Você está na página 1de 6

UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA

INSTITUTO DE CIÊNCIAS AMBIENTAIS E DESENV. SUSTENTÁVEL


Disciplina: Mecânica dos solos I

Aluno: Rodrigo Emanuel R. Silva

RELATÓRIO 03
ENSAIO DE DETERMINAÇÃO DOS LIMITES DE ATTERBERG

Relatório apresentado como


requisito parcial na disciplina de
mecânica dos solos.
Orientadora: Profª. Dra. Simone
Cristina de Jesus.

Barreiras - BA
Janeiro/2013
1. INTRODUÇÃO

A consistência do solo é uma importante informação no campo da engenharia.


Ela determina o comportamento do solo ao sofrer tensões e deformações. O
grau de consistência do solo pode exercer considerável influência sobre o
regime de água no mesmo, afetando a condutividade hidráulica e permitindo
inferências sobre a umidade. Também é determinante na resistência do solo à
penetração e na compactação. Em estudos geotécnicos, a correlação entre o
limite de liquidez e o limite de plasticidade, tem grande aplicação em avaliações
de solo para uso em fundações, construções de estradas e estruturas para
armazenamento e retenção de água.

Os teores de umidade (w) limites entre os vários estados de consistência


dos solos são denominados Limites de Consistência, estudados pelo
engenheiro químico Atterberg, e adaptados e padronizados pelo professor
Arthur Casagrande, o qual deu nome ao aparelho utilizado no ensaio de limite
de liquidez.

A consistência de um solo refere-se ao grau de resistência e plasticidade


do solo que dependem das ligações internas entre as partículas. Solos
coesivos têm consistência plástica entre certos teores limites de umidade.
Abaixo destes teores eles apresentam uma consistência sólida e acima uma
consistência liquida.

No estado líquido o solo apresenta as propriedades e a aparência de


uma suspensão. Não possui forma própria e não apresenta nenhuma
resistência ao cisalhamento. Isto ocorre acima do limite de liquidez (LL). No
estado plástico o solo apresenta a propriedade de plasticidade (ocorre entre o
limite de plasticidade e o de liquidez), e pode sofrer deformações rápidas, sem
que ocorra variação volumétrica apreciável, ruptura ou fissuramento. No estado
semi-sólido o solo tem a aparência de um sólido, entretanto ainda passa por
variações de volume ao ser secado (o solo ainda encontra-se saturado). No
estado sólido o solo não sofre mais variações volumétricas por secagem.

Será apresentado neste relatório, os procedimentos pelos quais foram


realizados os ensaios para determinar os limites de liquidez (LL), segundo a
norma ABNT NBR-6459/84 e, de plasticidade (LP), segundo a norma ABNT
NBR-7180/84 . Foi realizado o calculados parâmetros de limites de liquidez
para amostras fictícias, abordando um exemplo de ensaio com dados
determinados para uma amostra (que foi separada em cinco pequenas
amostras) de solo, para determinação dos limites. Os resultados encontram-se
na tabela (formulário) anexada a este relatório.
2. OBJETIVOS

 Determinar os limites de Atterberg: Liquidez (LL) e Plasticidade (LP) de


uma amostra de solo e, calcular os índices de plasticidade e de
consistência.

 A partir dos dados existentes no exemplo estudado, obter a curva de


umidade em função do número de golpes para o ensaio de limite de
liquidez da amostra fictícia.

3. MATERIAIS UTILIZADOS E MÉTODOS

I) - Determinação do Limite de Liquidez:

Os materiais que se deve utilizar para este ensaio são:

 Estufa para determinar o valor da massa seca em estufa;


 Aparelho de Casagrande com características e dimensões
padronizadas;
 Espátula de metal flexível;
 Cinzéis com as características e dimensões padronizadas;
 Cápsulas de alumínio;
 Balança.

Limite de Liquidez (LL) - É o teor de umidade (W LL) que indica a


passagem do estado plástico para o estado líquido. Relaciona-se com a
capacidade do solo em absorver água. O ensaio para determiná-lo é realizado
com o aparelho de Casagrande, mostrado na figura a seguir:
Figura 01- Aparelho utilizado

A norma brasileira NBR-6459/84 regulamenta este ensaio. Este ensaio é


realizado pelo método de Casagrande, na qual se utiliza o aparelho de mesmo
nome (FIGURA 01), com o qual se aplicam 25 golpes deixando a concha do
aparelho cair de uma altura padrão para que ela se feche ao final dos golpes.

As amostras foram distribuídas em cinco cápsulas, com diferentes quantidades


de massa bruta úmida. Após serem secas na estufa, pode-se calcular a massa
de água, do solo seco e o teor de umidade. Foi também pesada a massa da
cápsula. Em seguida traçamos a curva conforme a distribuição dos pontos
obtidos em relação ao número de golpes aplicados para fechar a ranhura em
cada amostra (pela norma,os valores devem ser entre entre 15 e 35 golpes). O
teor do limite de liquidez é considerado aquele em que, na curva, encontra-se
para um número de 25 golpes. Observando a curva obtida, o limite de liquidez
foi LL=54%, aproximadamente, conforme mostra o gráfico anexo a este
relatório.

II) Determinação do Limite de Plasticidade:

O Limite de plasticidade (LP) é o teor de umidade abaixo do qual o


solo passa do estado plástico para o estado semi-sólido, ou seja ele perde a
capacidade de ser moldado e passa a ficar quebradiço.
Deve-se observar que esta mudança de estado ocorre nos solos de
forma gradual, em função da variação da umidade, portanto a determinação do
limite de plasticidade precisa ser arbitrado, o que não diminui seu valor uma
vez que os resultados são índices comparativos.

O ensaio para sua determinação é regulamentado pela norma brasileira


NBR-7180/84, e para aplicação da mesma é necessário consultar as normas
NBR-6459/84 e a NBR-6457/86.
Para o ensaio realizado (formulário), foram distribuídas em cinco
cápsulas, diferentes quantidades de massa bruta úmida. Após passar pela
secagem em estufa, pode-se calcular a massa de água, do solo seco e o teor
de umidade. O teor do limite de plasticidade é considerado como, a média
aritmética dos teores de umidade das amostras. O valor calculado foi LP=34,23
% (ver gráfico em anexo).

III) Índice de Plasticidade:

Na Mecância dos solos, o Índice de Plasticidade (IP) é obtido através


da diferença numérica entre o Limite de liquidez (LL) e o Limite de plasticidade
(LP), ou seja:

O IP é expresso em percentagem e pode ser interpretado, em função da


massa de uma amostra, como a quantidade máxima de água que pode lhe ser
adicionada, a partir de seu Limite de plasticidade, de modo que o solo
mantenha a sua consistência plástica.

Com os dados do ensaio, temos: IP = 19,8%.

Este índice determina o caráter de plasticidade de um solo, assim,


quanto maior o “IP”, tanto mais plástico será o solo. Segundo Jenkins, os solos
poderão ser classificados em:

PLASTICIDADE DAS AMOSTRAS ÍNDICE DE PLASTICIDADE (IP)


Fracamente plásticos 1 < IP ≤ 7
Medianamente plásticos 7 < IP ≤ 15
Altamente plásticos IP > 15

Índice de Consistência:

O índice de consistência é a relação entre a diferença do limite de


liquidez para umidade natural (w) e o índice de plasticidade. Portanto:

IC = (LL - w)/IP

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Conforme cálculos feitos, pode-se observar os resultados no formulário


em anexo (o qual contém as tabelas e os gráficos obtidos para o
experimento), bem como a curva traçada no gráfico para o ensaio de liquidez.

Limite de liquidez (LL): 54%


Limite de plasticidade (LP): 34,23%
Índice de plasticidade: 19,77%
5. CONCLUSÃO

Através dos resultados obtidos pode-se então concluir de acordo com as


tabelas indicadas no relatório, que a amostra utilizada é altamente plástica
(IP=19,77%).
Pode se dizer que os resultados são aproximados, pois foram obtidos em
função da curva a partir da qual foi obtido o LL.

6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 Curso Básico Mecânica dos Solos - Carlos de Souza Pinto. 3ª Edição.


 NBR-6459/84

 NBR-7180/84

 <http://www.geotecnia.ufjf.br/MECSOL/T11_limite_de_liquidez.htm>.
Acessado em: 22 de dez. 2012.

 www.ufsm.br/engcivil;

Você também pode gostar