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Período Clássico

SONATAS – SINFONIA – FORMA SONATA – O CONCERTO –


ÓPERA

Rodolpho Mendes e Lucas Dal Piaz | História da Musica | March 23, 2019
SONATAS
O conceito de Sonata surgiu no período barroco (Sonata de Câmara e Sonata Chiesa), mas não
foi muito desenvolvido, devido à importância das Cantatas (Músicas para voz).

A sonata se estabelece no período clássico, eram obras executadas por um ou dois instrumentos
somente. Durante o século XVIII emergiram dois esquemas padronizados: o esquema de 3
movimentos e o de 4 movimentos. O esquema de quatro movimentos dos compositores clássicos
foi primeiramente estabelecido em algumas sinfonias de Johann Stamitz e outros compositores
que trabalharam em Mannheim por volta de 1750. Este esquema de movimentos compreende
dois movimentos rápidos circundando dois movimentos intermediários. Um destes movimentos
intermediários é geralmente lento, o outro, um minueto. Pelo aceleramento do minueto,
Beethoven, em efeito, criou o scherzo e, de seu tempo em diante, o minueto normalmente cedeu
seu lugar ao scherzo.

SINFONIA
A palavra Sinfonia vem do grego “todos os instrumento juntos”. A sinfonia clássica foi
desenvolvida a partir da Abertura Italiana que tinha 3 seções em andamentos contrastantes :
Rápido : Lento : Rápido. Nas primeiras sinfonias clássicas, essas seções tornam- se movimentos
distintos; posteriormente, seu número usual passa a ser quatro com o Minueto e trio inseridos
entre o movimento Lento e o Alegre Finale.

Os movimentos da sinfonia clássica são normalmente arranjados de acordo com o seguinte


esquema básico:

Primeiro Movimento: de andamento bem rápido, geralmente, composta em “forma sonata”.

Segundo Movimento: de andamento mais vagaroso, frequentemente na forma ternaria (ABA)


ou em variações, ou também, mais uma vez, na forma sonata.

Terceiro Movimento: nesse ponto Haydn e Mozart costumavam inserir um minueto e trio.
Beethoven, mais tarde, usou esse movimento para apresentar um scherzo, mais brilhante e
vigoroso.

Quarto Movimento: de andamento muito rápido e geralmente de caráter alegre; usado na


forma de rondó (ABACA...), na forma sonata, ou talvez, em uma mistura de ambas; as vezes, em
variações.

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FORMA SONATA

Forma sonata não se refere a estrutura de uma obra completa, mas a um tipo especial de forma
ou plano musical usado para compor um único movimento de uma obra

GÊNEROS QUE EMPREGAM A FORMA

- Sonatas para instrumentos solo

- Duos, trios, quartetos e demais combinações camerísticas

- Sinfonia

- Concerto para solista e orquestra

- Aberturas de óperas e balés

- O termo se refere a um movimento em especial, geralmente o 1º

- A forma sonata pode ser considerada “binária” ou “ternária”

*Em cada um desses diferentes tipos de composição, o primeiro movimento é quase sempre
planejado segundo o que se conhece como forma sonata.

FORMA SONATA “CLÁSSICA”

INTRODUÇÃO – Opcional. Comum na sinfonia.

EXPOSIÇÃO – Apresentação dos temas em regiões tonais contrastantes. O segundo (grupo de)
tema(s) termina fora da Tônica. Isso provoca uma grande “dramaticidade” harmônica, a ser
resolvida na Recapitulação. Geralmente há um ritornello nesse ponto.

DESENVOLVIMENTO - Trecho modulatório, explorando possibilidades do(s) tema(s). Às vezes


apresenta novos temas. Em Beethoven atingiu grandes dimensões.

RECAPITULÇÃO - Repetição do(s) tema(s) na região da Tônica ou em esquema que equilibre as


tensões tonais da Exposição.

CODA - Opcional. Pode ter grandes dimensões.

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