Você está na página 1de 12

Índice

Introdução.................................................................................................................................... 2
Psicologia racional ...................................................................................................................... 3
Conceituação dos termos ............................................................................................................. 3
Método ........................................................................................................................................ 3
Observação .................................................................................................................................. 3
As leis psicológicas ..................................................................................................................... 4
Princípio da divisão ..................................................................................................................... 4
Natureza da alma ......................................................................................................................... 5
Existência e unidade da alma ...................................................................................................... 5
Unicidade da alma ....................................................................................................................... 6
Substancialidade da alma ............................................................................................................ 6
Simplicidade da alma .................................................................................................................. 6
Espiritualidade da alma ............................................................................................................... 7
Atributos da alma ........................................................................................................................ 7
Relações do físico e do moral ..................................................................................................... 8
O destino da alma ........................................................................................................................ 8
Imortalidade da alma ................................................................................................................... 8
A imortalidade panteística ........................................................................................................... 9
Provas da imortalidade da alma (intrínseca e extrínseca) ........................................................... 9
Conclusão .................................................................................................................................. 11
Bibliografia................................................................................................................................ 12
Introdução

O presente trabalho tem como tema psicologia racional, com este tema pretende-se ter como
objectivo geral compreensão desta área (conceituação, objecto de estudo, método e a sua
observação). E como objectivo específico, um olhar analítico dos seus termos, expansão do tema,
seus problemas e soluções discutido e descodificado do tema em referência.

A psicologia procura estudar o conjunto de fenómenos psíquicos e das leis que regem (psicologia
experimental ou descritiva), objectivando determinar a natureza mesma da alma humana, e, a
partir desta natureza, o destino da alma (Psicologia racional). É a partir deste conceito que
começaremos clarificar a extensão da área acima em epígrafe.

o trabalho serviu-se como método de elaboração a recolha bibliográfica examinada através do


método hermenêutico para a sua elaboração.

Assim, como um qualquer trabalho científico da nossa instituição deve seguir a seguinte
estrutura: introdução, desenvolvimento, conclusão e referências bibliográficas, este também não
foge desta regra.
Psicologia racional

1. Conceituação dos termos

Iniciamos por definir os termos para entender a sua validade nesta área como forma de clarificar
os nossos objectivos do uso semântico dos termos de modo que haja fácil percepção.

Etimologicamente, a Psicologia é o estudo da alma.

Psicologia, podemos dizer que é a ciência que estuda os “diversos homens” concebidos pelo
conjunto social. Assim, a Psicologia, hoje, caracteriza-se por uma diversidade de objectos de
estudo. (SOUSA: 2009: 13)

Segundo Abbagnano (2007:809) “a psicologia racional ou filosófica estuda a natureza, a


substância, e as determinações acidentais de alma", entendendo-se por alma o princípio dos
seres vivos”

A psicologia é então o estudo do conjunto de fenómenos psíquicos e das leis que regem
(psicologia experimental ou descritiva), objectivando determinar a natureza mesma da alma
humana, e, a partir desta natureza, o destino da alma (Psicologia racional).

Enquanto para a palavra racional tem sido considerada como tudo aquilo que pode ser justificada
o seu ser a partir da razão.

2. Método

O método será então a um tempo experimental e racional.

3. Observação

A observação em psicologia pode ser exterior ou interior:

 Observação anterior ou introspecção, consiste em observar-se a si mesmo, aplicando sua


atenção aos fenómenos da consciência.
 Observação exterior, este género de observação psicológica nos é perfeitamente familiar.
Com efeito, servimo-nos comummente e espontaneamente de observação objectiva
quando encontramos em certos fatos psicológicos os fatos ou estados psicológicos que
lhes estão ligados.
4. As leis psicológicas

De acordo com Abbagnano (2007: 601) “a lei é Uma regra dotada de necessidade, entendendo-
se por necessidade de impossibilidade de que a coisa aconteça de outra forma; ou uma força que
garanta a realização da regra”.

4.1.Carácter das leis psicológicas: a psicologia Experimental se esforça por estabelecer leis
que exprimam também relações constantes entre fenómenos. Mas estas leis não têm o
carácter rigoroso que possuem na Física, por causa da extrema complexidade e
sobrecarga dos fatos psíquicos, por causa também do coeficiente pessoal de cada sujeito.
4.2.O determinismo psicológico: As leis psicológicas não conseguiriam jamais levar a
negação da liberdade, da mesma forma que a liberdade não exclui um certo
determinismo. Existem varias espécies de determinismo; o da natureza inorgânica
significa um encadeamento rigorosamente necessário dos fenómenos. Na ordem
psicológica, o determinismo significa apenas que o jogo dos fenómenos psíquicos
comporta uma ordem que lhe é própria. A liberdade pode modificar este determinismo,
mas não suprimi-lo.
5. Princípio da divisão

Os fatos de consciência, que a psicologia estuda, são de uma extrema variedade: querer, ver,
compreender, desejar, duvidar, amar, crer, entender, ter medo, emocionar-se etc.: parece que a
maior parece que a maior confusão reina neste domínio. Se repararmos de perto, contudo,
percebe-se que todos estes fatos são susceptíveis de serem classificados em alguns grupos
irredutíveis e que supõe a existência de faculdades distintas e igualmente irredutíveis.

Distinguimos, com efeito, dois grupos perfeitamente originais:

 O dos fatos de conhecimento (eu vejo, eu duvido, eu compreendo, eu raciocino)


 E a dos fatos de tendência e de querer (eu desejo, eu amo, eu quero), que pressupõem
toda uma série de fatos e estados afectivos.

Obtemos, assim, três categorias bem distintas, relacionadas respectivamente ao conhecimento e a


tendência

(afectividade e actividade).
Mas é ainda necessário precisar esta divisão, porque, entre os fatos de conhecimento, temos que
distinguir os fatos do conhecimento sensível (eu vejo, eu entendo, eu toco, eu sinto etc.) e os
fatos do conhecimento intelectual (eu compreendo, eu julgo etc.). Por outro lado entre os fatos
relacionados à vida afectiva e activa, é necessário também distinguir os fatos de tendências ou de
a petição sensível, os que traduzem as tendências movidas pelo conhecimento sensível (o medo,
a cólera etc.), e os fatos de tendência intelectual, que traduzem as tendências dependentes
intelectuais, que traduzem a tendências de conhecimento intelectual (amor da virtude, desejo de
saber etc.).

5.1.A vida Sensível

O conhecimento Sensível (A sensação, a percepção, a imaginação e a memória). A actividade


sensível (O instinto, as inclinações, o prazer e a dor, as emoções, os sentimentos e as paixões).

5.2.A vida intelectual

O conhecimento intelectual... Atenção, o pensamento em geral, a ideia, o juízo, o raciocínio.


Aactividade voluntária...À vontade e a liberdade

5.3.Sujeito psicológico

O sujeito empírico: O eu e a personalidade e a consciência O sujeito metafísico. Natureza da


alma humana, a união da alma e o corpo, origem e destino da alma.

6. Natureza da alma
Por oposição ao corpo, a alma é um dos dois princípios do composto
humano: princípio da sensibilidade e do pensamento, fazendo do corpo
vivo algo distinto da matéria inerte ou de uma máquina que até os
antigos e os medievais concluíram que, a alma humana, que é uma
alma pensante, constitui o princípio mesmo do pensamento. Ela é um
princípio de vida: "ato primeiro de um corpo natural organizado"
(Aristóteles) ou, então, "forma de um corpo organizado tendo a vida em
potência". (SALAZAR, 1915: 200)

O estudo objectivo dos fenómenos psicológicos leva-nos a firmar que o homem possui uma
alma, que é uma substância simples e espiritual.

7. Existência e unidade da alma


Constatamos no homem duas categorias de fenómenos perfeitamente distintos:

 Fenómenos materiais, redutíveis a movimentos e por isso quantitativamente mensuráveis


(peso, inércia, etc.);
 Fenómenos qualitativos (pensamento, vontade, sentimentos), irredutíveis a movimentos.
Não é possível que fenómenos tão opostos procedam de um só princípio perfeitamente
uno em si mesmo. Devemos, então, admitir no homem a dupla realidade de um corpo e
de uma alma, acto primeiro do corpo orgânico.
8. Unicidade da alma

O princípio vital único. O homem não é apenas uma inteligência; exerce, também, as funções da
vida vegetativa e da vida sensível, que exige, cada uma, um principio proporcionando a suas
operações próprias. Todavia, o homem, natureza intelectual, não possui três almas, assim como
animal não possui duas almas, uma vegetativa, outra sensitiva. A alma superior assume as
funções e graus inferiores e, sob este aspecto, a alma humana é a um tempo princípio da vida
vegetativa, da vida sensível e da vida intelectual.

9. Substancialidade da alma

Se eu posso, a cada instante, evocar meus actos de consciência passados e reconhece-los como
meus, é necessário que alguma coisa de permanente subsista em mim, senão, longe de me
reconhecer nos meus estados passados, minha consciência de mim mesmo se desvaneceria à
medida que esses estados desaparecessem, e eu só teria de mim mesmo uma consciência
sucessiva, sempre limitada ao imediatamente presente. Assim, a alma é uma substância.

10. Simplicidade da alma

A alma não é una em número e una n tempo, quer dizer, idêntica a si mesma, ela é ainda una em
sua essência, quer dizer, simples e indivisível, ao contrário das coisas materiais, que são
compostos e divisíveis.

10.1. A sensação

Temos das coisas materiais uma percepção indivisa. Ora, isto não se pode explicar senão pela
simplicidade da alma. Se a alma fosse composta de partes, cada uma destas partes perceberia ou
tudo objecto ou uma parte apenas do objecto, e nós teríamos então, no primeiro caso, tantas
percepções totais quantas partes a alma tivesse, e, no segundo caso, tantas percepções parciais
quantas partes tivesse a alma, mas jamais uma percepção una e indivisa do objecto.

10.2. A reflexão

A alma pode voltar-se sobre si mesma para conhecer nos seus actos. Ora, o que é composto não
pode conhecer-se a si mesmo como um todo, porque as partes do composto permanecem
necessariamente exteriores uma às outras.

11. Espiritualidade da alma

Chama-se espiritual todo o ser que não depende da matéria nem na sua existência, nem nas suas
operações. Ora, dizemos que a alma é espiritual. Mas é necessário entender bem em que sentido
nós o dizemos. É um fato que as operações sensíveis da alma aproveitam o concurso directo do
corpo e que as operações superiores, inteligência e vontade, não podem exercer-se senão através
de certas condições orgânicas. Mas a alma, por sua própria natureza permanece independente do
corpo, no sentido de que exerce sem órgão suas funções superiores de inteligência e de vontade,
e que é capaz de existir sem corpo. E isto pode ser provado através de:

 Prova pela natureza da inteligência


 Manifestação da vontade igualmente a espiritualidade da alma
12. Atributos da alma
 A União da alma e do Corpo

União acidental (dois seres completos em si mesmos) e união substancial (união uma substância
única, embora composta).

O problema da união da alma e do corpo (Descartes, Malebranche e Leibniz).

As doutrinas de Descartes, Malebranche e Leibniz. O problema da união da alma e do corpo


tornou-se insolúvel nas doutrinas filosóficas tais como as de Descartes, de Malebranche, e que
concebem o corpo humano e a alma humana como substâncias ou seres completos por si
mesmos. Para estes filósofos, a alma é essencialmente pensamento e o corpo essencialmente
extensão.
Leibniz, por seu lado, propõe, para resolver o mesmo problema, a teoria da harmonia
preestabelecida, segundo a qual Deus teria de alguma forma sincronizado, desde a origem, a
série dos fatos psíquicos e dos fatos corporais. Estas teorias cederam lugar rapidamente às
doutrinas que, para resolver um problema tão mal considerado, negaram ora a realidade da alma
(materialismo de Hume), ora a realidade da matéria (imaterialismo de Berkeley).

12.1. O todo substancial

a alma não esta no corpo como um piloto no seu navio (união acidental), mas que, formando com
ele um único todo natural, a alma está inteiramente em todo o corpo, e inteiramente em cada
parte do corpo. O homem não é composto de dois seres; é um único ser composto.

13. Relações do físico e do moral

Apenas a união substancial pode explicar o que se chamam as relações do físico e do moral, quer
dizer, do influxo mútuo das funções vegetativas, sensitivas e intelectuais. Uma digestão penosa,
uma enxaqueca, tornam impossível o trabalho do espírito. Inversamente, uma intensa actividade
intelectual paralisa a digestão, acelera ou relaxa o movimento do coração. As operações sensíveis
da alma dependem intrinsecamente dos órgãos corporais. As funções intelectuais deles não
dependem, senão extrinsecamente, quer dizer, como condições exteriores a si mesmas; é nos
dados sensíveis, com efeito, que nossa inteligência vai buscar o primeiro objecto de suas
operações.

14. O destino da alma

A união da alma e do corpo não é indissolúvel: chega um dia em que ela se rompe. Sabemos o
que acontece ao corpo. Mas que acontece à alma? Morremos completamente? Esta questão é
grave: toda a orientação de nossa vida depende dela.

15. Imortalidade da alma


15.1. Noções da imortalidade

Definição. A imortalidade natural é uma propriedade em virtude da qual um ser não pode morrer.
Tal é a imortalidade da alma humana. Chama-se natural, enquanto deriva da própria, natureza da
alma.
15.2. Condições da imortalidade

A imortalidade natural exige três condições, a saber: que a alma continue a existir, após a
dissolução do composto humano, que, nesta sobrevivência, a alma, conserve sua individualidade
e permaneça, por conseguinte, consciente de si mesma e de sua identidade, que a sobrevivência
seja ilimitada.

16. A imortalidade panteística

Doutrina professa que a alma humana constitui com Deus uma única e mesma substância, de que
seria uma emanação, ou uma manifestação passageira. Após a morte a alma iria reunir-se ao
grande Todo, onde ela não possuiria mais nem individualidade nem consciência de si mesma.

17. Provas da imortalidade da alma (intrínseca e extrínseca)


17.1. A imortalidade intrínseca

A alma é imortal intrinsecamente, quer dizer, a alma, é, por natureza, incorruptível e imortal. É
isto o que se pode provar por três argumentos principais:

 Prova metafísica: esta prova se apóia na simplicidade da alma. Uma substância pode
perecer de duas maneiras: directamente (ou por si), ou indirectamente (ou por acidente).
Uma substância perece directamente, quando estiver separada do princípio de que tira o
ser, a vida e suas funções; é assim que o corpo, separado da alma, que é seu princípio
vital, se decompõe e retorna a seus elementos.
 Prova moral: esta prova se baseia na justiça de Deus, que exige que a virtude e o vício
recebam as sanções que lhes são devidas: recompensa ou punição.
 Prova psicológica: esta prova se apoia nas tendências essenciais de nossas faculdades. A
imortalidade seria uma palavra vã, se a alma, na sua sobrevivência, não conservasse a
consciência de si mesma, de sua identidade, e não pudesse exercer suas operações.
17.2. A imortalidade extrínseca

A alma é, então, de direito, imortal. Mas sê-lo-á, de fato? Para tanto, é necessário que nenhuma
força exterior à alma venha aniquilá-la.

Ora, apenas aquele que cria pode aniquilar. Deus, então, e apenas Deus, poderia lançar a alma
para o nada, de onde a retirou pelo seu poder. Mas a razão nos prova que ele não o fará e que não
deu à alma uma natureza imortal a não ser para garantir-lhe, de fato, a imortalidade. Sua
sabedoria e sua bondade o exigem.

A sabedoria do Criador exige que ele não destrua sua obra; o arquitecto não constrói para
demolir, e Deus não deu à alma uma natureza incorruptível para lançá-la ao nada. A bondade de
Deus exige que a alma desfrute desta imortalidade, sem a qual suas aspirações mais ardentes e
mais profundas ficariam insatisfeitas.
Conclusão

Depois de todo esforço nosso, inferimos que a psicologia racional estuda o homem e a sua alma,
ela ensina-nos que o homem além de possuir o corpo possui também uma parte intitulada alma, e
a diferença é, uma parte é sensível e a outra transcendental, a parte sensível corresponde com o
corpo e a parte transcendental é a alma, a alma é o ponto dominante e determinante para a
distinção do homem diante dos distintos animais existentes. Isto significa que, a alma humana
enquanto é racional a dos outros animais é irracional. E na mesma onde de ideia ao
classificarmos os seres no universo em orgânicos e inorgânicos conseguimos perceber que uma
das diferenças destas espécies dos seres é: os primeiros podem se mover por si mesmos por esta
actividade intrínseca que os seres orgânicos executam movidos pela alma, ao passo que os
segundos procedem o contrário por não possuírem esta dimensão superior e especial dos seres
que podem possuir emoção e consciência através dela (alma).
Bibliografia

ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de filosofia. Martins fontes, São Paulo: 2007.

SOUSA, Laruse Andrade. Psicologia geral. CESADE, São Cristóvão: 2009.

SALAZAR, Abel De Lima. Ensaio de psicologia filosófica, FMP, Porto, 1915.