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Índice

Introdução..........................................................................................................................2

Evolução histórica das tecnologias de informação............................................................3

Promover a sociedade da informação................................................................................3

História..............................................................................................................................6

Conclusão........................................................................................................................11

Bibliografia......................................................................................................................12

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Introdução
Vivemos na Era da Informação e do Conhecimento, um mundo novo, onde o
trabalho físico é feito pelas máquinas, cabendo ao homem à tarefa para a qual é
insubstituível: ser criativo, ter ideia.
A era da informação há algumas décadas vem sendo superada pela onda do
conhecimento. Como o aumento da quantidade de informação disponibilizada pelos
meios informatizados vem crescendo exponencialmente, agora, a questão está centrada
em como gerir esse mundo de informações e retirar dele o subsídio para a tomada de
decisão. Desenvolver competências e habilidades na busca, tratamento e
armazenamento da informação transformam-se num diferencial competitivo dos
indivíduos nas corporações (SANTOS, 2006).
Não basta ter uma grande quantidade de informação, é necessário que essa
informação seja tratada, analisada e armazenada de uma forma que todas as pessoas
envolvidas tenham acesso sem restrição de tempo e localização geográfica, e que essa
informação agregue valor às tomadas de decisão (SANTOS, 2006).
É extremamente importante que haja um ambiente de trabalho integrado, no qual
os processos fluam e sejam administrados de forma transparente, que as tarefas e as
atividades a serem desenvolvidas pelas equipes tenham uma gestão centralizada, porém
compartilhada (SANTOS, 2006).

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Evolução histórica das tecnologias de informação
As Tecnologias da Informação e Comunicação ou TIC correspondem a todas as
tecnologias que interferem e mediam os processos informacionais e comunicativos dos
seres. Ainda, podem ser entendidas como um conjunto de recursos tecnológicos
integrados entre si, que proporcionam, por meio das funções de hardware, software e
telecomunicações, a automação e comunicação dos processos de negócios, da pesquisa
científica e de ensino e aprendizagem.
As TIC são utilizadas em diversas maneiras e em vários ramos de actividades,
podendo se destacar nas indústrias (processo de automação), no comércio
(gerenciamento e publicidade), no sector de investimentos (informações simultâneas e
comunicação imediata) e na educação (processo de ensino aprendizagem e Educação a
Distância). Pode-se dizer que a principal responsável pelo crescimento e potencialização
da utilização das TIC em diversos campos foi a popularização da Internet.
O conceito "Sociedade da Informação" é útil para a sociedade civil?
Potencialmente, sim - se este conceito for constituído para abarcar a plena dinâmica da
informação e do conhecimento na sociedade, e for focado na promoção dos direitos
humanos e do desenvolvimento social, cultural e econômico. Mas se for limitado à
discussão da "Brecha Digital" e se confundir meios - tecnologias - com fins -
desenvolvimento humano - então ele não é capaz de transcender suas raízes ideológicas
estreitas.
No novo paradigma gerado pela sociedade da informação,a universalização dos
serviços de informação e comunicação é condição fundamental, ainda que não
exclusiva, para a inserção dos indivíduos como cidadãos, para se construir uma
sociedade da informação para todos. É urgente trabalhar no sentido de busca de
soluções efetivas para que as pessoas dos diferentes segmentos sociais e regiões tenham
amplo acesso à Internet, evitando assim que se crie uma classe de "info-excluídos"
(SOCINFO, 2000).
A sociedade da informação e do conhecimento é resultado do crescimento das
inovações e das experiências, dentro de uma visão sistêmica, onde a
interdisciplinaridade é fundamental para o desenvolvimento.
Compreende-se o mundo como um conjunto de sistemas que interagem visando
objetivos, saindo do isolamento, da especialização para a era da agregação, da busca do
comum, do global. A virtualidade acabou com as limitações de espaço e tempo, à
distância e o tempo entre a fonte de informação e os seus destinatários são irrelevantes,
uma vez que as pessoas não precisam se deslocar para obter informações.

Promover a sociedade da informação


Por que é desejável promover a sociedade da informação? Passadas as primeiras
reações de temor diante dos efeitos da automação dos setores produtivos, os avanços da
informática e da telemática provocaram uma fase de fascinação quase infantil -
felizmente em grande parte já superada - particularmente nas três últimas décadas,
quando a difusão da Internet nos países industrializados deu suporte ao sonho de
integração mundial dos povos por meio de infovias globais.
Segundo Castells (2000), as transformações em direção à sociedade da
informação, em estágios avançado nos países industrializados, constituem uma

1
tendência dominante mesmo para economias menos industrializadas definem um novo
paradigma, o da tecnologia da informação, que expressa a essência da presente
transformação tecnológica em suas relações com a economia e a sociedade. Essas
transformações dos novos paradigmas têm 5 características fundamentais:
 A informação é sua matéria-prima: as tecnologias se desenvolvem para permitir
o homem atuar sobre a informação propriamente dita;
 Os efeitos das novas tecnologias têm alta penetrabilidade - porque a informação
é parte integrante de toda atividade humana, individual ou coletiva
 Predomínio da lógica de redes. Esta lógica, característica de todo tipo de relação
complexa, graças às novas tecnologias
 Flexibilidade permite modificações por reorganização de componentes e tem
alta capacidade de reconfiguração.
 Crescente convergência de tecnologias, o ponto central aqui é que trajetórias
desenvolvimento tecnológico em diversas áreas do saber tornam-se interligadas
e transformam-se as categorias segundo as quais pensamos todos os processos.
Os desafios da sociedade da informação são inúmeros. Algumas dessas
preocupações têm sido transformadas com o avanço do novo paradigma, mas
aprofundaram-se as desigualdades sociais sobre o eixo do acesso à informação. O ritmo
do avanço tecnológico tem sido extraordinário, mas não permite ainda superar a relação
entre nível de renda e acesso às novas tecnologias.
Estes são inúmeros e incluem desde os de caráter técnico e econômico, cultural,
social e legal, até os de natureza psicológica e filosófica.
Conforme o autor Leal, podemos classificá-los como perdas:
 Perda da qualificação, devido à automação.
 Comunicação interpessoal e grupal, transformada pelas novas tecnologias ou
mesmo destruída por elas;
 De privacidade, pela invasão de nosso espaço individual e efeitos da violência
visual e poluição acústica
 De controle sobre a vida pessoal e o mundo circulante;
 Sentido de identidade, associado à profunda intimidação pela crescente
complexidade tecnológica.
Muitos destes desafios requerem compromisso político para assegurar o acesso a
comunidades menos privilegiadas. Há significativos desafios a enfrentar para criar
arcabouço internacional apropriado que minimize as desigualdades globais no acesso à
informação. O acesso universal ao conteúdo e as fontes de conhecimento apontam para
a necessidade de resolver vários outros desafios.
O que relaciona à informação para cidadania, tem sido importante a criação de
conteúdos que facilitem a vida do cidadão. Entre todos os agentes econômicos, o setor
público, as concessionárias e as prestadoras de serviços de utilidade pública - nas áreas
de seguridade social, saúde e educação, por exemplo - têm o potencial de ser as maiores
fontes desse tipo de conteúdos. Há um vasto conjunto de informações relacionadas ao
cotidiano das pessoas cuja disponibilidade seria um grande facilitador na interação entre
o cidadão e o Estado, com efeitos impactantes na qualidade do serviço prestado. Podem
ser abordagens bastante simples, como horários de ônibus interurbanos, condições para

1
o parcelamento de débitos de água, luz ou telefone, disponibilidade de vagas em escolas
etc. Alem de prover informações úteis ao cidadão, é possível oferecer-lhe serviços e
informações capazes de auxiliar no funcionamento de seus negócios e nas tomadas de
decisão, principalmente quando se trata de pequenas e médias empresas.
O conceito de universalização tem caráter evolutivo, decorrente da velocidade
do desenvolvimento das tecnologias de informação e comunicação e das novas
oportunidades e assimetrias provocadas por esse desenvolvimento - fontes de novas
formas de exclusão, que devem ser continuamente acompanhadas e consideradas.
Outro conceito de universalização deve abranger também o de democratização,
pois não se trata tão-somente de tornar disponíveis os meios de acesso e de capacitar os
indivíduos param tornarem-se usuários dos serviços da Internet.
A Internet é o objetivo de todo esse crescimento na área de telecomunicações.
Por esse motivo à telefonia deverá ir a todos os pontos do país uma vez que os contratos
e leis obrigam as operadoras a universalizar o serviço.
É necessário que o desenvolvimento de um determinado projeto seja organizado
e disponibilizado para uma posterior consulta e fonte de pesquisa para projetos futuros,
ou seja, é necessário criar um meio que resgate a memória e o bem maior de qualquer
organização, que é o conhecimento gerado pelas pessoas que fazem parte dessa
organização. É preciso ter um ambiente colaborativo, e posteriormente uma gestão do
conhecimento que flui nesse ambiente de colaboração (SANTOS, 2006).
A tecnologia da informação (TI) tem um papel significativo na criação desse
ambiente colaborativo e posteriormente a uma gestão do conhecimento. No entanto, é
importante ressaltar que a tecnologia da informação desempenha seu papel apenas
promovendo a infraestrutura, pois o trabalho colaborativo e a gestão do conhecimento
envolvem também aspectos humanos, culturais e de gestão (BARONI et al, 2004).
Os avanços da tecnologia da informação têm contribuído para projetar a
civilização em direção a uma sociedade do conhecimento. A análise da evolução da
tecnologia da informação de acordo com Baroni et al (2004) é da seguinte maneira:
Por 50 anos, a TI tem se concentrado em dados – coleta, armazenamento,
transmissão, apresentação – e focalizado apenas o T da TI. As novas revoluções da
informação focalizam o I, ao questionar o significado e a finalidade da informação. Isto
está conduzindo rapidamente à redefinição das tarefas a serem executadas com o auxilio
da informação, e com ela, à redefinição das instituições que as executam. Drucker
(1990, p. 82, apud BARONI et al, 2004, p. 213).
Hoje, o foco da Tecnologia da Informação mudou, tanto que o termo TI passou a
ser utilizado como TIC – Tecnologia da Informação e Comunicação. E, dentro desse
universo, novas ideias como colaboração e gestão do conhecimento poderão ser
edificadas, porém, mais uma vez, é importante enfatizar que nenhuma infraestrutura por
si só promoverá a colaboração entre as pessoas, essa atitude faz parte de uma cultura
que deverá ser disseminada por toda a organização, é necessário uma grande mudança
de paradigma (MELO et al, 2006, p. 19).
Cruz (2002) classifica as diversas fases da tecnologia da Informação em ERA:
(a) a era do papel, (b) a era do suporte eletrônico, (c) a era virtual, (d) a era da internet e
(e) a era das tecnologias cognoscitivas.
Atualmente, vive-se a “Era das Tecnologias Cognoscitivas”. Mas o que são as
Tecnologias Cognoscitivas? Segundo Cruz (2002), são tecnologias que possuem

1
capacidade para “aprender” com cada evento, cada situação da qual participam em que
as ações e as decisões tomadas por tecnologias com tal capacidade serão fruto do
reconhecimento do seu próprio saber.
A prosperidade das nações, das regiões, das empresas e dos indivíduos depende
de sua capacidade de navegar no espaço do saber. A força é conferida de agora em
diante pela gestão ótima dos conhecimentos, sejam eles técnicos, científicos, da ordem
da comunicação ou derivem da relação “ética” com o outro. Quanto melhor os grupos
humanos conseguem se constituir em coletivos inteligentes, em sujeitos cognitivos,
abertos, capazes de iniciativa, de imaginação e de reação rápidas, melhor asseguram
sucesso no ambiente altamente competitivo que é o nosso. Nossa relação material com o
mundo se mantém por meio de uma formidável infraestrutura epistêmica e de software:
instituições de educação e formação, circuitos de comunicação, tecnologias intelectuais
com apoio digital, atualização e difusão contínua dos savoir-faire… Tudo repousa, a
longo prazo, na flexibilidade e vitalidade de nossas redes de produção, comercial e troca
de saberes. (LEVY, 2011b, p. 19).
De acordo com Nonaka e Takeuchi (2008), em uma economia em que a única
certeza é a incerteza, a fonte certa de vantagem competitiva duradoura é o
conhecimento. As empresas bem-sucedidas são as que criam consistentemente novos
conhecimentos, disseminam-no amplamente pela organização e o incorporam
rapidamente em novas tecnologias e produtos. Essas atividades definem a empresa
“criadora de conhecimento”, cujo negócio principal é a inovação constante.

História
A expressão foi primeiro usada em 1997 por Dennis Stevenson, do governo
britânico2 e promovida pela documentação do Novo Currículo Britânico em 2000.
São utilizadas em diversas maneiras e em vários ramos de atividades, podendo
se destacar nas indústrias (processo de automação), no comércio (gerenciamento e
publicidade), no setor de investimentos (informações simultâneas e comunicação
imediata) e na educação (processo de ensino aprendizagem e Educação a Distância).
Pode-se dizer que a principal responsável pelo crescimento e potencialização da
utilização das TIC em diversos campos foi a popularização da Internet.
Como a comunicação é uma necessidade e algo que está presente na vida do ser
humano desde os tempos mais remotos, trocar informações, registrar fatos, expressar
ideias e emoções são fatores que contribuíram para a evolução das formas de se
comunicar. Assim, com o passar do tempo, o homem aperfeiçoou sua capacidade de se
relacionar.
Nesse sentido, conforme as necessidades surgiram, o homem lançou mão de sua
capacidade racional para desenvolver novas tecnologias e mecanismos para a
comunicação. Conceitua-se tecnologia como tudo aquilo que leva alguém a evoluir, a
melhorar ou a simplificar. Em suma, todo processo de aperfeiçoamento. A humanidade
já passou por diversas fases de evoluções tecnológicas, porém um equívoco comum
quando se pensa em tecnologia é se remeter às novidades de última geração.
Em se tratando de informação e comunicação, as possibilidades tecnológicas
surgiram como uma alternativa da era moderna, facilitando a educação através da
inclusão digital, com a inserção de computadoresnas escolas, facilitando e
aperfeiçoando o uso da tecnologia pelos alunos, o acesso a informações e a realização

1
de múltiplas tarefas em todas as dimensões da vida humana, além de capacitar os
professores por meio da criação de redes e comunidades virtuais.
Sob tal óptica, "os computadores são grandes responsáveis por esse processo. Os
Sistemas de Informação nas empresas requerem estudos quanto à sua importância na
abordagem gerencial e estratégica dos mesmos, juntamente com a análise do papel
estratégico da informação e dos sistemas na empresa (KROENKE, 1992; LAUNDON,
1999) ".
Existe uma tendência cada vez mais acentuada de adoção das tecnologias de
informação e comunicação não apenas pelas escolas, mas por empresas de diversas
áreas, sobretudo com a disseminação dos aparelhos digitais no cotidiano
contemporâneo. Há uma variedade de informações que o tratamento digital
proporciona: imagem, som, movimento, representações manipuláveis de dados e
sistemas (simulações), todos integrados e imediatamente disponíveis, que oferecem um
novo quadro de fontes de conteúdos que podem ser objeto de estudo.
A comunicação é também a responsável por grandes avanços. Devido à troca de
mensagens e consequente troca de experiência, dessa forma, grandes descobertas foram
feitas. A história humana, sem os desenhos das cavernas, os hieróglifos egípcios e o
enorme acervo de informação que nos foi deixado através da escrita, não teria a emoção
sentida hoje ao se ver o avanço desses meios. Todos os exemplos citados acima são
formas de deixar mensagens, ou seja, passar adiante uma informação, uma experiência,
um fato ou uma descoberta. A comunicação é algo complexo, uma vez que existem
várias formas de se comunicar. O objetivo aqui é mostrar o quanto a troca de
mensagens, a informação e o relacionamento humano são importantes para a evolução
de novos conceitos, como por exemplo o trabalho colaborativo (trabalho em equipe), a
gestão do conhecimento, o ensino a distância (e-learning), que promovem uma maior
democracia nos relacionamentos entre pessoas e a diminuição do espaço
físico/temporal.
Num ambiente corporativo, onde um grupo de pessoas percorre objetivos
comuns, a necessidade de comunicação aumenta consideravelmente. Em uma
corporação, existem barreiras culturais, sociais, tecnológicas, geográficas, temporais,
dentre outras, que dificultam às pessoas se comunicarem, portanto um dos desafios de
uma corporação é transpor essas barreiras.
Atualmente, os sistemas de informação e as redes de computadores têm
desempenhado um papel importante na comunicação corporativa, pois é através dessas
ferramentas que a comunicação flui sem barreira. Segundo Lévy (1999), novas maneiras
de pensar e de conviver estão sendo elaboradas no mundo das telecomunicações e da
informática. As relações entre os homens, o trabalho, a própria inteligência dependem,
na verdade, da metamorfose incessante de dispositivos informacionais de todos os tipos.
Escrita, leitura, visão, audição, criação e aprendizagem são capturadas por uma
informática cada vez mais avançada.A tecnologia da informação teve uma gigantesca
evolução e, com a tendência do mundo moderno, inovações e facilidades ainda hão de
surgir. A internet e, em conseqüência, o e-mail e a agenda de grupo online, são
componentes de um grande marco e um dos avanços mais significativos, pois através
deles vários outros sistemas de comunicação foram criados.
Nos dias atuais, encontramos várias tecnologias que viabilizam a comunicação,
porém o que vai agregar maior peso a essas tecnologias é a interação e a colaboração de
cada uma delas. Dentro desse cenário, é importante frisar uma interessante observação
feita por Lévy (1999):

1
"A maior parte dos programas computacionais desempenham um papel de
tecnologia intelectual, ou seja, eles reorganizam, de uma forma ou de outra, a visão de
mundo de seus usuários e modificam seus reflexos mentais. As redes informáticas
modificam circuitos de comunicação e de decisão nas organizações. Na medida em que
a informatização avança, certas funções são eliminadas, novas habilidades aparecem, a
ecologia cognitiva se transforma. O que equivale a dizer que engenheiros do
conhecimento e promotores da evolução sociotécnica das organizações serão tão
necessários quanto especialistas em máquinas".
Atualmente, estudos sistemáticos dos comportamentos econômicos nesta
transição de século e de milênio vêm atribuindo um importante fator ao cenário
econômico, tão impregnado pelos fatores da Era Industrial (bens de consumo durável,
maquinário, trabalho mecânico e em série, produtos etc.) e esse fator é o conhecimento
– a dimensão crítica de sustentação de vantagens competitivas.
Nessa nova economia, as capacidades de inovação, de diferenciação, de criação,
de valor agregado e de adaptação à mudança são determinadas pela forma como velhos
e novos conhecimentos integram cadeias/redes de valor, como processos e produtos
recorrem a conhecimento útil e crítico, bem como pela aptidão demonstrada pelas
empresas, governos (organizações em geral) e pessoal para aprender constantemente
(Silva, 2003).
A Era da Informação e do Conhecimento que vivemos nos mostra um mundo
novo, na qual o trabalho humano é feito pelas máquinas, cabendo ao homem a tarefa
para a qual é insubstituível: ser criativo, ter boas idéias. Há algumas décadas, a era da
informação vem sendo superada pela onda do conhecimento. Já que o aumento de
informação disponibilizada pelos meios informatizados vem crescendo bastante, a
questão agora está centrada em como gerir esse mundo de informações e retirar dele o
subsídio para a tomada de decisão.
Desenvolver competências e habilidades na busca, tratamento e armazenamento
da informação transforma-se num diferencial competitivo dos indivíduos.
Não somente ter uma grande quantidade de informação, mas sim que essa
informação seja tratada, analisada e armazenada de forma que todas as pessoas
envolvidas tenham acesso sem restrição de tempo e localização geográfica e que essa
informação agregue valor às tomadas de decisão.
É importante que o desenvolvimento de um determinado projeto seja organizado
e disponibilizado para uma posterior consulta e fonte de pesquisa para projetos futuros,
ou seja, é necessário criar um meio que resgate. A memória é o bem maior de qualquer
organização, é o conhecimento gerado pelas pessoas que fazem parte desta.
A Tecnologia da Informação (TIC) tem um papel significativo na criação desse
ambiente colaborativo e, posteriormente, em uma Gestão do Conhecimento. No entanto,
é importante ressaltar que a tecnologia da informação desempenha seu papel apenas
promovendo a infraestrutura, pois o trabalho colaborativo e a gestão do conhecimento
envolvem também aspectos humanos, culturais e de gestão (Silva, 2003).
Os avanços da tecnologia da informação têm contribuído para projetar a
civilização em direção a uma sociedade do conhecimento. A análise da evolução da
tecnologia da informação, de acordo com Silva (2003), é da seguinte maneira:
"Por cinquenta anos, a TIC tem se concentrado em dados – coleta,
armazenamento, transmissão, apresentação – e focalizado apenas o T da TI. As novas

1
revoluções da informação focalizam o I, ao questionar o significado e a finalidade da
informação. Isso está conduzindo rapidamente à redefinição das tarefas a serem
executadas com o auxilio da informação, e com ela, à redefinição das instituições que as
executam".
Hoje, o foco da Tecnologia da Informação mudou, tanto que o termo TI passou a
ser utilizado como TIC - Tecnologia da Informação e Comunicação. E, dentro desse
universo, novas idéias como colaboração e gestão do conhecimento poderão ser
edificadas, porém, mais uma vez é importante enfatizar que nenhuma infra-estrutura por
si só promoverá a colaboração entre as pessoas, essa atitude faz parte de uma cultura
que deverá ser disseminada por toda a organização; é necessário uma grande mudança
de paradigma.
'As TIC's também estão no ambiente escolar, auxiliando os professores em suas
práticas pedagógicas. Computadores, internet, softwares, jogos eletrônicos,
celulares:ferramentas comuns ao dia a dia da chamada”geração digital e as crianças já
as dominam como se fossem velhas conhecidas. O ritmo acelerado das inovações
tecnológicas,assimiladas tão rapidamente pelos alunos, exige que a educação também
acelere o passo, tornando o ensino mais criativo, estimulando o interesse pela
aprendizagem.O que se percebe hoje é que a própria tecnologia pode ser uma
ferramenta eficaz para o alcance desse objetivo. Entendendo a escola como um espaço
de criação de cultura, esta deve incorporar os produtos culturais e as práticas sociais
mais avançadas da sociedade em que nos encontramos.Espera-se,assim, da escola uma
importante contribuição no sentido de ajudar as crianças e os jovens a viver em um
ambiente cada vez mais “automatizado”, através do uso da eletrônica e das
telecomunicações.O horizonte de uma criança, hoje em dia, ultrapassa claramente o
limite físico da sua escola, da sua cidade ou do seu país, quer se trate do horizonte
cultural, social, pessoal ou profissional.
Em uma sociedade tecnológica, o educador assume um papel fundamental como
mediador das aprendizagens, sobretudo como modelo que é para os mais novos,
adotando determinados comportamentos e atitudes em face das tecnologias.Por outro
lado,perante os produtos tecnológicos, o educador deverá assumir-se com conhecimento
e critério, analisando cuidadosamente os materiais que coloca à disposição das crianças.
Porém o Brasil precisa melhoras as competências do professor em utilizar as tecnologis
de comunicação e informação na educação.A forma como o sistema educacional
incorpora as TICs afeta diretamente a diminuição da exclusão digital existente no
país 3 . Vários pontos devem ser levados em conta quando se procura responder a
questão: Como as TICs podem ser utilizadas para acelerar o desenvolvimento em
direção à meta de “educação a todos e ao longo da vida”?Como elas podem propiciar
melhor equilíbrio entre ampla cobertura e excelência na educação?Como pode a
educação preparar os indivíduos e a sociedade de forma que dominem as tecnologias
que permeiam crescentemente todos os setores da vida e possam tirar proveito dela?
Primeiro, as TIC's são apenas uma parte de um contínuo desenvolvimento de
tecnologias,a começar pelo giz e os livros, todos podendo apoiar e enriquecer a
aprendizagem. Segundo, as TIC's, como qualquer ferramenta, devem ser usadas e
adaptadas para servir a fins educacionais. Terceiro,várias questões éticas e legais,como
as vinculadas à propriedade do conhecimento,ao crescentemente tratamento da
educação como uma mercadoria,à globalização da educaçõa face à diversidade
cultural,interferem no amplo uso das TICs na educação. Na busca de soluções a essas
questões,a UNESCO coopera com o governo brasileiro na promoção de ações de
disseminação de TICs nas escolas com o objetivo de melhorar a qualidade do processo

1
ensino-aprendizagem,entendendo que o letramento degital é uma decorrência natural da
utilização frequente dessas tecnologias.O Ministério da Educação tem a meta de
universalizar os laboratórios de informática em todas as escolas públicas até 2010,
incluindo as rurais.A UNESCO também coopera com o programa TV escola,para
explorar a convergência das mídias digitais na ampliação da interatividade dos
conteúdos televisivos utilizados no ensino presencial e a distância. A UNESCO no
Brasil conto com a permanente parceria das cátedras UNESCO em Educação a
Distância em várias universidades brasileira, que utilizam as TIC's para promover a
democratização do acesso ao conhecimento no país. Em 4 de agosto de 2009,a
UNESCO no Brasil e seus parceiros lançaram no país o projeto internacional”Padrões
de Competência em TIC's para Professores”, por meio das versões em português
brochuras sobre a proposta do projeto.O projeto tem o objetivo de fortalecer diretrizes
sobre como melhorar as capacidades dos professores nas práticas de ensino por meio
das TICs.Autoridades, especialistas e tomadores de decisão analisam a viabilidade da
implementação das diretrizes deste projeto adaptadas à realidade brasileira.
Para usar a tecnologia nas escolas, segundo Almeida e Prado, ela deve ser
pautada em princípios que privilegiem a construção do conhecimento, o aprendizado
significativo e interdisciplinar e humanista.
Para tanto os professores precisam se apropriar dessas novas tecnologias e
desenvolver estratégias para um ensino-aprendizagem mais eficaz, visando o educando
e seu contexto social.t.i.c. é o diminutivo de tecnologias de informação e comunicação.

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Conclusão
Conclui-se que avanço da tecnologia de informação e comunicação em direcção
a uma sociedade do conhecimento é considerado como sinônimo das tecnologias da
informação. Contudo, é um termo geral que frisa o papel da comunicação (seja por fios,
cabos, ou sem fio) na moderna tecnologia da informação.
Entende-se que consiste de todos os meios técnicos usados para tratar a
informação e auxiliar na comunicação, o que inclui o hardware de computadores, rede,
celulares, bem como todo software necessário. Em outras palavras, TIC consistem em
TI bem como quaisquer formas de transmissão de informações e correspondem a todas
as tecnologias que interferem e mediam os processos informacionais e comunicativos
dos seres.
Ainda, podem ser entendidas como um conjunto de recursos tecnológicos
integrados entre si, que proporcionam, por meio das funções de hardware, software e
telecomunicações, a automação e comunicação dos processos de negócio

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Bibliografia
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NEVES, Ana. Gestão de Empresas na Era do Conhecimento. São Paulo: Editora
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LEVY, Pierre. A Inteligência Coletiva: Por uma antropologia do ciberespaço.
Tradução de Luiz Paulo Rouanet, São Paulo: Edições Loyola, 8ª. Edição 2011b. O
original é de 1994 (L´intelligence collective. Por une anthropologie du cyberspace).
MELO, Adolfo Menezes Takahashi de et al. O uso de sistemas colaborativos no
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TAKEUCHI, Hirotaka; NONAKA, Ikujiro. Gestão do Conhecimento. Tradução
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