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01 - ( 2018 - Câmara de Salvador - BA - Advogado - Procedimentos Especiais de Jurisdição

Contenciosa )

Roberto adquiriu, mediante o pagamento de R$ 15.000,00 (quinze mil reais), a posse que era
exercida, sem título, por Pedro sobre imóvel de propriedade da União. Enquanto Roberto refletia
sobre o uso do bem, o imóvel veio a ser ocupado por Francisco, que assumiu sua posse, por julgar
estar o bem abandonado. Sessenta dias após ter ciência, por terceiros, do exercício da posse por
Francisco, Roberto retorna ao imóvel e constata, pessoalmente, o esbulho.
Inconformado, a Roberto caberá:
a) assumir o prejuízo, visto que o imóvel não poderia ser cedido;
b) valer-se do desforço possessório e retirar, por conta própria, Francisco do imóvel;
c) reaver indenização do cedente pela perda da posse;
d) ajuizar ação judicial própria em face de Francisco para reaver a posse;
e) pleitear indenização da União, por força de responsabilidade civil por conduta omissiva.

02 - ( 2018 - Câmara de Salvador - BA - Advogado - Procedimentos Especiais de Jurisdição


Contenciosa )

Proposta ação de consignação em pagamento, o réu arguiu, como única defesa, a insuficiência do
depósito, alegando que o autor o efetivou em quantia menor do que a realmente devida. O devedor,
intimado dos termos da resposta, complementou o depósito no prazo legal, na forma pretendida pelo
réu.
Sabendo-se que a mora não gerou a resolução do negócio jurídico, e que o pagamento integral
produziu a eficácia liberatória do autor, deverá o juiz:
a) extinguir o processo, sem resolução do mérito, por perda superveniente do interesse processual;
b) resolver o mérito, acolhendo o pedido consignatório e condenando o autor nos encargos da
sucumbência;
c) resolver o mérito, acolhendo o pedido consignatório e condenando o réu nos encargos da
sucumbência;
d) resolver o mérito, no sentido da improcedência do pedido, condenando o autor nos encargos da
sucumbência;
e) resolver o mérito, no sentido da improcedência do pedido, condenando o réu nos encargos da
sucumbência.

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03 - ( 2017 - TRT - 12ª Região (SC) - Analista Judiciário - Área Judiciária - Demais Legislações
Extravagantes )

Catarina é advogada em processo eletrônico trabalhista e precisa enviar ao juízo da 36ª Vara do
Trabalho de Chapecó (SC), no prazo por esse fixado, uma petição com grande volume de
documentos, o que torna tecnicamente inviável a sua digitalização.
Considerando a legislação que disciplina a informatização do processo judicial, é correto afirmar que
a advogada deverá:
a) requerer a digitalização dos documentos à secretaria da Vara do Trabalho, dentro do prazo fixado
pelo juízo;
b) apresentar à secretaria da Vara do Trabalho, dentro do prazo fixado pelo juízo, cópias autenticadas
dos documentos;
c) apresentar os documentos à secretaria da Vara do Trabalho, no prazo de dez dias contados do
envio de petição eletrônica, comunicando o fato, que serão devolvidos à parte após o trânsito em
julgado;
d) requerer ao juízo a dilação do prazo e solicitar a digitalização dos documentos ao setor
responsável no TRT;
e) apresentar os documentos à secretaria da Vara do Trabalho, no prazo de quinze dias contados do
envio de petição eletrônica comunicando o fato, que serão devolvidos à parte após a prolação da
sentença.

04 - ( 2017 - TRT - 12ª Região (SC) - Analista Judiciário - Área Judiciária – Competência )

Joaquim, que reside em Minas Gerais, pretende ajuizar uma ação postulando a reparação de danos
causados por uma empresa construtora, com sede localizada na cidade de São Paulo.
Considerando que o ato causador do dano ocorreu na cidade de Florianópolis, para a propositura
dessa ação o foro competente é o:
a) do domicílio do autor;
b) do lugar da sede da empresa;
c) do lugar do fato ou ato;
d) do domicílio do autor ou do lugar da sede da empresa;
e) do domicílio do autor, do lugar da sede da empresa, ou do lugar do fato ou ato.

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05 - ( 2017 - TRT - 12ª Região (SC) - Analista Judiciário - Área Judiciária - Atos Processuais )

Marcella, advogada de uma empresa em processo que tramita numa Vara Cível da Comarca de
Caçador (SC), foi intimada pelo juízo, numa quarta-feira, para a prática de determinado ato
processual no prazo de cinco dias.
Considerando ser feriado na segunda-feira da semana seguinte, o termo final do prazo processual
concedido à patrona se dá na:
a) segunda-feira da semana seguinte;
b) terça-feira da semana seguinte;
c) quarta-feira da semana seguinte;
d) quinta-feira da semana seguinte;
e) sexta-feira da semana seguinte.

06 - ( 2017 - TRT - 12ª Região (SC) - Analista Judiciário - Área Judiciária - Audiência Preliminar
de Conciliação ou Mediação )
A Empresa ABC Telefonia S.A. ajuizou uma ação de cobrança em face de Álvaro, em razão da
existência de faturas em atraso. Preenchidos os requisitos essenciais da petição inicial, e não sendo
o caso de improcedência liminar do pedido, o juiz designou audiência de mediação, com
antecedência de 40 (quarenta) dias, citando-se então o réu com 20 (vinte) dias de antecedência.
Diante dessa situação hipotética, e de acordo com o CPC, é correto afirmar que:
a) houve erro no procedimento do juiz, pois a audiência deveria ter sido designada com antecedência
mínima de 60 (sessenta) dias;
b) houve erro no procedimento do juiz, pois o réu deve ser citado com 30 (trinta) dias de
antecedência;
c) não houve qualquer erro no procedimento do juiz, sendo certo que a audiência deve ser realizada,
ainda que ambas as partes manifestem, expressamente, desinteresse na composição consensual;
d) houve erro no procedimento do juiz, pois deveria encaminhar os autos ao Ministério Público, antes
da designação da audiência de mediação;
e) não houve erro no procedimento adotado, já que poderá haver mais de uma sessão destinada à
mediação, não podendo exceder a 2 (dois) meses da data de realização da primeira sessão.

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07 - ( 2017 - TRT - 12ª Região (SC) - Analista Judiciário-Área Judiciária - Teoria Geral da Prova )

Milena celebrou um contrato de adesão com a empresa Céu S.A., tendo por objeto o fornecimento de
sinal de TV a cabo. Em determinada cláusula do contrato de prestação de serviços consta convenção
das partes, atribuindo à adquirente dos serviços o ônus de provar, em caso de eventual litígio judicial,
que o local de sua residência oferece as condições técnicas adequadas para o fornecimento do sinal
de TV a cabo com a qualidade contratada.
Diante dessa situação hipotética, e de acordo com o CPC, é correto afirmar que a cláusula é:
a) nula, pois o CPC não admite convenção das partes sobre distribuição do ônus da prova;
b) nula, pois torna excessivamente difícil a uma parte o exercício do direito;
c) válida, pois tem amparo no CPC;
d) nula, pois recai sobre direito indisponível da parte;
e) válida, pois tem amparo no Código de Defesa do Consumidor.

08 - ( 2017 - TRT - 12ª Região (SC) - Analista Judiciário - Área Judiciária - Tutela Provisória )
Alfredo ajuizou ação de natureza cível em face da empresa Marketing S.A., com pedido liminar de
tutela de urgência, que foi deferido pelo juízo após justificação prévia.
De acordo com o CPC, é correto afirmar que o autor:
a) responde pelo prejuízo que a efetivação da tutela de urgência causar à parte adversa, se a
sentença lhe for desfavorável;
b) não responde pelo prejuízo que a efetivação da tutela de urgência causar à parte adversa, se o juiz
acolher a alegação de decadência do direito;
c) responde pelo prejuízo que a efetivação da tutela de urgência causar à parte adversa,
independentemente do resultado da sentença;
d) não responde pelo prejuízo que a efetivação da tutela de urgência causar à parte adversa, se o juiz
acolher a alegação de prescrição da pretensão do autor;
e) não responde pelo prejuízo que a efetivação da tutela de urgência causar à parte adversa, se
ocorrer a cessação da eficácia da medida em qualquer hipótese legal.

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09 - ( 2017 - TRT - 12ª Região (SC) - Analista Judiciário - Oficial de Justiça Avaliador - Audiência
de Instrução e Julgamento – AIJ )

A audiência de divórcio litigioso do ex-casal Altamir e Luana estava designada para 13:30 horas.
Ocorre que todos estavam esperando e, a despeito de o juiz estar em seu gabinete, já eram 14:15
horas e o pregão não havia sido realizado. Os advogados tentaram saber o que estava acontecendo,
e a resposta do escrivão foi que o juiz estava repousando do almoço.
Nesse sentido, e de acordo com o disposto no CPC, é correto afirmar que:
a) o ex-casal terá de aguardar, porque o juiz se encontra presente em seu gabinete;
b) não há previsão na Lei de limite temporal para que as partes aguardem o juiz e nem que esse
espere os litigantes;
c) a retirada do casal dependeria de autorização judicial, sob pena de aplicação de multa àquele que
se retira da Corte sem justificativa;
d) Altamir e Luana poderão se retirar, devido ao atraso transcorrido em relação ao início previsto de
sua audiência;
e) a fixação de um horário é referencial, e não vinculante, razão pela qual o atraso de até 1 hora é
tolerado por Lei, o que ainda não havia acontecido.

10 - ( 2017 - TRT - 12ª Região (SC) - Analista Judiciário - Oficial de Justiça Avaliador )
Emanuel e Sheila, em colusão e com o objetivo escuso de fraude à legislação tributária, simularam
um litígio perante a Justiça Estadual, que não teve a intervenção do Ministério Público, em razão da
ausência de interesse público subjacente à simulada lide. Após quatro anos da última decisão
proferida no processo, o Ministério Público teve ciência dessa colusão e ajuizou ação rescisória,
postulando a desconstituição da decisão de mérito transitada em julgado.
Diante dessa situação hipotética, de acordo com o CPC, é correto afirmar que:
a) o Ministério Público não tem legitimidade para ajuizar ação rescisória, pois não foi parte no
processo;
b) o Ministério Público tem legitimidade para ajuizar a ação rescisória e o direito à rescisão não se
extinguiu, pois o prazo deve ser contado a partir da ciência da simulação ou da colusão;
c) o Ministério Público não tem legitimidade para ajuizar ação rescisória, pois não interveio no
processo como custos legis;
d) embora o Ministério Público tenha legitimidade para ajuizar a ação rescisória, extinguiu-se o direito
à rescisão em face do transcurso do prazo decadencial de dois anos;
e) o Ministério Público tem legitimidade para ajuizar a ação rescisória e o direito à rescisão não se
extinguiu, pois o prazo para a propositura é de cinco anos.

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11 - ( 2017 - TRT - 12ª Região (SC) - Analista Judiciário - Oficial de Justiça Avaliador -
Intervenção de Terceiro )

O juiz de Direito da 29ª Vara Empresarial de determinada cidade encontra-se com um caso que
possui grande repercussão social. Em razão disso, uma entidade especializada no tema que será
apreciado peticiona nos autos, em junho de 2017, requerendo a sua intervenção no feito como
amicus curiae.
Diante do que dispõe o CPC, é correto afirmar que:
a) é impossível a pretensão deduzida porque a figura do amicus curiae existe apenas para as causas
que tramitam no STF;
b) se o juiz não aceitar a participação da entidade como amicus curiae, ela poderá recorrer dessa
decisão interlocutória;
c) é viável a admissão de amicus curiae em 1º grau de jurisdição, desde que aceito pelo juiz em
decisão irrecorrível;
d) amicus curiae só existe para as causas que estejam nos Tribunais, ou seja, do 2º grau em diante;
e) caso a entidade seja aceita como amicus curiae, ela poderá no futuro recorrer da sentença e
decisões posteriores.

12 - ( 2017 - TRT - 12ª Região (SC) - Analista Judiciário - Oficial de Justiça Avaliador - Processo
de Execução )

Em hasta pública designada pela 50ª Vara Cível da Comarca de Itajaí (SC), foi feita a tentativa de
venda de um automóvel penhorado e avaliado em R$6.000,00. Compareceu uma pessoa interessada
que apresentou, antes de ser iniciado o leilão, uma proposta por escrito de pagamento em 3 parcelas
de R$2.000,00 para arrematar o bem.
Diante do que dispõe o CPC, é correto afirmar que:
a) a proposta não pode ser aceita porque apresentada antes do início do leilão;
b) é viável a proposta parcelada sugerida pelo candidato à arrematação;
c) não há dispositivo próprio prevendo o lance parcelado, portanto, competirá ao juiz decidir;
d) a venda judicial somente pode ser feita à vista, pelo que a proposta é inaceitável;
e) somente pode ser aceita a proposta se as partes envolvidas no processo concordarem.

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13 - ( 2017 - TRT - 12ª Região (SC) - Analista Judiciário - Oficial de Justiça Avaliador - Atos
Processuais )

Armando se sentiu lesado em um pacote turístico que adquiriu para as suas férias e, assim, ajuizou
em junho de 2016 uma ação contra a companhia aérea na qual voou e contra a operadora de turismo
que lhe vendeu o pacote terrestre. Cada réu contratou um advogado diferente, mas que atuavam no
mesmo escritório jurídico.
Prolatada a sentença, e de acordo com o CPC, é correto afirmar que:
a) o prazo para recurso será contado de forma simples;
b) no caso concreto será em quádruplo o prazo para recorrer;
c) será contado em dobro o prazo para apelar;
d) o juiz decidirá, mas, em deferindo o prazo em dobro para os réus, deverá dar o mesmo tratamento
ao autor, por isonomia;
e) o prazo em dobro será apenas para o réu principal.

14 - ( 2017 - TRT - 12ª Região (SC) - Analista Judiciário - Oficial de Justiça Avaliador - Processo
de Execução )

De acordo com o Código de Processo Civil, não deve ser admitida a reavaliação quando:
a) o exequente arguir, fundamentadamente, a ocorrência de erro na avaliação;
b) o executado arguir, fundamentadamente, a ocorrência de erro na avaliação;
c) se verificar, posteriormente à avaliação, que houve majoração ou diminuição no valor do bem;
d) o juiz tiver fundada dúvida sobre o valor atribuído ao bem na primeira avaliação;
e) houver alegação simples de qualquer das partes acerca de dolo do avaliador.

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15 - ( 2017 - ALERJ - Procurador - Ações Autônomas de Impugnação )

Com base em inquérito civil instaurado para apurar notícias de atividades poluentes em um lago
situado em determinado município fluminense, o Ministério Público ajuizou ação civil pública em face
do ente federativo e da sociedade empresária responsáveis pela prática dos atos lesivos. Concluindo
não terem sido suficientemente comprovados os fatos alegados na petição inicial, o juiz da causa
julgou improcedente o pedido, em sentença que viria a ser confirmada, por seus próprios
fundamentos, pelo órgão ad quem. Três anos após o advento do trânsito em julgado da última
decisão proferida no processo, foi encaminhado ao Parquet, por meio de notícia anônima, um
documento novo, que, por si só, seria apto a comprovar as atividades poluentes e a sua autoria, caso
tivesse sido oportunamente juntado aos autos da ação coletiva. Assim, apenas uma semana depois
da obtenção da nova prova, o Ministério Público intentou ação rescisória, com fulcro no artigo 966,
inciso VII, do Código de Processo Civil de 2015, tendo incluído no polo passivo da demanda apenas a
pessoa jurídica de direito público.
Distribuída a ação à Seção Cível Comum do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, o
Desembargador a quem couber a sua relatoria deve:
a) determinar a intimação do Ministério Público para emendar a petição inicial, de modo a incluir no
polo passivo da lide a sociedade empresária demandada na precedente ação civil pública, na
qualidade de litisconsorte passiva necessária;
b) determinar a intimação do Ministério Público para recolher os valores a título de custas judiciais,
bem como a depositar a importância correspondente a cinco por cento sobre o valor da nova causa;
c) indeferir a petição inicial, dada a configuração do fenômeno da carência de ação;
d) julgar liminarmente improcedente o pedido, em razão da inobservância do prazo decadencial;
e) proceder ao juízo positivo de admissibilidade da demanda, determinando a citação da pessoa
jurídica de direito público para, em prazo não inferior a quinze dias e não superior a trinta dias,
apresentar resposta.

16 - ( 2017 - ALERJ - Procurador - Mandado de Segurança )

No que se refere ao mandado de segurança, é correto afirmar que:


a) a sentença concessiva da ordem está sujeita ao duplo grau de jurisdição obrigatório, podendo ser
impugnada por recurso de apelação, interponível, inclusive, pela autoridade impetrada;
b) a inobservância do prazo de cento e vinte dias para a sua impetração importa na decadência, e a
sentença que a reconhece, após transitar em julgado, impede a formulação do mesmo pedido,
amparado na mesma causa petendi, ainda que venha a ser adotado o rito comum;
c) a execução da sentença concessiva da ordem pode abarcar vantagens pecuniárias vencidas no
curso da demanda, a contar da data da edição do ato impugnado;
d) o procedimento do “writ”, diante de seu status constitucional, admite a inspeção judicial, desde
que imprescindível à comprovação das alegações autorais;
e) a decisão concessiva da medida liminar, na primeira instância, é impugnável pelo recurso de
agravo de instrumento, não o sendo, todavia, a decisão que a indefere.

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17 - ( 2017 - ALERJ - Procurador - Processo de Execução )

Determinada empresa propõe execução de título extrajudicial em face da Fazenda Pública estadual,
afirmando-se credora da quantia representada no contrato de fornecimento de produtos, exibindo a
prova de sua entrega.
Nesse caso, é correto afirmar que:
a) não é cabível a via processual eleita, porquanto a Constituição Federal exige que a execução
contra a Fazenda Pública seja precedida de decisão judicial transitada em julgado;
b) a execução não pode estar aparelhada com contrato que preveja obrigações sinalagmáticas, pois
a exigibilidade do crédito exequendo depende da prova do cumprimento da obrigação
correspondente, o que exige atividade de conhecimento;
c) o credor que dispõe de título executivo extrajudicial não pode se valer da ação de conhecimento
para cobrança do crédito, por falta de interesse, vez que já tem o título que lhe permite requerer
diretamente a atividade jurisdicional executiva;
d) uma vez oferecidos os embargos à execução pela Fazenda Pública e julgados improcedentes pelo
Juízo de origem, já será possível dar início à expedição de precatório ou do ofício requisitório, tendo
em vista que o recurso cabível contra a sentença não tem efeito suspensivo;
e) tendo a Fazenda Pública alegado a nulidade do título executivo nos embargos à execução, fica a
parte exequente impedida de desistir unilateralmente da execução, não obstante manifeste
expressamente a sua concordância com o pagamento de todas as verbas de sucumbência.

18 - ( 2017 - ALERJ - Procurador - Resposta do Réu e Revelia )

Em sede de ação indenizatória movida em face do Estado do Rio de Janeiro, no âmbito de suas fases
de saneamento e de instrução, é correto afirmar que:
a) a revelia do ente público não induz à presunção de veracidade das alegações formuladas pelo
autor e, assim, incumbirá naturalmente ao autor o ônus da prova de todas as questões fáticas que se
tornarem controvertidas no processo;
b) a resposta apresentada pelo Estado do Rio de Janeiro, tornando controvertida a fundamentação
da pretensão deduzida pelo autor, afasta a possibilidade de julgamento antecipado parcial do mérito;
c) havendo a necessidade de solução de questões técnicas que demandam perícia, e tendo o Juízo
de origem invertido o ônus da prova em desfavor do Estado do Rio de Janeiro, a decisão somente
poderá ser impugnada na apelação, notadamente porque não haveria interesse na imediata
apreciação da matéria pelo Tribunal, pois a Fazenda Pública é isenta do ônus de adiantar as
despesas com a perícia;
d) se a questão controvertida envolver a falsidade de assinatura lançada em documento apresentado
pelo autor, conforme alegação veiculada pela Fazenda Pública em sua defesa, o ônus da prova da
autenticidade recairá sobre o autor;
e) tornando-se controvertida a questão da falsidade de assinatura no documento apresentado pelo
autor, não mais será possível a sua retirada dos autos, inclusive por força de eventual repercussão na
esfera criminal.

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19 - ( 2017 - ALERJ - Procurador – Recursos )

Diante da disciplina recursal estabelecida na Lei nº 13.105/2015, é correto afirmar que:


a) foi mantida a possibilidade de sustentação oral na sessão de julgamento do recurso de apelação,
apenas aumentando o prazo de quinze para vinte minutos para cada expositor;
b) é cabível a sustentação oral no julgamento de agravo interno interposto contra a decisão
monocrática do relator que indefere a petição inicial de ação rescisória;
c) para o prosseguimento no julgamento da apelação, consoante a técnica prevista no artigo 942, é
necessário que o voto majoritário na divergência esteja em sentido oposto à tese adotada na
sentença;
d) a sentença proferida na primeira fase da ação de exigir contas produz efeitos logo após a sua
publicação, pois a respectiva apelação não tem efeito suspensivo;
e) continua sendo cabível a interposição de recurso ordinário ao Superior Tribunal de Justiça no
julgamento de mérito de mandado de segurança da competência originária do Tribunal de Justiça,
quando a ordem for concedida.

20 - ( 2016 - COMPESA - Advogado - Da Nulidade dos Atos Processuais )

Considerando as regras sobre nulidade dos atos processuais previstas no Código de Processo Civil
em vigor, analise as afirmativas a seguir.
I. O juiz, ao pronunciar a nulidade dos atos, mandará repetir o ato ou suprir-lhe a falta mesmo quando
puder decidir o mérito a favor da parte a quem aproveite a decretação da nulidade.
II. Quando a lei prescrever determinada forma sob pena de nulidade, a decretação desta não pode
ser requerida pela parte que lhe deu causa.
III. O processo é nulo quando o membro do Ministério Público não for intimado a acompanhar o feito
em que deva intervir, porém a nulidade só pode ser decretada após a intimação do Ministério Público,
que se manifestará sobre a existência ou a inexistência de prejuízo.
Está correto o que se afirma em:
a) I, apenas.
b) II, apenas.
c) I e III, apenas.
d) II e III, apenas.
e) I, II e III.

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21 - ( 2016 - COMPESA - Advogado – Competência )

A respeito das disposições sobre Função Jurisdicional, assinale a afirmativa incorreta.


a) A continência entre duas ou mais ações ocorre quando há identidade quanto às partes e à causa
de pedir, mas o pedido de uma, por ser mais amplo, abrange o das demais.
b) Os processos de ações conexas serão reunidos para decisão conjunta, salvo se um deles já
houver sido sentenciado.
c) A competência determinada em razão da matéria, da pessoa ou da função é inderrogável por
convenção das partes.
d) As partes podem modificar a competência em razão do valor e do território, elegendo foro onde
será proposta ação oriunda de direitos e obrigações, mas a cláusula de eleição de foro não vincula os
herdeiros e sucessores.
e) A incompetência, absoluta ou relativa, será alegada como questão preliminar de contestação.

22 - ( 2016 - COMPESA - Advogado – Recursos )

A respeito dos processos nos tribunais e os meios de impugnação das decisões judiciais, assinale a
afirmativa incorreta.
a) O recurso pode ser interposto pela parte vencida, pelo Ministério Público, como parte ou como
fiscal da ordem jurídica e pelo terceiro prejudicado, cabendo a este demonstrar a possibilidade de a
decisão sobre a relação jurídica submetida à apreciação judicial atingir direito de que se afirme titular
ou que possa discutir em juízo como substituto processual.
b) A parte que aceitar expressa ou tacitamente a decisão não poderá recorrer e considera-se
aceitação tácita a prática, sem nenhuma reserva, de ato incompatível com a vontade de recorrer.
c) As questões resolvidas na fase de conhecimento, se a decisão a seu respeito não comportar
agravo de instrumento, não são cobertas pela preclusão e devem ser suscitadas em preliminar de
apelação, eventualmente interposta contra a decisão final, ou nas contrarrazões.
d) Cabe agravo de instrumento contra decisões interlocutórias proferidas na fase de liquidação de
sentença ou de cumprimento de sentença, no processo de execução e no processo de inventário.
e) Contra decisão monocrática proferida pelo relator caberá agravo interno para o respectivo órgão
colegiado, não podendo o relator se retratar.

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23 - ( 2016 - COMPESA - Advogado - Mediação no Âmbito da Administração Pública - Lei nº
13.140 de 2015 )

Com relação à mediação, assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa.


( ) Na hipótese de existir previsão contratual de cláusula de mediação, as partes deverão comparecer
à primeira reunião de mediação.
( ) Toda e qualquer informação relativa ao procedimento de mediação, com exceção de proposta
formulada por uma parte à outra na busca de entendimento para o conflito, será confidencial em
relação a terceiros, não podendo ser revelada sequer em processo arbitral ou judicial salvo se as
partes expressamente decidirem de forma diversa ou quando sua divulgação for exigida por lei ou
necessária para cumprimento de acordo obtido pela mediação.
( ) Ainda que haja processo arbitral ou judicial em curso, as partes poderão submeter-se à mediação,
hipótese em que requererão ao juiz ou árbitro a suspensão do processo por prazo suficiente para a
solução consensual do litígio.
As afirmativas são, respectivamente,
a) F, V e F.
b) V, V e V.
c) V, F e F.
d) V, V e F.
e) V, F e V.
24 - ( 2016 - COMPESA - Advogado - Procedimentos Especiais de Jurisdição Contenciosa )

A respeito dos processos nos tribunais e dos meios de impugnação das decisões judiciais, assinale a
afirmativa incorreta.
a) Não é considerado terceiro para efeitos de ajuizamento de embargos aquele que sofre constrição
judicial de seus bens por força de desconsideração da personalidade jurídica, de cujo incidente não
fez parte.
b) Os embargos podem ser opostos a qualquer tempo no processo de conhecimento enquanto não
transitada em julgado a sentença e, no cumprimento de sentença ou no processo de execução, até 5
(cinco) dias depois da adjudicação, da alienação por iniciativa particular ou da arrematação, mas
sempre antes da assinatura da respectiva carta.
c) A decisão que reconhecer suficientemente provado o domínio ou a posse determinará a suspensão
das medidas constritivas sobre os bens litigiosos objeto dos embargos, bem como a manutenção ou
a reintegração provisória da posse, se o embargante a houver requerido.
d) Na petição inicial, o embargante fará a prova sumária de sua posse ou de seu domínio e da
qualidade de terceiro, oferecendo documentos e rol de testemunhas, sendo facultada a prova da
posse em audiência preliminar designada pelo juiz.
e) Contra os embargos do credor com garantia real, o embargado somente poderá alegar que: o
devedor comum é insolvente; o título é nulo ou não obriga a terceiro; outra é a coisa dada em
garantia.

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25 - ( 2016 - Prefeitura de Paulínia - SP - Procurador - Teoria Geral da Prova )

A respeito das disposições gerais sobre as provas, assinale a afirmativa incorreta.


a) Não será admitida prova produzida em outro processo
b) É possível utilizar a teoria da carga dinâmica do ônus da prova nos casos previstos em lei ou diante
de peculiaridades da causa relacionadas à impossibilidade ou à excessiva dificuldade de produzir a
prova ou à maior facilidade de obtenção da prova do fato contrário, de modo a permitir que haja a
inversão por decisão devidamente motivada.
c) A distribuição do ônus da prova pode ocorrer por convenção das partes, salvo quando recair sobre
direito indisponível da parte ou tornar excessivamente difícil a uma parte o exercício do direito.
d) A parte que alegar direito municipal, estadual, estrangeiro ou consuetudinário deverá provar o teor
e a vigência, se assim o juiz determinar.
e) Preservado o direito de não produzir prova contra si própria, incumbe à parte comparecer em juízo,
respondendo ao que lhe for interrogado, colaborar com o juízo na realização de inspeção judicial que
for considerada necessária e praticar o ato que lhe for determinado.

26 - ( 2016 - Prefeitura de Paulínia - SP - Procurador - Atos Processuais )

Com relação à contagem de prazos, assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa.
( ) A contagem de prazo em dias úteis se aplica apenas aos prazos processuais quando estabelecida
por lei ou pelo juiz.
( ) O ato praticado antes do termo inicial do prazo não será considerado tempestivo.
( ) A parte poderá renunciar ao prazo estabelecido exclusivamente em seu favor, desde que o faça de
maneira expressa.
As afirmativas são, respectivamente,
a) F, V e F.
b) F, V e V.
c) V, F e F.
d) V, V e F.
e) V, F e V.

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27 - ( 2016 - Prefeitura de Paulínia - SP - Procurador - Processo de Execução )

A respeito do processo de execução, assinale a afirmativa incorreta.


a) A escritura pública ou outro documento público assinado pelo devedor, o documento particular
assinado pelo devedor e por 2 (duas) testemunhas e o contrato de seguro de vida em caso de morte
são títulos executivos extrajudiciais.
b) O exequente pode cumular várias execuções, ainda que fundadas em títulos diferentes, quando o
executado for o mesmo e desde que, para todas elas, seja competente o mesmo juízo e idêntico o
procedimento.
c) A necessidade de simples operações aritméticas para apurar o crédito exequendo retira a liquidez
da obrigação constante do título.
d) A existência de título executivo extrajudicial não impede a parte de optar pelo processo de
conhecimento, a fim de obter título executivo judicial.
e) Considera-se atentatória à dignidade da Justiça a conduta comissiva ou omissiva do executado
que, intimado, não indica ao juiz quais são e onde estão os bens sujeitos à penhora e os respectivos
valores, nem exibe prova de sua propriedade.

28 - ( 2016 - MPE-RJ - Analista Ministerial - Área Processual - Suspensão e Extinção do


Processo )

Em decorrência de um tumulto generalizado ocorrido em uma festa, Ricardo, menor de quinze anos,
foi vítima de violento soco, tendo sofrido fraturas na face. Supondo que o golpe havia partido de
Cláudio, pai de um amigo seu, a vítima, representada por seu pai, ajuizou em face dele demanda em
que pleiteava a sua condenação ao pagamento de verbas reparatórias de danos morais. Citado,
Cláudio, no prazo legal, ofereceu a sua peça contestatória, alegando que não fora o autor do golpe
que lesionara Ricardo, mas sim Bruno, que o acompanhava na festa. Encerrada a fase instrutória, a
alegação defensiva de Cláudio restou comprovada. Nesse cenário, deve o órgão ministerial dotado
de atribuição para intervir no feito opinar no sentido de que seja:
a) o processo extinto sem resolução do mérito, em razão da ilegitimidade passiva ad causam;
b) o processo extinto com resolução do mérito, julgando-se improcedente o pedido;
c) o processo extinto com resolução do mérito, julgando-se procedente o pedido, já que o Parquet
não pode se manifestar contrariamente aos interesses da parte incapaz;
d) o processo extinto sem resolução do mérito, em razão da ausência de interesse de agir;
e) o réu intimado para promover a denunciação da lide em relação a Bruno, o real agressor.

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29 - ( 2016 - MPE-RJ - Analista Ministerial - Área Processual - Da Comunicação dos Atos
Processuais )

Proposta ação de usucapião em relação a uma casa, observa o juiz, de imediato, que a petição inicial
aludiu apenas à pessoa em cujo nome se encontra registrado o imóvel objeto do pedido, sem que na
peça processual haja qualquer referência aos proprietários dos imóveis confinantes. Nesse cenário,
deve o magistrado:
a) proceder ao juízo positivo de admissibilidade da demanda, já que a hipótese é de litisconsórcio
facultativo;
b) proceder ao juízo positivo de admissibilidade da demanda, já que, embora a hipótese seja de
litisconsórcio necessário, somente a parte ré pode alegar, em sua contestação, a sua inobservância;
c) proceder ao juízo positivo de admissibilidade da demanda, incluindo ex officio na lide os
litisconsortes faltantes, já que, sendo a hipótese de litisconsórcio necessário, torna-se admissível a
chamada intervenção iussu iudicis;
d) determinar que o autor, em prazo a lhe ser assinado, requeira a citação dos litisconsortes faltantes,
sob pena de extinção do feito sem resolução do mérito;
e) proferir, de imediato, sentença terminativa.

30 - ( 2016 - MPE-RJ - Analista Ministerial - Área Processual – Recursos )

Em iniciativa conjunta com a própria criança, o Ministério Público, por meio do órgão de execução
dotado de atribuição, ajuizou ação de investigação de paternidade em face do suposto pai.
Entendendo pela desnecessidade da atuação do Parquet como órgão agente, determinou o juiz da
causa a sua exclusão do polo ativo, para nele manter apenas o menor. De acordo com a disciplina
processual vigente, tal decisão é:
a) insuscetível de impugnação por qualquer via recursal típica ou mandado de segurança;
b) irrecorrível, embora impugnável por mandado de segurança;
c) impugnável por recurso de apelação;
d) impugnável por recurso de agravo de instrumento;
e) impugnável por recurso de agravo retido.

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31 - ( 2016 - MPE-RJ - Analista Ministerial - Área Processual - Coisa Julgada )

Proposta demanda em face do RIOPREVIDÊNCIA, alegou a parte autora ter sido companheira de um
servidor público, já falecido, para pleitear a condenação da autarquia previdenciária fluminense a
conceder a pensão por morte que entende lhe ser devida. Citada, a autarquia apresentou, no prazo
legal, a sua contestação, negando o vínculo que a autora afirmara ter mantido com o servidor,
pugnando pela improcedência do pedido. Encerrada a fase instrutória, com ampla produção de
provas, o juiz da causa concluiu, de forma expressa, pela configuração da entidade familiar alegada
na inicial, condenando a ré a conceder o benefício previdenciário. Encaminhados os autos ao órgão
ad quem, por força da interposição de recurso de apelação e do duplo grau de jurisdição obrigatório,
a Câmara Cível confirmou a sentença, advindo, na sequência, o seu trânsito em julgado. No que
tange à coisa julgada material formada, de conformidade com a legislação vigente, é correto afirmar
que:
a) os seus limites objetivos alcançam o julgamento da pretensão condenatória e, também, o
reconhecimento da existência do vínculo familiar;
b) os seus limites objetivos alcançam apenas o julgamento da pretensão condenatória, mas não o
reconhecimento da existência do vínculo familiar, já que não foi proposta ação declaratória incidental
em relação à questão prejudicial, que, assim, só pôde ser apreciada incidenter tantum;
c) os seus limites objetivos alcançam apenas o julgamento da pretensão condenatória, mas não o
reconhecimento da existência do vínculo familiar, já que o órgão julgador não tinha competência
ratione materiae para resolver a questão prejudicial como principal;
d) os seus limites subjetivos alcançam ambas as partes do processo e, também, o Estado do Rio de
Janeiro e os parentes do servidor falecido;
e) os seus limites subjetivos não alcançam a autarquia previdenciária, já que esta atuou no feito como
mera substituta processual do Estado do Rio de Janeiro.

32 - ( 2016 - MPE-RJ - Analista Ministerial - Área Processual - Suspensão e Extinção do


Processo )
De acordo com a disciplina processual vigente, a hipótese que NÃO dá azo à suspensão do feito é:
a) o requerimento, formulado na petição inicial, de desconsideração da personalidade jurídica;
b) a perda da capacidade processual de qualquer das partes;
c) o vínculo de prejudicialidade externa;
d) a convenção das partes;
e) a admissão de incidente de resolução de demandas repetitivas.

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33 - ( 2016 - MPE-RJ - Analista Ministerial - Área Processual - Tutela Provisória )

Em razão de grave enfermidade, consumidor de plano de saúde ajuizou demanda em que pleiteava a
condenação da operadora prestadora do serviço a lhe custear um tratamento específico, indicado por
seu médico, e que a empresa alegava não estar previsto no contrato. Sem prejuízo da tutela
jurisdicional definitiva, abarcando a condenação da ré a cumprir a obrigação contratual e a pagar
verbas reparatórias de danos morais, o autor requereu, em sua inicial, a concessão de tutela
provisória, consubstanciada na determinação judicial, inaudita altera parte, para que a empresa
viabilizasse de imediato o tratamento pretendido, o que foi deferido. Quanto a essa providência
provisória, pode-se afirmar que a sua natureza é de tutela:
a) de urgência cautelar;
b) de urgência satisfativa;
c) da evidência cautelar;
d) da evidência sancionatória;
e) inibitória cautelar.

34 - ( 2016 - MPE-RJ - Técnico do Ministério Público - Área Notificação e Atos Intimatórios-


Competência )

Pedro, proprietário de um bem imóvel situado na Comarca de Niterói, ao saber que o mesmo foi
ocupado, sem a sua autorização, por Luiz, intentou ação reivindicatória na Comarca do Rio de
Janeiro, onde é domiciliado. De acordo com a sistemática processual vigente, o réu:
a) deve alegar o vício de incompetência como preliminar de sua contestação, sem que o juiz possa
conhecer ex officio da matéria;
b) deve alegar o vício de incompetência como preliminar de sua contestação, embora o juiz possa
conhecer ex officio da matéria;
c) deve alegar o vício de incompetência pela via da exceção, sem que o juiz possa conhecer ex officio
da matéria;
d) deve alegar o vício de incompetência pela via da exceção, embora o juiz possa conhecer ex officio
da matéria;
e) não pode alegar o vício de incompetência, já que a possibilidade de o autor intentar a ação na
comarca de seu domicílio compatibiliza-se com a garantia constitucional do pleno acesso à
jurisdição.

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35 - ( 2016 - MPE-RJ - Técnico do Ministério Público - Área Notificação e Atos Intimatórios -
Resposta do Réu e Revelia )

Tendo-se iniciado o prazo de quinze dias para contestar uma demanda, o réu apresentou
contestação no oitavo dia do prazo. Porém, no décimo quarto dia do prazo, optou o demandado por
protocolizar uma nova peça contestatória, nela deduzindo linha defensiva essencialmente diversa
daquela exposta em sua primeira peça. Nesse cenário, deve o juiz:
a) receber a segunda contestação, já que ofertada ainda dentro do prazo legal;
b) receber a segunda contestação, em observância aos princípios constitucionais da ampla defesa e
do contraditório;
c) deixar de receber a segunda contestação, em razão do instituto da preclusão lógica;
d) deixar de receber a segunda contestação, em razão do instituto da preclusão consumativa;
e) deixar de receber a segunda contestação, em razão do instituto da preclusão temporal.

36 - ( 2016 - MPE-RJ - Técnico do Ministério Público - Área Notificação e Atos Intimatórios -


Princípios Gerais do Processo )

A possibilidade de concessão, pelo juiz da causa, de tutela antecipatória do mérito, inaudita altera
parte, em razão de requerimento formulado nesse sentido pela parte autora em sua petição inicial,
está diretamente relacionada ao princípio:
a) do juiz natural;
b) da inércia da jurisdição;
c) da inafastabilidade do controle jurisdicional;
d) do contraditório;
e) da motivação das decisões judiciais.

37 - ( 2016 - MPE-RJ - Técnico do Ministério Público - Área Notificação e Atos Intimatórios –


Ação )

São condições para o regular exercício da ação:


a) legitimidade ad causam e demanda regularmente formulada;
b) interesse de agir e competência do juízo;
c) legitimidade ad processum e possibilidade jurídica do pedido;
d) possibilidade jurídica do pedido e competência do juízo;
e) legitimidade ad causam e interesse de agir.

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38 - ( 2016 - MPE-RJ - Técnico do Ministério Público - Área Notificação e Atos Intimatórios –
Competência )

Diante do descumprimento de obrigação contratual, o credor ajuizou ação de cobrança em face do


devedor. A petição inicial foi distribuída à 1ª Vara Cível da Comarca da Capital no dia 22 de março de
2016, com juízo positivo de admissibilidade da demanda em 04 de abril e citação válida do réu em 19
de abril. Por seu turno, o devedor também propôs demanda, pleiteando a declaração de nulidade do
mesmo contrato, tendo a sua peça exordial sido distribuída à 9ª Vara Cível da mesma comarca, no
dia 24 de março de 2016, com juízo positivo de admissibilidade da ação em 01 de abril e citação
válida em 25 de abril. À luz da sistemática processual vigente, os feitos:
a) não podem ser reunidos, devendo cada qual tramitar perante o juízo cível para onde a respectiva
petição inicial foi distribuída;
b) devem ser reunidos, em razão do vínculo da continência, estando prevento o juízo da 1ª Vara Cível
da Comarca da Capital;
c) devem ser reunidos, em razão do vínculo da continência, estando prevento o juízo da 9ª Vara Cível
da Comarca da Capital;
d) devem ser reunidos, em razão do vínculo da conexão, estando prevento o juízo da 1ª Vara Cível da
Comarca da Capital;
e) devem ser reunidos, em razão do vínculo da conexão, estando prevento o juízo da 9ª Vara Cível da
Comarca da Capital.

39 - ( 2016 - MPE-RJ - Técnico do Ministério Público - Área Notificação e Atos Intimatórios -


Atos Processuais )

De acordo com a disciplina em vigor, é correto afirmar, no que concerne aos prazos processuais,
que:
a) o Ministério Público dispõe do prazo em quádruplo para contestar;
b) reputa-se tempestivo o ato praticado antes do termo a quo da fluência do prazo;
c) não havendo norma jurídica expressa ou prazo fixado pelo juiz, deve a parte praticar o ato
processual que lhe incumbir em quarenta e oito horas;
d) os litisconsortes com procuradores diferentes, ainda que integrantes de um mesmo escritório de
advocacia, têm o benefício do prazo em dobro para que se manifestem;
e) salvo disposição em contrário, os prazos são contados incluindo-se o dia do começo e o do
vencimento.

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40 - ( 2016 - MPE-RJ - Técnico do Ministério Público - Área Notificação e Atos Intimatórios –
Recursos )

Segundo a legislação vigente, a apelação é dotada de efeito suspensivo caso seja interposta contra
sentença que:
a) rescindir contrato de compra e venda em que figure incapaz;
b) condenar o réu a pagar alimentos;
c) confirmar tutela provisória concedida liminarmente;
d) decretar a interdição;
e) extinguir, sem resolução do mérito, embargos do executado.

41 - ( 2016 - MPE-RJ - Técnico do Ministério Público - Área Notificação e Atos Intimatórios –


Ação )

No que se refere à aferição da presença, ou não, das condições para o regular exercício da ação, a
teoria aplicável é:
a) a asserção;
b) a substanciação;
c) a individuação;
d) a causa madura;
e) a concreta do direito de ação.

42 - ( 2016 - MPE-RJ - Técnico do Ministério Público - Área Notificação e Atos Intimatórios –


Jurisdição )

No tocante à inércia, uma exceção a tal característica da jurisdição, de acordo com a legislação
processual vigente, é a:
a) interdição;
b) reintegração de posse de imóvel público;
c) restauração de autos;
d) anulação de contrato administrativo;
e) nulidade de casamento.

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43 - ( 2016 - MPE-RJ - Técnico do Ministério Público - Área Notificação e Atos Intimatórios –
Ação )

São elementos identificadores da ação:


a) juízo, partes e pedido;
b) juízo competente, causa de pedir e demanda;
c) partes, causa de pedir e pedido;
d) partes, interesse processual e pedido;
e) causa de pedir, legitimidade e demanda.

44 - ( 2015 - TJ-PI - Analista Judiciário - Oficial de Justiça Avaliador – Recursos )

No que tange ao tema dos recursos no processo civil, é correto afirmar que:
a) o terceiro prejudicado deve interpor o recurso cabível em face do ato judicial dentro do prazo
legalmente previsto, findo o qual não é possível o ajuizamento de ações autônomas de impugnação;
b) o recurso adesivo é admissível na apelação, no agravo e nos embargos infringentes;
c) não é possível a desistência do recurso, sem a anuência do recorrido, após o juízo positivo de
admissibilidade;
d) o recurso interposto por um dos devedores solidários aproveitará aos outros, quando as defesas
opostas ao credor lhes forem comuns;
e) uma vez praticado ato incompatível com a vontade de recorrer, com ou sem reserva, considera-se
aceita tacitamente a sentença ou decisão.

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45 - ( 2015 - TJ-RO - Psicólogo - Mediação no Âmbito da Administração Pública - Lei nº 13.140
de 2015 )

O ano de 2015 foi sem dúvida importante para a mediação no Brasil, na medida em que foi
sancionada a lei nº 13.140/2015 que dispõe sobre o seu uso entre particulares como meio de solução
de controvérsias e a autocomposição de conflitos no âmbito da administração pública.
Com relação à mediação, analise as afirmativas a seguir:
I - Considera-se mediação a atividade técnica exercida por terceiro imparcial sem poder decisório,
que, escolhido ou aceito pelas partes, as auxilia e estimula a identificar ou desenvolver soluções
consensuais para a controvérsia.
II - A mediação será orientada pelos princípios de imparcialidade do mediador, isonomia entre as
partes, oralidade, informalidade, autonomia da vontade das partes, busca do consenso,
confidencialidade e boa-fé.
III - A pessoa designada para atuar como mediador tem o dever de revelar às partes, antes da
aceitação da função, qualquer fato ou circunstância que possa suscitar dúvida justificada em relação
à sua imparcialidade para mediar o conflito, oportunidade em que poderá ser recusado por qualquer
delas.
Está correto o que se afirma em:
a) somente I;
b) somente II;
c) somente I e III;
d) somente II e III;
e) I, II e III.

GABARITO
01: D 02: B 03: C 04: C 05: D 06: E 07: B 08: A 09: D 10: B

11: C 12: B 13: A 14: E 15: C 16: A 17: E 18: D 19: B 20: D

21: D 22: E 23: E 24: A 25: A 26: E 27: C 28: B 29: D 30: D

31: C 32: A 33: B 34: B 35: D 36: C 37: E 38: D 39: B 40: A

41: A 42: C 43: C 44: D 45: E

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