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Como elaborar artigos

André Figueiredo Rodrigues

Apresentação

No ensino superior, o desenvolvimento científico é marcado pelos atos de pesquisar, refletir e


escrever. Pesquisar pode ser compreendido como buscar conhecimentos sobre um determinado
assunto, sob a forma de leituras, observações de fenômenos e análise de documentos. Refletir é a
análise das informações obtidas na fase de pesquisa para aumentar ou gerar novos conhecimentos.
Para divulgar esses conhecimentos, entra o ato de escrever.
Das várias formas de divulgação escrita dos avanços do conhecimento, escolhemos uma: o
artigo científico. Este livro apresenta os elementos que constituem a estrutura de um artigo, bem
como apresenta as regras gerais de elaboração do resumo, do corpo do texto, da redação, dos
aspectos gráficos, das citações e das referências: o passo a passo na elaboração de um artigo.
Um alerta ao leitor: este livro não pretender dar fórmulas mágicas para se elaborar um artigo,
até porque elas não existem. O que se fez foi explicitar algumas rápidas instruções de como redigir e
apresentar artigos para publicação em revistas acadêmicas. Não existem modelos prontos a serem
seguidos na confecção de um artigo, pois a explanação das ideias e a realidade das pesquisas são
diferentes de pessoa para pessoa. O que não se altera é a formatação a ser seguida na apresentação
de um artigo. O seu conteúdo, através da escolha do assunto, do objeto de estudo, da pesquisa
bibliográfica, do estabelecimento dos objetivos e hipóteses, da justificativa, da definição da
metodologia e do problema a ser estudado, é totalmente individual e cabe a cada um dos
autores/pesquisadores definir o caminho que seguirão, com seus avanços e recuos.
As orientações apresentadas baseiam-se nas normas da Associação Brasileira de Normas
Técnicas (ABNT) e em livros de Metodologia e Redação de ampla aceitação acadêmica.
Boa leitura!

1. O que é um artigo?
2

É um texto científico escrito por um ou mais autores, com a finalidade de divulgar e tornar
conhecidos, através de sua publicação em revistas, jornais ou periódicos especializados, as ideias, os
métodos, as técnicas, os processos e os resultados de estudos e pesquisas.
O artigo pode ser:
 original, quando apresenta temas e abordagens inéditas, resultantes de pesquisa científica,
como relatos de caso, comunicação ou notas prévias;
 de revisão, quando analisa, discute e resume um assunto já publicado.

O conteúdo de um artigo pode ser variado, como:


 versar sobre um estudo pessoal, uma descoberta ou desenvolver um enfoque contrário ao já
conhecido;
 oferecer soluções para questões controversas;
 levar ao conhecimento do público especializado ideias novas, sondagens de opiniões ou
atualização de informes;
 abordar aspectos secundários, levantados em alguma pesquisa, mas que não seriam
utilizados na mesma. (LAKATOS; MARCONI, 1992, p. 86)

2. Estrutura do artigo

A estrutura do artigo compõe-se de elementos pré-textuais, textuais e pós-textuais.


Quadro 1 – Modelo de estrutura do artigo
Estrutura Elementos

Título e subtítulo do artigo


Autoria
Resumo na língua vernácula
Pré-textuais
Palavras-chave na língua vernácula
Resumo em língua estrangeira
Palavras-chave em língua estrangeira

Texto
 Introdução
Textuais
 Desenvolvimento
 Conclusão

Nota(s)
Referências
Pós-Textuais Glossário
Apêndice(s)
Anexo(s)
3

2.1. Elementos pré-textuais

São os elementos que antecedem o texto com informações que auxiliam a identificação do
artigo.

2.1.1. Título

É a expressão que identifica o conteúdo do artigo. Deve ser breve, claro e conciso e descrever
adequadamente o assunto do artigo.
O título e subtítulo (se houver) devem figurar na página de abertura do artigo, diferenciados
tipograficamente, separados por dois-pontos ( : ) e no idioma do texto.
Não se coloca ponto final em títulos e no caso de tradução, o título e o(s) nome(s) do
tradutor(es) devem constar em nota de rodapé.
No título deve se evitar o uso de gírias, neologismos, abreviaturas, siglas, fórmulas químicas e
nomes comerciais.

2.1.2. Autoria

Nome completo do(s) autor(es), escrito por extenso e acompanhado de um breve currículo
que o(s) qualifique na área de conhecimento do artigo.
O currículo do autor, bem como o endereço para contato e eventuais agradecimentos devem
aparecer em rodapé, indicado por asterisco, na página de abertura ou como nota no final do artigo.

2.1.3. Resumo na língua vernácula

É uma apresentação sintética das ideias principais do texto. Deverá ser escrito em um único
parágrafo, sem recuo, entre linhas simples e informar ao leitor o objetivo do artigo, a metodologia
adotada, os resultados alcançados e as conclusões mais relevantes.
Deverá ser apresentado da seguinte maneira:

a-) Conteúdo
 informar a natureza do texto (pesquisa: teórica, de campo, histórica, de mercado;
levantamento: bibliográfico, documental);
 destacar o assunto do texto;
 citar a metodologia adotada;
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 expor o(s) objetivo(s);


 descrever os principais resultados e as conclusões.

b-) Redação
 exposição objetiva do conteúdo;
 uso da terceira pessoa do singular e do verbo na voz ativa;
 sequência de frases concisas e não uma lista de tópicos;
 explicação do tema principal na primeira frase, situando-o no espaço e no tempo;
 evitar parágrafo, frase com teor negativo, abreviatura, citação bibliográfica, resultado de
testes estatísticos, símbolo, fórmula, equação e contração não necessários à compreensão;
 evitar opiniões e observações avaliativas e explicativas.

c-) Extensão
 de 100 a 250 palavras, no máximo.

2.1.4. Palavras-chave na língua vernácula

São palavras ou termos representativos dos assuntos tratados no artigo. Devem figurar abaixo
do resumo, antecedidas da expressão “Palavras-chave:”, separadas entre si por ponto e finalizadas
também por ponto. Sugere-se não ultrapassar cinco palavras.

Exemplo:
Palavras-chave: Monografia. Documentação. Normalização da documentação.

2.1.5. Resumo em língua estrangeira


Possui as mesmas características do resumo em língua vernácula, no entanto, é redigido em
idioma estrangeiro: Abstract (inglês), Résumé (francês) e Resumen (espanhol).

2.1.6. Palavras-chave em língua estrangeira


Tradução dos termos selecionados nas palavras-chave em Língua Portuguesa para um idioma
estrangeiro: Key-words (inglês), Mots-clés (francês) e Palabras clave (espanhol).

2.2. Elementos textuais


5

São os elementos que compõem o texto. Constituem-se em três partes: introdução,


desenvolvimento e conclusão.

2.2.1. Introdução
É a parte inicial do artigo, onde constam o tema e a delimitação do assunto do trabalho, a
importância da pesquisa realizada, o objeto investigado, o objetivo e a justificativa da pesquisa.
Sua redação deve contemplar, de acordo com João Bosco Medeiros (2003, p. 262-267), as
seguintes características:

 definir o tema (anunciar a ideia central e precisa do assunto estudado);


 delimitar o tema (situar o tema no tempo e no espaço, na discussão teórica ou na prática);
 indicar o problema (mostrar a questão central que levou ao estudo proposto);
 indicar o objetivo de estudo (anunciar o que se quer pesquisar);
 mostrar o estágio de desenvolvimento do assunto (inserir o tema e o problema no âmbito da
literatura acadêmica ou do estado atual da discussão – revisão da literatura);
 apresentar os objetivos gerais e específicos (indicar onde pretende chegar com a pesquisa);
 levantar hipóteses (apontar as soluções possíveis que se espera chegar com o
desenvolvimento da pesquisa ou estudo);
 apontar a justificativa (mostrar as razões de ordem teórica e prática que tornam relevantes a
realização da pesquisa);
 descrever a metodologia de pesquisa (indicar o método de abordagem: indutivo – “parte-se
de fatos particulares para leis e teorias” –, dedutivo – “parte-se de leis e teorias para os casos
particulares” –, hipotético-dedutivo – “parte-se da percepção de lacunas nos conhecimentos,
formulam-se hipóteses e testa-se a predição de ocorrência de fenômenos englobados por
hipótese” –, dialético – “avança-se para o mundo dos fenômenos através da contradição
inerente ao fenômeno”);
 indicar as fontes bibliográficas (relacionar e analisar os textos-chave utilizados na pesquisa);

Desenvolvimento
É a parte principal e mais extensa do artigo, onde se expõe os resultados da pesquisa e se
discute as hipóteses, a fim de validar seus argumentos.
O tamanho do artigo depende da análise e discussão do assunto, do percurso teórico, do
método de investigação, da técnica e da descrição do procedimento analítico.
Para tanto, o desenvolvimento do assunto pode ser dividido em tantas partes quantas forem
necessárias para a elucidação e detalhamento da pesquisa ou do estudo.
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2.2.2. Conclusão

É a parte final do texto, em que se apresentam, de maneira sintética, as ideias principais e as


interpretações mais relevantes discutidas durante o desenvolvimento, de forma a encadear a um
fechamento.
Na conclusão não se deve introduzir informações novas.

2.3. Elementos pós-textuais


São os elementos que complementam o artigo.

2.3.1. Nota(s)1
Há dois tipos de notas em um texto:

 nota de rodapé: indica a fonte de onde é extraída uma determinada citação;

 nota explicativa: indica comentários, observações pessoais, esclarecimentos ou explanações


que não foram incluídas no texto.

Em ambos os casos emprega-se numeração em algarismos arábicos, consecutivamente, em


todo o artigo.
As notas podem aparecer no final da página, separada do texto por um traço de quatro
centímetros, colocado na margem esquerda e a dois espaços da última linha da página, ou no final do
artigo. As notas em quaisquer dessas posições devem ser datilografadas em espaço simples
(espacejamento 1,0).

Exemplos:
No artigo Os “extravios que tão continuados têm sido...”: contrabando e práticas comerciais
ilícitas nas atividades do contratador João Rodrigues de Macedo, encontramos exemplificado as
utilizações mais usuais das notas explicativas:2

a-) para introduzir comentários e/ou observações que não cabem dentro do texto

1
. Maiores detalhes sobre o uso de notas explicativas, consultar: RODRIGUES, André Figueiredo. Como
elaborar citações e notas de rodapé. 4. ed. São Paulo: Humanitas FFLCH/USP, 2007.
2
. RODRIGUES, André Figueiredo. Os “extravios que tão continuados têm sido...”: contrabando e práticas
comerciais ilícitas nas atividades do contratador João Rodrigues de Macedo. Locus: Revista de História, Juiz de
Fora, MG: UFJF, v. 11, n. 1-2, p. 117-136, 2005.
7

No texto, lê-se:

O excesso de oferta de diamantes e a tentativa de controlar a área produtora levaram a coroa


portuguesa a demarcar em 1734 a região, que foi batizada de Distrito Diamantino. Para eficiência da
administração, criou-se a Intendência dos Diamantes, que passou aos contratadores o direito de
extração das pedras. Depois, a exploração passou à coroa, em 1771, época da Real Extração, regulada
pelo regimento conhecido como o Livro da Capa Verde. 2

No rodapé, encontramos a explicação da nota 2:

2
O nome derivou do fato de que o único exemplar do Regimento da Real Extração enviado ao Tijuco era
encadernado em marroquim verde e ficava exposto na entrada do prédio da Intendência dos Diamantes.
Conferir: FURTADO, Júnia Ferreira. O Livro da Capa Verde: o Regimento Diamantino de 1771 e a vida no Distrito
Diamantino no período da Real Extração. São Paulo: Annablume, 1996, p. 26.

b-) para indicar a fonte de onde é tirada uma citação

No texto, lemos:

Nas Minas Gerais, do século XVIII, contrabando era sinônimo de comércio ilícito, do qual
participavam diferentes agentes, que se relacionavam de forma estreita. 8
Contrabando pode ser ainda definido como um dos problemas da sonegação fiscal, ao lado
da corrupção, do descaminho e do extravio. Estes fenômenos existem em quaisquer sistemas
baseados em privilégios ou exclusivos. 9

Nas notas de rodapé estão registradas as fontes bibliográficas daquelas informações:

8
PARRELA, Ivana D. Contrabando e extravio. In: ROMEIRO, Adriana; BOTELHO, Ângela Vianna (Org.). Dicionário
histórico das Minas Gerais: período colonial. 2. ed. rev. Belo Horizonte: Autêntica, 2004, p. 88.

9
PEDREIRA, Jorge Miguel de Melo Viana. Os homens de negócio da praça de Lisboa de Pombal ao vintismo
(1755-1822): diferenciação, reprodução e identificação de um grupo social. Lisboa. 1995. Tese (Doutorado em
Sociologia) – Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa, p. 118.

c-) para acrescentar ao assunto discutido no texto outras indicações bibliográficas de reforço

No texto, encontramos o seguinte trecho:

Buscava-se dificultar o contrabando e controlar a atividade comercial, empreendendo luta


desesperada contra caminhos clandestinos que proliferavam a introdução de mercadorias sem o
pagamento de impostos; as casas de cunhagem falsa; e os extraviadores de ouro em pó e de
diamantes que se multiplicavam rapidamente em todas as direções e arraiais mineiros. 11

Na nota 11, lemos:


8

11
SOUZA, Laura de Mello e. Desclassificados do ouro: a pobreza mineira no século XVIII. 3. ed. Rio de Janeiro:
Graal, 1990, p. 133. Sobre as tentativas governamentais de se controlar e impedir os extravios de ouro e
diamantes por caminhos clandestinos, ver: RODRIGUES, André Figueiredo. Os sertões proibidos da Mantiqueira:
desbravamento, ocupação da terra e as observações do governador dom Rodrigo José de Meneses. Revista
Brasileira de História, São Paulo: ANPUH, v. 23, n. 46, p. 253-270, 2003.

d-) para ampliar afirmações que se fizeram no texto

No texto, lê-se:

Em Minas Gerais, Macedo mantinha uma extensa rede de colaboradores: tornou-se sócio de
José Aires Gomes, proprietário de extensas terras no Caminho Novo, entre a Mantiqueira e a Borda
do Campo, e do capitão-mor de Vila Rica, José Álvares Maciel, que havia sido caixa do arrematante do
contrato das Entradas Domingos Ferreira da Veiga, no triênio de 1759-1761. 20

Nas notas, encontramos:

20
Além de sócio de João Rodrigues de Macedo, Aires Gomes também administrava a cobrança dos dízimos
arrematados por esse contratador na região da Borda do Campo e dos sertões da Mantiqueira. Em 13 de
novembro de 1779, Macedo enviou-lhe a seguinte carta, na qual indica ser Aires Gomes o encarregado de
“cuidar no avenço e administração dos dízimos dessa freguesia da Borda do Campo, entrando a sua fazenda da
Mantiqueira”. In: OLIVEIRA, Tarquínio J. B. de. Correspondência ativa de João Roiz de Macedo. Ouro Preto, MG:
ESAF; Centro de Estudos do Ciclo do Ouro; Casa dos Contos, 1981, v. 1, carta 324, p. 284.

e-) para definir conceitos e termos utilizados no texto

No texto, lemos o seguinte trecho:

Alguns relatos dos problemas econômicos e burocráticos enfrentados por João Rodrigues de
Macedo à frente da administração de seus contratos podem ser extraídos de suas correspondências
que, de modo geral, são concisas, objetivas e de finalidade comercial. As cartas endereçadas aos seus
agentes e prepostos fornecem informações de como funcionava a contabilidade do imposto sob
arrendamento e o enredo comercial, financeiro e social que entrelaçavam as relações da “burguesia”
e do poder público na América portuguesa. 30

Na nota 30, lemos o significado do termo “burguesia”:

30
Entendemos “burguesia”, de maneira semelhante à de Jorge Pedreira, como um grupo de negociantes e
financeiros. A respeito dos problemas da definição do conceito de burguesia, ver as discussões apresentadas
em: PEDREIRA, Jorge Miguel de Melo Viana. Os homens de negócio da praça de Lisboa de Pombal ao vintismo
(1755-1822): diferenciação, reprodução e identificação de um grupo social. Lisboa. 1995. Tese (Doutorado em
Sociologia) – Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa, nota 13, p. 5-6.
9

2.3.2. Referências3
É o conjunto padronizado de elementos que permitem a identificação das publicações
utilizadas, no todo ou em parte, na redação do artigo. Trata-se do registro dos livros, artigos de
periódicos, documentos e materiais eletrônicos efetivamente utilizados e referenciados ao longo do
texto.
As principais orientações a serem seguidas na elaboração das referências são as seguintes:

Orientações gerais
 as referências são alinhadas apenas à margem esquerda e têm espaço simples entre linhas;
 as obras são citadas em ordem alfabética do sobrenome de seus autores;
 em obras avulsas são usadas as seguintes abreviaturas: Org. = organizador(es); Ed. =
editor(es); Coord. = coordenador(es); Dir. = direção. As abreviaturas devem aparecer entre
parênteses, com letra inicial maiúscula e não admitem plurais.

Autoria

Autoria – pessoa física

Autor é a pessoa física responsável pela criação do conteúdo intelectual ou artístico de um


documento. Por documento entende-se qualquer suporte que contenha informação registrada, que
possa servir para consulta, estudo ou prova, como, por exemplo, material impresso ou manuscrito,
imagens, registros sonoros e audiovisuais etc..
Referencia-se o autor pelo último sobrenome em letra maiúscula, seguido de vírgula e
espaço. O prenome ou outros sobrenomes aparece em letra minúscula. Os prenomes podem ser
abreviados.
A escrita dos prenomes dos autores deve ser padronizada: ou todos serão escritos por
extenso ou todos serão abreviados.

Exemplo:
RODRIGUES, André Figueiredo ou RODRIGUES, A. F.

Existem exceções às regras apresentadas, como:

3
. Maiores detalhes sobre as normas e os procedimentos de elaboração das referências bibliográficas,
consultar: RODRIGUES, André Figueiredo. Como elaborar referência bibliográfica. 7. ed. São Paulo: Humanitas
FFLCH/USP, 2008.
10

Autores de nome hispanoamericano e espanhol.

Exemplos:
DOMINGO LIGUORI, Julio Diego
GARCIA MARQUES, Gabriel

Para sobrenomes compostos, a entrada é feita pelo penúltimo nome:

 sobrenomes ligados por hífen: DUQUE-ESTRADA, Osório / VILLA-LOBOS, Heitor / LÉVI-


STRAUSS, Claude
 sobrenomes que indicam parentesco: FRANCO JÚNIOR, Hilário / GUIMARÃES FILHO,
Alphonsus / BITTENCOURT NETO, João
 sobrenomes constituídos de substantivos + adjetivos: CASTELO BRANCO, Silvia / ESPÍRITO
SANTO, Camila
 sobrenomes com prefixos: McDONALD, Rogério / DI FIORE, Ricardo / DEL PRIORE, Mary /
O’BRIEN, Emmanuel

Cargos ocupados pelo autor, assim como sua formação profissional ou título de ordem
religiosa da qual pertença não fazem parte do nome.

Exemplo:
AQUINO, Tomás de (no livro: São Tomás de Aquino)

Caso haja mais de um autor a ser referenciado, seus sobrenomes e nomes devem ser
separados por ponto-e-vírgula (;), até três no máximo.

Exemplos:
PINHO, Carlos; FERNANDES FILHO, André
SOARES, Regiane; CALLEGARI, Osmar; AGUIAR NETO, José

Em bibliografia, eventualmente, não se repete a mesma indicação do autor ou título da obra,


que é substituída por um traço equivalente a seis espaços e ponto final. O título de várias edições de
uma mesma obra, referenciadas sucessivamente, é substituído a partir da segunda referência por um
segundo traço sublinear, também equivalente a seis espaços, mantendo-se as pontuações
adequadas.
11

Exemplos:
FURTADO, Júnia Ferreira. Chica da Silva e o contratador de diamantes: o outro lado do mito. São
Paulo: Companhia das Letras, 2003.

______ . Homens de negócio: a interiorização da metrópole e do comércio nas Minas setecentistas.


São Paulo: Hucitec, 1999. (Estudos Históricos, 38).

______ . O livro da capa verde: o regimento diamantino de 1711 e a vida no Distrito Diamantino no
período da real extração. São Paulo: Annablume, 1996. (Selo Universidade, 52).

Quando houver mais que uma referência ao mesmo autor com colaboradores, também se
utilizam traços sublineares.

Modelo:
Primeiro autor  SOBRENOME, Nome
Primeiro autor + um colaborador  SOBRENOME, Nome [1º autor]; SOBRENOME, Nome [1º
colaborador ou 2º autor]
Primeiro autor + dois colaboradores  SOBRENOME, Nome [1º autor]; SOBRENOME, Nome [1º
colaborador ou 2º autor]; SOBRENOME, Nome [2º colaborador ou 3º autor]

Exemplos:
FRAGOSO, João Luís Ribeiro. Homens de grossa aventura: acumulação e hierarquia na praça mercantil
do Rio de Janeiro, 1790-1830. 2. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1998.

______ . A nobreza da república: notas sobre a formação da primeira elite senhorial do Rio de Janeiro
(séculos XVI e XVII). Topoi: Revista de História, Rio de Janeiro: UFRJ, n. 1, p. 45-122, 2000.

______ ; FLORENTINO, Manolo. O arcaísmo como projeto: mercado atlântico, sociedade agrária e
elite mercantil no Rio de Janeiro, c.1790-c.1840. 3. ed. Rio de Janeiro: Sette Letras, 1998.

______ ; GOUVÊA, Maria de Fátima Silva; BICALHO, Maria Fernanda Baptista. Uma leitura do Brasil
colonial: bases da materialidade e da governabilidade no Império. Penélope: Revista de História e
Ciências Sociais, Oeiras, POR: Celta Editora, n. 23, p. 67-88, 2000.

Quando o livro citado possui mais de três autores, indicamos apenas o nome do primeiro
autor e acrescentamos a expressão latina “et alii”, que significa “e outros”.
12

Exemplo:
SAVIANI, Demerval et alii. Filosofia da educação brasileira. 3. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira,
1987.

Em caso de autoria desconhecida, a entrada da referência é feita pelo título.

Exemplo:
DIAGNÓSTICO do setor agroindustrial de Cajuína no Piauí. Fortaleza: Banco do Nordeste, 2004.

Autoria – entidades

As referências de obras de entidades, como associações, órgãos governamentais e empresas,


por exemplo, têm sua indicação pelo seu próprio nome, por extenso e em letra maiúscula. Neste
caso, não se indica o nome da editora, pois é o mesmo da referência.

Exemplos:
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6022: apresentação de artigos em publicações
periódicas. Rio de Janeiro, 1994.

INSTITUTO BRASILEIRO DE ANÁLISES SOCIAIS E ECONÔMICAS – IBASE. Balanço social: cidadania e


transparência pública das empresas. Rio de Janeiro, 1999.
Quando a entidade tem denominação genérica, seu nome é precedido pelo órgão superior
ou pelo nome da jurisdição geográfica à qual pertence.

Exemplos:
BRASIL. Ministério da Educação.
SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Educação.
GUARULHOS (Cidade). Secretaria da Habitação.
ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL. Conselho Federal.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO JOÃO DEL-REI. Conselho Universitário.
SENADO FEDERAL. Secretaria Especial de Editoração e Publicações.
BRASIL. Ministério da Educação e Cultura. Documentos holandeses. Rio de Janeiro, 1950.
SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Educação. Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas.
Língua Portuguesa – 1º grau: 5ª a 8ª séries. 2. ed. São Paulo, 1994. v. 1.
13

SENADO FEDERAL. Secretaria Especial de Editoração e Publicações. Manual de padronização de


textos: normas básicas de editoração para elaboração de originais, composição e revisão. Brasília,
2002.

Quando a entidade, vinculada a um órgão maior, tem denominação específica, a entrada é


feita diretamente pelo seu nome.

Exemplos:
BIBLIOTECA NACIONAL (Brasil).
BIBLIOTECA NACIONAL (Portugal).
BIBLIOTECA NACIONAL (Brasil). Relatório de atividades de 2006. Rio de Janeiro, 2007.
BIBLIOTECA NACIONAL (Portugal). O encontro do português com as línguas não europeias. Lisboa,
2008.

Título

É a palavra, expressão ou frase que designa o assunto ou conteúdo do documento utilizado.


Deve ser escrito sempre em destaque, negrito, itálico ou grifado e seu uso deve ser padronizado: se
utilizar itálico, todas as indicações dos títulos devem estar em itálico. Letras maiúsculas são utilizadas
apenas na primeira palavra e em nomes próprios.

Exemplo:
ROBBINS, Stephen. Comportamento organizacional. 11. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2005.

O subtítulo, se necessário, é escrito para esclarecer ou complementar o título do documento.


Deve aparecer sem destaque tipográfico e separado do título por dois pontos (:).

Exemplo:
CARRARA, Angelo Alves. Minas e currais: produção rural e mercado interno de Minas Gerais, 1674-
1807. Juiz de Fora: Ed. UFJF, 2007.

No caso de periódicos com títulos genéricos, acrescenta-se o nome da entidade a qual se


vincula, antecedido por preposição entre colchetes.

Exemplo:
14

BRASIL. Medida Provisória n. 1.569-9, de 11 de dezembro de 1997. Estabelece multa em operações


de importação, e dá outras providências. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, 14
dez. 1997. Poder Executivo, Seção I, p. 29514.

Edição

A edição de um livro é indicada a partir da segunda, no idioma da publicação, em algarismos


arábicos, seguido de ponto e da abreviatura da palavra “edição”. Assim: 2. ed. (português e
espanhol), 2nd ed. (inglês), 2e ed. (francês), 2 Aufl. (alemão) e 2ª ed. (italiano).

Exemplos:
MOREIRA, Maria Suely. Estratégia e implantação do sistema de gestão ambiental: modelo ISO 14000.
2. ed. Belo Horizonte: Desenvolvimento Gerencial, 2001.
VISSER, Margareth. The rituals of dinner: the origins, evolution, eccentricities and meaning of table
manners. 2nd. ed. New York: Penguin, 1992.

Quando houver acréscimo à edição, este deve ser apresentado de forma abreviada: 2. ed. rev.
(2ª edição revista), 3. ed. aum. (3ª edição aumentada), 4. ed. rev. e aum. (4ª edição revista e
aumentada), 5. ed. ampl. (5ª edição ampliada), 6. ed. reimp. (6ª edição reimpressa), etc..

Exemplo:
FORTUNA, Eduardo. Mercado financeiro: produtos e serviços. 11. ed. rev. e ampl. Rio de Janeiro:
Qualitymark, 1998.

Tradução

Deve-se indicar o nome do tradutor, precedido da abreviatura “Trad.”, após o título da obra
referenciada.

Exemplo:
MAXWELL, Kenneth. Marquês de Pombal: paradoxo do Iluminismo. Trad. Antonio de Pádua Danesi.
Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1996.

Local de publicação
15

O nome do local de publicação deve ser escrito como aparece na publicação referenciada, de
forma completa e por extenso.

Exemplo:
PINTO, Virgílio Noya. O ouro brasileiro e o comércio anglo-português. São Paulo: Nacional, 1979.

No caso de cidades homônimas, acrescenta-se o nome do estado ou país.

Exemplo:
Viçosa, MG (Minas Gerais); Viçosa, RN (Rio Grande do Norte); Viçosa, AL (Alagoas) e Viçosa, RJ (Rio de
Janeiro)
SOUZA, Rafael de Freitas e. Tiradentes leitor. Viçosa, MG: Suprema, 2008.

Quando o local de publicação não é mencionado, coloca-se a expressão [S.l.] (Sine loco) entre
colchetes.

Exemplo:
COMASTRI, José Aníbal. Topografia. [S.l.], 1987.

Quando não for encontrado o local de publicação, mas for possível sua identificação,
menciona-se o nome da cidade entre colchetes.

Exemplo:
FREITAS, Henrique. A informação como ferramenta educacional. 2. ed. [São Paulo]: Nobel, 1999.

Também é correto indicar o nome da cidade da editora seguido de vírgula, em vez de dois
pontos (forma também recomendada pela ABNT).

Editora

É o nome da casa publicadora, pessoa ou instituição responsável pela produção editorial. É


transcrita como aparece na publicação, após o local, precedido de dois pontos e espaço.

Exemplo:
SILVA, Célia Nonata da. Territórios de mando: banditismo em Minas Gerais, século XVIII. Belo
Horizonte: Crisálida, 2007.
16

No caso de editoras com nomes pessoais, indicam-se os prenomes por iniciais maiúsculas
seguidos de ponto, suprimindo-se os elementos que designam a natureza jurídica ou comercial,
desde que indispensáveis à sua identificação.

Exemplo:
J. Olympio (e não Livraria José Olympio Editora)

BARREIRO, Eduardo Canabrava. As vilas del-Rei e a cidadania de Tiradentes. Rio de Janeiro: J.


Olympio, 1976.

Quando houver mais de uma editora e mais de um local de publicação, citam-se todas as
editoras com seus respectivos locais.

Exemplos:
COSTA, Antônio Gilberto (Org.). Os caminhos do ouro e a Estrada Real. Belo Horizonte: Editora UFMG;
Lisboa, POR: Kapa Editorial, 2005.
OLIVEIRA, Mônica Ribeiro de. Negócios de família: mercado, terra e poder na formação da
cafeicultura mineira – 1780-1870. Bauru, SP: Edusc; Juiz de Fora, MG: FUNALFA, 2005.

As obras que não apresentarem o nome da casa publicadora, mas for possível sua
identificação, menciona-se o nome da editora entre colchetes.

Exemplo:
TOLSTOI, Leão. Guerra e paz. São Paulo: [Moderna], 1998.

No caso de editoras com nomes de cidades ou países, coloca-se o nome “editora”.

Exemplos:
Editora do Brasil
Porto Editora

SOUZA, Joanita. Brincando com ciências. São Paulo: Editora do Brasil, 2003.

Não se indica o nome do editor, quando ele é o próprio autor.

Exemplo:
17

SOARES, Albano. Poemas que nascem. Belém, 2003.

Quando não for encontrada a editora, coloca-se a expressão [s.n.] (sine nomine) entre
colchetes.

Exemplo:
ARGON, Guiulio Carlo. Arte moderna. São Paulo: [s.n.], 1992.

Quando o local e a editora não aparecem na publicação, indica-se a expressão [S.l.: s.n.] entre
colchetes.

Exemplo:
SILVA, Georges Almeida. Destinos selados. [S.l.: s.n.], 2003.

Data
Indica-se sempre o ano de publicação, em algarismos arábicos, sem ponto de separação de
classes.

Exemplo:
FIGUEIREDO, Luciano Raposo de Almeida. Barrocas famílias: vida familiar em Minas Gerais no século
XVIII. São Paulo: Hucitec, 1997.

Registra-se a data do copyright, quando esta for a única data encontrada na publicação
referenciada, devendo ser indicado o ano, precedido da letra “c”.

Exemplo:
OUTEIRAL, José; CAREZER, Cleon. O mal-estar na escola. Rio de Janeiro: Revinter, c.2003.

Se nenhum data da publicação, copyright, impressão etc. puder ser determinada, registra-se
uma data aproximada entre colchetes:

[2008?] para ano provável


[200−] para década certa
[200−?] para década provável
[20−?] para século provável
[20−] para século certo
[ca. 2000] para data aproximada
[2003 ou 2004] um ano ou outro
[1903] data certa, porém não indicada na publicação
18

Exemplo:
MARTINS, Celso. As preposições em esperanto. São Paulo: Zamenhof, [2003?].
Descrição física – volumes / tomos

Quando a obra referenciada tiver mais de um volume, deve-se indicar o seu número seguido
da abreviatura “v.”. Se a referência for de apenas um volume, de uma série, indicar somente o volume
utilizado.

Exemplos:
TORRES, João Camilo de Oliveira. História de Minas. Belo Horizonte: Difusão Panamericana do Livro,
1962. 5 v.

SILVA, Joaquim Norberto de Sousa. História da Conjuração Mineira. 2. ed. Rio de Janeiro: Imprensa
Nacional, 1948. 2 tomos.

Abreviatura – meses do ano

Os nomes dos meses do ano devem ser abreviados no idioma original da publicação. Os
meses com quatro ou menos letras não devem ser abreviados. As divisões do ano em trimestres,
semestres, ou outras, que indiquem a data da publicação, também devem ser abreviadas.
Quando os nomes dos meses abrangem um período, são separados por barra: fev./mar..
Na língua portuguesa abreviam-se os meses pelas suas três primeiras letras, em minúscula,
seguidas de ponto final, exceto maio, que não se abrevia:

janeiro jan. julho jul.


fevereiro fev. agosto ago.
março mar. setembro set.
abril abr. outubro out.
maio maio novembro nov.
junho jun. dezembro dez.

Nos demais idiomas, temos:

ene. (enero); feb. (febrero); mar. (marzo); abr. (abril); mayo (mayo); jun.
Espanhol (junio); jul. (julio), ago. (agosto); set. (septiembre); oct. (octubre); nov.
(noviembre); dic. (diciembre).

Francês
19

jan. (janvier); fév. (février); mars (mars); avr. (avril); mai (mai); juin (juin);
juil. (juillet); août (août); sept. (september); oct. (octobre); nov.
(novembre), déc. (décembre).

Jan. (January); Feb. (February); Mar. (March); Apr. (April); May (May); June
Inglês (June); July (July); Aug. (August); Sept. (September); Oct. (October); Nov.
(November); Dec. (December).

Os nomes dos meses em inglês são grafados com inicial maiúscula.

Normalização
As referências mais utilizadas em um artigo são:

Obras impressas
Livros considerados no todo

a-) Publicações impressas com um único autor


SOBRENOME, Nome [Autor do livro]. Título: subtítulo. Edição. Tradução. Local [cidade de publicação]:
Editora, ano de publicação.

Exemplos:
NAZZARI, Muriel. O desaparecimento do dote: mulheres, famílias e mudança social em São Paulo,
Brasil, 1600-1900. Trad. Lólio Lourenço de Oliveira. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.
PAIXÃO, Walter. Aprendendo a raciocinar: lógica para iniciantes. São Paulo: Humanitas, 2007.

b-) Publicação impressa com dois autores


SOBRENOME, Nome [1º autor do livro]; SOBRENOME, Nome [2º autor do livro]. Título: subtítulo.
Edição. Tradução. Local [cidade de publicação]: Editora, ano de publicação.

Exemplo:
DEL PRIORE, Mary; VENÂNCIO, Renato Pinto. Ancestrais: uma introdução à história da África. 4. ed.
Rio de Janeiro: Campus, 2003.

c-) Publicações impressas com três autores


SOBRENOME, Nome [1º autor do livro]; SOBRENOME, Nome [2º autor do livro]; SOBRENOME, Nome
[3º autor do livro]. Título: subtítulo. Edição. Tradução. Local [cidade de publicação]: Editora, ano de
publicação.
20

Exemplo:
GREMAUD, Amaury Patrick; VASCONCELLOS, Marco Antonio Sandoval de; TONETO JÚNIOR, Rudinei.
Economia brasileira contemporânea. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2008.

d-) Publicações impressas com mais de três autores


SOBRENOME, Nome [1º autor do livro] + expressão latina “et alii” (e outros). Título: subtítulo. Edição.
Tradução. Local [cidade de publicação]: Editora, ano de publicação.

Exemplo:
BRITO, Edson Vianna et alii. Imposto de renda de pessoas físicas: livro prático de consulta diária. São
Paulo: Frase, 1996.

e-) Publicação sem autoria


TÍTULO do livro ou periódico. Local: Editora, ano de publicação.

Exemplo:
ALMANAQUE Abril: Quem é quem na história do Brasil. São Paulo: Abril, 2000.

Capítulo de livro
SOBRENOME, Nome [Autor do capítulo]. Título do capítulo. In: SOBRENOME, Nome [Autor do livro ou
nome do organizador ou coordenador]. Título: subtítulo. Edição. Tradução. Local [cidade de
publicação]: Editora, ano de publicação, volume (se houver), página inicial-página final do capítulo.

Exemplos:
MONTEIRO, Karla Guimarães. Convívio social: respeito e educação. In: JANKOVIC, Ana Lúcia; PICCOLI,
Ana Paula Bonilha (Org.). Desenvolvimento pessoal e profissional. São Paulo: Pearson Prentice Hall,
2006, p. 157-183.

SOUZA, Laura de Mello e. Nobreza de sangue e nobreza de costume: idéias sobre a sociedade de
Minas Gerais no século XVIII. In: O sol e a sombra: política e administração na América portuguesa do
século XVIII. São Paulo: Companhia das Letras, 2006, p. 148-181.

VERNONEZ, Evandro; LOUREIRO, Orlando Isidoro. Inovações em endomarketing. In: LAS CASAS,
Alexandre Luzzi; GARCIA, Maria Tereza (Org.). Diferenciação e inovação em marketing: estratégias
diferenciadas de marketing aplicadas aos diversos segmentos de mercado. São Paulo: Saraiva, 2007,
p. 93-116.
21

VILLALTA, Luiz Carlos. As origens intelectuais e políticas da Inconfidência Mineira. In: RESENDE, Maria
Efigênia Lage de; VILLALTA, Luiz Carlos (Org.). História de Minas Gerais: as Minas setecentistas. Belo
Horizonte: Autêntica; Companhia do Tempo, 2007, v. 2, p. 579-607.

______ ; BECHO, André Pedroso. Lugares, espaços e identidades coletivas na Inconfidência Mineira.
In: RESENDE, Maria Efigênia Lage de; VILLALTA, Luiz Carlos (Org.). História de Minas Gerais: as Minas
setecentistas. Belo Horizonte: Autêntica; Companhia do Tempo, 2007, v. 2, p. 555-578.

Trabalhos acadêmicos (monografia, dissertação e tese)

SOBRENOME, Nome [Autor do texto acadêmico]. Título: subtítulo. Local e ano de defesa. Número de
folhas ou volumes. Categoria [Monografia / Dissertação / Tese] (Área de concentração) – Nome da
faculdade, Nome da universidade.

Exemplos:
ROSA, Wilma Barbosa de; SILVA, Josilene Ribeiro da; ROCHA, Andréa Ferreira. Discutindo cidadania e
moradia a partir da fábula “Três Porquinhos”. Guarulhos, 2004. 64 f. Monografia (Trabalho de
Conclusão de Curso em Pedagogia) – Faculdades Integradas de Ciências Humanas, Saúde e Educação
de Guarulhos.

NASCIMENTO, Fernando Codelo. Lixão de Franco da Rocha: uma reflexão a respeito dos impactos e
aspectos ambientais. São Paulo, 2002. 90 f. Monografia (Especialização em Gestão Ambiental) –
Faculdade de Saúde Pública, Universidade de São Paulo.

LOUREIRO, Orlando Isidoro. Um estudo sobre as origens e evolução do Marketing: as influências das
correntes teóricas – americana e européia – na docência da disciplina em instituições brasileiras de
ensino superior. São Paulo, 2006. 224 f. Dissertação (Mestrado em Administração) – Pontifícia
Universidade Católica de São Paulo.

RODRIGUES, André Figueiredo. Estudo econômico da Conjuração Mineira: análise dos seqüestros de
bens dos inconfidentes da comarca do Rio das Mortes. São Paulo, 2008. 338 f. Tese (Doutorado em
História Social) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo.

Artigo de publicação periódica


22

a-) Artigo assinado


SOBRENOME, Nome [Autor do artigo]. Título do artigo. Título do periódico [pode ser abreviado ou
não], Local de publicação: Editora [recomenda-se no caso de revista acadêmica], número do volume,
número(s) do(s) fascículo(s), página inicial-página final do artigo, mês e ano de publicação.

Exemplos:
ASHLEY, Patricia Almeida. Responsabilidade social corporativa em um contexto de fusões, aquisições
e alianças. Organizações e Sociedade, Salvador, v. 6, n. 16, p. 105-114, set./dez. 1999.
COSTELLOE, Timothy M. Lessons for the Millennium? Science, Technology & Human Values,
Cambridge, UK, v. 25, n. 2, p. 243-251, Spring 2000.

b-) Artigo não assinado


TÍTULO do artigo. Título do periódico [pode ser abreviado ou não], Local de publicação: Editora
[recomenda-se no caso de revista acadêmica], número do volume, número(s) do(s) fascículo(s),
página inicial-página final do artigo, mês e ano de publicação.

Exemplo:
O PHOTOSHOP mergulha na foto digital. Info-Exame, São Paulo, n. 216, p. 78-80, mar. 2004.
Artigo de jornal

a-) Artigo assinado


SOBRENOME, Nome [Autor do artigo]. Título do artigo. Título do jornal, Local de publicação, dia, mês
e ano. Número ou título do caderno, seção ou suplemento, página inicial-página final do artigo.

Exemplo:
SEABRA, Marcos. Salário reduzido poderá ser compensado com FGTS. Diário do Grande ABC, Santo
André, 12 fev. 2009. Economia, p. 1.

b-) Artigo não assinado


TÍTULO do artigo. Título do jornal, Local de publicação, dia, mês e ano. Número ou título do caderno,
seção ou suplemento, página inicial-página final do artigo.

Exemplo:
FUNDOS de pensão: responsabilidade social passa a ser pré-requisito para aplicações. Valor
Econômico, São Paulo, 2 fev. 2001. Caderno Finanças, p. 7.
23

Quando não houver seção, caderno ou parte, a paginação do artigo precede a data.

Exemplos:
HUMMES, Cláudio. O balanço social das empresas. O Estado de S.Paulo, São Paulo, p. A-3, 3 nov.
1999.

PROJETO muda regras da responsabilidade fiscal. Jornal do Senado, Brasília, p. 4, 2-8 fev. 2009.

c-) Cadernos especiais


TÍTULO do caderno especial. Título do jornal, Local de publicação, dia, mês e ano. Especial. Número
de páginas.

Exemplo:
1939-1945 os anos de chumbo. Estado de Minas, Belo Horizonte, 8 maio 1995. Especial. 6 p.
Entrevistas
a-) Entrevistas individuais publicadas em livro
SOBRENOME, Nome [Nome do entrevistado]. Título da entrevista. Título do livro: subtítulo. Local de
publicação: Editora, ano, página inicial-página final da entrevista. Entrevista concedida a... [nome do
entrevistador].

Exemplo:
GUIMARÃES, Antônio Sérgio Alfredo. O problema do racismo à brasileira. Informe: edição especial
1999-2001. São Paulo: SDI/FFLCH/USP, 2002, p. 147-151. Entrevista concedida a Fábio Gomes Pinto
Rodrigues.

b-) Entrevistas individuais publicadas em periódico


SOBRENOME, Nome [Nome do entrevistado]. Título da entrevista. Título do periódico, Local de
publicação, número do volume, número(s) do(s) fascículo(s), página inicial-página final da entrevista,
ano. Entrevista concedida a... [nome do entrevistador].

Exemplo:
SARNEY, José. Prudência, diálogo e tolerância. Veja, São Paulo, edição 175, n. 43, p. 10-16, 30 out.
2002. Entrevista concedida a Alexandre Secco.

c-) Entrevistas individuais publicadas em jornais


24

SOBRENOME, Nome [Nome do entrevistado]. Título da entrevista. Título do jornal, Local de


publicação, dia, mês, ano. Título do caderno, seção ou suplemento, página inicial-página final da
entrevista. Entrevista concedida a... [nome do entrevistador].

Exemplo:
MOURÃO, Rui. Os museus e a história. Estado de Minas, Belo Horizonte, 26 fev. 1995. Fim de Semana,
p. 6. Entrevista concedida a Carlos Herculano Lopes.

d-) Entrevistas não publicadas


SOBRENOME, Nome [Nome do entrevistado]. Entrevista concedida a... [nome do entrevistador].
Local, ano de realização da entrevista.
Exemplo:
ARNS, Paulo Evaristo. Entrevista concedida a Jorge Miklos. São Paulo, 22 fev. 1997.
Eventos científicos (congressos, conferência, encontros, seminários, simpósios, jornadas,
reuniões anuais, workshops etc.)

a-) Eventos científicos considerados no todo


NOME DO EVENTO CIENTÍFICO, número do evento, ano de realização, local de realização (cidade).
Título da publicação. Local: Editora, ano de publicação.

Exemplo:
ENCONTRO NACIONAL DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA EM
ADMINISTRAÇÃO, 24., 2000, Florianópolis. Anais... Rio de Janeiro: Anpad, 2000.

b-) Eventos científicos considerados em parte


SOBRENOME, Nome [Autor do trabalho apresentado no evento]. Título do artigo: subtítulo. In: NOME
DO EVENTO CIENTÍFICO, número do evento, ano de realização, local de realização (cidade). Título da
publicação. Local: Editora, ano de publicação, página inicial-página final do trabalho.

Exemplo:
SANTOS, Maria de Lourdes dos. Santidades populares no Brasil: um estudo de caso – a Menina
Izildinha (Monte Alto 1950-1997). In: ENCONTRO REGIONAL DE HISTÓRIA DA ANPUH-MG, 11., 1998,
Uberlândia. Anais... Uberlândia: ANPUH-MG; UFU, 1998, p. 399-400.

Documento jurídico
25

a-) Lei, Projeto de Lei e Decreto


PAÍS, ESTADO ou MUNICÍPIO. Lei, Projeto de Lei ou Decreto, número, data (dia, mês e ano). Ementa.
Dados da publicação que transcreveu o documento jurídico.

Exemplos:
BRASIL. Decreto-lei n. 2.423, de 7 de abril de 1988. Estabelece critérios para pagamento de
gratificações e vantagens pecuniárias aos titulares de cargos e empregos na Administração Federal
direta e autárquicas e dá outras providências. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília,
v. 126, n. 66, p. 6009, 8 abr. 1988.
BRASIL. Lei n. 5.517, de 23 de outubro de 1968. Dispõe sobre o exercício da profissão de médico-
veterinário e cria os Conselhos Federal e Regional de Medicina Veterinária. Belo Horizonte: Conselho
Regional de Medicina Veterinária, 1970.

b-) Constituição
PAÍS, ESTADO ou MUNICÍPIO. Constituição (data de promulgação). Título. Local: Editora, ano de
publicação. Número de páginas ou volumes. Notas.

Exemplos:
BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Organização do texto:
Juarez de Oliveira. 4. ed. São Paulo: Saraiva, 1990. 168 p.
BRASIL. Constituição (1988). Constituição Federal. In: ACQUAVIVA, Marcus Cláudio. Vademecum
universitário de Direito. 3. ed. rev. e ampl. São Paulo: Editora Jurídica Brasileira, 2000, p. 17-120.
BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília: Senado Federal,
1988.

c-) Código civil


PAÍS. Título [código civil]. Organização do texto: [responsável]. Edição. Local de publicação: Editora,
ano de publicação.

Exemplo:
BRASIL. Código civil de 2002: comparado e anotado. Organização do texto: Antonio Cláudio da Costa
Machado, Juarez de Oliveira e Zacarias Barreto. 2. ed. São Paulo: J. de Oliveira, 2003.

Documentos eletrônicos
CD-Rom
26

a-) No todo
SOBRENOME, Nome [Nome do autor] ou NOME DA INSTITUIÇÃO ou NOME DO EDITOR. Título do CD-
ROM: subtítulo. Local: Editora, data de produção do CD. CD-ROM.
Exemplos:
ASSIS, Machado de. Machado de Assis: romances. São Paulo: C. Fiori, 1998. CD-ROM.
FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Dicionário Aurélio século XXI. Versão 3. Rio de Janeiro:
Lexicon, 1999. CD-ROM.
VADE-MÉCUM da Administração Pública. Brasília, DF: Consulex, [2003?]. CD-ROM.

b-) Texto parcial


SOBRENOME, Nome [Autor do texto parcial]. Título do texto parcial. In: SOBRENOME, Nome [Nome
do autor] ou NOME DA INSTITUIÇÃO ou NOME DO EDITOR. Título do CD-ROM: subtítulo. Local:
Editora, data de produção do CD. CD-ROM.

Exemplo:
ASSIS, Machado de. Memórias póstumas de Brás Cubas. In: Machado de Assis: romances. São Paulo:
C. Fiori, 1998. CD-ROM.

c-) Programa de computador


NOME DO PROGRAMA DE COMPUTADOR. Local: Editora, data de produção do CD. Conjunto de
programas. CD-ROM.
Exemplo:
MICRODOFT Office 97 Profissional. [S.l.]: Microsoft Corporation, 1997. Conjunto de programas. CD-
ROM.

d-) Eventos científicos (congressos, conferência, encontros, seminários, simpósios, jornadas, reuniões
anuais, workshops etc.): considerados no todo
NOME DO EVENTO CIENTÍFICO, número do evento, ano de realização, local de realização (cidade).
Título do evento: subtítulo. Local: Editora, data de produção do CD. CD-ROM.

Exemplo:
SEMINÁRIO DE TECNOLOGIA E PESQUISAS AMBIENTAIS – SETEPAM, 1., 2007, São Bernardo do
Campo. Anais... São Bernardo do Campo: Faculdade SENAI de Tecnologia Ambiental, 2007. CD-ROM.

e-) Eventos científicos (congressos, conferência, encontros, seminários, simpósios, jornadas, reuniões
anuais, workshops etc.): considerados em parte
27

SOBRENOME, Nome [Autor do trabalho apresentado no evento científico]. Título: subtítulo do


trabalho apresentado no evento. In: NOME DO EVENTO CIENTÍFICO, número do evento, ano de
realização, local de realização (cidade). Título do evento: subtítulo. Local: Editora, data de produção
do CD. CD-ROM.

Exemplo:
RAMOS, David Ribeiro. Proposta de implantação de programa de coleta seletiva em shopping center
da cidade de São Paulo – SP. In: SEMINÁRIO DE TECNOLOGIA E PESQUISAS AMBIENTAIS – SETEPAM,
1., 2007, São Bernardo do Campo. Anais... São Bernardo do Campo: Faculdade SENAI de Tecnologia
Ambiental, 2007. CD-ROM.

Páginas da internet / Homepage (institucional)


NOME DA INSTITUIÇÃO. Título do serviço ou produto. Disponível em: <endereço eletrônico>. Acesso
em: [data de acesso – dia, mês e ano].

Exemplo:
INEP – Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Desenvolvida pelo
Ministério da Educação. Apresenta os serviços oferecidos. Disponível em: <http://www.inep.gov.br>.
Acesso em: 15 dez. 2008.

Monografias (on-line)

a-) Monografia considerada no todo e acessada pela internet (on-line)


SOBRENOME, Nome [Autor da monografia] ou NOME DA INSTITUIÇÃO ou NOME DO EDITOR. Título
da monografia: subtítulo. Disponível em: <endereço eletrônico>. Acesso em: [data de acesso – dia,
mês e ano].

Exemplos:
SÃO PAULO (Estado). Secretaria do Meio Ambiente. Entendendo o meio ambiente. São Paulo, 1999. v.
1. Disponível em: <http://www.bdt.org.br/sma/entendendo/atual.htm>. Acesso em: 8 mar. 1999.

SEBRAE. Empresas brasileiras: quantas são, quanto produzem, quantos empregos geram, e onde se
localizam. São Paulo, 2004. Disponível em: <http://www.sebrae.com.br>. Acesso em: 26 fev. 2005.
28

DUMAS FILHO, Alexandre. A dama das camélias. Trad. Gilda de Mello e Souza. São Paulo: Biblioteca
Virtual do Estudante Brasileiro; Escola do Futuro; Universidade de São Paulo, 2003. Disponível em:
<http://www.bibvirt.futuro.usp.br/>. Acesso em: 18 jan. 2009.

b-) Monografia considerada em parte e acessada pela internet (on-line)


SOBRENOME, Nome [Autor do capítulo da monografia] ou NOME DA INSTITUIÇÃO ou NOME DO
EDITOR. In: SOBRENOME, Nome [Autor da monografia] ou NOME DA INSTITUIÇÃO ou NOME DO
EDITOR. Título da monografia: subtítulo. Disponível em: <endereço eletrônico>. Acesso em: [data de
acesso – dia, mês e ano].

Exemplos:
SÃO PAULO (Estado). Secretaria do Meio Ambiente. Tratados e organizações ambientais em matéria
de meio ambiente. In: Entendendo o meio ambiente. São Paulo, 1999. v. 1. Disponível em:
<http://www.bdt.org.br/sma/entendendo/atual.htm>. Acesso em: 8 mar. 1999.

ASSIS, Machado de. A mulher de preto. In: Contos fluminenses. São Paulo: Biblioteca Virtual do
Estudante Brasileiro; Escola do Futuro; Universidade de São Paulo, 2003. Disponível em:
<http://www.bibvirt.futuro.usp.br/>. Acesso em: 18 jan. 2009.

c-) Trabalho acadêmico considerado no todo e acessado pela internet (on-line)


SOBRENOME, Nome [Autor do texto acadêmico]. Título: subtítulo. Local e ano de defesa. Número de
folhas ou volumes. Categoria [Monografia / Dissertação / Tese] (Área de concentração) – Nome da
faculdade, Nome da universidade. Disponível em: <endereço eletrônico>. Acesso em: [data de acesso
– dia, mês e ano].

Exemplo:
MIRANDA, Daniela. Músicos de Sabará: a prática musical religiosa a serviço da Câmara (1749-1822).
Belo Horizonte, 2002. 168 f. Dissertação (Mestrado em História) – Faculdade de Filosofia e Ciências
Humanas, Universidade Federal de Minas Gerais. Disponível em:
<http://www.bibliotecadigital.ufmg.br/dspace/bitstream/1843/VGRO-5KRP2U/1/disserta_o.pdf>.
Acesso em: 10 fev. 2009.

Publicação periódica (on-line)


a-) Revista eletrônica considerada no todo e acessada pela internet (on-line)
29

NOME DA PUBLICAÇÃO, Local: Editora, volume, número, ano. Disponível em: <endereço eletrônico>.
Acesso em: [data de acesso – dia, mês e ano].

Exemplo:
VEJA ON-LINE, São Paulo: Abril, edição 1804, n. 23, 28 maio 2003. Disponível em:
<http://veja.abril.com.br/280503/sumario.html>. Acesso em: 28 maio 2003.

b-) Revista acadêmica considerada no todo e acessada pela internet (on-line)


NOME DA PUBLICAÇÃO, Local: Editora, volume, número, ano. Disponível em: <endereço eletrônico>.
Acesso em: [data de acesso – dia, mês e ano].

Exemplo:
REVISTA BRASIL DE LITERATURA, Rio de Janeiro, 2003. Disponível em:
<http://www.rbliteratura.com/revista/abertura.html>. Acesso em: 27 maio 2003.

c-) Artigo com autoria, disponível em revista eletrônica (on-line)


SOBRENOME, Nome [Autor do artigo]. Título do artigo. Título da publicação, Local: Editora, volume,
número, ano. Disponível em: <endereço eletrônico>. Acesso em: [data de acesso – dia, mês e ano].

Exemplo:
TEICH, Daniel Hessel. Como morriam os gladiadores. Veja On-line, São Paulo: Abril, edição 1804, n.
23, 28 maio 2003. Disponível em: <http://veja.abril.com.br/280503/p_068.html>. Acesso em: 28
maio 2003.

d-) Artigo com autoria, disponível em revista acadêmica eletrônica (on-line)


SOBRENOME, Nome [Autor do artigo]. Título do artigo. Título da revista acadêmica, Local: Editora,
volume, número, ano. Disponível em: <endereço eletrônico>. Acesso em: [data de acesso – dia, mês e
ano].

Exemplo:
RODRIGUES, André Figueiredo. Os sertões proibidos da Mantiqueira: desbravamento, ocupação da
terra e as observações do governador dom Rodrigo José de Meneses. Revista Brasileira de História,
São Paulo: ANPUH, v. 23, n. 46, p. 253-270, 2003. Disponível em:
<http://www.scielo.br/pdf/rbh/v23n46/a11v2346.pdf>. Acesso em: 9 fev. 2009.
e-) Jornal considerado no todo e acessado pela internet (on-line)
30

TÍTULO DO JORNAL. Local, dia, mês e ano. Disponível em: <endereço eletrônico>. Acesso em: [data
de acesso – dia, mês e ano].

Exemplo:
O ESTADO DE S.PAULO DIGITAL, São Paulo, 9 fev. 2009. Disponível em:
<http://www.estadao.com.br/home/index.shtm>. Acesso em: 9 fev. 2009.

f-) Artigo com autoria, disponível em jornal acessado pela internet (on-line)
SOBRENOME, Nome [Autor do artigo]. Título do artigo. Título do jornal, Local, data de publicação.
Disponível em: <endereço eletrônico>. Acesso em: [data de acesso – dia, mês e ano].

Exemplo:
LYNN, Jonathan. OMC faz reunião para avaliar sinais de onde protecionista. O Estado de S.Paulo
Digital, São Paulo, 9 fev. 2009. Disponível em:
<http://www.estadao.com.br/economia/not_eco320721,0.htm>. Acesso em: 9 fev. 2009.

g-) Artigo sem autoria, disponível em jornal acessado pela internet (on-line)
TÍTULO do artigo. Título do jornal, Local, data de publicação. Disponível em: <endereço eletrônico>.
Acesso em: [data de acesso – dia, mês e ano].

Exemplo:
ARQUEÓLOGOS encontram 30 múmias no Egito. O Estado de S.Paulo Digital, São Paulo, 9 fev. 2009.
Disponível em: <http://www.estadao.com.br/geral/not_ger320671,0.htm>. Acesso em: 9 fev. 2009.

Documento jurídico (on-line)

PAÍS, ESTADO ou MUNICÍPIO. Lei, Projeto de Lei ou Decreto, número, data (dia, mês e ano). Ementa.
Dados da publicação que transcreveu o documento jurídico (se houver). Disponível em: <endereço
eletrônico>. Acesso em: [data de acesso – dia, mês e ano].

Exemplo:
BRASIL. Câmara dos Deputados. Projeto de Lei n. 3.116, de 1997. Cria o balanço social para as
empresas públicas e para as empresas privadas com mais de 100 empregados. Disponível em:
<http://www.balancosocial.org.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm>. Acesso em: 10 fev. 2009.

2.3.3. Glossário
31

É uma lista organizada em ordem alfabética de palavras ou expressões técnicas de uso


restrito ou de sentido obscuro, tais como termos técnicos e expressões de pouco uso ou de uso
regional, devidamente acompanhadas das respectivas definições.

2.3.4. Apêndice(s)

Consiste em um texto ou documento elaborado pelo autor, a fim de complementar sua


argumentação, sem prejuízo da unidade do trabalho, como entrevistas e respostas de entrevistas e
formulários e questionários de pesquisa.
No artigo deve-se fazer referência ao(s) apêndice(s), citando-o(s) no desenvolvimento do
texto ou em nota de rodapé.

2.3.5. Anexo(s)

É um texto ou documento não elaborado pelo autor, que serve para esclarecer, fundamentar,
confirmar ou comprovar ideias. Podem ser colocados como anexos: transcrição de documentos
históricos, estatutos, termos de convênios, dados estatísticos, recortes de publicações (jornais e
revistas), mapas, autorização de pesquisas, decretos, leis, modelos de formulários impressos,
decisões judiciais e ilustrações, gráficos e tabelas não citadas no texto, entre outros.

3. Elementos de apoio ao texto

3.1. Citações

Citação é a menção, no texto que se escreve, de informações extraídas de outras publicações,


com a finalidade de ilustrar afirmações, de apresentar evidências, de esclarecer, sustentar, contestar
ou complementar as idéias do autor.
As citações são classificadas de acordo com sua forma (maneira de transcrever a citação no
texto), seu tamanho (se são longas ou breves) e em relação ao documento consultado (se aparece de
maneira direta ou indireta).

3.1.1. Citação quanto à forma


32

Existem várias formas de citações. As mais usuais são:

 Citação textual ou literal

É a transcrição (cópia) fiel de palavras ou trechos de um texto de outro autor, conservando


sua ortografia, pontuação e o uso das iniciais maiúsculas. Deve ser reproduzida entre aspas (“...”) ou
destacada tipograficamente (parágrafo em separado, tamanho de letra menor, recuo, etc.),
acompanhada de informações sobre a fonte, transpondo os dados do local de proveniência do texto
original (referência bibliográfica).

Exemplo:
Nas palavras de Saul Faingaus Bekin, endomarketing são “ações de marketing para o público
interno – funcionários – das empresas e organizações”, cujo objetivo é “facilitar e realizar trocas
construindo relacionamentos com o público interno, compartilhando os objetivos da empresa ou
organização, harmonizando e fortalecendo estas relações” (BEKIN, 1995, p. 32).

Neste trecho identificamos duas citações literais ou textuais:

 1ª citação textual = “ações de marketing para o público interno – funcionários – das empresas
e organizações”;
 2ª citação textual = “facilitar e realizar trocas construindo relacionamentos com o público
interno, compartilhando os objetivos da empresa ou organização, harmonizando e
fortalecendo estas relações”.

Nas duas citações ocorreu a cópia de pequenos trechos do texto de Saul Faingaus Bekin,
intitulado Conversando sobre endomarketing, publicado em 1995, na cidade de São Paulo, pela
editora Makron Books. Os excertos transcritos foram extraídos da página 32. Como as frases foram
copiadas do livro de Bekin, elas devem aparecer escritas entre aspas, mantendo a sua ortografia e os
seus sinais de pontuação. A referência bibliográfica do livro do Bekin encontrar-se-á na seção
Referências:

BEKIN, Saul Faingaus. Conversando sobre endomarketing. São Paulo: Makron Books, 1995.

A citação visou reforçar a definição de endomarketing, por intermédio de um autor que já


pesquisou o mesmo assunto sobre o qual estamos escrevendo, a fim de poder comprovar uma ideia.

 Citação livre ou paráfrase


33

É a reprodução das ideias e informações da fonte consultada sem que haja a cópia fiel do
texto original. Nesse caso, não se devem utilizar aspas, mas é imprescindível mencionar a autoria e a
indicação das páginas do texto consultado.
Sempre que possível, prefira a citação por meio de paráfrase, ou seja, quando se expressa a
ideia de um determinado autor ou de um texto com suas palavras.

Exemplo:
O poeta, dramaturgo e jurista Cláudio Manuel da Costa era um dos participantes da
Inconfidência Mineira de 1789 mais velhos: tinha 60 anos de idade. Sua formação educacional
iniciou-se com os ensinamentos de sua mãe, Teresa Ribeiro de Alvarenga. Estudou cânones porque
estava destinado a tomar ordens como regular dos trinitários em Portugal (OLIVEIRA, 1978, p. 124).

O parágrafo acima foi elaborado por meio de uma síntese pessoal (paráfrase), tendo por base
as ideias de Tarquínio José Barbosa de Oliveira, em notas biográficas que escreveu sobre os
inconfidentes na edição crítica dos Autos de Devassa da Inconfidência Mineira.
Qualquer síntese pessoal (paráfrase ou citação livre) é escrita sem aspas, com o mesmo tipo e
tamanho de letra utilizados na redação do parágrafo. Mesmo tomando por base as ideias de alguém,
sem copiar trecho algum, devemos referenciá-la e a síntese pessoal também tem de ser referenciada;
caso contrário, incorrer-se-á em plágio. Enunciar uma idéia com suas próprias palavras não lhe torna
proprietário dessas ideias. Daí, a indicação da fonte de onde foram extraídas as informações
essenciais do parágrafo: (OLIVEIRA, 1978, p. 124).

3.1.2. Citação quanto ao tamanho

Quanto ao tamanho, as citações podem ser breves ou longas.

 Citação breve

Considera-se como citação breve aquela com até três linhas. Ela deve permanecer no corpo
do texto e sua transcrição deve vir entre aspas e com o mesmo tipo e tamanho da letra utilizados no
parágrafo do texto que se está escrevendo.

Exemplo:
34

De acordo com Amaury Patrick Gremaud, Marco Antonio Sandoval de Vasconcellos e Rudinei
Toneto Júnior, inflação é definida como “um aumento generalizado e contínuo dos preços.”.
(GREMAUD; VASCONCELLOS; TONETO JÚNIOR, 2008, p. 95)

O exemplo contém uma citação textual e breve, pois o trecho copiado pertence ao livro
Economia brasileira, de Amaury Patrick Gremaud, Marco Antonio Sandoval de Vasconcellos e Rudinei
Toneto Júnior.
A citação é breve porque a cópia do trecho tem até três linhas. Por isso, ela permanece no
parágrafo, é escrita entre aspas, com o mesmo tamanho e tipo de letra utilizados na confecção do
texto, além de se conservar a pontuação original.

 Citação longa

É aquela com mais de três linhas. Ela deve aparecer em parágrafo próprio, com recuo de
quatro centímetros da margem esquerda, sem deslocamento na primeira linha e termina na margem
direita. A segunda linha e as seguintes são alinhadas sob a primeira letra do texto da citação. A
transcrição não leva aspas e tem espaçamento de entrelinhas simples (espaço 1). Deixar o espaço de
uma linha entre a citação e o parágrafo anterior e posterior. O tamanho da letra (fonte) é menor que
o utilizado no texto.

Exemplo:

Para se obter uma sesmaria eram necessários alguns procedimentos. O viajante


francês Auguste de Saint-Hilaire, no início do século XIX, registrou:

Quando alguém pretende tornar-se o possuidor de um terreno livre


(terra devoluta), dirige uma petição ao general da capitania, e este
remete o pedido à municipalidade (câmara) do distrito, a fim de que se
faça um inquérito para saber-se se realmente a área solicitada não tem
dono. Se o inquérito for favorável ao solicitante, o general oficia ao
magistrado denominado juiz de sesmarias para que conceda as terras
requeridas. Este manda medi-las e demarcá-las e entrega ao
concessionário o título de posse (carta de sesmaria), que este último é
obrigado a fazer confirmar pelo Rei. (SAINT-HILAIRE, 1975, p. 109)

Por intermédio da doação de carta de sesmaria, as autoridades portuguesas na


América legalizavam a posse de terras já ocupadas com atividades agrícolas e pastoris.

O exemplo contém uma citação textual, pois se transcreve literalmente um trecho da obra de
Auguste de Saint-Hilaire, Viagem pelas províncias do Rio de Janeiro e Minas Gerais, conservando-se
sua ortografia e pontuação. Além disso, a citação também é longa, pois tem mais do que três linhas.
35

Pelo trecho copiado ser maior do que três linhas, ele deve aparecer em parágrafo separado,
em bloco, iniciado a 4 cm da margem esquerda, sem recuo de parágrafo, sem aspas e com o corpo e
espaço interlinear menor que o utilizado no texto. A margem direita da citação longa não deve ser
alterada em relação ao texto, ou seja, não deve sofrer nenhum recuo.
A indicação bibliográfica da citação textual longa, presente no item Referências, é a seguinte:

SAINT-HILAIRE, Auguste de. Viagem pelas províncias do Rio de Janeiro e Minas Gerais. Trad. Vivaldi
Moreira. Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: Edusp, 1975.

3.1.3. Citação quanto ao documento consultado

Quanto ao documento consultado, a citação pode ser direta ou indireta.

 Citação direta

Ocorre quando se transcrevem, de forma fiel, as idéias da própria fonte.

 Citação indireta

Ocorre quando as informações transcritas são retiradas de uma obra que as cita, ou seja, que
foram anteriormente citadas por outro. Esse tipo de citação é usado quando não se tem acesso ao
texto original.
Nesse caso, após a transcrição do trecho copiado, interpretado ou resumido, indica-se o
nome do autor da citação seguido da expressão latina “apud”, que significa “citado por”, e da
informação da fonte efetivamente consultada.

Exemplo:
Afinal: o que é economia? Para responder a esta pergunta Maria Cecília Coutinho de Arruda,
Maria do Carmo Whitaker e José Maria Rodrigues Ramos buscaram a seguinte definição em Lionel
Robbins: “Economia é a ciência que estuda o comportamento humano como um relacionamento
entre fins e meios escassos que têm usos alternativos.”. (ROBBINS, 1995, p. 16 apud ARRUDA;
WHITAKER; RAMOS, 2001, p. 147)

A definição do que seja economia, apresentada por Maria Cecília Coutinho de Arruda, Maria
do Carmo Whitaker e José Maria Rodrigues Ramos, foi extraída da obra de Lionel Robbins, intitulada
36

An essay on the nature and significance of economic science. Como só se teve acesso à definição de
economia de Robbins, a partir do texto das três autoras, realizou-se o que chamamos de “citação de
citação”, ou seja, construiu-se uma citação a partir de um texto de uma obra ao qual não se teve
acesso diretamente, mas por intermédio de terceiros. Nesse caso, usa-se a expressão latina “apud”,
seguida da indicação da fonte efetivamente consultada. Na bibliografia deve ser referenciado apenas
o autor consultado e não o que apareceu citado. No caso, na Referência só aparecerá indicação ao
trabalho das três autoras:

ARRUDA, Maria Cecília Coutinho de; WHITAKER, Maria do Carmo; RAMOS, José Maria Rodrigues.
Fundamentos de ética empresarial e econômica. São Paulo: Atlas, 2001.

3.1.4. Sistemas de chamada

Utilizam-se dois tipos de sistemas de referência para citações: autor-data e numérico. Por
uma questão de uniformidade, deve-se optar por apenas um dos sistemas de chamada na redação do
artigo.

 Autor-data

A indicação da fonte de onde se extraiu a citação aparece referenciada no próprio corpo do


texto, pelo sobrenome de cada autor ou pelo nome de cada entidade responsável, em letra
maiúscula, seguida da data de publicação do documento e do número da(s) página(s) da citação,
separada por vírgula.
É recomendado o uso desse modelo quando não houver a inserção de notas de rodapé no
texto. Assim, a lista das referências deve aparecer em ordem alfabética, no final do artigo.

Exemplo:
No texto, temos:

De acordo com Goulart, tropeiro “era o emissário oficial. Era o correio e o transmissor de
notícias. Era o intermediário de negócios. Era o portador de bilhetes, de recados, o aviador de
encomendas e de receitas.”. (GOULART, 1961, p. 107)

Nas Referências, encontramos a indicação bibliográfica completa ao texto do Goulart:

GOULART, José Alípio. Tropas e tropeiros na formação do Brasil. Rio de janeiro: Conquista, 1961.
37

 Numérico

Neste sistema, a indicação da fonte é feita por uma numeração única e consecutiva, em
algarismos arábicos, remetendo à lista de notas de rodapé no final da página ou do artigo. Não se
inicia a numeração das citações em cada página.
A numeração no texto é indicada pouco acima do texto em expoente à linha do mesmo, após
a pontuação que fecha a citação, ou indicada entre parênteses, alinhada ao texto.

Exemplo:
38

No texto, temos:

De acordo com Goulart, tropeiro “era o emissário oficial. Era o correio e o transmissor de
notícias. Era o intermediário de negócios. Era o portador de bilhetes, de recados, o aviador de
encomendas e de receitas.”.12

ou

De acordo com Goulart, tropeiro “era o emissário oficial. Era o correio e o transmissor de
notícias. Era o intermediário de negócios. Era o portador de bilhetes, de recados, o aviador de
encomendas e de receitas.”. (12)

No rodapé, encontramos a indicação bibliográfica completa ao texto do Goulart:

12
GOULART, José Alípio. Tropas e tropeiros na formação do Brasil. Rio de janeiro: Conquista, 1961.

ou

(12) GOULART, José Alípio. Tropas e tropeiros na formação do Brasil. Rio de janeiro: Conquista, 1961.

Toda obra, quando referenciada pela primeira vez, em nota de rodapé, deve ter sua
referência bibliográfica indicada por completo. As demais indicações podem ser substituídas por
expressões
Nolatinas
texto,abreviadas,
temos: como:

 Idem ou Id. – o mesmo


A Inconfidência Mineiraautor
foi estudada por nós sob dois ângulos:


Indica que o trecho
o religioso, citado
na análise do foi extraído dade
envolvimento obra referenciada
membros emcatólica;
da Igreja nota imediatamente
7
anterior.
A expressão

“Idem” substitui
o econômico, o nome
no estudo dosdosequestros
autor nas notas de rodapé
de bens sucessivas.
dos sediciosos da comarca do Rio
das Mortes.8
Exemplo:
No rodapé se encontra os dados bibliográficos das notas 7 e 8:

7
RODRIGUES, André Figueiredo. O clero e a Conjuração Mineira. São Paulo: Humanitas
FFLCH/USP, 2002.
8
Idem. Estudo econômico da Conjuração Mineira: análise dos seqüestros de bens dos
inconfidentes da comarca do Rio das Mortes. São Paulo, 2008. 338 f. Tese (Doutorado em
História Social) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São
Paulo.
39

 Ibidem ou Ibid. – na mesma obra e autor

Indica que a citação foi extraída de uma obra anteriormente referenciada, mudando apenas a
numeração da(s) página(s).

Exemplo:

No texto, lemos:

Eduardo Frieiro inventariou e analisou os livros apreendidos pela devassa mineira ao cônego
Luís Vieira da Silva, em 1789, a fim de desvendar quais deles o eclesiástico lia e quais as inclinações
ou direções de seu pensamento, já que foi um dos indivíduos das Minas Gerais que “respirou a
plenos pulmões os melhores ares do espírito do tempo”. 9
Sua biblioteca contava com cerca de 800 volumes em 270 títulos. 10 Temas como Religião,
Literatura, Filosofia e Ciências, do antigo ao novo, achavam-se bem representados. Há evidentes
sinais de apreço à Antigüidade clássica e aos melhores clássicos franceses, italianos e portugueses.
Textos filosóficos e literários franceses mostravam-se exagerados: Voltaire, Montesquieu, Bossuet,
Racine, Corneille e Marmontel faziam-se representar, entre outros autores. No todo, nada sobre o
Brasil ou do Brasil.11

No rodapé, encontramos as indicações bibliográficas daquelas três citações:


40

9
FRIEIRO, Eduardo. O diabo na livraria do cônego. 2. ed. rev. e aum. Belo Horizonte: Itatiaia; São
Paulo: Edusp, 1981, p. 20.
10
Ibidem, p. 24.
11
Ibidem, p. 29-30.

 Op. cit. (opus citatum) – na obra citada

Indica que a citação é referente a uma obra do autor já citada no mesmo trabalho, porém ser
sem imediatamente anterior.

Exemplo:

No texto, lemos:

João Pinto Furtado demonstrou, ao traçar o perfil socioeconômico dos envolvidos na


Inconfidência Mineira, que os inconfidentes tinham múltiplos interesses, alguns até excludentes, não
podendo ser vistos como um grupo unívoco, provido de interesse afins. 23
As idéias de João Furtado opõem-se as interpretações consagradas por Kenneth Maxwell, que
compreende a Inconfidência como uma manifestação de protesto de burocratas e intelectuais, de
mineradores e oligarcas endividados em defesa de seus cabedais. 24 Dificilmente, nas palavras de João
Furtado, “a revolta mineira traria um programa político minimamente coeso, devido à diferenciação
econômica e social dos envolvidos”.25

No rodapé, encontramos as referências das citações 23, 24 e 25:

23
FURTADO, João Pinto. O manto de Penélope: história, mito e memória da Inconfidência Mineira de
1788-9. São Paulo: Companhia das Letras, 2002, p. 58.
24
MAXWELL, Kenneth. A devassa da devassa. A Inconfidência Mineira: Brasil e Portugal, 1750-1808.
2. ed. Trad. João Maia. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1978, p. 103, 136.
25
FURTADO, João Pinto. op. cit., p. 206.

 Loc. cit (Loco citato) – no lugar citado

Indica que a citação foi extraída da mesma página de uma obra já citada, na mesma página,
quando houver intercalação de uma ou mais notas.

Exemplo:
41

No texto, lemos:

Em Minas, o Seminário de Mariana foi construído à custa de mineiros ricos. 3 As doações


foram destinadas a manutenção de professores e ao custeio de escravos e terras que pertenciam ao
seminário.4
As aulas foram iniciadas com um único professor – o padre jesuíta José Nogueira. Após a
expulsão dos jesuítas do império português em 1759, esse padre foi substituída pelo cônego José dos
Santos.5

No rodapé, encontramos as referências bibliográficas das notas 3, 4 e 5:

3
MENEZES, Joaquim Furtado de. Clero mineiro: periodo monarchico (1553-1889). Rio de Janeiro:
Tipografia Americana, 1933, p. 100.
4
FADEL, Bárbara. Clero e sociedade: Minas Gerais, 1745-1817. São Paulo, 1994. 220 f. Tese
(Doutorado em História) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas; Universidade de São
Paulo, p. 47-48.
5
MENEZES, Joaquim Furtado de. loc. cit.

 Et seq. (et sequentia) – seguinte ou que se segue

É usada quando não se quer citar todas as páginas da obra referenciada, indicando, apenas, a
primeira página, seguida da expressão “et seq.”. Utilizada especialmente em citações livres ou
paráfrases.

Exemplo:

No texto, lemos:

O marquês de Pombal afrontara a situação de dependência portuguesa à inglesa. Insurgira-se


contra o poder da Espanha, lutando contra a Companhia de Jesus, instituíra a reforma pedagógica de
caráter secular, difundira o espírito laico, renovara a atividade científica, fundara academias e
promovera a publicação de obras inspiradas na modalidade portuguesa do Iluminismo, o qual teve,
de certa forma, influência do catolicismo. 73

No rodapé, a referência da citação 73 é a seguinte:


42

73
FALCON, Francisco José Calazans. Da Ilustração à revolução – percurso ao longo do espaço – tempo
setecentista. Acervo, Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, v. 4, n. 1, p. 53- 87, jan./jun. 1989, p. 56 et seq.

 Passim – aqui e ali, em diversas passagens

Indica referências genéricas a várias passagens do texto, sem identificação específica das
páginas de onde foram extraídas as idéias do autor. Escreve-se a página inicial e final do trecho
citado, seguido da expressão “passim”.

Exemplo:

No texto, lemos:

A Revista do Arquivo Público Mineiro, de 1995, reproduziu o levantamento elaborado sobre


os teares encontrados na capitania de Minas Gerais em 1786, nos distritos de Minas Novas, Vila Nova
da Rainha, Sabará e São João del-Rei. É interessante notar a quantidade de tecido produzido e a
organização que algumas famílias davam àquela manufatura. Por exemplo, no sítio de Monte Alegre,
o morador Manuel de Oliveira fabricava de 400 a 500 varas por ano. No sítio do Bom Jesus, o padre
Manuel Gomes de Miranda produzia 150 varas de pano por ano. Bernardo Moreira dos Santos Silva,
proprietário de um sítio em Serra Negra, fabricava 107 varas por ano. O capitão João Nogueira
Duarte, também proprietário de um sítio em Serra Negra, produzia anualmente 175 varas. 96

Na nota de rodapé 96, encontramos a seguinte referência:

96
REVISTA DO ARQUIVO PÚBLICO MINEIRO, Belo Horizonte, ano XL, p. 83-109 passim., 1995.

3.2. Ilustrações

São elementos demonstrativos que servem para elucidar, explicar e simplificar o


entendimento do texto. As ilustrações compreendem gráficos, quadros, mapas, fotografias, lâminas,
plantas, retratos, algoritmos, desenhos, organogramas, tabelas, fluxogramas, esquemas, gravuras,
fórmulas ou outras formas pictográficas.
As ilustrações, exceto tabelas, gráficos e quadros, denominam-se “figuras”. Elas devem
aparecer o mais próximo possível do lugar em que são mencionadas no texto. São numeradas
43

sequencialmente em algarismos arábicos e seu enunciado é colocado na parte inferior, procedido da


palavra FIGURA, em letra maiúscula, com a indicação do número de ordem de sua ocorrência no
texto, em algarismos arábicos, e do seu respectivo título, em letra minúscula, exceto a inicial da frase
e dos nomes próprios grafados em maiúscula.
Deve-se deixar uma linha em branco entre o último parágrafo do texto e a ilustração, e entre
a ilustração e o próximo parágrafo. As ilustrações deverão aparecer no centro da página.
A inclusão de uma legenda explicativa da ilustração, quando necessária, deverá ser breve,
clara e disposta abaixo do título. No caso da figura ocupar toda a página, a legenda deverá ser
inserida na página oposta.
Se a figura reproduzida já foi publicada anteriormente, deve-se indicar a fonte bibliográfica de
onde se extraiu aquela imagem.
44

3.3. Gráficos

São desenhos constituídos de traços e pontos que apresentam informações de um


determinado segmento estudado. Possuem uma numeração seqüencial escrita em algarismos
arábicos e um enunciado colocado em sua parte inferior. A palavra GRÁFICO é grafado em letra
maiúscula, com a indicação do número de sua ocorrência no texto, em algarismos arábicos, e do seu
respectivo título.
Deve-se deixar pelo menos um espaço de uma linha entre o último texto e o gráfico, e entre o
gráfico e o próximo texto.

3.4. Tabelas

São representações numéricas de dados quantitativos coletados por meio de instrumentos


particulares criados para este fim. Devem ser designadas como tabelas e numeradas
consecutivamente.
As tabelas são constituídas por linhas horizontais abertas nas laterais e devem ser inseridas o
mais próximo possível do texto onde foram mencionadas. As fontes, contendo os dados de onde se
extraíram as informações para a construção da tabela, devem ser indicadas no rodapé da tabela,
precedida da palavra “Fonte:”, após o fio de fechamento horizontal.
Seu título deve figurar acima da tabela, precedido da palavra TABELA, em letra maiúscula, e
de seu número de ordem no texto, em algarismos arábicos.
No caso de tabelas que não caibam em uma só página, deve-se dar continuidade a tabela na
página seguinte. Nesse caso, o fio horizontal de fechamento deve ser colocado apenas no final da
tabela, ou seja, na página seguinte. Nesta página também são repetidos os títulos e o cabeçalho da
tabela.
45

3.5. Quadros

São elementos demonstrativos que contêm informações textuais agrupadas em colunas e


seguem a mesma normalização das tabelas quanto à sequência de numeração e apresentação. O que
as diferencia é que os quadros são fechados nas laterais com moldura.

3.6. Equações e fórmulas

Devem aparecer destacadas no texto, de modo a facilitar a leitura. Quando necessário, é


permitido o uso de uma entrelinha maior que comporte seus expoentes e índices. Devem, também,
aparecer destacadas do parágrafo, de maneira centralizada, e, se for o caso, numeradas.
Quando fragmentadas em mais de uma linha, por falta de espaço, devem ser interrompidas
antes do sinal de igualdade ou depois dos sinais de adição, subtração, multiplicação e divisão.

3.7. Divisões do texto: seções e subseções

Para melhor distribuir o conteúdo do artigo, pode-se dividir o texto em seções. Cada seção
receberá um grupo numérico denominado “indicativo de seção”, que ressalta a sequência, a
importância e o inter-relacionamento do assunto tratado.
As seções são numeradas em algarismos arábicos e seguem a sequência dos números inteiros
a partir do número 1.
O número deverá acompanhar a margem esquerda separado do título por um espaço de
caractere. Os títulos principais de um item deverão ser escritos em letra maiúscula e, se desejar,
também em negrito.
O subtítulo é constituído pelo indicativo numérico da seção do título principal a que
pertence, seguido do número que lhe é atribuído na sequência do assunto.
Não se utilizam ponto, travessão, hífen ou qualquer sinal após o indicativo da seção ou de seu
subtítulo.
46

4. Apresentação gráfica

4.1. Papel

Branco, de adequada opacidade e formato A4 (210 x 297 mm).

4.2. Digitação

O texto deve ser digitado no anverso da folha.

4.3. Fonte e tamanho da letra

Recomenda-se fonte de adequada legibilidade, como Arial, Times New Roman, Book Antiqua,
Calibri, Courier New, e tamanho de corpo 12.
Para citações superiores a três linhas, paginação, referências, resumos, palavras-chave, notas
e legenda de tabelas e ilustrações recomendam-se tamanho menor do que 12.

4.4. Espacejamento

O texto deve ser digitado com espaço 1,5 entre as linhas, com exceção das citações textuais
com mais de três linhas, notas, resumos, palavras-chave, referências e legenda das ilustrações e
tabelas, que devem ser digitadas em espaço simples.
Os títulos das seções devem ser separados do texto que os procede ou que os sucede por
dois espaços simples.
As referências, no final do artigo, devem ser separadas por espaço simples.
47

4.5. Margens

São formadas pela distribuição espacial do próprio texto, no modo justificado, nas seguintes
medidas da borda da folha:

 esquerda = 3,0 cm
 superior = 3,0 cm
 direita = 2,0 cm
 inferior = 2,0 cm

4.6. Parágrafos

Deverão ser justificados e recomendam-se 1,25 cm da margem esquerda do texto ou um


toque no tabulador (Tab) do teclado do computador.
Não se deve utilizar espacejamento diferenciado entre os parágrafos.

4.7. Paginação

Deve ser colocada no canto superior direito da folha, a 2 cm da borda do papel, em


algarismos arábicos e tamanho de fonte menor.
Os números devem ser indicados sem traços, pontos ou parênteses.

4.8. Impressão

O texto deve ser impresso na cor preta, com exceção das ilustrações, e em apenas um lado do
papel.
48

5. Redação científica

São características da redação científica:

 Impessoalidade

Redação na terceira pessoa. Não se usa a primeira pessoa do singular, principalmente seus
pronomes, como “eu”, “meu”: meu trabalho, minha tese, eu pesquisei etc.. (NADÓLSKIS, 2006, p. 136)

Exemplo:
Eu entendo como necessário trocar de carro.
Utilize:
Entende-se como necessário (...) ou Entendemos como necessário trocar de carro.

 Objetividade

Evitar repetições e pontos de vista pessoais que transpareçam impressões subjetivas e não
fundamentadas sobre dados concretos como, por exemplo: eu acho, eu penso, parece que, segundo
pesquisas (sem citar a fonte de tal informação). (CERVO; BERVIAN, 2002, p. 129)
A regra é ir direto ao ponto. Não se deve deixar ao leitor a tarefa de se achar em meio a
caminhos tortuosos e desencontrados do texto.
Para se manter a objetividade de um artigo, é fundamental que o autor, de acordo com José
Paulo Moreira de Oliveira e Carlos Alberto Paula Motta,

 mantenha o foco nas necessidades informacionais do leitor;


 privilegie as ações: descrições, diálogos e circunstâncias em que o fato correu só devem ser
transcritos quando foram relevantes para justificar, exemplificar ou demonstrar a procedência
dos fatos;
 privilegie os resultados, em detrimento da descrição exaustiva dos meios utilizados para
obtê-los;
 respeite o conhecimento prévio do leitor, relativamente ao assunto a ser abordado;
 controle a quantidade de informações a serem prestadas: destaque apenas experimentos,
acontecimentos e situações que tragam, contextualmente, numerosas implicações;
 utilize gráficos, fotos, tabelas e figuras, capazes de enriquecer o conteúdo a ser desenvolvido;
49

 reserve informações complementares e pormenores para os anexos;


 organize as informações de maneira a evitar que o leitor perca tempo com detalhes
irrelevantes e, portanto, dispensáveis;
 trabalhe adequadamente a especificidade: o leitor não é obrigado a adivinhar intenções
comunicativas. (OLIVEIRA; MOTTA, 2005, p. 25; 27)

Carlos Pimentel, em A redação nos negócios, apresentou o seguinte exemplo de um texto


objetivo (2005, p. 48):

Texto original:

Como resultado do persistente e continuado suprimento insatisfatório do componente J-7


(arruela de equilíbrio do rotor interno) foi determinado pela autoridade competente que adicionais
e/ou novos fornecedores do componente acima mencionado deveriam ser procurados com vistas a
aumentar o número de peças que deveriam ser mantidas disponíveis no armazém de depósito. Após
termos recebido ofertas dos concorrentes e comparado as amostras enviadas e submetidas por
aqueles, ficou decidido que o contrato para o componente J-7 seja terminado ao fim do corrente ano
e que um novo contrato seja concedido, dessa vez à Cia. Siderúrgica Nacional.

Texto reescrito (objetividade):

O contrato para o componente J-7 deve ser encerrado ao fim deste ano e um novo contrato
deve ser feito com a Cia. Siderúrgica Nacional.
50

 Clareza

As ideias devem ser compreendidas pelo leitor. “Para ser claro, o autor tem de assimilar o
assunto de tal modo que para ele fique evidente o todo, as suas partes componentes e os inter-
relacionamentos existentes e, assim, possa transmiti-los de maneira didática”. Termos vagos, que
podem causar equívocos, deverão ser evitados. O autor dirige-se a um público restrito de uma área
do conhecimento, supõe capacidades de entendimento do vocabulário que expressa com precisão as
noções técnicas da respectiva área. (NADÓLSKIS, 2006, p. 136)
Para se obter clareza em um texto, é preciso (OLIVEIRA; MOTTA, 2005, p. 37-38):

 manter a redação da frase na ordem direta (sujeito + verbo + complemento)

Exemplo:
Foi a ANBID que introduziu no Brasil um esquema, por meio de convênios firmados com
instituições financeiras – bancos privados e públicos de investimentos –, exames de certificação para
especialistas de investimentos do mercado de capitais.

O correto é:

A ANBID introduziu no Brasil exames de certificação para especialistas de investimentos do


mercado de capitais.

 dispor informações em ordem lógica.

Exemplo:
Coloque o disquete após ter ligado o computador.

O correto é:

Ligue o computador e coloque o disquete.

 Precisão

Evitar generalizações. (CERVO; BERVIAN, 2002, p. 129)


51

 Concisão

Obter o máximo de expressividade utilizando-se o mínimo de palavras. O artigo tem que ser
tão breve quanto possível, sem deixar de ser completo. Obtém-se a concisão com a supressão de
digressões e a repetição de ideias, que pouco ou nada acrescentam ao conteúdo. (NADÓLSKIS, 2006,
p. 137)

Exemplo:
Se os grupos dos alunos dos diversos cursos de Administração forem de idêntica natureza e
apresentarem as mesmas características curriculares, as turmas poderão ter um mínimo de 10 e no
máximo 20 participantes.

O trecho anterior pode ser reescrito com concisão:

Se os grupos dos alunos de Administração forem homogêneos, as turmas poderão ter entre
10 e 20 participantes.

 Homogeneidade

Para cada conceito, buscar a palavra certa, ou seja, a mais apropriada, específica e pertinente
ao contexto. Evitar palavras plurissignificativas. (OLIVEIRA; MOTTA, 2005, p. 27)

Exemplo:
No trecho, transcrito de José Paulo Moreira de Oliveira e Carlos Alberto Paula Motta, lemos:

“Quando o desligamento é inadequado, o computador procederá a um teste padrão para verificar o


disco rígido. Caso seja detectado nenhum problema no winchester, você poderá trabalhar
normalmente com a máquina”.

No excerto, os termos “disco rígido” e “computador” foram respectivamente substituídos por


“winchester” e “máquina”. A troca das palavras revelou-se pouco funcional, pois o leitor pode ser
induzido a erro, por entender que os pares “disco rígido/winchester” e “computador/máquina”
possuem significados distintos.
Respeitando-se o princípio da homogeneidade, esta é a melhor redação para o trecho:
52

“Quando o desligamento é inadequado, o computador procederá a um teste padrão para verificar o


disco rígido. Caso seja detectado nenhum problema no disco, você poderá trabalhar normalmente
com o computador”. (OLIVEIRA; MOTTA, 2005, p. 27)

 Cortesia

Evitar atritos com outros autores. É preciso tato ao discordar. “Apresente os fatos, as ideias de
modo objetivo, persuasivo, sem declarar que outros estão errados”. Caberá ao leitor comparar e
concluir quem está certo. (NADÓLSKIS, 2006, p. 136)

 Ética

Se o artigo se apoia em pesquisa bibliográfica, não se pode deixar de citar todas as fontes
realmente consultadas. Se alguma pessoa contribuiu para o desenvolvimento do artigo, ela deve ser
citada e a sua contribuição especificada. (NADÓLSKIS, 2006, p. 137)

5.1. Técnica redacional

Na redação de um artigo deverão ser evitadas:

 O uso frequente de citações literais

Prefira citações livres ou paráfrases. Evite o excesso de transcrições ou cópias de fragmentos


de textos. (CEGALLA, 1985, p. 532)

 Palavras de sentido vago

Evitar palavras como coisa, algo, negócio, grande, pequeno, velho (relacionado à idade),
bastante, um pouco, entre outras. (CEGALLA, 1985, p. 532)
53

 Acumulação de pormenores

Consiste em acrescentar uma série de detalhes que não são fundamentais para a
compreensão do texto e que, muitas vezes, chegam a atrapalhar o seu sentido.
Ao visitar um clube de futebol, Carlos Pimentel estranhou a redação de uma placa que estava
afixada dentro do clube (PIMENTEL, 2005, p. 58):

Conforme a última decisão unânime de toda a diretoria, a entrada, a frequência e a


permanência nas instalações deste clube, tanto quanto a participação em suas atividades esportivas,
recreativas, culturais e sociais, são exclusivamente privativas dos seus sócios, sendo terminantemente
proibida, seja qual for o pretexto, a entrada de estranhos nas referidas dependências do mesmo.

Bastaria colocar a placa do lado de fora e escrever:

Entrada privativa de sócios, ou


Proibida a entrada de não sócios.
54

 O uso de expressões altissonantes

Muitas vezes, em artigos, os autores tendem a usar palavras e frases que não se utilizam no
cotidiano. O resultado é que o texto fica parecendo um boletim policial: “indivíduos deslocando-se
em veículos”, em vez de “pessoas dirigindo carros”. Exemplos: (HERITAGE, 2006, p. 48)

Expressão Alternativa

em referencia a sobre
no momento presente agora
na eventualidade se
finalizar acabar, finalizar
ratificar confirmar
consequentemente assim
de acordo com conforme
durante o ano de em

Exemplos:
Em vez de: Durante o ano de 2008, o futebol...  Escreva: Em 2008, o futebol...
Em vez de: Servimo-nos do presente artigo para informar que...  Escreva: Informamos no artigo
que...
Em vez de: As provas foram corrigidas de acordo com os critérios da direção.  Escreva: As provas
foram corrigidas conforme os critérios da direção.
Em vez de: Na eventualidade de vencer a prova...  Escreva: Se vencer a prova...

 O uso de uma linguagem sexista

Utilizar a palavra “pessoa” em vez de “homem” ou “mulher”. Exemplo: “Até a pessoa com
menos disposição técnica pode utilizar um computador portátil caso se proponha a isso”.
Usar a segunda pessoa “você”, pois assim não só se evita o uso do “ele” ou “ela”, como é uma
expressão muito mais amigável. Prefira: “Você pode aprender a usar um computador portátil
facilmente”.
Usar expressões substitutivas. Em vez de escrever: “Todos os empregados deverão realizar
um curso para aprender a utilizar eficazmente um PC portátil...” ou “Todas as pessoas empregadas...”,
você pode redigir a seguinte expressão “Todo o pessoal deverá...”. (HERITAGE, 2006, p. 49-50)

 Frases prontas, clichês, jargões e chavões


55

Algumas expressões já estão tão desgastadas que perderam seu sentido. Os leitores já se
acostumaram tanto com elas que já não lhes dão atenção. Em decorrência do ambiente empresarial,
muitos autores escrevem que seus produtos são de alta qualidade. Atualmente, já deixamos de
acreditar em tal frase. Para evitar esse clichê, apresente dados concretos. Ao invés de escrever “Este
produto atende às necessidades dos clientes” rediga “Nos dois últimos anos, nossas avaliações
demonstraram que a satisfação de nossos clientes com relação a este produto supera
constantemente os 97%”, ou “Mais de 85% de nossos clientes voltam a comprar nossos produtos em
até seis meses”. Você pode descrever seu “produto de alta qualidade” escrevendo: “Nossos produtos
duram em média doze anos antes de precisarem ser substituídos” ou “Na avaliação anual do setor,
nossos produtos obtiveram pontuações melhores do que os da concorrência”. (HERITAGE, 2006, p.
55-56)

 Redundância

Evitar a repetição da mesma idéia ou de palavras que têm o mesmo significado, como, por
exemplo: sair lá fora, subir lá em cima, um círculo redondo, novidade inédita, entrar lá dentro, etc..
(CEGALLA, 1985, p. 531)

 Estrangeirismos

Tornou-se comum o aportuguesamento de palavras, expressões ou termos técnicos próprios


de línguas estrangeiras nos textos, principalmente nas áreas ligadas à informática. Evitar ao máximo o
uso de acessar, inicializar, resetar, deletar, formatar, etc.. (CEGALLA, 1985, p. 531)

 O uso de frases e parágrafos longos

Parágrafos e frases longas são difíceis de ler. Prefira a redação de parágrafos e frases curtas,
pois ajudam a leitura fluir melhor. (HERITAGE, 2006, p. 52-54)

Exemplo:
No caso de dois ou mais membros do corpo docente de uma Instituição de Ensino estarem
ausentes do seu posto de trabalho na Secretaria num mesmo momento, será necessário que um ou
mais integrantes que restam do pessoal do departamento ofereçam uma cobertura para garantir que
56

as funções essenciais continuem sendo realizadas até que os membros ausentes retornem ao seu
posto de trabalho.

O trecho anterior pode ser encurtado:

Se duas ou mais pessoas estiverem fora da Secretaria em um mesmo momento, alguma outra
deve cobrir suas tarefas essenciais até que retornem.

 Contradições e associações ilógicas e absurdas

Consiste em escrever afirmações que se contradizem ou, então, criar associações que
desafiem a lógica e o bom senso. (PIMENTEL, 2005, p. 60)

Exemplo:
Eu sou totalmente contra a pena de morte. Na minha opinião, ela só deveria ser aplicada em
casos de estupro.

 Ambiguidades

É o duplo sentido causado pela inadequada construção da frase. (CEGALLA, 1985, p. 532)
57

Exemplo:
Mataram a cachorra de minha tia, ao invés de
Mataram a cachorra que era de minha tia.

 O excesso de quês e preposições

Evitar o excesso de quês e preposições no texto. (PIMENTEL, 2005, p. 61)

Exemplo:
É preciso que se conheçam as causas que causaram a morte das crianças, que aconteceram
ontem, a fim de que sejam tomadas todas as providências que forem julgadas necessárias.

Na reescrita do texto, cortando-se os excessos, temos:

É preciso conhecer as causas da morte das crianças ocorridas ontem, a fim de se tomarem as
medidas necessárias.

 A falta de paralelismo

É a correspondência de formas verbais similares para ideias similares.


Em um texto, o paralelismo acontece nos planos semântico e sintático. Isso que dizer que
semanticamente não é possível comparar termos de grandezas diferentes ou colocar lado a lado
ideias que não sejam paralelas, e sintaticamente que é inadmissível combinar duas estruturas que
não se coadunam. (PIMENTEL, 2005, p. 62)
Na frase, extraída do texto de Carlos Pimentel, lemos:

“Ela fez duas operações plásticas: uma nos seios e outra em São Paulo.”

O problema neste trecho é semântico. Se uma mulher fez duas operações, ou eu escrevo em
que parte do corpo elas foram feitas ou eu escrevo em que cidades elas foram realizadas; misturar as
duas coisas rompe o paralelismo e deixa o texto sem o menor sentido. (PIMENTEL, 2005, p. 62)
Na frase, também extraída do texto de Carlos Pimentel, lê-se:
58

“Nosso futuro depende em parte dos nossos governantes e em parte de fazermos aquilo que
nos compete fazer”.

Ao escrever que nosso futuro depende “em parte dos nossos governantes e em parte de nós
mesmos”, de acordo com Carlos Pimentel, as ideias estariam paralelas, pois seguiriam uma mesma
estrutura sintática; mas, no exemplo, o primeiro depende é complementado por um objeto indireto
simples e o segundo depende, que está implícito, é complementado por uma oração. Ou se usa dois
objetos simples ou duas orações, caso contrário o paralelismo se rompe. (PIMENTEL, 2005, p. 62)
Vejamos um novo exemplo:

Para escrever um bom texto, é essencial seguir as seguintes regras:

I. ter boas ideias;


II. redigir com objetividade;
III. uma redação sem erros gramaticais.

As duas primeiras sentenças estão escritas por verbos e a última começa com um
substantivo. Para manter as ideias paralelas, é preciso redigir assim:

Para escrever um bom texto, é essencial seguir as seguintes regras:

I. ter boas ideias;


II. redigir com objetividade;
III. criar uma redação sem erros gramaticais.
59

6. Revisão final

A revisão é parte fundamental do processo de redação de qualquer texto científico. É


imprescindível verificar se no roteiro, a seguir, sua redação contempla respostas aos seguintes itens:

1. Título
1.1.Reflete o conteúdo do artigo?
1.2.As palavras refletem seu conteúdo?

2. Dados gerais da autoria


2.1.O nome do autor está grafado corretamente?
2.2.Há informação da filiação acadêmica do autor?
2.3.Está indicado o endereço do autor?
2.4.Se a pesquisa recebeu auxílio financeiro, foram indicados os nomes das instituições
patrocinadoras?

3. Resumo em língua vernácula / Palavras-chave


3.1.O resumo está estruturado?
3.2.O resumo contém todos os itens necessários a identificação das idéias e dos passos
analíticos do artigo (objetivos da pesquisa, metodologia utilizada, resultados, conclusão)?
3.3.A linguagem é objetiva?
3.4.Foram indicadas as palavras-chave?

4. Resumo em língua estrangeira / Palavras-chave em língua estrangeira


4.1.O resumo em língua vernácula foi versado para um segundo idioma?
4.2.As palavras-chave também estão escritas em outro idioma?
60

5. Texto
5.1.Qual é o tema da pesquisa?
5.2.Qual é o problema que está sendo respondido?
5.3.Quais são os objetivos do estudo?
5.4.Por que a pesquisa foi realizada?
5.5.Quais são as principais perguntas a serem respondidas?
5.6.Qual a metodologia e/ou o tipo de estudo utilizados na pesquisa?
5.7.Quando foi iniciada e terminada a pesquisa?
5.8.Qual foi o local onde se desenvolveu a pesquisa de campo?
5.9.Na pesquisa de campo, qual a amostra utilizada no estudo? Quais seus critérios de
inclusão? Quais seus critérios de exclusão? Quais foram os procedimentos utilizados?
5.10. Os principais resultados da pesquisa foram enfatizados no texto?
5.11. Como serão utilizados os resultados da pesquisa?
5.12. Existem hipóteses? As hipóteses foram explicitadas?
5.13. A crítica bibliográfica (revisão da literatura) está escrita em ordem cronológica?
Foram esquecidos textos clássicos ou históricos?
5.14. A pesquisa foi aprovada pela comissão de ética?
5.15. Na conclusão foram discutidas as idéias centrais do artigo?

6. Redação
6.1.O estilo de redação é direto, claro e objetivo?
6.2.As tabelas, os gráficos, os quadros e as figuras, por exemplo, são necessários e
adequados?
6.3.No aspecto gramatical, é utilizada corretamente a língua padrão?
6.3.1. Regência
6.3.2. Concordância
6.3.3. Pontuação
6.3.4. Colocações e tratamentos verbais
6.4.Há o uso da impessoalidade?
6.5.Os parágrafos são argumentativos e arrazoados dissertativos, de forma a expor
criticamente o conteúdo que está sendo analisado?
6.6.As ideias secundárias estão coerentes em relação à ideia principal? Não há nenhuma
ideia secundária contraditória ou ilógica?
6.7.A linguagem do texto é objetiva?
6.8.A sequência de raciocínio é lógica e faz sentido?
6.9.Se há termos técnicos, abreviaturas ou símbolos, eles estão devidamente explicados?
61

6.10. A estrutura do artigo está perfeita e de acordo com as normas da ABNT?

7. Citações
7.1.As citações foram elaboradas dentro dos padrões metodológicos estipulados pela ABNT
(NBR 10520, de agosto de 2002)?
7.1.1. As citações textuais são referenciadas?
7.1.2. A citação livre (paráfrase) está referenciada corretamente?

8. Referências bibliográficas
8.1.A referência bibliográfica permite identificar a publicação em seu todo?
8.2.Sua elaboração está correta e dentro dos padrões adotados cientificamente pela ABNT
(NBR 6023, de agosto de 2002)?

9. Apêndices e Anexos
9.1.Os apêndices e/ou anexos são relevantes?
9.2.Os dados foram apresentados corretamente?

Bibliografia

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6022: apresentação de artigos em publicações


periódicas. Rio de Janeiro, 1994.

______ . NBR 6023: informação e documentação – referências. Rio de Janeiro, 2002.

______ . NBR 6024: informação e documentação – numeração progressiva das seções de um


documento. Rio de Janeiro, 2003.

______ . NBR 6028: informação e documentação – resumo. Rio de Janeiro, 2003.

______ . NBR 10520: informação e documentação – apresentação de citações em documentos. Rio


de Janeiro, 2002.
62

______ . NBR 14724: informação e documentação – trabalhos acadêmicos. Rio de Janeiro, 2002.

CEGALLA, Domingos Paschoal. Novíssima gramática da Língua Portuguesa. 27. ed. São Paulo:
Nacional, 1985.

CERVO, Amado Luiz; BERVIAN, Pedro Alcino. Metodologia científica. 5. ed. São Paulo: Prentice Hall,
2002.

FRANÇA, Júnia Lessa et alii. Manual para normalização de publicações técnico-científicas. 5. ed. rev.
Belo Horizonte: Editora UFMG, 2001.

LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Metodologia do trabalho científico. 4. ed. rev. e
ampl. São Paulo: Atlas, 1992.

MEDEIROS, João Bosco. Redação científica: a prática de fichamentos, resumos e resenhas. 5. ed. São
Paulo: Atlas, 2003.

NADÓLSKIS, Hêndricas. Comunicação redacional atualizada. 10. ed. São Paulo: Saraiva, 2006.

OLIVEIRA, José Paulo Moreira de; MOTTA, Carlos Alberto Paula. Como escrever textos técnicos. São
Paulo: Thomson, 2005.

PIMENTEL, Carlos. A redação nos negócios: os dez passos para uma redação profissional eficaz. 2. ed.
Rio de Janeiro: Elsevier, 2005.

RODRIGUES, André Figueiredo. Como elaborar citações e notas de rodapé. 4. ed. São Paulo:
Humanitas FFLCH/USP, 2007.

______ . Como elaborar e apresentar monografias. 3. ed. atual. São Paulo: Humanitas FFLCH/USP,
2008.

______ . Como elaborar referência bibliográfica. 7. ed. São Paulo: Humanitas FFLCH/USP, 2008.

SALOMON, Décio Vieira. Como fazer uma monografia. 2. ed. São Paulo: M. Fontes, 1991.

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