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O DEUS EM QUEM NÃO CREIO

Não, nunca acreditarei:

O DEUS EM QUEM NÃO CREIO Não, nunca acreditarei: num Deus que se faz temer, num

num Deus que se faz temer, num Deus que não se deixa tratar por “você”, num Deus velho e barbudo que se pode abusar, num Deus que se faz monopólio de uma igreja, raça ou cultura, num Deus que não precisa dos homens, num Deus “loteria” com quem se acerta só por sorte, num Deus “árbitro” que só julga com o regulamento na mão, num Deus solitário, num Deus incapaz de dar gargalhadas diante das travessuras dos homens, num Deus que brinca de condenar, num Deus que manda ao inferno, num Deus que não sabe esperar, num Deus que exige sempre um “dez” nos exames, num Deus capaz de ser explicado por uma filosofia, num Deus adorado pelos que são capazes de condenar uma pessoa, num Deus incapaz de amar aqueles que são por todos desprezados, num Deus incapaz de perdoar àqueles que por todos são condenados, num Deus incapaz de redimir a miséria humana, num Deus incapaz de compreender que sujar-se e esquecer facilmente é próprio das crianças num Deus que impede o ser humano crescer, conquistar, transformar-se, superar-se, num Deus incapaz de fazer novas todas as coisas, num Deus que não tivesse uma palavra distinta, pessoal, própria para cada indivíduo, num Deus que nunca tivesse chorado pelos homens, num Deus que não fosse a luz, num Deus que aceitasse por amigo a quem passa pela terra sem fazer feliz a alguém, num Deus que não possuísse a generosidade do sol que acaricia tudo quanto toca, num Deus incapaz de divinizar o ser humano, fazendo-o sentar à sua mesa e participar de sua herança, num Deus que não soubesse oferecer um paraíso onde todos nos sintamos irmãos de verdade e onde a luz não venha somente do sol e das estrelas mas sobretudo das pessoas que amam, num Deus que não fosse AMOR e que não soubesse transformar em AMOR tudo quanto toca, num Deus incapaz de apaixonar-se pela pessoa humana, num Deus que não se tivesse feito HOMEM com todas as suas consequências, num Deus que não tivesse nascido do ventre de uma mulher, num Deus que não tivesse presenteado aos homens sua própria mãe, num Deus no qual eu não pudesse “esperar contra toda esperança”.

Sim, meu Deus é outro DEUS

um Deus Lúdico: brinca com as nuvens, os ventos, as chuvas, as crianças um Deus Poeta: ama estrelas, flores e pássaros; se encanta com a Criação; um Deus Pintor: espalha cores, da aurora até ao anoitecer; um Deus Músico: une o ritmo da vida à imensidão silenciosa das esferas; um Deus Alegria e Espontaneidade; e até mesmo, algumas vezes, “gaiato”; um Deus Paciência e Benignidade: escuta, decerto estarrecido, nossas pobres racionalizações; um Deus Majestoso, sim, porque Soberano. Mas, também, um Deus que se deixa levar por qualquer “declaração de amor”: um Deus vulnerável, portanto. Não é aquele Deus terrível, temível, dos moralistas acanhados. Mas um Deus que ama a Vida, a Festa, e Encontro. Um Deus viril, que enfrenta os poderes constituídos e argui autoridades consagradas. Um Deus capaz de chorar o amigo morto, mas também de comandar: “Vem para fora!” Um Deus-GENTE: um DEUS-CRISTO.

Texto bíblico: Is. 49

- Como é o Deus em quem você crê? Qual é a imagem que você tem d’Ele? Descreva-o.

- O quê você menos gosta no Deus que lhe apresentaram desde criança?

- Que influência tem Deus em sua vida pessoal?

FONTE: CEI-JESUÍTAS - Centro de Espiritualidade Inaciana Rua Bambina, 115 - Botafogo RJ 22251-050 secretaria@ceijesuitas.org.br / www.ceijesuitas.org.br