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EXERCÍCIO NEGÓCIO JURÍDICO

1- Defina fato jurídico.


Define-se como todo acontecimento da vida que o ordenamento jurídico
considera relevante para o direito, mesmo que seja um fato ilícito.

2- Conceitue fortuito e força maior.


Fortuito é o evento proveniente de ato humano, imprevisível e inevitável,
que impede o cumprimento de uma obrigação, tais como: a greve, a guerra
etc.
Força maior é um evento previsível ou imprevisível, porém inevitáve l,
decorrente das forças da natureza, como o raio, a tempestade etc.

3- Defina ato-fato jurídico.


É definido como a quela ação humana que a lei encara como fatos, sem
levar em consideração a vontade, a intenção ou a c onsciência do agente,
demandando apenas o ato material predeterminado. Tal ato não é
buscado nem imaginado pelo agente, mas decorre de uma con duta
socialmente reconhecida ou sancionada pela lei.
Ex.: caso de uma pessoa que acha, casualmente, um tesouro.

4- Defina ato jurídico em sentido estrito.


No ato jurídico em sentido est rito, o efeito da manifestação da vontade
está predeterminado na lei não havendo, por isso, qualquer dose
de escolha da ca tegoria jurídica . A ação humana se baseia não numa
vontade
qualificada, mas em simples intenção. Ex.: reconhecimento de filho, uso
de uma
coisa, notificação que constitui em mora o devedor etc.

5- Conceitue negócio jurídico.


Segundo Miguel Reale, negócio jurídico é aquela espécie de ato jurídico
que, além
de se originar de um ato de vontade, implic a a declaração expressa da
vonta de,
instauradora de uma relação entre dois ou mais sujeitos tendo em vista
um objetivo
protegido pelo ordenamento jurídico.
Para Renan Lotufo, negócio jurídico é o meio para realização da
autonom ia
privada, ou seja, a atividade e potestade criadoras, modificadoras ou
extintoras de
relações jurídicas entre particulares.

6- Quais os elementos de existência do negócio jurídico?


Os requisitos de ex istência do negócio jurídico são os seus elementos
estruturais,
sendo:
(1) Declaração de vontade : pressuposto básico do negócio jurídico e é
imprevisível que
se exteriorize. Somente a vonta de que se exteriori za é considerada
suficiente
para compor suporte fático de negócio jurídico. A vontade que
permanece
interna, como a reserva mental, não serve a esse desiderato . A vontade
é um
elemento de caráter subjetivo, que se revela através da declaração.
(2) Finalidade negocial : é o proposito de adqui rir, conservar, modifica r
ou ex tinguir
direitos. Sem essa intensão, a manifestação de vontade pode desenca
dear

determinado efeito, preestabelecido no ordenamento jurídic o, praticando o


agente, então, um ato jurídico em sentido estrito.
(3) Idoneidade do objeto: o objeto deve ser idôneo, isto é, deve a presentar
os requisitos
ou qualidades que a lei exige para que o negócio produza os efeitos desejados.

7- Quais os requisitos de validade do negócio jurídico?


Os requisitos de validade do negócio jurídico, de caráter geral, são elencados
no art.
104 do Código Civil, que dispõe:
I- agente capaz;
II- objeto lícito, possível, determinado ou determinável;
III- forma prescrita ou não defesa em lei.”
Cumpre ressaltar que se o negócio jurídico possui todos os requisitos
listados
acima, este é valido e dele decorrem os mencionados efeitos almejados
pelo agente.
Se, porém, falta-lhe um d esses requisi tos, o negócio é invá lido, não
produz o efeito
jurídico em questão e é nulo ou anulável.
8- Quais são os elementos acidentais do negócio jurídico? Conceitue-os.
Elementos acidentais são os que acresce ntam à figura típica do a to
para mudar -lhe
os respectivos efeitos. Sã o cláusulas que, apostas a negócios jurídicos
por
declaração unilateral ou pela vontade das partes, acarretam modificações
me sua
eficácia ou em sua abrangência.
São três os elementos acidentais do negócio jurídico no direito brasileiro,
sendo:
(1) Condição: é a disposição acessória que subordina a eficácia, total
ou parcial, do
negócio jurídico a acontecimento futuro e incerto. Da sua ocorrência depende o
nascimento ou a extinção de um direito.
(2) Termo: é o dia ou momento em que come ça ou se extingue a eficá cia
do negócio
jurídico, podendo ter como unidade de medida a hora, o dia, o mês ou
o ano.
Termo convencional é a cláusula contratual que subordina a eficácia do
negócio
a evento futuro e certo. Assim sendo, dispõe o art. 131 do Código Civil:
“O
termo inicial suspende o exercício, mas não a aquisição do direito”.
(3) Encargo: é uma determinação que, imposta pelo autor de
liberalidade, a esta
adere, restringindo-a. É cláusula acessória à s liberalidades pela qual se
impõe
uma obrigação ao beneficiário.
Segundo Vicente Ráo, a indicação no Código Civil da condição, termo e
encargo
não é taxativa, de modo que podem as partes criar elementos
acessórios outros, desde que não contrariem a ordem pública, os
preceitos imperativos de lei, os bons costumes e os elementos essenciais
do negócio.
9- Quais são as causas de nulidade do negócio jurídico e suas
consequências?
Nulidade é a sanção imposta pela lei aos atos e negócios jurídicos
realizados sem observâncias dos requisitos essenciais, impedindo-os de
produzir os efeitos que lhes são próprios. É nulo quando ofende preceitos
de ordem pública , que interessam à sociedade. Assim, quando o
interesse público é lesado, a sociedade o repele, fulminando-o de
nulidade , evitando que venha a produzir os efeitos esperados pelo
agente.

10- Defina simulação.


É a declaração falsa, enganosa, da vontade, visando aparentar negócio diverso
do efetivamente desejado. É uma declaração enganosa da vontade, visando
produzir efeito diverso do ostensivamente indicado.
Negócio simulado, assim, é o que tem aparência contrária à realidade. A
simulação é produto de um conluio entre os contratantes, visando obter efeito
diverso daquele que o negócio aparenta conferir.

11- Quais as causas de anulabilidade do negócio jurídico?


Anulabilidade é a sanção imposta pe la lei a os atos e negócios jurídicos
realizados por pessoa relativamente inc apaz ou eivados de algum vício do
consentimento ou vício social. Por não concernir a questões de interesse
geral, de ordem públic a, como a nulidade, é prescritível e admite
confirmação, como forma de sanar o defeito que a macula.
É também causa de anulabilidade a falta de assentimento de outrem que
a lei estabeleça como requisito de validade.