Assim, pode ocorrer a passagem de corrente elétrica em um circuito desenergizado se ele
estiver próximo a outro circuito energizado.
Por isso, é fundamental que o profissional, além de desligar o circuito no qual vai trabalhar,
confira, com equipamentos apropriados (voltímetros ou detectores de tensão), se o circuito está
efetivamente sem tensão.
Tudo o que envolve segurança muito grande no campo de controle deve estar protegido
contra esse fenômeno classificado como compatibilidade magnética e os equipamentos devem estar
imunes, o máximo possível, a esse tipo de interferência.
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A finalidade básica do aterramento é assegurar ao usuário da instalação, segurança para o


equipamento que está instalado, para evitar certos tipos de sobretensão, que são provocadas por
falhas na rede elétrica, como curto-circuito, por exemplo. Mais uma finalidade do aterramento é a de
promover uma referência de potenciais para a boa operação dos sistemas elétricos, em especial,
quando há partes isoladas eletricamente, como um transformador.

6.3 Descargas Atmosféricas

No curso básico já se teve uma boa noção sobre as descargas atmosféricas.


A descarga atmosférica é um raio com alta tensão e amperagem, ocorrido por diferença de
potencial entre duas cargas elétricas opostas, buscando reequilibrá-las.
Ao longo dos anos, várias teorias foram desenvolvidas para explicar o fenômeno dos raios.
Atualmente, tem-se que a fricção entre as partículas de água e gelo, que formam as nuvens,
provocadas pelos ventos ascendentes, de forte intensidade, dão origem a uma grande quantidade de
cargas elétricas.
erifica-se, experimentalmente, que as cargas elétricas positivas ocupam a parte superior da
nuvem, enquanto que as cargas negativas se encontram na parte inferior, acarretando,
consequentemente, uma intensa migração de cargas positivas na superfície da Terra para a área
correspondente à localização da nuvem.
Desta forma, a concentração de cargas elétricas positivas e negativas em uma determinada
região faz surgir uma diferença de potencial, que se denomina gradiente de tensão entre a nuvem e
a terra. No entanto, o ar apresenta uma determinada rigidez dielétrica, normalmente elevada,
comparada com outros agentes ambientais.
O aumento desta diferença de potencial, que se denomina gradiente de tensão, poderá atingir
um valor que supere a rigidez dielétrica do ar, interposto entre a nuvem e a terra, fazendo com que
as cargas elétricas negativas migrem na direção da terra, em um trajeto tortuoso e, normalmente,
cheio de ramificações, cujo fenômeno é conhecido como descarga piloto.
As descargas atmosféricas são um dos maiores causadores de acidentes em sistemas
elétricos causando prejuízos tanto materiais quanto para a segurança pessoal.
Com o crescente aumento dessas descargas, tornou-se necessário a avaliação do risco de
exposição a que estão submetidos os edifícios, sendo este um meio eficaz de verificar a necessidade
de instalação de para-raios. Os sistemas de aterramento têm como primeiro objetivo, a segurança
pessoal. Devem ser projetados para atender aos critérios de segurança, tanto em alta frequência,
descargas atmosféricas e telefonia, quanto em baixas frequências, como por exemplo, curtos
circuitos em motores trifásicos.
Como sendo um fenômeno da natureza, pode-se apenas amenizar os efeitos, utilizando
métodos seguros de para-raios e de aterramento, evitando trabalho com o tempo carregado
(chuvoso).

6.3.1 Descarga atmosférica transversal

A descarga atmosférica transversal ocorre, quando a tensão, rica em corrente, caminha pelo
condutor sem diferença de potencial entre as fases, ou fase e neutro, formando um único campo
elétrico. Tal caso é pouco frequente na rede elétrica, pois se o equipamento eletroeletrônico
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alimentado nesta rede não estiver aterrado, não será atrativo para a descarga atmosférica. O próprio
transformador e o quadro de distribuição são mais atrativos para esse tipo de descarga, por estarem
aterrados. Caso o equipamento eletroeletrônico esteja aterrado, a descarga passará pelo
equipamento, danificando-o. Na rede telefônica e nas antenas, 90% das descargas atmosféricas
ocorrem de forma transversal, pois não há diferença de potencial entre os seus polos, mas há o
atrativo no equipamento eletroeletrônico acoplado à rede elétrica, servindo como elemento condutor
e, consequentemente, danificado.

6.3.2 Descarga atmosférica longitudinal

A descarga atmosférica longitudinal representa 98% dos casos, em que a rede elétrica é
atingida e consiste em a descarga se propagar apenas por uma das fases (ou neutro). Seu atrativo é
a outra fase (ou neutro), pois haverá entre elas uma grande diferença de potencial, sendo a
interligação feita por meio do equipamento eletroeletrônico conectado à rede elétrica.

6.4 Estática

A Eletrostática estuda as cargas elétricas em repouso. Ela se fundamenta em dois princípios:

Princípio da Atração e Repulsão

Princípio de Conservação da Carga Em um sistema eletricamente isolado, a soma

A eletricidade estática é a carga elétrica em um corpo, cujos átomos apresentam um


desequilíbrio em sua neutralidade. O fenômeno da eletricidade estática ocorre, quando a quantidade
de elétrons gera cargas positivas ou negativas em relação à carga elétrica dos núcleos dos átomos.
Os processos ou equipamentos suscetíveis de gerar ou acumular eletricidade
estática devem dispor de proteção específica e dispositivos de descarga elétrica.
No caso do profissional, estando isolado da Terra (por meio de botas, de luvas e etc.), uma
corrente de deslocamento irá circular em seu corpo, podendo se alterar dependendo do acoplamento
capacitivo que irá, constantemente, alinhar as cargas presentes no corpo.
Nesta situação, pode existir uma grande diferença de potencial entre o corpo humano e a
Terra, que pode chegar a alguns kV, não se tratando, portanto, de um caso clássico de eletrostática
e sim de um caso de quase estática. Essa tensão, quando muito elevada, pode ocasionar em
choques observados nas subestações.
Para evitar os choques estáticos, recomenda-se utilizar pulseiras contra descargas
eletrostáticas, utilizadas primordialmente para que não sejam acumuladas cargas elétricas no corpo
humano.

6.5 Campos elétricos e Magnéticos

Esses campos se manifestam por meio de forças exercidas em partículas eletrizadas neles
mergulhadas.
Procura-se esclarecer dúvidas sobre questões relacionadas com linhas de transmissão de
energia elétrica e exposição a campos elétricos e magnéticos.
Campo magnético é a passagem de corrente elétrica por um condutor gerando ao redor do
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mesmo um campo magnético, que se manifesta como uma força que atua sobre um material
magnético, por exemplo, um ímã ou a agulha de uma bússola. O campo magnético é representado
pela grandeza H, medida em ampére por metro (A/m), ou pela densidade de fluxo magnético ou
indução magnética B, grandeza proporcional a H. As unidades de medida de B são o tesla (T) ou o
gauss (G), entre as quais vale a relação: 1T = 104G ou 1µT (microtesla) = 10mG (miligauss).
Os Campos Elétricos e Magnéticos sempre estão presentes, quando há transmissão de
energia elétrica, sendo Campos Elétricos e Magnéticos de 60 Hz, quando se utiliza CA na frequência
de 60 Hz.
Não existem evidências científicas comprovadas, suficientemente fortes para que existam
preocupações a respeito de que os campos elétricos e magnéticos provocam danos à saúde, pois os
estudos desenvolvidos e os experimentos realizados em animais, células e estudos clínicos desde a
década de 1970 não comprovaram que a exposição a campos elétricos e magnéticos causa danos à
saúde.
Em 1979, foi publicado o primeiro estudo que pretendeu apontar uma associação entre
doenças e a proximidade de casas às linhas de transmissão de energia elétrica. A partir desse
estudo, que apresentou fracas evidências e resultados pouco significativos, a comunidade científica
internacional iniciou uma cruzada para tentar comprovar essa tese, não alcançando nenhuma
conclusão até o momento.
Organização Mundial da Saúde - OMS reconhece, oficialmente, as recomendações da
ICNIRP International Commission on Non-Ionizing Radiation Protection, e os resultados das
pesquisas mundiais permitem afirmar que a exposição a campos com intensidades inferiores aos
limites recomendados pelas diretrizes internacionais da ICNIRP não apresenta qualquer
consequência conhecida para a saúde.
Os limites recomendados pelo ICNIRP e adotados pela OMS para a população, em geral,
guardam um fator de segurança cinquenta vezes menor do que os considerados toleráveis pelo
organismo humano. Esses limites estão apresentados na tabela abaixo:

As conclusões das pesquisas científicas existentes até o momento são insuficientes para que
se adote limites de exposição de campos elétricos e magnéticos inferiores aos recomendados pela
Organização Mundial da Saúde (OMS), que já são bastantes conservadores. Os níveis de emissão
das instalações da Eletropaulo são muito inferiores aos recomendados pela Organização Mundial da
Saúde (em média, quatro a oito vezes menor).
Os limites máximos de campos elétricos e magnéticos, gerados por linhas de transmissão 60
Hz, adotados pela OMS Organização Mundial da Saúde para a exposição do público em geral, com
base em recomendações da ICNIRP International Commission on Non-Ionizing Radiation Protection
- são:
Campo elétrico: 4,17 kV/m; e
Densidade de fluxo magnético: 83,3 µT ou 833 mG

6.6 Trabalhos em Altura, máquinas e equipamentos especiais

Para a legislação, o trabalho em altura é toda a atividade executada acima de dois metros do
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piso de referência, sendo que é obrigatório, além dos Equipamentos de Proteção Individuais (EPI)
básicos a utilização do cinturão de segurança tipo paraquedista.
O curso da NR-35, Portaria SIT n.º 313, de 23 de março de 2012 do MTE estabelece os
requisitos mínimos e as medidas de proteção para o trabalho em altura, envolvendo o planejamento,
a organização e a execução, de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores
envolvidos direta ou indiretamente com esta atividade.

Para a realização de atividades em altura os trabalhadores devem:


Possuir os exames específicos da função comprovados no ASO Atestado de Saúde
Ocupacional (o ASO deve indicar, explicitamente, que a pessoa está apta a executar
trabalho em local elevado);
Estar em perfeitas condições físicas e psicológicas, paralisando a atividade caso sinta
qualquer alteração em suas condições;
Estar treinado e orientado sobre todos os riscos envolvidos.
Utilizar todos os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) destinados ao serviço
executado.

Os serviços executados em estruturas elevadas eram realizados com o cinturão de segurança


abdominal e toda a movimentação era feita sem um ponto de conexão, isto é, o trabalhador só teria
segurança quando estivesse amarrado à estrutura, estando susceptível a quedas.
Este tipo de equipamento, devido a constituição não permitia que fossem adotados novos
procedimentos quanto à escalada, movimentação e resgate dos trabalhadores.
Com a preocupação constante em relação à segurança dos trabalhadores, a legislação atual
exigiu a aplicação de um novo sistema de segurança para trabalhos em estruturas elevadas, que
possibilitam outros métodos de escalada, movimentação e resgate.
A filosofia de trabalho adotada é de que em nenhum momento, nas movimentações durante a
execução das tarefas, o trabalhador poderá ficar desamarrado da estrutura. 30% dos acidentes de
trabalho ocorridos ao ano são decorrentes de quedas.

6.6.1 Procedimentos

a) O trabalhador deverá possuir Atestado de Saúde Ocupacional (ASO), constando


exame de Eletroencefalograma, emitido pelo médico coordenador do PCMSO
acusando, que o trabalhador esteja apto para executar trabalhos em altura.
b) Poderão ser necessários outros exames a critério do médico.
c) A validade do ASO para trabalho em altura será de seis meses. A data do vencimento
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d) O trabalhador deverá possuir idade e biotipo adequado.


e) Ser especializado no trabalho, em que for executar, bem como estar familiarizado com
os equipamentos inerentes ao serviço.
f)
NR 18 da Portaria n.º 3.214/78 do Ministério do Trabalho, vigente e os indicados pela
Segurança do Trabalho.
g) Os trabalhos em altura só poderão ser executados por pessoas devidamente treinadas
e orientadas pelas chefias responsáveis pelo serviço.
h) Todos os trabalhadores em serviço em altura devem se utilizar de capacete com
jugular.
i) Utilizar roupas adequadas ao trabalho executado, não sendo permitido o uso de
sandálias e chinelo.
j) Não é permitido brincadeiras, ou jogar ferramentas do local elevado.
k) Utilizar cinto porta-ferramenta com ou bolsa própria para guardar e transportar
ferramentas manuais.
l) Antes do início da realização de qualquer trabalho em altura deverá ser feita,
previamente, rigorosa inspeção pelo encarregado do setor em que serão realizados
os trabalhos, pelo responsável dos trabalhos e pela Segurança do Trabalho.
m) O local deverá ser sinalizado por meio de placas indicativas e/ou cones, deverá ser
feito um isolamento para prevenir acidentes com transeuntes ou pessoas que estejam
trabalhando embaixo.
n) É obrigatório o uso do cinto de segurança tipo paraquedista com dois talabartes, para
trabalhos em altura superior a 2 (dois) metros.
o) O transporte de materiais para cima ou para baixo deverá ser feito, preferencialmente,
com a utilização de cordas em cestos especiais ou de forma mais adequada.
p) Materiais e ferramentas não podem ser deixados desordenadamente nos locais de
trabalho como sobre andaimes, plataformas ou qualquer estrutura elevada, para evitar
acidentes com pessoas que estejam trabalhando ou transitando sob as mesmas.
q) As ferramentas não podem ser transportadas em bolsos, o melhor é utilizar sacolas
especiais ou cintos apropriados.
r) Instalações elétricas provisórias só devem ser realizadas, exclusivamente, por
eletricista autorizado.
s) Todo trabalho em altura deverá ser previamente autorizado pela área de Prevenção
de Acidentes , por meio da emissão de Autorização para Trabalho em Altura.
t) Somente poderão trabalhar em alturas os empregados que possuírem a Autorização
para Trabalho para o referido trabalho.

6.6.2 Escadas
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A escada portátil (ou de mão) deve ser adquirida de fornecedores cadastrados, que atendam
as especificações técnicas de cada empresa (tamanho, capacidade máxima, etc).

Classificação das escadas:

Escada simples (singela) - é aquela constituída por dois montantes interligados por
degraus;
Escada de abrir - é aquela formada por duas escadas simples ligadas entre si pela
parte superior por meio de dobradiças resistentes;
Escada de extensão ou prolongável - é aquela constituída por duas escadas simples
que se deslizam, verticalmente, uma sobre a outra, por meio de um conjunto formado
por polia, corda, trava e guias.

As escadas portáteis (de mão) devem ter uso restrito para acesso a local de nível diferente e
para execução de serviços de pequeno porte e que não exceda a capacidade máxima suportada
pela mesma. Para serviços prolongados se recomenda a instalação de andaimes.
Serviços que requeiram a utilização simultânea das mãos somente podem ser feitos com
escada de abrir com degrau largo ou utilização de talabarte envolto em estrutura rígida.
Toda a escada deve ter uma base sólida, antiderrapante, com extremos inferiores (pés)
nivelados.
Não utilize escadas com pés ou degraus quebrados, soltos, podres, emendados, amassados,
trincados ou rachados, ou faltando parafuso ou acessório de fixação. Escada defeituosa deve ser
imediatamente retirada de uso.
A escada deve ser apoiada em piso sólido, nivelado e resistente, para evitar recalque ou
afundamento. Não se deve apoiar escadas em superfícies instáveis, tais como: caixas, tubulações,
tambores, rampas, superfícies de andaimes ou ainda em locais em que haja risco de queda de
objetos. Em piso mole, se deve providenciar uma base sólida e antiderrapante para a mesma.
Em locais de trânsito de veículos, a escada deve ser protegida com sinalização e barreira.
As escadas portáteis não devem ser posicionadas nas proximidades de portas, em áreas de
circulação de pessoas ou máquinas, porque pode ocorrer risco de queda de materiais ou objetos,
nas proximidades de aberturas e vãos e próximo da rede elétrica e equipamentos elétricos
desprotegidos. Quando for necessário utilizar próximo as portas, estas devem estar trancadas,
sinalizadas e isoladas para acesso à área.
Após sua utilização, a escada deve retornar ao seu local de origem. Não deixar a mesma
abandonada no chão, nem apoiada contra paredes e estruturas.

a) As escadas devem ser inspecionadas sempre antes de serem usadas;


b) Nunca devem ser de madeira pintada, a não ser que obtenha o CA (Certificado de
Aprovação);
c) As escadas não devem apresentar farpas ou saliências;
d) As escadas de encosto não devem ter mais de sete metros (escadas de extensão não
devem ter mais de doze metros);
e) As escadas de extensão não devem ter suas partes separadas, para evitar a quebra
de polias e a danificação dos engates;
f) As escadas de abrir não devem ter mais de seis metros de extensão, devendo ser
abertas até o fim do seu curso, com o tirante limitador bem encaixado, antes de serem
usadas;
g) Todas as escadas portáteis devem ter sapatas antiderrapantes;
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h) Para maior estabilidade da escada, é necessário que o ângulo em relação ao piso


tenha o valor aproximado de 75º, podendo variar entre 65º a 80º.;
i) Para subir uma escada deve haver uma pessoa segurando a base desta até que o
usuário amarre o terceiro degrau (a contar de cima para baixo) em um suporte fixo e
prenda seu cinto de segurança;
j) Somente uma pessoa de cada vez deve utilizar a escada para subir ou descer;
k) É obrigatório o uso de cinto de segurança, preso a estrutura mais próxima, em altura
superior a dois metros do chão. É proibido prender na própria escada;
l) Sempre se deve subir e descer uma escada de frente para ela.
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6.6.3 Cesta Aérea

Confeccionadas em PVC, revestidas com fibra de vidro, normalmente, são utilizadas em


equipamentos elevatórios (Gruas), tanto fixas como móveis, neste caso em caminhões com
equipamento guindauto, normalmente acoplada à grua (guindauto). Pode ser individual em ambos os
casos ou dupla em grua fixa.
No caso de atividades em linha viva ao contato, pelas suas características isolantes e devido
a melhor condição de conforto em relação à escada. Os movimentos da cesta possuem duplo
comando (no veículo e na cesta) e são, normalmente, comandados na cesta. Tanto as hastes de
levantamento como a cesta devem sofrer ensaios de isolamento elétrico periódico e possuir relatório
das avaliações.
O empregado deve se amarrar à cesta aérea por meio de talabarte e cinturão de segurança
utilizando todos os equipamentos de segurança.
Quanto ao veículo o trabalhador deverá:
Manter o piso limpo;
Atentar para subida e descida das cestas aéreas apoiando no suporte;
Não pular,
Não utilizar o suporte ou escada de acesso.

6.6.4 Máquinas e Equipamentos Especiais

A operação de máquinas e equipamentos que exponham o operador ou terceiros a riscos só


pode ser feita por trabalhador qualificado e identificado por crachá.
Devem ser protegidas todas as partes móveis dos motores, transmissões e partes perigosas
das máquinas ao alcance dos trabalhadores.
As máquinas e os equipamentos que ofereçam risco de ruptura de suas partes móveis,
projeção de peças ou de partículas de materiais devem ser providos de proteção adequada.
As máquinas e equipamentos de grande porte devem proteger adequadamente
o operador contra a incidência de raios solares e intempéries.
O abastecimento de máquinas e equipamentos com motor a explosão deve ser realizado por
trabalhador qualificado, em local apropriado, utilizando-se de técnicas e equipamentos que garantam
a segurança da operação.
Na operação de máquinas e equipamentos com tecnologia diferente daquela que o operador
estava habituado a usar, deve ser feito novo treinamento, de modo a qualificá-lo à utilização dos
mesmos.
As máquinas e os equipamentos devem ter dispositivo de acionamento e parada localizado
de modo que:
seja acionado ou desligado pelo operador em sua posição de trabalho;
não se localize na zona perigosa da máquina ou do equipamento;
possa ser desligado em caso de emergência por outra pessoa que não seja o
operador;
não possa ser acionado ou desligado, involuntariamente, pelo operador ou por
qualquer outra forma acidental;
não acarrete riscos adicionais.
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Toda máquina deve possuir dispositivo de bloqueio para impedir seu


acionamento por pessoa não autorizada.
As máquinas, equipamentos e ferramentas devem ser submetidos à inspeção e manutenção
de acordo com as normas técnicas oficiais vigentes, dispensando-se especial atenção a freios,
mecanismos de direção, cabos de tração e suspensão, sistema elétrico e outros dispositivos de
segurança.
Toda máquina ou equipamento deve estar localizado em ambiente com iluminação natural
e/ou artificial adequada à atividade, em conformidade com a NBR 5.413/91 - Níveis de Iluminância de
Interiores da ABNT.
As inspeções de máquinas e equipamentos devem ser registradas em documento específico,
constando as datas e falhas observadas, as medidas corretivas adotadas e a indicação de pessoa,
técnico ou empresa habilitada que as realizou.
Nas operações com equipamentos pesados devem ser observadas as seguintes medidas de
segurança:
Para encher/esvaziar pneus, não se posicionar de frente para eles, mas atrás da
banda de rodagem, usando uma conexão de autofixação para encher o pneu. O
enchimento só deve ser feito por trabalhadores qualificados, de modo gradativo e com
medições sucessivas da pressão;
Em caso de superaquecimento de pneus e sistema de freio devem ser tomadas
precauções especiais, prevenindo-se de possíveis explosões ou incêndios;
Antes de iniciar a movimentação ou dar partida no motor, é preciso se certificarde que
não há ninguém trabalhando sobre, debaixo ou perto dos mesmos;
Os equipamentos que operam em marcha a ré devem possuir alarme sonoro
acoplado ao sistema de câmbio e retrovisores em bom estado;
O transporte de acessórios e materiais por içamento deve ser feito o mais próximo
possível do piso, tomando-se as devidas precauções de isolamento da área de
circulação, transporte de materiais e de pessoas;
As máquinas não devem ser operadas em posição que comprometa sua
estabilidade;
É proibido manter sustentação de equipamentos e máquinas somente pelos cilindros
hidráulicos, quando em manutenção;
Devem ser tomadas precauções especiais, quando da movimentação de máquinas
equipamentos próximos a redes elétricas.
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7 TÉCNICAS DE ANÁLISE DE RISCO NO SEP

O curso de NR-10 Básico do INBRAEP possui uma técnica de análise de risco bem ampla,
podendo ser utilizada no sistema elétrico de potência.
Visto que alguns profissionais, que realizam o curso complementar no INBRAEP não tenham
realizado o curso básico com a instituição, se faz importante relembrar as técnicas de análise de
risco.

Os acidentes são materializações dos riscos associados a atividades, procedimentos, projetos


e instalações, máquinas e equipamentos.
Para reduzir a frequência de acidentes, é preciso avaliar e controlar os riscos e responder as
seguintes perguntas.

Que pode acontecer errado?


Quais são as causas básicas dos eventos não desejados?
Quais são as consequências?

A análise de riscos se constitui em um conjunto de métodos e técnicas que aplicados a uma


atividade proposta ou existente identificam e avaliam qualitativa e quantitativamente os riscos que
essa atividade representa para a população vizinha, ao meio ambiente e à própria empresa.
A utilização de técnicas e de métodos específicos para a análise de riscos ocupa, cada vez
mais, o espaço nos programas sobre segurança e gerenciamento ambiental das indústrias, como
evidência da preocupação destas, dos governos e de toda a sociedade com respeito aos temas
relacionados à segurança e ao meio ambiente.

Os principais resultados de uma análise de riscos são:

Identificação de cenários de acidentes;


Suas frequências esperadas de ocorrência;
Magnitude das possíveis consequências.

Deve incluir as medidas de prevenção de acidentes e as medidas para controle das


consequências de acidentes para os trabalhadores e para as pessoas, que vivem ou trabalham
próximo à instalação ou para o meio ambiente.

7.1 Conceitos Básicos

7.1.1 Perigo

Perigo é a situação de ameaça que pode causar danos (materais, máquinas, equipamentos e
meio ambiente) e/ou lesões (pessoas).

7.1.2 Risco

Medida da perda econômica e/ou de danos para a vida humana, resultante da combinação
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entre a frequência da ocorrência e a magnitude das perdas ou danos (consequências).


O risco está sempre ligado à factibilidade da ocorrência de um evento não desejado, sendo
função da frequência da ocorrência das hipóteses acidentais e das suas consequências. Desta
maneira, o risco pode ser expresso como uma função desses fatores, sendo apresentado na
equação:

R=f(c,f,C)

R = risco;
c = cenário acidental
f = frequência de ocorrência
C = consequência (perdas e/ou danos).

O risco também pode ser definido por meio das seguintes expressões:
combinação de incerteza e de dano;
razão entre o perigo e as medidas de segurança;
combinação entre o evento, a probabilidade e suas consequências.

A experiência demonstra que, geralmente, os grandes acidentes são causados por eventos
pouco frequentes, mas que causam danos importantes.
Os riscos à segurança e à saúde dos trabalhadores no setor de energia elétrica são, via de
regra, elevados, podendo levar a lesões de grande gravidade e são específicos a cada tipo de
atividade. Contudo, o maior risco à segurança e à saúde dos trabalhadores é o de origem elétrica.
A eletricidade se constitui em um agente de alto potencial de risco ao homem. Mesmo em
baixas tensões ela representa perigo à integridade física e à saúde do trabalhador. A ação da
energia elétrica mais nociva é a ocorrência do choque elétrico com consequências diretas e indiretas
(quedas, batidas, queimaduras indiretas e outras). Também apresenta risco devido à possibilidade
de ocorrências de curtos-circuitos ou mau funcionamento do sistema elétrico originando grandes
incêndios e explosões.
É importante lembrar que o fato da linha estar seccionada não elimina o risco elétrico,
tampouco se pode prescindir das medidas de controle coletivas e individuais necessárias, já que a
energização acidental pode ocorrer devido a erros de manobra, contato acidental com outros
circuitos energizados, tensões induzidas por linhas adjacentes ou que cruzam a rede, descargas
atmosféricas, mesmo que distantes dos locais de trabalho, fontes de alimentação de terceiros.

7.1.3 Análise de Riscos

A análise de riscos Éé a atividade dirigida para a elaboração de uma estimativa (qualitativa ou


quantitativa) dos riscos, baseada na engenharia de avaliação e técnicas estruturadas para promover
a combinação das frequências e consequências de cenários acidentais.

7.1.4 Avaliação de riscos

A avaliação de riscos é o processo que utiliza os resultados da análise de riscos e os


compara com os critérios de tolerabilidade previamente estabelecidos.
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7.1.5 Gerenciamento de Riscos

É a formulação e a execução de medidas e procedimentos técnicos e administrativos que têm


o objetivo de prever, controlar ou reduzir os riscos existentes na instalação industrial, objetivando
mantê-la operando dentro dos requerimentos de segurança considerados toleráveis.

7.1.6 Níveis de risco

Catastrófico.
Moderado.
Desprezível.
Crítico.
Não Crítico.

7.2 Desenvolvimento de estudos de análise de riscos


Geralmente, um estudo de análise de riscos pode ser dividido nas seguintes etapas:
1. Caracterização da empresa.
2. Identificação de perigos.
3. Estimativa de consequências e de vulnerabilidade.
4. Estimativa de frequências.
5. Estimativa de riscos.
6. Avaliação e gerenciamento de riscos.

7.2.1 Caracterização da empresa

A caracterização da empresa e da região têm as seguintes finalidades:

identificar aspectos comuns, que possam interferir na instalação ou no ambiente;


o enfoque operacional e de segurança;
estabelecer uma relação direita entre a empresa e a região da influência.

Esperam-se os seguintes resultados práticos:

obtenção de um diagnóstico das interfaces existentes entre a empresa, objeto de


análise e o local da instalação;
caracterização dos aspectos importantes que sustentarão o estudo de análise de
riscos, por meio da definição de métodos, normas ou necessidades específicas;
ajuda para determinar a amplitude do estudo.

7.2.2 Identificação de perigos

Esta etapa tem o objetivo de identificar os possíveis eventos não desejados que possam levar
a acidentes, possibilitando definir hipóteses acidentais que poderão produzir consequências
significativas.
Portanto, técnicas específicas para a identificação dos perigos devem ser empregadas, entre
as quais se pode mencionar:

Listas de verificação (Checklist);

Análise Preliminar de Perigos (APP);


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Análise de Modos de Falhas e Efeitos (AMFE);


Estudo de Perigos e Operabilidade.

7.2.2.1 Informações para a realização de uma APR/APP

As principais informações requeridas para a realização de uma Análise Preliminar de Riscos


ou Análise Preliminar de Perigos (APR/APP) são as seguintes:

sobre as instalações;
sobre os processos;
sobre as substâncias.

A realização da análise é feita por meio do preenchimento de uma planilha de APR/APP para
cada módulo de análise da instalação A planilha utilizada nesta APP, mostrada a seguir, contém
cinco colunas, as quais devem ser preenchidas, conforme a descrição apresentada a seguir.

ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCOS OU PERIGOS (APR/APP)

Atividade/Operação: ______________________________
Referência:__________
Data: __/__/___ Revisão:__________
__
ETAPA RISCO/PERIGO MODO DE DETECÇÃO EFEITO RECOMENDAÇÕES / CONTROLE

1ª coluna: Etapa
Esta coluna deve descrever, suscintamente, as diversas etapas da atividade/operação.

2ª coluna: Risco/perigo
Esta coluna deve conter os riscos/perigos identificados para o módulo de análise em estudo.
De uma forma geral, os riscos/perigos são eventos acidentais, que têm potencial para causar
danos às instalações, aos trabalhadores, ao público ou ao meio ambiente.

3ª coluna: Modos de detecção


Os modos disponíveis na instalação para a detecção do risco/perigo identificado na segunda
coluna devem ser relacionados nesta coluna. A detecção da ocorrência do risco/perigo tanto pode
ser realizada por meio da instrumentação (alarmes de pressão, de temperatura, etc.) como através
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da percepção humana (visual, odor, etc.).

4ª coluna: Efeitos
Os possíveis efeitos danosos de cada risco/perigo identificado devem ser listados nesta
coluna.

5ª coluna: Recomendações/observações
Esta coluna deve conter as recomendações de medidas mitigadoras de risco propostas pela
equipe de realização da APR/APP ou quaisquer observações pertinentes ao cenário de acidente em
estudo.
Análise Preliminar de Risco (APR)

Trata-se de uma técnica de análise prévia de riscos.


Análise Preliminar de Risco é uma visão do trabalho a ser executado, que permite a
identificação dos riscos envolvidos em cada passo da tarefa e, ainda, propicia
condição para evitá-los ou conviver com eles em segurança.
Por se tratar de uma técnica aplicável a todas as atividades, a técnica de Análise
Preliminar de Risco é o fato de promover e estimular o trabalho em equipe e a
responsabilidade solidária.

Outro modelo de Planilha de APR.


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7.2.3 Estimativa de consequências e de vulnerabilidade

Tendo por base as hipóteses acidentais formuladas na etapa anterior, é possível estudar as
possíveis consequências, medindo os impactos e danos causados por elas.
Deverão ser utilizados modelos de cálculos, que representem os possíveis efeitos resultantes
dos tipos de acidentes, como:

radiações térmicas de incêndios;


sobrepressões causadas por explosões;
concentrações tóxicas resultantes de emissões de gases e vapores;

Em seguida, deverão ser estimadas as possíveis consequências dos cenários produzidos


pelas hipóteses de acidentes. Os resultados desta estimativa deverão servir de base para a análise
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de vulnerabilidade nas instalações estudadas. Normalmente, essa análise é feita considerando


danos às pessoas expostas a esses impactos.

7.2.4 Estimativa de frequências

Para fazer estudos quantitativos de análise de riscos é necessária a estimativa das


frequências das hipóteses acidentais decorrentes das falhas nos equipamentos ligados às
instalações ou atividades da análise. Da mesma maneira, a estimativa de probabilidade de erros do
homem deve ser quantificada nesta etapa. Esses dados, normalmente, são difíceis de serem
estimados já que há poucos estudos abordando confiabilidade humana.

As seguintes técnicas podem ser utilizadas para o cálculo das frequências dos cenários de
acidentes:
análise histórica dos acidentes, por meio da pesquisa bibliográfica ou nos bancos de
dados de acidentes;
análise por árvore de falhas (AAF);
análise por árvores de eventos (AAE).

Em determinados estudos, os fatores externos da empresa podem contribuir para o risco de


uma instalação. Nesses casos, também deve ser considerada a probabilidade ou a frequência do
acontecimento de eventos não desejáveis causados por terceiros ou por agentes externos.
Um fator que deve ser considerado na análise é o erro humano durante a realização de uma
determinada operação, principalmente, erros de manutenção, devido aos quais acontecem cerca de
60% a 80% dos acidentes maiores, em que o erro humano está envolvido.

7.2.5 Estimativa de riscos

A estimação de riscos é feita por meio da combinação das frequências de ocorrência das
hipóteses de acidentes e as suas respectivas consequências. Pode-se expressar o risco de
diferentes formas segundo o objetivo do estudo em questão. Geralmente, os riscos são expressos da
seguinte maneira:

Índices de risco;
Risco social;
Risco individual.

7.2.6 Avaliação e gerenciamento de riscos

Nesta etapa, os riscos estimados deverão ser avaliados, de maneira a definir medidas e
procedimentos, que serão executados com o objetivo de reduzi-los ou gerenciá-los, tendo-se por
base critérios de aceitabilidade de riscos previamente definidos.
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8 PROCEDIMENTOS DE TRABALHO - ANÁLISE E DISCUSSÃO

Os procedimentos de trabalho têm o objetivo de estabelecer as normas técnicas e


administrativas de segurança para realização de serviços em eletricidade, visando à prevenção de
acidentes e integridade dos profissionais envolvidos. Esses procedimentos devem ser aplicados em
todas as atividades de projeto, de instalação, de manutenção, de reparos, de modificações, de
ampliações e demais serviços em eletricidade, sob coordenação dos setores responsáveis.
Os serviços em instalações elétricas devem ser planejados e realizados em conformidade
com procedimentos de trabalho específicos, padronizados, com descrição detalhada de cada tarefa,
passo a passo, assinados por profissional que atenda ao que estabelece o item 10.8 da NR-10.
Devendo, também, ser precedidos de ordens de serviço específicas, aprovadas por trabalhador
autorizado, contendo no mínimo, o tipo, a data, o local e as referências aos procedimentos de
trabalho a serem adotados.
Os procedimentos de trabalho assim como os prontuários e cadastro das instalações devem
ser visíveis e de conhecimento de todos os profissionais que irão realizar os serviços em eletricidade.
Cada empresa deve estabelecer os seus procedimentos de trabalhos, adequando-se a
realidade e atividade. Porém, além de conterem, no mínimo, o tipo, a data, o local e as referências
aos procedimentos de trabalho a serem adotados, há uma estrutura básica que pode ser seguida
contendo:
O objetivo do procedimento.
A abrangência.
O documento ou documentos de referência.
As definições.
Os procedimentos.
As responsabilidades.
Os equipamentos de proteção.
Os treinamentos.

8.1 Objetivo do Procedimento

O objetivo do procedimento deve estar descrito para registro do motivo e exposição do por
que o procedimento foi criado, podendo haver mais de um objetivo por procedimento.
Exemplo de um objetivo: Estabelecer as normas técnicas e administrativas de segurança,
para realização de serviços em eletricidade, visando à prevenção de acidentes.

8.2 Abrangência

A abrangência serve para determinar até onde estes procedimentos devem ser executados,
sendo que as empresas podem determinar, por exemplo, que os procedimentos são de abrangência
somente nas dependências da empresa, ou até mesmo em um determinado setor, sendo que
externamente deverão ser estabelecidos outros procedimentos.
Para serviços em eletricidade a abrangência é bem ampla como visto no primeiro capítulo,
sendo da geração até as linhas de transmissão.
Exemplo de abrangência: Esses procedimentos devem se aplicados em todas as atividades
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de projeto, de instalação, de manutenção, de reparos, de modificações, de ampliações e demais


serviços em eletricidade.

8.3 Documento de Referência

O documento de referência é o documento em que os procedimentos foram baseados, em


procedimentos de trabalho em eletricidade o documento de referência basicamente é a NR-10.
Exemplo de documento de referência: NR-10 SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E
SERVIÇOS EM ELETRICIDADE.

8.4 Definições

As definições são utilizadas para expressar o significado do agente principal do procedimento,


podendo ser uma ou várias as definições, dependendo do procedimento.
Exemplo de definição: Eletricidade: é um agente de risco em sistemas eletroeletrônicos
presentes em máquinas, transformadores, motores, ferramentas, computadores, entre outros
equipamentos destinados a diferentes aplicações.

8.5 Procedimentos

Chega-se ao item que de fato estabelece os procedimentos, em que devem constar todos os
procedimentos referentes a determinado trabalho, uma vez que cada empresa precisa estabelecer os
procedimentos de trabalhos que aplicará, adequando-se a realidade e a atividade. Todavia, existem
procedimentos que são básicos, quando o assunto é segurança ou trabalho em eletricidade.
São citados, a seguir, alguns procedimentos que são básicos e que em todas as empresas
que trabalham com eletricidade são utilizados:

1. Somente podem ter acesso a instalações e equipamentos elétricos de qualquer


natureza, para realização de serviço nos mesmos, profissionais qualificados,
habilitados, treinados e autorizados pela chefia do setor de Manutenção.
2. É proibido o acesso ou permanência de pessoas não autorizadas em ambientes
próximos a partes em que estejam sendo realizados serviços de reparos nas
instalações elétricas. Para tanto, esses locais devem ser devidamente isolados e
sinalizados, com cones, fitas e material que seja necessário, pelo responsável do
trabalho.
3. As instalações e equipamentos elétricos devem ser inspecionados, periodicamente,
por profissionais qualificados, designados pela chefia da Manutenção da área, nas
fases de execução, de reforma, de ampliação, de operação e de manutenção.
4. O espaço de trabalho situado nas áreas contíguas de partes elétricas expostas não
deve ser utilizado como passagem.
5. Durante a construção e reparos de instalações elétricas, ou obras de construção civil
próximas de instalações elétricas sob tensão devem ser tomados cuidados especiais
quanto ao risco de contatos acidentais e de indução elétrica.
6. Para garantir a ausência de tensão no circuito elétrico, durante todo o tempo
necessário para o desenvolvimento dos serviços em eletricidade, os dispositivos de
comando devem estar sinalizados e bloqueados (procedimento de bloqueio de
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equipamentos), bem como aterrados.


7. Todas as partes das instalações elétricas devem ser projetadas e executadas de
modo que seja possível prevenir, por meios seguros, os riscos de choque elétrico,
incêndio, explosão, e outros tipos de acidentes.
8. As partes de instalações elétricas a serem operadas, ajustadas ou examinadas,
devem ser dispostas de modo a permitir um espaço suficiente para o trabalho seguro.
9. As partes das instalações elétricas não cobertas por material isolante, na
impossibilidade de conservar distâncias, que evitem contatos casuais, devem ser
isoladas por obstáculos, que ofereçam resistência adequada.
10. O sistema de aterramento das subestações, cabines primárias, fornos, bem como dos
para-raios, em geral, deve passar por manutenção periódica, para que sejam
corrigidos eventuais problemas de continuidade, resistência de terra e outros que
influenciem negativamente a segurança do equipamento e do pessoal.
11. Os ambientes das instalações elétricas que contenham risco de incêndio devem
dispor de proteção contra o fogo.
12. As partes das instalações elétricas sujeitas à acumulação de eletricidade estática
devem ser convenientemente aterradas.
13. Os transformadores e capacitores devem ser instalados, considerando-se as
recomendações do fabricante, no que se refere à localização, distância de isolamento
e condições de operação, e ter sua carcaça aterrada.
14. Os dispositivos de desligamento, manobra e bloqueio de circuitos elétricos devem ser
projetados e instalados considerando-se as normas da ABNT específicas e NR-10 e,
em especial, as referentes à localização, sinalização, comando e identificação.
15. Todo motor elétrico deve possuir dispositivo de proteção.
16. As subestações e cabines primárias devem estar sempre com a porta de acesso
trancada e sinalizada com placa: "Perigo - Alta Tensão .
17. Em locais em que possa ocorrer concentração de gases inflamáveis, as instalações e
equipamentos elétricos, inclusive os portáteis, devem ser obrigatoriamente blindados.
18. É proibido o trabalho de apenas uma pessoa em áreas confinadas e/ou subestações,
inclusive em casos de plantões ou finais de semana.
19. É proibido o trabalho de menores (aprendizes/estagiários) diretamente em contato
com instalações elétricas; o aprendiz deve apenas acompanhar o trabalho do
profissional qualificado. O funcionário que estiver à frente do trabalho é responsável
pelo acompanhante.
20. Todo profissional, que estiver trabalhando, ou qualquer pessoa, que estiver nas
proximidades de circuitos elétricos, devem estar utilizando equipamento de proteção
adequado ao risco.

Estes são alguns exemplos de procedimentos básicos, como já citados, os procedimentos


podem variar dependendo da atividade ou peculiaridade de cada empresa ou serviço.

8.6 Responsabilidades

No item responsabilidades se devem designar as responsabilidades de cada setor da


empresa que, de alguma forma, vão interagir com os procedimentos, até mesmo as
responsabilidades do profissional que executará o serviço. Outro fato que não se pode esquecer é
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que este item deve ter as responsabilidades até mesmo do setor ou profissionais, que deverão ser
acionados caso ocorra algum acidente.
Exemplo de Responsabilidades:

Departamento de Recursos Humanos: é responsável por observar para que somente


profissionais portadores de curso específico, ministrado ou reconhecido pelo sistema oficial de
ensino sejam selecionados para as funções de eletricista, eletricista eletrônico, instrumentista
eletrônico e demais funções relacionadas à área elétrica.
Gerência do Departamento de Manutenção: Responsabilizar-se técnica e administrativamente
pela manutenção preventiva e corretiva de todas as instalações e equipamentos elétricos. Designar
somente profissionais qualificados, treinados, instruídos e autorizados para serviços em instalações
ou equipamentos elétricos.
Profissional que trabalha com eletricidade: Utilizar somente ferramentas manuais
devidamente isoladas e adequadas ao trabalho (ex: alicates, chaves de fendas), sendo
terminantemente proibido o uso de ferramentas inadequadas. Não é permitido a utilização de anéis,
pulseiras, relógios ou outros tipos de adornos pessoais, durante o trabalho. Comunicar toda
ocorrência não programada durante o trabalho à supervisão/chefia/responsável pelo trabalho.

8.7 Equipamentos de Proteção

Este item estabelece os Equipamentos de Proteção Individual ou Coletivo (EPI/EPC) para


cada serviço, estabelecendo também qual equipamento deve ser utilizado em determinadas áreas de
trabalho.
Exemplo de equipamentos de proteção nos procedimentos:

Nas subestações:
É obrigatório o uso de luvas de alta tensão sempre que o eletricista operar a chave
seccionadora de média e alta tensão e o comando de acionamento dos disjuntores de
alta, média e baixa tensão.
É obrigatório o uso de balaclava, capuz e jaleco apropriados ao trabalho.
O cuidado e o uso adequado das luvas de borracha isolante de alta tensão são
essenciais para a segurança do usuário.
As luvas devem ser inspecionadas visualmente antes de serem utilizadas, em cada
inspeção se deve incluir o interior e a superfície externa, observar se a luva apresenta
danos como: inchamento, amolecimento, endurecimento, pegajosidade ou
deterioração. Recomenda-se realizar o teste de insuflamento antes de cada utilização.
Não se deve utilizar nenhum tipo de adorno, quando da utilização das luvas.
As luvas não devem ser dobradas, enrugadas, comprimidas ou submetidas a qualquer
solicitação que possa causar alongamento ou compressão.

Na realização do trabalho:

Vara de manobra adequada à tensão do trabalho para acionamento de chaves


seccionadoras.
Tapetes de borracha para utilização diante de equipamentos, em locais de manobra,
de classe apropriada de tensão.
Luvas de borracha para alta tensão - classe I - tipo 2 e respectiva luva de cobertura,
para utilização nas áreas de manobra com média tensão, devidamente
acondicionadas em caixas apropriadas.
Vestimenta de Proteção contra arco-voltáico.
Óculos de proteção.
Bota para eletricista.
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Porta Ferramentas.
Sinalização adequada.
Cinto de segurança para trabalhos em altura superior a dois metros.
Capacete.
As escadas devem ser apropriadas ao trabalho com eletricidade.

8.8 Treinamento

Neste item a empresa estabelecerá os treinamentos que os trabalhadores terão que fazer
para executarem os serviços. No caso de trabalhos em eletricidade é exigência do Ministério do
Trabalho o curso de NR-10 para todos os trabalhadores que atuam, diretamente ou indiretamente,
com eletricidade.
Exemplo do item treinamento:
Todo funcionário que realiza trabalhos de manutenção em equipamentos e instalações
elétricas devem ter treinamento específico de 40 horas, conforme NR10.
Deverá ser feita uma reciclagem a cada dois anos ou sempre que o profissional
obtiver uma troca de função.

Os procedimentos precisam estar atualizados e traduzirem a realidade de campo de cada


empresa, com pleno conhecimento de todos os trabalhadores.
Os trabalhadores têm um papel fundamental nos processos, além de seguir os procedimentos
para uma segurança de todos, os trabalhadores muitas vezes podem encontrar algumas falhas, ou
indicar melhoras no procedimento, assim ajudando a prevenção de acidentes para si e os demais.
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9 TÉCNICAS DE TRABALHO SOB TENSÃO

9.1 Em Linha Viva

Essa atividade designa a trabalhos em linha energizada que pode ser realizada mediante a
adoção de procedimentos que garantam a segurança dos trabalhadores. Nessa condição de trabalho,
as atividades podem se desenvolver mediante alguns métodos que serão vistos a seguir.

9.2 Método ao Contato

O trabalhador tem contato com a rede energizada, mas não fica ao mesmo potencial da rede
elétrica, pois está devidamente isolado desta, utilizando equipamentos de proteção individuais
adequados ao nível de tensão, tais como: botas, luvas e mangas isolantes e equipamento de
proteção coletiva como cobertura e mantas isolantes.

9.3 Método ao Potencial

É o método em que o trabalhador fica em contato direto com a tensão da linha, no mesmo
potencial da rede elétrica. Nesse método é importantíssimo o emprego de medidas de segurança,
que garantam o mesmo potencial elétrico no corpo inteiro do trabalhador, devendo ser utilizado
conjunto de vestimentas condutoras (roupas, botinas, luvas, capuzes), ligadas por meio de cabo
condutor elétrico e cinto a rede objeto da atividade. São necessários treinamentos e
condicionamentos específicos dos trabalhadores para tais atividades.

9.4 Método a Distância

É o método em que o trabalhador interage com a parte energizada a uma distância segura,
por meio do emprego de procedimentos, estruturas, equipamentos, ferramentas e dispositivos
isolantes apropriados. Sendo necessário, também, treinamento e condicionamento específico dos
trabalhadores em tais atividades.

9.5 Em Áreas Internas


Os trabalhos a serem realizados sob tensão em áreas internas devem ser planejados, para
não interferirem na rotina de outras áreas da empresa, além de não colocarem em risco a integridade
física dos outros profissionais, podendo inclusive gerar riscos de acidentes graves que podem, em
geral, levar a óbito.
Todas as manobras que sejam feitas em áreas internas das instalações, isto é, em
subestações ou painéis localizados no interior de áreas abrigadas devem conter os equipamentos de
proteção coletiva compatíveis, respeitando o nível de tensão a qual se esteja submetido.

9.6 Trabalhos Noturnos

Excepcionalmente, durante a noite, o serviço com linha energizada deverá atender às


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seguintes exigências: treinamento para serviço noturno, condições físicas favoráveis do eletricista no
caso de prorrogação da jornada, iluminação local de forma a permitir condição para o trânsito de
veículos e pedestres e, principalmente, para execução da tarefa.
Os profissionais deverão utilizar vestimentas com fita refletiva para melhor visualização
noturna do trabalhador.
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10 EQUIPAMENTOS E FERRAMENTAS DE TRABALHO


Nos locais de trabalho só podem ser utilizados equipamentos, dispositivos e ferramentas
elétricas compatíveis com a instalação elétrica existente, preservando-se as características de
proteção, respeitadas as recomendações do fabricante e as influências externas.
Uma das influências externas a ser considerada é o nível de sobretensão transitória que pode
ser esperada em uma instalação elétrica. Sendo, neste caso, uma sobretensão previsível, assim os
componentes da instalação deverão poder suportá-la.
As intervenções nas entalações elétricas devem ser feitas com equipamentos e ferramentas
profissionais. Estes devem atender aos requisitos de segurança estabelecidos pelas normas
técnicas.
A norma internacional de segurança para os instrumentos é estabelecida pela IEC
(International Electrotechnical Commission) em sua série IEC 61010 - requisitos de segurança para
aparelhos eléctricos de medição e controle.
A IEC-61010-1 classifica os instrumentos em quatro categorias de sobretensão. Esta
classificação está coerente com a classificação estabelecida na seção 5.4 da NBR 5410, e é
baseada na localização do componente da instalação em que está ocorrendo a intervenção em
relação à fonte de energia elétrica. De acordo com esta classificação, quanto mais próxima à fonte
de alimentação mais exigente são as proteções e maior é o nivel.
A IEC 61010 classifica os intrumentos em categorias I, II, III e IV:

Categoria IV: esta categoria é para intrumentos de uso na entrata de energia elétrica
da instalação. Nesta categoria, os instrumentos devem suportar os níveis de
sobretensão esperados nas redes públicas aéreas ou subterrâneas de distribuição.
Categoria III: é para os intrumentos usados nos circuitos de distribuição e circuitos
terminais, internos da instalação. Nesta categoria, os instrumentos devem suportar os
níveis de sobretensão esperados nos circuitos de distribuição, quadros, painéis e
circuitos terminais das intalações internas.
Categoria II: é para os intrumentos usados nos trabalhos em equipamentos de
utilização. Nesta categoria os instrumentos devem suportar os níveis de sobretensão
esperados nos equipamentos. De acordo com a NBR 5410, estes circuitos, em
grande parte dos casos, estão inclusive protegidos por dispositivos de proteção contra
surtos (DPS)
Categoria I: esta categoria é para os instrumentos usados na medição de linhas de
sinais, de telecomunicação e em equipamentos eletrônicos, entre outros. Estes
circuitos estão sempre protegidos por dispositivo de proteção contra surtos (DPS).

Como se pode ver, na escolha do instrumento adequado para os serviços em instalações


elétricas é fundamental ter o conhecimento da instalação. Neste aspecto, também a correta
aplicação da NR-10 é feita com base nas normas técnicas como a NBR 5410.

Os equipamentos e dispositivos desativados devem ser sinalizados com identificação da


condição de desativação, conforme procedimento de trabalho específico padronizado.
Os equipamentos, ferramentas e dispositivos isolantes ou equipados com materiais isolantes,
destinados ao trabalho em alta tensão, devem ser submetidos a testes elétricos ou ensaios de
laboratório periódicos, obedecendo-se as especificações do fabricante, os procedimentos da
empresa e na ausência destes, anualmente.
Não se pode esquecer que todo trabalhador em instalações elétricas energizadas em AT,
bem como aqueles envolvidos em atividades no SEP deve dispor de equipamento que permita a
comunicação permanente com os demais membros da equipe ou com o centro de operação durante
a realização do serviço.
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11 SISTEMAS DE PROTEÇÃO COLETIVA

No desenvolvimento de serviços em instalações elétricas e em suas proximidades devem ser


previstos e adotados prioritariamente equipamentos de proteção coletiva. Os equipamentos de
proteção coletiva (EPC) são dispositivos, sistemas, fixos ou móveis de abrangência coletiva,
destinados a preservar a integridade física e a saúde dos trabalhadores, usuários e terceiros.
Em todos os serviços executados em instalações elétricas devem ser previstas e adotadas,
prioritariamente, medidas de proteção coletiva aplicável mediante procedimentos direcionados para
as atividades a serem desenvolvidas, de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores.
As medidas de proteção coletiva compreendem, prioritariamente, a desenergização elétrica
conforme estabelece a NR-10 e, na sua impossibilidade, o emprego de tensão de segurança. Na
impossibilidade de implementação do estabelecido, devem ser utilizadas outras medidas de proteção
coletiva, tais como: isolação das partes vivas, obstáculos, barreiras, sinalização, sistema de
seccionamento automático de alimentação, bloqueio do religamento automático.
Os dispositivos de proteção coletiva utilizados nas concessionárias de energia elétrica e suas
empreiteiras e subempreiteiras devem garantir perfeita funcionalidade elétrica e mecânica com
isolação para execução das tarefas sem riscos de choque elétrico.
As empresas fabricantes dessa ferramenta realizam testes de isolação do equipamento, por
ocasião da fabricação dos mesmos. Entretanto, devido às solicitações dos serviços e do manuseio e
guarda não apropriada, esses EPC acabam perdendo essa condição de funcionalidade segura.
Por esse motivo, é necessário que as empresas submetam esses EPC a testes de
integridade, sempre que se suspeitar de algum dano que possa comprometer o seu bom
funcionamento, ou periodicamente, de acordo com o fabricante, devendo as empresas documentar
esses procedimentos, por meio do arquivamento de certificados de integridade dos equipamentos,
emitidos pela empresa que realizou os testes.
As ferramentas utilizadas nos serviços em instalações elétricas e em suas proximidades
devem ser eletricamente isoladas, em especial, àquelas destinadas a serviços em instalações
elétricas energizadas. Abaixo são citados alguns dos principais equipamentos de proteção que
constituem proteções coletivas para atividades realizadas nos setores em questão, sobretudo no
setor elétrico.

11.1 Dispositivos de Seccionamento

11.1.1 Chaves Fusíveis

As chaves fusíveis são dispositivos automáticos de manobra


(conexão/desconexão), que na ocorrência de sobrecorrente (corrente elétrica
acima do limite projetado) promove a fusão do elo metálico fundível (fusível) e,
consequentemente, a abertura elétrica do circuito. Dessa forma, quando há uma
sobrecarga, o elo fusível se funde (queima) e o trecho é desligado.
Normalmente, em rede de distribuição elétrica estão instaladas em cruzetas. Também
permitem a abertura mecânica, devendo ser operadas por dispositivo de manobra, a exemplo de
vara de manobra.
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11.1.2 Chaves Facas

As chaves facas são dispositivos que permitem a conexão e desconexão


mecânica do circuito. Geralmente, estas estão instaladas em cruzetas e são
usadas na distribuição e transmissão. Existem dois tipos: mecânica e
telecomandada.

11.2 Dispositivos de Isolação Elétrica


Os dispositivos de isolação elétrica são elementos construídos com materiais dielétricos (não
condutores de eletricidade) que têm por objetivo isolar condutores ou outras partes da estrutura que
estão energizadas, para que os serviços possam ser executados sem exposição do trabalhador ao
risco elétrico. Têm de ser compatíveis com os níveis de tensão do serviço. Normalmente, são de cor
laranja. Esses dispositivos devem ser bem acondicionados para evitar sujidade e umidade, que
possam torná-los condutivos. Também devem ser inspecionados a cada uso.

Exemplos:

Banqueta Isolante
Isolar o operador do solo durante operação do equipamento
guindauto, em regime de linha energizada.

Protetores isolantes de borracha ou PVC para redes elétricas


Destinados à proteção contra contatos acidentais em redes
aéreas, são utilizados na execução de trabalhos próximos a ou em
redes energizadas.

Tapetes de borracha isolantes


Acessório utilizado, principalmente, em subestações, sendo
aplicado na execução da isolação contra contatos indiretos,
minimizando assim as consequências por uma falha de isolação nos
equipamentos.
OBS: A minimização da corrente de falta fluindo pelo corpo (IC), quanto maior for
o valor da resistência de isolação do tapete, menor a resistência do aterramento de
proteção. Pode-se concluir que o tapete é um complemento da proteção por aterramento
da carcaça.

11.3 Dispositivos de Travamento

Travamento ou bloqueio é a ação destinada a manter, por meios mecânicos um dispositivo de


manobra fixa em uma determinada posição, de forma a impedir uma ação não autorizada. Assim,
dispositivos de travamento são aqueles que impedem o acionamento ou religamento de dispositivos
de manobra, (chaves, interruptores). Em geral utilizam cadeados. É importante que tais dispositivos
possibilitem mais de um bloqueio, ou seja, a inserção de mais de um cadeado, por exemplo, para
trabalhos simultâneos de mais de uma equipe de manutenção. É importante salientar que o controle
do dispositivo de travamento é individual por trabalhador.
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Toda ação de bloqueio ou travamento deve estar acompanhada de "etiqueta de sinalização",


com o nome do profissional responsável, data, setor de trabalho e forma de comunicação.
As empresas devem possuir procedimentos padronizados do sistema de bloqueio ou
travamento, documentado e de conhecimento de todos os trabalhadores, além de etiquetas,
formulários e ordens documentais próprias.
Cuidado especial deve ser dado ao termo "Bloqueio", que no SEP (sistema elétrico de
potência) também consiste na ação de impedimento de religamento automático de circuito, sistema
ou equipamento elétrico. Isto é, quando há algum problema na rede, devido a acidentes ou
disfunções, existem equipamentos destinados ao religamento automático do disjuntor na subestação,
que reconectam (religam) os circuitos automaticamente tantas vezes quantas forem pré-
programadas e, consequentemente, podem colocar em perigo os trabalhadores. Quando se trabalha
em linha viva, é obrigatória a desativação desse equipamento, pois se eventualmente houver algum
acidente ou um contato ou uma descarga indesejada o circuito se desliga por meio da abertura do
disjuntor da subestação, desenergizando todo o trecho. Essa ação é também denominada "bloqueio"
do sistema de religamento automático e possui um procedimento especial para sua adoção.

11.4 Aterramento Elétrico

11.4.1 Aterramento elétrico fixo em Equipamentos

Esse sistema de proteção coletiva é obrigatório nos invólucros, carcaças de equipamentos,


barreiras e obstáculos aplicados às instalações elétricas, fazendo parte integrante e definitiva delas.
Visa assegurar rápida e efetiva proteção elétrica, assegurando o escoamento da energia para
potenciais inferiores (terra), evitando a passagem da corrente elétrica pelo corpo do trabalhador ou
usuário, caso ocorra mal funcionamento (ruptura no isolamento, contato acidental de partes).
É visível e muito comum nas subestações cercas e telas de proteção, carcaças de
transformadores e componentes, quadros e painéis elétricos, torres de transmissão, etc. Nos
transformadores, há o terminal de terra conectado ao neutro da rede e ao cabo de para-raios.

11.4.2 Aterramento Fixo em Redes e Linhas

Quando o neutro está disponível este deve estar ligado ao circuito de


aterramento. Neste caso (frequente) o condutor neutro é aterrado a cada 300 m,
de modo que nenhum ponto da rede ou linha fica a mais de 200 m de um ponto
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de aterramento.

11.4.3 Aterramento Fixo em Estais

Os estais de âncora e contra poste são sempre aterrados e conectados ao neutro da rede se
estiver disponível. O condutor de aterramento é instalado internamente ao poste, sempre que
possível.

11.4.4 Aterramento de Veículos

Nas atividades com linha viva de distribuição, o veículo sempre deve ser aterrado com
grampo de conexão no veículo, grampo no trado e cabo flexível que liga ambos.

11.4.5 Aterramento Temporário e Equipotencialização

Toda instalação elétrica somente poderá ser considerada desenergizada depois de adotado o
procedimento de aterramento elétrico. O aterramento elétrico da linha desenergizada tem por função
evitar acidentes gerados pela energização acidental da rede, propiciando rápida atuação do sistema
automático de seccionamento ou proteção. Também tem o objetivo de promover proteção aos
trabalhadores contra descargas atmosféricas, que possam interagir ao longo do circuito em
intervenção.
O aterramento temporário deve ser realizado em todos os circuitos (cabos) em intervenção
através de seu curto-circuitamento, ou seja, da equipotencialização desse (colocar todos os cabos no
mesmo potencial elétrico) e conexão com o ponto de terra.
Esse procedimento deverá ser adotado antes e depois do ponto de intervenção do serviço,
salvo quando a intervenção ocorrer ao final do trecho. Deve ser retirado ao final dos serviços.
A energização acidental pode ser causada por:
a) erros na manobra;
b) fechamento de chave seccionadora;
c) contato acidental com outros circuitos energizados, situados ao longo do circuito;
d) tensões induzidas por linhas adjacentes ou que cruzam a rede;
e) fontes de alimentação de terceiros (geradores);
f) linhas de distribuição para operações de manutenção e instalação e colocação de trafos;
g) torres e cabos de transmissão nas operações de construção de linhas de transmissão;
h) linhas de transmissão nas operações de substituição de torres ou manutenção de
componentes da linha.

Para cada situação existe um tipo de aterramento temporário. O mais usado em trabalhos de
manutenção ou instalação nas linhas de distribuição é um conjunto ou 'Kit' padrão composto pelos
seguintes elementos:

a) vara ou bastão de manobra em material isolante e acessório, isto é, cabeçotes de


manobra;
b) grampos condutores - para conexão do conjunto de aterramento com os pontos a serem
aterrados;
c) trapézio de suspensão - para elevação do conjunto de grampos à linha e conexão dos
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cabos de interligação das fases, de material leve e bom condutor, permitindo perfeita
conexão elétrica e mecânica dos cabos de interligação das fases e a descida para terra;
d) trapézio tipo sela, para instalação do ponto intermediário de terra na estrutura (poste,
torre), propiciando o jumpeamento da área de trabalho e eliminando, praticamente, a
diferença de potencial em que o homem estaria exposto;
e) grampos de terra - para conexão dos demais itens do conjunto com o ponto de terra,
estrutura ou trado;
f) cabos de aterramento de cobre, flexível e isolado;
g) trado ou haste de aterramento - para ligação do conjunto de aterramento com o solo,
deve ser dimensionado para propiciar baixa resistência de terra e boa área de contato
com o solo.

Todo o conjunto deve ser dimensionado considerando:

tensão da rede de distribuição ou linha de transmissão;


material da estrutura (poste ou torre);
procedimentos de operação.

Nas subestações, por ocasião da manutenção dos componentes, se conecta os componentes


do aterramento temporário à malha de aterramento fixa já existente.

11.5 Dispositivos de Sinalização

A sinalização é um procedimento de segurança simples e eficiente para prevenir acidentes de


origem elétrica. Os materiais de sinalização se constituem de adesivos, de placas, de luminosos, de
fitas de identificação, de cartões, de faixas, de cavaletes e de cones, etc. Estes dispositivos são
destinados ao aviso e advertência de pessoas sobre os riscos ou condições de perigo existentes,
proibições de ingresso ou acesso e cuidados ou ainda aplicados para identificação dos circuitos ou
partes. É fundamental a existência de procedimentos de sinalização padronizados, documentados e
que sejam conhecidos por todos trabalhadores (próprios e prestadores de serviços), especialmente,
para aplicação em:

a) identificação de circuitos elétricos de quadros e partes;


b) travamentos e bloqueios de dispositivos de manobra;
c) restrições e impedimentos de acesso;
d) delimitações de áreas;
e) interdição de circulação, de vias públicas.
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11.6 Outros Dispositivos

Há outros dispositivos que auxiliam na proteção dos profissionais como:

Plataformas para degraus de escada isolantes - em fibra de vidro ou madeira.


Grua, "munck", guindaste.
Extensão isolante para grua em fibra de vidro ou madeira.
Plataformas e gaiolas.
Andaime isolante simplesmente apoiado.
Cadeira de acesso ao potencial.
Gancho de escalada:
Para escalada em torres de transmissão. Neste gancho é fixada a corda guia com a trava-quedas. À
medida que o operador escala a torre, transfere-o de posição, encaixando em um ponto superior da torre.
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12 EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL - EPI

Como já visto, conforme a NR-6 Equipamento de Proteção Individual EPI é todo dispositivo
de uso individual utilizado pelo empregado, destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a
segurança e a saúde no trabalho.
Nos trabalhos em instalações elétricas, quando as medidas de proteção coletiva forem
tecnicamente inviáveis ou insuficientes para controlar os riscos, devem ser adotados EPIs
específicos e adequados às atividades desenvolvidas.
Todo Equipamento de Proteção Individual (EPI) deve possuir um Certificado de Aprovação
(CA) emitido pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
A empresa é obrigada a fornecer ao empregado, gratuitamente, EPI adequado ao risco, em
perfeito estado de conservação e funcionamento, nas seguintes circunstâncias:

Sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os
riscos de acidentes do trabalho ou de doenças ocupacionais;
Enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas;
Para atender situações de emergência.
As vestimentas de trabalho devem ser adequadas às atividades, considerando-se, também, a
condutibilidade, a inflamabilidade e as influências eletromagnéticas. Com o advento do novo texto da
NR10, a vestimenta passa a ser também considerada como um dispositivo de proteção
complementar para os empregados, incluindo a proibição de adornos, mesmo estes não sendo
metálicos.

12.1 Proteção dos Olhos e Face

Óculos de segurança

Equipamento destinado à proteção contra elementos que


venham a prejudicar a visão. Proteção dos olhos contra impactos
mecânicos, partículas volantes e raios ultravioletas.
A higienização dos óculos implica lavá-los com água e sabão
neutro e os secar com papel absorvente. (O papel não poderá ser
friccionado na lente para não riscá-la).

12.2 Proteção da Cabeça


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Capacetes de proteção

O capacete é utilizado para proteção da cabeça do trabalhador contra agentes


meteorológicos (trabalho a céu aberto) e trabalho em local confinado, impactos provenientes de
queda ou projeção de objetos, queimaduras, choque elétrico e irradiação solar.
Para evitar contatos acidentais com as partes energizadas da instalação o capacete para uso
em serviços com eletricidade deve ser da classe B (submetido a testes de rigidez dielétrica a 20 kV).

Capacete de proteção tipo aba frontal com viseira

Utilizado para proteção da cabeça e face, em trabalho em que


haja risco de explosões com projeção de partículas e queimaduras
provocadas por abertura de arco voltaico.

Higienização dos Capacetes

Limpá-lo mergulhando por um minuto em um recipiente contendo água e detergente


ou sabão neutro;

O casco deve ser limpo com pano ou outro material que não provoque atrito, evitando
assim a retirada da proteção isolante de silicone (brilho), o que prejudicaria a rigidez
dielétrica do mesmo;

Secar a sombra.

Obs: a limpeza do visor deve ser feita do mesmo modo que os óculos de segurança.

12.3 Proteção Auditiva

A proteção auditiva é o equipamento destinado a minimizar as consequências de ruídos


prejudiciais à audição.
Para trabalhos com eletricidade devem ser utilizados protetores apropriados, sem elementos
metálicos.

Protetor auditivo tipo concha


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Utilizado para proteção dos ouvidos nas atividades e nos locais que
apresentem ruídos excessivos.
Para higienização deve-se lavar com água e sabão neutro, exceto
as espumas internas das conchas.

Protetor auditivo tipo inserção (plug)

Também é utilizado para proteção dos ouvidos nas atividades e


nos locais que apresentem ruídos excessivos, porém possui uma baixa
durabilidade.
Para higienização deve-se lavar com água e sabão neutro,
exceto as espumas internas das conchas.

Há no mercado, protetores auditivos descartáveis feitos de espuma, geralmente, são


utilizados por visitantes ou pessoas que raramente necessitam de seu uso.

12.4 Proteção dos Membros Superiores

Luva isolante de borracha

Utilizada para proteção das mãos e braços do profissional contra choque em trabalhos e
atividades com circuitos elétricos energizados.

As luvas devem ser testadas com inflador de luvas para verificação da existência de furos, e
por injeção de tensão de testes. As luvas isolantes apresentam identificação no punho, próximo da
borda, marcada de forma indelével, que contém informações importantes, como a tensão de uso, por
exemplo, nas cores correspondentes a cada uma das seis classes existentes.

As luvas isolantes de borrachas são classificadas pelo nível de tensão de trabalho e de teste,
conforme tabela a seguir:

TABELA CLASSES DE LUVAS ISOLANTES (NBR 10622/89)


TENSÃO DE TENSÃO DE TENSÃO DE
TIPO DE CLASSE COR
USO ENSAIO PERFURAÇÃO
Classe 00 Bege 500V 2,5 KV 5 KV

Curso NR-10 Complementar SEP


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Classe 0 Vermelha 1000V 5 KV 6 KV


Classe I Branca 7,5 kV 10 KV 20 KV
Classe II Amarela 17 kV 20 KV 30 KV
Classe III Verde 26,5 kV 30 KV 40 KV
Classe IV Laranja 36 kV 40 KV 50 KV

Para higienização deve-se lavar com água e detergente neutro, enxaguar com água, secar ao
ar livre e a sombra e polvilhar, externa e internamente, com talco industrial.

Luva de cobertura

Este tipo de luva denominado de luva de cobertura é utilizada,


exclusivamente, como proteção da luva isolante de borracha. As luvas
de cobertura devem ser utilizadas por cima das luvas isolantes.
Para higienização devem ser limpas utilizando pano limpo,
umedecido em água e deixadas para secar a sombra.

Manga de proteção isolante de borracha

Utilizada para proteção do braço e antebraço do trabalhador contra


choque elétrico durante os trabalhos em circuitos elétricos energizados.
Para higienização deve-se lavar com água e detergente neutro,
secar ao ar livre e a sombra e polvilhar talco industrial, externa e
internamente.

12.5 Proteção dos Membros Inferiores

Calçado de proteção tipo botina de couro

Este tipo de calçado é equipamento utilizado para minimizar as consequências de contatos


com partes energizadas, as botinas são selecionadas conforme o nível de tensão de isolação e
aplicabilidade (trabalhos em linhas energizadas ou não). Esse tipo de botina não pode ter biqueira de
aço, para evitar transtornos com a eletricidade.

Os calçados protegem os pés contra torção, escoriações, derrapagens e umidade.


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Calçado de proteção tipo bota de couro (cano longo)

Além de se utilizado para minimizar as consequências de contatos com partes energizadas,


realizar a proteção dos pés e pernas contra torção, escoriações, derrapagens e umidade, o calçado
cano longo protege contra ataque de animais peçonhentos.

Para uma melhor conservação e higienização dos calçados de proteção estes devem ser
armazenados em local limpo, livre de poeira e umidade, e se estiverem molhados devem secar a
sombra e serem engraxados com pasta adequada para a conservação de couros.

Calçado de proteção tipo condutivo

O calçado de proteção tipo condutivo é utilizado para proteção dos pés, quando o empregado
realiza trabalhos ao potencial.
Para uma melhor conservação e higienização deve-se engraxar com pasta adequada para a
conservação de couros, armazenar em local limpo, livre de poeira e umidade, em caso de estar
molhado deve secar a sombra e nunca secar ao sol (pode causar efeito de ressecamento).

Perneira de segurança
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Este tipo de equipamento é utilizado para proteção das pernas contra objetos perfurantes,
cortantes e ataque de animais peçonhentos.

12.6 Proteção Contra Quedas Com Diferença de Nível

12.6.1 Esporas

Duplo T: utilizada para escalar postes duplos T. É de aço redondo com


diâmetro de 16 mm ou mais, com correias de couro.

Ferro Meia Lua (redonda): utilizada para postes de madeira. São de aço,
com estribo para apoio total do pé, correias de couro, e três pontas de aço para
fixação ao poste.

Espora Extensível: utilizada para escalar postes de madeira. Composta


por haste em forma de "J" com duas almofadas.

12.6.2 Escadas

Já se estudou sobre escadas no item 6.6 Trabalhos em Altura, máquinas e equipamentos


especiais.

As escadas devem ser:

Escada extensível portátil de madeira. Em desuso.


Escada extensível de fibra de vidro. Esta é muito mais adequada que a de madeira, pois
é mais leve e mais isolante que a de madeira.
Escada extensível de madeira ou de fibra de vidro para suporte giratório.
Escada singela de madeira ou fibra de vidro.
Escada para trabalhos em linha viva.

12.6.3 Cestas Aéreas

As cestas aéreas são confeccionadas em PVC, revestidas com fibra de vidro, normalmente,
acopladas ao 'munck' ou grua. Podem ser individual ou duplo. Utilizadas, principalmente, nas
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atividades em linha viva, pelas suas características isolantes e devido a melhor condição de conforto
em relação à escada. Os movimentos do cesto possuem duplo comando (no veículo e no cesto) e
são, normalmente, comandados no cesto. Tanto as hastes de levantamento como os cestos devem
sofrer ensaios de isolamento elétrico periódico e possuir relatório das avaliações realizadas.

12.6.4 Cinturão de segurança tipo para-quedista

Equipamento destinado à proteção contra queda de pessoas, sendo obrigatória sua utilização
em trabalhos acima de dois metros de altura.
Para esse tipo de cinturão podem ser utilizados trava quedas instaladas em cabos de aço ou
flexível, que são fixados em estruturas a serem escaladas.
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12.6.5Dispositivo trava quedas

Utilizado para proteção do empregado contra queda em serviços em que exista diferença de
nível, em conjunto com cinturão de segurança tipo para-quedista.

12.7 Proteção Respiratória


A proteção respiratória é destinada à utilização em áreas confinadas e sujeitas a emissão de
gases e poeiras.
Porém, tal equipamento deve ser utilizado para proteção respiratória em atividades e locais
que apresentem tal necessidade, em atendimento a Instrução Normativa n º1 de 11/04/1994
(Programa de Proteção Respiratória - Recomendações/ Seleção e Uso de Respiradores).

12.8 Dispositivos de Manobra


Os dispositivos de manobra são instrumentos isolantes utilizados para executar trabalhos em
linha viva e operações em equipamentos e instalações energizadas ou desenergizadas, em que
existe possibilidade de energização acidental, tais como:
a) operações de instalação e retirada dos conjuntos de aterramento e curto-circuitamento
temporário em linhas desenergizadas. (distribuição e transmissão);
b) manobras de chave faca e chave fusível;
c) retirada e colocação de cartucho porta fusível ou elo fusível;
d) operação de detecção de tensão;
e) troca de lâmpadas e elementos do sistema elétrico;
f) poda de árvores;
g) limpeza de rede.
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12.8.1 Varas de Manobra

As varas de manobras são fabricadas com materiais isolantes, normalmente, em fibra de


vidro e epóxi e, em geral, na cor laranja. São segmentos (aprox. 1 m cada) que se somam de acordo
com a necessidade de alcance.
Varas e Bastões de Manobra:
Vara de Manobra Seccionável

Cabeçotes de Manobra

Vara de Manobra Telescópica - VTT


Seção Triangular

As varas de manobra são providas de suporte universal e cabeçote, em que na ponta se pode
colocar o detector de tensão, gancho para desligar chave fusível ou para conectar o cabo de
aterramento nos fios, etc. Nesta ponta há uma "borboleta" em que se aperta com a mão o que se
deseja acoplar. As varas mais usuais suportam uma tensão de até 100 kV para cada metro.
Sujidades (poeiras, graxas) reduzem drasticamente o isolamento. Por isso, antes de serem
usadas devem ser limpas de acordo com procedimento Outro aspecto importante é o
acondicionamento para o transporte, que deve ser adequado. Para tensões acima de 60 kV devem
ser testadas quanto à sua condutividade antes de cada uso, com aparelho próprio.

12.9 Bastões
Os bastões são similares e do mesmo material das varas de manobra. São utilizados para
outras operações de apoio. Nos bastões de salvamento há ganchos para remover o acidentado.
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12.10 Instrumentos de Detecção de Tensão e Ausência de Tensão

Os instrumentos de detecção de tensão e ausência de tensão são pequenos aparelhos de


medição ou detecção acoplados na ponta da vara, que servem para verificar se existe tensão no
condutor. Antes do início dos trabalhos em circuitos desenergizados é obrigatória a constatação de
ausência de tensão por meio do uso desses equipamentos.
Esses aparelhos emitem sinais sonoros e luminosos na presença da tensão. Este
equipamento sempre deve estar no veículo das equipes de campo. É frequente improvisações na
verificação da tensão, ou profissionais não usarem o aparelho, fato que tem gerado acidentes graves.
Esses instrumentos devem ser regularmente aferidos e possuírem um certificado de aferição.
São encontrados os seguintes tipos:
a) detectores de tensão por contato;
b) detectores de tensão por aproximação;
c) micro amperímetro para medição de correntes de fuga - para medição de correntes de
fuga em cestas aéreas, escadas e andaimes isolantes nas atividades de manutenção em
instalações energizadas.
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13 POSTURAS E VESTUÁRIOS DE TRABALHO

As vestimentas de trabalho devem ser adequadas às atividades, devendo contemplar a


condutibilidade, inflamabilidade e influências eletromagnéticas.
As principais vestimentas utilizadas para serviços em eletricidade são s vestimenta condutiva
para proteção de todo o corpo contra choques elétricos e a vestimenta de proteção contra arco
elétrico.

13.1 Vestimenta de proteção tipo condutiva

Este tipo de vestimenta é utilizada para proteção do empregado, quando executa trabalhos ao
potencial.
Conjunto de segurança composto de calça, jaqueta com capuz,
meias e luvas, destinada a ligar o eletricista ao mesmo potencial de
tensão elétrica do cabo energizado, em redes aéreas de alta e extra-alta
tensão.
Para higienização se deve lavar manualmente em água com
detergente neutro, torcer suavemente e secar a sombra. A roupa pode
ser lavada em máquina automática no ciclo roupa delicada de 8 a 10
minutos, com água com detergente neutro, secar a sombra em varal sem
partes oxidáveis, não fazer vincos ou passar a ferro.

13.2 Vestimenta de proteção contra arco elétrico

Sabe-se do grande risco das queimaduras por arcos elétricos, uma vez que elas representam
uma parcela grande entre os ferimentos provocados por eletricidade. Apesar da seriedade e da
importância vital que isso representa para os trabalhadores, este assunto não tem recebido uma
atenção necessária dos usuários em geral, quando comparado com outros perigos da eletricidade,
como choques, incêndios e outros aspectos da segurança industrial.
A maioria dos acidentes acontece, quando o operador ou o eletricista precisa remover as
barreiras de proteções, como: portas de painéis, instalar ou inserir e remover componentes
operacionais como disjuntores com o equipamento energizado. Nestas situações, o trabalhador fica
totalmente exposto ao perigo e a sua segurança só depende da prática segura e uso de
Equipamento de Proteção Individual (EPI) adequado. É justamente nesta condição de trabalho que
se deve ficar atento providenciando proteção.
A escolha da vestimenta ou roupa de proteção contra queimaduras por arco elétrico requer
uma avaliação detalhada da natureza do arco elétrico e das práticas de trabalho e não deve ser
realizada somente por analogia com os demais agentes térmicos.
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14 SEGURANÇA COM VEÍCULOS E TRANSPORTE DE PESSOAS,


MATERIAIS E EQUIPAMENTOS

O transporte de pessoas, materiais e equipamentos deve ser feito, visando prevenir acidentes
tanto físicos como também materiais.
Os equipamentos utilizados na movimentação de materiais, tais como: ascensores,
elevadores de carga, guindastes, monta-carga, pontes-rolantes, talhas, empilhadeiras, guinchos,
esteiras-rolantes, transportadores de diferentes tipos devem ser calculados e construídos de maneira
que ofereçam as necessárias garantias de resistência e segurança e conservados em perfeitas
condições de trabalho.
Uma atenção especial deve ser dada aos cabos de aço, cordas, correntes, roldanas e
ganchos que deverão ser inspecionados, permanentemente, substituindo-se as suas partes
defeituosas.
Em todo o equipamento deverá ser indicado, em lugar visível, a carga máxima de trabalho
permitida.
Para os equipamentos destinados à movimentação de pessoas são exigidas condições
especiais de segurança.
Nos equipamentos de transporte, com força motriz própria, o operador deverá receber
treinamento específico, dado pela empresa, que o habilitará nessa função.
Os operadores de equipamentos de transporte motorizado deverão ser habilitados e só
poderão dirigir se durante o horário de trabalho portarem um cartão de identificação, com o nome e
fotografia, em lugar visível. O cartão terá a validade de 1 (um) ano, salvo imprevisto e, para a
revalidação, o empregado deverá passar por exame de saúde completo, por conta do empregador.
Os equipamentos de transporte motorizados deverão possuir sinal de advertência sonora
(buzina).
Todos os transportadores industriais devem se permanentemente inspecionados e as peças
defeituosas, ou que apresentem deficiências, deverão ser imediatamente substituídas.
É proibido o transporte de pessoas por equipamento de guindaste não projetado para este fim.
Os equipamentos de transportes de materiais devem possuir dispositivos que impeçam a
descarga acidental do material transportado.
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15 SINALIZAÇÃO E ISOLAMENTO DE ÁREAS DE TRABALHO

Como já visto, a sinalização é um procedimento de segurança simples e eficiente para


prevenir acidentes de origem elétrica.
Os materiais de sinalização se constituem de adesivos, de placas, de luminosos, de fitas de
identificação, de cartões, de faixas, de cavaletes e de cones, etc. Estes sinais são destinados ao
aviso e advertência de pessoas sobre os riscos ou condições de perigo existentes, proibições de
ingresso ou acesso e cuidados ou, ainda, aplicados para identificação dos circuitos ou partes.
É fundamental a existência de procedimentos de sinalização padronizados, documentados e
que sejam conhecidos por todos trabalhadores (próprios e prestadores de serviços), especialmente,
para aplicação em:

a) identificação de circuitos elétricos, de quadros e partes;


b) travamentos e bloqueios de dispositivos de manobra;
c) restrições e impedimentos de acesso;
d) delimitações de áreas;
e) interdição de circulação, de vias públicas.

15.1 Cone de Sinalização

Estes cones servem para a devida sinalização de áreas


de trabalho e obras em vias públicas ou rodovias e orientação de
trânsito de veículos e de pedestres, podendo ser utilizados em
conjunto com a fita zebrada, sinalizador STROBO, bandeirola,
etc.

15.2 Fita de Sinalização

A fita de sinalização é utilizada, quando da delimitação e


isolamento de áreas de trabalho interna e externamente na sinalização,
interdição, balizamento ou demarcação, em geral, por indústrias,
construtoras, transportes, órgãos públicos ou empresas, que realizam
trabalhos externos.

15.3 Correntes para sinalização em ABS

As correntes para sinalização são utilizadas quando da


delimitação e isolamento de áreas de trabalho interno e externamente
na sinalização, interdição, balizamento ou demarcação em geral. Elas
são excelentes para uso externo, não perdendo a cor ou descascando
com a ação de mau tempo.
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15.4 Grade Metálica Dobrável

A grade metálica dobrável serve como isolamento e sinalização


de áreas de trabalho, poços de inspeção, entrada de galerias
subterrâneas e situações semelhantes.

15.5 Placas:

As placas têm por objetivo chamar a atenção, de forma rápida e inteligível, para objetos ou
situações que comprometam o seu bem-estar físico.

Perigo de Morte Alta Tensão

Finalidade
Destinada a advertir as pessoas quanto ao perigo de ultrapassar áreas
delimitadas em que haja a possibilidade de choque elétrico, devendo ser
instalada em caráter permanente.

Não Operar Trabalhos

Finalidade
Destinada a advertir para o fato do equipamento em
referência estar incluído na condição de segurança, devendo a
placa ser colocada no comando local dos equipamentos.

Equipamento Energizado

Finalidade
Destinada a advertir para o fato do equipamento em referência,
mesmo estando no interior da área delimitada para trabalhos,
encontrar-se energizado.

Equipamento com Partida Automática

Finalidade
Destinada a alertar quando há possibilidade de exposição a
ruído excessivo e partes volantes, quando de partida automática
de grupos auxiliares de emergência.
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Perigo Não Fume, Não Acenda Fogo

Finalidade
Destinada a advertir quanto ao perigo de explosão, quando do
contato de fontes de calor com os gases presentes em salas de
baterias e depósitos de inflamáveis, devendo a mesma ser
afixada no lado externo.

Finalidade
Destinada a alertar quando há obrigatoriedade do uso de
determinado equipamento de proteção individual.

Atenção Gases

Finalidade
Destinada a alertar quando há necessidade do acionamento do
sistema de exaustão das salas de baterias antes de se adentrar,
para retirada de possíveis gases no local.

Atenção para Banco de Capacitores e Cabos a Óleo

Finalidade
Destinada a alertar a Operação, a Manutenção e a Construção
quanto a necessidade de espera de um tempo mínimo para fazer
o Aterramento Móvel Temporário de forma segura e iniciar os
serviços.
Ao confeccionar esta placa, o tempo de espera deverá ser
adequado de acordo com a especificidade do local em que a
placa será instalada.

Perigo Alta Tensão

Finalidade
Advertir terceiros quanto aos perigos de choque elétrico nas
instalações dentro da área delimitada. Deve ser instalada nos
muros e cercas externas das subestações.
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Perigo Não Suba

Finalidade
Advertir terceiros para não subir, devido ao perigo da alta
tensão. Devem ser instaladas em torres, pórticos e postes de
sustentação de condutores energizados.

15.6 Situações de sinalização de segurança

A sinalização de segurança deve atender entre outras as situações a seguir:

Identificação de circuitos elétricos.


Travamentos e bloqueios de dispositivos e sistemas de manobra e comandos.
Restrições e impedimentos de acesso.
Delimitações de áreas.
Sinalização de áreas de circulação, de vias públicas, de veículos e de movimentação
de cargas.
Sinalização de impedimento de energização.
Identificação de equipamento ou circuito impedido.
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16 LIBERAÇÃO DE INSTALAÇÃO PARA SERVIÇO E PARA


OPERAÇÃO E USO
A liberação de instalação para serviço e para operação e uso deve ser determinada de
acordo com o serviço a ser executado, conforme procedimento da empresa.
Como já comentado anteriormente, a empresa deve dispor de procedimentos para
cada situação, sendo que o profissional deve seguir o procedimento adequado a cada
situação. Deste modo, será realizado um serviço padronizado, e com o menor risco para o
profissional.
Pode haver casos em que o serviço apresente uma peculiaridade, que não está
descrita nos procedimentos. Nesses casos, o profissional deverá entrar em contato com o
departamento responsável, em que um profissional responsável habilitado e autorizado,
juntamente com o profissional, deverá buscar uma melhor solução para cada caso. Quando
ocorrer esse fato é fundamental atualizar os procedimentos visando transtornos futuros.
Há procedimentos que a NR-10 exige, pois são estes considerados básicos para o
serviço como já comentado sobre os serviços em instalações elétricas energizadas em AT,
que somente podem ser realizados, quando houver procedimentos específicos, detalhados e
assinados por profissional autorizado.
Antes de iniciar trabalhos em circuitos energizados em alta tensão, o superior imediato
e a equipe, responsáveis pela execução do serviço, devem realizar uma avaliação prévia,
estudar e planejar as atividades e ações a serem desenvolvidas de forma a atender os
princípios técnicos básicos e as melhores técnicas de segurança em eletricidade, aplicáveis
ao serviço.
A intervenção em instalações elétricas energizadas em alta tensão dentro dos limites
estabelecidos como zona de risco, somente pode ser realizada mediante a desativação,
também conhecida como bloqueio, dos conjuntos e dispositivos de religamento automático do
circuito, sistema ou equipamento.
Como já estudado no curso básico, a Zona de
Risco (ZR), entorno de parte condutora energizada, não
segregada, acessível inclusive acidentalmente, de
dimensões estabelecidas de acordo com o nível de
tensão, cuja aproximação só é permitida a profissionais
autorizados e com a adoção de técnicas e instrumentos
apropriados de trabalho.

Somente serão consideradas desenergizadas as


instalações elétricas liberadas para trabalho, mediante os
procedimentos apropriados, obedecida a sequência
abaixo:
a) seccionamento;
b) impedimento de reenergização;
c) constatação da ausência de tensão;
d) instalação de aterramento temporário com equipotencialização dos condutores
dos circuitos;
e) proteção dos elementos energizados existentes na zona controlada;
f) instalação da sinalização de impedimento de reenergização.

O estado de instalação desenergizada deve ser mantido até a autorização para


reenergização, devendo ser reenergizada respeitando a sequência de procedimentos abaixo:

a) retirada das ferramentas, utensílios e equipamentos;


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b) retirada da zona controlada de todos os trabalhadores não envolvidos no


processo de reenergização;
c) remoção do aterramento temporário, da equipotencialização e das proteções
adicionais;
d) remoção da sinalização de impedimento de reenergização;
e) destravamento, se houver, e religação dos dispositivos de seccionamento.
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17 TREINAMENTO EM TÉCNICAS DE REMOÇÃO, ATENDIMENTO,


TRANSPORTE DE ACIDENTADOS

A vítima de um acidente pode ter seu estado agravado se não forem tomados cuidados
mínimos e essenciais, em seu transporte, para atendimento médico. Portanto, para evitar riscos, em
primeiro lugar é preciso verificar o estado geral da vítima antes de transportá-la.
Supondo que uma pessoa sofra uma fratura de coluna que tenha lesionado apenas a parte
óssea. Se o transporte não for adequado, sua medula, provavelmente, será afetada, o que pode
provocar paralisias irreversíveis.
Outra situação delicada é a de pessoas inconscientes, que na maioria das vezes têm queda
de queixo, como visto no curso básico, fazendo com que a língua impeça a passagem de ar para os
pulmões. Assim, se o transporte não for feito da maneira correta, a vítima pode até morrer por asfixia.
Por estes motivos a orientação principal é de não mover a pessoa nem deixá-la se mover,
aguardando o atendimento especializado, a menos que sua vida esteja ameaçada por um perigo
ainda maior como: desabamento, explosão, incêndio, intoxicação entre outros. A vítima, portanto
deve ser imobilizada no local do acidente e aguardar o socorro médico.
Há várias maneiras de transportar uma vítima, porém tudo dependerá do estado em que a
vítima se encontra, das condições locais, da presença ou não de mais de um socorrista ou pessoas
treinadas.

17.1 Transporte em Maca


Como já visto no curso básico, a maca é a melhor maneira de transportar uma vítima.
Dependendo do local em que o acidente tenha acontecido, muitas vezes, será necessário improvisar
uma. O mais importante é saber colocar a vítima sobre a maca.
A maca improvisada com uma porta ou uma tábua de aproximadamente 50 cm de largura é
muito eficiente, usada nos casos de suspeita de lesão da coluna vertebral, com a vítima imobilizada.

Maca improvisada com porta. Fonte: Senac

Exceto a maca improvisada com porta ou tábua, todas as demais têm como base cabos de
vassouras ou galhos de árvores, varas, guarda-chuvas grandes entre outros. O que irá variar é a
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superfície sobre a qual a vítima será colocada.


Para utilizar o transporte em maca feita por varas, é imprescindível que as mesmas sejam
resistentes para suportar do peso da vítima.

Para transportar para a maca uma vítima com indícios de lesão na coluna ou na bacia, são
necessários três socorristas ou pessoas altamente treinadas.

Como deve ser feito o transporte para maca:

Em primeiro lugar, alguém coloca a maca bem perto da vítima.


Estando a vítima deitada de barriga para cima, os socorristas se ajoelham ao lado dela
e todos, ao mesmo tempo, passam os braços por sobe o corpo da vítima, de modo
que ele fique todo no mesmo nível.
Com bastante cuidado se deve ir levantando a vitima, sem deixar que ele dobre
qualquer parte de seu corpo, e a colocar sobre a maca.
Caso haja suspeita de lesão na coluna seja na cervical, um dos socorristas ou pessoa
treinada deverá cuidar, exclusivamente, da cabeça da vítima, de forma a mantê-la estabilizada.

Deve-se suspeitar de lesão na coluna, quando a vítima apresentar marcas de trauma no


tronco ou ainda das clavículas ou, ainda, se estiver inconsciente.
Se houver suspeitas de fratura na coluna ou na bacia, a vítima deverá, necessariamente, ser
transportada em maca plana e rígida ( do tipo porta ou tábua).

A seguir são apresentados alguns exemplos de macas improvisadas com cabo(s):

Pegue camisas ou paletós e enfie as mangas para dentro, no caso de paletós ou


similares, abotoe-os inteiramente e passe os cabos pelas mangas.
Consiga cobertores, toalhas, colchas ou lençóis e enrole o tecido em torno dos cabos
ou dobre as laterais do tecido sobre eles.
Usando sacos de estopa, de aniagem ou náilon trançado, enfie um cabo em cada
lateral do saco.
Pegue cintos, cordas ou tiras largas de tecido e os amarre aos dois cabos, em cada
lateral.
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Fonte: Senac
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17.2 Transporte sem Maca

Na impossibilidade do uso de maca ou padiola e sendo vital a remoção de uma pessoa


acidentada, o transporte terá que ser feito de outra maneira, porém tomando-se todos os cuidados
para não agravar o estado, em que a vítima está.

17.2.1 Transporte com Um Socorrista

Transporte de Apoio

Esses são recursos a serem adotados, quando o acidentado está


consciente e tem apenas ferimentos leves:

Passar um dos braços da vítima em torno do seu pescoço.

Colocar um de seus braços em torno da cintura da vítima e segurá-la


pelo punho. Dessa forma, a vítima pode caminhar apoiada no
socorrista.

Transporte nas Costas

De costas para a vítima (que deve estar de pé),


passar os braços dela em torno do seu pescoço.
Com seu corpo um pouco inclinado para frente,
levantar e carregar a vítima.

Se a pessoa tiver condições de se firmar no


tronco do socorrista, ele poderá usar os braços para
segurá-la pelas pernas, o que proporciona maior
firmeza durante o transporte.

Transporte nos Braços


Esse recurso é adequado, quando a vítima está
consciente, porém com ferimentos nos pés ou nas pernas que
impedem de caminhar.

Colocar um braço sob os joelhos e o outro em


torno da parte superior do tórax da vítima, e
levantá-la. Quanto mais alta for a posição da
vítima no colo do socorrista menos ele vai se
cansar.

17.2.2 Transporte com Dois Socorristas


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Transporte em cadeirinha

Com os braços, os socorristas formam um pequeno assento, para a vítima, que deverá se
manter segura.

Faça a cadeirinha conforme figura.


Passe os braços da vítima o redor do seu
pescoço e levante a vítima.

Transportes pelas extremidades

Um socorrista segura a vítima por


debaixo dos braços e o outro pelas
pernas.

Esse tipo de transporte só deve ser


feito se não houver suspeita de fraturas na
coluna ou nos membros da vítima.

Transporte por cadeira

Sentar a vítima em uma cadeira.


Um socorrista segura a cadeira pelas pernas e o outro pelo encosto.

Por proporcionar maior estabilidade, esse é o tipo de transporte mais adequado para vítimas
que apresentam problemas respiratórios.
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17.2.3 Transporte com Três Socorristas

Transporte no Colo

Para esse transporte é exigido a presença de três socorristas, e só é válido caso a vítima não
tenha suspeitas de fratura na coluna ou na bacia.

Estando a vítima deitada de barriga para cima, os três socorristas se ajoelham ao lado
dela: um próximo à extremidade superior do corpo, outro no meio e o terceiro próximo
aos pés.
Pegando a vítima por baixo, a um tempo só, os três a carregam junto ao tórax.

17.2.4 Transporte com Quatro Socorristas

Semelhante ao transporte feitos por três pessoas. A quarta pessoa imobiliza a cabeça da
vítima impedindo qualquer tipo de deslocamento.
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18 ACIDENTES TÍPICOS

No ano de 2009, segundo relatório COGE (2010), o contingente de 102.766 empregados


próprios do setor conviveu, no desempenho diário de suas atividades, com riscos de natureza geral e
riscos específicos, registrando-se 781 acidentados do trabalho típicos com afastamento, acarretando,
entre custos diretos (remuneração do empregado durante seu afastamento) e indiretos (custo de
reparo e reposição de material, custo de assistência ao acidentado e custos complementares
interrupção de fornecimento de energia elétrica, por exemplo), prejuízos de monta para o Setor de
Energia Elétrica.
Os acidentes fatais, ao longo dos anos, têm como causas principais: queda, origem elétrica e
veículos. Tais causas podem ser evitadas, especialmente, as duas primeiras, que dependem
exclusivamente do cumprimento de procedimentos técnicos de trabalho (planejamento da segurança
no trabalho, observação das frentes de trabalho, procedimentos de trabalhos escritos - o passo a
passo, treinamento da força de trabalho, além do compromisso gerencial, entre outros).

A análise global dos resultados, em 2009, identifica os seguintes pontos:

A taxa de frequência de acidentados próprios com afastamento reduziu para


3,58, alcançando o menor valor em uma década inteira, aproximando da
menor taxa de frequência registrada na série histórica do setor, em 1999
(3,45);
As taxas de frequência e gravidade das empresas contratadas apresentaram
os menores valores desde 2004, mas continuam elevados se comparados as
mesmas taxas de empregados próprios.
Os acidentados da população continuam com a média de um acidente fatal por
dia, com um total de 288 acidentados fatais em 2009.

O trabalho com segurança e saúde consiste em projetos e atividades desenvolvidos e


reformulados permanentemente, consolidados em práticas do dia a dia, traduzido em hábitos e não
em atos. Portanto, aos que vem alcançando resultados de excelência, o maior desafio é o da
manutenção daqueles hábitos e da consequente melhoria contínua do desempenho empresarial.

18.1 Exemplos de Acidentes Típicos com Eletricidade.

Eletricista morre ao cair de uma escada no campus da Universidade de Pernambuco

Data: 14/02/2011 Fonte: Jornal O Globo

RECIFE - Um eletricista morreu nesta segunda-feira, enquanto trabalhava nas instalações da


Universidade de Pernambuco (UPE), em Nazaré da Mata, no interior de Pernambuco.
Um eletricista morreu nesta segunda-feira (14/02/2011), enquanto trabalhava nas instalações
da Universidade de Pernambuco (UPE), em Nazaré da Mata, no interior de Pernambuco. De acordo
com a Polícia, Antônio Henrique Hernandes da Silva, 41 anos, estava no térreo em cima de uma
escada fazendo medições no teto de uma sala de 4m² e 5m de altura, quando se desequilibrou e
caiu.
Os próprios operários da obra socorreram o eletricista para o Hospital Hermínio Coutinho, em
que Antônio Henrique já chegou sem vida

Homem recebe choque elétrico durante reparo e morre, em Esteio


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Acidente ocorreu, enquanto vítima tentava consertar a rede elétrica em casa alagada

Data:10/02/2011 Fonte: Jornal Zero Hora

O jovem Esequiel Antonio da Silva de Oliveira, 26 anos, morreu vítima de choque elétrico na
manhã desta quinta-feira em Esteio. Segundo informações da Delegacia de Polícia Civil de Esteio,
Esequiel estava tentando fazer uma ligação elétrica na própria residência, em Gravataí na divisa com
esteio, quando sofreu uma descarga.
A residência ainda estava alagada devido à forte chuva dos últimos dias, o que facilitou o
acidente. A vítima foi levada ao Hospital São Camilo pelo pai, mas chegou sem vida.

SP: 2 homens morrem eletrocutados em hangar de Congonhas

Data: 25/01/2010 Fonte: Terra Notícias.

Dois homens que realizavam serviço de manutenção em um hangar da companhia aérea


Avianca, na rua dos Tamoios, nas dependências do aeroporto de Congonhas, na zona sul de São
Paulo, morreram eletrocutados na manhã desta terça-feira. Segundo a empresa, as duas vítimas
trabalhavam em uma prestadora de serviços auxiliares de construção civil, e enquanto realizavam
pequenas obras no local, sofreram descarga elétrica por fios de média voltagem.
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) identificou os dois como o empresário Afonso
Gonçalves de Paula, 56 anos, e seu genro Thiago José Veloso Cadorin, 25 anos. Quando um poste
metálico que era retirado do local encostou em fios de alta tensão, Thiago recebeu uma forte
descarga elétrica. Afonso tentou ajudá-lo, mas ambos sofreram o choque e morreram no local, de
acordo com informações do órgão. O incidente aconteceu por volta das 10h40.
Um terceiro funcionário tentou socorrer Afonso e também recebeu um choque elétrico, mas
com menor intensidade. Ele foi socorrido no aeroporto e transferido ao Hospital do Servidor Público
Estadual, onde permanece internado, mas passa bem.
O local do acidente passou por perícia e os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico
Legal. Um inquérito policial foi aberto para apuração do acidente. Segundo a SSP, o caso foi
registrado na Delegacia do Aeroporto de Congonhas como homicídio culposo, baseado no artigo 19
dos Planos e Benefícios da Previdência Social: "deixar a empresa de cumprir as normas de
segurança e higiene do trabalho".
A Avianca informou por meio de nota que as autoridades policiais, incluindo a polícia técnica
estão apurando as causas exatas do acidente, e que ainda não há informação sobre o prazo de
emissão do laudo. A empresa se manifestou solidária às famílias das vítimas
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19 RESPONSABILIDADES

Conforme estabelece a NR-10, as responsabilidades quanto ao cumprimento desta NR são


solidárias aos contratantes e contratados envolvidos. A contratação de serviços de terceiros não
desobriga a empresa contratante de informar sobre os riscos e adotar medidas de controle.
É de responsabilidade dos contratantes manter os trabalhadores informados sobre os riscos a
que estão expostos, instruindo-os quanto aos procedimentos e medidas de controle contra os riscos
elétricos a serem adotados.
Cabe à empresa, na ocorrência de acidentes de trabalho envolvendo instalações e serviços
em eletricidade, propor e adotar medidas preventivas e corretivas.

Cabe aos trabalhadores:

a) zelar pela sua segurança e saúde e a de outras pessoas, que possam ser afetadas
por suas ações ou omissões no trabalho;
b) responsabilizar-se junto com a empresa pelo cumprimento das disposições legais e
regulamentares, inclusive quanto aos procedimentos internos de segurança e saúde; e
c) comunicar, de imediato, ao responsável pela execução do serviço as situações que
forem consideradas de risco para sua segurança e saúde e a de outras pessoas.

Conforme o Art. 158 da CLT - Consolidação das Leis Trabalhistas

Cabe aos empregados:

Observar as normas de segurança e medicina do trabalho, bem como as instruções


dadas pelo empregador;
Colaborar com a empresa na aplicação das leis sobre segurança e medicina do
trabalho;
Usar corretamente o EPI, quando necessário.

Conforme o Art. 157 da CLT - Consolidação das Leis Trabalhistas

Cabe às empresas:

Cumprir e fazer cumprir as normas de segurança e medicina do trabalho;


Instruir os empregados, por meio de ordens de serviço, quanto às precauções a tomar
no sentido de evitar acidentes do trabalho e doenças ocupacionais;
Adotar as medidas que lhes sejam determinadas pelos órgãos competentes;
Facilitar o exercício da fiscalização pela autoridade competente.

19.1 SESMT - Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do


Trabalho.

Os Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT)


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estarão regulamentados, conforme dispositivo da Lei nº 6.514/77 Portaria nº 3.214/78, especificado


na Norma Regulamentadora NR 4.
A NR 4 estabelece a obrigatoriedade da existência do SESMT em todas as empresas
privadas, públicas, órgãos públicos da administração direta e indireta dos poderes Legislativo e
Judiciário, que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis Trabalhistas CLT, com a
finalidade de promover a saúde e proteger a integridade do trabalhador no local de trabalho.
O dimensionamento do SESMT vincula-se à graduação do risco da atividade principal e ao
número total de empregados do estabelecimento.
Para que o funcionamento do SESMT atinja seus objetivos, é necessário que a política
visando a segurança e a saúde do trabalhador, seja bem definida e garantida pelo apoio da
administração e pela conscientização de cada trabalhador da empresa em todos os níveis
hierárquicos.

Atribuições do SESMT

Aplicar os conhecimentos de Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho no


ambiente de trabalho e a todos os seus componentes, inclusive máquinas e
equipamentos, de modo a reduzir e até controlar os riscos ali existentes à saúde do
trabalhador;
Determinar ao trabalhador a utilização de Equipamentos de Proteção Individual EPI,
quando esgotados todos os meios conhecidos para a eliminação do risco como
determina a NR 6 e se, mesmo assim, este persistir, e desde que a concentração, a
intensidade ou característica do agente assim o exija;
Colaborar, quando solicitado, nos projetos e na implantação de novas instalações
físicas e tecnológicas da empresa;
Responsabilizar-se tecnicamente, pela orientação quanto ao cumprimento do disposto
áveis às atividades executadas pelos trabalhadores das empresas e/ou
estabelecimentos;
Manter permanente relacionamento com a Comissão Interna de Prevenção de
Acidentes (CIPA), valendo-se ao máximo de suas observações, além de apoiá-la,
treiná-la e atendê-la, conforme dispõe a NR 5;
Promover a realização de atividades de conscientização, educação e orientação dos
trabalhadores para a prevenção de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais,
tanto através de campanhas, quanto de programas de duração permanente
(treinamentos);
Esclarecer e conscientizar os empregados sobre acidentes do trabalho e doenças
ocupacionais, estimulando-os em favor da prevenção;
Analisar e registrar em documentos específicos todos os acidentes ocorridos na
empresa ou estabelecimento, e todos os casos de doença ocupacional, descrevendo a
história e as características do acidente e/ou da doença ocupacional, os fatores
ambientais, as características do agente e as condições dos indivíduos portadores de
doença ocupacional ou que tenham se acidentado;
As atividades dos profissionais integrantes do SESMT são essencialmente
prevencionistas, embora não seja vedado o atendimento de emergência, quando se
tornar necessário. A elaboração de planos de controle de efeitos de catástrofes,
disponibilidade de meios, que visem ao combate a incêndios e o salvamento e de
imediata atenção à vítima de qualquer outro tipo de acidente estão incluídos em suas
atividades.
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19.2 PPRA - Programa de Prevenção de Riscos Ambientais

O Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) é um documento de revisão anual,


que visa identificar, avaliar, registrar, controlar e mitigar os riscos ambientais existentes ou que
venham a existir no ambiente de trabalho, promovendo a preservação da saúde e da integridade dos
trabalhadores, tendo em consideração a proteção do meio ambiente e dos recursos naturais.

radiação eletromagnética, principalmente na construção e manutenção de linhas de


elevado potencial (transmissão e sub-transmissão) e em subestações;
ruído em usinas de geração elétrica e subestações;
calor em usinas de geração elétrica (sala de máquinas), serviços em redes
subterrâneas de distribuição de energia elétrica e em subestações;
umidade em caixas subterrâneas;
riscos biológicos diversos nos serviços em redes subterrâneas de distribuição de
energia elétrica (eventual proximidade com redes de esgoto), e obras de construção
de modo geral;
gases tóxicos, asfixiantes, inflamáveis nos serviços em redes subterrâneas de
distribuição de energia elétrica, tais como: metano, monóxido de carbono, etc;
produtos químicos diversos como solventes para limpeza de acessórios;
óleos dielétricos utilizados nos equipamentos, óleos lubrificantes minerais e
hidrocarbonetos nos serviços de manutenção mecânica em equipamentos sobretudo
em subestações de energia, usinas de geração e transformadores na rede de
distribuição;
ácido sulfúrico em baterias fixas de acumuladores em usinas de geração elétrica.
ascarel ou Bifenil Policlorados (PCBs), ainda presente em transformadores e
capacitores de instalações elétricas antigas, em atividades de manutenção em
subestações de distribuição elétrica e em usinas de geração elétrica, por ocasião da
troca de transformadores e capacitores e, em especial, da recuperação de
transformadores e descarte desse produto.
outros riscos ambientais, conforme a especificidade dos ambientes de trabalho e
riscos porventura decorrentes de atividades de construção, tais como: vapores
orgânicos em atividades de pintura, fumos metálicos em solda, poeiras em redes
subterrâneas e obras, etc.

É fundamental a verificação da existência dos aspectos estruturais no documento base do


PPRA, que dentre todos legalmente estabelecidos, cabe especial atenção para os seguintes:

discussão do documento base com os empregados (CIPA);


descrição de todos os riscos potenciais existentes em todos ambientes de trabalho,
internos ou externos e em todas as atividades realizadas na empresa (trabalhadores
próprios ou de empresa contratadas);
realização de avaliações ambientais quantitativas dos riscos ambientais levantados
(radiação, calor, ruído, produtos químicos, agentes biológicos, dentre outros),
contendo descrição de metodologia adotada nas avaliações, resultados das
avaliações, limites de tolerância estabelecidos na NR15 e medidas de controle
sugeridas, devendo ser assinado por profissional legalmente habilitado;
descrição das medidas de controle coletivas adotadas;
cronograma das ações a serem adotadas no período de vigência do programa.

O PPRA deve estar articulado com os demais documentos de Saúde e Segurança do


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Trabalho - SST, como PCMSO, PCA e o PCMAT (em caso de construção de linhas elétricas, obras
civis de apoio a estruturas e prediais), e inclusive, com todos os documentos relativos ao sistema de
gestão em SST adotado pela empresa.

19.3 PCMSO - Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional

É fundamental que o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) seja


elaborado e planejado, anualmente, com base em um preciso reconhecimento e avaliação dos riscos
presentes em cada ambiente de trabalho, em conformidade com os riscos levantados e avaliados no
PPRA Programa de Prevenção de Riscos Ambientais, no PCMAT Programa de Condições e
Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção, bem como em outros documentos de saúde
e segurança, e inclusive no mapa de riscos desenvolvido pela Comissão Interna de Prevenção de
Acidentes (CIPA).
Esse Programa se constitui em um dos elementos de Saúde e Segurança do Trabalho - SST
da empresa e não pode prescindir de total engajamento e correspondência com o sistema de gestão
adotado na empresa, se houver, integrando-o, tanto na fase de planejamento de ações, quanto na
fase de monitoração dos resultados das medidas de controle implementadas.
Frente às situações específicas do setor elétrico, em que na maioria dos casos não estão
presentes os riscos clássicos industriais, o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional
(PCMSO) deve considerar com profundidade fatores ergonômicos:

de ordem psicossocial relacionados à presença do risco de vida no trabalho com


eletricidade e dos trabalhos em altura, seja no poste urbano quanto nas atividades em
estresse ande exigência
cognitiva e de atenção, necessidade de condicionamento psíquico e emocional para
execução dessas tarefas, entre outros fatores estressores;
de natureza biomecânica relacionados às atividades em posturas pouco fisiológicas e
inadequadas (em postes, torres, plataformas), com exigências extremas de
condicionamento físico;
de natureza organizacional relacionados às tarefas planejadas sem critérios de
respeito aos limites técnicos e humanos, levando a premência de tempo, atendimento
emergencial, pressão produtiva.

O Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), além da avaliação


individual de cada trabalhador envolvido, periodicamente, tem o caráter de um estudo de corte,
longitudinal, em que o médico do trabalho tem oportunidade de acompanhar uma determinada
população de trabalhadores ao longo da vida laboral destes, estudando o possível aparecimento de
sintomas ou patologias, a partir da exposição conhecida a fatores agressores. É fundamental que os
relatórios anuais sejam detalhados, com a guarda judiciosa dos prontuários médicos, sendo a
implementação do programa verificada pelo Auditor Fiscal do Trabalho por meio da correção dos
Atestados de Saúde Ocupacionais, quanto a dados obrigatórios e periodicidade, disponibilidade dos
relatórios anuais e, caso necessário, por meio das análises dos prontuários médicos.

19.4 CIPA - Comissão Interna de Prevenção de Acidentes

Conforme determina a NR 5, as empresas privadas, públicas, sociedades de economia mista,


órgãos da administração direta e indireta, instituições beneficentes, associações recreativas,
cooperativas, bem como outras instituições que admitam trabalhadores como empregados devem
constituir a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) por estabelecimento e mantê-la em
regular funcionamento.
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A CIPA tem como objetivo a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, de


modo a tornar compatível, permanentemente, o trabalho com a preservação da vida e a promoção da
saúde do trabalhador.
A CIPA é composta por representantes do empregador - (designados) e dos empregados
(eleitos).

Atribuições da CIPA

Identificar os riscos do processo de trabalho, e elaborar o mapa de riscos, com a


participação do maior número de trabalhadores, com assessoria do SESMT, quando
houver;
Elaborar plano de trabalho que possibilite a ação preventiva na solução de problemas
de segurança e saúde no trabalho;
Participar da implementação e do controle da qualidade das medidas de prevenção
necessárias, bem como da avaliação das prioridades de ação nos locais de trabalho;
Realizar, periodicamente, verificações nos ambientes e condições de trabalho visando
a identificação de situações, que venham a trazer riscos para a segurança e saúde
dos trabalhadores;
Realizar, a cada reunião, avaliação do cumprimento das metas fixadas em plano de
trabalho e discutir as situações de risco que foram identificadas;
Divulgar aos trabalhadores as informações relativas à segurança e à saúde no
trabalho;
Participar, com o SESMT, onde houver, das discussões promovidas pelo empregador,
para avaliar os impactos de alterações no ambiente e processo de trabalhos
relacionados à segurança e à saúde dos trabalhadores;
Requerer ao SESMT, quando houver, ou ao empregador, a paralisação de máquina
ou setor em que considere haver risco grave e iminente à segurança e à saúde dos
trabalhadores;
Colaborar no desenvolvimento e implementação do PCMSO e PPRA e de outros
programas relacionados à segurança e à saúde no trabalho;
Divulgar e promover o cumprimento das Normas Regulamentadoras, bem como
cláusulas de acordos e convenções coletivas de trabalho, relativas à segurança e à
saúde no trabalho;
Participar, em conjunto com o SESMT, quando houver, ou com o empregador da
análise das causas das doenças e acidentes de trabalho e propor medidas de solução
dos problemas identificados;
Requisitar ao empregador e analisar as informações sobre questões que tenham
interferido na segurança e na saúde dos trabalhadores;
Requisitar à
Promover, anualmente, em conjunto com o SESMT, quando houver, a Semana
Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho SIPAT;
Participar, anualmente, em conjunto com a empresa, de Campanhas de Prevenção da
AIDS.
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20 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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Sites Consultados

www.3m.com.br www.ge.com.br
www.aph.com.br www.mte.gov.br
www.bombeirosvoluntarios.com.br www.unesp.br
www.cemig.com.br www.medicinaintensiva.com.br
www.fesp.com.br www.ben.epe.gov.br

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