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INTRODUÇÃO

Neste curso, apresentaremos todas as bases necessárias para a


realização de investimentos pessoais. Para isso, vamos iniciar com os
conceitos básicos e responderemos por que as pessoas e as famílias devem
realizar investimentos com os seus recursos poupados. Em seguida,
discutiremos quais são os fatores fundamentais de investimentos e como
devemos tratar a relação entre risco e retorno. Por fim, definiremos ativo
financeiro e os principais ativos disponíveis para aplicação, distinguindo
renda fixa de renda variável.
Investimentos devem ser feitos de acordo com as características
pessoais do investidor. Nesse sentido, a ideia é que o investidor possa
atingir os seus objetivos financeiros de maneira correta e fácil.
Ao final do curso, você deve saber responder:
 Por que investir?
 O que é um ativo financeiro?
 O que é renda fixa?
 O que é renda variável?
 O que é risco em finanças?
 Como equilibrar a relação entre risco e retorno?
 Quais são os fatores fundamentais do investimento?
 Em que investir?
SUMÁRIO
MÓDULO I – CONCEITOS BÁSICOS ...................................................................................................... 7

INTRODUÇÃO ..................................................................................................................................... 7
Razões para investir .................................................................................................................. 9
O que é um ativo financeiro? ................................................................................................. 12

MÓDULO II – CARACTERÍSTICAS DOS INVESTIMENTOS ................................................................... 15

RISCO E RETORNO ........................................................................................................................... 15


Risco de liquidez....................................................................................................................... 17
Risco de mercado..................................................................................................................... 19
Risco de crédito ........................................................................................................................ 19
COMO ESCOLHER EM QUE INVESTIR ............................................................................................ 20
PERFIL DE INVESTIDOR .................................................................................................................... 20
DIVERSIFICAÇÃO ............................................................................................................................... 23

MÓDULO III – FUNDOS DE INVESTIMENTO....................................................................................... 25

INVESTINDO EM RENDA FIXA ......................................................................................................... 25


INVESTIMENTO EM RENDA VARIÁVEL ........................................................................................... 30
FUNDOS DE RENDA FIXA ................................................................................................................. 33
FUNDO DE AÇÕES ............................................................................................................................ 34
FUNDO MULTIMERCADOS .............................................................................................................. 35

BIBLIOGRAFIA ...................................................................................................................................... 38

PROFESSOR-AUTOR ............................................................................................................................. 39
MÓDULO I – CONCEITOS BÁSICOS

Neste primeiro módulo, vamos abordar a importância em manter uma poupança, as razões
para investir, e identificar a diferença entre ativos reais e ativos financeiros.

Introdução
Vamos começar com uma história.

Na hora do almoço, Franco se sentou junto aos colegas de trabalho no refeitório da empresa.
Franco estava satisfeito porque, depois de muito insistir, conseguiu fazer com que o seu
amigo João Paulo compreendesse as vantagens de planejar sua vida financeira.

João Paulo estava mais organizado e havia preparado o seu orçamento familiar. Enfim, João
Paulo estava vivendo melhor com o que ganhava. Franco ainda pensava nisso, quando
começou a prestar atenção nas conversas dos colegas após o almoço.

— Poxa, perdi a maior grana na Bolsa...

— Mas você estava arriscando ao comprar ações.

— Eu deixo o meu dinheiro no banco e, quando sobra algo, aplico na caderneta de poupança.

— Caderneta de poupança? Essa não! O negócio é renda variável!

— Outro dia, ouvi um consultor dizer que investir em ações é sempre um bom investimento
no longo prazo.
Pensar em investimentos gera muitas dúvidas. Por exemplo: tenho R$ 12 mil aplicados na
caderneta de poupança. Devo continuar aplicando R$ 200 por mês? Qual é a vantagem de investir
em um fundo de ações? Se aplicar o meu dinheiro, ficarei rico rapidamente? Estou pensando em
aplicar na bolsa. É recomendável? Qual a diferença entre finanças, aplicação e investimentos?
Voltando à história, após ouvir a conversa dos colegas, Franco disse:

— Meus caros, investir e ficar rico é o sonho de boa parte das pessoas, mas isso não é
possível do dia para a noite. Aplicar o seu dinheiro em algo e ficar rico em um piscar de olhos
é apostar, não é investir. Investir é algo diferente...

Investir é acumular recursos, ou seja, poupar de maneira inteligente. Isso significa que
devemos organizar e planejar nossa vida financeira, e ser rigorosos em nosso controle de orçamento
para, quando decidirmos fazer uma poupança, separarmos aquele dinheiro como fazemos com
nossos pagamentos de despesas.
Precisamos conhecer mais sobre investimentos. Não podemos tratar as finanças como se elas
fossem algo estranho. Tudo isso, afinal, faz parte de nossas vidas. Nós investimos para podermos
consumir com segurança, estarmos prontos para a aposentadoria e preparados para alguma
emergência. Poupar, investir e saber como lidar com o dinheiro não têm nada a ver com ser sovina.
Consumir com segurança é, justamente, comprar o que desejamos sem acordar no dia
seguinte com dor de cabeça porque percebemos que não temos como pagar aquela conta. Investir
também pode significar estar bem preparado para a aposentadoria, afinal, queremos viver
dignamente nesse período da vida.
Sabemos que a vida nos apresenta algumas emergências – situações negativas e positivas. Algumas
situações positivas podem exigir uma poupança de segurança. Quem não tem exemplos disso?
Uma gravidez pode não ser esperada naquele momento, mas é algo que traz felicidade para
os pais. Outro exemplo é a oportunidade de combinar uma viagem de negócios com lazer.
Existem alguns mitos quando o assunto é investimento. Muitas pessoas acreditam que ações
são sempre um bom investimento no longo prazo. Isso não é verdade. Ações são bons investimentos,
mas precisamos saber quando e em que condições é bom fazer esse tipo de investimento. Todas as
formas de investimento são boas, mas precisamos saber qual é a melhor para alcançarmos nosso
objetivo. Todos nós podemos conhecer os segredos dos investimentos.
Muitas pessoas fazem confusão entre as diversas formas de aplicar o seu dinheiro. Em geral,
elas não sabem:
 distinguir renda fixa de variável;
 quais tipos de produtos financeiros estão à nossa disposição;
 o que são fundos de investimentos;
 por que devemos sempre diversificar nossas aplicações;
 quando é melhor ter cautela e
 quando podemos arriscar um pouco mais.

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Razões para investir
Vamos começar aprendendo por que investir? A resposta para essa pergunta pode ser dada
com base em diversas razões. No entanto, na essência, investimos para atingir nossos objetivos
financeiros e de nossa família. Por exemplo, queremos comprar uma casa própria ou um carro novo,
possibilitar que os filhos estudem em uma boa escola, abrir nosso negócio, ou conquistar a
aposentadoria e aproveitar a vida. Cada pessoa ou família tem a sua própria motivação. Em suma,
queremos viver melhor.
Investir não resolve nossa vida, mas permite que consigamos condições melhores e tentemos
aumentar nosso patrimônio. Em outras palavras, investimos na expectativa de obter um fluxo de
benefícios futuros. Isso permite mantermos o dinheiro guardado e ainda ganhar um pouco mais.
Tecnicamente, a razão para investir é manter o valor de nossa riqueza. Nesse sentido, poupar
e investir o dinheiro traz benefícios, como:
 poder comprar à vista;
 obter descontos nas compras;
 aproveitar oportunidades inesperadas;
 garantir nossa educação ou a educação dos filhos;
 estar prevenido e financeiramente tranquilo para alguma emergência, entre outros.

As condições econômicas do Brasil fazem com que o nosso país seja um paraíso para o
poupador e um inferno para o devedor. O Brasil teve a taxa de juro real mais alta do mundo até
maio de 2017. Desde então, estamos caindo no ranking dos maiores juros reais. No Brasil, pegar
dinheiro emprestado é difícil e muito caro. Por outro lado, o investidor tem oportunidade de obter
ganhos efetivos.
Uma reclamação geral é que todo final de ano traz muitas dívidas para pagar. Nesse período,
o Natal traz gastos com os presentes, as festas e a passagem de ano novo. Mal recebemos o 13o
salário e já gastamos todo o dinheiro. Aí vem o pior – o mês de janeiro!
Em janeiro, chegam as despesas de IPVA, IPTU, escola, uniforme e uma lista de gastos
enorme. Infelizmente, muitas pessoas não param para pensar que a solução está muito próxima.
Vamos imaginar a seguinte situação: uma pessoa ganha R$ 1.000 por mês. Com um pouco
de esforço, ela resolve guardar R$ 3 por dia. Ao final do mês, ela terá R$ 91,00. Ao final do ano,
ela terá poupado o equivalente ao seu salário! Ou seja, ela terá um 14o salário à disposição para
gastar no temível mês de janeiro!
Muitas pessoas perdem a noção da força do rendimento dos investimentos. Isso acontece
porque elas esquecem que os juros incidem sobre os juros passados – o denominado juro composto.
Suponhamos que uma pessoa invista R$ 100 e deixe esse valor rendendo por cinco anos, com
rendimento de 1% de juro ao mês. Vejamos o que acontece: ao final do período, ela terá acumulado
R$ 181,67 – um rendimento de 82%.

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Gráfico 1 – Rendimento de investimento

rendimento
230%
193%

160%

131%
105%
82%
61%
43%
27%
13%

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
ano

Em 10 anos, o rendimento é de 230%, com o valor de R$ 330,04. Parece pouco? Então,


calculemos. Se aplicássemos R$ 100 por mês, o valor final, em 10 anos, seria de R$ 23.003,87. Se
aplicássemos R$ 1.000 por mês, no final do período, o valor seria R$ 230.038,70.
Não devemos investir o que sobra no final do mês, e sim o que programamos. Dessa forma,
quando recebemos o salário, já separamos o dinheiro para a aplicação. Somente dessa maneira
conquistaremos nossos objetivos.
Muitas pessoas acreditam que, para investir, basta ter dinheiro. No entanto, não é tão fácil
assim. Há alguns problemas que podemos encontrar pela frente, como a inflação. A inflação é um
monstrinho que “come” parte do rendimento. Isso também acontece quando aplicamos nosso
dinheiro na caderneta de poupança. A caderneta de poupança é um ativo financeiro de baixo risco.

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Prestemos atenção ao gráfico:

Gráfico 2 – Rendimento da caderneta de poupança versus inflação:

39,7%
inflação e poupança

IGP-M
25,3%
POUPANÇA

20,1%

15,2% 16,3% 16,6%


14,4%

12,3% 12,4%
11,1% 11,3%
9,2% 10,0% 10,4% 9,1%
9,2% 9,8% 10,5%

7,7% 8,4% 8,6% 8,7% 8,3% 7,7%


8,1% 7,9% 7,5% 7,8% 7,9% 8,3%
7,7% 7,1% 6,9% 7,2%
5,5% 6,3% 7,0% 7,0%
5,5%
5,1%
3,8% 3,7%
1,8%
1,2%

-0,5%
-1,7%
1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017

Em diferentes períodos, nos últimos 21 anos, o rendimento da caderneta de poupança ficou


abaixo da inflação medida pelo IGP-M. É preciso estar atento para saber como lidar com a situação.
Para fazer nosso investimento render mais, algumas dicas são importantes:
 estudar e conhecer as diferentes alternativas de investimento – precisamos saber mais
sobre os principais produtos financeiros e sobre os impostos que incidem sobre cada um
desses produtos;
 comparar as diferentes alternativas, levando em conta as características de cada uma;
 analisar todas as alternativas em um período de tempo longo, cinco anos, por exemplo;
 tirar as dúvidas pesquisando livros, internet ou com amigos que tenham mais
conhecimento e
 ser disciplinado nos investimentos.

O planejamento financeiro é absolutamente necessário para o sucesso nos investimentos.


Traçar objetivos e metas financeiras e fazer orçamentos, por exemplo.
Em caso de dúvidas sobre como fazer o seu planejamento financeiro, você deve estudar o
curso “Como organizar o seu orçamento familiar”.

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O que é um ativo financeiro?
Para entender melhor sobre investimentos, precisamos conhecer a diferença entre ativos reais
e ativos financeiros. Vejamos:

a) Ativos reais
Ativos reais são bens materiais (casa, cadeira, objetos, empresa etc.). Em geral, compramos
um ativo real porque esperamos dele um fluxo de benefícios –serviços. Por exemplo, quando
compramos uma casa para morar, estamos esperando proteção contra o frio, um lugar para dormir
e outros benefícios. Ou seja, estamos na expectativa de obter um fluxo de benefícios reais.
Por outro lado, podemos comprar uma casa para alugá-la. Nesse caso, esperamos um fluxo
de benefícios financeiros, já que receberemos uma renda mensal – aluguel.

b) Ativos financeiros – títulos financeiros


Os ativos financeiros existem quando emprestamos dinheiro a um terceiro. Dessa forma,
dizemos que os ativos financeiros representam direitos sobre terceiros, como:
 CDB – certificado de depósito bancário;
 caderneta de poupança;
 letra de câmbio;
 ações e
 fudos de maneira geral.

Coloquialmente, chamamos os ativos financeiros de títulos, aplicações financeiras e papéis. Ao


escolhermos qualquer um deles para investimento, esperamos um fluxo de benefícios futuros. No
caso dos ativos financeiros, o fluxo de benefícios futuros representa um rendimento.
Para entendermos melhor, tomemos o CDB como exemplo. Costumamos dizer que
compramos um CDB quando, na verdade, estamos emprestando dinheiro para o banco. Nesse
caso, ficamos com o direito a receber de volta o valor investido mais os juros. Para configurar essa
relação em termos jurídicos, recebemos um documento ou título chamado CDB. Desse modo,
admitimos que mantemos um ativo financeiro como reserva de valor. Em outras palavras, queremos
preservar nossa riqueza e ainda obter algum ganho.
Os títulos podem ser classificados segundo:
a) órgão emissor;
b) forma de remuneração;
c) prazo e
d) correção pré ou pós-fixada.

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A seguir, vejamos cada um deles.

a) Órgão emissor
Os títulos podem ser emitidos de órgãos públicos ou privados. Os títulos do Tesouro
Nacional são exemplos de emissão de órgão público. Por exemplo:
 Tesouro Prefixado – LTN – Letras do Tesouro Nacional;
 Tesouro SELIC – LFT – Letras Financeiras do Tesouro e
 Tesouro IPCA + Juros semestrais – NTN – Notas do Tesouro Nacional.

São exemplos de emissão de órgão privado o CDB, a caderneta de poupança, as ações e


os debêntures.

b) Forma de remuneração
A forma de remuneração pode ser composta de renda fixa ou renda variável. Os títulos de
renda fixa são aqueles que prometem devolver o valor principal mais os juros determinados. Dessa
forma, quem investe em títulos de renda fixa tem o direito de receber de volta o principal cedido
mais os juros combinados. Essa soma de valores é uma forma de remuneração pelo capital
emprestado. São exemplos de títulos de renda fixa o CDB, o CDI, a caderneta de poupança e a
letra de câmbio.
O título de renda variável é adquirido quando o investidor tem a expectativa de ter um bom
retorno. No entanto, não há garantia desse retorno e pode haver perda financeira.
No caso das ações, se o desempenho da empresa emissora for bom, o investidor tem bom
retorno. Se for ruim, o investidor pode perder parte do seu investimento. São exemplos de títulos
de renda variável os fundos, o ouro, o câmbio e as obras de arte.

c) Prazo
O prazo pode ser fixo ou indeterminado. Títulos de prazo fixo têm o dia de resgate
determinado, ou seja, têm um prazo de vencimento previamente estabelecido. O CDB e as letras
de câmbio são exemplos de títulos de prazo fixo.
Títulos de prazo indeterminado não têm prazo de vencimento. Dessa forma, enquanto não
resgatamos o valor depositado, o título continuará rendendo juros. São exemplos de título de prazo
indeterminado a caderneta de poupança e as ações – que continuam gerando ganhos de capital e
dividendos enquanto não forem vendidas.

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d) Correção pode ser pré ou pós-fixada
O título pré-fixado é aquele cujo rendimento final já está definido no ato da compra. Um
exemplo de título pré-fixado é um CDB que promete pagar 1% ao mês. Nesse caso, receberemos a
quantia de R$ 1 por mês para cada R$ 100 investidos no título.
O título pós-fixado não define o rendimento final no ato da compra. A caderneta de
poupança, por exemplo, promete pagar ao investidor 0,5% ao mês mais a variação da taxa
referencial de juros – TR.

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MÓDULO II – CARACTERÍSTICAS DOS
INVESTIMENTOS

Neste módulo, abordaremos as principais características dos investimentos, a relação risco


versus retorno. Em outros termos, no que se refere à aplicação de recursos, o investidor deve avaliar
o retorno esperado do investimento e o seu grau de risco. Ao final do módulo, você será capaz de
identificar a relação entre risco e retorno frente ao perfil do investidor.

Risco e retorno
Quando decidimos investir nosso dinheiro, devemos conhecer claramente o significado de risco
e retorno, já que essas são as duas palavras-chave de finanças! É importante ainda estabelecer a relação
entre essas variáveis na hora de decidir o melhor ativo financeiro no qual aplicar seu dinheiro.
Investir é aplicar recursos acumulados em algum ativo financeiro na expectativa de ter um
retorno no futuro. Nesse aspecto, quando falamos do futuro, estamos no campo da incerteza.
Quando medimos a incerteza, estamos calculando o risco associado àquele retorno, ou seja,
trata-se da possibilidade de ocorrência de um evento desfavorável. Qualquer tipo de aplicação
apresenta algum grau de risco (quando não há como garantir rentabilidade). Em outros termos,
quando falamos da incerteza, estamos falando de risco associado à perda e prejuízo.
Retorno representa aquilo que ganhamos quando aplicamos nosso dinheiro. Uma das frases
muito repetidas sobre investimentos é “quanto maior o risco, maior o retorno”. No entanto, isso não
é tão simples assim, já que ficamos com a impressão de que basta correr mais risco para ganhar mais.
Na verdade, o correto é dizer que quanto maior o risco, maior o retorno esperado. Notemos
que a diferença entre as frases é a palavra esperado. Esperamos obter um retorno maior – quanto
maior também for o risco –, mas temos menos certeza do retorno. Vamos acompanhar um exemplo.
Observe o gráfico comparativo entre o CDI – Certificado de Depósito Interbancário, índice
que representa o ganho nos investimentos em renda fixa – e o Ibovespa – Índice da Bolsa de Valores.

Gráfico 3 – Relação entre risco e retorno comparando renda fixa com renda variável

O gráfico do Ibovespa apresenta períodos de altos ganhos. Em 1999, por exemplo, o


rendimento foi de 152%. Há também períodos de grandes perdas, como em 2008, com a queda de
41% da Bolsa. No acumulado do período de 1995 a 2017, a Bolsa (Ibovespa) trouxe um retorno
de 998,92%, já a renda fixa (CDI) apresentou um retorno de 3.422,94%.
Voltando ao exemplo do CDI e do Bovespa. Se fosse verdade que quanto maior o risco, maior
o retorno, as ações deveriam ter rendido mais. Logicamente que, se o período de análise for alterado,
poderemos encontrar rendimentos diferentes. Um exemplo é o período de 2010 a 2017, em que a
renda fixa trouxe o retorno de 125,6% e a Bolsa caiu 8,46%.
Risco é a chance de perder ou ganhar mais do que o esperado em qualquer investimento.
Tecnicamente, podemos dizer que risco é o grau de variação de retorno.

Investidores, atenção! No mercado, não existe aplicação que


garanta rentabilidade. Todos os tipos de aplicação de
dinheiro envolvem algum grau de risco.

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Vejamos novamente o gráfico comparativo entre o CDI e o Ibovespa. Podemos notar que o
retorno anual da renda fixa entre 1995 e 2017 foi muito mais estável do que o retorno das ações.

Gráfico 4 – Relação entre risco e retorno comparando renda fixa com renda variável

Renda fixa (CDI) manteve o rendimento entre 8,6% e o 53,1% ao ano. O rendimento das
ações (Ibobespa) variou entre - 41,2% e 152% ao ano.
As ações apresentaram maior risco do que renda fixa. Ao realizarmos investimentos,
estamos sujeitos a riscos de liquidez, riscos de mercado e riscos de crédito. Nem sempre esses
diferentes riscos são visíveis ao investidor comum. No entanto, todos os tipos riscos devem ser
analisados cuidadosamente.
A medição do grau de risco a que estamos sujeitos é muito importante, já que apresenta as
chances de fracasso do investimento. Dessa maneira, podemos decidir sobre a conveniência ou não
de realizarmos uma determinada aplicação financeira.

Risco de liquidez
A liquidez de uma aplicação pode ser entendida como a velocidade de transformação do
título em dinheiro, em condições normais de preço (sem grandes diferenças de preço em relação
ao mercado).
Vamos considerar um exemplo para falar sobre risco de liquidez? O que apresenta maior
liquidez: um automóvel ou um terreno? Se não reduzirmos muito o preço do terreno, a venda mais

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rápida, provavelmente, será a do carro. O mesmo ocorre com os títulos do mercado, já que nem
todos os investimentos podem ser convertidos em moeda de maneira rápida. A esse respeito,
vejamos algumas observações importantes:
 Na discussão sobre o risco do ativo financeiro, a liquidez é um dos aspectos que devem ser
observados com mais cuidado.
 Liquidez é a velocidade com que conseguimos transformar o investimento em dinheiro.
Quando menos líquido for o investimento, maior será o seu risco.
 Alguns investimentos são oferecidos como milagrosos porque apresentam baixo risco. No
entanto, deixam de mencionar que o risco de liquidez é alto.
 Risco alto de liquidez – ou baixa liquidez – significa que, se necessitamos nos desfazer do
investimento com rapidez, o valor obtido provavelmente, será muito abaixo de estimativa
de mercado.

Como exemplo de um negócio com baixa liquidez, podemos citar a venda de uma coleção de
selos, de um terreno ou de quadros da família. Um bom exemplo do que é liquidez é comparar o
investimento em uma casa que está alugada com uma aplicação em caderneta de poupança. Em
caso de necessidade de dinheiro, a aplicação na caderneta de poupança será transformada em
recursos de maneira muito mais rápida do que a casa.
O retorno do seu investimento pode ser afetado por outros tipos de risco:

a) Risco de inflação
O risco de inflação acontece quando a sua aplicação não acompanha a inflação, de modo que
o seu dinheiro perde poder de compra.

b) Risco de taxa de juros


O risco de taxa de juros é ligado a investimentos em renda fixa, uma vez que, quando a taxa
de juros do mercado sobe, os preços dos títulos caem. Quando os juros sobem, também há
influência negativa sobre o preço das ações.

c) Risco de resgate antecipado


No caso particular dos títulos de longo prazo, usualmente, há uma cláusula de resgate
antecipado por parte do emitente. Essa situação pode sujeitar o investidor à perda do nível de taxa
de juros que está recebendo.
Por exemplo, você aplicou em um título que rende 15% ao ano, com vencimento para 10
anos, mas, no segundo ano da aplicação, as condições de mercado mudam, e as taxas de juros caem
para 5%. O emissor do título – quem captou o dinheiro – pode exercer o seu direito de resgate
antecipado do título para poder emitir outros, com taxas de juros compatíveis com os juros atuais.

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d) Risco de reinvestimento
No momento de resgate de sua aplicação, pode acontecer o fato de você não conseguir
reinvestir o seu capital a taxas anteriores. Vamos dizer que você resgatou uma aplicação que estava
rendendo 20% ao ano e, quando da reaplicação desse dinheiro, a taxa oferecida foi de 10% ao ano.

e) Risco de capital
É uma forma ampla de ver o risco. Trata-se da possibilidade de o risco do capital aplicado
não retornar intacto.

f) Risco de insuficiência
trata-se do risco de você não atingir a meta de seu investimento. É um tipo de risco muito
importante, porque significa que a rentabilidade oferecida pela aplicação não atende às suas
necessidades. Por exemplo, você planejou seu investimento para cinco anos para obter
R$ 50.000,00 ao final do prazo, mas quando do resgate da aplicação, o valor resultante é de apenas
R$ 35.000,00.

Risco de mercado
O risco de mercado é o tipo de risco inerente às mudanças nas condições gerais do mercado.
As ações, por exemplo, perdem valor rapidamente em um cenário ruim e apresentam bons
resultados em contextos mais favoráveis.
O risco de mercado é muito importante, particularmente, para os fundos de ações. Além
disso, também é relevante para outros tipos de fundos.

Risco de crédito
O risco de crédito é o risco inerente ao emissor do título e ocorre quando quem captou o
dinheiro não honra a dívida – não pagando os juros como combinado –, não devolve o valor
principal tomado emprestado no momento do investimento.

Atenção! Não se esqueça de que instituições financeiras


também podem quebrar!

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Como escolher em que investir
Agora que já sabemos o que é investimento e conhecemos os conceitos de risco e retorno,
devemos considerar alguns fatores importantes na hora de aplicar recursos. Sendo plenamente
racional, sempre que dois ativos oferecerem o mesmo retorno, devemos escolher aquele de menor
grau de risco.
Nem sempre é fácil avaliar corretamente o grau de risco dos investimentos. Para auxiliar nessa
tarefa, existe uma classificação geral e relativa entre os diversos ativos financeiros. Vejamos a seguir
a classificação geral e relativa entre os diversos ativos financeiros:

Quadro 1 – Classificação dos ativos financeiros

Caderneta de
riscos CBD fundos RF Rções
poupança

mercado baixo médio médio alto

liquidez baixo baixo baixo baixo

crédito baixo médio baixo médio

riscos arte commodities derivativos Imóveis

mercado muito alto alto muito alto médio

liquidez muito alto baixo baixo muito alto

crédito muito alto médio médio baixo

Desse modo, só precisamos considerar os riscos na hora de investir? A classificação de risco é


útil em uma abordagem inicial. No entanto, conhecer os riscos não é suficiente para tomarmos a
decisão do investimento. Devemos considerar também o perfil do investidor.
Cada pessoa tem um perfil em relação ao risco do investimento. A seguir, vamos entender
um pouco mais sobre o perfil do investidor.

Perfil de investidor
O grau de aversão ao risco representa o quanto a pessoa se ressente com perdas no seu
investimento – também chamado de perfil de investidor. Esse perfil é próprio de cada investidor e
está relacionado com a personalidade, a idade e a experiência pessoal.

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Saiba mais

Podemos fazer testes sobre o grau de aversão ao risco e conhecer nosso perfil como
investidor. Diversos sites de bancos e fundos de investimentos disponibilizam esses testes.
Conheça alguns nos links a seguir:

 https://ganhemais.infomoney.com.br/perfil/especialista/max-campos/descubra-o-
seu-perfil-de-investidor;
 http://www.investidorabsoluto.com.br;
 www.bussoladoinvestidor.com.br.

Além do perfil de investidor, devemos levar em conta dois aspectos muito importantes: o
tempo e a utilidade marginal do dinheiro. A importância do dinheiro a ser investido em relação ao
orçamento básico, necessário para o cotidiano.
A análise dos riscos que considera o tempo para o investimento nos permite saber se estamos
mais ou menos dispostos a correr riscos, de acordo com tempo disponível para atingir os objetivos
financeiros. Em geral, uma pessoa com mais idade e com patrimônio pessoal mais elevado não está
disposta a correr riscos altos.
De maneira oposta, um jovem solteiro pode atrever-se a correr riscos bem mais altos se ele
possuir uma quantia substancial de dinheiro no banco e não for utilizar esses recursos no curto
prazo. É possível ainda fazer com que o risco seja um aliado para atingirmos nossos objetivos.
Vamos considerar que temos de acumular certa quantia e que o prazo seja curto. Nesse caso,
devemos estar mais preparados para assumir riscos relativos maiores. Por outro lado, se nosso
objetivo for de longo prazo ou de menor valor, poderemos agir de maneira a correr um grau de
risco menor também. Não há como escapar dos riscos quando investimos dinheiro. O importante
é equilibrar esses riscos.
Para ajudar no processo de decisão, vejamos uma tabela de graduação de riscos:

Tabela 1 – Importância do investimento

importância do investimento

fundamental complemento sem importância

p curto 0 1 3
r
a médio 1 2 4
z
o longo 2 3 5

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A tabela considera as variáveis prazo e importância do investimento para classificar os riscos de
0 a 5. O nível zero mostra um cenário em que é mais prudente correr risco muito baixo. O nível 5
indica que você pode correr um risco elevado investindo em ativos mais arriscados.
O que será que aconteceu com nossos amigos no bate-papo depois do almoço? Vamos
descobrir:

— Franco, você está falando sobre investimentos e há algo que nunca consegui entender
claramente.

— Sempre ouvi que cada pessoa tem seu grau de aversão a risco, mas isso é muito vago.

— Há momento em que investir em ações me parece ótimo, mas em outras horas eu olho
para ações e fico morrendo de medo...

Franco tomou a palavra e transmitiu aos amigos o que aprendeu:

— Vocês estão certos. No ato do investimento, independentemente de nossa idade,


condições de vida e outras situações que marcam nosso comportamento em relação ao risco
do investimento, consideramos também duas variáveis: o prazo que temos até precisarmos
do dinheiro de volta e a importância daquele recurso para nós. Imagine o caso do Fernando.
Ele está em dúvida se vale a pena investir o dinheiro de seu FGTS para comprar ações da
Vale. No entanto, ele está prestes a casar, e sua única poupança é seu FGTS. Ele me disse que
ainda não tem casa e já prometeu para a noiva que irá comprá-la antes do casamento. Nesse
caso, o prazo de utilização do dinheiro é curto e esses recursos são fundamentais. O grau de
risco que ele deveria correr com relação a esse investimento é zero.

— Ou seja, não resta alternativa ao Fernando a não ser deixar seu dinheiro depositado no
FGTS, mesmo com baixo rendimento?

— Isso! Ele não deve arriscar investir em renda variável.

— Agora está mais claro. E quando a situação oposta é a melhor opção?

— No caso da Márcia, claro!

— Isso mesmo, pessoal! A Márcia, apesar de estar no início de carreira, já tem certo pé de
meia – casa própria e um bom emprego. Ela já tem um fundo de previdência privada e está
considerando sua aposentadoria distante, portanto, o horizonte de investimento é de longo
prazo e a utilidade do dinheiro é relativa. Logo, Márcia pode correr grau de risco elevado.
Digamos que ela pode correr o grau cinco. Dessa forma, poderia sacar os recursos
depositados no seu FGTS e investir em ações.

Ao realizar investimentos, devemos considerar:


 o grau de aversão ao risco (em outros termos, o perfil de investidor).
 o horizonte de tempo para chegar ao seu objetivo financeiro e
 a utilidade marginal do seu dinheiro.

22
Diversificação
Em algum momento da vida, provavelmente, todos nós já devemos ter ouvido o velho
conselho da vovó que diz: Netinho, não coloque todos os ovos na mesma cesta. Se ela cair, todos
os ovos irão quebrar. Esse conselho é uma das máximas do mundo de finanças. O que está por trás
dessa frase é o conceito de diversificação. Mas o que é diversificar no mundo das finanças?
Diversificar é aplicar dinheiro em vários ativos financeiros diferentes. Em outros termos,
diversificar é dividir o dinheiro que está à disposição para investir e colocá-lo em títulos diversos.
Dessa forma, manteremos o retorno médio e teremos o risco total reduzido. Um exemplo de
diversificação é aplicar partes do dinheiro em CDB, fundo de renda fixa ou fundo de ações.
O que nossos amigos têm a dizer sobre tantas novas informações?

— O ditado eu conheço... A vovó repetia muito essa frase.

— Mas isso dá certo na hora de aplicar o meu dinheiro? Quer dizer que a vovó era financista?

— Bom, se ela era boa na aplicação do dinheiro da família, eu não sei, mas o ditado vale para
finanças!

Franco continua a expor o que aprendeu:

— Vou simplificar. Digamos que você tenha R$ 10.000,00 para aplicar e resolva comprar
ações de uma fábrica de pneus. O que acontece com os ganhos dessa ação quando há uma
recessão econômica?

Simone responde:

— Bom, quando falta dinheiro, ninguém compra pneus novos. A ação deve cair. No caso de
expansão da economia, quando todo mundo compra carro zero, os pneus novos estão em
alta. Com isso, a ação sobe.

Franco responde:

— Isso mesmo! Caso você compre ações de uma fábrica de pneus, ganha ou perde conforme
o cenário econômico. E caso você comprasse ações de uma empresa recauchutadora de
pneus? Não seria o contrário da fábrica de pneus?

Simone prossegue:

— Sim, afinal, a recauchutadora vai ganhar dinheiro quando a economia estiver fraca e perder
quando estiver em alta.

Franco finaliza a sua explicação:

— Nesse exemplo simples, caso você invista todo o seu dinheiro em uma recauchutadora de
pneus, ganhará ou perderá conforme mudar o cenário econômico, mas em momentos
opostos aos da fábrica de pneus. Em resumo, diversificar é investir R$ 5 mil na fábrica de
pneus e os outros R$ 5 mil na recauchutadora ao mesmo tempo.

23
Vejamos o gráfico que ilustra essa situação:

Gráfico 5 – Diversificação de investimentos

Devemos administrar os riscos, não tentar escapar deles! A diversificação é algo que devemos
praticar sempre que investirmos, uma vez que a sua prática ajuda a reduzir o risco relativo. Pensar
em investimentos gera muitas dúvidas, já que toda aplicação traz consigo taxas de corretagem,
tributos e gastos diversos.
Os custos de diversificação podem reduzir muito o retorno esperado pelas aplicações. Caso
tenhamos pouco dinheiro para investir, o melhor é esquecer a diversificação. Nessa situação, o ideal é
aplicar em ativos com grau de risco aceitável, dando preferência a aplicações de risco médio para baixo.

24
MÓDULO III – FUNDOS DE INVESTIMENTO

Neste módulo, você conhecerá as diferenças entre renda fixa e variável bem como os diversos
tipos de fundos de investimento.

Investindo em renda fixa


Aplicar em diferentes ativos no mercado financeiro é investir, por exemplo, em CDB, caderneta
de poupança, notas do Tesouro Nacional e ações da bolsa de valores. Cada um desses ativos apresenta
diferentes características com relação à renda esperada, ao prazo de resgate e à emissão.
Os diferentes ativos serão divididos em renda fixa e renda variável. Por sua vez, dividimos os
títulos de renda fixa em ativos financeiros de emissão pública e ativos financeiros de emissão privada.
Os títulos públicos são emitidos pelo Tesouro Nacional com objetivo de captar recursos para
o financiamento da dívida pública. Tais títulos são negociados pelo Banco Central brasileiro no
mercado primário, o que acontece por meio de leilões para instituições financeiras. Em um segundo
momento, as instituições financeiras podem negociar os títulos públicos no mercado secundário,
para outros agentes.
As pessoas físicas também podem adquirir títulos públicos federais, diretamente do Tesouro
Nacional. Até pouco tempo atrás, o investidor com menos recursos poderia comprar títulos
públicos somente de forma indireta, por meio da participação, em fundos de investimento.
Por meio do Tesouro Direto1, é possível combinar prazos e tipos de títulos – pré-fixados ou
pós-fixados – de acordo com os objetivos de investimento. Desse modo, os títulos federais também

1
Programa que permite montar a própria carteira. Disponível no site www.tesouro.gov.br.
podem ser classificados por prazo (curto, médio e longo), forma de correção (pré-fixada ou pós-
fixada) e indexação do retorno (índices de inflação, taxa Selic, entre outros).
A taxa Selic é a referência básica de juros para a economia brasileira, determinada pelo Comitê
de Política Monetária do Banco Central – Copom. O termo Selic significa Sistema Especial de
Custódia, que é o ambiente em que são registradas todas as operações envolvendo cessão de recursos
entre bancos com lastro em títulos públicos.
Atualmente, os títulos públicos negociados são:

a) Tesouro prefixado (Letra do Tesouro Nacional – LTN)


É um título pré-fixado, ou seja, a sua rentabilidade é definida no momento da compra. Com
isso, o investidor tem a exata noção do retorno do título, se mantiver os recursos investidos até a data
de vencimento. Caso a inflação do período seja maior do que a taxa, haverá perda de poder aquisitivo.

Saiba mais

O prazo para resgate da LTN é definido no momento da emissão do título. Dessa forma, o
investidor que decidir negociá-lo antes do vencimento pode ter perdas, mesmo tratando-se de
renda fixa. Isso ocorre porque o valor dos títulos depende das condições de mercado na data
de vencimento do título.

Por outro lado, o investidor que mantiver esses ativos até a sua data de vencimento receberá
o total da rentabilidade bruta definida no ato da compra.

b) Tesouro SELIC (Letra Financeira do Tesouro – LFT)


É um título de valor de emissão nominal, em base de múltiplos de R$ 1.000,00. A LFT
possui rentabilidade diária com base na taxa Selic e prazo definido no momento da emissão do
título. O resgate é feito pelo valor nominal acrescido do rendimento calculado desde a data-base do
título. A rentabilidade diária é calculada sobre o valor nominal.

c) Tesouro IPCA + com juros semestrais (Nota do Tesouro Nacional, série B – NTN –B)
É um título pós-fixado com taxa de juros e prazo de resgate definidos no momento da emissão
do título e atualização do valor nominal pela variação do IPCA – Índice Nacional de Preços ao
Consumidor Amplo, medido pelo IBGE. O pagamento de juros ocorre semestralmente. O resgate
do valor do título ocorre em parcela única, na data do vencimento.

d) Tesouro IPCA + (Nota do Tesouro Nacional, série B – NTN–B Principal)


A NTN-B principal é uma variação da NTN-B. Nesse caso, os juros se acumulam e são pagos
apenas ao final, no momento do resgate do valor do título.

26
e) Tesouro prefixado com juros semestrais (Nota do Tesouro Nacional, série F – NTN–F)
Possui rentabilidade pré-fixada acrescida de juros definidos no momento da compra. O
pagamento de juros é semestral e o valor do título é pago ao final, no vencimento. Trata-se de um
título indicado para o investidor que deseja obter um fluxo de rendimentos semestrais a uma taxa de
juros predefinida e acredita que a taxa pré-fixada será maior do que a taxa de juros básica da economia.

Saiba mais

A exemplo da LTN, o investidor que negociar o título antes do vencimento poderá ter perdas.
O valor dos títulos dependerá das condições de mercado na data do resgate.

O investidor que mantiver os seus ativos até a data de vencimento receberá o total da
rentabilidade bruta definida no ato da compra.

Há vários títulos de renda fixa de emissão privada – tanto pré-fixados quando pós-fixados.
Os principais títulos privados à disposição da maioria dos investidores pessoa física são:

a) Letra de Crédito Imobiliário (LCI)


A LCI é um título lastreado por créditos imobiliários garantidos por hipoteca e alienação
fiduciária de imóvel. A LCI confere, aos seus tomadores, direito de crédito por valor nominal, juros
e atualização monetária. Esse título pode ser remunerado por taxa pré-fixada, taxa flutuante, TR e
TJLP, e é isento de imposto de renda. A LCI pode ser emitida por instituições expressamente
autorizadas pelo Banco Central, como:
Ao realizar investimentos, devemos considerar:
 banco comercial;
 banco múltiplo com carteira de crédito imobiliário;
 sociedades de crédito imobiliário;
 associações de poupança e empréstimo;
 companhias hipotecárias, entre outras.

b) Certificado de Depósito Bancário (CDB)


O CDB é uma obrigação de pagamento futuro de um capital aplicado em depósito a prazo
fixo em instituição financeira. O CDB apresenta renda fixa com prazo predeterminado. Desse
modo, sua rentabilidade é definida no ato da negociação, podendo ser pré-fixada ou pós-fixada.

Saiba mais

27
Outro título muito semelhante ao CDB é o Recibo de Depósito Bancário (RDB). O RDB não é
um título endossável, ou seja, a sua negociação em mercado secundário não é admitida. Tanto
o CDB quanto o RDB são títulos obrigatoriamente nominativos e intransferíveis.

c) Letras de Câmbio (LC)


Quando alguém vai comprar um bem durável, como um computador, e financia a operação,
uma financiadora cede o crédito e demanda que seja emitida como garantia da operação uma Letra
de Câmbio. O emissor (sacado) é o cliente tomador de crédito, a financiadora é a instituição que
aceita (sacado) e vende a um investidor para que seja possível capitalizar e continuar emprestando
recursos. De forma resumida, a operação com Letras de Câmbio ocorre quando:
 a compra de um bem será financiada;
 são emitidas pelos financiados dos contratos de crédito;
 após o aceite, a Letra de Câmbio é vendida a investidores por meio do mercado financeiro e
 os títulos que são a principal fonte de recursos para financiar bens duráveis (CDC) são
utilizados pelas financeiras.

As Letras de Câmbio são os mais antigos instrumentos de renda fixa do mundo. No Brasil, a
legislação que primeiro define esse título é o decreto n. 2.044 de 31 de dezembro de 1908.

d) Nota promissória mercantil


A nota promissória mercantil ou nota comercial, conhecida no mercado internacional como
commercial paper, é um título de curto prazo, emitido por sociedade por ações, tomadora de recursos
no mercado interno para financiar o seu capital de giro. Ela confere, aos titulares, direitos de crédito
contra a empresa emissora, que pode ter capital aberto ou fechado.
Tal título pode ser adquirido por pessoas físicas ou jurídicas, por fundos ou por instituições
financeiras para as suas próprias carteiras ou para repasse a outros investidores. Esses ativos têm
remuneração garantida por taxa prefixada ou pós-fixada indexada a algum índice de mercado, como
DI, Selic, TR, TJLP entre outros. Com prazo de 180 ou 360 dias, a Nota Promissória pode contar
com garantia definida pela companhia emissora.
A garantia do título é o desempenho da empresa, não havendo uma garantia explícita. As
empresas emissoras devem ter registro junto à CVM – Comissão de Valores Mobiliários – e obter
autorização para realização da emissão dos títulos. Os maiores compradores de notas promissórias
mercantis são os bancos, fundos de investimentos e as seguradoras que buscam diversificação dos
seus investimentos e gestão da maturidade da carteia.

28
e) Debêntures
São títulos privados de crédito, representativos de dívida, de médio e longo prazos, emitidos
por sociedades por ações e colocadas no mercado entre investidores institucionais, que asseguram,
aos seus detentores, direito contra a companhia emissora. A emissão desse tipo de ativo financeiro
visa à obtenção de fundos de médio e longo prazos destinados ao financiamento de capital de giro
ou capital fixo das empresas emitentes.
A escritura de emissão é o documento legal que especifica as condições sob as quais a
debênture foi emitida, os direitos dos possuidores e os deveres da emitente. As operações com
debêntures são normatizadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A emissão de
debêntures será na forma escritural, ou seja, não há emissão física do título, devendo ser registradas
na Cetip/SND – Sistema Nacional de Debêntures.
A remuneração oferecida pelas debêntures aos investidores, de maneira geral, pode ser das
seguintes maneiras:
 taxa de juros prefixada;
 taxa de juros fixa acrescida de um índice de correção de preços ou juros de mercado, e
 taxa de juros flutuante ou ajuste de juros a cada intervalo de tempo, atrelado a uma taxa
média de mercado, por exemplo: taxa ANBID.

As debêntures, além dessas possíveis formas de remuneração, ainda podem prever que os
investidores possam auferir participação nos lucros da sociedade emissora do título, estipulando-se
um percentual fixo de participação dos debenturistas sobre os resultados da empresa. Esses títulos
também podem oferecer um prêmio pelo reembolso dos investidores, que corresponderia a uma
remuneração adicional, e para fazer frente a um ajuste dos rendimentos das debêntures às condições
de mercado à época de sua distribuição.
A tributação incidente sobre os títulos de renda fixa é decrescente e varia conforme o prazo
de aplicação. Vejamos a tabela:

Tabela 2 – Tabela do imposto de renda para renda fixa

alíquota prazo de resgate

22,5% até 180 dias

20,0% de 181 a 360 dias

17,5% de 361 a 720 dias

15,0% mais de 720 dias

29
Saiba mais

O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) garante, até R$ 250 mil, todos os títulos de renda fixa
emitidos por bancos, por CPF e por instituição financeira. Desse modo, investir em CDB, CDI,
caderneta de poupança, entre outros não apresenta risco de crédito até o valor limite. Mais
informações em www.fgc.org.br.

Investimento em renda variável


Os títulos de renda variável englobam ações e fundos de investimento. Ações são títulos que
representam o valor da fração em que é dividido o capital social de uma empresa de Sociedade por
Ações. Dessa forma, o investidor em ações é sócio da empresa e participa de todos os seus resultados,
sejam eles bons ou ruins.
Podemos ganhar aplicando em ações com dividendos – participação nos lucros obtidos pela
empresa – e ganho de capital – diferença entre o preço de compra e o de venda.

Saiba mais

Na Bolsa, as ações também são conhecidas como:

 blue chips ou de 1a linha – ações de grande liquidez são as mais procuradas pelos
investidores, uma vez que, de forma geral, são as ações de grandes empresas, com
excelente reputação no mercado;
 2ª linha – são as ações de menor liquidez, de empresas boas, mas com risco superior ao
risco das blue chips, e
 3ª linhas – ações de pouca liquidez e grande nível de risco.

As ações podem ser:


 Ordinárias – dão direito a voto nas decisões e participação nos lucros.
 Preferenciais – em geral, não dão direito a voto. Nesse caso, o acionista tem prioridade
no recebimento de dividendos, às vezes, em percentual maior do que o percentual recebido
nas ações ordinárias. Quando negociamos ações, devemos considerar alguns custos.
 Corretagem – é a taxa cobrada pelas corretoras para realizar a compra e a venda de ações.
Como o seu valor é livre, vale a pena realizar uma pesquisa entre as corretoras. Devemos
lembrar que, na compra de ações pela internet, esse valor tende a ser bem menor.
 Custódia – é o serviço prestado para guarda de títulos e administração do exercício de
direito (dividendos, bonificações, subscrições, entre outros).
 Outros emolumentos – valores cobrados pela Bovespa para a realização de negócios no
seu ambiente.

30
A tributação do investimento em ações é feita da seguinte forma:

alíquota

15% sobre os ganhos líquidos realizados nas alienações – venda

imposto de renda retido na fonte em operações de alienação – venda – de


0,005%
ações no mercado à vista

Se o total das alienações realizadas no mês não excederem R$ 20.000,00, os ganhos líquidos
realizados por pessoa física em operações efetuadas com ações – operações efetuadas com ações no
mercado à vista de bolsas de valores – são isentos do imposto de renda. Caso contrário, o imposto
é devido sobre o ganho líquido apurado mês a mês nas operações realizadas.
Um fundo de investimento é um condomínio de pessoas que se reúnem para investir juntos.
Nesse investimento conjunto, todas as receitas e as despesas são divididas. O ganho ou o prejuízo
do investidor se dará pela diferença entre a compra e a venda das cotas.
As cotas podem ser de fundos abertos ou de fundos fechados. As cotas de fundos abertos não
têm data de vencimento. Dessa forma, os investidores podem solicitar aplicação e resgate de cotas
durante a sua vigência. As cotas de fundos fechados se destacam pela existência de data de vencimento.
O resgate somente será possível no término do prazo de duração do fundo. Desse modo,
podem ocorrer amortizações esporádicas durante a vigência.
Os fundos de investimento são associações de investidores organizadas por uma instituição
financeira e um administrador de recursos. Essas associações são geridas por profissionais de
mercado para a aplicação em títulos e valores mobiliários, e quaisquer outros ativos disponíveis no
mercado financeiro e no mercado de capitais.
O que será que nossos amigos pensam sobre investimentos?

Franco e os seus amigos estavam tão animados com a possibilidade de realizar investimentos
que encerraram o almoço com um cafezinho. A questão era saber se é melhor cada fazer os
seus investimentos diretamente ou entrar em um fundo de investimento.

Franco lançou a seguinte questão:

— Por que uma pessoa contrata uma cozinheira para a sua casa?

A resposta de todos foi uma só:

— Porque não sabe cozinhar?

31
Franco prosseguiu:

— Sim. Um dos motivos é esse. Uma pessoa contrata alguém para cozinhar por dois motivos:
porque não sabe cozinhar ou porque não tem tempo de cozinhar. Por esses mesmos motivos,
nós optamos por aplicar em um fundo de investimento: porque não conhecemos o suficiente
sobre investimentos ou porque não temos tempo para cuidar de nossas aplicações.

Para finalizar, Franco esclareceu aos colegas que aplicar em um fundo de investimentos
também tem custos. Os fundos cobram taxa de administração para custear os gastos relativos
à movimentação de aplicações e para remunerar o profissional que está investindo por nós

Segundo a ANBIMA – Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de


Capitais –, a classificação dos fundos de investimentos que passou a vigorar em nosso mercado, a
partir de 2015, tem uma nova estrutura e lógica de investimento, como a seguir.
A nova classificação de fundos está dividida em três níveis, apresentando uma hierarquia que
parte das classes de ativos para chegar a estratégias mais específicas. Essa estrutura busca explicitar
as estratégias e riscos associados às opções de carteiras que resultam dessas políticas.
Os níveis buscam refletir a lógica do processo de investimento, como pode ser observado no
quadro a seguir:

Quadro 2 – Classificação dos fundos de investimento

regulação autoregulação

1 classe de ativos 2 tipos de gestão e riscos 3 estratégias

nível 1 nível 2 nível 3


 renda fixa;  indexados;  conforme a estratégia.;
 ações;  ativos e
 multimercados e  investimento exterior.
 cambial.
Fonte: ANBIMA.

Vejamos o que representam as classes dos fundos de investimentos:

a) Renda fixa – fundos de renda fixa


Têm como objetivo buscar retorno por meio de investimentos em ativos de renda fixa (sendo
aceitos títulos sintetizados pelo uso de derivativos), admitindo-se estratégias que impliquem risco
de juros e de índice de preços.

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b) Ações – fundos de ações
Devem possuir, majoritariamente, na carteira, ativos de renda variável, tais como: ações à
vista, bônus ou recibos de subscrição, certificados de depósito de ações, entre outros.

c) Multimercados – fundos multimercados


Devem possuir políticas de investimento que envolvam vários fatores de risco, sem o
compromisso de concentração em nenhum fator em especial. Os Fundos Multimercados (nível 2)
podem ser classificados em Alocação ou por Estratégia, além de fundos com Investimento no Exterior.

d) Cambial – fundos cambiais


Aplicam pelo menos 80% da sua carteira em ativos – de qualquer espectro de risco de crédito –
relacionados diretamente ou sintetizados, via derivativos, à moeda norte-americana ou à europeia. O
montante não aplicado em ativos relacionados direta ou indiretamente ao dólar ou ao euro deve ser
aplicado somente em títulos e operações de Renda Fixa (pré ou pós-fixadas a CDI/Selic).

Fundos de renda fixa

A classificação dos fundos de renda fixa, segundo a ANBIMA, reflete os fatores-chave do


processo de decisão de investimento nessa classe de ativo:
 a opção por um tipo de gestão, que pode ser ativa ou indexada (passiva);
 o risco de mercado que o investidor suporta e que, no caso do investimento em renda fixa,
está diretamente ligado ao prazo médio ponderado (duration) das carteiras e
 o risco de crédito que o investidor que correr.

Desse modo, no segundo nível, são explicitadas as opções por um tipo de gestão (indexada
ou ativa) e, uma vez eleita a gestão ativa, o risco de mercado (duração da carteira).
No terceiro nível, a classificação explicita o risco de crédito. A classificação de investimento
no exterior já aparece no segundo nível, explicitando, quando for o caso, que o fundo tem mais de
40% de sua carteira investidos em ativos fora do mercado brasileiro.

33
Quadro 3 – Classificação dos fundos de renda fixa

regulação autoregulação

nível 1 nível 2 nível 3

RF simples renda fixa simples

indexados índices

soberano

duração baixa grau de investimento

crédito livre

soberano

duração média grau de investimento

crédito livre
renda fixa
soberano

duração alta grau de investimento

crédito livre

soberano

duração livre grau de investimento

crédito livre

investimento no exterior

dívida externa

Fundo de ações

A classificação dos fundos de ações ocorre da seguinte forma:


 Tipo de gestão – o tipo de gestão indica se o fundo tem o objetivo de buscar seguir um índice
de mercado (gestão passiva) ou se busca superar o desempenho do índice de referência.
 Estratégia – nessa categoria, fundos se baseiam nas estratégias preponderantes adotadas e
suportadas pelo processo de investimento seguido pelo gestor como forma de atingir os
objetivos e executar a política de investimentos dos fundos. As estratégias se relacionam às
características dos ativos, ao processo de seleção e à forma de negociação, o que resultará
na relação de risco, retorno e liquidez do fundo.
 Investimento no exterior – fundos que têm a possibilidade de adquirir ativos no exterior
(cross-border).

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Quadro 4 – Classificação dos fundos de ações

regulação autoregulação

nível 1 nível 2 nível 3

valor ou crescimento

dividendos

small caps
ativos
índice ativo

ações setoriais

livre

FMP-FGTS
específicos
fechados de ações

inv. no exterior investimento no exterior

Fundo multimercados

Os Fundos Multimercados (nível 2) podem ser classificados em Alocação ou por Estratégia,


além de fundos com Investimento no Exterior.
Fundos Multimercado da categoria alocação de ativos busca retorno no longo prazo por meio
de investimento em diversas classes de ativos (renda fixa, ações, câmbio etc.), incluindo cotas de
fundos de investimento.

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Quadro 5 – Fundos multimercados

regulação autoregulação

nível 1 nível 2 nível 3

balanceados
alocação
dinâmico

macro

long and short neutro

multimercados long and short direcional


estratégias
juros e moedas

livre

capital protegido

Investimento no exterior

Os imóveis são reconhecidos por serem aplicações bem tradicionais. No entanto, será que a
frase não existe investimento mais seguro do que investir em imóveis é verdadeira? Investir em ativos
reais traz alguns benefícios e algumas dores de cabeça. Embora haja expectativa de ganhos efetivos,
o setor imobiliário expõe o investidor a uma série de riscos. Principalmente, o risco de liquidez.
Aplicar recursos em imóveis e ganhar dinheiro com isso não é tão simples quanto podemos
pensar. Por essa razão, devemos acompanhar as tendências de mercado e ter muita preocupação
com os aspectos legais. É preciso tomar todos os cuidados possíveis com a documentação do imóvel
que está sendo negociado.
Se decidimos adquirir imóveis com o objetivo de fazer um investimento (ganhar dinheiro
com a renda de aluguel e de ganhos com a valorização no mercado imobiliário), devemos considerar:
 os gastos com a manutenção do imóvel, que são de responsabilidade do proprietário;
 a falta de renda durante o tempo em que o imóvel ficar sem inquilino;
 a depreciação do bem, que causa desvalorização do investimento.
 os gastos com reformas do imóvel no momento da saída do inquilino e
 a perda de valor de certas características, por exemplo, apartamentos com apenas uma
garagem perderam valor no mercado ao longo do tempo.

Dessa forma, é importante comparar a renda gerada pelo aluguel com outras alternativas
de investimento disponíveis no mercado. No entanto, esses fundos têm a desvantagem da
baixíssima liquidez.

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Os fundos imobiliários são uma alternativa para aqueles que querem investir em imóveis sem
se envolver diretamente na administração do investimento. Investir é algo muito importante em
nossa vida.
O investimento não resolve tudo, mas permite que consigamos melhores condições e
possamos tentar aumentar o nosso patrimônio. No momento de decidir onde investir os recursos,
não devemos esquecer de:
 preparar o orçamento familiar;
 planejar quanto será poupado por mês;
 adquirir conhecimentos sobre o mercado;
 investigar para não jogar o dinheiro no escuro;
 desconfiar de dicas muito fáceis;
 desconfiar de altas muito rápidas;
 começar aplicando pouco dinheiro;
 ter paciência e
 evitar a opinião da massa.

Bem, chegamos ao final deste Curso 2! A FGV e a ICATU convidam você para assistir também o
Curso 3 da Série sobre Finanças Pessoais. Até lá!

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BIBLIOGRAFIA
ANBIMA. Classificação de Fundos: Visão geral e nova estrutura. Data: 13/04/2015.

GARCIA, Fabio Gallo; EID JUNIOR, William. Como Fazer Investimentos. São Paulo:
Publifolha, 2001.

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PROFESSOR-AUTOR
Fabio Gallo Garcia é doutor em Finanças pela FGV-EAESP/University of Texas at Austin,
doutorando em Filosofia pela PUC/SP, mestre em Administração Contábil e Financeira pela FGV-
EAESP, bacharel em Administração de Empresas pela Fundação Octávio Bastos e graduado em
Engenharia de Agrimensura pela Faculdade de Agrimensura de Pirassununga.
Dedica-se ao estudo das finanças internacionais e finanças comportamentais. Trabalha com
pesquisa na área da Teoria de Sinalização, em que explora a assimetria de informações no mercado
de capitais, além de desenvolver temas em Banking, Contabilidade Gerencias e Finanças Pessoais.
Tem realizado trabalhos de valuation, consultoria e treinamento para empresas, como
Telebras, Saeg, Comusa, Semasa, Vale, Petrobras, Itaú BBA, Itaú Unibanco, Bradesco, CEF,
Sincredi, Emae, Banco Santander, Citibank, entre outras.
É ex-diretor administrativo-financeiro da Companhia de Processamento de Dados do Estado
de São Paulo (PRODESP), tendo exercido o cargo de chief financial officer da Eutectic, do Brasil, e
de outras empresas de grande porte. É sócio da Sinalização e Arte, Comunicação Visual, All Signs,
Giolaser Itaim e Axia Valorem Consultoria. Também é membro do Conselho de Administração da
Rossi Residencial e Conselho Fiscal da Azevedo & Travassos.

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