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Universidade Federal do Pampa (UFP/UFSM)

Centro de Tecnologia de Alegrete - CTA


Curso de Engenharia Civil

Polígrafo
Mecânica para Engenharia Civil

Prof Almir Barros da S. Santos Neto

Polígrafo elaborado pela Profa. Denise de Souza Saad (Eng. Civil/UFSM)


Mecânica para Engenharia Civil
Capítulo 1

1. Conceito: Sistema Estrutural é o agrupamento de pontos materiais interligados entre si.

2. Estrutura: é o suporte material que serve para o transporte de esforços;

3. Objetivo: perceber os elementos estruturais e identificar os esforços a que eles estão


submetidos, possibilitando a criação de condições estruturais passíveis de cálculo real.

1.CARGAS

1.1. Conceito de carga:


A grande maioria das forças nas edificações é vertical, isto é, dirigidas para o centro da
Terra

1.2. Peso Próprio e Carga Acidental:


Fala-se de peso próprio quando se pretende designar o peso dos elementos estruturais.
O PP da estrutura atua constantemente sendo também conhecido como “Peso
Permanente”. Os PP da estrutura são cargas verticais.
As Cargas Acidentais são as dotadas de mobilidade devido às pessoas, instalações,
materiais depositados, maquinários. As CA são chamadas de cargas móveis e estas poderão
ser verticais e/ou horizontais.
As CA possuem seus valores pré-fixados e normalizados através da ABNT.

1.3. Formas de Absorção e Transmissão das cargas nas edificações:


Devido às cargas atuantes na estrutura está irá transmitir os esforços atuantes para
alguns pontos como os vínculos ou ligações e os apoios.
1.4. Carga Concentrada e Carga Uniformemente Distribuída:

1.4.1. Carga Concentrada: aquela que o ponto de aplicação é apenas um ponto. Representada
geralmente pela letra “P”.
P

1.4.2. Carga Distribuída: cargas que atuam ao longo de um trecho. Representa-se pela letra
“q”.

1.4.2.1. Carga Uniformemente Distribuída: quando o carregamento permanece constante


durante todo o trecho.

1.4.2.2. Carga Distribuída Variável: a carga varia ao longo do trecho.

q
q

2 – Princípios da Estática:
2.1. Conceitos Fundamentais:
a) Noção de força: a primeira noção de força foi dada ao homem pela sensação de esforço
muscular.
A definição mecânica de força é o resultado da ação de um corpo sobre outro corpo.

b) Características de uma força:


Módulo – seu valor numérico
Direção – reta suporte
Sentido – Valor numérico.

c) Efeitos:
A ação de um corpo sobre outro acarreta efeitos agrupados em duas características.
Efeitos externos e efeitos internos.
- Efeitos externos: é o conjunto de ações e das reações (ativa e reativa)
Efeito Interno: são as tensões
d) Representação: por P, G
2.2 – Adição de Forças:
Quando duas forças atuam sobre um mesmo ponto seus efeitos são os mesmos como
se atuasse uma única força.

2.2.1. Forças de mesma direção e sentido


R =F1+F2
F1 F2

2.2.2. Forças de mesma direção e sentidos contrários

R= F1-F2
F1 F2

2.2.3. Forças concorrentes:

R= √ F12+F22+2.F1.F2.cosα
F1 R

F2

2.3 Transmissibilidade
Como as forças se transmitem nos sistemas e do sistema para o solo, para tanto
precisamos conhecer os tipos de forças

a)Classificação das forças


- Forças Externas: são aquelas que se originam da ação de uma causa externa ao sistema
material, pode ser:
1) Forças Externas Ativas: são aquelas aplicadas diretamente ao sistema material;

2) Forças Externas Reativas: são aquelas que surgem em reação as forças aplicadas. As FER
ocorrem em locais específicos chamados de apoios e sendo denominadas de REAÇÃO DE
APOIO.
C) Forças Internas: são aquelas que ocorrem entre os pontos do sistema material.

Ex:
P1
P2 P1, P2 e P3- FEA
R1 e R2 – FER
P3

R1 R2
2.4 Transmissibilidade
As forças nunca agem sozinhas, pois segundo a 3º Lei de Newton:
“A cada ação corresponde uma reação de mesmo módulo, direção, mas sentido contrário”.

2.5 Sistema de Forças: Condições de Equilíbrio:


Define-se como sistema de forças ao conjunto formado pela reunião de várias forças
que atuam em um corpo qualquer. Para as estruturas planas que serão abordadas em Sistemas
Estruturais, os sistemas de forças serão chamados coplanares, isto é, sistema formado por
forças que atuam no mesmo plano. Estas forças coplanares poderão ser concorrentes ou
paralelas.

Condição para que o sistema de forças esteja em equilíbrio é que a resultante e o


momento resultante do sistema sejam NULOS em qualquer ponto do sistema.
Para determinarem-se as condições de equilíbrio da estática tomamos como base as
equações de equilíbrio da estática:
ΣF = 0
ΣM = 0

Para os sistemas planos, considerando os eixos x e y:

y ΣFx=0
ΣFy=0
x ΣMz=0
z

- Diagrama de Corpo Livre:


É a representação do corpo e de todas as Forças e Momentos que atuam sobre ele.

3. Forças no Plano

3.1 Composição de forças:


Consiste na determinação da resultante de um sistema de forças, podendo ser
resolvido graficamente ou analiticamente>

3.2.1. Forças de mesma direção e sentido


R =F1+F2
F1 F2

3.2.2. Forças de mesma direção e sentidos contrários

R= F1-F2
F1 F2
3.2.3. Forças concorrentes:

R= √ F12+F22+2.F1.F2.cosα
F1 R

F2

3.2. Componentes cartesianas de uma força


Decomposição das forças sobre os eixos cartesianos x e y.

F1 Hipotenusa: F1
Cateto Oposto: F1y
F1y α Cateto Adjacente: F1x
x
F1x

cos α = Cateto adjacente = F1x F1x = F1.cos 


Hipotenusa F1

sen α = Cateto oposto = F1y F1y = F1.sen 


Hipotenusa F1

F2 Hipotenusa: F2
α Cateto Oposto: F2x
F2y Cateto Adjacente: F2y
x
F2x

cos α = Cateto adjacente = F2y F2y = F2.cos 


Hipotenusa F2

sen α = Cateto oposto = F2x F2x = F2.sen 


Hipotenusa F2
Exemplo:
A construção representada na figura está em equilíbrio. Calcular as forças normais atuantes
nos cabos 1, 2 e 3.

45º

5K

3.4 Momento de uma Força:


Defini-se momento de uma força em relação a um ponto qualquer de referência, como
sendo o produto entre a intensidade da carga aplicada e a respectiva distância em relação ao
ponto de referência.
É importante observar que a direção da força e a distância estarão sempre defasados de
90º.

A d F M=F.d

- Teorema de Varignon
O momento resultante de duas forças concorrentes em um ponto E qualquer do seu
plano, em relação a um ponto A de referência, é igual a soma algébrica dos momentos das
componentes da força resultante em relação a este ponto.

R V R.c = H.a+V.b
c
H
a
A

Observação: Nunca esqueça que a distância é sempre tomada PERPENDICULAR ao ponto


de referência.

3.5 Forças Paralelas:


Considere as forças no plano xy. Entende-se por forças paralelas ao eixo y, quando não
existirem projeções em relação ao eixo x, tendo momento apenas em relação ao eixo x.
y
ΣFy=0
ΣMz=0
x
z É o caso mais comum da estática
4. Vínculos
Graus de Liberdade:
Defini-se como grau de liberdade a possibilidade de movimento.
No espaço tem-se 6 GL, o que significa 3 translações e 3 rotações y

x
No plano têm-se 3 GL, 2 translações e 1 rotação z
y

x
z
Vínculos:
A função dos vínculos é restringir a possibilidade de movimento dos corpos. É função
também dos vínculos despertar reações chamadas reações vinculares exclusivamente na
direção dos movimentos impedidos.
Os vínculos ou apoios serão classificados de acordo com os graus de liberdade.

Classificação dos vínculos ou apoios:


1º)Apoio Simples ou Apoio do 1º. Gênero – impede uma translação
Apresenta apenas uma reação de apoio, na direção do movimento impedido.
Representação:

V V
2º)Apoio Duplo ou Apoio do 2º. Gênero – impede uma 2 translações
Apresenta duas reações de apoio, uma horizontal e uma vertical
Representação:

H
V
3º) Engastes ou Vínculos do 3º Gênero:
Representação
M

V
5.Esforços Solicitantes:
5.1. Fundamentos:
O estudo da Mecânica abrange a relação entre as diversas forças que atuam em
um sólido rígido baseado nas condições de equilíbrio da estática, ou seja, na determinação das
reações vinculares externas (equilíbrio externo) e a caracterização das solicitações
fundamentais (equilíbrio interno).
A Resistência dos Materiais amplia este estudo, procurando determinar a relação
entre as solicitações externas e os efeitos provocados no interior dos sólidos por estas e,
admite que os corpos sofram deformações, por menores que estas possam ser, podendo estas
deformações, quando excessivas, levar o material até a ruptura.
Os problemas abrangidos pela Resistência dos Materiais são:
• projetada a estrutura, verificar a segurança quanto ao carregamento imposto; e,
• dimensionar a estrutura, a fim de resistir aos esforços com segurança.
Para a determinação das solicitações fundamentais, faz-se necessário a análise dos
esforços internos, para que nas diversas seções da estrutura, possa-se verificar a existência e a
grandeza dos mesmos.

5.2. Método das Seções:

Considera-se um corpo rígido em equilíbrio qualquer submetido a forças externas


ativas e reativas.

F1 F2 m F3
F1 F2 F3

(E) (D)

RA n RB
RA RB

(a) (b)
Figura 1.1

A Mecânica, utilizando as equações de equilíbrio externo da estática (ΣFH=0,


ΣFV=0, ΣM=0), proporciona a determinação das resultantes das forças aplicadas, o que
possibilita a verificação do equilíbrio do corpo.
A Resistência dos Materiais estuda a DISTRIBUIÇÃO INTERNA DOS
ESFORÇOS provocados pelas forças exteriores ativas e reativas. Para a determinação desta
distribuição secciona-se o corpo por um plano m-n, conforme indicado na figura 1.1.b,
dividindo-o em duas partes, esquerda (E) e direita (D). Este processo será denominado de
MÉTODO DAS SEÇÕES.
Para ser possível esta divisão, mantendo o equilíbrio das duas partes, aplica-se na
parte (E), um SISTEMA ESTÁTICO EQUIVALENTE aos das forças que atuam na parte (D),
e na parte (D), um sistema estático equivalente ao das forças que atuam na parte (E). Este
sistema estático é obtido reduzindo-se às forças à esquerda e à direita da seção S em relação a
um ponto, sendo este geralmente o centro de gravidade da seção.
Assim, a resultante R das forças e o momento resultante M, os quais atuam na
parte (E), foram obtidos através das forças que atuam na parte D, e vice-versa.
Logo pode-se dizer que a seção S de um corpo em equilíbrio, também esta em
equilíbrio submetida a um par de forças R e -R e a um par de momentos M e -M aplicados no
seu centro de gravidade e resultante das forças atuantes em (D) e (E), respectivamente.

F1 F2 F3
R M

(E) (D)
M R
RA RB

Figura 1.2

Para uma melhor compreensão dos efeitos estáticos provocados por R e M na


seção S da parte (E), far-se-á a decomposição da força e do momento resultante segundo um
triedro escolhido. Para a origem do sistema de eixos do mesmo considera-se o Centro de
Gravidade da seção.
O triedro será constituído por um eixo normal a seção e ao baricentro (eixo X) e
dois eixos tangenciais a seção (eixo Y e eixo Z), coincidindo com os eixos principais de
inércia da seção

My
F1 F2 Fy=Qy
Mx=T
(E)
Fx=N x
RA Fz=Qz
Mz
z

Figura 1.3

Cada uma das seis componentes obtidas, representa um efeito provocado pelas
forças aplicadas sobre o sólido em estudo, que a seguir são descritas:

• ESFORÇO NORMAL (indicado pela letra N):


Representa a soma algébrica das projeções sobre a normal à seção, das forças
exteriores situadas à direita ou à esquerda da seção considerada. As forças normais, que atuam
em um elemento, tendem a provocar um alongamento (tração) ou encurtamento (compressão)
do elemento na direção da força normal.

• ESFORÇO CORTANTE (indicado pela letra Q):


Representa a soma vetorial das projeções sobre o plano da seção das forças
exteriores situadas à direita ou à esquerda da seção considerada. As forças cortantes que agem
sobre um elemento tendem a provocar um deslizamento de uma face em relação a outra face
vizinha.

• MOMENTO TORSOR (representado pela letra T):


Representa a soma algébrica das projeções sobre um eixo perpendicular ao plano
da seção e passando pelo seu centro de gravidade, dos momentos das forças exteriores
situadas à esquerda ou à direita da seção. Os momentos torsores tendem a torcer as faces em
sentidos opostos em torno da normal baricêntrica.

• MOMENTO FLETOR (representado pela letra M):


Representa a soma vetorial das projeções sobre o plano da seção dos momentos
das forças exteriores situadas à direita ou à esquerda da seção. Os momentos fletores tendem a
fazer girar em sentidos opostos as faces do elemento em torno de retas localizadas nos planos
das faces.

Exercícios de Diagramas

Exercícios resolvidos:
1) Determine as reações de apoio, os DEC e DMF
8,1 KN 4,5 KN 2,1 KN/m
1) 1,2 KN/m

A B C D E

0,3m 0,8 m 0,3 0,2


2)
3,1 KN 5,2 KN
0,5 KN/m 0,8 KN/m

A B C D E F G

0,2m 0,3 m 0,3 m 0,2 m 0,4 m 0,3

0,5 KN/m 2,5 KN


3) 3 KNm 0,2 KN/m

A B C D E

1,0 m 0,5 m 0,4m


0,8 m
10,6 KN 8 KN
0,3 KN/m
4 5 KNm
0,8 KN/m

A B C D E

0,6 0,2 0,8 0,8 m


1,1 KN/m 8,1 3 KNm 4,7 KN/m
5 KN 0,5 KN/m

A B C
0,5 0, 7 0,9 m

Resolução

8,1 KN 4,5 KN 2,1 KN/m


1) 1,2 KN/m

A B C D E

0,3m 0,8 m 0,3 0,2


a)Reações de Apoio:
Inicialmente serão calculadas as reações de apoio, através das 3 equações da estática:
ΣFH = 0
ΣFV = 0 Equações da estática
ΣMA = 0

ΣFH = 0 HA=0
ΣFV = 0 VA + VC – 1,2 KN/m * 1,1 m – 8,1 KN – 2,1 KN/m * 0,5 m - 4,5 KN = 0
VA + VC = 15,0 KN
ΣMA = 0 1,2 KN/m x 1,1 m * 1,1m/2 + 8,1 KN * 1,3 m + 4,5 KN * 1,4 m + 2,1 KN/m *
0,5m * ( 0,5m/2 + 1,4 m) – 1,1 m * VC = 0

VA= + 5,1 KN VB= +9,9 KN

b) DEC
A partir das reações de apoio, será calculado o diagrama de esforço cortante. Para
cálculo será empregada a seguinte convenção, na esquerda, quando a força estiver subindo,
será positivo. Caso o cálculo seja iniciado na direita, o esforço será positivo, quando a força
estiver descendo. Em ambos os casos a representação será acima do eixo da viga. Assim,
tem-se:

Esq + + Esq
Lembre-se que na construção do DEC, sempre que houver uma carga ou um apoio
(exceto o inicial), faz-se o cálculo “antes” e “depois” da carga.
O diagrama será iniciado pelo ponto A, lembre que você sempre está no ponto considerado:
Entrando pela esquerda tem-se somente a reação de apoio:

5,1 KN

QA= +5,1 KN

Entrando pela direita tem-se:

8,1 KN 4,5 KN 2,1 KN/m


1,2 KN/m

A B C D E

0,3m 0,8 m 0,3 0,2

9,9 KN

QA= +2,1 KN * 0,5 m + 4,5 KN – 9,9 KN + 1,2 KN * 1,1 m +8,1 KN = +5,1 KN

No ponto B, entrando pela esquerda, antes da carga de 8,1 KN:

1,2 KN/m

A B

0,3 m
5,1 KN
QBa= +5,1 KN – 1,2 KN/m * 0,3 m = + 4,7 KN

Entrando pela direita:

8,1 KN 4,5 KN
1,2 KN/m 2,1 KN/m

B C D E

0,8 m 0,3 0,2


9,9 KN
QBa= +2,1 KN * 0,5 m + 4,5 KN – 9,9 KN + 1,2 KN * 0,8 m +8,1 KN = + 4,7 KN

Na seção B, depois da carga de 8,1 KN:

1,2 8,1 4,5 KN 2,1


KN 1,2
KN/m KN/m

A B C D

0,3 0,8 m 0,3


5,1 9,9

QBd= +5,1 KN – 1,2 KN/m * 0,3 m – 8,1 KN = -3,4 KN

Ou, pela direita:


d
QB =+2,1 KN * 0,5 m + 4,5 KN – 9,9 KN + 1,2 KN * 0,8 m = -3,4 KN

Na seção C, antes do apoio C:


8,1 4,5 KN
1,2 2,1
KN
KN/m

A B C C D

0,3
0,3 m 0,8
5,1 KN 9,9

QCa= +5,1 KN – 1,2 KN/m * 1,1 m – 8,1 KN= - 4,3 KN

O mesmo ponto, fazendo o cálculo pela direita:


a
QC = +2,1 KN * 0,5 m + 4,5 KN – 9,9 KN = - 4,3 KN

No ponto C, depois do apoio:

8,1 4,5 KN
1,2 KN/m 2,1
KN
KN/m

A B C C D E
0,3
0,3 m 0,8
5,1 KN 9,9 KN

QCd= +5,1 KN – 1,2 KN/m * 1,1 m – 8,1 KN + 9,9 KN = + 5,6 KN

No ponto C, entrando pela direita:

QCd=+2,1 KN * 0,5 m + 4,5 KN = + 5,6 KN

No ponto D, antes da carga de 4,5 KN e entrando pela esquerda:


8,1 2,1 4,5 KN
1,2 2,1
KN KN/m

A B C D D
E
0,2
0,3 m 0,8 m 0,3
5,1
9,9
KN
KN

QDa= +5,1 KN – 1,2 KN/m * 1,1 m – 8,1 KN + 9,9 KN – 2,1 KN/m * 0,3 m = + 4,9 KN

Pela direita, tem-se somente as cargas distribuída e concentrada:


QDa== +2,1 KN * 0,2 m + 4,5 KN = + 4,9 KN

No ponto D, depois da carga concentrada de 4,5 KN

8,1 2,1 4,5 2,1


1,2
KN KN KN/m

A B C D D
E
0,2
0,3 m 0,8 m 0,3
5,1
9,9
KN
KN

QDd= + 5,1 KN – 1,2 KN/m * 1,1 m – 8,1 KN + 9,9 KN – 2,1 KN/m * 0,3 m - 4,5 KN =
+ 0,4 KN

Entrando pela direita:


QDd=+2,1 KN * 0,2 m = + 0,4 KN
No final da viga:

8,1 KN 4,5 KN 2,1 KN/m


1,2 KN/m

A B C D E

0,3m 0,8 m 0,3 0,2

Entrando pela esquerda:


QE= + 5,1 KN – 1,2 KN/m * 1,1 m – 8,1 KN + 9,9 KN – 2,1 KN/m * 0,5 m - 4,5 KN = 0

E, pela direita:
QE= 0
c) DMF
O cálculo do Momento Fletor será realizado empregando a seguinte convenção de
sinais:
- Quando calcular o momento fletor a partir da esquerda para direita, o momento positivo
será no sentido horário; quando se iniciar o cálculo pela direita, o momento positivo terá o
sentido anti-horário; sendo ambos os casos representados abaixo do eixo da viga.
Lembre-se que no DMF, quando houver um momento aplicado na viga, tem-se de
calcular o momento fletor no ponto, “antes” e “depois” do momento aplicado.

Esq + + Esq

O cálculo será iniciado pelo ponto A:

8,1 4,5 KN2,1


KN 1,2 KN/m
A KN/m

A B C
5,1
0,3m 0,8 m
9,9

MA = 0

Calculando pela direita o ponto A:


MA = - 1,2 KN/m x 1,1 m * 1,1m/2 - 8,1 KN * 0,3 m +- 9,9 KN * 1,1 m - 4,5 KN * 1,4 m
- 2,1 KN/m * 0,5m * (0,5m/2 + 1,1 m) = 0

Calculando o momento fletor no ponto B, entrando pela esquerda, sendo indiferente


antes ou depois da carga, pois o momento da carga concentrada de 8,1 KN é zero:

1,2 8,1 4,5 KN 2,1


KN 1,2
KN/m KN/m

A B C D

0,3 0,8 m 0,3


5,1 9,9

MB = +5,1 KN * 0,3 m – 1,2 KN/m x 0,3 m * 0,3 m/2 = +1,47 KNm

Considerando o lado direito da seção e a convenção citada anteriormente:


MB =- - 1,2 KN/m x 0,8 m * 0,8m/2 +- 9,9 KN * 0,8 m - 4,5 KN * 1,1 m - 2,1 KN/m * 0,5m *
(0,5m/2 + 0,8 m) = +1,47 KNm

No ponto C, tem-se

8,1 4,5 KN
1,2 2,1
KN
KN/m

A B C C D

0,3
0,3 m 0,8
5,1 KN 9,9

MC = +5,1 KN * 1,1 m – 1,2 KN/m x 1,1 m * 1,1 m /2 – 8,1 KN * 0,8 m= - 1,6 KNm

Ou:
MC = - 4,5 KN * 0,3 m - 2,1 KN/m * 0,5m * 0,5m/2 = - 1,6 KNm

No ponto D:

8,1 2,1 4,5 2,1


1,2
KN KN KN/m

A B C D D
E
0,2
0,3 m 0,8 m 0,3
5,1
9,9
KN
KN

MD = +5,1 KN * 1,4 m – 1,2 KN/m x 1,1 m * (1,1/2 + 0,3) m – 8,1 KN * 1,1 m + 9,9 KN *
0,3m – 2,1 * 0,3 * 0,3m/2 = 0 KN

Ou:
MD = - 2,1 KN/m * 0,2m * 0,2m/2 = 0
Na extremidade da viga:

8,1 KN 4,5 KN 2,1 KN/m


1,2 KN/m

A B C D E

0,3m 0,8 m 0,3 0,2

ME = +5,1 KN * 1,6 m – 1,2 KN/m x 1,1 m * (1,1m/2 + 0,5) m – 8,1 KN * 1,3 m


+ 9,9 KN * 0,5m – 2,1 KN/m * 0,5m * 0,5m/2 – 4,5 KN * 0,2 m = 0
Ou:
ME = 0

A seguir, estão desenhados os DEC e DMF da viga:


8,1 KN 4,5 KN 2,1 KN/m
1,2 KN/m

A B C D E

0,3m 0,8 m 0,3 0,2

5,1 4,7 5,6 4,9

0,4
DEC

-3,4 -4,3

-1,6 KNm

DMF

1,5 KNm
2)
3,1 KN 5,2 KN
0,5 KN/m 0,8 KN/m

A B C D E F G

0,2m 0,3 m 0,3 m 0,2 m 0,4 m 0,3


a)Reações de Apoio:
VA= - 0,6 KN VB= +9,9 KN

b) DEC
QA= 0
QBa= - 0,5 KN/m * 0,2m = - 0,1 KN
QBd= - 0,5 KN/m * 0,2m - 0,6 KN= - 0,7 KN
QCa= -0,5 KN/m * 0,5m - 0,6 KN = - 0,85 KN
QCd= -0,5 KN/m * 0,5m - 0,6 KN – 3,1 KN = - 3,95 KN
QD= -0,5 KN/m * 0,8m - 0,6 KN – 3,1 KN = - 4,1 KN
QEa= -0,5 KN/m * 0,8m - 0,6 KN – 3,1 KN = - 4,1 KN
QEd= -0,5 KN/m * 0,8m - 0,6 KN – 3,1 KN +9,9 KN = +5,8 KN
QFa= -0,5 KN/m * 0,8m - 0,6 KN – 3,1 KN +9,9 KN – 0,8 KN* 0,4m = +5,4 KN
QFd= -0,5 KN/m * 0,8m - 0,6 KN – 3,1 KN +9,9 KN– 0,8 KN* 0,4m – 5,2 KN= +0,28 KN
QG= -0,5 KN/m * 0,8m - 0,6 KN – 3,1 KN +9,9 KN– 0,8 KN* 0,7m – 5,2 KN= 0
c) DMF
MA = 0
MB = - 0,5 KN/m * 0,2m * 0,2m/2 = - 0,01 KN
MC = - 0,5 KN/m * 0,5m * 0,5m/2 – 0,6 KN * 0,3 m = -0,24 KN
MD = - 0,5 KN/m * 0,8m * 0,8m/2 – 0,6 KN * 0,6 m – 3,1 KN * 0,3 m = - 1,45 KN
ME = - 0,5 KN/m * 0,8m * (0,8m/2 + 0,2 m) – 0,6 KN * 0,8 m – 3,1 KN * 0,5 m = -2,27
KNm
MF = - 0,5 KN/m * 0,8m * (0,8m/2 + 0,6 m) – 0,6 KN * 1,2 m – 3,1 KN * 0,9 m + 9,9 KN *
0,4 m – 0,8 KN/m * 0,4 m * 0,4 m/2 = - 0,014 KNm
MG =- 0,5 KN/m * 0,8m * (0,8m/2 + 0,9 m) – 0,6 KN * 1,5 m – 3,1 KN * 1,2 m + 9,9 KN *
0,7 m – 0,8 KN/m * 0,7 m * 0,7 m/2 – 5,2 KN * 0,3 m = 0
3,1 KN 5,2 KN
0,5 KN/m 0,8 KN/m

A B C D E F
G
0,2m 0,3 m 0,3 m 0,2 m 0,4 m 0,3
5,8 5,4

0,28 0
DEC
0 -0,1
-0,7 -0,85

-3,95 -4,1 -

-1,45 -2,27

-0,014 0
DMF 0 0,01 -
0,5 KN/m 2,5 KN
3) 3 KNm 0,2 KN/m

A B C D E

1,0 m 0,5 m 0,4m


0,8 m

a)Reações de Apoio:
VA= - 2,61 KN VB= +10,27 KN

b) DEC
QA= - 2,61 KN
QB= - 2,61 KN – 0,5 KN/m * 1,0 m = - 3,1 KN
QCa= - 2,61 KN – 0,5 KN/m * 1,0 m = - 3,1 KN
QCd= - 2,61 KN – 0,5 KN/m * 1,0 m – 2,5 KN = -5,6 KN
QDa= - 2,61 KN – 0,5 KN/m * 1,0 m – 2,5 KN = -5,6 KN
QDd= - 2,61 KN – 0,5 KN/m * 1,0 m – 2,5 KN + 10,27 = 4,7 KN
QEa= - 2,61 KN – 0,5 KN/m * 1,0 m – 2,5 KN + 10,27 – 0,2 KN/m * 0,8 m= 4,5 KN
QEd= - 2,61 KN – 0,5 KN/m * 1,0 m – 2,5 KN + 10,27 – 0,2 KN/m * 0,8 m – 4,5 KN = 0

c) DMF
MA = 0
MB = - 2,61 KN * 1m – 0,5 KN/m * 1,0 m * 1m/2 = - 2,9 KNm
MCa = - 2,61 KN * 1,5m – 0,5 KN/m * 1,0 m * (1m/2 + 0,5 m) = - 4,4 KNm
MCd = - 2,61 KN * 1,5m – 0,5 KN/m * 1,0 m * (1m/2 + 0,5 m) + 3 KNm = -1,4 KNm
MD = - 2,61 KN * 1,9 m – 0,5 KN/m * 1,0 m * (1m/2 + 0,9 m) + 3 KNm – 2,5 KN * 0,4 m = -
3,7 KNm
ME = - 2,61 KN * 2,7 m – 0,5 KN/m * 1,0 m * (1m/2 + 1,7 m) + 3 KNm – 2,5 KN * 1,2 m +
10,27 KN * 0,8 m – 0,2 KN/m * 0,8 m * 0,8 m/2 = 0
0,5 KN/m 2,5 KN
3 KNm 0,2 KN/m
A B C D

1,0 m 0,5 m 0,4m

4,7

DEC

-2,6 -3,1 -

-4,4 -3,4
-2,9
-1,4
DM 0
0
10,6 KN 8 KN
0,3 KN/m
4) 5 KNm
0,8 KN/m

A B C D E

0,6 0,2 0,8 0,8 m

a)Reações de Apoio:
VA= + 21,0 KN MA= +17,23 KNm

b) DEC
QA= + 21,0 KN
QBa= + 21,0 KN – 0,8 KN/m * 0,6 m = + 20,5 KN
QBd= + 21,0 KN – 0,8 KN/m * 0,6 m – 10,6 KN = + 9,9 KN
QC=+ 21,0 KN – 0,8 KN/m * 0,8 m – 10,6 KN = + 9,8 KN
QDa= + 21,0 KN – 0,8 KN/m * 1,6 m – 10,6 KN – 0,3 KN/m * 0,8 m= + 8,9 KN
QDd= + 21,0 KN – 0,8 KN/m * 1,6 m – 10,6 KN – 0,3 KN/m * 0,8 m – 8 KN = +0,9 KN
QE= + 21,0 KN – 0,8 KN/m * 2,4 m – 10,6 KN – 0,3 KN/m * 1,6 m – 8 KN = 0

c) DMF
MA = - 17,23 KNm
MBa = - 17,23 KNm + 21KN * 0,6 m – 0,8 KN/m * 0,6 m * 0,6 m/2 = - 4,8 KNm
MBd = - 17,23 KNm + 21KN * 0,6 m – 0,8 KN/m * 0,6 m * 0,6 m/2 – 5 KNm = - 9,8 KNm
MC = - 17,23 KNm + 21KN * 0,8 m – 0,8 KN/m * 0,8 m * 0,8 m/2 – 5 KNm – 10,6 Kn *
0,2 m = - 7,8 KNm
MD = - 17,23 KNm + 21KN * 1,6 m – 0,8 KN/m * 1,6 m * 1,6 m/2 – 5 KNm – 10,6 Kn *
1,0 m - 0,3 KN/m * 0,8 m * 0,8m/2 = - 0,4 m
ME = - 17,23 KNm + 21KN * 2,4 m – 0,8 KN/m * 2,4 m * 2,4 m/2 – 5 KNm – 10,6 Kn *
1,8 m - 0,3 KN/m * 1,6 m * 1,6m/2 – 8,0 KN * 0,8 m = 0
10,6 8 KN
0,3
5 KNm
0,8 KN/m

A B C D E

0,6 0,2 0,8 0,8 m

21,0

9,9 9,8
DEC
0,9

-17,2

-
DMF
-7,8 -0,4
-4,8
1,1 KN/m 8,1 3 KNm 4,7 KN/m
5) KN
0,5 KN/m

A B C
0,5 0, 7 0,9 m

a)Reações de Apoio:
VA= + 14,57 KN MA= +18,45 KNm

b) DEC
QA= + 14,57 KN
QBa= + 14,57 KN – 1,1 KN/m * 0,5 m = +14,0 KN
QBd= + 14,57 KN – 1,1 KN/m * 0,5 m – 8,1 KN = + 5,9 KN
QC=+ 14,57 KN – 1,1 KN/m * 1,2 m – 8,1 KN = + 5,2 KN
QDa= + 14,57 KN – 1,1 KN/m * 1,2 m – 8,1 KN - 0,5 KN/m * 0,9 m = + 4,7 KN
QDd= + 14,57 KN – 1,1 KN/m * 1,2 m – 8,1 KN - 0,5 KN/m * 0,9 m - 4,7 KN = 0

c) DMF
MA = - 18,45 KNm
MB = - 18,45 KNm + 14,57 KN * 0,5 m – 1,1 KN/m * 0,5 m * 0,5 m/2 = - 11,3 KNm
MCa = - 18,45 KNm + 14,57 KN * 1,2 m – 1,1 KN/m * 1,2 m * 1,2 m/2 – 8,1 KN * 0,7 m =
-7,4 KMn
d
MC = - 18,45 KNm + 14,57 KN * 1,2 m – 1,1 KN/m * 1,2 m * 1,2 m/2 – 8,1 KN * 0,7 m
+ 3 KNm = -4,4 KMn
MD = - 18,45 KNm + 14,57 KN * 2,1 m – 1,1 KN/m * 1,2 m * (1,2 m/2 + 0,9 m) – 8,1 KN
* 1,6 m + 3 KNm – 0,5 KN/m * 0,9 m * 0,9 m/2 = 0
1,1 KN/m 8,1 3 KNm 4,7 KN/m
0,5

A B C
0,5 0, 7 0,9 m

+14,6

+5,9 +5,2
DEC +4,7 0

-18,45 -11,3 -

DMF -4,4
A seguir encontram-se alguns exercícios para resolução:
A)Determine as reações de apoio e os DEC10e DMF:
3KN
1) 12 KN 0,8 2) KN 1,2
KN/m KN/m
A B A B C

0,4 m 0,2m 0,4 m

5,8 KN 4,2 KN
3)
0,8 KN/m

A B C D E F

0,1m 0,5 m 0,4 m 0,4 m 0,4 0,2 m

4) 8,1 KN 4,3KN
6 KN 12 KN 5)
5

A B C D A B C D

0,3m 0,4m 0,2m 0,3 m 0,2 m 0,1 m


1,5 KN/m 0,3 KN
6) 2,5
A B C
1,3 m 0,2m
7 0,7 KN/m 12 KN 8,3 KN
)
A B 3,2 C

0,6 m 0,2m 0,7m


8)
8,3 KN 7,5
KN
0,5 3,1
KNm
0,3 KN/m

A B C D E
0,8 m 0,6 0,2 0,45

9) 5,7 KN
2,1
KN/m
2,1KNm
A B
1,3 C

3m 1

10)
1,1 KN/m 5,3 KN 3,1KN
2,3 KN/m

A B C D
3,4 KNm

0,5 0,4 0,6 m

11) 6,5 KN
4,5 KNm 0,3 KN/m 8,7 KN

0,6 KN/m

A B C D E

0,5 0,1 0,8 m 0,6m


12)
5,4 6,5 KN
1,1 KN/m KNm 3,2 KN/m

A B C D E

0,4m 0,6 m 0,1 0,1 0,2

5,1 KN
1,2 KN/m 2,3 KNm
13) 1,2 KN/m

A B C

0,8 0, 2 1,3 m

14)
0,8KN/m 12,1KN 7,3 KNm 0,6 KN/m

A B C D E F G

0,3 0,3 m 0,3 m 0,1 0,6 m 0,3

15) 10,6 KN 0,3 KN/m


5 KNm
0,8 KN/m

A B C D

0,5 0,1 0,4 1,2m


16) 7,5 KN
0,3 2,0
KNm
0,3 KN/m

A B C D E
0,2 m 0,8 0,1 0,5

4,7 KN 3,5 KNm 7,3


17) KN
1,5
0,6 KN/m
A B C D
0,3 1,8 m 0,7

18) 12,0 4,7 KN


KN 2,4
1,2
KNm

A B C D
0,8 0,3 0,6 0,5m

19) 5,2 KN 7,5 KN

0,6 KN/m

9,2 KNm
A B C D

0,7 1,4 m 0,6m


20)
5 KN 4,7 KN
3,1 KNm 0,2 KN/m
0,6 KN/m

A B C D E

0,4 0,4 0,6 m 0,7m

21)
2 KN
1,2
1,1 KN

A B C D

0,6 1,4 m 0,4 m 0,2m

22)
6,3 2,7 0,6 KNm
KN KNm
1,0 0,8 KN/m

A B C D E F

0,6 0,3 0,8 0,4m 0,15

23) 11,3 4,3 KNm 7,1


KN KN
60º 1,3 KN/m

A B C D
1,3 0,4 0,5 2,4 m
5,3 KN 10 KN
24) 8,5
KNm
2,5 KN/m

A B C D

0,8 1,2 1,1

15 KN 1,1
25) KN/m 12 KN
1
2,5
0,5
A B C D E
3
KNm
0,6 0,2 0,2 0,5 0,3
0,5m

26) 4,3 KN
3,1 KN
0,9 KN/m 0,6 KN/m
3,0 KNm

0,1 0,5 m 0,5 m 0,3 0,2 0,5 1,5

27)
8 KN 12 KN

5 KN/m 2 KN/m

0,5m 0,4m 0,8m 0,2m


28)

0,5 KN/m 6,0 KN 3 KNm


0,1 KN/m

A B C D
0,4 0, 6 0,5 m

7,3 KN 5,5 KN 1,1 KN/m


29)
1,0 KN/m

A B C D E

0,4 m 0,9 m 0,4 0,2m


6. Características Geométricas das Superfícies Planas
6.1 Momento Estático de uma Superfície

É definido através do somatório do produto entre a área do elemento e a distância que


o separa do eixo de referência.
Y
Mx = Σ Ai.yi
x
My = Σ Ai.xi

y
Centro de Gravidade de uma Superfície Plana X
É o ponto localizado na própria figura, ou fora desta, na qual se concentra a superfície.
A localização do ponto através das coordenadas XG e YG, que serão obtidas através da
relação entre o momento estático da superfície e a área total desta.

XG = Mesty YG = Mestx
A A

Exemplo 1:
Cálculo do centro de gravidade da figura abaixo:

12 cm 3 12

4 cm

20 cm

Inicialmente posiciona-se um sistema de eixos X e Y, passando pela base e esquerda da


figura:
x1

Y
12 cm 3 12

1 4 cm

2
20 cm

X
Divide-se a seção em figuras conhecidas, no exemplo, pode-se dividir em 2 retângulos, um
horizontal e outro vertical (podem-se fazer outras divisões).

Y
12 cm 3 12

4 cm

20 cm

X
Consideram-se as áreas, centro de gravidade em relação aos dois eixos, separadamente.
Assim, tem-se

Y Y
12 cm 3 12 12 cm 3 12

1 1 4 cm

x1 20 cm
y1

X X
y y
3 cm 3 cm

2 2
20 20
y2 cm
cm

X X
x2

Figura Ai (cm2) xi(cm) yi(cm) Aixi(cm3) Aiyi(cm3)


Área 1

27 cm 27 x 4 = 27/2 = 4/2 + 20 = 1458 2376


4 cm 108 13,5 22

20 cm
20 x 3 = 12 = 3/2= 20/2 = 810 600
60 13,5 10
3 cm

Σ 168 2268 2976

XG = My YG = Mx
A A

XCG = A1x1 + A2x2 YCG = A1y1 + A2y2


A1 + A2 A1 + A2

Conforme cálculo na tabela


XCG =2268 cm3 = 13,5 cm
168 cm2

O que está de acordo com a figura, pois a peça apresenta simetria em relação ao eixo Y

YCG = 2976 cm3 = 17,7 cm


168 cm2
Assim:
YCG
Y
12 cm 3 12

4 cm
XCG

YCG =17,7
20 cm
cm

X
XCG = 13,5
cm

Lembre-se que o valor de XCG posiciona o eixo Y e que YCG posiciona o eixo X.

Exemplo 2: 8 cm

3 cm

14 cm

3 cm

3 15 cm
Inicialmente posiciona-se um sistema de eixos X e Y
Y 8 cm

3 cm

14 cm

3 cm
X

3 15 cm
Dividindo a seção em figuras conhecidas:

8 cm

3 cm 1

14 cm
2

3 cm

3 15 cm

Figura Ai (cm2) xi(cm)* yi(cm)** Aixi(cm3) Aiyi(cm3)


Área 1

8cm 3*8 = 8/2 = 3/2+14+3 = 96 444


3 cm 24 4 18,5

14 cm 14*3 = 3/2 = 14/2 + 3 = 63 420


42 1,5 10

3 cm

18cm 3*18 = 18/2 = 3/2 = 486 81


3 cm 54 9 1,5

Σ 120 645 945

*Lembre-se que xi é a distância, na direção do eixo X (medido na horizontal), do CG da


figura considerada até atingir o eixo Y e que,
**yi é a distância, na direção do eixo Y (medido na vertical), do CG da figura considerada
até atingir o eixo X,

XG = My YG = Mx
A A

XCG = A1x1 + A2x2 YCG = A1y1 + A2y2


A1 + A2 A1 + A2
Conforme cálculo na tabela
XCG =565 cm3 = 5,37 cm
120 cm2

YCG = 945 cm3 = 7,88 cm


120 cm2

Y 8 cm

3 cm

14 cm

7,88 cm

X
3 15 cm

5,37 cm

Exercícios:
Determine o CG da seção abaixo:

7 cm 5 cm

2 cm

15 cm

4 cm

5 cm 12cm

Inicialmente posiciona-se os eixos iniciais X e Y:

Lembre-se que o eixo, por conveniência, deverá estar situado na base da figura e à esquerda
da mesma.
Y
7 cm 5 cm

2 cm

15 cm

4 cm

5 cm 12cm X
Divide-se a seção em figuras conhecidas:
Y
7 cm 5 cm

1 2 cm

2 15 cm

4 cm

5 cm 12cm X
Você poderia ter dividido a seção desta maneira também:
Y
7 cm 5 cm

2 cm

2 15 cm

4 cm

5 cm 12cm X
No primeiro caso:

Figura Ai (cm2) xi(cm)* yi(cm)** Aixi(cm3) Aiyi(cm3)


Área 1

12cm 12*2 = 12/2 = 2/2+15+4 = 144 480


2 cm 24 6 20

15 cm 15*5 = 7+5/2 = 15/2 + 4 = 712,5 862,5


75 9,5 11,5

5 cm

17cm 4*17= 17/2+7 = 4/2 = 1054 136


4 cm 68 15,5 2

Σ 167 1910,5 1478,5

No segundo caso:

Figura Ai (cm2) xi(cm)* yi(cm)** Aixi(cm3) Aiyi(cm3)


Área 1

7cm 2*7 = 7/2 = 2/2+15+4 = 49 280


2 cm 14 3,5 20

21 cm 21*5 = 7+5/2 = 21/2 = 997,5 1102,5


105 9,5 10,5

5 cm

12cm 12*4 = 12/2+7+5 = 4/2 = 864 96


4 cm 48 18 2

Σ 167 1910,5 1478,5


No primeiro caso:

XCG = A1x1 + A2x2 YCG = A1y1 + A2y2


A1 + A2 A1 + A2

Conforme cálculo na tabela


XCG =1910,5 cm3 = 11,44 cm
167 cm2

YCG = 1478,5 cm3 = 8,85 cm


167 cm2

No segundo caso, conforme a segunda tabela:

XCG = Mesty = A1x1 + A2x2 YCG = Mestx = A1y1 + A2y2


ΣA A1 + A2 ΣA A1 + A2

Conforme cálculo na tabela


XCG =1910,5 cm3 = 11,44 cm
167 cm2

YCG = 1478,5 cm3 = 8,85 cm


167 cm2

sendo que o resultado é o mesmo da divisão anterior. Verifica-se assim, ser possível qualquer
divisão da seção.

Momento de Inércia (I)


É definido como o somatório do produto da área que compõe a superfície e o quadrado
da distância ao eixo de referência. Matematicamente tem-se:


Ix = y2 dA e Iy = x2 dA∫
Ou ainda:
Ix = Σ Ai.yi2
Iy = Σ Ai.xi2

O momento de inércia é a primeira característica geométrica importantíssima no


dimensionamento dos elementos de construção, pois fornece através de seus valores
numéricos uma noção de resistência da peça. Quanto maior o momento de inércia da estrutura
da peça, maior a resistência.

Translação de Eixos (Teorema de Steiner):


Sejam os eixos X e Y os eixos baricêntricos da superfície A. Para determinar o
momento de inércia da superfície, em relação aos eixos x e y, paralelos a X e Y, aplica-se o
teorema de Steiner que é definido como:
“Momento de Inércia em relação a um eixo paralelo ao eixo baricêntrico é igual a soma do
momento de inércia em relação ao baricentro e o produto da área pelo quadrado da distância
entre os eixos considerados”.
y
YCG

d2 Ix = IX + A.d12
Iy = IY + A.d22

CG
XCG
d1

Calculando o momento de inércia para um retângulo, em relação ao eixo passando


pela base e lado, tem-se:

dy
h
x
b
Inércia é o produto da área pelo quadrado da distância ao eixo considerado. Considerando o
retângulo com base b e largura dy, a sua distância ao eixo h, a área da figura será A= b*dy,
logo:
h h h

Ix = ∫A*y = ∫ y *b*dy = b∫ y *dy = b*h – b*0


0
2
0
2 2 3 3

0 3 3

Ix = b*h3
3

Por analogia ao eixo y tem-se:

Iy = h*b3
3
Posição do Mto. de inércia Mto. de inércia
FIGURA ÁREA em relação ao eixo x em relação ao eixo y
CG

y Retângulo

b h3 h b3
h bh Ix = Iy =
3 3
x
b

y Retângulo
b
x=
x 2 b h3 h b3
h C x bh Ix = Iy =
y h 12 12
y=
2
b
y Triângulo

bh b h3 h b3
h Ix = Iy =
2 12 12
x
b

y Triângulo
b
x=
x bh 3 b h3 h b3
h Ix = Iy =
C y x 2 h 36 36
y=
b 3

y Círculo

r π r2 π r4 π r4
x Ix = Iy =
C 4 4

y Semicírculo

π r2 4r π r4
y= I x = 0,1098 r 4
Iy =
C y
x 2 3π 8

y Quadrante
4r
x=
x π r2 3π π r4 π r4
Ix = Iy =
C
y
4 4r 16 16
x y=

Determina-se o momento de inércia em relação ao eixo passando pelo CG, empregando-se
Steiner, assim:

h/2

h/2

x
b

Ix = IXCG + A*d2

b*h3 = IXCG – b*h*(h/2)2


3

b*h3 = IXCG – b*h3


3 4
Logo:
4b*h3 = IXCG – 3 b*h3
12 12

IXCG = b*h3
12
Conforme valor dado na tabela anterior. Por similaridade, a inércia em relação ao eixo YCG
será dada por:
IXCG = h*b3
12
Exercícios resolvidos
1) Determine o momento de inércia em relação ao eixo XCG e YCG, calculados anteriormente:
YCG
Y
12 cm 3 12

4 cm
XCG

YCG =17,7
20 cm
cm

X
XCG = 13,5
cm

Para o cálculo do momento de inércia em relação ao eixo XCG, considere apenas este eixo:

12 cm 3 12

4 cm
XCG

YCG =17,7
20 cm
cm

X
XCG = 13,5
cm

Lembre-se que Ix = Σ Ai.yi2 .Para tanto, divida a figura em áreas conhecidas. Procure
empregar figuras cuja base esteja sobre o eixo XCG para não necessitar usar Steiner. Assim, o
exemplo será dividido as áreas da seguinte maneira: um retângulo maior de base 27 cm na
parte superior da peça e descontaremos dois retângulos pequenos de base 12 cm. Na parte
inferior considera-se apenas um retângulo apoiado sobre o eixo de base 3 cm:
Assim,
12 cm 3 12

24-17,7 = 6,3 cm 4 cm
XCG

YCG =17,7
cm 20 cm

X
XCG = 13,5

Descontando os retângulos:
12 cm 3 12

4 cm
24-17,7-4 = 2,3
XCG cm
YCG =17,7
cm 20 cm

Portanto, tem-se

Ix = Σ Ai.yi2

27 cm
17,7 cm
6,3cm 12 12 cm
2,3 cm
Ix = Ix - Ix + Ix 3 cm

Assim usa-se apenas uma única inércia, retângulo com eixo passando pela base, portanto,
empregando a tabela (primeira linha e quarta coluna), tem-se:
Ix = bh3
3

Ix = 27*6.33 + 2 * 12*2,33 + 3*17,73


3 3 3

Ix = 2250,4 - 97,34 + 5545,2


Ix = 7698,97 cm4

A inércia em relação ao eixo XCG também poderia ser calculada empregando o Teorema de
Steiner, ou seja:
12 cm 3 12

4 cm
XCG

YCG =17,7
20 cm
cm

X
XCG = 13,5
cm

Assim divide-se a seção em 3 retângulos, 2 acima do eixo e 1 abaixo deste:

12 cm 3 12

4 cm
6,3 cm
XCG

YCG =17,7
20 cm
cm

X
XCG = 13,5
cm

27 cm
3 cm 17,7 cm
4 cm
2,3 cm

Ix = Ix + Ix + Ix 3 cm

Para o cálculo do primeiro termo, usa-se o teorema de Steiner, pois o eixo não está
passando nem na base do retângulo e nem no seu CG. Pelo teorema, o cálculo da inércia em
relação a um eixo é dado pelo valor da inércia com o eixo passando no CG mais o produto da
área pelo quadrado da distância entre os eixos, ou seja:
Ix = IxCG + A*d2

Nas demais parcelas, segunda e terceira, têm o retângulo com eixo passando pela base,
portanto, empregando a tabela (primeira linha e quarta coluna), tem-se:
Ix = bh3
3
Assim:
Ix = 27*43 + 27*4*(6,3 – 2)2 + 3*2,33 + 3*17,73
12 3 3

Ix = 144 + 1996,91 + 12,17 + 5545,32


Ix = 7698,40 cm4

Verifica-se que qualquer uma das soluções o resultado será o mesmo.

Para o cálculo de Iy:


YCG
Y
12 cm 3 12

4 cm

20 cm

X
XCG = 13,5 cm
Se a figura for dividida em 2 retângulos, o eixo YCG passa pelo CG dos 2 retângulos. Assim:

YCG
Y
12 cm 3 12

4 cm

20 cm

X
XCG = 13,5 cm
Para o cálculo do Iy tem-se:
27 cm
20 cm
4 cm

Iy = Iy + Iy 3 cm

Assim usa-se apenas uma única inércia, retângulo com eixo passando pelo CG, portanto,
empregando a tabela (segunda linha e quinta coluna), tem-se:

Iy = hb3
12

Iy = 4 *273 + 20*33
12 12

Iy = 6561 + 45
Iy= 6606 cm4

2) Determine o CG do perfil em I abaixo e o momento de inércia em relação aos eixos XCG e


YCG
6 1 6 cm
1cm

20cm

2cm

12 1 12cm
Inicialmente será determinado o centro de gravidade da figura. Posicionando os eixos na base
da seção e à esquerda da mesma.

Y 6 1 6 cm
1cm

20cm

2cm

12 1 12cm X
Como a figura tem simetria em relação ao eixo y o valor de XCG é 12,5 (lembre que para
marcar o eixo YCG você necessita de XCG). Para o cálculo de YCG, para posicionar o eixo
horizontal, pois a figura não apresenta simetria, divide-se a figura em dois retângulos
horizontais e um retângulo vertical central:
Figura Ai (cm2) yi(cm)** Aiyi(cm3)
Área 1

13cm 13*1 = 1/2+20+2 = 292,5


1 cm 13 22,5

20 cm 20*1 = 20/2 + 2 = 240


20 12

1 cm

25 cm 25*2 = 2/2 = 50
2cm 50 1

Σ 83 582,5

YCG = A1y1 + A2y2


A1 + A2

YCG = 582,5 cm3 = 7,02 cm


83 cm2

XCG = 7,02 cm YCG = 12,5 cm

Cujos eixos serão representados

YCG

Y 6 1 6 cm
1cm

20cm
7,02 cm XCG
2cm

12 1 12cm X
12,5 cm

Para o cálculo do momento de inércia em relação ao eixo XCG, tem-se:


6 1 6 cm
1cm

20cm
XCG
7,02 cm
2cm

12 1 12cm

Para o cálculo têm-se duas soluções. A primeira, considerando um retângulo grande e


descontando dois pequenos na parte superior e inferior: Assim:

6 1 6 cm
1cm
15,98
20cm

7,02 cm XCG
2cm

12 1 12cm

Cujo eixo passa pela base dos dois retângulos e utiliza-se a fórmula:
Ix = hb3
3

Entretanto, precisa-se descontar os retângulos superiores e inferiores:

6 1 6 cm
1cm
15,98
20cm

7,02 cm XCG
2cm

12 1 12cm

E estes retângulos também apresentam o eixo passando pela base portanto, a inércia será dada
por:
Ix = hb3
3
Calculando;
Ix = Ixsup + Ixinf
13c
25c
6 6 cm
15,98
7,02 5,02 cm
Ix = Ix - Ix + Ix - Ix

Ix = 13*15,983 – 2* 6*14,983 + 25*7,023 – 2* 12*5,023


3 3 3 3

Ix = 17682,85 – 13446,07 +2882,90 – 1012,05


Ix = 6107,63 cm4

Ou o valor de Ix pode ser calculado empregando Steiner, ou seja dividindo a figura um dois
retângulos superiores e dois retângulos inferiores:

6 1 6 cm
1cm

15,98 cm
20cm
XCG
7,02 cm
2cm

12 1 12cm

Assim, tem-se:
13 cm 1 cm

1 cm 14,98 cm 6,02 cm 1 cm
1 cm 25 cm
Ix – Ix +Ix +Ix +Ix

Ix = bh3 + A*d2 + bh3 + bh3 + bh3 +A*d2


12 3 3 12

Ix = 13*13 + 13*1*.(15,98-0,5)2 + 1*14,983 + 1*5,023 + 25*23 +2*25*(7,02-1)2


12 3 3 12

Ix = 1,08 +3115,2 + 1120,5 + 42,17 + 16,66 +1812,02


Ix = 6107,63 cm4

Para o cálculo de Iy, como o eixo passa pelo CG dos 3 retângulos, emprega-se a fórmula:
Iy = hb3
12
YCG

6 1 6 cm
1cm

20cm

2cm

12 1 12cm
12,5 cm
1 cm
13 cm
1 cm 20 cm 21 cm

Iy = Iy + Iy + Iy 25 cm

Iy = hb3 + hb3 + hb3


12 12 12

Iy = 1*133 + 20*13 + 2*253


12 12 12

Iy = 183,08 + 1,67 + 2604,17


Iy = 2789 cm4

3) Determine o CG do perfil em I abaixo e o momento de inércia em relação aos eixos XCG e


YCG

10 cm

6 cm

2 cm

2 6 3 cm

Como nos exemplos anteriores, para o cálculo do CG, posiciona-se os eixos x e y, na base e à
esquerda da seção:
y

10 cm

6 cm

2 cm
x
2 6 3 cm

Para o cálculo do CG faz-se a Área 1 – Área 2, assim:

Figura Ai (cm2) xi(cm) yi(cm) Aixi(cm3) Aiyi(cm3)


Área 1

18*11 = 11/2 = 18/2= 1089 1782


198 5,5 9
18
cm

11 cm

Área 2

π62 = 2+6/2 = 6/2 + 2 =


4 5 5 141,35 141,35
28,27

d = 6 cm

Σ 226,27 1230,35 1923,35

XCG = Mesty = A1x1 + A2x2 YCG = Mestx = A1y1 + A2y2


ΣA A1 + A2 ΣA A1 + A2

Conforme cálculo na tabela


XCG =1230,35 cm3 = 5,43 cm
226,27 cm2

YCG = 1923,35 cm3 = 8,50 cm


226,27 cm2

Lembre-se que o valor de XCG posiciona o eixo Y e que YCG posiciona o eixo X.
YCG

10 cm

6 cm XCG
8,50 cm
2 cm
x
2 6 3 cm

5,43 cm

Cálculo do momento de inércia em relação ao eixo XCG:

19,5 cm
10 cm

6 cm XCG
8,50 cm
2 cm

2 6 3 cm

A inércia em relação ao eixo XCG será dada pela inércia do retângulo superior mais a
inércia do retângulo inferior menos a inércia do círculo, sendo que neste caso será utilizado
Steiner, portanto:

11 cm

19,5
8,50 cm

11 cm 6 cm
Ix = Ix +Ix -Ix

Ix = 11*19,53 + 11*8,503 - π34 + π62∗(8,50 − 5)2


3 3 4 4

Ix = 27187,87 + 2251,8 - 63,61 - 346,36


Ix = 29029,7 cm4

Para o cálculo de Iy
YCG

10 cm

6 cm

2 cm

2 6 3 cm

5,43 cm

Como o eixo YCG não é de simetria necessita-se calcular separadamente cada uma das
partes. Tem-se um retângulo à esquerda mais o retângulo a direita e subtrai-se o círculo
empregando Steiner:

18 cm 18 cm

5,43 cm 5,57 cm
Iy = Iy + Iy - Iy 6 cm

Iy = 18*5,433 + 18*5,573 – π34 – π62(5,43 – 5)2


3 3 4 4

Iy = 1440,93 + 1555,28 – 63,62 – 5,23

Iy = 2927,36 cm4

Raio de Giração:
O raio de giração de uma superfície plana em relação a um eixo de referência
representa uma distância particular entre a superfície e o eixo, na qual o produto do quadrado
desta distância, denominada de raio de giração, e a área da superfície da figura, representa o
momento de inércia da superfície em relação ao eixo considerado.
Y
Ix = A*ix2
Iy = A*iy2
ix A
Ou seja:
Ix Iy iy

ix = iy = A
A
X
Determine ix e iy das figuras dadas:

1) YCG
Y
12 cm 3 12

4 cm
XCG

YCG =17,7
20 cm
cm

X
XCG = 13,5
cm

Os valores da área, inércia em relação a XCG e YCG já foram calculadas:


A=168 cm2
Ix = 7698,97 cm4
Iy= 6606 cm4

Ix Iy

ix = iy = A
A
Substituindo os valores:

7698,97 6606
ix =
168 iy =
168

ix = 6,76 cm
iy = 6,27 cm
YCG
2)

Y 6 1 6 cm
1cm

20cm
7,02 cm XCG
2cm

12 1 12cm X
12,5 cm
Já foram calculados:
A = 83 cm2 Ix Iy
Ix = 6107,63 cm4
ix = iy =
Iy = 2789 cm4 A A

Substituindo os valores:

2789
6107,63
iy =
ix = 83
83

ix = 8, 57cm
iy = 5,79 cm

3) YCG

10 cm

6 cm XCG
8,50 cm
2 cm
x
2 6 3 cm

5,43 cm

Anteriormente já foram calculados:


A = 226,27 cm2
Ix = 29029,7 cm4
Iy = 2927,36 cm4

2927,36
29029,7
iy =
ix = 226,27
226,27
ix = 11,33 cm
iy = 3,59 cm

Produto de Inércia
O produto de inércia, também denominado de momento centrífugo, de uma
superfície plana é definido pelo produto da área da figura pelas respectivas distâncias ao eixo
de referência.0,
Y

x A

Ixy - ∫ x*y*dA X

O produto de inércia demonstra uma noção de assimetria da seção em relação a seus


eixos de referência.
Como o produto de inércia multiplica a área por distâncias, ele poderá ser positivo ou
negativo de acordo com o quadrante considerado.
Ele será positivo, quando a superfície estiver no 1º ou 3º quadrante e negativo para o
2º e 4º quadrante, conforme figura abaixo.
YCG
2ºQuadrante: 1ºQuadrante:
x<0 x>0
y>0 y>0

XCG
3ºQuadrante:
x<0 4ºQuadrante:
y<0 x>0
y<0

Eixos Principais de Inércia:


Pelo CG de uma seção passam infinitos eixos, no qual o de maior importância, são os
eixos de momento de inércia máximo e mínimo.O eixo de momento máximo estará sempre
mais distante dos elementos de superfície que formam a seção, o eixo de momento de inércia
mínimo estará o mais próximo dos elementos da superfície.
Determinam-se os momentos principais de inércia através das equações:

Ix + Iy (Ix − Iy) 2 + 4Ixy 2


Imáx = +
2 2

Ix + Iy (Ix − Iy) 2 + 4Ixy 2


Imín = −
2 2

e os ângulos que eles se encontram pode ser calculado através das fórmulas:
Ix − Imáx
tgα máx =
Ixy

Ix − Imín
tgα mín =
Ixy

Onde:
αmáx representa o ângulo formado entre o eixo do momento máximo e o eixo XCG. e αmín
representa o ângulo formado entre o eixo momento mínimo e o eixo XCG. e:

αmáx + αmín = 90º

Qualquer par de eixos passando pelo CG e sendo defasados de 90º terão a soma dos seus
momentos de inércia constante:
Ix + Iy = Imáx + Imín

Exercícios Resolvidos:
Determine o produto de inércia e os eixos principais de inércia das figuras abaixo:

1) YCG
Y
12 cm 3 12

4 cm
XCG

YCG =17,7
20 cm
cm

X
XCG =Y13,5
CG
cm
Y
12 cm 3 12 A1

A3 4 cm
A4 A2 XCG

YCG =17,7
A5 20 cm
cm A6

X
XCG = 13,5
cm
Verifique as posições das áreas:
Na parte superior e no 1ºquadrante tem-se A1 e A2

Na parte superior e no 2ºquadrante tem-se A3 e A4

Na parte inferior e no 3ºquadrante tem-se A5

Na parte inferior e no 4ºquadrante tem-se A6

Assim:

Ixy = A1*x1*y1 + A2*x2*y2 + A3*x3*y3 + A4*x4*y4 + A5*x5*y5 + A6*x6*y6


A1*x1*y1 =4*13,5*(+7,5)*(+4,3) = 1741,5 cm4
A2*x2*y2 = 2,3*1,5*(+0,75)*(+1,15) = + 2,97 cm4
A3*x3*y3 = 4*13,5*(-7,5)*(+4,3) = - 1741,5
A4*x4*y4 = 2,3*1,5*(-0,75)*(+1,15) = - 2,97 cm4
A5*x5*y5 = 17,7*1,5*(-0,75)*(-8,85) = + 176,22 cm4
A6*x6*y6 = 17,7*1,5*(+0,75)*(-8,85) = - 176,22 cm4
Logo:
Ixy = 0, pois a figura apresenta simetria em relação aos eixos.

Determinam-se os momentos principais de inércia através das equações:

Ix + Iy (Ix − Iy) 2 + 4Ixy 2


Imáx = +
2 2

Ix + Iy (Ix - Iy) 2 + 4Ixy 2


Imín = −
2 2

Os valores de Ix e Iy já foram calculados:


Ix = 7698,97 cm4
Iy= 6606 cm4

7698,97 + 6606 (7698,97 − 6606) 2 + 4.0 2


Imáx = +
2 2

7698,97 + 6606 (7698,97 − 6606) 2 + 4.0 2


Imín = −
2 2

Imáx = 7152,20 + 546,2 = 7698,4 cm4


Imín = 7152,20 - 546,2 = 6606,0 cm4

e os ângulos que eles se encontram pode ser calculado através das fórmulas:
Ix − Imáx
tgα máx =
Ixy

Ix − Imín
tgα mín =
Ixy

tgαmáx = 0
αmáx = 0o
αmáx + αmín = 90º
αmín = 90º

Logo, verifica-se que Imáx = Ix e Imín = Iy

YCG

12 cm 3 12

4 cm
XCG

YCG =17,7 cm 20 cm

XCG = 13,5 cm

Y 8 cm
2)
3 cm

14 cm

7,88 cm

X
3 15 cm

5,37 cm
Y 8 cm
A2

3 cm A1

A3

14 cm

A4
7,88 cm

A6
A5 X
3 15 cm

5,37 cm

Verifique as posições das áreas:


Na parte superior e no 1ºquadrante tem-se A1

Na parte superior e no 2ºquadrante tem-se A2 A3

Na parte inferior e no 3ºquadrante tem-se A4 A5

Na parte inferior e no 4ºquadrante tem-se A6

Assim:

Ixy = A1*x1*y1 + A2*x2*y2 + A3*x3*y3 + A4*x4*y4 + A5*x5*y5 + A6*x6*y6


A1*x1*y1 = 2,63*3*(+1,31)*(+10,62) = 109,77 cm4
A2*x2*y2 = 5,37*3*(-2,68)*(+10,62) = - 458,52 cm4
A3*x3*y3 = 3*9,12*(-3,87)*(+4,56) = - 482,83 cm4
A4*x4*y4 = 3*4,88*(-3,87)*(-2,44) = 138,24 cm4
A5*x5*y5 = 5,37*3*(-2,68)*(-6,38) = 275,45 cm4
A6*x6*y6 = 12,63*3*(+6,31)*(-6,38) = -1525,37 cm4

Logo:
Ixy = - 1943,26 cm4
Para o cálculo dos eixos de inércia:

Ix + Iy (Ix − Iy) 2 + 4Ixy 2


Imáx = +
2 2
Ix + Iy (Ix − Iy) 2 + 4Ixy 2
Imín = −
2 2

Os valores de Ix e Iy já foram calculados:


Ix = 5838,1 cm4
Iy = 3003,13 cm4
Ixy = - 1943,26 cm4
Substituindo, nas equações anteriores:

5838,1 + 3003.13 (5838,1 − 3003,13) 2 + 4.(-1943,26) 2


Imáx = +
2 2

5838,1 + 3003.13 (5838,1 − 3003,13) 2 + 4.(-1943,26) 2


Imáx = −
2 2

Imáx = 6825,93 cm4


Imín = 2015,31 cm4

e os ângulos que eles se encontram pode ser calculado através das fórmulas:

5838,1 − 6825,93
tgα máx =
- 1943,26

5838,1 − 2015,31
tgα mín =
- 1943,26

αmáx =26,94º
αmin =63,06º
Y 8 cm

3 cm

14 cm 26,94

7,88 cm

X
3 15 cm

5,37 cm
3)
YCG

Y 6 1 6 cm
1cm

20cm
7,02 cm XCG
2cm

12 1 12cm X
12,5 cm

Como a figura apresenta simetria o produto de inércia é nulo.


Ixy = 0

Determinando os momentos principais de inércia através das equações:

Ix + Iy (Ix − Iy) 2 + 4Ixy 2


Imáx = +
2 2

Ix + Iy (Ix - Iy) 2 + 4Ixy 2


Imín = −
2 2
Já foram calculados:
Ix = 6107,63 cm4
Iy = 2789 cm4
Ixy = 0

Assim:

6107,63 + 2789 (6107,63 − 2789) 2 + 4I.0 2


Imáx = +
2 2

6107,63 + 2789 (6107,63 - 2789) 2 + 4I.0 2


Imín = −
2 2

Imáx = 6107,64 cm4


Imín = 2789,00 cm4

e os ângulos que eles se encontram pode ser calculado através das fórmulas:
Como Ixy = 0, logo
Ix − Imáx
tgα máx =
Ixy

Ix − Imín
tgα mín =
Ixy

5838,1 − 6825,93
tgα máx =
- 1943,26

5838,1 − 2015,31
tgα mín =
- 1943,26

tgαmáx = 0
αmáx = 0o
αmáx + αmín = 90º
αmín = 90º
Exercícios:
Determinar o centro de gravidade e os momentos de inércia das figuras abaixo:
1) 2)
150mm
2,5 cm
20mm
30 cm 20 cm

90mm

10

25 mm 20 cm

3) 4)
240mm 12 1 12mm

50mm 1mm

180mm 20mm

2mm

40 100 40 mm 6 1 6mm

5) 6)
200 mm
3mm

70 mm

50mm
210 mm

5mm
55 mm

60 50 50 60mm 25mm 5 30mm


7) 2 cm 1 cm 8))
1 cm
3 cm

4 cm

10 cm
6 cm

4 6 3 4 2 cm
1 cm

3,5 cm 1 3, 5cm

9) 10)
1 8 1 12 cm 3cm 14cm

1 cm
12 3 cm
cm
3 cm
1
cm 3 cm
7cm 6 cm

11) 12)
7 cm 1,5 cm
2 cm

4 cm 2 cm

3 cm

4 cm 14 cm

2 cm

0,5 cm
2 4 3 2cm

5 cm 1,5 5 cm
13) 14)

9 cm 15 cm

10 cm
12 cm 5 cm

5 5 10 5 5cm
6 5 5 6cm

15) 16)
3mm
5 cm

15cm
50mm
10cm

5mm 5 cm

5 15 5 15cm
25mm 5 30mm
Respostas exercícios:
Capítulo 1
1) VA = VC = 6,32 KN (para cima)
3) VB = 5,35 KN (para cima) VE = 6,25 KN (para cima)
5) VA = 7,36 KN (para cima) VE = 5,58 KN (para cima)
7) VA = 9,76 KN (para cima) VE = 12,55 KN (para cima)
9) VA = 1,47 (para cima) VE = 13,63 KN (para cima)
11) VA = 7,94 KN (para cima) MA = 15,04 KNm (anti-horário)
13)
15)
17) VA = 6,87 KN (para cima) VE = 9,06 KN (para cima)
19) VA = 14,32 KN (para cima) MA = 30,78 KNm (anti-horário)
21) VE = 9,14 KN (para cima) ME = 11,02 KNm (horário)
23) HE = VB = VE =
25) VB = 4,97 KN (para cima) VE = 24,67 KN (para cima)
27) VA =28,9 KN (para cima) MA =22,75 KNm (anti-horário)
29) VA = 3,86 KN (para cima) VC = 10,9 KN (para cima)

Capítulo 2:
1) XCG = 76,43 mm YCG = 75 mm
Ix = 5,5080 cm4 Iy = 5,7422 cm4
3) XCG = 142,27 mm YCG = 120 mm
Ix = 127,94 x 106 mm4 Iy = 130,08 x 106 mm4
5) XCG = 167,57 mm YCG = 160 mm
Ix = 570,07 x 106 mm4 Iy = 314,77 x 106 mm4