Você está na página 1de 122

Índice

Introdução

A injeção eletrônica 04 Seção 1: Eletrônica básica Multímetro 05 Osciloscópio 07 Seção 2: Eletrônica
A
injeção eletrônica
04
Seção 1: Eletrônica básica
Multímetro
05
Osciloscópio
07
Seção 2: Eletrônica básica
Componentes eletrônicos
Resistores
10
Resistores SD
11
Rede Resistiva
12
Capacitores
12
Varistores e circuito de proteção
Cristal piezoelétrico
15
16
Semicondutores
Diodos
17
Diodo Zener
18
Transistores
19
Circuitos integrados
22
Memórias
23
Máscaras de componentes (Motorola e Bosch)
24
Seção 3: soldagem de componentes convencionais e smd
Dicas importantes
SOIC / PSOP / PLCC / DIP
25
25
Seção 4: reparo de centrais e mapeamento
Estratégia de funcionamento das ECU’s
Interpretações de sinais com o Osciloscópio
26
29
Esquema elétrico
Técnicas de leitura de esquemas elétricos
Simbologia dos esquemas elétricos
31
32
Programador de eprom
Leitura de um arquivo
Programação de arquivo
33
36
O
que é um Checksum?
38
Edição de arquivos em hexadecimal
Uso de programador ST10 para telecarregamento
39
40

Índice

Simulador para centrais (Ecu-Test2)

O que é um simulador para centrais? Como usar um cabo universal? 41 41 Mapeamento
O que é um simulador para centrais?
Como usar um cabo universal?
41
41
Mapeamento de Ecu’s
Chevrolet
Multec 700
43
Multec EMS
46
Motronic M1.5.4
Multec VHC
49
52
Multec HSFI
54
Bosch ME7.9.6
57
Multec HN14YF-C
59
FIAT
Magneti Marelli IAW 1G7
Magneti Marelli IAWP8
Magneti Marelli 1ABG
Magneti Marelli 59FB
Magneti Marelli 4AFB
Magneti Marelli 4GF/4SF/4SD
Magneti Marelli 5NF
Magneti Marelli 7GF
62
65
67
69
71
73
75
77
FORD
EEC - V
80
EEC - VI
82
Magneti Marelli 4AFR
Magneti Marelli 4CFR
84
86
Volkswagen
Magneti Marelli 1AVB
Magneti Marelli 1AVI
Bosch Motronic MP9
89
91
93
Bosch M3.8.2/M3.8.3
Magneti Marelli 4BV
95
97

Índice

Magneti Marelli 4LV Bosch ME7.5

Bosch ME7.5.10 Bosch ME7.5.20 Bosch ME7.5.30

Importados

Vdo MSM Mercedes classe A

Bosch ME7.4.4 Peugeot 206 1.4/Citröen C3 Bosch ME7.4.9 Peugeot 307 1.6 16v Marelli IAW 5NP2

Roteiro básico para diagnóstico em Ecu’s

ECU não funciona

ECU não pulsa eletros injetores nem bobinas ECU apresenta falha em sensores Motor apresenta oscilação em marcha-lenta Acrônimos da eletrônica embarcada

Anotações

99

101

103

105

107

110

112

112

114

116

116

116

116

117

120

© Copyright - Todos os direitos reservados. Este material foi produzido pelo setor de cursos da Chiptronic - Tecnologia Automotiva, e sua reprodução, total ou parcial, é proibida sem a autorização da empresa.

Introdução

A INJEÇÃO ELETRÔNICA

A injeção eletrônica é um sistema de alimentação de combustível e gerenciamento

eletrônico de um motor. Sua utilização em larga escala se deve à necessidade das indústrias de

automóvel reduzir o índice de emissão de gases poluentes.

O sistema baseia-se num microprocessador que faz todo o gerenciamento dos sinais

enviados pelos sensores e determina a ação de atuadores estrategicamente colocados no motor, o que permite ter um controle mais eficaz da mistura ar/combustível admitida pelo mesmo, isso se

traduz em maior economia de combustível já que o motor trabalha sempre com a mistura o mais próximo do adequado e também melhora seu desempenho.

Este sistema veio substituir os convencionais sistemas de alimentação por carburador e ignição eletrônica transistorizada.

Hoje em dia podemos afirmar que mais de 80% da frota de carros brasileiros já possui essa tecnologia e a tendência é aumentar ainda mais, por isso cabe aos reparadores de automóveis se atualizarem com respeito às novas tecnologias que surgem no mercado, pois o futuro é esse, e caminha rapidamente para que a injeção eletrônica domine a frota de carros no Brasil e no mundo.

À medida que a injeção eletrônica foi sendo implantada, viu-se a necessidade de

profissionais altamente capacitados para fazerem o reparo nos sistemas de injeção, e agora, atualmente torna-se necessário profissionais para atuarem em uma área mais específica da Injeção Eletrônica: a reparação de centrais automotivas.

O objetivo deste curso é qualificar os alunos para esse novo mercado usando o raciocínio lógico, apresentando a técnica de como reparar placas eletrônicas a partir do esquema elétrico do veículo, fazendo a engenharia reversa, identificando os componentes responsáveis por cada ação dentro das ECU’s, além de conhecer o funcionamento interno e tráfego dos sinais elétricos dentro dos módulos.

Com esse material e muita dedicação é possível reparar qualquer central, por isso o incentivo é que você procure aprender o máximo possível sobre o assunto e não desista de continuar nesse seguimento, pois desafios são constantes mais a solução é possível.

Assim sendo aproveite o treinamento para tirar todas suas dúvidas e bons estudos!

Chiptronic eletrônica do Brasil

Eletrônica Básica

GRANDEZAS ELÉTRICAS

Antes de qualquer outra coisa precisamos saber exatamente o que são grandezas elétricas e suas respectivas funções dentro de circuito eletrônico. Podemos dizer que as principais grandezas elétricas são: tensão, resistência, corrente e potência. Veja o que cada uma significa:

Tensão

Tensão elétrica (denominada por ∆V),

também conhecida como diferença de potencial (DDP) ou voltagem, é a diferença de potencial elétrico entre dois pontos ou a diferença em energia elétrica potencial por unidade de carga elétrica entre dois pontos. Sua unidade de medida é o volt (em homenagem

ao físico italiano Alessandro Volta).

Resistência

Resistência elétrica é a capacidade de um corpo qualquer se opor à passagem de corrente elétrica mesmo quando existe uma

diferença de potencial aplicada. Seu cálculo

é dado pela Primeira Lei de Ohm, e, segundo

o Sistema Internacional de Unidades (SI), é medida em ohms.

Corrente

A corrente elétrica é o fluxo ordenado de partículas portadoras de carga elétrica, ou também, é o deslocamento de cargas dentro de um condutor, quando existe uma diferença de potencial elétrico entre as extremidades. Tal deslocamento procura restabelecer o equilíbrio desfeito pela ação de um campo elétrico ou

outros meios (reação química, atrito, luz, etc).

Potência

Potência elétrica pode ser definida como o trabalho realizado pela corrente elétrica em um determinado intervalo de tempo. A unidade de medida de potência é o Watt.

MULTÍMETRO

Com o multímetro é possível realizar as medições das grandezas elétricas e em alguns multímetros há ainda em sua aplicação funções como: temperatura em Celsius e Fahrenheit, teste de semicondutores (diodos), teste de continuidade de condutores e percentual de sinais Duthy Cicle.

Simbologia do multímetro:

Resistência elétrica: Unidade de medida é o Ohms; Ohms;

Tensão de corrente contínua: Unidade de medida é o Volts; Volts;

Tensão de corrente alternada: Unidade de medida é o Volts; Volts;

Corrente elétrica contínua: Unidade de medida é o Ampère; Ampère;

Semicondutores (Diodos) e continuidade de condutores.Unidade de medida é o Volts; Corrente elétrica contínua: Unidade de medida é o Ampère; 6

Eletrônica Básica

Utilização do multímetro

Para medir tensão de corrente contínua devemos:

1
1

Colocar o multímetro na escala de Tensão Contínua.

Colocar as pontas de prova corretamente na fonte que desejamos medir a Tensão, lado positivo.1 Colocar o multímetro na escala de Tensão Contínua. Para medir resistência elétrica devemos: Colocar o

na fonte que desejamos medir a Tensão, lado positivo. Para medir resistência elétrica devemos: Colocar o

Para medir resistência elétrica devemos:

Colocar o multímetro na escala de resistência e retirar o Resistor da placa para não haver interferência de outros componentes no valor do componente.

Colocar as duas pontas do multímetro nas extremidades do componente para obteremos o valor de resistência.

1
1
2
2
do componente para obteremos o valor de resistência. 1 2 Para medir corrente elétrica devemos: 1

Para medir corrente elétrica devemos:

1
1

Abrir o circuito elétrico de um consumidor

Colocar a ponta vermelha na extremidade do circuito que está aberto e a ponta preta na outra extremidade como mostra a figura.

Obs.: Teste de corrente deve ser feito por no máximo dez segundos e para uma corrente máxima de dez ampères.

2
2
dez segundos e para uma corrente máxima de dez ampères. 2 Para medir diodo e continuidade

Para medir diodo e continuidade de um condutor devemos:

1
1

Colocar o multímetro na escala de diodo e continuidade (bip).

No caso do diodo devemos atentar a polaridade, ponta vermelha no lado positivo do diodo e ponta preta no negativo.

Teste de continuidade de condutor elétrico não tem polaridade, se o condutor estiver rompido não escutaremos o sinal sonoro (bip).

2
2
3
3
não tem polaridade, se o condutor estiver rompido não escutaremos o sinal sonoro (bip) . 2

Eletrônica Básica

OSCILOSCÓPIO

Utilização do osciloscópio:

O osciloscópio é basicamente um dispositivo capaz de desenhar o gráfico de um sinal elétrico, mostrando a sua variação ao longo do tempo. Cada quadrado na tela do osciloscópio é chamado de divisão.

Por exemplo: com ele podemos identificar se o processador está enviando o pulso de disparo de uma bobina, se esse pulso está saindo do componente responsável e se está chegando até o conector do bocal da central.

Interpretando o osciloscópio:

Antes de fazer a leitura dos parâmetros da forma de onda medida, temos de verificar qual é o valor do ajuste da base de tempo e da escala de tensão que estão configuradas. No exemplo a seguir temos:

Base de tempo: é igual 10 ms por divisão. Significa que a varredura horizontal leva 10 ms para varrer o espaço de uma divisão horizontal da tela.

Escala de tensão: 5 V por divisão. Significa que uma variação de 5 V no sinal de entrada corresponde a uma divisão vertical da tela.

de entrada corresponde a uma divisão vertical da tela. Então, podemos concluir que: 1 A amplitude

Então, podemos concluir que:

1
1

A

amplitude do sinal é (2 divisões) x (5 V por divisão) = 10 V.

2
2

A

largura do pulso negativo é (1 divisão) x (10 ms por divisão) = 10 ms.

3
3

A

largura do pulso positivo é (2 divisões) x (10 ms por divisão) = 20 ms.

4
4

O

período é (3 divisões) x (10 ms por divisão) = 30 ms.

Uma vez que estas informações são medidas na tela do osciloscópio, podemos calcular facilmente dados como frequência, ciclo de trabalho etc. Alguns osciloscópios calculam automaticamente os parâmetros mais comuns.

Eletrônica Básica

Ajustando o osciloscópio:

Os osciloscópios possuem basicamente 4 ajustes principais:

1
1

Offset.

2
2

Base de tempo.

3
3

Escala de tensão.

4
4

Trigger.

Offset:

Com este ajuste podemos deslocar verticalmente a forma de onda na tela do osciloscópio. Assim, podemos fazer com que o eixo X da forma de onda desenhada fique no centro da tela ou em outra posição, de acordo com nossa conveniência.

ou em outra posição, de acordo com nossa conveniência. Base de tempo: Com este ajuste podemos

Base de tempo:

Com este ajuste podemos escolher a velocidade da varredura horizontal da tela. Veja que nas duas medições o período da forma de onda é de 30 ms.

nas duas medições o período da forma de onda é de 30 ms. Escala de tensão:

Escala de tensão:

Com este ajuste podemos escolher qual valor da tensão do sinal de entrada que será representado por cada divisão vertical da tela. Veja que nas duas medições o valor da amplitude da tensão é de 10 V.

vertical da tela. Veja que nas duas medições o valor da amplitude da tensão é de

Eletrônica Básica

Trigger:

O trigger (gatilho) é um recurso que sincroniza a base de tempo do osciloscópio com o sinal medido, evitando o deslizamento horizontal do traço. Isto faz com que o desenho do traço da forma de onda medida fique estável na tela. A figura abaixo ilustra uma medição com o trigger mal configurado e, à direita, a mesma medição com o trigger bem configurado. Com o trigger ativo, o osciloscópio pára de desenhar a forma de onda toda vez que a varredura chega no extremo direito da tela e só começa a desenhar o novo traço caso o evento de trigger ocorra. Isto faz com que a forma de onda seja sempre desenhada a partir do mesmo ponto. O evento de trigger ocorre quando a forma de onda medida atinge o valor e a direção (crescente ou decrescente) determinados pelo usuário.

(crescente ou decrescente) determinados pelo usuário. Tipos de ondas comuns: Com o Osciloscópio podemos observar

Tipos de ondas comuns:

determinados pelo usuário. Tipos de ondas comuns: Com o Osciloscópio podemos observar o sinal elétrico na

Com o Osciloscópio podemos observar o sinal elétrico na sua amplitude mínima e máxima, observar os ciclos e a frequência com que ocorre o sinal, além de analisarmos a integridade desse

sinal (se não há interrupções).

Por essas características o osciloscópio também se torna um equipamento indispensável no diagnóstico de defeitos nas centrais.

Eletrônica Básica

RESISTORES

Os resistores são elementos que apresentam uma dificuldade a passagem de eletricidade e esses elementos podem ter uma resistência fixa ou variável. A Resistência elétrica é medida em Ohms (Ω).

variável. A Resistência elétrica é medida em Ohms (Ω). Os resistores tem uma propriedade muito peculiar:

Os resistores tem uma propriedade muito peculiar: quanto maior o seu valor, menor será a corrente elétrica que passa por ele.

Existem muitos tipos de resistores utilizados, e na grande maioria são muitos pequenos para carregarem em seu corpo o seu valor nominal. Desta forma, os fabricantes utilizam código de cores ou códigos numéricos para informar seu valor.

Resistores menores ainda, que geralmente são do tipo SMD, soldados diretamente na placa nem sempre tem seu valor nominal impresso no corpo, sendo necessário recorrer ao manual técnico do equipamento para saber valor correto.

Simbologia do resistor:

para saber valor correto. Simbologia do resistor: Como fazer a leitura de um resistor? Ao fazer
para saber valor correto. Simbologia do resistor: Como fazer a leitura de um resistor? Ao fazer

Como fazer a leitura de um resistor?

Ao fazer um a leitura de um resistor de quatro faixas de cores é preciso atenção, pois há uma cor que geralmente é mais próxima da extremidade do que a outra e esta será a primeira a ser considerada na leitura.

Após identificar a cor mais próxima da extremidade podemos associá-la ao primeiro dígito do valor do resistor, a segunda cor é o segundo dígito do valor e terceira é multiplicador. Por exemplo:

Cor das faixas

Número

Marrom

1

Preto

0

Vermelho

x 100 Ω

Para um resistor que tiver as faixas das cores marrom, preto e vermelho teremos um valor nominal de

1000 Ω, pois o vermelho é o multiplicador.

Assim temos o valor dos dígitos 10 multiplicado por 100Ω, resultando em 1000 Ω.

Dessa maneira simples poderemos calcular qualquer valor de resistores inclusive os de 5 cores, pois também não fogem a regra, somente adiciona-se um dígito na sua verificação de cálculos. Veja o exemplo na página seguinte.

Eletrônica Básica

Tabela de códigos de cores de resistor:

Abaixo temos uma tabela descrevendo os dígitos e multiplicadores que podemos encontrar de acordo com as cores existentes nos resistores.

encontrar de acordo com as cores existentes nos resistores. RESISTORES SMD (SURFACE MOUNTING DEVICE) À medida

RESISTORES SMD (SURFACE MOUNTING DEVICE)

À medida que o tempo passa menores são os equipamentos eletrônicos, e consequentemente os componentes também acompanham esse desenvolvimento.

Hoje dentro dessa filosofia encontramos facilmente resistores SMD, onde esses componentes são pequenos, soldados na superfície da placa e possuem em seu corpo o valor nominal mais na forma de um código numérico ao invés de cores.

mais na forma de um código numérico ao invés de cores. Dígito 1 0 Um resistor

Dígito

1

0

de um código numérico ao invés de cores. Dígito 1 0 Um resistor SMD com o

Um resistor SMD com o valor igual a 102 podemos associar os dois primeiro números como dígito (10) e o número dois é o multiplicador (100Ω) totalizando 1000Ω.

Eletrônica Básica

REDE RESISTIVA

Uma Rede Resistiva nada mais é que vários resistores interligados dentro de um único encapsulamento, sendo um terminal comum para todos. É usado em circuitos que exigem economia de espaço dentro da placa. Uma Rede Resistiva é comumente aplicada nas ECU’s Japonesas, como Honda Civic, Toyota, Mitsubishi e outros.

Japonesas, como Honda Civic, Toyota, Mitsubishi e outros. CAPACITORES O Capacitor é um componente usado em

CAPACITORES

O Capacitor é um componente usado em quase todas as placas eletrônicas. Ele permite

armazenar cargas elétricas na forma de um campo eletrostático e mantê-la durante certo tempo, mesmo que a alimentação seja retirada do circuito. Os Capacitores são usados em fontes de alimentação e em muitas placas eletrônicas principalmente nas ECU’s.

A função mais comum de um Capacitor é estabilizar a corrente elétrica evitando oscilações

que podem de certa danificar outros componentes dentro da placa.

podem de certa danificar outros componentes dentro da placa. Escala de valor dos capacitores eletrolíticos e

Escala de valor dos capacitores eletrolíticos e sua estrutura interna:

Observamos nessa imagem que podemos encontrar capacitores com valores que devem ser respeitados caso troquemos por outro.

Escala de submúltiplos do capacitor:

F

Faradtroquemos por outro. Escala de submúltiplos do capacitor: F mF mili Farad uF micro Farad nF

mF mili Farad uF micro Farad nF nano Farad pF pico Farad
mF
mili Farad
uF
micro Farad
nF
nano Farad
pF
pico Farad

150 uF

capacitor: F Farad mF mili Farad uF micro Farad nF nano Farad pF pico Farad 150

450 V

Eletrônica Básica

O capacitor eletrolítico é formado por duas placas condutoras separadas por um isolante

chamado de Dielétrico. As placas servem para armazenar cargas elétricas provenientes da fonte

de alimentação.

Quando aplicada uma tensão nos terminais do capacitor eletrolítico armazena cargas elétricas negativas em uma placa e positiva em outra.

A capacitância é uma quantidade escalar que expressa à

capacidade que um material tem de armazenar energia elétrica na forma de carga elétrica

Os capacitores eletrolíticos de alumínio geralmente vêm com a indicação da polaridade, pois devido à construção interna que utiliza um eletrólito líquido que forma vapor, os capacitores eletrolíticos de alumínio não podem ser ligados com terminais de polaridade invertidos sob o risco de explodirem.

Isolante plástico

Alumínio

Placa Metálica

Dielétrico

Terminais

plástico Alumínio Placa Metálica Dielétrico Terminais Além da capacitância, a especificação dos capacitores

Além da capacitância, a especificação dos capacitores deve incluir a tensão de operação. Em geral, o valor da tensão de trabalho dos capacitores tem uma relação inversa com a capacitância, isto é, quanto maior a tensão de trabalho, menor o valor da capacitância e vice-versa. Isto se deve às características construtivas dos capacitores: para obter valores elevados de capacitância, os capacitores possuem internamente uma pequena distância entre eletrodos, fazendo com que a máxima tensão que o capacitor suporta seja limitada pela rigidez dielétrica do material.

Como testar um capacitor eletrolítico?

Com o multímetro na escala de continuidade, coloque a ponta preta no terminal negativo do

Capacitor (o lado negativo do capacitor geralmente vem com uma faixa de referência para indicá-lo) e

ponta vermelha no outro terminal. Observaremos que o multímetro irá dar um aviso sonoro (bip) e logo em seguida parar; repita a operação invertendo agora os terminais do capacitor colocando a ponta vermelha no terminal negativo e ponta preta no positivo e perceba que também haverá um aviso sonoro (bip) que logo cessará.

Esse procedimento nos indica que o capacitor está fazendo a função ao qual foi projetado, armazenado cargas elétricas e descarregando as mesmas.

Capacitor de cerâmica:

O capacitor de cerâmica tem como principal característica filtrar ruídos ou picos de tensão no circuito ao qual ele está ligado. Eles geralmente não têm polaridade, desse modo não precisamos nos preocupar caso troquemos um capacitor de um determinado circuito.

Uma grande dificuldade que temos com respeito ao capacitor de cerâmica do modelo SMD, é que por ser muito pequeno não possui seu valor de capacitância impresso no seu corpo, nesse caso, se constatado defeito, podemos pegar um com o mesmo tamanho e cor e colocá-lo no lugar do capacitor avariado.

Eletrônica Básica

Já nos capacitores de cerâmica convencionais, é possível decifrar o seu código numérico e saber o seu valor de capacitância. A identificação é da mesma forma que a dos resistores SMD, visto nas páginas anteriores dessa apostila.

SMD, visto nas páginas anteriores dessa apostila. Primeiro dígito Segundo dígito Multiplicador Tolerância
SMD, visto nas páginas anteriores dessa apostila. Primeiro dígito Segundo dígito Multiplicador Tolerância

Primeiro dígito

Segundo dígito

Multiplicador

Tolerância

No caso do capacitor de cerâmica ao lado vamos calcular da seguinte forma;

Os números um e zero mantemos, pois são dígitos.

Já o número quatro é o fator multiplicativo, e analisando a mesma tabela de código de resistores percebemos que o multiplicador equivale a 10.000 só que nesse caso não são 10.000Ω, mais sim 10.000pf.

Dessa maneira o cálculo do capacitor se dá assim como no resistor:

10 x 10.000pF = 100.000pF aplicando a regra de Múltiplos e Submúltiplos esse valor será igual a 100nF.

Tolerância dos capacitores de cerâmica:

Assim como nos resistores que tem tolerância, ou seja, uma margem de variação do seu valor nominal, no caso dos capacitores de cerâmica também há tolerância, e esses valores geralmente são representados por uma letra. Abaixo segue uma tabela de valores de tolerância:

letra. Abaixo segue uma tabela de valores de tolerância: Até 10 pF Acima de 10 pF

Até 10 pF

Acima de 10 pF

B

= ± 0,10pF

G = ± 2%

C

= ± 0,25pF

H = ± 3%

D

= ± 0,50pF

J =

± 5%

F

= ±

1pF

K

= ± 10%

 

M

= ± 20%

 

P

= + 100% -0%

 

S

= + 50% -20%

 

Z

= + 80% -20%

Capacitores de tântalo:

Este tipo de capacitor é feito à base de um composto chamando tântalo ou tantálio. Os capacitores de tântalo possuem grandes valores de capacitância semelhante aos de óxido de

alumínio (eletrolítico).

Eletrônica Básica

Os capacitores de tântalo são superiores ao eletrolítico no quesito temperatura e frequência de operação, são um pouco mais caros e são muito encontrados nas centrais de injeção e aparelhos que necessitam de alta frequência, como os celulares.

que necessitam de alta frequência, como os celulares. Capacitores são classificados de acordo com o material
que necessitam de alta frequência, como os celulares. Capacitores são classificados de acordo com o material

Capacitores são classificados de acordo com o material usado como dielétrico. Os seguintes tipos de dielétricos são usados:

Cerâmica - valores baixos até cerca de 1uF.

Poliestireno - geralmente na escala de picofarads.

Poliéster - de aproximadamente 1nF até 1000000uF.

Polipropileno - baixa perda, alta tensão, resistente a avarias.

Tântalos - compacto, dispositivo de baixa tensão, de até 100uF aproximadamente.

Eletrolítico - de alta potência, compacto, mais com muita perda, na escala de 1uF a 1000uF.

VARISTORES E CIRCUITOS DE PROTEÇÃO

Os varistores são componentes eletrônicos cujo valor de resistência elétrica é uma função de tensão aplicada nos seus terminais. À medida que a tensão sobre o varistor aumenta, a resistência elétrica interna diminui.

Os varistores são geralmente encontrados em circuitos de proteção de uma placa, pois sua única e exclusiva função é proteger os outros componentes contra picos de tensão

Simbologia do varistor:

componentes contra picos de tensão Simbologia do varistor: provenientes da fonte (Bateria ou Alternador) . Desse

provenientes da fonte (Bateria ou Alternador).

Desse modo eles são montados em paralelo ao circuito que se deseja proteger e por apresentarem uma característica de limitador de tensão, impedem que surtos de pequena duração cheguem ao circuito. Quando há uma corrente muito alta, o varistor funciona como um “fusível” rompendo-se e desconectando o circuito da fonte de alimentação.

como um “fusível” rompendo-se e desconectando o circuito da fonte de alimentação. 16 www.chiptronic.com.br

Eletrônica Básica

CRISTAL PIEZOELÉTRICO

O cristal é um componente que gera um sinal de frequência invariável (clock) para o

processador a fim de mantê-lo funcionando. Esse sinal gerado pelo cristal é sempre o mesmo independente da velocidade do veículo, tensão da bateria ou outros fatores que podem interferir no funcionamento do veículo.

Fazendo uma analogia bem interessante, podemos comparar o cristal a um coração, o coração do processador, pois ele vai ficar excitando o mesmo para que não pare de funcionar. Este sinal é tão vital, que sem ele a ECU para completamente.

sinal é tão vital, que sem ele a ECU para completamente. DIODOS O diodo é um

DIODOS

é tão vital, que sem ele a ECU para completamente. DIODOS O diodo é um dispositivo

O diodo é um dispositivo ou componente eletrônico composto de um material semicondutor

de silício ou germânico numa película cristalina cujas faces opostas são dopadas por diferentes gases durante sua formação (elétrons e lacunas).

Existem dois tipos de diodos o retificador e o zener, onde ambos possuem polaridade em sua aplicação na placa para que façam a suas funções.

polaridade em sua aplicação na placa para que façam a suas funções. Zona de depleção www.chiptronic.com.br
polaridade em sua aplicação na placa para que façam a suas funções. Zona de depleção www.chiptronic.com.br

Zona de depleção

Eletrônica Básica

DIODO RETIFICADOR

Diodo retificador é um componente eletrônico unidirecional, ou seja, conduz corrente elétrica em apenas um sentido. A principal função é de retificar o sinal. É o tipo mais simples de componente eletrônico semicondutor, usado como retificador de corrente elétrica em transformadores e outros.

Temos duas situações que podemos polarizar o diodo POLARIZAÇÃO DIRETA e INVERSA”.

Diodo Polarizado Diretamente

Zona de depleção diminui e o diodo conduz a corrente
Zona de depleção diminui e o
diodo conduz a corrente

Diodo Polarizado Inversamente

Zona de depleção aumenta e o diodo não conduz corrente
Zona de depleção aumenta e o
diodo não conduz corrente

Como testar um diodo?

Internamente o diodo tem uma barreira (zona de depleção) que separa os dois elementos, essa barreira faz com que se tenha uma queda de tensão quando o diodo é polarizado diretamente (como a imagem acima), essa queda de tensão pode variar de diodo para diodo, e também do material que é feito (silício ou germânio). Generalizando quando formos testar o componente, a medida ideal é que o

valor fique entra 0,2v a 0,8v (utilizando o multímetro na escala de semicondutores).

(utilizando o multímetro na escala de semicondutores) . Teste: coloque o multímetro na escala de semicondutores

Teste: coloque o multímetro na escala de semicondutores em seguida coloque a ponta vermelha do multímetro no terminal positivo do diodo, e a ponta preta no terminal negativo. Observe que o valor no multímetro será de 0,2v a 0,8v. Caso apareça um valor diferente o componente ou caso não apareça valor algum o componente está avariado.

Obs.: Sempre o lado que tiver à faixa indicará o terminal negativo (catodo).

Eletrônica Básica

DIODO ZENER

Os diodos zeners têm características singulares, que os tornam adequados para manter uma determinada tensão fixa em um circuito. Sabemos que as tensões encontradas nas tomadas domésticas costumam apresentar variações. Por outro lado os aparelhos eletrônicos precisam de tensões constantes para trabalhar adequadamente. Para manter a tensão constante nos circuitos eletrônicos, existem alguns dispositivos, sendo os mais comuns os diodos zeners. Em conjunto com outros componentes eles podem receber tensões que variam e “transformá-las” em tensões constantes.

Funcionamento básico:

Quando polarizado diretamente, um diodo zener conduz como um diodo retificador, ou seja, a partir de aproximadamente 0,6V de tensão entre os seus terminais começa a haver a circulação de uma corrente. Nesta situação a tensão se estabiliza em aproximadamente 0,7V. A grande diferença entre os diodos retificadores e os diodos zener está na região de polarização negativa. Os diodos convencionais suportam a tensão reversa até um determinado limite. Vale lembrar que, quando polarizado inversamente, um diodo não conduz. No entanto, quando chega ao limite de tensão reversa que o diodo suporta, o mesmo conduz de forma muito intensa e acaba logo se queimando quando chega na região de avalanche.

O diodo zener, quando é submetido à polarização inversa, apresenta funcionamento semelhante ao retificador, exceto pelo fato de não queimar. Quando conduz inversamente ele ainda está distante da tensão de ruptura. Outra característica importante é que a tensão de condução inversa (tensão zener) pode ser escolhida pelo fabricante, dependendo da dopagem aplicada.

Aplicações:

Normalmente o diodo zener é utilizado como referência de tensão em fontes de alimentações.

Exemplo de aplicações de um diodo zener no circuito:

R. limitadora

+ 8Ω + Entrada não estabilizada de 15 a 17v Zener U Z 12v -
+ 8Ω
+
Entrada não
estabilizada de
15 a 17v
Zener
U Z
12v
-
-

RL

40Ω

Saída

estabilizada a

12v

Eletrônica Básica

16v

Zenner de10v
Zenner de10v

10v

Tensão aplicada maior que a do zener, ele conduz e estabiliza.

6v

Zenner de10v
Zenner de10v

6v

Tensão aplicada menor que a do zener, ele não conduz e não estabiliza.

DIODO SMD

Seguem a mesma lógica dos resistores SMD, onde, à medida que os equipamentos eletrônicos foram ficando menores, os componentes internos também e consequentemente os diodos seguiram a mesma linha ficando pequenos e para economizar espaço foram soldados diretamente na superfície da placa. Porém o teste e valores são iguais aos diodos do tipo PTH

(convencionais).

valores são iguais aos diodos do tipo PTH (convencionais) . TRANSISTORES A história do transistor -
valores são iguais aos diodos do tipo PTH (convencionais) . TRANSISTORES A história do transistor -

TRANSISTORES

A história do transistor - também conhecido como “transístor” - começou já no tempo em que eram utilizadas válvulas nos computadores. O foco das pesquisas da época era justamente o aperfeiçoamento e redução do tamanho das válvulas, além do aumento de sua eficiência, pois elas consumiam muita energia.

Portanto, era necessário que as válvulas fossem substituídas por um novo componente menor e mais barato. As pesquisas militares começavam a ficar cada vez mais complexas e demandavam que os computadores tivessem seu tamanho reduzido e pudessem trabalhar em frequências maiores. As válvulas não eram capazes disso, levando os cientistas a procurarem outros componentes.

Em novembro de 1947, os cientistas do laboratório da bell telephone descobriram o transistor, apesar de suas pesquisas tentarem ir para outra direção. Eles verificaram que quando aplicada certa tensão a um dos terminais do componente, o sinal que saía no outro terminal era amplificado. Sendo assim, o transistor se tornou o responsável pela amplificação de sinal, além de servir como um controlador que interrompe ou libera a passagem de corrente elétrica.

Eletrônica Básica

Seu baixo custo permitiu que se transformasse num componente quase universal para tarefas não mecânicas. Os transistores hoje em dia têm substituído quase todos os dispositivos eletromecânicos na maioria dos sistemas de controle, e aparecem em grandes quantidades em tudo que envolva eletrônica desde os computadores aos carros.

Funcionamento do transistor Darlington:

Todo transistor possui três terminais, coletor, base e emissor. Um dos terminais recebe a tensão elétrica (base), e os outros enviam o sinal amplificado (coletor para o emissor). O terminal “base” é o responsável pelo controle desse processo, pois a corrente elétrica entra e sai pelos “coletor e emissor” somente quando é aplicada tensão elétrica no terminal “base”.

Para simplificar, podemos pensar no transistor como uma torneira. O lado do cano que vem da rua é o terminal de entrada (coletor) e o lado de onde sai à água é o terminal de saída (emissor). Quando você abre ou fecha a torneira, sua mão atua como o terminal (base). No entanto devemos lembrar que nos transistores Darlington só há dois estágios, ou estará ligado ou desligado, comparando novamente com a torneira, ou estará totalmente aberta ou totalmente fechada.

B
B

C

E

Como testar um transistor Darlington?

Base

fechada. B C E Como testar um transistor Darlington? Base Emissor Coletor Obs.: Usar o multímetro

Emissor

Coletor

Obs.: Usar o multímetro na escala de semicondutores.

1° teste: a ponta vermelha deve estar na BASE como referência e quando estiver medindo não deverá ser removida, coloque a ponta preta no COLETOR a medida deverá ser de 0,3V a 0,8v. Depois coloque a ponta preta no EMISSOR e a medida será maior que 0,7V.

2° teste: coloque a ponta preta no COLETOR ou na carcaça, e a ponta vermelha na BASE e a medida será de 0,3 a 0,8v. Depois coloque a vermelha no EMISSOR a medida também deverá ser de 0,3v a 0,8V.

Nenhum dos terminais deverá estar em curto.

Eletrônica Básica

Funcionamento do transistor Mosfet:

Fisicamente ele é igual ao transistor Darlington, mais internamente têm mudanças. O transistor Mosfet faz um controle da corrente que circula entre os terminais de “Source” e “Dreno”, através da tensão aplicada no terminal “Gate”. Os códigos de aplicação dos Transistores Mosfet geralmente têm as inicias IRF, 2SK e BUZ.

Quando é aplicada uma tensão ao terminal “Gate”, ele permite que a corrente elétrica circule pelos outros terminais “Source” e “Dreno”. A quantidade de tensão aplicada ao “Gate” (ou terminal de controle) determinará qual será a intensidade da corrente que sairá pelo terminal. Se nenhuma tensão for aplicada ao terminal de controle, não há circulação de corrente elétrica.

Comparando novamente a uma torneira que quanto mais você abre o registro mais água tende a sair, assim se dá com o transistor Mosfet, quanto maior a tensão aplicada no terminal Gate, maior será a corrente elétrica que circulará do source para o dreno.

IRF; inicias dos transistores Mosfet:

source para o dreno. IRF; inicias dos transistores Mosfet: G D S Dreno     G:

G

D

S

Dreno

 
   
 

G: Gate

G: Gate

D: Dreno

D: Dreno
D: Dreno
    G: Gate D: Dreno S: Source Porta        
    G: Gate D: Dreno S: Source Porta        

S: Source

Porta

S: Source Porta
S: Source Porta
S: Source Porta
S: Source Porta
 
 
 
 
 
 
 
 
 
    G: Gate D: Dreno S: Source Porta        
    G: Gate D: Dreno S: Source Porta        
    G: Gate D: Dreno S: Source Porta        
 
 
 

Fonte

Como testar um transistor Mosfet?

Com o multímetro na escala de semicondutor coloque a ponta vermelha no terminal de SOURCE e a outra ponta preta coloque no terminal de DRENO a medida será de 0,3V a 0,8v.

Nenhum dos terminais deverá estar em curto.

LEMBRETE: Para identificar a função do componente, deve-se verificar através de datasheet (folha de dados), porque fisicamente temos vários componentes iguais, que a única diferença (visual) é a numeração.

Eletrônica Básica

REGULADOR DE TENSÃO

Um regulador de tensão é um dispositivo, geralmente formado por semicondutores, tais como diodos zener e circuitos integrados reguladores de tensão, que tem por finalidade a manutenção da tensão de saída de um circuito elétrico. Sua função principal é manter a tensão produzida dentro dos limites exigidos pelo sistema elétrico que está alimentando e para tanto é necessário que a tensão de entrada seja superior à tensão de saída.

Um regulador de tensão é incapaz de agir compensando quedas de tensão ou corrente em sua entrada, para entrega com tensão adequada. Para tanto, dele se esperaria além da regulação, as funções de um gerador (bateria, transformador,

fonte de alimentação, dínamo, alternador e afins), pois a compensação de queda de

energia só se obtém com geração de energia.

Os reguladores de tensão das placas eletrônicas de automóveis são muito parecidos com os transistores, pois possuem o mesmo encapsulamento, porém é preciso atenção para não confundí-los. Geralmente a inicial do código de aplicação do regulador de tensão é a letra “L” 78, que neste caso é Positivo, já os “L” 79 são para potenciais Negativos.

Outro ponto importante é que a tensão de trabalho é determinada pelos números finais, no caso da imagem abaixo (05) é de 5 volts.

no caso da imagem abaixo ( 0 5 ) é de 5 volts . CIRCUITOS INTEGRADOS
CIRCUITOS INTEGRADOS (C.I) A escala de integração miniaturizou os componentes eletrônicos de tal forma que
CIRCUITOS INTEGRADOS (C.I)
A escala de integração miniaturizou os componentes eletrônicos de tal forma que os circuitos
integrados possuem o equivalente a milhares de componentes em sua constituição interna. Um
circuito integrado, também conhecido por chip, é um dispositivo microeletrônico que consiste de
muitas funções. Suas dimensões são extremamente reduzidas.
A importância da integração está no baixo custo e alto desempenho, além do tamanho
reduzido dos circuitos aliado à alta confiabilidade e estabilidade de funcionamento. Uma vez que
os componentes são formados ao invés de montados, a resistência mecânica destes permitiu
montagens cada vez mais robustas a choques e impactos mecânicos, permitindo a concepção de
portabilidade dos dispositivos eletrônicos.
No circuito integrado completo ficam presentes os transistores, condutores de interligação,
componentes de polarização, e as camadas e regiões isolantes ou condutoras obedecendo ao seu
projeto de arquitetura.
No processo de formação do chip, é fundamental que todos os componentes sejam
implantados nas regiões apropriadas da pastilha. É necessário que a isolação seja perfeita,
quando for o caso. Isto é obtido por um processo chamado difusão, que se dá entre os
componentes formados e as camadas com o material dopado com fósforo, e separadas por um
material dopado com boro, e assim por diante.

Eletrônica Básica

Após sucessivas interconexões, por boro e fósforo, os componentes formados ainda são interconectados por uma camada extremamente fina de alumínio, depositada sobre a superfície e isolada por uma camada de dióxido de silício.

MEMÓRIAS

Sabemos que as informações como a senha do imobilizador, fica armazenada em memórias Eprons. Memórias são componentes que armazenam dados. Existem hoje em dia vários tipos de memórias.

As memórias ROM (Read-Only Memory - Memória Somente de Leitura) recebem esse nome porque os dados são gravados nelas apenas uma vez. Depois disso, essas informações não podem ser apagadas ou alteradas, apenas lidas pelo computador, somente por meio de procedimentos especiais. Outra característica das memórias ROM é que elas são do tipo não volátil, isto é, os dados gravados não são perdidos na ausência de energia elétrica ao dispositivo. Eis os principais tipos de memória ROM:

PROM (Programmable Read-Only Memory): esse é um dos primeiros tipos de memória ROM.

A gravação de dados neste tipo é realizada por meio de aparelhos que trabalham através de uma

reação física com elementos elétricos. Uma vez que isso ocorre, os dados gravados na memória PROM não podem ser apagados ou alterados;

EPROM (Erasable Programmable Read-Only Memory): as memórias EPROM têm como principal

característica a capacidade de permitir que dados sejam apagados do dispositivo. Isso é feito com

o auxílio de um equipamento que emite luz ultravioleta. Nesse processo, os dados gravados são

apagados por completo. Somente depois disso é que uma nova gravação pode ser feita através de um programador;

EEPROM (Electrically-Erasable Programmable Read-Only Memory): este tipo de memória ROM também permite a regravação de dados, no entanto, ao contrário do que acontece com as

memórias EPROM, os processos para apagar e gravar dados são feitos eletricamente, fazendo com que não seja necessário mover o dispositivo de seu lugar para um aparelho especial para que

a regravação ocorra;

EAROM (Electrically-Alterable Programmable Read-Only Memory): as memórias EAROM podem ser vistas como um tipo de EEPROM. Sua principal característica é o fato de que os dados gravados podem ser alterados aos poucos, razão pela qual esse tipo é geralmente utilizado em aplicações que exigem apenas a reescrita parcial de informações;

Flash: as memórias Flash também podem ser vistas como um tipo de EEPROM, no entanto,

o processo de gravação (e regravação) é muito mais rápido. Além disso, memórias Flash são mais duráveis e podem guardar um volume elevado de dados;

As memórias RAM (Random-Access Memory - Memória de Acesso Aleatório) constituem uma das partes mais importantes dos computadores, pois são nelas que o processador armazena os dados com os quais está lidando. Esse tipo de memória tem um processo de gravação de dados extremamente rápido, se comparado aos vários tipos de memória ROM.

Eletrônica Básica

No entanto, as informações gravadas se perdem quando não há mais energia elétrica, isto é, quando o computador é desligado, sendo, portanto, um tipo de memória volátil.

Há dois tipos de tecnologia de memória RAM que são muito utilizados: estático e dinâmico, isto é, SRAM e DRAM, respectivamente. Há também um tipo mais recente chamado de MRAM.

SRAM (Static Random-Access Memory - RAM Estática): esse tipo é muito mais rápido que as memórias DRAM, porém armazena menos dados e possui preço elevado se considerar o custo por megabyte. Memórias SRAM costumam ser utilizadas como cachê.

DRAM (Dynamic Random-Access Memory - RAM Dinâmica): memórias desse tipo possuem capacidade alta, isto é, podem comportar grandes quantidades de dados. No entanto, o acesso a essas informações costuma ser mais lento que o acesso às memórias estáticas. Esse tipo também costuma ter preço bem menor quando comparado ao tipo estático.

MASCARAS DE COMPONENTES “MOTOROLA ® E BOSCH ®

É bastante comum o fabricante de eletrônicos que solicita junto ao fabricante do chip (no caso a Motorola e Bosch) que identifique o chip de maneira exclusiva, protegendo assim o mesmo contra as tentativas de cópias, espionagem industrial, etc. Para controle interno do fabricante do chip, ele utiliza códigos dados como máscaras, que funciona como se fosse um Part Number simplificado, e é escrito junto ao código do cliente. No material anexado ao CD (que acompanha este material didático) temos centenas de máscaras relacionadas com o chip verdadeiro comercial.

Essa lista é bastante completa, numa compilação de mais de 485 máscaras (códigos secretos) de chips de produtos eletrônicos Motorola ® presentes em equipamentos eletrônicos como centrais de injeção eletrônica e em torno de 185 máscaras relacionadas com componentes eletrônicos Bosch ® .

Abaixo temos uma prévia da lista de componentes mascarados. A lista se encontra no CD que acompanha o material.

Máscara do chip

Código (Part Number) Comercial

1E53M

XC68HC711P2

C85W

XC68HC711L6

IH96P

XC68HC711KS8

D61N

XC68HC711KA4

C45A

XC68HC711D3

D41V

XC68HC705BE12

E41C

PC68HC916Y1

Maiores informações sobre Máscaras de componentes Motorola ® e Bosch ® consulte a lista anexada ao CD que acompanha o Material didático.

Soldagem

SOLDAGEM DE COMPONENTES PTH E SMD

Dicas importantes sobre a soldagem de componentes de uma ECU:

1
1

Use sempre o soldador da potência correta, por exemplo: 30W, 40W ou 60W.

Quando utilizar a estação de retrabalho muito cuidado com os componentes ao redor do componente que deseja retirar.soldador da potência correta, por exemplo: 30W, 40W ou 60W. Antes de remover o componente, marcar

Antes de remover o componente, marcar a referência do mesmo na placa. A referência sempre virá em forma de bola, corte ou até mesmo com a marca do fabricante.

Mantenha o soldador longe de tudo, exceto do ponto a ser soldado. O soldador é muito quente e pode facilmente queimar o que fica em contato com ele e danificar outro componente.

Certifique-se de ter às mãos uma esponja úmida para efetuar a limpeza da ponta do soldador, qualquer contaminante pode impedir uma boa soldagem.

Sempre se certifique que a ponta está estanhada quando o soldador está ligado. O estanho protege a ponta e melhora a transferência de calor.

3
3
4
4
5
5
6
6
7
7

Cuidado para não remover o revestimento protetor da ponta do soldador.

8
8

Não mantenha o soldador por um longo período (mais do que 10 segundos), visto que muitos componentes eletrônicos, ou a própria placa do circuito impresso, podem ser danificados por causa do calor prolongado e excessivo. Muito calor pode danificar as trilhas, comprometer os CIs, diodos, transistores entre outros componentes.

Soic/Psop/Plcc e Dip:

Tendo em mente esses cuidados conseguiremos soldar qualquer componente dentro de uma placa de circuito impresso, principalmente as Soic, Psop, Plcc e Dip que são tipos de encapsulamentos para as memórias mais conhecidas dentro das ECU’s.

Para aprimorar as técnicas de soldagem é preciso praticar, porém para auxiliar nessa prática, o vídeo produzido pela Chiptronic com o Título “Técnicas de Soldagem” (material está anexado ao CD), vai ajudar e mostrar passo a passo como fazer a retirada do componente da placa e a soldagem eficaz do mesmo dentro da ECU’s.

Reparo de Centrais

REPARO DE CENTRAIS

Estratégia de funcionamento das ECU’s:

O sistema de injeção eletrônica de combustível funciona com todos os componentes ligados

a um módulo, considerado o cérebro do sistema. Com uma linguagem digital os sensores e atuadores trabalham para aperfeiçoar ao máximo a injeção de combustível em qualquer nível de funcionamento do motor.

O sistema conta com seu principal componente denominado módulo de injeção eletrônica.

Também conhecida como MCE, módulo de controle eletrônico, este componente tem um processador de alta velocidade que processa as informações vindas dos sensores e também comanda a ação dos atuadores. Um pacote de informação sobre a melhor quantidade de combustível a ser injetada, nas mais diversas condições de funcionamento do motor, está gravada em uma memória ROM Read Only Memory. Esta memória armazena dados que foram gravados na fabricação, com pastas que simulam qualquer condição de funcionamento do motor.

Outro componente dentro do módulo é a memória RAM, Randon Access Memory. Este componente é uma memória volátil. Esta memória monta pastas de informação vinda de cada “ciclo de frequência de trabalho” dos sensores. O processador então compara as informações da RAM com a ROM e determina a melhor estratégia de alimentação de combustível como tempo de injeção e avanço da centelha elétrica das velas.

A velocidade destas informações é praticamente instantânea, por isso, cada variação sentida

pelos sensores são traduzidos em milésimos de segundos e convertidos em uma ação no motor. Um exemplo, o sensor de posição da borboleta percebe a variação da abertura da mesma, como a frequência de trabalho do processador do módulo é muito alta este já monta uma pasta com esta informação e determina que o tempo de injeção deva aumentar, assim o motor ganha rotação.

O Sistema de injeção eletrônica de combustível é fascinante, pela velocidade de cálculo para

se determinar o tempo de abertura dos injetores e por determinar o grau exato de ignição para cada ciclo de frequência do motor com o objetivo de economia de combustível e redução de gases poluentes.

A maioria dos sistemas dispõe da estratégia de auto diagnose, e é auto adaptativa, o que

possibilita a correção automática (avanço de ignição, marcha - lenta e tempo de injeção). Alguns

modelos tem bloqueio da partida do motor. Através do sistema de imobilizador, que visa proteger o veículo contra roubos.

Reparo de Centrais

ESTRATÉGIA DE FUNCIONAMENTO DE SISTEMA DE INJEÇÃO ELETRÔNICA

SENSORES

ATUADORES

DE SISTEMA DE INJEÇÃO ELETRÔNICA SENSORES ATUADORES Os sensores são responsáveis por enviar os sinais para

Os sensores são responsáveis por enviar os sinais para a ECU processar e comandar as ações dos atuadores de acordo com a estratégia de funcionamento adotada.

Reparo de Centrais

ARQUITETURA INTERNA DAS CENTRAIS DE INJEÇÃO ELETRÔNICA

Reparo de Centrais ARQUITETURA INTERNA DAS CENTRAIS DE INJEÇÃO ELETRÔNICA www.chiptronic.com.br 29

Interpretação de sinais

INTERPRETAÇÕES DE SINAIS ELÉTRICOS COM O OSCILOSCÓPIO

Um fator determinante no diagnóstico e eventual reparo da ECU é a interpretação de sinais elétricos que podemos ver na tela do osciloscópio. Como saber se um sinal de entrada e de saída está correto? É preciso conhecer a fundo esses sinais elétricos para podermos fazer o diagnóstico.

Nesta seção serão apresentados alguns tipos de sinais elétricos comumente encontrados nas ECU’s, e através deles poderemos tirar conclusões embasadas em fatos para se efetuar os diagnósticos e reparos mais precisos.

para se efetuar os diagnósticos e reparos mais precisos. Neste caso observamos um sinal muito importante
Neste caso observamos um sinal muito importante o do eletroinjetor. Note as características: Sinal de
Neste caso observamos um sinal muito importante o do eletroinjetor. Note as características: Sinal de
Neste caso observamos um sinal muito importante o do eletroinjetor. Note as características: Sinal de

Neste caso observamos um sinal muito importante o do eletroinjetor.

Note as características: Sinal de entrada do drive do eletroinjetor (o menor) tem amplitude máxima de 5 volts, porém é idêntico ao sinal de saída do drive (maior) que tem amplitude de 12 volts.

tem amplitude máxima de 5 volts, porém é idêntico ao sinal de saída do drive (maior)
de saída do drive (maior) que tem amplitude de 12 volts. Agora observamos o sinal de

Agora observamos o sinal de entrada e saída do drive da bobina de ignição.

Note as características: Semelhante ao

drive do injetor o sinal de entrada do drive da bobina tem uma amplitude máxima de 4,5 volts, mas é parecido com o sinal de saída que tem amplitude de 9,0 volts.

Interpretação de sinais

Agora veja os sinais de sensores vitais e como são tratados dentro da ECU.

de sensores vitais e como são tratados dentro da ECU. Este é o sinal de entrada

Este é o sinal de entrada do sensor de rotação (CKP) do tipo indutivo com roda fônica 60-2.

O sinal de rotação é sem dúvida o mais importante pois sem ele a central não libera funcionamento para o motor, ele merece toda a nossa atenção e deve ser uns dos primeiros itens a ser verificados quando a ECU não funcionar.

itens a ser verificados quando a ECU não funcionar. No interior da ECU o sinal de

No interior da ECU o sinal de rotação (vermelho) passa por tratamento, onde ele é retificado e sua amplitude é baixada

para 5 volts (componentes como o resistor e diodos são responsáveis por esse processo).

Note porém que ele também passa por uma transformação. Ao passar pelo A/D, o sinal (amarelo) é convertido em sinal digital perfeitamente interpretável pelo processador, o que garante o funcionamento correto do motor.

processador, o que garante o funcionamento correto do motor. Não podemos nos esquecer que pode haver
Não podemos nos esquecer que pode haver ECU’s que utilizem sinais de rotação do tipo
Não podemos nos esquecer que pode haver ECU’s que utilizem sinais de rotação do tipo

Não podemos nos esquecer que pode haver ECU’s que utilizem sinais de rotação do tipo Hall.

Neste caso a ECU simplesmente baixa a amplitude do sinal para 5 volts, pois por ter naturalmente a forma de onda quadrada não se faz necessária a conversão de analógica para digital pelo A/D.

Esquema elétrico

ESQUEMA ELÉTRICO

Técnica de Interpretação de Esquemas Elétricos:

Para entendermos como interpretar um esquema elétrico tomemos como exemplo o esquema parcial do sistema de injeção Bosch M1.5.4 que equipa os veículos Chevrolet Vectra, Blazer, S10 1997 até 2002.

Interpretar um esquema é muito simples e um passo fundamental para efetuarmos um mapeamento nas ECU’s, por isso é importante entender muito bem esse procedimento.

O primeiro passo é identificar o Esquema Elétrico referente à ECU que se tem em
O primeiro passo
é identificar o
Esquema Elétrico
referente à ECU
que se tem em
mãos.
Esquema elétrico sistema Bosch M1.5.4
Vectra 2.0/2.2,S10 2,2, Blazer 2.2 Kadett MPFI 1997 até 2002
Próximo passo;
devemos analisar
as posições e
numeração dos
pinos no bocal,
neste caso temos
uma imagem
que nos ajuda a
descobrir isso.

Após esses dois primeiros passos importantes é possivel analisar os esquemas e fazer as leituras dos sensores e atuadores.

Esquema Elétrico

SIMBOLOGIA DOS ESQUEMAS ELÉTRICOS

Outro passo e não menos importante na intrepretação dos esquemas elétricos sãos os símbolos que encontramos nele.

Vejamos alguns deles:

Esquema elétrico sistema Bosch M1.5.4 Vectra 2.0/2.2, S10.2.2, Blazer 2.2 e Kadett MPFI 1997 até
Esquema elétrico sistema Bosch M1.5.4
Vectra 2.0/2.2, S10.2.2, Blazer 2.2 e Kadett MPFI 1997 até 2002
Linha 30, positivo
direto da bateria.
1
Linha 15, positivo
pós- chave.
1
Área dos
eletroinjetores:
Temos o símbolo elétrico
e os pinos de disparo
que vem do bocal da
ECU.
O retângulo com a
referência “A06”, nos
mostra o endereço do
positivo, que provém do
relé principal do pino
“87”.
Área dos Sensores
Observamos os
sensores e seus
respectivos terminais:
Terminais que tem uma
“seta” preta referem-se a
massa dos sensores.
As letras apresentadas acima são as legendas que correspondem as cores de cada fio
do chicote elétrico do componente. Note algumas legendas e seus significados:
MR/AM: Marrom com listra Amarela; MR/VD: Marrom com listra Verde; BR/VM: Branco
com listra Vermelha; CZ/AZ: Cinza com listra Azul.
Terminais com o símbolo
de “+”, é o positivo de 5
volts vindo da ECU.
Geralmente nos esquemas já são apresentados uma legenda contendo os símbolos
de cores dos fios.
E os terminais que têm
a letra “S”, é o sinal que
esse sensor envia para
a ECU.

O outro lado do conector corresponde a alguns atuadores que fazem parte do sistema de injeção, note que eles também são disparados pela ECU, exceto a bomba de combustível, pois quem a alimenta é o relé e esse sim é comandado pela ECU.

Programador de Eprom

PROGRAMADOR DE EPROM

Um passo importante do reparo de ECU’s é a programação. Por se tratar de um microcomputador às vezes surgem inconvenientes em relação aos arquivos armazenados dentro das memórias. Uma coisa muito comum é o fato de que os arquivos armazenados na memória podem apagar-se, em partes ou completamente, quando isso acontece dizemos que o arquivo está CORROMPIDO. Isso pode acontecer talvez por sobrecarga de tensão ou a falta dela. Se isso acontecer o veículo não funcionará devido à falta de informações vitais que estavam na Eprom que se corrompeu.

Porém é possível solucionar defeitos como esse através de um programador de Eprom, onde poderemos programar um arquivo novo dentro da memória que está corrompida, porém é importante salientar que para executar esse procedimento é necessário termos o arquivo em questão em um banco de dados próprio, e mais importante ainda, o arquivo deve ser correto, ou seja, deve ser coerente com a ECU que vamos executar a programação. Nessa seção aprenderemos na prática como executar tais procedimentos usando o programador de Eprom da ELNEC,o BEEPROG.

Leitura de um arquivo:

Com esse procedimento poderemos fazer a leitura de uma Eprom e principalmente salvar o conteúdo lido em um banco de dados próprio, além de fazer uma verificação do arquivo quanto a se está apagado ou não.

Tela inicial do software BeeProg:

verificação do arquivo quanto a se está apagado ou não. Tela inicial do software BeeProg: 34

Programador de Eprom

Leitura do Arquivo:

Nestes dois campos vamos fazer o processo de seleção da Eprom que queremos ler o
Nestes dois campos vamos fazer o processo de
seleção da Eprom que queremos ler o Arquivo,
para isso devemos usar a nomenclatura que vem
impressa sobre ela e escolher a correta para que o
procedimento funcione.
Nesta etapa vamos digitar o número do componente na barra “Procurar”, neste caso vamos usar
Nesta etapa vamos digitar o
número do componente na
barra “Procurar”, neste caso
vamos usar como exemplo
o componente da marca
STMicroelectronics com a
nomenclatura M27C512 de
encapsulamento DIP.
Após a seleção clicamos em
“Ok” e damos sequência ao
procedimento de leitura.

Programador de Eprom

Continuaremos com o procedimento, veja como:

Na barra de tarefas superior no software do Elnec, clique no ícone em destaque com
Na barra de tarefas superior
no software do Elnec, clique
no ícone em destaque com a
função “LER”.
Uma nova janela aparecerá
mostrando o progresso da
leitura do arquivo (de 0 a
100%), e se por ventura,
algum pino do componente
não der o contato adequado
com o soquete do
programador uma mensagem
de erro aparecerá e informará
o motivo pelo qual não foi
possível efetuar a leitura.
Para salvar o arquivo que acabou de ler clique no ícone. Crie uma pasta para
Para salvar o arquivo que
acabou de ler clique no ícone.
Crie uma pasta para servir de
banco de dados e salve ali
seus arquivos devidamente
renomeados para facilitar
buscas posteriores.
Clique em “salvar” e pronto,
o
arquivo original da Eprom
está armazenado no
computador na pasta “Banco
de Dados”.

Programador de Eprom

PROGRAMAÇÃO DE UM ARQUIVO

O próximo passo que aprenderemos é a gravação de um arquivo dentro da memória Eprom, para isso proceda do seguinte modo:

Na tela inicial do software do Elnec, clique na opção “Abrir” para ter acesso ao
Na tela inicial do software do
Elnec, clique na opção “Abrir”
para ter acesso ao seu banco
de dados e abrir o arquivo
que deseja programar na
memória Eprom.
Após clicar no botão “Abrir”, aparecerá uma nova janela. Nela podemos escolher a pasta que
Após clicar no botão “Abrir”,
aparecerá uma nova janela.
Nela podemos escolher a
pasta que contém o arquivo
que desejamos programar,
nesse caso está na pasta
“Banco de Dados”.
Dentro dessa pasta selecione
o arquivo correto para efetuar
a programação.
Agora é só clicar na
opção “Abrir” e o arquivo
selecionado estará aberto
dentro do software e pronto
para programar.

Programador de Eprom

Agora veja como se executa a programação do arquivo:

Na barra de tarefas superior, clique no ícone “Programar”; uma nova janela aparecerá com algumas
Na barra de tarefas superior,
clique no ícone “Programar”;
uma nova janela aparecerá
com algumas opções sobre
testes do componente e
verificações do mesmo.
Se todas as opções estiverem
corretas, clique no botão
“Sim” dentro da nova janela
que apareceu.
Após clicar no botão “Sim”, uma nova janela aparecerá. Nesta janela será possível observarmos o
Após clicar no botão “Sim”,
uma nova janela aparecerá.
Nesta janela será possível
observarmos o status da
Programação (de 0 a 100%)
e se tiver algum erro também
será possível observar
e corrigí-lo. Ao final do
processo a Eprom estará com
o arquivo novo e pronto para
ser inserido na ECU.

Checksum

O QUE É UM CHECKSUM?

Toda vez que fazemos a leitura de um arquivo ou o abrimos dentro do software do Elenc, um conjunto de números e letras apareceram numa tela no canto inferior esquerdo. Esse conjunto alfanumérico é o Checksum do arquivo em questão. Mas o que é um CHECKSUM?

O Checksum é obtido calculando a soma de todos os dados armazenados na memória não volátil (EPROM ou FLASH) e anotando os últimos 4 caracteres hexadecimais.

Para checar se os dados de certa memória em questão estão íntegros (sem alteração), realiza-se novamente uma leitura da memória e o software de leitura fornecerá então a soma dos dados, obtendo assim seu novo Checksum. Então se pode compará-lo ao Checksum original da memória. Caso o Checksum seja igual, é pouco provável que a memória tenha seu conteúdo alterado, porém caso seja diferente, a memória com toda certeza foi corrompida, e necessita ser corrigida.

Algumas centrais possuem conferência de Checkusum por hardware, isto é, a própria central lê os dados, e verifica se a soma está integra. Caso negativo acenderá a luz de anomalia

e anotará um erro. Isto é bastante comum de ocorrer em sistemas de injeção que tenham sido

remapeados. Geralmente o remapeamento de centrais é feito com objetivos de conversão de combustível (de gasolina para álcool ou gás) ou mesmo aumento de potência do motor. Para estes casos, softwares de correção de Checksum são utilizados. Esses softwares criam determinados valores em posições não usadas da memória, que quando somados aos demais dados da memória corrigem o Checksum, isto é, fazem dar o mesmo valor do Checksum original, enganando assim o hardware, fazendo o sistema “pensar” que os dados não foram alterados.

O nome Checksum vem do inglês que é a “soma de verificação”, esse conjunto de caracteres

é utilizado para conferir a integridade do arquivo em questão. Podemos compará-lo como sendo

a identidade do arquivo, e cada um terá o seu próprio Checksum identificador, e através dele podemos saber se o arquivo está ou não corrompido.

Para ajudar na identificação do Checksum temos uma tabela de comparação para alguns modelos de sistemas, e com isso saberemos exatamente a integridade do arquivo. Essa tabela esta disponível no CD que acompanha o material didático.

Checksum do arquivo de uma memória Eprom, semelhante a uma identidade cada arquivo terá o
Checksum do arquivo de uma memória Eprom, semelhante a uma
identidade cada arquivo terá o seu próprio identificador e através
dele saberemos se o arquivo está integro ou não.

Edição de Arquivos em Hexadecimal

EDIÇÃO DE ARQUIVOS EM HEXADECIMAL

Com está opção do software do Elnec, é possível editar o arquivo que deseja, porém é preciso muito cuidado e principalmente domínio do assunto, pois se não tiver conhecimento do que faz é provável que o arquivo se corrompa, o Checksum se modifique e o veículo não entre em funcionamento ou fique com dificuldades de gerenciamento eletrônico.

Veja passo a passo a execução desse procedimento.

Com o arquivo aberto no software do Elnec, clique no botão “View/Edit” na barra de
Com o arquivo aberto no
software do Elnec, clique no
botão “View/Edit” na barra de
tarefas superior do software.
Uma nova janela abrirá.
Na nova janela que aparece basta clicar no botão “Editar”, e você poderá mudar os
Na nova janela que aparece
basta clicar no botão
“Editar”, e você poderá
mudar os caracteres de
determinado endereço. É
bom relembrar que qualquer
alteração que se faça sem o
devido conhecimento poderá
comprometer o Checksum
e consequentemente o
funcionamento do veículo.

Programador ST10

USO DE PROGRAMADOR ST10 PARA TELECARREGAMENTO

O ST10 é um equipamento para leitura e programação do software da maioria dos sistemas

de injeção que contém o processador ST10F. Para fazer a leitura e programação nos módulos

de injeção é necessário um Boot Strap ou Boot Mode, que consiste em alguns simples procedimentos de solda para que o processador entenda que nesse momento está se fazendo uma leitura ou programação.

O equipamento é de fácil manuseio, sendo que ele se conecta através de porta Serial, ou

com a utilização de um adaptador Serial-USB possibilitando que se comunique com o software instalado no computador.

A utilização deste equipamento necessita que o usuário tenha um conhecimento básico

sobre o Windows, pois será necessário criar pastas, salvar arquivos, abrir arquivos, renomear e até mesmo excluir, desse modo é importante ter o mínimo de domínio sobre Windows.

Tela inicial do software do programador ST10:

sobre Windows. Tela inicial do software do programador ST10: Mais informações sobre o uso do programador

Mais informações sobre o uso do programador consulte a apostila anexada ao CD.

Chevrolet

SIMULADOR PARA CENTRAIS (ECU TEST II)

O que é um simulador para centrais?

Com esse equipamento podemos realizar testes mais precisos quanto ao acionamento de atuadores do sistema de injeção e também quanto à resposta da ECU ao receber sinais elétricos de determinados sensores.

Por se tratar de um equipamento eletrônico são necessários alguns cuidados importantes referentes ao seu uso. Outro ponto importante que é preciso salientar, o ECU-Test não mostrará na tela o possível diagnóstico, pois ele não é um scanner, mas sim exigirá do usuário raciocínio lógico para a interpretação de determinados defeitos como, por exemplo, o não acionamento de um eletroinjetor ou bobina de ignição.

Algo muito prático que o simulador fornece é comunicação com scanner multimarcas, sendo somente necessário a utilização de um cabo especifico para realizar tal procedimento (este cabo já

O A ligação de um cabo universal é bem simples, pois embora tenha 50 pinos
O
A ligação de um cabo universal é bem simples, pois embora tenha 50 pinos de ligação nós

cabo universal é uma alternativa mais barata e pode ter a sua praticidade desde que seja

acompanha o produto).

Em laboratórios de reparo de ECU é interessante ter um simulador, primeiro para se executar um diagnóstico mais preciso, e segundo para avaliar a eficiência do reparo que foi exigido na ECU.

Como usar um cabo universal?

usado de maneira correta.

Com o uso de um esquema elétrico é possível “pinar” uma central a fim de funcionar ou pelo menos diagnosticar seu defeito.

não precisamos ligar todos, mas sim os fios importantes que são as alimentações (positivos e

negativos), os atuadores (injetores, bobinas, eletros ventiladores e relés) e alguns sensores vitais (CKP, TPS, ECT, ACT,e Sonda Lambda).

A identificação de cada fio é bem visível, porque nos próprios fios há especificado suas funções, desse modo é só colocar o fio no respectivo pino no bocal da ECU.

Por se tratar de um cabo universal podemos fazer a ligação de qualquer central que o ECU Test simule, e consequentemente atende toda a gama de teste e simulações.

Aprenderemos em detalhes como pinar na prática um cabo universal usando o esquema elétrico a partir do esquema elétrico do veículo.

Chevrolet

Chevrolet www.chiptronic.com.br 43

Chevrolet/Multec 700

MULTEC 700 - MONZA, KADETT E IPANEMA 1.8 E 2.0 EFI

8 7 9 6 10 5 11 4 1 2 3
8
7
9
6
10
5
11
4
1
2
3

Chevrolet/Multec 700

DESCRIÇÃO DOS COMPONENTES (Multec 700)

Componente

Função do componente

1 - Processador

Todas as funções de gerenciamento eletrônico do veículo são provenientes do processador.

2 - Cristal XTAL

Gera um clock (time) em uma frequência invariável para que o processador funcione.

3 - Mencal (Memória de calibração)

Eprom onde contêm todas as informações de funcionamento veículo como, tempo de injeção, avanço de ignição outras estratégias de funcionamento.

4 - Processador secundário

Executa funções secundárias e trabalha em conjunto com o processador principal.

 

Tem a função de executar o disparo do eletroinjetor do

veículo, geralmente esse transistor é do tipo FET NPN. Veja os pinos:

5 - Drive do injetor

1 - Entrada do sinal (provêm do processador);

2 - Saída do sinal (disparo negativo do injetor);

3 - Aterramento.

 

Drive que aciona o relé da bomba de combustível. Veja os pinos:

1 - Linha + 15;

6 - Drive do relé da bomba de combustível 16156085

2 - Saída do sinal para acionar o relé;

3 - Saída do sinal para acionar o relé;

4 - Aterramento;

5 - Entrada do sinal que provêm do processador.

 

Drive que aciona o motor de passo. Veja os pinos:

1- Saída do sinal para a bobina A do motor de passo;

2 - Saída do sinal para a bobina A do motor de passo;

3 - Aterramento;

7 - Drive do motor de passo

4 - Saída do sinal para a bobina B do motor de passo;

5 - Saída do sinal para a bobina B do motor de passo;

 

6 - Entrada do sinal da bobina A do motor de passo;

7 - Linha + 30;

8 - + 5 volts;

9 - Entrada do sinal da bobina B do motor de passo.

 

Drive responsável pelo acionamento dos seguintes atuadores: eletroventilador na 1 a velocidade, relé do aquecedor do coletor de admissão e da luz de marcha presente no quadro de instrumentos. Veja os pinos:

- Entrada de sinal do relé do eletroventilador 1 a velocidade (provêm do processador);

1

8 - Drive Delco 196 E – 16045980

2

- Sem uso específico;

- Saída de sinal para o relé eletroventilador 1 a velocidade;

3

- Entrada do sinal relé aquecedor do coletor (provêm do processador);

4

5 - Saída do sinal para relé aquecedor do coletor;

6 - Sem uso específico;

7 - Linha + 30.

Chevrolet/Multec 700

DESCRIÇÃO DOS COMPONENTES (Multec 700 - continuação)

Componente

Função do componente

 

8 - Aterramento;

9 - Entrada do sinal da luz de marcha;

10 - Sem uso específico;

8 - Drive Delco 196 E – 16045980

11 - Saída de sinal para o computador de bordo;

12 - Entrada de sinal para o relé do ar-condicionado;

 

13 - Saída de sinal para o relé do ar-condicionado 14-

sem uso específico;

15

- Aterramento.

 

Drive responsável pelo acionamento do relé de partida a frio, eletroventilador na 2 a velocidade, computador de bordo e luz de anomalias presente no quadro de instrumentos. Veja os pinos:

1 - Entrada de sinal;

2 - Sem uso específico;

3 - Saída de sinal para o relé de partida a frio;

4 - Entrada do sinal para a luz de anomalias;

5 - Saída do sinal para a luz de anomalias;

9 - Drive Delco 196 E – 16045980

6 - Sem uso específico;

7 - Linha + 30;

 

8 - Aterramento;

9 - Entrada do sinal para o computador de bordo;

10 - Sem uso específico;

11 - Saída de sinal para o computador de bordo;

12 - Entrada de sinal para eletroventilador 2 a

velocidade;

13 - Saída de sinal para eletroventilador 2 a velocidade;

14 - Sem uso específico;

15 - Aterramento.

10 - Componente 34992

Regulador de tensão de 12 volts para 5 volts.

Chevrolet/Multec IEFI

MULTEC IEFI - CORSA/S10/BLAZER EFI

9 8 7 6 5 10 4 11 2 3 12 1
9
8
7
6
5
10
4
11
2
3
12
1

Chevrolet/Multec IEFI

DESCRIÇÃO DOS COMPONENTES (Multec IEFI)

Componente

Função do componente

1 - Processador

Todas as funções de gerenciamento eletrônico do veículo são provenientes do processador.

2 - Cristal XTAL

Gera um clock (time) em uma frequência invariável para que o processador funcione.

- Mencal (Memória de Calibração)

3

Eprom onde contêm todas as informações de funcionamento do veículo como: tempo de injeção, avanço de ignição e outras estratégias de funcionamento.

4

- Processador

 

Secundário

Executa funções secundárias e trabalha em conjunto com o processador principal.

 

Tem a função de executar o disparo dos eletroinjetores do veículo, geralmente esse transistor é do tipo FET NPN. Veja os pinos (os dois são do mesmo jeito):

5

- Drive dos injetores

1 - Entrada do sinal (provêm do processador);

2 - Saída do sinal (disparo negativo do injetor);

3 - Aterramento.

 

Drive que aciona o relé da bomba de combustível. Veja os pinos:

6- Drive do relé da bomba de combustível

1 - Linha + 15;

2 - Saída do sinal para acionar o relé;

3 - Saída do sinal para acionar o relé;

 

4 - Aterramento;

5 - Entrada do sinal que provêm do processador.

 

Drive que aciona o motor de passo. Veja os pinos:

1 - Saída do sinal para a bobina A do motor de passo;

2 - Saída do sinal para a bobina A do motor de passo;

3 - Aterramento

- Drive do motor de passo

7

4 - Saída do sinal para a bobina B do motor de passo;

5 - Saída do sinal para a bobina B do motor de passo;

 

6 - Entrada do sinal da bobina A do motor de passo;

7 - Linha + 30;

8 - + 5 volts;

9 - Entrada do sinal da bobina B do motor de passo.

 

Drive responsável pelo acionamento dos seguintes atuadores: eletroventilador na 1 a

velocidade, relé do aquecedor do coletor de admissão e da Luz de marcha presente no quadro de instrumentos. Veja os pinos:

1 - Entrada de sinal do relé do eletroventilador 1 a velocidade (provêm do processador);

2 - Sem uso específico;

3 - Saída de sinal para o relé eletroventilador 1 a velocidade;

4 - Entrada do sinal relé aquecedor do coletor (provêm do processador);

5 - Saída do sinal para relé aquecedor do coletor;

- Drive Delco 196 E – 16045980

8

6 - Sem uso específico;

7 - Linha + 30;

 

8 - Aterramento;

9 - Entrada do sinal da luz de marcha;

10 - Sem uso específico;

11 - Saída de sinal para o computador de bordo;

12 - Entrada de sinal para o relé do ar-condicionado;

13 - Saída de sinal para o relé do ar-condicionado;

14 - Sem uso específico;

15 - Aterramento.

Chevrolet/Multec IEFI

DESCRIÇÃO DOS COMPONENTES (Multec IEFI - continuação)

Componente

Função do componente

9 - Componente 55199

Regulador de tensão de 12 volts para 5 volts.

10

- Circuito Integrado

Responsável pelo acionamento da bobina de ignição. Lembre-se que integrado a bobina existe um módulo de ignição que amplifica a potência do sinal.

no 2960

11 - Varistor

Componente responsável pela proteção dos demais circuitos da placa contra sobretensão.

12 - Circuito Integrado

Responsável pelo acionamento do driver do relé da bomba de combustível.

no 16221256

Chevrolet/Motronic M1.5.4

MOTRONIC M1.5.4 - VECTRA, BLAZER, S10 2.0/2.2 MPFI

5 4 6 3 2 7 1 11 10 8 9
5
4
6
3
2
7
1
11
10
8
9

Chevrolet/Motronic M1.5.4

DESCRIÇÃO DOS COMPONENTES (Motronic M1.5.4)

Componente

Função do componente

1 - Processador

Todas as funções de gerenciamento eletrônico do veículo são provenientes do processador.

2 - Cristal XTAL

Gera um clock (time) em uma frequência invariável para que o processador funcione.

3 - Eprom M27C512

Eprom onde contêm todas as informações de funcionamento do veículo como, tempo de injeção, avanço de ignição e outras estratégias de funcionamento.

- Componente 30358 ou 30284

4

Regulador de tensão de 12 volts para 5 volts.

5

- Interface de

Converte o sinal analógico do sensor de detonação para sinal digital, esse componente pode ou não estar presente, isso vai depender da aplicação do veículo.

Detonação - 30389

 

Responsável pelo disparo dos 4 eletroinjetores, canister e eletroventilador na 1 a velocidade. Veja a pinagem:

1 - Entrada de sinal para a válvula de canister;

2 - Entrada de sinal para o eletroinjetor 4;

3 - Entrada de sinal para o eletroinjetor 1;

4 - Sem uso específico;

5 - Sem uso específico;

6 - Entrada de + 5 volts;

7 - Aterramento;

8 - Saída de sinal do eletroinjetor 1;

9 - Saída de sinal do eletroinjetor 4;

6

- Multi Drive - 30313

10 - Saída de sinal para a válvula de canister;

11 - Saída de sinal para o relé do eletroventilador na 1 a velocidade;

12 - Saída de sinal do eletroinjetor 3;

13 - Saída de sinal do eletroinjetor 2;

14 - Aterramento;

15 - Pino 23 do processador (monitoramento);

16 - Pino 23 do processador (monitoramento);

17 - Linha + 15 (vem do relé principal pino 37 do bocal);

18 - Entrada de sinal do eletroinjetor 2;

19 - Entrada de sinal do eletroinjetor 3;

20 - Entrada de sinal para o relé do eletroventilador na 1 a velocidade;

21 - Aterramento.

 

Esse componente tem uma função importante do circuito de rotação, pois é ele quem

vai transformar o sinal analógico do sensor de rotação indutivo em sinal digital para o processador. Segue alguns pinos importantes.

7- Circuito integrado de 24 terminais no

30311

- Saída do sinal de rotação já convertido (digital) para o processador no pino 50 com amplitude de 5 volts;

2 - Entrada de + 5 volts;

1

 

3 - Entrada do sinal de rotação (analógico) com amplitude de 2,2 volts;

24

- Aterramento.

 

Componente responsável pelo acionamento do atuador de marcha-lenta. Veja os pinos:

1 - Saída de sinal para o corretor de marcha-lenta;

2 - Entrada de sinal para o corretor de marcha-lenta;

- Drive (Transistor) de 7 terminais

8

3 - Entrada de + 5 volts;

4 - Aterramento;

 

5 - Entrada de sinal para o corretor de marcha-lenta;

6 - Linha + 15 (provém do relé principal pino 37 do bocal);

7 - Saída de sinal para o corretor de marcha-lenta.

Chevrolet/Motronic M1.5.4

DESCRIÇÃO DOS COMPONENTES (Motronic M1.5.4 - continuação)

Componente

Função do componente

 

Este drive é responsável pelo disparo negativo da bobina de ignição, geralmente são dois, um para a bonina 1 e o outro para a bobina 2. Veja os pinos deste drive:

9 - Drive de 5 terminais – 30023

1 - Entrada do sinal de disparo da bobina (vem de um CI no TLE 4226);

2 - Linha + 15 (vem do relé principal pino 37 do bocal);

3 - Saída de sinal de disparo da bobina;

 

4 - Entrada de + 5 volts;

5 - Aterramento.

 

CI

tem funções importantes, tais como: acionar relé da bomba, luz de anomalias e

principalmente o drive das bobinas de ignição. Segue os pinos do componente.

1 - Entrada do sinal da bobina de ignição;

2 - Entrada do sinal da bonina de ignição;

3 - Pino 67 do processador;

- Pino 9 do processador; 5, 6, 7, 8 - Aterramento;

4

9

- Entrada do sinal para acionar o relé da bomba;

10 - Entrada do sinal para acionar luz de anomalias;

10 - Circuito Integrado - TLE 4226 G

11 - Status de saída analógica;

12 - Status de saída digital;

 

13 - Entrada de + 5 volts;

14 - Prefst-usado pelo processador;

15 - Saída para acionar luz de anomalias;

16 - Saída para acionar relé da bomba;

17, 18, 19, 20 - Aterramento;

21

- Saída sem uso específico;

22

- Saída sem uso específico;

23

- Saída para acionar drive da bobina de ignição;

24

- Saída para acionar drive da bobina de ignição.

 

CI

responsável pelo acionamento do Controle da EGR (só para motores 2.2 16

válvulas), eletroventilador na 2 a velocidade, relé do ar-condicionado e computador de bordo.

1 - Entrada do sinal para o controle da EGR;

2 - Entrada do sinal do computador de bordo;

3 - Pino 1 do processador.

- Pino 61 do processador. 5, 6, 7, 8 - Aterramento.

4

9

- Entrada do sinal do relé do ar-condicionado.

10 - Entrada de sinal do eletroventilador 2 o velocidade.

11- Circuito Integrado- TLE 4226 G

11 - Status de saída analógica.

12 - Status de saída digital.

 

13 - Entrada de + 5 volts.

14 - Prefst-usado pelo processador

15 - Saída para acionar eletroventilador 2 a velocidade.

16 - Saída para acionar o relé do ar-condicionado.

17, 18, 19, 20 - Aterramento.

21 - Saída sem uso específico.

22 - Saída sem uso específico.

23 - Saída para o computador de bordo.

24 - Saída para o pino do drive do controle da EGR (só para versões com motores 2.2

16 válvulas).

Chevrolet/Multec H-Delphi

MULTEC H-DELPHI - CELTA, CORSA VHC

8 9 7 6 5 10 2 11 4 3 1
8
9
7
6
5
10
2
11
4 3
1

Chevrolet/Multec H-Delphi

DESCRIÇÃO DOS COMPONENTES (Multec H-Delphi)

Componente

Função do componente

1 - Processador

Gerenciamento de todas as funções eletrônicas do veículo, este contém o arquivo de injeção agregado a ele.

2 - Cristal XTAL

Gera um clock (time) em uma frequência invariável para que o processador funcione.

3 - Soic 8 pinos no

Eprom onde contém o arquivo do imobilizador.

95040

- Circuito integrado no 09400872

4

Regulador de tensão 12 volts para 5 volts.

 

Transistor NPN que é responsável pelo disparo da bobina de ignição 1. Veja os pinos:

5

- Transistor no

1 - Entrada do sinal para o disparo da bobina;

09398588

2 - Saída de sinal para o disparo da bonina;

3 - Aterramento.

 

Transistor NPN que é responsável pelo disparo da bobina de ignição 2. Veja os pinos:

6

- Transistor no

1 - Entrada do sinal para o disparo da bobina;

09398588

2 - Saída de sinal para o disparo da bonina;

3 - Aterramento.

 

Sua função principal é acionar o motor de passo e controlar a marcha-lenta. Segue os pinos principais:

- Circuito integrado no L9935

7

2

- Saída de sinal para bobina 1 do motor de passo;

9

- Saída de sinal para bobina 2 do motor de passo;

 

13

- Saída de sinal para bobina 1 do motor de passo;

18

- Saída de sinal para bobina 2 do motor de passo.

- Circuito integrado no 6230 GP

8

Aciona o relé da bomba de combustível. Os pinos de disparo do relé são esses:

4 - Saída de sinal para o acionamento do relé principal;

5 - Saída de sinal para o acionamento do relé principal;

 

Sua função principal é acionar os eletroinjetores e válvula de canister. O disparo é pelos seguintes pinos:

- Circuito integrado no 6240 GP

9

2 - Saída de sinal para o eletroinjetor 1;

3 - Saída de sinal para o eletroinjetor 2;

 

14

- Saída de sinal para a válvula do canister. 16-Saída de sinal para o eletroinjetor 3;

17

- Saída de sinal para o eletroinjetor 4.

10 - Circuito integrado no 09402076

Interface do sensor de detonação.

 

Responsável pelo acionamento dos Transistores das bobinas e interface de rotação. Veja os pinos mais importantes:

11- Circuito integrado no 16212886

2

- Saída de sinal de disparo para o drive bobina 1;

4

- Saída de sinal de disparo para o drive bobina 2;

 

24

- Entrada do sinal do sensor de rotação (analógica);

28

- Saída do sinal do sensor de rotação (digital).

Chevrolet/HSFI 2.3

HFSI 2.3 - MERIVA, CORSA, MONTANA 1.4/1.8 FLEX

8 9 10 7 11 6 12 5 2 13 4 1 3
8
9
10
7
11
6
12
5
2
13
4
1 3

Chevrolet/HSFI 2.3

DESCRIÇÃO DOS COMPONENTES (Multec H-Delphi)

Componente

Função do componente

1 - Processador

Todas as funções de gerenciamento eletrônico do veículo são provenientes do processador, este em especial contém o arquivo de injeção agregado a ele.

2 - Cristal XTAL

Gera um clock (time) em uma frequência invariável para que o processador funcione.

3- Soic 8 pinos no

Eprom onde contém o arquivo do imobilizador.

95040

- Circuito integrado n o 09400872

4

Regulador de Tensão 12 volts para 5 volts.

- Circuito integrado no TJA 1054 AT

5

Interface de comunicação: Protocolo CAN-Bus de dados.

 

Transistor NPN que é responsável pelo disparo da bobina de ignição 1. Veja os pinos:

6

- Transistor no

1 - Entrada do sinal para o disparo da bobina;

09398588

2 - Saída de sinal para o disparo da bonina;

3

- Aterramento.

 

Transistor NPN que é responsável pelo disparo da bobina de ignição 2. Veja os pinos:

7

- Transistor no

1 - Entrada do sinal para o disparo da bobina;

09398588

2 - Saída de sinal para o disparo da bonina;

3

- Aterramento.

- Circuito integrado no TLE 4226 G

8

Interruptor inteligente de baixa potência.

 

Sua função principal é acionar os eletroinjetores, válvula de canister, relé do

eletroventilador - 1 o velocidade, relé do eletroventilador - 2 o velocidade, relé bomba, eelé principal. Os disparos são feitos pelos seguintes pinos:

8 - Saída de sinal para o eletroinjetor 2;

9 - Saída de sinal para o eletroinjetor 4;

- Circuito integrado no TLE 6244

9

16

e 17 - Saída de sinal para o eletroinjetor 3;

25

- Relé do eletroventilador 1o velocidade;

 

28

- Relé do eletroventilador 2o velocidade;

36

e 37 - Saída de sinal para o eletroinjetor 1;

38

e 39 - Saída de sinal para a válvula do canister;

57

- Relé de acionamento da bomba de combustível;

60

- Relé principal.

10

- Transistores

 

n o D645AF

Drives do circuito do motor do corpo de borboleta eletrônico.

 

Responsável por enviar sinais para o circuito de drives do motor do corpo de borboleta Eletrônico. Observe os pinos de saída:

3

- Saída de sinal para o drive de controle do motor do corpo de borboleta (pino do

11

- Circuito integrado

 

bocal B31);

n o 16250829

e 9 - Saída de sinal para o drive de controle do motor do corpo de borboleta (pino do bocal B15);

8

27

- Saída de sinal para o drive de controle do motor do corpo de borboleta (pinos do

bocal B16 e B32)

Chevrolet/HSFI 2.3

DESCRIÇÃO DOS COMPONENTES (Multec H-Delphi - continuação)

Componente

Função do componente

12

- Circuito integrado

Interface do sensor de rotação (converte o sinal analógico em digital)

n o 09402076

 

Responsável pelo acionamento dos transistores das bobinas e interface de rotação. Veja os pinos mais importantes:

13

- Circuito integrado

2

- Saída de sinal de disparo para o drive bobina 1;

n o 16212886

4

- Saída de sinal de disparo para o drive bobina 2;

24

- Entrada do sinal do sensor de rotação (analógica);

28

- Saída do sinal do sensor de rotação (digital).

Chevrolet/Bosch ME7.9.6

BOSCH ME7.9.6 - ASTRA, ZAFIRA VECTRA C 2.0/2.4 FLEX

5 6 4 3 2 1 7 10 8 9
5
6
4
3
2
1
7
10
8
9

Chevrolet/Bosch ME7.9.6

DESCRIÇÃO DOS COMPONENTES (Bosch ME7.9.6)

Componente

Função do componente

1 - Processador

Todas as funções de gerenciamento eletrônico do veículo são provenientes do processador.

2 - Cristal XTAL

Gera um clock (time) em uma frequência invariável para que o processador funcione.

3 - Processador

Gerenciador de funções secundárias do sistema (processador secundário).

 

Componente responsável pelo acionamento da bobina de ignição.

4 - Transistor n o 30028

1 - Entrada de sinal de disparo da bobina;

2 - Saída de sinal de disparo para a bobina;

 

3 - Aterramento.

 

Componente responsável pelo acionamento da bobina de ignição.

5 - Transistor n o 30028

1 - Entrada de sinal de disparo da bobina;

2 - Saída de sinal de disparo para a bobina;

 

3 - Aterramento.

- Circuito integrado no 09398588

6

Interface de comunicação: Protocolo CAN-Bus de dados.

7

- Componente n o

 

SM8A27

Diodo do circuito de proteção.

 

Responsável pelo acionamento do motor elétrico do corpo de borboleta.

- Circuito integrado no 30348

8

6 - Saída de sinal para acionar polo 1 do motor do corpo;

7 - Saída de sinal para acionar polo 1 do motor do corpo;

14 - Saída de sinal para acionar polo 2 do motor do corpo;

15 - Saída de sinal para acionar polo 2 do motor do corpo.

 

Responsável pelo acionamento dos injetores, relé da bomba, relé do eletroventilador 1 o e 2 o velocidade, válvula de canister:

6/7 - Saída de sinal para o injetor 2;

17

- Saída sinal relé eletroventilador 1 o velocidade;