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SISTEMA DE NORMALIZAÇÃO UFCD

CONTABILÍSTICA 6214

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Técnico/a de Contabilidade

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Índice

OBJETIVOS: 2

I – O contexto contabilístico 3
1 – Normalização 3
2 - Justo Valor – credibilidade 4
3 – As empresas e os profissionais da contabilidade 6
II – Organização formal do SNC 7
1 – Bases para a apresentação das Demonstrações Financeiras (BADF) 7
2 – Modelos de Demonstração Financeira (MDF) 10
3 – Código das Contas (CC) 12
4 – Normas Contabilísticas e de relato financeiro (NCRF) 13
5 – Normas Contabilísticas e de relato financeiro para Pequenas Entidades
(NCRF-PE) 16
6 – Normas Interpretativas (NI) 16
7 – Estrutura Conceptual 17
III – Conceitos Contabilísticos 24
1 – Património 24
2 – Inventário 32
IV – ANEXOS 35

BIBLIOGRAFIA 43

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Objetivos:

 Identificar e interpretar os conceitos fundamentais da contabilidade

Conteúdos:

 Compreender o contexto contabilístico:

 Normalização;
 Justo valor.

 Perceber e compreender a organização formal do SNC:

 Modelos demonstração Financeira;


 Códigos Contas;
 Normas contabilísticas e de relato financeiro;
 Normas interpretativas;
 Estrutura conceptual.

 Compreender e aplicar conceitos contabilísticos:

 Património;
 Inventário.

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I – O contexto contabilístico
1 – Normalização

A normalização é a atividade que estabelece meios eficientes na troca de


informação, facilitando o intercâmbio comercial e munindo a sociedade de meios
eficazes para aferir a qualidade dos produtos. Na prática, a Normalização está
presente na fabricação dos produtos, na transferência de tecnologia e na melhoria
da qualidade de vida por meio de normas relativas à saúde, à segurança e à
preservação do meio ambiente.

Normalização contabilística processo dinâmico, que visa a adequação da


realidade contabilística face às mutações do meio envolvente económico-financeiro,
que rodeia as unidades económicas.

A contabilidade, ao ser uma ciência com uma linguagem própria, constitui um


meio privilegiado de comunicação e avaliação do desempenho das entidades e
suporta-se na qualidade da sua informação, que deve

 Ser fiável,
 Isenta de desvios e/ou erros,
 E representar fielmente a realidade

A IMPORTÂNCIA DA INFORMAÇÃO FINANCEIRA

 A informação é um recurso básico na sociedade atual;


 A informação é um bem económico e deve ser tratado como qualquer outro
bem:
 A maioria da informação relacionada com uma determinada empresa resulta
da própria organização, nomeadamente do departamento de contabilidade;
 Necessária informação normalizada.

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Para que a informação contabilística tenha utilidade é imperativo que esta seja
regulamentada, transmitindo uma imagem apropriada e verdadeira da entidade,
possibilitando aos utentes dessa informação uma leitura uniforme e comparável das
demonstrações financeiras. Torna-se fundamental que a contabilidade seja
normalizada, ou seja, que estejam definidos regras e parâmetros perfeitamente
claros e que se apliquem à generalidade das empresas.

O principal veio de normalização contabilística foi o Plano Oficial de


Contabilidade, cuja forma deriva fundamentalmente dos Decretos-Leis n.º 47/77,
de 7 de Fevereiro, e 410/89, de 21 de Novembro, aos quais se juntam atualizações
esporádicas ao longo dos anos, vigorou até 2009.

Em 2009, através do Decreto-Lei 158/2009, de 13 de Julho, foi aprovado o Sistema


de Normalização Contabilística (SNC), veio substitui o POC.

Os organismos internacionais responsáveis pela elaboração do normativo


contabilístico estabeleceram assim fundamentos teóricos que servem de guia para a
formulação das normas contabilísticas.

Esses fundamentos teóricos são o que normalmente se designa por estrutura


conceptual.

2 - Justo Valor – credibilidade

A adopção das normas internacionais de contabilidade na União Europeia


renovaram a actualidade do debate em torno do conceito de justo valor e da sua
eventual utilização alargada. Analisa-se a aplicação do justo valor na preparação
das demonstrações financeiras e discute-se a credibilidade contabilística do
correspondente sistema de informação em Portugal.

A expressão Justo Valor designa, segundo as Normas Internacionais de


Contabilidade, a quantia pela qual um bem (ou serviço) ou um ativo poderia ser

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trocado, ou um passivo liquidado, entre partes conhecedoras e dispostas a isso


numa transacção em que não existe relacionamento entre elas.

Do ponto de vista conceptual, a utilização do “justo valor” constitui uma revogação


do princípio contabilístico “Do custo histórico” previsto no POC.
Assim, uns defendem o custo histórico porque é mais fiável e comparável
(características qualitativas da fiabilidade e da comparabilidade), e outros o “justo
valor” porque é mais relevante (característica qualitativa da relevância), tendo
em conta o “paradigma da utilidade” que está presente na preparação e
apresentação das demonstrações financeiras.

O uso do valor justo não é unanimidade na elaboração das demonstrações


financeiras sobre o desempenho operacional. Ele representa apenas um preço
teórico em um determinado momento, vinculado a uma oportunidade. Se
esta não for consumada, será descartada, apresentando pouca relevância do ponto
de vista económico.

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Apesar de se defender que a credibilidade se encontra associada a cada modelo,


defende-se a imposição de restrições severas no «modelo do justo valor», uma vez
que existe o risco de manipulação e logo colocar em causa a respectiva
credibilidade contabilística.

3 – As empresas e os profissionais da contabilidade

“os TOC são responsáveis por 98 por cento das receitas públicas do
Estado.”

Hoje, o TOC assume na sociedade em geral, no meio empresarial e junto dos


organismos governamentais, um importante papel de “responsabilidade social”

Os Técnicos Oficiais de Contas, no respeito pela lei, devem aplicar os princípios


e normas contabilísticas de modo a obter a verdade da situação financeira e
patrimonial das entidades a quem prestam serviços, evitando qualquer diminuição
da sua independência em razão de interesses pessoais ou de pressões exteriores,
lutando pela verdade contabilística e fiscal.

Outra exigência que se coloca aos profissionais da contabilidade, em Portugal,


resulta de questões relacionadas com os sistemas de informação e o
desenvolvimento das telecomunicações e da informática, que têm obviamente
proporcionado grandes vantagens.

Mais tecnologia e mais sistemas implicam mais informação em menos tempo e


com mais qualidade. Ter estas três variáveis a funcionar em simultâneo é
relativamente complicado e relacioná-las com os sistemas de informação ainda
pode ser mais complexo, não podendo nem a gestão nem os profissionais de
contabilidade deixar de dominar o desenho, a gestão e o controlo dos sistemas de
informação da organização por terem influência nos sistemas contabilísticos, não
obstante o forte interesse dos responsáveis pela informática das empresas em
dominar esta situação, controlando os fluxos de informação.

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Principais funções do TOC:

 Assumir a responsabilidade pela regularidade técnica, nas áreas contabilística


e fiscal, das entidades sujeitas aos impostos sobre o rendimento (IRC e IRS) que
possuam ou devam possuir contabilidade regularmente organizada.

 O TOC deve assinar, conjuntamente com o representante legal (normalmente


um dos elementos integrantes do órgão de gestão) das entidades/empresas, as
respectivas declarações fiscais, as demonstrações financeiras (balanço,
demonstrações dos resultados por naturezas e por funções, demonstração dos
fluxos de caixa e respectivos anexos), fazendo prova da sua qualidade (inicialmente
efectuada com a colocação de vinheta nesses documentos e, agora, através de
senha via internet).

 O TOC poderá exercer funções de consultoria nas áreas da respectiva


formação e quaisquer outras funções definidas por lei, designadamente as de perito
nomeado pelos tribunais ou outras entidades públicas ou privadas.

II – Organização formal do SNC

1 – Bases para a apresentação das Demonstrações Financeiras


(BADF)

A) Pressupostos subjacentes

Regime acréscimo

A fim de satisfazerem os seus objetivos, as demonstrações financeiras são


preparadas de acordo com o regime contabilístico do acréscimo (ou da periodi-
zação económica). Através deste regime, os efeitos das transações e de outros
acontecimentos são reconhecias quando eles ocorram (e não quando caixa ou

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equivalentes de caixa sejam recebidos ou pagos) sendo registados


contabilisticamente e relatados nas demonstrações financeiras dos períodos com os
quais se relacionem.

Continuidade

As demonstrações financeiras são normalmente preparadas no pressuposto


de que uma entidade é uma entidade em continuidade e de que continuará a
operar no futuro previsível. Daqui que seja assumido que a entidade não tem
nem a intenção nem a necessidade de liquidar ou de reduzir drasticamente o
nível das suas operações.

B) Elementos das demonstrações financeiras

Conceitos e critérios de reconhecimento de ativos, passivos e capital próprio.

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Conceitos e critérios de reconhecimento de proveitos e custos.

Conceitos de caixa, equivalentes a caixa, fluxos das atividades operacionais,


de investimento e de financiamento.

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2 – Modelos de Demonstração Financeira (MDF)

Entidades sujeitas ao SNC

O SNC é obrigatoriamente aplicável às:

a) Sociedades abrangidas pelo Código das Sociedades Comerciais;


b) Empresas individuais reguladas pelo Código Comercial;
c) Estabelecimentos individuais de responsabilidade limitada;
d) Empresas públicas;
e) Cooperativas;
f) Agrupamentos complementares de empresas e agrupamentos europeus de
interesse económico.

Contudo, as pessoas que, exerçam a título individual qualquer atividade comercial,


industrial ou agrícola, e que não realizem na média dos últimos três anos um
volume de negócios superior a € 150 000, ficam dispensadas da adoção do SNC.

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As entidades sujeitas ao SNC são obrigadas a apresentar:

a) Balanço;
b) Demonstração dos resultados (por natureza e por funções);
c) Demonstração das alterações no capital próprio;
d) Demonstração dos fluxos de caixa pelo método directo;
e) Anexo (divulgação das bases de preparação e políticas contabilísticas
adoptadas e divulgações exigidas pelas NCRF).

Pequenas Entidades

Qualifica-se como pequena entidade, exclusivamente para os efeitos da adoção do


sistema contabilístico, todas as entidades que estando sujeitas ao SNC, não
ultrapassem dois dos três limites seguintes:

a) Total do balanço: € 500 000;


b) Total de vendas líquidas e outros rendimentos: € 1 000 000;
c) Número de trabalhadores empregados em média durante o exercício: 20.

As Pequenas Entidades (PE) podem apresentar modelos reduzidos:

a) Balanço;
b) Demonstração dos resultados por naturezas;
c) Demonstração dos resultados por funções;
d) Anexo.

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3 – Código das Contas (CC)

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4 – Normas Contabilísticas e de relato financeiro (NCRF)

As NCRF constituem uma adaptação das NIC, adotadas pela EU.

Tratam de questões relativas a: Quando


Quando registar?
registar? // Como
Como registar?
registar?

- Reconhecimento,
- Mensuração, Valorimetria
Valorimetria
- Divulgação,
- Aspetos particulares de apresentação de transações específicas e outros
acontecimentos

NCRF nr.1 - Estrutura e conteúdo das demonstrações financeiras


 Determinar as bases quanto à estrutura e conteúdo do balanço, da
demonstração de resultados, da demonstração das alterações no capital próprio e
do anexo.

NCRF nr.2 - Demonstração de fluxos de caixa


 Exigir informações acerca das alterações históricas de caixa e seus
equivalentes por meio de uma demonstração de fluxos de caixa que os classifique
durante o período em operacionais, de investimento e de financiamento.

NCRF nr.3 - Adopção pela primeira vez das normas contabilísticas e de


relato financeiro (NCRF)

NCRF nr.4 - Políticas contabilísticas, alterações nas estimativas


contabilísticas e erros
 Definir os critérios para a selecção e alteração das políticas contabilísticas,
bem como o tratamento contabilístico e correções de erros.

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NCRF nr.5 - Divulgações de Partes Relacionadas

NCRF nr.6 - Ativos intangíveis

NCRF nr.7 - Ativos fixos tangíveis


 Definir o tratamento contabilístico para ativos fixos tangíveis, os principais
aspetos a considerar são o seu reconhecimento e mensuração.

NCRF nr.8 - Ativos não correntes detidos para venda e unidades


operacionais descontinuadas

NCRF nr.9 - Locações


 Determinar, para locatários e locadores, as políticas contabilísticas
apropriadas a aplicar em relação a locações financeiras e operacionais.

NCRF nr.10 - Custos de empréstimos obtidos


 Contabilização dos custos de empréstimos obtidos que devem ser
considerados imediatamente como gastos do período.

NCRF nr.11 - Propriedades de investimento

NCRF nr.12 - Imparidade de ativos


 Procedimentos que uma entidade deve aplicar para assegurar que os seus
ativos sejam escriturados por não mais do que a sua quantia recuperável.

NCRF nr.13 - Interesses em Empreendimentos Conjuntos e Investimentos


em Associadas

NCRF nr.14 - Concentrações de atividades empresariais

NCRF nr.15 - Investimentos em Subsidiárias e Consolidação

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NCRF nr.16 - Exploração e avaliação de recursos minerais

NCRF nr.17 - Agricultura

NCRF nr.18 - Inventários


 Tratamento contabilístico para os inventários, métodos de custeio (FIFO e
custo médio) e Inventário permanente.

NCRF nr.19 - Contratos de construção

NCRF nr.20 - Rédito


 Tratamento contabilístico dos reditos, rendimentos que surgem nos decursos
das atividades ordinárias (vendas, honorários, juros, etc.).

NCRF nr.21 - Provisões, passivos contingentes e ativos contingente


 Prescrever critérios de reconhecimento e bases de mensuração apropriados a
provisões, passivos contingentes e ativos contingentes.

NCRF nr.22 - Contabilização dos subsídios do governo e divulgação de


apoios do Governo

NCRF nr.23 - Os Efeitos de Alterações em Taxas de Câmbio

NCRF nr.24 - Acontecimentos após a data do balanço

NCRF nr.25 - Impostos sobre o rendimento

NCRF nr.26 - Matérias ambientais

NCRF nr.27 - Instrumentos financeiros

NCRF nr.28 - Benefícios dos empregados

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5 – Normas Contabilísticas e de relato financeiro para Pequenas


Entidades (NCRF-PE)

Condensa os principais aspetos de:


 Reconhecimento,
 Mensuração, e
 Divulgação
extraídos das NCRF, tidos como os requisitos mínimos para as Pequenas Entidades.

A Norma Contabilística e de relato financeiro para pequenas entidades aborda


os seguintes aspetos:

1. Políticas contabilísticas, alterações nas estimativas contabilísticas e erros


2. Ativos fixos tangíveis
3. Ativos intangíveis
4. Locações
5. Custos de empréstimos obtidos
6. Inventários
7. Rédito
8. Provisões, passivos contingentes e ativos contingentes
9. Contabilização dos subsídios do Governo e divulgação de apoios do Governo
10. Os efeitos de alterações em taxas de câmbio
11. Impostos sobre o rendimento
12. Instrumentos financeiros
13. Benefícios dos empregados

6 – Normas Interpretativas (NI)

Emitidas para:

 Esclarecimento, e/ ou
 Orientação sobre o conteúdo dos restantes instrumentos que integram o SNC.

NI nr.1 Consolidação — Entidades de finalidades especiais

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Entidade (sociedade, parceria) pode ser criada para cumprir um objetivo restrito e bem definido
(atividades de pesquisa, por exemplo).

Uma EFE dever ser consolidada quando a substância do relacionamento entre uma entidade e
a EFE indiciar que a EFE é controlada por essa entidade.

NI nr.2 Uso de Técnicas de valor presente para mensurar o valor de uso

Apresenta duas abordagens para calcular o valor presente, qualquer delas podendo ser usada
para estimar o valor de uso de um ativo.

7 – Estrutura Conceptual

Finalidade das DF

Proporcionar informação útil para a tomada de decisões económicas. Muitos utentes


dependem das demonstrações financeiras como a principal fonte de informação
financeira e, por isso, tais demonstrações financeiras devem ser preparadas e
apresentadas com vista a responder a tais necessidades.

Utentes e necessidades informação

Nos utentes das demonstrações financeiras incluem-se investidores actuais e


potenciais, empregados, mutuantes, fornecedores e outros credores comerciais,
clientes, Governo e seus departamentos e o público. Eles utilizam as demonstrações
financeiras a fim de satisfazerem algumas das suas diferentes necessidades de infor-
mação.

Utentes e necessidades:

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a) Investidores - Os fornecedores de capital de risco e os seus consultores estão


ligados ao risco inerente aos, e ao retorno proporcionado pelos, seus investimentos.
Necessitam de informação para os ajudar a determinar se devem comprar, deter ou
vender. Os accionistas estão também interessados em informação que lhes facilite
determinar a capacidade da entidade pagar dividendos.

b) Empregados - Os empregados e os seus grupos representativos estão


interessados na informação acerca da estabilidade e da lucratividade dos seus
empregadores. Estão também interessados na informação que os habilite a
avaliar a capacidade da entidade proporcionar remuneração, benefícios de reforma e
oportunidades de emprego.

c) Financiadores - Os financiadores estão interessados em informação que lhes


permita determinar se os seus empréstimos, e os juros que a eles respeitam, serão
pagos quando vencidos.

d) Fornecedores e outros credores comerciais – Os fornecedores e outros


credores estão interessados em informação que lhes permita determinar se as
quantias que lhes são devidas serão pagas no vencimento. Os credores comerciais
estão provavelmente interessados numa entidade durante um período mais curto
que os financiadores a menos que estejam dependentes da continuação da entidade
como um cliente importante.

e) Clientes - Os clientes têm interesse em informação acerca da continuação


de uma entidade, especialmente quando com ela têm envolvimentos a prazo, ou
dela estão dependentes.

f) Governo e seus departamentos - O Governo e os seus departamentos


estão interessados na alocação de recursos e, por isso, nas atividades das entidades.
Também exigem informação a fim de regularem as atividades das entidades,
determinar as políticas de tributação e como base para estatísticas do rendimento

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nacional e outras semelhantes.

g) Público - As entidades afectam o público de diversos modos. Por exemplo,


podem dar uma contribuição substancial à economia local de muitas maneiras
incluindo o número de pessoas que empregam e patrocinar comércio dos
fornecedores locais. As demonstrações financeiras podem ajudar o público ao
proporcionar informação acerca das tendências e desenvolvimentos recentes na
prosperidade da entidade e leque das suas atividades.

Objetivos das DF

O objetivo das demonstrações financeiras é o de proporcionar informação acerca da


posição financeira, do desempenho e das alterações na posição financeira de uma
entidade que seja útil a um vasto leque de utentes na tomada de decisões
económicas.

Características qualitativas da informação financeira

Atributos que tornam a informação proporcionada nas demonstrações


financeiras útil aos utentes.

Compreensibilidade

Uma qualidade essencial da informação proporcionada nas demonstrações


financeiras é a de que ela seja rapidamente compreensível pelos utentes. Para

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este fim, presume-se que os utentes tenham um razoável conhecimento das


atividades empresariais e económicas e da contabilidade e vontade de estudar a
informação com razoável diligência. Porém, a informação acerca de matérias
complexas, a incluir nas demonstrações financeiras dada a sua relevância para a
tomada de decisões dos utentes, não deve ser excluída meramente com o
fundamento de que ela possa ser demasiado difícil para a compreensão de certos
utentes.

Relevância

Para ser útil, a informação tem de ser relevante para a tomada de decisões dos
utentes. A informação tem a qualidade da relevância quando influencia as
decisões económicas dos utentes ao ajudá-los a avaliar os acontecimentos
passados, presentes ou futuros ou confirmar, ou corrigir, as suas avaliações
passadas.

Materialidade

A relevância da informação é afectada pela sua natureza e materialidade. Nalguns


casos, a natureza da informação é por si mesma suficiente para determinar a sua
relevância.
A informação é material se a sua omissão ou inexactidão influenciarem as
decisões económicas dos utentes tomadas na base das demonstrações financei-
ras.

Fiabilidade

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Para que seja útil, a informação também deve ser fiável. A informação tem a
qualidade da fiabilidade quando estiver isenta de erros materiais e de preconcei-
tos, e os utentes dela possam depender ao representar fidedignamente o que ela
ou pretende representar ou pode razoavelmente esperar-se que represente.

Representação fidedigna

Para ser fiável, a informação deve representar fidedignamente as transacções e


outros acontecimentos que ela ou pretende representar ou possa razoavel -
mente esperar-se que represente. Assim, por exemplo, o balanço deve
representar fidedignamente as transacções e outros acontecimentos de que
resultem ativos, passivos e capital próprio da entidade na data do relato que
satisfaçam os critérios de reconhecimento.

Substância sobre a forma

Se a informação deve representar fidedignamente as transacções e outros


acontecimentos que tenha por fim representar, é necessário que eles sejam
contabilizados e apresentados de acordo com a sua substância e realidade económica
e não meramente com a sua forma legal. A substância das transacções ou de
outros acontecimentos nem sempre é consistente com a que é mostrada pela sua
forma legal ou idealizada.

Neutralidade

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Para que seja fiável, a informação contida nas demonstrações financeiras tem de
ser neutra, isto é, livre de preconceitos. As demonstrações financeiras não são
neutras se, por via da selecção ou da apresentação da informação, elas
influenciarem a tomada de uma decisão ou um juízo de valor a fim de atingir um
resultado com um efeito predeterminado.

Prudência

Os preparadores das demonstrações financeiras têm, porém, de lutar com as


incertezas que inevitavelmente rodeiam muitos acontecimentos e circunstâncias
tais como a cobrabilidade duvidosa de dívidas a receber, a vida útil provável de
instalações e equipamentos e o número de reclamações de garantia que possam
ocorrer.
Tais incertezas são reconhecidas através da divulgação da sua natureza e extensão
e pela aplicação de prudência na preparação das demonstrações financeiras. A pru-
dência é a inclusão de um grau de precaução no exercício dos juízos necessários
ao fazer as estimativas necessárias em condições de incerteza, de forma que
esses ativos ou os rendimentos não sejam sobreavaliados e esses passivos ou os
gastos não sejam subavaliados.

Plenitude

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Para que seja fiável, a informação nas demonstrações financeiras deve ser completa
dentro dos limites de materialidade e de custo. Uma omissão pode fazer com que a
informação seja falsa ou enganadora e por conseguinte não fiável e deficiente em
termos da sua relevância.

Comparabilidade

Os utentes têm de ser capazes de comparar as demonstrações financeiras de


uma entidade ao longo do tempo a fim de identificar tendências na sua posição
financeira e no seu desempenho. Os utentes têm também de ser capazes de
comparar demonstrações financeiras de entidades diferentes

Mensuração dos elementos das Demonstrações Financeiras

Mensuração é o processo de determinar as quantias monetárias pelas quais os


elementos das demonstrações financeiras devam ser reconhecidos e inscritos no
balanço e na demonstração dos resultados.

 Custo histórico. Os ativos são registados pela quantia de caixa, ou


equivalentes de caixa paga ou pelo justo valor da retribuição dada para os
adquirir no momento da sua aquisição. Os passi vos são registados pela quantia
dos proventos recebidos em troca da obrigação, ou em algumas circunstâncias
(por exemplo, impostos sobre o rendimento), pelas quantias de caixa, ou de
equivalentes de caixa, que se espera que venham a ser pagas para satisfazer o
passivo no decurso normal dos negócios.

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 Custo corrente. Os ativos são registados pela quantia de caixa ou de


equivalentes de caixa que teria de ser paga se o mesmo ou um ativo equivalente
fosse correntemente adquirido. Os passivos são registados pela quantia não
descontada de caixa, ou de equivalentes de caixa, que seria necessária para
liquidar correntemente a obrigação.

 Valor realizável (de liquidação). Os ativos são registados pela


quantia de caixa, ou equivalentes de caixa, que possa ser correntemente obtida
ao vender o ativo numa alienação ordenada. Os passivos são escriturados pelos
seus valores de liquidação; isto é, as quantias não descontadas de caixa ou
equivalentes de caixa que se espera que sejam pagas para satisfazer os
passivos no decurso normal dos negócios.

 Valor presente. Os ativos são escriturados pelo valor presente


descontado dos futuros influxos líquidos de caixa que se espera que o item gere
no decurso normal dos negócios. Os passivos são escriturados pelo valor
presente descontado dos futuros fluxos líquidos de caixa que se espera que
sejam necessários para liquidar os passivos no decurso normal dos negócios.

 Justo valor. Quantia pela qual um ativo poderia ser trocado ou um passivo
liquidado, entre partes conhecedoras e dispostas a isso, numa transacção em
que não exista relacionamento entre elas.

Capital e manutenção capital

Geralmente as entidades adoptam um conceito financeiro de capital na


preparação das suas demonstrações financeiras. No conceito financeiro de
capital, tal como dinheiro investido ou poder de compra investido, o capital é
sinónimo de ativos líquidos ou de capital próprio da entidade.

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No conceito físico de capital, tal como a capacidade operacional, o capital é visto


como a capacidade produtiva da entidade baseada, por exemplo, em unidades de
produção diária.

Um conceito financeiro de capital deve ser adoptado se os utentes das


demonstrações financeiras estiverem principalmente interessados na manutenção
do capital nominal investido ou no poder de compra do capital investido

Se, porém, a principal preocupação dos utentes for a capacidade operacional da


entidade, deve ser usado um conceito físico de capital .

Os conceitos de capital dão origem aos seguintes conceitos de manutenção do


capital:

 Manutenção do capital financeiro - Por este conceito um lucro só é


obtido se a quantia financeira (ou dinheiro) dos ativos líquidos no fim do
período exceder a quantia financeira (ou dinheiro) dos ativos líquidos do começo
do período, depois de excluir quaisquer distribuições aos, e contribuições dos,
proprietários durante o período. A manutenção do capital financeiro pode ser
mensurada quer em unidades monetárias nominais quer em unidades de poder
de compra constante.

 Manutenção do capital físico - Por este conceito um lucro só é obtido se


a capacidade física produtiva (ou capacidade operacional) da entidade (ou os
recursos ou os fundos necessários para conseguir essa capacidade) no fim do
período exceder a capacidade física produtiva no começo do período,
depois de excluir quaisquer distribuições aos, e contribuições dos, proprietários
durante o período.

O conceito de manutenção do capital está ligado à forma como uma entidade


define o capital que procura manter. Proporciona a ligação entre os conceitos de
capital e os conceitos de lucro porque proporciona o ponto de referência pelo

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qual o lucro é mensurado; é um pré-requisito para distinguir entre o retorno sobre


o capital da entidade e o retorno do seu capital.

III – Conceitos Contabilísticos

1 – Património

A contabilidade é a expressão, medida e análise dos fenómenos e das


situações patrimoniais.

São diversas as definições de património e assim temos:

 “Entende-se por património todo o conjunto de valores que se destinam a


determinado fim e estão sujeitos a uma administração”. Luís Fontela e Pinheiro
Henriques

 “Património é o conjunto de valores pertencentes a determinada unidade


económica e administrativa com certo objetivo”. Professor João Manuel Esteves
Pereira

 “É o conjunto de valores sujeitos a uma gestão e afectos a determinado fim”.


Professor Gonçalves da Silva

 “É o conjunto de bens, de elementos e direitos pecuniários que constituem a


riqueza de alguém e está sujeito a administração”.

 Matim Noel Monteiro

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 Património é o conjunto de bens, direitos e obrigações redutíveis a um valor


pecuniário, afectos a determinada pessoa.

 Conjunto de bens, direitos e obrigações de uma empresa, em determinada


data, devidamente valorados e utilizados para atingir determinados objetivos.

 Património é o conjunto de bens, direitos e obrigações redutíveis a um valor


pecuniário, afectos a determinada pessoa.

Pensemos no caso de um indivíduo que, num dado momento, necessita de dinheiro


e não o possui. Numa situação destas, poderá recorrer a empréstimos de outra
pessoa ou a uma instituição de crédito.

Diz-se, então, que o indivíduo contrai uma dívida, ficando com a obrigação de a
saldar. Mas suponhamos, agora, que a situação é inversa: esta pessoa, em vez de
pedir dinheiro emprestado, empresta. Então fica com um direito sobre a pessoa a
quem emprestou.

A obrigação e o direito pertencem-lhe ou não? É evidente que sim.

Vemos, pois, que todo o indivíduo pode possuir, não só bens, mas também direitos
e obrigações.

Património da Empresa

Será que a empresa também terá um património?

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É evidente que sim, uma vez que a empresa é um ente com uma individualidade
própria e a composição do seu património é um espelho da atividade a que se
dedica.

Património é o conjunto de bens, direitos e obrigações de uma empresa, em


determinada data, devidamente valorados e utilizados para atingir determinados
objetivos.

Tal como o património individual, o património das empresas é também constituído


por bens, direitos e obrigações.

Aos elementos que representam bens e direitos para a empresa damos o nome de
elementos patrimoniais ativos. O seu conjunto constitui o ATIVO.

Os elementos do património que representam obrigações para a empresa chamam-


se elementos patrimoniais passivos. O seu conjunto constitui o PASSIVO.

Trata-se de um conjunto bastante heterogéneo uma vez que nele estão


representados elementos de natureza bastante diferente. No entanto, tais
elementos apresentam duas características agregadoras:

1. São redutíveis a valores monetários;


2. Estão afectos à mesma gestão.

Características dos Elementos Patrimoniais

Titularidade: estabelecimento de um vínculo com determinada entidade.


Heterogeneidade: estão representados elementos de natureza distinta.
Pecuniariedade: permite a homogeneidade do que é heterogéneo.
Algebricidade: vai permitir atribuir sinais diferentes.

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Exemplos:

Bens Conjunto de bens pertencentes a dinheiro, viaturas,


uma pessoa ou a uma empresa edifícios, acções, etc.
Direitos Valores a receber, Direitos a Dívidas de terceiros.
Receber Dívidas de clientes para
com a empresa,
adiantamento do salário
de um ou mais meses
(empréstimos a
empregados).
Obrigações Contas a pagar, dívidas Dividas a terceiros.
Estado, banca,
fornecedores.

Composição do Património

 As necessidades são satisfeitas com a utilização de bens ou serviços.


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 Algumas vezes o homem precisa de adquirir bens e não tem possibilidades


financeiras, vendo-se obrigado a recorrer ao crédito ou obter um empréstimo.
Contrai uma obrigação.

 A situação pode ser inversa. Empresta dinheiro a alguém que a ele recorre.
Neste caso adquire um direito.

 Portanto, o conjunto de bens materiais, direitos e obrigações, que pertencem


a um indivíduo ou a uma empresa, chama-se património.

O património de um indivíduo está ligado a este pela lei e pelo


reconhecimento público. Todos os patrimónios individuais são diferentes por
pertencerem a pessoas diversas.

 Os bens, direitos e obrigações têm uma existência limitada:


 Os bens que se adquirem, consomem-se ou usam-se.
 Os direitos e as obrigações extinguem-se quando se satisfaz o
compromisso assumido.

 Ao constituir-se a empresa é necessário capital. É com este que se paga as


despesas de constituição e se adquire os bens necessários ao início da sua
atividade. Em seguida entrará em funcionamento e, em troca das mercadorias que
vende, receberá dinheiro.

 No entanto, acontece muitas vezes que à entrega de mercadoria não


corresponde imediatamente um recebimento de dinheiro. Há pois, um lapso de
tempo maior ou menor que medeia entre a entrega da mercadoria ao comprador e
o pagamento da mesma.
Assim, surgem os débitos/dívidas que representam prestações do exterior e
que, por qualquer motivo, não foram pagas imediatamente.

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 Os créditos representam as prestações cedidas ao exterior e que também


não foram pagas imediatamente.

 As empresas são devedoras em relação aos seus fornecedores, ao seja, aos


seus credores, a quem não pagam no momento da entrega da mercadoria.

 Mas são credores quando vendem aos seus clientes e não recebem
imediatamente o respectivo valor, tornando-se aqueles, seus devedores.

Esquematicamente:

Bens
São as coisas úteis, capazes de satisfazer as necessidades das pessoas e
das empresas.

Bens Tangíveis Têm forma física, são palpáveis. Ex.: Veículos, imóveis, stock de
mercadorias, dinheiro, móveis e utensílios, ferramentas, etc.)
Bens Intangíveis Não são palpáveis, não constituídos de matéria. Ex.: Marcas
(Arisco, Coca-cola), patentes de invenção (direito exclusivo de
explorar uma invenção).
Bens Imóveis Vinculados ao solo. Não podem ser retirados sem destruição ou
dano: edifício, árvores, etc.
Bens móveis Podem ser removidos por si próprios ou por outras pessoas:
máquinas, equipamentos, stocks de mercadorias.

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Direitos
Poder de exigir alguma coisa. Ex.: valores a receber, títulos receber, contas a
receber, salários a receber.

Obrigações
Dívidas com outras pessoas. Em Contabilidade: Obrigações Exigíveis

Elementos Patrimoniais

 Elemento Patrimonial Ativo: é o conjunto de elementos patrimoniais que


se traduzem em bens e direitos.

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 Elemento Patrimonial Passivo: é o conjunto de elementos patrimoniais


que se traduzem em obrigações.

Todos os bens e direitos de um indivíduo ou das empresas com os quais exercem a


sua atividade são valores positivos e denominam-se Ativos (+).

As obrigações são valores negativos pois representam compromissos assumidos e


tomam o nome de Passivo (-).

Os valores Ativos e Passivos são valores concretos. Os bens são constituídos por
elementos palpáveis denominam-se elementos corpóreos e os direitos e obrigações
são elementos incorpóreos.

Valor do Património

2 – Inventário

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 Inventário: consiste na relação (rol, lista) dos elementos patrimoniais com a


indicação do seu valor. Proceder ao inventário consiste em analisar os elementos de
um dado património, descrevê-los e atribuir-lhes um valor.

Objetivos do Inventário:

1. O Inventário permite o conhecimento completo do valor contabilístico do


património da Empresa;
2. Facilita a elaboração do Balanço;
3. Fornece informação útil à tomada de decisões de gestão;

Classificação dos Inventários:

Quanto ao âmbito:
1. Gerais (quando abarca todos os valores que constituem um dado património)
2. Parciais (quando abrange apenas alguns dos elementos patrimoniais)

Quanto à disposição dos elementos:


1. Simples ou corrido (os elementos aparecem dispostos sem obedecer a
qualquer ordem).
2. Classificado (os elementos aparecem agrupados, segundo a sua natureza,
característica ou função).

Quanto à apresentação:
1. Analítico (quando, além do título da conta, nele são apresentados todos os
seus elementos integrantes, devidamente valorados).
2. Sintético (quando nele apenas surgem as contas integrantes com o
respectivo título e extensão).

Fases para a elaboração de um inventário:

 Arrolamento – identificação dos elementos patrimoniais existentes;


 Descrição e classificação – agrupamento em classes de elementos
patrimoniais;

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 Valorização – atribuição de um valor de acordo com os critérios de


valorimetria definidos no POC.

Património e Inventário - Metodologia:

A determinação do valor do ativo implica as seguintes operações:

1. Inventariação e valorização do ativo financeiro, ativo intangível e fico tangível


2. Inventariação e valorização das existências
3. Apuramento do valor das dívidas a receber
4. Apuramento do valor das disponibilidades em caixa e bancos

A determinação do valor do passivo compreende:

1. O apuramento do valor das dívidas a pagar

A determinação do valor do Património (situação líquida, capital próprio ou


património líquido) resulta da diferença entre o total do ativo e total do
passivo.

ACTIVO – PASSIVO = VALOR DO PATRIMÓNIO OU CAPITAL


PRÓPRIO

ATIVO = PASSIVO + CAPITAL PRÓPRIO OU SITUAÇÃO


LÍQUIDA

EQUAÇÃO FUNDAMENTAL DA CONTABILIDADE

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IV – ANEXOS

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BIBLIOGRAFIA
 LOUSÃ, Aires e Magalhães Marta, Contabilidade teoria e prática, volume I,
Porto Editora

 LOUSÃ, Aires e Magalhães Marta, Contabilidade teoria e prática, volume II,


Porto Editora

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