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Peritia, 2010, 5, IX, (on-line) 1

A gestão das técnicas de dinâmica de grupo em contextos de


promoção da saúde: um mapeamento de competências

Rui Tinoco (psicólogo clínico); Nuno Pereira de Sousa (médico de


saúde pública); Débora Cláudio (nutricionista)

O presente artigo pretende sistematizar aspectos no trabalho de educação e promoção


da saúde, nomeadamente quando se trata de intervenções em grupo. Num primeiro
momento, realçamos a importância da adopção de um modelo da psicologia da saúde que
conceptualize os comportamentos sobre os quais pretendemos intervir. De seguida
sublinhamos a importância de se saber adaptar dinâmicas de grupo e jogos aos objectivos
anteriormente delineados. Entramos de seguida em diversos aspectos que reputamos como
cruciais no trabalho com grupos: as competências de dinamizador; as técnicas de aumento
de expressividade do grupo, assim como a importância de se manter uma continuidade na
intervenção. Chama-se igualmente a atenção para a importância das súmulas e de
momentos de reflexão, quer sejam elas realizadas no meio de uma actividade, no seu fim ou
ainda para sistematizar aprendizagens em momentos chave da intervenção. Finalmente,
chamamos a atenção para a importância de se pensar um programa integrado, em que a
intervenção em contexto de sala de aula é complementado por outras dimensões na
comunidade.

PALAVRAS-CHAVE: dinâmicas de grupo; psicologia da saúde; saúde escolar; promoção


da saúde

O presente artigo surge na alimentação saudável, mas


sequência da criação, aplicação também outras áreas
e gestão de vários programas prioritárias para a promoção de
de alimentação promotora de estilos de vida saudáveis como
saúde em saúde escolar de a saúde mental, a actividade
âmbito local e regional no física, a saúde oral e a
último quinquénio. Estes educação para o consumo em
programas têm vindo a contexto escolar e extra-
trabalhar, numa óptica da escolar. Se o programa de
promoção da saúde, não só o alimentação saudável Livre
determinante de saúde Escolha se centrou na

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comunidade do 2º e 3º ciclos Tendo-se optado por


de ensino básico de um metodologias activo-
agrupamento escolar no centro participativas, nas quais, após
da cidade do Porto, o programa se seleccionarem os objectivos,
PASSE (Programa de se operacionalizavam os
Alimentação Saudável em mesmos, a aplicação das
Saúde Escolar) teve as várias sessões foram realizadas pelos
dimensões do programa autores em contexto de sala de
aplicadas em diversos aula com alunos entre os 10 e
agrupamentos escolares os 16 anos de idade durante a
pertencentes à zona de intervenção do programa Livre
influência das equipas de saúde Escolha.
escolar da Administração
Apesar de tal ter
Regional de Saúde Norte, I.P.
constituído as bases para o
(ARS Norte, IP).
programa PASSE, optou-se por,
Os autores do presente numa fase prévia à
artigo, através da utilização da implementação deste, se testar
metodologia de projecto e dos as dinâmicas e sessões criadas
saberes da saúde pública, na Dimensão Curricular do
psicologia da saúde e nutrição, programa para o 3º Ano do 1º
conceberam e geriram ciclo do ensino básico, em 8
inicialmente um programa turmas piloto com a
aplicado a turmas locais do 5º e colaboração de equipas locais
9º ano de escolaridade, cujos constituídas por psicólogos e
princípios expandiram para uma nutricionistas, com a
abordagem de toda a consultoria e gestão dos
comunidade escolar e extra- autores. Deste modo,
educativa da Região Norte de acompanharam-se percursos de
Portugal. diversas turmas ao longo de 15
sessões, de acordo com um

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alinhamento específico de aprendizagens, a partir da


objectivos. Numa fase construção de modelos de
posterior, os autores intervenção ao nível da sala de
produziram diversos manuais aula, com grupos de alunos.
de procedimentos, os quais
serviram de base a diversas
acções de formação no modelo. 1. Enquadramento teórico
Essa formação pretendeu – o modelo a adoptar
capacitar profissionais para a
Dependendo da área de
aplicação das metodologias
saúde em que se deseja
desenvolvidas. Neste artigo, os
intervir, urge estudar a sua
autores focar-se-ão nas
abrangência, contexto, factores
dinâmicas de grupo e na
protectores e procurar um
intervenção, sob o ponto de
modelo da psicologia da saúde
vista da psicologia da saúde.
que explique o comportamento
Não se pretende que este ou comportamentos que se
artigo seja uma descrição do pretende trabalhar. É de crucial
programa, mas sim que, tendo importância a escolha de uma
por base a experiência dos teoria da psicologia da saúde
autores, se identifique um que consiga operacionalizar a
mapeamento de competências mudança de comportamentos.
necessárias ao desenvolvimento De facto, quando os objectivos
de um projecto de são alterações de
investigação-acção, desde a comportamentos, trabalhar-se
conceptualização ao somente a informação não é
planeamento, passando pela suficiente (Negreiros 1991,
apresentação das actividades 1990). Recorde-se ainda que
ludopedagógicas e a condução nem todos os indivíduos estão
das sessões, para terminar na orientados salutogenicamente e
fase de partilha e súmula das que, de acordo com a teoria do

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processamento da informação, Relativamente à duração


a informação recebida é da intervenção, se os modelos
processada de modo diferente de prevenção de acordo com
de acordo com as prioridades Sloboda et al (1997) e com
de cada receptor (Bennett, Moreira (2001) apontam para a
2002). organização de programas de
quinze sessões, na área da
O conceito de tomada de
prevenção tabágica e da
decisão é central em muitas
educação sexual tem-se
destas formas de intervenção e,
apontado para as seis sessões
se seguido, deve ser
(Sousa et al, 2007; Lei
operacionalizado de acordo com
60/2009).
a faixa etária do grupo de
jovens com o qual se trabalha De qualquer modo, e
(Tinoco et al, 2008). Podem independentemente da
ainda ser operacionalizados o extensão adoptada, muitos dos
modelo das alternativas actuais modelos de intervenção
saudáveis, conforme se em psicologia da saúde
seleccionou, ou o do uso centram-se em torno do ciclo
responsável (Tinoco, 2004). CAC (Conhecimento – Atitude –
Batista et al (2007), por seu Comportamento) - pretende-se
turno, tentaram provocar uma intervir sobre os
mudança atitudinal favorável conhecimentos, atitudes e
em relação à alimentação e à comportamentos. Assim, o todo
da actividade física nos jovens integra não só a informação,
do primeiro nível do ensino mas também o modo como ela
básico, valorizando assim a é organizada pelo sujeito e
forma como cada indivíduo como todo o processo se traduz
organiza afectivamente a no comportamento. De facto, o
informação a que tem acesso. indivíduo pode estar orientado
em termos de conhecimentos e

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de atitudes salutogénicas mas multiplicador de aprendizagens


não possuir as ferramentas (Barbosa, 1995).
práticas para traduzir todo esse
Torna-se assim de
conhecimento e/ou atitude em
primordial importância a
comportamento adaptativo
capacidade de se conhecer
(Bennett, 2002).
dinâmicas de grupo e de sabê-
las adaptar às situações
concretas com as quais o
2. A construção de um todo
dinamizador se confronta.
coerente – a operacionalização
Deste modo, é exigido a este
de conteúdos
uma série de operações – não
Como se depreende do só o conhecimento da mais
breve comentário teórico completa gama possível de
apresentado, os autores não dinâmicas de grupo, mas
privilegiam neste modelo o também a imaginação
formato das palestras, nas necessária para adaptá-las a
quais se tenta explanar de um uma situação concreta, quer no
modo mais ou menos sôfrego a que diz respeito à dimensão
informação. Deseja-se, pelo dos conteúdos, quer ainda no
contrário, desenvolver formas que concerne à idade do grupo
de estar com o grupo, ao seu concreto.
ritmo específico. Não se quer
Estes dois últimos aspectos
―ensinar‖, mas possibilitar
são bastante importantes.
situações e contextos de grupo
Assim, pode-se adaptar, por
em que as aprendizagens
exemplo, a mesma actividade
possam ser realizadas, através
ludopedagógica ao campo da
da utilização de métodos
saúde sexual e reprodutiva ou
dinâmicos e interactivos. Trata-
da prevenção do consumo de
se, no fundo, de utilizar o grupo
substâncias lícitas e/ou ilícitas.
como instrumento de trabalho e
De facto, muitos determinantes

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da saúde, se não mesmo todos, de conhecimentos, discussão de


implicam um trabalho valores ou comportamentos.
multidisciplinar. Por outro lado,
Como tem vindo a ser
para se trabalhar algo
referido, é necessário ter
específico num particular estilo
constantemente em linha de
de vida pode-se optar por
conta o grupo de formandos, de
dinâmicas diferentes quando se
modo a que se consiga
considera o alvo das mesmas:
identificar qual o modo mais
crianças, adolescentes ou
eficaz para trabalhar os
adultos.
conteúdos, num alinhamento
O busílis é ultrapassar a lógico e inteligível, junto do
fase da primeira matriz teórica grupo alvo. É ainda necessário
para uma outra, em que já se organizar as sessões, para que
operacionalizam conteúdos. obedeçam a princípios
Corresponde ao momento de relacionados, não apenas com a
alinhamento de objectivos e a vertente teórica que as suporta,
sua conjugação dentro de um mas que também se adaptem à
programa. Torna-se, então, realidade escolar em que são
necessário não só a explicitação aplicadas.
de objectivos, mas a sua
A título de concretização
coordenação no tempo da
destes princípios, foque-se a
intervenção e na lógica do
análise em apenas dois
programa tido como um todo
manuais do PASSE: o PAS3 e o
coerente. Se isto não é
PASSEzinho, aplicados,
assegurado, corre-se o risco de
respectivamente, no 3º ano do
ter apenas um conjunto de
1º ciclo do ensino básico (EB1)
actividades sem ligação entre
e nos jardins-de-infância (JI). O
elas e que dificilmente
PAS3 é constituído por 15
produzirão reflexão, integração
sessões, agrupadas em 4
módulos: módulo de

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apresentação; módulo alunos, bem como o uso do


informativo; módulo da tomada grupo para a descoberta de
de decisão; e o módulo de formas de o corrigir.
finalização. Quanto ao primeiro Finalmente, o último módulo é
módulo, trata-se da aplicação constituído por dinâmicas de
de dinâmicas de grupo fim e de sistematização das
tendentes à criação de uma aprendizagens.
aliança de trabalho e regras de
No que diz respeito ao
comportamento, onde também
PASSEzinho, disponibilizam-se
são trabalhados a auto-estima
diversos níveis de intervenção
e o autoconhecimento. Este
integrada, abordando outros
módulo não é de menos
determinantes da saúde.
importância, pois um grupo só
Quanto aos comportamentos
consegue produzir se se
alimentares propriamente ditos,
reconhece e se sente
criou-se um módulo dirigido à
confortável como tal. O módulo
exploração de alternativas
informativo foi construído com
saudáveis, como princípio
dinâmicas de grupo dirigidas a
embrionário da decisão
conceitos importantes
comportamental.
apresentadas pela nutrição,
criando sinergias curriculares e Desta forma, os autores
seguindo sempre o princípio fundaram a sua intervenção na
que o vivido e a implicação teoria da tomada de decisão
pessoal na aprendizagem têm para o PAS3 e nas alternativas
muito mais impacto que as saudáveis para o PASSEzinho,
situações de exposição teórica. seguindo o ciclo CAC em ambos
O módulo dirigido à tomada de os casos. Utilizou-se ainda uma
decisão, o terceiro na sequência outra competência, a qual
temporal, privilegia a auto- consiste na adaptação de
monitorização de dinâmicas e formas de estar
comportamentos dos próprios com o grupo a uma

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determinada faixa do O dinamizador deve ainda


desenvolvimento infantil e dominar algumas das
juvenil. competências básicas de
trabalho em pequeno e grande
grupo, as quais podem vir a ser
úteis ao longo das sessões.
Estas competências passam
3. A implementação dos
sobretudo por formas de lidar
jogos – competências de
com o grupo e de criar
dinamizador
discussão e troca de ideias. Eis
Os jogos inseridos nas uma pequena listagem de
actividades pedagógicas podem algumas delas que os autores
suscitar diversas reacções por utilizam com frequência:
parte dos alunos… Mas estamos
Voltas ou círculo – com o
aqui para aprender? Ou apenas
grupo sentado em círculo, o
para nos divertirmos? Um dos
dinamizador pede a cada um
modos mais rápidos de
que desempenhe determinada
responder à questão é a
tarefa. As pessoas pronunciam-
promoção de uma reflexão
se à vez, podendo, se o
sobre o título da sessão e das
dinamizador assim o decidir,
actividades. Pode-se também,
existir a opção do ―eu passo‖.
após a aplicação de algum
Vejam-se alguns exemplos
quebra-gelo, envolver o grupo
práticos: cada um apresenta-
no comprometimento com as
se; cada um refere a sua
regras elaboradas aquando da
opinião sobre a sessão
aliança de trabalho. A
passada; cada um tece
experiência dos autores é que
considerações sobre o título da
os grupos acabam por perceber
sessão.
o contexto de aprendizagem e
utilizá-lo em proveito próprio. Chuva de ideias ou
brainstorming – o dinamizador

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solicita ao grupo que some o de elementos e cinco do outro


máximo de ideias sobre par). Terminada a tarefa, cada
determinado assunto. O pedido grupo de quatro elementos
pode ser efectuado ao pequeno junta-se a um outro grupo de
grupo ou ao grupo no seu todo. quatro, constituindo-se novos
Se realizado em pequeno grupos de 8 elementos cada.
grupo, posteriormente deve ser Tal como anteriormente, cada
partilhado em contexto de grupo levou as suas cinco
turma ou de grande grupo. melhores ideias e é confrontado
com outras cinco, dispondo
Grupos crescentes – os
agora de dez ideias, para
grupos crescentes constituem
seleccionar novamente apenas
uma forma de criar discussão e
cinco. E assim sucessivamente,
de formação de conclusões.
até se ter um único grupo ou a
Dada uma tarefa, constituem-
turma, com as cinco melhores
se grupos de pares. Por
ideias que representam a
exemplo, pedem-se cinco ideias
opinião de todo o grande grupo.
sobre determinado assunto.
Desempenhada a tarefa, Numeração – a numeração
agrupam-se conjuntos de dois é uma forma de constituição de
pares, constituindo assim grupos de trabalho. Numeram-
grupos de quatro elementos. A se os alunos, por exemplo, de
tarefa seguinte destes novos um a quatro e, em seguida,
grupos de quatro elementos é a determinam-se locais da sala
de seleccionar as cinco para se formarem os grupos
melhores ideias das dos uns, dos dois, dos três e
previamente identificadas sobre dos quatro. A numeração pode
esse mesmo assunto (dispõem ainda ser utilizada como uma
de dez ideias sobre as quais a forma de redução dos
sua escolha vai incidir, cinco elementos que participam em
provenientes de um dos pares determinada actividade: agora,

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neste jogo, só participam os Dão-se letras a cada um dos


uns… agora, os dois… A elementos e constituem-se
redução do número de quatro a cinco pequenos grupos
elementos activos em (grupo A, grupo B, grupo C,
determinadas etapas pode ser grupo D, etc.). É distribuída
útil em casos de grupos muito determinada tarefa. Quando
extensos ou que se mostrem, a esta estiver terminada, o
determinado momento, pouco dinamizador numera os
colaborantes. Uma elementos de cada grupo (de
concretização: classifica-se os um a n, sendo n o número de
alunos em laranjas, bananas e elementos de cada grupo).
maçãs. A dinâmica é proposta Formam-se novos grupos
inicialmente apenas ao grupo (grupo dos nº uns dos
das laranjas, conferindo o papel anteriores grupos A, B, C e D;
de observadores aos grupos grupo dos nº dois dos
das bananas e maçãs. anteriores grupos A, B, C e D;
Posteriormente, o grupo das grupo dos nº três dos
bananas realiza a dinâmica, anteriores grupos A, B, C e D; e
cabendo o papel de assim sucessivamente). Deste
observadores aos grupos das modo, os novos grupos são
laranjas e maçãs; e assim constituídos por elementos
sucessivamente. Reduz-se, provenientes de todos os
assim, o número de grupos anteriores, podendo,
intervenientes em cada jogo, o nesta segunda fase, cada um
que pode ter efeitos positivos destes novos grupos discutir as
em termos da atenção e tarefas que foram
envolvimento do grupo como desenvolvidas por todos os
um todo. grupos iniciais. As conclusões
de cada grupo terão de ser
Grupos e numeração – esta
revistas no novo contexto de
técnica é próxima da anterior.
trabalho.
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Agrupamentos – o debate de ideias à mera


dinamizador pede aos exposição de conteúdos
participantes que circulem informativos. O que é
livremente pela sala. desvendado pelo próprio tem
Subitamente, dá a instrução sempre mais impacto que os
para que os elementos se conceitos expostos de modo
agrupem por determinada tradicional (Mahan & Stump,
característica. A técnica pode 2002). O uso de jogos
ter como finalidade desde um pedagógicos pretende,
simples quebra-gelo a um precisamente, definir um
importante fomento da coesão contexto de aprendizagem que
grupal, entre outras. privilegie a descoberta e a
utilização de posturas mais
Estes recursos gerais
activas por parte dos
permitem a adaptação de um
participantes. O modo de
determinado plano de sessão
actuar do dinamizador deve
previamente elaborado à
estar, portanto, em
realidade concreta de um grupo
consonância.
de alunos num dado momento.
Os autores destacam
alguns dos tópicos que se
4. A aplicação da dinâmica revelam de suma importância
de grupo em contexto de na condução das dinâmicas:
sessão – aumentar a
Directividade soft – é
expressividade
fundamental aceitar opiniões
O dinamizador, ao propor diferentes e pô-las à discussão,
tarefas e, de um modo geral, para, posteriormente se obter
na forma como lida com o um consenso, ou permitir que o
grupo de alunos, deve grupo tire as próprias
privilegiar sempre o diálogo, conclusões, com a orientação
preferindo a descoberta e o do dinamizador. A

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autocorrecção do grupo que já tenham sido efectuados


relativamente às opiniões ou que ainda o vão ser.
menos correctas pode Respostas directas não
necessitar de uma atitude permitem a existência de
proactiva do dinamizador: momentos de reflexão, nem o
―Todos concordam com o que o envolvimento de todo o grupo
Paulo disse? Quem não na questão, podendo ainda
concorda? Porquê?‖ Por outro originar uma sessão de
lado, as diferentes perguntas individuais e
contribuições do grupo podem respectivas respostas, com o
ter desiguais níveis de término funcional do grupo (cf.
exploração. Ou seja, é sempre Conferência de imprensa).
possível ampliar determinadas
Saber ouvir – o
contribuições e a outras
dinamizador deve ser capaz de
conceder um menor espaço de
alternar momentos de
projecção no grupo, conforme
exposição com momentos em
as opções estratégicas. Estas
que as dinâmicas inerentes ao
opções apontam no sentido de
natural funcionamento do grupo
ser necessária alguma
são dominantes e nas quais se
directividade.
solicita e valoriza a expressão
Reenviar os problemas e as dos formandos.
questões – o dinamizador deve
Assertividade – uma das
estar preparado para não
competências do dinamizador
responder directamente às
deve ser a de se expressar de
dúvidas, principalmente na
modo afirmativo e eficaz, sem,
primeira abordagem. O
contudo, adoptar posições
procedimento correcto é
autoritárias ou de conflito
reenviá-las ao grupo, sempre
aberto.
que possível, ligando-as a
experiências ou jogos lúdicos

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Aceitação – esta aptidão máximo de crianças as


passa pela capacidade de lidar vivencie.
com posições contrárias e até
Actividades inclusivas vs.
abertamente erradas, sem
competitivas – em jogos que
desenvolver atitudes de
pressuponham a repetição da
rejeição. O dinamizador deve
mesma actividade por vários
saber utilizar as opiniões
grupos, podem os mesmos ser
erradas e dissonantes em favor
dinamizados com uma atitude:
de um maior debate de ideias
a) inclusiva – na qual, in
em pequeno e grande grupo.
extremis, podem os grupos não
Flexibilidade – o participantes ajudar os que
dinamizador deve ainda ter a naquele momento estão a
capacidade de adaptar o plano tentar atingir uma determinada
de sessão, sem o colocar em meta; ou b) competitiva.
risco, às contingências de Actividades competitivas
funcionamento de cada grupo. originam frequentemente um
Para tal, e para além da envolvimento considerável do
adopção das posturas acabadas grupo, mas têm como risco a
de mencionar, o dinamizador exclusão. Um modo de
pode socorrer-se das contrariar esta é o dinamizador
ferramentas de trabalho em ter como estratégia não manter
pequeno e grande grupo que a constituição das equipas intra
são abordadas no ponto e intersessões, de forma a não
seguinte. emergirem permanentemente,
entre os formandos, os mesmos
Repetição – é importante
vencedores e vencidos.
que o dinamizador tenha o
cuidado de repetir a actividade Dissonância cognitiva –
ludopedagógica de modo a provocar dissonâncias aumenta
permitir que um número a expressividade do grupo e o
seu envolvimento com

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determinada tarefa. A questão formulada e para a


dissonância pode ser a matriz qual aparentemente não havia
de uma tarefa ou gerada pelo dúvidas entre os alunos
confronto de tarefas sucessivas. (alimentos visualmente iguais
Um exemplo prático para a podem ter composições
primeira estratégia, no qual é diferentes). A segunda
operacionalizado a importância estratégia é a de, quando se
dos rótulos, é o de questionar chega a um consenso numa
os alunos se, perante várias qualquer actividade, o
fotografias idênticas de um dinamizador modifica a
determinado alimento situação, de modo a esse
processado, aqueles alimentos consenso deixar de fazer
eram ou não iguais entre si. sentido. Ilustre-se com uma
Grande parte das crianças não dinâmica dedicada a trabalhar a
reconhecerá diferenças nas questão da unicidade corporal e
referidas imagens, dado serem psicológica, aplicando o jogo da
idênticas, e identificá-los-á estátua. A dado momento,
como iguais. As fotografias são solicita-se a um aluno para
iguais? E, de facto, estes observar as estátuas realizadas
alimentos são todos iguais? pelos seus colegas que
Como é que se sabe como um representam ―ter frio‖ e
alimento é composto? Só com a interroga-se: Como é que estão
leitura do rótulo conseguimos as mãos? Os músculos? Como é
saber se alimentos que é a expressão facial?
aparentemente iguais têm de Repete-se o procedimento com
facto composições iguais. O outras estátuas e outros
princípio que aqui se defende é observadores. Cria-se um
o de seleccionar situações em consenso, já sabemos que se
que aquilo que é visualizado (as usam muitas dimensões do
fotografias são idênticas entre corpo para representar as
si) não permite responder à diversas estátuas. Então, o
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dinamizador solicita uma nova dificuldades nos assuntos que


observação, mas com uma se estejam a explorar.
nova instrução: As estátuas
Todas as questões
(apesar de usarem as mãos, o
acabadas de enumerar
rosto e muitas outras
aumentam a expressividade do
dimensões de semelhantes
grupo e o impacto das
maneiras) estão todas iguais?
dinâmicas e jogos que se levam
Quando respondem
para a sala de aula.
negativamente, o dinamizador
inquire a razão e surge a
conclusão do próprio grupo:
―não, porque somos todos
diferentes”. 5. A exploração da
dinâmica – o fio condutor
Conclusões absurdas – a
estratégia passa por aceitar Depois da aplicação de

uma contribuição errada, uma determinada actividade, é

tirando daí as devidas ilações. necessário explorá-la. A

No entanto, as conclusões a exigência convoca uma série de

que se chegam são impossíveis posturas, algumas delas já

ou ilógicas, o que acaba por ser listadas anteriormente. A

detectado pelo grupo. Todos se exploração das dinâmicas

envolvem na correcção do erro facilmente pode desestruturar-

e o objectivo de envolver todos se, se não forem tidos em

na questão acaba por ser conta uma série de cuidados.

alcançado. As conclusões
Por um lado, a actividade
absurdas podem funcionar
ludopedagógica pode ser
como amplificador das questões
perdida se o dinamizador
e, deste modo, desbloquear
abandonar a directividade ou
determinados impasses ou
abdicar de uma certa visão
estratégica. Ou seja, se se

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perguntar a um determinado interrompendo o decurso


grupo o que aprendeu com um natural da dinâmica. De facto, a
jogo, é natural que se levantem aplicação de um jogo deve ser
temáticas a despropósito ou levada até ao fim, adiando as
ainda outros assuntos que reflexões para a parte final. Os
estariam agendados para alunos/formandos, ao dirigir as
sessões futuras. Um suas participações para outros
dinamizador experiente deve assuntos, diminuem o seu
saber distinguir o que deve ser envolvimento com a actividade.
explorado e o que pode ficar O dinamizador deve ser capaz
adiado para outras sessões ou de antever e anular muitas
mesmo descartado por destas armadilhas.
completo (e usar aqui algumas
Uma armadilha frequente
técnicas de directividade soft
na exploração das actividades é
apresentadas anteriormente).
aquela a que os autores
Outro aspecto importante é denominam de ―Conferência de
o do dinamizador proteger a imprensa‖. Como se abordou
estrutura da dinâmica para anteriormente, é fácil propor
além dos limites que a um jogo, mas também é fácil
flexibilidade permite. Ao longo deixar que se interrompa ou
da condução e exploração de permitir que as reflexões se
uma actividade, é alheiem dos objectivos da
relativamente frequente sessão. O que acontece
surgirem solicitações que, a quando, após se ter terminado
serem satisfeitas, rapidamente uma dinâmica, um aluno faz
interrompem o diálogo ou as uma pergunta e o dinamizador
tarefas. Por exemplo, em plena responde directamente? O resto
actividade, um aluno quer falar da turma não ouve o diálogo e
sobre a sessão ou um outro acaba por começar a fazer
conteúdo do qual se lembre, novas indagações, às vezes

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repetidas por outro formando… devem ter como âncora as


Deixou de se trabalhar em actividades experienciadas. A
grupo. Cada aluno pensa para reutilização da terminologia do
si, não se envolvendo nas grupo pode também
questões dos colegas. Em desempenhar aqui um papel
termos do conteúdo há uma importante. O grupo reconhece
aceleração de conteúdos os vocábulos usados e
informativos que não é identifica-os como os de um
acompanhada por ganhos de dos seus elementos, passando
conhecimento. O que os a integrar o vocabulário do
autores defendem é o grupo. A partilha vocabular
envolvimento do grupo em cada num momento específico vai
questão, diminuindo esse fluxo contribuir para a consolidação
de curiosidade, mas fazendo de elementos mnésicos.
com que ele se torne perceptivo
ao máximo número de
membros desse grupo.

As participações dos alunos 6- As súmulas – pontos-


devem ser, tanto quanto chave
possível, remetidas aos jogos e
As súmulas revestem-se de
actividades acabadas de
especial importância num
apresentar. Sem este
programa desta natureza.
procedimento, não é possível
Integram, de forma coerente
tecer o fio condutor da sessão,
todas as actividades que se
colocando-se em risco a
propôs ao grupo, permitindo a
coerência entre as diversas
sistematização de
actividades ou dinâmicas de
aprendizagens numa unidade
grupo sequenciais. Da mesma
mnésica facilmente evocada
forma, as interrogações e
posteriormente.
problematizações avançadas

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Os autores defendem três 7. Nota final – a


momentos-chave para a necessidade de um programa
realização de súmulas. As integrado
súmulas intermédias situam os
Os programas de promoção
alunos no interior das sessões.
da saúde podem ter diversos
As súmulas de finalização profissionais no papel de
de sessão também fazem dinamizadores. As equipas de
pontos de situação, podendo saúde escolar dos cuidados de
aguçar a curiosidade do que se saúde primários são
passará na sessão seguinte. habitualmente constituídas por
enfermeiros e médicos,
As súmulas de final de
contando por vezes com
módulo são semelhantes às de
psicólogos, nutricionistas,
finalização de sessão, mas mais
técnicos de saúde ambiental,
abrangentes, pois envolvem
higienistas orais e técnicos
várias sessões. Ambas
superiores de serviço social,
constituem o momento propício
entre outros. A sua acção
à consolidação da organização
decorre em meio escolar e, por
da informação, das experiências
isso, os professores
vividas e das reflexões
desempenham um papel
efectuadas pelo grupo ao longo
fundamental e activo.
do tempo. Estas súmulas
podem ser comparadas ao Em termos de impacto,
cimento que cola as partes, pretende-se que esta forma de
auxiliando os formandos a intervenção, não apenas
terem uma visão clara do modifique conhecimentos,
edifício construído. atitudes e comportamentos nos
alunos mas também contribua
para modificações mais
abrangentes. Assim, as
intervenções planeadas para a

A gestão das técnicas de dinâmica de grupo: um mapeamento de competências


Peritia, 2010, 5, IX, (on-line) 19

sala de aula devem ser inclusivamente, ser extrapolada


complementadas por acções para contextos extra-escolares.
que envolvam diversas esferas
Para terminar, e tendo em
de socialização da criança e
conta a perspectiva de uma
também da comunidade
equipa de saúde escolar que
educativa e extra-educativa. Os
dinamiza este género de
autores referem-se não só a
intervenção junto de diversos
medidas que permitam que o
agrupamentos escolares,
ambiente escolar seja mais
cumpre ainda o imperativo de
salutogénico, mas também a
aliciar professores a assumirem
actividades dirigidas a
o papel de dinamizadores e de
encarregados de educação,
agentes activos na intervenção
manipuladores de alimentos e à
no campo da promoção da
comunidade em que a escola se
saúde. Só assim haverá alguma
insere.
esperança de se alcançar um
Também será importante número significativo de alunos.
incentivar as aprendizagens As equipas poderão, então,
interpares em que os alunos, centrar alguns dos seus
que se envolveram em esforços para as dimensões
determinado programa, são ecológica e comunitária e as
agora professores ou funções de monitorização, de
dinamizadores de outras avaliação e de follow-up de
iniciativas em relação a outros grupos intervencionados, além
elementos da comunidade da consultoria das equipas de
educativa. A organização de dinamização que estiverem no
clubes da saúde, tocando terreno.
outras dimensões além da
curricular, pode desempenhar
um papel importante e,

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