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O CULTO ACEITÁVEL A DEUS

Luiz Fernando Vitória da Silva


Pastor Claudir Matheus dos Santos
Instituto Teológico Quadrangular – ITQ
Curso Livre em Teologia – Teologia Do Culto

RESUMO:

Vivemos em tempos onde (felizmente) rumamos para nos tornar um país de maioria
cristã/protestante. Num cenário em que, cada vez mais rapidamente, surgem novos templos
e congregações, todo um escopo novo se abre no tocante ao que seria verdadeiramente
um culto aceitável a Deus.
Tendo isso em mente, venho com base nas escrituras bíblicas (e nada mais), defender
aquilo que julgo ser o culto aceitável a Deus.

Palavra-chave: culto; adoração.

INTRODUÇÃO:

O que torna um culto distinto do outro? Qual agrada mais ao Senhor? Onde posso encontrar
um modelo para conduzi-lo de forma inequívoca na presença do Altíssimo?

Para responder tais questionamentos, fui à única fonte verdadeiramente confiável, a Santa
Palavra de Deus (a Bíblia).
CONCEITO:

Partindo do princípio que todo o culto prestado a Deus deve ter: oração, adoração,
ministração da palavra e benção pastoral, nos deparamos com aquela, que eu julgo ser, a
maior representação de um culto aceitável a Deus.

A passagem em questão, pode ser encontrada nos evangelhos de Marcos, Lucas, Matheus
e João.

Façamos uma análise dessa passagem, através do evangelho de Lucas no capítulo 7, do


versículo 37 ao 50.

“37 E eis que uma mulher da cidade, uma pecadora, sabendo que ele estava à mesa em
casa do fariseu, levou um vaso de alabastro com unguento;
38 E, estando por detrás, aos seus pés, chorando, começou a regar-lhe os pés com
lágrimas, e enxugava-lhos com os cabelos da sua cabeça; e beijava-lhe os pés, e ungia-
lhos com o unguento.
39 Quando isto viu o fariseu que o tinha convidado, falava consigo, dizendo: Se este fora
profeta, bem saberia quem e qual é a mulher que lhe tocou, pois é uma pecadora.
40 E respondendo, Jesus disse-lhe: Simão, uma coisa tenho a dizer-te. E ele disse: Dize-a,
Mestre.
41 Um certo credor tinha dois devedores: um devia-lhe quinhentos dinheiros, e outro
cinquenta.
42 E, não tendo eles com que pagar, perdoou-lhes a ambos. Dize, pois, qual deles o
amará mais?
43 E Simão, respondendo, disse: Tenho para mim que é aquele a quem mais perdoou. E
ele lhe disse: Julgaste bem.
44 E, voltando-se para a mulher, disse a Simão: Vês tu esta mulher? Entrei em tua casa, e
não me deste água para os pés; mas esta regou-me os pés com lágrimas, e os enxugou
com os cabelos de sua cabeça.
45 Não me deste ósculo, mas esta, desde que entrou, não tem cessado de me beijar os
pés.
46 Não me ungiste a cabeça com óleo, mas esta ungiu-me os pés com unguento.
47 Por isso te digo que os seus muitos pecados lhe são perdoados, porque muito amou;
mas aquele a quem pouco é perdoado pouco ama.
48 E disse-lhe a ela: Os teus pecados te são perdoados.
49 E os que estavam à mesa começaram a dizer entre si: Quem é este, que até perdoa
pecados?
50 E disse à mulher: A tua fé te salvou; vai-te em paz.” (Lc 7:37-50)
MÉTODO:
Façamos agora uma análise de cada etapa de um culto aceitável a Deus, com base nos
versículos dessa passagem.

ORAÇÃO, ADORAÇÃO E OFERTA:


(Lc 7:37-38)
Não há forma melhor de começar qualquer coisa, especialmente um culto, do que com
uma oração. Em um culto, sua meta é a de chamar a atenção Dele para nós, invocando o
Espírito Santo, para que Ele fale conosco, os pecadores.

Nesses versículos, podemos observar que, ao saber da presença de Cristo naquela casa,
a mulher levou consigo o vaso de alabastro. Note que ela está indo lá, por causa de
ninguém além de Jesus. Saber da presença Dele, foi o que à moveu.

Quando ela chega na presença Dele, pouco se importa com os demais. Ela se atira aos
pés do Mestre, unge-o com todo o nardo, chora tanto aos seus pés que os lava com as
suas lágrimas, seca-os com seus cabelos e não para de beijá-los.

Uma referência mais do que clara a uma busca pela atenção do Mestre, oração com
profundo quebrantamento e arrependimento sincero, adoração e oferta.

AOS OLHOS DOS FARISEUS....


(Lc 7:39)

É comum que alguns não compreendam, que julguem que o pecador não merece atenção
do Senhor, que não merece nem estar na presença Dele. E de fato, não merece, mas
servimos um Deus de recomeços, Ele é misericordioso e sempre que um pecador se
prostra, haverá um perdão à ser liberado sobre esse.
MINISTRAÇÃO DA PALAVRA:
(Lc 7:40-50)

A palavra de Deus, nem sempre diz aquilo que queremos ouvir, mas (certamente) diz tudo
aquilo que precisamos ouvir, fala com todas as nossas necessidades, e fala com todos ao
mesmo tempo e é a única “...apta para discernir os pensamentos e intenções do coração”. (Hb 4:12)

Isso ocorre com o fariseu que em pensamentos condena a mulher, ao que o Mestre,
prontamente, faz uso de uma parábola para explicar que veio para perdoar e não para
condenar. Deixando claro que a mulher em questão estava agindo com tamanha reverência
e amor por que “quem muito ama, muito é perdoado”.

Note que, embora todos entendam a benção que a mulher alcançou de Cristo, poucos
compreendem que Ele também dispensou um ensinamento precioso para o fariseu em
questão.

É bem verdade que não parece que este compreendeu o Mestre. Mas isso também acaba
por corroborar com outra parábola, a do semeador.

“E outra caiu entre espinhos, e os espinhos cresceram e sufocaram-na. ” (Mt 13:7)

Após essa parte as preces da mulher são atendidas, seus pecados são perdoados e ela é
despedida com as bênçãos do Senhor.

CONCLUSÃO
Em rápida análise, podemos constatar, sem sombra de dúvida, que não importa se o culto
em si ocorre dentro de um templo, durante um jantar, numa célula, na rua, na prisão, no
hospital, na escola, na faculdade, no trabalho. Quando há quebrantamento de coração,
entrega total, fé, busca, humilhação, lágrimas, ofertas e louvores sinceros, ali estará o
Senhor e ali se fez um culto perfeitamente aceitável a Deus.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS:

A Bíblia.