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METODOLOGIA CIENTÍFICA

CAPÍTULO 1 - QUAL É A
CONTRIBUIÇÃO DA METODOLOGIA
CIENTÍFICA PARA A CRIAÇÃO DO
CONHECIMENTO?
Antonio Marcos Feliciano/Ana Celeste da Cruz David

INICIAR
Introdução
Houve um período da história humana em que o conhecimento religioso era
utilizado para explicar tudo o que acontecia na sociedade. Assim, aqueles que
apresentavam conhecimentos novos, contestando os religiosos, sofriam severas
punições, incluindo a pena de morte. Por isso, por um bom tempo, a sociedade
acreditou que a Terra não era redonda e que o horizonte era um grande abismo. 
Hoje em dia, as crianças aprendem nos primeiros anos escolares que a Terra é, de
fato, redonda, que gira em torno do sol e que precisa ser preservada, pois é o
ambiente de vida da espécie humana e de tantos outros seres vivos. Isso se deu
graças aos esforços de inúmeros estudiosos, em que, aos poucos, os
conhecimentos de senso comum, fortemente fundamentados pelos
conhecimentos religiosos, foram desmistificados. Dessa forma, a ciência tomou as
rédeas do processo de criação do conhecimento, tendo como sua principal fonte a
Terra em todos os seus eventos, sejam sociais, naturais, biológicos e econômicos,
que foram gradativamente sistematizados e amparados por modelos
metodológicos.
Contudo, há conhecimento fora da ciência? 
Essa pergunta possui uma resposta afirmativa, sendo que a própria ciência
reconhece outros tipos de conhecimentos. No entanto, não devemos pensar esse
reconhecimento como sinônimo de conhecimento científico. Afinal, o
conhecimento científico, no sentido moderno do termo, surge no século XIX, e
como bem afirma Burke (2016, p. 17), “[...] aplicar o termo a atividade de busca do
conhecimento em períodos anteriores a esse propicia o que há de mais odioso
para um historiador, o anacronismo”, ou seja, é inadequado a aplicação do termo
em um período histórico antecedente à sua formulação. 
O conhecimento, então, é científico quando sua criação ocorre por meio da
aplicação de métodos científicos. Mas quais são os diferentes tipos de
conhecimento? De que forma se organiza o método científico?
Essas e outras perguntas serão respondidas ao longo deste primeiro capítulo, em
que veremos que há diferenças entre o conhecimento popular e o conhecimento
científico, assim como também entenderemos que existem tipos de
conhecimentos diferentes. Ainda observaremos que o conhecimento científico é
criado a partir da existência de um problema, cabendo à metodologia científica e
seu cabedal de instrumentos sistematizar dados e informações, tornando-o, de
fato, um conhecimento científico, provável e apresentado sob uma lógica do que o
torna compreensível pelas pessoas.
Vamos em frente!

1.1 Conhecimento e método científico


Você deve conhecer alguém metódico, certo? Mas saberia dizer quais são os
atributos ou características de uma pessoa metódica? Ela pode ser identificada
por seu modo de agir, cuja cautela e sensatez são comuns em suas ações.
As pessoas precisam ser norteadas por regras, sejam elas sociais, como a ética,
que regula a conduta em sociedade; econômicas, que parametrizam as relações
no mercado; ou de legislação trabalhista, que regulamenta o ofício profissional e
as relações de trabalho em empresas. Isso significa que as regras são
onipresentes, importantes instrumentos para manter o equilíbrio das relações
entre as pessoas na sociedade.
O mesmo ocorre na execução de trabalhos de caráter científico, em que as regras
estão presentes no método de pesquisa. Nesse sentido, podemos afirmar que o
método ou a metodologia se configura como uma regra orientadora das práticas
investigativas da ciência. Por meio do método, o pesquisador indica os caminhos
trilhados para alcançar seus resultados. Assim, além de possibilitar o
reconhecimento científico da sua pesquisa, é com o método que o pesquisador
conta a história do seu trabalho, as decisões tomadas, as limitações, entre outros
aspectos.
Dessa forma, também podemos afirmar que o conhecimento é reconhecido como
científico a partir da aplicação do método científico, caracterizado como sendo
objetivo, racional, sistemático, geral e verificável. Devemos igualmente acentuar
que a ciência reconhece a existência de conhecimento fora dela, isto é,
conhecimentos criados sem o emprego de abordagem metodológica tal e qual
preconiza a ciência.
O conhecimento é o principal fator determinante no desenvolvimento da
sociedade, mas você sabe o que é conhecimento? 
Segundo Magalhães (2005, p. 13, grifos do autor), “A palavra ‘conhecimento’ em
nossa língua deriva do latim cognocere, cuja etimologia significa ‘conhecer junto’
ou ‘procurar saber’ e que, por sua vez, se relaciona com o grego gnosis,
habitualmente traduzido com o próprio sentido de ‘conhecimento’”. O autor ainda
lembra que outra palavra que facilita o entendimento sobre o conhecimento é o
termo grego logos, que tem por significado “fala”, “razão” ou “entendimento”.
Podemos pensar sobre o conhecimento para além da origem e da evolução
histórica do termo, ou seja, no contexto da sua história social, posto que diferentes
acontecimentos influenciem o que é considerado conhecimento em épocas e
lugares distintos. Na perspectiva marxista, por exemplo, a resposta para essa
questão é determinada pela classe social. No âmbito da sociologia do
conhecimento, evidencia-se o conhecimento como acontecimento localizado em
determinado tempo, lugar e comunidade (BURKE, 2016). Já no âmbito da biologia
do conhecimento, Matura e Varela (2011, p. 267) alertam que o conhecimento nos
obriga a assumirmos “[...] uma atitude de permanente vigília contra a tentação da
certeza”, desde que ele tanto revele quanto cumpra sua função de ocultação. 
Atualmente, muitas são as fontes de disseminação de informações e
conhecimentos. Podemos citar como exemplos os livros, as páginas da internet, os
panfletos, os artigos, as revistas, os CDs e os DVDs. No entanto, sem as conexões
cognitivas, as informações contidas nesses meios de divulgação ficam sem
sentido, uma vez que é o cérebro humano que tem a capacidade de processar e
fazer as conexões, oferecendo sentido às informações e criando novos
conhecimentos, em um ciclo virtuoso, em que um conhecimento gera outros.
Para Maturana e Varela (2011), os fenômenos cognitivos relacionam dois mundos
singulares: a tradição biológica, comum entre os homens e suas heranças
linguísticas; e as culturais, diversas e plurais.
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Figura 1 - No mundo contemporâneo, o sentido social do conhecimento é poder. Fonte: woaiss,


Shutterstock, 2018.

Assim, vimos até aqui o que é considerado conhecimento e o quanto isso pode
variar com relação à local, época e grupo social a ser estudado. Por exemplo, em
sociedades ocidentais modernas, o conhecimento das parteiras, antes valorizado
em suas práticas sociais tradicionais, passou por um período obscuro, fato que
vem sendo revisado e retomado em suas origens e valorização. Dessa forma,
entendemos que o conhecimento científico em movimento dinâmico vai
continuamente estabelecendo rupturas na forma de conhecer, construir
tecnologias, elaborar métodos e se relacionar com outros tipos de conhecimento. 

1.1.1 O que é ciência? O que é conhecimento científico?


A ciência provê seu arcabouço de conceitos e definições a partir do que acontece
na sociedade, constituindo-a em uma importante fonte para sua criação. No
entanto, vale ressaltar que nem tudo que acontece na sociedade é abordado pela
ciência. Apesar de relevantes, os conhecimentos sociais, de senso comum ou
popular, mantêm-se, mas, em muitos casos, não são objetos de investigações
científicas.
VOCÊ SABIA?
Desde os avanços da cibernética, a ciência propôs a descrição do funcionamento
do sistema nervoso e do raciocínio humano mediante um modelo de lógica
matemática, uma vez que muitos são os campos dedicados ao estudo das ciências
cognitivas. A Neurociência, a Biologia do Conhecimento e a Inteligência Artificial,
por exemplo, utilizam-se do rigor da metodologia científica para continuamente
contribuir com a criação do conhecimento.

Dessa forma, definir a ciência consiste em uma tarefa complexa, pois, já que a
sociedade é mutável, muitos de seus conceitos são efêmeros ou imprecisos. Demo
(1995) reconhece que na ciência nada é mais controverso do que sua definição.
Diante disso, o autor estabelece critérios possíveis para a condição definidora do
que se pode chamar de ciência: a coerência entre argumentação, o corpo
sistemático bem conduzido até suas conclusões congruentes entre si e entre as
premissas iniciais, a consistência argumentativa e sua atualidade, a originalidade
criativa e a objetivação como busca incessante da realidade (ainda que parcial e
provisória). Esses fatores, individualmente, mostram a complexidade de definição
do tema, e, quando se reúnem em um mesmo estudo, possuem o poder de
comprometer completamente qualquer pesquisa.
Apesar de apresentar os fatores limitantes à definição de ciência, é possível
encontrar entre pesquisadores e estudiosos um esforço autêntico no sentido de
encontrar parâmetros capazes de definirem esse termo. Assim, para Gil (2011, p.
02), a ciência pode ser considerada “[...] uma forma de conhecimento que tem por
objetivo formular, mediante linguagem rigorosa e apropriada — se possível, com
auxílio da linguagem matemática —, leis que regem os fenômenos”. 
A definição supracitada indica claramente que a realidade não é ampla, profunda
e integralmente explicada em uma pesquisa, mas, sim, na sucessão de pesquisas,
pois são os diferentes e descontínuos enfoques que oferecem uma visão mais
ampla de compreensão da sociedade, sendo amparados por métodos que
robustecem a ciência.
Ainda sob o prisma conceitual, a história do conhecimento científico reconhece o
pensamento científico em suas diferentes e descontínuas formas, não como uma
evolução linear e um progresso sucessivo, mas “[...] como resultado de diferentes
maneiras de conhecer e construir os objetos científicos, de elaborar métodos e
inventar tecnologias” (CHAUI, 2010, p. 223).

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Figura 2 - O
desenvolvimento científico e o tecnológico transformam a sociedade e a vida no planeta. Fonte:
Wichy, Shutterstock, 2018.

O fato é que podemos reiterar que a ciência evolui tal e qual a sociedade por não
haver sentido no afastamento da segunda em relação à primeira, uma vez que a
ciência influencia e é simultaneamente influenciada pela economia, pela política,
pela moral e por tudo que acontece na sociedade. Assim, a ciência busca
elementos para a construção do conhecimento, o que ocorre em todas as áreas,
fazendo com que ele seja algo amplo e complexo, mas fundamental para o
desenvolvimento da espécie humana.
O quadro a seguir apresenta alguns exemplos de tipos de conhecimentos e suas
aplicações.

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Quadro 1 - Tipos de conhecimentos e suas aplicações. Fonte: Elaborado pelo autor, baseado em
Feliciano, 2013, p. 44.

O quadro indica a íntima relação da ciência com a sociedade para a criação do


conhecimento científico, oferecendo claros sinais da amplitude do conhecimento.
Além disso, podemos concluir que o conhecimento científico não é o único
existente, além de não ser o único que depende de instrumentos metodológicos
para ser aferido.
Magalhães (2005) considera que o Homem faz uso do conhecimento para
transformar o meio em que vive, mantendo-se dominante na natureza. Isso
decorre da sua capacidade intelectual de fazer uso do conhecimento para o
desenvolvimento da espécie.
Para reforçar a ideia de que há amplas relações entre a sociedade e a ciência — e
que o conhecimento popular ou de senso comum é relevante na constituição do
conhecimento científico —, Francelin (2004, p. 30) afirma que “[...] os conceitos
nascem do cotidiano, são apropriados pelo meio científico e tornam-se científicos
ao romperem com esse cotidiano, com esse senso comum”. Dessa forma, vale
destacar que, na relação entre sociedade e ciência, considerando situações
coloniais, os conhecimentos dos colonizadores se tornaram dominantes, ao passo
que os conhecimentos dos colonizados se tornaram subjugados, esquecidos ou
desprestigiados. 

VOCÊ QUER VER?


A aventura cibernética Matrix, de Lana Wachowski e Lilly Wachowski, é um clássico do cinema na
abordagem de temas como conhecimento e ciência. Matrix, nesse caso, representa um sistema
inteligente e artificial (criatura) que destrói a inteligência criadora (criador) e, assim, instaura a dúvida
entre a realidade e a ilusão de um mundo real.

Com isso, podemos afirmar que o conhecimento científico não é definitivo,


portanto, é provisório, podendo ligar um conhecimento ao outro, evidentemente,
a partir de novos estudos. Para os atores do senso comum, seus conceitos e
conhecimentos são definitivos, sendo que as modificações são difíceis de serem
percebidas, justamente pela ausência de aplicação de método que afere essas
mudanças.
Em ciências, os movimentos e as transformações se dão mediante a consistência
das questões formuladas, da curiosidade em conhecer, da incerteza diante dos
fenômenos, da lucidez em propor aos problemas naturais, físicos ou sociais outras
possibilidades de investigação. Dessa forma, ciência e conhecimento científico se
utilizam de processos metodológicos para a expansão das fronteiras da ciência,
acolhendo todas as oportunidades para o avanço científico. 

1.2 Metodologia como processo de


pesquisa
Você já imaginou como é complexo estudar a cultura de diferentes povos, o
melhoramento genético de plantas e animais ou o próprio comportamento
humano? Será que é possível desenvolver atividades sem registrá-las em
detalhes? 
Na verdade, não é possível para nós, seres humanos, executarmos tarefas
complexas sem entendermos sua lógica, e isso é proporcionado ou facilitado pela
aplicação de métodos. O registro das atividades de pesquisa são requisitos
importantes em qualquer abordagem metodológica, mas, antecipadamente, é
comum não registrarmos tudo, e isso não é feito de má fé, mas porque o ser
humano possui uma grande dificuldade de colocar no papel o que está pensando
ou o que testemunha, sendo este um fator limitador mitigado pelo método
científico. Entre seus objetivos, ele facilita a estruturação, o planejamento, o
desenvolvimento, a execução e a análise em uma pesquisa. 
Antes de evoluirmos na discussão conceitual sobre o método, é importante saber
o que é pesquisa. Segundo Magalhães (2005), pesquisar significa “buscar”,
“inquirir”, consistindo em uma atividade que necessita de trabalho manual e
mental. Assim, se por meio do método é criado o conhecimento científico, este,
por sua vez, é fundamentado por teorias, que, na visão de Magalhães (2005, p. 34)
significa “ver”, ou seja, “A teoria é uma visão generalizada de fenômeno de
qualquer natureza, que possa ser comprovado de alguma forma [...]”. Essa forma
de comprovação das visões generalizadas ocorre por meio do emprego do
método.
Todo método requer registros que identifiquem o passo a passo de uma pesquisa
em suas diferentes etapas, por isso, muitos autores definem método como o
caminho trilhado em uma pesquisa. Segundo o Houaiss (2004, p. 494), método
significa “[...] procedimentos, técnica ou meio para atingir um objetivo; processo
organizado de ensino, pesquisa, apresentação, etc.”.

VOCÊ SABIA?
O método é uma ordem que você deve dispor para que tenha seu curso natural.
Destaca-se que quando o pesquisador tem segurança de que os objetivos
específicos atendem o objetivo geral, respondendo à pergunta ou ao problema de
pesquisa, há condições de se iniciar a pesquisa. Dessa forma, uma pesquisa bem
elaborada pode contribuir e revolucionar a ciência (são raras). Contudo, uma
pesquisa em que os elementos metodológicos não mantêm interação, tende a
marcar a vida do pesquisador como seu grande fracasso.

A aplicação do método nas pesquisas também objetiva sistematizar dados e


informações por meio de processos cientificamente reconhecimentos, visando a
criação de um conhecimento novo, a partir do conhecimento existente. Não
estamos tratando de substituições de conhecimentos, mas de agregação e
contribuição da ciência à sociedade.
A meta de toda equipe esportiva é vencer, mas você sabe que para reunir um time
de vencedores é preciso criar condições para que sejam reunidas competências
que se complementam, não é? Além disso, se faz necessário o planejamento, a
estratégia, os planos e a tática. Ou seja, não é suficiente jogar e ter sorte, uma vez
que é preciso ser metódico. Nesse sentido, Magalhães (2005, p. 19) afirma que o
conhecimento não surge do nada, “[...] mas sim, do legado cultural que cada um
de nós recebe na vida”. Por isso, é possível afirmar que cada pessoa é dotada de
conhecimentos, mas, para torná-los cientificamente reconhecidos, é necessário o
domínio de instrumentos metodológicos e do entendimento das técnicas de
pesquisa, bem como da pesquisa por si como um processo de criação do
conhecimento.
Sem dúvida alguma, mesmo considerando e reconhecendo a existência de
conhecimento fora do âmbito científico, deve-se destacar dois aspectos: o
primeiro diz respeito a necessidade precípua da aplicação de um método para que
o conhecimento resultante de uma pesquisa tenha reconhecimento científico; em
segundo lugar, na academia, produz-se conhecimento científico, portanto, há a
necessidade de conhecimento e aplicação de métodos para as pesquisas nas
diversas áreas.
Dessa forma, a metodologia científica aplicada exige dos pesquisadores, mais do
que conhecimentos sobre o método e a área, temas ou assuntos pesquisados,
muita disciplina para não extrapolar os limites, não ser prolixo ou sintético nos
registros. Isto é, na pesquisa, o método facilita a compreensão do pesquisador
sobre o fenômeno ou o evento investigado.

VOCÊ O CONHECE?
Gareth Morgan possui uma biografia interessante, cujas contribuições para as reflexões sobre métodos
de pesquisa são amplamente reconhecidas na academia. Em sua obra “Imagens da Organização”, de
2002, o professor faz uma abordagem pragmática da aplicação de diferentes escolas do método
científico, como o materialismo histórico, o positivismo e a fenomenologia. Vale a pena conferir!

Sem o método, há dificuldades de compreensão ampla e profunda dos fenômenos


ou eventos que ocorrem na sociedade, e isso acontece por vários motivos, desde a
falta de conhecimento de causas e efeitos, passando pela falta de argumentos e
chegando, por exemplo, à não percepção de relações entre eventos ou
fenômenos.
Nesse sentido, podemos afirmar que a aplicação de métodos científicos amplia a
capacidade de visão do pesquisador sobre o objeto de pesquisa, facilita a
compreensão e a análise dos resultados da pesquisa, amplia a compreensão sobre
o tema, permite a descoberta de novos assuntos e campos de pesquisa e amplia a
visão de mundo dos pesquisadores e leitores. O método científico, portanto,
torna-se essencial para o desenvolvimento de qualquer pesquisa, sendo
fundamental na criação do conhecimento.
Figura 3 - A disponibilidade de dados contribui para o avanço do conhecimento científico. Fonte: ESB
Professional, Shutterstock, 2018.

Podemos entender, então, que não importa se a pesquisa é de caráter qualitativo


ou quantitativo, se terá uso de bancos de dados para o processamento, se os
dados serão coletados por meio de modernos instrumentos tecnológicos ou se em
um caderno ou prancheta. O importante mesmo é a escolha correta do método, a
aplicação adequada de seus instrumentos e a postura ética do pesquisador, bem
como a congregação de aspectos que levam ao desenvolvimento suave, natural e
sem percalços de uma pesquisa. 
Atualmente, os conhecimentos retratam com maior fidelidade a realidade da
sociedade, que, por sua vez, consegue perceber com mais clareza sua
aplicabilidade para o seu próprio desenvolvimento. A pesquisa baseada em
métodos fez evoluir consideravelmente a ciência, afastando o empirismo
exacerbado de outros tempos. 
Inspirado em Magalhães (2005), consideramos que a ciência e a pesquisa devem
muito ao empírico, à observação do fato ou evento em sua essência. No entanto, o
perigo do empirismo consiste em tornar uma verdade absoluta naquilo que se
experimenta pelos sentidos, que faz parte da percepção individual: “Os sentidos
são nossa interface com a realidade, mas são também a origem dos enganos para
nosso conhecimento, e que não há tantas realidades quanto existem diferentes
olhares” (MAGALHÃES, 2005, p. 30). 
No atual momento, o rigor metodológico nas pesquisas afasta esse perigo típico
do empirismo, qual seja a verdade universal a partir do olhar individual.
Respeitados os elementos, a pesquisa tende a gerar conhecimentos relevantes por
meio de resultados atraentes, permitindo o surgimento de novas relações de
conhecimentos e campos de atuação para a pesquisa com o emprego do método.
A metodologia como processo científico é múltipla e diversificada, a ponto de
abranger todos os procedimentos considerados úteis pelos cientistas. Exige,
então, disciplina, clareza, atenção e domínio do campo de investigação para a
escolha da metodologia mais adequada às condições da pesquisa a ser realizada.
Assim, desde o pesquisador iniciante ao mais experiente, percorrer as etapas da
pesquisa científica se torna fundamental. 

1.3 Etapas da pesquisa científica:


escolha do tema e problema
Ver um filho entrar para uma universidade é o sonho da maioria dos pais, certo? Os
jovens fecundam essa ideia durante o Ensino Médio, sendo que, após isso, surgem
os vestibulares, as tensões, as festas e as alegrias. Ou seja, diversos sentimentos
afloram quando esses indivíduos são aprovados para entrarem no Ensino
Superior, quando fazem a matrícula na primeira fase de um curso de graduação.
Contudo, muitos estudantes não sabem sobre qual tema e problema de pesquisa
devem escrever em seus trabalhos de conclusão de curso (TCC). Para falar a
verdade, a maioria não conhece a metodologia científica, mas os perseverantes
que chegarem ao final do curso terão que escrever um trabalho baseado em uma
pesquisa acadêmica, com aplicação de método, orientação e defesa.
No mundo acadêmico, especialmente na graduação, o professor orientador
precisa ser paciente para compreender que os estudantes não possuem o preparo
suficiente para entender teoricamente o método. Além disso, muitos professores
conhecem os procedimentos metodológicos, mas poucos conhecem os métodos
científicos, sendo que esse aspecto é muito importante quando ocorre o processo
de orientação de TCC, em que o professor precisa compreender o tema e o
problema propostos pelo estudante para identificar a melhor abordagem
metodológica para a pesquisa a ser feita.

VOCÊ QUER LER?


A relação entre orientador e orientando durante o processo de pesquisa precisa ser transparente,
honesta e ética, ou seja, uma cumplicidade que possui data de início e término no relacionamento.
Sem dúvida, essa relação e o próprio processo de orientação possui dificuldades. O texto “Dificuldades
do processo de orientação em trabalhos de conclusão de curso (TCC): um estudo com os docentes do
curso de Administração de uma instituição privada de Ensino Superior” traz algumas das dificuldades
que podem ser resolvidas nesse processo. Você pode ler na íntegra em: <
(http://www2.ifrn.edu.br/ojs/index.php/HOLOS/article/viewFile/1011/1147)http://www2.ifrn.edu.br/ojs
/index.php/HOLOS/article/viewFile/1011/1147
(http://www2.ifrn.edu.br/ojs/index.php/HOLOS/article/viewFile/1011/1147)>.

O tema e o problema de pesquisa podem até parecer fáceis de serem idealizados,


mas a dificuldade está em escrevê-los e, principalmente, descrevê-los. Por isso,
quanto mais bem preparado for o professor orientador, menos conturbada será a
passagem do estudante pela fase de pesquisa para o TCC. Contudo, é lógico que o
estudante orientando, apesar de inúmeros autores afirmarem que precisam agir
com independência, por atividade e maturidade na relação com os orientadores,
isso, na verdade pouco acontece. Por certo, há uma saudável relação de
dependência, e isso não ocorre apenas em termos de conhecimentos. Isso
significa que o professor é possuidor de um espectro de conhecimento mais
robusto que o aluno. 

VOCÊ QUER VER?


O filme Sociedade dos Poetas Mortos, de Peter Weir, lançado em 1989, exibe uma crítica poética e bem
ilustrada sobre a educação tradicional nos Estados Unidos, na década de 1950; a educação centrada na
autoridade do professor, sendo repetitiva e mecânica; e uma visão de educação para a liberdade de
pensamento, para o estímulo à curiosidade investigativa. Vale a pena conhecer melhor o enredo.

Com pouca experiência e sem grandes estímulos institucionais, isso acaba por
limitar a visão de mundo do estudante, sendo aspectos determinantes para
equívocos na definição do tema e problema de pesquisa. A compreensão mais
ampla e profunda do método científico requer tempo de maturação, esforço e
dedicação aos estudos, condições facilitadoras à árdua tarefa da pesquisa. Esses
aspectos agem, por outro lado, como facilitadores para o robustecimento da visão
de mundo, que consiste em um importante fator nas decisões a serem tomadas.
Jovens estudantes podem até implicitamente saber o querem pesquisar, mas,
para terem certeza, sobretudo da viabilidade da pesquisa, no amplo sentido do
termo, Magalhães (2005, p. 33) sugere que pensem em quatro perguntas: “O que
vai ser observado? Que técnicas serão usadas na observação? Como será
registrada a observação? Como evitar erros gerados pela observação e
interpretação da observação?”. Dessa forma, no dizer de Tunes, Melo e Menezes
(2000, p. 98), é “[...] necessário que o pesquisador saiba escolher o problema de
pesquisa, aja com iniciativa e independência do orientador, tenha imaginação
criativa e outras qualidades semelhantes”.
Essas perguntas nos permitem afirmar que a boa escolha do método tende a
respondê-las com certa facilidade, mas, antes do método, é fundamental o
conhecimento amplo e aprofundado sobre o tema da pesquisa, pois é dessa forma
que se define com clareza o problema.
A seguir, vejamos o relato de experiência do professor Macêdo (2004) sobre os
estudos apresentados em sua tese de doutorado no Departamento de Ciências da
Educação da Universidade de Paris VIII.

CASO
O objetivo principal da tese de Macêdo foi a análise de dois programas de
educação infantil públicos, em instituições localizadas em bairros
periféricos de Salvador, na Bahia, sendo um de concepção compensatória
e outro de concepção comunitária.

Mas como ele fez para chegar a esse objetivo?


O professor relata que após discutir em sua dissertação de mestrado a
temática da educação infantil pública, cuja concepção supõe a educação
como forma de compensar possíveis deficiências intelectuais, afetivas e
culturais; foi instigado a aprofundar o estudo acerca das pedagogias
compensatórias, refletindo sobre a natureza dessa concepção em sua
própria formação e prática.

Esse aprofundamento de estudos o levou a conhecer diferentes programas


de educação pré-escolar, oferecidos por organizações comunitárias em
bairros da periferia de Salvador. Assim, o professor chegou à questão
norteadora do estudo do doutorado “[...] através da análise de programas
pré-escolares públicos concretos, como emergem e se dinamizam as
perspectivas compensatória e comunitária em educação pré-escolar
pública” (MACÊDO, 2004, p. 236).

Com isso, podemos entender que o problema precisa ser bem definido e
delimitado, necessitando de objetividade para ser estruturado
metodologicamente. O conhecimento profundo do tema permite ao pesquisador
navegar em águas calmas. Contudo, um problema definido sem critérios tende a
gerar confusões conceituais e equívocos teóricos, limitações de ordem para a
pesquisa, levando, comumente, o pesquisador a desistir do trabalho.
Bonin (2010, p. 06) considera que, no processo de construção da problemática, 

[...] é preciso trabalhar o olhar para operar com sensibilidade e abertura para o
concreto investigado. O olhar atento, aberto e reflexivo capacita a perceber que os
objetos concretos podem oferecer resistências, “restos” que não se deixam
enquadrar nas proposições explicativas com as quais vamos operando.
Figura 4 - Etapas do processo de desenvolvimento do método científico. Fonte: Andrea Danti,
Shutterstock, 2018.

A escolha do problema de pesquisa não é neutra, nem desinteressada, uma vez


que se relaciona com condições práticas de produção, fontes de financiamento e
condições institucionais. Isso porque muitas dessas pesquisas respondem a
demandas de empresas, órgãos governamentais, institutos de pesquisa, centros
de tecnologia ou instituições educacionais. 
A formulação do problema de pesquisa é sempre um desafio que se impõe ao
pesquisador. É recomendado fazer a formulação do problema na forma
interrogativa, sendo que essa estrutura poderá favorecer a finalização do trabalho
no momento de apresentação das conclusões, mediante a resposta ao
questionamento inicial. Contudo, outras formas de enunciado do problema são
encontradas na literatura científica também. 
O problema de pesquisa em si deve ser viável e adequado a investigação, dentro
das condições práticas de sua execução, como tempo, recursos materiais,
humanos e financeiros. Características relevantes são a clareza e a precisão com
que são empregados os termos na formulação do problema, devendo guardar
coerência e coesão dentro do campo de conhecimento delimitado, além de
informar os limites de sua aplicabilidade. Os cuidados com os princípios éticos
devem ser observados na formulação da pesquisa científica em todas as suas
etapas.
Ter a real percepção de um problema é bem mais complexo do que “achar” que
sabe da existência dele. Para o pesquisador, o problema precisa ser relevante
cientificamente, socialmente, economicamente ou ambientalmente, isto é, ter
relevância para a sociedade. Mas, também, dependendo do tipo de conhecimento
criado sobre o problema, o pesquisador poderá optar em descrever aspectos
relacionados e possíveis soluções. Assim, a pesquisa poderá ampliar as discussões
sobre o problema, sem efetivamente resolvê-lo. Por isso, lembre-se de que o
conhecimento é construído e que, muitas vezes, propor a resolução de um
problema pode trazer frustrações. Dessa forma, tema e problema assumem
importância no escopo de uma pesquisa, pois oferecem notoriedade à própria
pesquisa e ao pesquisador, encontram reconhecimento e relevância por parte da
sociedade, possuem escopo metodológico que os fundamentam e reúnem
elementos para a viabilidade de uma pesquisa. 
Na construção metodológica da pesquisa, a articulação entre escolha do tema e a
formulação do problema são o substrato necessário às etapas seguintes de
definição dos objetivos geral e específicos.  

1.4 Etapas da pesquisa científica:


objetivos
Você já pensou sobre o motivo de definirmos objetivos em uma pesquisa científica
ou em um trabalho acadêmico? 
Ao definir os objetivos de um trabalho, você pode apresentar uma abordagem
histórica, ser descritivo ou trazer um propósito para o objeto geral, que possui
intimidade com o problema e com o tema. Pense, também, que os objetivos
específicos são definidos para estabelecerem etapas e nortearem procedimentos
de pesquisa, a fim de alcançar o objetivo geral.
Além disso, vale ressaltar que não se concebe projetos de pesquisa científica ou
acadêmica apenas para vermos seus objetivos comprovados, mas, sim, para que
demonstre a relevância do tema, a potencialidade do problema para novas
investigações e a possibilidade de novos conhecimentos que podem ser criados.

VOCÊ SABIA?
Os métodos de verificação do conhecimento possuem uma história ao longo do
tempo. Além disso, os instrumentos de validação do conhecimento sofreram e
sofrem mudanças em cada época. A posição ocupada pela tradição oral na
validação e na confiabilidade do conhecimento foi substituída pela escrita,
contudo, essa transição foi lenta e gradual. Burke (2016, p. 101) apresenta como
exemplo uma disputa entre o rei Henrique I e o arcebispo Canterbury, no século XII,
em que os defensores do rei se referem a uma carta enviada pelo papa em apoio ao
arcebispo como “[...] nada mais do que um pergaminho de pele de ovelha marcado
com tinta preta”, indigno de comparação com as falas de três bispos. Atualmente,
escrita e tradição oral ocupam espaço como instrumentos de validação e
confiabilidade do conhecimento.

Com isso, na pesquisa científica, é de fundamental importância relacionar o


objetivo ao problema e às hipóteses, posto que, no final, o pesquisador constata
que cada um desses elementos responde o outro. Sobretudo, quando se trata de
pesquisadores com pouca experiência, convém ao orientador o papel de
efetivamente debater e atuar, visando a evitar um dos erros mais comuns nos
trabalhos acadêmicos: transcrever o problema no objetivo, fazendo o famoso jogo
de palavras por meio de sinônimos. Esse é um risco que, se não for percebido,
tende a colocar em cheque qualquer pesquisa.
Você deve ter claro, também, que a relação entre o problema e o objetivo será
mantida durante todo o processo de pesquisa, por isso, são complementares. Essa
complementariedade fica evidente na dificuldade em formular os objetivos.
Conforme apresenta Minayo, Deslandes e Gomes (1994, p. 42), em uma pesquisa
científica, é possível a formulação de um objetivo geral “[...] de dimensões
amplas”, complementados por outros objetivos específicos. 
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Figura 5 -
Características dos tipos de objetivos geral e específicos aplicados em pesquisa científica. Fonte:
MINAYO, DESLANDES e GOMES, 1994, p. 42.

Ademais, vale dizer que o exercício de elaboração dos objetivos é complexo, por
isso, o pesquisador deve ter sempre em mente o problema de pesquisa, caso
contrário, tende a cometer outro erro comum: dividir o objetivo geral entre os
objetivos específicos, enquanto que, conforme caracterizado, os objetivos
específicos são etapas para se alcançar o objetivo geral. Aliás, não pense que esse
tipo de erro é cometido apenas por pesquisadores inexperientes, uma vez que
ocorre com estudantes de graduação, especialização, mestrado e doutorado.
Objetivos realistas não são definidos de forma displicente ou apenas escritos para
satisfazer uma etapa do projeto de pesquisa, por isso, também é importante
dimensionar a contribuição do trabalho de pesquisa para a ciência. Isso significa
que, de forma geral, todas as pesquisas oferecem contribuições, mas
pouquíssimas revolucionam a ciência, pois esse não é o objetivo máximo da
pesquisa, mas, sim, o primeiro, que é robustecer a ciência e criar conhecimento
novo.
VOCÊ QUER LER?
Você pode aprender um pouco mais sobre a complexidade, os requisitos e a importância do processo
de elaboração de objetivos para uma pesquisa com a leitura do texto “Como Elaborar Objetivos de
Pesquisa”, de Sandra Mattos. Ele está disponível em:
<http://unesav.com.br/ckfinder/userfiles/files/Como%20elaborar%20Objetivos%20de%20Pesquisa.pdf
(http://unesav.com.br/ckfinder/userfiles/files/Como%20elaborar%20Objetivos%20de%20Pesquisa.pdf
)>.

Como você sabe, os objetivos de uma pesquisa podem oferecer possibilidades


interessantes para a pesquisa, mas, também, podem significar uma cilada, ou seja,
tornar o trabalho sem efeito e genérico, cujo desdobramento é perceptível na
vulnerabilidade das conclusões. Nesse contexto, Larocca, Rosso e Souza (2005, p.
126-127) apresentam categorias de objetivos de pesquisa, conforme identificados
no quadro a seguir.

Quadro 2 - Classificação geral das categorias de objetivos de pesquisa. Fonte: Elaborado pelo autor,
baseado em LAROCCA, ROSSO e SOUZA, 2005.
O objetivo de um projeto de pesquisa enfatiza a verdadeira expressão do
significado da pesquisa, contudo, ele não é determinante para o êxito, mas, de
forma isolada, pode fragilizar significativamente uma pesquisa.
Sendo assim, a metodologia científica, desde sua criação histórica e social, tem
contribuído de forma significativa para a criação do conhecimento de maneira
sistemática, rigorosa e racional, desenvolvendo e aplicando métodos e
tecnologias capazes de proporem soluções a problemas e questões emergentes e
contemporâneos. 

Síntese
Você concluiu os estudos sobre a contribuição da metodologia científica para a
criação do conhecimento. Com essa discussão, esperamos que você se sinta
competente para definir um projeto de pesquisa, distinguir os diferentes tipos de
conhecimento, refletir sobre as etapas da pesquisa e compreender a relação
estabelecida entre tema, problema e objetivos na pesquisa científica. 
Neste capítulo, você teve a oportunidade de:
entender os princípios da ciência e do conhecimento científico;
analisar as relações do conhecimento científico com a sociedade;
entender a metodologia científica como um processo de pesquisa;
compreender o que são tema e problema de pesquisa;
compreender o que são os objetivos de uma pesquisa;
identificar temas, problema e objetivos de pesquisa.

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