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Heinz P.

Bloch articles

Atualização da lubrificação para Motores Elétricos


Heinz P. Bloch, P.E.—heinzpbloch@gmail.com*

O API 610, padrão para bombas centrífugas que tem ampla utilização nas indústrias de
refino de petróleo e petroquímica, inclui recomendações, baseadas na experiência, para a
aplicação de lubrificantes e uma dessas está relacionada a lubrificação por névoa de óleo
(oil mist).
O API recomenda que a névoa de óleo seja encaminhada através dos rolamentos (fig. 1)
ao invés de passar pelos rolamentos, fig. 2.
Embora destinado a bombas, essa mesma recomendação vai funcionar igualmente bem
para mancais de motores elétricos. A rota de passagem resultante do fluxo em diagonal
garante uma lubrificação adequada, ao passo que a névoa de óleo entrando e saindo do
mesmo lado pode permitir que alguma névoa saia sem antes “molhar” os elementos
rolantes. O fluxo através (through-flow) é, portanto, uma das chaves para uma instalação
bem-sucedida.

Os principais fabricantes de motores elétricos, incluindo o tradicional fabricante Reliance


Elétric Company (Cleveland, Ohio), tinham plena consciência desse fato. Representando
a "Melhor Tecnologia", as caixas de mancais dos seus motores, nos meados da década
de 1970, apresentavam essa configuração (through flow) . Além disso, uma ampla gama
adequação de névoa de óleo para motores elétricos foi documentada. A gigante industrial
Siemens publicou, há anos atrás, boletins técnicos mostrando “pure oil mist” como uma
técnica superior para motores elétricos com tamanhos entre 18 a 3.000 kW.

Restrições relativas ao tamanho de rolamentos e lubrificantes sintéticos para


motores elétricos.
Décadas de experiência confirmam o sucesso da lubrificação por névoa de óleo para os
corpos rolantes dos rolamentos, em funcionamento para diversos rotações e tamanhos
encontrados em motores elétricos para bombas de processo. Desde cerca de 1960, os
dados empíricos foram empregados para rastrear a aplicabilidade de névoa de óleo. As
influências do tamanho do rolamento, velocidade e carga foram agrupadas em uma
fórmula considerada “melhor prática” para a aplicação de lubrificação por névoa de óleo, o
limitando o parâmetro "DNL" (D = furo do rolamento, mm; N = rotação (rpm) do anel
interno; e L = carga, lbs) para valores abaixo de 109, ou 1.000.000.000.
Um rolamento de motor elétrico, com 80 mm de diâmetro (Di), operando a 3600 rpm e
uma carga de 600 libras, teria assim uma DNL de 172 milhões --- menos do que 18% do
valor limite permitido.
A partir de 2014, aproximadamente 26.000 motores elétricos lubrificados por névoa de
óleo estão operando perfeitamente em plantas de usuários que têm foco na
confiabilidade. Capitalizando os resultados dessa experiência favorável, as especificações
de compra para ambos, novos projetos e de substituição de motores existentes (com
mancais de rolamento) em muitas destas plantas, exigem lubrificação por névoa de óleo
em tamanhos de 15 kW e maiores.

Apesar de ser bastante conhecido que os lubrificantes sintéticos reduzem o atrito,


pequena quantidade de trabalho havia sido feito antes de 1980. Morrison, Zielinski e
James (Ref. 1) quantificaram como fluidos diéster reduzem as perdas de potência pelo
atrito em equipamentos industriais; suas conclusões estão resumidas nas Tabelas 1 e 2.
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O potencial de economia de custos através da redução de perdas de potência é bastante


considerável. Estimou-se que as máquinas industriais consumem 31% do total da energia
nos Estados Unidos (Ref. 2). Algo em torno de 5% dessas perdas mecânicas nessas
máquinas poderiam ser evitados através de uma combinação de um melhor projeto do
equipamento e otimização do lubrificante.

Vedação do Motor.
A vedação (selagem) e a drenagem de névoa em motores elétricos são bem
compreendidas. Apesar de névoa de óleo nem atacar nem degradar o isolamento epoxi
em enrolamentos de motores elétricos fabricados a partir de meados da década de 1960,
a entrada de neblina e problemas de vedação relacionados merecem ser incluídos nesta
visão geral. Independentemente do tipo de motor, ou seja, TEFC - Totally Enclosed, Fan-
Cooled (TEFC) [em português TFVE (Totalmente Fechado Ventilação Externa)] X-Proof
(Explosion Proof) [em português à Prova de Explosão] ou WP ll,(Wheater Protected II)
[em português à prova de intempéries (WP II – ICO1 aberto ventilação interna)]
terminações de cabos em caixas de junção não deve ser feita com fita isolante
convencional. O adesivo nesta fita vai durar apenas alguns dias e depois se tornar
desgastado ao ponto de desfiar. Produtos de qualidade inferior devem substituídos por
materiais de qualidade superior; estas são muitas vezes baseadas em Teflon®. Para
ligações de terminação ("T-LEADS") fabricantes de motores competentes usam um
sistema de isolamento que é altamente resistente à névoa de óleo (irradiation cross-linked
polymeric insulation). Até hoje, esses sistemas superaram, consistentemente, os muitos
outros sistemas "quase equivalentes".

Do mesmo modo e ao mesmo tempo, deve ser sempre ser ressaltado que a névoa de
óleo não é nem uma mistura inflamável nem explosiva, mas não é adequado permitir uma
bruma visível de neblina escapando da tampa da caixa de junção. A passagem do cabo
de ligação do interior do motor à caixa de junção deve, portanto, ser selada com o
composto de resina epóxi 3M Scotch-Cast. Isso evitará a entrada de névoa de óleo na
caixa de junção.

Finalmente, é sempre uma boa prática verificar se todos os motores elétricos têm um
pequeno furo (3 mm) de dreno sendo que nos motores tipo XP devem ser objeto de maior
atenção. Esses últimos são dotados com um respiro à prova de explosão ou de um dreno
devidamente posicionado na parte inferior da caixa do motor ou da borda inferior da
tampa do motor. Destinado a drenar a condensação de umidade acumulada, a ventilação
(respiro) ou o dreno permitirão a passagem da névoa de óleo atomizada. Note, entretanto,
que nos motores à prova de explosão essa passagem é "à prova de explosão".
Raciocinando sobre a questão podemos nos convencer de que um motor com o seu
interior levemente pressurizado por uma mistura não explosiva de névoa de óleo não
poderá sugar vapores explosivos a partir da atmosfera que o circunda. A adequação de
névoa de óleo para motores Classe 1 Grupos C e D foi especificamente reafirmada pela
Reliance Electric, em julho de 2004.

Construção TFVE vs. WP ll


Em motores TFVE (totalmente fechado ventilação externa) (TEFC em inglês), há
ocorrências documentadas de enchimento da caixa do motor por óleo (líquido) a ponto
de chegar próximo de ter contato com o rotor girando. A sabedoria convencional afirma
que não ocorreram nem ocorrerão efeitos prejudiciais com os óleos utilizados na indústria
normal. O motor poderia ter trabalhar assim indefinidamente! Motores TFVE são
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adequados para a lubrificação por névoa de óleo, bastando encaminhar a névoa de óleo
através do rolamento, como já foi explicado em textos abrangentes sobre lubrificação.
Existem numerosas outras referências, incluindo API-610. Não há necessidade de
vedações internas especiais e a névoa de óleo, preenchendo um motor TFVE, o mantem
levemente pressurizado não permitindo o ar exterior, sujo, entre.

Em motores elétricos (WP) à prova de intempéries, a simples inclusão de névoa de óleo


foi feita muitas vezes e em geral funcionou surpreendentemente bem. Nesse caso
específico, no entanto, verificou-se ser importante levar o tubo de respiro de névoa de
óleo a uma distância fora da região de influência do ventilador do motor. Ainda assim,
motores elétricos WP II recebem atenção especial tanto dos usuários focados em
confiabilidade como dos fabricantes de motores elétricos que detém grande
conhecimento.

O ar está constantemente sendo forçado através dos enrolamentos e uma película de


óleo depositada neles poderia atrair o acúmulo de sujeira. Para reduzir o risco de acúmulo
de sujeira, devem existir meios adequados de vedação entre os rolamentos e do interior
do motor. Desde que os anéis em V e outras vedações de contato elastoméricas estão
sujeitas a desgaste, vedações de baixo atrito por contato facial são consideradas
tecnicamente superiores. A força de fechamento axial sobre estes selos pode ser
fornecida por molas ou pequenos ímãs permanentes (Ref. 3). Além disso, muitos motores
modernos utilizam avançados selos rotativos de labirinto com vedação de anéis O (O-
rings) que possuem deslocamento axial (ver Refs. 4 e 5). **
__________________
** Deve-se notar que o autor não defende a utilização de vedações rotativas de labirinto
com anéis O que poderiam, potencialmente, fazer contato com sulcos afiados. Para
melhor desempenho os anéis O devem se mover na direção axial como em um isolador
Bearing LabTecta ™

Como é frequentemente o caso, o usuário tem que fazer escolhas inteligentes. Alguns
selos axiais de baixo atrito (vedações na face) podem requerer usinagem das tampas do
motor, mas a vida do motor mais longa vai evitar os custos de manutenção e compensar
a despesa adicional. Anéis V duplos de Nitrile® ou Viton® são usados às vezes, porque
eles são muito menos caros do que os selos de face.

Vedação para evitar desperdício de névoa destacando o meio ambiente.


Mesmo quando ainda permitido pelas normas ambientais reguladoras vigentes (por
exemplo, OSHA ou EPA), a qualidade do ar e as preocupações ambientais tornam
desejável minimizar as emissões dispersas de vapores de óleo. É útil lembrar que o
estado-da-arte em sistemas de névoa de óleo são sistemas totalmente fechados, ou seja,
são configurados de modo a não permitir qualquer que haja escapamento de névoa. As
várias caixas de rolamentos são seladas com os selos magnéticas incorporados nas
tampas do motor da Figura 1; alternativamente, selos rotativos de labirinto poderiam ser
instalados (ref. 4 e 5).

A Combinação de vedação efetiva e um sistema de lubrificação por névoa de óleo


fechado, tem, por muitas décadas, representado uma solução bem comprovada. A
combinação não só elimina virtualmente a fuga dispersa de névoa de óleo como torna
possível sua recuperação, purificação subsequente, reutilização de, aproximadamente
97% do óleo. Estas taxas de recuperação permitem a utilização de lubrificantes
sintéticos que, mesmo sendo mais caros, se tornam economicamente atraentes.
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Durante muitos anos lubrificantes "sintéticos" à base PAO (poly-α-olefin) e diéster


provaram incorporar a maioria das propriedades necessárias para a vida estendida do
rolamento e maior eficiência operacional. Estes óleos promovem, nas áreas de
rolamento, redução de temperatura e energia de atrito. Não é difícil demonstrar retornos
relativamente rápidos de investimento para esses lubrificantes, especialmente quando o
sistema é fechado e o lubrificante está a ser reutilizado após filtração (Ref. 3).

Os motores elétricos lubrificados por sistemas fechados de névoa de óleo dão aos
usuários com foco em confiabilidade várias vantagens importantes:

• Conformidade com as normas ambientais atuais e futuras;


• Aumento da vida útil do rolamento e redução do orçamento de manutenção para
motores elétricos;
• A justificativa técnica e econômica para aplicar óleos sintéticos de alta
performance.

Os lubrificantes "sintéticos" à base de PAO e de diéster apresentam a maioria das


propriedades necessárias para a vida útil estendida dos mancais e maior eficiência
operacional. Estes óleos se sobressaem nas áreas de redução da temperatura e da
energia de atrito nos rolamentos (figuras 3 e 4 respectivamente).

O gráfico plotando as diferentes mudanças e percentagens de redução de energia é


mostrado na Figura 5. Não é difícil mostrar retornos relativamente rápidos do investimento
para esses lubrificantes, especialmente para sistemas fechados, onde o lubrificante é
reutilizado após filtração.

Convertendo motores elétricos lubrificados a graxa para mistura de óleo puro.


Ao converter motores lubrificados à graxa para lubrificação por névoa de óleo, considere
as seguintes medidas:

a. Fazer uma análise de vibração completa. Isso vai confirmar ou descartar a se o


rolamento está sujeito a tensões e indicará se é necessário um trabalho como
realinhamento ou enrijecimento da placa da base para evitar falha incipiente do
rolamento;
b. Medir a eficácia real do motor. Se o motor é ineficiente, considere sua substituição
por um motor de alta eficiência, utilizando lubrificação por névoa de óleo em linha
com as recomendações acima. Isso permitirá a obtenção de todos os benefícios e
resultará em muito maior retorno sobre o investimento;
c. Avaliar se a capacidade do motor é a mais apropriada para a aplicação. "Mais
apropriado" significa acionar cargas que, tipicamente, representam de 75% a 95%
da capacidade nominal do motor. O resultado: Operação no melhor ponto de
eficiência.

Note-se que a conversão de um motor elétrico sobrecarregado, ou super aquecido


para lubrificação por névoa de óleo vai levar a uma melhoria marginal na melhor das
hipóteses

O volume necessário de névoa de óleo é frequentemente expresso em "polegadas do


rolamento ", ou "BIs." (bearing inches) Um BI é o volume de névoa de óleo necessária
para satisfazer as exigências de uma fileira de elementos de um rolamento com
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diâmetro de furo de uma polegada (~ 25 mm) de diâmetro. Um BI assume uma taxa


de névoa contendo 0,01 fl. oz, ou 0,3 ml, de óleo por hora. Alguns outros fatores
podem ter que ser considerados para determinar o fluxo de névoa de óleo necessário
e estes são conhecidos por fabricantes de sistemas de lubrificação por névoa de óleo
e fabricantes de rolamentos. Os diversos fatores são também extensivamente
documentados em várias referências; eles são facilmente resumidos como abaixo:

a. Tipo de rolamento. As diferentes geometrias internas dos diferentes tipos de


contato (ponto de contacto em rolamentos de esferas e contatos lineares em
rolamentos de rolos), quantidade de contatos de deslizamento (entre os corpos
rolantes e as pistas, gaiolas, flanges ou anéis de guia), ângulo de contato entre
os corpos rolantes e as pistas e carga predominante nos elementos rolantes.
Os tipos de rolamentos mais comuns em motores elétricos são rolamentos
rígidos de esferas, rolamentos de rolos cilíndricos e rolamentos de esferas de
contato angular.
b. Número de carreiras de elementos rolantes. Rolamentos com múltiplas
carreiras ou rolamentos montados aos pares exigem um multiplicador simples
para quantificar o volume de fluxo de névoa.
c. Tamanho dos rolamentos, relacionada com o diâmetro do eixo --- inerente na
expressão "rolamentos-polegadas."
d. A velocidade de rotação. A influência da rotação não deve ser considerado
como uma função linear. Ela pode ser linear para uma determinada faixa de
velocidade intermediária, mas com velocidades mais baixas ou mais altas, a
necessidade de óleo nas regiões de contato pode ser diferente da linearidade.
e. Carga nos rolamentos. (pré-carga, mínimo ou até menos do que a carga
mínima, cargas axiais pesadas, etc.)
f. Projeto da Gaiola Diferentes modelos de gaiola podem afetar o fluxo de
névoa de maneiras diferentes. Foi fundamentado que gaiolas prensadas de
metal, gaiolas de poliamida, ou gaiolas metálicas usinadas podem produzir
diferentes graus de turbulência. Embora diferentes taxas de turbulência
possam causar diferentes quantidades de óleo ("plate out”) sobre os vários
componentes do rolamento, a preocupação desaparece quando a névoa de
óleo é aplicada no modo de passagem de fluxo.

Utilizar tanto o mancal como o procedimento de instalação correto.


Aumentos muito significativos na vida do rolamento e confiabilidade geral do motor
elétrico têm sido repetidamente documentados em meio século desde 1960. É claro que
névoa de óleo não pode eliminar os problemas básicos do rolamento. Ela pode, no
entanto fornecer um dos melhores e mais confiáveis meios de aplicação do lubrificante.
Rolamentos devem ser:

• Adequados para a aplicação, ou seja, rolamentos rígidos de esferas para unidades


acopladas, rolamento de rolos cilíndricos para suportar cargas radiais elevadas em
certas unidades de correia, ou rolamentos de esferas de contato angular para
apoiar as cargas axiais (constantes) aplicações de motores verticais
• A incorporação de folgas internas corretas dos rolamentos
• Montagem com as folgas corretas tanto no eixo como na caixa.
• Manuseio correto e cuidadoso, utilizando ferramentas que evitem danos
• Montagem correta das tampas do motor, evitando a ocorrência de desalinhamento
ou inclinação.
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• Motor instalado corretamente, evitando desalinhamentos do eixo e “pé manco”, ou


danos ocasionados durante a montagem do acoplamento ou da polia
• Submeta o equipamento a uma análise de espectro de vibração. Isso vai indicar a
condição de lubrificação no que diz respeito película lubrificante, estado dos
rolamentos (danos nos rolamentos) e condição geral do equipamento, incluindo o
desalinhamento, a falta de apoio (pé manco), desbalanceamento, etc.

Vedação para evitar desperdício de vapor em defesa do meio ambiente.


Os sistemas fechados e motores elétricos lubrificados por névoa de óleo dão aos usuários
focados na confiabilidade várias vantagens importantes:

• Conformidade com as normas ambientais atuais e futuras


• Prova convincente de que a lubrificação de névoa de óleo beneficia motores
elétricos e o orçamento de manutenção
• A justificativa técnica e económica para aplicar óleos sintéticos de alta
performance

Desde a década de 1980, a tecnologia moderna em aditivos fortaleceu, ainda mais, a


proteção contra o desgaste e a redução do consumo de energia com óleos de base
sintética e sem a necessidade de reduções de viscosidade. Todos são dignos de sua
consideração.

* Esta tradução de um artigo original da Hydrocarbon Processing foi autorizada pelo


autor Heinz P. Bloch, 11 de janeiro de 2015 – para publicação no Brasil por
www.tecem.com.br

Referencias:

1. Morrison, F.R., Zielinsky, J., James, R., “Effects of synthetic fluids on ball bearing
performance”, (1982) Transactions of the ASME, Journal of Energy Resource
Technology, Vol. 104, pp.174-181

2. Pinkus, O., Decker, O., and Wilcock. D.F. “How to save 5% of our energy,”
Mechanical Engineering, September 1997

3. Bloch, Heinz P.; “Practical Lubrication for Industrial Facilities”, 2nd Edition
(2009),The Fairmont Press, Lilburn, GA 30047

4. HP In Reliability Column, Hydrocarbon Processing, July 2006

5. Bloch, H. P.; “Pump Wisdom: Problem Solving for Operators and Specialists,”
(2011), John Wiley & Sons, Hoboken, NJ 07030
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Figura 1: Caminho da névoa de óleo através dos rolamentos de um motor elétrico

Figura 2: Névoa de óleo aplicada no centro da caixa de mancal não provê uma ótima
lubrificação; bastante névoa é flui diretamente da entrada para o dreno.

Elevação média de temperatura em testes


com rolamentos de esfera
80
ELEVAÇÃO MÉDIA TEMP (ºK)

70
60
50
40
30
20
10
0
MIN 68 SINT 32

RESERV. ÓLEO NÉVOA DE ÓLEO

Figura 3: Elevação media de temperature de rolamento de esfera teste da referência 1


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Perda de potência por rolamento (kW)


Carga = 8.9 KN (2000 lbf) Reservatório Névoa
MIN 68 0.271 0.192
SIN 32 0.254 0.169

Tabela 1: Visão geral da perda de potência com diferentes óleos e métodos de


aplicação (Ref. 1)

Perda de Potência teste com rolamento de esferas


PERDA DE POTÊNCIA POR MANCAL (KW)

0,3

0,25

0,2

0,15

0,1
RESERV OLEO NÉVOA DE ÓLEO

MIN 68 SIN 32

Figure 4: Gráfico da perda de potência em rolamento de esfera – teste da tabela Power


loss plot for the ball bearing test of Table 1.
Notar que foram utilizados dois óleos diferentes com duas viscosidades também
diferentes. (Ref. 1)

D Perda de potência por


Mudança Redução total
rolamento
Reservatório MIN 68 / SIN 32 0.017 6%
Névoa MIN 68 / SIN 32 0.022 8%
Reservatório MIN 68 / Névoa MIN 68 0.080 29%
Reservatório SIN 32 / Névoa SIN 32 0.085 31%
Reservatório MIN 68 / Névoa SIN 32 0.11 38%

Tabela 2: Resultados da perda de potência e perda percentual com diferentes óleos e


metodos de aplicação (Ref. 1)
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Redução total
40% 38%
35%
31%
30% 29%

25%
20%
15%
8%
10% 6%
5%
0%
RESERV.MIN 68 / NÉVOAT: MIN 68 RESERV. MIN 68 / RESERV. SIN 32 / RESERV. MIN 68 /
SIN 32 / SIN 32 NÉVOA MIN 68 NÉVOA SIN 32 NÉVOA SIN 32

Figure 5: Gráfico para diferentes variações percentuais de perda de potência (Ref. 1)