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CRIOTERAPIA NO TRATAMENTO DA GORDURA LOCALIZADA

Ana Elisabete Picolini¹, Caroline Chaves Corrêa¹, Daniela Karusky Kümmel¹,


Dora Groisman¹, Maria Cristina Saldanha¹, & Fernanda Calil Petri ²
1
Acadêmica do Curso de Estética e Cosmética – ULBRA, Santa Maria, RS
e-mail: ana.picolini@bol.com.br, danny_kummel@yahoo.com.br
2 Professora do Curso de Estética e Cosmética e Fisioterapia – ULBRA, Santa Maria, RS
e-mail: fernandapetri@gmail.com

1. INTRODUÇÃO

Atualmente verifica-se a utilização da crioterapia (terapia pelo frio) no tratamento para


gordura localizada, isso pode ser visto em protocolos estéticos apresentados em
congressos e feiras de estética. O profissional da estética utiliza a crioterapia na sua
rotina e observa bons resultados na prática, porém faltam estudos que comprovem a
relação da queda da temperatura corporal com a redução de medidas.
O tecido adiposo é um tipo de tecido especializado de tecido conjuntivo e é o principal
reservatório energético do organismo, sendo também um importante isolante térmico e
amortecedor de choques mecânicos (CURI et al, 2002). É importante o conhecimento da
relação entre lipólise e lipogênese.
A lipogênese (acúmulo de gordura) é o excesso de calorias ingeridas na dieta tanto
sob a forma de lipídios quanto de carboidratos e proteína, e esse excesso é convertido
em gordura. Já a lipólise é a quebra de triacilgliceróis e a liberação de ácidos graxos livres
do tecido adiposo (CURI et al, 2002).
A hidrólise de gorduras no nosso organismo é realizada efetivamente pela enzima
Monofosfato Cíclico de Adenosina (AMPc), substância liberada na célula adipócito por
ação efetiva da mitocôndria. Portanto, o acúmulo de gordura nas células está diretamente
relacionado à quantidade insuficiente de AMPc que está produzida para a queima dessas
gorduras acumuladas, aumentar o produção dessa enzima (BORGES, 2006).
Para Guirro e Guirro (2004) a redução da temperatura é a primeira resposta fisiológica
do organismo ao resfriamento O centro responsável por controlar a temperatura corporal
está localizado na região pré-optica do hipotálamo anterior (GUYTON, 1988; ISEHARD,
WEISSHEIMER, 1993). Uma das principais funções do frio no sistema circulatório é a
diminuição do fluxo sanguíneo devido à vasocronstrição (GUYTON, 1989).

2. METODOLOGIA

A presente pesquisa caracteriza-se por um estudo bibliográfico de revisão de literatura


onde se pretende mostrar como se dá a redução da temperatura no organismo com a
aplicação do tratamento da Crioterapia no tratamento gordura localizada.

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Em relação aos efeitos circulatórios da crioterapia, Pedrinelli (1993) diz que após 10 a
15 minutos da vasoconstrição inicial ocorre uma vasodilatação reflexa profunda, sem
aumento da atividade metabólica local. Esta redução do metabolismo determinado pela
queda da temperatura leva a uma diminuição de oxigênio e nutrientes necessários na
área afetada.

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Conforme Micholovitz (1996), Smith realizou um experimento com ratos para explicar
os efeitos da crioterapia na microcirculação. Segundo o autor, contrapondo Lewis, a
vasoconstrição permanece por um período relativamente longo após a retirada do
estimulo hipoterinico, não se podendo dizer que há uma vasodilatação induzida e sim uma
redução parcial da vasoconstrição, uma vez que o diâmetro do vaso após a crioterapia
não ultrapassa seu diâmetro inicial.
Na literatura de alguns autores explicam que uma das principais funções da crioterapia
no sistema circulatório é a diminuição do fluxo sanguineo devido à vasoconstrição
(KNIGHT, 1985). Essa redução metabólica juntamente com a redução da temperatura é
dada o nome de hipotermia, que tem o principal objetivo de reduzir a atividade metabólica
dos tecidos envolvidos, para que estes tecidos resfriados sobrevivam com menor
quantidade de oxigênio (RODRIGUES, 1995)

4. CONCLUSÃO

Portanto, entende-se que a crioterapia é recomendada no caso da gordura localizada,


pois o organismo quando exposto ao frio, queima lipídios para restaurar sua temperatura,
ou seja, o frio induz a uma queda da temperatura reduzindo o fluxo sanguíneo
(vasoconstrição) e envia ao hipotálamo a mensagem de que está frio e o organismo
precisa trabalhar mais para retomar sua temperatura normal gastando mais energia
(gordura, lipídio). Consequentemente há uma diminuição na gordura localizada.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BORGES, Fábio. Dermato-Funcional: modalidades terapêuticas nas disfunções


estéticas. Sao Paulo: Phorte, 2006. p. 209-218, 285, 286

CURI, R.; POMPEIA, C.; MIYASAKA, C. K.; PROCOPIO, J. Entendendo a Gordura: os


ácidos graxos. São Paulo: Manole, 2002. p. 163-168.

GUIRRO, Elaine; GUIRRO, Rinaldo. Fisioterapia Dermato-Funcional. 3. ed. São Paulo:


Manole, 2004. p. 91-98, 103.

GUYTON, Arthur C. Fisiologia Humana. 6. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1988.
p. 443-453.

GUYTON, Arthur C. Tratado de Fisiologia Medica, 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara


Koogan, 1989. p. 673-682.

ISERHARD, A.L., WEISSHEIMER, K.V. Crioterapia: fisioterapia em movimento. Rio


Grande do Sul. 1993. p. 92-99.

KNIGHT, K. L. Cryoterapy Theory, Technique and Physiology. Indiana: Chattanooga


Corporaton, 1985.

MICHOLOVITZ, S. L. Termal in rehabilitation. 3. ed. Philadelphia: Davis Company,


1996. p.78-105.

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PEDRINELLI, A; RODRIGUES, R.L. Uso do gelo nas lesões traumáticas do esporte.
São Paulo: Revista Paulista de educação física, 1993. p. 66-75.

RODRIGUES, Ademir. Crioterapia: fisiologia e técnicas terapêuticas. São José do Rio


Preto: Cefespar, 1995. p. 3-19, 29-43, 53-61, 65-111.

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