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O código de ética profissional e a lei de regulamentação da profissão são os principais

dispositivos norteadores das atribuições e competências do profissional do serviço social,


entretanto, percebe-se que o cotidiano profissional conta com dilemas éticos referentes a
inserção de práticas incompatíveis com o projeto ético-político da profissão..
da saúde e de outros espaços sócios- ocupacionais normas e direcionamentos os quais
devem ser integralizado no afazer cotidiano do exercício do profissional de serviço
social. Nesse segmento, os debates e reflexões que permeiam a categoria profissional no que
tange as práticas terapêuticas no exercício da profissão data de 1996, tanto entres os
conselhos da categoria quanto em seminários , que ao longo dos anos lançou debates
intensos em torno das práticas terapêuticas pelos assistentes sociais e as atribuições e
competências dos profissionais norteados pelo projeto ético político no âmbito do
CEFES/CRESS.

No encontro CEFESS/CRESS de 2001,o debate intensificou se no artigo 4° e 5° da lei que


regulamenta a profissão , concomitante como texto da Profa. Marilda Iamamoto;Projeto
Profissional espaços ocupacionais e Trabalho dos Assistentes Socias na Atualidade ,em 2002
deu se continuidade ao debate anterior juntamente com a ABEPSS e ENESSO, versando
sobre o Serviço Social Clinico .Nesse segmento ,anualmente foram realizados os encontros
e a temática sempre esteve presente nas discursões dos debates, mas após o Encontro de
2009, O CEFESS publicou, após incorporação de sugestões ,a resolução 569/2010 que dispõe
sobre a vedação das práticas terapêuticas pelos assistentes sociais .Apesar de um processo
longo e de construção democrática, houve contestações contrárias por parte de alguns dos
profissionais, os quais vinculavam –se “a tendência um privilegiamento da intervenção no
âmbito das tensões produzidas subjetivamente pelos sujeitos ;Autodenominado Serviço social
clínico"(CEFESS.Parâmetros para Atuação de Assistentes Sociais na Política de Saúde:
Trabalho e Projeto Profissional nas Políticas Socias.2010.pag.27). Esse conceito formado a
partir de um movimento de um grupo heterogêneo de profissionais do serviço social com
formação em áreas especializadas de diversa abordagens clínicas; Holística ,
bioenergética,pisicodrama , terapia familiar entre outros a resolução por uma parte dos
profissionais mas após o encontro de 2009,a resolução 569/2010,que dispõe sobre a
vedação das práticas terapêuticas pelos assistentes Sociais ,grupo pelo qual reivindicavam
das entidades de classe da categoria o reconhecimento do caráter clínico ou terapêutico.
Praticas as quais em suas raízes históricas, já haviam sido superadas pelo serviço social
Brasileiro, que preconizavam vertentes psicologizantes e de estruturas funcionalistas o qual
orientavam metodologicamente a profissão.

Esse processo de rompimento com essas vertentes foi construído ao longo dos anos, após
muitos debates pela categoria e construções , até então, chegar ao processo de reconceituação
, que trouxe mudanças teóricas - metodológicas e éticas políticas no âmbito da formação
profissional , o que sinalizou para a construção de um projeto ético político profissional
,processo revisionado em sua historicidade de fundamentação teórica de estudos de casos
e incorporado a leis que regulamentam a profissão. Nesse sentido, o Exercício profissional de
serviço social se dá mediante a formação básica da graduação em serviço social, e os
parâmetros legais para o reconhecimento as competências e atribuições só podem ser aquelas
que regulam esse nível de ensino(CEFESS.Serviço Social e Reflexões Críticas Sobre
Práticas Terapeuticas .pag.7)

No que tange ao pluralismo e a autonomia, o mesmo não pode se sobrepor aos


fundamentos teóricos, éticos políticos e normas que regem a profissão construída por
uma coletividade no interior de uma categoria. Normas que devem ser observadas pelos
profissionais em seus afazeres cotidianos. A regulação das profissões é de competência dos
conselhos, que sob a lei 8662/1993 que entre artigos, estabelece ao CEFEESS e o CRESS,
disciplinar e defender o exercício da profissão, orientar, normatizar e fiscalizar, entre outras
atribuições. Nesse sentido, após o rompimento com as fundamentações teóricas de estudo de
caso no serviço social e a reformulação de teorias metodológicas incorporadas na lei que
regulamenta a profissão e o seu código de ética, após longos debates e construções , dentro
das novas competências e atribuições do profissional do Serviço Social no âmbito da sua
formação e exércicio, não lhes cabem as práticas terapêuticas vinculadas a formação do
profissional de Serviço Social.

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