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Introdução à Mama

Mama

As mamas (conhecidas popularmente também como seios ou peitos nos humanos


e tetas nos demais animais), são a parte do corpo feminino de um mamífero que é
responsável pela produção de leite para os bebês em seus primeiros meses de vida, para
ajudar no desenvolvimento do bebê.

Estrutura da mama
Eles são constituídos por três tipos de tecido: o tecido adiposo, tecidos
conectivos e glândulas mamárias, que produzem o leite que é conduzido através de ductos
aos mamilos. As glândulas mamárias se distribuem por todo o seio, ainda que dois terços
do tecido glandular se encontrem nos 30 mm mais próximos da base do mamilo. O resto
das mamas é composto por tecido conjuntivo (colágeno e elastina), tecido
adiposo (gordura) e uma aponeurose chamada ligamento de Cooper. A proporção de
glândula e tecido adiposo parte de 1:1 em mulheres não-lactantes, até 2:1 em mulheres
lactantes. Os homens também possuem glândulas mamárias e mamilos, mas não há
produção de leite devido à falta do hormônio feminino estrogênio. Tanto nos homens como
nas mulheres há uma grande concentração de nervos e vasos sanguíneos nos mamilos
que são, por essa razão, altamente erógenos.
É comumente aceito por biólogos que o real objetivo evolucionário das mulheres terem
seios é atrair os machos da espécie, sendo os seios uma das principais características
sexuais secundárias. Alguns biólogos acreditam que o formato dos seios femininos
evoluíram como uma espécie de complemento estético na parte da frente às formas
das nádegas; outros acreditam que os os seios evoluíram de uma forma a prevenir que os
bebês não se sufoquem enquanto mamam (uma vez que bebês não possuem
uma mandíbula protuberante como outros primatas, o nariz poderia ser bloqueado por um
peito feminino liso na hora da amamentação). De acordo com esta teoria, quando a
mandíbula dos hominídeos ficou menor, os seios aumentaram de tamanho para
compensar esta diminuição.
Drenagem linfática
Aproximadamente 75% da linfa de origem nas mamas viaja a partir da mama
aos linfonodos na axila do mesmo lado. O resto viaja para os nódulos linfáticos
paraesternais, para a mama no lado oposto e finalmente para os linfonodos abdominais.
Os gânglios axilares incluem o grupo inferior ou peitoral - que drena a parte profunda e
transmuscular -, o grupo interno ou subescapular - que drena a parte interna da glândula
mamária - e o grupo externo ou úmero - que drena a parte externa da mama -.
A drenagem linfática das mamas drena os linfonodos da axila.
Esta drenagem é particularmente importante na oncologia, porque as mamas são um local
comum de desenvolvimento de câncer, se células malignas são derivadas do tecido
mamário, poderiam se espalhar para outras partes do corpo através do sistema
linfático para produzir metástases. O fato dos vasos linfáticos percorrerem o tecido
transmuscular do peitoral maior é justificativo para a remoção da mesma no tratamento
cirúrgico do câncer de mama - chamada de mastectomia radical por Halsted.

Forma e suporte
As mamas variam em tamanho e forma. Sua aparência externa não prevê sua anatomia
interna ou seu potencial de lactância. A forma da mama é largamente dependente do seu
suporte, que provêm principalmente dos ligamentos de Cooper e do tecido torácico
subjacente sobre o qual ela descansa. Cada mama adere em sua base à parede torácica
por uma fáscia profunda, que cobre o músculo peitoral. A parte superior do tórax recebe
algum apoio da pele que as reveste. Esta combinação de apoio anatômico é o que
determina a forma dos seios. Em um pequeno grupo de mulheres, os ductos frontais são
visíveis por não se misturarem com o tecido que as rodeia.
A localização do mamilo em relação à dobra é conhecida como ptose, no qual a mama cai
de tal maneira sobre o peito de modo que o mamilo passa sobre a dobra inframamária. Em
alguns casos, todo o conjunto mamilo-aréola pode eventualmente chegar a cair até o nível
do umbigo. A distância entre a parte superior do mamilo e a base do esterno em um seio
jovem, tem média de 21 cm e é uma medida antropométrica usada para determinar
a simetria e a ptose mamária. Há seios em uma gama de proporção entre o comprimento e
o diâmetro da base,

Anatomia
As mamas são colocadas sobre o músculo peitoral maior e, geralmente, prolongam
verticalmente a partir do nível da segunda costela, até a sexta ou sétima. No sentido
horizontal, estende-se desde a borda do osso esterno a uma linha média, imaginária, na
axila. Na extremidade distante do tórax, no terceiro espaço intercostal, a pele é
especializada para formar o mamilo e aréola.
Cada mama limita-se em sua face posterior com a aponeurose (ou fáscia) do músculo
peitoral e contém abundante tecido adiposo onde não há tecido glandular. A gordura e o
tecido conjuntivo, juntamente com os ligamentos de Cooper (que liga a glândula para a
pele) constituem um verdadeiro ligamento que dão forma e as sustentam, permitindo o
deslizamento normal do seio sobre a musculatura subjacente. A mama também contém
vasos sanguíneos, venosos e linfáticos, assim como elementos nervosos. Não há nada
dentro do peito que se assemelha uma cápsula contínua que envolve o seio. Na verdade,
é muito comum que exista um tecido chamado aberrante ou ectópica (literalmente "off-
site"), em zonas muito afastadas da mama.
O quadrante superior lateral (o mais afastado do esterno) estende diagonalmente na
direção da axila e é conhecido como a cauda de Spence. Uma fina camada de tecido
mamário se estende desde acima da clavícula, até a sétima ou oitava costelas por abaixo
e desde da linha média para a borda do músculo grande dorsal. Não é incomum encontrar
o tecido mamário no oco da axila ou sob a pele, na parte da frente do abdômen.
A circulação sanguínea arterial da mama provém da artéria torácica interna (anteriormente
conhecida como "artéria mamária interna"), que surge da artéria subclávia, a artéria
torácica lateral, a artéria toracoacromial(ambos originários da artéria axilar) e das artérias
intercostais posteriores. A drenagem venosa dos seios é realizada principalmente
pela veia axilar, mas também pode envolver a veia torácica interna e as veias intercostais.
Tanto os homens como as mulheres têm uma alta concentração de vasos
sanguíneos e nervos nos mamilos.
Em ambos os sexos os mamilos têm capacidade eréctil em resposta a estímulos
sexuais,[4] e ao frio. A inervação das mamas, é dada por estímulos de ramos frontais e
laterais dos quatro a seis ramos intercostais, provenientes dos nervos espinhais. O mamilo
é inervado pela distribuição dermatômica do nervo torácico T4.

Embriologia
Embriológicamente o tecido glandular da mama, não é só o produto de desenvolvimento
desproporcionado - em termos morfológicos e funcionais - de glândulas sudoríparas
modificadas da pele, adaptadas para a produção de leite. O leite materno é um tipo
de secreção de alto valor nutritivo, devidamente adaptados às necessidades dos recém-
nascidos e única fonte de alimento e de anticorpos durante os primeiros meses de vida.
O desenvolvimento mamário durante a puberdade ocorre devido ao estímulo
dos hormônios ovarianos, principalmente estrogênio e progesterona. O estrogênio estimula
o desenvolvimento da porção excretora da glândula mamária - principalmente os
galactóforos - e a progesterona é responsável pelo desenvolvimento da porção secretora -
os lóbulos. Estes hormônios estimulam o desenvolvimento de características femininas,
produzindo o mesmo efeito sobre homens com os desequilíbrios hormonais, ou aqueles
que querem mudar sua identidade sexual.
O aleitamento materno é conhecido como lactância. O ato de alimentar diretamente a
criança é conhecido como aleitamento e é realizado diretamente pela sucção do mamilo
pela boca da criança.

Estética
As mamas são vistas por muitos como um indicativo fundamental de feminilidade ou um
atrativo sexual, e por causa disso várias mulheres que passam por processos
de mastectomiarelacionados a câncer têm recorrido à cirurgia plásticas para sua
reconstrução. A mastologia é o ramo da medicina que cuida das doenças que acometem
as mamas e a cirurgia plástica a especialidade médica que trata as alterações de forma e
tamanho das mamas, além dos efeitos do envelhecimento e os defeitos adquiridos por
ressecções totais ou parciais por câncer ou outras doenças.
Para aumentar as mamas, algumas mulheres submetem-se a cirurgias plásticas de
enchimento interno com silicone ou sacos de soro fisiológico. Quando o material não é
adequado ou a cirurgia é mal feita, essa prática pode ocasionar efeitos colaterais graves e
irreversíveis. Alguns especialistas divergem sobre o assunto, alguns alegam que o risco
compensa a autoestimaadquirida da mulher.
A cirurgia para a redução das mamas (mamoplastia redutora), retirando-se gordura ou em
alguns casos parte da glândula mamária, é praticada também por questões de estética ou
por problemas de postura, devido ao peso forçando a coluna vertebral.

Fisiologia da mama
Mudanças durante a puberdade

Durante a puberdade os seios têm seu crescimento estimulado pelos hormônios sexuais
que atuam até por volta dos vinte anos de idade. O desenvolvimento dos tecidos adiposo e
conectivo aumenta sob a influência de outros hormônios, como
a progesterona, prolactina, corticoides e hormônio do crescimento.
Mudanças durante a gravidez
O aumento dos níveis de estrógenos e de progesterona estimulam o desenvolvimento
glandular. As mamas tendem a tornar-se esféricas devido ao aumento do tecido adiposo.
Pode haver o aparecimento de uma aréola secundária, que na Semiologia médica é
conhecida como Sinal de Hunter.
Mudanças durante a lactação
A lactação tende a manter as mudanças ocorridas durante a gravidez. Em seu início e
durante as primeiras horas, os repetidos movimentos de sucção por parte do recém-
nascido acabam por provocar a saída de uma secreção espessa e ama

Funções dos seios da Mulher

Lactância
A produção de leite nas mamas começa imediatamente depois do parto. Ao cabo de doze
a vinte e quatro horas elas segregam o colostro, líquido ao qual se atribuem propriedades
laxantes (dado seu elevado teor de colesterol), que facilitaria a evacuação
do mecônio pelo intestino do recém-nascido. Poucas horas depois as mamas deixam de
produzir o colostro para secretar o leite normal.
A composição do leite normal inclui proporções elevadas de água. Ainda que possa
parecer que isto limite o fornecimento de nutrientes ao bebê, é importante considerar que
a osmolaridade elevada não é ainda uma condição equilibrada nos rins do lactente que,
nos primeiros meses, deve extrair a água necessária exclusivamente do leite e sem outra
administração adicional.
No leite se encontram numerosos nutrientes, assim como vitaminas, minerais e
substâncias diversas, com destaque para as imunoglobulinas. Estas moléculas atuam
como anticorpos que proporcionam à criança uma importante proteção contra as
infecções. Os leites elaborados a partir do leite bovino carecem deste componente, sendo
esta uma das razões pelas quais se recomendam que as mães mantenham a lactância
durante um período ideal de seis meses, no mínimo.
A lactância materna natural parece reforçar de modo particular o vínculo emocional mãe-
filho, de forma tão sólida quanto elementar, dado que proporciona uma satisfação para
ambos.
O prolongamento da lactância produz alguns efeitos na lactente, dentre os quais a inibição
da ovulação, dados os efeitos hormonais provocados pela alta presença de prolactina no
sangue.
Papel sexual
Ao lado de sua precípua função fisiológica, também desempenham os seios um
importante papel sexual, em muitas culturas da humanidade, sobretudo para o prazer da
mulher.
Grande parte dos seios é formada por tecido adiposo que, além disso, tem funções
estruturais e de sustentação, contribuindo para proporcionar à mulher um atrativo sexual,
mas sem qualquer influência sobre a capacidade de lactação.
Lactação
Ao contrário do que muitos acreditam, o tamanho das mamas de uma mulher não é
indicativo de uma capacidade maior de produção de leite, porque na verdade as glândulas
mamárias participam muito pouco no tamanho real das mamas — a maior parte do volume
é de fato tecido conectivo e tecido adiposo (gordura).

Riscos da cirurgia plástica


Qualquer cirurgia efetuada nos seios, incluindo a cirurgia estética, leva a um potencial de
interferência para uma futura amamentação, causando alterações na sensibilidade do
mamilo e dificuldades para interpretar uma mamografia (raio-x dos seios). Alguns estudos
têm demonstrado uma capacidade de lactação comparável entre mulheres com
macromastia (hipertrofia da mama) em comparação com grupos de controle nas mulheres
na qual a operação de redução dos seios foi realizada usando uma moderna técnica
cirúrgica chamada de "pedículo superior".[8][9][10][11] Algumas organizações de cirurgia
plástica aconselham adiar as reduções efetivas de seios em jovens adolescentes devido
ao fato de que o volume da mama pode continuar crescendo consideravelmente à medida
que as jovens amadurecem e ainda não conhecem os riscos a longo prazo destas
intervenções estéticas.[12] A maioria dos cirurgiões avalia cada caso individualmente, antes
de submeter uma paciente jovem a uma redução considerável dos seios, para corrigir
a hipoplasia ou assimetria severa.

Doenças

 Câncer de mama
 Galactocele
 Galactorreia
 Ginecomastia
 Mastite
 Mastodinia