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Poder Judiciário

Justiça do Trabalho
Tribunal Superior do Trabalho

PROCESSO Nº TST-ED-RR-1355-21.2015.5.12.0047

Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.tst.jus.br/validador sob código 1001AAAC189F8BB184.
A C Ó R D Ã O
(3ª Turma)
GMMGD/mgl/ls/dsc

EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO.


INEXISTÊNCIA. A matéria sobre a qual a
Embargante alega ter havido omissão –
“parcelas vincendas” - foi devidamente
analisada e fundamentada no acórdão
embargado, em consonância com o
princípio constitucional da motivação
das decisões judiciais (art. 93, IX, da
CF), também referido na lei ordinária -
arts. 832, da CLT; e 489, do CPC/2015.
Se a argumentação posta nos embargos não
se insere em nenhum dos vícios
mencionados nos arts. 897-A, da CLT; e
1.022, do CPC/2015, deve ser desprovido
o recurso. Embargos de declaração
desprovidos.

Vistos, relatados e discutidos estes autos de Embargos


de Declaração em Recurso de Revista n° TST-ED-RR-1355-21.2015.5.12.0047,
em que é Embargante SERVIÇOS DE REDE S.A. - SEREDE e Embargados ROBERTO
BATALHA e OI S.A.

A 3ª Turma deu provimento ao agravo de instrumento para


determinar o processamento do recurso de revista; conheceu do recurso
de revista quanto aos temas “dano moral” e “parcelas vincendas”, por
violação dos arts. 5º, X, da CF e 323 do CPC/2015, respectivamente, e,
no mérito, deu-lhe provimento para: condenar as Reclamadas ao pagamento
das parcelas vincendas decorrentes das verbas de trato sucessivo e
continuado reconhecidas nesta demanda; e condenar as Reclamadas ao
pagamento de indenização por danos morais decorrentes da submissão do
Reclamante à jornada de trabalho extenuante no valor de R$ 5.000,00 (cinco
mil reais).
A Reclamada interpõe embargos de declaração, alegando
omissão no julgado.
PROCESSO ELETRÔNICO.
É o relatório.
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V O T O

I) CONHECIMENTO

Atendidos os pressupostos recursais, CONHEÇO dos


embargos de declaração.

II) MÉRITO

A Embargante postula o pronunciamento desta Corte


acerca de possível omissão no julgado, sob a alegação de que não consta
na parte dispositiva do acórdão embargado que a situação fática deve ser
considerada para o pagamento das parcelas vincendas, restando-se omisso
nesse tocante. Afirma ainda que deve ficar expresso na parte dispositiva
da decisão que o pagamento somente será devido se mantidas as mesmas
condições fáticas reconhecidas em sentença, pois as condições podem mudar
ou mesmo terem mudado desde que a demanda foi ajuizada.
Sem razão a Embargante.
A matéria suscitada pela Embargante já foi objeto de
pronunciamento por esta Corte na decisão embargada, quando do julgamento
do recurso de revista do Reclamante e do deferimento das parcelas
vencidas, nestes termos:

Eis o teor do acórdão recorrido, no que interessa:

“MÉRITO
RECURSO DO AUTOR
1 – Parcelas Vincendas
O autor alega, em relação às parcelas vincendas, que a
redação do artigo 290 do CPC é cristalina, devendo a
condenação, inclusive as decorrentes da reforma da decisão de
primeiro grau, nas parcelas de trato sucessivo, alcançar as
parcelas vincendas, trazendo efetividade ao processo,
evitando-se nova demanda, e minorando os danos e prejuízos do
trabalhador. Requer que a condenação imposta as rés alcancem
as parcelas vencidas e vincendas nos termos da lei.
Sem razão.
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O Magistrado de origem em sentença de embargos de
declaração (fls. 496-7) analisou a pretensão nos seguintes
termos:
[...] Inicialmente, cabe esclarecer que o Autor seccionou
sua petição inicial em “Fatos e Fundamentos Jurídicos” e em
“Pedidos”, o que, se presume, fez constar neste último todos os
pedidos referentes à demanda.
Além disso, o único pedido expresso de parcelas vincendas
consta no item III da petição inicial, no qual o Autor pleiteia o
pagamento dos valores que continuam a ser descontados mês a
mês a título de parcela a deduzir e adiantamento de produção.
Toda via, nesse particular, conforme se verifica da sentença
proferida, fls. 459-487, item “a” do dispositivo, a condenação
limitou a devolução dos valores descontados a título de parcela a
deduzir e adiantamento de produção até 30/04/2011, não
havendo, assim, em parcelas vincendas.
Não obstante, com fulcro no art. 290 do CPC, determina-se
que a condenação referente às diferenças de adicional de
periculosidade, em razão da integração, em sua base de cálculo,
de todas as parcelas de natureza salarial, abranja parcelas
também vincendas, enquanto vigorar cláusula idêntica àquelas
que assim previram – cláusulas 8ª do ACT 2011/2012 e cláusula
10ª do ACT 2013/2014, bem como o contrato de trabalho.
Não há falar em parcelas vincendas no tocante aos demais
pedidos, uma vez que demandam a produção de provas. [...]
De fato, na peça vestibular, há pedido de pagamento de
parcelas vincendas tão somente no item III do pedido, que requer
o pagamento dos valores que continuam a ser descontados mês a
mês a título de parcela a deduzir e adiantamento de produção.
A sentença revisanda limitou, no dispositivo, na alínea „a‟,
a devolução de valores descontados a título de parcela a deduzir e
adiantamento de produção até 30/04/2011. Portanto não há falar
em parcelas vincendas.
De outro tanto, a sentença revisanda deferiu o pagamento
de diferenças de adicional de periculosidade, em razão da
integração, enquanto perdurar cláusula convencional idêntica às
que anteriormente previram a base de cálculo do referido
adicional considerando todas as parcelas de natureza salarial.
No mais, entendo que as demais matérias efetivamente
dependem de produção de provas, em evento futuro e incerto,
sendo indevida a condenação ao pagamento de parcelas
vincendas, no aspecto.
Nego provimento.
(...)

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O Reclamante, em suas razões recursais, pugna pela reforma do
julgado no tocante aos temas em comento.
Com razão, no tocante ao pedido de pagamento de parcelas
vincendas” e ao “dano moral”.
(...)
No tópico “condenação em verbas de trato sucessivo - limitação
temporal - parcelas vincendas”, razão também assiste ao Reclamante.
Registre-se, inicialmente, que, conforme noticiam os autos, no
momento do ajuizamento da reclamação trabalhista o contrato de trabalho do
Autor se encontrava em vigor.
Além do mais, conforme se observa da parte destacada do acórdão
recorrido, houve condenação da Reclamada em verbas de trato sucessivo e
continuado – gratificação fixa, gratificação de desempenho, horas extras,
vale-alimentação, etc.
Ora, em se tratando de prestações sucessivas por tempo indeterminado,
a execução compreenderá inicialmente as prestações devidas até a data do
ingresso na execução, consoante dicção do art. 892 da CLT. Por outro lado,
segundo estabelece o art. 290 do CPC/1973, atual art. 323 do CPC/2015, se o
devedor deixar de pagar ou de consignar, no curso do processo, obrigações
consistentes em prestações periódicas, a sentença as incluirá na condenação,
enquanto durar a obrigação, até mesmo no caso de ausência de pedido
expresso.
Por fim, ressalte-se que o fundamento que levou o TRT a indeferir o
pleito (ausência de pedido na inicial) não se revela pertinente, uma vez que,
conforme dispõe o art. 290 do CPC/73 (“Quando a obrigação consistir em
prestações periódicas, considerar-se-ão elas incluídas no pedido,
independentemente de declaração expressa do autor...), redação mantida no
art. 323 do NCPC.
Atente-se que, sobrevindo alteração na situação fática suscetível de
modificação da decisão, a Reclamada dispõe da ação revisional (art. 471, I,
do CPC/1973, atual art. 505, I, do CPC/2015).
Nesse sentido os seguintes julgados:
RECURSO DE EMBARGOS INTERPOSTO PELA
RECLAMADA DEPOIS DA EDIÇÃO DA LEI Nº 11.496/2007
- VOLKSWAGEN - HORAS IN ITINERE - TEMPO GASTO
ENTRE A PORTARIA DA EMPRESA E O LOCAL DO
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SERVIÇO. A jurisprudência desta Corte consagra que o tempo
despendido pelo empregado entre a portaria da empresa e o local
da efetiva prestação dos serviços deve ser considerado como
tempo à disposição do empregador, ensejando o pagamento das
horas in itinere como trabalho extraordinário, desde que supere o
limite de dez minutos diários, caso dos autos. Nesse sentido
encontra-se a orientação constante na Súmula nº 429 do TST.
Recurso de embargos não conhecido. HORAS
EXTRAORDINÁRIAS - CONDENAÇÃO EM PARCELAS
VINCENDAS. Nos termos do art. 290 da CLT, tratando-se de
condenação ao pagamento de prestações periódicas, o julgador
está autorizado a proferir sentença com efeitos futuros,
condicionados ao período em que perdurarem as circunstâncias
fáticas que fundamentaram a decisão. Aliás, esta Corte tem
reiteradamente entendido que na hipótese de o contrato de
trabalho encontrar-se em vigor posteriormente ao
ajuizamento da reclamação trabalhista, para se evitar o
aforamento de sucessivas demandas com o mesmo objeto, as
parcelas vincendas devem integrar a condenação, enquanto
perdurar a situação de fato que amparou seu acolhimento,
caso dos autos, em que reconhecido judicialmente o direito
ao pagamento de horas extraordinárias. Recurso de embargos
conhecido e desprovido. (E-ED-RR -
291300-50.2003.5.02.0462, Relator Ministro: Luiz Philippe
Vieira de Mello Filho, Data de Julgamento: 25/09/2014,
Subseção I Especializada em Dissídios Individuais, Data de
Publicação: DEJT 03/10/2014)
(...) RECURSO DE REVISTA DO RECLAMANTE.
TEMPO À DISPOSIÇÃO. MINUTOS QUE ANTECEDEM E
SUCEDEM A JORNADA. SÚMULA 366/TST.
ALTERNÂNCIA DE TURNOS. HORÁRIO DIURNO E
NOTURNO. CONFIGURAÇÃO DE TURNOS
ININTERRUPTOS DE REVEZAMENTO. ART. 7º, XIV, DA
CF. PARCELAS VINCENDAS. ART. 290 DO CPC.
Tratando-se de prestações sucessivas por tempo indeterminado,
a execução compreenderá inicialmente as prestações devidas até
a data do ingresso na execução, consoante dicção do art. 892 da
CLT. Por outro lado, segundo estabelece o art. 290 do CPC,
se o devedor deixar de pagar ou de consignar, no curso do
processo, obrigações consistentes em prestações periódicas, a
sentença as incluirá na condenação, enquanto durar a
obrigação, até mesmo no caso de ausência de pedido
expresso. Sendo as horas extras em razão de turno ininterrupto
de revezamento e minutos que antecedem e sucedem a jornada
de trabalho prestações tipicamente periódicas, segundo o
entendimento que se tornou dominante nesta 3ª Turma, com
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suporte em diretriz da SBDI-1 (interpretação dos 892 da CLT e
290 do CPC), a condenação pode englobar as parcelas
vincendas, enquanto perdurar a situação fática que sustenta
a condenação. Atente-se que, sobrevindo alteração na situação
fática suscetível de modificação da decisão, a Reclamada dispõe
da ação revisional (art. 471, I, do CPC). Recurso de revista
conhecido e provido. (...) (ED-RR - 14900-42.2004.5.02.0462,
Relator Ministro: Mauricio Godinho Delgado, Data de
Julgamento: 11/11/2015, 3ª Turma, Data de Publicação: DEJT
13/11/2015)
RECURSO DE REVISTA DO RECLAMANTE. HORAS
EXTRAS. CONDENAÇÃO. PARCELAS VINCENDAS. 1.
Formulado pedido expresso de pagamento de horas extras e
adicional noturno vencidos e vincendos, não há por que se julgar
improcedente o pleito de parcelas vincendas , a pretexto de que a
prestação destas não pode ser presumida. Inteligência do art. 290
do CPC de 1973. 2. O contrato de trabalho é de trato sucessivo e,
pois, traduz relação jurídica continuativa. Daí que, enquanto
vigente, as prestações vincendas da mesma natureza,
inclusive a título de horas extras, podem e devem ser
acolhidas desde logo. 3. Trata-se de solução que se impõe até
mesmo em nome da economia e celeridade processuais, visto
que a situação jurídica, em tese, seria suscetível de ação
revisional (CPC de 1973, art. 471, I). 4. A jurisprudência da
SbDI-1 do TST reconhece o direito a parcelas vincendas
homogêneas, inclusive na hipótese de ausência de postulação
explícita nesse sentido. 5. Recurso de revista interposto pelo
Reclamante de que se conhece e a que se dá provimento, no
aspecto. (RR - 256300-40.2009.5.09.0411 , Relator Ministro:
João Oreste Dalazen, Data de Julgamento: 03/08/2016, 4ª
Turma, Data de Publicação: DEJT 12/08/2016)
RECURSO DE REVISTA DO RECLAMANTE. (...)
VERBAS VINCENDAS. HORAS EXTRAS. ADICIONAL
NOTURNO. A Subseção Especializada em Dissídios
Individuais entende ser possível a condenação ao pagamento de
verbas trabalhistas, a exemplo das verbas em comento,
contemplar parcelas futuras, com apoio no artigo 290 do Código
de Processo Civil de 1975 (art. 323 do CPC de 2015). Há
precedentes. Recurso de revista conhecido e provido. (...) (ARR -
86600-42.2009.5.09.0322, Relator Ministro: Augusto César
Leite de Carvalho, Data de Julgamento: 03/08/2016, 6ª Turma,
Data de Publicação: DEJT 12/08/2016)
A par disso, mantidas as mesmas condições fáticas no período
subsequente, não há como se eliminarem os efeitos jurídicos decorrentes
das verbas de trato sucessivo e continuado reconhecidas nesta demanda.
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Ante o exposto, CONHEÇO do recurso de revista por violação do art.
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II) MÉRITO
(...)
CONDENAÇÃO EM VERBAS DE TRATO SUCESSIVO.
LIMITAÇÃO TEMPORAL. PARCELAS VINCENDAS
Conhecido o recurso de revista por violação ao art. art. 290 do
CPC/1973, atual 323 do CPC/2015, DOU-LHE PROVIMENTO para
condenar as Reclamadas ao pagamento das parcelas vincendas decorrentes
das verbas de trato sucessivo e continuado reconhecidas nesta demanda.

Conforme se observa, esta Turma se manifestou


suficiente e exaustivamente sobre a questão da “condenação em verbas de
trato sucessivo - limitação temporal - parcelas vincendas”, em
consonância com o princípio constitucional da motivação das decisões
judiciais (art. 93, IX, da CF), também referido na lei ordinária - arts.
832 da CLT; e art. 489 do CPC/2015 (art. 458 do CPC/1973).
Saliente-se que, em razão de a decisão embargada
resolver relação jurídica de trato continuado (condenação de parcelas
sucessivas relativas a contrato de trabalho em curso), a eventual
modificação superveniente no estado de fato ou de direito possibilita
que a Parte interessada apresente pedido de revisão (art. 505, I, do
CPC/15; art. 471, I, do CPC/73) para modificação do conteúdo da decisão.
Nesse contexto, é desnecessário constar no
dispositivo do acórdão que “o pagamento somente será devido se mantidas
as mesmas condições fáticas reconhecidas em sentença”, porque essa
condição (manutenção da situação de fato e de direito) é pressuposto
lógico da eficácia da decisão que resolve uma relação de trato continuado.
Dessa maneira, não se observa a existência das
alegadas omissões, salientando-se que a estreita via dos embargos de
declaração não é adequada para a revisão de decisões judiciais.
Se a argumentação dos embargos não se insere em nenhum
dos vícios mencionados nos arts. 897-A da CLT e 1.022 do CPC/2015, deve
ser desprovido o recurso.

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Pelo exposto, NEGA-SE PROVIMENTO aos embargos de
declaração.

ISTO POSTO

ACORDAM os Ministros da Terceira Turma do Tribunal


Superior do Trabalho, por unanimidade, negar provimento aos embargos de
declaração.
Brasília, 20 de março de 2018.

Firmado por assinatura digital (MP 2.200-2/2001)


MAURICIO GODINHO DELGADO
Ministro Relator

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