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CURSO ON-LINE - D. CONSTITUCIONAL – TRT-15


PROFESSORES: VÍTOR CRUZ E RODRIGO DUARTE

Aula 0

Olá Pessoal, tudo certo?! Daremos hoje início ao nosso curso de


Direito Constitucional para o cargo de Analista Judiciário Área
Administrativo do TRT-15ª Região.
Antes, de efetivamente começarmos, gostaria de dizer que é um
prazer enorme estarmos aqui para ministrar mais este curso pelo
Ponto.
É realmente uma honra podermos ajudar nos seus estudos e
contribuir para a aprovação que certamente virá em breve para
muitos de vocês.
Para quem ainda não me conhece: eu sou o Prof. Vítor Cruz, desde
2009 estou trabalhando aqui no Ponto, ensinando (e é claro, também
aprendendo muito) a disciplina mais legal dos concursos públicos: o
Direito Constitucional.
Atualmente trabalho como Analista Judiciário no TRE-GO. Sou ex-
Oficial da Marinha do Brasil, graduado em Ciências Navais pela Escola
Naval e Pós-graduado em Direito Constitucional.
Entre meus trabalhos editoriais, eu sou autor do livro "Constituição
Federal Anotada para Concursos (4ª Edição)" publicado pela
Editora Ferreira e dos livros "Vou ter que estudar Direito
Constitucional! E Agora?" e "Questões Comentadas de Direito
Constitucional - FGV", ambos pela Editora Método.
Sou também coordenador, juntamente com o Prof. Leandro Cadenas,
da coleção 1001 questões comentadas da Editora Método, onde
também participo sendo autor das seguintes obras:
-1001 Questões Comentadas de Direito Constitucional - ESAF;
-1001 Questões Comentadas de Direito Constitucional - CESPE
– 2ª Edição;
-1001 Questões Comentadas de Direito Constitucional - FCC;
-1001 Questões Comentadas de Direito Tributário - ESAF- 2ª
Edição (este em parceria com Francisco Valente).
Contamos com a preciosa ajuda do prof. Rodrigo Duarte, que é
nosso colega de TRE-GO, bacharel em Direito pela Universidade
Federal da Bahia e pós-graduado em Direito Constitucional.

Este será um curso de Teoria e Exercícios, todos comentados, com foco na


banca FCC para o cargo de Analista Judiciário Área
Administrativa do TRT-15. Eventualmente será necessário
utilizarmos questões de outras bancas para o preenchimento de lacunas.

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Nossa filosofia é sempre preparar nossos alunos alcançarem a nota
10, para isso, imperioso contarmos com sua dedicação e
compromisso. Por mais difícil que à primeira vista possa parecer, não
podemos nos contentar em estudar para a nota 7, nota 8...lembre-
se, a concorrência é grande! Mas não é por isso que seu estudo será
um martírio, pelo contrário, vamos nos empenhar ao máximo para
que nosso curso lhe conduza aos 100% de acertos em Direito
Constitucional da forma mais agradável possível.

Nossa programação será a seguinte:

Aula 0- Da aplicabilidade e interpretação das normas constitucionais;


vigência e eficácia das normas constitucionais.
Aula 1- Poder Constituinte: originário e derivado. Princípios
Fundamentais;
Aula 2- Dos direitos e garantias fundamentais: Teoria Geral e
direitos e deveres individuais e coletivos (1ª Parte);
Aula 3- Direitos e deveres individuais (2ª Parte);
Aula 4- Dos Direitos Sociais; Direitos De Nacionalidade; Direitos
Políticos.
Aula 5- Da organização político-administrativa: das competências da
União, Estados, Municípios, Distrito Federal e Territórios.
Aula 6- Da Administração Pública: Disposições Gerais; Dos
Servidores Públicos.
Aula 7- Da organização dos Poderes. Do Poder Executivo: das
atribuições e responsabilidades do Presidente da República. Do Poder
Legislativo: Da fiscalização contábil, financeira e orçamentária;
Aula 8- Do Poder Judiciário: disposições gerais; do Supremo Tribunal
Federal; do Superior Tribunal de Justiça;
Aula 9-Dos Tribunais Regionais Federais e dos Juízes Federais; dos
Tribunais e Juízes do Trabalho. Das funções essenciais à Justiça: do
Ministério Público; da Advocacia Pública; da Advocacia e da
Defensoria Públicas.

Normas constitucionais, aplicabilidade, vigência e eficácia:


As normas jurídicas são o objeto do Direito, a forma pela qual ele se
expressa, são prescrições, mandamentos, determinações que,
idealmente, destinam-se a introduzir a ordem e a justiça na vida
social1.

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BARROSO, Direito Constitucional Contemporâneo.

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Já as normas constitucionais, podemos dizer que são todos os
dispositivos inseridos no corpo de uma Constituição,
independentemente do teor que expressem, como por exemplo o art.
242 § 2º da nossa Constituição que tem o seguinte dispositivo: “O
Colégio Pedro II, localizado na cidade do Rio de Janeiro, será mantido
na órbita federal”. Assim, importante sabermos que, do ponto de
vista conceitual, pouco interessa a distinção que a doutrina faz entre
normas formalmente constitucionais formais e materialmente
constitucionais.
No entanto, para nosso estudo é importante saber em que consiste
tal diferenciação, vamos lá?
O termo "materiais" vem de matéria, conteúdo. Formais vem de
forma, estrutura, roupagem.
Normas materialmente constitucionais são aquelas que tratam de
assuntos, conteúdos, essenciais a uma Constituição moderna:
organização do Estado e limitação dos seus poderes face ao povo
(não é pacífica a exatidão do que é e o que não é materialmente
constitucional).
Por sua vez, normas fomalmente constitucioanis são todas aquelas
que foram alçadas a um status constitucional, independentemente do
conteúdo tratado, como no exemplo do art. 242, §2º acima
mencionado.
No Brasil, todas as normas da Constituição são formais, independente
de seu conteúdo. Porém, algumas, além de formais, também são
materiais. Assim, é importante destacar que a classificação entre
normas materialmente constitucionais e normas formalmente
constitucionais não são excludentes, já que uma norma pode ser ao
mesmo tempo materialmente e formalmente constitucional.

Normas Regras X Normas Princípios:


Em um estudo doutrinário costuma-se dizer que entre as normas
temos a presença das regras e dos princípios. As regras são mais
concretas, aquelas normas que definem um procedimento, condutas.
As regras ou são totalmente aplicadas, ou não são aplicadas, elas não
admitem o cumprimento parcial, vale a ideia do tudo ou nada!
Por outro lado, os princípios são mais abstratos, não são definidores
de condutas, são os chamados "mandados de otimização", ou seja,
eles devem ser utilizados para se alcançar o grau ótimo de
concretização da norma. Devido a esta abstração dos princípios, eles
admitem um cumprimento parcial.
Diz-se que quando duas regras entram em conflito, o aplicador deve
cumprir uma ou outra, nunca as duas, pois uma regra exclui a outra.

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Já quando dois princípios entram em conflito dizemos que houve uma
"colisão" de princípios (nunca uma contradição) e, desta forma,
ambos poderão ser cumpridos, embora em graus diferentes de
cumprimento. Estuda-se então o caso concreto, e descobre-se qual o
princípio irá pervalecer sobre o outro, sem que um deles seja
totalmente excuído pelo outro.
Os princípios constitucionais podem estar expressos na Constituição
(princípio da igualdade, princípio da uniformidade georgráfica,
princípio da anterioridade tributária...) ou podem estar implícitos no
texto constitucional, sendo decorrentes das normas expressas do
texto e dos regimes expressamente adotados pela Constituição, ou
então devido a direcionamentos do direito constitucional geral,
aplicável aos vários ordenamentos jurídicos (princípio da
razoabilidade, princípio da proporcionalidade...).

1. (FCC/EPP-SP/2009) É correto afirmar, em face da


Constituição brasileira de 1988, que são formalmente constitucionais
todas as normas contidas em seu corpo articulado, mesmo as
destituídas de rigidez.
Comentários:
Dizer que são formalmente constitucionais todas as normas contidas
em seu corpo está correto. Porém, a questão está errada, pois não
existem normas destituídas de rigidez na CF/88. Todas as suas
normas são rígidas, somente podendo ser alteradas por um
procedimento especial, mais dificultoso do que as leis ordinárias.
Gabarito: Errado.

2. (FCC/EPP-SP/2009) É correto afirmar, em face da


Constituição brasileira de 1988, que nela existem algumas normas
que são apenas formalmente constitucionais.
Comentários:
Todas as normas da CF/88 são formalmente constitucionais. A
doutrina, porém, divide estas normas em dois grupos:
Normas formalmente e materialmente constitucionais - São as
normas da Constituição que, além de formais, tratam de assuntos
essenciais a uma Constituição.
Normas apenas formalmente constitucionais - São as normas da
Constituição que não tratam de assuntos essenciais a uma
Constituição, porém, não deixam de ser formais, apenas não são
materiais.
Gabarito: Correto.

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3. (FCC/Técnico Superior - PGE-RJ/2009) O conceito de
normas materialmente constitucionais é antagônico ao de normas
formalmente constitucionais.
Comentários:
Nada obsta que uma norma possa ser ao mesmo tempo formalmente
e materialmente constitucional. Já que o conceito de formal refere-se
ao status hierárquico que ela é tratada e o conceito de material
refere-se ao conteúdo o qual a norma veicula.
Gabarito: Errado.

4. (FCC/Técnico Superior - PGE-RJ/2009) O conceito de


normas materialmente constitucionais importa na atribuição de
rigidez às normas que versem sobre matéria tipicamente
constitucional.
Comentários:
A rigidez está atrelada tão somente ao aspecto formal. O aspecto
material trata tão somente do conteúdo das normas, independente de
qualquer status hierárquico.
Gabarito: Errado

Eficácia e aplicabilidade das normas


Eficácia é a capacidade que uma norma tem para produzir efeitos, o
grau de eficácia das normas constitucionais é um dos temas mais
controversos da doutrina, mas para nosso objetivo, as considerações
abaixo serão suficientes.

Doutrina clássica x Normas Programáticas:


A doutrina clássica, de Rui Barbosa, baseada na doutrina norte-
americana, dividia as normas em auto-aplicáveis (auto-executáveis)
e não auto-aplicáveis (não auto-executáveis), estas, diferentemente
das primeiras, exigiam a complementação do legislador para
produzirem efeitos.
Essa classificação, atualmente, não costuma ser aceita no Brasil.
Em que pese tal fato, algumas bancas, costumam cobrar o conceito
de não auto-aplicáveis em associação às normas programáticas. As
normas programáticas são aquelas que definem planos de ação para
o Estado, como combater a pobreza, a marginalização e os direitos
sociais do art. 6º. As normas programáticas possuem o que se chama
de eficácia diferida, ou seja, sua aplicação se dará ao longo do
tempo, na medida em que forem sendo concretizadas.

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Eficácia e aplicabilidade segundo a José Affonso da Silva:
Essa é a doutrina majoritária, a mais cobrada em concursos. Divide
em 3 tipos as normas:
1- Eficácia Plena – Não necessitam de nenhuma ação do
legislador para que possam alcançar o destinatário, e por isso são
de aplicação direta e imediata, pois independem de uma lei
que venha mediar os seus efeitos. As normas de eficácia plena
também não admitem que uma lei posterior venha a restringir o
seu alcance.
Ex.: Ninguém poderá ser compelido a associar-se ou permanecer
associado (CF, art. 5º, XX).

2- Eficácia Contida - É aquela norma que, embora não precise


de qualquer regulamentação para ser alcançada por seus
receptores - também tem aplicabilidade direta e imediata, não
precisando de lei para mediar os seus efeitos -, poderá ver o
seu alcance restringido pela superveniência de uma lei
infraconstitucional. Enquanto não editada essa lei, a norma
permanece no mundo jurídico com sua eficácia de forma plena,
porém no futuro poderá ser restringida pelo legislador
infraconstitucional.
Ex.: É livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão,
atendida às qualificações profissionais que a lei estabelecer (CF,
art. 5º, XIII). Ou seja, As pessoas podem exercer de forma plena
qualquer trabalho, ofício ou profissão, salvo se vier uma norma
estabelecendo certos requisitos para conter essa plena liberdade.
Observação: Em regra, as normas de eficácia contida são passíveis
de restrição por leis infraconstitucionais, porém, também se
manifestam como normas de eficácia contida as normas onde a
própria constituição estabelece casos de relativização. Exemplo
disto é o direito de reunião que pode ser restringido no caso de
Estado de Sítio ou Defesa. Ou ainda, o direito de propriedade, que é
relativizado pela norma da desapropriação e pela necessidade do
cumprimento da função social.
A doutrina ainda considera que certos preceitos ético-jurídicos
como a moral, os bons costumes e etc. também podem ser usados
para conter as normas.

3- Eficácia Limitada - É a norma que, caso não haja


regulamentação por meio de lei, não será capaz de gerar os
efeitos para os quais foi criada, assim dizemos que tem aplicação
indireta ou mediata, pois há a necessidade da existência de uma
lei para “mediar” a sua aplicação. Como vimos, é errado dizer
que não possui eficácia jurídica, ou que é incapaz de gerar
efeitos concretos, pois desde logo manifesta a intenção dos
legisladores constituinte, fornecendo conteúdo para ser usado na

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Normas de eficácia exaurida:
É o comum o uso do termo "normas de eficácia exaurida" para
denominar aquelas normas presentes nos ADCT (atos transitórios)
que já perderam o seu poder de produzir novos efeitos jurídicos. Por
exemplo:
ADCT, Art. 2º. No dia 7 de setembro de 1993 o eleitorado
definirá, através de plebiscito, a forma (república ou
monarquia constitucional) e o sistema de governo
(parlamentarismo ou presidencialismo) que devem vigorar
no País.
ADCT, Art. 3º. A revisão constitucional será realizada após
cinco anos, contados da promulgação da Constituição, pelo
voto da maioria absoluta dos membros do Congresso
Nacional, em sessão unicameral.
Tais normas já produziram seus efeitos e, embora permaneçam no
corpo da Constituição, não têm papel prático na atualidade ou no
futuro. Diz-se que possuem "aplicabilidade esgotada".

5. (FCC/Defensor-DPE-SP/2010) Utilizando-se a classificação


de José Afonso da Silva no tocante a eficácia e aplicabilidade das
normas constitucionais, a norma constitucional inserida no artigo 5°,
XII: "é inviolável o sigilo de correspondência e das comunicações
telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas, salvo, no
último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei
estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual
penal", pode ser classificada como norma
a) de eficácia plena, isto é, de aplicabilidade direta, imediata e
integral, não havendo necessidade de lei infraconstitucional para
resguardar o sigilo das comunicações.
b) de eficácia limitada, isto é, de aplicabilidade indireta, mediata e
não integral, ou seja, o sigilo somente poderá ser garantido após a
integração legislativa infraconstitucional.
c) de eficácia contida, isto é, de aplicabilidade direta, imediata, porém
não integral, ou seja, a lei infraconstitucional poderá restringir sua
eficácia em determinadas hipóteses.
d) com eficácia relativa restringível, isto é, o sigilo pode ser limitado
em hipóteses previstas em regramento infraconstitucional.
e) de eficácia relativa complementável ou dependente de
complementação legislativa, isto é, depende de lei complementar ou
ordinária para se garantir o sigilo das comunicações.
Comentários:
Vamos analisar a questão utilizando fluxograma:

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Passo 1 - ler a norma calmamente:
"é inviolável o sigilo de correspondência e das comunicações
telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas, salvo, no
último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a
lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução
processual penal"
Passo 2 - responder à pergunta 1:
Eu consigo aplicar o preceito? Claro... ele garante a inviolabilidade
das comunicações. Pronto, as comunicações estão invioláveis! É
garantido o sigilo.
Então, a norma tem aplicação imediata, está pronta para ser
aplicável.
Passo 3 - responder à pergunta 2a:
Ahhh... mas tem um "porém". A norma traz uma possibilidade de
restringir o último caso (comunicações telefônicas), por ordem
judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer.
Desta forma, pode vir uma lei trazendo hipóteses de restrição,
contendo a plena aplicação da norma.
Caramba... Já acabou! Estou diante de uma norma que tem aplicação
imediata, porém, de eficácia contida, já que ela é aplicável desde
logo, mas pode sofrer limitações posteriores em virtude de lei.
Fácil, fácil...
Gabarito: Letra C.

6. (FCC/APOFP-SP/2010) As normas constitucionais de eficácia


contida são dotadas de aplicabilidade direta e imediata, mas não
integral, porque sujeitas a restrições. Observa-se que tais restrições
podem ser impostas:
a) pelo legislador constitucional, por outras normas constitucionais e
como decorrência do uso de conceitos ético-jurídicos consagrados.
b) pelo legislador comum, pelos Tribunais Superiores e pelos Chefes
do Poder Executivo.
c) pela União Federal, pelos Estados-membros, pelo Distrito Federal e
pelos Municípios com exclusão dos Territórios Federais.
d) por outras normas constitucionais, pelo Supremo Tribunal Federal
e pelo órgão superior do Ministério Público Federal.
e) pelo Conselho da República, pela União Federal, pelos Estados-
membros e como decorrência de conceitos ético-jurídicos
consagrados.
Comentários:

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Mais uma ótima questão. Questão bem incomum, mas nada que
assuste meus alunos, que estão ou estarão, mais que preparados
para o 100%.
Vamos relembrar o conceito de normas de eficácia contida:
"É aquela norma que, embora não precise de qualquer
regulamentação para ser alcançada por seus receptores - também
tem aplicabilidade direta e imediata, não precisando de lei para
mediar os seus efeitos -, poderá ver o seu alcance limitado pela
superveniência de uma lei infraconstitucional. Enquanto não editada
essa lei, a norma permanece no mundo jurídico com sua eficácia de
forma plena, porém no futuro poderá ser restringida pelo legislador
infraconstitucional".
Acabou por aí??? Não, temos uma observação:
"Em regra, as normas de eficácia contida são passíveis de
restrição por leis infraconstitucionais, porém, também se
manifestam como normas de eficácia contida as normas onde a
própria constituição estabelece casos de relativização (...) A
doutrina ainda considera que certos preceitos ético-jurídicos como
a moral, os bons costumes e etc. também podem ser usados
para conter as normas".
Pronto!!! Fecha a conta e passa a régua!
Gabarito: Letra A.

7. (FCC/ TRT 3º/2009) Em conformidade com o art. 113 da


Constituição Federal: A lei disporá sobre a constituição, investidura,
jurisdição, competência, garantias e condições de exercício dos
órgãos da Justiça do Trabalho. A presente hipótese trata de uma
norma constitucional de eficácia:
a) limitada, definidora de princípio institutivo ou organizativo.
b) limitada, definidora de princípios programáticos.
c) plena, mas de natureza facultativa ou permissiva.
d) contida, em razão de restrições impostas por outras normas
constitucionais.
e) plena, mas de natureza obrigatória, de programas ou diretrizes.
Comentários.
Comentários:
Utilizando fluxograma:
Passo 1 - ler a norma calmamente:
A lei disporá sobre a constituição, investidura, jurisdição,
competência, garantias e condições de exercício dos órgãos da Justiça
do Trabalho.
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Passo 2 - responder à pergunta 1:
Eu não consigo aplicar o preceito, pois a norma diz que a lei é que vai
dispor sobre isso, e eu nem sei qual é a lei.
Então, eu sei que a norma não tem aplicação imediata, mas sim
"mediata" (precisa de uma lei para mediar os efeitos), sendo, assim,
uma norma de eficácia limitada.
Passo 3 - responder à pergunta 2b:
O objetivo dela é ordenar que uma lei crie regulamentos para o
exercício dos órgãos da Justiça do Trabalho.
Ihhh... Matei! Estou diante de uma norma de eficácia limitada,
definidora de princípio institutivo ou organizativo.
Gabarito: Letra A.

8. (FCC/AJAJ-TRT 1ª/2011) Analise:


I. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios organizarão
em regime de colaboração seus sistemas de ensino.
II. É livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão,
atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer.
Em conformidade com o aspecto doutrinário, as referidas disposições
caracterizam-se, respectivamente, como normas constitucionais de
a) eficácia plena e de eficácia negativa.
b) princípio programático e de eficácia contida.
c) eficácia restringível e de eficácia absoluta.
d) princípio programático e de eficácia plena.
e) eficácia relativa e de princípio programático.
Comentários:
O item I traz uma norma que por si só não altera em nada o mundo
prático, traz um direcionamento para que se faça algo. Assim, trata-
se de uma norma de eficácia limitada de princípio programático.
O item II é um exemplo clássico de norma de eficácia contida, já que
ela confere a liberdade de profissão de forma ampla, mas se a lei
estabelecer qualificações profissionais, nós teremos que nos
enquadrar no que a lei diz. Assim, cria-se a possibilidade da lei
restringir esta ampla liberdade, sendo, desta forma, uma norma de
eficácia contida.
Gabarito: Letra B.

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9. (FCC/ TRT 1ª/2011) Os remédios constitucionais são tidos
por normas constitucionais de eficácia:
a) plena.
b) limitada.
c) contida.
d) mediata.
e) indireta.
Comentários:
Os remédios constitucionais são ações constitucionais que funcionam
como verdadeiros "remédios" contra os abusos cometidos. Por
exemplo, se alguém sofrer abuso ao seu direito de locomoção, esse
mal será remediado com um habeas corpus, se o abuso for relativo
ao direito de informação, será usado um habeas data. Os principais
remédios constitucionais são: habeas corpus, habeas data, Mandado
de Segurança, Mandado de Injunção e Ação Popular.
A jurisprudência do Supremo indica que estes remédios são dotados
de “autoaplicabilidade”, possuindo eficácia plena, pois senão ficariam
impedidos de alcançar a sua principal finalidade de proteção do bem
jurídico sob ameaça.
Gabarito: Letra A.

10. (FCC/Técnico Superior - PGE-RJ/2009) A norma do artigo


218, caput, da Constituição, segundo a qual "o Estado promoverá e
incentivará o desenvolvimento científico, a pesquisa e a capacitação
tecnológicas", deve ser classificada como
a) inconstitucional e sem nenhum efeito, por ofensa ao princípio da
livre iniciativa.
b) programática, de eficácia limitada.
c) meramente indicativa e não-vinculante aos Poderes Públicos.
d) plenamente eficaz, porém restringível por meio de lei.
e) de eficácia plena e aplicabilidade imediata.
Comentários:
Novamente, vamos analisar a questão, passo a passo:
Passo 1 - ler a norma calmamente:
o Estado promoverá e incentivará o desenvolvimento científico, a
pesquisa e a capacitação tecnológicas.
Passo 2 - responder à pergunta 1:

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Eu não consigo aplicar o preceito, pois se o Estado não fizer nada,
nenhuma lei, ou nenhuma ação administrativa para fins desta
promoção e incentivo, o desenvolvimento científico ficará a ver
navios...
Logo, eu sei que a norma não tem aplicação imediata, mas sim
"mediata", sendo mais uma norma de eficácia limitada.
Passo 3 - responder à pergunta 2b:
O objetivo dela é direcionar o Poder Público em um determinado
sentido: o da promoção e incentivo do desenvolvimento tecnológico.
Ah, sim! Estou diante de uma norma de eficácia limitada, que
estabelece um programa para o governo: uma norma programática.
Gabarito: Letra B.

11. (FCC/Procuradoria-TCE-RO/2010) Em fevereiro de 2010, o


artigo 6º da Constituição Federal foi alterado para que, ao rol dos
direitos fundamentais que prevê, fosse acrescentado o direito à
alimentação. A eficácia desse direito é classificada como:
a) plena.
b) contida de princípio programático.
c) limitada de princípio institutivo.
d) contida de princípio institutivo.
e) limitada de princípio programático.
Comentários:
A alimentação passou a integrar o rol de direitos sociais do art. 6º,
direitos estes pacificamente reconhecidos como programáticos, já que
são dependentes de ações governamentais, legislativas e
administrativas, para serem concretizados.
Gabarito: Letra E.

12. (FCC/ TCE-PI/2009) Dispõe o artigo 14, § 9º, da


Constituição Federal: "Lei complementar estabelecerá outros casos de
inelegibilidade e os prazos de sua cessação, a fim de proteger a
probidade administrativa, a moralidade para exercício de mandato,
considerada a vida pregressa do candidato, e a normalidade e
legitimidade das eleições contra a influência do poder econômico ou o
abuso do exercício de função, cargo ou emprego na administração
direta ou indireta." Quanto à capacidade de produção de efeitos, a
norma constitucional em questão
a) é autoexecutável.
b) possui aplicabilidade imediata e eficácia plena.

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c) tem natureza de norma constitucional programática não
vinculante.
d) é de eficácia limitada e, portanto, aplicabilidade mediata.
e) possui aplicabilidade imediata, mas eficácia contida.
Comentários:
Vamos ao passo a passo?
Passo 1 - ler a norma calmamente:
Lei complementar estabelecerá outros casos de inelegibilidade e os
prazos de sua cessação, a fim de proteger a probidade
administrativa, a moralidade para exercício de mandato, considerada
a vida pregressa do candidato, e a normalidade e legitimidade das
eleições contra a influência do poder econômico ou o abuso do
exercício de função, cargo ou emprego na administração direta ou
indireta.
Passo 2 - responder à pergunta 1:
Eu não consigo aplicar o preceito, pois para eu saber quais os casos
de inelegibilidade, precisarei de uma lei complementar.
Passo 3 - responder à pergunta 2b:
Ela não traça um programa de governo, mas sim, manifesta a
necessidade da criação de um regulamento para prever as
inelegibilidades.
Nem precisávamos chegar ao passo 3. Fizemos isso só para fins
didáticos.
Gabarito: Letra D.

13. (FCC/ ISS-SP/2007) Dispõem os incisos IX e XIII do artigo


5o e o artigo 190, todos da Constituição: "Art. 5o. (...) IX. é livre a
expressão da atividade intelectual, artística, científica e de
comunicação, independentemente de censura ou licença; XIII. é livre
o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as
qualificações profissionais que a lei estabelecer." "Art. 190. A lei
regulará e limitará a aquisição ou o arrendamento da propriedade
rural por pessoa física ou jurídica estrangeira e estabelecerá os casos
que dependerão de autorização do Congresso Nacional." Referidos
dispositivos constitucionais consagram, respectivamente, normas de
eficácia
a) plena, contida e limitada.
b) contida, limitada e plena.
c) plena, limitada e contida.
d) contida, plena e limitada.

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e) plena, limitada e limitada.
Comentários:
1ª norma, passo a passo:
Passo 1 - ler a norma calmamente:
é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de
comunicação, independentemente de censura ou licença;
Passo 2 - responder à pergunta 1:
Eu consigo aplicar o preceito, pois ainda que não tenha lei, a
Constituição me assegura a liberdade de expressão.
Passo 3 - responder à pergunta 2a:
Não, não existe margem para que uma lei venha a diminuir esta
minha liberdade.
Resultado: Norma de eficácia plena.

2ª norma, passo a passo:


Passo 1 - ler a norma calmamente:
É livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas
as qualificações profissionais que a lei estabelecer.
Passo 2 - responder à pergunta 1:
Eu consigo aplicar o preceito, pois ainda que não tenha lei, a
Constituição me assegura a liberdade de profissão. Trata-se então de
aplicabilidade imediata.
Passo 3 - responder à pergunta 2a:
Sim, a lei pode restringir, pois a CF diz " atendidas as qualificações
profissionais que a lei estabelecer". Ou seja, eu tenho a liberdade de
profissão, mas se a lei estabelecer qualificações profissionais, eu
tenho que me enquadrar no que a lei diz.
Resultado: Norma de eficácia contida.

3ª norma, passo a passo:


Passo 1 - ler a norma calmamente:
A lei regulará e limitará a aquisição ou o arrendamento da
propriedade rural por pessoa física ou jurídica estrangeira e
estabelecerá os casos que dependerão de autorização do Congresso
Nacional.
Passo 2 - responder à pergunta 1:
Eu não consigo aplicar a norma de pronto, pois ela manda que a lei é
que venha a estabelecer como serão feitas essas coisas.
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Passo 3 - responder à pergunta 2b:
A lei virá a estabelecer regulamentações para aquisição e
arrendamento.
Resultado: Norma de eficácia limitada, definidora de princípio
institutivo.
Gabarito: Letra A

14. (FCC/ TRE-SP/2006) Tendo em vista a aplicabilidade das


normas constitucionais, considere o que segue:
I. É livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão,
atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer.
II. São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o
Legislativo, o Executivo e o Judiciário.
Tais preceitos são considerados, respectivamente, de normas
constitucionais de:
a) eficácia redutível ou restringível; e de princípio programático.
b) eficácia limitada; e de princípio programático.
c) princípio institutivo; e de eficácia plena.
d) eficácia redutível ou restringível; e de eficácia absoluta.
e) princípio contido; e de princípio institutivo.
Comentários:
I - Já fizemos o passo a passo e vimos que é de eficácia contida, a
qual Maria Helena Diniz chama de redutível ou restringível.
II - Trata-se de uma cláusula pétrea, ou seja, norma que não poderá
ser abolida do nosso ordenamento. As cláusulas pétreas (CF, art. 60
§4º) são:
1 – a forma federativa de Estado;
2 – o voto direto, secreto, universal e periódico;
3 – a separação dos Poderes;
4 – os direitos e garantias individuais.
Assim, é uma norma de eficácia absoluta, segundo a classificação de
Maria Helena Diniz.
Gabarito: Letra D.

15. (FCC/ TRT 23ª/2004) A norma constitucional a lei não


prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa
julgada é considerada como

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a) de eficácia absoluta.
b) de eficácia plena.
c) programática relativa.
d) de eficácia relativa restringível.
e) de direito coletivo dependente de complementação legislativa.
Comentários:
Pela classificação de J. Afonso da Silva, a resposta deveria ser letra B.
Porém, veja que as assertivas claramente mostra que a banca quer a
classificação de Maria Helena Diniz.
O candidato deveria saber que tal norma, encontra-se no art. 5º da
Constituição, ou seja, é uma garantida individual, sendo protegida
como cláusula pétrea e, por conseguinte, sendo uma norma de
eficácia absoluta.
Classificá-la como norma de eficácia absoluta acaba por excluir a
classificação como sendo de eficácia plena.
Gabarito a ser assinalado: Letra A.

Hermenêutica (interpretação) Constitucional:

Interpretação constitucional é o processo de se descobrir o


verdadeiro teor da norma constitucional. É um tema que sempre foi
alvo de muitas discussões e posicionamentos.
A teoria que iremos expor pode parecer um pouco complexa, mas eu
afirmo: É MUITO SIMPLES DE ENTENDER E FIXAR! Basta ler
atentamente cada um dos conceitos que iremos expor e resolver as
dezenas de questões comentadas que colocaremos em seguida.
Tenho certeza que nunca mais esquecerão essa matéria!
Vamos lá então. Antes de qualquer coisa, temos que saber que, em
regra, é o Poder Judiciário que interpreta a Constituição. Não apenas
o STF, mas qualquer juiz pode interpretar a Constituição. Não se
pode falar, porém, que essa atividade é exclusiva do Judiciário, já
que existem exceções como, por exemplo, a chamada interpretação
autêntica (que veremos à frente) que é proferida pelo Poder
Legislativo, editando as chamadas "leis interpretativas".
Para se interpretar a Constituição, fazemos uso de 2 instrumentos, os
princípios de interpretação e os métodos de interpretação.
Os princípios são aqueles direcionamentos iniciais, pontos de partida.
São pressupostos, que devem ser observados para posteriormente
usar os métodos. Os princípios devem ser observados em conjunto.
Os métodos, por sua vez, são a forma como se irá promover a

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interpretação. Os métodos também podem ser empregados
conjuntamente.
As questões de prova cobram basicamente a literalidade dos
conceitos, que são com muita propriedade expostos pelo professor
Canotilho. Baseados neste autor, e em outras doutrinas, podemos
coligir os princípios e os métodos da forma que faremos a seguir.

São princípios de interpretação constitucional:


a) Princípio da unidade da Constituição: Este princípio é a base
da qual deriva a maioria dos demais. Segundo ele, as normas
constitucionais formam um corpo único, indivisível para fins de
interpretação. Uma norma só faz sentido se entendida dentro de todo
o contexto do sistema constitucional. Assim, ao interpretar a
Constituição, o hermeneuta deve buscar dissipar quaisquer
contradições ou antinomias aparentes, já que formando este corpo
único, não há o que se falar em normas contraditórias, devendo-se
analisá-las em conjunto e buscar o verdadeiro fim pensado. Assim,
podemos organizar as consequências deste princípio do seguinte
modo:
• Não podemos vislumbrar em uma Constituição formal a
hierarquia entre as normas (seja parte permanente ou dos
ADCT, sejam normas originárias ou derivadas, tudo é uma coisa
só);
• Não existem normas constitucionais originárias
inconstitucionais;
• Não existem contradições entre os dispositivos constitucionais.
Pode haver apenas uma "aparência" de contradição.

b) Princípio da concordância prática ou da harmonização: Sem


que se negue o princípio da unidade da Constituição, ao se usar o
princípio da harmonização, deverá o intérprete ponderar os valores
dos princípios e normas de modo a otimizar o resultado da
interpretação. Assim, um princípio pode limitar ou condicionar outro,
não o nega totalmente, mas, ocorre uma verdadeira “harmonização”
entre eles, para que se decida qual irá prevalecer no caso concreto.
c) Princípio da correição funcional (ou conformidade
funcional): Embora o intérprete tenha certa liberdade ao buscar o
sentido das normas, ele de forma alguma, segundo este princípio,
poderá chegar a um resultado que perturbe a repartição de
competências que a Constituição estabeleceu em sua estrutura.
d) Princípio da eficácia integradora: Orientado por este princípio,
o intérprete deverá, ao se deparar com problemas jurídico-
constitucionais, ponderar as normas e estabelecer a interpretação

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mais favorável a uma integração política, social ou que reforce a
unidade política.
e) Princípio da força normativa da Constituição: Segundo este
princípio, não se pode ignorar a eficácia das normas constitucionais,
se elas estão positivadas existe um motivo para tal, assim o
intérprete deverá adotar interpretação que garanta maior eficácia e
permanência destas normas.
f) Princípio da máxima efetividade: Este princípio é considerado
por muitos um subprincípio do anterior. Ele orienta o intérprete a
fazer uma interpretação, notadamente dos direitos fundamentais, de
forma a conferir uma maior eficácia a estas normas, torná-las mais
densas e fortalecidas.
g) Princípio da interpretação conforme a Constituição e da
presunção de constitucionalidade das leis: É um princípio usado
tanto para interpretação constitucional quanto no controle de
constitucionalidade. Por este princípio, o intérprete deve presumir
que a lei é constitucional e quando restar dúvida em relação ao
significado da norma, escolherá aquele que a tornará constitucional,
declarando-se inconstitucional que se tome interpretação diversa.
Assim, este princípio traz as seguintes decorrências:
• Não se declara inconstitucional uma norma a qual possa ser
atribuída uma interpretação constitucional (princípio da
conservação das normas);
• A constituição sempre deve prevalecer - Sempre se interpretam
as leis conforme a Constituição, nunca se interpreta a
Constituição conforme as leis (Princípio da prevalência da
Constituição).
• Somente é aplicável a normas que admitirem interpretações
diversas, não pode ser aplicável a normas que contenham
sentido unívoco, já que o intérprete deve analisar a finalidade
do legislador, não podendo dar à lei uma interpretação que
subverta o seu sentido (Princípio da vedação da interpretação
conforme a Constituição mas contra legem).
h) Princípio da proporcionalidade e da razoabilidade: Ambos
são empregados, principalmente, de forma suplementar ao princípio
da concordância prática ou harmonização, de forma que, ao se
ponderar os valores (notadamente os direitos fundamentais) se tenha
uma ação que busque o melhor resultado possível, e que os
benefícios da ponderação sejam efetivamente superiores aos
malefícios causados.
Tais princípios são muitas vezes tratados como sinônimos, mas já
existe bastante material doutrinário pregando a diferenciação entre
os termos. Assim, a razoabilidade seria um princípio mais subjetivo,
abstrato, que refere-se ao "senso comum", a vedação ao excesso, e

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teria sua origem no direito anglo-saxão2. Já o princípio da
proporcionalidade, de origem germânica, seria mais racional, objetivo
e informado por 3 sub-princípios que sugerem uma lógica no seu
exercício:
1. Adequação (ou pertinência) - a medida imposta tem que ser
uma medida adequada para se conseguir a finalidade esperada.
2. Necessidade - analisa-se se realmente a medida é necessária,
se não existe outra solução menos gravosa.
3. Proporcionalidade em sentido estrito – seria a efetiva
ponderação entre os benefícios e malefícios que serão causados
com o ato.
É importante frisar que tais princípios não foram positivados
expressamente na Constituição, mas costuma-se elencá-los como
implícitos no art. 5º LIV que dispõe sobre o “devido processo legal”.

São métodos de interpretação da Constituição:


a) Método Jurídico (ou método hermenêutico clássico):
Proposto por Ernest Forsthoff. Por este método temos a premissa de
que "a Constituição é uma lei". Se a Constituição é uma lei, usam-se
os métodos clássicos de interpretação de leis propostos por Savigny
para interpretar as normas constitucionais. Destacamos:
 Interpretação autêntica – Ocorre quando o próprio órgão
que editou a norma edita uma outra norma, com o fim de
esclarecer pontos duvidosos e que, sendo meramente
interpretativa, poderá ter eficácia retroativa já que não cria
nem extingue direitos;
 Interpretação teleológica – Interpreta-se a norma
tentando buscar a finalidade para qual foi criada;
 Interpretação gramatical ou literal – Usa-se o a
literalidade da lei;
 Interpretação histórica – Busca-se os precedentes
históricos para tentar alcançar a interpretação a ser dada à
norma;
 Interpretação sistemática – Tenta-se harmonizar as
normas dando uma unidade ao ordenamento jurídico;

2
GUERRA FILHO, Willis Santiago. O Princípio da proporcionalidade em direito
constitucional e em direito privado no Brasil. Mundo Jurídico, mai. 2003.
Disponível em: <http://www.mundojuridico.adv.br/cgi-bin/upload/texto347.rtf>.
Acesso em: 02 Março de 2010.

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A maior crítica a este método é que Savigny ao estabelecer a sua
teoria, estava pensando no Direito Privado. A Constituição é dotada
de uma complexidade de normas que torna o tal método insuficiente.
b) Método tópico-problemático: Tendo um problema concreto nas
mãos, os intérpretes debatem abertamente tentando adequar a
norma a este problema, daí diz-se que há uma “primazia do problema
sobre a norma”.
c) Método hermenêutico-concretizador: É o contrario do anterior.
Aqui parte-se da pré-compreensão da norma abstrata e tenta-se
imaginar a situação concreta. Agora temos a “primazia da norma
sobre o problema”.
d) Método científico-espiritual: Analisa-se os valores sociais,
integrando o texto constitucional com a realidade a qual a sociedade
está vivendo.
e) Método normativo-estruturante: Analisa-se a norma tentado
analisar a sua função como estruturadora do Estado. Assim, o
intérprete deve observar em suas mãos dois elementos:
1- A norma constitucional, em si.
2- Os elementos de concretização desta norma na sociedade, em
todos os níveis. Ou seja, como a norma está sendo aplicada na
sociedade, como está ocorrendo a atividade jurisdicional e
administrativa em cima do texto, e etc.

16. (FCC/ TCE-MG/2007) No entendimento de doutrinadores,


NÃO é considerado, dentre outros, como princípio e regra
interpretativa das normas constitucionais,
a) a unidade da constituição -interpretação de maneira a evitar
contradições entre as normas constitucionais.
b) o efeito integrador -primazia aos critérios favorecedores da
integração política e social.
c) a concordância prática ou a harmonização -coordenação e
combinação dos bens jurídicos em conflito.
d) a força normativa da constituição -adoção de interpretação que
garanta maior eficácia e permanência das normas constitucionais.
e) a adoção da contradição dos princípios -os preceitos exigem uma
interpretação explícita, excluindo-se a implícita.
Comentários:
Letra A - Correto. Vimos que por este princípio a constituição se
manifesta em um corpo único. Sendo um corpo único, não existe
possibilidade de contradição de normas. Assim, segundo este
princípio, a Constituição deve ser interpretada buscando a dissipação

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das aparentes antinomias e contradições. Importante é dizer que
pelo princípio da unidade da Constituição, não há qualquer hierarquia
entre normas presentes no corpo da Lei Maior, já que ela se
manifesta como única.
Letra B - Correto. Segundo a doutrina, o efeito integrador pressupõe
a busca pelo sentido que fortaleça a unidade política e a integração
social do país.
Letra C - Correto. Por este princípio, mesmo que, num caso concreto,
se verifique a colisão entre princípios constitucionais, um princípio
não invalida o outro, já que podem e devem ser aplicados na medida
do possível e com diferentes graus de efetivação. Assim, interpreta-
se de forma a evitar o sacrifício total de uns em relação a outros, eles
são harmonizados.
Letra D - Correto. O princípio da força normativa da constituição foi
defendido por Konrad Hesse. Segundo este princípio, a constituição
tem a sua força impositiva e deve ser aplicada efetivamente e não ser
ignorada pelos aplicadores.
Letra E - Errado. A doutrina não faz qualquer menção a um princípio
chamada "contradição dos princípios" até por que, princípios não
podem entrar em contradição. Quando se fala de princípios, não se
fala em exclusão ou contradição, já que eles podem ser ponderados
no caso concreto e assim ser concretizados em graus diferentes. Isto
faz com que os chamem de "mandados de otimização". Quando
estamos diante de regras constitucionais, ou seja, normas que
estabelecem uma conduta específica sem margem para abstrações,
pode acontecer de uma excluir a outra, pois não existe cumprimento
parcial de regras, ou são cumpridas integralmente ou não são
cumpridas.
Gabarito: Letra E.

17. (FCC/AJAJ - TRE-AM/2010) Com relação aos princípios


interpretativos das normas constitucionais, aquele segundo o qual a
interpretação deve ser realizada de maneira a evitar contradições
entre suas normas é denominado de:
a) conformidade funcional.
b) máxima efetividade.
c) unidade da constituição.
d) harmonização.
e) força normativa da constituição.
Comentários:

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Letra A - Errado. Este seria o princípio segundo o qual o intérprete
não poderá chegar a um resultado que perturbe a repartição de
competências que a Constituição estabeleceu em sua estrutura.
Letra B - Errado. Este seria o princípio que orienta o intérprete a
fazer uma interpretação de forma a conferir uma maior eficácia às
normas constitucionais, torná-las mais densas e fortalecidas.
Letra C - Correto. Se a constituição é una, não pode haver
contradições em seu texto, devendo as normas serem interpretadas
em conjunto.
Letra D - Errado. Este seria o princípio que orienta o intérprete a
ponderar, diante de um caso concreto, dois ou mais princípios
constitucionais, para decidir qual irá prevalecer para aquele caso.
Letra E - Errado. Este seria o princípio que orienta o intérprete a
adotar uma interpretação que garanta maior eficácia e permanência
das normas constitucionais, para evitar que se tornem uma “letra
morta”.
Gabarito: Letra C.

18. (FCC/Defensor Público - DPE-SP/2010) Após grave crise


energética, o Governo aprova lei que disciplina o racionamento de
energia elétrica, estabelecendo metas de consumo e sanções pelo
descumprimento, que podem culminar, inclusive, na suspensão do
fornecimento. Questionado judicialmente, se vê o Supremo Tribunal
Federal - STF com a missão de resolver a questão, tendo, de um
lado, a possibilidade de interrupções no suprimento de energia
elétrica, se não houver economia, e, de outro, as restrições a serviço
público de primeira necessidade, restrição que atinge a igualdade,
porque baseada em dados de consumo pretérito, bem como
limitações à livre iniciativa, ao direito ao trabalho, à vida digna etc.
O controle judicial neste caso envolve
a) a apreciação de colisão de direitos fundamentais, que, em sua
maior parte, assumem a estrutura normativa de “regras”, o que
implica anulação de uns em detrimento de outros.
b) a aplicação da regra da proporcionalidade, que, segundo a
jurisprudência constitucional alemã, tem estrutura racionalmente
definida – análise da adequação, da necessidade e da
proporcionalidade em sentido estrito.
c) a utilização do princípio da razoabilidade, já consagrado no Brasil,
e que determina tratar os direitos colidentes como “mandamentos de
otimização”.
d) a eliminação da falsa dicotomia entre direitos constitucionais, já
que a melhor solução é a que os harmoniza, sem retirar eficácia e
aplicabilidade de nenhum deles.
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e) juízo de constitucionalidade clássico, pois nem emenda à
Constituição pode tender a abolir direitos fundamentais.
Comentários:
A questão apresenta um caso concreto, onde o intérprete (STF) tem
nas mãos a missão de ponderar valores e decidir sobre a necessidade
do governo em forçar uma economia energética e o direito da
população de fazer uso da sua energia de forma livre.
A questão trata então da averiguação da proporcionalidade da
medida, onde deverá ser observado os seguintes critérios (sub-
princípios da proporcionalidade):
a) A adequação da medida imposta, se ela realmente está apta a
conseguir a finalidade esperada.
b) A necessidade da medida, para averiguar se não existe outra
solução menos gravosa.
c) A proporcionalidade em sentido estrito, onde irá se ponderar os
benefícios e malefícios que serão causados com o ato.
Desta forma, o gabarito seria a letra B. Vamos comentar as demais
assertivas:
Letra A - Errado. Os direitos fundamentais são essencialmente
"princípios" e não "regras". Regras são relatos objetivos que não
admitem cumprimento parcial. Já os princípios são mandados de
otimização, onde poderá ser alcançado um cumprimento parcial em
busca de um resultado ótimo.
Letra C - Errado. Razoabilidade não significa tratar os direitos
colidentes como “mandamentos de otimização”, mas sim usar o bom
senso na hora de aplicar uma medida, ou seja, não aplicar medidas
que extrapolem do que seria adequado ao fato, segundo o senso
comum.
Letra D - Errado. Realmente terá que se resolver a falsa dicotomia
("aparente contradição) entre direitos constitucionais, porém, o caso
concreto e o intérprete é que definirá, baseado nos princípios
interpretativos qual a melhor solução, podendo haver sacrifício da
eficácia e aplicabilidade de um em razão do outro. Lembrando que
este sacrifício nunca poderá ser total devido à proteção do núcleo
essencial.
Letra E - Errado. Nem precisa comentar essa, né?!
Gabarito: Letra B.

19. (FCC/AFRE-PB/2006 - Adaptada) O método de


interpretação das normas constitucionais segundo o qual se procura
identificar a finalidade da norma, levando-se em consideração o seu
fundamento racional, é o método teleológico (Certo/Errado).

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Comentários:
Entre os métodos de interpretação das normas constitucionais, temos
o método jurídico ou hermenêutico clássico. Segundo este método,
deve-se usar as formas propostas por Savigny para interpretar leis.
Entre estas formas, temos a interpretação teleológica que busca a
finalidade para qual a norma foi criada.
Gabarito: Correto.

20. (CESPE/AJAJ - TRE-MS/2013) A interpretação conforme a


Constituição, além de princípio de hermenêutica constitucional, é
técnica de decisão no controle de constitucionalidade.
Comentários:
Trata-se de um princípio usado tanto para interpretação
constitucional quanto no controle de constitucionalidade. Por este
princípio, o intérprete deve presumir que a lei é constitucional e
quando restar dúvida em relação ao significado da norma, escolherá
aquele que a tornará constitucional, declarando-se inconstitucional
que se tome interpretação diversa.
Gabarito: Correto.

Por hoje é só,


Abraços,
Vítor Cruz e Rodrigo Duarte.

LISTA DAS QUESTÕES DA AULA:


1. (FCC/EPP-SP/2009) É correto afirmar, em face da
Constituição brasileira de 1988, que são formalmente constitucionais
todas as normas contidas em seu corpo articulado, mesmo as
destituídas de rigidez.
2. (FCC/EPP-SP/2009) É correto afirmar, em face da
Constituição brasileira de 1988, que nela existem algumas normas
que são apenas formalmente constitucionais.
3. (FCC/Técnico Superior - PGE-RJ/2009) O conceito de
normas materialmente constitucionais é antagônico ao de normas
formalmente constitucionais.
4. (FCC/Técnico Superior - PGE-RJ/2009) O conceito de
normas materialmente constitucionais importa na atribuição de
rigidez às normas que versem sobre matéria tipicamente
constitucional.

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5. (FCC/Defensor-DPE-SP/2010) Utilizando-se a classificação
de José Afonso da Silva no tocante a eficácia e aplicabilidade das
normas constitucionais, a norma constitucional inserida no artigo 5°,
XII: "é inviolável o sigilo de correspondência e das comunicações
telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas, salvo, no
último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei
estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual
penal", pode ser classificada como norma
a) de eficácia plena, isto é, de aplicabilidade direta, imediata e
integral, não havendo necessidade de lei infraconstitucional para
resguardar o sigilo das comunicações.
b) de eficácia limitada, isto é, de aplicabilidade indireta, mediata e
não integral, ou seja, o sigilo somente poderá ser garantido após a
integração legislativa infraconstitucional.
c) de eficácia contida, isto é, de aplicabilidade direta, imediata, porém
não integral, ou seja, a lei infraconstitucional poderá restringir sua
eficácia em determinadas hipóteses.
d) com eficácia relativa restringível, isto é, o sigilo pode ser limitado
em hipóteses previstas em regramento infraconstitucional.
e) de eficácia relativa complementável ou dependente de
complementação legislativa, isto é, depende de lei complementar ou
ordinária para se garantir o sigilo das comunicações.
6. (FCC/APOFP-SP/2010) As normas constitucionais de eficácia
contida são dotadas de aplicabilidade direta e imediata, mas não
integral, porque sujeitas a restrições. Observa-se que tais restrições
podem ser impostas:
a) pelo legislador constitucional, por outras normas constitucionais e
como decorrência do uso de conceitos ético-jurídicos consagrados.
b) pelo legislador comum, pelos Tribunais Superiores e pelos Chefes
do Poder Executivo.
c) pela União Federal, pelos Estados-membros, pelo Distrito Federal e
pelos Municípios com exclusão dos Territórios Federais.
d) por outras normas constitucionais, pelo Supremo Tribunal Federal
e pelo órgão superior do Ministério Público Federal.
e) pelo Conselho da República, pela União Federal, pelos Estados-
membros e como decorrência de conceitos ético-jurídicos
consagrados.
7. (FCC/ TRT 3º/2009) Em conformidade com o art. 113 da
Constituição Federal: A lei disporá sobre a constituição, investidura,
jurisdição, competência, garantias e condições de exercício dos
órgãos da Justiça do Trabalho. A presente hipótese trata de uma
norma constitucional de eficácia:

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a) limitada, definidora de princípio institutivo ou organizativo.
b) limitada, definidora de princípios programáticos.
c) plena, mas de natureza facultativa ou permissiva.
d) contida, em razão de restrições impostas por outras normas
constitucionais.
e) plena, mas de natureza obrigatória, de programas ou diretrizes.
Comentários.
8. (FCC/AJAJ-TRT 1ª/2011) Analise:
I. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios organizarão
em regime de colaboração seus sistemas de ensino.
II. É livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão,
atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer.
Em conformidade com o aspecto doutrinário, as referidas disposições
caracterizam-se, respectivamente, como normas constitucionais de
a) eficácia plena e de eficácia negativa.
b) princípio programático e de eficácia contida.
c) eficácia restringível e de eficácia absoluta.
d) princípio programático e de eficácia plena.
e) eficácia relativa e de princípio programático.
9. (FCC/ TRT 1ª/2011) Os remédios constitucionais são tidos
por normas constitucionais de eficácia:
a) plena.
b) limitada.
c) contida.
d) mediata.
e) indireta.
10. (FCC/Técnico Superior - PGE-RJ/2009) A norma do artigo
218, caput, da Constituição, segundo a qual "o Estado promoverá e
incentivará o desenvolvimento científico, a pesquisa e a capacitação
tecnológicas", deve ser classificada como
a) inconstitucional e sem nenhum efeito, por ofensa ao princípio da
livre iniciativa.
b) programática, de eficácia limitada.
c) meramente indicativa e não-vinculante aos Poderes Públicos.
d) plenamente eficaz, porém restringível por meio de lei.
e) de eficácia plena e aplicabilidade imediata.

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11. (FCC/Procuradoria-TCE-RO/2010) Em fevereiro de 2010, o
artigo 6º da Constituição Federal foi alterado para que, ao rol dos
direitos fundamentais que prevê, fosse acrescentado o direito à
alimentação. A eficácia desse direito é classificada como:
a) plena.
b) contida de princípio programático.
c) limitada de princípio institutivo.
d) contida de princípio institutivo.
e) limitada de princípio programático.
12. (FCC/ TCE-PI/2009) Dispõe o artigo 14, § 9º, da
Constituição Federal: "Lei complementar estabelecerá outros casos de
inelegibilidade e os prazos de sua cessação, a fim de proteger a
probidade administrativa, a moralidade para exercício de mandato,
considerada a vida pregressa do candidato, e a normalidade e
legitimidade das eleições contra a influência do poder econômico ou o
abuso do exercício de função, cargo ou emprego na administração
direta ou indireta." Quanto à capacidade de produção de efeitos, a
norma constitucional em questão
a) é autoexecutável.
b) possui aplicabilidade imediata e eficácia plena.
c) tem natureza de norma constitucional programática não
vinculante.
d) é de eficácia limitada e, portanto, aplicabilidade mediata.
e) possui aplicabilidade imediata, mas eficácia contida.
13. (FCC/ ISS-SP/2007) Dispõem os incisos IX e XIII do artigo
5o e o artigo 190, todos da Constituição: "Art. 5o. (...) IX. é livre a
expressão da atividade intelectual, artística, científica e de
comunicação, independentemente de censura ou licença; XIII. é livre
o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as
qualificações profissionais que a lei estabelecer." "Art. 190. A lei
regulará e limitará a aquisição ou o arrendamento da propriedade
rural por pessoa física ou jurídica estrangeira e estabelecerá os casos
que dependerão de autorização do Congresso Nacional." Referidos
dispositivos constitucionais consagram, respectivamente, normas de
eficácia
a) plena, contida e limitada.
b) contida, limitada e plena.
c) plena, limitada e contida.
d) contida, plena e limitada.
e) plena, limitada e limitada.

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14. (FCC/ TRE-SP/2006) Tendo em vista a aplicabilidade das
normas constitucionais, considere o que segue:
I. É livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão,
atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer.
II. São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o
Legislativo, o Executivo e o Judiciário.
Tais preceitos são considerados, respectivamente, de normas
constitucionais de:
a) eficácia redutível ou restringível; e de princípio programático.
b) eficácia limitada; e de princípio programático.
c) princípio institutivo; e de eficácia plena.
d) eficácia redutível ou restringível; e de eficácia absoluta.
e) princípio contido; e de princípio institutivo.
15. (FCC/ TRT 23ª/2004) A norma constitucional a lei não
prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa
julgada é considerada como
a) de eficácia absoluta.
b) de eficácia plena.
c) programática relativa.
d) de eficácia relativa restringível.
e) de direito coletivo dependente de complementação legislativa.
16. (FCC/ TCE-MG/2007) No entendimento de doutrinadores,
NÃO é considerado, dentre outros, como princípio e regra
interpretativa das normas constitucionais,
a) a unidade da constituição -interpretação de maneira a evitar
contradições entre as normas constitucionais.
b) o efeito integrador -primazia aos critérios favorecedores da
integração política e social.
c) a concordância prática ou a harmonização -coordenação e
combinação dos bens jurídicos em conflito.
d) a força normativa da constituição -adoção de interpretação que
garanta maior eficácia e permanência das normas constitucionais.
e) a adoção da contradição dos princípios -os preceitos exigem uma
interpretação explícita, excluindo-se a implícita.
17. (FCC/AJAJ - TRE-AM/2010) Com relação aos princípios
interpretativos das normas constitucionais, aquele segundo o qual a
interpretação deve ser realizada de maneira a evitar contradições
entre suas normas é denominado de:

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a) conformidade funcional.
b) máxima efetividade.
c) unidade da constituição.
d) harmonização.
e) força normativa da constituição.
18. (FCC/Defensor Público - DPE-SP/2010) Após grave crise
energética, o Governo aprova lei que disciplina o racionamento de
energia elétrica, estabelecendo metas de consumo e sanções pelo
descumprimento, que podem culminar, inclusive, na suspensão do
fornecimento. Questionado judicialmente, se vê o Supremo Tribunal
Federal - STF com a missão de resolver a questão, tendo, de um
lado, a possibilidade de interrupções no suprimento de energia
elétrica, se não houver economia, e, de outro, as restrições a serviço
público de primeira necessidade, restrição que atinge a igualdade,
porque baseada em dados de consumo pretérito, bem como
limitações à livre iniciativa, ao direito ao trabalho, à vida digna etc.
O controle judicial neste caso envolve
a) a apreciação de colisão de direitos fundamentais, que, em sua
maior parte, assumem a estrutura normativa de “regras”, o que
implica anulação de uns em detrimento de outros.
b) a aplicação da regra da proporcionalidade, que, segundo a
jurisprudência constitucional alemã, tem estrutura racionalmente
definida – análise da adequação, da necessidade e da
proporcionalidade em sentido estrito.
c) a utilização do princípio da razoabilidade, já consagrado no Brasil,
e que determina tratar os direitos colidentes como “mandamentos de
otimização”.
d) a eliminação da falsa dicotomia entre direitos constitucionais, já
que a melhor solução é a que os harmoniza, sem retirar eficácia e
aplicabilidade de nenhum deles.
e) juízo de constitucionalidade clássico, pois nem emenda à
Constituição pode tender a abolir direitos fundamentais.
19. (FCC/AFRE-PB/2006 - Adaptada) O método de
interpretação das normas constitucionais segundo o qual se procura
identificar a finalidade da norma, levando-se em consideração o seu
fundamento racional, é o método teleológico (Certo/Errado).
20. (CESPE/AJAJ - TRE-MS/2013) A interpretação conforme a
Constituição, além de princípio de hermenêutica constitucional, é
técnica de decisão no controle de constitucionalidade.

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