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AGES

FACULDADE DE CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS

BACHARELADO EM ADMINISTRAÇÃO

PALOMA CARVALHO DE SANTANA

LINGUAGEM E IDEOLOGIA

Fichamento apresentado no curso de xxx da


Faculdade AGES como um dos pré-requisitos para a
obtenção da nota parcial da disciplina Comunicação
Empresarial no 1º período, sob orientação da
Professora Deborah Leal.

Paripiranga-BA
Abril de 2015
FIORIN, José Luiz, Linguagem e ideologia/ José Luiz Fiorin. -8 ed. (ver. E atualizada). –
São Paulo: Ática, 2007.

Credenciais:

José Luiz Fiorin (Birigui, 20 de fevereiro de 1942) é um renomado professor e linguista


brasileiro. É um dos maiores especialistas brasileiros em Pragmática, Semiótica e Análise do
Discurso, com centenas de publicações nessas áreas.É graduado em Letras pela Faculdade de
Filosofia Ciências e Letras de Penápolis (1970), defendeu mestrado em Linguística pela
Universidade de São Paulo (1980) e doutorado em Lingüística pela Universidade de São
Paulo (1983). Fez pós-doutorado na École des Hautes Etudes en Sciences Sociales, (Paris,
França), (1983-1984) e na Universidade de Bucareste, (Bucareste, Romênia), (1991-1992).
Atualmente é Professor Associado do Departamento de Lingüística da FFLCH da
Universidade de São Paulo. Foi membro do Conselho Deliberativo do CNPq (2000-2004) e
Representante da Área de Letras e Ligüística na CAPES (1995-1999). Tem experiência na
área de Lingüística, com ênfase em Teoria e Análise Lingüística, atuando principalmente nos
seguintes temas: enunciação, estratégias discursivas, procedimentos de constituição do sentido
do discurso e do texto, produção dos discursos sociais verbais.

Resumo da obra:
A obra de “Linguagem e Ideologia”, logo fala que quando se constitui com ciência autônoma, a linguista passa a
estudar a ciência internamente a linguagem. O autor aborda os diversos tipos de linguagem de cada um na
sociedade. A linguagem é representada por cada individuo, cujo cada um com seu ponto de vista diferente. Pois
o que o homem pensa de uma forma a sociedade impõe outra. Todos os falantes concretamente realizam a
distinguir o discurso da fala, expressando seus pensamentos de falar do mundo exterior ou do seu mundo
interior. Podendo ser ressaltado, sobre as diferentes raças e tribos que possuem suas próprias linguagens de
acordo com a história de vida, podendo ser individual, psíquica e física.

1. “Introdução”
“A partir do momento em que se constitui como ciência autônoma, a linguagem passou a
estudar internamente a linguagem”(p.05).
“[...] Os problemas colocados até pela ciência da linguagem eram considerados falsos
problemas. A linguística estrutural foi chamada linguística burguesa” (p. 06).

2. “Marx e Engels dão as primeiras dicas”


“A linguagem é um fenômeno extremamente complexo que pode ser estudado de múltiplos
pontos de vista, pois pertence a diferentes domínios” (p.08).
“[...] Pois isso, dizer que a linguagem sofre determinações sociais e também goza de uma
certa autonomia em relação às formações sociais não é uma contradição” (p.09).

3. As primeiras distinções
“Esse sistema virtual, abstrato, que todos os falantes de uma dada língua conhecem, realize-
se concretamente nos atos de fala. Na realização concreta do sistema é necessário distinguir o
discurso da fala” (p.11).
“[...] A fala é exteriorização psico-físico-fisiológica do discurso. Ela é rigorosamente
individual, pois é sempre um eu quem toma a palavra e realiza o ato de exteriorizar o
discurso” ( p.11).

4. Quem determina o quê?


A fala, em si mesma, não sofre qualquer determinação social, pois ela é a simples
exteriorização do discurso. “É o ato concreto, momentâneo e individual de manifestação da
linguagem” (p.12).
“[...] Fatores sociais devem ter determinado o aparecimento de uma categoria linguística. No
entanto, as categorias perderam qualquer relação com as causas que lhes deram origem e
ganharam autonomia” (p.15).

5. Discurso: autonomia e determinação


“A sintaxe discursiva compreende os processos de estruturação do discurso” (p.17).
“A sintaxe discursiva goza de certa autonomia em relação às formações sociais, enquanto a
semântica depende mais diretamente de fatores sociais.” (p.18).

6. Variabilidade na invariabilidade
“Analisando, cuidadosamente, a maneira como um elemento semântico da estrutura profunda
se concretiza, não vamos confundir dois ou três discursos distintos só porque todos eles falam
em liberdade” (p.21).
“[...] É o nível superficial, isto é, na concretização dos elementos semânticos da estrutura
profunda, que se revelam, com plenitude, as determinações ideológicas” (p.21).

7. Duas maneiras de dizer a mesma coisa


“[...] O componente básico dos textos figurativos é a figura, enquanto o dos não figurativos
são os temas” (p.24).
“[...] Tema é o elemento semântico que designa um elemento não presente no mundo natural,
mas que exerce o papel de categoria ordenadora dos fatos observáveis” (p.24).
“Nos textos figurativos, a ideologia manifesta-se, com toda a clareza, no nível dos temas”
(p.25).

8. Que é ideologia?
“Numa formação social, temos dois níveis de realidade um de essência e um de aparência, ou
seja, um profundo e um superficial, um não visível e um fenômeno” (p.26).
“A ideologia é constituída pela realidade e constituinte da realidade” (p.30).

9. Formações ideológicas e formações discursivas


“Uma formação ideológica deve ser entendida como a visão de mundo de uma determinada
classe social, isto é, um conjunto de representações, de ideias que revelam a compreensão que
uma dada classe tem do mundo” (p.32).
“[...] Assim como uma formação ideológica impõe o que pensar, uma formação discursiva
determina o que dizer” (p.32).
“Pensamento e linguagem são distintos, mas inseparáveis” (p.34).

10. A consciência é um fato social


“[...] O discurso não é, pois, a expressão da consciência, mas a consciência é formada pelo
conjunto dos discursos interiorização pelo individuo ao longo de sua vida” (p.35).
“O pensamento aprende como ver o mundo pelos discursos que assimila e, na maior parte das
vezes, reproduz esses discursos em sua fala” (p.35).

11. A individualidade na linguagem


“Muitas pessoas dizem que o discurso não pode ser determinado socialmente, porque cada
indivíduo expressa suas ideias de maneira diferente” (p.37).
“[...] Se o mesmo conteúdo pode manifestar-se por diferentes planos de expressão, a distinção
entre imanência e manifestação, entre discurso e texto, deve ser feita” (p.38).

12. A trapaça discursiva


“[...] Na medida em que é determinado pelas formações ideológicas, o discurso cita outros
discursos. Os mesmos percursos temáticos e figurativos se repetem” (p.41).
“[...] O discurso é, pois, o lugar das coerções sociais, enquanto o texto é o espaço da
“liberdade” individual” (p.42).

13. Falar ou ser falado?


“[...] O indivíduo não pensa e não falar o que quer, mas o que a realidade impõe que ele pense
e fale” (p.43).
“Na medida em que o homem é suporte de formações discursivas, não fala, mas é falado por
um discurso” (p.44).

14. Arena de conflitos e palco de acordo


“Um discurso sempre cita outro discurso. Um texto pode citar outro texto. As relações entre
os textos podem também ser contratuais ou polêmicas” (p.45).
“Discurso e texto são ambos arena de conflitos e palco de acordo”(p.48).

15. Análise não é investigação policial


“O que importa para o analista é que todo discursos desvela uma ou varias das visões de
mundo existentes numa formação social” (p.50).
“Quando o discurso tem, em seu interior, um único enunciador, revela apenas uma visão de
mundo” (p.50).
16. O discurso é reflexo da realidade?
“[...] A linguagem contém uma visão de mundo, que determina nossa maneira de perceber e
conceber a realidade, e impõe-nos essa visão” (p.52).
“Pode-se concluir que o discurso é, ao mesmo tempo, prática social cristalizada e modelador
de uma visão de mundo” (p.56).

17. Um exemplo: a igualdade burguesa


“[...] Esse discurso deixa patente que não há autoridade superior à razão e à ordem
estabelecida pelas leis” (p.59).
“[...] Não vê, assim, a desigualdade presente na sociedade burguesa e a subordinação de uma
classe à outra” (p.60).

18. Outros exemplos: reprodução e polêmica


“O tema mais evidente no texto é o que o homem é determinado pelo meio, a hereditariedade
e o momento” (p.62).
“Todos os fatos sociais são explicados por determinações mecânicas, por uma serei de leis
similares às que regam os fenômenos naturais” (p.63).

19. A linguagem faz parte da superestrutura?


“Quando se estudam as determinações ideológicas que incidem sobre a linguagem, pergunta-
se ela faz parte da superestrutura” (p.66).
“[...] Diz ele que a língua difere radicalmente da superestrutura” (p.70).

20. Comunicar é agir


“Comunicar é também agir num sentido mais amplo” (p.74).
“[...] Sem pretender que o discurso possa transformar o mundo, pode-se dizer que a
linguagem pode ser instrumento de libertação ou de opressão, de mudança ou de
conservação” (p.74).

21. Conclusão
“A linguagem é, ao mesmo, autônoma em relação às formações sociais e determinada por
fatores ideológicos.” (p.76).
“A análise do discurso deve desfazer a ilusão idealista de que o homem é senhor absoluto de
seu discurso.” (p.77).

Parecer Final-

O livro “Linguagem e ideologia” trazida por José Fiorin tem tamanha importância
para a disciplina de Comunicação Empresarial, pois traz abordagem de como a comunicação é
uma forma de se expressar a linguagem dando informações que irão influenciar o outro ou
não.
A obra possibilita enquanto futura profissional um conhecimento do que é a
linguagem e ideologia. A linguagem não é apenas um ato individual, mas, o veiculo das
ideologias entres homens e a natureza.

Como futura administradora, tenho um papel importante de buscar o conhecimento


das linguagens, a desenvolver o discurso, formando combinações entre elementos linguísticos,
pois a linguagem é um fenômeno extremamente complexo, sendo assim simultaneamente
autônoma e determinada. Além do mais a linguagem são expressões do que se pensa da
realidade, em que suas ideologias incidem sobre as comunicações.

A aprendizagem passada pelo livro influência a descobrir os níveis de que todas as


pessoas têm sua linguagem que denominam sua ideologia e que as linguagens podem se
modificar de acordo com as mudanças ocorrentes na leitura de cada um.