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04/04/2019

Instalações hidráulicas e sanitárias


Prof. Dr. Eng. Civil
Gerald Norbert Souza da Silva

(83)9 9992 9405


geraldsouzadasilva@gmail.com

Considerações gerais

Disciplina: Instalações Hidráulicas e Sanitárias


Pré-requisito: Hidráulica Aplicada
Créditos: 04
Carga Horária: 60 horas
Terça de 13:00 a 15:00 e Quinta de 13:00 a 15:00
Curso a que a Disciplina é Ofertada: Engenharia Civil
Período: 2019.1

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Introdução

Considerações gerais

1. OBJETIVO
Capacitar o aluno de engenharia civil para elaborar projetos, escolher materiais e
equipamentos usados na área de instalações hidrossanitárias e contra incêndio.

2. EMENTA
Qualidade das instalações prediais.
Instalações prediais de água fria.
Instalações prediais de esgotamento sanitário.
Instalações prediais de águas pluviais.
Instalações hidráulicas básicas de combate a incêndio.
Instalações e construção de fossas sépticas.
Noções de instalações prediais de gás e de água quente.

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Considerações gerais
Avaliação:

Unidade I: Projeto de Instalações prediais de água fria – 20h


Prova – 4,0 pontos 18/04/2019
Projeto e defesa – 6,0 pontos
Unidade II: Projeto de esgotamento sanitário – 20 h
Prova – 4,0 pontos 16/05/2019
85%
Projeto e defesa – 6,0 pontos
Unidade III: seminário (10 pontos) – 20 h 04/06/2019 - 18/06/2019
Construção de fossas sépticas;
Instalações prediais de águas pluviais;
Instalações hidráulicas básicas de combate a incêndio;
Instalações prediais de gás;
Instalações prediais de água quente.

Todas as unidades:
15%
Plickers

Considerações gerais

Conceitos básicos/ hidráulica

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Considerações gerais

Exercício:

Cálculo da vazão tubo:

Plickers
Qual a vazão de água circulando através de um tubo de 32 mm de diâmetro, considerando a
velocidade da água sendo 4 m/s?

Considerações gerais
Exercício:
Cálculo da vazão: Plickers
Qual a velocidade da água através de um furo na lateral de um
tanque, se o desnível entre o furo e a superfície livre é de 2 m?

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Considerações gerais
Revisão hidráulica

Teorema de Bernoulli

Considerações gerais
Exercício:
Cálculo da vazão:
Qual a velocidade da água através de um furo na lateral de um
tanque, se o desnível entre o furo e a superfície livre é de 2 m?

Solução:
Utilizando a equação de
Bernoulli simplificada e
considerando z1 = 2 m e g =
9,81 m/s2, podemos calcular
a velocidade da água pela
equação a seguir:

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Considerações gerais

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Considerações gerais

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Considerações gerais

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Considerações gerais
❑ Importância;

Ao abrir uma torneira a população não se conscientiza dos


crescentes custos e dificuldades técnicas que a obtenção deste
produto apresenta. A água está cada vez mais rara e é buscada
cada vez mais longe. Este simples gesto tem, atrás de si, uma
enorme gama de operações, equipamentos e trabalhos
envolvidos para proporcionar um conforto que deve ser
preservado. (BOTELHO e RIBEIRO JR. 2013)

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Considerações gerais

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Considerações gerais
O que é uma instalação predial de água fria?
Uma instalação predial de água fria constitui-se no conjunto de
tubulações, equipamentos, reservatórios e dispositivos,
destinados ao abastecimento dos aparelhos e pontos de
utilização de água da edificação, em quantidade suficiente,
mantendo a qualidade da água fornecida pelo sistema de
abastecimento.

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Considerações gerais

• deve ser conduzido concomitantemente com os projetos de


arquitetura, estrutura, fundações e outros (perfeita
compatibilização);

• ABNT NBR 5626 – fixa as exigências e recomendações


relativas a projeto, execução e manutenção da instalação
predial de água fria.

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Exigências a observar no projeto

• preservar a potabilidade da agua;


• garantir o fornecimento de agua de forma continua, em quantidade
adequada e com pressões e velocidades compatíveis com o perfeito
funcionamento dos aparelhos sanitários, peças de utilização e de mais
componentes;
• promover economia de agua e de energia;
• possibilitar manutenção fácil e econômica;
• evitar níveis de ruído inadequados a ocupação do ambiente;
• proporcionar conforto aos usuários, prevendo peças de utilização
adequadamente localizadas, de fácil operação, com vazões satisfatórias e
atendendo as demais exigências do usuário.

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Considerações gerais
Distribuidor público por meio de um ramal predial

Ramal predial propriamente dito,


ou ramal externo: é o trecho da
tubulação compreendida entre o
distribuidor público de água e a
instalação predial caracterizado pelo
medidor público

Alimentador predial ou ramal externo de alimentação: é o trecho da tubulação que se


estende a partir do aparelho medidor ou limitador do consumo, isto é, do ramal
predial até a válvula do flutuador ( torneira de boia à entrada de um reservatório)

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Considerações gerais
TIPOS DE SISTEMAS PREDIAS DE SUPRIMENTO DE ÁGUA

Existem 3 sistemas de abastecimento da rede predial de


distribuição:
- sistema direto;
- sistema indireto;
- sistema misto.

Cada um com suas vantagens e desvantagens, que devem ser


analisadas pelo projetista.

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Considerações gerais
TIPOS DE SISTEMAS PREDIAS DE SUPRIMENTO DE ÁGUA
SISTEMA DIRETO
Aquele em que todas as peças de utilização são ligados diretamente à
rede pública, através de uma rede de distribuição.

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Considerações gerais

TIPOS DE SISTEMAS PREDIAS DE SUPRIMENTO DE ÁGUA


SISTEMA DIRETO

O sistema direto tem sido adotado em muitas cidades europeias por


apresentar economia com a dispensa dos reservatórios. Embora
referido na NBR 5626, não é muito utilizado em nossas cidades, por
faltarem os requisitos que viabilizam sua adoção ou, então, por tratar-
se de arranhas céus – que exigiram uma pressão a que a rede pública
não tem condições de atender. (MACINTYRE, 2013)

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Considerações gerais
TIPOS DE SISTEMAS PREDIAS DE SUPRIMENTO DE ÁGUA
SISTEMA INDIRETO POR GRAVIDADE
No sistema indireto com distribuição por gravidade a rede de distribuição do
edifício é alimentada a partir de um reservatório elevado

Sistema indireto sem bombeamento

Sistema indireto com bombeamento

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Considerações gerais
TIPOS DE SISTEMAS DE DISTRIBUIÇÃO
SISTEMA INDIRETO HIDROPNEUMÁTICO
No sistema indireto
hidropneumático a rede de
distribuição é pressurizada através
de um tanque de pressão que
contém água e ar.

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Considerações gerais
SISTEMA INDIRETO HIDROPNEUMÁTICO

É um sistema que demanda alguns cuidados. Além do custo adicional, exige


manutenção periódica. Além disso, caso falte energia elétrica, ele fica
inoperante, necessitando de gerador alternativo para funcionar.

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Considerações gerais
TIPOS DE SISTEMAS DE DISTRIBUIÇÃO

SISTEMA INDIRETO HIDROPNEUMÁTICO

Uma instalação hidropneumática supõe cuidados de manutenção e


não deve ser considerada como uma alternativa normal de instalação
com reservatório superior. É porém muito utilizada em instalações
industriais para dispensar a construção de castelos de água (
reservatórios sobre torres ou estruturas) por demais elevados; em
edifícios com limitações de área, gabarito, estrutura ou concepção
arquitetônica não tornem possível ou aconselhável o emprego de
reservatórios elevados. (MACINTYRE, 2013)

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Considerações gerais
SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO MISTA
Parte da alimentação da rede de distribuição predial é feita
diretamente pela rede pública de abastecimento e parte pelo
reservatório superior.

Mais usual e mais vantajoso – alguns pontos pela rede pública.

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Considerações gerais
TIPOS DE SISTEMAS DE DISTRIBUIÇÃO
A Norma recomenda como mais conveniente, para as condições médias brasileiras, o
sistema de distribuição indireta por gravidade, admitindo o sistema misto (indireto por
gravidade com direto) desde que apenas alguns pontos de utilização, como torneira de
jardim, torneiras de pias de cozinha e de tanques, situados no pavimento térreo, sejam
abastecidos no sistema direto. A utilização dos sistemas de distribuição direta ou
indireta hidropneumática deve ser convenientemente justificada.

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INSTALAÇÃO PREDIAL
Uma instalação predial de água fria constitui-se basicamente:
• ramal predial;
• cavalete (hidrômetro);
• alimentador predial;
• reservatório inferior (cisterna);
• sistema de recalque;
• reservatório superior;
• barrilete;
• colunas de distribuição;
• ramais de distribuição;
• sub-ramais de distribuição;

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PARTES CONSTITUINTES DE UMA INSTALAÇÃO PREDIAL


Sub-sistema de alimentação:
- Ramal predial: a conexão do sistema particular com a rede
pública
- Cavalete /Hidrômetro: é o medidor do abastecimento
- Alimentador predial: trecho que vai do medidor ao
reservatório ou ponto de consumo

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PARTES CONSTITUINTES DE UMA INSTALAÇÃO PREDIAL

Sub-sistema de reservação:

• Resertório inferior: é o compartimento de abastecimento


inferior;
• Estação elevatória: compõe-se da bomba e seu abrigo;
• Sistema de recalque: a tubulação que conduz a água da
cisterna até o reservatório superior;
• Reservatório superior: é o compartimento de abastecimento
superior

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PARTES CONSTITUINTES DE UMA INSTALAÇÃO PREDIAL


Sub-sistema de distribuição interna:

• Barrilete: tubulações que se origina no reservatório e do


qual derivam as colunas de distribuição.
• Colunas de distribuição: tubulação derivada do barrilete e
destinada a alimentar ramais
• Ramais: tubulação derivada da coluna de distribuição e
destinada a alimentar os sub-ramais
• Sub-ramais: tubulação que liga o ramal à peça de utilização
ou à ligação do aparelho sanitário

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PARTES CONSTITUINTES DE UMA INSTALAÇÃO PREDIAL


Alimentação
Reservação
Distribuição interna

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PARTES CONSTITUINTES DE UMA INSTALAÇÃO PREDIAL


CAVALETE/ HIDRÔMETRO
dispositivo que permite a colocação do hidrômetro (medidor
do consumo de água)
• Instalação: compartimento em alvenaria ou concreto, com
um registro de gaveta;
• Localização: facilitar a leitura do hidrômetro.

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PARTES CONSTITUINTES DE UMA INSTALAÇÃO PREDIAL


CAVALETE/ HIDRÔMETRO
A responsabilidade da empresa concessionária, quanto
à execução e manutenção da instalação, se dará até o
limitador de consumo (hidrômetro) o qual distará, no máximo,
1,50 m da testada do lote.
O hidrômetro bem como sua caixa protetora serão
providenciados as custas do consumidor e conforme as
normas internas da empresa concessionária de água.

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PARTES CONSTITUINTES DE UMA INSTALAÇÃO PREDIAL


CAVALETE/ HIDRÔMETRO

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PARTES CONSTITUINTES DE UMA INSTALAÇÃO PREDIAL


MEDIÇÃO INDIVIDUALIZADA

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PARTES CONSTITUINTES DE UMA INSTALAÇÃO PREDIAL


MEDIÇÃO INDIVIDUALIZADA

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PARTES CONSTITUINTES DE UMA INSTALAÇÃO PREDIAL


MEDIÇÃO INDIVIDUALIZADA

A medição individualizada de água em condomínios prediais é


importante por várias razões, dentre as quais, destacam-se:
redução do desperdício de água e, consequentemente, do
volume efluente de esgotos, economia de energia elétrica,
devido a redução do volume bombeado para o reservatório
superior , redução do índice de inadimplência e identificação
de vazamentos de difícil percepção. (Carvalho Júnior, 2017)

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PARTES CONSTITUINTES DE UMA INSTALAÇÃO PREDIAL


BARRILETE

tubulação de saída do reservatório superior que alimentam as


colunas de distribuição.

Concentrado ou ramificado

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PARTES CONSTITUINTES DE UMA INSTALAÇÃO PREDIAL


BARRILETE CONCENTRADO
Tem a vantagem de abrigar os registros de operação em uma
área restrita, facilitando a segurança e o controle do
sistema, possibilitando a criação de um local fechado, embora
de maiores dimensões.

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PARTES CONSTITUINTES DE UMA INSTALAÇÃO PREDIAL


BARRILETE RAMIFICADO
É mais econômico, possibilita uma quantidade menor de
tubulações junto ao reservatório, os registros são mais
espaçados e colocados antes do início das colunas de
distribuição.

Mais comuns em prédios


maiores que cinco andares

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PARTES CONSTITUINTES DE UMA INSTALAÇÃO PREDIAL


COLUNAS, RAMAIS E SUB-RAMAIS

As colunas de distribuição de
água fria derivam do barrilete,
descem na posição vertical e
alimentam os ramais nos
pavimentos que, por sua vez,
alimentam os sub-ramais das
peças de utilização.

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PARTES CONSTITUINTES DE UMA INSTALAÇÃO PREDIAL


REPRESENTAÇÃO GRÁFICA

DETALHE 1 - Esc.: 1:20

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PARTES CONSTITUINTES DE UMA INSTALAÇÃO PREDIAL


REPRESENTAÇÃO GRÁFICA

VISTA 1 - Esc.: 1:20

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PARTES CONSTITUINTES DE UMA INSTALAÇÃO PREDIAL

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Considerações gerais
Exercícios

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Projeto de instalações hidráulicas


(Aula 2)

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PROJETO

O que significa projetar ??

Como o projeto é uma solução antecipada de um determinado


problema. O projetista deve ficar atento as questões de
viabilidade (poderá mesmo ser executado?) como econômico
poderá ser executado a um custo razoável?

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PROJETO

Projetista Cliente

Entidades
Regulamentadoras

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PROJETO
As instalações devem ser projetadas de modo a:
➢ Preservar a potabilidade da água do sistema de abastecimento e do
sistema de distribuição;
➢ Garantir o fornecimento de água de forma contínua, em quantidade
suficiente, com pressões e velocidades adequadas e compatíveis com o
perfeito funcionamento dos aparelhos e peças de utilização;
➢ Promover conforto aos usuários (níveis de ruído aceitáveis e peças
convenientemente adotadas);
➢ Proporcionar facilidade de manutenção, operação e futuros
acréscimos;
➢ Possibilitar economia de água, energia e de manutenção.

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PROJETO

O projeto completo, via de regra, compreende:


➢ Memorial descritivo;
➢ Memorial de cálculo;
➢ Normas adotadas;
➢ Especificações de materiais e equipamentos;
➢ Relação de materiais, equipamentos e orçamentos;
➢ Plantas, isométricos, esquemas (detalhes construtivos), enfim,
todos os detalhes necessários ao perfeito entendimento do
projeto.

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ETAPAS DE PROJETO

Concepção do projeto; determinação das vazões e


dimensionamento

Determinação das vazões das canalizações que é feita através de


dados e tabelas da norma assim como na determinação das
necessidades de reservação e capacidade dos equipamentos.

O dimensionamento das canalizações é realizado utilizando-se


dos fundamentos básicos da hidráulica.

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ETAPAS DE PROJETO

A concepção é a etapa mais importante do projeto e é nesta fase


que devem ser definidos:

➢ tipo do prédio e sua utilização;


➢ consumo;
➢ tipo de sistema de abastecimento;
➢ sistema de distribuição;
➢ reservatório;
➢ tubulações e aparelhos

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RESERVATÓRIOS

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RESERVATÓRIOS
GENERALIDADES

➢ Os reservatórios têm sido comumente utilizados para


compensar a falta de água na rede pública (falhas);

➢ Os reservatórios e seus equipamentos devem ser localizados


em função de suas características funcionais, tais como:
espaço, iluminação, ventilação, proteção sanitária, operação e
manutenção;

➢ No caso de edifícios altos ou edificações de maior vulto, a


reservação inferior é imprescindível;

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RESERVATÓRIOS
GENERALIDADES

A NBR 5626/98 determina que a reserva total não pode ser


inferior ao consumo diário (garantindo-se o mínimo de
abastecimento) e recomenda que não deve ser maior que o
triplo do consumo diário.

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RESERVATÓRIOS
TIPOS DE RESERVATÓRIOS

• RESERVATÓRIOS MOLDADOS IN LOCO


- são os executados na própria obra (concreto armado,
alvenaria, etc.);
- usados para grandes reservas;
- são construídos junto com a estrutura da edificação;
- NBR 6118 e NBR 9575 (impermeabilização);
- dimensionamento

V=A.h

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RESERVATÓRIOS
TIPOS DE RESERVATÓRIOS
• RESERVATÓRIOS MOLDADOS IN LOCO

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RESERVATÓRIOS
TIPOS DE RESERVATÓRIOS

• RESERVATÓRIOS INDUSTRIALIZADOS
- fibrocimento, metal, polietileno ou fibra de vidro;

Podem ser fabricados


para grandes reservas.

Fibra de vidro e PVC – mais higiênicos, leves, fácil transporte,


instalação e manutenção.

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RESERVATÓRIOS
TIPOS DE RESERVATÓRIOS
• RESERVATÓRIOS INDUSTRIALIZADO

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RESERVATÓRIOS
COMPONENTES DO RESERVATÓRIO

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INFLUÊNCIA DOS RESERVATÓRIOS NA QUALIDADE DA ÁGUA

•Fatores que contribuem para a alteração da qualidade da água:


- localização imprópria do reservatório;
- falta de manutenção (limpeza periódica);
- falta de cobertura adequada

•Limpeza do reservatório:
- pelo menos 2 vezes ao ano

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RESERVATÓRIOS
NO PROJETO ARQUITETÔNICO – r. superior

• mais de 3 pavimentos – sobre a


caixa de escada (proximidade dos
pilares);
• prever: facilidade de acesso
(escada), acesso ao interior para
inspeção e limpeza (mínimo 60cm)

Reservatório locado sobre a caixa de


escada

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RESERVATÓRIOS
NO PROJETO ARQUITETÔNICO – r. inferior
• necessário em prédios com mais de 3 pavimentos – pressão na
rede não é suficiente;
• em locais de fácil acesso, isolado e afastado de tubulações de
esgoto;
• no subsolo: tampas elevadas pelo menos 10cm;
• deve ser previsto um espaço físico para sistema elevatório – “casa
de bombas”

Reservatório inferior e casa de bombas.


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Dúvidas?

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Dimensionamento do sistema predial de água fria


(Aula 3)

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Dimensionamento do sistema
Consumo de Água
Fatores que influem no consumo de água:
• Características físicas do clima
• Renda familiar
• Características da habitação
• Características do abastecimento de água
• Características culturais da comunidade
• Tarifa!!

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Dimensionamento do sistema
• Consumo de Água

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Dimensionamento do sistema

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Dimensionamento do sistema
Variações no consumo:
• Variação anual – crescimento com o tempo devido ao aumento da
população ou alterações nos hábitos higiênicos e desenvolvimento
industrial
• Variação mensal – varia entre meses de inverno e verão
• Variação diária – consumo diário associado as variações mensais
• Variação horária – hora de pico e de consumo reduzido

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Dimensionamento do sistema
Consumo de água
• Meio rural 50 L/hab/dia
• Pequena cidade 50 a 100 L/hab/dia
• Cidade Média 100 a 200 L/hab/dia
• Grande cidade 200 a 300 L/hab/dia
• Cidades densamente povoadas 500 L/hab/dia

200 litros/dia

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Dimensionamento do sistema Consumo específico em


função do tipo de prédio.

Fonte: Creder (1995)

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Dimensionamento do sistema

Fonte: Creder (1995)

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Dimensionamento do sistema
CONSUMO DIÁRIO NAS EDIFICAÇÕES

• Boa coleta de informações: pressão e vazão nos pontos de


utilização, quantidade e frequência de utilização dos aparelhos,
população, condições sócio-econômicas, clima, etc.
• Piscina, lavanderia – influenciam no consumo
• Tabelas apropriadas

Cd = P . q

Consumo diário População da Consumo per capita


litros/dia edificação litros/dia

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RESERVATÓRIOS
CONSUMO DIÁRIO NAS EDIFICAÇÕES

2 pessoas por quarto = área menor 12m²


3 pessoas por quarto = área maior 12m²
1 pessoa por quarto de serviço

edifícios de escritórios, prestação de serviços e


comércio = 1 pessoa para cada 7,50 m² de área

Setor residencial = 200l por pessoa por dia


Setor escritórios/comércio = 50l por pessoa por dia

Valores de referência
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CONSUMO/ RESERVATÓRIOS
Cálculo da população a ser atendida
Para prédios de apartamento ou residências:

𝑁𝑃 = 3 ∙ 𝑁𝐷𝑠1 + 2 ∙ 𝑁𝐷𝑠2 + 𝑁𝑑𝑒 ∙ 𝑁𝑎𝑝𝑡𝑜𝑠 ∙ 𝑁𝑝𝑎𝑣


• NP – número de pessoas a serem atendidas
• NDs1 - número de dormitórios com área maior a 12 m2
• NDs2 – número de dormitórios com área até 12 m2
• Nde – número de dormitórios de serviço
• Naptos – número de apartamentos
• Npav. – número de pavimentos

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RESERVATÓRIOS
CONSUMO DIÁRIO NAS EDIFICAÇÕES

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CONSUMO/ RESERVATÓRIOS

RESERVAÇÃO DE ÁGUA FRIA

• Capacidade dos reservatórios – padrão de consumo de água no


edifício, além de frequência e duração de interrupções do
abastecimento (NBR 5626);
• O volume de água reservado para uso doméstico deve ser, no
mínimo, o necessário para 24 h de consumo normal no edifício,
sem considerar o volume de água para combate a incêndio; No
caso de residência de pequeno tamanho, recomenda-se que a
reserva mínima seja de 500 L (NBR 5626);
• em função da população e da natureza da edificação.

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DIMENSIONAMENTO RESERVATÓRIOS

De acordo com a NBR 5626/98:


Reservação
• A reservação (Rt) deve ser maior que o consumo diário (CD): Rt>CD
• Na prática, para edificações convencionais, adota-se uma reservação para
um período de um dia (24 horas), admitindo-se uma interrupção no
abastecimento durante este período
• A reservação mínima prevista para residências uni-familiares é de 500L:
Rmin=500 L
• A reserva total deve ser menor que o triplo do consumo diário, evitando-se
a reservação de grandes volumes: RT<3.CD
Portanto: CD < Rt < 3.CD

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DIMENSIONAMENTO RESERVATÓRIOS

Distribuição da reservação de acordo com a NBR 5626/98:


• Havendo somente um reservatório, este deverá estar em nível superior
(Rs) e conter toda a reservação necessária.
• Havendo reservatório inferior e superior: a indicação prática para os
casos usuais, recomenda 40% (2/5) do consumo diário no reservatório
superior e 60% (3/5) no inferior.
• Reservas adicionais de combate a incêndio podem estar no Ri (no caso de
sprinklers) e/ou Rs (no caso de hidrantes).
• Reservas adicionais para aparelhos de ar condicionado deve ser
verificado junto ao projetista, podendo estar tanto no Rs, quanto no Ri.

-> e.g.: Reserva de incêndio é estimada em 15% a 20% do


consumo diário (ver legislação local/ corpo de bombeiro)

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DIMENSIONAMENTO RESERVATÓRIOS
Reservatório inferior (Ri)

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DIMENSIONAMENTO RESERVATÓRIOS
Reservatório inferior (Ri)
A função do reservatório inferior é armazenar uma parte da água
destinada ao abastecimento e deve existir quando:
• O reservatório superior não puder ser abastecido diretamente pelo ramal
alimentador.
• O volume total a ser armazenado no reservatório superior for muito
grande (principalmente em prédios de apartamentos).
• Quando a edificação apresenta mais de 4 pavimentos acima do nível
médio da rua onde se localiza o distribuidor público.

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DIMENSIONAMENTO RESERVATÓRIOS
Reservatório inferior (Ri)
Volume do reservatório é estabelecido em função do consumo diário (CD)
e das necessidades de água para combate a incêndios (Vci), e do consumo
de outros sistemas, como o de ar condicionado (Vac):
𝑉𝑅𝑖 = 0,6 ∙ 𝑁𝐷 ∙ 𝐶𝐷 + 𝑉𝑐𝑖 + 𝑉𝑎𝑐
Onde:
• VRi é o volume do reservatório inferior (m3)
• ND é o número de dias de ocorrência de falta de água (1 a 3)
• Vci é o volume para combater incêndio por sprinklers (m3)
• Vac é o volume necessário para o sistema de ar condicionado (m3)

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DIMENSIONAMENTO RESERVATÓRIOS

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DIMENSIONAMENTO RESERVATÓRIOS

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DIMENSIONAMENTO RESERVATÓRIOS
Reservatório inferior (Ri)
• O diâmetro do tubo extravasor e limpeza é dimensionado considerando-
se uma bitola comercial imediatamente superior bitola do alimentador
predial, ou é dimensionada de acordo com a condição hidráulica dada
por:

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DIMENSIONAMENTO RESERVATÓRIOS
Reservatório superior (Rs)
O reservatório superior deve ter capacidade adequada para atuar como regulador de
distribuição e é alimentado por uma instalação elevatória ou diretamente pelo
alimentador predial.
O volume do reservatório é estabelecido em função do consumo diário (CD) e das
necessidades de água para combate a incêndios (Vci), e do consumo de outros sistemas,
como o de ar condicionado (Vac).

𝑉𝑅𝑠 = 0,4 ∙ 𝑁𝐷 ∙ 𝐶𝐷 + 𝑉𝑐𝑖 + 𝑉𝑎𝑐


Onde:
• VRs é o volume do reservatório superior (m3)
• Vci é o volume para combater incêndio (m3)
• Vac é o volume necessário para o sistema de ar condicionado (m3)

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DIMENSIONAMENTO RESERVATÓRIOS

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DIMENSIONAMENTO RESERVATÓRIOS

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Para cada compartimento, devem ser previstas as seguintes tubulações:


Reservatório Inferior Reservatório Superior
alimentação alimentação
extravasor ou ladrão extravasor ou ladrão
limpeza ou dreno limpeza ou dreno
respiro respiro
sucção para o conjunto moto- saída para barrilete de distribuição bomba
de recalque para o RS da água de consumo
sucção para o conjunto moto- saída para barrilete de incêndio
bomba de incêndio

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RESERVATÓRIOS
EXERCÍCIO

Prédio de padrão médio, com 10 pavimentos, 4 apartamentos por


pavimento, 3 quartos sociais (dois de 15 m2 e um de 11 m2) e um de
serviço por apartamento.
• Pessoas a ser atendidas;
• Demanda diária de água;
• Capacidade dos reservatórios.

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DIMENSIONAMENTO DOS COMPONENTES

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DIMENSIONAMENTO DOS COMPONENTES


Ramal predial

Tubulação compreendida entre a rede pública de abastecimento e a


instalação predial. O limite entre o ramal predial e o alimentador predial
deve ser definido pelo regulamento da Companhia Concessionária de
Água local.

95

DIMENSIONAMENTO DOS COMPONENTES


Ramal predial

Para o sistema de distribuição direto, sem reservatório. O cálculo é feito tal


como no caso de um barrilete de distribuição de um reservatório superior;

Para o sistema de distribuição indireto


• Admite-se que o abastecimento da rede seja contínuo;
• A vazão é suficiente para suprir o consumo diário por 24 horas (apesar
do consumo diário variar ao longo do tempo)

96

48
04/04/2019

DIMENSIONAMENTO DOS COMPONENTES


Ramal predial
Premissas de dimensionamento:
Admite-se que o abastecimento de água seja contínuo
A vazão é suficiente para suprir o consumo diário por 24 horas ( a pesar do
consumo dos aparelhos variar ao longo deste período)

Para distribuição direta:

P
◼ Q (L/s)
Q = Cdesc. ◼ Cdesc – coeficiente de descarga = 0,30 L/s
◼ P é a soma dos pesos correspondentes a todas
Tabela de Pesos as peças de utilização alimentadas através do
na seqüência trecho considerado (NBR 5626)

Para distribuição indireta:

CD ◼ Admite a alimentação continuamente durante 24


Q= horas do dia atendendo o consumo diário (CD
86400 em L/dia)
◼ Velocidades entre 0,60 m/s e 1,00 m/s
◼ Consulta a concessionária de distribuição

97

DIMENSIONAMENTO DOS COMPONENTES


Ramal predial
Pesos dos aparelhos sanitários

98

49
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DIMENSIONAMENTO DOS COMPONENTES


Ramal predial

O diâmetro do alimentador predial é dado por sua vez

DAP= diâmetro do alimentador predial, m;


VAP- velocidade no alimentador predial (0,6 ≤ VAP ≤ 1,0)

99

DIMENSIONAMENTO DOS COMPONENTES

Ramal predial
Exemplo:
Edifício com 100 pessoas com consumo diário de 20.000 l/dia com
distribuição indireta

100

50
04/04/2019

DIMENSIONAMENTO DOS COMPONENTES


Ramal predial
Exemplo:
Edifício com 100 pessoas com consumo diário de 20.000 l/dia com distribuição indireta

CD
Q=
86400

20.000
Q= = 0,23L / s = 0,00023m3 / s
86400
◼ Lembrando que :
 .D 2
A=
4
Q = A.V
adota-se velocidades entre 0,6 m/s<V<1,0m/s

4.0,00023
D min =
4.Q min D min = = 0,022m = 22,17mm = D = 20mm
 .V .0,6

101

102

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04/04/2019

DIMENSIONAMENTO DOS COMPONENTES


Ramal predial

Exemplo :
◼ Dimensionar o ramal predial de uma residência com distribuição
direta, com cozinha, lavanderia e dois banheiros, com as seguintes
peças de utilização
Peças Quantidade Peso unitário Pes
de o
utilizaçã total
o
Pia de cozinha 01 0,7 0,7
Tanque de lavar 01 0,7 0,7
Lavatórios 02 0,3 0,6
Bidê 02 0,1 0,2
Caixa de descarga 02 0,3 0,6
Chuveiro 02 Elétrico – 0,1 0,8
Misturador –
0,4
P = 3,6

103

104

52
04/04/2019

DIMENSIONAMENTO DOS COMPONENTES


Ramal predial
Exemplo 3:
◼ Dados do exemplo 2: Dimensionar o ramal predial de uma residência
com distribuição direta, contendo cozinha, lavanderia e dois banheiros,
com as seguintes peças de utilização
◼ Substituindo a caixa de descarga por válvula de descarga
Peças de utilização Quantidade Peso unitário Peso total
Pia de cozinha 01 0,7 0,7
Tanque de lavar 01 0,7 0,7
Lavatórios 02 0,3 0,6
Bidê 02 0,1 0,2
Válvula de descarga 02 32 64

Chuveiro 02 Elétrico – 0,1 0,8


Q = 2,46 l/s
Misturador – 0,4

P = 67

105

DIMENSIONAMENTO DOS COMPONENTES


Ramal predial Tabela de ramais prediais, hidrômetros e abrigos

Ramal Hidrômetro Abrigo


Cavalete
predial dimensões:
Consumo Vazão diâmetro D
diâmetr altura, largura e
provável característi (mm)
oD profundidade (m)
(mm) (m3/dia) ca (m3/h)

20 5 3 20 0,85 x 0,65 x 0,30

25 8 5 25 0,85 x 0,65 x 0,30

25 16 10 32 0,85 x 0,65 x 0,30

25 30 20 40 0,85 x 0,65 x 0,30

50 50 30 50 2,00 x 0,90 x 0,40

106

53
04/04/2019

DIMENSIONAMENTO DOS COMPONENTES


Medidores ou hidrômetros e cavalete

Tabela de ramais prediais, hidrômetros e abrigos (ver concessionárias)

Ramal Hidrômetro Cavalete Abrigo dimensões:


predia diâmetro D altura, largura e
l Consumo Vazão
diâmetro provável característica (mm) profundidade (m)
D (mm) (m3/dia) (m3/h)
20 5 3 20 0,85 x 0,65 x 0,30

25 8 5 25 0,85 x 0,65 x 0,30

25 16 10 32 0,85 x 0,65 x 0,30

25 30 20 40 0,85 x 0,65 x 0,30

50 50 30 50 2,00 x 0,90 x 0,40

Exemplo:
Para o caso do edifício com 100 pessoas com consumo diário de 20.000
l/dia com distribuição indireta e diâmetro do ramal predial de 25 mm.
CD = 20.000L / dia = 20m 3 / dia

107

DIMENSIONAMENTO DOS COMPONENTES


Alimentador predial

Parte da tubulação que vai desde o ramal predial até a primeira derivação
ou válvula do flutuador do reservatório

108

54
04/04/2019

DIMENSIONAMENTO DOS COMPONENTES


Alimentador predial

A vazão a ser considerada para o dimensionamento do alimentador predial é


obtida a partir do consumo diário:

Q = CD 0,6 ≤ V ≤ 1,0 D min =


4.Q min
86400  .V

Q: vazão mínima a ser considerada no alimentador predial (m3/s)


CD: consumo diário total (m3)
V: velocidade do escoamento no alimentador predial (m/s)
Dmin: diâmetro interno do alimentador predial (m)

O dimensionamento também pode ser automático, adotando-se o


valor calculado para o ramal predial
No caso de sistema de abastecimento direto o alimentador predial também
tem a função de sistema de distribuição, devendo ser calculado como
barrilete (cálculo visto a frente)
No caso de alimentação por poço, ele dependerá apenas da vazão da
bomba do poço, a qual deve ser verificada

109

DIMENSIONAMENTO DOS COMPONENTES

Para se garantir a suficiência do abastecimento de água, deve-


se determinar a vazão em cada trecho da tubulação
corretamente.

Isso pode ser feito através de dois critérios:

• pelo consumo máximo possível


• pelo consumo máximo provável

110

55
04/04/2019

DIMENSIONAMENTO DOS COMPONENTES

CONSUMO MÁXIMO POSSÍVEL


=> se baseia na hipótese que os diversos aparelhos servidos pelo ramal sejam
utilizados simultaneamente, de modo que a descarga total no início do
ramal será a soma das descargas em cada um dos sub-ramais.

Dimensionamento
Para atender ao critério do consumo máximo possível deve-se fazer o
dimensionamento pelo

Método das Seções Equivalentes

Este método consiste em expressar cada diâmetro em função da vazão


equivalente obtida com diâmetros de 0,5 polegadas ou 15 mm
.

111

DIMENSIONAMENTO DOS COMPONENTES

Diâmetro mínimo dos sub ramais de alimentação

32 1 ¼’’

112

56
04/04/2019

DIMENSIONAMENTO DOS COMPONENTES

Tabela dos Diâmetros Equivalentes

113

DIMENSIONAMENTO DOS COMPONENTES

CONSUMO MÁXIMO POSSÍVEL

Método das seções equivalentes, em que todos os diâmetros são


expressos em função da vazão obtida com ½ polegada.

Seções equivalentes

Diâmetro dos canos (pol) 1/2 3/4 1 1 1/4 1 1/2 2 2 1/2 3 4

N. de canos de ½ com a
1 2,9 6,2 10,9 17,4 37,8 65,5 110,5 189
mesma capacidade

114

57
04/04/2019

DIMENSIONAMENTO DOS COMPONENTES


Exemplo:
Queremos dimensionar um ramal para atender às seguintes peças,
imaginando que são de uso simultâneo, em instalação de serviço de
residência.
1 1/2 ‘’

½’’ 1 1/4’’ 3/4’’


½’’

Pia de cozinha Vaso sanitário lavatório tanque

Seção equivalente = 1+ 10,9+ 1+ 2,9 = 15,8

Seções equivalentes

Diâmetro dos canos (pol) 1/2 3/4 1 1 1/4 1 1/2 2 2 1/2 3 4

N. de canos de ½ com a
1 2,9 6,2 10,9 17,4 37,8 65,5 110,5 189
mesma capacidade

115

X?

Pia de cozinha Maquina de lavar lavatório tanque


Torneira de jardim
roupa

116

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04/04/2019

DIMENSIONAMENTO DOS COMPONENTES

CONSUMO MÁXIMO POSSÍVEL

Embora o critério de consumo máximo possível, conduza a


diâmetros maiores, poderemos adotá-los em pequenas instalações,
devido à praticidade do dimensionamento. Em instalações de maior
porte e nas quais o uso simultâneo não ocorrer, o uso desse critério
não é recomendado por razões econômicas. (Adolar, 2014)

117

DIMENSIONAMENTO DOS COMPONENTES

CONSUMO MÁXIMO PROVÁVEL


Este critério se baseia na hipótese que o uso simultâneo não ocorre.
Existe a probabilidade de alguns aparelhos serem utilizados
simultaneamente. Neste caso, ocorrerá um consumo máximo provável.
Este tipo de consumo é mais utilizado nas instalações prediais
‘’normais”

Conduz a diâmetros inferiores

É calculada em função dos pesos atribuídos às peças de utilização –


conhecido como método de Hunter

118

59
04/04/2019

DIMENSIONAMENTO DOS COMPONENTES

Ao analisar a probabilidade de uso de aparelhos, Hunter


estabeleceu valores referindo-se a vazão em determinado tipo de
instalação, à duração e a frequência de uso de cada peça. Esses
valores foram denominados de PESOS, e são representados por
valores absolutos.

119

DIMENSIONAMENTO DOS COMPONENTES

120

60
04/04/2019

DIMENSIONAMENTO DOS COMPONENTES


O Método da Soma dos Pesos é de fácil aplicação para o dimensionamento
de ramais, colunas de alimentação e barrilete, é baseado na NÃO
probabilidade de uso simultâneo dos aparelhos e peças.
O método da soma dos pesos consiste nas seguintes etapas:
1º Verificar o peso relativo de cada aparelho sanitário conforme
indicado em Tabela;
2º Somar os pesos dos aparelhos alimentados em cada trecho de
tubulação.
3º Calcular a vazão em cada trecho da tubulação através da equação 1.1.
Q= 0,3 √ P
A vazão também pode ser obtida do ábaco mostrado em Figuras
4º Determinar o diâmetro de cada trecho da tubulação através de
ábacos.

121

DIMENSIONAMENTO DOS COMPONENTES

122

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04/04/2019

DIMENSIONAMENTO DOS COMPONENTES


Exercício

123

Projeto

124

62
04/04/2019

PRESSÕES MÍNIMAS E MÁXIMAS

Nas instalações prediais consideram-se dois tipos de pressão:


- estática (pressão nos tubos com a água parada)
- dinâmica (pressão com a água em movimento)

Unidades:
- kgf/cm² (quilograma força por centímetro quadrado)
- m.c.a. (metro de coluna d’água)
- Pa (pascal - SI)

125

PRESSÕES MÍNIMAS E MÁXIMAS

Pressão estática: Pressão da água quando ela está parada


dentro da tubulação. O seu valor é medido pela altura que
existe entre por exemplo um chuveiro e o reservatório

126

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04/04/2019

PRESSÕES MÍNIMAS E MÁXIMAS

(NBR 5626) em qualquer ponto de utilização da rede predial


de distribuição, não deve ser maior do que 400 kPa (40
m.c.a.), independentemente dos materiais dos tubos
- acima desse valor ocasionará ruído.

Isto significa que a diferença entre a altura do reservatório


superior e o ponto mais baixo da instalação não deva ser maior
que 40 metros.

127

PRESSÕES MÍNIMAS E MÁXIMAS

Pressão dinâmica: é a pressão verificada quando a água esta


em movimento. Esta pressão depende do traçado da
tubulação e os diâmetros adotados para os tubos.

128

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04/04/2019

PRESSÕES MÍNIMAS E MÁXIMAS

▪A pressão dinâmica mínima na rede de distribuição de água


fria = 0,5 mca = 5 kPa;
▪ A pressão dinâmica mínima nos pontos de consumo:
vaso sanitário com CD = 0,5 mca = 5kPa;
vaso sanitário com VD = 1,5 mca = 15 kPa;
demais aparelhos = 1,0 mca = 10 kPa

129

PRESSÕES MÍNIMAS E MÁXIMAS

Aparelho Sanitário Peça de utilização Pressão Dinâmica


Mínima (kPa ou mpa)
Bacia sanitária Caixa de descarga 5 - 0,5

Bacia sanitária Válvula de descarga 15 – 1,5


Banheira Misturador 10 – 1,0
Bebedouro Registro de Pressão 10 – 1,0
Bidê Misturador de Água 10 – 1,0
Chuveiros ou duchas Misturador de Água 10 – 1,0

Chuveiros Elétrico Registro de Pressão 10 – 1,0


Lavadoras Registro de Pressão 10 – 1,0
Lavatórios Torneiras ou misturador 10 – 1,0

Mictórios Cer. c/ sifão Válvula de descarga 10 – 1,0


integrado
Mictórios tipo calha Caixa de descarga ou 10 – 1,0
Registro de Pressão
Pia Torneiras ou misturador 10 – 1,0
Tanque Torneiras 10 – 1,0
Torneira de Jardim ou Geral Torneiras 10 – 1,0

130

65
04/04/2019

PRESSÕES MÍNIMAS E MÁXIMAS


Pressurizador
▪ solucionar a falta de pressão de água
▪ diversos modelos e fabricantes
▪ praticamente não exigem manutenção
▪ o mais distante possível de locais que requerem silêncio
▪ evitar colocar diretamente sobre lajes (amortecedores)

131

REDUÇÃO DE PRESSÕES

A necessidade da limitação das pressões e velocidades de


fluxo máximos nas redes de distribuição é feita com vistas aos
problemas de emissão de ruído e do golpe de ariete.

132

66
04/04/2019

PRESSÕES MÍNIMAS E MÁXIMAS


Válvulas redutoras de pressão

▪ edifícios mais altos (mais 12 andares) – diferentes pressões


▪ andares mais baixos – maior pressão nos pontos de consumo
▪ válvulas automáticas de redução de pressão (VRP)
▪ instalada a meia altura do prédio ou no subsolo
▪ cuidados: tubos mais resistentes e cuidados redobrados
quanto às emendas e conexões

133

ALTURA DO RESERVATÓRIO

Altura do reservatório – pressão dinâmica pontos de consumo

funcionamento
perfeito das peças de
utilização
A diferença entre o nível máximo do
reservatório superior e o ponto mais
baixo da instalação predial.
pressão estática não
deve ser maior que
40m de coluna d’água Válvulas redutoras de pressão
(barrilete)

134

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04/04/2019

PERDA DE CARGA

• Com registro fechado R, a água sobe na tubulação vertical até o nível do reservatório
(A);
• Abrindo o registro, a água entra em movimento e o nível da pressão cai do ponto A para o
ponto B, esta diferença é o que denominamos de perda de carga (∆h);
• Tubulação de menor diâmetro oferece maior resistência à vazão ocasionando maior
perda de carga;
• Tubulação de maior diâmetro oferece menor resistência à vazão ocasionando menor
perda de carga;
• A pressão hA é a pressão estática neste ponto, ou seja, quando a água esta parada;
• A pressão hB é a pressão dinâmica neste ponto, ou seja, a água esta em movimento

135

PERDA DE CARGA

• Perda de carga normal: é devida ao comprimento da tubulação. As


tubulações de cobre e de plástico (PVC) normalmente com grande
emprego nas instalações, oferecem grande vantagem em relação as
tubulações de ferro galvanizado ou ferro fundido no aspecto de perda
de carga (energia) no trajeto do líquido, para a mesma seção e distância
linear.

• Perda de carga localizada ou acidental: são as perdas que ocorrem


nas mudanças de direção, como por exemplo (joelhos, reduções, tês), ou
quando a água passa por dispositivos de controle, tipo registro.
Portanto quanto maior for o número de conexões de um trecho de
tubulações, maior será a perda de pressão ou perda de carga nesse
trecho, diminuindo pressão ao longo da tubulação

136

68
04/04/2019

PERDA DE CARGA
• Perda de carga unitária: é uma perda de carga linear expressa por unidade
de comprimento (Ju). Normalmente expressa em m\m ou em kPa\m.

• Expressão de Fair- Whipple- Hsiao (NBR 5626-98)


Para tubos lisos (tubos de plásticos, cobre ou liga de cobre):

Q = m3/s e D em m

Para tubos rugosos (tubos de aço- carbono, galvanizado ou não)

137

PERDA DE CARGA

Perda de carga total: é a soma das perdas de carga ao longo da tubulação com
perdas de carga geradas pelas conexões

J = Ju x Ct

CT= Creal + Ceq

CT= Comprimento total


Creal = comprimento Real (comprimento real na tubulação no trecho)
Ceq = comprimento equivalente (equivalência em metros de tubulação
das conexões no trecho)

138

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PERDA DE CARGA

Para tubos rugosos (tubos de


aço- carbono, galvanizado ou
não)

139

PERDA DE CARGA

Para tubos de cobre e plástico

140

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PERDA DE CARGA
Perda de Carga comprimento equivalente em metro de canalização – Aço
Galvanizado

141

PERDA DE CARGA

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VELOCIDADE MÁXIMA DA ÁGUA

A NBR 5626 recomenda que as tubulações sejam


dimensionadas de modo que a velocidade da água, em
qualquer trecho, não ultrapasse valores superiores a 3,0
m/s. V=Q/A
RUÍDO DESAGRADÁVEL Q m3/s
A m2

143

GOLPE DE ARIETE

É o fenômeno que se observa no escoamento de qualquer


fluido em conduto forçado, quando o escoamento é
bruscamente interrompido

Situação 1 - Válvula fechada: Temos apenas a


pressão estática da rede(pressão normal).

Situação 2 - Válvula aberta: A


água começa a descer, aumentando
gradativamente sua velocidade
dentro do tubo. A pressão contra
as paredes se reduz ao máximo.

144

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GOLPE DE ARIETE

Situação 3 - Fechamento rápido da válvula: Ocorre interrupção brusca da água, causando


violento impacto sobre a válvula e demais equipamentos, além de vibrações e fortes
pressões na tubulação.

Nas instalações prediais, alguns tipos de válvulas de descarga e registro de


fechamento rápido provocam o efeito do golpe de ariete, que tem como
principal consequência, danos nos equipamentos da instalação = prejuízo

145

DIMENSIONAMENTO - COLUNA

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DIMENSIONAMENTO - COLUNA

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165

Dimensionamento – Bombas/ tubulação


recalque

166

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SISTEMA ELEVATÓRIO

Bombas: recebem energia mecânica e transforma em energia


hidráulicas

Bomba centrífuga: também conhecidas como bombas


rotodinâmicas ou turbobombas possuem pás que
imprimem uma celeração ao líquido

167

SISTEMA ELEVATÓRIO
Bombas - Revisão

168

84
04/04/2019

SISTEMA ELEVATÓRIO

São máquinas que recebem trabalho mecânico e o transformam em energia hidráulica,


fornecendo energia ao líquido. A equação de Bernoulli, aplicada entre a seção de entrada
(seção 1) e a seção de saída (seção 2) de uma bomba, fornece:

169

SISTEMA ELEVATÓRIO
Figura 1- vista lateral do caracol e rotor em corte de uma bomba centrífuga;

Figura 2- Vista frontal do carcol e rotor em corte de uma bomba centrífuga;

Figura 3- caracol de descarga centralizada com difusor fixo

170

85
04/04/2019

SISTEMA ELEVATÓRIO

Um sistema de recalque ou elevatório é o conjunto de tubulações,


acessórios, bombas e motores necessário para transportar uma certa
vazão de água ou qualquer outro líquido de um reservatório (ou ponto)
inferior para outro reservatório (ou ponto) superior. Nos casos mais
comuns de sistema de abastecimento de água, ambos os reservatórios
estão abertos para a atmosfera e com níveis constantes, o que permite
tratar o escoamento como permanente.

171

SISTEMA ELEVATÓRIO

Tubulação de
recalque

Conjunto Tubulação de
elevatório sucção

172

86
04/04/2019

SISTEMA ELEVATÓRIO

Válvula de pé: mantém cheia a tubulação de sucção


quando o motor não está em funcionamento;

Crivo: tem a finalidade de impedir a entrada de partículas


sólidas;

Redução excentríca- adéqua o tubo de sucção (de


maior diâmetro ) à entrada da bomba (de menor
diâmetro) – evita o acúmulo de bolhas, separação
da coluna líquida e cavitação;

Registro- controle de vazão, fechamento para


manutenção da bomba ou tubulação de sucção
(registro de gaveta o mais utilizado)

173

SISTEMA ELEVATÓRIO
Dimensionamento do conjunto motor bomba

O conjunto motor bomba passa pela determinação da vazão de recalque (Qrec) e da altura
manométrica total da instalação.

• hs- altura estática de sucção- é a


diferença de cotas entre o nível do
centro da bomba e o da superfície livre
do reservatório de recalque

• hf- altura estática de recalque – é a


diferença de cotas entre os níveis onde
o líquido é abandonado ao sair do tubo
de recalque no meio ambiente (ou
outro) e o centro da bomba

hgeométrica = hs+hf

174

87
04/04/2019

SISTEMA ELEVATÓRIO

Para determinação da altura


manométrica do recalque tem-se:

Hf = hf +∆hf

hf= diferença de cotas entre o nível


médio da bomba e o ponto mais alto
atingido;
∆hf = perda de carga no recalque

Para a altura manométrica de sucção, a


expressão a ser usada é a seguinte:

Hs= hs + ∆hs

hs = é a diferença de cotas entre o nível


médio da bomba e a tomada de sucção;
∆hs= perda de carga no recalque

175

SISTEMA ELEVATÓRIO

Escolha da Bomba e Potência Necessária ao seu Funcionamento, é basicamente, a seleção de


uma bomba para determinada situação é função da vazão a ser recalcada (Q) e da altura
manométrica da instalação (Hm).

176

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04/04/2019

SISTEMA ELEVATÓRIO

Escolha da Bomba: passa pela determinação da vazão de


recalque, Qr, e da altura manométrica total da instalação
(Hm)

– Hm = Hg + Hs + Hr
• Hm = altura manométrica;
• Hg = desnível entre o nível mínimo no RI e a saída
de água no RS
• Hs = perda de carga na sucção
• Hr = perda de carga no recalque

177

SISTEMA ELEVATÓRIO

Considere:

Hm = 62,4 m
Q = 15.688 L/s

178

89
04/04/2019

SISTEMA ELEVATÓRIO

Quando se trabalha com estas curvas, têm-


se graficamente as variáveis altura
manométrica (Hm), rendimento (h) e
NPSHrequerido em função da vazão. As
curvas de rendimento e altura manométrica
podem ser criadas em gráficos separados ou
em um único gráfico, dependendo do
fabricante. Essas três variáveis caracterizam
as condições de funcionamento de uma
bomba. Tais gráficos são plotados pelos
fabricantes e publicados na forma de
catálogos, utilizando-se resultados de testes
realizados em laboratório. Para bombas
centrífugas, estes gráficos possuem a
seguinte forma:

179

Rendimento da bomba – relação entre a potência recebida pelo fluido e a


potência enviada pela bomba (Bomba + Motor).

180

90
04/04/2019

SISTEMA ELEVATÓRIO

Potência motor bomba

Onde:
P é a potência necessária para a moto-bomba (CV);
Q é a vazão de recalque (litros/s);
Hman é a altura manométrica dinâmica (m);
R é o rendimento da moto-bomba (adimensional);
O rendimento da moto-bomba é dado pela equação.

181

SISTEMA ELEVATÓRIO
Dimensionamento da tubulação de recalque e sucção

Recomenda-se o emprego da fórmula de Forcheimmer para a escolha do


diâmetro da tubulação de recalque:

Dr = diâmetro nominal do recalque (m)


Qr = vazão de recalque (m3/s)
X’ = nº horas de funcionamento
por dia (NF / 24 horas)

– Vazão de recalque = CD/NF (m3/h)

Adota-se para a tulação de sucção um diâmetro imediatamente


superior ao da tubulação de recalque.

182

91
04/04/2019

SISTEMA ELEVATÓRIO

Período de funcionamento da bomba (NF): NBR


5626/98 recomenda (item 5.3.3):
– Pequenos reservatórios – tempo de enchimento < 1h
– Grandes reservatórios – tempo de enchimento < 6h

183

SISTEMA ELEVATÓRIO

Assim, podemos determinar Dr em função do consumo diário (CD)


e de NF, cujos valores são apresentados na tabela.

Diâmetro de Sucção (Ds): adota-se um diâmetro igual ou


imediatamente superior ao da tubulação de recalque.

Ds > Dr 59

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SISTEMA ELEVATÓRIO
Cavitação
Cavitação é um fenômeno semelhante à ebulição, que pode ocorrer na água durante um
processo de bombeamento, provocando estragos, principalmente no rotor e palhetas e é
identificado por ruídos e vibrações. Para evitar tal fenômeno, devem-se analisar o
NPSHrequerido e o NPSHdisponível.
• Quando a altura de sucção autrapassam certos limites;

• Quando a pressão absoluta em um determinado ponto se reduz a valores abaixo


de um certo limite, alcançando ponto de ebulição da água (para esta pressão)
esse líquido começa a ferver e os condutos ou peças (de bomba, turbinas ou
tubulações ) passam a apresentar, em parte bolsas de vapor dentro da corrente.

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SISTEMA ELEVATÓRIO

Segundo Ademar Cordeiro, 2008. A altura máxima de sucção acrescida das


perdas de cargas deve satisfazer as especificações estabelecidas pelo
fabricante das bombas. Na prática, é muito raro atingir 7,00 m.
Para a maioria das bombas centrifugas, a sucção deve ser inferior a 5 m.

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SISTEMA ELEVATÓRIO

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SISTEMA ELEVATÓRIO

2) NPSH disponível: é a carga existente na instalação para permitir a sucção

NPSHd = Hatm – (Hv + AS + hfs)

Hatm = pressão atmosférica;


Hv = pressão de vapor do fluido escoado;
AS = altura de sucção em metros dados na instalação;
hfs = perdas de cargas no escoamento pela tubulação de sucção

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SISTEMA ELEVATÓRIO

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SISTEMA ELEVATÓRIO

Pressão de vapor de um líquido

Pressão de vapor de um líquido a uma dada temperatura é aquela á qual o líquido


coexiste em sua fase líquida e vapor

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SISTEMA ELEVATÓRIO
Para avaliar as condições de cavitação em um sistema já projetado:

❖ Calcula-se NPSHd em função da vazão;

❖ Obtem-se do fabricante o NPSHr;

❖ Compara-se NPSHd com NPSHr

Para que não haja cavitação:


NPSHd >NPSHr

Na prática adota-se uma margem de segurança:

PORTO, (1999)- Recomenda-se uma folga de pelo menos 0,5 m


entre o NPSHd e o NPSHr;

BAPTISTA E LARA, (2003)- recomendam mínimo de 0,6 m

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SISTEMA ELEVATÓRIO

Supondo que uma bomba de um modelo hipotético seja colocada para operar
para vencer uma altura manométrica de recalque de 35 m e vazão de 32,5
m3/h. Sendo a altura de sucção de 2,0 m e a perda de atrito de sucção de 1,6
m.
A altura em relação ao nível do mar que a mesma será instalada é de
aproximadamente 150 m e a temperatura da água na região é de 30 OC

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Considerações gerais
Bibliografia Básica

BORGES, R., BORGES, W. Manual de Instalações Prediais Hidráulico-Sanitárias e de


Gás. 4a ed. São Paulo: PINI, 1992.
CREDER, H. Instalações Hidráulicas e Sanitárias. 5a ed. Rio de Janeiro: LTC, 1995.
MACINTYRE, A. J. Manual de Instalações Hidráulicas e Sanitárias. Rio de Janeiro:
Guanabara, 1990.

Bibliografia Complementar

AZEVEDO NETTO, J. M. Manual de Hidráulica. 8. ed. São Paulo: Edgard Blücher,


2003.
GARCEZ, L. N. Elementos de Engenharia Hidráulica e Sanitária. São Paulo: Edgard
Blücher, 2004.
MACINTYRE, A. J. Instalações Hidráulicas Prediais e Industriais. 3ª ed. Rio de
Janeiro: LTC, 1996.
PORTO, R. M. Hidráulica Básica. 4a ed. São Paulo: EESC-USP, 2006.
VIANNA, M. R. Instalações Hidráulicas Prediais. 2. ed. Belo Horizonte: Imprimatur,
1998.

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