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A B íblia.

t 4pologetica
^ 1 DEESTUDO
Antigo e Novo Testamentos
Incluindo notas de estudo e auxílios

Traduzida em Português por


JOÃO FERREIRA DE ALMEIDA
Edição Corrigida e Revisada
Fiel ao Texto Original

ilC P - Instituto Cristão de Pesquisas


Bíblia Apologética
Copyright © 2000 ICP - Instituto Cristão de Pesquisas

Texto bíblico utilizado:


A lmeida, Corrigida, Fiel - ACF
C opyright © 1994,1995 Sociedade Bíblica T rinitariana do Brasil
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ISBN 09 078 6141-5


T o d o s o s d ire ito s re se rv a d o s

Presidente: A ntonio Fonseca


Editor-geral: Jam ierson Oliveira
Coordenador- teológico: Elvis Brassaroto Aleixo
Revisor de textos: João Lira
Mapas: Missão Sepal (com adaptação)
Ilustrações: Paulo C unha
Diagramação: SPress Bureau
Impressão: Geográfica - Divisão de Bíblias

Primeira Edição 2000


l 4 im pressão 20.000 exemplares
2a im pressão 40.000 exemplares

Segunda Edição 2005


I a im pressão 20.000 exemplares

"tíCP - Instituto Cristão de Pesquisas


C a ix a P o stal 832 - C E P 13201-970 - Ju n d ia í/S P
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índice dos livros da Bíblia
Antigo Testamento
Abrev. Cap. Pag.
G ênesis Gn 50 1 Abrev. Cap. Pag.
Êxodo ÊX 40 62 P rov érb io s Pv 31 604
Levítico Lv 27 110 E desiastes Ec 12 627
N úm eros Nm 36 Cantares de Salomão Ct 8 637
143
Isaías Is 66 642
D eu teronôm io Dt 34 187
Jerem ias Jr 52 693
Josué Js 24 228
L am entações Lm 5 745
Juizes Jz 21 253 Ezequiel Ez 48 751
Rute Rt 4 278 D aniel Dn 12 799
1Sam uel ISm 31 283 O séias Os 14 816
2Sam uel 2Sm 24 317 Joel J1 3 824
IReis lRs 22 345 A m ós Am 9 828
2Reis 2Rs 25 377 O bad ias Ob 1 835
1C rônicas Jonas Jn 4 837
lC r 29 408
M iquéias Mq 7 841
2C rônicas 2Cr 36 437
N aum Na 3 846
E sdras Ed 10 471
H abacuque Hc 3 849
N eem ias Ne 13 482 Sofonias Sf 3 853
Ester Et 10 497 Ageu 2 857
Ag
Jó Jó 42 505 Z acarias Zc 14 860
Salm os SI 150 534 M alaquias Ml 4 869
Novo Testamento
Abrev. Cap. Pag. Abrev. Cap. Pag.
M ateus Mt 28 895 2Tessalonicenses 2Ts 3 1211
M arcos Mc 16 957 1T im óteo lT m 6 1215
Lucas Lc 24 988 2T im óteo 2Tm 4 1221
João Jo 21 1038 T ito Tt 3 1226
Filem om Fm 1 1229
Atos At 28 1084
H ebreu s Hb 13 1232
R om anos Rm 16 1124
Tiago Tg 5 1248
IC o rín tio s ICo 16 1144
1P edro IPe 5 1255
2C oríntios 2Co 13 1165
2P edro 2Pe 3 1262
G álatas G1 6 1178 ljo ã o ljo - 5 1266
Efésios Ef 6 1186 2João 2Jo 1 1273
Filipenses FP 4 1194 3João 3Jo 1 1276
C olossenses Cl 4 1199 Judas Jd 1 1278
1T essalonicenses lTs 5 1206 A pocalipse Ap 22 1281
índice dos livros da Bíblia
em ordem alfabética
A g e u ....................................................................... 857 Jo su é........................................................................ 228
A m ós....................................................................... 828 Ju d a s.................................................................... 1278
A p o ca lip se......................................................... 1281 Juizes........................................................................ 253
A tos....................................................................... 1084 Lam entações de J e re m ia s ................................... 745
Cantares de S alom ão ............................................. 637 Levítico.................................................................... 110
C o lo ssen ses....................................................... 1199 Lucas........................................................................ 988
Coríntios, 1......................................................... 1144 M alaquias............................................................... 869
C o rín tio s,2 ......................................................... 1165 M a rc o s .................................................................... 957
Crônicas, 1 ...............................................................408 M a te u s .................................................................... 895
Crônicas, 2 ...............................................................437 M iquéias.................................................................. 841
D an ie l..................................................................... 799 N a u m ...................................................................... 846
D eu te ro n ô m io ..................................................... 187 N e e m ia s................................................................. 482
Eclesiastes.............................................................. 627 N úm ero s................................................................. 143
Efésios.................................................................. 1186 O b a d ia s .................................................................. 835
E sd ras........................................................................471 O sé ia s...................................................................... 816
E s te r ..........................................................................497 Pedro, 1 ................................................................ 1255
Ê x o d o ....................................................................... 62 Pedro, 2 ................................................................ 1262
E z e q u ie l................................................................. 751 P ro v é rb io s............................................................. 604
F ilem o m .............................................................. 1229 Reis, 1 ...................................................................... 345
F ilip en ses............................................................ 1194 Reis, 2 ...................................................................... 377
G á la ta s................................................................ 1178 R o m a n o s ............................................................ 1124
G ên esis....................................................................... 1 R ute.......................................................................... 278
H ab acu q u e............................................................ 849 S a lm o s .................................................................... 534
H e b r e u s .............................................................. 1232 Samuel, 1 ..................................................................283
Isaías..........................................................................642 Samuel, 2 ............................................................... 317
Je re m ia s................................................................. 693 S o fo n ia s................................................................. 853
Jó .............................................................................. 505 Tessalonicenses, 1.............................................. 1206
João...................................................................... 1038 Tessalonicenses, 2 .............................................. 1211
João, 1 .................................................................. 1266 T iag o.................................................................... 1248
João, 2 .................................................................. 1273 T im óteo, 1 .......................................................... 1215
João, 3 .................................................................. 1276 Tim óteo, 2 .......................................................... 1221
J o e l......................................................................... 824 T ito ....................................................................... 1226
Jo n a s....................................................................... 837 Z a c a r ia s ................................................................. 860
Prefácio da 2 Edição Ampliada -

T o d o s os c ristã o s e s tã o fa m ilia riz a d o s c o m a G R A N D E C O M IS S Ã O , e x p re ssã o q u e se refe­


re à o rd e m d e Jesus p a r a q u e o ev a n g e lh o fosse p re g a d o a to d a c ria tu r a , c o n fo rm e le m o s e m M a ­
te u s 28.19, q u e diz: “P o rta n to id e, fazei d isc íp u lo s d e to d a s as n aç õ es , b a tiz a n d o -o s em n o m e d o
Pai, e d o F ilh o e d o E sp írito S a n to ” (C f. tb. M c 16.15,16; A t 1.8).
T o davia, m u ito s d o s q u e se d e d ic a m à p re g a ç ã o d o e v a n g elh o , o b ra o r d e n a d a p o r Jesus, s e n ­
te m g ra n d e d ific u ld a d e e m m a n u s e a r c o rre ta m e n te a P alav ra d e D e u s q u a n d o sã o q u e s tio n a d o s
so b re a e x p o siçã o q u e fazem d o ev a n g elh o .
A lg u n s e sc rito re s, q u a n d o a b o r d a m so b re o te m a “ev a n g e lism o p e s s o a l”, c o s tu m a m d iv id ir
as p esso as c o m q u e m v ã o d ia lo g a r e m q u a tro g ru p o s: a) cristãos; b ) d esvia d o s— s u b d iv id id o s em
d u a s classes: p e n ite n te s e im p e n ite n te s ; c) in créd u lo s— p esso as q u e p o u c o o u n a d a o u v ira m d o
S e n h o r Jesus C risto ; d ) heréticos.
Se p e rg u n ta rm o s q u a l d o s g r u p o s é m ais difícil d e ser a b o rd a d o , a resp o sta será, se m d ú v id a:
“O s h eré tico s”. Isso p o rq u e n ã o só h o stiliz am a p regação d o ev an g elh o , m a s ta m b é m a p re se n ta m fo r­
tes o b jeções às d o u trin a s b íblicas, c a u sa n d o g ra n d e e m b a ra ç o àq u e le q u e evangeliza. P o r esse m o ti­
vo, n ã o são p o u c o s os c ristão s q u e a b a n d o n a ra m o tra b a lh o d e evan g elização pessoal, p o r n ã o se e n ­
c o n tra re m p re p a ra d o s p a ra d ia lo g ar c o m o s a d e p to s das seitas e d as religiões n ão -c ristãs.
Esse p ro b le m a su sc ita u m p a ra d o x o q u e p o d e se r re s u m id o d a se g u in te fo rm a :
T o d o s o s c ristã o s e v an g élico s re c o n h e c e m a P ala v ra d e D e u s c o m o fo n te d e a u to rid a d e i n ­
d isc u tív e l e m m a té ria d e fé e p rá tic a . E m u n ís s o n o , os C R E M O S o u o s A R T IG O S D E FÉ d as ig re ­
jas ev an gélicas d e c la ra m , c o m p e q u e n a s d iferen ç as, s u a fé n a a u te n tic id a d e d a B íblia. D e m o d o
g eral, seus c re d o s d ec la ra m : “C re m o s s e r a B íblia a P a la v ra d e D eu s, a ú n ic a re g ra d e fé e p rá tic a
p a ra o c ristã o ”. Essa u n a n im id a d e em a c e ita r a B íblia c o m o in falív el P ala v ra d e D e u s é n o tá v e l, e
isso está p le n a m e n te d e a c o rd o c o m a p o siç ã o d o s c re n te s d e T essalô n ica, c o m o p o d e m o s le r em
1 T essalonicenses 2.13: “ P o r isso ta m b é m d a m o s , se m cessar, g raças a D e u s, p o is, h a v e n d o re c e b i­
d o d e n ó s a p a la v ra d a p re g a ç ã o d e D e u s, a receb estes, n ã o c o m o p a la v ra d e h o m e n s , m a s (s e g u n ­
d o é, n a v e rd a d e ) c o m o p a la v ra d e D e u s, a q u a l ta m b é m o p e r a e m v ó s, o s q u e cre stes”.
M as se isso é u m a re a lid a d e in egável, p o r q u e , e n tã o , p o u c o s c re n te s c o n h e c e m s a tis fa to ria ­
m e n te a P alav ra d e D eus? P o r q u e m u ito s n ã o e stã o a p to s p a r a a te n d e r à re c o m e n d a ç ã o d e 1P e­
d ro 3.15, q u e diz: “A ntes, sa n tifica i ao S e n h o r D e u s em v o sso s c o ra çõ es; e estai s e m p re p r e p a r a ­
d o s p a ra r e s p o n d e r c o m m a n s id ã o e te m o r a q u a lq u e r q u e v o s p e d ir a ra z ã o d a e s p e ra n ç a q u e h á
e m v ó s” ?

Abordando os adeptos das seitas


Este é o títu lo d o c a p ítu lo 14 d o liv ro O caos das seitas, n o q u a l, o a u to r, J. K. V an B aalen , a r ­
g u m e n ta : “N in g u é m chega a sa b e r d e m a is e, q u a n to m a is c o m p le to o n o sso c o n h e c im e n to , co m

IX
m a io r fac ilid a d e p o d e m o s fazer u so d ele p a ra fins p rá tic o s. A o m e s m o te m p o , u n s p o u c o s fato s
d o s q u a is re a lm e n te n o s a s s e n h o re a m o s são d e m u ito m a io r u tilid a d e d o q u e m u ito s fato s d o s
q u a is te m o s u m a id é ia geral, m a s q u e n ã o p o d e m o s d e fe n d e r c o n tra a ta q u e su til. A re sp o sta d o es­
co lar: ‘E u sei, m a s n ã o sei e x p lic a r’, e n g a n a s o m e n te o escolar. Se n ã o s o u b e rm o s r e s p o n d e r a o a r ­
g u m e n to d o s e c tá rio é p o r q u e n ã o d o m in a m o s o s fatos. É n o s s o c o n h e c im e n to in a d e q u a d o q u e
n o s o b rig a a a b a n d o n a r o c a m p o d e rro ta d o , d e s o n ra n d o o S e n h o r”.
O id e al se ria q u e to d o s os c ristã o s c o n h e c e sse m p ro fu n d a m e n te a q u ilo e m q u e c rê e m . M as,
in fe liz m e n te , m u ito s n ã o sã o c a p az es d e d e fin ir n e m d e d e fe n d e r su a fé.

A Bíblia Apologética de Estudo


A ssim , o IC P ( In s titu to C ris tã o d e P e sq u is a s ),d ia n te d as d ific u ld a d e s d e m u ito s c ristã o s n e s ­
se asp ec to , p r e p a ro u e sta n o v a e d iç ã o d a B íb lia A p o lo g é tic a d e E s tu d o , c u jo c o n te ú d o , 100% a m ­
p lia d o , visa a ju d a r a a tu a l g e ra ç ã o d e c ristã o s q u e se e sfo rç a m e m e v a n g e liz a r o s n ã o -a lc a n ç a d o s
( g ru p o a o q u a l p e rte n c e m o s se c tá rio s) e s e n te m falta d e u m a fe r ra m e n ta d e tr a b a lh o q u e facilite
o seu d iá lo g o c o m aq u e le s q u e d e s m e re c e m e /o u d e s c o n h e c e m a PALAVRA D E D E U S e a SALVA­
Ç Ã O o fe re c id a p o r C risto . Tal ta re fa , n o e n ta n to , n ã o se ria fácil se n ã o p u d é s s e m o s c o n ta r c o m o
au x ílio d e d iv e rso s c o la b o ra d o re s, e n tre os q u ais, d e sta c a m o s : N a ta n a e l R in a ld i, E g u in a ld o H élio
d e S o u za, Jailso n M a rin h o , H u g o lin o S ena B atista, M a rc o s H e ra ld o P aiva, Jo ã o F lávio M a rtin e z ,
P au lo C ris tia n o d a Silva, G ilso n B a rb o sa e P a u lo S érg io R o d rig u e s B atista. S erv o s d e D e u s q u e se
d e d ic a ra m m a is d ir e ta m e n te n e ste p ro je to .
N ã o p o u c a s vezes, f o m o s so lic ita d o s a aj u d a r irm ã o s c o m p ro b le m a s re la c io n a d o s às seitas,
p o rq u e , ao se re m v isita d o s p o r seu s a d e p to s, n ã o s o u b e ra m re f u ta r o s a rg u m e n to s a p re s e n ta d o s
c o n tra a fé c ristã . S em c o n ta r o s caso s e m q u e a lg u n s c ris tã o s p e r d e ra m p a re n te s p a ra as seitas e,
d e s e sp e ra d o s, te n ta r a m re sg a tá -lo s, m a s sem re s u lta d o s sa tisfa tó rio s.
É ju s ta m e n te p o r esse m o tiv o , e n tre o u tr o s , q u e a e q u ip e d o IC P esp e ra q u e , c o m a B íb lia
A p o lo g é tic a d e E s tu d o (e d iç ã o a m p lia d a ), o s irm ã o s se s in ta m m a is b e m p r e p a ra d o s p a r a o m i­
n istério .
T ra b a lh e m o s e n q u a n to é d ia , c o m o o b re iro s ca p az es e fru tífe ro s n o s c a m p o s d o S e n h o r, d e ­
f e n d e n d o a n o ssa fé!
“A m a d o s , p r o c u r a n d o e u escrev e r-v o s c o m to d a a d ilig ê n c ia a c erca d a sa lv aç ão c o m u m ,
tive p o r n e c e ssid a d e escrev er-v o s, e e x o rta r-v o s a b a ta lh a r p ela fé q u e u m a vez fo i d a d a ao s s a n ­
to s ” (Jd 1.3).

X
Como usar os recursos da
Bíblia Apologética de Estudo
A B íb lia A p o lo g é tic a d e E s tu d o (e d iç ã o a m p lia d a ) e m p re g a , c o m o b ase, a tr a d u ç ã o d e Jo ão
F erre ira d e A lm eid a: E d iç ão C o rrig id a e R evisada Fiel ao T ex to O rig in a l, p u b lic a d a p ela S o cie d a­
d e B íblica T rin ita ria n a , c u ja c a ra c te rístic a , e n tre o u tra s , é a e q u iv a lê n c ia p re c isa c o m a lin g u a g e m
e ru d ita , p o r m e io d a q u a l o tr a d u t o r p r o c u r a re p r o d u z ir o s asp e c to s fo rm a is d o te x to d a lín g u a
o rig in a l. O u seja, v o c a b u lá rio , e s tr u tu r a e asp ec to s estilístico s.
E sta B íblia a p re s e n ta u m a v a rie d a d e d e re c u rso s a p o lo g é tic o s, e n tre o s q u a is, d e s ta c a m -se
as “n o ta s d e r o d a p é ” e o “a p ê n d ic e ”, os q u a is c o n tê m d a d o s im p o r ta n te s s o b re c o n c e ito h is tó ri­
co e c u ltu ra l, sig n ific ad o relig io so e c o n te ú d o d o u tr in á r io d a s relig iõ es, se ita s e m o v im e n to s id e ­
ológicos.
A rela çã o q u e segue foi e la b o ra d a p a r a e x p lic a r c o m o o e s tu d a n te d ev e u tiliz a r e s ta o b r a q u e ,
se m d ú v id a , é u m a in d isp e n sá v e l f e r ra m e n ta p a ra o ex ercício d a a p o lo g é tic a cristã:

I n tr o d u ç ã o a o s liv r o s b íb lic o s . T extos exp licativ o s q u e c o n te m p la m a o rig e m d o títu lo d o


livro, a u to ria , d a ta ç ã o , a s s u n to p rim o r d ia l e, esp e c ia lm e n te , su a ên fase ap o lo g ética .

M e re c e m c o n f ia n ç a o s liv r o s a p ó c rifo s ? C o m e n tá rio in s e rid o e n tre o A n tig o e o N o v o Tes­


ta m e n to s , e x p o n d o , s is te m a tic a m e n te , su a s im p lic a ç õ e s d o u tr in á r ia s p a r a a o rto d o x ia cristã.

N o ta s d e e s tu d o . T ra z e m in fo rm a ç õ e s a re sp e ito d e d iv e rso s g ru p o s relig io so s. R e sp o n d e m e


a rg u m e n ta m , e s p e c ific a m e n te , o s v ersíc u lo s u sa d o s p e lo s m o v im e n to s h e ré tic o s e p elas relig iõ es.
As re sp o stas a p o lo g é tic a s f o ra m e la b o ra d a s d e m a n e ir a p rá tic a e co n c isa , e s p e c ific a m e n te p a ra
r e s p o n d e r às relig iõ es e se ita s q u e c ita m a B íblia S ag rad a . O o b je tiv o p r im o r d ia l d a s n o ta s é c a p a ­
c ita r o s c ristã o s ev an g élico s a lu ta r p e la D efesa da Fé ( Jd 3).
N esta n o v a e d iç ã o a m p lia d a d a B íb lia A p o lo g é tic a d e E s tu d o , o ICP, lite ra lm e n te , d u p lic o u
a q u a n tid a d e d e n o ta s. A q u elas q u e já c o n s titu ía m a p r im e ira e d içã o d a o b r a p a s s a ra m p o r re v i­
são e re fo rm u la ç ã o d e c o n te ú d o e estilo. F o ra m in s e rid o s íc o n es, a s so c ia d o s às n o ta s , p e lo s q u a is
o e s tu d a n te p o d e rá id e n tific a r m a is fa c ilm e n te os g ru p o s relig io so s e m q u e s tã o . M a is g ru p o s re li­
g io so s e m o v im e n to s id e o ló g ic o s f o ra m a c re sc e n ta d o s à o b ra , c o n fe rin d o -lh e , m a is u m a vez, c a ­
r á te r in é d ito . A lg u n s ex e m p lo s: e u b io se , v o d u ísm o , lo g o so fia, ra e lia n ism o , ca b ala, a g n o s tic ism o ,
g n o stic ism o , d e ísm o , u n iv e rsa lism o , re la tiv ism o , e n tre o u tro s.
A lém d isso , esta n o v a ed içã o tr a z d u a s n o v id a d e s ed ifican tes. A sa b er: 1) O a c ré sc im o d e c o ­
m e n tá r io s a p o lo g é tic o s fo rm u la d o s a p a r tir d e te x to s b íb lic o s g e ra lm e n te ig n o r a d o s p e la s seitas,
m a s d e g ra n d e im p o r tâ n c ia p a r a a defesa d a o rto d o x ia c ristã , m o r m e n te o q u e se refere à te o lo g ia ,
cristo lo g ia , p a ra c le to lo g ia e b ib lio lo g ia . 2) O a c ré sc im o d e n o ta s q u e r e s p o n d e m ao s a rg u m e n to s
ceticistas, q u e u sa m te x to s b íb lic o s a p a r e n te m e n te c o n tra d itó r io s ( q u a n d o a n a lis a d o s c o m o u ­
tr a s p assag e n s) p a r a p ô r e m d ú v id a a in fa lib ilid a d e d as S ag rad a s E sc ritu ra s.

XI
Apêndice
A tu a liz a d o e a m p lia d o em m a is d e 30 0 % e m relação ao c o n te ú d o d a p r im e ira e d içã o , tra z
d iv e rsa s e rele v an te s in fo rm a ç õ e s ao c o n te x to a p o lo g é tic o e h ere sio ló g ic o :

G lo s s á rio . T raz p a la v ra s e te rm o s u sa d o s n a s n o ta s m a rg in a is , e s c la re c e n d o o s v o c á b u lo s
te o ló g ic o s m a is c o m u n s n o m u n d o d a s seitas.

C r e d o s h is tó ric o s . D eclaraçõ es d o s pais da Igreja e d o s co n cílio s, d e ép o cas p o ste rio re s, q u e


n o rte a ra m a Igreja d ia n te d as falsas d o u trin a s q u e se le v a n ta ra m c o n tra a Ig reja d e C risto . D estac am -
se, n e s ta n o v a edição, a in se rç ão d e u m c o m e n tá rio so b re o p o u c o c o n h e c id o C re d o P rim itiv o .

T o m o d e L eão : D o c u m e n to d o g m á tic o e s c rito p elo b is p o L eão, d e R o m a , c u jo c o n te ú d o faz


a p o lo g ia à g e n u id a d e d a e n c a rn a ç ã o d e C risto , d e fe n d e n d o ta n to su a n a tu re z a h u m a n a q u a n to
su a n a tu re z a d iv in a

O s p a tr ia r c a s . S íntese b io g rá fic a d e d o ze “p a is” d a Ig re ja c ristã p rim itiv a .

O s h e r e s ia r c a s . S ín tese b io g rá fic a d e n o v e h ere g es q u e a fr o n ta r a m e d is to rc e ra m as d o u tr i­


n a s ap o s tó lic a s n o s p r im ó r d io s d a Ig reja cristã.

Q u a d r o r e s u m id o d o s c o n c ílio s t r i n i t á r i o s e c ris to ló g ic o s . P la n ilh a sim p lific a d a a p o n ta n ­


d o lo cal, d a ta , a s s u n to e m d isc u ssã o e re s u lta d o d o f ó ru m d o u tr in á rio .

A R e fo rm a P ro te s ta n e e s u a s p r in c ip a is c a u sa s. R e p ro d u ç ã o n a ín te g ra das fam o sas teses d o


re fo rm a d o r M a rtin h o L utero co m u m a in tro d u ç ã o explicativa so b re a ex p o sição d as c o rren te s h is­
tó ric as d o e p isó d io e o s diversos fatores q u e c u lm in a ra m c o m o e s to p im d a R e fo rm a P ro te sta n te.

C r o n o lo g ia d a s p r in c i p a is c o n fis s õ e s d e fé p r o te s ta n te s . P la n ilh a c o m d a ta s, n o m e s e u m
p e q u e n o c o m e n tá rio d as co n fissõ es d o u tr in á r ia s cristã s q u e s u r g ir a m ao lo n g o d a h is tó ria .

E s tu d o s o b r e h e r m e n ê u tic a . A s seitas n ã o p o s s u e m p r in c íp io s h e rm e n ê u tic o s e in te r p r e ­


ta m o s te x to s b íb lic o s c o n fo rm e su a s co n v e n iê n cia s. A o e v a n g e liz a rm o s os se c tá rio s, é f u n d a m e n ­
ta l c h a m a rm o s a a te n ç ã o d eles p a ra u m a in te r p re ta ç ã o le g ítim a d o te x to e m q u e s tã o . P ara isso,
p re c isa m o s, a c im a d e q u a lq u e r coisa, c o n h e c e r a lg u m a s re g ra s e leis fu n d a m e n ta is , c o m o as q u e
a p re s e n ta m o s aq u i.

C o m o id e n tif ic a r u m a s e ita . S c rip t d a p a le s tra já m in is tr a d a e m m a is d e cin co m il p ú lp ito s


em to d o o B rasil, d e m o n s tr a n d o as c a ra c te rístic a s d as se ita s e d o s falsos e n s in o s relig io so s. É u m
p a ra d ig m a c o m q u a tro p o n to s b ásico s, u m a f e r ra m e n ta ú til p a r a q u e o le ito r re c o n h e ç a as h e r e ­
sias q u e e n c o n tra c o tid ia n a m e n te .

D if e r e n ç a s e n t r e s e ita s e Ig re ja . S eção q u e a n a lis a as c a ra c te rís tic a s d a s se ita s e d a Igreja


v e rd a d e ira . A sp ecto s sociais, e s tr u tu r a o rg a n iz a c io n a l, litu rg ia e d o u tr in a sã o c o m p a ra d a s c o m o
p r o p ó s ito d e rev e lar ao le ito r o real o b je tiv o d a s seitas.

XII
O frá g il a lic e rc e d a s s e ita s . A n álise d e d u tiv a acerca d e a lg u n s d o s falsos f u n d a m e n to s m a is
e m p re g a d o s p elo s se c tá rio s p a ra d e fe n d e r a le g itim id a d e d e seu g ru p o .

A s a lv a ç ã o n a s v á r ia s re lig iõ e s . É u m a a b o rd a g e m s o b re o d e s e n v o lv im e n to d a d o u tr in a
d a salv ação e m diversas relig iõ es atu ais. A q u i, o s p o s ic io n a m e n to s s o te rio ló g ic o s d a s g ra n d e s re ­
lig iõ es são c o m p a ra d o s e a n a lis a d o s à lu z d as E sc ritu ra s S ag rad as.

H is tó r ic o d a s r e lig iõ e s e s e ita s m u n d ia is e s e ita s b r a s ile ir a s . E ssa a b o rd a g e m a ju d a rá o es­


tu d a n te a te r u m a v isã o d o s p o n to s m a is c o m u n s d e a tu a ç ã o d o s g r u p o s relig io so s. C o n té m e s b o ­
ços h istó ric o s d e to d a s as g ra n d e s relig iõ es m u n d ia is , além d e u m a se p a ra ç ã o d id á tic a c o m d e s­
ta q u e p a ra o s g ru p o s se c tá rio s o r iu n d o s d o B rasil.

V o c a b u lá rio g re g o . C o n té m c e rca d e d u z e n ta s p alav ras e m p re g a d a s n o N o v o T estam e n to .


V ejam os c o m o fu n c io n a : tr a z o v e rb e te n a L ín g u a P o rtu g u e s a , o c o r r e s p o n d e n te n o g reg o , su a
tra n s lite ra ç ã o e u m v e rsíc u lo n e o te s ta m e n tá r io e m q u e a p a la v ra se e n c o n tr a in s e rid a . C o m isso,
o e s tu d a n te te m ao se u alc a n c e u m a g ra n d e p ro p o s ta : a o p o r tu n id a d e d e o b te r a lg u m a s n o çõ e s
d a lín g u a grega, d e v id o à rele v ân c ia d esse id io m a à exegese b íb lica . S eg u em , a in d a , a lg u m a s in ­
fo rm a ç õ e s h istó ric a s s o b re a S e p tu a g in ta e o a lfa b eto grego.

C o n f r o n to d o u t r i n á r i o . C o n f r o n ta as seitas e n tre si, e s p e c ia lm e n te as p s e u d o c ris tã s , a p a r ­


tir d e seus co n c e ito s so b re D e u s, Jesus, E sp írito S an to , B íblia e salvação.

S u p re m a c ia e c o n fia b ild a d e d o N o v o T e sta m e n to . C o m e n tá rio so b re a in e rrâ n c ia e a c o n fia ­


b ilid ad e h istó ric a e d o c u m e n ta l d o N o v o T estam e n to e m face d e o u tra s o b ra s secu lares h istó ricas.

C r o n o lo g ia d a s h e r e s ia s c a tó lic a s . A p o n ta m e n to d e ta lh a d o e c ro n o ló g ic o d a s h ere sias


ca tó lica s a d o ta d a s d u r a n te u m p e r ío d o d e 1650 an o s.

B ib lio g ra fia s . E stá d iv id id a e m d u a s seções. N a b ib lio g ra fia d e o b ra s o rto d o x a s , são s u g e ri­


d as m a is d e 120 o b ra s, c u jo o b je tiv o é a m p lia r as p esq u isas n a áre a ap o lo g é tic a . N a b ib lio g ra fia d e
o b ra s h e te ro d o x a s, são a p o n ta d a s m a is d e 300 fo n te s, d a s q u a is fo ra m e x tra íd o s o s c o m e n tá rio s
d o s g ru p o s relig io so s re fu ta d o s n as n o ta s d e ro d a p é d e sta B íblia.

ín d ic e r e m is s iv o . S e p a ra d o a lfa b e tic a m e n te , in d ic a to d a s as n o ta s c o m e n ta d a s n e s ta o b ra ,
se g u n d o o re sp e ctiv o e m p re g o d o g r u p o religioso. O s s u b tó p ic o s v ê m d e a c o rd o co m a d isp o s iç ã o
d o u tr in á r ia d o m o v im e n to .

C o n c o r d â n c i a B íb lic a . F e r r a m e n ta p a r a p e s q u is a e lo c a liz a ç ã o r á p id a d o s v e rsíc u lo s


b íb lico s.
I n s titu c io n a l d o IC P . A p re se n ta o IC P ( In s titu to C ristã o d e P e sq u isa s), re sp o n sá v e l p ela
p u b lic a ç ã o d e s ta o b ra , e a p o n ta os d ez p o n to s q u e e n c e r r a m su a d e c la ra ç ã o d o u tr in á r ia in te rd e -
n o m in a c io n a l.

M a p a s e g rá fic o s . D e m o n s tra ç ã o d o p a n o r a m a re lig io so m u n d ia l e b ra s ile iro a p a r tir d e


rec en te s d a d o s estatístic o s. O b je tiv o : a ju d a r o e s tu d a n te a e n te n d e r o s d esafio s e p ro g re sso s d a
Ig reja n a ev a n g eliza çã o d o m u n d o .

XIII
Símbolos utilizados nas notas da Bíblia Apologética de Estudo
cHj C o m e n tá r io A p o lo g é tic o . T o m a m o s a c ru z , c o m o p r in c ip a l s ím b o lo c ristã o , p a r a re-
U p r e s e n ta r o p o s ic io n a m e n to o r to d o x o d ia n te d e p a ssag e n s b íb lica s im p o r ta n te s q u e
d e fe n d e m as d o u tr in a s evangélicas. T ra ta -se d e te x to s q u e q u a se n u n c a sã o u tiliz a d o s p elas sei­
ta s, p o is lh es são in c o n v e n ie n te s.

R e s p o s ta A p o lo g é tic a . C o m esta in síg n ia , e x p re ssa m o s a “ se n te n ç a ” o r to d o x a d ia n te


=> d a s m á s in te rp re ta ç õ e s e a p ro p ria ç õ e s se ctárias. O te o r d essa n o ta será s e m p re u m a ré ­
p lic a ex p lica tiv a e retific aç ão d o e rro im p e tr a d o p e lo g r u p o se c tá rio q u e d isto rc e o v ersíc u lo e m
an álise.

/Ck C a to lic is m o R o m a n o . A fim d e d is tin g u ir o c a to lic is m o r o m a n o d o c ris tia n is m o b íb li-


K iU co, b u s c a m o s re p re s e n tá -lo c o m a lg u m e le m e n to q u e lh e fosse p ec u lia r. A c re d ita m o s
q u e a m itra , p a rte d a in d u m e n tá r ia p a p a l, a te n d e p e rfe ita m e n te a esta n ecessid ad e.

J u d a ís m o . O m e n o rá , castiçal d e sete h a ste s, é u m a n tig o sím b o lo ju d e u d e riv a d o d o


castiçal q u e o rig in a lm e n te ficava n o te m p lo d e Je ru sa lé m , e rg u id o p elo filh o d e D av i,
S alo m ã o , n o sé cu lo 10 a.C .

Is la m is m o . T a m b é m c h a m a d o h ilal, to r n o u - s e o s ím b o lo a d o ta d o p elo islam ism o . P os-


su i u m a a n tig a c o n e x ã o c o m a rea lez a e, e n tre o s m u ç u lm a n o s , g u a rd a re sso n â n c ia co m
o c a le n d á rio lu n a r, q u e o rd e n a su a s v id a s religiosas.

H in d u ís m o . O O M , o u A U M , é o so m m a is s a g ra d o p a r a o s h in d u s e a s e m e n te d e to ­
d o s o s m a n tra s . O “ 3” re p re s e n ta a tría d e d o s d e u se s d a cria çã o , d a p re se rv a ç ã o e d a d e s­
tru iç ã o . O “O ” é o silên c io p a r a se a lc a n ç a r D eu s.

B u d is m o . D iz -se d o B u d a q u e ele c o lo c o u e m m o v im e n to a r o d a d a v id a (d h a r m a )
q u a n d o e x p lic o u a lei n a tu ra l d as coisas p a r a c in c o asce tas d u r a n te se u p r im e iro ser­
m ã o e m S a rn a th , n a ín d ia .

M o r m o n is m o . E ste g r u p o asso cia o a n jo m e n c io n a d o e m A p o ca lip se 14.6 ao a n jo M o -


r o n i, q u e , se g u n d o se u s a d e p to s, te ria sid o o re sp o n sá v e l p o r te rm in a r a c o m p ila ç ã o d as
p la ca s d e M ó r m o n (p ro fe ta e p ai d e M o ro n i).

r™ ! T e s te m u n h a s d e Je o v á. S eu tra d ic io n a l sím b o lo é a a n tig a to r re d e v ig ilân c ia, o p o s to


■ ' d a se n tin e la q u e a le rta as p esso as d o p e rig o p ró x im o , c o m p o r ta m e n to a r r o g a d o p elo
g ru p o p o r m e io d e su a s m e n sa g e n s a p o c a líp tic a s.

E s p ir itis m o K a r d e c is ta . São o s “e s p írito s ” q u e , s e g u n d o K ard ec, d ita r a m a q u ilo q u e é


c o n s id e ra d o h o je o c â n o n e d o e s p iritism o . D aí, a re p re se n ta ç ã o d o g r u p o p e lo e s p írito
c o b e rto p o r u m le n ço l, im a g e m q u e fico u p o p u la rm e n te e s te re o tip a d a .

M a ç o n a ria . O e s q u a d ro e o c o m p a sso são se u s sím b o lo s m a is c o m u n s . O p r im e ir o r e ­


p re se n ta o d e s tin o , o c a m in h o p a r a c im a , d ir ig in d o - s e a o in fin ito , a D eu s. O se g u n d o ,
o se n so d e m e d id a s d as coisas, e sig n ific a a ju stiça .

XIV
Adventismo do Sétimo Dia. O decálogo de Moisés, notadamente a observância do sá­
bado, como consta no quarto mandamento, é o sustentáculo das doutrinas adventistas,
que pregam que a salvação em Cristo está condicionada à guarda das leis.

rfêc&fc Teologia da Prosperidade. Embora tenhamos optado por simbolizar esse movimen-
to com as cédulas, por representarem o aspecto de mais vulto dentro dessa corrente, tal
prosperidade que apregoa não se restringe apenas ao aspecto financeiro.

Seitas Unicistas. O triângulo eqiiilátero representa a igualdade das pessoas divinas na


unidade composta da trindade cristã. A tarja sobre o triângulo remete à rejeição dos
grupos unicistas a esta doutrina bíblica.

Seitas Novaerenses. A fita entrelaçada foi concebida pelo esoterismo teosófico para ex­
plicar a interação do homem com as forças do cosmo: o homem unido ao visível e ao in­
visível, ao poder de supostos mestres de outras dimensões.

NVt Hare Krishna. Segundo as escrituras indianas, foi do umbigo do deus Vishnu que teria
nascido a flor de lótus, da qual surgiu outra divindade: Brahma. Na iconografia hindu,
a epifania de Krishna se dá sobre a flor de lótus.

Seitas Orientais. A meditação é ponto comum entre quase todas as diversas seitas
4 orientais. A concepção que possuem acerca desta prática está voltada a uma concentra­
ção intensa do espírito por meio de oração mental na posição de lótus.

Ocultismo. O pentagrama evoca simbologia múltipla com variadas interpretações


místicas, mas quase sempre esteve associado à magia, à bruxaria e ao ocultismo em ge­
ral. Seu uso é ostensivo entre as sociedades religiosas secretas e no esoterismo.

Cultos Afros. Há quem acredite que sem o ritmo do atabaque não há Candomblé nem
qualquer outro culto afro. No entanto, ressalvamos que se trata somente de uma ilus­
tração, não devendo atribuir-se carga pejorativa a qualquer instrumento musical.

ÇT) Ceticismo. Empregamos este símbolo para referendar as incompreensões, dúvidas e


® supostas contradições que alguns céticos alegam existir nas páginas das Escrituras Sa­
gradas e nas doutrinas cristãs.

Filosofias e Movimentos Seculares. “O pensador” de Rodin simboliza os conjuntos


doutrinários, escolas de pensamentos ou movimentos seculares que confrontam a Bí­
blia com princípios e raciocínios complexos e filosofantes.

Outros grupos religiosos. Dada a insuficiência simbólica para conceituar todos os gru­
pos religiosos com idéias díspares, escolhemos o globo para representá-los, afinal, to­
dos têm origem e expressão em várias partes do mundo.

XV
Antigo Testamento
INTRODUÇÃO AO LIVRO DE

Gênesis
T itulo
A palavra gênesis q uer dizer “origem ”, “princípio” ou “com eço”. Esse livro conta de que form a tudo o
que existe com eçou e com o surgiram os anim ais e os seres hum anos, o pecado e o sofrim ento, etc. Na Bí­
blia hebraica, seu nom e é bereshit, derivado do prim eiro versículo “No princípio...”.
A u t o r ia e data

A autoria de Moisés é confirm ada no Novo Testamento nas palavras de Jesus ( Jo 5.45,46). Foi escrito
durante a peregrinação no deserto, p o r volta do ano 1500 a.C., segundo os m ais conservadores.

A ssunto
Alguns estudiosos dividem o livro em duas partes. A prim eira, do capítulo 1 ao 11, conta com o tudo
com eçou:“No princípio criou Deus...” A segunda, do capítulo 12 ao 50, relata a história dos patriarcas he­
breus: Abraão, Isaque, Jacó e seus doze filhos, que foram o com eço das doze tribos de Israel.
Ê nfase a po lo g é tic a
Por ser um dos livros m ais citados no Novo Testamento, confirm a d o u trin as fundam entais da fé cris­
tã, como, po r exemplo: o Universo com o um resultado da ação de Deus a p artir do nada (ex-nihilo) (1.1);
o Espírito Santo presente n o processo da criação do m undo (1.2); a criação do hom em à imagem e sem e­
lhança de Deus (1.26); o hom em com o um ser especial, superior às dem ais criaturas (1.28); a pluralidade
divina (1.26); a vinda de u m redentor p or m eio da própria raça hu m an a (3.15); a queda do h om em pela
sua desobediência (Cap. 3); o sofrim ento e a m orte com o conseqüências do pecado (3.17-19); a tran s­
missão do pecado para toda a raça hum ana p o r interm édio de Adão (5.3); a aliança de Deus com A braão
(Cap. 15 e 17), etc.
Embora m uitos tenham buscado negar o sentido literal dos capítulos iniciais de Gênesis, vem os que
tanto Jesus quanto os apóstolos colocam todas as narrativas com o verdadeiros acontecim entos e não com o
m era representação ou sim bolism o. A teologia m odernista, influenciada pelos avanços científicos do sé­
culo 19, tentou reinterpretar ou ignorar com pletam ente m uitas narrativas do livro, pois julgava que esta­
riam em desacordo com o conhecim ento científico. Mas a obra perm anece com o um livro fundam ental
para o entendim ento de toda a teologia cristã. U m a m á interpretação deste livro pode alterar drasticam en­
te os fundam entos do cristianism o e, po r isso, ele não deve ser tratad o com negligência.
Os capítulos de 1 a 3, principalm ente, requerem um a forte análise apologética, visto que m uitas seitas
e m ovim entos heréticos fazem interpretações e inferências distorcidas dessas passagens. Entre tais distor­
ções, citam os as seguintes: a tradução de Gênesis 1.2 na Tradução do Novo M undo, utilizada pelas Teste­
m unhas de Jeová, que se refere ao Espírito Santo com o um a “força ativa de D eus”; os “ufólatras” in terp re­
tam o term o elohim com o se referindo aos extraterrestres, devido à pluralidade que o term o expressa; os
m órm ons vêem na “im agem e sem elhança” um a referência ao aspecto físico de D eus e, além disso, defen­
dem a queda com o algo positivo para a hum anidade, sem a qual a divindade não seria alcançada; os ad-
ventistas usam o descanso de Deus no sétim o dia com o argum ento p ara a guarda do sábado; o u tro s grupos
interpretam o prim eiro pecado com o sendo o conhecim ento sexual e a serpente, com o um órgão sexual
masculino; entre outras distorções.
Pelo fato de esses textos serem um dos m ais expressivos e conhecidos da literatura universal sobre a o ri­
gem do hom em , sofre ataques e interpretações erradas com o poucos. O trabalho apologético em to rn o des­
tes capítulos, portanto, é essencial, um a vez que são a base do desenvolvim ento da d o u trin a da salvação.
GÊNESIS
O PRIMEIRO LIVRO DE MOISÉS CHAMADO

A criação dos céus e da terra e de tudo o q ue águas que estavam debaixo da expansão e as águas
neles existe que estavam sobre a expansão; e assim foi.
N O p rincípio criou Deus os céus e a terra. 8E cham ou D eus à expansão Céus, e foi a tarde e a

1 2E a terra era sem form a e vazia; e havia trevas


sobre a face do abism o; e o Espírito de Deus se m ovia
m anhã, o dia segundo.
ME disse Deus: A juntem -se as águas debaixo dos céus
num lugar; e apareça a porção seca; e assim foi.
sobre a face das águas.
I0E cham ou D eus à porção seca Terra; e ao aju n ­
3E disse Deus: Haja luz; e houve luz.
tam ento das águas cham ou Mares; e viu D eus que
4E viu D eus que era boa a luz; e fez D eus separação
era bom .
entre a luz e as trevas.
’E D eus cham ou à luz Dia; e às trevas cham ou Criação da vida vegetal
Noite. E foi a tarde ' 1E disse Deus: Produza a te rra erva verde, erva que
e a m anhã, o dia prim eiro. dê sem ente, árvore frutífera que dê fru to segundo
6E disse Deus: Haja um a expansão n o m eio das a sua espécie, cuja sem ente está nela sobre a terra;
águas, e haja separação entre águas e águas. e assim foi.
7E fez D eus a expansão, e fez separação entre as 12E a terra p ro d u ziu erva, erva d a n d o sem ente

No principio criou Deus E o Espírito de Deus


( 1 . 1) ( 1.2 )

r™ n Testemunhas de Jeová e unicismo. Negam a doutrina bf- r ™ j Testemunhas de Jeová ATraduçào do Novo Mundo (ver-
* ' blica da Trindade, procurando enfraquecer o conceito de I ' sáo da Bíblia das Testemunhas de Jeová), para negar a per­
pluralidade presente na forma Elohim - plural de Eloah (Deus, na sonalidade do Espirito Santo, traz 'força ativa de Deus" em lugar
língua hebraica). de “Espírito de Deus". Em todas as passagens da TNM, o nome
Espírito Santo é grafado com iniciais minúsculas (Cf. Mt 4.1-3).
Ciência Cristã. Diz que 'Deus é o princípio da metafísica
divina (...] Deus é tudo em tudo [...] Deus, o Espírito, sendo RESPOSTA APOLOGÉTICA: A palavra hebraica para es-
tudo, a matéria nada é” . ■pírito (ruach) aparece 377 vezes no Antigo Testamento. Em
100 ocorrências é traduzida como Espírito de Deus e, nas de­
/2à Raelianlsmo. Afirma: “Elohim, um substantivo masculino
mais, espírito do homem, vento, respiração e sopro. Assim, pelo
plural em hebraico foi traduzido na palavra latina Deus, no
fato de a palavra ruach ter vários significados, a Sociedade Torre
singular. A Bíblia, que nos remetia à idéia da existência de enti­
de Vigia (organização que publica a Tradução do Novo Mundo)
dades divinas, deveria ter esta sua palavra traduzida para o plu­
se apropria da palavra, atribuindo-lhe o significado mais conve­
ral DEUSES, mas foi traduzida para o singular DEUS, o que é um niente á sua convicção doutrinária. A Bíblia, contudo, traz eviden­
erro em si mesmo".
tes e diversas referências aos atributos pessoais do Espírito Santo
g RESPOSTA APOLOGÉTICA: Deus é apresentado pela pri- (Jo 15.26; At 5.3,4; 13.2; 16.6.7; Rm 8.26,27; 1Co 6.19).
*= meira vez na Bíblia com o nome hebraico Elohim. Em Gêne­
úà Raelianlsmo. Entende que o mover do Espírito de Deus
sis 1.1, o verbo está no singular (criou) e o sujeito no plural (Deus).
vSô) seriam extraterrestres fazendo vôos de reconhecimento e
Elohim é a forma plural de Eloah, mas o significado é o mesmo:
satélites artificiais colocados na órbita da Terra para estudar sua
Deus. Quando analisamos o contexto bíblico (1.26: 3.22; 11.7),
constituição e atmosfera, tal como, hoje, estamos fazendo nos
podemos compreender a unidade composta de Deus na Trinda­
planetas Marte e Júpiter.
de, ou seja, um único Deus eternamente subsistente em três pes­
soas: Pai, Filho e Espírito Santo. Embora o nome Elohim, por si só, RESPOSTA APOLOGÉTICA: Este versículo relata o pro-
nào prove a unidade composta, o contexto, porém, apóia a uni­ ■cesso divino na criação, por meio da açáo do Espírito San­
dade composta de Deus: "façamos... nossa" (1.26.27); ‘ eis que o to de Deus. O texto e o contexto nada falam de extraterrestres ou
homem é como um de nós’ (3.22); "desçamos e confundamos" de naves e satélites, pois a idéia do autor é testificar e ratificar que
(11.7. V.tb. 1.26,27). Deus é o Criador de todas as coisas (Is 45.18). Tanto a filosofia ra-

2
GÊNESIS 1
conform e a sua espécie, e a árvore frutífera, cuja se­ 2 ‘E Deus criou as grandes baleias, e todo o réptil de
m ente está nela conform e a sua espécie; e viu D eus alma vivente qu e as águas abundantem ente p ro d u ­
que era bom . ziram conform e as suas espécies; e toda a ave de asas
13E foi a tarde e a m anhã, o dia terceiro. conform e a sua espécie; e viu D eus que era bom .
I4E disse Deus: H aja lum inares na expansão dos 22E Deus os abençoou, dizendo: Frutificai e m ulti­
céus, para haver separação en tre o dia e a noite; e plicai-vos, e enchei as águas nos m ares; e as aves se
sejam eles para sinais e para tem pos determ inados m ultipliquem na terra.
e para dias e anos. 2VE foi a tarde e a m anhã, o dia quinto.
I5E sejam para lum inares na expansão dos céus, 24E disse Deus: Produza a terra alm a vivente con­
para ilum inar a terra; e assim foi. form e a sua espécie; gado, e répteis e feras da terra
I6E fez Deus os dois grandes lum inares: o lum inar conform e a sua espécie; e assim foi.
m aior para governar o dia, e o lu m in ar m enor para 25E fez D eus as feras da te rra con fo rm e a sua es­
governar a noite; e fez as estrelas. pécie, e o gado co n fo rm e a sua espécie, e to d o o
17E D eus os pôs na expansão dos céus para ilum i­ réptil da te rra conform e a sua espécie; e viu Deus
nar a terra, que era bom .
l8E para governar o dia e a noite, e para fazer
separação entre a luz e as trevas; e v iu D eus que Criação do h o m em
era bom . 26E disse Deus: Façamos o hom em à nossa imagem,
I9E foi a tarde e a m anhã, o dia quarto. conform e a nossa sem elhança; e d o m in e sobre os
peixes do m ar, e sobre as aves dos céus, e sobre o
Criação da vida a n im a l gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que
20E disse Deus: P roduzam as águas ab u n d a n te­ se m ove sobre a terra.
m ente répteis de alm a vivente; e voem as aves sobre 27E criou Deus o hom em à sua imagem ; à imagem
a face da expansão dos céus. de D eus o criou; hom em e m ulher os criou.

eliana quanto afilosofia mitológica greoo-romana não têm nenhu­ sessivo "nossa” (também 1* pessoa do plural) deveriam ser in­
ma base para que possam afirmar que foram os deuses que cria­ terpretados como sendo o Criador falando ao mestre-de-obras,
ram a vida na Terra. Na Bíblia, Deus deixa claro que Ele é o único Jesus. Declaram, ainda, que a pluralidade se refere à majesta­
Criador e que não há outro Deus além dele (Is 43.10; 45.12). de. O propósito desta interpretação é negar a doutrina bíblica
da Trindade.
Façamos o homem à nossa imagem g RESPOSTA APOLOGÉTICA: A doutrina cristã da Trinda-
(1 26,27) •» d e é biblicamente explicada pelos seguintes fundamentos:
Raellanismo. O lider do movimento afirma que este tex­ a.) Há um só Deus (Dt 6.4; Is 43.10; 45.5,6); b.) Esse único Deus
to se refere à clonagem dos elohim. Com isso. está que­ é uma pluralidade de pessoas (1.26; 3.22. Comparar Is 6.1 -8 com
rendo dizer que o homem é o criador de suas próprias imagens Jo 12.37-41 e At 28.25); c.) Há três pessoas chamadas de Deus
e semelhanças. e eternas por natureza: o Pai (2Pe 1.17), o Filho (Jo 1.1; 20.28;
1Jo 5.20) e o Espírito Santo (At 5.3,4).
__g RESPOSTA APOLOGÉTICA: A idéia de que a raça huma- As Escrituras atribuem a Jesus a criação de todas as coisas:
«=> na é fruto de uma criação alienígena remonta a 1968, quan­ “Sem ele nada do que foi feito se fez' (Jo 1.3). Em Jeremias 10.11,
do o escritor Erick Von Daniken lançou seu livro Eram os deuses lemos: “Os deuses que não fizeram os céus e a terra desapare­
astronautas? Como as demais seitas ufológicas, os raelianos ape­ cerão da terra e de debaixo deste céu’ . Atribuir a Jesus divinda­
nas adaptaram essa idéia antiga àsuafilosofia. A Bíblia ensina que de secundária é politeísmo. Ver Isaías 43.10: “Antes de mim deus
a vida só é possível pelo ato criador. Mesmo que no espaço exis­ nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá". Além dis­
tam planetas semelhantes ao nosso, lá não existiria vida se o Se­ so, os reis e governadores náo usavam a pluralidade ao falarem
nhor não a tivesse criado. E se Deus tivesse criado vida em ou­ ao povo ou ao fazerem seus decretos. Por exemplo: “Assim diz
tros planetas, e essas criaturas nos visitassem algum dia, o pró­ Ciro, rei da Pérsia* (Ed 1.2). E: “Esta é, pois, a cópia da carta que
prio Deus não nos teria deixado ignorantes a respeito. Podemos o rei Artaxerxes deu ao sacerdote Esdras, o escriba das palavras
deduzir isso de Isaías 34.16. Além disso. Deus nos informou so­ dos mandamentos do S e n h o r, e dos seus estatutos sobre Isra­
bre detalhes muito exatos do futuro (por exemplo, a volta de Je­ el: Artaxerxes, rei dos reis, ao sacerdote Esdras, escriba da lei do
sus, o fim deste mundo — respectivamente, Mt 24 e todo o livro Deus do céu; paz perfeita [. ..] Por mim se decreta que no meu rei­
de Apocalipse). Um dia. os céus serão enrolados como um per­ no* (Ed 7.11 -13). Vemos, nessas passagens, que os reis empre­
gaminho envelhecido (Is 34.4; Ap 6.14). Assim, se Deus de fato ti­ gavam tanto a terceira pessoa do singular: "Assim diz Ciro* (e não
vesse criado seres viventes em outro lugar (ou mundos), Ele, au­ “dizem” ou "dizemos") quanto a primeira pessoa do singular: “Por
tomaticamente. iria destruir a morada desses seres. mim se decreta" (e náo “por nós se decreta" ou “decretamos").
Testemiínhas de Jeová. Declaram que o verbo ‘ façamos* Unicismo. Deus estaria falando com os anjos (e não deixa
(1* pessoa do plural, “nós") e o respectivo pronome pos- de citar, ainda, Gn 3.22; 11.7).

3
GÊNESIS 1
28E D eus os abençoou, e D eus lhes disse: Frutificai que dê semente, que está sobre a face de to d a a terra;
e m u ltip licai-vos, e enchei a te rra, e sujeitai-a; e e to d a a árvore, em q ue há fru to que dê sem ente,
d o m in a i sobre os peixes do m a r e sobre as aves ser-vos-á para m antim ento.
dos céus, e sobre to d o o anim al q ue se m ove sobre ,0E a todo o anim al da terra, e a toda a ave dos céus, e
a terra. a todo o réptil da terra, em que há alma vivente, toda
iSE disse Deus: Eis que vos tenho dado toda a erva a erva verde será para m antim ento; e assim foi.

__g RESPOSTA APOLOGÉTICA: Esta interpretação nâo resis- si mesmos (V. Nm 33.52; 2Cr 23.17; Ez 7.20). A palavra criar (em
<=» te á análise do contexto, pois o versículo 27 diz claramen­ hebraico, bara) indica que algo vem a ser, passa a existir. Portanto,
te: "E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o não pode estar se referindo ao que é eterno. No Antigo Testamen­
criou'. O homem náo foi criado à imagem dos anjos, mas ã ima­ to, o termo bara jamais é empregado em relação ao que é eterno.
gem de Deus. Se neste texto Deus estivesse falando com seres O mesmo acontece no Novo Testamento (V. Cl 1.15-16; Ap 4.11).
angelicais, estes teriam de ser iguais a Deus. já que, no versícu­ É igualmente falacioso o argumento de Eddy, quando diz que se
lo 27, lemos: “à imagem de Deus o criou’ e não à imagem de an­ nós somos como Deus. Deus deve ser como nós. Ela se refere a
jos. Além disso, se Deus estivesse falando com os anjos (1.26), Deus tanto no masculino quanto no feminino (“Deus Pai-Mãe"), o
então os anjos também seriam criadores do homem. Essa teoria que é conhecido na Lógica como “conversão ilícita'. Porque to­
é contrária às Escrituras, porçue só Deus é o Criador (Is 44.24; dos os cavalos têm quatro patas náo quer dizer que todos os se­
45.5-7,18). res de quatro patas são cavalos. Da mesma forma, pelo fato de
Deus ter criado homens e mulheres não significa que o próprio
Igreja local. Declara: ‘ Gênesis 1 e 2 dáo-nos um quadro
Deus seja masculino e feminino. “Deus é Espírito' (Jo 4.24), ain­
da criação de Deus, mostrando-nos a economia divina. Até
da que os seres humanos criados por Ele possuam corpos (2.7).
mesmo na criação de Deus há um quadro do desejo de Deus de
O Antigo Testamento é monoteísta e distingue claramente entre
dispensar-se para dentro do seu homem criado. Devo testificar
o Criador e o mundo criado, enquanto a Ciência Cristã é panteís-
que o meu único encargo e o meu único interesse é a economia
ta e desconhece essa distinção. Uma interpretação panteísta do
de Deus. Deus quer dispensar a si mesmo para dentro de nós
Antigo Testamento tenta inserir o Deus da Bíblia na visão panteísta
para nos fazer homens-deus, náo homens bons. Um cristão não
do Universo, mas nega-lhe um atributo essencial, o de Criador de
é meramente um homem bom, mas um homem-deus. Fomos fei­
tudo quanto existe. Além disso, cada ser humano é uma criatura
tos à imagem de Deus com um espírito para recebê-lo para den­
finita trazida à existência por Deus, que é infinito e eterno.
tro de nós como nossa vida. nosso suprimento de vida e como
tudo para nós para ser o nosso conteúdo, a fim de que sejamos V . Mormonlsmo. Busca, nesta passagem, fundamento para
homens-deus’ . TÁ a idéia de que Deus tem um corpo físico. É da opinião de
que como o ser humano criado possui um corpo de carne e osso,
Teologia da Prosperidade. Um dos seus mestres afirma:
w ' 'Deus disse: Façamos o homem à nossa imagem, segun- Deus Pai também deve ter um corpo físico, já que a humanidade
doa nossa semelhança. A palavra semelhança, no original hebrai­ foi criada à sua imagem. Afirma seu fundador: “O Pai possui um
co, significa 'exata duplicação de uma espécie' [...] Adão era uma corpo de carne e ossos tão tangível como o do homem".
duplicação exata da espécie de Deus'. RESPOSTA APOLOGÉTICA: Um princípio fundamental
RESPOSTA APOLOGÉTICA: Lemos nas Escrituras que a •=> da Biblia é que ela interpreta a si mesma. Outros textos da
primeira criatura que tentou tornar-se igual a Deus foi Sa­ Sagrada Escritura sobre a natureza de Deus desautorizam a in­
tanás (Is 14.12-14; Ez 28.14-16). Depois foi ao Éden e ofereceu a terpretação mórmon desta passagem. Deus é Espírito (Jo 4.24),
divinização ao homem: 'sereis como Deus' (Gn 3.5). O homem e um espirito náo tem carne nem osso (Lc 24.39). Deus Pai, por­
acreditou na mentira satânica e. por conta disso, trouxe desgra­ tanto, não tem um corpo de carne e osso. O principal argumento
ça sobre a humanidade (Rm 5.12). Deus e os homens são, toda­ contra o mormonismo, todavia, é que o Criador é Deus, não ho­
via, de naturezas distintas (Is 31.3; Ez 28.2,9). Embora sejamos mem (Nm 23.19. Is 45.12; Os 11.9; Rm 1.22,23).
criados à imagem de Deus, náo possuímos nenhum dos atribu­
tos intransferíveis ou incomunicáveis de Deus — tais como: auto- E sujeitai-a; e dominai
existência, imutabilidade, onipotência, onisciência, onipresen­ (1.28)
ça e soberania absoluta. Por exemplo: Deus é eterno (SI 90.2), Teologia da Prosperidade. Um dos mestres desta cor-
mas o homem foi criado num ponto do tempo (Gn 1.26-31; Jó w *' rente afirma: “Adão era um superser quando Deus o criou.
38.4,21); Deus conhece tudo, até mesmo o coração do homem Náo sei se as pessoas sabem disso, mas ele foi o primeiro super­
(S1147.5; Is 40.13,14), mas o homem é ignorante acerca das coi­ homem que realmente viveu. Antes de tudo, as Escrituras decla­
sas de Deus (1Co 1.25). ram objetivamente que ele tinha domínio sobre os peixes do mar
Ciência Crlstà. Ensina que a humanidade é co-eterna com e as aves do céu — o que significa dizer que ele costumava voar.
Deus. Nas palavras de sua fundadora, Mary Baker Clover Ora, como poderia ter domínio sobre os pássaros se náo pudes­
Patterson Eddy, “homem e mulher — como coexistentes e eter­ se fazer o que eles fazem? A palavra 'domínio', no hebraico, afir­
nos com Deus — para sempre refletem, em glorificada qualida­ ma claramente que se você tem domínio sobre um objeto, você
de, o Deus Pai-Máe infinito". fará tudo quanto esse objeto faz. Noutras palavras, se esse sujei­
to ou objeto fizer algo que você náo pode fazer, você não terá do­
_ J g RESPOSTA APOLOGÉTICA: A visão da Ciência Cristã
mínio sobre ele. E levo isso ainda mais longe. Adão não somente
<=» contém vários erros de interpretação bíblica. Contradiz o voava, mas voava pelo espaço sideral. Ele. com um pensamen­
significado das palavras imagem e semelhança ao afirmar que o to, estava na Lua’ .
gênero humano é como Deus em todos os aspectos. A palavra
imagem (em hebraico, tzehlem) , quando usada para descrever a RESPOSTA APOLOGÉTICA: A Bíblia não fala em tais po­
relação entre os ídolos e os falsos deuses, indica que os ídolos deres excepcionais que fariam de Adão um super-hòmem.
são apenas uma representação dos deuses e náo os deuses em O Salmo 39.4-6 descreve a fragilidade do ser humano e Adão era

4
GÊNESIS 1,2

3IE viu Deus tu d o q uanto tinha feito, e eis que era A fo rm a çã o do ja rd im do É d en


m uito bom ; e foi a tarde e a m anhã, o dia sexto. 4Estas são as origens dos céus e da terra, q uando
foram criados; no dia em que o S enhor Deus fez a
O prim eiro sábado terra e os céus,
ASSIM os céus, a te rra e to d o o seu exército 5E to d a a p lanta do cam po q ue ainda não estava
2 foram acabados.
2E havendo Deus acabado no dia sétim o a obra que
na terra, e toda a erva d o cam po que ainda não
brotava; p o rq u e ainda o S en h o r D eus não tinha
fizera, descansou no sétim o dia de toda a sua obra, feito chover sobre a terra, e não havia hom em para
que tinha feito. lavrar a terra.
3E abençoou D eus o dia sétim o, e o santificou; 6U m vapor, porém , subia da terra, e regava toda a
porque nele descansou de toda a sua obra que Deus face da terra.
criara e fizera. 7E form ou o S enhor D eus o hom em do pó da terra,

um ser humano: "Faze-me conhecer, SENHOR, o meu fim, [...] to das fragilidades carnais humanas, necessitar de descanso —
para que eu sinta quanto sou frágil". Todas as manifestações so­ repouso físico (Jo 5.17).
brenaturais que se dâo por intermédio do homem procedem de
Deus ou do diabo (At 16.16-18). E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra
(2.7)
E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom
Ciência Cristã. Alega que este texto é mentiroso, pois, se­
(1.31)
gundo acreditam, Deus náo criou a matéria. A matéria é
COMENTÁRIO APOLOGÉTICO: Ao contrário do judaís­ má; não existe.
tf mo, o hindulsmo e certos segmentos da filosofia grega as­
__g RESPOSTA APOLOGÉTICA: Dizer que a matéria não exis-
sumem que a matéria é inerentemente má. Por isso, a ioga e ou­
<= te é contrariar o bom senso das Escrituras, é menosprezar
tras práticas ascetas hindus rejeitam a matéria, condenando-a de
a lógica e a razão, é ignorar os fatos. A Bíblia diz que Deus criou o
forma irrestrita. O texto em análise relata que Deus qualificou sua
mundo físico (1.1). O homem foi feito do pó da terra (2.7) e à ter­
criação de ‘ muito boa" O versículo 29 descreve que a criação das ra (ou seja. ao pó) voltará (Ec 12.7). Jesus sempre tez alusão ás
hortaliças, das plantas comestíveis e dos animais (v. 30) não foi coisas materiais tanto quanto às espirituais. O apóstolo Paulo diz
boa apenas aos olhos de Deus, por tê-los trazidos à existência; que colhemos as coisas materiais (Rm 15.27). A matéria, em si, é
antes, foi boa em relação à parte mais favorecida: o homem, por neutra, náo é boa nem má. Tudo depende de como a utilizamos.
obter, dessa forma, um meio de sobrevivência. Quanto à matéria Uma faca serve tanto para cortar o pão que mata a fome de uma
intrinsecamente humana (a carne), o texto bíblico, independente criança como para assassinar um pai de família. Tudo depende
da tese gnóstica, também a classifica como má. Todavia, a maté­ de sua utilização.
ria humana pode, e deve, ser empregada para o serviço espiritual
(2Co 5.10), o que irá beneficiá-la, mas náo torná-la boa. Isso por­ »p. Gnostlclsmo. Declara que a maioria das pessoas é igno-
que é impossível “melhorar" a natureza carnal, eivada de fraque­ (K . rante quanto à sua origem e condição.
zas e necessidades (Mt 26.41). A carne sequer tem proveito em __ H RESPOSTAAPOLOGÉTICA: É necessárioconsiderarque
si mesma quando em vida. quanto mais após a morte (Jo 6.63). «=• boa parte da população mundial não se interessa ou não
As Escrituras ensinam que tudo o que Deus fez é bom, inclusive é suficientemente esclarecida para discorrer sobre sua origem
o aspecto visível da criação. Nossa esperança é a redenção e a ou condição espiritual. Aquelas que estão habilitadas para tan­
transformação da matéria e não a sua aniquilação. A Bíblia ensina to se sagraram em dois principais conceitos: criacionismo (2.7)
que o nosso corpo (matéria) é o templo do Espírito: "Não sabeis e evolucionismo (Charles Darwin, 1809— 1882). Quanto à con­
vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em dição dos indivíduos no contexto espiritual (criacionismo) ou ao
vós?’ (1Co 3.16. V. tb.1Co 15.51-55, Rm 8.19-23). seu meio (análogo ao evolucionismo), exige-se, igualmente, dis­
tinção de credos. O cristão, que acolhe a Bíblia como revelação
E havendo Deus acabado[...] descansou divina, conhece, aceita e propaga sua origem e condição na ter­
(2.2,3) ra (Ec 12.7).
CT) Ceticismo. Questiona a onipotência do Deus bíblico, afir-
® mando ser inepto conferir tal atributo a um “ser" que se E o homem foi feito alma vivente
(2.7)
cansa.
RESPOSTA APOLOGÉTICA: O argumento empregado r— 1 Testemunhas de Jeová. Declaram que o homem e o ani-
' pelos céticos da Biblia é infundado e pueril. O verbo he­ ' ' mal são a mesma coisa, diferindo apenas no fato de o ho­
mem ser racional. Sáo aniquilacionistas, não crêem na sobrevi­
braico, neste texto, significa, literalmente, "cessar" ou “terminar",
vência da alma.
do qual se origina o termo shabbat, cuja tradução em português é
“sábado" ou “dia de descanso", o que é condizente com a satisfa­ RESPOSTA APOLOGÉTICA: A expressão "alma viven-
ção de Deus diante ao que Ele havia realizado, como se constata >te" descreve o homem como criatura vivente. A referên­
em 1.31: "E viu Deus tudo quanto tinha feito, e viu que era bom...’ cia 1.20,24.30, com relação aos animais, também significa cria­
Por outro lado. o testemunho de Jesus a respeito da obra (traba­ turas viventes. Náo que o homem e os animais sejam da mesma
lho) divina atesta que não seria possível a um Ser espiritual, isen­ natureza, mas simplesmente porque as duas espécies possuem

5
GÊNESIS 2
e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o h o ­ I6E o rdenou o S en h or Deus ao h om em , dizendo:
m em foi feito alm a vivente. De toda a árvore do jardim com erás livrem ente,
8E plantou o S enhor Deus um jardim no Éden, do 17Mas da árvore do conhecim ento do bem e do
lado oriental; e pôs ali o hom em que tinha formado. m al, dela não com erás; porque no dia em que dela
‘'E o S enhor Deus fez bro tar da terra toda a árvore comeres, certam ente m orrerás.
agradável à vista, e boa para com ida; e a árvore da
vida no m eio do jardim , e a árvore do conhecim ento C o m o D eus criou a n tu lh e r
do bem e do mal. 18E disse o S enhor Deus: N ão é b om que o hom em
I0E saía u m rio do Éden para regar o jardim ; e dali esteja só; far-lhe-ei um a ajudadora idônea para ele.
se dividia e se tornava em q uatro braços.
'’Havendo, pois, o S en h or Deus form ado da terra
' 'O no m e do prim eiro é Pisom; este é o que rodeia
to d o o anim al do cam po, e toda a ave dos céus, os
to d a a terra de Havilá, onde há ouro.
trouxe a Adão, para este ver com o lhes cham aria; e
,2E o o u ro dessa te rra é bom ; ali há o bdélio, e a
tu d o o que Adão cham ou a toda a alm a vivente, isso
p ed ra sardónica.
foi o seu nom e.
I3E o n om e do segundo rio é G iom ; este é o que
rodeia toda a terra de Cuxe. 20E Adão pôs os n om es a to d o o gado, e às aves
HE o nom e do terceiro rio é Tigre; este é o que vai dos céus, e a to d o o anim al do cam po; mas para o
para o lado oriental da Assíria; e o q u arto rio é o hom em não se achava ajudadora idônea.
Eufrates. 2'E n tão o S en h o r D eus fez cair um sono pesado
ISE to m o u o S en h or D eus o ho m em , e o pôs no sobre Adão, e este adorm eceu; e to m o u um a das suas
jardim do Éden para o lavrar e o guardar. costelas, e cerrou a carne em seu lugar;

vida. Homens e animais são, entretanto, profundamente dife­ 0 mesmo fez o apóstolo Paulo ao falar da queda dos nossos pri­
rentes. Os animais nào possuem morai, razão e espiritualida­ meiros pais (Rm 5.12).
de. como o homem (1.26-31; Jó 32.8; SI 8.4.5) . A palavra "alma"
(do hebraico nephesh e do grego, psychô) é empregada em vá­ No dia em que dela comeres, certamente morrerás
rios sentidos derivados. Na referência 2.7, poda ser entendida (2.16,17)
por “pessoa’ . Pessoa é todo ser que possui os seguintes atribu­
Testemunhas de Jeová: Dizem que a morte é o cessar da
tos: inteligência, vontade própria e sensibilidade. Não é possí­
' ' atividade consciente e inteligente.
vel, contudo, aplicar essa interpretação, conforme a referência
1.20,24,30, em relação aos animais. Os animais não são pesso­ RESPOSTA APOLOGÉTICA: Os aniquilacionistas não
as, embora tenham alma sensitiva. Em sentido próprio, a palavra compreendem a advertência de Deus de que a morte seria
“alma" indica a parte imaterial, invisível, inteligente e consciente a conseqüência da desobediência à ordem de não comer da ár­
do homem, que é separada do corpo por ocasião da morte físi­ vore da ciência do bem e do mal. Sua dificuldade de compreen­
ca (35.18; Mt 10.28; Lc 12.4,5) e reunida ao corpo na ressurrei­ são está relacionada ao fato de que Adão e Eva comeram da árvo­
ção (1 Rs 17.21,22). No estado intermediário, entre a morte e a re proibida e continuaram fisicamente vivos, visto que Adáo viveu
ressurreição do corpo, a alma permanece em estado conscien­ até 930 anos. Mas Adão e Eva morreram espiritualmente ao pe­
te, ou no céu — se for cristã (2Co 5.6-8; Fp 1.21-23) — ou no Ha­ car. Essa é a primeira morte que entrou no mundo; ou seja, a se­
des, em sofrimento — se for incrédula (Lc 16.22-25). Por oca­ paração entre o homem e Deus (Lc 15.24; Ef 2.1; 1Tm 5.6). Poste­
sião da ressurreição, no arrebatamento da Igreja, o corpo (que riormente, veio a morte física, que é a separação entre a alma e o
jaz no pó da terra) e a alma serão reunidos; os cristãos ressus­ corpo (Lc 12.4,5). Em Tiago 5.20, lemos que se convertermos um
citarão e possuirão a imortalidade do corpo (1Co 15.51-53; Fp pecador, podemos salvar sua alma da morte espiritual.
3.20,31; 1Ts 4.14,16,17). Em ICorintios 15.39, lemos: “Como
nem toda came é uma mesma carne, mas uma é a carne dos Do conhecimento do bem e do mal
homens, e outra a carne dos animais, outra a came dos peixes, (2.17)
e outra a carne das aves. Da mesma forma, podemos dizer que
Ciência Cristã. Diz que o mal nào existe. É mentira. É ir­
nem toda alma é a mesma alma, pois uma é a dos homens, e
real.
outra a dos animais".
RESPOSTA APOLOGÉTICA: A Bíblia, por vezes, declara
E plantou o SENHOR Deus um jardim no Éden • que o mal é uma triste realidade: "Sabemos que somos de
(2 .8) Deus. e que todo o mundo está no maligno" (1Jo 5.19). O mal é
tão real que pode habitar até mesmo dentro do homem mais san­
Rosacrucianlsmo: Considera o Éden como uma condi­
to: "Acho entào esta lei em mim, que, quando quero fazer o bem,
ção, um estado, e não um lugar.
o mal está comigo' (Rm 7.21). Ora, se o mal é uma ilusão, então
RESPOSTA APOLOGÉTICA: A Bíblia descreve o Jardim por que Deus advertiu Adão para não comer do fruto da árvore
= do Éden como um lugar literal e nào uma alegoria. Em seus do conhecimento do bem e do mal? É estranho que Deus usaria
ensinos, Jesus se referiu à criação de Adão e Eva como verda­ como matéria de provação algo que não existe. Isso poderia ser
de histórica: “... no princípio macho e fêmea os fez...” (Mt 19.4). chamado de provação?

6
GÊNESIS 2,3
22E da costela que o S e n h o r D eus to m o u do h o ­ feito. E esta disse à m ulher: É assim que Deus disse:
m em , form ou um a m ulher, e trouxe-a a Adão. N ão com ereis de toda a árvore do jardim?
23E disse Adão: Esta é agora osso dos m eus ossos, 2E disse a m ulher à serpente: Do firuto das árvores
e carne da m inha carne; esta será cham ada m ulher, do jardim com erem os,
p o rquanto do h om em foi tom ada. 3Mas do fruto da árvore que está no meio do jar­
24Portanto deixará o hom em o seu pai e a sua mãe, dim , disse Deus: N ão com ereis dele, nem nele toca­
e apegar-se-á à sua m ulher, e serão am bos um a reis para que não m orrais.
carne. ''Então a serpente disse à m ulher: C ertam ente não
25E am bos estavam nus, o hom em e a sua m ulher; morrereis.
e não se envergonhavam . ’Porque D eus sabe que no dia em que dele com er­
des se abrirão os vossos olhos, e sereis com o Deus,
Tentação de E va e queda do h o m em sabendo o bem e o mal.
ORA, a serpente era m ais astuta que todas as 6E viu a m u lh e r q u e aquela árvore era bo a para
3 alim árias do cam po que o S en h o r D eus tinha se com er, e agradável aos olhos, e árvore desejável

Deixará o homem [...] e apegar-se-á á sua mulher sumiu otítulo de Bhagwan Shree (Senhor Deus), disse: ‘ Quando
(2.24) vocês me chamam, chamam de fato a Jesus". Maharishi Mahesh
Yogi, declarou: "Aquietai-vos, e sabei que sois deuses'.
Ceticismo: Declara haver contradição entre este versículo
e 1Reis 11.3, texto no qual se enumeram as 700 esposas e Teologia da Prosperidade. Vários escritores ligados a
as 300 concubinas do harém de Salomão. esta doutrina divinizam o ser humano. Algumas declara­
ções que demonstram essa teologia: a.) "A razão para Deus criar
RESPOSTA APOLOGÉTICA: A monogamia é ensinada
Adão foi seu desejo de reproduzir a si mesmo [...] Ele [Adão] não
na Bíblia em várias oportunidades e de várias maneiras:
era um deus pequenino. Não era um semideus. Nem ao menos
1) Pelo exemplo do versículo em destaque, já que Deus deu ao
primeiro homem apenas uma mulher; 2) pela proporcionalida­ estava subordinado a Deus"; b.) "Você não tem um deus em seu
de, visto que o número de concepção de crianças do sexo mas­ interior, você é um deus'; c.) “Eu sou um pequeno messias' ca­
culino e feminino é tecnicamente igual: 3) Por preceito, visto que minhando sobre a terra"; d.) “O homem [...] foi criado em termos
tanto o Antigo Testamento quanto o Novo determinam a moda­ de igualdade com Deus, e poderia permanecer na presença de
lidade monogâmica de união conjugal: 4) Por advertência, visto Deus sem qualquer consciência de inferioridade [. ..]. Deus nos
que em 1Reis 11.11 vemos a punição que recaiu sobre Salomão criou tão parecidos com Ele quanto possível [...] Ele nos fez se­
por ter-se desviado em sua velhice e servido a deuses estranhos; res do mesmo tipo dele mesmo [...] O homem vivia no reino de
e 5) Por prefiguração, uma vez que a união conjugal simboliza a Deus. Vivia em pé de igualdade com Ele [...] O crente é chama­
união entre Cristo Jesus (Noivo) e a Igreja (Noiva). A conduta de do de Cristo [...] Eis quem somos; somos Cristo!'; e.) "Deus du­
Salomão, neste sentido, efetivamente não se acha em harmo­ plicou a si mesmo em espécie! [...) Adão foi uma exata duplica­
nia com as exposições bíblicas que se referem às relações con­ ção do tipo de Deus’ .
jugais (Dt 17.17; 1Tm 3.2). De maneira prática, como ocorre em RESPOSTA APOLOGÉTICA: Todas as doutrinas que divi­
outras circunstâncias bíblicas, o fato de ela narrar acontecimen­ nizam o ser humano repetem, de alguma forma, a mentira
tos semelhantes a este que envolve Salomão não significa que de Satanás (3.5).A idéiaque defendem, de que Cristo teria ensina­
aprove sua prática. do em João 10.31 -39 que os seres humanos são, de fato, deuses
em miniaturas, não se sustenta, tendo em vista o que Jesus ensi­
Ora, a serpente [...] disse è mulher na em Marcos 12.29. A Bíblia toda. Antigo e Novo Testamentos,
(3-1) ensina que há um só Deus (Dt 6.4; Nm 23.29; 1Sm 15.29; Is 43.10;
COMENTÁRIO APOLOGÉTICO: O espiritismo moderno 44 .6; Os 11.9; Mc 12.29; 1Co 8.4,6; Ef 4.6) . É preciso observar, ain­
t começou com as manifestações mediúnicas, em 31 de
março de 1848, das irmãs Catarina e Margarida Fox, em Hydes-
da, que, segundo as Escrituras. Satanás mentiu no Éden, e que
toda doutrina que se fundamenta nessa mentira não é outra coisa
ville, Nova York, EUA. Os espiritas consideram a data de funda­ senão "doutrina de demônios" (Jo 8.44; 1Tm 2.14; 4.1).
ção de sua religião o dia 18 de abril de 1857, quando foi publica­
do o Livro dos espíritos, de Leon Hippolyte Denizard Rivail, cujo E deu também a seu marido, e ele comeu com ela
pseudônimo é Allan Kardec. Alguns estudiosos consideram Eva (3.6)
a primeira vítima de uma manifestação mediúnica, quando o dia­ Igreja Local. Declara: "Adão, quando tomou para si o fruto
bo se utilizou da serpente (como uma espécie de médium) para
da árvore do conhecimento, sendo ele a própria terra, re­
enganá-la. O aumento das atividades espíritas é o cumprimento
cebeu Satanás, que então cresceu nele [...] O fruto de Satanás
da profecia de 1Timóteo 4.1,2.
foi semeado em Adão como uma semente no solo; assim Sata­
nás cresceu em Adão e tornou-se parte dele". E mais: “Quem en­
E sereis como Deus, sabendo o bem e o mal
tão está na nossa alma? O ego. O nosso ego está em nossa alma.
(3.5)
Será que fomos impressionados com o fato de que todos os três
Nova Era. Proclama a divindade do homem, repetindo a seres: Adão, Satanás e Deus — estão em nós hoje? Somos bas­
idéia da serpente: “Sereis como Deus’ . Rajneesh, que as­ tante complicados. O homem Adão está em nós; o diabo. Sata-

7
GÊNESIS 3
p ara dar en ten d im en to ; to m o u d o seu fruto, e 8E ouviram a voz do S enhor Deus, que passeava no
com eu, e d eu tam bém a seu m arido, e ele com eu jardim pela viração do dia; e esconderam -se Adão
com ela. e sua m ulher da presença do S enhor Deus, entre as
7E ntão foram abertos os olhos de am bos, e co­ árvores do jardim .
nheceram que estavam nus; e coseram folhas de 9E cham ou o S en h o r D eus a Adão, e disse-lhe:
figueira, e fizeram para si aventais. O nde estás?

nás, está em nós; e o Senhor da vida, o próprio Deus, está em nós. V Mormonlsmo. A segunda regra de fé de seus seguidores
Portanto, nos tornamos um pequeno jardim do Éden. Adão repre­ eft é: “Cremos que os homens serão punidos pelos seus pró­
sentando a raça humana, a árvore da vida representando Deus e a prios pecados e não pela transgressão de Adão". Quanto a este
árvore do conhecimento representando Satanás são as três par­ artigo, o apóstolo mórmon, James Talmage, escreveu: “A justiça
tes do jardim do Éden: e agora todos eles estão em nós. Adão, o divina proibe que nós sejamos considerados pecadores somen­
ego, está em nossa alma: Satanás, o diabo, está em nosso corpo: te porque os nossos pais transgrediram".
e Deus, o Deus Triúno. está em nosso espírito*.
fa Islamlsmo. Rejeita a doutrina bíblica do pecado original.
RESPOSTA APOLOGÉTICA: A Bíblia ensina claramente Tal crença é bem apresentada pelo erudito Ulfat Aziz Assa-
•= que Satanás é um ser pessoal distinto do homem. E fala mad: "... seria o cúmulo da injustiça condenar toda a raça huma­
dele como um anjo de luz que procura enganar o homem (2Co na por um pecado cometido há milhares de anos pelos primei­
11.13-15).'Em Mateus 4.1-11, Jesus foi tentado por Satanás. O ros progenitores".
diabo anda como leão, buscando a quem possa devorar: “Sede
RESPOSTA APOLOGÉTICA: A Bíblia não nos considera
sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derre­
dor. bramando como leão, buscando a quem possa tragar’ (1 Pe <=> pecadores somente por causa de Adão, mas “porque to­
5.8). Paulo ensina que devemos estar preparados contra todas as dos pecaram" (SI 51.5; Rm 3.23). Por outro lado, também é ver­
investidas de Satanás, o qual habita nas regiões celestiais: ‘ No dade que “o pecado entrou no mundo por um homem", Adão
demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu (Rm 5.12; 1Co 15.21). Assim, somos “filhos da desobediên­
poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais cia e, por natureza, filhos da ira" (Ef 2.2,3). É por isso que os
estar firmes contra as astutas ciladas do diabo. Porque não temos homens necessitam nascer de novo (Jo 3.3-7), para que pos­
que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principa­ sam se tomar filhos de Deus por adoção (Jo 1.12,13; Gl 4.4-6;
dos, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste 1Jo3.1).
século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares ce­
lestiais" (Ef 6.10-12). E chamou o SENHOR Deus a Adão e disse-lhe:
Onde estás?
Tomou do seu fruto, e comeu (3.9)
(3.6-9) Ceticismo. Vale-se deste versículo para questionar os atri­
Viver de Luz. Acredita que tudo começou com uma linda butos da onisciência e onipresença aplicados a Deus. se­
e cheirosa maçã! Afirma, em suas escrituras, que “Eva não gundo a ortodoxia cristã.
resistiu ao encanto da fruta e. pela primeira vez na vida, sentiu _ g RESPOSTA APOLOGÉTICA: É forçoso o apoio dos cé-
vontade não só de tocar, cheirar e apreciar, mas de ingerir aque­ » ticos, neste texto, para questionar os atributos divinos
la fruta tão linda e atraente. Ao experimentar o primeiro peda­ (onisciência e onipresença), cujo objetivo é impingir supostas
ço, Eva sentiu o prazer do paladar e apresentou sua descoberta contradições à Bíblia. O exemplo cotidiano social mostra que
para seu companheiro Adão, que também experimentou e gos­ esta prática divina, de questionar o transgressor, mesmo conhe­
tou da maçâ. Até al não aconteceu nada de errado, pois a maçã cendo de antemão seu erro, é comumente empregada em inves­
era um dos presentes de Deus e nunca fora proibida de ser de­ tigações policiais ou por pais que desejam ouvir uma confissão
gustada com amor e prazer [...] Mas Eva se tornou dependente do filho que praticou algum ato ilícito e cuja culpa já é conhe­
daquele prazer...". cida. Adão não tinha por hábito esconder-se, já que, até então,
__g RESPOSTA APOLOGÉTICA: Não encontramos, em ne- não havia motivos para tal procedimento. Mas, ao tentar, inutil­
«=> nhum lugar da Bíblia, que o fruto proibido fosse uma mente, “ocultar-se” de Deus, o Senhor, obviamente, conhecen­
maça, isso não é mais que especulação. Os adeptos dessa sei­ do o seu paradeiro e o motivo que o levou a agir dessa forma (SI
ta não conhecem nem o básico das Escrituras e tentam, de ma­ 139.2,3), procurou arrancar-lhe uma confissão. O Senhor Deus
neira equivocada, usar a própria Bíblia para apoiar suas inter­ empregou semelhante procedimento quando desejou desmas­
pretações errôneas da mesma. A problemática do contexto do carar os crimes de Davi (2Sm 11.4,15), apresentando, pela boca
livro de Gênesis é outra. O pecado de Eva não se deu pelo fato do profeta Natã, um enigma que fez que o próprio transgressor
de ela ter comido um fruto, ou uma maçã, porque o Senhor ti­ entregasse a si mesmo (2Sm 12.1-15). As mensagens dos an­
nha dado toda liberdade ao casal para que se alimentasse (Cf. jos que visitaram, a mando de Deus. José, Maria e Zacarias (Mt
2.9). Ou seja. a questão não era de ordem alimentar ou dietéti­ 1.20; Lc 1.5-11), antes do nascimento de Cristo, corroboram a
ca, mas de obediência a Deus. Aquela determinada árvore foi a verdade sobre a onisciência divina. Além disso, o exemplo de
prova que Adão e Eva tiveram para optar por obedecer ou não a Mateus 26.33,34 deixa claro que Deus (na pessoa de seu Filho,
Deus (Cf. 2.16,17). Após a queda do primeiro casal, Deus ainda Jesus Cristo) tinha pleno conhecimento de que Pedro, temendo
deu liberdade para que o homem se alimentasse de todo o tipo ser morto por ter sido identificado como correligionário de Je­
de carne (Cf. 9.3) e isso deixa inconteste que Adão e Eva nun­ sus. optaria por negar o Salvador. Quanto à sua onipresença, é
ca viveram de luz! suficiente o texto de Joáo 1.48.

8
GÊNESIS 3

l0E ele disse: O uvi a tua voz soar no jardim , e temi, a tu a dor, e a tu a conceição; com d o r darás à luz
porque estava nu, e escondi-m e. filhos; e o teu desejo será para o teu m arido, e ele te
1 'E Deus disse: Q uem te m ostrou que estavas nu? dom inará.
Com este tu da árvore de que te ordenei que não 17E a Adão disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua
comesses? mulher, e comeste da árvore de que te ordenei, dizen­
l2Então disse Adão: A m u lh er que m e deste por do: Não comerás dela, maldita é a terra por causa de ti;
com panheira, ela m e deu da árvore, e comi. com dor comerás dela todos os dias da tua vida.
i3E disse o S enhor D eus à m ulher: Por que fizeste l8Espinhos, e cardos tam bém , te produzirá; e co­
isto? E disse a m ulher: A serpente m e enganou, e m erás a erva do campo.
eu comi. 19No suor do teu rosto com erás o teu pão, até que te
l4Então o S en h or D eus disse à serpente: Porquanto tornes à terra; porque dela foste tom ado; p o rquanto
fizeste isto, m aldita serás m ais que toda a fera, e mais és pó e em p ó te tornarás.
que todos os anim ais d o cam po; sobre o teu ventre 20E cham ou Adão o n o m e de sua m ulher Eva; p o r­
andarás, e pó com erás todos os dias da tua vida. quanto era a m ãe de todos os viventes.
15E porei inim izade entre ti e a m ulher, e entre a tua 21E fez o S enhor D eus a Adão e à sua m ulher túnicas
sem ente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu de peles, e os vestiu.
lhe ferirás o calcanhar. 22Então disse o S e n h o r Deus: Eis que o ho m em é
16E à m ulher disse: M ultiplicarei grandem ente com o um de nós, sabendo o b em e o mal; ora, para

Deus disse: Quem te mostrou que estavas nu? antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e ir­
Comeste tu da árvore? repreensíveis diante dele em caridade; e nos predestinou para
(3.11) filhos de adoção por Jesus Cristo” (Ef 1.4,5). O deus da con­
cepção das Testemunhas de Jeová é muito limitado, compa­
Testemunhas de Jeová. Dizem que Deus não sabia que o
homem iria pecar. Seguem algumas perguntas e suas res­ rável às limitações humanas. Na sua presciência, Deus sabia
pectivas respostas, cuidadosamente formuladas pela própria sei­ que Jeremias seria profeta e o escolheu mesmo antes de nas­
ta: “Incentivaria seus filhos a empreender um projeto com um fu­ cer: "Antes que te formasse no ventre te conheci, e antes que
turo maravilhoso, sabendo de Início que estava destinado ao fra­ saísse da madre, te santifiquei; às nações te dei por profeta"
casso? Será que o fato de Deus ter a capacidade de prever e de (Jr 1.5). Deus tem conhecimento ilimitado e antecipado: onis-
predeterminar eventos prova que Ele faz isso com respeito a to­ ciência e presciência (Rm 8.28-29), e, por esse motivo, pode
das as ações de todas as suas criaturas?'. revelar as coisas que ainda vão acontecer, mas respeita o li­
vre-arbítrio humano.
Resposta: "Uma pessoa que tem um rádio pode ouvir as notícias
mundiais. Mas o fato de que pode ouvir certa estação não signi­ Porei inimizade entre tl e a mulher
fica que realmente faça isto. Ela precisa primeiro ligar o rádio e (3.15)
daí selecionar a estação. Da mesma forma, Jeová tem a capaci­
dade de predizer eventos, mas a Bíblia mostra que Ele faz uso Catolicismo Romano. Pensadores católicos dizem que
seletivo e com discrição dessa capacidade que tem, com a de­ esta passagem está se referindo a Maria, sua Imaculada
vida consideração pelo livre-arbítrio com que dotou suas criatu­ Conceição, e ã sua atuação na obra de redenção.
ras humanas” .
__g RESPOSTA APOLOGÉTICA: O versículo não faz nenhu-
"Quando Deus criou Adão, será que sabia que ele ia pecar?” ■=» ma referência a Maria ou à sua alegada imaculada concep­
ção. Mesmo que Maria, de alguma forma indireta, pudesse ser li­
Resposta: 'Avisaria sobre um dano, sabendo ao mesmo tempo
em que você havia planejado tudo de modo que certamente lhes gada a este texto, seria um salto gigantesco procurar aqui evi­
resultaria em aflição? É, pois, razoável, atribuir isso a Deus?*. dências a favor da Imaculada Conceição, porque não existe, nes­
ta passagem, nenhuma referência a respeito. A interpretação li­
. g RESPOSTA APOLOGÉTICA: A idéia de que Deus tenha teral do texto é que tanto Eva (e não Maria) quanto sua posterida­
■= sido surpreendido com o pecado humano desconsidera de estarão em constante guerra contra Satanás e seu reino, cul­
o fato de que o Senhor é onisciente, sabedor de tudo por essên­ minando na vitória esmagadora do Messias sobre o diabo e seus
cia (1 Cr 28.9: 29.17; SI 7.9; S1139.1; Is 43.12; 46.9,10; 48.5-7; seguidores. A “mulher", obviamente, é Eva, e a "semente da mu­
Jo 14.29; Ap 22.6). Deus, sabedor da queda do homem em pe­ lher" é, clara e literalmente, sua descendência (Gn 4.1,25), culmi­
cado, já havia providenciado, desde a eternidade, a redenção nando em Cristo, vitorioso sobre Satanás (Cf. Rm 16.20). Além
por meio de seu Filho, o Cordeiro redentor (“ ... Cordeiro que
do mais, a passagem não diz que a mãe do Messias seria conce­
foi morto desde a fundação do mundo” — Ap 13.8; "mas com
bida sem pecado.
o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado
e incontaminado, o qual, na verdade, em outro tempo, foi co­
O homem é como um de nós
nhecido, ainda antes da fundação do mundo” , 1Pe 1.20). Por
(3.22)
sua presciência (conhecimento de antemão), Deus já tinha vis­
to também os que iriam aceitar o sacrifício vicário e expiatório Nova Era. Declara que o problema do homem é a ignorân­
de Cristo para sua salvação: “Como também nos elegeu nele cia a respeito de sua própria divindade.

9
GÊNESIS 3,4
que não estenda a sua mão, e tom e tam bém da árvo­ 5Mas para Caim e p ara a sua oferta não atentou.
re da vida, e com a e viva eternam ente, E irou-se C aim fortem ente, e descaiu-lhe o sem ­
230 S en h or Deus, pois, o lan-çou fora do jardim do blante.
Éden, para lavrar a terra de que fora tom ado. 6E o S enhor disse a Caim: Por que te iraste? E por
24E havendo lançado fora o hom em , pôs querubins que descaiu o teu semblante?
ao oriente do jardim do Éden, e um a espada infla­ 7Se bem fizeres, não é certo que serás aceito? E se
m ada que andava ao redor, para guardar o cam inho não fizeres bem , o pecado jaz à p o rta, e sobre ti será
da árvore da vida. o seu desejo, m as sobre ele deves dom inar.

O n ascim ento de C aint e A b e l O prim eiro h o m icíd io


E CO N H ECEU Adão a Eva, sua m ulher, e ela 8E falou C aim com o seu irm ão Abel; e sucedeu
4 concebeu e deu à luz a Caim , e disse: Alcancei
do S enhor um hom em .
que, estando eles no cam po, se levantou C aim con­
tra o seu irm ão Abel, e o m atou.
2E deu à luz m ais a seu irm ão Abel; eAbel foi pastor 9E disse o S en h o r a Caim : O n d e está Abel, teu
de ovelhas, e Caim foi lavrador da terra. irm ão? E ele disse: N ão sei; sou eu g u ard ad o r do
3E aconteceu ao cabo de dias que Caim trouxe do m eu irmão?
fruto da terra um a oferta ao S enhor . 10E disse Deus: Q ue fizeste? A voz do sangue do teu
4E Abel tam bém trouxe dos prim ogênitos das suas irm ão clama a m im desde a terra.
ovelhas, e da sua gordura; e atentou o S enhor para 1 ‘E agora maldito és tu desde a terra, que abriu a sua
Abel e para a sua oferta. boca para receber da tua mão o sangue do teu irmão.

RESPOSTA APOLOGÉTICA: A Bíblia jamais afirma que até Noé (5.1-32). A mulher de Caim (4.17) foi, obviamente, uma
Deus criou o homem divino ou que o Senhor tenha prome­ de suas irmãs, ou, talvez, sobrinhas. O mesmo raciocínio é válido
tido ao homem que ele poderia tomar-se deus. Esta foi a seduto­ também no caso de Sete (4.26; 5.6-8) e de todos os outros filhos
ra promessa de Satanás a Adão e Eva. Mas tal promessa, caso ti­ de Adão e Eva (5.4), visto que toda a humanidade descende uni­
vesse sido feita por Deus, não teria qualquer sentido, já que Adão camente de Adão e Eva (1.27,28; 2.7,18-24; 5.1,2).
e Eva, na concepção dessa seita, foram criados como deuses. O
Igreja da Unificação. Ensina o seguinte: “A queda de Eva
homem rejeitou o Deus Criador e pessoal, que tem o direito de
estabelecer os padrões, e, ao agir dessa forma, o homem estabe­
4 consistiu em duas espécies de casos de amor ilícito. O pri­
meiro [caso] foi a queda espiritual por meio do amor com o arcan­
leceu-se como seu próprio deus. Há apenas um Deus verdadeiro
jo”. Com isso ,querdizerqueJesus,ao completar sua obra de sal­
(Is 43.10; Jr 10.10,11). Gênesis 3 ensina: a.) O homem não foi cria­
vação na cruz, só se preocupou com a redenção espiritual, por
do como um deus; b.) O homem náo tornou-se um deus pela de­
isso Moon (por solicitação do próprio Jesus) veio completar a re­
sobediência; c.) Seja qual for o significado disso, trata-se de algo
denção física. Segundo ensinam, Jesus teria aparecido a Moon
que Deus não queria que acontecesse, porque não era bom; d.)
quando este orava em uma montanha na Coréia, em 1936. A im­
Essa atitude causou a expulsão do homem do Jardim, porque,
possibilidade de Jesus cumprir as duas redenções teria sido de­
aparentemente, destruiu o tipo de existência que Deus havia pla­
corrente do fato de Ele ter sido traído por João Batista, o que oca­
nejado para o homem.
sionou a precipitação de sua morte sem que antes tivesse com­
pletado a segunda redenção.
Abel foi pastor de ovelhas, e Caim foi lavrador da terra
(4.1,2) RESPOSTA APOLOGÉTICA: A Bíblia enfatiza que a obra
de redenção, única e eficaz, de Jesus já foi realizada na
Ceticismo. Apresenta a seguinte critica à Palavra de Deus:
cruz (Jo 19.30; Hb7.25; 9.11-24; 10.10-12). Tudo se deu em har­
se a Bíblia, em Gênesis 3.24, diz que Adão e Eva foram ex­
monia com a presciência de Deus (At 2.23). João Batista, por
pulsos do Paraíso, e no capitulo 4 que tiveram Caim e Abel, e de­
sua vez, náo traiu Jesus, mas completou cabalmente sua carrei­
pois seu filho Sete, com quem se casou Caim?
ra (At 13.15), como fiel profeta de Deus e arauto do Messias, ra­
__o RESPOSTA APOLOGÉTICA: A Escritura Sagrada revela zão por que foi decapitado na prisão por ordem de Herodes (Mt
o verdadeiro Deus e sua obra, seu amor pela humanida­ 14.1-12). Quem traiu Jesus foi Judas Iscariotes. Sua traição, po­
de manifestado em seu Filho, Jesus Cristo. Logo, a Bíblia é cristo- rém, não impediu o cumprimento da obra de redenção que Je­
cêntrica e não um livro de história geral (Lc 19.10; Jo 3.16-19,36; sus veio realizar.
5.24). Esse livro traz apenas o que Deus julgou necessário ou im­
portante para que o homem pudesse compreender o plano divi­ E disse o SENHOR a Caim: Onde está Abel, teu irmão?
no de redenção. Aqui não estão narrados todos os acontecimen­ (4.9)
tos com precisão cronológica e muito menos apresenta todos os
Ceticismo. Usa este versículo para questionar os atribu­
pormenores dos fatos que relata. Adão e Eva tiveram muitos ou­
tos de onisciência e onipresença aplicados a Deus, segun­
tros filhos e filhas (5.4), além de Caim, Abel e Sete. O nascimento
do a ortodoxia cristã.
de Sete recebe destaque (4.25,26) porque ele foi contado como
substituto de Abel (4.25) e. portanto, como primogênito em lugar RESPOSTA APOLOGÉTICA: Tal como foi observado na
de Caim, tornando-se o segundo patriarca nagenealogiade Adão referência 3.9. aqui também o objetivo da iniciativa divina

10
GÊNESIS 4

12Q uan do lavrares a terra, não te dará m ais a sua 20E Ada deu à luz a Jabal; este foi o pai dos que h a­
força; fugitivo e vagabundo serás na terra. bitam em tendas e têm gado.
l3Então disse Caim ao S e n h o r : É m aio r o m eu 2IE o no m e do seu irm ão era Jubal; este foi o pai de
castigo do que eu possa suportar. todos os que tocam h arp a e órgão.
MEis que hoje m e lanças da face da terra, e da tua 22E Zilá tam bém deu à luz a Tubalcaim, m estre de
face m e esconderei; e serei fugitivo e vagabundo toda a o bra de cobre e ferro; e a irm ã de Tubalcaim
na terra, e será que to d o aquele que m e achar, m e fo i Noema.
m atará.
23E disse Lam eque a suas m ulheres Ada e Zilá: Ouvi
I50 S enhor , porém , disse-lhe: P o rtanto qualquer
a m inha voz; vós, m ulheres de Lam eque, escutai as
que m atar a Caim , sete vezes será castigado. E pôs
m inhas palavras; porque eu m atei um hom em p o r
o S enhor um sinal em C aim , para que o não ferisse
m e ferir, e u m jovem p o r m e pisar.
qualquer que o achasse.
24P orque sete vezes C aim será castigado; mas
I6E saiu Caim de diante da face do S enhor , e habi­
Lam eque setenta vezes sete.
tou na terra de N ode, do lado oriental do Éden.
I7E conheceu Caim a sua m ulher, e ela concebeu,
e deu à luz a Enoque; e ele edificou um a cidade, e O n a scim en to de S ete
cham ou o nom e da cidade conform e o nom e de seu 25E to rn o u Adão a conhecer a sua m ulher; e ela deu
filho Enoque; à luz um filho, e cham ou o seu no m e Sete; porque,
18E a E noque nasceu Irade, e Irade gerou a Meujael, disse ela, D eus m e deu o u tro filho em lugar de Abel;
e M eujael gerou a M etusael e M etusael gerou a porqu an to C aim o m atou.
Lameque. 26E a Sete tam b ém nasceu u m filho; e cham o u o
19E to m ou Lam eque para si duas m ulheres; o nom e seu nom e Enos; então se com eçou a invocar o nom e
de um a era Ada, e o nom e da outra, Zilá. do S enhor .

(desnecessária) de questionar Caim era uma confissão espontâ­ meio do texto sagrado, qual a cor da pele do casal original. Pode-
nea e nào a rebeldia dele. A insistência de Deus em dar oportuni­ se propor a questão inversa: "Quando surgiu a raça branca?”. Ao
dade de retratação a Caim — “Que fizeste..." (v. 10) — não é uma contrário disso, as Sagradas Escrituras demonstram que não há
prova do desconhecimento de Deus quanto ao homicídio. A com­ nenhuma depreciação em qualquer uma das raças, porque Deus
provação de que Deus conhecia os fatos encontra-se no segun­ condena o racismo (At 10.34; Cl 3.11). As proibições dos mór-
do questionamento: "A voz do sangue do teu irmão clama a mim mons quanto à ordenação ao sacerdócio aarônico e ao sacerdó­
desde a terra" (v. 10). O exemplo cotidiano social mostra que esta cio de Melquisedeque de pessoas da raça negra e seus descen­
prática divina, de questionar o transgressor mesmo conhecendo dentes estão registradas no livro The Wayto Perfection. Por meio
de antemão seu erro, é comumente empregada em investigações de uma revelação especial, estas ordenações foram abolidas em
policiais ou por pais que desejam ouvir uma confissão do filho que junho de 1976. Mas sua doutrina histórica, que diz que os negros
praticou um ato ilícito e cuja culpa já é conhecida. Deus usou o estão sob maldição divina, nunca foi mudada.
mesmo procedimento quando desejou desmascarar os crimes
de Davi (2Sm 11.4,15), propondo, pela boca do profeta Natá, um E conheceu Caim a sua mulher
enigma que fez que o próprio transgressorse autodelatasse (2Sm (4.16,17)
12.1 -15), o que demonstrou seu total conhecimento dos fatos. As
ÇT) Ceticismo. Questiona a credibilidade bíblica a partir desta
mensagens dos anjos que visitaram, a mando de Deus, José, Ma­
® referência, pois entende que se o único casal legítimo até
ria e Zacarias (Mt 1.20; Lc 1.5-11), antes do nascimento de Cristo,
então era formado por Adão e Eva, como Caim e Abel poderiam
corroboram a verdade a respeito da onisciância divina.
ter possuído mulheres?
Pôs o S enhor um sinal em Caim . H RESPOSTA APOLOGÉTICA: Gênesis 5.4 nos mostra que
(4.15) «=» Adão, após ter gerado Sete. viveu mais oitocentos anos
e, ainda fecundo, gerou filhos e filhas. A longevidade propicia­
V . Mormonlsmo. Segundo afirmava, o sinal que Deus colo-
da por Deus ao primeiro casal possibilitou o cumprimento da or­
cou em Caim era a cor negra. Esse pensamento fica claro
dem estabelecida em Gênesis 1.28; "Sede fecundos; multiplicai-
no livro de Moisés 7.8, 22. contido em A pérola de grande valor,
vos; enchei a terra". Logo, a multiplicação dos seres humanos e
publicação da seita. Acreditava, também, que a descendência de
a perfeita admissibilidade da existência de pares femininos para
Caim e sua marca foram preservadas durante o Dilúvio por meio
Caim e Sete são legitimadas, restando a lógica compreensão de
de Cão, que teria se casado com uma descendente de Caim cha­
que (visto que a lei mosaica, que regulava o grau de parentesco
mada Egyptus. Os que nasceram com pele negra náo teriam lu­
entre os nubentes, ainda não havia sido promulgada — Lv 18.9;
tado valentemente ao lado de Deus na preexistência.
20.17), para a época, não havia outra forma de se trazer uma ter­
RESPOSTA APOLOGÉTICA: Não há qualquer base bíbli­ ceira geração adâmica à vida, Caim e Sete casaram-se com suas
ca para tal afirmação, já que sequer podemos afirmar, por próprias irmãs.

11
GÊNESIS 5

A genealogia de S ete I9E viveu Jerede, depois que gerou a Enoque, o ito ­
ESTE é o livro das gerações de Adão. No dia centos anos, e gerou filhos e filhas.
em que Deus criou o hom em , à sem elhança de 2UE foram todos os dias de Jerede novecentos e
D eus o fez. sessenta e dois anos, e m orreu.
2H o m em e m ulher os criou; e os abençoou e 2IE viveu E noque sessenta e cinco anos, e gerou a
ch a m o u o seu no m e Adão, no dia em que foram M atusalém.
criados. 22E an dou E noque com Deus, depois que gerou a
3E Adão viveu cento e trin ta anos, e gerou um filho à M atusalém , trezentos anos, e gerou filhos e filhas.
sua sem elhança, conform e a sua imagem , e pôs-lhe 23E foram todos os dias de E noque trezentos e ses­
o no m e de Sete. senta e cinco anos.
4E foram os dias de Adão, depois que gerou a Sete, 24E andou E noque com Deus; e não apareceu mais,
oitocentos anos, e gerou filhos e filhas. p orquanto Deus para si o tom ou.
SE foram todos os dias que Adão viveu, novecentos 25E viveu M atusalém cento e oitenta e sete anos, e
e trin ta anos, e m orreu. gerou a Lameque.
'’E viveu Sete cento e cinco anos, e gerou a Enos. 26E viveu M atusalém , depois que gerou a Lam e­
7E viveu Sete, depois que gerou a Enos, oitocentos que, setecentos e o iten ta e dois anos, e gerou filhos
e sete anos, e gerou filhos e filhas. e filhas.
8E foram todos os dias de Sete novecentos e doze J7E foram todos os dias de M atusalém novecentos
anos, e m orreu. e sessenta e nove anos, e m orreu.
9E viveu Enos noventa anos, e gerou a Cainã. 28E viveu Lam eque cento e o iten ta e dois anos, e
I0E viveu Enos, depois que gerou a Cainã, oitocen­ gerou um filho,
tos e quinze anos, e gerou filhos e filhas. 29A quem cham ou Noé, dizendo: Este nos consolará
1 'E foram todos os dias de Enos novecentos e cinco acerca de nossas obras e do trabalho de nossas mãos,
anos, e m orreu. por causa da terra que o S enhor am aldiçoou.
,2E viveu C ainã setenta anos, e gerou a Maalalel. i0E viveu L am eque, depois que gerou a Noé,
BE viveu Cainã, depois que gerou a Maalalel, o ito ­ q uinh en to s e noventa e cinco anos, e gerou filhos
centos e quarenta anos, e gerou filhos e filhas. e filhas.
14E foram todos os dias de Cainã novecentos e dez 3IE foram todos os dias de Lam eque setecentos e
anos, e m orreu. setenta e sete anos, e m orreu.
I5E viveu Maalalel sessenta e cinco anos, e gerou ,2E era N oé da idade de q uinhentos anos, e gerou
a Jerede. N oé a Sem, Cão e Jafé.
16E viveu Maalalel, depois que gerou a Jerede, o ito ­
centos e trin ta anos, e gerou filhos e filhas. A corrupção geral do gênero h u m an o
I7E foram todos os dias de M aalalel oitocentos e E ACONTECEU que, com o os h om ens com e­
noventa e cinco anos, e m orreu.
I8E viveu Jerede cento e sessenta e dois anos, e
6 çaram a m ultiplicar-se sobre a face da terra, e
lhes nasceram filhas,
gerou a Enoque. ■‘V iram os filhos de Deus que as filhas dos hom ens

Deus para si o tomou irem para o céu, Jesus ensinou claramente que os patriarcas Abraão,
(5.24) Isaque e Jacó vivem e estarão com todos os santos r>océu (Mt 8.11;
22.31,32). Estaverdade se repete em Hebreus 11.16; 12.22,23, onde
Testemunhas de Jeová. Negam que Enoque tenha sido ar­
está declarado que os patriarcas e os crentes do Antigo Testamento
rebatado para não provar a morte, admitindo apenas que
habitarão na cidade vindoura, a Jerusalém celestial.
ele não sentiu as dores da morte. São da mesma opinião quanto
ao arrebatamento de Elias, que, segundo dizem, foi encontrado
Os filhos de Deus e as filhas dos homens
escrevendo uma carta a um dos reis de Judá. Tais idéias são de­
(6.1-4)
correntes do ensino que fala que os santos do Antigo Testamento
não irão para o céu, mas viverão aqui na terra. Segundo essa sei­ Testemunhas de Jeová. Segundo sua interpretação, a fra­
ta, somente 144 mil pessoas declaradas ungidas irão para o céu. se “filhos de Deus” está se referindo aos anjos, que assumi­
Enoque e Elias, porém, não fazem parte deste grupo. ram corpos físicos e vieram à terra para ter relações sexuais com
belas mulheres, união da qual teriam nascido gigantes iníquos.
RESPOSTAAPOLjOGÉTICA: Enoque e Elias foram arrebata­
dos ao céu sem provara morte. São figuras do arrebatamento RESPOSTA APOLOGÉTICA: Ainda que tal interpretação
da Igreja (1Ts4.16,17). Quanto aos santos do Antigo Testamento não possa ser defendida, acreditamos, porém, que os “filhos de

12
GÊNESIS 5 ,6

eram form osas; e to m aram para si m ulheres de até ao réptil, e até à ave dos céus; porque m e arre­
todas as que escolheram. pendo de os haver feito.
’Então disse o S en h o r : N ão contenderá o m eu 8Noé, porém , achou graça aos olhos do S enhor .
Espírito para sem pre com o h om em ; po rq u e ele 9Estas são as gerações de Noé. Noé era hom em justo
tam bém é carne; porém os seus dias serão cento e e perfeito em suas gerações; Noé andava com Deus.
vinte anos. 10E gerou Noé três filhos: Sem, Cão e Jafé.
4Havia naqueles dias gigantes na terra; e tam bém 1 'A terra, porém , estava corrom pida diante da face
depois, quando os filhos de D eus entraram às filhas de Deus; e encheu-se a terra de violência.
dos h om ens e delas geraram filhos; estes eram os I2E viu D eus a terra, e eis que estava corrom pida;
valentes que houve na antiguidade, os hom ens de porque todà a carne havia corrom pido o seu cam i­
fama. nho sobre a terra.
’ E v iu o S en h or q u e a m a ld a d e d o h o m e m se
m u ltip lic a r a s o b re a t e r r a e q u e to d a a im a g in a ç ã o D eus a n u n c ia o d ilú vio a N o é
d o s p e n s a m e n to s d e s e u c o ra ç ã o e ra só m á c o n ti ­ 1JE ntão disse D eus a Noé: O fim de to d a a carne
n u a m e n te . é v ind o p eran te a m in h a face; p o rq u e a te rra está
6Então arrependeu-se o S en h o r de haver feito o cheia de violência; e eis que os desfarei com a terra.
hom em sobre a terra e pesou-lhe em seu coração. MFaze para ti u m a arca da m adeira de gofer; farás
7E disse o S en h o r : D estruirei o hom em que criei de com partim entos na arca e a betum arás p o r dentro
sobre a face da terra, desde o hom em até ao anim al, e por fora com betum e.

Deus” sejam os descendentes piedosos de Sete. Apresentamos, ser esclarecida pelo profeta Jonas para que não fosse subverti­
para isso, os seguintes argumentos: da, o que, sem dúvida, teria ocorrido se os seus habitantes fos­
Em primeiro lugar, ao analisarmos o texto de Mateus 22.29,30, sem deixados à mercê de seus próprios conceitos (Jn 3.4). O pró­
que diz: ‘Jesus, porém, respondendo, disse-lhes: Errais, não co­ prio Deus declarou que os habitantes daquela cidade não eram
nhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus. Porque na res­ sequer capazes de distinguir a mão direita da esquerda (Jn 4.11).
surreição nem casam nem sáo dados em casamento; mas serào O plano evangélico não é diferente: se o homem não crê nos en­
como os anjos de Deus no céu”, entendemos que as paixões e sinamentos de Cristo e de seus discípulos, por meio da Palavra,
os apetites sexuais são especificamente manifestações do corpo será condenado (Mc 16.16). O apóstolo Paulo afirmou que a sa­
e não dos anjos celestiais. bedoria humana é loucura diante de Deus (1Co 3.19).
Em segundo lugar, náo foi da união entre os "filhos de Deus” e
as “filhas dos homens” que nasceram os gigantes. Pelo contrá­ Então arrependeu-se o SENHOR de haver feito
rio. eles já existiam antes desse acontecimento. Vejamos: “Havia, o homem sobre a terra
naqueles dias, gigantes na terra; e também depois, quando os fi­ (6. 6)
lhos de Deus entraram às filhas dos homens e delas geraram fi­
Mormonlsmo e Ceticismo. Questionam a imutabilida­
lhos; estes eram os valentes que houve na antiguidade, os va­
de divina descrita na Bíblia (Nm 23.19; Ml 3.6; Tg 1.17),
rões de fama” (6.4).
visto que o texto sagrado identifica arrependimento na condu­
Em terceiro lugar, caso esses "filhos de Deus” fossem anjos de­
ta de Deus. Que a alegação divina (“arrependeu-se o Senhor")
caídos, seriam demônios e náo mais "filhos de Deus"; logo, náo
não condiz com a natureza perfeita e presciente pretendida pela
poderiam ser considerados como tais.
teologia bíblica.
Em quarto lugar, os descendentes de Sete “invocavam o nome
do Senhor", tal como o próprio Sete (4.26). Ou seja, possuíam co- RESPOSTA APOLOGÉTICA: O versículo em estudo refe­
munhàocom Deus. Andavam com Deus, como Enoque (5.22-24). re-se à tristeza de Deus por conta da má índole do homem
'Acharam graça diante do Senhor", como Noé (5.29; 6.8). E obti­ (v. 5). Aqui, temos uma figura de linguagem (antropopática). para
veram “testemunho de que agradaram a Deus e se tomaram her­ o entendimento humano, que indica que Deus se contristou pela
deiros da justiça que é segundo a fé" (Hb 11.5,7). desobediência do homem. De modo algum, está querendo dizer
que Deus cometeu erros. Em Números 23.19. o sentido da pala­
A Imaginação dos pensamentos de seu coração vra de Deus, ao contrário da palavra dos homens, se cumpre. Em
era só má continuamente Jeremias 18.7-10, lemos: “No momento em que falar contra uma
(6.5) nação, e contra um reino para arrancar, e para derrubar, e para
destruir, se a tal nação, porém, contra a qual falar se converter da
Espiritismo. Declara que o Senhor Deus concedeu ao ho­
sua maldade, também eu me arrependerei do mal que pensava
mem o livre-arbitrío para que pudesse, por sua própria ex­
fazer-lhe”. O texto mostra que se o homem se arrepender, Deus
periência, discernir o bem e o mal.
nào lhe enviará o mal anunciado. Não se trata de um arrependi­
RESPOSTA APOLOGÉTICA: O conceito do bem e do mal mento igual ao que os seres humanos sentem ao cometer erros.
inerente aos homens está muito aquém de ser comparado Deus não erra, logo, seu "arrependimento" não é igual ao nosso.
ao conceito divino, que em nada condiz com as medíocres idéias Devemos reconhecer que o Deus soberano e imutável sabe lidar
humanas (Mt 5.39-44). O texto destacado prova que o homem, apropriadamente com as mudanças no comportamento huma­
em sua essência, é intrinsecamente mau, não conhecendo ou es­ no. Quando os homens pecam, ou quando pecam e se arrepen­
tando disposto a praticar o amor desinteressado. Nínive precisou dem, o Senhor Deus muda seu pensamento, abençoando ou pu-

13
GÊNESIS 6 ,7

ISE desta m aneira a farás: De trezentos côvados o 22Assim fez Noé; conform e a tu d o o que Deus lhe
com prim ento da arca, e de cinqüenta côvados a sua m andou, assim o fez.
largura, e de trin ta côvados a sua altura.
1' Farás na arca um a janela, e de um côvado a aca­ N o é e sua fa m ília e n tra m na arca
barás em cima; e a p o rta da arca porás ao seu lado; DEPOIS disse o S e n h o r a Noé: E ntra tu e to d a a
far-lhe-ás andares, baixo, segundo e terceiro.
l7P orque eis que eu trago u m dilúvio de águas
7 tua casa n a arca, p orque tenho visto que és justo
diante de m im nesta geração.
sobre a terra, para desfazer toda a carne em que há 2De todos os anim ais lim pos tom arás para ti sete e
espírito de vida debaixo dos céus; tu d o o que há na sete, o m acho e sua fêmea; m as dos anim ais que não
terra expirará.
são lim pos, dois, o m acho e sua fêmea.
l8Mas contigo estabelecerei a m in h a aliança; e
’T am bém das aves dos céus sete e sete, m acho e
entrarás n a arca, tu e os teus filhos, tua m ulher e as
fêmea, para conservar em vida sua espécie sobre a
m ulheres de teus filhos contigo.
face de toda a terra.
l9E d e tu d o o q u e v iv e ,d e to d a a c a rn e ,d o is d e c a d a
4Porque, passados ainda sete dias, farei chover so­
espécie, farás en tra r na arca, para os conservar vivos
bre a terra quarenta dias e q uarenta noites; e desfarei
contigo; m acho e fêm ea serão.
20Das aves conform e a sua espécie, e dos anim ais de sobre a face da terra to d a a substância que fiz.
conform e a sua espécie, de to d o o réptil da terra 5E fez N oé con fo rm e a tu d o o que o S en h o r lhe
conform e a sua espécie, dois de cada espécie virão a ordenara.
ti, para os conservar em vida. 6E era N oé da idade de seiscentos anos, q u ando o
21E leva contigo de toda a comida que se come e ajun­ dilúvio das águas veio sobre a terra.
ta-a para ti; e te será para m antim ento, a ti e a eles. 7N oé e n tro u n a arca, e com ele seus filhos, sua

nindo, de acordo com a nova situação (Êx 32.12,14; 1Sm 15.11; quando analisamos o relato bíblico, percebemos o quanto é es­
2Sm 24.16; Jr 18.11; Am 7.3-6). tranho os céticos evocarem esta questão, uma vez que é neces­
Assim, a expressão "arrependeu-se o Senhor" está no real sen­ sário distinguir os versículos confrontados pela exegese. O texto
tido de mudança de atitude, e não passa de uma indicação de em estudo (6.19) refere-se à ordem de Deus a Noé. Jã a referên­
que a atitude de Deus para com o homem que peca é necessa­ cia 7.2,3 é o registro das instruções adicionais do Senhor. Assim,
riamente diferente da atitude desse mesmo Deus para com o ho­ fica estabelecido o consenso, por meio do qual podemos ver clara
mem que lhe obedece. Um exemplo prático e perfeitamente apli­ e perfeitamente o motivo que levou o Senhor a orientar o seu ser­
cável vislumbra-se na experiência do profeta Jonas (Jn 3.4-10), vo para que reservasse sete pares de animais limpos: esses ani­
quando o plano de Deus, motivado pelo imutável critério de jus­ mais deveriam ser usados no sacrifício durante o culto que seria
tiça divina que devastou Sodoma, era a ruína de Nínive, domina­ realizado após o dilúvio, como de fato aconteceu (8.20). Se não
da pela extrema malícia de seus habitantes. A opção peta obedi­ houvesse mais de dois pares de animais limpos, eles seriam ex­
ência, motivada pela fé dos ninivitas mediante a pregação de Jo­ tintos. A preservação de apenas um par de animais imundos era
nas, levou Deus a uma mudança de atitude. Ou seja, a uma apli­ suficiente, porque eles não seriam imolados.
cação correta (em termos divinos) de sua justiça, mostrando que
o Senhor sabe lidar apropriadamente com as mudanças de com­ Entra tu e toda a tua cata na arca
portamento dos homens. Em confrontação com o arrependimen­ (7.1)
to humano, revela-se o contraste, porque o homem que se arre­ /CK Catolicismo Romano. A Igreja Católica Romana compa-
pende muda seus critérios e valores e, conseqüentemente, de ati­ U y ra a si mesma com a arca de Noé ao afirmar: “Fora da Igre­
tude. Mas com Deus é diferente. Embora Eie mude de atitude, ja­ ja não há salvação [...] ela é figurada pela arca de Noé, a única
mais altera seus critérios. E essa é uma de suas características na que salva do dilúvio’ .
qual se encontra estampada sua imutabilidade.
r ™ l Testemunhas de Jeová. Segundo declaram, ‘ Foi apenas
E de tudo o que vive, de toda a carne, dois de cada espécie ' aquela única arca que sobreviveu ao dilúvio e não um sem-
(6.19) número de embarcações". O que as conduz à seguinte conclu­
são: ”... Haverá apenas uma organização - a organização visível
GD Ceticismo. Confronta este versículo com Gênesis 7.2 para de Deus - que sobreviverá.. .'. Entendem por organização visível
afirmar que há contradição nas orientações divinas quanto de Deus a Sociedade Torre de Vigia e todos que entrarem nela.
ao número de animais que deveriam ser arrebanhados na arca.
RESPOSTA APOLOGÉTICA: Em verdade, aarca não sim-
_ g RESPOSTA APOLOGÉTICA: Gênesis 7.2 diz: “De todos ■ boliza nenhuma igreja ou organização religiosa, mas a sal­
os animais limpos tomarás para ti sete e sete, o macho e vação oferecida na pessoa de Jesus. Cristo é a nossa única arca
sua fêmea; mas dos animais que não são limpos, dois, o macho e de salvação. ‘ E em nenhum outro há salvação, porque também
sua fêmea". Alguns céticos sugerem que a diversidade numérica debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens,
- dois e sete - revela uma contradição na orientação divina. Mas, pelo qual devamos ser salvos" (At 4.12; Hb 7.25).

14
GÊNESIS 7,8

m ulher e as m ulheres de seus filhos, po r causa das terra; e ficou som ente Noé, e os que com ele estavam
águas do dilúvio. na arca.
aD os anim ais lim pos e dos anim ais que não são 24E prevaleceram as águas sobre a terra cento e
limpos, e das aves, e de todo o réptil sobre a terra, cinqüenta dias.
’E ntraram de dois em dois para ju n to de N oé na
arca, m acho e fêmea, com o D eus ordenara a Noé. As águas do d ilú v io
1°E aconteceu que passados sete dias, vieram sobre d im in u e m
a terra as águas do dilúvio. E LEMBROU-SE D eus de Noé, e de todos os
11 No ano seiscentos da vida de Noé, no mês segun­
do, aos dezessete dias do mês, naquele m esm o dia
8 seres, viventes, e de to d o o gado qu e estavam
com ele na arca; e Deus fez passar um vento sobre a
se rom peram todas as fontes do grande abism o, e as terra, e aquietaram -se as águas.
janelas dos céus se abriram , 2C erraram -se tam bém as fontes do abism o e as
'"E houve chuva sobre a terra q uarenta dias e qua­ janelas dos céus, e a chuva dos céus deteve-se.
renta noites. 3E as águas iam -se escoando co n tin u am en te de
13E no m esm o dia entraram na arca Noé, seus filhos sobre a terra, e ao fim de cento e cin q ü en ta dias
Sem, Cão e Jafé, sua m ulher e as m ulheres de seus m inguaram .
filhos. 4E a arca repousou no sétim o mês, no dia dezessete
' “Eles, e todo o anim al conform e a sua espécie, e do mês, sobre os m ontes de Ararate.
todo o gado conform e a sua espécie, e todo o réptil
5E foram as águas indo e m inguando até ao décimo
que se arrasta sobre a terra conform e a sua espécie,
mês; no décim o mês, no prim eiro dia do mês, apa­
e toda a ave conform e a sua espécie, pássaros de toda
receram os cum es dos m ontes.
qualidade.
6E aconteceu que ao cabo de q uarenta dias, abriu
,SE de toda a carne, em que havia espírito de vida,
Noé a janela da arca que tinha feito.
en traram de dois em dois para ju n to de N oé na
arca.
N o é solta u m corvo e ta m b ém u m a p om ba
,6E os que entraram eram m acho e fêmea de toda
7E soltou u m corvo, que saiu, indo e voltando, até
a carne, com o D eus lhe tinha ordenado; e o S enhor
que as águas se secaram de sobre a terra.
o fechou dentro.
8D epois soltou u m a pom ba, para ver se as águas
tinham m inguado de sobre a face da terra.
O d ilú vio chega
9A p o m b a, p o rém , não achou rep o u so para a
l7E d u ro u o dilúvio q u aren ta dias sobre a terra,
planta do seu pé, e voltou a ele para a arca; porque
e cresceram as águas e levantaram a arca, e ela se
as águas estavam sobre a face de to d a a terra; e ele
elevou sobre a terra.
estendeu a sua m ão, e to m o u -a, e recolheu-a co n ­
I8E prevaleceram as águas e cresceram g ran d e­
sigo na arca.
m ente sobre a terra; e a arca andava sobre as águas.
19E as águas prevaleceram excessivamente sobre a I0E esperou ainda o u tro s sete dias, e to rn o u a en ­
terra; e todos os altos m ontes que havia debaixo de viar a pom ba fora da arca.
todo o céu, foram cobertos. 1 'E a pom ba voltou a ele à tarde; e eis, arrancada,
20Q uinze côvados acim a prevaleceram as águas; e um a folha de oliveira no seu bico; e conheceu Noé
os m ontes foram cobertos. que as águas tin h am m inguado de sobre a terra.
2’E expirou toda a carne que se m ovia sobre a terra, l2E ntão esperou ainda o u tro s sete dias, e enviou
tan to de ave com o de gado e de feras, e de to d o o fora a pom ba; m as não to rn o u m ais a ele.
réptil que se arrasta sobre a terra, e todo o hom em . I3E aconteceu que n o an o seiscentos e u m , no
22T udo o que tinha fôlego de esp írito de vida mês p rim eiro , n o p rim e iro dia do m ês, as águas
em suas n arinas, tu d o o que havia em terra seca, se secaram de sobre a terra. E ntão N oé tiro u a co ­
m orreu. b e rtu ra da arca, e o lh o u , e eis que a face da te rra
23Assim foi destruído to d o o ser vivente que havia estava enxuta.
sobre a face da terra, desde o h om em até ao anim al, 14E no segundo mês, aos vinte e sete dias do mês, a
até ao réptil, e até à ave dos céus; e foram extintos da terra estava seca.

15
GÊNESIS 8,9

N o é e sua fa m ília saem da arca im aginação do coração d o h o m e m é m á desde a


l5Então falou D eus a N oé dizendo: sua m eninice, n em to rn a re i m ais a ferir to d o õ
■'‘Sai da arca, tu com tu a m ulher, e teus filhos e as vivente, com o fiz.
m ulheres de teus filhos. “ E nquanto a terra durar, sem enteira e sega, e frio e
1 ■’Todo o anim al que está contigo, de toda a carne, calor, e verão e inverno, e dia e noite, não cessarão.
de ave, e de gado, e de todo o réptil que se arrasta so­
bre a terra, traze fora contigo; e povoem ab undante­ A aliança q u e D eus fe z co m N o é e c o m todo o
m ente a terra e frutifiquem , e se m ultipliquem sobre gênero h u m a n o
a terra. E ABEN ÇO O U D eus a N oé e a seus filhos, e
l8E ntão saiu Noé, e seus filhos, e sua m ulher, e as
m ulheres de seus filhos com ele.
9 disse-lhes:
Frutificai e m ultiplicai-vos e enchei a terra.
1 “T o d o o anim al, to d o o réptil, e toda a ave, e tu d o o 2E o tem or de vós e o pavor de vós virão sobre todo
que se m ove sobre a terra, conform e as suas famílias, o anim al da terra, e sobre to d a a ave dos céus; tu d o o
saiu para fora da arca. que se move sobre a terra, e todos os peixes do m ar,
20E edificou N oé um altar ao S en h o r ; e tom ou de nas vossas m ãos são entregues.
todo o anim al lim po e de toda a ave lim pa, e ofereceu 'T udo q u an to se m ove, qu e é vivente, será para
holocausto sobre o altar. vosso m an tim en to ; tu d o vos ten h o d ado com o a
2IE o S en h o r sen tiu o suave cheiro, e o S en h o r erva verde.
disse em seu coração: N ão to rn arei m ais a am al­ ■'Acarne, porém , com sua vida, isto é, com seu san­
diço ar a te rra p o r causa d o ho m em ; p o rq u e a gue, não comereis.

E tomou de todo o animal limpo e de toda Depois de ter ressuscitado, Jesus preparou uma refeição mati­
a ave limpa, e ofereceu holocaustos nal de peixe e pão em um braseiro junto à praia para alguns dos
( 8 . 20 ) seus discípulos (Jo 21.9-13). A ovelha (ou cordeiro), além de ser
usada como alimento, tinha outras utilidades; era um animal im­
Ceticismo. Ignora o versículo em estudo e confronta a re­ portante por sua carne, leite e gordura da cauda que, às vezes,
ferência 6.19 com a referência 7.2 para alegar que há con­ chegava a pesar quase sete quilos. Na celebração da Páscoa,
tradição na narraçáo bíblica quanto à determinação divina so­ matava-se um cordeiro, que era comido em lembrança ao livra­
bre o número de animais que deveriam ser arrebanhados na mento da escravidão do Egito (Êx 12.1-28). A gordura era ofere­
arca de Noé. cida a Deus, por ser considerada a melhor parte ou a parte mais
RESPOSTA APOLOGÉTICA: Trata-se de uma postura típi- rica de um animal (Lv 3.16). Não podia ser comida em tempos pri­
*=• ca daqueles que desejam desmerecer as Escrituras Sagra­ mitivos. Mas. ao que parece, ignoravam essa lei quando os ani­
das. Ou seja. daqueles que extraem os textos de seus contextos mais mortos eram usados apenas como alimento (Dt 12.15). Se
a fim de criarem suposições infundadas. O versículo em estudo aplicarmos o mandamento "Não matarás" aos animais, devemos
deixa claro que a orientação divina, na referência 7.2, deveria ser aplicá-lo também aos vegetais, porque são seres vivos. Quanto
mais precisa quanto ao montante de animais limpos a serem pre­ à alimentação, o Novo Testamento ensina que todas as criatu­
servados (sete pares), para que essas espécies não corressem ras de Deus são boas para alimento quando recebidas com gra­
o risco de extinção, devido à previsão do seu consumo em holo­ tidão (1Tm 4.35).
causto. Devemos considerar, ainda, que a obra de criação já ha­
via sido encerrada (2.2,3). Com seu sangue, nâo comereis
(9.4)
Tudo quanto se move, que é vivente, será para Testemunhas de Jeová. Com a intenção de proibir a
vosso mantimento transfusão de sangue, fazem uso indevido de diversos
(9.3) versículos especificamente destinados à orientação alimentar
do povo de Deus. Assim, citam o texto em estudo com a seguinte
cfh COMENTÁRIO APOLOGÉTICO: Na doutrina Hare Krish-
argumentação: "A transfusão de sangue é o mesmo que comer
U na, comer carne é abominável, uma vez que os animais são
sangue, porque se assemelha à alimentação intravenosa*.
criaturas vivas e Deus disse ‘ Não matarás’ . Todavia, citar as Es­
crituras para fundamentar esse ensino é inútil, visto que foi o pró­ g RESPOSTA APOLOGÉTICA: Não há dúvida de que esta
prio Deus quem deu os animais para alimento dos homens. Veja­ passagem trata da proibição do uso do sangue de animais
mos: o novilho era considerado amelhor de todas as carnes e, por como alimento, é uma situação bem diferente da que ocorre quan­
esse motivo, reservado para as ocasiões mais festivas (Lc 15.23). do alguém precisa de uma transfusão de sangue para sobreviver, jà
O cabrito, ou bode (Lc 15.29). Algumas aves eram consideradas que, estando todos nós enfermos pelo pecado, o Senhor Jesus Cris­
impuras para alimento (Dt 14.11-20), mas a perdiz, a codomiz, o to não negou derramar seu próprio sangue por nós - numa grande
ganso e o pombo podiam ser comidos. Os peixes, alimento pre­ “transfusão de sangue" (Hb9.11-28; 1Jo3.16). Jesus deu asuavida,
dileto na Palestina, eram pescados em grandes quantidades no ou seja, o seu sangue, por nós. Como sabemos, as mudanças dou­
mar da Galiléia e no rio Jordão. trinárias entre as Testemunhas de Jeová são comuns e cada umade-

16
GÊNESIS 9

’C ertam ente requererei o vosso sangue, o sangue lem brar da aliança eterna entre D eus e toda a alma
das vossas vidas; da m ão de todo o anim al o requere­ vivente de to d a a carne, que está sobre a terra.
rei; com o tam bém da m ão do hom em , e da m ão do I7E disse D eus a Noé: Este é o sinal da aliança que
irm ão de cada um requererei a vida do hom em . tenho estabelecido en tre m im e entre toda a carne,
6Q uem d erram ar o sangue do hom em , pelo h o ­ que está sobre a terra.
m em o seu sangue será derram ado; po rq u e Deus I8E os filhos de Noé, qu e da arca saíram , foram
fez o hom em conform e a sua imagem. Sem, Cão e Jafé; e Cão é o pai de Canaã.
7Mas vós frutificai e m ultiplicai-vos; povoai ab u n ­ 19Estes três foram os filhos de Noé; e destes se p o ­
dantem ente a terra, e m ultiplicai-vos nela. voou toda a terra.
BE falou Deus a Noé e a seus filhos com ele, dizendo:
9E eu, eis que estabeleço a m in h a aliança convosco N o é p la n ta u m a vinha
e com a vossa descendência depois de vós. 20E com eçou N oé a ser lavrador da terra, e plantou
I0E com toda a alm a vivente, que convosco está, de um a vinha.
aves, de gado, e de todo o anim al da terra convosco; 2'E bebeu do vinho, e em bebedou-se; e descobriu-
com todos que saíram da arca, até to d o o anim al se no m eio de sua tenda.
da terra. 22E viu Cão, o pai de Canaã, a nudez do seu pai, e
1 'E eu convosco estabeleço a m in h a aliança, que fê-lo saber a am bos seus irm ãos no lado de fora.
não será mais destruída toda a carne pelas águas do “ Então to m aram Sem e Jafé u m a capa, e puseram -
dilúvio, e que não haverá m ais dilúvio, para destruir na sobre am bos os seus om bros, e indo virados para
a terra. trás, cobriram a nudez do seu pai, e os seus rostos
1 -E disse Deus: Este é o sinal da aliança que ponho estavam virados, de m aneira que não viram a nudez
entre m im e vós, e entre toda a alm a vivente, que está do seu pai.
convosco, por gerações eternas. 24E despertou Noé do seu vinho, e soube o que seu
1 ’O m eu arco tenho posto nas nuvens; este será po r filho m en o r lhe fizera.
sinal da aliança entre m im e a terra. 2’E disse: M aldito seja Canaã; servo dos servos seja
14E acontecerá que, qu an d o eu trouxer nuvens aos seus irm ãos.
sobre a terra, aparecerá o arco nas nuvens. 26E disse: Bendito seja o S en h o r D eus de Sem; e
’’Então m e lem brarei da m in h a aliança, que está seja-lhe Canaã p o r servo.
entre m im e vós, e entre toda a alm a vivente de toda 27Alargue D eus a Jafé, e habite nas tendas de Sem;
a carne; e as águas não se tornarão m ais em dilúvio e seja-lhe Canaã p o r servo.
para destruir toda a carne. 28E viveu Noé, depois do dilúvio, trezentos e cin ­
I6E estará o arco nas nuvens, e eu o verei, para m e qüenta anos.

las (das doutrinas) é tratada como uma "nova luz" e o conjunto de Johanes Stoeffler. membro do corpo docente da Universidade de
mudanças é denominado "luz progressiva". No início, interpretavam Tübingen, na Alemanha, publicou, em 1499, um livro chamado Efe­
o texto em pauta oomo sendo uma proibição contra a vacinação. E mérides , no qual anunciava o fim do mundo para 20 de fevereiro de
agiram dessa forma durante muitos anos. Tal proibição foi abolida 1524, por meio de um grande dilúvio. Foi tão grande a crença no
na revista A sentinela de janeiro de 1952 (p. 15). Depois, quando vie­ desastre que o rio Reno ficou repleto de barcos e "arcas”. No Bra­
ram os transplantes de órgãos, ensinavam que tais procedimentos sil, os membros da seita Borboletas Azuis esperaram em vão um
poderiam ser comparado à prática do canibalismo, costume exis­ novo dilúvio. Muitas seitas se baseiam nas seguintes palavras de
tente entre os bárbaros. Posteriormente, compararam o transplan­ Jesus: “E, como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda
te de órgãos á transfusão de sangue, ensinando que tais práticas do Filho do homem. Porquanto, assim como. nos dias anteriores
eram condenadas pela Bíblia em Atos 15.20,28. Liberaram o trans­ ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento,
plante de órgãos, mas, ainda hoje, proíbem a transfusão de sangue até o dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, até que
(desde julho de 1945). veio o dilúvio, e os levou a todos, assim será também a vinda do Fi­
lho do homem" (Mt 24.37-39; Lc 17.26-27). Esses versículos apre­
Não haverá mais dilúvio sentam apenas a indiferença das pessoas antes da iminente des­
(9.11) truição. Ou seja, demonstram o quanto o cotidiano das pessoas
não foi alterado: estavam como que anestesiadas espiritualmente,
COMENTÁRIO APOLOGÉTICO: Aindaque Deus tenha de­ a ponto de não perceberem a vinda da repentina destruição. Assim
t clarado explicitamente que não destruiria mais o mundo com
águas, tem aparecido, de tempos em tempos, pessoas que acre­
também será com a vinda de Jesus: o cotidiano das pessoas es­
tará em total normalidade quando serão surpreendidas com a vin­
ditam que o mundo acabará com as águas de um novo dilúvio. da do Filho do homem.

17
GÊNESIS 9,10,11

29E foram todos os dias de N oé novecentos e cin­ 2,)Estes são os filhos de Cão segundo as suas fam í­
qüenta anos, e m orreu. lias, segundo as suas línguas, em suas terras, em suas
nações.
O s descendentes de N oé 2IE a Sem nasceram filhos, e ele é o pai de todos os
ESTAS, pois, são as gerações dos filhos filhos de Éber, o irm ão m ais velho de Jafé.
de Noé: Sem, Cão e Jafé; e nasceram -lhes 2iOs filhos de Sem são: Elão, Assur, Arfaxade, Lude
filhos depois do dilúvio. e Arã.
2O s filhos de Jafé são: G om er, M agogue, M adai, 2,E os filhos de A rã são: Uz, H ul, G eter e Más.
Javã, Tubal, M eseque e Tiras. 24E Arfaxade gerou a Selá; e Selá gerou a Éber.
3E os filhos de G om er são: A squenaz, Rifate e 25E a Éber nasceram dois filhos: o no m e de um fo i
Togarma. Pelegue, p o rq u an to em seus dias se rep artiu a terra,
4E os filhos de Javã são: Elisá, Társis, Q u itim e e o nom e do seu irm ão foi Joctã.
D odanim . 26E Joctã gerou a A lm odá, a Selefe, a H azarm avé,
5Por estes foram repartidas as ilhas dos gentios nas a Jerá,
suas terras, cada qual segundo a sua língua, segundo 27A H adorão, a Usai, a Dicla,
as suas famílias, entre as suas nações. 2SA O bal, a Abimael, a Sebá,
6E os filhos de Cão são: Cuxe, M izraim , P ute e 29A Ofir, a H avilá e a Jobabe; to d o s estes foram
Canaã. filhos de Joctã.
7E os filhos de Cuxe são: Sebá, Havilá, Sabtá, Raamá
,0E foi a sua habitação desde Messa, indo p ara
e Sabtecá; e os filhos de Raamá: Sebá e Dedã.
Sefar, m o n tan h a do oriente.
“E Cuxe gerou a N inrode; este com eçou a ser pode­
3'Estes são os filhos de Sem segundo as suas fam í­
roso na terra.
lias, segundo as suas línguas, nas suas terras, segun­
9E este foi poderoso caçador diante da face do
do as suas nações.
Se n h o r ; p o r isso se diz: C om o N inrode, poderoso
“ Estas são as famílias dos filhos de N oé segundo as
caçador diante do Senho r .
suas gerações, nas suas nações; e destes foram divi­
I0E o p rincípio do seu reino foi Babel, Ereque,
didas as nações na terra depois do dilúvio.
Acade e Calné, na terra de Sinar.
"D esta m esm a te rra saiu à Assíria e edificou a
Toda a terra c o m unta m esm a língua
Nínive, Reobote-Ir, Calá,
1 E ERA toda a terra de um a m esm a língua e
l2E Resen, entre N ínive e Calá (esta é a grande
cidade).
I3E M izraim gerou a Ludim, a A nam im , a Leabim,
1 X de u m a m esm a fala.
2E aconteceu que, p artindo eles do oriente, acha­
a Naftuim , ram um vale n a terra de Sinar; e hab itaram ali.
14A P atrusim e a Casluim (donde saíram os filis­ 3E disseram uns aos outros: Eia, façam os tijolos e
teus) e a Caftorim . queim em o-los bem . E foi-lhes o tijolo p o r pedra, e
I5E C anaã gerou a Sidom , seu prim ogênito, e a o betum e p o r cal.
Hete; 4E disseram : Eia, edifiquem os nós um a cidade e
,f‘E ao jebuseu, ao am orreu, ao girgaseu, um a to rre cujo cum e toque nos céus, e façam o-nos
l7E ao heveu, ao arqueu, ao sineu, um nom e, para que não sejam os espalhados sobre a
l8E ao arvadeu, ao zem areu, e ao ham ateu, e depois face de toda a terra.
se espalha-ram as famílias dos cananeus. 5E ntão desceu o S e nho r para ver a cidade e a torre
I9E foi o term o dos cananeus desde Sidom , indo que os filhos dos hom ens edificavam;
para Gerar, até Gaza; indo para Sodom a e G o-m or- 6E o Se n h o r disse: Eis que o povo é um , e todos têm
ra, Admá e Zeboim , até Lasa. um a m esm a língua; e isto é o que com eçam a fazer;

Então desceu o SENHOR para ver a cidade


_ » RESPOSTA APOLOGÉTICA: 0 emprego de recurso an-
(11.5,7)
tropomórfico neste texto não desmerece o Deus Todo-
e p Ceticismo. Emprega o texto em estudo para afirmar o se- Poderoso nem lhe seqüestra a onipotência. O episódio em lide
® guinte: se Deus realmente possuísse atributos sobrenatu­ é análogo aos observados nas referências 3.9 e 4.9. Ou seja.
rais, não necessitaria “descer" para ver a obra dos homens. constata-se uma aproximação de Deus — desceu, desçamos

18
GÊNESIS 11,12

e agora, não haverá restrição para tu d o o que eles 2IE viveu Reú, depois que gerou a Serugue, duzen­
intentarem fazer. tos e sete anos, e gerou filhos e filhas.
22E viveu Serugue trin ta anos, e gerou a Naor.
A confusão das línguas 23E viveu Serugue, depois que gerou a Naor, duzen­
7Eia, desçam os e confundam os ali a sua língua, tos anos, e gerou filhos e filhas.
para que não entenda um a língua do outro. 24E viveu N aor vinte e nove anos, e gerou a Terá.
8Assim o S enhor os espalhou dali sobre a face de 25E viveu Naor, depois que gerou a Terá, cento e
toda a terra; e cessaram de edificar a cidade. dezenove anos, e gerou filhos e filhas.
9Por isso se cham ou o seu nom e Babel, porquanto 26E viveu Terá setenta anos, e gerou a Abrão, a Naor,
ali confundiu o S enhor a língua de toda a terra, e dali e a Harã.
os espalhou o S enhor sobre a face de toda a terra. 27E estas são as gerações de Terá: Terá gerou a
I“Estas são as gerações de Sem: Sem era da idade Abrão, a Naor, e a Harã; e H arã gerou a Ló.
de cem anos e gerou a Arfaxade, dois anos depois 28E m orreu H arã estando seu pai Terá ainda vivo,
do dilúvio. na terra do seu nascim ento, em Ur dos caldeus.
29E to m aram A brão e N aor m ulheres para si: o
II E viveu Sem, depois que gerou a Arfaxade, q ui­
nom e da m u lh er de A brão era Sarai, e o nom e da
nhentos anos, e gerou filhos e filhas.
m ulher de N aor era Milca, filha de H arã, pai de
I2E viveu Arfaxade trin ta e cinco anos, e gerou a
Milca e pai de Iscá.
Selá.
30E Sarai foi estéril, não tin h a filhos.
13E viveu Arfaxade depois que gerou a Selá, q u atro­
J1E to m o u Terá a A brão seu filho, e a Ló, filho de
centos e três anos, e gerou filhos e filhas.
Harã, filho de seu filho, e a Sarai sua nora, m ulher
I4E viveu Selá trin ta anos, e gerou a Éber;
de seu filho Abrão, e saiu com eles de Ur dos cal­
15E viveu Selá, depois que gerou a Éber, quatrocen­ deus, para ir à terra de Canaã; e vieram até H arã, e
tos e três anos, e gerou filhos e filhas. habitaram ali.
I6E viveu Éber trin ta e q u atro anos, e gerou a 32E foram os dias de Terá duzentos e cinco anos, e
Pelegue. m orreu Terá em Harã.
17E viveu Éber, depois que gerou a Pelegue, q u atro ­
centos e trin ta anos, e gerou filhos e filhas. D eus ch a m a A brão e lh e fa z promessas
I8E viveu Pelegue trin ta anos, e gerou a Reú. 1 ^ ORA, o S enhor disse a Abrão: Sai-te da tua
I9E viveu Pelegue, depois que gerou a Reú, duzen­ A tm i terra, da tua parentela e da casa de teu pai,
tos e nove anos, e gerou filhos e filhas. para a terra que eu te m ostrarei.
20E viveu Reú trin ta e dois anos, e gerou a 2E far-te-ei um a grande nação, e abençoar-te-ei e
Serugue. engrandecerei o teu nom e; e tu serás u m a bênção.

— em relação ao homem com o intuito de submeter a seu crivo reza: o Pai (2Pe 1.17), o Filho (Jo 1.1; 20.28; 1Jo 5.20) e o Espí­
os pensamentos e as atitudes humanas. Neste sentido, o con­ rito Santo (At 5.3,4).
troverso deismo (V. notas sobre o assunto) encontra seu cal- As Escrituras atribuem a Jesus acriação de todas as coisas, por­
canhar-de-aquiles, visto que o texto retrata o intenso interes­ que “sem ele nada do que foi feito se fez“ (Jo 1.3). Em Jeremias
se divino pela criação maior. Antes, não se satisfazendo com 10.11, lemos: “Os deuses que não fizeram os céus e a terra desa­
os propósitos inúteis e prejudiciais que a humanidade execu­ parecerão da terra e de debaixo deste céu’ . Atribuir a Jesus divin­
ta contra si mesma, participa, frustrando os planos que proce­ dade secundária é politeísmo. Conferir Isaias 43.10, que diz: “ ...
dem da concupiscência e soberba humanas, como no caso antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum
das torres de Babel. haverá“ . Além disso, os reis e governadores não usavam a plura­
lidade quando falavam com o povo ou elaboravam seus decre­
Desçamos e confundamos ali a sua língua tos. Por exemplo: “Assim diz Ciro, rei da Pérsia" (Ed 1.2). E: “Esta
(11.7) é. pois, a cópia da carta que o rei Artaxerxes deu ao sacerdote Es-
dras, o escriba das palavras dos mandamentos do S e n h o r , e dos
COMENTÁRIO APOLOGÉTICO: Os verbos desçamos e
t confundamos indicam pluralidade de pessoas na unidade
da natureza divina. A doutrina cristã da Trindade é biblicamente
seus estatutos sobre Israel: Artaxerxes, rei dos reis, ao sacerdote
Esdras, escriba da lei do Deus do céu; paz perfeita [...] Por mim
se decreta que no meu reino..." (Ed 7.11 -13). Vemos, nessas pas­
explicada pelos seguintes fundamentos: a.) Hé um só Deus (Dt sagens, que os reis empregaram tanto a 3* pessoa do singular:
6.4; Is 43.10; 45.5,6); b.) Esse único Deus é uma pluralidade de “Assim diz Ciro" (e não “dizem" ou “dizemos") quanto a 1* pes­
pessoas (Gn 1.26; 3.22. Comparar Is 6.1-8 com Jo 12.37-41; At soa do singular: “Por mim se decreta" (e não “por nós" se decre­
28.25); c.) Há três pessoas chamadas Deus e eternas por natu- ta ou “decretamos").

19
GÊNESIS 12,13

3E abençoarei os que te abençoarem , e am aldiço­ diante de Faraó; e foi a m ulher tom ada para a casa
arei os que te am aldiçoarem ; e em ti serão benditas de Faraó.
todas as famílias da terra. I6E fez bem a A brão p o r am o r dela; e ele teve ove­
4 Assim partiu Abrão com o o Se n h o r lhe tinha dito, lhas, vacas, ju m en to s, servos e servas, ju m en tas e
e foi Ló com ele; e era Abrão da idade de setenta e camelos.
cinco anos quando saiu de Harã. l7Feriu, p o rém , o Se n h o r a Faraó e a sua casa,
’E to m o u Abrão a Sarai, sua m ulher, e a Ló, filho com grandes pragas, p o r causa de Sarai, m ulher de
de seu irm ão, e todos os bens que haviam adquirido, Abrão.
e as alm as que lhe acresceram em H arã; e saíram '"Então cham ou Faraó a Abrão, e disse: Q ue é isto
p ara irem à terra de Canaã; e chegaram à terra de que m e fizeste? Por que não m e disseste que ela era
Canaã. tua mulher?
6E passou A brão p o r aquela terra até ao lugar de ‘‘’Por que disseste: É m inha irmã? Por isso a tom ei
Siquém , até ao carvalho de M oré; e estavam então por m inha m ulher; agora, pois, eis aqui tu a m ulher;
os cananeus na terra. tom a-a e vai-te.
7E apareceu o Se n h o r a Abrão, e disse: À tua des­ 2UE Faraó deu ordens aos seus hom ens a respeito
cendência darei esta terra. E edificou ali um altar ao dele; e acom panharam -no, a ele, e a sua m ulher, e a
Se n h o r , que lhe aparecera. tu d o o que tinha.
8E m oveu-se dali para a m ontanha do lado oriental
de Betei, e arm o u a sua tenda, tendo Betei ao ociden­ A brão volta do Egito
te, e Ai ao oriente; e edificou ali um altar ao Se nho r , 1 SUBIU, pois, A brão do Egito para o lado
e invocou o nom e do S enhor . X J do sul, ele e sua m ulher, e tu d o o que tinha,
9D epois cam in h o u A brão dali, seguindo ainda e com ele Ló.
para o lado do sul. 2E era Abrão m u ito rico em gado, em p rata e em
ouro.
Abrão desce ao Egito 'E fez as suas jornadas do sul até Betei, até ao lugar
l()E havia fom e naquela terra; e desceu A brão ao on d e a p rin cíp io estivera a sua tenda, en tre Betei
Egito, para p eregrinar ali, p o rq u an to a fom e era eAi;
grande na terra. 4Até ao lugar do altar que o u tro ra ali tinha feito; e
" E aconteceu que, chegando ele para e n tra r no Abrão invocou ali o nom e do Senho r .
Egito, disse a Sarai, sua m ulher: O ra, bem sei que és 5E tam bém Ló, que ia com Abrão, tin h a rebanhos,
m ulher form osa à vista; gado e tendas.
l2E será que, qu an d o os egípcios te virem , dirão: ‘’E não tin h a capacidade a terra para poderem h a­
Esta é sua m ulher. E m atar-m e-ão a m im , e a ti te b itar juntos; p o rq u e os seus bens eram m uitos; de
guardarão em vida. m aneira que não podiam habitar juntos.
l5Dize, peço-te, que és m inha irm ã, para que m e
vá bem p o r tua causa, e que viva a m inha alm a por Abrão e L ó separam -se
am o r de ti. 7E houve contenda en tre os pastores do gado de
14E aconteceu que, entrando Abrão n o Egito, viram A brão e os pastores do gado de Ló; e os cananeus e
os egípcios a m ulher, que era m ui form osa. os perizeus habitavam então na terra.
I5E viram -na os príncipes de Faraó, e gabaram -na 8E disse Abrão a Ló: O ra, não haja contenda entre

E disse Abrão a Ló [...] porque somos Irmãos tuguês, o que não acontece com o idioma grego, rico em pala­
(13.8) vras e do qual as línguas latinas herdaram 23% do vocábulário. O
grego possui expressões especificas para a palavra: “irmão* (do
Catolicismo Romano. Aplica este texto como alicerce para
mesmo sangue, consanguíneo): ade/tos; “primo" (“parente"):
o dogma da virgindade perpétua de Maria. E afirma o se­
anèpsiós; e "parentes” : syngenés. Não há como mascarar esta
guinte: se Abraão era tio de Ló e não irmão, como ele o trata, no
realidade, visto que Isabel, prima de Maria, é tratada pelo subs­
idioma hebraico, tal pode ser feito, no grego, em relação aos ir­
tantivo grego syngenés (Lc 1.36). Colossenses 4.10 mostra Mar­
mãos de Jesus.
cos, sobrinho de Barnabé, sendo chamado de anépsiós, e João
RESPOSTA APOLOGÉTICA: A comparação feita pela 18.26 discrimina o parente (syngenés) de Malco. Em todo o Novo
Igreja católica é descabida, visto que o idioma hebraico é Testamento grego a palavraac/e/fos (irmão) jamais é aplicada para
pobre em palavras, precisando, às vezes, de adaptações no por­ designar parentes de qualquer grau.

20
GÊNESIS 13,14
m im e ti, e entre os m eus pastores e os teus pastores, reis que estavam com ele, e feriram aos refains em
p orque somos irmãos. A sterote-Carnaim , e aos zuzins em Hã, e aos em ins
‘'N ão está toda a terra diante de ti? Eia, pois, aparta- em Savé-Q uiriataim ,
te de mim; e se escolheres a esquerda, irei para a direi­ 6E aos horeus n o seu m o n te Seir, até El-Parã que
ta; e se a direita escolheres, eu irei para a esquerda. está ju n to ao deserto.
1(,E levantou Ló os seus olhos, e viu toda a cam pina 7D epois to rn aram e vieram a En-M ispate (que
do Jordão, que era toda bem regada, antes do Se nho r é Cades), e feriram to d a a terra dos am alequi-
ter destruído Sodom a e G om orra, e era com o o ja r­ tas, e tam bém aos am o rreu s, que habitavam em
dim do Se n h o r , com o a terra do Egito, qu an d o se Hazazom-Tamar.
entra em Zoar. "Então saiu o rei de Sodom a, e o rei de G om orra,
"E n tã o Ló escolheu para si toda a cam pina do e o rei de Admá, e o rei de Zeboim , e o rei de Belá
Jordão, e partiu Ló para o oriente, e apartaram -se (esta é Z oar), e o rd en aram batalha co n tra eles no
u m do outro. vale de Sidim,
I2H abitou Abrão na terra de C anaã e Ló habitou 9C o n tra Q uedorlaom er, rei de Elão, e Tidal, rei
nas cidades da cam pina, e arm o u as suas tendas até de G oim , e A nrafel, rei de Sinar, e A rioque, rei de
Sodoma. Elasar; quatro reis contra cinco.
13O ra,eram m aus os hom ens de Sodom a, e grandes I0E o vale de Sidim estava cheio de poços de b e­
pecadores contra o Senhor . tum e; e fugiram os reis de Sodom a e de G om orra,
I4E disse o Se n h o r a Abrão, depois que Ló se apar­ e caíram ali; e os restantes fugiram para um m onte.
tou dele: Levanta agora os teus olhos, e olha desde o " E to m aram to d o s os bens de Sodom a, e de
lugar onde estás, para o lado do norte, e do sul, e do G om orra, e todo o seu m an tim en to e foram-se.
oriente, e do ocidente;
‘^Porque toda esta terra que vês, te hei de dar a ti, e Ló é levado cativo
à tua descendência, para sem pre. l2Também tom aram a Ló, que habitava em Sodoma,
I6E farei a tua descendência com o o pó da terra; de filho do irm ão de Abrão, e os seus bens, e foram-se.
m aneira que se alguém p u der contar o pó da terra, l3E ntão veio um , qu e escapara, e o co n to u a
tam bém a tua descendência será contada. Abrão, o hebreu; ele habitava ju n to dos carvalhais
l7Levanta-te, percorre essa terra, no seu com p ri­ de M anre, o am o rreu , irm ão de Escol, e irm ão de
m en to e na sua largura; porque a ti a darei. Aner; eles eram confederados de Abrão.
I#E Abrão m udou as suas tendas, e foi, e habitou 1''O uvindo, pois, A brão q ue o seu irm ão estava
nos carvalhais de M anre, que estão ju n to a H ebrom ; preso, arm o u os seus criados, nascidos em sua casa,
e edificou ali um altar ao Senho r . trezentos e dezoito, e os perseguiu até Dã.
I5E dividiu-se co n tra eles de noite, ele e os seus
G uerra de quatro reis contra cinco criados, e os feriu, e os perseguiu até H obá, que fica
E ACONTECEU nos dias de A nrafel, rei à esquerda de Damasco.
M de Sinar, A rioque, rei de Elasar, Q uedor-
laomer, rei de Elão, e Tidal, rei de G oim ,
I6E to rn o u a trazer to d o s os seus bens, e to rn o u
a trazer tam bém a Ló, seu irm ão, e os seus bens, e
aQ ue estes fizeram guerra a Bera, rei de Sodoma, tam bém as m ulheres, e o povo.
a Birsa, rei de G om orra, a Sinabe, rei de Admá, e a 17E o rei de Sodoma saiu-lhe ao encontro (depois que
Semeber, rei de Zeboim, e ao rei de Belá (esta é Zoar). voltou de ferir a Q uedorlaom er e aos reis que estavam
3Todos estes se ajuntaram no vale de Sidim (que é com ele) até ao Vale de Savé, que é o vale do rei.
o M ar Salgado).
■•Doze anos haviam servido a Q uedorlaom er, mas M elq u ised eq u e abençoa Abrão
ao décim o terceiro ano rebelaram -se. l8E M elquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vi­
5E ao décim o q uarto ano veio Q uedorlaom er, e os nho; e era este sacerdote do D eus Altíssimo.

Melquisedeque [... J era este sacerdote do Deu. Altíssimo « = S fíES™ f™ APOLOGÉTICA: A Bíblia declara que o sacerdó-
(14 im cto de Melquisedeque se cumpnu na pessoa do Senhor Je­
sus, e que esse sacerdócio nâo tem sucessor, é Intransferível. Não
. Mormonlamo. Alegapossuirosacerdócio de Melquisedeqiie, existe evidência bíblica de que Jesus tenha passado o sacerdócio
H k considerado o maior, para executar os trabalhos sagrados. de Melquisedeque para outra pessoa. De fato, Hebreus 7.23 de-

21
GÊNESIS 14,15,16
,9E abençoou-o, e disse: Bendito seja A brão pelo um a cabra de três anos, e u m carneiro de três anos,
Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra; um a rola e um pom binho.
iuE b en d ito seja o D eus Altíssimo, que entregou 10E trouxe-lhe todos estes, e p artiu -o s pelo meio, e
os teus inim igos nas tuas mãos. E Abrão deu-lhe o pôs cada parte deles em frente da outra; m as as aves
dízim o de tudo. não partiu.
21E o rei de Sodom a disse a Abrão: D á-m e a m im as " E as aves desciam sobre os cadáveres; Abrão,
pessoas, e os bens tom a para ti. porém , as enxotava.
22Abrão, p orém , disse ao rei de Sodom a: Levantei ,2E pondo-se o sol, u m profu n d o sono caiu sobre
m in h a m ão ao S e n h o r, o D eus Altíssim o, o Pos­ Abrão; e eis que grande espanto e grande escuridão
suidor dos céus e da terra, caiu sobre ele.
23Jurando que desde um fio até à correia de um sa­ 1’Então disse a Abrão: Saibas, de certo, qu e p ere­
grina será a tua descendência em terra alheia, e será
pato, não tomarei coisa algum a de tu d o o que é teu;
reduzida à escravidão, e será afligida p o r q u a tro ­
para que não digas: Eu enriqueci a Abrão;
centos anos,
“ Salvo tão-som ente o que os jovens com eram , e a
14Mas tam bém eu julgarei a nação, à qual ela tem de
p arte que toca aos hom ens que com igo foram , Aner,
servir, e depois sairá com grande riqueza.
Escol e M anre; estes que tom em a sua parte.
I5E tu irás a teus pais em paz; em bo a velhice serás
sepultado.
D eus a n im a Abrão e p rom ete-lhe u m filh o
16E a quarta geração tornará para cá; porque a m edi­
DEPOIS destas coisas veio a palavra do
da da injustiça dos am orreus não está ainda cheia.
S e n h o r a Abrão em visão, dizendo: N ão te­
mas, Abrão, eu sou o teu escudo, o teu grandíssim o
D eus fa z tuna aliança co m A brão
galardão.
,7E sucedeu que, posto o sol, houve escuridão, e
■’Então disse Abrão: Senhor D eus, que m e hás de dar,
eis um forno de fum aça, e u m a to ch a de fogo, que
pois ando sem filhos, e o m ordom o da m inha casa é o passou p o r aquelas m etades.
dam asceno Eliézer? '"N aquele m esm o dia fez o S e n h o r u m a aliança
3Disse m ais Abrão: Eis que não m e tens dado com Abrão, dizendo: À tu a descendência tenho
filhos, e eis que um nascido na m in h a casa será o dado esta terra, desde o rio do Egito até ao grande
m eu herdeiro. rio Eufrates;
4E eis que veio a palavra do S e n h o r a ele dizendo: ,9E o queneu, e o quenezeu, e o cadm oneu,
Este não será o teu herdeiro; m as aquele que de tuas 2UE o heteu, e o perizeu, e os refains,
en tran h as sair, este será o teu herdeiro. 21E o am orreu, e o cananeu, e o girgaseu, e o jebuseu.
’E ntão o levou fora, e disse: O lha agora para os
céus, e conta as estrelas, se as podes contar. E disse- A g a r é dada por m u lh e r a Abrão
lhe: Assim será a tua descendência. ORA Sarai, m u lh er de Abrão, não lhe dava
'’E creu ele no S e n h o r, e im putou-lhe isto por justiça. filhos, e ele tin h a u m a serva egípcia, cujo
7Disse-lhe mais: Eu sou o S e n h o r, que te tirei de Ur nom e era Agar.
dos caldeus, para dar-te a ti esta terra, para herdá-la. 2E disse Sarai a Abrão: Eis que o S e n h o r m e tem im pe­
8E d isse ele: S e n h o r D eus , c o m o sa b e re i q u e h e i d e dido de dar à luz; toma, pois, a m inha serva; porventu­
h e rd á -la ? ra terei filhos dela. E ouviu Abrão a voz de Sarai.
9E disse-lhe: Tom a-m e um a bezerra de três anos, e 3 Assim to m o u Sarai, m u lh er de Abrão, a Ag

clara que os judeus tiveram uma sucessão de sacerdotes, devi­ Tomou Sarai, mulher de Abrão, a Agar egfpcla,
do à morte de cada um deles. Entretanto, o versículo 24 decla­ sua serva, e deu-a por mulher
ra quanto a Jesus: "Mas este, porque permanece eternamente, (16.3)
tem um sacerdócio perpétuo*. Esta é a razão pela qual não pre­
cisamos de sacerdotes da ordem de Melquisedeque. Jesus Cris­ "v Mormonlsmo. Aceitou, durante muitos anos, a poligamia,
to é o único sacerdote de que necessitamos. Sendo sacerdo­ » alegando que Joseph Smith havia recebido uma revelação
te eterno, da ordem de Melquisedeque, "pode também salvar do Senhor de que o casamento polígamo era a vontade de Deus
perfeitamente os que por ele se chegam a Deus. vivendo sempre para os seus seguidores. Hoje, admite esse tipo de união como
para interceder por eles’ (v. 25). plano divino para o homem glorificado.

22
GÊNESIS 16,17

egípcia, sua serva, e deu-a po r m ulher a Abrão seu MPor isso se cham a aquele poço de Beer-Laai-Rói;
m arido, ao fim de dez anos que Abrão habitara na eis que está entre Cades e Berede.
terra de Canaã. 1 ’E Agar deu à luz um filho a Abrão; e Abrão cha­
4E ele possuiu a Agar, e ela concebeu; e vendo ela m o u o n o m e do seu filho que Agar tivera, Ismael.
que concebera, foi sua senhora desprezada aos seus I6E era Abrão da idade de oiten ta e seis anos, q u an ­
olhos. do Agar d eu à luz Ismael.
’Então disse Sarai a Abrão: M eu agravo seja sobre
ti; m inha serva pus eu em teu regaço; vendo ela ago­ D eus m u d a o n o m e d e Abrão
ra que concebeu, sou m enosprezada aos seus olhos; 1 ^ SENDO, pois, A brão da idade de noventa
o S enhor julgue entre m im e ti. A / e nove anos, apareceu o S en h or a Abrão, e
6E disse A brão a Sarai: Eis que tua serva está na tua disse-lhe: Eu sou o D eus Todo-Poderoso, anda em
mão; faze-lhe o que bom é aos teus olhos. E afligiu-a m inha presença e sê perfeito.
Sarai, e ela fugiu de sua face. 2E porei a m in h a aliança en tre m im e ti, e te m ulti­
7E o anjo do S f.n ho r a achou ju n to a um a fonte de plicarei grandissim am ente.
água no deserto, ju n to à fonte n o cam inho de Sur. JEntão caiu Abrão sobre o seu rosto, e falou Deus
8E disse: Agar, serva de Sarai, d onde vens, e para com ele, dizendo:
onde vais? E ela disse: Venho fugida da face de Sarai 4Q uan to a m im , eis a m in h a aliança contigo: serás
m inha senhora. o pai de m uitas nações;
9Então lhe disse o anjo do S en h o r : T orna-te para 5E não se cham ará m ais o teu n o m e Abrão, m as
tu a senhora, e hum ilha-te debaixo de suas mãos. A braão será o teu nom e; p orque p o r pai de m ui-tas
10Disse-lhe m ais o anjo do S en h o r : M ultiplicarei nações te ten h o posto;
sob rem a-neira a tua descendência, que não será 6E te farei frutificar grandissim am ente, e de ti farei
contada, po r num erosa que será. nações, e reis sairão de ti;
"D isse-lhe tam bém o anjo do S e n h o r : Eis que 7E estabelecerei a m in h a aliança en tre m im e ti e a
concebeste, e darás à luz u m filho, e cham arás o tua descendência depois de ti em suas gerações, por
seu nom e Ismael; p o rquanto o S en h or ouviu a tua aliança p erpétua, para te ser a ti p o r D eus, e à tu a
aflição. descendência depois de ti.
I2E ele será hom em feroz, e a sua m ão será contra 8E te darei a ti e à tua descendência depois de ti, a
todos, e a m ão de todos contra ele; e habitará diante terra de tuas peregrinações, to d a a te rra de Canaã
da face de todos os seus irm ãos. em perpétua possessão e ser-lhes-ei o seu Deus.
13E ela cham ou o nom e do S enhor , que com ela fa­ "'Disse m ais D eus a Abraão: Tu, porém , guardarás
lava: Tu és Deus que m e vê; porque disse: N ão olhei a m inha aliança, tu, e a tu a descendência depois de
eu tam bém para aquele que m e vê? ti, nas suas gerações.

& Islamismo. Cita o texto em estudo para apoiar a prática e Salomão, apesar de poligamos, foram abençoados por causa
da poligamia. da graça de Deus. Aliás, a Bíblia registra o alto preço da poliga­
mia de Salomão (1 Rs 11.4).
RESPOSTA APOLOGÉTICA: A poligamia, união de um ho­
Em Mateus 19.4-6 e Marcos 10.6-9, Jesus cita o relato da cria­
mem com várias mulheres, nâo deve ser confundida com o ção da mulher e a Instituição do matrimónio (2.22-25) como fun­
adultério, que Implica cobiça e/ou relacionamento sexual com a damentos para o casamento monogámico. Conforme as pala­
mulher do próximo. A Escritura registra alguns casos de poligamia, vras de Jesus, em Marcos 7.7-9, as tradições humanas não po­
inclusive de homens abençoados por Oeus, como patriarcas e reis dem invalidar o mandamento de Deus. A monogamia funda-
de Israel. O relato da poligamia no Antigo Testamento tem sido usa­ menta-se no mandamento de Deus. Já a poligamia, nas tradi­
do pelos defensores dessa prática. Algumas vezes, sua origem era ções humanas.
a Infertilidade das esposas, como no caso de Abraão e Jacó (6.1-4; Os relatos bíblicos de poligamia descrevem costumes ou tradi­
30.1-5). Em outras, era as alianças políticas com reis estrangeiros, ções de origem humana. 0 casamento monogámico tem sua raiz
seladas com casamentos, como no caso de Salomão (1 Rs 11.1). no mandamento de Deus; ou seja, na vontade revelada do Cria­
Questiona-se a bênção divina sobre as pessoas que viviam de dor, que, depois de ter criado o homem, deu-lhe "uma mulher e
modo diverso do que Deus ordenou. Deus. porém, abençoa as disse já não serão dois, mas uma só carne" (2.22-24; Mc 10.8).
pessoas não pelo fato de elas estarem aquém de seu ideal, mas a Não é boa prática cristã transformar em mandamentos os exem­
despeito disso. Muitos homens não deixaram de ser abençoados plos registrados na Bíblia para nosso ensino e admoestação (Rm
porterem adquirido outras esposas, mas por outros motivos. Davi 15.4,1Co 10.11 ;2Tm 3.16. V.tb. 1Rs11.3).

23
GÊNESIS 17,18

1 °Esta é a m inha aliança, que guardareis entre m im aqui o tenho abençoado, e fá-lo-ei frutificar, e fá-
e vós, e a tua descendência depois de ti: Q ue todo o lo-ei m ultiplicar grandissim am ente; doze príncipes
hom em entre vós será circuncidado. gerará, e dele farei u m a grande nação.
11E circuncidareis a carne do vosso prepúcio; e isto 2IA m in h a aliança, p o rém , estabelecerei com
será p o r sinal da aliança entre m im e vós. Isaque, o qual Sara d ará à luz neste tem p o d e­
120 filho de oito dias, pois, será circuncidado, todo term inado, no ano seguinte.
o ho m em nas vossas gerações; o nascido na casa, e o 22Ao acabar de falar com Abraão, su b iu D eus de
com prado p o r dinheiro a qualquer estrangeiro, que diante dele.
não fo r da tu a descendência.
' ’C om efeito será circuncidado o nascido em tua A in stitu içã o da circuncisão
casa, e o com prado po r teu dinheiro; e estará a m i­ 2íEntão to m o u A braão a seu filho Ismael, e a todos
nh a aliança na vossa carne por aliança perpétua. os nascidos na sua casa, e a todos os com prados
I4E o hom em incircunciso, cuja carne do prepúcio p o r seu dinheiro, to d o o ho m em en tre os da casa
não estiver circuncidada, aquela alm a será extirpa­ de Abraão; e circuncidou a carne do seu prepúcio,
da do seu povo; quebrou a m inha aliança. naquele m esm o dia, com o Deus falara com ele.
24E era Abraão da idade de noventa e nove anos,
D eus m u d a o n o m e de Sarai quando lhe foi circuncidada a carne do seu prepúcio.
1’Disse D eus m ais a A braão: A Sarai tua m ulher 2’E Ismael, seu filho, era da idade de treze anos, quan­
não cham arás mais pelo no m e de Sarai, m as Sara do lhe foi circuncidada a carne do seu prepúcio.
será o seu nom e. 26Naquele m esm o dia foram circuncidados Abraão
l6Porque eu a hei de abençoar, e te darei dela um e Ism ael seu filho,
filho; e a abençoarei, e será mãe das nações; reis de 27E todos os h o m en s da sua casa, os nascidos em
povos sairão dela. casa, e os com prados p o r dinheiro ao estrangeiro,
l7Então caiu A braão sobre o seu rosto, e riu-se, e foram circuncidados com ele.
disse no seu coração: A um h o m em de cem anos
há de nascer um filho? E dará à luz Sara da idade de A p a recerem três h o m en s Abraão
noventa anos? DEPOIS apareceu-lhe o Se n h o r nos car­
I8E disse A braão a Deus: Q uem dera que viva valhais de M anre, estando ele assentado à
Ismael diante de teu rosto! po rta da tenda, no calor do dia.
I9E disse Deus: Na verdade, Sara, tu a m ulher, te 2E levantou os seus olhos, e olhou, e eis três hom ens
dará um filho, e cham arás o seu nom e Isaque, e com em pé ju n to a ele. E vendo-os, correu da p o rta da
ele estabelecerei a m inha aliança, por aliança perpé­ tenda ao seu encontro e inclinou-se à terra,
tua para a sua descendência depois dele. 3E disse: M eu Senhor, se agora tenho achado graça
20E quanto a Ismael, também te tenho ouvido; eis aos teus olhos, rogo-te que não passes de teu servo.

Apareceu-lhe o SENHOR [...] e eis três homens fa n jo s”. em 19.1) que foram encontrar-se com Ló quanto para
(18.1-33) o que permaneceu com Abraão (18.17; 19.28). Assim, segundo
a própria TNM, o varão que permaneceu com Abraão era Jeová
COMENTÁRIO APOLOGÉTICO: Deus se apresentou a
t Abraão em três pessoas (varões, isto é, homens). A versão
de Almeida Corrigida e Revisada Fiel traduz as palavras Yáhweh
(18.22,33), e os dois varões que foram até Ló também eram Jeo­
vá (19.1,18). Além disso, aterceira pessoa do plural é empregada
no versículo 9 (“disseram") e, logo a seguir, o sujeito é o SENHOR
(v, 1,13,14,17,19,20,22,26,33) e Adonai (v. 3,27,30,31,32). ambas
(ou, como traduz a TNM, Jeová), na terceira pessoa do singular.
no hebraico, por SENHOR e Senhor, respectivamente.
Embora não se possa provar a doutrina da Trindade somente a
A Tradução do Novo Mundo das Testemunhas de Jeová usa,
partir desta passagem, ela demonstra a possibilidade da plurali­
tanto para o primeiro como para o segundo termo hebraico, o
dade na divindade, ou seja, a manifestação de Deus (teofania) em
nome Jeová (formado pelas consoantes de Yahweh e as vo­
uma unidade composta.
gais de Adonai, a partir do costume judeu de pronunciar, ao
ler a Bíblia, o termo Adonai em lugar de Yahweh). A título de
Inclinou-se à terra
comparação, leiam os versículos 1 e 3 nas seguintes versões:
(18.2)
“Apareceu-lhe o SENHOR“ (na ACF); "Jeová apareceu-lhe” (na
TNM); “ E disse: Meu Senhor" (na ACF); e “ Disse então: Jeo­ Catolicismo Romano. A Igreja Católica usa o costume dos
vá” (naTNM). orientais de prostrar-se diante de uma pessoa de posição
Ora, os mesmos termos (Yahweh: SENHOR e Adonai: Senhor. para justificar essa mesma prática diante das imagens dos “san­
E Jeová, na TNM) são empregados tanto para os dois homens tos" que ela mesma consagrou. O texto em referência nos infor-

24
GÊNESIS 18

4Q ue se traga já um pouco de água, e lavai os vossos I6E levantaram -se aqueles hom ens dali, e olharam
pés, e recostai-vos debaixo desta árvore; para o lado de Sodom a; e A braão ia com eles, acom ­
5E trarei um bocado de pão, para que esforceis o panhando-os.
vosso coração; depois passareis adiante, porquanto
po r isso chegastes até vosso servo. E disseram : Assim D eus a n u n cia a destruição de Sodom a e
faze com o disseste. G om orra
fiE Abraão apressou-se em ir ter com Sara à tenda, l7E disse o S en h o r : O cultarei eu a A braão o que
e disse-lhe: Amassa depressa três m edidas de flor de faço,
farinha, e faze bolos. 1 “Visto que A braão certam en te virá a ser um a
7E correu A braão às vacas, e to m o u um a vitela grande e p oderosa nação, e nele serão benditas
tenra e boa, e deu -a ao m oço, que se apressou em todas as nações da terra?
prepará-la.
'’Porque eu o tenho conhecido, e sei que ele há de
SE tom ou m anteiga e leite, e a vitela que tinha pre­
ordenar a seus filhos e à sua casa depois dele, para
parado, e pôs tudo diante deles, e ele estava em pé
que guardem o cam inho do S enhor , para agir com
ju n to a eles debaixo da árvore; e com eram .
justiça e juízo; para que o S en h o r faça vir sobre
9E disseram-lhe: O nde está Sara, tu a m ulher? E ele
A braão o que acerca dele tem falado.
disse: Ei-la aí na tenda.
20Disse m ais o S e n h o r : P o rq u an to o clam or de
10E disse: Certam ente tom arei a ti por este tem po da
Sodom a e G o m o rra se tem m ultiplicado, e p o r­
vida; e eis que Sara tua m ulher terá um filho. E Sara
quanto o seu pecado se tem agravado m uito,
escutava à porta da tenda, que estava atrás dele.
21Descerei agora, e verei se com efeito têm pratica­
" E eram A braão e Sara já velhos, e adiantados
em idade; já a Sara havia cessado o costum e das do segundo o seu clam or, que é vindo até m im ; e se
m ulheres. não, sabê-lo-ei.
12 Assim, pois, riu-se Sara consigo, dizendo: Terei “ E ntão viraram aqueles h om ens os rostos dali, e
ainda deleite depois de haver envelhecido, sen-do foram -se p ara Sodom a; m as A braão ficou ainda em
tam bém o m eu senhor já velho? pé diante da face do S enhor .
I3E disse o S en h o r a A braão: Por que se riu Sara,
dizendo: Na verdade darei eu à luz ainda, havendo Abraão intercede p o r Sodom a
já envelhecido? 23E chegou-se A braão, dizendo: D estruirás ta m ­
l4Haveria coisa algum a difícil ao S en h o r ? Ao tem ­ bém o justo com o ímpio?
po determ inado tornarei a ti por este tem po da vida, 24Se p o rventura houver cinqüenta justos na cida­
e Sara terá um filho. de, destruirás tam bém , e não pouparás o lugar p o r
I5E Sara negou, dizendo: N ão m e ri; p o rq u an to causa dos cinqüenta justos que estão d entro dela?
tem eu. E ele disse: N ão digas isso, porque te riste. “ Longe de ti que faças tal coisa, que m ates o justo

ma o seguinte: “E levantou [Abraão] os seus olhos, e olhou, e eis se (Dt 34.6). Seu alvo aparente foi prevenir a idolatria que o diabo
três homens em pé junto a ele. E vendo-os, correu da porta da deseja encorajar (Jd 9).
tenda ao seu encontro e inclinou-se à terra'. O que não deixa de Quanto ao texto em estudo, havia, ainda, a possibilidade de
ser mais um argumento para essa Igreja fundamentar seu ensi­ Abraão ter entendido tratar-se de uma aparição divina, mesmo
no sobre idolatria.. não conhecendo a natureza triúna de Deus.

__g RESPOSTA APOLOGÉTICA: Há muitos casos na Bíblia Longe de ti que faças tal coisa [...] que
« em que se prostrar diante de outra pessoa é aprovado, con­ o justo seja como o ímpio
forme o texto em estudo, mas o contexto é muito diferente. Primei­ (18.25)
ro, as pessoas se prostravam por respeito e não por reverência
ou culto. Segundo, o ato de prostrar-se foi entendido como uma Espirttismo. Emprega o texto em estudo traçando um pa­
prática social e não como um rito religioso. Terceiro, a Bíblia con­ ralelo para explicar que o verdadeiro espírita e o verdadei­
ro cristão são iguais.
dena prostrar-se diante do anjo que esteja a serviço de Deus (Ap
22.8,9). Quarto, a Bíblia claramente condena a reverência diante . g RESPOSTA APOLOGÉTICA: Os defensores da doutrina
de qualquer imagem em veneração religiosa de culto ( Êx 20.4). E, " espírita pecam por ignorar os princípios ortodoxos mais
finalmente, Deus sempre agiu no sentido de evitar tal prática. básicos do cristianismo. E, ao se lançarem no descabido deva­
Querem ver um exemplo? Sabendo Deus que os devotos isra­ neio, acham que podem assemelhar-se aos que foram remidos
elitas poderiam ser tentados a venerar os restos mortais de Moi­ pelo sangue da aliança (1Co 6.11; Rm 5.9). O abismo de contras­
sés, o que fez? Enterrou-os em um lugar onde ninguém soubes- tes e divergências existentes entre o cristianismo bíblico e a pre-

25
GÊNESIS 18,19

com o ím pio; que o justo seja com o o ím pio, longe Ló recebe os dois anjos e m sua casa
de ti. N ão faria justiça o Juiz de toda a terra? E VIERAM os dois anjos a Sodom a à tarde,
2í,E ntão disse o Se n h o r : Se eu em Sodom a achar e estava Ló assentado à p o rta de Sodom a;
cin qüenta justos dentro da cidade, pouparei a todo e vendo-os Ló, levantou-se ao seu encontro e incli-
o lugar p o r am or deles. nou-se com o rosto à terra;
27E respondeu A braão dizendo: Eis que agora m e 2E disse: Eis agora, m eus senhores, en tra i, peço-
atrevi a falar ao Senhor, ainda que sou pó e cinza. vos, em casa de vosso servo, e passai nela a noite, e
28Se p o rv en tu ra de cinqüenta justos faltarem lavai os vossos pés; e de m adrugada vos levantareis
e ireis vosso cam inho. E eles disseram: N ão, antes na
cinco, destruirás p o r aqueles cinco toda a cidade?
rua passarem os a noite.
E disse: N ão a destruirei, se eu achar ali quarenta
3E porfiou com eles m uito, e vieram com ele, e
e cinco.
entraram em sua casa; e fez-lhes banquete, e cozeu
29E co n tinuou ainda a falar-lhe, e disse: Se porven­
bolos sem levedura, e com eram .
tu ra se acharem ali quarenta? E disse: N ão o farei por
4E antes qu e se deitassem , cercaram a casa, os
am o r dos quarenta.
hom ens daquela cidade, os h o m en s de Sodom a,
’"Disse mais: O ra, não se ire o Senhor, se eu ainda
desde o m oço até ao velho; to d o o povo de to d o s
falar: Se p orventura se acharem ali trinta? E disse: os bairros.
Não o farei se achar ali trinta. SE cham aram a Ló, e disseram -lhe: O nde estão os
31E disse: Eis que agora m e atrevi a falar ao Senhor: hom ens que a ti vieram nesta noite? Traze-os fora a
Se porventura se acharem ali vinte? E disse: N ão a nós, para que os conheçam os.
destruirei po r am o r dos vinte. 6Então saiu Ló a eles à porta, e fechou a p o rta atrás
32Disse mais: O ra, não se ire o Senhor, que ainda só de si,
mais esta vez falo: Se porventura se acharem ali dez? 7E disse: Meus irmãos, rogo-vos que não façais mal;
E disse: N ão a destruirei p or am or dos dez. 8Eis aqui, duas filhas tenho, que ainda não co­
33E retirou-se o S enhor , q uando acabou de falar a nheceram hom ens; fora vo-las trarei, e fareis delas
Abraão; e A braão tornou-se ao seu lugar. com o bom fo r aos vossos olhos; som ente nada façais

tensa decodificação de Kardec impossibilita quaisquer tentativas Traze-os fora a nós, para que os conheçamos
de comparações As doutrinas básicas do cristianismo sáo opos­ (19.5-8)
tas aos conceitos do espiritismo, dentre as quais podemos alis­
Homossexualismo. Os movimentos em defesa dos ho­
tar as seguintes: salvação por Cristo, deidade de Cristo, ressur­
mossexuais (isto é, movimentos gays) afirmam que quan­
reição, Trindade, inferno e céu. Isto posto, torna-se impraticável,
do os homens daquelas cidades pediram a Ló para conhecer os
até para os verdadeiros espíritas, insistir no absurdo de compa-
visitantes (os dois anjos com aparência humana), não pretendiam
rar-se com os verdadeiros cristãos.
manter relações sexuais com eles. Dizem que, maliciosamente,
o verbo conhecer foi interpretado como sinônimo de ato sexual.
Ainda que sou pó e cinza Afirmam, ainda, que o pecado de Sodoma e Gomorra foi a inospi-
(18.27) talidade e não a homossexualidade. E baseiam este pensamen­
Catolicismo Romano. Baseia-se nesta referência para jus­ to no costume cananeu que garantia proteção a quem fosse re­
tificar o uso de cinzas nos ritos eclesiásticos que antece­ cebido sob um teto.
Muita coisa é alegada em favor disso a partir da frase de Ló:
dem a quaresma (Quarta-Feira de Cinzas).
“Nada façais a estes varões, porque por isso vieram à sombra do
R RESPOSTA APOLOGÉTICA: A questão primordial aqui meu telhado" (v. 8b). Por isso ele teria oferecido suas filhas para
«=> não é exatamente a condenação ou a aprovação das cin­ que pudesse satisfazer a multidão zangada e. dessa forma, pro­
zas como elemento de adoração a Deus, mas a distorção na in­ teger a vida dos visitantes que estavam sob seu teto.
terpretação do texto. Quando Abraão fala com Deus dizendo que A solicitação dos habitantes da cidade para conhecê-los se­
era pó e cinza, estava se referindo, materialmente, ao que lhe era ria simplesmente um meio de obterem alguma informação so­
peculiar, como homem: “pó", algo sem qualquer valor; "cinza", bre aqueles estranhos (19.7), já que a palavra hebraica ‘ conhe­
coisa passageira. Em verdade, estava se humilhando. Em decor­ cer" fyadha). geralmente, não teria nenhuma conotação sexu­
rência disso, observamos que não há cabimento, nesta referên­ al (cf. S1139.1).
cia, para que os católicos fundamentem sua tese quanto à práti­
Nova Era. Alguns de seus adeptos utilizam o mesmo racio­
ca ritualístlca a que se dedicam.
cínio empregado pelos grupos gays, como, por exemplo,
Ainda no Antigo Testamento, tradições como "rasgar as ves­
Matthew Fox. Acreditam que a homossexualidade é tão aceitável
tes’ já haviam sido censuradas por Deus (Jl 2.12,13). Todas es­
ao ‘ cristo cósmico" quanto a heterossexualidade.
sas práticas cerimoniais já foram abolidas pelo Senhor. Hoje, o
que Ele deseja é uma conversão interna, que transpareça exter­ RESPOSTA APOLOGÉTICA: É verdade que o verbo que
namente (Is 1.11-16). *=» aparece na referência em estudo é o hebraico yadha, que

26
GÊNESIS 19

a estes hom ens, p orque p o r isso vieram à som bra para lá, e é pequena; ora, deixe-m e escapar para lá
do m eu telhado. (não é pequena?), para que m in h a alm a viva.
9Eles, porém , disseram: Sai daí. D isseram mais: 2IE disse-lhe: Eis aqui, ten h o -te aceitado tam bém
Com o estrangeiro este indivíduo veio aqui habitar, e neste negócio, p ara não d estru ir aquela cidade, de
quereria ser juiz em tudo? Agora te faremos mais mal que falaste;
a ti do que a eles. E arrem essaram -se sobre o hom em , 22Apressa-te, escapa-te para ali; p orque nada pode­
sobre Ló, e aproxim aram -se para arrom bar a porta. rei fazer, enqu an to não tiveres ali chegado. Por isso
1 “Aqueles hom ens porém estenderam as suas mãos se cham ou o no m e da cidade Zoar.
e fizeram en trar a Ló consigo na casa, e fecharam a 23Saiu o sol sobre a te rra, q u an d o Ló en tro u em
porta; Zoar.
UE feriram de cegueira os hom ens que estavam à
po rta da casa, desde o m enor até ao m aior, de m a­ D estruição de S odom a e G om orra
neira que se cansaram para achar a porta. 24E ntão o Se n h o r fez chover enxofre e fogo, do
l2Então disseram aqueles hom ens a Ló: Tens Se n h o r desde os céus, sobre Sodom a e G om orra;
alguém m ais aqui? Teu genro, e teus filhos, e tuas 2,E d estruiu aquelas cidades e toda aquela cam pi­
filhas, e todos quantos tens nesta cidade, tira-os fora na, e todos os m oradores daquelas cidades, e o que
deste lugar; nascia da terra.
MPorque nós vam os d estru ir este lugar, porque 26E a m u lh er de Ló o lhou para trás e ficou conver­
o seu clam or tem au m en tad o diante da face do tida nu m a estátua de sal.
Senho r , e o S e nho r nos enviou a destruí-lo. 27E A braão levantou-se aquela m esm a m anhã, de
l4Então saiu Ló, e falou a seus genros, aos que h a­ m adrugada, e foi p ara aquele lugar o n d e estivera
viam de tom ar as suas filhas, e disse: Levantai-vos, diante da face do Se n h o r ;
saí deste lugar, po rq u e o Se n h o r há de d estru ir a 28E o lhou para Sodom a e G o m o rra e p ara toda a
cidade. Foi tido porém po r zom bador aos olhos de terra da cam pina; e viu, que a fum aça da terra subia,
seus genros. com o a de um a fornalha.
,SE ao am anhecer os anjos ap ertaram com Ló, 29E aconteceu que, d estruindo D eus as cidades da
dizendo: Levanta-te, tom a tu a m ulher e tuas duas cam pina, lem brou-se D eus de Abraão, e tiro u a Ló
filhas que aqui estão, para que não pereças na injus­ do m eio da destruição, d erru b an d o aquelas cidades
tiça desta cidade. em que Ló habitara.
l6Ele, porém , dem orava-se, e aqueles hom ens lhe 30E subiu Ló de Zoar, e habitou no m onte, e as suas
pegaram pela m ão, e pela m ão de sua m ulher e de duas filhas com ele; p o rq u e tem ia h abitar em Zoar; e
suas duas filhas, sendo-lhe o Se n h o r m isericordio­ habitou n u m a caverna, ele e as suas duas filhas.
so, e tiraram -no, e p useram -no fora da cidade. 3lEntão a prim ogênita disse à m enor: Nosso pai já
I7E aconteceu que, tirando-os fora, disse: Escapa- é velho, e não há hom em na terra que entre a nós,
te p o r tua vida; não olhes para trás de ti, e não pares segundo o costum e de toda a terra;
em toda esta cam pina; escapa lá para o m onte, para 32Vem, dem os de beber v inho a nosso pai, e deite-
que não pereças. m o-n o s com ele, para que em vida conservem os a
I8E Ló disse-lhe: O ra, não, m eu Senhor! descendência de nosso pai.
l<’Eis que agora o teu servo tem achado graça aos 33E deram de beber vinho a seu pai naquela noite;
teus olhos, e engrandeceste a tua m isericórdia que e veio a p rim ogênita e deitou-se com seu pai, e não
a m im m e fizeste, para guardar a m in h a alm a em sentiu ele q u an d o ela se d eito u , n em q u an d o se
vida; m as eu não posso escapar no m onte, para que levantou.
porventura não m e apanhe este mal, e eu m orra. 34E suced eu , n o o u tro dia, q u e a p rim o g ê n ita
20Eis que agora aquela cidade está perto, para fugir disse à m en o r: Vês aq u i, eu já o n te m à n o ite m e

tem vários significados (segundo os especialistas, ele aparece dominados pelo desejo homossexual. O Novo Testamento (Cf.
mais de 900 vezes no Antigo Testamento). E aqui, neste caso, Jd 7) confirma que sua intenção era realmente a violação homos­
tem conotação sexual, porque a resposta de Ló, oferecendo suas sexual. Os textos de 2Pe 2.7-10 e 1Tm 1.8-10 listam diversas vio­
duas filhas virgens, aponta nesta direção (v. 8). lações da lei e colocam os sodomitas lado a lado com os parrici­
Em verdade, aqueles não queriam as mulheres, antes, estavam das. matricidas e roubadores de homens.

27
GÊNESIS 19,20,21

deitei com m eu pai; d em o s-lh e de beb er v inho 11E disse A braão: Porque eu dizia com igo: Cer­
tam b ém esta noite, e então en tra tu, d eita-te com tam en te não há te m o r de D eus neste lugar, e eles
ele, p ara que em vida conservem os a descendência m e m atarão p o r causa da m inha m ulher.
de nosso pai. 12E, na verdade, é ela tam bém m inha irm ã, filha de
,SE deram de beber vinho a seu pai tam bém naque­ m eu pai, m as não filha da m inha mãe; e veio a ser
la noite; e levantou-se a m enor, e deitou-se com ele; m inha m ulher;
e não sentiu ele quando ela se deitou, nem q uando I3E aconteceu que, fazendo-m e Deus sair errante
se levantou. da casa de m eu pai, eu lhe disse: Seja esta a graça que
36E conceberam as duas filhas de Ló de seu pai. m e farás em to d o o lugar aonde chegarm os, dize de
,7E a prim ogênita deu à luz um filho, e cham ou-lhe m im : É m eu irm ão.
M oabe; este é o pai dos m oabitas até ao dia de hoje. 14Então to m o u A bim eleque ovelhas e vacas, e ser­
,8E a m enor tam bém deu à luz um filho, e cham ou- vos e servas, e os deu a Abraão; e restituiu-lhe Sara,
lhe Ben-Ami; este é o pai dos filhos de A m om até o sua mulher.
dia de hoje. 15E disse A bim eleque: Eis que a m in h a te rra está
diante da tu a face; h abita o nde fo r b o m aos teus
Abraão nega q u e Sara é sua m u lh e r olhos.
E PARTIU A braão dali para a terra do sul, I6E a Sara disse: Vês que tenho dado ao teu irm ão
e habitou entre Cades e Sur; e peregrinou m il moedas de prata; eis que ele te seja p o r véu dos
em Gerar. olhos para com todos os que contigo estão, e até para
2E havendo A braão dito de Sara, sua m ulher: É com todos os outros; e estás advertida.
m inha irm ã; enviou A bim eleque, rei de G erar, e I7E oro u A braão a Deus, e sarou Deus a Abimele­
tom ou a Sara. que, e à sua m ulher, e às suas servas, d e m a-neira que
’Deus, porém , veio a A bim eleque em sonhos de tiveram filhos;
noite, e disse-lhe: Eis que m o rto serás p o r causa da l8P orque o Se n h o r havia fechado totalm ente todas
m ulher que tom aste; porque ela tem m arido. as m adres da casa de Abimeleque, p o r causa de Sara,
4Mas A bim eleque ainda não se tin h a chegado a m ulher de Abraão.
ela; p o r isso disse: Senhor, m atarás tam bém um a
nação justa? O n a scim en to d e Isaque
’N ão m e disse ele m esm o: É m inha irm ã? E ela E O Senho r visitou a Sara, com o tinha dito; e
tam bém disse: É m eu irm ão. Em sinceridade do fez o Se nho r a Sara com o tinha prom etido.
coração e em pureza das m inhas m ãos tenho feito 2E concebeu Sara, e deu a Abraão u m filho na sua
isto. velhice, ao tem po determ inado, que D eus lhe tin h a
6E disse-lhe D eus em sonhos: Bem sei eu que na falado.
sinceridade do teu coração fizeste isto; e tam bém ■'E Abraão pôs n o filho que lhe nascera, que Sara lhe
eu te tenho im pedido de pecar contra m im ; po r isso dera, o no m e de Isaque.
não te perm iti tocá-la. 4E Abraão circuncidou o seu filho Isaque, quando
7Agora, pois, restitui a m ulher ao seu m arido, p o r­ era da idade de oito dias, com o D eus lhe tin h a o r­
que profeta é, e rogará p o r ti, para que vivas; porém denado.
se não lha restituíres, sabe que certam ente m orrerás, 5E era A braão da idade de cem anos, q u an d o lhe
tu e tu d o o que é teu. nasceu Isaque seu filho.
SE levantou-se Abimeleque pela m anhã de m a d ru ­ 6E disse Sara: D eus m e tem feito riso; todo aquele
gada, cham ou a todos os seus servos, e falou todas que o ouvir se rirá comigo.
estas palavras em seus ouvidos; e tem eram m uito 7Disse mais: Q uem diria a A braão que Sara daria
aqueles hom ens. de m a m ar a filhos? Pois lhe dei u m filho n a sua
9Então cham ou A bim eleque a A braão e disse-lhe: velhice.
Q ue nos fizeste? E em que pequei co n tra ti, para 8E cresceu o m en in o , e foi desm am ado; então
trazeres sobre o m eu reino tam an h o pecado? Tu m e A braão fez u m g ran d e b an q u ete n o dia em que
fizeste aquilo que não deverias ter feito. Isaque foi desm am ado.
'"Disse m ais Abimeleque a Abraão: Q ue tens visto, 9E viu Sara que o filho de Agar, a egípcia, o qual
para fazer tal coisa? tinha dado a Abraão, zombava.

28
GÊNESIS 21,22

l0E disse a Abraão: Ponha fora esta serva e o seu com A braão, dizendo: D eus é contigo em tu d o o
filho; porque o filho desta serva não herdará com que fazes;
Isaque, m eu filho. 23Agora, pois, ju ra-m e aq u i p o r D eus, que não
" E pareceu esta palavra m u ito m á aos olhos de m entirás a m im , nem a m eu filho, n em a m eu neto;
Abraão, po r causa de seu filho. segundo a beneficência que te fiz, m e farás a m im , e
l2Porém Deus disse a A braão: N ão te pareça mal à terra onde peregrinaste.
aos teus olhos acerca do m oço e acerca da tu a serva; 24E disse Abraão: Eu jurarei.
em tu d o o que Sara te diz, ouve a sua voz; porque em 25A braão, p o rém , rep reen d eu a A bim eleque p o r
Isaque será cham ada a tua descendência. causa de u m poço de água, que os servos de A bim e­
l3Mas tam bém do filho desta serva farei um a n a­ leque haviam to m ad o à força.
ção, p o rquanto é tu a descendência. 26E ntão disse A bim eleque: Eu não sei quem fez
isto; e tam bém tu não m o fizeste saber, nem eu o
A despedida d eA g a r e Ism ael ouvi senão hoje.
14Então se levantou A braão pela m an h ã de m a­ 27E to m o u A braão ovelhas e vacas, e deu-as a Abi­
drugada, e to m o u pão e u m odre de água e os deu m eleque; e fizeram am bos um a aliança.
a Agar, p o ndo-os sobre o seu om bro; tam bém lhe 28Pôs A braão, p o rém , à p arte sete cordeiras do
deu o m enino e despediu-a; e ela partiu, andando rebanho.
errante no deserto de Berseba. 2,E A bimeleque disse a Abraão: Para que estão aqui
' ’E consum ida a água do odre, lançou o m enino estas sete cordeiras, que puseste à parte?
debaixo de um a das árvores. 30E disse: Tomarás estas sete cordeiras de minha mão,
I6E foi assentar-se em frente, afastando-se à dis­ para que sejam em testemunho que eu cavei este poço.
tância de um tiro de arco; porque dizia: Q ue eu não 3lPor isso se ch am o u aquele lugar Berseba, p o r­
veja m o rre r o m enino. E assentou-se em frente, e quanto am bos ju raram ali.
levantou a sua voz, e chorou. 32Assim fizeram aliança em Berseba. D epois se
I7E ouviu D eus a voz do m enino, e b radou o anjo levantou A bim eleque e Ficol, príncipe do seu exér­
de Deus a Agar desde os céus, e disse-lhe: Q ue tens, cito, e to rn aram -se p ara a terra dos filisteus.
Agar? N ão temas, p orque D eus ouviu a voz do m e­ 33E plan to u um bosque em Berseba, e invocou lá o
n ino desde o lugar onde está. nom e do Se nho r , Deus eterno.
18Ergue-te, levanta o m enino e pega-lhe pela mão, 34E p ereg rin o u A braão n a terra dos filisteus m u i­
porque dele farei u m a grande nação. tos dias.
19E abriu-lhe Deus os olhos, e viu um poço de água; e
foi encher o odre de água, e deu de beber ao menino. D eus m a n d a A braão m a ta r seu filh o Isaque
20E era Deus com o m enino, que cresceu; e habitou E ACONTECEU depois destas coisas, que
no deserto, e foi flecheiro. provou D eus a Abraão, e disse-lhe: Abraão!
2IE hab itou no deserto de Parã; e sua m ãe tom ou- E ele disse: Eis-m e aqui.
lhe m ulher da terra do Egito. 2E disse: Toma agora o teu filho, o teu único filho,
Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de M oriá, e ofe­
A b im eleq u e fa z u m a aliança com Abraão rece-o ali em holocausto sobre u m a das m ontanhas,
22E aconteceu naquele m esm o tem po que A bim e­ que eu te direi.
leque, com Ficol, príncipe do seu exército, falou 3Então se levantou A braão pela m an h ã de m adru-

Toma o teu filho e oferece-o ali em holocausto crifício, estava provando a fé e a obediência do patriarca. Isaque
(22.1-18) não foi imolado, pois Deus já havia providenciado o carneiro do
holocausto em substituição e resgate de sua vida.
Grupos religiosos marclonlstas. Para Marciáo, o Deus do
O caso de Isaque é um paralelo com a oferta que Deus faz de
Antigo Testamento era mau e o Deus do Novo Testamen­
seu Filho unigénito, Jesus Cristo, como prova de seu amor e em
to bom. A referência em estudo é usada por essa seita para ne­
resgate propiciatório ou vicário de toda a humanidade (Jo 3.16).
gar que o Deus de Israel, tal como revelado no Antigo Testamen­
No que diz respeito à revelação de Deus no Antigo Testamento,
to, era o verdadeiro Deus.
Jesus não fez diferença entre o Pai que o enviara e o Deus de Is­
RESPOSTA APOLOGÉTICA: Para os cristãos, esta passa­ rael, revelado no Antigo Testamento.
gem não apresenta dificuldades. É óbvio e claro que Deus, Por exemplo, em Mateus 22.37, Jesus reitera o ensino do Anti­
ao pedir a Abraão para oferecero seu próprio filho, Isaque. em sa­ go Testamento, mais especificamente de Deuteronômio 6.5. de

29
GÊNESIS 22,23

gada, e albardou o seu jum ento, e to m o u consigo Porquanto fizeste esta ação, e não m e negaste o teu
dois de seus m oços e Isaque seu filho; e cortou lenha filho, o teu único filho,
para o holocausto, e levantou-se, e foi ao lugar que l7Q ue deveras te abençoarei, e grandissim am ente
D eus lhe dissera. m ultiplicarei a tu a descendência com o as estrelas
"Ao terceiro dia levantou A braão os seus olhos, e dos céus, e com o a areia que está na praia do m ar;
viu o lugar de longe. e a tua descendência possuirá a p o rta dos seus ini­
5E disse A braão a seus moços: Ficai-vos aqui com migos;
o jum ento, e eu e o m oço irem os até ali; e havendo IHE em tu a descendência serão ben d itas todas as
adorado, tornarem os a vós. nações da terra; p o rq u a n to obedeceste à m in h a
6E to m o u A braão a lenha do holocausto, e pô-la voz.
sobre Isaque seu filho; e ele to m o u o fogo e o cutelo ' ‘‘Então A braão to rn o u aos seus m oços, e levan­
na sua mão, e foram am bos juntos. taram -se, e foram ju n to s p ara Berseba; e A braão
7Então falou Isaque a Abraão seu pai, e disse: Meu habitou em Berseba.
pai! E ele disse: Eis-me aqui, m eu filho! E ele disse: 20E sucedeu depois destas coisas, que anunciaram
Eis aqui o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro a Abraão, dizendo: Eis que tam bém Milca deu filhos
para o holocausto? a N aor teu irm ão.
8E disse A braão: D eus proverá p ara si o cordeiro 2lUz o seu prim ogênito, e Buz seu irm ão, e Q ue-
para o holocausto, m eu filho. Assim cam inharam m uel, pai de Arã,
am bos juntos. 22E Quésede, e Hazo, e Pildas, e Jidlafe, e Betuel.
9E chegaram ao lugar que Deus lhe dissera, e edi­ 23E Betuel gerou Rebeca. Estes oito deu à luz Milca
ficou A braão ali um altar e pôs em ordem a lenha, e a Naor, irm ão de Abraão.
am arrou a Isaque seu filho, e deitou-o sobre o altar 2,,E a sua concubina, cujo nom e era Reum á, ela lhe
em cim a da lenha. deu tam bém a Tebá, Gaã, Taás e Maaca.
10E estendeu A braão a sua m ão, e to m o u o cutelo
para im olar o seu filho; A m o rte de Sara
11 Mas o anjo do S enhor lhe bradou desde os céus, e E FOI a vida de Sara cento e v in te e sete
disse: Abraão, Abraão! E ele disse: Eis-m e aqui. anos; estes foram os anos da vida de Sara.
l2Então disse: N ão estendas a tu a m ão sobre o 2E m orreu Sara em Q uiriate-A rba, que é H ebrom ,
m oço, e não lhe faças nada; p o rq u an to agora sei na terra de Canaã; e veio A braão lam en tar Sara e
que tem es a Deus, e não m e negaste o teu filho, o chorar p o r ela.
teu único filho. 'D epois se levantou A braão de diante de sua m o r­
l3Então levantou A braão os seus olhos e olhou; e ta, e falou aos filhos de Hete, dizendo:
eis u m carneiro detrás dele, travado pelos seus chi­ 4E strangeiro e peregrino sou en tre vós; dai-m e
fres, n u m m ato; e foi Abraão, e to m o u o carneiro, e possessão de sepultura convosco, p ara que eu sepul­
ofereceu-o em holocausto, em lugar de seu filho. te a m inha m o rta de diante da m inha face.
HE cham ou A braão o no m e daquele lugar: o S e ­ 5E responderam os filhos de Hete a Abraão, dizen-
n h o r proverá ; donde se diz até ao dia de hoje: No do-lhe:
m onte do S enhor se proverá. "O uve-nos, m eu senhor; príncipe poderoso és no
l5E ntão o anjo do S en h o r b rad o u a A braão pela m eio de nós; en terra a tu a m o rta na mais escolhida
segunda vez desde os céus, de nossas sepulturas; n en h u m de nós te vedará a sua
16E disse: Por m im m esm o jurei, diz o S en h o r : sepultura, para en terrar a tu a m orta.

que devemos amar a Deus "de toda a tua alma e de todo o teu RESPOSTA APOLOGÉTICA: A análise dos atinentesa este
coração". O próprio Antigo Testamento ensina que os sacrifícios episódio é suficiente para rechaçar a idéia ceticista. Embora
humanos são abomináveis aos olhos de Deus {Lv 18.21; 20.1 -5; Deus tenha efetivamente requerido que Abraão imolasse seu filho,
2Rs 23.10; Jr 32.35). Isaque, o Senhor agiu dessa forma com propósitos que até hoje
Ceticismo. Coteja este versículo e Levítico 18.21, dos quais surtem efeitos (Mt 10.37). Obviamente que Deus, em sua presciên­
alega colher contradição, ao afirmar que a Bíblia ao mes­ cia, sabia a posição de Abraão diante de tal determinação. Atendi­
mo tempo apresenta textos que retratam Deus requerendo sa­ do o pleito divino até o momento crucial, o próprio Deus, por inter­
crifícios humanos e textos em que este mesmo Deus proíbe tais médio de seu anjo, impediu o holocausto (22.11,12), o que é uma
sacrifícios. demonstração de que esse tipo de procedimento não lhe apraz.

30
GÊNESIS 23,24

7Então se levantou Abraão, inclinou-se diante do cova do cam po de Macpela, em frente de M anre, que
povo da terra, diante dos filhos de Hete, é H ebrom , na terra de Canaã.
8E falou com eles, dizendo: Se é de vossa vontade “ Assim o cam po e a cova que nele estava foram
que eu sepulte a m inha m o rta de diante de m inha confirm ados a A braão, pelos filhos de H ete, em
face, ouvi-m e e falai p o r m im a Efrom , filho de possessão de sepultura.
Zoar,
9Q ue ele m e dê a cova de M acpela, que ele tem no A braão nuznda seu servo buscar u m a m u lh e r
fim do seu cam po; que m a dê pelo devido preço em para isaque
herança de sepulcro no m eio de vós. E ERA A braão já velho e adiantado em ida­
l0O ra Efrom habitava no m eio dos filhos de Hete; e de, e o S f.n h o r havia abençoado a A braão
respondeu Efrom, heteu, a Abraão, aos ouvidos dos em tudo.
filhos de Hete, de todos os que entravam pela porta -E disse A braão ao seu servo, o m ais velho da casa,
da sua ridade, dizendo: que tin h a o governo sobre tu d o o que possuía: Põe
"N ã o , m eu senhor, ouve-m e: O cam po te dou, agora a tu a m ão debaixo da m in h a coxa,
tam bém te d ou a cova que nele está, diante dos ’Para que eu te faça ju ra r pelo S en h or D eus dos
olhos dos filhos do m eu povo ta dou; sepulta a tua céus e D eus da terra, que não to m arás para m eu
m orta. filho m ulher das filhas dos cananeus, no m eio dos
12Então A braão se inclinou diante da face do povo quais eu habito.
da terra, 4Mas que irás à m in h a te rra e à m inha parentela, e
13E falou a Efrom , aos ouvidos do povo da terra, dali tom arás m u lh er para m eu filho Isaque.
dizendo: Mas se tu estás por isto, ouve-m e, peço-te. 5E disse-lhe o servo: Se p o rv en tu ra não quiser
O preço do cam po o darei; tom a-o de m im e sepul­ seguir-m e a m ulher a esta terra, farei, pois, to rn ar o
tarei ali a m inha m orta. teu filho à terra d onde saíste?
I4E respondeu Efrom a Abraão, dizendo-lhe: 6E A braão lhe disse: G uarda-te, que não faças lá
lsM eu senhor, ouve-m e, a terra é de quatrocentos to rn ar o m eu filho.
siclos de prata; que é isto entre m im e ti? Sepulta a 70 S en h or Deus dos céus, que m e to m o u da casa
tua m orta. de m eu pai e da terra da m in h a parentela, e que m e
16E Abraão deu ouvidos a Efrom , e A braão pesou a falou, e que m e ju rou, dizendo: À tu a descendência
Efrom a prata de que tinh a falado aos ouvidos dos darei esta terra; ele enviará o seu anjo adiante da tua
filhos de Hete, quatrocentos siclos de prata, corren­ face, para que tom es m u lh er de lá para m eu filho.
te entre m ercadores. “Se a m ulher, p o rém , não quiser seguir-te, serás
,7Assim o cam po de Efrom, que estava em M acpe­ livre deste m eu ju ram en to ; som ente n ão faças lá
la, em frente de M anre, o cam po e a cova que nele to rn ar a m eu filho.
estava, e todo o arvoredo que no cam po havia, que 9Então pôs o servo a sua m ão debaixo da coxa de
estava em todo o seu contorno ao redor, A braão seu senhor, e ju ro u -lh e sobre este negócio.
l8Se confirm ou a A braão em possessão diante dos I0E o servo to m o u dez cam elos, dos cam elos do
olhos dos filhos de Hete, de todos os que entravam seu senhor, e partiu, pois que todos os bens de seu
pela po rta da cidade. senhor estavam em sua m ão, e levantou-se e partiu
I9E depois sepultou A braão a Sara sua m ulher na para M esopotâm ia, para a cidade de Naor.

Nào tomarás para meu filho mulher das filhas dos cananeus esposas de quaisquer outros povos (Dt 7.1-3). Quanto ao episó­
(24.3,4) dio que envolve Sansào e Dalila, a filistéia. não é correto, como
pensam os céticos, achar que Deus se agradava dessa união. En­
Ceticismo. Confronta este versiculo com Juizes 14.4 para
tretanto, o Senhor se valeu daquilo que Ele mesmo havia conce­
fundamentar suposta contradição bíblica, uma vez que o
dido a Sansão (força sobrenatural) para que fosse usado contra
texto de Juizes parece admitir, com o apoio divino, a união entre
os filisteus em momento oportuno.
servos do Senhor e idólatras.
O povo judeu sentia-se oprimido e escravizado pelos filisteus, de
. g RESPOSTA APOLOGÉTICA: Na referência em estudo, quem Sansão havia se tornado “amigo", e, poroontadisso, parecia
«=* Abraão dá exemplo a seus descendentes para que tomas­ não haver nenhuma esperança de libertação para Israel. Mas Deus
sem mulheres de linhagem semita e nào dos cananeus, que eram aproveitou-se da obstinada desobediência de San são para promo­
amaldiçoados (9.24-27). Logo, os judeus nào deveriam buscar ver entre ele e os filisteus a demanda que libertou os judeus.

31
GÊNESIS 24

1 'E fez ajoelhar os camelos fora da cidade, ju n to a 27E disse: Bendito seja o Se n h o r D eus de m eu se­
um poço de água, pela tarde, ao tem po que as moças n h o r A braão, que não retiro u a sua benevolência
saíam a tirar água. e a sua verdade de m eu senhor; q u an to a m im , o
I2E disse: Ó Senho r , Deus de m eu senhor Abraão, Se n h o r m e guiou n o cam inho à casa dos irm ãos de
d á-m e hoje bo m encontro, e faze beneficência ao m eu senhor.
m eu senhor Abraão! 28E a donzela correu, e fez saber estas coisas n a casa
13Eis que eu estou em pé ju n to à fonte de água e as fi­ de sua mãe.
lhas dos hom ens desta cidade saem para tirar água; 29E Rebeca tinha um irm ão cujo nom e era Labão, o
1 '’Seja, pois, que a donzela, a quem eu disser: Abaixa qual correu ao encontro daquele hom em até a fonte.
agora o teu cântaro para que eu beba; e ela disser: ,0E aconteceu que, q u an d o ele viu o pendente, e as
Bebe, e tam b ém darei de beber aos teus camelos; pulseiras sobre as m ãos de sua irm ã, e q u an d o ouviu
esta seja a quem designaste ao teu servo Isaque, e as palavras de sua irm ã Rebeca, que dizia: Assim m e
qu e eu conheça nisso que usaste de benevolência falou aquele h o m em ; foi ter com o h om em , que
com m eu senhor. estava em pé ju n to aos camelos, à fonte,
31E disse: E ntra, bendito do S e n h o r ; p o r que estás
O encontro co m R ebeca fora? pois eu já preparei a casa, e o lugar p ara os
l5E sucedeu que, antes que ele acabasse de falar, camelos.
eis que Rebeca, que havia nascido a Betuel, filho de 32Então veio aquele h o m em à casa, e desataram
Milca, m ulher de Naor, irm ão de Abraão, saía com os cam elos, e d eram palha e pasto aos cam elos, e
o seu cântaro sobre o seu om bro. água para lavar os pés dele, e os pés dos hom ens que
16E a donzela era m ui form osa à vista, virgem , a estavam com ele.
quem hom em não havia conhecido; e desceu à fon­ 3 ’D epois puseram com ida diante dele. Ele, porém ,
te, e encheu o seu cântaro e subiu. disse: N ão com erei, até qu e ten h a dito as m inhas
17Então o servo correu-lhe ao encontro, e disse: Peço- palavras. E ele disse: Fala.
te, deixa-me beber um pouco de água do teu cântaro. 34Então disse: Eu sou o servo de Abraão.
I8E ela disse: Bebe, m eu senhor. E apressou-se e J5E o S e n h o r ab en ço o u m u ito o m eu senhor, de
abaixou o seu cântaro sobre a sua m ão e deu-lhe m aneira que foi engrandecido, e deu-lhe ovelhas e
de beber. vacas, e prata e ouro, e servos e servas, e camelos e
I9E, acabando ela de lhe dar de beber, disse: Tirarei jum entos.
tam bém água para os teus camelos, até que acabem 36E Sara, a m u lh e r do m eu senhor, deu à luz um
de beber. filho a m eu senhor depois da sua velhice, e ele deu-
20E apressou-se, e despejou o seu cântaro no bebe­ lhe tu d o q u anto tem.
douro, e correu o u tra vez ao poço para tirar água, e 37E m eu senhor m e fez jurar, dizendo: N ão tom arás
tiro u para todos os seus camelos. m ulher para m eu filho das filhas dos cananeus, em
2IE o hom em estava adm irado de vê-la, calando- cuja terra habito;
se, para saber se o Se n h o r havia prosperado a sua ’“Irás, porém , à casa de m eu pai, e à m in h a família,
jo rn ad a ou não. e tom arás m u lh er para m eu filho.
22E aconteceu que, acabando os cam elos de beber, 39E ntão disse eu ao m eu senhor: P orventura não
to m o u o hom em u m p endente de o u ro de m eio m e seguirá a m ulher.
siclo de peso, e duas pulseiras para as suas m ãos, do 40E ele m e disse: O S enho r , em cuja presença tenho
peso de dez siclos de ouro; andado, enviará o seu anjo contigo, e prosperará o
23E disse: De quem és filha? Faze-mo saber, peço- teu cam inho, para que tom es m ulher p ara m eu filho
te. H á tam bém em casa de teu pai lugar para nós da m in h a família e da casa de m eu pai;
pousarm os? 4‘Então serás livre do m eu ju ram en to , q u an d o
24E ela lhe disse: Eu sou a filha de Betuel, filho de fores à m in h a família; e se não te derem , livre serás
Milca, o qual ela deu a Naor. do m eu juram ento.
25D isse-lhe mais: T am bém tem os palha e m uito 42E hoje cheguei à fonte, e disse: Ó Se n h o r , D eus
pasto, e lugar para passar a noite. de m eu senhor Abraão, se tu agora prosperas o m eu
2AE ntão inclinou-se aquele h om em e ad o ro u ao cam inho, no qual eu ando,
Se n h o r , 43Eis que estou ju n to à fonte de água; seja, pois, que

32
GÊNESIS 24,25

a donzela que sair para tirar água e à qual eu disser: Rebeca co n sen te e m casar co m lsaque
Peço-te, dá-m e um pouco de água do teu cântaro; 5SE cham aram a Rebeca, e disseram -lhe: Irás tu
44E ela m e disser: Bebe tu e tam bém tirarei água com este hom em ? Ela respondeu: Irei.
para os teus camelos; esta seja a m ulher que o S e­ 59Então despediram a Rebeca, sua irm ã, e sua ama,
n hor designou ao filho de m eu senhor. e o servo de Abraão, e seus hom ens.
45E antes que eu acabasse de falar no m eu coração, ,>0E abençoaram a Rebeca, e disseram-lhe: Ó nossa
eis que Rebeca saía com o seu cântaro sobre o seu irmã, sê tu a m ãe de milhares de milhares, e que a tua
om bro, desceu à fonte e tiro u água; e eu lhe disse: descendência possua a p o rta de seus aborrecedores!
Peço-te, dá-m e de beber. 6IE Rebeca se levantou com as suas m oças, e su ­
46E ela se apressou, e abaixou o seu cântaro de sobre si, b iram sobre os cam elos, e seguiram o hom em ; e
e disse: Bebe, e tam bém darei de beber aos teus came­ tom ou aquele servo a Rebeca, e partiu.
los; e bebi, e ela deu tam bém de beber aos camelos. 62O ra, lsaque v in h a de o n d e se vem d o poço de
47E n tio lhe perguntei, e disse: De quem és filha? E Beer-Laai-Rói; p orque habitava na terra do sul.
ela disse: Filha de Betuel, filho de Naor, que lhe deu 63E lsaque saíra a orar no campo, à tarde; e levantou
Milca. Então eu pus o p en d en te no seu rosto, e as os seus olhos, e olhou, e eis que os camelos vinham .
pulseiras sobre as suas mãos; MRebeca tam bém levantou seus olhos, e viu a Isa-
48E in d in a n d o -m e adorei ao S enhor , e bendisse ao que, e desceu do camelo.
S enhor , Deus do m eu senhor Abraão, que m e havia 65E disse ao servo: Q uem é aquele h o m em que vem
encam inhado pelo cam inho da verdade, para tom ar pelo cam po ao nosso encontro? E o servo disse: Este
a filha do irm ão de m eu senhor para seu filho. é m eu senhor. Então to m o u ela o véu e cobriu-se.
49Agora, pois, se vós haveis de fazer benevolência e ver­ “ E o servo contou a lsaque todas as coisas que fizera.
dade a meu senhor, fazei-mo saber; e se não, também 67E lsaque trouxe-a para a tenda de sua mãe Sara, e
m o fazei saber, para que eu vá à direita, ou à esquerda. tom ou a Rebeca, e foi-lhe por mulher, e am ou-a. Assim
,0Então responderam Labão e Betuel, e disseram: lsaque foi consolado depois da morte de sua mãe.
D o S en h or procedeu este negócio; n ão podem os
falar-te mal o u bem . A braão casa com Q u etu ra e te m filh o s dela
5lEis que Rebeca está diante da tua face; tom a-a, e E ABRAÀO to m o u outra m ulher; e o seu
vai-te; seja a m ulher do filho de teu senhor, com o nom e era Q uetura;
tem dito o S enhor . 2E deu-lhe à luz Z inrã, Jocsã, Medã, M idiã, Jisba-
,2E aconteceu que, o servo de Abraão, ouvindo as que e Suá.
suas palavras, inclinou-se à terra diante do S enhor . 3E Jocsã gerou Seba e D edã; e os filhos de Dedã
” E tiro u o servo jóias de p rata e jóias de ouro, e foram Assurim, Letusim e Leum im.
vestidos, e deu-os a Rebeca; tam bém deu coisas 4E os filhos de M idiã foram Efá, Efer, Enoque, Abi-
preciosas a seu irm ão e à sua mãe. da e Elda. Estes todos foram filhos de Q uetura.
,4Então com eram e beberam , ele e os hom ens que ’Porém A braão deu tu d o o que tin h a a lsaque;
com ele estavam, e passaram a noite. E levantaram - 6Mas aos filhos das concubinas que A braão tinha,
se pela m anhã, e disse: D eixai-m e ir a m eu senhor. deu A braão presentes e, vivendo ele ainda, despe­
55E ntão disseram seu irm ão e sua mãe: Fique a diu-os do seu filho lsaque, enviando-os ao oriente,
donzela conosco alguns dias, o u pelo m enos dez para a terra oriental.
dias, depois irá. 7Estes, pois, são os dias dos anos d a vida de Abraão,
,6Ele, porém , lhes disse: N ão m e detenhais, pois o que viveu cento e setenta e cinco anos.
S enhor tem prosperado o m eu cam inho; deixai-m e
partir, para que eu volte a m eu senhor. Abraão m orre
57 E disseram : C ham em os a donzela, e p ergunte­ aE A braão expirou, m o rren d o em boa velhice, ve­
mos-lho. lho e farto de dias; e foi congregado ao seu povo;

Abraão expirou [...] e foi congregado ao seu povo seu povo*. Esta expressão se repete em Gênesis 49.33, por oca-
(25.8) sião da morte de Jacó. Em que lugar Abraão e Jacó foram congre-
COMENTÁRIO APOLOGÉTICO: Sobre a morte de Abraão, gados ao seu povo, na sepultura ou no sheol (o mundo Invisível
a referência em estudo declara:"... e foi congregado ao dos mortos)? Certamente, não na sepultura, mas no sheol. Jacó

33
GÊNESIS 25,26

9E Isaque e Ismael, seus filhos, sepultaram -no na O na scim en to de Esaú e Jacó


cova de M acpela, no cam po de Efrom, filho de Zoar, 24E cu m p rin d o -se os seus dias p ara d ar à luz, eis
heteu, que estava em frente de M anre, gêm eos n o seu ventre.
luO cam po que A braão co m p rara aos filhos de 2SE saiu o prim eiro ruivo e todo com o u m vestido
Hete. Ali está sepultado A braão e Sara, sua mulher. de pêlo; p or isso cham aram o seu nom e Esaú.
ME aconteceu depois da m o rte de A braão, que 26E depois saiu o seu irm ão, agarrada sua m ão ao
D eus abençoou a Isaque seu filho; e habitava Isaque calcanhar de Esaú; p o r isso se cham ou o seu nom e
ju n to ao poço Beer-Laai-Rói. Jacó. E era Isaque da idade de sessenta anos q uando
os gerou.
Os descendentes de Ism ael 27E cresceram os m eninos, e Esaú foi ho m em p eri­
l2Estas, porém , são as gerações de Ismael filho de to na caça, ho m em do cam po; m as Jacó era hom em
Abraão, que a serva de Sara, Agar, egípcia, deu a simples, h abitando em tendas.
Abraão. 2“E amava Isaque a Esaú, porque a caça era de seu
I3E estes são os nom es dos filhos de Ismael, pe­ gosto, m as Rebeca am ava a Jacó.
los seus nom es, segundo as suas gerações: O p ri­ 29E Jacó cozera um guisado; e veio Esaú do cam po,
m ogênito de Ismael era Nebaiote, depois Q uedar, e estava ele cansado;
Adbeel e M ibsão, Í0E disse Esaú a Jacó: D eixa-m e, peço-te, com er
l4M isma, D um á, Massá, desse g u isa d o verm elho, porque estou cansado. Por
15H adade, Tema, Jetur, Nafis e Q uedem á. isso se cham o u Edom .
l6Estes são os filhos de Ismael, e estes são os seus 3lE ntão disse Jacó: V ende-m e hoje a tu a p rim o -
nom es pelas suas vilas e pelos seus castelos; doze genitura.
príncipes segundo as suas famílias. 32E disse Esaú: Eis qu e estou a p o n to de m o rrer;
I7E estes são os anos da vida de Ism ael, cento e para que m e s e rv irá a prim ogenitura?
trin ta e sete anos, e ele expirou e, m orrendo, foi con­ 33Então disse Jacó: Jura-m e hoje. E ju ro u -lh e e
gregado ao seu povo. vendeu a sua p rim ogenitura a Jacó.
ISE h ab itaram desde H avilá até Sur, que está em ,4E Jacó deu pão a Esaú e o guisado de lentilhas;
frente do Egito, com o quem vai para a Assíria; e fez o
e ele com eu, e bebeu, e levantou-se, e saiu. Assim
seu assento diante da face de todos os seus irm ãos.
desprezou Esaú a sua prim ogenitura.

Os descendentes de Isaque
Isaque vai a G erar -por causa da fo m e
1-’E estas são as gerações de Isaque, filho de Abraão:
E HAVIA fom e na terra, além da p rim e i­
Abraão gerou a Isaque;
20E era Isaque da idade de quarenta anos, q uando ra fom e, q ue foi nos dias de A braão; p o r
to m o u p or m ulher a Rebeca, filha de Betuel, aram eu isso foi Isaque a A bim eleque, rei dos filisteus, em
de Padã-Arã, irm ã de Labão, aram eu. Gerar.
2IE Isaque orou insistentem ente ao S e n h o r po r sua 2E apareceu-lhe o S enho r , e disse: N ão desças ao
m ulher, p orquanto era estéril; e o S e n h o r ouviu as Egito; habita na terra que eu te disser;
suas orações, e Rebeca sua m ulher concebeu. 3Peregrina nesta terra, e serei contigo, e te abençoa­
22E os filhos lutavam d entro dela; então disse: Se rei; p o rq u e a ti e à tua descendência darei todas estas
assim é, p o r que sou eu assim ? E foi p erg u n ta r ao terras, e confirm arei o ju ram en to que tenho jurado
S e n h o r. a A braão teu pai;
23E o S e n h o r lhe disse: D uas nações h á no teu 4E m ultiplicarei a tu a descendência com o as es­
ventre, e dois povos se dividirão das tuas entranhas, trelas dos céus, e darei à tu a descendência todas
e u m povo será m ais forte do que o o u tro povo, e o estas terras; e p o r m eio dela serão benditas todas as
m aior servirá ao m enor. nações da terra;

morreu efoi congregado ao seu povo. Demoraram quarenta dias ser sepultad o em Macpela (50.13), o que prova que Jacó "foi con-
para embalsamá-lo (50.3). Os egípcios choraram sua morte durante gregado ao seu povo", náo na sepultura dos seus pais, mas no she-
setentadias (50.3). Depois, conduziram o corpo embalsamado para ol. visto que, até entáo, não havia sido ainda sepultado.

34
GÊNESIS 26

’P orquanto A braão obedeceu à m inha voz, e guar­ 18E to rn o u Isaque e cavou os poços de água que
dou o m eu m andado, os m eus preceitos, os m eus cavaram nos dias de A braão seu pai, e que os filisteus
estatutos, e as m inhas leis. entulharam depois da m o rte de Abraão, e cham ou-
6Assim h abitou Isaque em Gerar. os pelos nom es que os cham ara seu pai.
7E perguntando-lhe os hom ens daquele lugar acer­ l9Cavaram , pois, os servos de Isaque naquele vale,
ca de sua m ulher, disse: É m in h a irm ã; porque tem ia e acharam ali um poço de águas vivas.
dizer: É m inha m ulher; para que porventura (dizia 2UE os pastores de G erar porfiaram com os pasto­
ele) não m e m atem os ho m en s daquele lugar por res de Isaque, dizendo: Esta água é nossa. Por isso
am or de Rebeca; porque era form osa à vista. cham ou aquele poço Eseque, p orque contenderam
*E aconteceu que, com o ele esteve ali m uito tem po, com ele.
Abimeleque, rei dos filisteus, o lhou por um a janela, 21Então cavaram o u tro poço, e tam bém porfiaram
e viu, e eis que Isaque estava brincando com Rebeca sobre ele; p o r isso ch am ou-o Sitna.
sua mulher. 22E p artiu dali, e cavou o u tro poço, e não porfia­
9Então cham ou A bim eleque a Isaque, e disse: Eis ram sobre ele; p o r isso ch am ou-o Reobote, e disse:
que na verdade é tua m ulher; com o pois disseste: É P orque agora nos alargou o S en h o r , e crescem os
m inha irmã? E disse-lhe Isaque: P orque eu dizia: nesta terra.
Para que eu porventura não m orra p or causa dela. 2,D epois subiu dali a Berseba.
IHE disse Abimeleque: Q ue é isto que nos fizeste? 24E apareceu-lhe o S enhor naquela m esm a noite,
Facilm ente se teria deitado alguém deste povo e disse: Eu sou o D eus de A braão teu pai; não temas,
com a tua mulher, e tu terias trazido sobre nós um porque eu sou contigo, e abençoar-te-ei, e m ultipli­
delito. carei a tua descendência p o r am o r de A braão m eu
"E m an dou Abimeleque a todo o povo, dizendo: servo.
Q ualquer que tocar neste hom em ou em sua m u ­ “ Então edificou ali um altar, e invocou o nom e do
lher, certam ente m orrerá. S enhor , e arm ou ali a sua tenda; e os servos de Isaque
I2E sem eou Isaque naquela m esm a terra, e colheu cavaram ali u m poço.
naquele m esm o ano cem m edidas, porque o S enhor
o abençoava. A b im e le q u e fa z u m a aliança co m Isaque
I3E engrandeceu-se o hom em , e ia enriquecendo- 26E A bim eleque veio a ele de Gerar, com Auzate seu
se, até que se to rn o u m ui poderoso. amigo, e Ficol, príncipe do seu exército.
UE tin h a possessão de ovelhas, e possessão de 27E disse-lhes Isaque: Por que viestes a m im , pois
vacas, e m uita gente de serviço, de m aneira que os que vós m e odiais e m e repelistes de vós?
filisteus o invejavam. 28E eles disseram: H avem os visto, na verdade, que
1SE todos os poços, que os ser-vos de seu pai tinham o S en h o r é contigo, p o r isso dissemos: Haja agora
cavado nos dias de seu pai Abraão, os filisteus e n tu ­ juram en to entre nós, entre nós e ti; e façam os alian­
lharam e encheram de terra. ça contigo.
l6Disse tam bém A bim eleque a Isaque: A parta-te 29Q ue não nos faças m al, com o nós te não tem os
de nós; p o rq u e m u ito m ais poderoso te tens feito tocado, e com o te fizemos som ente bem , e te deixa­
do que nós. m os ir em paz. Agora tu és o bendito do S enhor .
17Então Isaque partiu dali e fez o seu acam pam ento i0Então lhes fez u m banquete, e co m eram e b e­
no vale de Gerar, e habitou lá. beram ;

Abraão obedeceu à minha voz Senhor lhe pediu para que saisse da terra dos seus pais (12.1;
(26.5) At 7.1 -4). Obedeceu a Deus quando o Senhor lhe pediu para que
andasse em sua presença e fosse perfeito (17.1,2). Obedeceu a
Adventismo do Sétimo Dia. Afirma que Abraão ouviu a
Deus quando o Senhor lhe pediu para que guardasse o concerto
YU U voz de Deus e guardou os seus mandamentos (preceitos).
da circuncisão (17.9-11). Obedeceu a Deus quando o Senhor lhe
Logo, teria guardado o sábado.
pediu para que ouvisse sua mulher Sara e mandasse Agar, a ser­
RESPOSTA APOLOGÉTICA: O texto não declara que es­ va, sair de sua casa (21.12). Obedeceu a Deus quando o Senhor
ses preceitos ou estatutos fossem os Dez Mandamentos, lhe pediu paraque oferecesse seu filho Isaque em sacrifício (22.2).
visto que a lei foi dada 430 anos depois de Abraão (Gl 3.17). Que E obedeceu a Deus quando o Senhor lhe pediu para que perma­
preceitos ou leis Abraão guardou? Obedeceu a Deus quando o necesse na terra que haveria de lhe indicar (26.2,3).

35
GÊNESIS 26,27

3,E levantaram -se de m adrugada e juraram um ao seus olhos com o enganador; assim trarei eu sobre
outro; depois os despediu Isaque, e despediram -se m im m aldição, e não bênção.
dele em paz. I3E disse-lhe sua mãe: M eu filho, sobre m im seja a
,2E aconteceu, naquele m esm o dia, que vieram os tua maldição; som ente obedece à m in h a voz, e vai,
servos de Isaque, e anunciaram -lhe acerca do ne­ traze-mos.
gócio do poço, que tinham cavado; e disseram-lhe: I4E foi, e to m o u -o s, e trouxe-os a sua m ãe; e sua
Temos achado água. m ãe fez um guisado saboroso, com o seu pai gos­
33E ch am ou-o Seba; p o r isso é o no m e daquela tava.
cidade Berseba até o dia de hoje. 15D epois to m o u Rebeca os vestidos de gala de Esaú,
340 r a , sendo Esaú da idade de quarenta anos, to ­ seu filho m ais velho, que tinha consigo em casa, e
m o u p o r m ulher a Judite, filha de Beeri, heteu, e a vestiu a Jacó, seu filho m enor;
Basemate, filha de Elom, heteu. l6E com as peles dos cabritos cobriu as suas m ãos e
3,E estas foram para Isaque e Rebeca um a am argu­ a lisura do seu pescoço;
ra de espírito. l7E deu o guisado saboroso e o pão que tin h a p re­
parado, na m ão de Jacó seu filho.
Isaque m a n d a Esaú fa ze r-lh e u m guisado I8E foi ele a seu pai, e disse: M eu pai! E ele disse:
E ACONTECEU que, com o Isaque enve­ Eis-me aqui; quem és tu, m eu filho?
lheceu, e os seus olhos se escureceram , de ,9E Jacó disse a seu pai: Eu sou Esaú, te u p rim o ­
m aneira que não podia ver, cham ou a Esaú, seu filho gênito; tenho feito com o m e disseste; levanta-te
m ais velho, e disse-lhe: M eu filho. E ele lhe disse: agora, assenta-te e com e da m inha caça, para que a
Eis-me aqui. tua alm a m e abençoe.
2E ele disse: Eis que já agora estou velho, e não sei o 20Então disse Isaque a seu filho: C om o é isto, que
dia da m inha m orte; tão cedo a achaste, filho meu? E ele disse: Porque o
3Agora, pois, tom a as tuas arm as, a tu a aljava e o S e n h o r teu Deus a m an d o u ao m eu encontro.
teu arco, e sai ao cam po, e apanha para m im alguma 21E disse Isaque a Jacó: Chega-te agora, para que
caça. te apalpe, m eu filho, se és m eu filho Esaú m esm o,
4E faze-me um guisado saboroso, com o eu gosto, e ou não.
traze-mo, para que eu com a; para que m inha alma 22Então se chegou Jacó a Isaque seu pai, que o apal­
te abençoe, antes que m orra. pou, e disse: A voz é a voz de Jacó, porém as m ãos são
5E Rebeca escutou q u an d o Isaque falava ao seu as m ãos de Esaú.
filho Esaú. E foi Esaú ao cam po para apanhar a caça 21E não o conheceu, p orquanto as suas m ãos esta­
que havia de trazer. vam cabeludas, com o as m ãos de Esaú seu irm ão; e
abençoou-o.
Rebeca e Jacó enganam a Isaque 24E disse: És tu m eu filho Esaú mesmo? E ele disse:
ftEntão falou Rebeca a Jacó seu filho, dizendo: Eis Eu sou.
que tenho ouvido o teu pai que falava com Esaú teu 25E ntão disse: Faze chegar isso p erto de m im , para
irm ão, dizendo: que com a da caça de m eu filho; p ara que a m inha
7Traze-m e caça, e faze-me um guisado saboroso, alm a te abençoe. E chegou-lhe, e com eu; trouxe-lhe
para que eu com a, e te abençoe diante da face do tam bém vinho, e bebeu.
Se nho r , antes da m inha m orte. 26E disse-lhe Isaque seu pai: O ra chega-te, e beija-
“Agora, pois, filho m eu, ouve a m inha voz naquilo m e, filho m eu.
que eu te m ando: 27E chegou-se, e beijou-o; então sentindo o cheiro
9Vai agora ao rebanho, e traze-m e de lá dois bons das suas vestes, abençoou-o, e disse: Eis que o chei­
cabritos, e eu farei deles um guisado saboroso para ro do m eu filho é com o o cheiro do cam po, que o
teu pai, com o ele gosta; Se n h o r abençoou;
l0E levá-lo-ás a teu pai, para que o com a; para que 2“Assim , pois, te dê D eus do orvalho dos céus, e
te abençoe antes da sua m orte. das g o rd u ras da terra, e ab u n d ân cia de trigo e de
1 ‘Então disse Jacó a Rebeca, sua mãe: Eis que Esaú m osto.
m eu irm ão é hom em cabeludo, e eu hom em liso; 29Sirvam -te povos, e nações se encurvem a ti; sê
,2P orventura m e apalpará o m eu pai, e serei aos senho r de teus irm ãos, e os filhos da tu a m ãe se en-

36
GÊNESIS 27,28

curvem a ti; m alditos sejam os que te am aldiçoarem , 43Agora, pois, m eu filho, ouve a m inha voz, e levan-
e benditos sejam os que te abençoarem . ta-te; acolhe-te a Labão m eu irm ão, em Harã,
44E m o ra com ele alguns dias, até que passe o furor
E saú descobre q u e J a c ó já havia de teu irm ão;
tom ado a bênção 45Até q ue se desvie de ti a ira de teu irm ão, e se
30E aconteceu que, acabando Isaque de abençoar esqueça do que lhe fizeste; então m andarei trazer-
a Jacó, apenas Jacó acabava de sair da presença de te de lá; p o r que seria eu desfilhada tam bém de vós
Isaque seu pai, veio Esaú, seu irm ão, da sua caça; am bos n u m m esm o dia?
3IE fez tam bém ele um guisado saboroso, e trouxe- 46E disse Rebeca a Isaque: Enfadada estou da m i­
o a seu pai; e disse a seu pai: Levanta-te, m eu pai, e nha vida, p o r causa das filhas de Hete; se Jacó tom ar
com e da caça de teu filho, para que m e abençoe a m ulher das filhas de H ete, com o estas são, das filhas
tu a alma. desta terra, para que m e servirá a vida?
32E disse-lhe Isaque seu pai: Q uem és tu? E ele disse:
Eu sou teu filho, o teu prim ogênito Esaú. Isaque m a n d a Jacó a Padã-Arã
33Então estrem eceu Isaque de um estrem ecim ento E ISAQUE cham ou a Jacó, e abençoou-o, e
m uito grande, e disse: Q uem , pois, éaquele que apa­ o rd en o u -lh e, e disse-lhe: N ão tom es m u ­
n h o u a caça, e ma trouxe? E com i de tudo, antes que lher de entre as filhas de Canaã;
tu viesses, e abençoei-o, e ele será bendito. 2Levanta-te, vai a Padã-A rã, à casa de Betuel, pai
14Esaú, ouvindo as palavras de seu pai, b rad o u de tua m ãe, e tom a de lá um a m u lh er das filhas de
com grande e m ui am argo brado, e disse a seu pai: Labão, irm ão de tu a mãe;
A bençoa-m e tam bém a m im , m eu pai. 3E Deus Todo-Poderoso te abençoe, e te faça fru ti­
3,E ele disse: Veio teu irm ão com sutileza, e tom ou ficar, e te m ultiplique, p ara qu e sejas um a m ultidão
a tua bênção. de povos;
36E ntão disse ele: N ão é o seu nom e justam ente 4E te dê a bênção de A braão, a ti e à tu a descendên­
lacó, tanto que já duas vezes m e enganou? A m inha cia contigo, para que em herança possuas a te rra de
prim ogenitura m e tom ou, e eis que agora m e to m o u tuas peregrinações, que D eus deu a Abraão.
a m inha bênção. E perguntou: N ão reservaste, pois, 5Assim despediu Isaque a Jacó, o qual se foi a
para m im n enhum a bênção? Padã-A rã, a Labão, filho de Betuel, aram eu, irm ão
37Então respondeu Isaque a Esaú dizendo: Eis que de Rebeca, m ãe de Jacó e de Esaú.
o ten h o posto p o r senhor sobre ti, e todos os seus éVendo, pois, Esaú que Isaque abençoara a Jacó, e
irm ãos lhe tenho dado p o r servos; e de trig o e de o enviara a Padã-Arã, para to m ar m u lh er dali para
m osto o tenho fortalecido; que te farei, pois, agora, si, eque, abençoando-o, lhe ordenara, dizendo: N ão
m eu filho? tom es m ulher das filhas de Canaã;
38E disse Esaú a seu pai: Tens u m a só bênção, m eu 7E que Jacó obedecera a seu pai e a sua m ãe, e se
pai? A bençoa-m e tam bém a m im , m eu pai. E levan­ fora a Padã-Arã;
tou Esaú a sua voz, e chorou. 8Vendo tam bém Esaú que as filhas de C anaã eram
39Então respondeu Isaque, seu pai, e disse-lhe: Eis m ás aos olhos de Isaque seu pai,
que a tu a habitação será nas gorduras da terra e no 9Foi Esaú a Ism ael, e to m o u p ara si p o r m ulher,
orvalho dos altos céus. além das suas m ulheres, a M aalate filha de Ismael,
40E pela tua espada viverás, e ao teu irm ão servirás. filho de Abraão, irm ã de Nebaiote.
Acontecerá, porém , que q u an d o te assenhoreares,
então sacudirás o seu jugo do teu pescoço. A visão da escada d e Jacó
41E Esaú odiou a Jacó p o r causa daquela bênção, l0Partiu, pois, Jacó de Berseba, e foi a Harã;
com que seu pai o tinha abençoado; e Esaú disse no 11E chegou a u m lugar o nde passou a noite, porque
seu coração: Chegar-se-ão os dias de luto de m eu já o sol era posto; e to m o u u m a das pedras daquele
pai; e m atarei a Jacó m eu irm ão. lugar, e a pôs p o r seu travesseiro, e deitou-se naquele
42E foram denunciadas a Rebeca estas palavras de lugar, para dorm ir.
Esaú, seu filho m ais velho; e ela m an d o u cham ar a 12E sonhou: e eis u m a escada posta na terra, cujo
Jacó, seu filho m enor, e disse-lhe: Eis que Esaú teu to p o tocava n o s céus; e eis q ue os anjos de Deus
irm ão se consola a teu respeito, propondo m atar-te. subiam e desciam p o r ela;

37
GÊNESIS 28,29

l3E eis que o Se n h o r estava em cim a dela, e disse: bem , e eis aqui Raquel sua filha, que vem com as
Eu sou o Se n h o r D eus de A braão teu pai, e o D eus ovelhas.
de Isaque; esta terra, em que estás deitado, darei a ti 7E ele disse: Eis que ainda é pleno dia, não é tem po
e à tu a descendência; de aju n tar o gado; dai de b eber às ovelhas, e ide
l4E a tu a descendência será com o o pó da terra, e ap ascen tá-te.
estender-se-á ao ocidente, e ao oriente, e ao norte, e SE disseram: N ão podem os, até que todos os reba­
ao sul, e em ti e na tua descendência serão benditas nhos se ajuntem , e rem ovam a pedra de sobre a boca
todas as fam ílias da terra; do poço, para que dem os de beber às ovelhas.
l5E eis que estou contigo, e te guardarei por onde
q uer que fores, e te farei to rn ar a esta terra; porque Jacó en co n tra R aquel
não te deixarei, até que haja cum prido o que te te­ 9Estando ele ainda falando com eles, veio Raquel
n h o falado. com as ovelhas de seu pai; porque ela era pastora.
“'Acordando, pois, Jacó do seu sono, disse: Na ver­ I0E aconteceu que, vendo Jacó a Raquel, filha de La­
dade o S enhor está neste lugar; e eu não o sabia. bão, irm ão de sua mãe, e as ovelhas de Labão, irm ão
I7E tem eu, e disse: Q uão terrível è este lugar! Este de sua m ãe, chegou Jacó, e revolveu a pedra de sobre
não é outro lugar senão a casa de Deus; e esta é a a boca do poço e d eu de beber às ovelhas de Labão,
p o rta dos céus. irm ão de sua mãe.
11E Jacó beijou a Raquel, e lev an to u a sua voz e
A coluna de B etei chorou.
l8Então levantou-se Jacó pela m an h ã de m a d ru ­ I2E Jacó an u n cio u a Raquel que era irm ão de seu
gada, e to m o u a ped ra que tin h a posto p o r seu pai, e que era filho de Rebeca; então ela correu, e o
travesseiro, e a pôs po r coluna, e d erram o u azeite anun cio u a seu pai.
em cim a dela. 13E aconteceu que, ouvindo Labão as novas de Jacó,
I9E cham ou o nom e daquele lugar Betei; o nom e filho de sua irm ã, correu-lhe ao encontro, e ab ra­
porém daquela cidade antes era Luz. çou-o, e beijou-o, e levou-o à sua casa; e ele contou
20E Jacó fez um voto, dizendo: Se Deus for com igo, a Labão todas estas coisas.
e m e guardar nesta viagem que faço, e m e der pão HEntão Labão disse-lhe: V erdadeiram ente és tu o
para comer, e vestes para vestir; m eu osso e a m in h a carne. E ficou com ele u m mês
2 ‘E eu em paz to m a r à casa de m eu pai, o S enho r inteiro.
m e será por Deus; l5D epois disse Labão a Jacó: P orque tu és m eu
22E esta pedra que tenho posto po r coluna será casa irm ão, hás de servir-m e de graça? D eclara-m e qual
de Deus; e de tudo quanto m e deres, certam ente te será o teu salário.
darei o dízimo. I6E Labão tinha duas filhas; o nom e da m ais velha
era Lia, e o nom e da m enor Raquel.
Jacó chega ao poço d e H arã 17Lia tinha olhos tenros, mas Raquel era de fo rm o ­
ENTÃO pôs-se Jacó a cam inho e foi à terra so sem blante e form osa à vista.
do povo do oriente; 18E Jacó am ava a Raquel, e disse: Sete anos te servi­
2E olhou, e eis u m poço no cam po, e eis três reba­ rei p o r Raquel, tu a filha menor.
nhos de ovelhas que estavam deitados ju n to a ele; 19Então disse Labão: M elhor é que eu a dê a ti, do
porque daquele poço davam de beber aos rebanhos; que eu a dê a o u tro hom em ; fica comigo.
e havia um a grande pedra sobre a boca do poço. 20Assim serviu Jacó sete anos p o r Raquel; e estes
5E ajuntavam ali todos os rebanhos, e rem oviam a lhe pareceram com o poucos dias, pelo m u ito que
pedra de sobre a boca do poço, e davam de beber às a amava.
ovelhas; e tornavam a pôr a pedra sobre a boca do
poço, no seu lugar. Labão engana Jacó
4E disse-lhes Jacó: Meus irm ãos, d onde sois? E dis­ 2' E disse Jacó a Labão: D á-m e m in h a m ulher, p o r­
seram: Somos de Harã. que m eus dias são cum pridos, para que eu m e case
5E ele lhes disse: Conheceis a Labão, filho de Naor? com ela.
E disseram : Conhecem os. 22Então reu n iu Labão a todos os h om ens daquele
6D isse-lhes mais: Está ele bem ? E disseram : Está lugar, e fez u m banquete.

38
GÊNESIS 29,30

J3E aconteceu, à tarde, que to m o u Lia, sua filha, e 5E concebeu Bila, e deu a Jacó um filho.
trouxe-a a Jacó que a possuiu. 6Então disse Raquel: Julgou-m e D eus, e tam bém
24E Labão deu sua serva Zilpa a Lia, sua filha, por ouviu a m in h a voz, e m e d eu um filho; p o r isso
serva. cham ou-lhe Dã.
25E aconteceu que pela m anhã, viu que era Lia; 7E Bila, serva de Raquel, concebeu o u tra vez, e deu
pelo que disse a Labão: Por que m e fizeste isso? a Jacó o segundo filho.
N ão te tenho servido p o r Raquel? Por que então 8Então disse Raquel: C om g randes lutas tenho
m e enganaste? lutado com m inha irm ã; tam bém venci; e cham ou-
26E disse Labão: N ão se faz assim no nosso lugar, lhe Naftali.
que a m enor se dê antes da prim ogênita. ’Vendo, pois, Lia que cessava de ter filhos, to m o u
27C um pre a sem ana desta; então te darem os ta m ­ tam bém a Zilpa, sua serva, e deu -a a Jacó p o r m u ­
bém a outra, pelo serviço que ainda outros sete anos lher.
comigo servires. I0E deu Zilpa, serva de Lia, u m filho a Jacó.
"E n tã o disse Lia: A fortunada! e ch am ou-lhe
Jacó casa co m R aq u el Gade.
2#E Jacó fez assim, e cum priu a sem ana de Lia; e n ­ 12D epois deu Zilpa, serva de Lia, u m segundo filho
tão lhe deu po r m ulher Raquel sua filha. a Jacó.
2I)E Labão deu sua serva Bila po r serva a Raquel, l3Então disse Lia: Para m in h a ventura; p o rq u e as
sua filha. filhas m e terão p o r bem -aventurada; e cham ou-lhe
10E possuiu tam bém a Raquel, e am ou tam bém a Aser.
Raquel m ais do que a Lia e serviu com ele ainda I4E foi R úben nos dias da ceifa do trigo, e achou
outros sete anos. m andrágoras n o cam po. E trouxe-as a Lia sua mãe.
3'Vendo, pois, o Se n h o r que Lia era desprezada, Então disse Raquel a Lia: O ra dá-m e das m a n d rá­
abriu a sua m adre; porém Raquel era estéril. goras de teu filho.
I5E ela lhe disse: É já p o u co que hajas to m a d o o
O n ascim ento dos filh o s de Jacó m eu m arido, tom arás tam bém as m andrágoras do
32E concebeu Lia, e deu à luz u m filho, e cham ou-o m eu filho? Então disse Raquel: Por isso ele se deitará
Rúben; pois disse: Porque o Se n h o r atendeu à m inha contigo esta noite pelas m andrágoras de teu filho.
aflição, por isso agora m e am ará o m eu m arido. l6V indo, pois, Jacó à ta rd e d o cam p o , saiu -lh e
,3E concebeu ou tra vez, e deu à luz um filho, dizen­ Lia ao en c o n tro , e disse: A m im p o ssu irá s, esta
do: Porquanto o Se n h o r ouviu que eu era des-preza- noite, p o rq u e certam e n te te aluguei com as m a n ­
da, e deu-m e tam bém este. E cham ou-o Simeão. drág o ras do m eu filho. E d eito u -se com ela aquela
34E concebeu outra vez, e deu à luz um filho, dizendo: noite.
Agora esta vez se unirá m eu m arido a m im , porque três ,7E ouviu D eus a Lia, e concebeu, e deu à luz um
filhos lhe tenho dado. Por isso cham ou-o Levi. quin to filho.
35E concebeu ou tra vez e d eu à luz um filho, dizen­ l8Então disse Lia: D eus m e tem dado o m eu galar­
do: Esta vez louvarei ao Senho r . Por isso cham ou-o dão, pois tenho dado m in h a serva ao m eu m arido.
Judá; e cessou de dar à luz. E cham ou-lhe Issacar.
,9E Lia concebeu o u tra vez, e deu a Jacó um sexto
VENDO Raquel que não dava filhos a Jacó, filho.
teve inveja de sua irm ã, e disse a Jacó: Dá- 20E disse Lia: Deus m e deu um a boa dádiva; desta
m e filhos, se não m orro. vez m orará o m eu m arido com igo, porque lhe tenho
2Então se acendeu a ira de Jacó co n tra Raquel, e dado seis filhos. E ch am ou-lhe Zebulom .
disse: Estou eu no lugar de Deus, que te im pediu o 2IE depois teve u m a filha, e cham ou-lhe Diná.
fruto de teu ventre? 22E lem brou-se D eus de Raquel; e Deus a ouviu, e
3E ela disse: Eis aqui m inha serva Bila; coabita com abriu a sua madre.
ela, para que dê à luz sobre m eus joelhos, e eu assim 23E ela concebeu, e deu à luz um filho, e disse: Ti-
receba filhos por ela. rou-m e D eus a m in h a vergonha.
4Assim lhe deu a Bila, sua serva, por m ulher; e Jacó 24E cham ou-lhe José, dizendo: O Se n h o r m e acres­
a possuiu. cente o u tro filho.

39
GÊNESIS 30,31

Labão fa z u m novo acordo cotn Jacó '"'Então separou Jacó os cordeiros, e pôs as faces do
25E aconteceu que, com o Raquel deu à luz a José, rebanho p ara os listrados, e to d o o m o reno entre o
disse Jacó a Labão: D eixa-m e ir, que m e vá ao m eu rebanho de Labão; e pôs o seu reb an h o à p arte, e não
lugar, e à m inha terra. o pôs com o rebanho de Labão.
26D i-m e as m inhas m ulheres, e os m eus filhos, pe­ 41E sucedia que cada vez que concebiam as ovelhas
las quais te tenho servido, e ir-me-ei; pois tu sabes o fortes, p u n h a Jacó as varas nos canos, d ian te dos
serviço que te tenho feito. olhos do rebanho, p ara que concebessem d iante
27Então lhe disse Labão: Se agora tenho achado gra­ das varas.
ça em teus olhos, fica comigo. Tenho experim entado 42Mas, q u an d o era fraco o rebanho, não as punha.
que o S en h or m e abençoou po r am or de ti. Assim as fracas eram de Labão, e as fortes de Jacó.
28E disse mais: D eterm ina-m e o teu salário, que 43E cresceu o h o m em em grande m aneira, e teve
to darei. m uito s rebanhos, e servas, e servos, e cam elos e
29E ntão lhe disse: Tu sabes com o te tenho servido, jum entos.
e com o passou o teu gado comigo.
30P orque o pouco que tin h as antes de m im tem D eus m anda Jacó to m a r á terra dos seus pais
au m en tado em grande núm ero; e o S enhor te tem 1 ENTÃO ouvia as palavras dos filhos de
abençoado p o r m eu trabalho. Agora, pois, quando
hei de trabalhar tam bém p o r m inha casa?
3 X Labão, que diziam: Jacó tem tom ad o tudo
o que era de nosso pai, e do que era de nosso pai fez
3IE disse ele: Q ue te darei? Então disse Jacó: N ada ele toda esta glória.
me darás. Se m e fizeres isto, tornarei a apascentar e 2Viu tam bém Jacó o rosto de Labão, e eis que não
a guardar o teu rebanho; era para com ele com o anteriorm ente.
32Passarei hoje por todo o teu rebanho, separando 3E disse o S enhor a Jacó: T orna-te à terra dos teus
dele todos os salpicados e m alhados, e todos os m o ­ pais, e à tu a parentela, e eu serei contigo.
renos entre os cordeiros, e os m alhados e salpicados 4Então m a n d o u Jacó cham ar a Raquel e a Lia ao
entre as cabras; e isto será o m eu salário. cam po, para ju n to do seu rebanho,
33Assim testificará po r m im a m inha justiça no dia 5E disse-lhes: Vejo que o rosto de vosso pai não é
de am anhã, qu an d o vieres e o m eu salário estiver para com igo com o anteriorm ente; porém o D eus de
diante de tua face; tu d o o que não for salpicado e m eu pai tem estado comigo;
m alhado entre as cabras e m oreno entre os cordei­ 6E vós m esm as sabeis que com to d o o m eu esforço
ros, ser-m e-á p o r furto. tenho servido a vosso pai;
34Então disse Labão: Q uem dera seja conform e a 7Mas vosso pai m e enganou e m u d o u o salário dez
tu a palavra. vezes; porém D eus não lhe p erm itiu que m e fizesse
35E separou naquele m esm o dia os bodes listrados mal.
e m alhados e todas as cabras salpicadas e m alhadas, 8Q uan d o ele dizia assim: Os salpicados serão o teu
todos em que havia brancura, e todos os m orenos salário; então todos os rebanhos davam salpicados.
entre os cordeiros; e deu-os nas m ãos dos seus E q u an d o ele dizia assim: O s listrados serão o teu
filhos. salário, então todos os rebanhos davam listrados.
36E pôs três dias de cam inho entre si e Jacó; e Jacó ’Assim D eus tiro u o gado de vosso pai, e deu-o a
apascentava o restante dos rebanhos de Labão. m im .
10E sucedeu que, ao tem po em que o rebanho co n ­
A m aneira com o Jacó enga n o u Labão cebia, eu levantei os m eus olhos e vi em sonhos,
37Então to m o u Jacó varas verdes de álam o e de ave­ e eis que os bodes, que cobriam as ovelhas, eram
leira e de castanheiro, e descascou nelas riscas b ra n ­ listrados, salpicados e m alhados.
cas, descobrindo a brancura que nas varas havia, 1 ‘E disse-m e o anjo de D eus em sonhos: Jacó! E eu
38E pôs estas varas, que tin h a descascado, em disse: Eis-me aqui.
frente aos rebanhos, nos canos e nos bebedouros 12E disse ele: Levanta agora os teus olhos e vê todos
de água, aonde os rebanhos vinham beber, para que os bodes que cobrem o rebanho, que são listrados,
concebessem quando vinham beber. salpicados e m alhados; p o rq u e ten h o visto tu d o o
39E concebiam os rebanhos diante das varas, e as ove­ que Labão te fez.
lhas davam crias listradas, salpicadas e malhadas. l3Eu sou o D eus de Betei, o nde tens u n g id o u m a

40
GÊNESIS 31

coluna, onde m e fizeste um voto; levanta-te agora, saudades de voltar à casa de teu pai, p o r que furtaste
sai-te desta terra e to rna-te à terra da tua parentela. os m eus deuses?
,4Então responderam Raquel e Lia e disseram - 3'E ntão respondeu Jacó, e disse a Labão: Porque
lhe: Há ainda para nós p arte o u herança na casa de temia; pois que dizia comigo, se porventura não me
nosso pai? arrebatarias as tuas filhas.
15Não nos considera ele com o estranhas? Pois ven - 32C om quem achares os teus deuses, esse não viva;
deu-nos, e com eu de todo o nosso dinheiro. reconhece diante de nossos irm ãos o que é teu do
16Porque toda a riqueza, que Deus tirou de nosso que está com igo, e to m a-o para ti. Pois Jacó não
pai, é nossa e de nossos filhos; agora, pois, faze tudo sabia que Raquel os tin h a furtado.
o que Deus te m andou. 3iEntão en tro u Labão n a tenda de Jacó, e na te n ­
,7Então se levantou Jacó, pondo os seus filhos e as da de Lia, e na tenda de am bas as servas, e não os
suas m ulheres sobre os camelos; achou; e saindo da ten d a de Lia, e n tro u na tenda
IRE levou todo o seu gado, e todos os seus bens, que de Raquel.
havia adquirido, o gado que possuía, que alcançara 34Mas tin h a to m ad o Raquel os ídolos e os tinha
em Padã-Arã, para ir a Isaque, seu pai, à terra de posto na albarda de um camelo, e assentara-se sobre
Canaã. eles; e apalpou Labão toda a tenda, e não os achou.
I9E havendo Labão ido a tosquiar as suas ovelhas, 3,E ela disse a seu pai: N ão se acenda a ira aos olhos
furtou Raquel os ídolos que seu pai tinha. de m eu senhor, que não posso levantar-m e diante
2UE Jacó logrou a Labão, o aram eu, porque não lhe da tua face; p o rq u an to tenho o costum e das m ulhe­
fez saber que fugia. res. E ele p rocurou, m as não achou os ídolos.
2IE fugiu ele com tu d o o que tinha, e levantou- 36E ntão iro u -se Jacó e co n ten d eu com Labão; e
se e passou o rio; e se dirigiu para a m o n tan h a de respondeu Jacó, e disse a Labão: Q ual é a m in h a
Gileade. transgressão? Qual é o m eu pecado, que tão fu rio ­
sam ente m e tens perseguido?
Labão persegue Jacó 37H avendo apalpado to d o s os m eus m óveis, que
22E no terceiro dia foi anunciado a Labão que Jacó achaste de todos os m óveis de tu a casa? Põe- no aqui
tinha fugido. diante dos m eus irm ãos e de teus irm ãos; e que ju l­
23Então to m o u consigo os seus irm ãos, e atrás dele guem entre nós am bos.
seguiu o seu cam inho por sete dias; e alcançou-o na ,8Estes vinte anos eu estive contigo; as tuas ovelhas
m ontanha de Gileade. e as tuas cabras nu n ca ab o rtaram , e não com i os
24Veio, porém , Deus a Labão, o aram eu, em sonhos, carneiros do teu rebanho.
de noite, e disse-lhe: G uarda-te, que não fales com 39N ão te trouxe eu o despedaçado; eu o pagava; o
Jacó nem bem nem mal. furtado de dia e o furtado de noite da m inha m ão
2,Alcançou, pois, Labão a Jacó, e arm ara Jacó a sua o requerias.
tenda naquela m ontanha; arm ou tam bém Labão 40Estava eu assim: De dia m e consum ia o calor, e de
com os seus irmãos a sua, na m ontanha de Gileade. noite a geada; e o m eu sono fugiu dos m eus olhos.
26Então disse Labão a Jacó: Q ue fizeste, que m e 4lTenho estado agora vinte anos na tua casa; ca­
lograste e levaste as m inhas filhas com o cativas pela torze anos te servi p o r tuas duas filhas, e seis anos
espada? p o r teu rebanho; m as o m eu salário tens m udado
27Por que fugiste ocultam ente, e lograste-m e, e não dez vezes.
me fizeste saber, para que eu te enviasse com alegria, 42Se o D eus de m eu pai, o D eus de A braão e o tem o r
e com cânticos, e com tam boril e com harpa? de Isaque não fora com igo, p o r certo m e despedi­
28T am bém não m e perm itiste beijar os m eus fi­ rias agora vazio. D eus aten d eu à m inha aflição, e ao
lhos e as m inhas filhas. Loucam ente agiste, agora, trabalho das m inhas m ãos, e repreendeu-íe ontem
fazendo assitn. à noite.
29Poder havia em m inha m ão para vos fazer mal,
mas o D eus de vosso pai m e falou on tem à noite, A aliança en tre Labão e Jacó em G aleede
dizendo: G uarda-te, que não fales com Jacó nem 43Então respondeu Labão, e disse a Jacó: Estas filhas
bem nem mal. são m inhas filhas, e estes filhos são m eus filhos, e este
50E agora se querias ir embora, p o rq u an to tinhas rebanho é o m eu rebanho, e tu d o o que vês, é meu; e

41
GÊNESIS 31,32

que farei hoje a estas m inhas filhas, ou a seus filhos, e enviei para o anunciar a m eu senhor, para que ache
que deram à luz? graça em teus olhos.
44Agora pois vem , e façam os aliança eu e tu , que 6E os mensageiros voltaram a Jacó, dizendo: Fomos
seja p o r testem unho entre m im e ti. a teu irm ão Esaú; e tam bém ele vem para en co n trar-
4,Então to m o u Jacó um a pedra, e erigiu-a por te, e quatrocentos h om ens com ele.
coluna. 'E ntão Jacó tem eu m uito e angustiou-se; e repartiu
46E disse Jacó a seus irmãos: A juntai pedras. E to ­ o povo que com ele estava, e as ovelhas, e as vacas, e
m aram pedras, e fizeram um m ontão, e com eram os camelos, em dois bandos.
ali sobre aquele m ontão. sPorque dizia: Se Esaú vier a um b an d o e o ferir, o
47E ch a m o u -o Labão Jegar-Saaduta; porém Jacó outro bando escapará.
ch am o u -o Galeede. 9Disse mais Jacó: Deus de m eu pai Abraão, e Deus
4tlE ntão disse Labão: Este m o n tão seja hoje por de m eu pai Isaque, o Senho r , que m e dis-seste: Tor-
testem unha entre m im e ti. Por isso se lhe cham ou na-te à tua terra, e a tua parentela, e far-te-ei bem ;
Galeede, "’M enor sou eu que todas as beneficências, e que
49E Mispá, porquanto disse: A tente o Se n h o r entre toda a fidelidade que fizeste ao teu servo; p o rq u e
m im e ti, q uando nós estiverm os apartados um do com m eu cajado passei este Jordão, e agora m e to r­
outro. nei em dois bandos.
5HSe afligires as m inhas filhas, e se tom ares m ulhe­ 11 Livra-me, peço-te, da m ão de m eu irm ão, da m ão
res além das m inhas filhas, ninguém está conosco; de Esaú; p o r que eu o tem o; p o rv en tu ra não venha,
atenta que Deus é testem unha entre m im e ti. e m e fira, e a m ãe com os filhos.
5lDisse m ais Labão a Jacó: Eis aqui este m esm o 12E tu o disseste: C ertam ente te farei bem , e farei
m ontão, e eis aqui essa coluna que levantei entre a tu a descendência com o a areia do m ar, que pela
m im e ti. m ultidão não se pode contar.
S2Este m ontão seja testem unha, e esta coluna seja 13E passou ali aquela noite; e to m o u do que lhe veio
testem unha, que eu não passarei este m ontão a ti, à sua mão, um presente para seu irm ão Esaú:
e q ue tu não passarás este m o n tão e esta coluna a l4D uzentas cabras e vinte bodes; duzentas ovelhas
m im , p ara mal. e vinte carneiros;
5íO D eus de A braão e o Deus de Naor, o Deus de 1’Trinta camelas de leite com suas crias, quarenta
seu pai, julgue entre nós. E ju ro u Jacó pelo tem or de vacas e dez novilhos; vinte jum entas e dez ju m en -
seu pai Isaque. tinhos;
54E ofereceu Jacó um sacrifício na m o n ta n h a, e l6E deu-os na m ão dos seus servos, cada rebanho à
convidou seus irm ãos, para com er pão; e com eram parte, e disse a seus servos: Passai adiante de m im e
pão e passaram a noite na m ontanha. pond e espaço entre rebanho e rebanho.
” E levantou-se Labão pela m anhã de m adrugada, 17E ordenou ao prim eiro, dizendo: Q u an d o Esaú,
e beijou seus filhos e suas filhas e ab en-çoou-os e m eu irm ão, te encontrar, e te p erg u n tar, dizendo:
partiu; e voltou Labão ao seu lugar. De quem és, e p ara onde vais, e de quem são estes
diante de ti?
A visão de Jacó e m M a a n a im l8Então dirás: São de teu servo Jacó, presente que
JA C Ó também seguiu o seu cam inho, e envia a m eu senhor, a Esaú; e eis que ele m esm o vem
en contraram -no os anjos de Deus. tam bém atrás de nós.
2E Jacó disse, qu an d o os viu: Este é o exército de ,9E ord en o u tam bém ao segundo, e ao terceiro, e a
Deus. E cham ou aquele lugar M aanaim . todos os q ue vinham atrás dos rebanhos, dizendo:
C onfo rm e a esta m esm a palavra falareis a Esaú,
Jacó envia m ensageiros a E saú quan d o o achardes.
3E enviou Jacó m ensageiros adiante de si a Esaú, 20E direis tam bém : Eis que o teu servo Jacó vem
seu irm ão, à terra de Seir, territó rio de Edom. atrás de nós. Por que dizia: Eu o aplacarei com o
4E ordenou-lhes, dizendo: Assim direis a m eu se­ presente, qu e vai adiante de m im , e depois verei a
n h o r Esaú: Assim diz Jacó, teu servo: C om o peregri­ sua face; p o rv en tu ra ele m e aceitará.
no m orei com Labão, e m e detive lá até agora; 2lAssim, passou o presente adiante dele; ele, p o ­
5E tenho bois e jum entos, ovelhas, e servos e servas; rém , passou aquela noite no arraial.

42
GÊNESIS 32,33

Jacó passa o vau de Jaboque e luta com u m anjo 3E ele mesmo passou adiante deles e inclinou-se à
22E levantou-se aquela mesma noite, e tom ou as terra sete vezes, até que chegou a seu irmão.
suas duas mulheres, e as suas duas servas, e os seus 4Então Esaú correu-lhe ao encontro, e abraçou-
onze filhos, e passou o vau de Jaboque. o, e lançou-se sobre o seu pescoço, e beijou-o; e
23E tom ou-os e fê-los passar o ribeiro; e fez passar choraram.
tudo o que tinha. ’Depois levantou os seus olhos, e viu as mulheres,
24 Jacó, porém, ficou só; e lutou com ele um ho­ e os m eninos, e disse: Quem são estes contigo? E ele
mem, até que a alva subiu. disse: Os filhos que Deus graciosamente tem dado
2,E vendo este que não prevalecia contra ele, tocou a teu servo.
a juntura de sua coxa, e se deslocou a juntura da coxa 6Então chegaram as servas; elas e os seus filhos, e
de Jacó, lutando com ele. inclinaram-se.
26E disse: Deixa-me ir, porque já a alva subiu. 7E chegou também Lia com seus filhos, e inclina­
Porém ele disse: Não te deixarei ir, se não me aben­ ram-se; e depois chegou José e Raquel e inclina­
çoares. ram-se.
8E disse Esaú: De que te serve todo este bando que
27E disse-lhe: Qual é o teu nome? E ele disse: Jacó.
tenho encontrado? E ele disse: Para achar graça aos
28Então disse: Não te chamarás mais Jacó, mas Is­
olhos de meu senhor.
rael; pois como príncipe lutaste com Deus e com os
9Mas Esaú disse: Eu tenho bastante, meu irmão;
homens, e prevaleceste.
seja para ti o que tens.
29E Jacó lhe perguntou, e disse: Dá-me, peço-te, a
l0Então disse Jacó: Não, se agora tenho achado gra­
saber o teu nome. E disse: Por que perguntas pelo
ça em teus olhos, peço-te que tomes o meu presente
meu nome? E abençoou-o ali.
da minha mão; porquanto tenho visto o teu rosto,
30E chamou Jacó o nom e daquele lugar Peniel, por­
com o se tivesse visto o rosto de Deus, e tomaste
que dizia: Tenho visto a Deus face a face, e a minha
contentamento em mim.
alma foi salva.
1 'Toma, peço-te, a minha bênção, que te foi tra­
3IE saiu-lhe o sol, quando passou a Peniel; e man­
zida; porque Deus graciosamente ma tem dado; e
quejava da sua coxa. porque tenho de tudo. E instou com ele, até que a
’-Por isso os filhos de Israel não com em o nervo tomou.
encolhido, que está sobre a juntura da coxa, até o dia ,2E disse: Caminhemos, e andemos, e eu partirei
de hoje; porquanto tocara a juntura da coxa de Jacó adiante de ti.
no nervo encolhido. l3Porém ele lhe disse: Meu senhor sabe que estes
filhos são tenros, e que tenho com igo ovelhas e vacas
O encontro d e E saú e Jacó de leite; se as afadigarem som ente um dia, todo o
E LEVANTOU Jacó os seus olhos, e olhou, e rebanho morrerá.
eis que vinha Esaú, e quatrocentos homens l4Ora passe o m eu senhor adiante de seu servo;
com ele. Então repartiu os filhos entre Lia, e Raquel, e eu irei com o guia pouco a pouco, conform e ao
e as duas servas. passo do gado que vai adiante de mim, e conforme
2E pôs as servas e seus filhos na frente, e a Lia e seus ao passo dos m eninos, até que chegue a meu senhor
filhos atrás; porém a Raquel e José os derradeiros. em Seir.

Tenho visto a Deus face a face testemunhar com olhos humanos sua glória celeste descober­
(32.30) ta. A referência em estudo nos mostra que Jacó estava diante
de uma manifestação teofânica de Deus. Ou seja, uma aparição
Mormonismo. Afirma que Deus Pai tem corpo físico e ros­ representada na forma humana. Neste caso, tratava-se de uma
to que podem ser vistos. aparição tangível, mas que não refletia a glória e o resplendor ce­
leste. O que seria algo impossível, de acordo com êxodo 33.20.
ÇT) Ceticismo. Diz haver contradição entre a referência em es-
Para o apóstolo Paulo, era extremamente possivel contemplar
® tudo e Éxodo 33.20,23 e João 1.18, por não concordarem
o resplendor divino de forma íntima, imanente (2Co 4.6). Jesus
com a possibilidade de o homem ver o Senhor face a face.
atestou a possibilidade da contemplação de Deus, o Pai, ape­
__g RESPOSTA APOLOGÉTICA: Existe diferença entre con- nas em representação humana, quando disse: *Quem me vê a
>= templar uma representação de Deus em figura humana e mim vê o Pai" (Jo 14.9).

43
GÊNESIS 33,34

15E Esaú disse: Perm ite então que eu deixe contigo darei o que m e disserdes; dai-m e som en te a m oça
alguns da m inha gente. E ele disse: Para que é isso? por m ulher.
Basta q ue ache graça aos olhos de m eu senhor. 1-’Então responderam os filhos de Jacó a Siquém e
"'Assim voltou Esaú aquele dia pelo seu cam inho a H am or, seu pai, enganosam ente, e falaram , p o r­
a Seir. quanto havia violado a D iná, sua irm ã.
l7Jacó, porém , partiu para Sucote e edificou para I4E disseram -lhe: N ão p o d em o s fazer isso, d ar a
si um a casa; e fez cabanas para o seu gado; p o r isso nossa irm ã a um hom em não circuncidado; porque
cham ou aquele lugar Sucote. isso seria um a vergonha para nós;
' ’N isso, porém , co nsentirem os a vós: se fordes
Jacó chega à S iq u é m e levanta u m altar com o nós; que se circuncide to d o o h o m em entre
l8E chegou Jacó salvo à Salém, cidade de Siquém, vós;
que está na terra de Canaã, quando vinha de Padã- l6Então dar-vos-em os as nossas filhas, e to m are­
Arã; e arm o u a sua tenda diante da cidade. m os nós as vossas filhas, e h abitarem os convosco, e
|,*E com prou um a parte do cam po em que esten­ serem os um povo;
dera a sua tenda, da m ão dos filhos de H am or, pai de l7Mas se não nos ouvirdes, e não vos circuncidar­
Siquém , p o r cem peças de dinheiro. des, tom arem os a nossa filha e ir-nos-em os.
20E levantou ali um altar, e cham ou-lhe: D eus, o I8E suas palavras foram boas aos olhos de H am or,
Deus de Israel. e aos olhos de Siquém, filho de H am or.
19E não tardou o jovem em fazer isto; p orque a filha
D iná é desflorada de Jacó lhe contentava; e ele era o m ais ho n rad o de
E SAIU D iná, filha de Lia, que esta dera a toda a casa de seu pai.
Jacó, para ver as filhas da terra. 2<’Veio, pois, H am o r e Siquém , seu filho, à p o rta
2E Siquém , filho de H am or, heveu, príncipe da­ da sua cidade, e falaram aos hom ens da sua cidade,
quela terra, viu-a, e tom ou-a, e deitou-se com ela, dizendo:
e hum ilhou-a. 2‘Estes h o m en s são pacíficos conosco; p o rtan to
'E apegou-se a sua alm a com D iná, filha de Jacó, e habitarão nesta terra, e negociarão nela; eis que a
am ou a m oça e falou afetuosam ente à moça. terra é larga de espaço para eles; tom arem os nós as
4Falou tam bém Siquém a H am or, seu pai, dizendo: suas filhas p o r m ulheres, e lhes darem os as nossas
Tom a-m e esta m oça por m ulher. filhas.
’Q uan d o Jacó ouviu que D iná, sua filha, fora vio­ 22Nisto, porém , consentirão aqueles hom ens, em
lada, estavam os seus filhos no cam po com o gado; habitar conosco, para que sejamos um povo, se todo
e calou-se Jacó até que viessem. o ho m em entre nós se circuncidar, com o eles são
6E saiu H am or, pai de Siquém , a Jacó, para falar circuncidados.
com ele. 23E seu gado, as suas possessões, e to d o s os seus
7E vieram os filhos de Jacó d o cam po, ouvindo isso, anim ais não serão nossos? C onsintam os som ente
e entristeceram -se os hom ens, e iraram -se m uito, com eles e habitarão conosco.
p o rq u an to Siquém com etera um a insensatez em 24E deram ouvidos a H am or e a Siquém, seu filho,
Israel, deitando-se com a filha de Jacó; o que não se todos os que saíam da p o rta da cidade; e foi circun­
devia fazer assim. cidado todo o hom em , de todos os que saíam pela
“Então falou H am or com eles, dizendo: A alm a de po rta da sua cidade.
Siquém, m eu filho, está enam orada da vossa filha;
dai-lha, peço-vos, po r m ulher; A traição de Sinteão e Levi
9E aparentai-vos conosco, dai-nos as vossas filhas, 25E aconteceu que, ao terceiro dia, q u an d o esta­
e tom ai as nossas filhas para vós; vam com a mais violenta dor, os dois filhos de Jacó,
l0E habitareis conosco; e a te rra estará diante de Simeão e Levi, irm ãos de Diná, to m aram cada um
vós; habitai e negociai nela, e tom ai possessão nela. a sua espada, e en traram afoitam ente na cidade, e
" E disse Siquém ao pai dela, e aos irm ãos dela: m ataram todos os hom ens.
Ache eu graça em vossos olhos, e darei o que m e 26M ataram tam b ém ao fio da espada a H am or, e
disserdes; a seu filho Siquém ; e to m aram a D iná da casa de
,2A um entai m uito sobre m im o dote e a dádiva e Siquém , e saíram.

44
GÊNESIS 34,35

27Vieram os filhos de Jacó aos m o rto s e saquearam 8E m orreu D ébora, a am a de Rebeca, e foi sepulta­
a cidade; porquanto violaram a sua irm ã. da ao pé de Betei, debaixo do carvalho cujo no m e
28As suas ovelhas, e as suas vacas, e os seus ju m en ­ cham ou Alom-Bacute.
tos, e o que havia na cidade e no cam po, tom aram . 9E apareceu Deus o u tra vez a Jacó, v indo de Padã-
29E todos os seus bens, e todos os seus m eninos, e Arã, e abençoou-o.
as suas mulheres, levaram presos, e saquearam tudo I0E disse-lhe Deus: O teu no m e é Jacó; não te
o que havia em casa. cham arás m ais Jacó, m as Israel será o teu nom e. E
30Então disse Jacó a Sim eão e a Levi: Tendes-m e cham ou-lhe Israel.
turbado, fazendo-m e cheirar mal entre os m o rad o ­ 1 'Disse-lhe m ais Deus: Eu sou o Deus Todo-Pode-
res desta terra, entre os cananeus e perizeus; tendo roso; frutifica e m ultiplica-te; u m a nação, sim, um a
eu pouco povo em núm ero, eles ajuntar-se-ão, e m ultidão de nações sairá de ti, e reis procederão dos
serei destruído, eu e m inha casa. teus lombos;
3,E eles disseram : D evia ele tra ta r a nossa irm ã l2E te darei a ti a terra que tenho dado a Abraão e a
com o a u m a prostituta?
Isaque, e à tua descendência depois de ti darei a terra.
13E Deus subiu dele, do lugar o n d e falara com ele.
D eus m anda Jacó a B etei levantar u m altar
14E Jacó pôs um a coluna no lugar onde falara com
DEPOIS disse D eus a Jacó: Levanta-te,
ele, um a coluna de pedra; e d erram o u sobre ela um a
sobe a Betei, e habita ali; e faze ali um altar
libação, e deitou sobre ela azeite.
ao Deus que te apareceu, qu an d o fugiste da face de
I5E ch am o u Jacó aquele lugar, o n d e D eus falara
Esaú teu irmão.
com ele, Betei.
2Então disse Jacó à sua família, e a todos os que com
ele estavam: Tirai os deuses estranhos, que há no meio
O na scim en to de B e n ja m im e a
de vós, e purificai-vos, e m udai as vossas vestes.
m o rte d e R a q u el
’E levantem o-nos, e subam os a Betei; e ali farei um
l6E p artiram de Betei; e havia ainda u m pequeno
altar ao Deus que m e respondeu no dia da m inha
angústia, e que foi com igo no cam inho que tenho espaço de terra para chegar a Efrata, e deu à luz Ra­
andado. quel, e ela teve trabalho em seu parto.
4Então deram a Jacó todos os deuses estranhos, 17E aconteceu que, tendo ela trabalho em seu parto,
que tinham em suas m ãos, e as arrecadas que esta­ lhe disse a parteira: N ão tem as, p orque tam bém este
vam em suas orelhas; e Jacó os escondeu debaixo do filho terás.
carvalho que está ju n to a Siquém. I8E aconteceu que, saindo-se-lhe a alm a (porque
5E partiram ; e o terro r de D eus foi sobre as cidades m orreu), cham ou-lhe Benoni; m as seu pai cham ou-
que estavam ao redor deles, e não seguiram após os lhe Benjamim.
filhos de Jacó. l9Assim m o rreu Raquel, e foi sepultada no cam i­
6Assim chegou Jacó a Luz, que está na te rra de nho de Efrata; que é Belém.
Canaã (esta é Betei), ele e to d o o povo que com 20E Jacó pôs u m a coluna sobre a sua sepultura; esta
ele havia. é a coluna da sepultura de Raquel até o dia de hoje.
7E edificou ali um altar, e cham ou aquele lugar El- 2'E ntão p artiu Israel, e estendeu a sua tenda além
Betel; p o rquanto Deus ali se lhe tinha m anifestado, de Migdal Eder.
q u an d o fugia da face de seu irm ão. 22E aconteceu que, habitando Israel naquela terra,

Pôs uma coluna sobre a sua sepultura lar quanto no plural. Suas designações: a) Um terreno que
(35.20) pode ser vendido e comprado para qualquer finalidade, como.
por exemplo, sepultar parentes (Éx 14.11); b) Um lugar que
Testemunhas de Jeová. Ensinam que o sheol e o hades
pode ser tocado por uma pessoa viva (Nm 19.16); c) Um lu­
significam a sepultura comum da humanidade. Na sepul­
gar em que os ossos (restos mortais) podem ser encontrados
tura, os mortos estão em descanso, aguardando o dia da ressur­
(2Rs 13.21); d) Um lugar que pode ser cavado e ossos, exuma­
reição. Não estão lá para ser condenados pelos pecados que co­
dos (2Rs 23.16). Diferentemente, sheol, no hebraico, e hades,
meteram em vida, mas. sim, para alcançar uma nova oportunida­
no grego, sempre são citados no singular, nunca no plural; e
de de salvação durante os mil anos do reinado de Cristo.
se referem a um lugar invisível da alma, nunca ao local do se-
RESPOSTA APOLOGÉTICA: A palavra hebraica para pultamento do corpo (Lc 16.23).
sepultura é kever, e pode ser vista tanto no singu­

45
GÊNESIS 35,36

foi Rúben e deitou-se com Bila, concubina de seu Sam á e M izá; estes foram os filhos d e Basem ate,
pai; e Israel o soube. E eram doze os filhos de Jacó. m ulher de Esaú.
2,Os filhos de Lia: Rúben, o prim ogênito de Jacó, UE estes foram os filhos de A olibam a, m u lh er de
depois Simeão e Levi, e Judá, e Issacar e Zebulom ; Esaú, filha de Aná, filho de Zibeão; ela teve de Esaú:
24O s filhos de Raquel: José e Benjamim; Jeús, Jalão e Coré.
2,E os filhos de Bila, serva de Raquel: D ã e Naftali; l5Estes são os príncipes dos filhos de Esaú: os filhos
2f,E os filhos de Ziipa, serva de Lia: G ade e Aser. de Elifaz, o prim ogênito de Esaú, o príncipe Temã, o
Estes são os filhos de Jacó, que lhe nasceram em príncipe Omar, o príncipe Zefô, o príncipe Quenaz.
Padã-Arã. "’O príncipe C oré, o p rín cip e G aetã, o p rín cip e
27E Jacó veio a seu pai Isaque, a M anre, a Q uiriate- Amaleque; estes são os príncipes de Elifaz na terra
A rba (que é H ebrom ), o nde peregrinaram A braão de Edom; estes são os filhos de Ada.
e Isaque. I7E estes são os filhos de Reuel, filhos de Esaú: o
28E foram os dias de Isaque cento e oitenta anos. príncipe N aate, o p rín cip e Zerá, o príncipe Samá,
29E Isaque expirou, e m orreu, e foi recolhido ao seu o príncipe M izá; estes são os prín cip es de Reuel,
povo, velho e farto de dias; e Esaú e Jacó, seus filhos, na terra de Edom ; estes são os filhos de Basemate,
o sepultaram . m ulher de Esaú.
I8E estes são os filhos de A olibam a, m u lh er de Esaú:
Os d escendentes de Esaú o príncipe Jeús, o príncipe Jalão, o p rín cip e Coré;
E ESTAS são as gerações de Esaú (que é estes são os príncipes de A olibam a, filha de Aná,
Edom ). m ulher de Esaú.
2Esaú to m ou suas m ulheres das filhas de Canaã; a l9Estes são os filhos de Esaú, e estes são seus p rín ­
Ada, filha de Elom, heteu, e a Aolibama, filha de Aná, cipes: Ele é Edom.
filho de Zibeão, heveu. -‘’Estes são os filhos de Seir, horeu, m oradores da­
}E a Basemate, filha de Ismael, irm ã de Nebaiote. quela terra: Lotã, Sobal, Zibeão e Aná,
■*E Ada teve de Esaú a Elifaz; e Basem ate teve a 2'D isom , Eser e Disã; estes são os prín cip es dos
Reuel; horeus, filhos de Seir, na terra de Edom .
5E A olibam a deu à luz a Jeús, Jalão e Coré; estes 22E os filhos de Lotã foram H ori e H om ã; e a irm ã
são os filhos de Esaú, que lhe nasceram na terra de de Lotã era Tim na.
Canaã. 23Estes são os filhos de Sobal: Alvã, M anaate, Ebal,
6E Esaú tom ou suas m ulheres, e seus filhos, e suas Sefô e Onã.
filhas, e todas as almas de sua casa, e seu gado, e to ­ 24E estes são os filhos de Zibeão: Aiá e Aná; este é o
dos os seus anim ais, e todos os seus bens, que havia Aná que achou as fontes term ais no deserto, q uando
ad q u irid o na terra de Canaã; e foi para outra terra apascentava os ju m en to s de Zibeão, seu pai.
apartando-se de Jacó, seu irm ão; 2,E estes são os filhos de Aná: D isom e A olibam a,
7Porque os bens deles eram m uitos para habitarem afilha de Aná.
juntos; e a terra de suas peregrinações não os podia 26E estes são os filhos de Disã: H endã, Esbã, Itrã e
sustentar p o r causa do seu gado. Querã.
8P ortanto Esaú habitou na m o n tan h a de Seir; Esaú 27Estes são os filhos d e Eser: Bilã, Zaavã e Acã.
é Edom. 2ítEstes são os filhos de Disã: Uz e Arã.
9Estas, pois, são as gerações de Esaú, pai dos edo- 29Estes são os prín cip es dos horeus: o príncipe
meus, na m o n tan h a de Seir. Lotã, o p rín cip e Sobal, o príncipe Zibeão, o p rín ­
l0Estes são os nom es dos filhos de Esaú: Elifaz, filho cipe Aná.
de Ada, m ulher de Esaú; Reuel, filho de Basemate, ,0O p rín cip e D isom , o príncipe Eser, o príncipe
m ulher de Esaú. Disã: estes são os príncipes dos horeus segundo os
n E os filhos de Elifaz foram : Temã, O m ar, Zefô, seus p rincipados na terra de Seir.
G aetã e Quenaz. 3IE estes são os reis qu e reinaram na te rra de
,2E T im na era concubina de Elifaz, filho de Esaú, e E dom , antes que reinasse rei algum sobre os filhos
teve de Elifaz a Amaleque. Estes são os filhos de Ada, de Israel.
m ulher de Esaú. 32Reinou, pois, em E dom Bela, filho de Beor, e o
L,E estes foram os filhos de Reuel: N aate, Zerá, nom e da sua cidade foi Dinabá.

46
GÊNESIS 36,37

33E m o rreu Bela; e Jobabe, filho de Zerá, de Bozra, bém ficava em pé, e eis que os vossos m olhos o ro ­
reinou em seu lugar. deavam, e se inclinavam ao m eu m olho.
i4E m orreu Jobabe; e Husão, da terra dos tem ani- 8Então lhe disseram seus irm ãos: Tu, pois, deveras
tas, reinou em seu lugar. reinarás sobre nós? Tu deveras terás d o m ínio sobre
” E m orreu Husão, e em seu lugar reinou Hadade, nós? Por isso ainda m ais o odiavam p o r seus sonhos
filho de Bedade, o que feriu a M idiã, no cam po de e por suas palavras.
Moabe; e o nom e da sua cidade/oi Avite. 9E teve José o u tro sonho, e o co ntou a seus irm ãos, e
36E m o rreu H adade; e Samlá de M asreca reinou disse: Eis que tive ainda o u tro sonho; e eis que o sol,
em seu lugar. e a lua, e onze estrelas se inclinavam a m im .
r E m o rreu Samlá; e Saul de Reobote, ju n to ao rio, I0E co n tan d o -o a seu pai e a seus irm ãos, rep re­
reinou em seu lugar. endeu-o seu pai, e disse-lhe: Q ue son h o é este que
38E m orreu Saul; e Baal-Hanã, filho de Acbor, rei­ tiveste? P o rv en tu ra virem os, eu e tu a m ãe, e teus
nou em seu lugar. irm ãos, a inclinar-nos p erante ti em terra?
,9E m o rreu Baal-H anã, filho de Acbor; e H adar rei­ "S eu s irm ãos, pois, o invejavam; seu pai porém
nou em seu lugar, e o nom e de sua cidade/oi Pau; e o guardava este negócio no seu coração.
nom e de sua m ulher fo i M eetabel, filha de M atrede, l2E seus irm ãos foram apascentar o rebanho de seu
filha de Me-Zaabe. pai, ju n to de Siquém.
40E estes são os nom es dos príncipes de Esaú, se­ 13Disse, pois, Israel a José: N ão apascentam os teus
gundo as suas gerações, segundo os seus lugares, irm ãos ju n to de Siquém? Vem, e enviar-te-ei a eles.
com os seus nom es: o príncipe T im na, o príncipe E ele respondeu: Eis-me aqui.
Alva, o príncipe Jetete, 14E ele lhe disse: O ra vai, vê com o estão teus irmãos,
410 príncipe Aolibama, o príncipe Ela, o príncipe e com o está o rebanho, e traze-m e resposta. Assim o
Pinom , enviou do vale de H ebrom , e foi a Siquém.
420 príncipe Q uenaz, o príncipe Temã, o príncipe I5E ach o u -o u m h o m em , p o rq u e eis q ue andava
Mibzar, erran te pelo cam po, e p erg u n to u -lh e o h o m em ,
4,0 príncipe Magdiel, o príncipe Irã: estes são os dizen-do: Q ue procuras?
príncipes de Edom , segundo as suas habitações, na I6E ele disse: P rocuro m eus irm ãos; dize-m e, peço-
terra da sua possessão. Este é Esaú, pai de Edom. te, onde eles apascentam .
I7E disse aquele hom em : Foram -se daqui; porque
Os sonhos de José ouvi-os dizer: Vamos a Dotã. José, pois, seguiu atrás
E JACÓ habitou na terra das peregrinações de seus irm ãos, e achou-os em Dotã.
de seu pai, na terra de Canaã.
2Estas são as gerações de Jacó. Sendo José de dezes­ O s irm ãos d e José conspiram a sua m orte
sete anos, apascentava as ovelhas com seus irmãos; 1SE v iram -n o de longe e, antes que chegasse a eles,
sendo ainda jovem, andava com os filhos de Bila, e conspiraram co n tra ele para o m atarem .
com os filhos de Zilpa, m ulheres de seu pai; e José 19E d isseram u m ao o u tro : Eis lá vem o so n h a-
trazia m ás notícias deles a seu pai. d o r-m o r!
3E Israel am ava a José m ais do que a todos os seus 20V inde, pois, agora, e m atem o-lo, e lancem o-lo
filhos, porque era filho da sua velhice; e fez-lhe um a num a destas covas, e direm os: U m a fera o com eu; e
túnica de várias cores. verem os que será dos seus sonhos.
4 Vendo, pois, seus irm ãos que seu pai o am ava mais 2IE o u v in d o -o R úben, liv ro u -o das suas m ãos, e
do que a todos eles, o d iaram -n o , e não p o -d iam disse: N ão lhe tirem os a vida.
falar com ele pacificamente. 22Tam bém lhes disse Rúben: N ão derram eis san­
sTeve José u m sonho, que contou a seus irm ãos; gue; lançai-o nesta cova, que está n o deserto, e não
por isso o odiaram ainda mais. lanceis m ãos nele; isto disse para livrá-lo das m ãos
"E disse-lhes: Ouvi, peço-vos, este sonho, que tenho deles e para to rn á-lo a seu pai.
sonhado: 23E aconteceu que, chegando José a seus irm ãos,
7Eis que estávamos atan d o m olhos no m eio do tiraram de José a sua túnica, a túnica de várias cores,
cam po, e eis que o m eu m olho se levantava, e ta m ­ que trazia.

47
GÊNESIS 37,38

24E tom aram -no, e lançaram -no na cova; porém a Ju d á e Tam ar


cova estava vazia, não havia água nela. E ACONTECEU no m esm o tem p o que
25D epois assentaram -se a com er pão; e levantaram Judá desceu de entre seus irm ãos e entrou
os seus olhos, e olharam , e eis que um a com panhia na casa de um h o m em de A dulão, cujo n o m e era
de ismaelitas vinha de Gileade; e seus camelos tra ­ H ira,
ziam especiarias e bálsam o e m irra, e iam levá-los 2E viu Judá ali a filha de um hom em cananeu, cujo
ao Egito. nom e era Sua; e to m o u -a p o r m ulher, e a possuiu.
!E ela concebeu e d eu à luz um filho, e cham ou-
José é vendido pelos seus irm ãos lhe Er.
26Então Judá disse aos seus irm ãos: Q ue proveito 4E to rn o u a conceber e deu à luz um filho, e cha-
haverá que m atem os a nosso irm ão e escondam os m ou-lh e Onã.
o seu sangue? ’E co n tin u o u ainda e deu à luz um filho, e cham ou-
27Vinde e vendam o-lo a estes ismaelitas, e não seja lhe Selá; e Judá estava em Q uezibe, q u an d o ela o
nossa m ão sobre ele; porque ele é nosso irm ão, nos­ deu à luz.
6Judá, pois, to m o u um a m ulher para Er, o seu p ri­
sa carne. E seus irm ãos obedeceram .
m ogênito, e o seu nom e era Tamar.
28Passando, pois, os m ercadores m idianitas, ti­
7Er, p o rém , o prim o g ên ito de Judá, era m au aos
raram e alçaram a José da cova, e venderam José
olhos do S enhor , p o r isso o S enhor o m atou.
p o r vinte moedas de prata, aos ismaelitas, os quais
sE ntão disse Judá a O nã: Toma a m u lh er do teu
levaram José ao Egito.
irm ão, e casa-te com ela, e suscita descendência a
29Voltando, pois, R úben à cova, eis que José não
teu irm ão.
estava na cova; então rasgou as suas vestes.
9O nã, porém , soube que esta descendência não h a­
30E voltou a seus irm ãos e disse: O m enino não está;
via de ser para ele; e aconteceu que, q u an d o possuía
e eu aonde irei?
a m ulh er de seu irm ão, derram ava o sêm en na terra,
3'E ntão tom aram a túnica de José, e m ataram um
para não dar descendência a seu irm ão.
cabrito, e tingiram a túnica no sangue. I0E o q u e fazia e ra m a u a o s o lh o s d o S enhor , p e lo
32E enviaram a túnica de várias cores, m andando q u e ta m b é m o m a to u .
levá-la a seu pai, e disseram : Tem os achado esta "E n tã o disse Judá a Tam ar sua nora: Fica-te vi­
túnica; conhece agora se esta será o u não a túnica úva na casa de teu pai, até que Selá, m eu filho, seja
de teu filho. grande. P orquanto disse: Para que p o rventura não
33E conheceu-a, e disse: É a túnica de m eu filho; um a m o rra tam bém este, com o seus irm ãos. Assim se foi
fera o com eu; certam ente José foi despedaçado. T am ar e ficou na casa de seu pai.
,4Então Jacó rasgou as suas vestes, pôs saco sobre os l2Passando-se pois m uitos dias, m o rreu a filha de
seus lom bos e lam entou a seu filho m uitos dias. Sua, m u lh er de Judá; e depois de consolado Judá
3,E levantaram -se todos os seus filhos e todas as subiu aos tosquiadores das suas ovelhas em Tim na,
suas filhas, para o consolarem ; recusou porém ser ele e H ira, seu amigo, o adulam ita.
consolado, e disse: P orquanto com choro hei de 13E d eram aviso a Tam ar, dizendo: Eis que o teu
descer ao m eu filho até a sepultura. Assim o chorou sogro sobe a T im na, a tosquiar as suas ovelhas.
seu pai. l4E ntão ela tiro u de sobre si os vestidos da sua v iu ­
36E os m idianitas venderam -no no Egito a Potifar, vez e cobriu-se com o véu, e envolveu-se, e assentou-
oficial de Faraó, capitão da guarda. se à entrada das duas fontes que estão no cam inho de

Hei de descer ao meu fllho até a sepultura duas partes. O lugar dos santos era chamado Seio de Abraáo, Tro­
(37.35,36) no da glória e Jardim do Éden. A outra parte era o infemo. lugar
de tormento consciente dos perdidos (Lc 16.19-31). Na referên­
Testemunhas de Jeová. Dogmatizam a palavra sheol, di­
cia em estudo, fica claro que Jacó não considerava o sheol como
zendo que significa única e exclusivamente a sepultura co­
simples sepultura, mas um lugar na região inferior. Prova disso é
mum da humanidade.
que ele desejou ir ao sheol para encontrar-se com José, seu filho
RESPOSTA APOLOGÉTICA: No hebraico, o termo tradu­ querido. Jacó não esperava encontrar seu filho na sepultura, mas
zido na ACF por sepultura também é sheol, que é corres­ em outro lugar, no mundo invisível dos mortos (V. Lc 16.23). Sen­
pondente à palavra grega hades, cujo significado é ‘ o mundo Invi­ do assim, sheol não pode significar simplesmente a sepultura co­
sível dos mortos". Antes da vinda de Cristo, o sheol se dividia em mum da humanidade.

48
GÊNESIS 38,39

Tim na, porque via que Selá já era grande, e ela não 30E depois saiu o seu irm ão, em cuja m ão estava o
lhe fora dada po r mulher. fio encarnado; e cham aram -lhe Zerá.
I5E vendo-a Judá, teve-a po r um a prostituta, p o r­
que ela tinha coberto o seu rosto. José tia casa de Potifar
i6E dirigiu-se a ela no cam inho, e disse: Vem, E JOSÉ foi levado ao Egito, e Potifar, ofi­
peço-te, deixa-m e possuir-te. P orquanto não sabia cial de Faraó, capitão da guarda, hom em
que era sua nora. E ela disse: Q ue darás, para que egípcio, co m p ro u -o da m ão dos ism aelitas que o
possuas a mim? tinham levado lá.
1 'E ele disse: Eu te enviarei um cabrito do rebanho. 2E o S en h or estava com José, e foi hom em p ró sp e­
E ela disse: D ar-m e-ás p en h o r até que o envies? ro; e estava na casa de seu senhor egípcio.
l8Então ele disse: Q ue p enhor é que te darei? E ela ’Vendo, pois, o seu senhor q ue o S e n h o r estava
disse: O teu selo, e o teu cordão, e o cajado que está com ele, e tu d o o que fazia o S e n h o r prosperava em
em tua m ão. O que ele lhe deu, e possuiu-a, e ela sua mão,
concebeu dele. 4José achou graça em seus olhos, e servia-o; e ele
I9E ela se levantou, e se foi e tiro u de sobre si o seu o pôs sobre a sua casa, e entregou n a sua m ão tudo
véu, e vestiu os vestidos da sua viuvez. o que tinha.
20E Judá enviou o cabrito po r m ão do seu am igo, o ’E aconteceu que, desde que o pusera sobre a sua
adulam ita, para to m a r o pen h o r da m ão da m ulher; casa e sobre tu d o o que tinha, o S en h or abençoou
porém não a achou. a casa do egípcio p o r am o r de José; e a bênção do
21E p erguntou aos hom ens daquele lugar, dizendo: S en h or foi sobre tu d o o q ue tin h a, na casa e no
O nde está a prostituta que estava no cam inho ju n to campo.
às duas fontes? E disseram: Aqui não esteve p rosti­ 6E deixou tu d o o que tin h a na m ão de José, de
tuta alguma. m aneira que nada sabia do que estava com ele, a não
22E tornou-se a Judá e disse: N ão a achei; e tam bém ser do pão qu e com ia. E José era form oso de porte,
disseram os hom ens daquele lugar: Aqui não esteve e de semblante.
prostituta. 7E aconteceu depois destas coisas que a m u lh er do
23Então disse Judá: Deixa-a ficar com o penhor, seu senhor pôs os seus olhos em José, e disse: Deita-
p ara que porv en tu ra não caiam os em desprezo; te comigo.
eis que ten h o enviado este cabrito; m as tu não a 8Porém ele recusou, e disse à m u lh er do seu senhor:
achaste. Eis que o m eu senhor não sabe do que há em casa co­
24E aconteceu que, quase três meses depois, deram migo, e entregou em m in h a m ão tu d o o que tem;
aviso a Judá, dizendo: Tamar, tua nora, adulterou, e 9N inguém há m aio r do que eu nesta casa, e n e­
eis que está grávida do adultério. Então disse Judá: n h u m a coisa m e vedou, senão a ti, p o rq u an to tu és
T irai-a fora para que seja queim ada. sua m ulher; com o pois faria eu tam an h a maldade,
25E tirando-a fora, ela m an d o u dizer a seu sogro: e pecaria contra Deus?
Do hom em de quem são estas coisas eu concebi. E ela I0E aconteceu que, falando ela cada dia a José, e
disse mais: Conhece, peço-te, de quem é este selo, e não lhe d ando ele ouvidos, para deitar-se com ela,
este cordão, e este cajado. e estar com ela,
^ E conheceu-os Judá e disse: M ais ju sta é ela do "S ucedeu n u m certo dia que ele veio à casa para
que eu, p o rq u an to não a te n h o dado a Selá m eu fazer seu serviço; e n en h u m dos da casa estava ali;
filho. E nunca m ais a conheceu. l2E ela lhe pegou pela sua roupa, dizendo: Deita-
27E aconteceu ao tem p o de d ar à luz que havia te comigo. E ele deixou a sua roupa na m ão dela, e
gêmeos em seu ventre; fugiu, e saiu para fora.
2KE sucedeu que, d ando ela à luz, que um pôs fora I3E aconteceu que, vendo ela que deixara a sua
a mão, e a parteira tom ou-a, e atou em sua m ão um roupa em sua m ão, e fugira para fora,
fio encarnado, dizendo: Este saiu prim eiro. l4C h am o u aos ho m en s de sua casa, e falou-lhes,
29Mas aconteceu que, to rn an d o ele a recolher a sua dizendo: Vede, m eu m arido trouxe-nos u m hom em
mão, eis que saiu o seu irm ão, e ela disse: C om o tu hebreu para escarnecer de nós; veio a m im para dei­
tens rom pido, sobre ti é a rotura. E cham aram -lhe tar-se comigo, e eu gritei com grande voz;
Perez. 15E aconteceu que, ouvindo ele que eu levantava a

49
GÊNESIS 39,40

m inha voz e gritava, deixou a sua roupa comigo, e do seu sonho, o copeiro e o padeiro do rei do Egito,
fugiu, e saiu para fora. que estavam presos na casa do cárcere.
I6E ela pôs a sua roupa perto de si, até que o seu 6E veio José a eles pela m anhã, e o lh o u p ara eles, e
senhor voltou à sua casa. viu que estavam p erturbados.
17Então falou-lhe conform e as m esm as palavras, 7Então p erg u n to u aos oficiais de Faraó, que com
dizendo: Veio a m im o servo hebreu, que nos tro u ­ ele estavam no cárcere da casa de seu senhor, dizen­
xeste, para escarnecer de m im ; do: Por que estão hoje tristes os vossos semblantes?
l8E aconteceu que, levantando eu a m in h a voz e 8E eles lhe disseram : Tivem os u m sonho, e n in ­
gritando, ele deixou a sua roupa com igo, e fugiu guém há que o interprete. E José disse-lhes: N ão são
para fora. de D eus as interpretações? C ontai-m o, peço-vos.
I9E aconteceu que, ouvindo o seu senhor as p a­ ''Então contou o copeiro-m or o seu sonho a José,
lavras de sua m ulher, que lhe falava, dizendo: C on­ e disse-lhe: Eis que em m eu sonho havia u m a vide
form e a estas m esm as palavras m e fez teu servo, a diante da m inha face.
sua ira se acendeu. 1 °E na vide três sarm entos, e b ro tan d o ela, a sua flor
20E o senhor de José o tom ou, e o entregou na casa saía, e os seus cachos am adureciam em uvas;
do cárcere, no lugar onde os presos do rei estavam 1 ‘E o copo de Faraó estava na m inha m ão, e eu to ­
encarcerados; assim esteve ali na casa do cárcere. m ava as uvas, e as esprem ia no copo de Faraó, e dava
210 Se nho r , porém , estava com José, e estendeu so­o copo na m ão de Faraó.
bre ele a sua benignidade, e deu-lhe graça aos olhos 12E ntão disse-lhe José: Esta é a sua interpretação:
do carcereiro-m or. O s três sarm entos são três dias;
22E o carcereiro-m or entregou na m ão de José to ­ ’’D entro ainda de três dias Faraó levantará a tua
dos os presos que estavam na casa do cárcere, e ele cabeça, e te restaurará ao teu estado, e darás o copo
ordenava tudo o que se fazia ali. de Faraó n a sua m ão, conform e o costum e antigo,
21E o carcereiro-m or não teve cuidado de n e ­ quand o eras seu copeiro.
n hu m a coisa que estava na m ão dele, p o rquanto o l4Porém lem bra-te de m im , q uando te for bem ; e
rogo-te que uses com igo de com paixão, e que faças
S e n h o r estava com ele, e tudo o que fazia o S e n h o r
prosperava. m enção de m im a Faraó, e faze-me sair desta casa;
15Porque, de fato, fui roubado da terra dos hebreus;
José na prisão interpreta dois sonhos e tam p o u co aqui nada tenho feito p ara que m e p u ­
E ACONTECEU, depois destas coisas, que sessem nesta cova.
o l6Vendo então o padeiro-m or que tin h a interpre­
copeiro do rei do Egito, e o seu padeiro,
ofenderam o seu senhor, o rei do Egito. tado bem , disse a José: Eu tam bém sonhei, e eis que
2E indignou-se Faraó m uito co n tra os seus dois três cestos brancos estavam sobre a m inha cabeça;
oficiais, contra o copeiro-m o r e contra o padeiro- l7E no cesto m ais alto havia de todos os m anjares
mor. de Faraó, o bra de padeiro; e as aves o com iam do
3E entregou-os à prisão, na casa do capitão da cesto, de sobre a m inha cabeça.
guarda, n a casa do cárcere, n o lugar onde José es­ l8E ntão respondeu José, e disse: Esta é a sua inter­
tava preso. pretação: Os três cestos são três dias;
4E o capitão da guarda pô-los a cargo de José, para l9D entro ainda de três dias Faraó tirará a tu a cabe­
que os servisse; e estiveram m uitos dias na prisão. ça e te p en d u rará n u m pau, e as aves com erão a tua
5E am bos tiveram um sonho, cada um seu sonho, carne de sobre ti.
na m esm a noite, cada um conform e a interpretação 20E aconteceu ao terceiro dia, o dia do nascim ento

O dia do nascimento de Faraó gãos, e decretavam a morte de alguém na ocasião em que come­
(40.20-22) moravam seus aniversários. Nenhum herói da fé comemorou ani­
versário, mas apenas homens ímpios..
Testemunhas de Jeová. Afirmam que há apenas dois ani­
versários na Bíblia: o de Faraó e o de Herodes (Mt 14.6; Mc RESPOSTA APOLOGÉTICA: Contrariando as Testemu­
6.21). Com base nisso, a Sociedade Torre de Vigia proíbe que nhas de Jeová, a Bíblia relata alguns outros aniversários.
seus adeptos celebrem aniversário e ataca aqueles que o come­ Jó era um homem justo e celebrava os aniversários de seus fi­
moram. Dizem que tanto Faraó quanto o rei Herodes eram reis pa­ lhos. “E Iam seus filhos à casa uns dos outros e faziam ban-

50
GÊNESIS 40,41

de Faraó, que fez um banquete a todos os seus ser­ 1 'E ntão tivem os um son h o na m esm a noite, eu e
vos; e levantou a cabeça do copeiro-m or, e a cabeça ele; sonham os, cada um conform e a interpretação
do padeiro-m or, no m eio dos seus servos. do seu sonho.
21E fez to rn ar o copeiro-m or ao seu oficio de copei­ I2E estava ali conosco um jovem hebreu, servo do
ro, e este deu o copo na m ão de Faraó, capitão da guarda, e contam os-lhe os nossos sonhos
22Mas ao padeiro-m or enforcou, com o José havia e ele no-los interpretou, a cada um conform e o seu
interpretado. sonho.
2iO copeiro-m or, porém , não se lem brou de José, I3E com o ele nos in terp reto u , assim aconteceu; a
antes se esqueceu dele. m im m e foi restituído o m eu cargo, e ele foi enfor­
cado.
José interpreta os sonhos de Faraó u Então m an d o u Faraó cham ar a José, e o fizeram
E ACONTECEU que, ao fim de dois anos sair logo do cárcere; e barbeou-se e m u d o u as suas
inteiros, Faraó sonhou, e eis que estava em roupas e apresentou-se a Faraó.
pé ju n to ao rio.
‘'E Faraó disse a José: Eu tive u m sonho, e ninguém
2E eis que subiam do rio sete vacas, form osas à vista
há que o interprete; m as de ti ouvi dizer que quando
e gordas de carne, e pastavam no prado.
ouves u m sonho o interpretas.
SE eis que subiam do rio após elas outras sete vacas,
U'E respondeu José a Faraó, dizendo: Isso não está
feias à vista e m agras de carne; e paravam ju n to às
em m im ; D eus dará resposta de paz a Faraó.
outras vacas na praia do rio.
l7Então disse Faraó a José: Eis que em m eu sonho
4E as vacas feias à vista e m agras de carne, com iam
estava eu em pé na m argem do rio,
as sete vacas form osas à vista e gordas. E ntão acor­
1SE eis que subiam do rio sete vacas gordas de carne
d o u Faraó.
e form osas à vista, e pastavam no prado.
5Depois d orm iu e sonhou ou tra vez, e eis que bro ­
I9E eis que o u tras sete vacas subiam após estas,
tavam de u m m esm o pé sete espigas cheias e boas.
6E eis que sete espigas m iúdas, e queim adas do m u ito feias à vista e m agras de carne; n ão tenho
vento oriental, brotavam após elas. visto o utras tais, q u anto à fealdade, em to d a a terra
7E as espigas m iúdas devoravam as sete espigas do Egito.
grandes e cheias. Então acordou Faraó, e eis que era 20E as vacas m agras e feias com iam as prim eiras
um sonho. sete vacas gordas;
8E aconteceu que pela m anhã o seu espírito pertur- 2IE en travam em suas en tran h as, m as não se co­
bou-se, e enviou e cham ou todos os adivinhadores nhecia que houvessem entrado; p o rq u e o seu pare­
do Egito, e todos os seus sábios; e Faraó contou- cer era feio com o no princípio. Então acordei.
lhes os seus sonhos, m as ninguém havia que lhos 22D epois vi em m eu sonho, e eis que de u m m esm o
interpretasse. pé subiam sete espigas cheias e boas;
’Então falou o copeiro-m or a Faraó, dizendo: Das 2VE eis que sete espigas secas, m iúdas e queim adas
m inhas ofensas m e lem bro hoje: do vento oriental, brotavam após elas.
1 "Estando Faraó m uito indignado contra os seus 24E as sete espigas m iúdas devoravam as sete espi­
servos, e p o n d o -m e sob prisão na casa do capitão gas boas. E eu contei isso aos magos, m as ninguém
da guarda, a m im e ao padeiro-m or, houve que m o interpretasse.

quetes cada um por sua vez', o que indica a comemoração do especiais de A Sentinela e Despertai!). Náo comemoram somente
aniversário de cada um deles (Jó 1.4). Jó, referindo-se ao seu o dia do aniversário natalício (de nascimento). Junto a essa inter­
dia de nascimento, afirmou: "Pereça o dia em que nasci.,.', pretação oficial, a Sociedade Torre de Vigia acrescenta Eclesias-
(Jó 3.2,3). No versfculo 1, lemos: “Depois disto abriu Jó a sua tes 7.1, que diz: “Melhor é a boa fama do que o melhor ungüento,
boca, e amaldiçoou o seu dia'. Tanto Faraó quanto Herodes, e o dia da morte do que o dia do nascimento". Mas essa tese não
pelo fato de serem reis ímpios e violentos, estavam acostuma­ resiste à verdade da Palavra de Deus. Lucas 1.14 diz: “ E terás pra­
dos a executar as pessoas em qualquer ocasião e não somen­ zer e alegria, e muitos se alegrarão no seu nascimento'. O nasci­
te no dia de seu aniversário. mento de João Batista foi uma ocasião de festa e alegria. Os filhos
As Testemunhas de Jeová náo proíbem celebrações e aniversá­ de Jó (servo temente e fiel a Deus) não deixavam passar em bran­
rios de casamento, e comemoraram com grande pompa os 100 co seus respectivos aniversários. Por que se baseiam em Faraó e
anos de aniversário do nascimento de sua instituição (em edições Herodes para que possam proibir essas comemorações?

51
GÊNESIS 41,42

“ Então disse José a Faraó: O sonho de Faraó é um 43E o fez subir no segundo carro que tinha, e clam a­
só; o que Deus há de fazer, m ostrou-o a Faraó. vam diante dele: Ajoelhai. Assim o pôs sobre toda a
-6As sete vacas form osas são sete anos, as sete terra do Egito.
espigas form osas tam bém são sete anos, o sonho 44E disse Faraó a José: Eu sou Faraó; po rém sem ti
éum só. ninguém levantará a sua m ão o u o seu pé em toda
27E as sete vacas feias à vista e m agras, que subiam a terra do Egito.
depois delas, são sete anos, e as sete espigas m iúdas 4,E Faraó ch am o u a José de Z afenate-Panéia, e
e queim adas do vento oriental, serão sete anos de deu-lhe p o r m u lh er a A zenate, filha de Potífera,
fome. sacerdote de O m ; e saiu José p o r toda a te rra do
“ Esta é a palavra que ten h o dito a Faraó; o que Egito.
Deus há de fazer, m ostrou-o a Faraó. 46E José era da idade de trin ta anos q u an d o se apre­
29E eis que vêm sete anos, e haverá grande fartura sentou a Faraó, rei do Egito. E saiu José da presença
em toda a terra do Egito. de Faraó e passou p o r to d a a terra do Egito.
,0E depois deles levantar-se-ão sete anos de fome, e 47E nos sete anos de fartura a terra produziu ab u n ­
toda aquela fartura será esquecida na terra do Egito, dantem ente.
e a fom e consum irá a terra; 4SE ele aju n to u todo o m an tim en to dos sete
3IE não será conhecida a abundância n a terra, por anos, que houve n a te rra do Egito; e g u ard o u o
causa daquela fom e que haverá depois; porquanto m an tim e n to nas cidades, p o n d o nas m esm as o
será gravíssima. m antim en to do cam po que estava ao redor de cada
32E que o sonho foi repetido duas vezes a Faraó, é cidade.
porque esta coisa é determ inada por Deus, e Deus 49Assim aju n to u José m uitíssim o trigo, com o a
se apressa em fazê-la. areia do m ar, até que cessou de contar; p o rquanto
33Portanto, Faraó previna-se agora de um hom em não havia num eração.
entendido e sábio, e o p onha sobre a terra do Egito. ,0E nasceram a José dois filhos (antes que viesse um
34Faça isso Faraó e p onha governadores sobre a ano de fom e), que lhe deu Azenate, filha de Potífera,
terra, e tom e a q u in ta p arte da te rra do Egito nos sacerdote de O m .
sete anos de fartura, 51E cham o u José ao prim ogênito M anassés, p o r­
3,E ajuntem toda a com ida destes bons anos, que que disse: Deus m e fez esquecer de todo o m eu tra ­
vêm , e am ontoem o trigo debaixo da m ão de Faraó, balho, e de toda a casa de m eu pai.
para m antim ento nas cidades, e o guardem . 52E ao segundo cham ou Efraim; p orque disse: Deus
36Assim será o m an tim e n to para p rovim ento da m e fez crescer na terra da m inha aflição.
terra, para os sete anos de fome, que haverá na terra 53E ntão acabaram -se os sete anos de fartu ra que
do Egito; para que a terra não pereça de fome. havia n a terra do Egito.
37E esta palavra foi boa aos olhos de Faraó, e aos 54E com eçaram a vir os sete anos de fom e, com o
olhos de todos os seus servos. José tin h a dito; e havia fome em todas as terras, mas
em tod a a terra do Egito havia pão.
Faraó põe José com o governador do E gito 55E ten d o to d a a te rra do Egito fom e, clam ou o
38E disse Faraó a seus servos: A charíam os um h o ­ povo a Faraó p o r pão; e Faraó disse a todos os egíp­
m em com o este em quem haja o espírito de Deus? cios: Ide a José; o que ele vos disser, fazei.
'“'D epois disse Faraó a José: Pois que D eus te fez S6H avendo, pois, fome sobre toda a terra, abriu José
saber tudo isto, ninguém há tão entendido e sábio tu d o em que havia m antim ento, e vendeu aos egíp­
com o tu. cios; p o rq u e a fom e prevaleceu na terra do Egito.
40Tu estarás sobre a m inha casa, e por tu a boca se 57E de todas as terras vinham ao Egito, para com ­
governará todo o m eu povo, som ente no tro n o eu p rar de José; p o rq u an to a fom e prevaleceu em todas
serei m aior que tu. as terras.
4'Disse m ais Faraó a José: Vês aqui te tenho posto
sobre toda a terra do Egito. O s irtnãos d e José descem ao Egito
42E tiro u Faraó o anel da sua m ão, e o pôs na m ão V EN D O então Jacó que havia m antim ento
de José, e o fez vestir de roupas de linho fino, e pôs no Egito, disse a seus filhos: Por que estais
u m colar de ouro no seu pescoço. olhando uns para os outros?

52
GÊNESIS 42

2Disse mais: Eis que tenh o ouvido que há m anti­ 20E trazei-m e o vosso irm ão m ais novo, e serão
m entos no Egito; descei para lá, e com prai-nos dali, verificadas vossas palavras, e não m orrereis. E eles
para que vivamos e não m orram os. assim fizeram.
3Então desceram os dez irm ãos de José, para com ­ 21 Então disseram uns aos outros: N a verdade, somos
prarem trigo no Egito. culpados acerca de nosso irm ão, pois vim os a angús­
4A Benjam im , porém , irm ão de José, não enviou tia da sua alma, quando nos rogava; nós porém não
Jacó com os seus irm ãos, porque dizia: Para que lhe ouvimos, por isso vem sobre nós esta angústia.
não suceda, porventura, algum desastre. 22E Rúben respondeu-lhes, dizendo: N ão vo-lo dizia
’Assim, entre os que iam lá foram os filhos de eu: N ão pequeis contra o m enino; m as não ouvistes; e
Israel p ara com prar, p o rq u e havia fom e na te rra vedes aqui, o seu sangue tam bém é requerido.
de Canaã. 23E eles não sabiam que José os entendia, porque
6José, pois, era o governador daquela terra; ele ven­ havia intérprete entre eles.
dia a todo o povo da terra; e os irm ãos de José chega­ 24E retirou-se deles e chorou. D epois to rn o u a eles,
ram e inclinaram -se a ele, com o rosto em terra. e falou-lhes, e to m o u a Simeão dentre eles, e am ar-
7E José, vendo os seus irm ãos, conheceu-os; porém rou-o perante os seus olhos.
m o stro u -se estranho para com eles, e falou-lhes
asperam ente, e disse-lhes: D e on d e vindes? E eles Os irm ãos de José vo lta m do E gito
disseram : Da terra de C anaã, para co m prarm os 25E ordenou José, que enchessem os seus sacos de
m antim ento. trigo, e que lhes restituíssem o seu dinheiro a cada
fiJosé, pois, conheceu os seus irm ãos; m as eles não um no seu saco, e lhes dessem com ida para o cam i­
o conheceram . nho; e fizeram -lhes assim.
9Então José lem brou-se dos sonhos que havia tido 26E carregaram o seu trigo sobre os seus jum entos
deles e disse-lhes: Vós sois espias, e viestes para ver e partiram dali.
a nudez da terra. 27E, ab rin d o um deles o seu saco, para dar pasto
1ÜE eles lhe disseram: Não, senhor m eu; m as teus ao seu ju m e n to n a estalagem , viu o seu dinheiro;
servos vieram com prar m antim ento. porque eis que estava na boca do seu saco.
1 ‘Todos nós som os filhos de um m esm o hom em ; 28E disse a seus irm ãos: Devolveram o m eu d in h ei­
som os h om ens de retidão; os teus servos não são ro, e ei-lo tam bém aqui no saco. Então lhes desfale­
espias. ceu o coração, e pasm avam , dizendo um ao outro:
I2E ele lhes disse: Não; antes viestes para ver a n u ­ Q ue é isto que Deus nos tem feito?
dez da terra. 29E vieram p ara Jacó, seu pai, na terra de Canaã; e
I3E eles disseram: Nós, teus servos, somos doze ir­ contaram -lhe tu d o o que lhes aconteceu, dizendo:
m ãos, filhos de um h om em n a terra de Canaã; e eis 3(lO hom em , o senhor da terra, falou conosco aspe­
que o mais novo está com nosso pai hoje; m as um ram ente, e trato u -n o s com o espias da terra;
já não existe. 31Mas dissem os-lhe: Som os hom ens de retidão;
l4Então lhes disse José: Isso é o que vos tenho dito, não som os espias;
sois espias; n Somos doze irm ãos, filhos de nosso pai; um não
15N isto sereis provados; pela vida de Faraó, não mais existe, e o mais novo está hoje com nosso pai
saireis daqui senão q uando vosso irm ão m ais novo na terra de Canaã.
vier aqui. 33E aquele h o m em , o sen h o r da terra, nos disse:
16Enviai um dentre vós, que traga vosso irm ão, mas N isto conhecerei que vós sois hom ens de retidão;
vós ficareis presos, e vossas palavras sejam provadas, deixai com igo um de vossos irm ãos, e tom ai para a
se há verdade convosco; e se não, pela vida de Faraó, fom e de vossas casas, e parti,
vós sois espias. 34E trazei-m e vosso irm ão m ais novo; assim sabe­
17E pô-los juntos, em prisão, três dias. rei que não sois espias, m as homens de retidão; então
ISE ao terceiro dia disse-lhes José: Fazei isso, e vive­ vos darei o vosso irm ão e negociareis na terra.
reis; porque eu tem o a Deus. 3,E aconteceu que, despejando eles os seus sacos,
l9Se sois hom ens de retidão, que fique um de vos­ eis que cada um tin h a o pacote com seu dinheiro no
sos irm ãos preso na casa de vossa prisão; e vós ide, seu saco; e viram os pacotes com seu dinheiro, eles
levai m antim ento para a fom e de vossa casa, e seu pai, e tem eram .

53
GÊNESIS 42,43

36Então Jacó, seu pai, disse-lhes: Tendes-m e des­ l2E tom ai em vossas m ãos d in h eiro em dobro,
filhado; José já não existe e Sim eão não está aqui; e o dinheiro que voltou na boca dos vossos sacos
agora levareis a Benjamim. Todas estas coisas vie­ tornai a levar em vossas m ãos; bem p ode ser que
ram sobre m im . fosse erro.
37Mas R úben falou a seu pai, dizendo: M ata os l3Tomai tam b ém a vosso irm ão, e levantai-vos e
m eus dois filhos, se eu não to rn ar a trazê-lo para ti; voltai àquele hom em ;
entrega-o em m inha m ão, e tornarei a trazê-lo. 14E Deus Todo-Poderoso vos dê m isericórdia dian ­
38Ele porém disse: N ão descerá m eu filho convos­ te do hom em , p ara qu e deixe vir convosco vosso
co; p o rq uanto o seu irm ão é m o rto , e só ele ficou. o u tro irm ão, e B enjam im ; e eu, se fo r desfilhado,
Se lhe suceder algum desastre n o cam inho po r desfilhado ficarei.
onde fordes, fareis descer m inhas cãs com tristeza
à sepultura. Os irm ãos d e José ja n ta m co m ele
15E os hom ens to m aram aquele presente, e dinhei­
Os irm ãos de José descem outra vez ao Egito ro em dobro em suas m ãos, e a Benjamim; e levan­
E A FOM E era gravíssima na terra. taram -se, e desceram ao Egito, e apresentaram -se
2E aconteceu que, com o acabaram de diante de José.
com er o m an tim e n to que trouxeram do Egito, l6Vendo, pois, José a Benjam im com eles, disse ao
disse-lhes seu pai: Voltai, com prai-nos um pouco que estava sobre a sua casa: Leva estes hom ens à casa,
de alimento. e m ata reses, e p rep ara tudo; p o rq u e estes hom ens
3Mas Judá respondeu-lhe, dizendo: F ortem ente com erão com igo ao m eio-dia.
nos protestou aquele hom em , dizendo: N ão vereis 17E o ho m em fez com o José dissera, e levou-os à
a m inha face, se o vosso irm ão não vier convosco. casa de José.
4Se enviares conosco o nosso irm ão, descerem os e 18E ntão tem eram aqueles hom ens, p o rq u an to
te com prarem os alim ento; foram levados à casa de José, e diziam : Por causa do
’M asse não o enviares,não desceremos; porquanto dinheiro que dantes voltou nos nossos sacos, fomos
aquele hom em nos disse: N ão vereis a m inha face, se trazidos aqui, para nos incrim inar e cair sobre nós,
o vosso irm ão não vier convosco. para que nos tom e p o r servos, e a nossos jum entos.
6E disse Israel: P or que m e fizeste tal m al, fazen­ 1 ‘'P or isso chegaram -se ao hom em que estava sobre
do saber àquele ho m em que tínheis ainda outro a casa de José, e falaram com ele à p o rta da casa,
irmão? 20E disseram : Ai! senhor m eu, certam ente desce­
7E eles disseram : Aquele hom em particu larm en ­ m os dantes a co m p rar m antim ento;
te nos p erg u n to u p o r nós, e pela nossa parentela, 21E aconteceu que, chegando à estalagem, e ab rin ­
dizendo: Vive ainda vosso pai? Tendes m ais um do os nossos sacos, eis que o dinheiro d é cada um
irm ão? E respondem os-lhe conform e as m esm as estava na boca do seu saco, nosso dinheiro p o r seu
palavras. Podíam os nós saber que diria: Trazei peso; e to rn am o s a trazê-lo em nossas mãos;
vosso irmão? 22Tam bém tro u x em o s o u tro d in h eiro em nossas
sEntão disse Judá a Israel, seu pai: Envia o jovem m ãos, p ara co m p rar m an tim en to ; não sabem os
com igo, e levantar-nos-em os, e irem os, para que quem ten h a posto o nosso d in h eiro nos nossos
vivam os e não m orram os, nem nós, nem tu, nem sacos.
os nossos filhos. 23E ele disse: Paz seja convosco, não temais; o vosso
9Eu serei fiador po r ele, da m inha m ão o requere­ Deus, e o D eus de vosso pai, vos tem dado u m tesou­
rás; se eu não o trouxer, e não o puser perante a tu a ro nos vossos sacos; o vosso dinheiro m e chegou a
face, serei réu de crim e para contigo para sempre. m im . E trouxe-lhes fora a Simeão.
I0E se não nos tivéssem os detido, certam ente já 24D epois levou os hom ens à casa de José, e deu-lhes
estaríam os segunda vez de volta. água, e lavaram os seus pés; tam bém deu pasto aos
"E n tã o disse-lhes Israel, seu pai: Pois que assim seus jum entos.
é, fazei isso; tom ai do mais precioso desta terra em 25E prep araram o presente, para q u an d o José viesse
vossos vasos, e levai ao h om em u m presente: um ao m eio-dia; p o rq u e tin h a m ouvido que ali haviam
p o u co do bálsam o e um pouco de mel, especiarias e de com er pão.
m irra, terebinto e am êndoas; 26Vindo, pois, José à casa, trouxeram -lhe ali o p re­

54
GÊNESIS 43,44

sente que tinham em suas mãos; e inclinaram -se a 8Eis que o dinheiro, que tem os achado nas bocas
ele até à terra. dos nossos sacos, te to rn am o s a trazer desde a terra
27E ele lhes perguntou com o estavam, e disse: Vos­ de Canaã; com o, pois, fu rtaríam o s da casa do teu
so pai, o ancião de quem falastes, está bem? Ainda senhor prata ou ouro?
vive? 9 Aquele, com quem de teus servos for achado, m o r­
28E eles disseram: Bem está o teu servo, nosso pai ra; e ainda nós serem os escravos do m eu senhor.
vive ainda. E abaixaram a cabeça, e inclinaram -se. I0E ele disse: O ra seja tam bém assim conform e as
29E ele levantou os seus olhos, e viu a Benjamim, vossas palavras; aquele com quem se achar será m eu
seu irm ão, filho de sua mãe, e disse: Este é vosso ir­ escravo, porém vós sereis desculpados.
m ão m ais novo de quem falastes? D epois ele disse: 11E eles apressaram -se e cada u m pôs em terra o seu
Deus te dê a sua graça, m eu filho. saco, e cada um abriu o seu saco.
30E José apressou-se, po rq u e as suas entranhas I2E buscou, com eçando do m aior, e acabando no
com overam -se por causa do seu irm ão, e procurou mais novo; e achou-se o copo no saco de Benjamim.
onde chorar; e en trou na câm ara, e chorou ali. 13E ntão rasgaram as suas vestes, e carregou cada
3'D epois lavou o seu rosto, e saiu; e conteve-se, e um o seu jum ento, e to rn aram à cidade.
disse: Ponde pão. I4E veio Judá com os seus irm ãos à casa de José,
32E serviram -lhe à parte, e a eles tam bém à parte, e porque ele ainda estava ali; e p rostraram -se diante
aos egípcios, que com iam com ele, à parte; porque dele em terra.
os egípcios não podem com er pão com os hebreus, !,E disse-lhes José: Q ue é isto qu e fizestes? N ão
po rq u an to é abom inação para os egípcios. sabeis vós q ue um h o m em com o eu pode, m uito
33E assentaram -se diante dele, o prim ogênito bem , adivinhar?
segundo a sua prim ogenitura, e o m enor segundo
a sua m enoridade; do que os hom ens se m aravilha­ A h u m ild e súplica d e Judá
vam entre si. l6E ntão disse Judá: Q ue direm os a m eu senhor?
34E apresentou-lhes as porções que estavam diante Q ue falaremos? E com o nos justificaremos? Achou
dele; p orém a porção de Benjam im era cinco vezes D eus a iniqüidade de teus servos; eis que somos es­
m aio r do que as porções deles todos. E eles bebe­ cravos de m eu senhor, tan to nós com o aquele em
ram , e se regalaram com ele. cuja m ão foi achado o copo.
17Mas ele disse: Longe de m im que eu tal faça; o h o ­
A astúcia d e José para d eter seus irmãos m em em cuja m ão o copo foi achado, esse será m eu
E DEU ordem ao que estava sobre a sua servo; porém vós, subi em paz para vosso pai.
casa, dizendo: Enche de m a n tim en to os l8E ntão Judá se chegou a ele, e disse: Ai! senhor
sacos destes hom ens, q uanto puderem levar, e põe m eu, deixa, peço-te, o teu servo dizer um a palavra
o dinheiro de cada um na boca do seu saco. aos ouvidos de m eu senhor, e não se acenda a tu a ira
2E o m eu copo, o copo de prata, porás na boca do contra o teu servo; p orque tu és com o Faraó.
saco do m ais novo, com o dinheiro do seu trigo. E fez '''M eu senhor p erg u n to u a seus servos, dizendo:
conform e a palavra que José tinha dito. Tendes vós pai, ou irmão?
’V inda a luz da m anhã, despediram -se estes h o ­ 20E dissemos a m eu senhor: Temos u m velho pai,
m ens, eles com os seus jum entos. e um filho da sua velhice, o m ais novo, cujo irm ão é
4Saindo eles da cidade, e não se havendo ainda dis­ m orto; e só ele ficou de sua m ãe, e seu pai o ama.
tanciado, disse José ao que estava sobre a sua casa: 21Então tu disseste a teus servos: Trazei-m o a m im ,
Levanta-te, e persegue aqueles hom ens; e, alcançan- e porei os m eus olhos sobre ele.
do-os, lhes dirás: Por que pagastes mal p o r bem? 22E nós dissem os a m eu senhor: Aquele m oço não
5N ão é este o copo em que bebe m eu senhor e poderá deixar a seu pai; se deixar a seu pai, este
pelo qual bem adivinha? Procedestes mal n o que m orrerá.
fizestes. 23E ntão tu disseste a teus servos: Se vosso irm ão
6E alcançou-os, e falou-lhes as m esm as palavras. m ais novo não descer convosco, nunca m ais vereis
7E eles disseram-lhe: Por que diz m eu senhor tais a m inha face.
palavras? Longe estejam teus servos de fazerem 24E aconteceu que, su b in d o n ó s a teu servo m eu
sem elhante coisa. pai, e co ntando-lhe as palavras de m eu senhor,

55
GÊNESIS 44,45

25Disse nosso pai: Voltai, com prai-nos um pouco "Pelo que Deus m e enviou adiante de vós, para
de m antim ento. conservar vossa sucessão n a terra, e para guardar-
26E nós dissemos: N ão poderem os descer; mas, se vos em vida p o r um grande livram ento.
nosso irm ão m enor for conosco, desceremos; pois "Assim não fostes vós que m e enviastes para cá, se­
não poderem os ver a face do hom em se este nosso não Deus, que m e tem posto p o r pai de Faraó, e p o r
irm ão m enor não estiver conosco. senhor de toda a sua casa, e com o regente em toda
27E ntão disse-nos teu servo, m eu pai: Vós sabeis a terra do Egito.
que m inha m ulher m e deu dois filhos; ’Apressai-vos, e subi a m eu pai, e dizei-lhe: Assim
28E um ausentou-se de m im , e eu disse: C ertam en­ tem dito o teu filho José: D eus me tem posto p o r
te foi despedaçado, e não o tenho visto até agora; senhor em toda a terra do Egito; desce a m im , e não
29Se agora tam bém tirardes a este da m inha face, te dem ores;
e lhe acontecer algum desastre, fareis descer as m i­ IHE habitarás na terra de G ósen, e estarás perto de
nhas cãs com aflição à sepultura. m im , tu e os teus filhos, e os filhos dos teus filhos, e as
30Agora, pois, indo eu a teu servo, m eu pai, e o tuas ovelhas, e as tuas vacas, e tu d o o que tens.
m oço não indo conosco, com o a sua alm a está ligada 1' E ali te sustentarei, p o rq u e ainda haverá cinco
com a alma dele, anos de fom e, p ara que não pereças de pobreza, tu e
3'Acontecerá que, vendo ele que o m oço ali não tua casa, e tu d o o que tens.
está, m orrerá; e teus servos farão descer as cãs de teu I2E eis que vossos olhos, e os olhos de m eu irm ão
servo, nosso pai, com tristeza à sepultura. Benjam im , vêem que é m inha boca que vos fala.
32Porque teu servo se deu por fiador por este moço I3E fazei saber a m eu pai toda a m in h a glória no
para com m eu pai, dizendo: Se eu o não tornar para ti, Egito, e tu d o o que tendes visto, e apressai-vos a
serei culpado para com m eu pai por todos os dias. fazer descer m eu pai para cá.
33Agora, pois, fique teu servo em lugar deste m oço l4E lançou-se ao pescoço de Benjamim seu irm ão,
por escravo de m eu senhor, e que suba o m oço com e chorou; e Benjam im chorou também ao seu pes­
os seus irmãos. coço.
34Porque, com o subirei eu a m eu pai, se o m oço I5E beijou a todos os seus irm ãos, e chorou sobre
não fo r com igo? para que não veja eu o m al que eles; e depois seus irm ãos falaram com ele.
sobrevirá a m eu pai.
Faraó ouve fa la r dos irmãos d e José
José dá-se a co n h ecer a seus irmãos 16E esta notícia ouviu-se na casa de Faraó: Os ir­
ENTÃO José não se podia conter diante de m ãos de José são vindos; e pareceu bem aos olhos
todos os que estavam com ele; e clam ou: de Faraó, e aos olhos de seus servos.
Fazei sair daqui a todo o hom em ; e ninguém ficou 17E disse Faraó a José: Dize a teus irmãos: Fazei isto:
com ele, quando José se deu a conhecer a seus ir­ carregai os vossos anim ais e parti, tornai à terra de
mãos. Canaã.
2E levantou a sua voz com choro, de m aneira que os I8E to rn ai a vosso pai, e às vossas famílias, e vinde
egípcios o ouviam , e a casa de Faraó o ouviu. a m im ; e eu vos darei o m elhor da terra do Egito, e
3E disse José a seus irmãos: Eu sou José; vive ainda com ereis da fartu ra da terra.
m eu pai? E seus irm ãos não lhe puderam responder, I9A ti, pois, é ordenado: Fazei isto: tom ai vós da ter­
porque estavam pasm ados diante da sua face. ra do Egito carros para vossos m eninos, para vossas
4E disse José a seus irm ãos: Peço-vos, chegai-vos m ulheres, e para vosso pai, e vinde.
a m im . E chegaram -se; então disse ele: Eu sou José 20E não vos pese coisa alguma dos vossos utensí­
vosso irm ão, a quem vendestes para o Egito. lios; p o rq u e o m elhor de toda a terra do Egito será
’Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos pese vosso.
aos vossos olhos p or m e haverdes vendido para cá; 21E os filhos de Israel fizeram assim. E José deu-lhes
porque para conservação da vida, D eus m e enviou carros, co n fo rm e o m an d ad o de Faraó; tam bém
adiante de vós. lhes deu com ida para o cam inho.
6P orque já houve dois anos de fom e no m eio da 22A to d o s lhes deu, a cada um , m udas de roupas;
terra, e ainda restam cinco anos em que não haverá mas a Benjam im d eu trezentas peças de p rata, e
lavoura nem sega. cinco m udas de roupas.

56
GÊNESIS 45,46

23E a seu pai enviou sem elhantem ente dez ju m e n ­ I3E os filhos de Issacar: Tola, Puva, Jó e Sinrom .
tos carregados do m elhor do Egito, e dez jum entos 14E os filhos de Zebulom : Serede, Elom e Jaleel.
carregados de trigo e pão, e com ida para seu pai, l5Estes são os filhos de Lia, que ela deu a Jacó em
para o cam inho. Padã-Arã, além de D iná, sua filha; todas as alm as de
24E despediu os seus irm ãos, e partiram ; e disse- seus filhos e de suas filhas foram trin ta e três.
lhes: N ão contendais pelo cam inho. I6E os filhos de Gade: Zifiom, Hagi, Suni, Esbom,
2,E subiram do Egito, e vieram à terra de Canaã, a E ri.A rodi e Areli.
Jacó seu pai. I7E os filhos de Aser: Im na, Isvá, Isvi, Berias e Sera, a
26Então lhe anunciaram , dizendo: José ainda vive, irm ã deles; e os filhos de Berias: H éber e M alquiel.
e ele tam bém é regente em toda a terra do Egito. E o ' “Estes são os filhos de Zilpa, a qual Labão deu à sua
seu coração desm aiou, porque não os acreditava. filha Lia; e deu a Jacó estas dezesseis almas.
27Porém , havendo-lhe eles contado todas as pala­ l9Os filhos de Raquel, m u lh er de Jacó: José e Ben­
vras de José, que ele lhes falara, e vendo ele os carros jam im .
que José enviara para levá-lo, reviveu o espírito de 20E nasceram a José n a terra do Egito, M anassés
Jacó seu pai. e Efraim , que lhe d eu A zenate, filha de Potífera,
28E disse Israel: Basta; ainda vive m eu filho José; eu sacerdote de O m .
irei e o verei antes que m orra. 2IE os filhos de B enjam im : Belá, Bequer, Asbel,
Gera, N aam ã, Eí, Rôs, M upim , H upim e Arde.
Jacó e toda a sua fa m ília descem ao Egito 22Estes são os filhos de Raquel, que nasceram a
E PARTIU Israel com tu d o q u an to tinha, Jacó, ao todo catorze almas.
e veio a Berseba, e ofereceu sacrifícios ao 23E o filho de Dã: Husim.
Deus de seu pai Isaque. 24E os filhos de Naftali: Jazeel, Guni, Jezer e Silém.
2E falou D eus a Israel em visões de noite, e disse: 2,Estes são os filhos de Bila, a qual Labão deu à
Jacó, Jacó! E ele disse: Eis-m e aqui. sua filha Raquel; e deu estes a Jacó; todas as almas
3E disse: Eu sou Deus, o Deus de teu pai; não tem as foram sete.
descer ao Egito, p orque eu te farei ali um a grande 26Todas as almas que vieram com Jacó ao Egito, que
nação. saíram dos seus lom bos, fora as m ulheres dos filhos
4E descerei contigo ao Egito, e certam ente te farei de Jacó, todas foram sessenta e seis almas.
tornar a subir, e José porá a sua m ão sobre os teus 27E os filhos de José, que lhe nasceram n o Egito,
olhos. eram duas almas. Todas as alm as da casa de Jacó, que
5Então levantou-se Jacó de Berseba; e os filhos de vieram ao Egito, eram setenta.
Israel levaram a seu pai Jacó, e seus meninos, e as suas
mulheres, nos carros que Faraó enviara para o levar. O en co n tro de José com seu pai
6E tom aram o seu gado e os seus bens que tinham 28E Jacó enviou Judá adiante de si a José, para o
adquirido na terra de Canaã, e vieram ao Egito, Jacó encam inhar a Gósen; e chegaram à terra de Gósen.
e toda a sua descendência com ele; 29Então José ap ro n to u o seu carro, e subiu ao en ­
7Os seus filhos e os filhos de seus filhos com ele, as contro de Israel, seu pai, a Gósen. E, apresentando-
filhas, e as filhas de seus filhos, e toda a sua descen­ se-lhe, lançou-se ao seu pescoço, e ch o ro u sobre o
dência levou consigo ao Egito. seu pescoço longo tem po.
8E estes são os nom es dos filhos de Israel, que ,0E Israel disse a José: M orra eu agora, pois já tenho
vieram ao Egito, Jacó e seus filhos: Rúben, o p rim o ­ visto o teu rosto, que ainda vives.
gênito de Jacó. •’ ’D epois disse José a seus irm ãos, e à casa de seu
‘"E os filhos de Rúben: Enoque, Palu, H ezrom e pai: Eu subirei e anunciarei a Faraó,e lhe direi: M eus
Carm i. irm ãos e a casa de m eu pai, que estavam na terra de
I0E os filhos de Simeão: Jemuel, Jam im , O ade, Ja- Canaã, vieram a mim!
quim , Zoar e Saul, filho de um a m ulher cananéia. 32E os hom ens são pastores de ovelhas, p o rq u e são
11E os filhos de Levi: G érson, C oate e M erari. hom ens de gado, e trouxeram consigo as suas ove­
,2E os filhos de Judá: Er, O nã, Selá, Perez e Zerá; lhas, e as suas vacas, e tu d o o que têm.
Er e O nã, porém , m orreram na terra de Canaã; e os 33Q uando, pois, acontecer que Faraó vos cham ar, e
filhos de Perez foram H ezrom e H am ul. disser: Q ual é o vosso negócio?

57
GÊNESIS 46,47

,4Então direis: Teus servos foram hom ens de gado 14Então José recolheu to d o o dinheiro que se achou
desde a nossa m ocidade até agora, tanto nós com o na terra do Egito, e na te rra de C anaã, pelo trigo
os nossos pais; para que habiteis na terra de Gósen, que com pravam ; e José trouxe o dinheiro à casa de
porque todo o pastor de ovelhas é abom inação aos Faraó.
egípcios. ' ’Acabando-se, pois, o dinheiro da terra do Egito,
e da terra de Canaã, vieram todos os egípcios a José,
José a n u n cia a Faraó a chegada de seu pai dizendo: D á-nos pão; p o r que m orrerem os em tua
ENTÀO veio José e anu n cio u a Faraó, e presença? p o rq u an to o dinheiro nos falta.
disse: M eu pai e os m eus irm ãos e as suas 'hE José disse: Dai o vosso gado,e eu vo-lo darei por
ovelhas, e as suas vacas, com tu d o o que têm , são vosso gado, se falta o dinheiro.
vindos da te rra de C anaã, e eis que estão na terra 17E ntão trouxeram o seu gado a José; e José deu-
de Gósen. lhes pão em troca de cavalos, e das ovelhas, e das
2E to m o u um a parte de seus irm ãos, a saber, cinco vacas e dos jum entos; e os sustentou de pão aquele
hom ens, e os pôs diante de Faraó. ano p o r todo o seu gado.
"'Então disse Faraó a seus irm ãos: Q ual é o vosso I8E acabado aquele ano, vieram a ele n o segundo
negócio? E eles disseram a Faraó: Teus servos são ano e disseram -lhe: N ão o cultarem os ao m eu se­
pastores de ovelhas, tan to nós com o nossos pais. n h o r que o dinheiro acabou; e m eu senhor possui os
'’Disseram m ais a Faraó: V iem os para peregrinar anim ais, e n enh u m a o u tra coisa nos ficou diante de
nesta terra; po rq u e não há pasto para as ovelhas m eu senhor, senão o nosso corpo e a nossa terra;
de teus servos, p o rq u an to a fom e é grave na terra ' ‘'P or que m orrerem os diante dos teus olhos, tanto
de Canaã; agora, pois, rogam os-te que teus servos nós com o a nossa terra? C om pra-nos a nós e a nossa
habitem na terra de Gósen. terra p o r pão, e nós e a nossa terra serem os servos de
’Então falou Faraó a José, dizendo: Teu pai e teus Faraó; e dá-nos sem ente, para que vivam os, e não
irm ãos vieram a ti; m orram os, e a terra não se desole.
6A terra do Egito está diante de ti; no m elhor da 20Assim José co m p ro u toda a terra do Egito para
terra faze habitar teu pai e teus irm ãos; habitem na Faraó, porque os egípcios venderam cada um o seu
terra de G ósen, e se sabes que entre eles há hom ens cam po, po rq u an to a fom e prevaleceu sobre eles; e a
valentes, os porás por m aiorais do gado, sobre o que terra ficou sendo de Faraó.
eu tenho. 2IE, q u anto ao povo, fê-lo passar às cidades, desde
7E trouxe José a Jacó, seu pai, e o apresentou a Fa­ um a extrem idade da terra do Egito até a outra ex­
raó; e Jacó abençoou a Faraó. trem idade.
8E Faraó disse a Jacó: Q uantos são os dias dos anos “ Som ente a terra dos sacerdotes não a com prou,
da tua vida? p o rqu an to os sacerdotes tinham porção de Faraó, e
l)E Jacó disse a Faraó: O s dias dos anos das m inhas eles com iam a sua porção que Faraó lhes tinha dado;
peregrinações são cento e trin ta anos, poucos e por isso não venderam a sua terra.
m aus foram os dias dos anos da m inha vida, e não 23Então disse José ao povo: Eis que hoje ten h o com ­
chegaram aos dias dos anos da vida de m eus pais nos p rado a vós e a vossa terra para Faraó; eis aí tendes
dias das suas peregrinações. sem ente para vós, para que semeeis a terra.
I(,E Jacó abençoou a Faraó, e saiu da sua presença. 24H á de ser, p o rém , qu e das colheitas dareis o
1 'E José fez habitar a seu pai e seus irm ãos e deu- q uinto a Faraó, e as q uatro partes serão vossas, para
lhes possessão na terra do Egito, no m elhor da terra, sem ente do cam po, e p ara o vosso m an tim en to , e
na terra de Ramessés, com o Faraó ordenara. dos que estão nas vossas casas, e para que com am
12E José sustentou de pão a seu pai, seus irm ãos e vossos filhos.
to d a a casa de seu pai, segundo as suas famílias. 2’E disseram : A vida nos tens dado; achem os gra­
ça aos olhos de m eu senhor, e serem os servos de
C om o José com prou toda a terra do Faraó.
E gito para Faraó 26José, pois, estabeleceu isto p o r estatuto, até ao
l3E não havia pão em toda a terra, porque a fome dia de hoje, sobre a terra do Egito, que Faraó tirasse
era m u ito grave; de m odo que a terra do Egito e a o quinto; só a terra dos sacerdotes não ficou sendo
terra de Canaã desfaleciam p o r causa da fome. de Faraó.

58
GÊNESIS 47 ,4 8 ,4 9

27Assim habitou Israel na terra do Egito, na terra de de velhice, já não podia ver; e fê-los chegar a ele, e
Gósen, e nela tom aram possessão, e frutificaram , e beijou-os, e abraçou-os.
m ultiplicaram -se m uito.
28E Jacó viveu na terra do Egito dezessete anos, de Jacó abençoa José e seus filh o s
sorte que os dias de Jacó, os anos da sua vida, foram ME Israel disse a José: Eu não cu idara ver o teu
cento e quarenta e sete anos. rosto; e eis que Deus m e fez ver tam bém a tu a des­
29Chegando-se, pois, o tem po da m o rte de Israel, cendência.
cham ou a José, seu filho, e disse-lhe: Se agora tenho 12Então José os tiro u dos joelhos de seu pai, e incli­
achado graça em teus olhos, rogo-te que ponhas a nou-se à terra diante da sua face.
tua m ão debaixo da m in h a coxa, e usa com igo de |3E to m o u José a am bos, a Efraim n a sua m ão d i­
beneficência e verdade; rogo-te que não m e enterres reita, à esquerda de Israel, e M anassés na sua mão
no Egito, esquerda, à direita de Israel, e fê-los chegar a ele.
30Mas que eu jaza com os m eus pais; p o r isso m e l4M as Israel estendeu a sua m ão direita e a pôs
levarás do Egito e m e enterrarás na sepultura deles. sobre a cabeça de Efraim , que era o m enor, e a sua
E ele disse: Farei conform e a tu a palavra. esquerda sobre a cabeça de Manassés, dirigindo as
3'E disse ele: Jura-m e. E ele jurou-lhe; e Israel incli­ suas m ãos propositadam ente, não obstante M anas­
nou-se sobre a cabeceira da cama. sés ser o prim ogênito.
15E abençoou a José, e disse: O Deus, em cuja presen­
Jacó adoece ça andaram os m eus pais Abraão e Isaque, o Deus que
E ACONTECEU, depois destas coisas, que m e sustentou, desde que eu nasci até este dia;
alguém disse a José: Eis que te u pai está 160 anjo que m e livrou de to d o o mal, abençoe estes
enferm o. Então to m o u consigo os seus dois filhos, rapazes, e seja cham ado neles o m eu nom e, e o nom e
Manassés e Efraim. de m eus pais A braão e Isaque, e m ultipliquem -se
2E alguém participou a Jacó, e disse: Eis que José com o peixes, em m ultidão, no m eio da terra.
teu filho vem a ti. E esforçou-se Israel, e assentou-se l7Vendo, pois, José que seu pai p u n h a a sua m ão
sobre a cama. direita sobre a cabeça de Efraim, foi m au aos seus
3E Jacó disse a José: O D eus T odo-Poderoso m e olhos; e to m o u a m ão de seu pai, para a tran sp o r de
apareceu em Luz, na te rra de C anaã, e m e aben­ sobre a cabeça de Efraim à cabeça de Manassés.
çoou. 18E José disse a seu pai: N ão assim, m eu pai, porque
■'E m e disse: Eis que te farei frutificar e m ultiplicar, este é o prim ogênito; põe a tu a m ão direita sobre a
e to rn ar-te-ei um a m ultidão de povos e darei esta sua cabeça.
terra à tua descendência depois de ti, em possessão 19Mas seu pai recusou, edisse:E uosei,m eu filho, eu o
perpétua. sei; tam bém ele será um povo, e tam bém ele será gran­
5 Agora, pois, os teus dois filhos, que te nasceram na de; contudo o seu irm ão m enor será m aior que ele, e a
terra do Egito, antes que eu viesse a ti no Egito, são sua descendência será um a m ultidão de nações.
meus: Efraim e Manassés serão m eus, com o R úben 20Assim os ab en ço o u naquele dia, dizendo: Em
e Simeão; ti abençoará Israel, dizendo: D eus te faça com o a
6Mas a tua geração, que gerarás depois deles, será Efraim e com o a M anassés. E pôs a Efraim diante
tua; segundo o nom e de seus irm ãos serão cham a­ de Manassés.
dos na sua herança. 2'D epois disse Israel a José: Eis que eu m orro, m as
7Vindo, pois, eu de Padã, m o rreu -m e Raquel n o ca­ D eus será convosco, e vos fará to rn a r à te rra de
m inho, na terra de Canaã, havendo ainda pequena vossos pais.
distância para chegar a Efrata; e eu a sepultei ali, no 22E eu tenho dado a ti um pedaço da terra a m ais do
cam inho de Efrata, que é Belém. que a teus irm ãos, que tom ei com a m in h a espada e
8E Israel viu os filhos de José, e disse: Q uem são com o m eu arco, da m ão dos am orreus.
estes?
9E José disse a seu pai: Eles são m eus filhos, que Jacó abençoa seus filh o s e m orre
Deus me tem dado aqui. E ele disse: Peço-te, traze­ DEPOIS cham ou Jacó a seus filhos, e disse:
mos aqui, para que os abençoe. Ajuntai-vos, e anunciar-vos-ei o que vos há
,(,O s olhos de Israel, po rém , estavam carregados de acontecer nos dias vindouros;

59
GÊNESIS 49

2 Ajuntai-vos, e ouvi, filhos de Jacó; e ouvi a Israel ,7Dã será serpente ju n to ao cam inho, um a víbora
vosso pai. ju n to à vereda, que m o rd e os calcanhares do cavalo,
3Rúben, tu és m eu prim ogênito, m in h a força e o e faz cair o seu cavaleiro p o r detrás.
princípio de m eu vigor, o mais excelente em alteza e I8A tua salvação espero, ó Se n h o r !
o mais excelente em poder. ,9Quanto a Gade, u m a tro p a o acom eterá; m as ele
4Im petuoso com o a água, não serás o mais exce­ a acom eterá p o r fim.
lente, porquanto subiste ao leito de teu pai. E ntão o 20D e Aser, o seu pão será gordo, e ele dará delícias
contam inaste; subiu à m inha cama. reais.
5Simeão e Levi são irm ãos; as suas espadas são ins­ 2lNaftali é u m a gazela solta; ele dá palavras for­
trum entos de violência. mosas.
<’No seu secreto conselho não entre m in h a alma, 22José é um ram o frutífero, ram o frutífero ju n to à
com a sua congregação m inha glória não se ajunte; fonte; seus ram os correm sobre o m uro.
porque no seu furor m ataram hom ens, e na sua 2íO s flecheiros lhe deram am argura, e o flecharam
teim a arrebataram bois. e odiaram .
'M aldito seja o seu furor, pois era forte, e a sua ira, 240 seu arco, porém , susteve-se no forte, e os bra­
pois era dura; eu os dividirei em Jacó, e os espal harei ços de suas m ãos foram fortalecidos pelas m ãos
em Israel. do Valente de Jacó (de onde é o pastor e a pedra de
8Judá, a ti te louvarão os teus irm ãos; a tua m ão será Israel).
sobre o pescoço de teus inimigos; os filhos de teu pai 2SPelo D eus de teu pai, o qual te ajudará, e pelo
a ti se inclinarão. Todo-Poderoso, o qual te abençoará com bênçãos
9Judá é um leãozinho, da presa subiste, filho meu; dos altos céus, com bênçãos do abism o que está em ­
encurva-se, e deita-se com o um leão, e com o um baixo, com bênçãos dos seios e da m adre.
leão velho; quem o despertará? 26As bênçãos de teu pai excederão as bênçãos de
,0O cetro não se arredará de Judá, nem o legislador m eus pais, até à extrem idade dos outeiros eternos;
dentre seus pés, até que venha Siló; e a ele se congre­ elas estarão sobre a cabeça de José, e sobre o alto da
garão os povos. cabeça do que foi separado de seus irm ãos.
11 Ele am arrará o seu jum en tin h o à vide, e o filho da 27Benjam im é lobo que despedaça; pela m an h ã
sua jum enta à cepa mais excelente; ele lavará a sua com erá a presa, e à tarde repartirá o despojo.
roupa no vinho, e a sua capa em sangue de uvas. 28Todas estas são as doze tribos de Israel; e isto é o
I20 s olhos serão verm elhos de vinho, e os dentes que lhes falou seu pai q uando os abençoou; a cada
brancos de leite. u m deles abençoou segundo a sua bênção.
l3Z ebulom habitará no p o rto dos m ares, e será 29D epois o rdenou-lhes, e disse-lhes: Eu m e co n ­
com o p o rto dos navios, e o seu term o será para grego ao m eu povo; sepultai-m e com m eus pais, na
Sidom. cova que está no cam po de Efrom, o heteu,
l4Issacar ^ ju m e n to de fortes ossos, deitado entre 5uNa cova que está no cam po de M acpela, que
dois fardos. está em frente de M anre, na terra de Canaã, a qual
'^E viu ele que o descanso era bom , e que a terra A braão co m p ro u com aquele cam po de E from , o
era deliciosa e abaixou seu o m bro para acarretar, e heteu, p o r herança de sepultura.
serviu debaixo de tributo. J'Ali sepultaram a A braão e a Sara sua m ulher; ali
l6D ã julgará o seu povo, com o um a das tribos de sepultaram a Isaque e a Rebeca sua m ulher; e ali eu
Israel. sepultei a Lia.

Todas estas são as doze tribos de Israel


(49.28) distribuída, o que esclarece o seguinte: não havia uma tribo com
o nome de José, mas haveria duas tribos intrinsecamente rela­
cionadas a José. Estamos falando das tribos Efraim e Manas-
Ceticismo. Compara esta referência com Gênesis 48.20
sés. Em termos práticos, Efraim seria a tribo “A" e Manassés a tri­
para questionar o número correto das tribos de Israel (doze
bo "B" da casa de José. A questão é dirimida pelo fato de a tribo
ou treze?), alegando que há contradição.
de Levi não ter recebido possessão territorial: seus descenden­
. H RESPOSTA APOLOGÉTICA: Jacó foi pai de doze filhos tes foram distribuídos pelo território de Canaã, após sua conquis­
<= e não de treze. O texto de Gênesis 48.22 mostra que José ta (Nm 18.23,24). Como podemos ver, doze territórios foram es­
foi favorecido por seu pai com uma porção dobrada da herança tabelecidos para as tribos de Israel. E não treze.

60
GÊNESIS 49,50

320 cam po e a cova que está nele,foram com prados que A braão tin h a co m p rad o com o cam po, p o r
aos filhos de Hete. herança de sepultura de Efrom , o heteu, em frente
33A cabando, pois, Jacó de dar instruções a seus de Manre.
filhos, encolheu os pés na cam a, e expirou, e foi 14D epois de haver sepultado seu pai, voltou José
congregado ao seu povo. para o Egito, ele e seus irm ãos, e todos os que com
ele subiram a sepultar seu pai.
A lam entação -por Jacó e o seu enterro
ENTÃO José se lançou sobre o rosto de seu José a n im a a seus irm ãos
pai e chorou sobre ele, e o beijou. 15Vendo en tão os irm ãos de José que seu pai já
*E José ordenou aos seus servos, os m édicos, que estava m o rto , disseram : P o rv en tu ra nos odiará
em balsamassem a seu pai; e os m édicos em balsam a­ José e certam ente nos retribuirá todo o m al que lhe
ram a Israel. fizemos.
3E cum priram -se-lhe quarenta dias; porque assim ‘'’P ortanto m an d aram dizer a José: Teu pai o rd e­
se cum prem os dias daqueles que se em balsam am ; nou, antes da sua m orte, dizendo:
e os egípcios o choraram setenta dias. 17Assim direis a José: Perdoa, rogo-te, a tra n s ­
4Passados, pois, os dias de seu choro, falou José à gressão de teus irm ãos, e o seu pecado, p o rq u e te
casa de Faraó, dizendo: Se agora tenho achado graça fizeram mal; agora, pois, rogam os-te que perdoes a
aos vossos olhos, rogo-vos que faleis aos ouvidos de transgressão dos servos do Deus de teu pai. E José
Faraó, dizendo: chorou q uando eles lhe falavam.
5M eu pai m e fez jurar, dizendo: Eis que eu m orro; l8D epois vieram tam b ém seus irm ãos, e p ro stra­
em m eu sepulcro, que cavei para m im na terra de ram -se d iante dele, e disseram : E is-nos aqui p o r
Canaã, ali m e sepultarás. Agora, pois, te peço, que eu teus servos.
suba, para que sepulte a m eu pai; então voltarei. I9E José lhes disse: N ão temais; p o rv en tu ra estou eu
fiE Faraó disse: Sobe, e sepulta a teu pai com o ele em lugar de Deus?
te fez jurar. 2UVós bem intentastes m al co n tra m im ; porém
TE José subiu para sepultar a seu pai; e subiram com D eus o in te n to u para bem , p ara fazer com o se vê
ele todos os servos de Faraó, os anciãos da sua casa, neste dia, para conservar m uita gente com vida.
e todos os anciãos da terra do Egito. 21Agora, pois, não temais; eu vos sustentarei a vós e
sC om o tam bém toda a casa de José, e seus irmãos, e a vossos filhos. Assim os consolou, e falou segundo
a casa de seu pai; som ente deixaram na terra de Gósen o coração deles.
os seus m eninos, e as suas ovelhas e as suas vacas.
9E subiram tam bém com ele, tan to carros com o A m o rte d e José
gente a cavalo; e o cortejo foi grandíssim o. 22José, pois, hab ito u no Egito, ele e a casa de seu pai;
"’C hegando eles, pois, à eira de Atade, que está e viveu José cento e dez anos.
além do Jordão, fizeram um grande e dolorido 23E viu José os filhos de Efraim, da terceira geração;
pranto; e fez a seu pai um a grande lam entação por tam b ém os filhos de M aquir, filho de M anassés,
sete dias. nasceram sobre os joelhos de José.
"E vendo os m oradores da terra, os cananeus, 24E disse José a seus irm ãos: Eu m o rro ; mas Deus
o luto na eira de A tade, disseram : É este o p ran to certam ente vos visitará, e vos fará subir desta te rra à
grande dos egípcios. Por isso cham ou-se-lhe Abel- terra que ju ro u a Abraão, a Isaque e a Jacó.
M izraim , que está além do Jordão. 25E José fez ju rar os filhos de Israel, dizendo: C er­
I2E fizeram -lhe os seus filhos assim com o ele lhes tam en te vos visitará D eus, e fareis tra n sp o rta r os
ordenara. m eus ossos daqui.
l3Pois os seus filhos o levaram à terra de C anaã, 26E m o rreu José da idade de cento e dez anos, e o
e o sepultaram na cova do cam po de M acpela, em balsam aram e o puseram n u m caixão no Egito.

61
INTRODUÇÃO AO LIVRO DE

Êxodo
T I tulo
Êxodo é o term o grego aplicado a este livro na Septuaginta, cujo significado é “saída”, “p artida”, porque
descreve a saída do povo de Israel do Egito. Em hebraico, o título do livro, com o os dem ais, tam bém vem
das prim eiras palavras do texto. A saber: Shemot, que expressa: “os nom es de”.

A u toria e data
C onform e M arcos 7.10 e outras passagens análogas, Moisés é o seu autor, pois foi testem unha ocular
da m aior parte dos acontecim entos narrados. Escreveu o livro entre 1450 e 1410 a.C., aproxim adam ente,
d u ran te os anos de peregrinação.

A ssunto
O livro tem quatro partes principais: 1) A libertação dos israelitas; 2) A viagem até o M onte Sinai; 3)
O antigo concerto, tam bém conhecido com o a antiga aliança, q uando D eus entrega ao povo a sua lei; e 4)
A construção do santuário móvel, que era arm ado e desarm ado d u ran te a peregrinação dos israelitas no
deserto (B L H ,p.71).

Ê nfase apologética
Este é o segundo livro de Moisés. Nele está fundam entada a instituição da Lei, um dos elem entos mais
im portantes da história de Israel e de to d o o contexto teológico, tanto do Novo quanto do Antigo Testa­
mento. N arra tam bém o p onto inicial da história de Israel, iniciando com a sua libertação e os prim eiros
anos de peregrinação no deserto.
O principal p o n to deste livro que exige um a exposição apologética é o que se refere à relação entre o
cristão e a lei. Alguns grupos fazem distinção entre lei m oral, que corresponde aos Dez M andam entos es­
critos nas duas tábuas de pedra, e lei cerim onial, descrita no restante dos livros mosaicos. Tais grupos ale­
gam que a últim a foi abolida po r Jesus na cruz, enquanto a prim eira, isto é, a lei m oral, m antém sua igual
validade. Neste aspecto, destacam a necessidade da guarda do sábado, não reconhecendo nesta lei um si­
nal distintivo entre D eus e o povo de Israel.
O utros grupos, em bora não façam esta distinção, criam u m legalismo que, m esm o não ganhando ex­
pressão teológica, na prática é a obediência aos preceitos m orais da lei, que teriam prerrogativas fu n d a­
m entais para a salvação.
O judaísm o, talvez, seja a m elhor expressão do apego à letra da lei e o não reconhecim ento da transito-
riedade deste concerto (Rm 10.1 -4). Para os judeus, a eternidade da lei não perm ite que n en h u m de seus
preceitos seja invalidado e, por isso, deve ser considerada na íntegra.
A O SEGUNDO LIVRO DE MOISÉS CHAMADO

E xodo
Os descendentes d e Jacó n o Egito os afligirem com suas cargas. P orque edificaram a
ESTES pois são os nom es dos filhos de Israel, Faraó cidades arm azéns, P itom e Ramessés.
1 que entraram no Egito com Jacó; cada um e n ­
trou com sua casa:
l2M as q u an to m ais os afligiam, tan to m ais se m u l­
tiplicavam , e tan to m ais cresciam; de m aneira que
2Rúben, Simeão, Levi, e Judá; se enfadavam p o r causa dos filhos de Israel.
’Issacar, Z ebulom , e Benjamim; L,E os egípcios faziam servir os filhos de Israel com
4Dã e Naftali, G ade e Aser. dureza;
5Todas as almas, pois, que procederam dos lo m ­ u Assim que lhes fizeram am argar a vida com dura
bos de Jacó, foram setenta almas; José, porém , es­ servidão, em b arro e em tijolos, e com to d o o tra ­
tava no Egito. balho no cam po; com todo o seu serviço, em que os
6Faleceu José, e todos os seus irm ãos, e toda aque­ obrigavam com dureza.
la geração.
TE osfilhos de Israel frutificaram, aum entaram m ui­ As -parteiras p o u p a m as vidas aos recém -nascidos
to, e multiplicaram -se, e foram fortalecidos grande­ 15E o rei do Egito falou às parteiras das hebréias (das
mente; de m aneira que a terra se encheu deles. quais o nom e de um a era Sifrá, e o da o u tra Puá),
l6Edisse: Q u an d o ajudardes a d ar à luz às hebréias,
O rei q u e ttão co n h e ce u José e as virdes sobre os assentos, se for filho, m atai-o;
8E levantou-se um novo rei sobre o Egito, que não mas se for filha, então viva.
conhecera a José; l7As parteiras, porém , tem eram a D eus e não fize­
90 qual disse ao seu povo: Eis que o povo dos filhos ram com o o rei do Egito lhes dissera, antes conserva­
de Israel é m uito, e m ais poderoso do que nós. vam os m eninos com vida.
lüEia, usem os de sabedoria para com eles, para que l8E ntão o rei do Egito cham o u as parteiras e dis-
não se m ultipliquem , e aconteça que, vindo guerra, se-lhes: Por que fizestes isto, deixando os m eninos
eles tam bém se ajuntem com os nossos inim igos, e com vida?
pelejem contra nós, e subam da terra. ‘"E as parteiras disseram a Faraó: É que as m ulhe­
1'E puseram sobre eles m aiorais de tributos, para res hebréias não são com o as egípcias; p o rq u e são

E as parteiras disseram a Faraó... que. caso cometessem o ato, eram condenadas à pena de mor­
<1-19) te. E, para se livrarem dessa sentença, preferiam apresentar ao
rel “meias-verdades" (1.19). Ou seja, não revelavam a Faraó que
Ceticismo. Confronta esta passagem com Levitico 19.11,
haviam chegado tarde para o trabalho de parto. O atraso das par­
afirmando que Sifráe Puá mentiram a Faraó, transgredindo
teiras, como vimos, era proposital.
a lei, mas, mesmo assim. Deus as abençoou, o que implicaria em
Embora as Escrituras registrem as faltas de pessoas tementes a
contradição quanto ao que a Bíblia ensina a respeito (1.20,21).
Deus. tais pessoas, porém, jamais as recomendam. O Senhor Deus
RESPOSTA APOLOGÉTICA: A ordem do rel era para que nào abençoou aquelas mulheres (1.20,21) porterem mentido a Fa­
as parteiras praticassem o infanticídio contra o povo he­ raó, mas porque foram tementes ao Senhor, preservando o povo
breu (1.16). Para evitar a barbaridade do ato, as parteiras lança­ hebreu da extinção pelo decreto sanguinário do rei egípcio. Neste
ram máo de uma estratégia: a morosidade (demora). Assim, as sentido, se acha consagrado o princípio de que a lealdade ao Se­
mães davam à luz seus filhos sozinhas, e quando as parteiras nhor nem sempre concorda com as ordens arbitrárias e injustas
chegavam |á era tarde. não podiam mais matar as crianças, por­ dos governantes (ou mandantes) seculares (Rm 13; 1Pe 2.17).

63
ÊXODO 1,2,3

vivas, e já têm dado à luz antes que a parteira ve­ m ens h ebreus contendiam ; e disse ao injusto: Por
nha a elas. que feres a teu próxim o?
’’’P ortanto Deus fez bem às parteiras. E o povo se M0 qual disse: Q uem te tem posto a ti p o r m aioral
au m entou, e se fortaleceu m uito. e juiz sobre nós? Pensas m atar-m e, com o m ataste o
2IE aconteceu que, com o as parteiras tem eram a egípcio? Então tem eu Moisés, e disse: C ertam ente
Deus, ele estabeleceu-lhes casas. este negócio foi descoberto.
“ Então ordenou Faraó a todo o seu povo, dizen­ ’’O u v in d o , pois, Faraó este caso, p ro c u ro u m a­
do: A todos os filhos que nascerem lançareis no rio, ta r a Moisés; m as Moisés fugiu de diante da face de
mas a todas as filhas guardareis com vida. Faraó, e h ab ito u na terra de M idiã, e assentou-se
ju n to a um poço.
O n ascim ento de M oisés I6E o sacerdote de M idiã tin h a sete filhas, as quais
E FOI um hom em da casa de Levi e casou com vieram tirar água, e encheram os bebedouros, para
2 um a filha de Levi.
2E a m ulher concebeu e deu à luz um filho; e, vendo
d ar de beber ao rebanho de seu pai.
l7Então vieram os pastores, e expulsaram -nas dali;
que ele era form oso, escondeu-o três meses. Moisés, porém , levantou-se e defendeu-as, e deu de
3N ão podendo, porém , m ais escondê-lo, to m o u beber ao rebanho.
,SE voltando elas a Reuel seu pai, ele disse: Por que
um a arca de juncos, e a revestiu com b arro e be­
hoje tornastes tão depressa?
tum e; e, pondo nela o m enino, a pôs nos juncos à
I9E elas disseram : U m hom em egípcio nos livrou
m argem do rio.
da m ão dos pastores; e tam bém nos tiro u água em
4E sua irm ã postou-se de longe, para saber o que
abundância, e deu de beber ao rebanho.
lhe havia de acontecer.
2UE disse a suas filhas: E onde está ele? P or que dei­
5E a filha de Faraó desceu a lavar-se no rio, e as
xastes o hom em ? C ham ai-o para que com a pão.
suas donzelas passeavam, pela m argem do rio; e ela
2IE M oisés co n sen tiu em m o rar com aquele h o ­
viu a arca no m eio dos juncos, e enviou a sua cria­
m em ; e ele deu a Moisés sua filha Zípora,
da, que a tom ou.
22A qual d eu à luz um filho, a quem ele ch am o u
'’E abrindo-a, viu ao m en in o e eis que o m enino
G érson, p o rq u e disse: Peregrino fui em terra es­
chorava; e m oveu-se de com paixão dele, e disse:
tranha.
Dos m eninos dos hebreus é este.
7Então disse sua irm ã à filha de Faraó: Irei ch a­
A m o rte do rei do Egito
m ar um a am a das hebréias, que crie este m enino 2,E aconteceu, depois de m uitos dias, que m o rre n ­
para ti? do o rei do Egito, os filhos de Israel suspiraram p o r
SE a filha de Faraó disse-lhe: Vai. Foi, pois, a m oça, causa da servidão, e clam aram ; e o seu clam or subiu
e cham ou a m ãe do m enino. a Deus p o r causa de sua servidão.
‘'Então lhe disse a filha de Faraó: Leva este m enino, 24E ouviu Deus o seu gemido, e lem brou-se Deus da
e cria-m o; eu te darei teu salário. E a m ulher tom ou sua aliança com A braão, com Isaque, e com Jacó;
o m enino, e criou-o. 25E viu Deus os filhos de Israel, e aten to u D eus para
I0E, q uando o m en in o já era grande, ela o tr o u ­ a sua condição.
xe à filha de Faraó, a qual o adotou; e cham ou-lhe
Moisés, e disse: P orque das águas o tenho tirado. D eus fa la co m Aloisés do m eio
da sarça ardente
M oisés m ata u m egípcio e fo g e para M idiã E APASCENTAVA Moisés o rebanho de Jetro,
"E aconteceu naqueles dias que, sendo Moisés já
hom em , saiu a seus irm ãos, e aten to u para as suas
3 seu sogro, sacerdote em M idiã; e levou o reba­
n ho atrás do deserto, e chegou ao m o n te de Deus,
cargas; e viu que um egípcio feria a um hebreu, h o ­ a H orebe.
m em de seus irm ãos. 2E a p a r e c e u - lh e o a n jo d o S enhor e m u m a c h a m a
12E olhou a um e a o u tro lado e, vendo que não ha­ d e fo g o d o m e io d u m a sa rça ; e o lh o u , e eis q u e a sar­
via ninguém ali, m a to u ao egípcio, e escondeu-o ça a r d ia n o fo g o , e a sa rç a n ã o se c o n s u m ia .
na areia. ’E M oisés disse: Agora m e virarei para lá, e verei
L,E to rn o u a sair n o dia seguinte, e eis que dois h o ­ esta grande visão, porque a sarça não se queim a.

64
ÊXODO 3

■'E vendo o S e n h o r que se virava para ver, bradou do a m im , e tam bém ten h o visto a opressão com que
Deus a ele do m eio da sarça, e disse: Moisés, Moisés. os egípcios os oprim em .
Respondeu ele: Eis-me aqui. lüVem agora, pois, e eu te enviarei a Faraó para que
, E disse: N ão te chegues para cá; tira os sapatos tires o m eu povo (os filhos de Israel) do Egito.
de teus pés; po rq u e o lugar em que tu estás é te r­ 1'E ntão M oisés disse a Deus: Q uem sou eu, que vá
ra santa. a Faraó e tire do Egito os filhos de Israel?
6Disse mais: Eu sou o D eus de teu pai, o Deus ,2E disse: C ertam en te eu serei contigo; e isto te
de A braão, o D eus de Isaque, e o D eus de Jacó. E será p o r sinal de que eu te enviei: Q uan d o houve­
Moisés encobriu o seu rosto, p o rq u e tem eu olhar res tirado este povo do Egito, servireis a Deus n es­
para Deus. te m onte.
7E disse o S e n h o r : T enho visto atentam ente a afli­ 1 'E ntão disse Moisés a Deus: Eis que q uando eu for
ção do m eu povo, que está no Egito, e tenho ouvi­ aos filhos de Israel, e lhes disser: O Deus de vossos
do o seu clam or p o r causa dos seus exatores, p o r­ pais m e enviou a vós; e eles m e disserem: Q ual é o
que conheci as suas dores. seu nom e? Q ue lhes direi?
"Portanto desci para livrá-lo da m ão dos egípcios, I4E disse D eus a M oisés: e u s o u o q u e sou. Disse
e para fazê-lo subir daquela terra, a um a terra boa e mais: Assim dirás aos filhos de Israel: e u s o u m e en ­
larga, a um a terra que m ana leite e mel; ao lugar do viou a vós.
cananeu, e do heteu, e do am orreu, e do perizeu, e 15E D eus disse m ais a Moisés: Assim dirás aos filhos
do heveu, e do jebuseu. de Israel: O S e n h o r Deus de vossos pais, o Deus de
9E agora, eis que o clam or dos filhos de Israel é vin- A braão, o Deus de Isaque, e o D eus de Jacó, m e en-

A uma terra que mana leite e mel a identificação e. por isso, pegaram em pedras para atirar nele.
(3.8) Queriam condená-lo por blasfêmia por ter pronunciado o nome
de Deus (coisa que eles, em hipótese alguma, faziam). Mas Jesus
ÇT) Ceticismo. Confronta a referência em estudo com Núme-
proferiu o santo nome de Deus em referência a si mesmo: “Antes
" ros 13.32, interpretando-a equivocadamente ao atribuir co­
que Abraão existisse, EU SOU".
notação de miséria em Canaã, um forte motivo de contradição,
Como se não bastasse, a edição anotada da Tradução do Novo
visto que. aqui, a terra é citada como fértil.
Mundo (com referências de 1986, p. 84) afirma que a locução gre­
. - g RESPOSTA APOLOGÉTICA: O contexto de Números 13, ga Ego eimi ho on significa: “Eu sou o Ser" ou “Eu sou o Existen­
<= por si só, prova que a interpretação dos céticos é incabí­ te'. Mas em João 1.18 a mesma expressão (rto on) é empregada
vel. O relatório apresentado por alguns espias que acompanha­ para definir a relação que há entre o Deus Pai e o Deus unigéni­
ram Josué e Calebe no reconhecimento de Canaã era exagerado to, Jesus Cristo.
e covarde, não refletia os benefícios da terra, como no caso dos Tal tradução, elaborada pela Sociedade Torre de Vigia, deve ser
outros espias enviados antes deles (Nm 13.27). É fato que, na oca­ rejeitada, porque adultera o texto bíblico com o único objetivo de
sião, existiam em Canaã homens de alta estatura e fortes guerrei­ dissociar Jesus da unidade divina e classificá-lo como mero re­
ros (Nm 13.28), porque a região vinha sendo palco de constan­ presentante de Jeová Deus.
tes batalhas campais entre as tribos que desejavam tomá-la, por
ser uma terra extremamente fértil. O texto de Números 14.36,37 é EU SOU me enviou a vós
uma prova cabalcontra atese dos céticos, por documentar a mor­ (3.14)
te dos covardes que induziram o povo à murmuração.
Ciência Cristã. Sua visão sobre Deus é panteista. Ou seja,
EU SOU O QUE SOU Deus é “Tudo em tudo".
(3-14) ._W RESPOSTA APOLOGÉTICA: A Bíblia mostra tanto a trans-
r — 1 Testemunhas de Jeová. A Tradução do Novo Mundo traz: S cendência quanto a imanência de Deus. Deus está fora de
' ' “Mostrarei Ser”. E, em João 8.58: "eu tenho sido’ . Seu ob­ sua criação (Gn 1.1), mas age dentro dela (At 17.24,25). O Deus
jetivo, com isso, evidentemente, é inferiorizar Jesus, negando ao da Bíblia é um ser pessoal (possui personalidade) e pode dizer de
Filho de Deus a divindade que lhe é devida. Dessa forma, tal tra­ si mesmo “EU SOU". O Senhor Deus pensa, decide, ama, se ira,
dução evita a associação natural entre o EU SOU, da referência perdoa, se alegra, etc. Deus é piedoso: “Passando, pois, o Senhor
em estudo, e o EU SOU, do evangelho de João. perante ele, clamou: O Senhor Deus, misericordioso e piedoso,
tardio em irar-se e grande em beneficência e verdade” (34.6).
__sg RESPOSTA APOLOGÉTICA: O texto da Tradução do
•>= Novo Mundo não corresponde ao original bíblico, mas
Este é meu nome eternamente
atende unicamente ao propósito da Sociedade Torre de Vigia:
(3.15)
negar a divindade de Jesus Cristo. Nas palavras de Jesus, em
João 8.58, o Senhor repete, a respeito de si mesmo, o nome de r ™ l Testemunhas de Jeová. Usam este versículo para argu-
Deus revelado a Moisés, conforme a referência em estudo. Os ju­ mentar que são as únicas pessoas que adoram o verda-
deus que ouviram Jesus pronunciar essas palavras entenderam deiro Deus, uma vez que somente elas chamam Deus de Jeová.

65
ÊXODO 3 ,4

viou a vós; este é m eu nom e eternam ente, e este é 2E o Se n h o r disse-lhe: Q ue é isso n a tu a mão? E ele
m eu m em orial de geração em geração. disse: U m a vara.
l6Vai, e ajunta os anciãos de Israel e dize-lhes: O 3E ele disse: Lança-a na terra. Ele a lançou na terra,
Se n h o r D eus de vossos pais, o D eus de Abraão, de e torn o u -se em cobra; e Moisés fugia dela.
Isaque e de Jacó, m e apareceu, dizendo: C ertam ente 4Então disse o Se n ho r a Moisés: Estende a tu a m ão
vos tenho visitado e visto o que vos é feito no Egito. e pega-lhe pela cauda. E estendeu sua m ão, e pegou-
l7P o rtan to eu disse: Far-vos-ei subir da aflição do lhe pela cauda, e to rn o u -se em vara na sua m ão;
Egito à terra do cananeu, do heteu, do am orreu, 5Para que creiam que te apareceu o Se n h o r Deus
do perizeu, do heveu e do jebuseu, a um a terra que de seus pais, o D eus de A braão, o Deus de Isaque e
m ana leite e mel. o D eus de Jacó.
I8E ouvirão a tua voz; e irás, tu com os anciãos de 6E disse-lhe m ais o Se n h o r : Põe agora a tua m ão no
Israel, ao rei do Egito, e dir-lhe-eis: O Se n h o r Deus teu seio. E, tirando-a, eis que a sua m ão estava lep ro ­
dos hebreus nos encontrou. Agora, pois, deixa-nos sa, branca com o a neve.
ir cam inho de três dias para o deserto, para que sa­ 7E disse: T o rn a a p o r a tu a m ão no teu seio. E to r­
crifiquem os ao Se n h o r nosso Deus. n o u a colocar sua m ão no seu seio; depois tiro u -a do
‘''Eu sei, porém , que o rei do Egito não vos deixará seu seio, e eis que se to rn ara com o a sua carne.
ir, nem ainda p o r um a m ão forte. KE acontecerá que, se eles não te crerem , nem o u ­
2HP orque eu estenderei a m in h a m ão, e ferirei ao virem a voz do prim eiro sinal, crerão à voz do d er­
Egito com todas as m inhas m aravilhas que farei no radeiro sinal;
m eio dele; depois vos deixará ir. ‘’E se acontecer que ainda não creiam a estes dois si­
21E eu darei graça a este povo aos olhos dos egíp­ nais, nem ouvirem a tua voz, to m arás das águas do
cios; e acontecerá que, quando sairdes, não saireis rio, e as derram arás na terra seca; e as águas, que to ­
vazios, m arás do rio, tornar-se-ão em sangue sobre a te r­
22P orque cada m ulher pedirá à sua vizinha e à sua ra seca.
hóspeda jóias de prata, e jóias de ouro, e vestes, as ,0Então disse Moisés ao Se n h o r : Ah, m eu Senhor!
quais poreis sobre vossos filhos e sobre vossas filhas; eu não sou hom em eloqüente, nem de o n tem nem
e despojareis os egípcios. de anteontem , nem ainda desde que tens falado ao
teu servo; p o rq u e sou pesado de boca e pesado de
M ilagres através de M oisés língua.
ENTÃO respondeu Moisés, e disse: Mas eis que n E disse-lhe o Se n h o r : Q uem fez a boca do h o ­
4 não m e crerão, nem ouvirão a m inha voz, p o r­
que dirão: O Se n h o r não te apareceu.
m em? o u quem fez o m u d o , ou o surdo, o u o que
vê, ou o cego? N ão sou eu, o Se n h o r ?

Para essa seita, quem chama Deus de Deus ou Senhor pode es­ vem ter um relacionamento íntimo com o Senhor, chamando-o de
tar chamando ou orando a um deus falso. Se alguém deseja falar “Aba, Pai* (Rm8.15; GI4.6). Onome outorgado aos cristãos para
com o Deus verdadeiro, segundo afirmam, deve chamá-lo pelo que fosse invocado na nova aliança é o do Senhor Jesus (At 4.10-
nome de Jeová. 12; 16.30,31; Fp2.9-11; C l3.17).

__B RESPOSTA APOLOGÉTICA: Esse entendimento só sur- Que é Isso na tua mão?
■= giu em 1931, quando os adeptos dessa seita adotaram (4.2)
o nome organizacional de Testemunhas de Jeová, indicando,
Ceticismo. Usa esta referência para questionar o atribu­
como base bíblica para isso, Isaías 43.10. Antes, afirmavam: “O
to da onisciência que a ortodoxia cristã aplica, correta­
nome Deus quer dizer o Altíssimo, o Criador de todas as coisas. O
mente, a Deus.
nome Jeová significa os propósitos do Eterno para com suas cria­
turas. O nome Deus Todo-Poderoso quer dizer que o seu poder é RESPOSTA APOLOGÉTICA: O argumento ceticista que
ilimitado. O nome Altíssimo dá a entender que Ele é o Supremo e desmerece a pessoa de Deus por ter questionado a Moiséí
que além dele não existe nenhum outro. E o nome Pai quer dizer quanto ao que havia em sua mão é extremamente pobre. Será qui
que Ele é o Doador da vida*. Deus realmente não sabia? Claro que sim. Aiém de onisciente, i
O Senhor Jesus nunca iniciou suas orações dizendo: “Deus Senhor Deus é presciente. portanto, sabia que se tratava de um
Jeová" ou “JeováDeus’ , mas: "Pai” (Mt 11.25; 26.39-42; Lc 10.21; vara. Moisés também estava ciente do objeto que carregava, ap<
22.42; 23.34-46; Jo 11.41; 12.27, 28; 17.1-26). A oração-mode- nas não conhecia o plano de Deus para aquele artefato. Daí a in
lo ensinada por Jesus se inicia da seguinte maneira: ‘ Pai nosso* portãnciado questionamento, paraque Moisés contemplasse o s<
(Mt 6.9; Lc 11.2). Os cristãos, na qualidade de filhos de Deus, de­ brenatural e não questionasse a legitimidade do "sinal" divino.

66
ÊXODO 4,5

12Vai, pois, agora, e eu serei com a tua boca e te en ­ 29Então foram M oisés e Arão, e ajuntaram todos os
sinarei o que hás de falar. anciãos dos filhos de Israel.
l3Ele, porém , disse: Ah, m eu Senhor! Envia pela WE Arão falou todas as palavras que o S enhor falara
m ão daquele a quem tu hás de enviar. a Moisés e fez os sinais perante os olhos do povo.
l4Então se acendeu a ira do S enhor contra Moisés, 31E o povo creu; e q u an d o ouviram que o S enhor
e disse: N ão é Arão, o levita, teu irmão? Eu sei que ele visitava aos filhos de Israel, e que via a sua aflição,
falará m uito bem ; e eis que ele tam bém sai ao teu en­ inclinaram -se, e adoraram .
contro; e, vendo-te, se alegrará em seu coração.
I5E tu lhe falarás, e porás as palavras na sua boca; M oisés e A rão fa la m a Faraó
e eu serei com a tua boca, e com a dele, ensinando- E DEPOIS foram M oisés e A rão e disseram
vos o que haveis de fazer. a Faraó: Assim diz o S en h o r D eus de Israel:
I6E ele falará po r ti ao povo; e acontecerá que ele te Deixa ir o m eu povo, para que m e celebre u m a fes­
será por boca, e tu lhe serás p o r Deus. ta no deserto.
17T om a, pois, esta vara na tu a m ão, com que fa­ 2M as Faraó disse: Q u em é o S en h o r , cuja voz
rás os sinais. eu ouvirei, para deixar ir Israel? N ão conheço o
S en h or , nem tam pouco deixarei ir Israel.

M oisés volta para o Egito 3E eles disseram: O D eus dos hebreus nos enco n ­
' “Então foi Moisés, e voltou para Jetro, seu sogro, trou; p o rtan to deixa-nos agora ir cam inho de três
dias ao deserto, para que ofereçam os sacrifícios ao
e disse-lhe: Eu irei agora, e tornarei a m eus irm ãos,
S enhor nosso Deus, e ele não venha sobre nós com
que estão no Egito, para ver se ainda vivem. Disse,
pestilência o u com espada.
pois, Jetro a Moisés: Vai em paz.
4Então disse-lhes o rei do Egito: Moisés e Arão, por
‘‘'Disse tam bém o S en h or a Moisés em M idiã: Vai,
que fazeis cessar o povo das suas obras? Ide às vos­
volta para o Egito; porque todos os que buscavam a
sas cargas.
tua alm a m orreram .
’E disse tam bém Faraó: Eis que o povo da terra já é
-°Tom ou, pois, M oisés sua m u lh e r e seus filhos,
m uito, e vós os fazeis ab an d o n ar as suas cargas.
e os levou sobre um jum en to , e to rn o u à terra do
Egito; e Moisés to m o u a vara de D eus na sua mão.
Faraó aflige os israelitas
21E disse o S en h or a Moisés: Q u ando voltares ao
'’P o rtan to deu ordem Faraó, naquele m esm o dia,
Egito, atenta que faças diante de Faraó todas as m a­
aos exatores do povo, e aos seus oficiais, dizendo:
ravilhas que tenho posto na tua m ão; mas eu lhe en­
7D aqui em diante não torneis a dar palha ao povo,
durecerei o coração, para que não deixe ir o povo.
para fazer tijolos, com o fizestes antes: vão eles m es­
22Então dirás a Faraó: Assim diz o S en h or : Israel é
mos, e colham palha para si.
m eu filho, m eu prim ogênito.
8E lhes im poreis a conta dos tijolos que fizeram a n ­
2,E eu te tenho dito: Deixa ir o m eu filho, para que tes; nada dim inuireis dela, p o rq u e eles estão ocio­
me sirva; mas tu recusaste deixá-lo ir; eis que eu m a­ sos; p o r isso clam am , dizendo: V am os, sacrifique­
tarei a teu filho, o teu prim ogênito. m os ao nosso Deus.
24E aconteceu no cam inho, n u m a estalagem, que o 9Agrave-se o serviço sobre estes hom ens, para que
S enhor o encontrou, e o quis m atar. se ocu p em nele e não confiem em palavras m e n ­
2,Então Zípora to m o u um a pedra aguda, e circun­ tirosas.
cidou o prepúcio de seu filho, e lançou-o a seus pés, "’Então saíram os exatores do povo, e seus oficiais,
e disse: C ertam ente m e és um esposo sanguinário. e falaram ao povo, dizendo: Assim diz Faraó: Eu não
26E desviou- se dele. Então ela disse: Esposo sangui­ vos darei palha;
nário, p or causa da circuncisão. 1 'Id e vós m esm os, e tom ai vós palha o nde a achar­
27Disse o S enhor a Arão: Vai ao deserto, ao encon­ des; p o rq u e nada se d im in u irá de vosso serviço.
tro de Moisés. E ele foi, e en controu-o no m onte de l2E ntão o povo se espalhou p o r to d a a te rra do
Deus, e beijou-o. Egito, a colher restolho em lugar de palha.
28E relatou M oisés a A rão todas as palavras do ' 3E os exatores os apertavam , dizendo: Acabai vos­
S en h or , com que o enviara, e to d o s os sinais que sa obra, a tarefa de cada dia, com o q u an d o havia
lhe m andara. palha.

67
ÊXODO 5 ,6

14E foram açoitados os oficiais dos filhos de Israel, poderosa os deixará ir, sim , p o r um a m ão p o d ero ­
que os exatores de Faraó tin h am posto sobre eles, sa os lançará de sua terra.
dizendo estes: P or que não acabastes vossa tarefa, 2Falou m ais D eus a Moisés, e disse: Eu sou o
fazendo tijolos com o antes, assim tam bém ontem S en h or .
e hoje? 5E eu apareci a A braão, a Isaque, e a Jacó, com o
lsP or isso, os oficiais dos filhos de Israel, foram e o D eus T o d o-P oderoso; m as pelo m eu n o m e, o
clam aram a Faraó, dizendo: P or que fazes assim a S en h o r , não lhes fui perfeitam ente conhecido.
teus servos? 4E tam bém estabeleci a m in h a aliança com eles,
"’Palha não se dá a teus servos, e nos dizem: Fazei para dar-lhes a terra de Canaã, a terra de suas pere­
tijolos; e eis que teus servos são açoitados; porém o grinações, na qual foram peregrinos.
teu povo tem a culpa. ’E tam bém ten h o ouvido o gem ido dos filhos de
'"M as ele disse: Vós sois ociosos; vós sois ociosos; Israel, aos quais os egípcios fazem servir, e lem brei-
p o r isso dizeis: Vamos, sacrifiquem os ao S en h or . m e da m inha aliança.
lsIde, pois, agora, trabalhai; palha p o rém não se 6P o rtan to dize aos filhos de Israel: Eu sou o S en h or ,
vos dará; contudo, dareis a conta dos tijolos.
e vos tirarei de debaixo das cargas dos egípcios, e vos
‘‘'Então os oficiais dos filhos de Israel viram -se em
livrarei da servidão, evos resgatarei com braço esten­
aflição, p o rq u a n to se dizia: N ada dim inuireis de
dido e com grandes juízos.
vossos tijolos, da tarefa do dia no seu dia.
"E eu vos to m arei p o r m eu povo, e serei vosso
Deus; e sabereis qu e eu sou o S en h o r vosso Deus,
O s israelitas q ueixam -se d e M oisés e Arão
que vos tiro de debaixo das cargas dos egípcios;
20E en contraram a Moisés e a A rão, que estavam
SE eu vos levarei à terra, acerca da qual levantei m i­
defronte deles, quando saíram de Faraó.
nha m ão, ju ran d o que a daria a A braão, a Isaque e a
21E disseram-lhes: O S enhor atente sobre vós, e j ul-
Jacó, e vo-la darei p o r herança, eu o S en h o r .
gue isso, p o rq u an to fizestes o nosso caso repelente
'’Deste m odo falou Moisés aos filhos de Israel, mas
diante de Faraó, e diante de seus servos, dando-lhes
eles não ouviram a Moisés, p o r causa da angústia de
a espada nas m ãos, para nos m atar.
22E ntão, to rn an d o -se M oisés ao S e n h o r , disse: espírito e da d u ra servidão.
Senhor! p o r que fizeste mal a este povo? p o r que 1 "Falou mais o S en h or a Moisés, dizendo:
m e enviaste? 1 ‘Entra, e fala a Faraó rei do Egito, que deixe sair os
23Porque desde que m e apresentei a Faraó para fa­ filhos de Israel da sua terra.
lar em teu nom e, ele m altratou a este povo; e de n e­ l2M oisés, p o rém , falou p erante o S en h o r , dizen­
n h u m a sorte livraste o teu povo. do: Eis que os filhos de Israel não m e têm ouvido;
com o, pois, Faraó m e ouvirá? T am bém eu sou in-
D eus p ro m ete livrar os israelitas circunciso de lábios.
ENTÃO disse o S en h or a Moisés: A gora verás o ‘■’Todavia o S en h or falou a M oisés e a Arão, e deu-
6 que hei de fazer a Faraó; p orque p o r um a m ão lhes m an d am e n to para os filhos de Israel, e para

Mas pelo meu nome, o Senhor [Jeová], náo lhes nhor e Deus, são nomes diferentes para o único Deus verdadei­
perfeitamente fui conhecido ro, os mórmons acreditam que cada um destes nomes designa
(6.3) um deus diferente. Entretanto, um exame mais detalhado do con­
texto mostra que Elohim e Jehovah são um e é o mesmo Deus
'v Mormonismo. Alegaque Jesusé Jeová, pois só Jesus apa-
dos hebreus.
'feii receu a Abraão (Jo 8.56-58).
Gênesis 2 refuta esta distinção arbitrária. Vejamos o que diz o
_£=) RESPOSTA APOLOGÉTICA: Os cristãos ortodoxos tam- versículo 4:"... no dia em que o Senhor Deus fez a terra e os céus".
■=» bém crêem que Jesus é Jeová, mas não é este o caso. En­ Quando Jacó disse a Isaque: “Porque o Senhor teu Deus . ", a tra­
quanto nós, os evangélicos, entendemos que o nome Jeová é dução literal é: “Porque Jehovahteu£toWm...’ (Gn27.20). Todavia,
um dos nomes do Deus triúno - Pai, Filho e Espirito Santo, os o maior obstáculo para os mórmons é o shema |udaico de Deutero-
mórmons crêem totalmente diferente: que Jesus é Jeová e o Pai nômio 6.4, que diz:"... o Senhor nosso Deus é o único Senhor". Na
de Jesus é Elohim. Idealizam as três pessoas da Trindade como língua original hebraica, a versão literal desse texto é: “Jeová, nosso
três deuses separados, com a única diferença de serem unidos Elohim é o único Elohim'. Por desconhecerem as línguas originais
em propósitos e pensamentos. Enquanto os cristãos compreen­ da Bíblia, os mórmons inventaram essa separação absurda entre
dem que Elohim e Jehovah, traduzidos, respectivamente, por Se­ Elohim e Jeová, criando, com isso. dois deuses separados.

68
ÊXODO 6 ,7

Faraó rei do Egito, para que tirassem os filhos de D eus a n im a M oisés a fa la r outra vez a Faraó
Israel da terra do Egito. 28E aconteceu que naquele dia, q uando o S enhor
falou a M oisés na terra do Egito,
G enealogias d e R ú b en , Sim eâ o e L evi 29Falou o S en h o r a M oisés, dizendo: Eu sou o
l4Estas são as cabeças das casas de seus pais: Os fi­ S en h o r ; fala a Faraó, rei d o Egito, tu d o q u an to eu
lhos de Rúben, o p rim ogênito de Israel: E noque te digo.
e Palu, H ezrom e C arm i; estas são as famílias de “ Então disse Moisés p erante o S en h o r : Eis que eu
Rúben. sou incircunciso de lábios; com o, pois, Faraó m e
I5E os filhos de Simeão: Jem uel, Jam in, O ade, ouvirá?
Jaquim , Z oar e Saul, filho de um a cananéia; estas
ENTÃO disse o S en h or a Moisés: Eis que te te­
são as famílias de Simeão.
I6E estes são os nom es dos filhos de Levi, segundo
as suas gerações: G érson, C oate e M erari; e os anos
7 nho posto por deus sobre Faraó, e Arão, teu ir­
m ão, será o teu profeta.
da vida de Levi foram cento e trin ta e sete anos. 2T u falarás tu d o o que eu te m andar; e Arão, teu ir­
m ão, falará a Faraó, que deixe ir os filhos de Israel
l7Os filhos de G érson: Libni e Simei, segundo as
da sua terra.
suas famílias;
3Eu, p o rém , endu recerei o coração de Faraó, e
1SE os filhos de Coate: Anrão, Izar, H ebrom e Uziel;
m ultiplicarei na terra do Egito os meus sinais e as
e os anos da vida de C o a te /o ra m cento e trin ta e
m inhas maravilhas.
três anos.
4Faraó, pois, n ão vos ouvirá; e eu porei m in h a mão
'“’E os filhos de Merari: M ali e M usi; estas são as fa­
sobre o Egito, e tirarei m eus exércitos, m eu povo,
mílias de Levi, segundo as suas gerações.
os filhos de Israel, da te rra do Egito, com grandes
20E A nrão tom ou p o r m ulher a Joquebede, sua tia,
juízos.
e ela deu-lhe Arão e Moisés: e os anos da vida de
5Então os egípcios saberão que eu sou o S en h o r ,
Anrão foram cento e trin ta e sete anos.
quan d o estender a m in h a m ão sobre o Egito, e tira r
2IE os filhos de Izar: C orá, Nefegue e Zicri.
os filhos de Israel do m eio deles.
22E os filhos de Uziel: M isael, Elzafã e Sitri. 6Assim fizeram M oisés e Arão; com o o S en h or lhes
23E Arão tom ou por m ulher a Eliseba, filha de Ami- ordenara, assim fizeram.
nadabe, irm ã de N aasson; e ela deu-lhe N adabe, 7E M oisés era da idade de o iten ta anos, e A rão
Abiú, Eleazar e Itam ar. da idade de o iten ta e três anos q u an d o falaram a
24E os filhos de Corá: Assir, Elcana e Abiasafe; estas Faraó.
são as famílias dos coraítas. 8E o S f.n h o r falou a M oisés e a Arão, dizendo:
25E Eleazar, filho de Arão, to m o u p o r m ulher um a 9Q u an d o Faraó vos falar, dizendo: Fazei vós um
das filhas de Putiel, e ela deu-lhe a Finéias; estes são m ilagre, dirás a Arão: T om a a tu a vara, e lança-a
os cabeças dos pais dos levitas, segundo as suas fa­ diante de Faraó; e se to rn ará em serpente.
mílias.
2,'Estes são A rão e Moisés, aos quais o S en h or dis­ O coração d e Faraó é en d u recid o
se: Tirai os filhos de Israel da terra do Egito, segun­ 1 “Então Moisés e Arão foram a Faraó, e fizeram as­
do os seus exércitos. sim com o o S f.nho r ordenara; e lançou Arão a sua
27Estes são os que falaram a Faraó, rei do Egito, vara d iante de Faraó, e diante dos seus servos, e to r ­
para que tirasse do Egito os filhos de Israel; estes são nou-se em serpente.
Moisés e Arão. 11E Faraó tam bém cham ou os sábios e encantado-

Os magos do Egito fizeram também o mesmo enganar a humanidade por meio de atos sobrenaturais. O próprio
(7.11) Jesus atestou a respeito (Mt 24.24). As obras do diabo se repetem
por toda a história e terão o seu ápice em Apocalipse 13.13,14. To­
Ceticismo. Questiona a onipotência do Deus bíblico, afir­
davia. o que devemos enfatizar aqui é a origem das imitações re­
mando que os encantadores egípcios eram capazes de fa­
alizadas pelos magos do Egito. Em 2Timóteo 3.8, Paulo comenta
zer sinais semelhantes aos que Moisés, por seu Deus. fazia.
que Janes e Jambres eram homens corruptos quanto á fé. e. por
RESPOSTA APOLOGÉTICA: Quanto à prática da magia, conta disso, a fonte do poder que os habilitou a resistir a Moisés
temos visto, desde Gênesis 3, o esforço de Satanás para era maligna. Do mesmo modo, existem, hoje. movimentos que

69
ÊXODO 7,8

res; e os m agos do Egito fizeram tam bém o m esm o 2,E virou-se Faraó, e foi para sua casa; nem ainda
com os seus encantam entos. nisto pôs seu coração.
l2P o rq u e cada um lançou sua vara, e to rn aram - 24E todos os egípcios cavaram poços ju n to ao rio,
se em serpentes; m as a vara de A rão tragou as va­ para beberem água; p o rq u an to não podiam beber
ras deles. da água do rio.
1 ’Porém o coração de Faraó se endureceu, e não os 2,Assim se cu m p riram sete dias, depois que o
ouviu, com o o Se n h o r tinha falado. Se n h o r ferira o rio.
HE ntão disse o Se n h o r a Moisés: O coração de
Faraó está endurecido, recusa deixar ir o povo. A segunda praga: A s rãs
DEPOIS disse o Se n h o r a Moisés: Vai a Faraó
' sVai pela m anhã a Faraó; eis que ele sairá às águas;
p õ e-te em frente dele na beira do rio, e tom arás em
tu a m ão a vara que se to rn o u em cobra.
8 e dize-lhe:
Assim diz o Se n h o r : Deixa ir o m eu povo, para que
I6E lhe dirás: O Senho r D eus dos hebreus m e tem me sirva.
enviado a ti, dizendo: Deixa ir o m eu povo, para 2E se recusares deixá-lo ir, eis que ferirei com rãs
q u e m e sirva no deserto; porém eis que até agora todos os teus term os.
n ão tens ouvido. *E o rio criará rãs, que subirão e virão à tua casa, e
l7Assim diz o Se n h o r : N isto saberás que eu sou o ao teu d o rm itó rio , e sobre a tu a cam a, e às casas dos
teus servos, e sobre o teu povo, e aos teus fornos, e
Se n h o r : Eis que eu com esta vara, que ten h o em m i­
às tuas am assadeiras.
nha m ão, ferirei as águas que estão n o rio, e to rnar-
4E as rãs subirão sobre ti, e sobre o teu povo, e so­
se-ão em sangue.
bre todos os teus servos.
I8E os peixes, que estão no rio, m orrerão, e o rio
’Disse m ais o Se n h o r a Moisés: Dize a Arão:
cheirará mal; e os egípcios terão nojo de beber da
Estende a tu a m ão com tu a vara sobre as correntes,
água do rio.
e sobre os rios, e sobre os tanques, e faze subir rãs so­
bre a terra do Egito.
A prim eira praga: as águas tornam -se em sangue
6E A rão estendeu a sua m ão sobre as águas do
19Disse m ais o Se n h o r a Moisés: Dize a Arão: T om a
Egito, e subiram rãs, e cobriram a terra do Egito.
tua vara, e estende a tu a m ão sobre as águas do Egito,
7E ntão os m agos fizeram o m esm o com os seus
sobre as suas correntes, sobre os seus rios, e sobre os
en can tam en to s, e fizeram subir rãs sobre a terra
seus tanques, e sobre todo o ajuntam ento das suas
do Egito.
águas, para que se tornem em sangue; e haja sangue SE Faraó cham ou a Moisés e a Arão, e disse: Rogai ao
em toda a terra do Egito, assim nos vasos de m adei­ Senho r que tire as rãs de m im e do m eu povo; depois
ra com o nos de pedra. deixarei ir o povo, para que sacrifiquem ao Se n h o r .
2HE M oisés e Arão fizeram assim com o o S e n h o r 9E disse Moisés a Faraó: D igna-te dizer-m e q u an ­
tin h a m andado; e A rão levantou a vara, e feriu as do é que hei de rogar p o r ti, e pelos teus servos, e por
águas que estavam no rio, diante dos olhos de Faraó, teu povo, para tirar as rãs de ti, e das tuas casas, e fi­
e diante dos olhos de seus servos; e todas as águas do quem som ente no rio?
rio se to rnaram em sangue, 10E ele disse: A m anhã. E Moisés disse: Seja confor­
21E os peixes, que estavam no rio, m orreram , e o rio m e à tu a palavra, para que saibas que ninguém há
cheirou mal, e os egípcios não podiam beber a água com o o Sen h o r nosso Deus.
do rio; e houve sangue po r toda a terra do Egito. 11E as rãs apartar-se-ão de ti, das tuas casas, dos teus
22Porém os magos do Egito também fizeram o m es­ servos, e do teu povo; som ente ficarão no rio.
m o com os seus encantam entos; de m odo que o co­ ,2E ntão saíram M oisés e A rão da presença de
ração de Faraó se endureceu, e não os ouviu, com o Faraó; e M oisés clam o u ao Se n h o r p o r causa das
o Se n ho r tinha dito. rãs que tin h a posto sobre Faraó.

procuram imitar a manifestação do poder de Oeus, mas tais movi- Arào trouxe piolhos sobre homens e animais e os magos não pu-
mentos estão longe da vontade divina (Mt 7.21 -23; Jo 6.40). deram repetir o feito (8.18). Diante disso, entendemos que, apesar
Devemos, ainda, observar que o poder dos magos era limita- de possuir poder suficiente e deixar os homens perplexos, Sata-
do, o que fica claro a partir da terceira praga, quando o bordão de nás não pode proceder como e quando quiser (Jó 1 - 2).

70
ÊXODO 8 ,9

15E o S enhor fez conform e a palavra de Moisés; e as 27D eixa-nos ir cam in h o de três dias ao deserto,
rãs m orreram nas casas, nos pátios, e nos campos. para que sacrifiquem os ao S en h o r nosso Deus,
14E a ju n ta ra m -se em m o n tõ e s, e a te rra c h e i­ com o ele nos disser.
ro u mal. 28E ntão disse Faraó: D eixar-vos-ei ir, para que
l5V endo, pois, Faraó que havia descanso, en dure­ sacrifiqueis ao S en h or vosso D eus no deserto; so­
ceu o seu coração, e não os ouviu, com o o S enhor m ente que, indo, não vades longe; orai tam bém
tinha dito. por m im .
^ E M oisés disse: Eis q u e saio de ti, e o rarei ao
A terceira praga: Os piolhos S e n h o r , q u e estes en x a m e s de m o scas se r e ti­
l6Disse m ais o S en h o r a Moisés: D ize a Arão: rem a m a n h ã de F araó , d o s seus servos, e d o seu
Estende a tu a vara, e fere o pó da terra, para que se p ovo; s o m e n te q u e F araó n ão m ais m e engane,
to rn e em piolhos p o r toda a terra do Egito. n ão d e ix a n d o ir a este p o v o p a ra sa crifica r ao
17E fizeram assim; e Arão estendeu a sua m ão com Senhor.
a sua vara, e feriu o pó da terra, e havia m uitos pio­ 30Éntão saiu Moisés da presença de Faraó, e orou
lhos nos hom ens e no gado; todo o pó da terra se to r­ ao S en h o r .
no u em piolhos em toda a terra do Egito. 31E fez o S enhor conform e a palavra de Moisés, e os
I8E os m agos fizeram tam bém assim com os seus
enxam es de m oscas se retiraram de Faraó, dos seus
encantam entos para pro d u zir piolhos, m as não p u ­
servos, e do seu povo; não ficou u m a só.
deram ; e havia piolhos nos hom ens e n o gado.
32Mas endureceu Faraó ainda esta vez seu coração,
|l*Então disseram os m agos a Faraó: Isto é o dedo
e não deixou ir o povo.
de Deus. Porém o coração de Faraó se endureceu, e
não os ouvia, com o o S en h or tinha dito.
A q u in ta praga: A peste nos an im a is
DEPOIS o S en h or disse a Moisés: Vai a Faraó, e
A quarta praga: A s moscas
20Disse m ais o S en h o r a Moisés: L evanta-te pela 9
dize-lhe: Assim diz o S en h o r D eus dos hebreus:
Deixa ir o m eu povo, para que m e sirva.
m anhã cedo e põe-te diante de Faraó; eis que ele sai­
2P orque se recusares deixá-los ir, e ainda p o r fo r­
rá às águas; e dize-lhe: Assim diz o S en h o r : Deixa ir
ça os detiveres,
o m eu povo, para que m e sirva.
'Eis que a m ão do S en h o r será sobre teu gado, que
2 ' P orque se não deixares ir o m eu povo, eis que en -
está no cam po, sobre os cavalos, sobre os jum entos,
viarei enxam es de m oscas sobre ti, e sobre os teus
sobre os camelos, sobre os bois, e sobre as ovelhas,
servos, e sobre o teu povo, e às tuas casas; e as casas
dos egípcios se encherão destes enxam es, e tam bém com pestilência gravíssima.
a terra em que eles estiverem. 4E o S enhor fará separação entre o gado dos israe­

22E naquele dia eu separarei a terra de G ósen, em litas e o gado dos egípcios, para que nada m o rra de
que m eu povo habita, que nela não haja enxam es tu d o o que for dos filhos de Israel.
de moscas, para que saibas que eu sou o S en h o r no 5E o S en h o r assinalou certo tem p o , dizendo:
m eio desta terra. A m anhã fará o S enhor esta coisa na terra.
23E porei separação entre o m eu povo e o teu povo; 6E o S en h or fez isso no dia seguinte, e todo o gado

am anhã se fará este sinal. dos egípcios m orreu; po rém do gado dos filhos de
-4E o S enhor fez assim; e vieram grandes enxames Israel não m o rreu nenhum .
de moscas à casa de Faraó e às casas dos seus servos, 7E Faraó enviou a ver, e eis que do gado de Israel
e sobre toda a terra do Egito; a terra foi corro m p i­ não m o rrera n enhum ; porém o coração de Faraó se
da destes enxames. agravou, e não deixou ir o povo.
2,Então cham ou Faraó a Moisés e a Arão, e disse:
Ide, e sacrificai ao vosso Deus nesta terra. A sexta praga: A s úlceras
26E M oisés disse: N ão convém que façam os as­ “Então disse o S en h o r a M oisés e a Arão: T om ai
sim, p o rq ue sacrificaríamos ao S en h or nosso Deus vossas m ãos cheias de cinza do forno, e M oisés a es­
a abom inação dos egípcios; eis que se sacrificás­ palhe p ara o céu diante dos olhos de Faraó;
semos a abom inação dos egípcios perante os seus 9E to rn a r-se -á em pó m iú d o so b re to d a a te r­
olhos, não nos apedrejariam eles? ra do Egito, e se to rn a rá em sarna, qu e arrebente

71
ÊXODO 9,1 0

em úlceras, nos h om ens e no gado, po r toda a te r­ ra; e o Se n h o r fez chover saraiva sobre a terra do
ra do Egito. Egito.
IHE eles to m aram a cinza do forno, e puseram -se 24E havia saraiva, e fogo m isturado en tre a sarai­
dian te de Faraó, e M oisés a espalhou para o céu; va, tão grave, qual nu n ca houve em to d a a terra do
e to rn o u -se em sarna, que arrebentava em úlceras Egito desde que veio a ser um a nação.
nos hom ens e no gado; 2,E a saraiva feriu, em toda a terra do Egito, tu d o
" D e m aneira que os m agos não podiam parar q u an to havia n o cam po, desde os hom ens até aos
diante de Moisés, p o r causa da sarna; p orque havia animais; tam bém a saraiva feriu toda a erva do cam ­
sarna nos magos, e em todos os egípcios. po, e quebrou todas as árvores do cam po.
l2Porém o Se n h o r endureceu o coração de Faraó, e 26Som ente na terra de Gósen, onde estavam os fi­
não os ouviu, com o o S e n h o r tinha dito a Moisés. lhos de Israel, não havia saraiva.
27Então Faraó m an d o u cham ar a Moisés e a Arão,
A i am eaças de D eus e disse-lhes: Esta vez pequei; o Senho r é justo, mas
1'E n tão disse o Se n h o r a Moisés: Levanta-te pela eu e o m eu povo ímpios.
m an h ã cedo, e põe-te diante de Faraó, e dize-lhe: 2“O rai ao Se n h o r (pois q ue basta) para qu e não
Assim diz o Se n h o r D eus dos hebreus: Deixa ir o haja mais trovões de Deus nem saraiva; e eu vos dei­
m eu povo, para que m e sirva; xarei ir, e não ficareis m ais aqui.
l4P orque esta vez enviarei todas as m inhas pragas 2''Então lhe disse Moisés: Em saindo da cidade es­
sobre o teu coração, e sobre os teus servos, e sobre tenderei m inhas m ãos ao Se n h o r ; os trovões cessa­
o teu povo, para que saibas que não há o u tro com o
rão, e não haverá m ais saraiva; para que saibas que
eu em toda a terra.
a terra é do Se n h o r .
l5P orque agora tenho estendido m inha m ão, para
3üTodavia, q u anto a ti e aos teus servos, eu sei que
te ferir a ti e ao teu povo com pestilência, e para que
ainda não tem ereis diante do Se n h o r Deus.
sejas destruído da terra;
31E o linho e a cevada foram feridos, p o rq u e a ceva­
16Mas, deveras, para isto te m antive, para m ostrar
da já estava na espiga, e o linho na haste.
m eu poder em ti, e para que o m eu nom e seja a n u n ­
,2M as o trigo e o centeio não foram feridos, p o r­
ciado em toda a terra.
que estavam cobertos.
I7Tu ainda te exaltas contra o m eu povo, para não
33Saiu, pois, M oisés da presença de Faraó, da ci­
o deixar ir?
dade, e estendeu as suas m ãos ao Se n h o r ; e cessa­
ram os trovões e a saraiva, e a chuva não caiu mais
A sétim a praga: A saraiva
sobre a terra.
,8Eis que am anhã po r este tem po farei chover sa­
raiva m ui grave, qual nunca houve no Egito, desde 34V endo Faraó que cessou a chuva, e a saraiva, e os
o dia em que foi fundado até agora. trovões, pecou ainda mais; e endureceu o seu cora­
l9Agora, pois, envia, recolhe o teu gado, e tu d o o ção, ele e os seus servos.
que tens no cam po; todo o hom em e anim al, que for 35Assim o coração de Faraó se en dureceu, e não
achado no cam po, e não for recolhido à casa, a sa­ deixou ir os filhos de Israel, com o o Se n h o r tinha
raiva cairá sobre eles, e m orrerão. dito p o r Moisés.
20Q u em dos servos de Faraó tem ia a palavra do
Se n h o r , fez fugir os seus servos e o seu gado para D eus am eaça Faraó co m a praga dos gafanhotos
as casas; DEPOIS disse o Se n h o r a Moisés: Vai a
JIMas aquele que não tin h a considerado a pala­ Faraó, p o rq u e ten h o endurecido o seu co­
vra do Se n h o r deixou os seus servos e o seu gado ração, e o coração de seus servos, p ara fazer estes
no cam po. m eus sinais no m eio deles,
22Então disse o Se n h o r a Moisés: Estende a tua m ão 2E p ara que contes aos ouvidos de teus filhos, e dos
para o céu, e haverá saraiva em toda a terra do Egito, filhos de teus filhos, as coisas que fiz no Egito, e os
sobre os hom ens e sobre o gado, e sobre toda a erva m eus sinais, que ten h o feito entre eles; para que sai­
do cam po, na terra do Egito. bais que eu sou o Se n h o r .
23E M oisés estendeu a sua vara para o céu, e o 3Assim foram M oisés e Arão a Faraó, e disse­
Se n h o r deu trovões e saraiva, e fogo corria pela te r­ ram -lhe: Assim diz o S e n h o r D eus dos hebreus:

72
ÊXODO 10,11

Até quando recusarás hum ilhar-te diante de mim? raiva; e não ficou verde algum nas árvores, nem na
Deixa ir o m eu povo para que m e sirva; erva do cam po, em to d a a terra do Egito.
4P orque se ainda recusares deixar ir o m eu povo, “'’Então Faraó se apressou a ch am ar a Moisés e a
eis que trarei am anhã gafanhotos aos teus term os. Arão, e disse: Pequei contra o S en h or vosso Deus,
5E cobrirão a face da terra, de m odo que não se p o ­ e contra vós.
derá ver a terra; e eles com erão o restante que esca­ 17Agora, pois, peço-vos que perdoeis o m eu peca­
pou, o que vos ficou da saraiva; tam bém com erão do som ente desta vez, e que oreis ao S en h or vosso
toda a árvore que vos cresce no cam po; Deus que tire de m im som ente esta m orte.
6E encherão as tuas casas, e as casas de todos os teus 18E saiu da presença de Faraó, e o ro u ao S en h o r .
servos e as casas de todos os egípcios, quais nunca 19Então o S enhor trouxe um vento ocidental for­
viram teus pais, nem os pais de teus pais, desde o dia tíssimo, o qual levantou os gafanhotos e os lançou
em que se acharam na terra até o dia de hoje. E vi- no M ar V erm elho; não ficou um só gafanhoto em
rou-se, e saiu da presença de Faraó. todos os term os do Egito.
‘E os servos de Faraó disseram -lhe: Até quando 20O S e n h o r , porém , en d u receu o coração de
este hom em nos há de ser po r laço? Deixa ir os h o ­ Faraó, e este não deixou ir os filhos de Israel.
mens, para que sirvam ao S enhor seu Deus; ainda
não sabes que o Egito está destruído? A nona praga: A s trevas
8Então M oisés e A rão foram levados o u tra vez a 2 'E ntão disse o S enhor a Moisés: Estende a tua m ão
Faraó, e ele disse-lhes: Ide, servi ao S en h o r vosso para o céu, e virão trevas sobre a terra do Egito, tre ­
Deus. Q uais são os que hão de ir? vas que se apalpem.
9E Moisés disse: H avem os de ir com os nossos jo ­ 22E Moisés estendeu a sua m ão para o céu, e h o u ­
vens, e com os nossos velhos; com os nossos filhos, ve trevas espessas em to d a a terra do Egito p o r três
e com as nossas filhas, com as nossas ovelhas, e com dias.
os nossos bois havem os de ir; porque tem os de ce­ 2,N ão viu um ao o u tro , e ninguém se levantou do
lebrar u m a festa ao S en h o r . seu lugar p o r três dias; m as todos os filhos de Israel
1 “Então ele lhes disse: Seja o S en h or assim convos­ tinham luz em suas habitações.
co, com o eu vos deixarei ir a vós e a vossos filhos; 24Então Faraó cham ou a Moisés, e disse: Ide, servi
olhai que há mal diante da vossa face. ao S en h o r ; som ente fiquem vossas ovelhas e vossas
1 'N ão será assim; agora ide vós, hom ens, e servi ao vacas; vão tam bém convosco as vossas crianças.
S en h or ; pois isso é o que pedistes. E os expulsaram 25Moisés, porém , disse: T u tam bém darás em nos­
da presença de Faraó. sas m ãos sacrifícios e holocaustos, que ofereçam os
ao S enhor nosso Deus.
A oitava praga: Os gafanhotos 26E tam bém o nosso gado há de ir conosco, nem
' -Então disse o S enhor a Moisés: Estende a tu a m ão um a u n h a ficará; p o rq u e daquele havem os de to ­
sobre a terra do Egito para que os gafanhotos ve­ m ar, para servir ao S enhor nosso Deus; porque não
nham sobre a terra do Egito, e com am toda a erva sabem os com que havem os de servir ao S en h o r , até
da terra, tudo o que deixou a saraiva. que cheguem os lá.
1’Então estendeu M oisés sua vara sobre a terra 270 S enhor , porém , endureceu o coração de Faraó,
do Egito, e o S en h or trouxe sobre a terra u m vento e este não os quis deixar ir.
oriental to d o aquele dia e toda aquela noite; e acon­ 28E disse-lhe Faraó: V ai-te de m im , guarda-te que
teceu que pela m anhã o vento oriental trouxe os ga­ não mais vejas o m eu rosto; p o rq u e no dia em que
fanhotos. vires o m eu rosto, m orrerás.
I4E vieram os gafanhotos sobre to d a a terra do 29E disse Moisés: Bem disseste; eu nunca m ais ve­
Egito, e assentaram -se sobre todos os term os do rei o teu rosto.
Egito; tão num erosos foram que, antes destes n u n ­
ca houve tantos, nem depois deles haverá. D eus a n u n c ia a iMoisés a m orte de todos os
15Porque cobriram a face de toda a terra, de m odo prim ogênitos
que a terra se escureceu; e com eram toda a erva da 1 E O SENHOR disse a Moisés: A inda um a
terra, e todo o fruto das árvores, que deixara a sa­ 1 JL praga trarei sobre Faraó, e sobre o Egito;

73
ÊXODO 11,12

depois vos deixará ir daqui; e, quando vos deixar ir 6E o guardareis até ao décim o q u arto dia deste mês,
totalm ente, a toda a pressa vos lançará daqui. e todo o ajuntam ento da congregação de Israel o sa­
2Fala agora aos ouvidos do povo, que cada hom em crificará à tarde.
peça ao seu vizinho, e cada m ulher à sua vizinha, 7E to m arão do sangue, e p ô -lo -ão em am bas as
jóias de prata e jóias de ouro. om breiras, e na verga da porta, nas casas em que o
3E o S e n h o r deu ao povo graça aos olhos dos egíp­ com erem .
cios; tam bém o hom em M oisés era m ui grande na “E naquela noite com erão a carne assada no fogo,
terra do Egito, aos olhos dos servos de Faraó e aos com pães ázimos; com ervas am argosas a com erão.
olhos do povo. ‘’N ão com ereis dele cru, nem cozido em água, se­
4Disse m ais Moisés: Assim o S e n h o r tem dito: À não assado n o fogo, a sua cabeça com os seus pés e
m eia- noite eu sairei pelo m eio do Egito; com a sua fressura.
SE to d o o prim ogênito na terra do Egito m orrerá, I0E nada dele deixareis até am anhã; mas o que dele
desde o prim ogênito de Faraó, que haveria de as- ficar até am anhã, queim areis no fogo.
sentar-se sobre o seu tro n o , até ao prim ogênito da 1 'Assim pois o comereis: Os vossos lombos cingidos,
serva que está detrás da m ó, e to d o o prim ogênito os vossos sapatos nos pés, e o vosso cajado na mão; e o
dos animais. comereis apressadamente; esta é a páscoa do S e n h o r .
6E haverá grande clam or em toda a terra do Egito, I2E eu passarei pela terra do Egito esta noite, e fe­
com o nu nca houve sem elhante e nunca haverá; rirei todo o prim ogênito na terra do Egito, desde os
7Mas en tre todos os filhos de Israel nem m esm o hom ens até aos anim ais; e em to d o s os deuses do
um cão m overá a sua língua, desde os hom ens até Egito farei juízos. Eu sou o S e n h o r .
aos anim ais, para que saibais que o S e n h o r fez dife­ ISE aquele sangue vos será p o r sinal nas casas em
rença entre os egípcios e os israelitas. que estiverdes; vendo eu sangue, passarei p o r cim a
8Então todos estes teus servos descerão a m im , e de vós, e não haverá entre vós praga de m o rtan d a­
se inclinarão diante de m im , dizendo: Sai tu, e todo de, q u an d o eu ferir a terra do Egito.
o povo que te segue as pisadas; e depois eu sairei. E ME este dia vos será p o r m em ória, e celebrá-lo-eis
saiu da presença de Faraó ardendo em ira. por festa ao S e n h o r ; nas vossas gerações o celebra­
90 S e n h o r dissera a Moisés: Faraó não vos ouvirá, reis po r estatuto perpétuo.
para que as m inhas m aravilhas se m ultipliquem na ' ’Sete dias com ereis pães ázimos; ao prim eiro dia
terra do Egito. tirareis o ferm ento das vossas casas; p o rq u e qual­
10E Moisés e Arão fizeram todas estas m aravilhas quer que com er pão levedado, desde o prim eiro até
diante de Faraó; m as o S e n h o r endureceu o cora­ ao sétim o dia, aquela alma será cortada de Israel.
ção de Faraó, que não deixou ir os filhos de Israel lhE ao prim eiro dia haverá santa convocação; ta m ­
da sua terra. bém ao sétim o dia tereis santa convocação; n en h u ­
m a obra se fará neles, senão o que cada alm a houver
A instituição da 'primeira páscoa de com er; isso som ente aprontareis para vós.
E FALOU o S e n h o r a M oisés e a A rão na l7G uardai pois a festa dos pães ázimos, p o rq u e n a­
terra do Egito, dizendo: quele m esm o dia tirei vossos exércitos da terra do
2Este m esm o mês vos será o princípio dos meses; Egito; pelo que guardareis a este dia nas vossas ge­
este vos será o prim eiro dos meses do ano. rações p o r estatuto perpétuo.
3Falai a toda a congregação de Israel, dizendo: Aos lsN o prim eiro mês, aos catorze dias do mês, à tarde,
dez deste mês tom e cada um para si um cordeiro, com ereis pães ázimos até vinte e um do mês à tarde.
segundo as casas dos pais, um cordeiro para cada '■’Por sete dias não se ache n en h u m ferm ento nas
família. vossas casas; porque qualquer que com er pão leve­
4Mas se a família for pequena para um cordeiro, en­ dado, aquela alma será cortada da congregação de
tão tom e um só com seu vizinho perto de sua casa, Israel, assim o estrangeiro com o o natural da terra.
conform e o núm ero das almas; cada um conform e “ N enhum a coisa levedada com ereis; em todas as
ao seu com er, fareis a conta conform e ao cordeiro. vossas habitações com ereis pães ázimos.
50 cordeiro, ou cabrito, será sem m ácula, um m a­ 2' C ham ou pois M oisés a todos os anciãos de I srael,
cho de um ano, o qual tom areis das ovelhas o u das e disse-lhes: Escolhei e to m ai vós co rd eiro s para
cabras. vossas famílias, e sacrificai a páscoa.

74
ÊXODO 12

“ Então tom ai um m olho de hissopo, e m olhai-o vacas, com o tendes dito; e ide, e abençoai-m e ta m ­
no sangue que estiver na bacia, e passai-o na verga bém a m im .
da porta, e em am bas as om breiras, do sangue que 33E os egípcios apertavam ao povo, apressando-se
estiver na bacia; porém n enhum de vós saia da p o r­ para lançá-los da terra; p o rq u e diziam : T odos se­
ta da sua casa até à m anhã. rem os m ortos.
2,Porque o S enhor passará para ferir aos egípcios, 34E o povo to m o u a sua massa, antes que levedas­
porém q uando vir o sangue na verga da porta, e em se, e as suas am assadeiras atadas em suas roupas so­
am bas as om breiras, o S enhor passará aquela p o r­ bre seus om bros.
ta, e não deixará o destruidor en trar em vossas ca­ 35Fizeram, pois, os filhos de Israel conform e à p a­
sas, para vos ferir. lavra de Moisés, e pediram aos egípcios jóias de p ra ­
“ P o rtan to guardai isto p o r estatu to para vós, e ta, e jóias de ouro, e roupas.
para vossos filhos para sem pre. 36E o S enhor deu ao povo graça aos olhos dos egíp­
25E acontecerá que, quando entrardes na terra que cios, e estes lhe davam o que pediam ; e despojaram
o S enhor vos dará, com o tem dito, guardareis este aos egípcios.
culto.
26E acontecerá que, quando vossos filhos vos dis­ A saída dos israelitas do Egito
serem: Q ue culto é este? 37Assim p artiram os filhos de Israel de Ramessés
27Então direis: Este é o sacrifício da páscoa ao para Sucote, cerca de seiscentos m il a pé, som ente
S enhor , que passou as casas dos filhos de Israel no de hom ens, sem co n tar os m eninos.
Egito, q uando feriu aos egípcios, e livrou as nossas 38E subiu tam bém com eles m uita m istura de gente,
casas. Então o povo inclinou-se, e adorou. e ovelhas, e bois, um a grande quantidade de gado.
28E foram os filhos de Israel, e fizeram isso com o o 39E cozeram bolos ázim os da m assa que levaram
S enhor ordenara a Moisés e a Arão, assim fizeram. do Egito, p orque não se tin h a levedado, p o rq u an to
foram lançados do Egito; e não se p u d eram deter,
A m orie dos prim ogênitos nem p repararam com ida.
29E aconteceu, à m eia-noite, que o S en h o r feriu 40O tempo que os filhos de Israel h ab itaram no
a todos os prim ogênitos na terra do Egito, desde o Egito fo i de q uatrocentos e trin ta anos.
prim ogênito de Faraó, que se sentava em seu trono, 41E aconteceu que, passados os q u atro cen to s e
até ao prim ogênito do cativo que estava no cárcere, trin ta anos, naquele m esm o dia, todos os exércitos
e todos os prim ogênitos dos anim ais. do S enhor saíram da terra do Egito.
'°E Faraó levantou-se de noite, ele e todos os seus 42Esta noite se guardará ao S enhor , porque nela os ti­
servos, e todos os egípcios; e havia grande clam or rou da terra do Egito; esta é a noite do S enhor, que de­
no Egito, porque não havia casa em que não hou­ vem guardar todos os filhos de Israel nas suas gerações.
vesse um m orto. 43Disse m ais o S enhor a Moisés e a Arão: Esta é a
3'E ntão cham ou a M oisés e a A rão de noite, e dis­ ordenança da páscoa: n en h u m filho do estrangei­
se: Levantai-vos, saí do m eio do m eu povo, tanto ro com erá dela.
vós com o os filhos de Israel; e ide, servi ao S en h o r , 44P orém to d o o servo com p rad o p o r dinheiro, de­
com o tendes dito. pois que o houveres circuncidado, en tão com e­
32Levai tam bém convosco vossas ovelhas e vossas rá dela.

E aconteceu, à meia-noite, que o SENHOR feriu a nal de seus governantes. Éóbvioque os egípcios, comoumtodo, es­
todos os primogênitos na terra do Egito tavam felizes e satisfeitos porterem os israelitas como seus escravos
(12.29,30) em suas terras, pois não precisavam ver seusfilhos submetidosatra-
balhos forçados e braçais. Os egípcios, que até então já haviam sofri­
Ceticismo. Questionaa justiça divina declarada pela teolo­
do várias calamidades, poderiam ter-se manifestado por meio de um
gia bíblica, uma vez que afirma que o povo egípcio era res­
golpe de Estado, evitando, assim, maiores prejuízos. Mas não, pre­
ponsável pela opressáo de Faraó contra Israel.
feriram deixar a decisão final para seu líder. Possivelmente, acredita­
RESPOSTA APOLOGÉTICA: A questão aqui parece ser vam que somente no palácio real ou nas residências da aristocracia
<=■ maissociopolitica do que religiosa Assim, époucocrfvel que vidas seriam ceifadas, o que. evidentemente, não mudaria a postura
se possa negociar com uma nação a não ser de forma coletiva, por­ soberba de Faraó. Somente uma catástrofe nos moldes bíblicos po­
que o destino de um povo está intimamente ligado à política nacio­ deria induzir a libertação do povo de Deus.

75
ÊXODO 12,13

4,0 estrangeiro e o assalariado não com erão dela. entre teus olhos, p ara que a lei do S en h o r esteja em
4f,N um a casa se com erá; não levarás daquela carne tua boca; p o rq u an to com m ão forte o S en h o r te ti­
fora da casa, nem dela quebrareis osso. rou do Egito.
47Toda a congregação de Israel o fará. 1 “P ortanto tu guardarás este estatuto a seu tem po,
4íiPorém se algum estrangeiro se hospedar conti­ de ano em ano.
go e quiser celebrar a páscoa ao S en h o r , seja-lhe cir­ “ T am bém acontecerá que, q u an d o o S enhor te
cuncidado todo o hom em , e então chegará a cele­ houver in tro d u zid o na terra dos cananeus, com o
brá-la, e será com o o natural da terra; m as nenhum ju ro u a ti e a teus pais, q u an d o ta houver dado,
incircunciso com erá dela. J2Separarás para o S enhor tu d o o que ab rir a m a­
4l)U m a m esm a lei haja para o natural e para o es­ dre e todo o prim ogênito dos anim ais que tiveres;
trangeiro que peregrinar entre vós. os m achos serão do S en h o r .
5"E to d o s os filhos de Israel o fizeram ; com o o "P o ré m , to d o o p rim o g ên ito da ju m en ta resga­
S en h or ordenara a Moisés e a Arão, assim fizeram. tarás com um cordeiro; e se o não resgatares, cor­
s 1E aconteceu naquele m esm o dia que o S enhor ti­ tar-lhe-ás a cabeça; m as to d o o prim ogênito do h o ­
ro u os filhos de Israel da terra do Egito, segundo os m em , entre teus filhos, resgatarás.
seus exércitos. 14E q u ando teu filho te p erguntar no fu tu ro , dizen­
do: Q ue é isto? D ir-lhe-ás: O S enhor nos tiro u com
O s ■primogênitos são santificados a D eus
m ão forte do Egito, da casa da servidão.
1 ^ ENTÃO falou o S enhor a Moisés, dizendo:
1’P o rq u e sucedeu que, en d u recen d o -se Faraó,
J. J ^Santifica-me todo o prim ogênito, o que
para não nos deixar ir, o S enhor m atou todos os p ri­
abrir to d a a m adre entre os filhos de Israel, de h o ­
m ogênitos na terra do Egito, desde o prim ogênito
m ens e de animais; porque m eu é.
do hom em até o prim ogênito dos anim ais; p o r isso
JE Moisés disse ao povo: Lem brai-vos deste m es­
eu sacrifico ao S en h or todos os prim ogênitos, sen­
m o dia, em que saístes do Egito, da casa da servidão;
do machos; porém a todo o prim ogênito de m eus
pois com m ão forte o S en h or vos tiro u daqui; p o r­
filhos eu resgato.
tanto não com ereis pão levedado.
U'E será isso p o r sinal sobre tu a m ão, e p o r frontais
4Hoje, no mês de Abibe, vós saís.
5E a c o n te c e rá q u e , q u a n d o o S en h or te h o u v e r i n ­
entre os teus olhos; porque o S en h or , com m ão for­
t r o d u z id o n a t e r r a d o s c a n a n e u s , e d o s h e te u s , e d o s te, nos tiro u do Egito.
a m o rre u s , e d o s h e v e u s , e d o s je b u s e u s , a q u a l j u r o u
a te u s p a is q u e te d a ria , te r r a q u e m a n a le ite e m e l,
D eus g u ia o povo pelo c a m in h o
g u a rd a r á s e ste c u lto n e s te m ês. 1TE aconteceu que, quando Faraó deixou ir o povo,
6Sete dias com erás pães ázimos, e ao sétim o dia ha­ D eus não os levou pelo cam inho da terra dos filis­
verá festa ao S en h o r . teus, que estava mais perto; porque Deus disse: Para
Sete dias se com erá pães ázimos, e o levedado não que porv en tu ra o povo não se arrependa, vendo a
se verá contigo, nem ainda ferm ento será visto em guerra, e volte ao Egito.
to d o s os teus term os. l8M as D eus fez o povo ro d ear pelo cam in h o do
8E naquele m esm o dia farás saber a teu filho, d i­ deserto do M ar V erm elho; e arm ados, os filhos de
zendo: Isto é pelo que o S enhor m e tem feito, q u an ­ Israel subiram da terra do Egito.
do eu saí do Egito. l9E M oisés levou consigo os ossos de José, p o r­
9E te será p o r sinal sobre tu a m ão e p o r lem brança q uan to havia este solenem ente ajuram entado os fi-

E Moisés levou consigo os ossos de José


g RESPOSTA APOLOGÉTICA: Esta passagem-ou qual-
(13.19)
quer outra - não habilita a interpretação apresentada por
Catolicismo Romano. Emprega este texto para apoiar o Roma. O propósito em destaque é a retirada dos ossos de José
dogma da veneração de reliquias, a respeito da qual afir­ do Egito e não a veneração desses ossos. Insere, ainda, a prá­
ma: "... São permissiveise proveitosas as reliquias dos santos...". tica cultural de preservação dos restos mortais. É oportuno re­
E cita, ainda, a declaração do Concílio de Trento: “... Também os memorarmos o que o rei Ezequias fez com a serpente de metal
santos corpos dos santos mártires [...] e daqueles que habitam que Moisés havia construído, a mando de Deus e com um fim
comCristo[...] devem ser honrados pelos fiéis.. .".O objetivo des­ específico, que o povo passou a venerá-la, dando-lhe até um
sa veneração é alcançar benefícios da parte dos "santos". nome. Vejamos otexto: 'Ele tirou os altos, quebrou as estátuas.

76
ÊXODO 13,14

lhos de Israel, dizendo: C ertam ente D eus vos visita­ taram seus olhos, e eis que os egípcios vinham atrás
rá; fazei, pois, subir daqui os m eus ossos convosco. deles, e tem eram m uito; então os filhos de Israel cla­
20Assim partiram de Sucote, e acam param -se em m aram ao S f.n h o r .
Etã, à entrada do deserto. " E disseram a M oisés: N ão havia sepulcros no
2IE o S enhor ia adiante deles, de dia nu m a co lu ­ Egito, para nos tirar de lá, p ara que m o rram o s nes­
na de nuvem para os guiar pelo cam inho, e de n o i­ te deserto? Por que nos fizeste isto, fazendo-nos sair
te n u m a coluna de fogo para os ilum inar, para que do Egito?
cam inhassem de dia e de noite. l2N ão é esta a palavra qu e te falam os no Egito, d i­
22N unca tirou de diante do povo a coluna de n u ­ zendo: Deixa-nos, que sirvam os aos egípcios? Pois
vem, de dia, nem a coluna de fogo, de noite. que m elh o r nos fora servir aos egípcios, do que
m orrerm os no deserto.
D eus a n u n cia a ruína dos egípcios l3Moisés, porém , disse ao povo: N ão temais; estai
ENTÃO falou o S f.n h o r a M oisés, dizen­ quietos, e vede o livram ento do S en h o r , que hoje
M do:
2Fala aos filhos de I srael que voltem , e que se acam ­
vos fará; p orque aos egípcios, que hoje vistes, n u n ­
ca mais os tornareis a ver.
pem d iante de P i-H airote, en tre M igdol e o m ar, I40 S en h or p e le ja rá p o r v ó s, e v ó s v o s c a la re is.
diante de Baal-Zefom; em frente dele assentareis o
cam po ju n to ao mar. A passagem pelo m ar
’Então Faraó dirá dos filhos de Israel: Estão em ba­ l5Então disse o S enhor a Moisés: Por que clamas a
raçados na terra o deserto os encerrou. mim? Dize aos filhos de Israel que m archem .
4E eu endurecerei o coração de Faraó, para que os ’6E tu, levanta a tu a vara, e estende a tu a m ão sobre
persiga, e serei glorificado em Faraó e em todo o seu o m ar, e fende-o, para que os filhos de Israel passem
exército, e saberão os egípcios que eu sou o S en h o r . pelo m eio do m ar em seco.
E eles fizeram assim. I7E eis que endurecerei o coração dos egípcios, e
’Sendo, pois, an unciado ao rei do Egito que o estes entrarão atrás deles; e eu serei glorificado em
povo fugia, m u d o u -se o coração de Faraó e dos Faraó e em todo o seu exército, nos seus carros e nos
seus servos contra o povo, e disseram : P or que fi­ seus cavaleiros,
zem os isso, havendo deixado ir a Israel, para que 18E os egípcios saberão que eu sou o Sen h o r , q u a n ­
não nos sirva? do for glorificado em Faraó, nos seus carros e nos
6E ap ro n to u o seu carro, e to m o u consigo o seu seus cavaleiros.
povo; I9E o anjo de Deus, que ia diante do exército de Israel,
7E to m o u seiscentos carros escolhidos, e todos os se retirou, e ia atrás deles; tam bém a coluna de nuvem
carros do Egito, e os capitães sobre eles todos. se retirou de diante deles, e se pôs atrás deles.
8P orque o S en h or endureceu o coração de Faraó, 20E ia en tre o cam po dos egípcios e o cam po de
rei do Egito, para que perseguisse aos filhos de Israel; Israel; e a nuvem era trevas para aqueles, e para es­
porém os filhos de Israel saíram com alta mão. tes clareava a noite; de m aneira que em toda a noite
9E os egípcios perseguiram -nos, todos os cavalos e não se aproxim ou u m do outro.
carros de Faraó, e os seus cavaleiros e o seu exérci­ 2‘Então Moisés estendeu a sua m ão sobre o m ar, e
to, e alcançaram -nos acam pados ju n to ao m ar, per­ o S en h or fez retirar o m ar p o r u m forte vento o rien ­
to de P i-H airote, diante de Baal-Zefom. tal toda aquela noite; e o m ar to rn o u -se em seco, e
I0E aproxim ando Faraó, os filhos de Israel levan- as águas foram partidas.

deitou abaixo os bosques, e fez em pedaços a serpente de me­ não intervém no mundo com ações sobrenaturais. Eles não crêem
tal que Moisés fizera; porquanto até aquele dia os filhos de Israel na revelação (Mt 16.17; Lc 24.45; 2Co 4.6) e, por isso, desmere­
lhe queimavam incenso, e lhe chamaram Neustâ” (2Rs 18.4). cerem a Biblia (revelação escrita). A referência em estudo aponta
para uma das maiores demonstrações do poder divino. Por causa
E as éguas foram partidas do entendimento que sustentam, que o Criador está ausente de
(14.21) sua criação (Hb 11.6, SI 58.10,11. V. notas), também não conside­
ram a abertura do Mar Vermelho como uma provisão sobrenatural
COMENTÁRIO APOLOGÉTICO: Diantedeste milagre, cai do Criador, cujo objetivo era o livramento do seu povo. Os deistas
Í por terra a opinião dos céticos e dos deistas de que Deus dizem que esse milagre não passa de uma fábula.

77
ÊXODO 14,15

22E os filhos de Israel entraram pelo m eio do m ar ’Os abism os os cobriram ; desceram às pro fu n d e­
em seco; e as águas foram -\hes com o m u ro à sua di­ zas com o pedra.
reita e à sua esquerda. 6A tu a d estra, ó S e n h o r , se tem glorificado em
2íE os egípcios os seguiram, e entraram atrás deles p o d er, a tu a d estra, ó Se n h o r , tem desped açad o
todos os cavalos de Faraó, os seus carros e os seus ca­ o inim igo;
valeiros, até ao m eio do m ar. 7E com a grandeza da tua excelência derrubaste aos
24E aconteceu que, na vigília daquela m anhã, o que se levantaram co n tra ti; enviaste o teu furor, que
Se n h o r , na coluna do fogo e da nuvem , viu o cam ­ os consum iu com o o restolho.
po dos egípcios; e alvoroçou o cam po dos egípcios. 8E com o sopro de tuas narinas am ontoaram -se as
25E tirou-lhes as rodas dos seus carros, e dificulto- águas, as correntes pararam com o m ontão; os abis­
sam ente os governavam . E ntão disseram os egíp­ m os coalharam -se no coração do mar.
cios: Fujam os da face de Israel, porque o Se n h o r por 90 inimigo dizia: Perseguirei, alcançarei, repartirei
eles peleja contra os egípcios. os despojos; fartar-se-á a m inha alma deles, arranca­
26E disse o Se n h o r a Moisés: Estende a tu a m ão so­ rei a m inha espada, a m inha m ão os destruirá.
bre o m ar, para que as águas to rn em sobre os egíp­ 1 “Sopraste com o teu vento, o m ar os cobriu; afu n ­
daram -se com o chum bo em veem entes águas.
cios, sobre os seus carros e sobre os seus cavaleiros.
" Ó Se n h o r , q u em é com o tu en tre os deuses?
Q uem é com o tu glorificado em santidade, ad m irá­
Os egípcios perecem no m ar
vel em louvores, realizando maravilhas?
27Então Moisés estendeu a sua m ão sobre o m ar, e
l2Estendeste a tu a m ão direita; a terra os tragou.
o m ar retornou a sua força ao am anhecer, e os egíp­
L,Tu, com a tu a beneficência, guiaste a este povo,
cios, ao fugirem, foram de encontro a ele, e o Se n h o r
que salvaste; com a tua força o levaste à habitação
derru b o u os egípcios no m eio do m ar,
da tua santidade.
2!iP orque as águas, to rn an d o , cobriram os carros e
,4O s povos o ouviram , eles estrem eceram , um a
os cavaleiros de todo o exército de Faraó, que os ha­
do r apoderou-se dos habitantes da Filístia.
viam seguido no m ar; n enhum deles ficou.
l5E ntão os príncipes de Edom se pasm aram ; dos
29Mas os filhos de Israel foram pelo m eio do m ar
poderosos dos m oabitas apoderou-se um trem or;
seco; e as águas foram -lhes com o m uro à sua m ão
derreteram -se to d o s os habitantes de Canaã.
direita e à sua esquerda.
‘'’Espanto e pavor caiu sobre eles; pela grandeza do
,0Assim o Se n h o r salvou Israel naquele dia da mão
teu braço em udeceram com o pedra; até qu e o teu
dos egípcios; e Israel viu os egípcios m ortos na praia povo houvesse passado, ó Se n h o r , até que passasse
do mar. este povo que adquiriste.
3IE viu Israel a grande m ão que o Se n h o r m ostra­ l7Tw os introduzirás, e os plantarás no m o n te da
ra aos egípcios; e tem eu o povo ao Se n h o r , e creu no tu a herança, tio lugar que tu, ó Se n h o r , aparelhaste
Se n h o r e em Moisés, seu servo. para a tua habitação, no santuário, ó Senhor, que as
tuas m ãos estabeleceram .
O câ n tico de M oisés lsO Se n h o r reinará eterna e perpetuam ente;
ENTÃO cantou M oisés e os filhos de Israel l9P orque os cavalos de Faraó, com os seus carros e
este cântico ao Se n h o r , e falaram , dizendo: com os seus cavaleiros, entraram no m ar, e o Senho r
C antarei ao Se n h o r , porque gloriosam ente triu n ­ fez to rn ar as águas do m ar sobre eles; m as os filhos
fou; lançou no m ar o cavalo e o seu cavaleiro. de Israel passaram em seco pelo m eio do m ar.
20 Se n h o r é a m inha força, e o meu cântico; ele m e 20E ntão M iriã, a profetisa, a irm ã de Arão, to m o u
foi por salvação; este é o m eu Deus, p o rtan to lhe fa­ o tam boril na sua m ão, e todas as m ulheres saíram
rei um a habitação; ele é o Deus de m eu pai, p o r isso atrás dela com tam boris e com danças.
o exaltarei. 2IE M iriã lhes respondia: C antai ao Se n h o r , p o r­
’O Se n h o r é hom em de guerra; o Se n h o r é o seu que gloriosam ente triu n fo u ; e lançou no m ar o ca­
nom e. valo com o seu cavaleiro.
4Lançou no m ar os carros de Faraó e o seu exérci­ 22D epois fez M oisés p a rtir os israelitas do M ar
to; e os seus escolhidos príncipes afogaram -se no V erm elho, e saíram ao deserto de Sur; e andaram
M ar Vermelho. três dias no deserto, e não acharam água.

78
ÊXODO 15,16

As águas d e M ara somos nós? As vossas m urm urações não são contra
23Então chegaram a M ara; m as não puderam be­ nós, m as sim contra o Se n h o r .
ber das águas de M ara, porque eram am argas; por 9D epois disse Moisés a Arão: Dize a to d a a congre­
isso cham ou-se o lugar Mara. gação dos filhos de Israel: Chegai-vos à presença do
24E o povo m u rm u ro u co n tra M oisés, dizendo: Se n h o r , p o rq u e ouviu as vossas m urm urações.
Q ue havem os de beber? I0E aconteceu que, q u an d o falou A rão a to d a a
25E ele clam ou ao Se n h o r , e o Se n h o r m ostrou-lhe congregação dos filhos de Israel, e eles se viraram
um a árvore, que lançou nas águas, e as águas se to r­ para o deserto, eis que a glória do S e n h o r ap are­
naram doces. Ali lhes deu estatutos e um a o rd en a n ­ ceu na nuvem .
ça, e ali os provou.
26E disse: Se ouvires aten to a voz do Se n h o r teu D eus m a n d a co d o m izes e m aná
Deus, e fizeres o que é reto diante de seus olhos, e 1'E o Se n h o r falou a M oisés, dizendo:
inclinares os teus ouvidos aos seus m andam entos, l2T en h o ouvido as m u rm u raçõ es dos filhos de
e guardares todos os seus estatutos, nen h u m a das Israel. Fala-lhes, dizendo: Entre as duas tardes co­
enferm idades porei sobre ti, que pus sobre o Egito; mereis carne, e pela m anhã vos fartareis de pão; e sa­
p orque eu sou o Se nho r que te sara. bereis que eu sou o Se n ho r vosso Deus.
27Então vieram a Elim, e havia ali doze fontes de I3E aconteceu que à tard e su b iram codornizes, e
água e setenta palm eiras; e ali se acam param ju n ­ cobriram o arraial; e pela m an h ã jazia o orvalho ao
redor do arraial.
to das águas.
I4E qu an d o o orvalho se levantou, eis que sobre a
face do deserto estava u m a coisa m iúda, redonda,
Os israelitas m u rm u ra m reclam ando pão
m iúda com o a geada sobre a terra.
E PARTINDO de Elim, toda a congregação
15E, vendo-a os filhos de Israel, disseram uns aos
dos filhos de Israel veio ao deserto de Sim,
outros: Q ue é isto? P o rq u e não sabiam o que era.
que está entre Elim e Sinai, aos quinze dias do mês
Disse-lhes pois M oisés: Este é o p ão que o Se n h o r
segundo, depois de sua saída da terra do Egito.
vos deu p ara com er.
2E to d a a congregação dos filhos de Israel m u rm u ­
l6Esta é a palavra que o Se n h o r tem m an d ad o :
rou contra Moisés e contra Arão no deserto.
Colhei dele cada u m conform e ao que pode com er,
3E os filhos de Israel disseram -lhes: Q uem dera ti­
um ôm er p o r cabeça, segundo o n ú m ero das vos­
véssemos m orrido por m ão do Se n h o r na terra do
sas almas; cada um to m ará para os que se acharem
Egito, q uando estávam os sentados ju n to às panelas
na sua tenda.
de carne, q uando com íam os pão até fartar! Porque
I7E os filhos de Israel fizeram assim; e colheram ,
nos tendes trazido a este deserto, para m atardes de
uns m ais e o u tro s m enos.
fome a toda esta m ultidão.
18Porém , m ed in d o -o com o ôm er, n ão sobejava ao
'’Então disse o Se n h o r a Moisés: Eis que vos farei que colhera m uito, n em faltava ao que colhera p o u ­
chover pão dos céus, e o povo sairá, e colherá dia­ co; cada um colheu tan to q u an to podia com er.
riam ente a porção para cada dia, para que eu o p ro ­ ''’E disse-lhes Moisés: N inguém deixe dele para
ve se anda em m inha lei o u não. am anhã.
5E acontecerá, no sexto dia, que prepararão o que 20Eles, p o rém , não d eram ouvidos a Moisés, a n ­
colherem ; e será o d obro do que colhem cada dia. tes alguns deles deixaram dele p ara o dia seguinte;
6E ntão disseram M oisés e A rão a todos os filhos e criou bichos, e cheirava mal; p o r isso indignou-se
de Israel: À tarde sabereis que o Se n h o r vos tiro u da M oisés co n tra eles.
terra do Egito, 21 Eles, pois, o colhiam cada m anhã, cada u m co n ­
7E am anhã vereis a glória do S e n h o r , p o rq u an to form e ao q ue podia com er; p o rq u e, aquecendo o
ouviu as vossas m urm urações contra o Se n h o r . E sol, derretia-se.
quem somos nós, para que m urm ureis contra nós?
sDisse m ais Moisés: Isso será qu an d o o Se n h o r à M a n á no sábado
tarde vos der carne para com er, e pela m anhã pão 22E aconteceu que ao sexto dia colheram pão em d o ­
a fartar, p o rquanto o Se n ho r ouviu as vossas m u r­ bro, dois ôm eres para cada um ; e todos os príncipes
m urações, com que m u rm urais contra ele. E quem da congregação vieram, e co n taram -no a Moisés.

79
ÊXODO 16,17

23E ele disse-lhes: Isto é o que o Se n h o r tem dito: 3,E com eram os filhos de Israel m an á q u aren ta
A m anhã é repouso, o santo sábado do Se n h o r ; o que anos, até qu e en traram em terra habitada; com e­
quiserdes cozer no forno, cozei-o, e o que quiserdes ram m aná até que chegaram aos term o s da terra
cozer em água, cozei-o em água; e tu d o o que sobe­ de Canaã.
jar, guardai para vós até am anhã. ,6E um ôm er é a décim a parte do efa.
24E guardaram -no até o dia seguinte, com o Moisés
tinha ordenado; e não cheirou mal nem nele h o u ­ Os israelitas m u rm u ra m pela fa lta d e água
ve algum bicho. 1 ^ DEPOIS to d a a congregação dos filhos de
2?E ntão disse Moisés: C om ei-o hoje, p o rq u a n ­ J . / Israel p artiu do deserto de Sim pelas suas
to hoje é o sábado do Se n h o r ; hoje não o achareis jornadas, segundo o m a n d am en to do Se n h o r , e
no cam po. acam pou em Refidim; e não havia ali água para o
2,'Seis dias o colhereis, m as o sétim o dia é o sába­ povo beber.
do; nele não haverá. 2Então contendeu o povo com Moisés, e disse: Dá-
27E aconteceu ao sétim o dia, que alguns do povo nos água para beber. E M oisés lhes disse: P or que
saíram para colher, m as não o acharam . contendeis comigo? P or que tentais ao Se n h o r ?
28Então disse o Se n h o r a Moisés: Até quando re­ 'T en d o pois ali o povo sede de água, o povo m u r­
cusareis gu ard ar os m eus m an d am en to s e as m i­ m u ro u contra M oisés, e disse: Por que nos fizeste
nhas leis? subir do Egito, para nos m atares de sede, a nós e aos
29Vede, p o rq u a n to o Se n h o r vo s deu o sábado, nossos filhos, e ao nosso gado?
p o rtanto ele n o sexto dia vos dá pão para dois dias; 4E clam ou M oisés ao Se n h o r , dizendo: Q ue farei a
cada um fique no seu lugar, ninguém saia do seu lu ­ este povo? D aqui a pouco m e apedrejará.
gar no sétim o dia. 5Então disse o Se n h o r a Moisés: Passa diante do
,0Assim repousou o povo no sétim o dia. povo, e to m a contigo alguns dos anciãos de Israel;
31E ch am ou a casa de Israel o seu no m e m aná; e e tom a na tua m ão a tua vara, com que feriste o rio,
era com o sem ente de coentro branco, e o seu sabor evai.
com o bolos de mel. 6Eis que eu estarei ali diante de ti sobre a rocha, em
32E disse Moisés: Esta é a palavra que o Se n h o r tem H orebe, e tu ferirás a rocha, e dela sairão águas e o
m andado: Encherás um ôm er dele e guardá-lo-ás povo beberá. E M oisés assim o fez, diante dos olhos
para as vossas gerações, para que vejam o pão que dos anciãos de Israel.
vos tenho dado a com er neste deserto, quando eu 7E cham ou aquele lugar Massá e M eribá, p o r cau­
vos tirei da terra do Egito. sa da co ntenda dos filhos de Israel, e p o rq u e ten ta­
,3Disse tam bém Moisés a Arão: T om a um vaso, e ram ao Se n h o r , dizendo: Está o Se n h o r no m eio de
põe nele um ôm er cheio de m aná, e coloca-o diante nós, ou não?
do Se n h o r , para guardá-lo para as vossas gerações.
34C om o o Se n h o r tinha ordenado a Moisés, assim A m a le q u e peleja contra os israelitas
A rão o pôs diante do T estem unho, para ser gu ar­ 8Então veio A m aleque, e pelejou contra Israel em
dado. Refidim.

Até quando recusareis guardar os meus mandamentos...? zendo isso da maneira que a lei no Antigo Testamento prescrevia:
( 16 . 28 ) não sair de casa no sábado (16.29); não ferver ou assar comida
(16.23); guardar o sábado dentro de casa (16.29); não acender
(Tv^i Adventismo do Sétimo Dia. Afirma que a guarda do sába-
fogo (35.3); não fazer viagens (Ne 10.31); nào carregar peso
Y ÍllJ do foi instituída no Éden e que Adão já a observava.
(Jr 17.21); nào fazer transações comerciais (Am 8.5); etc.
RESPOSTA APOLOGÉTICA: Em Êxodo 15.25, lê-se que Os defensores da observância do sábado, como um pro­
Deus"... lhes deu estatutos e uma ordenação, e ali [no de­ cedimento necessário para a salvação, Ignoram os ensinos do
serto] os provou*. Logo, o sábado foi ordenado no deserto, de­ Novo Testamento a respeito desse dia (Mt 12.1-13; At 15.1,10;
pois da saída dos filhos de Israel do Egito, e não antes. Os cris­ Cl 2.16,17). Em verdade, estão colocando sua esperança em suas
tãos. segundo o testemunho claro do Novo Testamento, estão próprias obras e não na obra redentora de Cristo (Rm 3.28; Gl 2.16;
livres da observância do sábado (Cl 2.16,17). Gl 3.10,11). Estão ensinando a outros oque eles mesmos não pra­
De fato, a tentativa de reconciliação com Deus por meio de ticam (Mt 23.15; At 15.1,10; Rm 2.21). E, por conta disso, tornam-
obras implica a nulidade da obra de Cristo e a obrigatoriedade se culpados da própria lei, pois nào a cumprem integralmente,
de se guardar toda a lei (Gl 5.2,3). Assim, aqueles que conside­ atraindo sobre si mesmos a maldição da lei (Dt 27.11—28.1-68;
ram ser importante guardar o sábado devem julgar se estão fa­ Js 24.19,20; Gl 5.1-5; Tg 1.23; 2.10).

80
ÊXODO 17,18

9P or isso disse M oisés a Josué: Escolhe-nos h o ­ 8E Moisés co n to u a seu sogro todas as coisas que o
m ens, e sai, peleja contra Amaleque; am anhã eu es­ Se n h o rtin h a feito a Faraó e aos egípcios por am o r
tarei sobre o cum e do outeiro, e a vara de Deus es­ de Israel, e to d o o trabalho que passaram no cam i­
tará na m inha mão. nho, e como o Se n h o r os livrara.
I0E fez Josué com o Moisés lhe dissera, pelejando 9E alegrou-se Jetro de to d o o bem que o Senho r ti­
co n tra A m aleque; m as M oisés, A rão, e H u r subi­ nha feito a Israel, livrando-o da m ão dos egípcios.
ram ao cum e do outeiro. 10E Jetro disse: Bendito seja o Se n h o r , que vos li­
1 'E acontecia que, q u an d o Moisés levantava a sua vrou das m ãos dos egípcios e da m ão de Faraó; que
mão, Israel prevalecia; m as quando ele abaixava a livrou a este povo de debaixo da m ão dos egípcios.
sua m ão, A m aleque prevalecia. 1 'Agora sei que o Se n h o r é m aior que todos os deu ­
12Porém as m ãos de Moisés eram pesadas, por isso ses; porque n a coisa em que se ensoberbeceram , os
to m aram um a pedra, e a puseram debaixo dele, sobrepujou.
para assentar-se sobre ela; e Arão e H u r sustenta­ l2Então Jetro, o sogro de Moisés, to m o u holocaus­
ram as suas m ãos, um de u m lado e o o u tro do o u ­ to e sacrifícios para Deus; e veio Arão, e todos os an ­
tro; assim ficaram as suas m ãos firm es até que o sol ciãos de Israel, para com erem pão com o sogro de
se pôs.
Moisés diante de Deus.
13E assim Josué desfez a A m aleque e a seu povo, ao
I3E aconteceu que, no o u tro dia, M oisés assentou-
fio da espada.
se para julgar o povo; e o povo estava em pé diante
'■•Então disse o Se n h o r a Moisés: Escreve isto
de Moisés desde a m anhã até à tarde.
para m em ória n u m livro, e relata-o aos ouvidos de
l4V endo, pois, o sogro de M oisés tu d o o que ele fa­
Josué; que eu totalm ente hei de riscar a m em ória de
zia ao povo, disse: Q ue é isto, que tu fazes ao povo?
A m aleque de debaixo dos céus.
Por que te assentas só, e to d o o povo está em pé
I5E Moisés edificou um altar, ao qual cham ou: o
diante de ti, desde a m anhã até à tarde?
Se n h o r £ m in h a b a n d e ir a .
1’E ntão disse M oisés a seu sogro: É p o rq u e este
I6E disse: P orquanto ju ro u o Se n h o r , haverá guer­
povo vem a m im , para consultar a Deus;
ra do Se n h o r contra A m aleque de geração em ge­
l6Q u an d o tem algum negócio vem a m im , para
ração.
que eu julgue en tre um e o u tro e lhes declare os es­
tatu to s de D eus e as suas leis.
O sogro de M oisés traz-lhe sua m u lh e r
I70 sogro de Moisés, porém , lhe disse: N ão é bom
e seus filh o s
o que fazes.
ORA Jetro, sacerdote de M idiã, sogro de
Moisés, ouviu todas as coisas que Deus lsT o talm en te desfalecerás, assim tu com o este
tin h a feito a M oisés e a Israel seu povo, com o o povo que está contigo; p o rq u e este negócio é m ui
Senho r tinha tirado a Israel do Egito.
difícil para ti; tu só não o podes fazer.
2E Jetro, sogro de Moisés, to m o u a Zípora, a m u ­ 19O uve agora m in h a voz, eu te aconselharei, e Deus
lher de Moisés, depois que ele lha enviara, será contigo. Sê tu pelo povo diante de Deus, e leva
3C om seus dois filhos, dos quais u m se cham a­ tu as causas a Deus;
va G érson; porque disse: Eu fui peregrino em te r­ 2UE declara-lhes os estatutos e as leis, e faze-lhes sa­
ra estranha; ber o cam inho em q ue devem an d ar, e a o bra que
4E o o u tro se cham ava Eliézer; p o rq u e disse: O devem fazer.
Deus de m eu pai foi po r m inha ajuda, e m e livrou 2IE tu d en tre to d o o povo p ro cu ra ho m en s ca­
da espada de Faraó. pazes, tem entes a D eus, h om ens de verdade, que
5V indo, pois, Jetro, o sogro de M oisés, com seus odeiem a avareza; e p õ e-n o s sobre eles p o r m aio ­
filhos e com sua m ulher, a M oisés no deserto, ao rais de mil, m aiorais de cem, m aiorais de cin q ü en ­
m o n te de Deus, o nde se tinha acam pado, ta, e m aiorais de dez;
6Disse a Moisés: Eu, te u sogro Jetro, venho a ti, 22Para que julguem este povo em to d o o tem po; e
com tua m ulher e seus dois filhos com ela. seja que to d o o negócio grave tragam a ti, mas todo
7Então saiu M oisés ao encontro de seu sogro, e in ­ o negócio pequeno eles o julguem ; assim a ti m esm o
clinou-se, e beijou-o, e perguntaram um ao outro te aliviarás da carga, e eles a levarão contigo.
com o estavam, e entraram na tenda. 2,Se isto fizeres, e Deus to m andar, poderás então

81
ÊXODO 18,19,20

subsistir; assim tam bém todo este povo em paz irá I2E m arcarás lim ites ao povo em redor, dizendo:
ao seu lugar. Guardai-vos, não subais ao m onte, n em toqueis o
24E M oisés d eu ouvidos à voz de seu sogro, e fez seu term o; to d o aquele que to car o m o n te, certa­
tu d o q u an to tinha dito; m ente m orrerá.
25E escolheu M oisés hom ens capazes, de to d o o '■N enhum a m ão tocará nele; p o rq u e ce rtam en ­
Israel, e os pôs p o r cabeças sobre o povo; m aiorais te será apedrejado ou asseteado; q uer seja anim al,
de mil, m aiorais de cem, m aiorais de cinqüenta e quer seja hom em , não viverá; soando a buzina lo n ­
m aiorais de dez. gam ente, então subirão ao m onte.
26E eles julgaram o povo em to d o o tem po; o negó­ 14Então M oisés desceu do m onte ao povo, e san ti­
cio árd u o trouxeram a Moisés, e to d o o negócio pe­ ficou o povo; e lavaram as suas roupas.
q u eno julgaram eles. ISE disse ao povo: Estai p ro n to s ao terceiro dia; e
27E ntão despediu Moisés o seu sogro, o qual se foi não vos chegueis a m ulher.
à sua terra. I6E aconteceu que, ao terceiro dia, ao am anhecer,
houve trovões e relâm pagos sobre o m onte, e um a
D eus fa la com M oisés no m o n te Sinai espessa nuvem , e um sonido de buzina m u i forte,
AO terceiro m ês da saída dos filhos de de m aneira que estrem eceu todo o povo que esta­
Israel da terra do Egito, no m esm o dia che­ va n o arraial.
garam ao deserto de Sinai, 17E Moisés levou o povo fora do arraial ao en co n ­
2P orque partiram de Refidim e entraram no deser­ tro de Deus; e puseram -se ao pé do m onte.
to de Sinai, onde se acam param . Israel, pois, ali se 1KE todo o m o n te Sinai fumegava, p orque o Se n h o r
acam pou em frente ao m onte. descera sobre ele em fogo; e a sua fum aça subiu
3E subiu M oisés a D eus, e o Se n h o r o cham ou com o fumaça de u m a fornalha, e to d o o m onte tre ­
do m onte, dizendo: Assim falarás à casa de Jacó, e m ia grandem ente.
anunciarás aos filhos de Israel: ,VE o sonido da buzina ia crescendo cada vez mais;
4Vós tendes visto o que fiz aos egípcios, com o vos Moisés falava, e D eus lhe respondia em voz alta.
levei sobre asas de águias, e vos trouxe a m im ; 20E, descendo o Se n h o r sobre o m o n te Sinai, so­
5Agora, pois, se diligentem ente ouvirdes a m inha bre o cum e do m onte, cham ou o Senho r a Moisés
voz e guardardes a m inha aliança, então sereis a m i­ ao cum e do m onte; e Moisés subiu.
n h a prop riedade peculiar den tre todos os povos, 21E disse o Se n h o r a Moisés: Desce, adverte ao povo
porque toda a terra é m inha. que não traspasse o term o para ver o Se n h o r , para
6E vós me sereis um reino sacerdotal e o povo san­ que m uitos deles não pereçam .
to. Estas são as palavras que falarás aos filhos de 22E tam bém os sacerdotes, qu e se chegam ao
Israel. Se n h o r , se hão de santificar, para que o Se n h o r não
7E veio Moisés, e cham ou os anciãos do povo, e ex­ se lance sobre eles.
pôs diante deles todas estas palavras, que o Se nho r “ E ntão disse M oisés ao Se n h o r : O povo não p o ­
lhe tinha ordenado. derá subir ao m o n te Sinai, p o rq u e tu nos tens ad ­
8Então todo o povo respondeu a um a voz, e disse: vertido, dizendo: M arca term os ao red o r do m o n ­
T u d o o que o Senho r tem falado, farem os. E relatou te, e santifica-o.
M oisés ao Sf.n h o r as palavras do povo. 24E disse-lhe o Se n h o r : Vai, desce; depois subirás
9E disse o Se n h o r a Moisés: Eis que eu virei a ti tu, e A rão contigo; os sacerdotes, porém , e o povo
num a nuvem espessa, para que o povo ouça, falan­ não traspassem o termo para subir ao Se n h o r , para
do eu contigo, e para que tam bém te creiam eterna­ que não se lance sobre eles.
m ente. P orque Moisés tinha anunciado as palavras 25Então M oisés desceu ao povo, e disse-lhe isto.
do seu povo ao Se n h o r .
1 "Disse tam bém o Se n h o r a Moisés: Vai ao povo, Os dez m a n d a m en to s
e santifica-os hoje e am anhã, e lavem eles as suas ENTÃO falou D eus todas estas palavras,
roupas, dizendo:
11E estejam prontos para o terceiro dia; p o rquanto 2Eu sou o Se n h o r teu D eus, que te tirei da terra do
no terceiro dia o Se n h o r descerá diante dos olhos de Egito, da casa da servidão.
to d o o povo sobre o m onte Sinai. ■
’N ão terás o u tro s deuses diante de m im .

82
ÊXODO 20

4Não farás para ti im agem de escultura, nem algu­ porque o Se n ho r não terá p o r inocente o qu e to m ar
ma sem elhança do que há em cim a nos céus, nem o seu n o m e em vão.
em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. 8Lem bra-te do dia do sábado, para o santificar.
’N ão te encurvarás a elas nem as servirás; porque 9Seis dias trabalharás, e farás to d a a tu a obra.
eu, o Se n h o r teu Deus, sou D eus zeloso, que visito a l0M as o sétim o dia é o sábado do Se n h o r te u Deus;
iniqüidade dos pais nos filhos, até a terceira e qu ar­ não farás n en h u m a o b ra, nem tu , nem teu filho,
ta geração daqueles que m e odeiam . nem tu a filha, nem o teu servo, nem a tu a serva, nem
6E faço m isericórdia a m ilhares dos que m e am am o teu anim al, nem o teu estrangeiro, que está den ­
e aos que guardam os m eus m andam entos. tro das tuas portas.
7N ão tom arás o nom e do Se n h o r teu D eus em vão; 11P orque em seis dias fez o Se n h o r os céus e a ter-

Visfto a iniqüidade dos pais nos filhos tro deus diante de Deus eficar sem culpa? Curvar-se diante de ima­
(20.5,6) gens, ou tomar o seu santo nome em vào e ficar sem culpa? De­
sejavam honrar seus pais? Ou quereriam matar alguém? Cometer
^ Maldição hereditária. Muitos textos são usados para de-
adultério, furtar, testemunhar falsamente, cobiçar e ficar sem cul­
fen(jer essa doutrina, tais como: Levítico 26.39; Números
pa? Podiam, então, os sacerdotes violar o sábado no templo e fi­
14.18; 23.8; Deuteronômio 30.19; Efésios 4.27; 5.15-16. O mais
car sem culpa?". A resposta é óbvia: “Sim!”. Jesus, como Senhor
enfatizado, porém, é a referência em estudo.
do sábado, com autoridade para determinar o grau de culpabilida­
. g RESPOSTA APOLOGÉTICA; O texto em pauta está rela- de de quem trabalha nesse dia, declarou: 'Mas, se vós soubésseis
«= cionado à nação de Israel e à idolatria. Nada diz a respeito o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifício, não condena­
de "espíritos* do alcoolismo, do adultério, da pornografia, etc. O ríeis os inocentes” (Mt 12.7). Além disso, não estamos mais debai­
ensino de todas as passagens supracitadas é que o pecado tem xo do antigo concerto (Hb 8.6-13). O sábado foi abolido (Os 2.11;
efeitos ou conseqüências funestos, não apenas para quem o pra­ Cl 2.14-17). Mas os adventistas insistem em dizer que a palavra “sá­
tica, mas também para os outros. Os filhos que pecam pelo exem­ bados" , em Colossenses 2.14-17, se refere aos sábados de cerimô­
plo dos pais demonstram que não amam a Deus. Mas o Senhor nias anuais, denominados festas (Lv 23.37).
Deus, de forma alguma, irá amaldiçoar os filhosdosidólatras sim­ Os próprios adventistas declaram que as palavras "sábado" e “sá­
plesmente por serem seus filhos, mas por se tomarem participan­ bados" e a expressão "dia de sábado", que aparecem 60 vezes no
tes e imitadores dos pecados dos pais. NovoTestamento, em 59 dos casos estão se referindo ao sábado se­
De igual modo. Deus não irá abençoar os filhos dos fiéis sim­ manal. Por que motivo, então, deixam de interpretar o texto de Co­
plesmente por serem seus filhos, antes, fará que se tornem par­ lossenses 2.16 dessa maneira, visto que se fosse entendido no seu
ticipantes e imitadores da fidelidade dos pais. As maldições bí­ real sentido, contaria com o apoio de mais 59 referências bíblicas?
blicas que aparecem no Antigo Testamento recaem sobre todos Confirmando o nosso ponto de vista, diz Samuele Bacchiocchi,
aqueles que não desfrutam da comunhão com Deus (Dt27.11-25; escritor adventista: “Um outro significado argumentado contra os
Ml 2.2). Os justos (os crentes fiéis), todavia, que são abençoados sábados cerimoniaisouanuaiséo fato dequeestesjá estão inclu­
por Deus, não podem ser amaldiçoados (Nm 23.8,23; Pv 3.33; ídos nas palavras 'dias de festa', positivamente que a palavra SA-
26.2; Rm 8.33,34; 1Jo 5.18). BBATON, como é usada em Colossenses 2.16, não pode se refe­
Ao mesmo tempo em que a Bibiia previne sobre as conse­ rir aos sábados festivos, anuais ou cerimoniais...".
qüências do pecado, também ensina (e faz isso claramente) so­ Com isso, vemos que é a doutrina adventista que determina a
bre a responsabilidade de cada indivíduo. Todos nascemos pe­ compreensão de seus adeptos a respeito dessa passagem, sem
cadores, ou seja, sob o domínio do pecado (do pecado original). levar em consideração as evidências lingüísticas e contextuais
Mas cada um de nós é responsável pelos pecados que comete e e indo contra as regras de hermenêutica bíblica. O sábado e to­
prestará cortas de seus atos a Deus (Jr 31.29-30; Ez 18.20; Rm 6.6-7; das as instituições do culto no Antigo Testamento foram sombra
1 Co 5.7; Gl 3.13; Cl 2.14,15). ou símbolo preparatório de bênçãos da salvação presente e fu­
tura em Jesus Cristo.
Lembra-te do dia do sábado, para o santificar
( 20 . 8 ) Porque em seis dias fez o SENHOR os céus
e a terra [...] e ao sétimo dia descansou
I Adventlsmo do Sétimo Dia. Argumenta: "Você gostaria
( 20 . 11 )
I de ter outro deus diante de Deus? Curvar-se diante de ima­
gens, ou tomar o seu Santo nome em vão? Não desejam vocês ÇT) Ceticismo. Questiona a onipotência do Deus bíblico ao afir-
honrar seus pais? Ou querem matar alguém? Cometer adultério, ® mar ser inepto conferir tal atributo a um "ser” que se cansa.
furtar, testemunhar falsamente, cobiçar?” . Efica aguardando pela
. g RESPOSTA APOLOGÉTICA: O verbo hebraico neste tex-
resposta que, obviamente, é: “Não". Em seguida, pergunta: “Por
= to significa, literalmente, “cessar" ou “terminar", do qual se
que então você não guarda o sábado, se o mesmo faz parte do
origina o termo shabbat. cuja tradução em português é: "sába­
corpo dos Dez Mandamentos?".
do" ou "dia de descanso", o que está de acordo com a satisfação
__ g RESPOSTA APOLOGÉTICA: Em resposta atai questiona- de Deus diante da obra que tinha realizado, como pode ser vis­
=» mento, devemos ler Mateus 12.5, que diz: “Ou não tendes to em Gênesis 1.31: "E viu Deus tudo quanto tinha feito, e viu que
lido na lei que, aos sábados, os sacerdotes no templo violam o sá­ era bom...’ . Outrossim, o testemunho de Jesus sobre a obra divi­
bado, e ficam sem culpa?’ . Diante disso, deveríamos fazer aos sa- na atesta que não seria possível um “ser" espiritual (ainda que fos­
batistas as mesmas perguntam com as quais gostam de abordar se um anjo), isento das fragilidades humanas, sentir necessida­
seus ouvintes. A saber: "Os sacerdotes no templo podiam ter ou­ de de descanso — repouso físico (Jo 5.17).

83
ÊXODO 20

ra, o m ar e tu d o que neles há, e ao sétim o dia des­ I9E disseram a Moisés: Fala tu conosco, e ouvire­
cansou; p o rtan to abençoou o Se n h o r o dia do sába­ mos: e não fale D eus conosco, p ara que não m o r­
do, e o santificou. ramos.
l2H o n ra a teu pai e a tua m ãe, p ara que se p ro lo n ­ 20E disse M oisés ao povo: N ão tem ais, D eus veio
guem os teus dias na terra que o S e n h o r teu Deus para vos provar, e para que o seu tem o r esteja d ian ­
te dá. te de vós, a fim de que não pequeis.
‘■
’N ão m atarás. 2IE o povo estava em pé de longe. Moisés, porém ,
HN ão adulterarás. se chegou à escuridão, o nde Deus estava.
l5N ão furtarás. i2Então disse o Se n h o r a Moisés: Assim dirás aos
l6N ão dirás falso testem unho contra o teu próxi­ filhos de Israel: Vós tendes visto que, dos céus, eu
mo. falei convosco.
,7N ão cobiçarás a casa do teu próxim o, não cobi­ 2,N ão fareis ou tro s deuses com igo; deuses de p ra­
çarás a m u lh er do teu próxim o, nem o seu servo, ta ou deuses de o u ro não fareis p ara vós.
nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jum ento, 24U m altar de terra m e farás, e sobre ele sacrifica­
n em coisa algum a do teu próxim o. rás os teus holocaustos, e as tuas ofertas pacíficas, as
I8E todo o povo viu os trovões e os relâmpagos, e o tuas ovelhas, e as tu as vacas; em todo o lugar, o nde
sonido da buzina, e o m onte fum egando; e o povo, eu fizer celebrar a m em ória do m eu nom e, virei a ti
vendo isso retirou-se e pôs-se de longe. e te abençoarei.

Não matarás fruto da poligamia resultou sempre em tragédias para os servos


(20.13) de Deus ao longo da história bíblica. À luz do Novo Testamento,
essa prática é inadmissível (1Tm 3.2; Tt 1.6).
CT) Ceticismo. Confronta este versículo com Juizes 3.20,21
® e afirma que há contradição entre os dois textos, uma vez
que, em Juizes, o próprio Deus suscitou um homem a cometer Não fale Deus conosco
homicídio. (20.19)


RESPOSTA APOLOGÉTICA: Os céticos precisam, mes-
mo considerando o sétimo mandamento, compreender e
aceitar que Deus é o Concessor da vida e, conseqüentemente,
<s>
Catolicismo Romano. Para justificar a intercessão dos
santos, diz que Moisés rogava pelo povo. E vai mais lon­
ge ao afirmar que o nome Medianeiro ou Mediador é aplicado so­
tem direito sobre ela (Jó 1.21), podendo tomá-la quando e como mente a Jesus Cristo (1Tm 2.5), porque sua mediação éabsoluta­
quiser sem que, com isso, transgrida seus próprios estatutos. mente necessária, suficiente, não carecendo de auxilio, mas isso
Quanto ao texto de Juizes, alegam que Eúde fora levantado por não exclui os medianeiros subalternos e dependentes de Cristo.
Deus como libertador do povo israelita (Jz 3.15). É necessário es­ . B RESPOSTA APOLOGÉTICA: Há problemas graves nesse
clarecer que nem tudo o que a Biblia relata está em harmonia com ■=■ argumento católico, porque a Bíblia nào reconhece nem
os mandamentos divinos. Ou seja, não significa que ela aprove. menciona qualquer mediação ao lado da única e suficiente me­
O próprio texto em análise não apresenta, sequer por inferência, diação de Cristo. Não fala de mediadores ou medianeiros subal­
aprovação divina ao bárbaro assassinato perpetrado por Eúde. ternos, mas de um só Mediador (ou Medianeiro). Jesus disse:
Em suma, a Bíblia tão-somente relata o fato "Eu sou o caminho, a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai se­
não por mim" (Jo 14.6). Os apóstolos deram testemunho inequí­
Não adulterarás voco disso: “Debaixo do céu nenhum outro nome há, dado en­
(20.14) tre os homens, pelo qual devamos ser salvos' (At 4.12). “Porque
Mormonlsmo. Em sua concepção, ter várias esposas não há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus
1 * era adultério até 06/10/1890. Adultério seria tomar esposas Cristo, homem' (1Tm2.5). "Se alguém pecar, temos um Advoga­
de outros homens, já casados. do para com o Pai, Jesus Cristo, o Justo” (1Jo 2.1).
Se a mediação de Cristo é ÚNICA, então exclui qualquer outra
. . g RESPOSTA APOLOGÉTICA: Isso não é verdade. Os dois mediação. Cristo é o verdadeiro e único Mediador, o que torna fal­
•= exemplos constituem pecado. Em seu livro. Doutrinas e sos todos os outros mediadores ou medianeiros. A intercessão
convênios, os próprios mórmons nomeiam a poligamia de adulté­ de Moisés não serve como exemplo para a mediação dos “san­
rio. Vejamos: ‘ Amarás a tua esposa de todo o teu coração e a ela tos", conforme ensina a Igreja Católica. Moisés estava vivo e os
te apegarás e a nenhuma outra. E aquele que olhar uma mulher “santos” católicos já morreram, portanto não participam mais das
para a cobiçar, negará a fé e não terá o Espirito: e se não se arre­ coisas deste mundo.
pender será expulso. Não cometerás adultério. E o que cometer
adultério, e não se arrepender, será expulso. Mas o que haja co­
Se um ferir uma mulher grávida
metido adultério e se arrepender de todo o seu coração, e o aban­
(21.22,23)
donar; e não mais o cometer; tu perdoarás" (D&C 42.22-24). O Li­
vro de Mórmon também é contraa poligamia (Mosias 11.1-2; Jacó COMENTÁRIO APOLOGÉTICO: A Palavra de Deus consi­
2.24-27). A ordem de Deus era: “Tampouco para si multiplicará
mulheres, para que o seu coração não se desvie...” (Dt 17:17). O
t dera a vida de um feto como a vida de um adulto. Logo, não
temos aqui uma brecha para que oaborto seja aceito. Pelo contrá-

84
ÊXODO 20,21

25E se m e fizeres um altar de pedras, não o farás de o seu próxim o, m a tan d o -o à traição, tirá-lo-ás do
pedras lavradas; se sobre ele levantares o teu buril, m eu altar, para que m orra.
profaná-lo-ás. I50 que ferir a seu pai, o u a sua m ãe, certam en ­
2f,T am bém não subirás ao m eu altar p o r degraus, te será m orto.
p ara qu e a tua nudez não seja d escoberta d ia n ­ I6E quem rap ta r um h o m em , e o vender, o u for
te deles. achado na sua m ão, certam ente será m orto.

As leis acerca dos servos e dos hom icidas As leis acerca dos q u e a m aldiçoam os pais ou
ESTES são os estatutos que lhes proporás. fe re m q u a lq u e r pessoa
2Se com prares um servo hebreu, seis anos l7E quem am aldiçoar a seu pai o u a sua mãe, certa­
servirá; mas ao sétim o sairá livre, de graça. m ente será m orto.
5Se en trou só com o seu corpo, só com o seu cor­ 18E se dois h o m en s pelejarem , ferindo-se um ao
po sairá; se ele era hom em casado, sua m ulher sai­ outro com pedra o u com o pu n h o , e este não m o r­
rá com ele. rer, m as cair na cama,
4Se seu senhor lhe houver dado um a m ulher e ela l9Se ele to rn a r a levantar-se e an d ar fora, sobre o
lhe houver dado filhos o u filhas, a m ulher e seus fi­ seu bord ão , então aquele que o feriu será absolvi­
lhos serão de seu senhor, e ele sairá sozinho. do; som ente lhe pagará o tem p o que perdera e o fará
5M as se aquele servo expressam ente disser: Eu curar totalm ente.
am o a m eu senhor, e a m inha m ulher, e a m eus fi­ 20Se alguém ferir a seu servo, ou a sua serva, com
lhos; não quero sair livre, pau, e m o rrer debaixo da sua m ão, certam ente será
6Então seu senhor o levará aos juizes, e o fará che­ castigado;
gar à porta, o u ao um bral da porta, e seu senhor lhe 21P orém se sobreviver p o r um o u dois dias, não
furará a orelha com u m a sovela; e ele o servirá para será castigado, p orque é d inheiro seu.
sempre. 22Se alguns h o m en s pelejarem , e um ferir um a
7E se um hom em vender sua filha para ser serva, ela m ulher grávida, e for causa de que aborte, po rém
não sairá com o saem os servos. não havendo o u tro dan o , certam ente será m u lta­
8Se ela não agradar ao seu senhor, e ele não se des­ do, conform e o que lhe im puser o m arido d a m u ­
posar com ela, fará que se resgate; não poderá ven­ lher, e julgarem os juizes.
dê-la a um povo estranho, agindo deslealm ente 2,M as se houver m orte, então darás vida p o r vida,
com ela. 2401ho p o r olho, d en te p o r dente, m ão p o r m ão,
yM as se a desposar com seu filho, fará com ela co n ­ pé por pé,
form e ao direito das filhas. 25Q ueim adura p o r queim adura, ferida p o r ferida,
l0Se lhe tom ar outra, não d im inuirá o m a n tim en ­ golpe p o r golpe.
to desta, nem o seu vestido, nem a sua obrigação 26E qu an d o alguém ferir o olho do seu servo, ou
marital. o olho da sua serva, e o danificar, o deixará ir livre
"E se lhe não fizer estas três coisas, sairá de graça, pelo seu olho.
sem dar dinheiro. 27E se tirar o dente do seu servo, ou o dente da sua
l2Q uem ferir alguém , de m o d o que este m orra, serva, o deixará ir livre pelo seu dente.
certam ente será m orto. 28E se algum b oi escornear h o m em ou m ulher,
’’P orém se lhe não arm o u cilada, m as D eus lho que m o rra, o boi será apedrejado certam ente, e a
entregou nas m ãos, ord en ar-te-ei um lugar para sua carne não se com erá; m as o d o n o do boi será
onde fugirá. absolvido.
l4M as se alguém agir prem ed itad am en te contra 29Mas se o boi dantes era escorneador, e o seu dono

rio. O objetivo da multa imposta a quem provocasse um parto pre­ E quando alguém ferir o olho do seu
maturo era auxiliar a mulher em suas dificuldades. Mas se do par­ servo [...] o deixará Ir livre pelo seu olho
to sobreviesse morte, nâo se aceitaria reparação financeira: seria (21.26)
"vida por vida". É importante notar que, no original, a palavra em­
Ceticismo. Usa o paralelo entre este texto e Deuteronômio
pregada neste contexto é yatsa, que significa, literalmente: "sair" 15.12-18 para afirmar que a Bíblia apresenta normas con­
ou "dar à luz". Não tem o sentido de aborto voluntário.
traditórias para a alforria dos escravos.

85
ÊXODO 21,22

foi conhecedor disso, e não o guardou, m atando 6Se irro m p er um fogo, e pegar n o s espinhos, e
hom em o u m ulher, o boi será apedrejado, e ta m ­ queim ar a m eda de trigo, o u a seara, o u o cam ­
bém o seu dono m orrerá. po, aquele que acendeu o fogo to talm en te pagará
3USe lhe for im posto resgate, então dará p o r resgate o queim ado.
da sua vida tudo q uanto lhe for im posto, 7Se alguém der ao seu próxim o dinheiro, ou bens, a
3lQ uer tenha escorneado um filho, q uer tenha es- guardar, e isso for furtado da casa daquele hom em ,
corneado um a filha; conform e a este estatuto lhe o ladrão, se for achado, pagará o dobro.
será feito. 8Se o ladrão não for achado, então o d o n o da casa
32Se o boi escornear um servo, o u um a serva, dar- será levado d iante dos juizes, a ver se não pôs a sua
se-á trin ta siclos de prata ao seu senhor, e o boi será m ão nos bens do seu próxim o.
apedrejado. 9Sobre todo o negócio fraudulento, sobre boi, so­
33Se alguém ab rir um a cova, ou se alguém cavar bre ju m en to , sobre gado m iúdo, sobre roupa, so ­
u m a cova, e não a cobrir, e nela cair um boi ou um bre toda a coisa perdida, de que alguém disser que é
jum ento, sua, a causa de am bos será levada p erante os juizes;
340 d o no da cova o pagará; pagará em d inheiro ao aquele a quem condenarem os juizes pagará em d o ­
seu dono, m as o anim al m orto será seu. bro ao seu próxim o.
35Se o boi de alguém ferir o boi do seu próxim o, l0Se alguém der a seu próxim o a guardar um ju m en ­
e m orrer, então se venderá o boi vivo, e o d inheiro to, ou boi, ou ovelha, ou outro animal, e este m orrer,
dele se repartirá igualm ente, e tam bém repartirão ou for dilacerado, ou arrebatado, ninguém o vendo,
entre si o boi m orto. 11Então haverá ju ra m e n to do Se n h o r en tre a m ­
3<>M as se foi n o tó rio que aquele boi antes era escor- bos, de que não pôs a sua m ão nos bens do seu p r ó ­
neador, e seu d ono não o guardou, certam ente p a­ xim o; e seu d o n o o aceitará, e o o u tro não o res­
gará boi p o r boi; porém o m orto será seu. tituirá.
l2Mas, se de fato lhe tiver sido furtado, pagá-lo-á
As leis acerca da propriedade ao seu dono.
SE alguém furtar boi ou ovelha, e o degolar 1 'P o rém se //lefor dilacerado, trá-lo-á em testem u­
ou vender, p o r um boi pagará cinco bois, e nho disso, e não pagará o dilacerado.
pela ovelha quatro ovelhas. I4E se alguém pedir em prestado a seu próxim o al­
2Se o ladrão for achado roubando, e for ferido, e gum animal, e for danificado ou m orto, não estando
m orrer, o que o feriu não será culpado do sangue. presente o seu dono, certam ente o pagará.
3Se o sol houver saído sobre ele, o agressor será 15Se o seu d o n o estava presente, não o pagará; se foi
culpado do sangue; o ladrão fará restituição total; alugado, será pelo seu aluguel.
e se não tiver com que pagar, será vendido p o r seu
furto. A s leis acerca da im oralidade e idolatria
■•Se o furto for achado vivo na sua m ão, seja boi, ou l6Se alguém enganar alguma virgem , que não for
ju m en to , ou ovelha, pagará o dobro. desposada, e se deitar com ela, certam ente a d o tará
’Se alguém fizer pastar o seu anim al num cam po e tom ará p o r sua m ulher.
ou n u m a vinha, e largá-lo para com er no cam po de l7Se seu pai inteiram ente recusar dar-lha, pagará
o u tro, o m elhor do seu p róprio cam po e o m elhor ele em d inheiro conform e ao dote das virgens.
da sua própria vinha restituirá. I8A feiticeira não deixarás viver.

. - B RESPOSTA APOLOGÉTICA: É um exagero cético tentar Quanto ao procedimento descrito em Deuteronômio, não tem
«=» desmerecer a Palavrade Deus confrontando textos que em nada a ver com este, uma vez que: 1) dita normas sobre os ser­
nada se comunicam, a nâo ser pela questão do forro da escra­ vos hebreus que se vendiam a seus próprios irmãos (v. 12);
vidão. O que se observa na referência em estudo é que o escra­ 2) não fala de alforria sendo concedida como compensação
vo. que não era hebreu e pertencia a uma classe social inferior, pelos ferimentos por agressões físicas; 3) relata um favoreci-
não podia aplicar a Lei de Talião (descrita até o v. 25) ao seu ofen- mento superior ao não permitir que a alforria se resumisse em
sor. Mas se fosse ferido gravemente nos olhos ou nos dentes por si mesma, ou seja, o senhor do sen/o hebreu deveria, ao dis-
agressão cometida pelo senhor, este deveria compensá-lo, por pensá-lo, conceder-lhe direito ao gado, aos cereais e ao fru­
tê-lo lesado, com a alforria, deixando-o livre, como ressarcimen­ to do lagar (v. 14). Assim, não há nadaque habilite o questio­
to pelo mal que lhe causou. namento dos céticos.

86
ÊXODO 22,23

19T odo aquele que se deitar com anim a], certa­ 5Se vires o ju m e n to , daquele que te odeia, caído
m ente m orrerá. debaixo da sua carga, deixarás pois de ajudá-lo?
20O que sacrificar aos deuses, e não só ao Se n h o r , Certam ente o ajudarás a levantá-lo.
será m orto. 6N ão perverterás o direito do teu pobre na sua de­
2lO estrangeiro não afligirás, nem o oprim irás; m anda.
pois estrangeiros fostes na terra do Egito. 7D e palavras de falsidade te afastarás, e não m a­
22A n en hum a viúva nem órfão afligireis. tarás o inocente e o justo; p o rq u e não justificarei
21Se de algum m odo os afligires, e eles clam arem a o ím pio.
m im , eu certam ente ouvirei o seu clamor. "Tam bém suborno não tom arás; porque o su b o r­
24E a m inha ira se acenderá, e vos matarei à espada; e no cega os que têm vista, e perverte as palavras dos
vossas mulheres ficarão viúvas, e vossos filhos órfãos. justos.
25Se em prestares dinheiro ao m eu povo, ao pobre 9T am bém nâo o p rim irás o estrangeiro; pois vós
que está contigo, não te haverás com ele com o um conheceis o coração do estrangeiro, pois fostes es­
usurário; não lhe im poreis usura. trangeiros na terra do Egito.
26Se tom ares em p enhor a ro u p a d o teu próxim o,
lho restituirás antes do p ô r do sol, O ano de descanso e o sábado
27P orque aquela é a sua cobertura, e o vestido da ' “T am bém seis anos sem earás tu a terra, e recolhe­
sua pele; em que se deitaria? Será pois que, q u an ­ rás os seus frutos;
do clamar a m im , eu o ouvirei, p orque sou m iseri­ "M as ao sétim o a dispensarás e deixarás descan­
cordioso. sar, para que possam com er os pobres do teu povo,
28A Deus não am aldiçoarás, e o príncipe dentre o e da sobra com am os anim ais do cam po. Assim fa­
teu povo não maldirás. rás com a tu a vinha e com o teu olival.
29As tuas prim ícias, e os teus licores não retardarás; 12Seis dias farás os teus trabalhos, m as ao sétim o
o prim ogênito de teus filhos m e darás. dia descansarás; para que descanse o te u boi, e o teu
30Assim farás dos teus bois e das tuas ovelhas: sete jum ento; e para que tom e alento o filho da tu a es­
dias estarão com sua mãe, e ao oitavo dia m os darás. crava, e o estrangeiro.
3IE ser-m e-eis hom ens santos; p o rta n to não co­ 13E em tudo o que vos ten h o dito, guardai-vos; e
m ereis carne despedaçada n o cam po; aos cães a do nom e de o u tro s deuses nem vos lem breis, nem
lançareis. se ouça da vossa boca.

O te ste m u n h o falso e a injustiça As três festas


NÃO adm itirás falso boato, e não porás a l4Três vezes no ano m e celebrareis festa.
tua m ão com o ím pio, para seres testem u­ I5A festa dos pães ázim os guardarás; sete dias co­
nha falsa. m erás pães ázim os, com o te ten h o o rd en ad o , ao
2N ão seguirás a m ultidão para fazeres o mal; nem tem po apon tad o no m ês de Abibe; p o rq u e nele saís­
nu m a d em anda falarás, to m a n d o parte com a te do Egito; e ninguém apareça vazio p erante m im ;
m aioria para torcer o direito. l6E a festa da sega dos p rim eiros frutos do teu tra ­
3N em ao pobre favorecerás na sua dem anda. balho, que houveres sem eado no cam po, e a festa da
4Se encontrares o boi do teu inim igo, o u o seu ju ­ colheita, à saída do ano, q u an d o tiveres colhido do
m ento, desgarrado, sem falta lho reconduzirás. cam po o teu trabalho.

Ao sétimo dia descansarás Em Colossenses 2.14-17, o apóstolo Paulo, divinamente inspi­


(23.12) rado. explica a relação entre o ministério de Cristo e a abolição
do sábado no Novo Testamento: ‘ Havendo riscado a cédula que
COMENTÁRIO APOLOGÉTICO: Oséias 2.11 fala da aboli­
Í ção da observância do dia do sábado: “E farei cessar todo
o seu gozo, e as suas festas, e as suas luas novas e os seus sába­
era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira
nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz. E,
despojando os principados e potestades, os expôs publicamente
dos, e todas as suas festividades'. Esta profecia se cumpriu com
e deles triunfou em si mesmo. Portanto, ninguém vos julgue pelo
o ministério de Cristo: 'Vindo a plenitude dos tempos, Deus en­
comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua
viou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para remir
nova, ou dos sábados, que são sombras das coisas futuras, mas o
os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de
corpo é de Cristo". Ver também Êxodo 16.28; 20.8:31.17,18.
filhos'(Gl 4.4,5).

87
ÊXODO 23,24

17Três vezes no ano todos os teus hom ens aparece­ que darei nas tuas m ãos os m oradores d a terra, para
rão d iante do S enhor D eus . que os lances fora de diante de ti.
18N ão oferecerás o sangue do m eu sacrifício com ,2N ão farás aliança algum a com eles, o u com os
pão levedado; nem ficará a g ordura da m inha festa seus deuses.
de n oite até pela m anhã. 33N a tua terra não habitarão, para que não te façam
l9As prim ícias dos prim eiros frutos da tua terra pecar contra m im ; se servires aos seus deuses, cer­
trarás à casa do S en h or teu Deus; não cozerás o ca­ tam ente isso será u m laço para ti.
brito no leite de sua mãe.
D eus m a n d a M oisés e os anciãos
D eus p rom ete enviar u m anjo su b irem ao m o n te
20Eis que eu envio um anjo diante de ti, para que DEPOIS disse a Moisés: Sobe ao S en h o r , tu
te guarde pelo cam inho, e te leve ao lugar que te te­ e Arão, N adabe e Abiú, e setenta dos anci­
n h o preparado. ãos de Israel; e adorai de longe.
2lG uarda-te diante dele, e ouve a sua voz, e não o 2E só Moisés se chegará ao S en h or ; mas eles não se
provoques à ira; p orque não perdoará a vossa rebel­ cheguem , nem o povo suba com ele.
dia; porque o m eu nom e está nele. 3 Veio, pois, Moisés, e co n to u ao povo todas as p a­
22Mas se diligentem ente ouvires a sua voz, e fizeres lavras do S en h o r , e to d o s os estatutos; então o povo
tu d o o que eu disser, então serei inim igo dos teus respondeu a u m a voz, e disse: T odas as palavras, que
inimigos, e adversário dos teus adversários. o S en h or tem falado, faremos.
23P orque o m eu anjo irá adiante de ti, e te levará aos 4Moisés escreveu todas as palavras do S en h or , e le-
am orreus, e aos heteus, e aos perizeus, e aos cana- vantou-se pela m anhã de m adrugada, e edificou um
neus, heveus e jebuseus; e eu os destruirei. altar ao pé do m o n te, e doze m o n u m en to s, segun­
24N ão te inclinarás diante dos seus deuses, nem do as doze tribos de Israel;
os servirás, nem farás conform e às suas obras; an ­ ’E enviou alguns jovens dos filhos de Israel, os
tes os destruirás totalm ente, e quebrarás de to d o as quais ofereceram holocaustos e sacrificaram ao
suas estátuas. S en h or sacrifícios pacíficos de bezerros.
25E servireis ao S en h or vosso Deus, e ele abençoa­ '’E Moisés to m o u a m etade do sangue, e a pôs em
rá o vosso pão e a vossa água; e eu tirarei do m eio de bacias; e a outra m etade do sangue espargiu sobre
vós as enferm idades. o altar.
26N ão haverá m u lh er que aborte, nem estéril na 7E to m o u o livro da aliança e o leu aos ouvidos do
tua terra; o nú m ero dos teus dias cum prirei. povo, e eles disseram : T udo o que o S en h or tem fa­
27Enviarei o m eu terro r adiante de ti, destruindo a lado farem os, e obedecerem os.
todo o povo aonde entrares, e farei que todos os teus 8E ntão to m o u Moisés aquele sangue, e espargiu-
inim igos te voltem as costas. o sobre o povo, e disse: Eis aqui o sangue da alian­
28T am bém enviarei vespões adiante de ti, que lan­ ça qu e o S enhor tem feito convosco sobre todas es­
cem fora os heveus, os cananeus, e os heteus de tas palavras.
d iante de ti. 9E subiram M oisés e Arão, N adabe e Abiú, e seten­
29N ão os lançarei fora de diante de ti n u m só ano, ta dos anciãos de Israel.
para que a terra não se torne em deserto, e as feras I0E viram o D eus de Israel, e debaixo de seus pés
do cam po não se m ultipliquem contra ti. havia com o que u m a pavim entação de pedra de sa­
30Pouco a pouco os lançarei de diante de ti, até que fira, que se parecia com o céu n a sua claridade.
sejas m ultiplicado, e possuas a terra p o r herança. 1 ‘P orém não estendeu a sua m ão sobre os escolhi­
31E porei os teus term os desde o M ar V erm elho até dos dos filhos de Israel, m as viram a Deus, e com e­
ao m ar dos filisteus, e desde o deserto até ao rio; p o r­ ram e beberam .

E viram o Deus de Israel . g RESPOSTA APOLOGÉTICA: Deus se manifestou de mui-


(24.9-11) S . tas maneiras, e a esse procedimento divino chamamos de
teofania (Nm 12.8). As visões que as pessoas tinham de Deus
Mormonismo. Emprega esta passagem para afirmar que eram parciais, de acordo com asua percepção humana. Ninguém
Deus Pai tem um corpo ffsico, podendo ser visto pelos ho- jamais viu o Senhor Deus completamente, ou seja, em sua ple-

88
ÊXODO 24,25

12Então disse o Sen h o r a Moisés: Sobe a m im ao ’C onform e a tu d o o qu e eu te m o strar para m o d e­


m onte, e fica lá; e dar-te-ei as tábuas de pedra e a lei, e lo do tabernáculo, e para m odelo de todos os seus
os m andam entos que tenho escrito, para os ensinar. pertences, assim m esm o o fareis.
13E levantou-se Moisés com Josué seu servidor; e
subiu Moisés ao m o n te de Deus. A arca d e m adeira d e acácia
NE disse aos anciãos: Esperai-nos aqui, até que to r­ '“T am bém farão um a arca de m adeira de acácia; o
nem os a vós; e eis que Arão e H ur ficam convosco; seu co m p rim en to será de dois côvados e m eio, e a
quem tiver algum negócio, se chegará a eles. sua largura de u m côvado e m eio, e de um côvado e
I5E, subindo Moisés ao m onte, a nuvem cobriu o m eio a sua altura.
m onte. 1 'E cobri-la-á de o u ro puro; p o r d en tro e p o r fora
I6E a glória do S en h o r repousou sobre o m o n te a cobrirás; e farás sobre ela u m a coroa de o u ro ao
Sinai, e a nuvem o cobriu p o r seis dias; e ao sétimo redor;
dia cham ou a Moisés do m eio da nuvem . l2E fundirás para ela q u atro argolas de o uro, e as
I7E o parecer da glória do S en h o r era com o um porás nos q u atro can to s dela, duas argolas n um
fogo consum idor no cum e do m onte, aos olhos dos lado dela, e duas argolas n o u tro lado.
filhos de Israel. I JE farás varas de m adeira de acácia, e as cobrirás
IKE Moisés entrou no m eio da nuvem , depois que com ouro.
subiu ao m onte; e M oisés esteve no m onte quaren­ I4E colocarás as varas nas argolas, aos lados da arca,
ta dias e quarenta noites. para se levar com elas a arca.
” As varas estarão nas argolas da arca, não se tira­
D eus m anda o povo trazer ofertas para o rão dela.
tabernáculo lhDepois porás na arca o testemunho, que eu te darei.
ENTÃO falou o S en h o r a M oisés, d izen­
do: O propiciatório d e ouro puro
2Fala aos filhos de Israel, que m e tragam um a oferta ' 7T am bém farás um p ro p iciató rio de o u ro puro;
alçada; de todo o hom em cujo coração se m over vo­ o seu co m p rim en to será de dois côvados e m eio, e a
luntariam ente, dele tom areis a m inha oferta alçada. sua largura de u m côvado e meio.
*E esta é a oferta alçada que recebereis deles: o uro, l8Farás tam bém dois qu eru b in s de ouro; de ouro
e prata, e cobre, batido os farás, nas duas extrem idades do p ro p i­
4E azul, e p úrpura, e carm esim , e linho fino, e pê­ ciatório.
los de cabras, l9Farás um q u eru b im n a extrem idade de um a
5E peles de carneiros tintas de verm elho, e peles de parte, e o o u tro q uerubim na extrem idade da ou tra
texugos, e m adeira de acácia, parte; de um a só peça com o propiciatório, fareis os
fiA zeitepara a luz, especiarias para o óleo da unção, q u eru b in s nas duas extrem idades dele.
e especiarias para o incenso, ■’’O s qu eru b in s estenderão as suas asas p o r cima,
"Pedras de ônix, e pedras de engaste para o éfode cob rin d o com elas o p ro p iciató rio ; as faces deles
e para o peitoral. um a defronte da outra; as faces dos querubins esta­
8E m e farão um santuário, e habitarei no meio deles. rão voltadas para o propiciatório.

nitude. porque Ele habita na luz inacessível (Jo 1.18; 1Tm 6.16. O segundo argumento desenvolveu a teoria da pedagogia di­
V. tb. Gn 32.30). vina, que é resumida da seguinte forma por dom Estevão Betten­
court: "...Os cristãos foram percebendo que a proibição de fazer
Farás também dois querubins imagens no Antigo Testamento tinha o mesmo papel de pedago­
(25.18;37.7) go (condutor de crianças destinado a cumprir as suas funções e
retirar-se) que a Lei de Moisés em geral tinha junto ao povo de Is­
Catolicismo Romano. Para escapar da acusação de que rael. Por isso o uso das imagens foi-se implantando. As gerações
seus fiéis praticam a idolatria, a Igreja Católica Romana de­ cristãs compreenderam que. segundo o método da pedagogia
senvolveu trés argumentos básicos. O primeiro deles é que o texto de divina, atualizada na Encarnação, deveriam procurar subir ao in­
Êxodo 20.4,5 não se tratava (ou não se trata) de uma proibição abso­ visível passando pelo visível que Cristo apresentou aos homens;
luta, mas condicionada pelas circunstâncias em que se encontravam a meditação das fases da vida de Jesus e a representação artís­
os israelitas, visto que o próprio Deus lhes mandou construir imagens tica das mesmas se tornaram recursos com que o povo fiel pro­
sagradas (25.17-22; 1Rs 6.23-29; 7.23-28; 1Cr 22.8-13). curou aproximar-se do Filho de Deus. Assim criaram a idéia de

89
ÊXODO 25

2IE porás o propiciatório em cim a da arca, depois largura de u m côvado, e a sua altura de u m côva-
que houveres p osto na arca o testem u n h o que eu do e meio.
te darei. 24E cobri-la-ás com o u ro puro; tam bém lhe farás
-2E ali virei a ti, e falarei contigo de cim a do p ro p i­ um a coroa de o u ro ao redor.
ciatório, do m eio dos dois querubins (que estão so­
2,T am bém lhe farás um a m oldura ao redor, da lar­
bre a arca do testem unho), tudo o que eu te ordenar
gura de quatro dedos, e lhe farás um a coroa de ouro
para os filhos de Israel.
ao redor da m oldura.
A mesa de m adeira de acácia 26T am bém lhe farás q uatro argolas de ouro; e p o ­
2,T am bém farás um a mesa de m adeira de acácia; rás as argolas aos q u atro cantos, que estão nos seus
o seu co m p rim en to será de dois côvados, e a sua q u atro pés.

que, nas igrejas, as imagens tornaram-se a Bíblia dos iletrados, sistem em cultuar imagens? c.) Se as imagens fossem realmente
dos simples e das crianças, exercendo função pedagógica de o livro daqueles que não sabem ler. por que os católicos alfabe­
grande alcance. É o que notam alguns escritores cristãos anti­ tizados são tão devotos e apegados a elas?; d.) Será que pode­
gos: 'O desenho mudo sabe falar sobre as paredes das igrejas mos desobedecer a Bíblia para superar uma deficiência de enten­
e ajuda grandemente'. O que a Bíblia é para os que sabem ler, a dimento? e.) Onde está a base bíblica para a teoria da pedagogia
imagem o é para os iletrados'. divina?; f.) Será que a encarnação do Verbo poderia servir de base
O terceiro argumento criou a teoria da distinção de devoção ou para se fazer imagens dos santos e cultuá-los?
culto: dulia (devoção aos santos e aos anjos), hiperdulia (devo­ O verdadeiro cristianismo é fé exclusiva na obra do Senhor Je­
ção a Maria) e latria (culto prestado a Deus). sus (Jo3.16; Rm5.8; Ef 2.8,9; 1Tm 2.5; Tt 2.11). É adoração úni­
ca a Deus: *Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás’
RESPOSTA APOLOGÉTICA: Deus proibiu seu povo de (Mt 4.11; Lc4.8).
= confeccionar e cultuar imagens, estátuas, ou qualquer ou­ O principal de todos os mandamentos é: a.) "Ouve, ó Israel, o
tro objeto ou ser. visto que os povos pagãos atribulam a esses Senhor nosso Deus é o único Senhor! Amarás ao Senhorteu Deus
artefatos de barro, madeira, ou de qualquer material corruptível, de todo o teu coração, de toda a sua alma, de todo o teu entendi­
caráter religioso, acreditando, inclusive, que a divindade se fazia mento e de todas as tuas forças” (Mc 12.29,30; Mt 22.37); b.) “Mas
presente por meio de tal prática. vem a hora, e já chegou, em que os verdadeiros adoradores ado­
O Deus Todo-Poderoso instruiu seu povo a não cuituar ima­ rarão o Pai em espírito e em verdade, pois o Pai procura a tais que
gens (20.23; 34.17), por isso as imagens que mandou confec­ assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram
cionar não tinham por objetivo elevar a piedade de Israel e muito o adorem em espírito e em verdade" (Jo 4.23,24).
menos serviam de modelo para reflexão ou conduta: eram ape­ Quanto àteoria dos três tipos de devoção: dulia, hiperdulia e la­
nas símbolos decorativos e representativos. É o caso da Arca tria, perguntamos: Qual é a diferença entre dulia e hiperdulia? E
da Aliança, dos querubins no tabernáculo e no templo, entre ou­ qual é a diferença dessas duas em relação à latria?
tros utensílios (1 Rs 6.23-29: 7.23-26,1 Cr 22.8-13) e ornamentos A verdade é que os três termos se confundem. Dulia e hiperdu­
(1Rs 7.23-28). Essas figuras jamais foram adoradas ou venera­ lia podem estar envolvidos com latria. A distinção entre eles não
das ou vistas como objetos de devoção ou adoração. Se os fi­ define coisa alguma. As pessoas que se prostram diante da ima­
lhos de Israel tivessem agido dessa forma, Deus mandaria des­ gem de Conceição Aparecida, ou de São João, ou de São Sebas­
truir esses objetos, como aconteceu com a serpente de bronze tião ou de Jesus sabem que estão cultuando em níveis diferen­
que Moisés levantou no deserto e o povo a transformou em obje­ tes? Para elas não seria tudo a mesma coisa?
to de culto (2Rs18.4). Imaginemos o procedimento de um católico romano bem ins­
Quando analisamos esta questão na história de Israel na anti­ truído em um culto. De inicio, ele pretende cultuar São João. En­
guidade (o povo hebreu que recebeu os mandamentos de Deus) tão. dobra seus joelhos diante da imagem de tal “santo" e pratica
e dos judeus religiosos de hoje, que procuram se manter fiéis a a dulia. Depois, resolve cultuar Maria, deixando a dulia para prati­
Deus, entendemos que, embora o Antigo Testamento proibisse, car a hiperdulia. E. finalmente, decide prestar culto a Deus. colo­
relativamente, a confecção de imagens, a adoração ou culto a es­ cando em prática a latria.
sas imagens eiaabsolutamente proibido: "Não te prostrarás dian­ Não acreditamos que o povo católico romano saiba diferenciar
te delas e não lhes prestarás culto" (20.4b). esses três tipos de adoração. E, mesmo que soubesse, dificilmen­
Em algumas sinagogas do século 3° (e em algumas mais recen­ te conseguiria respeitar os limites de cada uma delas.
tes), encontramos pinturas de heróis da fé em seus vitrais, mas "O culto aos santos só começa a partir de cem anos, aproxima­
nunca veremos judeus orando, cultuando ou invocando Moisés, damente, depois da morte de Jesus, com uma tímida veneração
Abraão ou Ezequiel. Não existem argumentos e evidências que aos mártires. A primeira oração dirigida expressamente à Mãe de
justifiquem o culto, a veneração ou a fabricação de imagens no Deus é a invocação sub tuum praesidium, formulada no fim do sé­
Novo Testamento. culo 3oou, mais provavelmente, no início do 4o. Não podemos di­
Considerando o segundo argumento apresentado pelos católi­ zer que a veneração dos santos - e muito menos a veneração da
cos, de que um dos objetivos da Igreja romana é ensinar a Bíblia Mãe de Cristo - faça parte do patrimônio original".
ao povo por meio das imagens, especialmente aos menos alfabe­ Se o culto aos santos e a Maria fosse correto, João. que escre­
tizados, surgem-nos algumas perguntas: a.) Por que cultuar ima­ veu o último evangelho, no ano 100 d.C., aproximadamente, com
gens, se o objetivo é ensinar a Bíblia?: b.) Por que, após tantos certeza teriafalado a respeito e incentivado tal prática. No entanto,
anos, com milhares de católicos já alfabetizados, os fiéis ainda in- nos adverte: “Filhinhos. guardai-vos dos ídolos’ (1Jo 5.21).

90
ÊXODO 25,26

27D efronte da m oldura estarão as argolas, com o 4E farás laçadas de azul na orla de u m a co rtina,
lugares para os varais, para se levar a mesa. n a extrem idade, e na ju n tu ra; assim tam bém farás
28Farás, pois, estes varais de m adeira de acácia, na orla da extrem idade da outra cortina, na segun­
e cobri-los-ás com ouro; e levar-se-á com eles a da juntura.
mesa. ’C in q ü en ta laçadas farás n u m a co rtin a, e outras
29T am bém farás os seus pratos, e as suas colheres, e cinqüenta laçadas farás na extrem idade da cortina
as suas cobertas, e as suas tigelas com que se hão de que está na segunda ju n tu ra; as laçadas estarão p re­
oferecer libações; de ouro p u ro os farás. sas um a com a outra.
10E sobre a mesa porás o pão da proposição peran ­ 6Farás tam b ém cin q ü en ta colchetes de o u ro , e
te a m inha face perpetuam ente. ajuntarás com estes colchetes as cortinas, um a com
3lT am bém farás u m candelabro de o u ro puro; de a outra, e será um tabernáculo.
ouro batido se fará este candelabro; o seu pé, as suas ?Farás tam bém co rtin as de pêlos de cabras para
hastes, os seus copos, os seus botões, e as suas flores servirem de tenda sobre o tabernáculo; onze cor­
serão do m esm o. tinas farás.
32E dos seus lados sairão seis hastes; três hastes do * 0 co m prim ento de u m a cortina será de trin ta cô­
candelabro de um lado dele, e três hastes do outro vados, e a largura da m esm a cortina de q u atro côva­
lado dele. dos; estas onze cortinas serão da m esm a m edida.
33N um a haste haverá três copos a m odo de am ên­ 9E ju n tarás cinco destas cortinas à parte, e as outras
doas, um botão e um a flor; e três copos a m odo de seis cortinas tam bém à parte; e dobrarás a sexta co r­
am êndoas na o utra haste, um botão e um a flor; as­ tina à frente da tenda.
sim serão as seis hastes que saem do candelabro. I0E farás cinqüenta laçadas na b orda de um a cor­
i4M as no candelabro m esm o haverá q u atro co­ tina, na extrem idade, na ju n tu ra, e outras cinqüen­
pos a m odo de am êndoas, com seus botões e com ta laçadas n a b o rd a da outra co rtin a, n a segunda
suas flores; jun tu ra.
35E um botão debaixo de duas hastes que saem dele; "F arás tam b ém cin q ü en ta colchetes de cobre, e
e ainda u m botão debaixo de duas outras hastes que colocarás os colchetes nas laçadas, e assim ajuntarás
saem dele; e ainda um botão debaixo de duas outras a tenda, para que seja um a.
hastes que saem dele; assim se fará com as seis has­ 12E a parte que sobejar das cortinas da tenda, a sa­
tes que saem do candelabro. ber, a m etade da cortina que sobejar, penderá de so­
''’Os seus botões e as suas hastes serão do mesmo; bra às costas do tabernáculo.
tudo será de um a só peça, obra batida de ouro puro. I3E um côvado de um lado, e o u tro côvado do o u ­
37T am bém lhe farás sete lâm padas, as quais se tro, que sobejará no co m p rim en to das cortinas da
acenderão para ilum inar defronte dele. tenda, penderá de sobra aos lados do tabernáculo de
,HO s seus espevitadores e os seus apagadores serão um e de o u tro lado, para cobri-lo.
de o u ro puro. l4Farás tam b ém à tenda u m a coberta de peles de
39De um talento de o u ro p u ro os farás, com todos carneiro, tintas de verm elho, e outra coberta de pe­
estes vasos. les de texugo em cima.
40Atenta, pois, que o faças conform e ao seu m ode­
lo, que te foi m ostrado no m onte. A s tábuas do tabernáculo
l5Farás tam b ém as tábuas p ara o tabernáculo de
As cortinas do tabernáculo m adeira de acácia, que serão postas verticalm ente.
E O TABERNÁCULO farás de dez cortinas ■'’O co m p rim en to de u m a táb u a será de dez cô ­
de linho fino torcido, e azul, púrp u ra, e car­ vados, e a largura de cada táb u a será de u m côva­
mesim; com querubins as farás de obra esmerada. do e meio.
20 co m p rim en to de um a co rtin a será de vinte e l7D ois encaixes terá cada tábua, travados u m com
oito côvados, e a largura de um a co rtin a de q u a­ o outro; assim farás com todas as tábuas do taber­
tro côvados; todas estas cortinas serão de um a m e­ náculo.
dida. I8E farás as tábuas para o tabernáculo assim: vinte
3Cinco cortinas se enlaçarão um a à outra; e as ou­ tábuas para o lado m eridional.
tras cinco cortinas se enlaçarão u m a com a outra. l9Farás tam bém q u aren ta bases de prata debaixo

91
ÊXODO 26,27

das vinte tábuas; duas bases debaixo de um a tábua 37E farás para esta co rtin a cinco colunas de m a ­
para os seus dois encaixes e duas bases debaixo de deira de acácia, e as cobrirás de ouro; seus colche­
o u tra tábua para os seus dois encaixes. tes serão de o uro, e far-lhe-ás de fundição cinco ba­
-°Tam bém haverá vinte tábuas ao outro lado do ta­ ses de cobre.
bernáculo, para o lado norte,
21C om as suas quaren ta bases de prata; duas b a­ O a ltar dos holocaustos
ses debaixo de um a tábua, e duas bases debaixo de FARÁS tam bém o altar de madeira de acá­
o u tra tábua, cia; cinco côvados será o com prim ento, e
22E ao lado do tabernáculo para o ocidente farás cinco côvados a largura (será q uadrado o altar), e
seis tábuas. três côvados a sua altura.
2,Farás tam bém duas tábuas para os cantos do ta­ 2E farás as suas p o n tas nos seus q uatro cantos; as
bernáculo, de am bos os lados. suas pontas serão do m esm o, e o cobrirás de cobre.
24E p o r baixo se ajuntarão, e tam bém em cim a dele 3Far-//ie-ás tam bém os seus recipientes, para reco­
se ajuntarão nu m a argola. Assim se fará com as duas lher a sua cinza, e as suas pás, e as suas bacias, e os
tábuas; am bas serão por tábuas para os dois cantos. seus garfos e os seus braseiros; todos os seus uten sí­
2,5Assim serão as oito tábuas com as suas bases de lios farás de cobre.
prata, dezesseis bases; duas bases debaixo de um a 4Far-lhe-ás tam bém um crivo de cobre em form a
tábua, e duas bases debaixo da ou tra tábua. de rede, e farás a esta rede q uatro argolas de metal
26Farás tam bém cinco travessas de m adeira de acá­ nos seus q u atro cantos.
cia, para as tábuas de um lado do tabernáculo, ’E as porás d en tro da borda do altar p ara baixo, de
27E cinco travessas para as tábuas do outro lado do m aneira que a rede chegue até ao m eio do altar.
tabernáculo; com o tam bém cinco travessas para as bFarás tam bém varais para o altar, varais de m adei­
tábuas do o u tro lado do tabernáculo, de am bos os ra de acácia, e os cobrirás de cobre.
lados, para o ocidente. 7E os varais serão postos nas argolas, de m an ei­
2íiE a travessa central estará no m eio das tábuas, ra que os varais estejam de am bos os lados do altar,
passando de um a extrem idade até à outra. quando for levado.
29E cobrirás de o u ro as tábuas, e farás de o u ro as "Oco e de tábuas o farás; com o se te m o stro u no
suas argolas, para passar por elas as travessas; ta m ­ m onte, assim o farão.
bém as travessas as cobrirás de ouro.
30E ntão levantarás o tabernáculo conform e ao O pátio do tabernáculo
m odelo que te foi m ostrado no m onte. 9Farás tam b ém o pátio do tab ern ácu lo , ao lado
m eridional que dá para o sul; o pátio terá cortinas
O véu do tabernáculo de linho fino torcido; o co m p rim en to de cada lado
’1D epois farás um véu de azul, e púrpura, e carm e­ será de cem côvados.
sim, e de linho fino torcido; com querubins de obra 1 lrTambém as suas vinte colunas e as suas vinte b a­
prim a se fará. ses serão de cobre; os colchetes das colunas e as suas
32E colocá-lo-ás sobre quatro colunas de madeira faixas serão de prata.
de acácia, cobertas de ouro; seus colchetes serão de 1 'Assim tam bém para o lado n o rte as cortinas, no
o uro, sobre quatro bases de prata. com prim ento, serão de cem côvados; e as suas vinte
33Pendurarás o véu debaixo dos colchetes, e porás a colunas e as suas vinte bases serão de cobre; os col­
arca do testem unho ali dentro do véu; e este véu vos chetes das colunas e as suas faixas serão de prata,
fará separação entre o santuário e o lugar santíssimo, 12E na largura do pátio para o lado do ocidente ha­
34 E porás a coberta do propiciatório sobre a arca verá cortinas de cin qüenta côvados; as suas colunas
do testem unho no lugar santíssim o, dez, e as suas bases dez.
3,E a mesa porás fora do véu, e o candelabro de­ 1’S em elhantem ente a largura do pátio do lado
fronte da mesa, ao lado do tabernáculo, para o sul; oriental para o levante será de cinqüenta côvados.
m as a mesa porás ao lado do norte. l4D e m aneira que haja quinze côvados de cortinas
36Farás tam bém para a porta da tenda, um a cortina de um lado; suas colunas três, e as suas bases três.
de azul, e p úrpura, e carm esim , e de linho fino to r­ I5E quinze côvados das cortinas do o u tro lado; as
cido, de obra de bordador. suas colunas três, e as suas bases três.

92
ÊXODO 27,28

l6E à p o rta do pátio haverá um a co rtin a de vinte 8E o cinto de o bra esm erada do seu éfode, que es­
côvados, de azul, e púrp u ra, e carm esim , e de linho tará sobre ele, será da sua m esm a obra, igualm ente,
fino torcido, de obra de bordador; as suas colunas de ouro, de azul, e de p ú rp u ra, e de carm esim , e de
quatro, e as suas bases quatro. linho fino torcido.
17Todas as colunas do pátio ao redor serão cingidas 9E tom arás duas pedras de ônix, e gravarás nelas os
de faixas de prata; os seus colchetes serão de prata, nom es dos filhos de Israel,
m as as suas bases de cobre. l0Seis dos seus nom es n u m a pedra, e os outros seis
' “O co m prim ento do pátio será de cem côvados, nom es na o u tra pedra, segundo as suas gerações;
e a largura de cada lado de cinqüenta, e a altura de " C o n fo rm e à o b ra do la p id ário , como o lavor
cinco côvados, as cortinas serão de linho fino torci­ de selos lavrarás estas d u as pedras, com os n o ­
do; m as as suas bases serão de cobre. m es d o s filhos de Israel; engastadas ao red o r em
l9No tocante a todos os vasos do tabernáculo em o u ro as farás.
todo o seu serviço, até todos os seus pregos, e todos 12E porás as duas pedras nas om breiras do éfode,
os pregos do pátio, serão de cobre. por pedras de m em ó ria p ara os filhos de Israel; e
Arão levará os seus nom es sobre am bos os seus om ­
O azeite puro bros, para m em ória d iante do S e n h o r .
20T u pois ordenarás aos filhos de Israel que te tra ­ l3Farás tam bém engastes de ouro,
gam azeite p u ro de oliveiras, batido, para o candeei­ l4E duas cadeiazinhas de o u ro puro; de igual m e­
ro, para fazer arder as lâm padas continuam ente. dida, de o bra de fieira as farás; e as cadeiazinhas de
2)N a tenda da congregação, fora do véu que está fieira porás nos engastes.
diante do testem unho, Arão e seus filhos as porão ''’Farás tam bém o peitoral do juízo de o bra esm e­
em ordem , desde a ta rd e até a m anhã, p erante o rada, conform e à obra do éfode o farás; de o u ro , de
S en h or ; isto será um estatuto perpétuo para os fi­ azul, e de p ú rp u ra, e de carm esim , e de linho fino
lhos de Israel, pelas suas gerações. torcido o farás.
1 '’Q uadrado e duplo, será de um palm o o seu co m ­
Deus escolhe A rão e se u sfd h o s para sacerdotes prim ento, e de u m palm o a sua largura.
DEPOIS tu farás chegar a ti teu irm ão Arão, I7E o encherás de pedras de engaste, com qu atro
e seus filhos com ele, do m eio dos filhos de ordens de pedras; a o rd em de um sárdio, de um to ­
Israel, para m e adm inistrarem o ofício sacerdotal; pázio, e de um carbúnculo; esta será a prim eira o r­
a saber: Arão, N adabe, e Abiú, Eleazar e Itam ar, os dem ;
filhos de Arão. lsE a segunda o rd em será de um a esm eralda, de
2E farás vestes sagradas a Arão teu irm ão, para gló­ um a safira, e de um diam ante;
ria e ornam ento. l9E a terceira o rd em será de u m jacinto, de um a
•’Falarás tam bém a todos os que são sábios de co­ ágata, e de u m a am etista;
ração, a quem eu tenho enchido do espírito da sa­ 20E a q u arta ordem será de um berilo, e de u m ônix,
bedoria, que façam vestes a A rão para santificá-lo; e de um jaspe; engastadas em o u ro serão nos seus
para que m e adm inistre o ofício sacerdotal. engastes.
21E serão aquelas pedras segundo os nom es dos fi­
As vestes sacerdotais lhos de Israel, doze segundo os seus nom es; serão
4Estas pois são as vestes que farão: u m peitoral, e esculpidas com o selos, cada u m a com o seu nom e,
um éfode, e um m anto, e um a túnica bordada, um a para as doze tribos.
m itra, e u m cinto; farão, pois, santas vestes para “ T am bém farás para o p eitoral cadeiazinhas de
Arão, teu irm ão, e para seus filhos, para m e adm i­ igual m edida, obra trançada de o u ro puro.
nistrarem o ofício sacerdotal. 21T am bém farás p ara o peitoral dois anéis de o uro,
’E to m arão o ouro, e o azul, e a púrp u ra, e o car­ e porás os dois anéis nas extrem idades do peitoral.
m esim, e o linho fino, 24E ntão porás as duas cadeiazinhas de fieira de
6E farão o éfode de ouro, e de azul, e de púrpura, e de o u ro nos dois anéis, nas extrem idades do peitoral;
carmesim, e de linho fino torcido, de obra esmerada. 25E as duas p ontas das duas cadeiazinhas de fieira
7Terá duas om breiras, que se un am às suas duas colocarás nos dois engastes, e as porás nas om brei­
pontas, e assim se unirá. ras do éfode, na frente dele.

93
ÊXODO 28,29

26Farás tam bém dois anéis de ouro, e os porás nas 40T am bém farás túnicas aos filhos de Arão, e far-
duas extrem idades do peitoral, na sua b orda que es­ lhes-ás cintos; tam bém lhes farás tiaras, para glória
tiver ju n to ao éfode por dentro. e ornam ento.
27Farás tam bém dois anéis de ouro, que porás nas 4IE vestirás com eles a Arão, teu irm ão, e tam bém
duas om breiras do éfode, abaixo, na frente dele, seus filhos; e os ungirás e consagrarás, e os santifica­
perto da sua ju n tu ra , sobre o cinto de obra esm e­ rás, para que m e adm inistrem o sacerdócio.
rada do éfode. 42Faze-lhes tam bém calções de linho, para co b ri­
28E ligarão o peitoral, com os seus anéis, aos anéis rem a carne nua; irão dos lom bos até as coxas.
do éfode p o r cim a, com um cordão de azul, para 43E estarão sobre A rão e sobre seus filhos, q u a n ­
que esteja sobre o cinto de obra esm erada do éfode; do en trarem n a ten d a da congregação, o u q u a n ­
e nu n ca se separará o peitoral do éfode. do chegarem ao altar para m inistrar no santuário,
29Assim Arão levará os nom es dos filhos de Israel para que não levem iniqüidade e m orram ; isto será
no peito ral do juízo sobre o seu coração, q u a n ­ estatuto perp étu o para ele e para a sua descendên­
do e n tra r no santuário, para m em ória diante do cia depois dele.
S en h or continuam ente.
O sacrifício e as cerim ônias da consagração
U rim e T u m in t ISTO é o que lhes hás de fazer, para os santi­
30T am b ém porás no peitoral do juízo U rim e ficar, para que m e adm inistrem o sacerdó­
T um im , para que estejam sobre o coração de Arão, cio: Tom a u m novilho e dois carneiros sem mácula,
q uando entrar diante do S en h o r : assim Arão levará 2E pão ázimo, e bolos ázimos, am assados com azei­
o juízo dos filhos de Israel sobre o seu coração d ian ­ te, e coscorões ázimos, untados com azeite; com flor
te do S en h or continuam ente. de farinha de trigo os farás,
31T am bém farás o m anto do éfode, to d o de azul. 3E os porás n u m cesto, e os trarás no cesto, com o
,2E a abertura da cabeça estará no m eio dele; esta novilho e os dois carneiros.
ab ertu ra terá u m a b orda de o bra tecida ao redor; 4E ntão farás chegar a Arão e a seus filhos à p o rta da
com o abertura de cota de m alha será, para que não tenda da congregação, e os lavarás com água;
se rom pa. 5D epois tom arás as vestes, e vestirás a Arão da tú ­
3,E nas suas bordas farás rom ãs de azul, e de p ú r ­ nica e do m an to do éfode, e do éfode, e do peitoral; e
p u ra, e de carm esim , ao red o r das suas bordas; e o cingirás com o cinto de o bra de artífice do éfode.
cam painhas de ouro no m eio delas ao redor. 6E a m itra porás sobre a sua cabeça; a coroa da san­
í4U m a cam painha de o u ro , e um a rom ã, outra tidade porás sobre a m itra.
cam painha de ouro, e outra rom ã, haverá nas b o r­ 7E tom arás o azeite da unção, e o derram arás sobre
das d o m an to ao redor, a sua cabeça; assim o ungirás.
i5E estará sobre Arão quando m inistrar, para que se 8D epois farás chegar seus filhos, e lhes farás ves­
ouça o seu sonido, quando entrar no santuário dian­ tir túnicas.
te do S en h or , e quando sair, para que não m orra. 9E os cingirás com o cinto, a Arão e a seus filhos, e lhes
atarás as tiaras, para que tenham o sacerdócio por esta­
A lâm ina de ouro p uro tuto perpétuo, e consagrarás a Arão e a seus filhos;
am bém farás um a lâmina de ouro puro, e nela gra­ l0E farás chegar o novilho diante da ten d a da co n ­
varás com o as gravuras de selos: santidade ao S enhor . gregação, e A rão e seus filhos p orão as suas m ãos so­
37E atá-la-ás com um cordão de azul, de m odo que bre a cabeça do novilho;
esteja na m itra, na frente da m itra estará; “ E im olarás o novilho perante o S en h or , à p o rta
38E estará sobre a testa de Arão, para que A rão leve da tenda da congregação.
a iniqüidade das coisas santas, que os filhos de Israel 12D epois tom arás do sangue do novilho, e o porás
santificarem em todas as ofertas de suas coisas san­ com o teu dedo sobre as p o n tas do altar, e to d o o
tas; e estará continuam ente na sua testa, para que te­ sangue restante derram arás à base do altar.
nham aceitação perante o S en h o r . 1-’T am bém to m arás to d a a g o rd u ra que cobre as
39Tam bém farás túnica de linho fino; tam bém fa­ entranhas, e o redenho de sobre o fígado, e am bos
rás u m a m itra de lin h o fino; m as o cinto farás de os rins, e a g ordura que houver neles, e queim á-los-
o bra de bordador. ás sobre o altar;

94
ÊXODO 29

l4M as a carne do novilho, e a sua pele, e o seu es­ to perpétuo dos filhos de Israel, porque é oferta al­
terco queim arás com fogo fora do arraial; é sacrifí­ çada; e a oferta alçada será dos filhos de Israel, dos
cio pelo pecado. seus sacrifícios pacíficos; a sua oferta alçada será
15Depois tom arás um carneiro, e Arão e seus filhos para o S en h o r .
p orão as suas m ãos sobre a cabeça do carneiro, 29E as vestes sagradas, q ue são de A rão, serão de
l6E im olarás o carneiro, e tom arás o seu sangue, e seus filhos depois dele, para serem ungidos com elas
o espalharás sobre o altar ao redor; para serem consagrados com elas.
17E partirás o carneiro p o r suas partes, e lavarás as 30Sete dias as vestirá aquele que de seus filhos for
suas entranhas e as suas pernas, e as porás sobre as sacerdote em seu lugar, q u an d o en tra r na tenda da
suas partes e sobre a sua cabeça. congregação para m in istrar no santuário.
l8Assim queim arás todo o carneiro sobre o altar; 3IE tom arás o carneiro das consagrações e cozerás
é um holocausto para o S en h o r , cheiro suave; um a a sua carne no lugar santo;
oferta queim ada ao S e n h o r . 32E A rão e seus filhos com erão a carne deste car­
19Depois tom arás o o u tro carneiro, e Arão e seus fi­ neiro, e o pão que está no cesto, à po rta da tenda da
lhos porão as suas m ãos sobre a sua cabeça; congregação.
i0E im olarás o carneiro e tom arás do seu sangue, ,3E com erão as coisas com que for feita expiação,
e o porás sobre a p o n ta da orelha direita de Arão, e para consagrá-los, e p ara santificá-los; mas o estra­
sobre as pontas das orelhas direitas de seus filhos, nho delas não com erá, p o rq u e são santas.
com o tam bém sobre os dedos polegares das suas 34E se sobejar alguma coisa da carne das consagra­
m ãos direitas, e sobre os dedos polegares dos seus ções ou do pão até pela m anhã, o que sobejar quei­
pés direitos; e o restante do sangue espalharás sobre m arás com fogo; não se com erá, porque é santo.
o altar ao redor; 35Assim, pois, farás a Arão e a seus filhos confor­
2'E ntão tom arás do sangue, que estará sobre o al­ m e a tu d o o que eu te tenho ordenado; por sete dias
tar, e do azeite da unção, e o espargirás sobre Arão os consagrarás.
e sobre as suas vestes, e sobre seus filhos, e sobre as ?<’T am bém cada dia prepararás um novilho por sa­
vestes de seus filhos com ele; para que ele seja santi­ crifício pelo pecado para as expiações, e purificarás
ficado, e as suas vestes, tam bém seus filhos, e as ves­ o altar, fazendo expiação sobre ele; e o ungirás para
tes de seus filhos com ele. santificá-lo.
2~Depois tom arás do carneiro a gordura, e a cau­ S7Sete dias farás expiação pelo altar, e o santifica­
da, e a gordura que cobre as entranhas, e o redenho rás; e o altar será santíssim o; tu d o o que to car o al­
do fígado, e am bos os rins com a gordura que hou­ tar será santo.
ver neles, e o om bro direito, p orque é carneiro das ,sIsto, pois, é o que oferecereis sobre o altar: dois
consagrações; cordeiros de u m ano, cada dia, continuam ente.
23E u m pão, e u m bolo de pão azeitado, e um cos- 39U m co rd eiro oferecerás pela m anhã, e o o u tro
corão do cesto dos pães ázim os que estão diante do cordeiro oferecerás à tarde.
S en h o r . 40C om um co rd eiro a décim a p arte de flor de fa­
24E tu d o porás nas m ãos de A rão, e nas m ãos de rinha, m isturada com a quarta p arte de u m him de
seus filhos; e com m ovim ento oferecerás p erante azeite batido, e p ara libação a q u arta p arte de um
o S enhor . him de vinho,
25D epois o tom arás das suas m ãos e o queim arás 41E o outro cordeiro oferecerás à tarde, e com ele farás
no altar sobre o holocausto p o r cheiro suave peran­ com o com a oferta da m anhã, e conform e à sua liba­
te o Sen h o r ; é oferta queim ada ao S en h o r . ção, por cheiro suave; oferta queim ada é ao Senhor .
26E tom arás o peito do carneiro das consagrações, 42Este será o holocausto co n tínuo p o r vossas ge­
que é de Arão, e com m ovim ento oferecerás peran ­ rações, à p o rta da tenda da congregação, perante o
te o Se n h o r ; e isto será a tua porção. S enhor , onde vos encontrarei, para falar contigo ali.
27E santificarás o peito da oferta de m ovim ento e 43E ali virei aos filhos de Israel, para que p o r m inha
o om bro da oferta alçada, que foi m ovido e alçado glória sejam santificados.
do carneiro das consagrações, que for de Arão e de 44E santificarei a ten d a da congregação e o altar;
seus filhos. tam bém santificarei a Arão e seus filhos, para que
28E será para A rão e para seus filhos p o r estatu ­ me adm inistrem o sacerdócio.

95
ÊXODO 29,30

45E habitarei n o m eio dos filhos de Israel, e lhes se­ 14Q ualquer que passar pelo arrolam ento, de vinte
rei o seu Deus, anos para cima, dará a oferta alçada ao S en h o r .
4'’E saberão que eu sou o S enhor seu Deus, que os 1 sO rico não dará mais, e o p obre não dará m enos
tenho tirado da terra do Egito, para habitar no meio da m etade do siclo, q uando derem a oferta alçada ao
deles. Eu sou o S en h or seu Deus. S en h or , para fazer expiação p o r vossas almas.
|6E tom arás o dinheiro das expiações dos filhos de
O altar do incenso Israel, e o darás ao serviço da tenda da congregação;
E FARÁS um altar para queim ar o incenso; e será para m em ória aos filhos de Israel d iante do
de m adeira de acácia o farás. S en h o r , para fazer expiação p o r vossas almas.
20 seu co m p rim en to será de um côvado, e a sua
largura de um côvado; será quadrado, e dois côva- A pia de cobre
dos a sua altura; dele m esm o serão as suas pontas. l7E falou o S en h o r a Moisés, dizendo:
3E com o u ro p u ro o forrarás, o seu teto, e as suas lsFarás tam bém u m a pia de cobre com a sua base
paredes ao redor, e as suas pontas; e lhe farás um a de cobre, para lavar; e a porás en tre a ten d a da co n ­
coroa de o u ro ao redor. gregação e o altar; e nela deitarás água.
,I,E Arão e seus filhos nela lavarão as suas m ãos e
4Tam bém lhe farás duas argolas de ouro debaixo da
os seus pés.
sua coroa; nos dois cantos as farás, de am bos os la­
2<>Q u an d o en trarem na ten d a da congregação,
dos; e serão para lugares dos varais, com que será
lavar-se-ão com água, p ara q ue não m o rram , ou
levado.
qu an d o se chegarem ao altar para m inistrar, para
’E os varais farás de m adeira de acácia, e os forra­
acender a oferta queim ada ao S en h o r .
rás com ouro.
21 Lavarão, pois, as suas m ãos e os seus pés, para que
f’E o porás diante do véu que está diante da arca do
não m orram ; e isto lhes será p o r estatuto perpétuo a
testem unho, diante do propiciatório, que está sobre
ele e à sua descendência nas suas gerações.
o testem unho, o nde m e ajuntarei contigo.
7E Arão sobre ele queim ará o incenso das especia­
O azeite da santa u n çã o
rias; cada m anhã, quando puser em ordem as lâm ­
22Falou m ais o S en h or a Moisés, dizendo:
padas, o queim ará.
21Tu, pois, to m a para ti das principais especiarias,
8E, acendendo A rão as lâm padas à tarde, o quei­
da m ais p u ra m irra q u in h en to s siclos, e de canela
m ará; este será incenso contínuo perante o S enhor arom ática a m etade, a saber, duzentos e cinqüenta
pelas vossas gerações. siclos, e de cálam o arom ático d uzentos e cin q ü en ­
9N ão oferecereis sobre ele incenso estranho, nem ta siclos,
holocausto, nem oferta; nem tam pouco derram areis 24E de cássia quin h en to s siclos, segundo o siclo do
sobre ele libações. santuário, e de azeite de oliveiras um him .
I0E u m a vez n o ano A rão fará expiação sobre as 2,E disto farás o azeite da santa unção, o perfum e
suas p ontas com o sangue do sacrifício das expia­ com posto segundo a o bra do perfum ista: este será o
ções; u m a vez no ano fará expiação sobre ele pelas azeite da santa unção.
vossas gerações; santíssim o é ao S en h o r . 26E com ele ungirás a tenda da congregação, e a arca
do testem unho,
O resgate da alm a 27E a mesa com todos os seus utensílios, e o cande­
“ Falou m ais o S enhor a Moisés dizendo: labro com os seus utensílios, e o altar do incenso.
12Q uan do fizeres a contagem dos filhos de Israel, 28E o altar do holocausto com todos os seus u te n ­
conform e a sua som a, cada um deles dará ao S enhor sílios, e a pia com a sua base.
o resgate da sua alma, quando os contares; para que 29Assim santificarás estas coisas, p ara qu e sejam
não haja entre eles praga algum a, qu an d o os con- santíssim as; tu d o o que to car nelas será santo.
* tares. ,0T am bém ungirás a Arão e seus filhos, e os santifi­
’’T o d o aquele que passar pelo arrolam ento dará carás para m e adm inistrarem o sacerdócio.
isto: a m etade de um siclo, segundo o siclo do san­ 3IE falarás aos filhos de Israel, dizendo: Este m e
tu á rio (este siclo é de vinte geras); a m etade de um será o azeite da santa unção nas vossas gerações.
siclo é a oferta ao S en h o r . 32N ão se ungirá com ele a carne do hom em , nem

96
ÊXODO 30,31

fareis outro de sem elhante com posição; santo é, e m unho, e o propiciatório que estará sobre ela, e to ­
será santo para vós. dos os pertences da tenda;
3 íO hom em que com puser um perfum e com o este, 8E a m esa com os seus utensílios, e o candelabro
ou dele puser sobre um estranho, será extirpado do de ouro p u ro com to d o s os seus pertences, e o al­
seu povo. tar do incenso;
9E o altar do holocausto com todos os seus utensí­
O incenso santo lios, e a pia com a sua base;
í4Disse mais o S enhor a Moisés: T om a especiarias l0E as vestes do m inistério, e as vestes sagradas de
arom áticas, estoraque, e onicha, e gálbano; estas es­ Arão o sacerdote, e as vestes de seus filhos, para ad ­
peciarias aromáticas e o incenso puro, em igual pro­ m inistrarem o sacerdócio;
porção; 1 'E o azeite da unção, e o incenso arom ático para
” E disto farás incenso, um perfum e segundo a arte o santuário; farão conform e a tu d o que te tenho
do perfum ista, tem perado, p u ro e santo; m andado.
36E um a parte dele m oerás, e porás diante do tes­
tem unho, na tenda da congregação, on d e eu virei a O sábado santo
ti; coisa santíssima vos será. i:Falou m ais o S enhor a Moisés, dizendo:
J7Porém o incenso que fareis conform e essa com ­ ,3T u, pois, fala aos filhos de Israel, dizendo:
posição, não o fareis para vós m esm os; santo será C ertam en te guardareis m eus sábados; p o rq u a n ­
para o S enhor . to isso é um sinal entre m im e vós nas vossas gera­
380 hom em que fizer tal com o este para cheirar, ções; para que saibais que eu sou o S enhor , que vos
será extirpado do seu povo. santifica.
l4P o rtan to guardareis o sábado, p orque santo é
Os artífices da obra do tabernáculo para vós; aquele que o p ro fan ar certam ente m o r­
1 DEPOIS falou o S enhor a Moisés, dizendo: rerá; p o rq u e qualquer que nele fizer alguma obra,
3 A 2Eis que eu tenho cham ado po r nom e a
Bezalel, o filho de Uri, filho de H ur, da tribo de Judá,
aquela alm a será elim inada do meio do seu povo.
1 'Seis dias se trabalhará, porém o sétimo dia é o sá­
3E o enchi do Espírito de Deus, de sabedoria, e de bado do descanso, santo ao S en h or ; qualquer que
entendim ento, e de ciência, em todo o lavor, no dia do sábado fizer algum trabalho, certam en ­
4Para elaborar projetos, e trabalhar em ouro, em te m orrerá.
prata, e em cobre, “ G uardarão, pois, o sábado os filhos de Israel, ce-
’E em lapidar pedras para engastar, e em entalhes lebrando-o nas suas gerações por aliança perpétua.
de m adeira, para trabalhar em todo o lavor. l7Entre m im e os filhos de Israel será um sinal para
6E eis que eu ten h o posto com ele a Aoliabe, o filho sem pre; p o rq u e em seis dias fez o S en h o r os céus
de Aisamaque, da tribo de Dã, e tenho dado sabedo­ e a terra, e ao sétim o dia descansou, e restaurou-se.
ria ao coração de todos aqueles que são hábeis, para
que façam tudo o que te tenho ordenado. As duas tábuas do te stem u n h o
7A saber: a tenda da congregação, e a arca do teste­ 18E deu a Moisés (q u an d o acabou de falar com ele

Porque em seis dias tez o SENHOR os céus e se um anjo), isento das fragilidades humanas, sentir necessidade
a terra, • ao sétimo dia descansou de descanso — repouso físico (Jo 5.17).
(31.17)
Será um sinal para sempre
Ceticismo. Questiona a onipotência do Deus bíblico,
(31.17,18)
afirmando ser inepto conferir tal atributo a um ser que
se cansa. (£v£) Adventlsmo do Sétimo Dia. Afirma que esta referência
\ 5 iU comprova que a guarda do sábado é obrigatória por causa
. - g RESPOSTA APOLOGÉTICA: O verbo hebraico neste tex-
da expressão "para sempre", para a qual dão a seguinte interpre­
■=■ to significa, literalmente, "cessar" ou “terminar", do qual se
tação: "de duração permanente” .
origina o termo shabbat, cuja tradução em português é: "sába­
do" ou ‘ dia de descanso", o que está de acordo com a satisfação RESPOSTA APOLOGÉTICA: Há outros textos na Bí­
de Deus diante da obra que tinha realizado, como pode ser vis­ blia que falam de “preceitos perpétuos* ou “para sem­
to em Gênesis 1.31: "E viu Deus tudo quanto tinha feito, e viu que pre" e não são considerados “de duração permanente" pelos
era bom...". Outrossim, o testemunho de Jesus sobre a obra divi­ próprios sabatistas. Segundo a Bíblia, são preceitos perpétu­
na atesta que não seria possível um ser espiritual (ainda que fos­ os: a circuncisão (Gn 17.7,13), a unção dos sacerdotes (40.15)

97
ÊXODO 31,32

n o m onte Sinai) as duas tábuas do testem unho, tá­ assentou-se a com er e a beber; depois levantou-se
buas de pedra, escritas pelo dedo de Deus. a folgar.
"Então disse o S en h o r a Moisés: Vai, desce; p o r­
O bezerro de ouro que o teu povo, que fizeste subir do Egito, se tem
MAS vendo o povo que Moisés tardava em corrom pido,
descer do m onte, acercou-se de Arão, e dis- 8E depressa se tem desviado do cam inho que eu lhe
se-lhe: Levanta-te, faze-nos deuses, que vão adian­ tinha ordenado; eles fizeram para si u m bezerro de
te de nós; porque q uanto a este Moisés, o hom em fundição, e p erante ele se inclinaram , e ofereceram -
que nos tiro u da terra d o Egito, não sabem os o que lhe sacrifícios, e disseram: Este é o teu deus, ó Israel,
lhe sucedeu. que te tiro u da terra do Egito.
2E A rão lhes disse: A rrancai os pendentes de ouro, ‘'Disse mais o S en h o r a Moisés: T enho visto a este
que estão nas orelhas de vossas m ulheres, e de vos­ povo, e eis que é povo de d ura cerviz.
sos filhos, e de vossas filhas, e trazei-mos. l0Agora, pois, deixa-m e, para que o m eu fu ro r se
3Então todo o povo arran co u os pendentes de acenda contra ele, e o consum a; e eu farei de ti um a
o u ro , que estavam nas suas orelhas, e os tro u x e­ grande nação.
ram a Arão. "M oisés, porém , suplicou ao S en h o r seu D eus e
4E ele 05 to m o u das suas m ãos, e trabalhou o ouro disse: Ó S en h or , p o r que se acende o teu furor co n ­
com um buril, e fez dele um bezerro de fundição. tra o teu povo, que tiraste da te rra do Egito com
Então disseram: Este é teu deus, ó Israel, que te ti­ grande força e com forte mão?
rou da terra do Egito. u Por que hão de falar os egípcios, dizendo: Para
5E Arão, vendo isto, edificou um altar diante dele; e m al os tirou, para m atá-los nos m ontes, e para des-
apregoou Arão, e disse: A m anhã será festa ao Senhor . truí-los da face da terra? T o rn a-te do fu ro r da tua
6E no dia seguinte m adrugaram , e ofereceram ho- ira, e arrepende-te deste m al contra o teu povo.
locaustos, e trouxeram ofertas pacíficas; e o povo 1’Lem bra-te de A braão, de Isaque, e de Israel, os

e a celebração da Páscoa (12.14). Por que só vèem no sábado E arrepende-te deste mal contra o teu povo
um preceito perpétuo? (32.12)
Ceticismo. Questionaa imutabilidade divina descrita na Bí­
E tez dele um bezerro de fundição blia (Nm 23.19; Ml 3.6; Tg 1.17), visto que a referência em
(32.4) estudo identifica "arrependimento" na conduta de Deus, o que
Esoterismo. Afirma que o Antigo Testamento contém mui­ não condiz com sua natureza perfeita e presciente, conforme pre­
tos textos referentes ã adoração astrológica planetária. O tendida pela teologia bíblica.
bezerro de ouro, fabricado por Arão, foi baseado na astrologia .__g RESPOSTA APOLOGÉTICA: O emprego da linguagem
egípcia dodeusTaurus, otouro (32.1-35). => antropomórfica na referência em pauta não desmerece a
presciência do DeusTodo-Poderoso e muito menos contradiz as
g RESPOSTA APOLOGÉTICA: Israel foi bem advertido
declarações bíblicas que atestam a imutabilidade divina. A ex­
“ quanto à proibição dessa prática. No Antigo Testamento, pressão “arrepende-te", queem seu sentido real significa “mudar
os adivinhos, e todos os que os consultavam, deviam ser ape­ de atitude", é simplesmente uma indicação, em linguagem huma­
drejados, como podemos observar nos textos que seguem: a.) na, de que o procedimento de Deus para com o homem que peca
"Não vos viráreis para os adivinhadores e encantadores; não os é necessariamente diferente da posição que o Senhor toma em
busqueis, contaminando-vos com eles. Eu sou o SENHOR vos­ relação à pessoa que lhe obedece.
so Deus" (Lv 19.31); b.) “Quando alguém se virar para os adi­ Um exemplo prático e perfeitamente aplicável pode ser visto na
vinhadores e encantadores, para se prostituir com eles, eu po­ vida de Jonas (Jn 3.4-10). Deus pretendia destruir Nínive por cau­
rei a minha face contra ele, e o extirparei do meio do seu povo" sa da extrema malícia de seus habitantes, tal como fez com Sodo-
(Lv 20.6); c.) "Quando, pois, algum homem ou mulher em si ti­ ma, por meio de seu imutável critério e justiça divina. Mas a obedi­
ver um espírito de necromancia ou espírito de adivinhação, cer­ ência dos ninivitas. por conta da pregação do profeta Jonas, fez
tamente morrerá, serão apedrejados; o seu sangue será sobre que Deus optasse por uma “mudança de atitude". Ou seja, uma
eles” (Lv 20.27). aplicaçáo correta (em termos divinos) de sua justiça, em uma per­
Alguns lideres religiosos e políticos de Israel se envolveram feita e sábia demonstração de que o Pai sabe lidar apropriada­
com a astrologia, mas Deus sempre levantava para si homens fi­ mente com as mudanças de comportamento dos homens.
éis para que pudessem combater a prática da astrologia; "Tam­ Confrontando o “arrependimento" de Deus com o arrependi­
bém destituiu os sacerdotes que os reis de Judá estabelece­ mento do homem, constatamos haver grandes diferenças. O ho­
ram para incensarem sobre os altos nas cidades de Judá e ao mem, quando se arrepende, muda seus critérios, seus valores e.
redor de Jerusalém, como também os que queimavam incen­ conseqüentemente, sua atitude. O Senhor Deus, não, ao se “ar­
so a Baal. ao Sol, à Lua. e aos planetas, e a todo o exército dos repender", muda de atitude, mas sem jamais alterar seus critérios,
céus" (2Rs23.5). característica em que se acha estampada sua imutabilidade!

98
ÊXODO 32

teus servos, aos quais p o r ti m esm o tens jurad o , M oisés m anda m a ta r os idólatras
e lhes disseste: M ultiplicarei a vossa descendência 2,E, vendo M oisés que o povo estava despido, p o r­
com o as estrelas dos céus, e darei à vossa descendên­ que Arão o havia deixado despir-se para vergonha
cia toda esta terra, de que tenho falado, para que a entre os seus inim igos,
possuam por herança eternam ente. 26Pôs-se em pé Moisés na p o rta do arraial e disse:
l4Então o S enhor arrependeu-se do mal que disse­ Q uem é do S en h o r , venha a m im . Então se ajunta­
ra que havia de fazer ao seu povo. ram a ele todos os filhos de Levi.
I5E virou-se M oisés e desceu do m o n te com as 27E disse-lhes: Assim diz o S en h or Deus de Israel:
duas tábuas do testem unho na m ão, tábuas escri­ C ada um p o n h a a sua espada sobre a sua coxa; e pas­
tas de am bos os lados; de um e de o u tro lado esta­ sai e to rn ai pelo arraial de p o rta em porta, e m ate
vam escritas. cada um a seu irm ão, e cada um a seu am igo, e cada
I6E aquelas tábuas eram obra de D eus; tam bém a um a seu vizinho.
escritura era a m esm a escritura de D eus, esculpi­ 28E os filhos de Levi fizeram conform e à palavra
da nas tábuas. de Moisés; e caíram do povo aquele dia uns três mil
17E, ouvindo Josué a voz do povo que jubilava, dis­ hom ens.
se a Moisés: A larido de guerra há no arraial. 29P orq u an to M oisés tin h a dito: Consagrai hoje as
1 “Porém ele respondeu: N ão é alarido dos vitorio­ vossas m ãos ao S e n h o r ; p o rq u a n to cada um será
sos, nem alarido dos vencidos, m as o alarido dos contra o seu filho e contra o seu irm ão; e isto, para
que cantam , eu ouço. que ele vos conceda hoje u m a bênção.

M oisés quebra as tábuas do te ste m u n h o M oisés in terced e -pelo povo


19E aconteceu que, chegando Moisés ao arraial, e 30E aconteceu que no dia seguinte Moisés disse ao
vendo o bezerro e as danças, acendeu-se-lhe o furor, povo: V ós com etestes gran d e pecado. Agora, p o ­
e arrem essou as tábuas das suas m ãos, e quebrou-as rém , subirei ao S en h or ; porv en tu ra farei p ropicia­
ao pé do m onte; ção p o r vosso pecado.
•°E tom ou o bezerro que tinham feito, e queim ou-o 3'Assim to rn o u -se Moisés ao S en h o r , e disse: Ora,
no fogo, m oendo-o até que se to m o u em pó; e o espar­ este povo com eteu grande pecado fazendo para si
giu sobre as águas, e deu-o a beber aos filhos de Israel. deuses de ouro.
2IE Moisés perguntou a Arão: Q ue te tem feito este 32Agora, pois, perdoa o seu pecado; se não, risca-
povo, que sobre ele trouxeste tam an h o pecado? m e, peço-te, do teu livro, que tens escrito.
22Então respondeu Arão: Não se acenda a ira do meu 33Então disse o Sen h or a Moisés: Aquele que pecar
senhor; tu sabes que este povo é inclinado ao mal; contra m im , a este riscarei do m eu livro.
23E eles m e disseram : Faze-nos um deus que vá 34Vai, pois, agora, conduze este povo para onde te
ad ian te de nós; p orque não sabem os o que suce­ tenho dito; eis que o m eu anjo irá adiante de ti; p o ­
deu a este Moisés, a este hom em que nos tiro u da rém no dia da m in h a visitação visitarei neles o seu
terra do Egito. pecado.
24Então eu lhes disse: Q uem tem ouro, arranque-o; 35Assim feriu o S enhor o povo, p o r ter sido feito o
e deram -m o, e lancei-o no fogo, e saiu este bezerro. bezerro que Arão tin h a form ado.

Porventura (arei propiciação por vosso pecado 2Co5.14,15,18-21;1Jo2.1,2; Hb9.11-14). Oque os cristãos fazemé
(32.30-33) praticar, entre si, a solidariedade, própria de irmãos: “Levai as cargas
uns dos outros e assim cumprireis a lei de Cristo" (Gl 6.2).
Catolicismo Romano. Em defesa da doutrina das indul­
Quanto ao sentimento de Moisés, ele preferia a própria morte à
gências, ensina uma expiação vicária dos membros do cor­
condenação do povo de Israel. O apóstolo Paulo, no Novo Tes­
po de Cristo, a igreja: 'Como Cristo, a Cabeça sofreu a expiação e
tamento. expressa o mesmo sentimento (Rm 9.1-5; 10.1,2). Em­
tomou lugar dos membros, assim também um membro pode to­
bora tais gestos indiquem um amor profundo, um pecador não
mar o lugar de outro membro".
pode remir outro pecador (SI 49.7,8). E muito menos a misericór­
__g RESPOSTA APOLOGÉTICA: Deus não riscou o nome de dia de Deus pode ser movida pela vontade humana (Rm 9.15,16).
*=» Moisés de seu livro, isto é, não tomou a vida de Moisés como Assim, a referência em estudo não serve como fundamento para
propiciação pelo pecado de idolatria do povo de Israel. Ao contrário, a doutrina católica, que. aliás, contradiz a doutrina da auto-sufici-
"visitou, neles, o seu pecado" (v. 34,35). Só existe uma propiciação ência da morte de Cristo para a imputação da justiça aos que nele
pelos pecados dahumanidade.osacrifíciodoRlho de Deus (Rm5.l8; crêem (Jo 19.30; Hb 1.3; 2.14,15).

99
ÊXODO 33

D eus não irá no m eio do povo, arraial; m as o seu servidor, o jovem Josué, filho de
m as enviará u m anjo N um , nu n ca se apartava do m eio da tenda.
DISSE m ais o S en h or a Moisés: Vai, sobe
daqui, tu e o povo que fizeste subir da te r­ M oisés roga a D eus a sua presença
ra do Egito, à terra que jurei a Abraão, a Isaque, e a 12E Moisés disse ao S enhor : Eis que tu m e dizes: Faze
Jacó, dizendo: À tu a descendência a darei. subir a este povo, porém não m e fazes saber a quem
2E enviarei um anjo adiante de ti, e lançarei fora os hás de enviar comigo; e tu disseste: C onheço-te por
cananeus, e os am orreus, e os heteus, e os perizeus, teu nom e, tam bém achaste graça aos m eus olhos.
e os heveus, e os jebuseus, 15Agora, pois, se ten h o achado graça aos teus
3 A um a terra que m ana leite e mel; porque eu não olhos, rogo-te que m e faças saber o teu cam inho, e
subirei no m eio de ti, p o rq u an to és povo de dura conhecer-te-ei, para que ache graça aos teus olhos;
cerviz, para que te não consum a eu no cam inho. e considera que esta nação é o teu povo.
4E, ouvindo o povo esta m á notícia, pranteou-se e ,4Disse pois: Irá a m in h a presença contigo para te
ninguém pôs sobre si os seus atavios. fazer descansar.
’P orq u anto o S enhor tinha dito a Moisés: Dize aos l5Então lhe disse: Se tu m esm o não fores conosco,
filhos de Israel: És povo de d u ra cerviz; se p o r um não nos faças subir daqui.
m o m en to subir no m eio de ti, te consum irei; p o ­ l6C om o, pois, se saberá agora que te n h o achado
rém agora tira os teus atavios, para que eu saiba o graça aos teus olhos, eu e o teu povo? Acaso não é
que te hei de fazer. p o r andares tu conosco, de m odo a serm os separa­
hEntão os filhos de Israel se despojaram dos seus dos, eu e o teu povo, de todos os povos que há so­
atavios, ao pé do m onte Horebe. bre a face da terra?
7E to m o u Moisés a tenda, e a estendeu para si fora 1'E n tã o disse o S en h o r a Moisés: Farei tam bém
do arraial, desviada longe do arraial, echam ou-lhe a isto, que tens dito; p o rq u an to achaste graça aos
tenda da congregação. E aconteceu que todo aquele m eus olhos, e te conheço p o r nom e.
que buscava o S enhor saía à tenda da congregação,
que estava fora do arraial. M oisés roga a D eus q u e lhe
SE acontecia que, saindo M oisés à tenda, to d o o m ostre a sua glória
povo se levantava, e cada um ficava em pé à porta lflEntão ele disse: Rogo-te que m e m ostres a tua
da sua tenda; e olhava para Moisés pelas costas, até glória.
ele en trar na tenda. l9P orém ele disse: Eu farei passar to d a a m inha
9E sucedia que, entrando Moisés na tenda, descia bondade p o r d iante de ti, e proclam arei o n o m e do
a coluna de nuvem , e punha-se à po rta da tenda; e o S enhor diante de ti; e terei m isericórdia de quem eu
S enhor falava com Moisés. tiver m isericórdia, e m e com padecerei de quem eu
I()E, vendo to d o o povo a coluna de nuvem que es­ m e com padecer.
tava à p o rta da tenda, tod o o povo se levantava e 20E disse mais: N ão poderás ver a m inha face, por­
cada um , à porta da sua tenda, adorava. quanto hom em nenhum verá a m inha face, e viverá.
11E falava o S enhor a Moisés face a face, com o qual­ 1 'Disse mais o S en h o r : Eis aqui um lugar ju n to a
q u er fala com o seu am igo; depois tornava-se ao m im ; aqui te porás sobre a penha.

Falava o S e n h o r a Moisés face a face rito não tem carne e osso* (Lc 24.39). Logo, o Deus Pai nào tem
(33.11) um corpo físico!
Mormonlsmo. Usa esta referência para defender sua dou-
E, havendo eu tirado a minha mão, me verás pelas
W trina que diz que o Oeus Pai tem um corpo físico.
costas; mas a minha face nào se verá
__ sg RESPOSTA APOLOGÉTICA: A frase "face a face” , usa- (33.21-23)
= da no hebraico, significa “pessoalmente", “diretamente"
ÇT) Ceticismo. Para os céticos, estes versículos apresentam
ou “intimamente". Moisés teve o privilégio de experimentar uma
" contradição, pois nào concordam entre si com a possibili­
espécie de relacionamento, sem mediador, com Deus. Mas tan­
dade de o homem poder ver o Senhor face a face.
to ele quanto qualquer outro mortal jamais viram o rosto (a essên­
cia) de Deus (1Tm 6.16). A Bíblia é extremamente dara e enfática RESPOSTA APOLOGÉTICA: A inaptidão dos céticos
quando diz que “Deus é Espirito, e importa que os que o adoram • quanto às questões espirituais é o seu maior obstácu­
o adorem em espírito e em verdade" (Jo 4.24). E mais: “Um espi­ lo para que possam compreender os conceitos textuais bíbli-

100
ÊXODO 33,34

22E acontecerá que, quando a m inha glória passar, D eus fa z u m a aliança c o m Israel
pôr-te-ei n um a fenda da penha, e te cobrirei com a 10Então disse: Eis q ue eu faço u m a aliança; farei
m inha m ão, até que eu haja passado. diante de to d o o teu povo m aravilhas que nunca fo­
23E, havendo eu tirado a m inha m ão, m e verás pe­ ram feitas em toda a terra, n em em nação alguma;
las costas; mas a m inha face não se verá. de m aneira que todo este povo, em cujo m eio tu es­
tás, veja a o bra do Se n h o r ; p o rq u e coisa terrível é o
A s novas tábuas dos dez m an d a m en to s que faço contigo.
ENTÃO disse o Se n h o r a M oisés: Lavra 1 'G u ard a o que eu te o rdeno hoje; eis que eu lança­
duas tábuas de pedra, com o as prim eiras; e rei fora diante de ti os am orreus, e os cananeus, e os
eu escreverei nas tábuas as m esm as palavras que es­ heteus, e os perizeus, e os heveus e os jebuseus.
tavam nas prim eiras tábuas, que tu quebraste. l2G uarda-te de fazeres aliança com os m oradores
2E p rep ara-te para am anhã, para que subas pela da terra aonde hás de entrar; para que não seja por
m anhã ao m onte Sinai, e ali põe-te diante de m im laço n o m eio de ti.
no cum e do m onte. ' 3M as os seus altares derrubareis, e as suas estátuas
3E ninguém suba contigo, e tam bém ninguém apa­ quebrareis, e os seus bosques cortareis.
reça em to d o o m onte; nem ovelhas nem bois se l4P orque não te inclinarás d ian te de o u tro deus;
apascentem defronte do m onte. pois o no m e do Se n h o r é Zeloso; é um Deus zeloso.
4Então Moisés lavrou duas tábuas de pedra, com o as ,5Para que não faças aliança com os m oradores da
primeiras; elevantando-se pela m anhã de madrugada, terra, e quando eles se prostituírem após os seus deu­
subiu ao m onte Sinai, com o o Senhor lhe tinha orde­ ses, ou sacrificarem aos seus deuses, tu, com o convi­
nado; e levou as duas tábuas de pedra nas suas mãos. dado deles, com as tam bém dos seus sacrifícios,
5E o Se n h o r desceu nu m a nuvem e se pôs ali ju n to l6E tom es mulheres das suas filhas para os teus fi­
a ele; e ele proclam ou o nom e do Se n h o r . lhos, e suas filhas, p rostituindo-se com os seus d eu ­
6P assando, pois, o S e n h o r p era n te ele, clam ou: ses, façam que tam b ém teus filhos se p ro stitu am
O Se n h o r , o Se n h o r D eus, m isericordioso e pie­ com os seus deuses.
doso, tard io em irar-se e grande em beneficência 17N ão te farás deuses de fundição.
e verdade; ‘*A festa dos pães ázim os guardarás; sete dias co­
7Q ue guarda a beneficência em m ilhares; que p er­ m erás pães ázim os, com o te te n h o o rd en ad o , ao
doa a in iqüidade, e a transgressão e o pecado; que ao tem po apon tad o do m ês de Abibe; p o rq u e n o mês
culpado não tem por inocente; que visita a iniqüida­ de Abibe saíste do Egito.
de dos pais sobre os filhos e sobre os filhos dos filhos 19 T u d o o que abre a m adre m eu é, até to d o o teu
até a terceira e quarta geração. gado, que seja m acho, e que abre a m adre de vacas
8E M oisés apressou-se, e inclinou a cabeça à te r­ e de ovelhas;
ra, adorou, 20O b u rro , porém , que ab rir a madre, resgatarás
9E disse: Senhor, se agora tenho achado graça aos com u m cordeiro; mas, se o não resgatares, cortar-
teus olhos, vá agora o S enhor no m eio de nós; p o r­ lhe-ás a cabeça; todo o prim ogênito de teus filhos res­
que este é povo de du ra cerviz; porém perdoa a nos­ gatarás. E ninguém aparecerá vazio diante de mim.
sa iniqüidade e o nosso pecado, e tom a-nos po r tua 2'Seis dias trabalharás, m as ao sétim o dia descan­
herança. sarás: na arad u ra e n a sega descansarás.

cos. São coisas bem diferentes: contemplar uma representação No evangelho de João, temos a afirmação de que Deus (o
de Deus em forma de figura humana ou algo semelhante e tes­ Pai) fora revelado pela Imagem humana de seu Filho, Jesus
temunhar com os olhos humanos a glória celeste e descober­ Cristo. Paulo, por sua vez, diz ser perfeitamente possível con­
ta de Deus. templar o resplendor divino de forma, imanente (2Co 4.6). E é
O texto em destaque nos mostra que Deus (o Pai), por sua infi­ desse mesmo apóstolo o testemunho de que Cristo, uma vez
nita bondade, não deixou que Moisés visse aquilo que, certamen­ glorificado com o Pai, já não podia mais ser contemplado por
te, não poderia resistir (33.20). Por isso o Senhor lhe mostrou ape­ ele face a face: ‘ Subitamente o cercou um resplendor de luz
nas o que Moisés poderia ver: "as costas" (33.23). O versículo 22 docéu"(At9.3).
é responsável pela descrição do zelo divino para com seu servo, Jesus atestou a possibilidade de contemplação de Deus (o
porque, segundo a advertência divina, Moisés teria morrido se ti­ Pai) apenas em representação humana: *Quem me vê a mim vê
vesse visto a face do Altíssimo. o Pai’ (Jo 14.9).

101
ÊXODO 34,35

22T am bém guardarás a festa das sem anas, que é a 35Assim, pois, viam os filhos de Israel o rosto de
festa das prim ícias da sega do trigo, e a festa da co­ Moisés, e que resplandecia a pele do seu rosto; e to r­
lheita no fim do ano. nava Moisés a p ô r o véu sobre o seu rosto, até entrar
2,T rês vezes ao ano todos os hom ens aparecerão para falar com ele.
p erante o Senhor D eus , o D eus de Israel;
24P o rq ue eu lançarei fora as nações de diante de ti, O sábado
e alargarei o teu território; ninguém cobiçará a tua ENTÂO M oisés convocou to d a a congre­
terra, q u an d o subires para aparecer três veres no gação dos filhos de Israel, e disse-lhes: Estas
ano diante do S enhor teu Deus. são as palavras que o S en h or o rd en o u que se cu m ­
25N ão sacrificarás o sangue do m eu sacrifício com prissem.
pão levedado, nem o sacrifício da festa da páscoa fi­ 2Seis dias se trabalhará, mas o sétim o dia vos será
cará da noite para a m anhã. santo, o sábado do repouso ao S en h or ; to d o aquele
26As prim ícias dos p rim eiros frutos da tua terra que nele fizer qualquer trabalho m orrerá.
trarás à casa do S enhor teu Deus; não cozerás o ca­ 3N ão acendereis fogo em n en h u m a das vossas m o ­
b rito no leite de sua mãe. radas n o dia do sábado.
27Disse m ais o S en h or a Moisés: Escreve estas pa­
lavras; p orque conform e ao teor destas palavras te­ As ofertas para o tabernáculo
nho feito aliança contigo e com Israel. 4Falou mais M oisés a to d a a congregação dos filhos
28E e stev e ali c o m o S enhor q u a r e n ta d ia s e q u a r e n ­ de Israel, dizendo: Esta é a palavra que o S en h or o r­
ta n o ite s ; n ã o c o m e u p ã o , n e m b e b e u á g u a , e e s c re ­ denou, dizendo:
v e u n a s tá b u a s as p a la v ra s d a a lia n ç a , o s d e z m a n ­ 5Tom ai do que tendes, um a oferta para o Senhor ;
d a m e n to s . cada um , cujo coração é voluntariamente disposto, a
trará por oferta alçada ao S enhor : ouro, prata e cobre,
O rosto de M oisés resplandece 6C om o tam bém azul, p ú rp u ra , carm esim , linho
29E aconteceu que, descendo M oisés do m o n te fino, pêlos de cabras,
Sinai trazia as duas tábuas do testem unho em suas 7E peles de carneiros, tintas de verm elho, e peles de
mãos, sim, q u an d o desceu do m onte, Moisés não texugos, m adeira de acácia,
sabia que a pele do seu rosto resplandecia, depois 8E azeite para a lum inária, e especiarias para o azei­
que falara com ele. te da unção, e para o incenso arom ático.
’“O lhando, pois, Arão e to d o s os filhos de Israel 9E pedras de ônix, e pedras de engaste, para o éfo-
para Moisés, eis que a pele do seu rosto resplande­ de e para o peitoral.
cia; por isso tem eram chegar-se a ele. I0E venham todos os sábios de coração entre vós, e
31Então Moisés os cham ou, e Arão e todos os p rín ­ façam tu d o o que o S en h or tem m andado;
cipes da congregação to rn aram -se a ele; e M oisés 110 tabernáculo, a sua ten d a e a sua coberta, os seus
lhes falou. colchetes e as suas tábuas, as suas barras, as suas co­
32D epois chegaram tam b ém todos os filhos de lunas, e as suas bases;
Israel; e ele lhes o rdenou tudo o que o S en h or fala­ l2A arca e os seus varais, o propiciatório e o véu de
ra com ele no m o n te Sinai. cobertura,
33Assim que Moisés acabou de falar com eles, pôs 13A m esa e os seus varais, e todos os seus pertences;
um véu sobre o seu rosto. e os pães da proposição,
34Porém , entrando Moisés perante o S e n h o r , para l4E o candelabro da lum inária, e os seus utensílios,
falar com ele, tirava o véu até sair; e, saindo, falava e as suas lâm padas, e o azeite para a lum inária,
com os filhos de Israel o que lhe era ordenado. l5E o altar do incenso e os seus varais, e o azeite da

E azeite para a luminária


(35.8) bém o Espirito Santo e a presença de Deus (em espirito) entre os
homens. Mas os católicos, baseados em uma falsa interpretação
Catolicismo Romano. Usa esta referência para apoiar o da Bíblia, empregam velas em seus rituais, acendendo-as aos
emprego de velas em suas liturgias e práticas cultuais. mortos (que supostamente estão no purgatório) e oferecendo-as
RESPOSTA APOLOGÉTICA: O azeite, neste versículo, aos "santos de devoção", como indulgências. Tais procedimen­
" tanto quanto na referência 27.20, representa unçáo, e tam­ tos. no entanto, não têm respaldo bíblico.

102
ÊXODO 35,36

unção, e o incenso arom ático, e a cortina da porta o Se n h o r tem cham ado p o r nom e a Bezalel, filho de
para a entrada do tabernáculo, Uri, filho de H u r, da trib o de Judá.
l60 altar do holocausto, e o crivo de cobre, os seus 31E o Espírito de D eus o encheu de sabedoria, en ­
varais, e todos os seus pertences, a pia e a sua base, tendim ento, ciência e em to d o o lavor,
l7As cortinas do pátio, as suas colunas e as suas ba­ 32E para criar invenções, para trabalhar em o u ro , e
ses, e o reposteiro da porta do pátio, em prata, e em cobre,
l8As estacas do tabernáculo, e as estacas do pátio, 33E em lapidar de pedras para engastar, e em en ­
e as suas cordas, talhar m adeira, e para trabalhar em to d a a obra es­
l9As vestes do m inistério para m inistrar no santu­ m erada.
ário, as vestes santas de Arão o sacerdote, e as vestes 34T am bém lhe dispôs o coração para ensinar a ou­
de seus filhos, para adm inistrarem o sacerdócio. tros; a ele e a Aoliabe, o filho de Aisamaque, da tri­
bo de Dã.
A prontidão do povo em trazer ofertas 35E ncheu-os de sabedoria do coração, para fazer
20Então toda a congregação dos filhos de Israel saiu toda a obra de m estre, até a m ais engenhosa, e a do
da presença de Moisés, gravador, em azul, e em p ú rp u ra, em carm esim , e
2IE veio to d o o hom em , a quem o seu coração m o ­ em linho fino, e do tecelão; fazendo toda a obra, e
veu, e to d o aquele cujo espírito voluntariam ente o criando invenções.
excitou, e trouxeram a oferta alçada ao Se n h o r para
a o bra da tenda da congregação, e para todo o seu ASSIM trab alh aram Bezalel e Aoliabe, e
to d o o h o m em sábio de coração, a quem
serviço, e para as vestes santas.
o Se n h o r dera sabedoria e inteligência, p ara saber
22Assim vieram hom ens e m ulheres, todos dispos­
com o haviam de fazer to d a a o b ra p ara o serviço
tos de coração; tro u x eram fivelas, e pendentes, e
do santuário, conform e a tu d o o que o Se n h o r ti­
anéis, e braceletes, todos os objetos de ouro; e todo
nha ordenado.
o hom em fazia oferta de o u ro ao Se n h o r ;
23E todo o hom em que se achou com azul, e p ú r­
M oisés entrega aos obreiros
pura, e carm esim , e linho fino, e pêlos de cabras, e
as ofertas do povo
peles de carneiro tintas de verm elho, e peles de te­
2E ntão M oisés ch am o u a Bezalel e a Aoliabe, e a
xugos, os trazia;
to d o o h o m em sábio de coração, em cujo co ra­
24T odo aquele que fazia oferta alçada de prata ou
ção o Se n h o r tin h a d ado sabedoria; a to d o aq u e­
de metal, a trazia por oferta alçada ao Se n h o r ; e todo
le a quem o seu coração m oveu a se chegar à obra
aquele que possuía m adeira de acácia, a trazia para para fazê-la.
toda a obra do serviço.
3Estes receberam de M oisés to d a a oferta alçada,
25E todas as m ulheres sábias de coração fiavam que trouxeram os filhos de Israel para a o bra do ser­
com as suas m ãos, e traziam o que tin h am fiado, o viço do santuário, para fazê-la, e ainda eles lhe tra ­
azul e a p úrpura, o carm esim e o linho fino. ziam cada m an h ã ofertas voluntárias.
26E todas as m ulheres, cujo coração as m oveu em 4E vieram todos os sábios, que faziam to d a a obra
habilidade fiavam os pêlos das cabras. do santuário, cada u m da o bra que fazia,
27E os príncipes traziam pedras de ônix e pedras de 5E falaram a M oisés, dizendo: O povo traz m u i­
engastes para o éfode e para o peitoral, to m ais do que basta para o serviço da o bra que o
2SE especiarias, e azeite para a lum inária, e para o Se n h o r o rd en o u se fizesse.
azeite da unção, e para o incenso arom ático. 6Então m an d o u M oisés que proclam assem por
29T o d o hom em e m ulher, cujo coração volu n ta­ todo o arraial, dizendo: N en h u m hom em , nem m u ­
riam ente se m oveu a trazer alguma coisa para toda lher, faça mais obra algum a para a oferta alçada do
a o bra que o Se n h o r o rdenara se fizesse pela m ão santuário. Assim o povo foi proibido de trazer mais,
de Moisés; assim os filhos de Israel trouxeram por 7P orque tin h am m aterial bastante para to d a a obra
oferta voluntária ao Se n h o r . que havia de fazer-se, e ainda sobejava.

D eus cham a B ezalel e A oliahe As cortinas


“ Depois disse Moisés aos filhos de Israel: Eis que 8Assim to d o o sábio de coração, en tre os que fa-

103
ÊXODO 36,37

ziam a obra, fez o tabernáculo de dez cortinas de 2,Tam bém fez vinte tábuas ao o u tro lado do taber­
lin h o fino to rcid o , e de azul, e de p ú rp u ra , e de náculo, do lado norte,
carm esim , com querubins; da ob ra m ais esm era­ 26C om as suas q u aren ta bases de prata; duas b a­
da as fez. ses debaixo de u m a tábua, e duas bases debaixo de
90 co m prim ento de cada cortina era de vinte e oito o u tra tábua.
côvados, e a largura de quatro côvados; todas as cor­ 27E ao lado do tabernáculo para o ocidente fez seis
tinas tinham u m a m esm a m edida. tábuas.
I0E ligou cinco cortinas u m a com a outra; e outras 28Fez tam bém duas tábuas para os cantos do tab er­
cinco cortinas tam bém ligou um a com outra. náculo nos dois lados,
1 'D epois fez laçadas de azul na b orda de um a cor­ 29As quais p o r baixo estavam juntas, e tam bém se
tina, à extrem idade, na juntu ra; assim tam bém fez ajuntavam p o r cim a com um a argola; assim fez com
na borda, à extrem idade da ju n tu ra da segunda co r­ am bas nos dois cantos.
tina. 30Assim eram oito tábuas com as suas bases de p ra ­
12C inqüenta laçadas fez nu m a cortina, e cinqüenta ta, a saber, dezesseis bases; duas bases debaixo de
laçadas fez nu m a extrem idade da cortina, que se li­ cada tábua.
gava com a segunda; estas laçadas eram contrapos­ 3'Fez tam bém travessas de m adeira de acácia; cin­
tas um a a outra. co para as tábuas de um lado do tabernáculo,
l3Tam bém fez cinqüenta colchetes de ouro, e com 32E cinco travessas p ara as tábuas do o u tro lado do
estes colchetes un iu as cortinas um a com a outra; e tabernáculo; e o utras cinco travessas para as tábuas
assim foi feito um tabernáculo. do tabernáculo do lado ocidental.
HFez tam bém cortinas de pêlos de cabras para a ,3E fez que a travessa do meio passasse pelo meio
tenda sobre o tabernáculo; fez onze cortinas. das tábuas de u m a extrem idade até a outra.
1 ’O co m prim ento de um a cortina era de trin ta cô­ 34E cobriu as tábuas de ouro, e as suas argolas (os
vados, e a largura de quatro côvados; estas onze co r­ lugares das travessas) fez de ouro; as travessas tam ­
tinas tinham um a m esm a m edida. bém cobriu de ouro.
I6E uniu cinco cortinas à parte, e outras seis à parte,
l7E fez cinqüenta laçadas na b orda da últim a co r­ Os véus e as colunas
tina, na jun tu ra; tam bém fez cinqüenta laçadas na 35D epois fez o véu de azul, e de p ú rp u ra, e de car­
borda da cortina, na ou tra juntura. m esim , e de linho fino torcido; de obra esm erada o
IKFez tam bém cinqüenta colchetes de metal, para fez com querubins.
ajuntar a tenda, para que fosse um todo. 36E fez-lhe q uatro colunas de m adeira de acácia, e
as cobriu de ouro; e seus colchetes fez de ouro, e fu n ­
A coberta d e peles e as tábuas diu-lhe q uatro bases de prata.
19Fez tam bém , para a tenda, um a coberta de peles 37Fez tam bém para a porta da ten d a o véu de azul,
de carneiros, tintas de verm elho; e po r cim a um a e de p ú rp u ra, e de carm esim , e de linho fino to rci­
coberta de peles de texugos. do, da o bra do b o rdador,
20T am bém fez, de m adeira de acácia, tábuas levan­ 38C om as suas cinco colunas e os seus colchetes; e
tadas para o tabernáculo, que foram colocadas ver­ as suas cabeças e as suas m olduras cobriu de ouro; e
ticalm ente. as suas cinco bases eram de cobre.
2'O co m prim ento de cada tábua era de dez côva­
dos, e a largura de um côvado e meio. A arca
22Cada tábua tinha duas cavilhas pregadas um a a FEZ tam bém Bezalel a arca de m adeira de
o u tra; assim fez com todas as tábuas do ta b ern á­ acácia; o seu co m p rim en to era de dois cô­
culo. vados e meio; e a sua largura de um côvado e meio;
23Assim, pois, fez as tábuas para o tabernáculo; e a sua altura de um côvado e meio.
vinte tábuas para o lado que dá para o sul; 2E cobriu-a de o u ro p u ro p o r d en tro e p o r fora; e
24E fez quarenta bases de p rata debaixo das v in ­ fez-lhe um a coroa de o u ro ao redor;
te tábuas; duas bases debaixo de um a tábua, para as 3E fu ndiu-lhe q uatro argolas d eo u ro nos seus q u a­
suas duas cavilhas, e duas debaixo de o utra, para as tro cantos; n u m lado duas, e no o u tro lado duas a r­
suas duas cavilhas. golas;

104
ÊXODO 37,38

4E fez varais de m adeira de acácia, e os cobriu de do feitio de am êndoas, um botão e um a flor; assim
ouro; eram as seis hastes que saíam do candelabro.
5E pôs os varais pelas argolas aos lados da arca, para 2uMas n o m esm o candelabro havia q uatro copos
se levar a arca. do feitio de am êndoas com os seus botões e com as
suas flores.
O propiciatório 21 E havia u m botão debaixo de duas hastes da m es­
6Fez tam bém o propiciatório de o u ro puro; o seu m a peça; e outro b o tão debaixo de duas hastes da
co m p rim ento era de dois côvados e m eio, e a sua m esm a peça; e mais um botão debaixo de duas has­
largura de um côvado e meio. tes da m esm a peça; assim se fez para as seis hastes,
7Fez tam bém dois querubins de ouro; de obra bati­ que saíam dele.
da os fez, nas duas extrem idades do propiciatório. 22Os seus botões e as suas hastes eram da m esm a
'U m querubim na extrem idade de um lado, e o o u ­ peça; tu d o era um a o bra batida de o u ro puro.
tro n a o u tra extrem idade do o u tro lado; de um a só 23E fez-lhe, de o u ro p u ro , sete lâm padas com os
peça com o propiciatório fez os querubins nas duas seus espevitadores e os seus apagadores;
extrem idades dele. 24De u m talento de o u ro p u ro fez o candelabro e
9E os q uerubins estendiam as asas po r cim a, co­ todos os seus utensílios.
brindo com elas o propiciatório; e os seus rostos es­
tavam defronte um do outro; os rostos dos q u eru ­ O altar do incenso
bins estavam virados para o propiciatório. 2,E fez o altar do incenso de m adeira de acácia; de
um côvado era o seu com prim ento, e de u m côvado
A m esa a sua largura, era quadrado; e de dois côvados a sua
l0Fez tam b ém a m esa de m adeira de acácia; o seu altura; dele m esm o eram feitas as suas pontas.
com prim ento era de dois côvados, e a sua largura de 26E co b riu -o de o u ro p u ro , a p arte su p erio r e as
um côvado, e a sua altura de um côvado e meio. suas paredes ao redor, e as suas pontas; e fez-lhe
1 'E cobriu-a de ouro p uro, e fez-lhe u m a coroa de um a coroa de o u ro ao redor.
ouro ao redor. 27Fez-lhe tam b ém duas argolas de o u ro debai­
l2Fez-lhe tam bém , ao redor, um a m oldura da lar­ xo da sua coroa, e os seus dois cantos, de am bos os
gura da m ão; e fez um a coroa de ouro ao red o r da seus lados, para neles se colocar os varais, e com
m oldura. eles levá-lo.
l3F u n d iu-lhe tam bém q u atro argolas de ouro; e 28E os varais fez de m adeira de acácia, e os cobriu
pôs as argolas nos q u atro cantos que estavam em de ouro.
seus qu atro pés.
u Defironte da m oldura estavam as argolas para os O a zeite da u n çã o e o incenso arom ático
lugares dos varais, para se levar a mesa. ^ T am b ém fez o azeite santo da unção, e o incenso
l5Fez tam bém os varais de m adeira de acácia, e os arom ático, p u ro , qual obra do perfum ista.
cobriu de ouro, para se levar a mesa.
!<’E fez de ouro p u ro os utensílios que haviam de O altar do holocausto
estar sobre a mesa, os seus pratos e as suas colheres, FEZ tam bém o altar do holocausto de m a­
e as suas tigelas e as suas taças em que se haviam de deira de acácia; de cinco côvados era o seu
oferecer libações. com prim ento, e de cinco côvados a sua largura, era
quadrado; e de três côvados a sua altura.
O candelabro 2E fez-lhe as suas p o n tas nos seus q u atro cantos;
17Fez tam bém o candelabro de o u ro puro; de obra da m esm a peça eram as suas pontas; e cobriu-o de
batida fez este candelabro; o seu pedestal, e as suas cobre.
hastes, os seus copos, as suas maçãs, e as suas flores, 3Fez tam bém to d o s os utensílios do altar; os cin­
form avam com ele um a só peça. zeiros, e as pás, e as bacias, e os garfos, e os brasei­
lsSeis hastes saíam dos seus lados; três hastes do ros; todos esses pertences fez de cobre.
candelabro, de um lado dele, e três do o u tro lado. 4Fez tam bém , para o altar, um crivo de cobre, em
|l,N um a haste estavam três copos do feitio de am ên­ form a de rede, n a sua cercadura em baixo, até ao
doas, um botão e um a flor; e na outra haste três copos m eio do altar.

105
ÊXODO 38,39

5E fundiu q u atro argolas para as quatro extrem i­ náculo do testem u n h o , que p o r ord em de Moisés
dades do crivo de cobre, para os lugares dos varais. foram contadas para o m inistério dos levitas, por
6E fez os varais de m adeira de acácia, e os cobriu interm édio de Itam ar, filho de Arão, o sacerdote.
de cobre. 22Fez, pois, Bezalel, o filho de Uri, filho de H u r, da
7E pôs os varais pelas argolas aos lados do altar, tribo de Judá, tu d o q u an to o Se nho r tin h a o rd en a­
para com eles levar o altar; fê-lo oco e de tábuas. do a Moisés.
8Fez tam bém a pia de cobre com a sua base de co­ 23E com ele Aoliabe, filho de A isam aque, da tri­
bre, dos espelhos das mulheres que se reuniam , para bo de Dã, um m estre de obra, e engenhoso artífice,
servir à p o rta da tenda da congregação. e bord ad o r em azul, e em p ú rp u ra e em carm esim
e em linho fino.
O pátio 24T odo o o u ro gasto na obra, em to d a a o b ra do
9Fez tam bém o pátio do lado meridional; as cortinas santuário, a saber, o o u ro da oferta, fo i vinte e nove
do pátio eram de linho fino torcido, de cem côvados. talentos e setecentos e trin ta siclos, conform e ao si-
10As suas vinte colunas e as suas vinte bases eram clo do santuário;
de cobre; os colchetes destas colunas e as suas m ol­ 25E a prata dos arrolados da congregação fo i cem
duras eram de prata; talentos e m il e setecentos e setenta e cinco siclos,
11E do lado norte cortinas de cem côvados; as suas vin­ conform e o siclo do santuário;
te colunas e as suas vinte bases eram de cobre, os col­ 26U m beca p o r cabeça, isto é, m eio siclo, conform e
chetes das colunas e as suas m olduras eram de prata. o siclo do santuário; de todo aquele que passava aos
I2E do lado do ocidente cortinas de cinqüenta côva­ arrolados, da idade de vinte anos para cima, que fo ­
dos, as suas colunas dez, e as suas bases dez; os colche­ ram seiscentos e três mil e quinhentos e cinqüenta.
tes das colunas e as suas m olduras eram de prata. 27E houve cem talentos de prata para fu n d ir as b a­
13E do lado leste, ao oriente, cortinas de cinqüen­ ses do santuário e as bases do véu; para as cem bases
ta côvados. cem talentos; u m talento para cada base.
14As cortinas de um lado da porta eram de quinze 28E dos m il e setecentos e setenta e cinco siclos fez
côvados; as suas colunas três e as suas bases três. os colchetes das colunas, e cobriu os seus capitéis, e
15E do o u tro lado da po rta do pátio, de am bos os os cingiu de m olduras.
lados, eram cortinas de quinze côvados; as suas co­ 29E o cobre da oferta fo i setenta talentos e dois mil
lunas três e as suas bases três. e quatrocentos siclos.
l6T odas as cortinas do pátio ao redor eram de li­ 30E dele fez as bases da po rta da tenda da congrega­
n ho fino torcido. ção e o altar de cobre, e o crivo de cobre e todos os
17E as bases das colunas eram de cobre; os colchetes utensílios do altar.
das colunas e as suas m olduras eram de prata; e o re­ 31E as bases do pátio ao redor, e as bases da porta
vestim ento dos seus capitéis era de prata; e todas as do pátio, e todas as estacas do tabernáculo e todas as
colunas do pátio eram cingidas de prata. estacas do pátio ao redor.
ISE a cobertura da po rta do pátio era de ob ra de
b o rdador, de azul, e de p úrpura, e de carm esim , e As vestes dos sacerdotes
de linho fino torcido; e o com prim ento era de vin­ FIZERAM tam bém as vestes do m in isté­
te côvados, e a altura, na largura, de cinco côvados, rio, p ara m in istrar n o san tu ário , de azul,
conform e as cortinas do pátio. e de p ú rp u ra e de carm esim ; tam b ém fizeram as
I9E as suas quatro colunas e as suas q u atro bases vestes santas, para Arão, com o o Se n h o r o rd en a­
eram de cobre, os seus colchetes de prata, e o revesti­ ra a Moisés.
m ento dos seus capitéis, e as suas m olduras, tam ­ 2Assim se fez o éfode de o uro, de azul, e de p ú rp u ­
bém de prata. ra, e de carm esim e de linho fino torcido.
20E todas as estacas do tabernáculo e do pátio ao re­ 3E estenderam as lâm inas de o u ro , e as co rtaram
d o r eram de cobre. em fios, para tecê-los entre o azul, e entre a p ú rp u ­
ra, e en tre o carm esim , e entre o linho fino com tra ­
A enum eração das coisas balho esm erado.
do tabernáculo 4F izeram -lhe om b reiras qu e se ajuntavam ; e
2'Esta é a enum eração das coisas usadas no tab er­ uniam -se em suas duas pontas.

106
ÊXODO 39

5E o cinto de obra esm erada do éfode, que estava vesse sobre o cinto de o bra esm erada do éfode, e o
sobre ele, form ava com ele um a só peça e era de obra peitoral não se separasse do éfode, com o o Se n h o r
sem elhante, de ouro, de azul, e de púrp u ra, e de car­ ordenara a Moisés.
mesim, e de linho fino torcido, com o o Se n h o r o r­ 22E fez-se o m a n to do éfode de o bra tecida, to d o
denara a Moisés. de azul.
T a m b é m p rep araram as pedras de ônix, engas­ 23E a abertura do m a n to estava no m eio dele, com o
tadas em ouro, lavradas com gravuras de um selo, abertura de cota de m alha; esta abertura tinha um a
com os nom es dos filhos de Israel. borda em volta, para que se não rompesse.
7E as pôs sobre as om breiras do éfode por pedras 24E nas bordas do m an to fizeram rom ãs de azul, e
de m em ória para os filhos de Israel, com o o Se nho r de pú rp u ra, e de carm esim , de fio torcido.
o rdenara a Moisés. 25Fizeram tam b ém as cam painhas de o u ro p uro,
8Fez-se tam bém o peitoral de obra de artífice, pondo as cam painhas n o m eio das rom ãs nas b o r­
com o a obra do éfode, de ouro, de azul, e de p ú r­ das do m anto, ao redor, en tre as rom ãs;
pura, e de carm esim , e de linho fino torcido. 26U m a cam painha e um a rom ã, outra cam painha e
’Q u ad rado era; d u p lo fizeram o peitoral; o seu outra rom ã, nas bordas do m an to ao redor; para m i­
com prim ento era de u m palm o, e a sua largura de nistrar, com o o Se n h o r o rd en ara a Moisés.
um palm o dobrado. 27Fizeram tam bém as túnicas de linho fino, de obra
I0E engastaram nele q u atro ordens de pedras; um a tecida, para Arão e para seus filhos.
o rd em de um sárdio, de um topázio, e de um car­ 2SE a m itra de linho fino, e o o rn ato das tiaras de li­
búnculo; esta era a prim eira ordem ; n h o fino, e os calções de linho fino torcido,
11E a segunda ordem de um a esm eralda, de um a 2"E o cinto de linho fino torcido, e de azul, e de
safira e de um diam ante; púrp u ra, e de carm esim , o bra de b ordador, com o o
12E a terceira ordem de um jacinto, de um a ágata, Se n h o r ordenara a Moisés.
e de um a am etista; “ Fizeram tam bém , de o u ro p uro, a lâm ina da co­
13E a quarta ordem de um berilo, e d e u m ô n ix ,e d e roa de santidade, e nela escreveram o escrito com o
u m jaspe, engastadas em engastes de ouro. de gravura de selo: s a n t id a d e a o Se n h o r .
14Estas pedras, pois, eram segundo os nom es dos 31E ataram -n a com um cordão de azul, para p ren ­
filhos de Israel, doze segundo os seus nom es; com o dê-la à parte superior da m itra, com o o Se n h o r o r­
gravuras de selo, cada um a com o seu nom e, segun­ denara a Moisés.
do as doze tribos. 32Assim se acabou toda a obra do tabernáculo da
15T am bém fizeram para o peitoral cadeiazinhas de tenda da congregação; e os filhos de Israel fizeram
igual m edida, obra de ouro p uro trançado. conform e a tu d o o que o Se n h o r ord en ara a Moisés;
I6E fizeram dois engastes de ouro e duas argolas de assim o fizeram.
ouro; e puseram as duas argolas nas duas extrem i­
dades do peitoral. O tabernáculo é entregue
17E puseram as duas cadeiazinhas de trança de a M oisés
o u ro nas duas argolas, nas duas extrem idades do 3 ,D epois trouxeram a Moisés o tabernáculo, a ten ­
peitoral. da e to d o s os seus pertences; os seus colchetes, as
IKE as outras duas pontas das duas cadeiazinhas de suas tábuas, os seus varais, e as suas colunas, e as
trança puseram nos dois engastes; e as puseram so­ suas bases;
bre as om breiras do éfode na frente dele. 34E a cobertura de peles de carneiro tintas de ver­
19Fizeram tam bém duas argolas de ouro, que puse­ m elho, e a cobertura de peles de texugos, e o véu de
ram nas duas extrem idades do peitoral, na sua b o r­ cobertura;
da que estava ju n to ao éfode p o r dentro. 35 A arca do testem unho, e os seus varais, e o p ro ­
20Fizeram m ais duas argolas de ouro, que p use­ piciatório;
ram nas duas om breiras do éfode, abaixo, na frente 36A mesa com todos os seus pertences, e os pães da
dele, perto da sua juntura, sobre o cinto de obra es­ proposição;
merada do éfode. 370 candelabro p u ro com suas lâm padas, as lâm ­
2 ‘E ligaram o peitoral com as suas argolas às argo­ padas em ordem , e to d o s os seus pertences, e o azei­
las do éfode com u m cordão de azul, para que esti­ te para a lum inária;

107
ÊXODO 39,40

"T am b ém o altar de ouro, e o azeite da unção, e o ' 5E os ungirás com o ungiste a seu pai, para que me
incenso arom ático, e a cortina da porta da tenda; adm inistrem o sacerdócio, e a sua unção lhes será
,90 altar de cobre, e o seu crivo de cobre, os seus va­ p o r sacerdócio p erpétuo nas suas gerações.
rais, e todos os seus pertences, a pia, e a sua base; I6E Moisés fez conform e a tudo o que o Sf.n h o r lhe
■“‘As cortinas do pátio, as suas colunas, e as suas ba­ ordenou, assim o fez.
ses, e a cortina da po rta do pátio, as suas cordas, e os
seus pregos, e todos os utensílios do serviço do ta­ O tabernáculo é levantado
bernáculo, para a tenda da congregação; 17Assim, n o prim eiro mês, no ano segundo, ao p ri­
41As vestes do m inistério para m inistrar no sa n tu ­ m eiro dia do mês foi levantado o tabernáculo.
ário; as santas vestes de Arão o sacerdote, e as vestes '"M oisés levantou o tabernáculo, e pôs as suas b a­
dos seus filhos, para adm inistrarem o sacerdócio. ses, e arm o u as suas tábuas, e colocou nele os seus
42C onform e a tu d o o que o Sen h o r ordenara a M oi­ varais, e levantou as suas colunas;
sés, assim fizeram os filhos de Israel toda a obra. ' ’E estendeu a ten d a sobre o tabernáculo, e pôs
4iViu, pois, Moisés toda a obra, e eis que a tinham a cob ertu ra da te n d a sobre ela, em cim a, com o o
feito; com o o Se n h o r ordenara, assim a fizeram; en ­ Se n h o r ordenara a Moisés.
tão Moisés os abençoou. “ T o m o u o testem u n h o , e pô-lo n a arca, e co lo ­
cou os varais na arca; e pôs o propiciatório em cima
D eus m anda M oisés levantar o tabernáculo da arca.
FALOU m ais o Se n h o r a Moisés, dizendo: 2IE in tro d u ziu a arca no tabernáculo, e pen d u ro u
-N o p rim eiro mês, no prim eiro dia do o véu da cobertura, e cobriu a arca do testem unho,
mês, levantarás o tabernáculo da tenda da congre­ com o o Sf.n h o r o rd en ara a Moisés.
gação, 22Pôs tam bém a mesa na tenda da congregação, ao
3E porás nele a arca do testem u n h o , e cobrirás a lado do tabernáculo, p ara o norte, fora do véu,
arca com o véu. 23E sobre ela pôs em ord em o pão perante o S e n ho r ,
4Depois colocarás nele a mesa, e porás em ordem o com o o Se n h o r o rd en ara a Moisés.
que se deve p ôr em ordem nela; tam bém colocarás 24Pôs tam bém na ten d a da congregação o cande­
nele o candelabro, e acenderás as suas lâm padas. labro na frente da m esa, ao lado do tabernáculo,
5E porás o altar de ouro para o incenso diante da para o sul,
arca do testem unho; então pendurarás a cortina da 25E acendeu as lâm padas perante o Se n h o r , com o
porta do tabernáculo. o Se n h o r ord en ara a Moisés.
'’Porás tam bém o altar do holocausto diante da 26E pôs o altar de o u ro na tenda da congregação,
po rta do tabernáculo da tenda da congregação. diante do véu,
7E porás a pia entre a tenda da congregação e o al­ 27E acendeu sobre ele o incenso de especiarias aro ­
tar, e nela porás água. máticas, com o o Se n h o r ord en ara a Moisés.
“Depois porás o pátio ao redor, e pendurarás a cor­ 2sP e n d u ro u ta m b é m a c o rtin a da p o rta do ta ­
tina à porta do pátio. b ern ácu lo ,
‘'E ntão tom arás o azeite da unção, e ungirás o ta ­ 29E pôs o altar do holocausto à porta do tabernácu­
bernáculo, e tu d o o que há nele; e o santificarás com lo da tenda da congregação, e sobre ele ofereceu h o ­
todos os seus pertences, e será santo. locausto e oferta de alim entos, com o o Se n h o r o r­
"’U ngirás tam bém o altar do holocausto, e todos denara a Moisés.
os seus utensílios; e santificarás o altar; e o altar será ,0Pôs tam bém a pia entre a tenda da congregação
santíssimo. e o altar, e nela pôs água para lavar.
' 'Então ungirás a pia e a sua b ase, e a santificarás. 31E Moisés, e Arão e seus filhos nela lavaram as suas
l2Farás tam b ém chegar a A rão e a seus filhos à m ãos e os seus pés.
p o rta da tenda da congregação; e os lavarás com 32Q u an d o en trav am n a ten d a da congregação, e
água. qu an d o chegavam ao altar, lavavam -se, com o o
I !E vestirás a Arão as vestes santas, e o ungirás, e o Se n h o r ord en ara a Moisés.
santificarás, para que m e adm inistre o sacerdócio. 3,Levantou tam bém o pátio ao redor do taberná­
l4T am bém farás chegar a seus filhos, e lhes vesti­ culo e do altar, e p en d u ro u a cortina da p o rta do p á­
rás as túnicas, tio. Assim M oisés acabou a obra.

108
ÊXODO 40

A n u v e m cobre o tabernáculo tabernáculo, então os filhos de Israel cam inhavam


34Então a nuvem cobriu a tenda da congregação, e em todas as suas jornadas.
a glória do Se n h o r encheu o tabernáculo; 37Se a nuvem , porém , não se levantava, não cam i­
3,De m aneira que M oisés não podia en trar na te n ­ nhavam , até ao dia em que ela se levantasse;
da da congregação, porq u an to a nuvem perm ane­ 38P o rq u an to a nuvem do Se n h o r estava de dia so­
cia sobre ela, e a glória do Se n h o r enchia o taber­ bre o tabernáculo, e o fogo estava de noite sobre
náculo. ele, perante os olhos de to d a a casa de Israel, em
36Q uando, pois, a nuvem se levantava de sobre o todas as suas jornadas.

109
INTRODUÇÃO AO LIVRO DE

Levítico
T it u l o
Faz referência aos levitas— a trib o sacerdotal. Foi o no m e atrib u íd o em grego pela Septuaginta. N o h e­
braico, é wayyiqta, que significa: “e cham ou”, as duas prim eiras palavras d o livro.

A u t o r ia e data
Este é o terceiro livro escrito p o r Moisés, conform e é dem onstrado n a passagem neotestam entária de
M arcos 1.44, entre outras sem elhantes. Tam bém foi elaborado d u ran te a peregrinação no deserto, entre
1450 e 1410 a.C.

A ssunto
Seu tem a principal é a santidade. A palavra hebraica qodesh, traduzida p o r “santidade” o u “santo”, apa­
rece m ais de 150 vezes em suas páginas. A expressão “Sereis santos porque eu sou santo” é freqüentem en­
te repetida em todo o livro (11.44,45; 19.2; 20.7,26).
Sua linguagem é voltada para a classe sacerdotal. Sacerdote, sacrifício, sangue e ofertas são term os co-
m u m ente referidos. É um verdadeiro “m anual do levita”, a trib o sacerdotal, p o r m eio do qual são o rien ta­
dos nas m inúcias dos sacrifícios e do serviço do tabernáculo em geral. Tam bém são instruídos com respei­
tos às grandes festas do calendário hebreu e em diversas leis dietéticas que regulam entavam a vida diária
do povo de Israel.

Ê nfase a p o lo g é tic a
Alguns grupos ligados às religiões africanas buscam um a justificação para suas práticas no livro de Le­
vítico, ignorando que o sacrifício de C risto foi a realização de to d o o sim bolism o que envolvia os dem ais
tipos de sacrifício. O judaísm o tam bém perm anece acreditando na validade dos m esm os.
Além disso, os grupos que dão ênfase à Lei consideram as leis dietéticas ainda válidas e, p o r isso, se abs­
têm de certos tipos de carne, não com o dieta alim entícia, m as com o preceito religioso.
A questão da transfusão de sangue, elem ento tão polêm ico do grupo das Testem unhas de Jeová, b u s­
ca em Levítico seu apoio, identificando sangue com alm a e p roibindo seus m em bros de receberem sangue
p o r meio da transfusão, m esm o que disto dependa sua vida.
As festas judaicas, de igual m odo, tam bém são consideradas válidas, ainda hoje, p o r alguns grupos que
realizam anualm ente essas com em orações, alegando que seu sentido sim bólico é atual.
Por esse motivo, este livro, em bora possua destinatários tão específicos, sofre m ás interpretações e dis­
torções sérias, que precisam ser esclarecidas à luz da m ensagem neotestam entária.
LEVÍTICO
O TERCEIRO LIVRO DE MOISÉS CHAMADO

Os holocaustos perante o Se n h o r ; e os filhos de Arão, os sacerdotes,


E CH A M O U o Se n h o r a Moisés, e falou com ele espargirão o seu sangue em redor sobre o altar.
1 da tenda da congregação, dizendo:
-’Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Q uando algum
l2D epois o p artirá nos seus pedaços, com o ta m ­
bém a sua cabeça e o seu redenho; e o sacerdote os
de vós oferecer oferta ao Se nho r , oferecerá a sua ofer­ porá em ordem sobre a lenha que está no fogo so­
ta de gado, isto é, de gado vacum e de ovelha. bre o altar;
’Se a sua oferta fo r holocausto de gado, oferece­ l3Porém a fressura e as p ernas lavar-se-ão com
rá m acho sem defeito; à p o rta da tenda da congre­ água; e o sacerdote tu d o oferecerá, e o queim ará so­
gação a oferecerá, de sua p ró p ria vontade, p era n ­ bre o altar; holocausto é, oferta queim ada, de chei­
te o Senhor . ro suave ao Se nho r .
■*Ep orá a sua m ão sobre a cabeça do holocausto, 14E se a sua oferta ao Se n h o r for holocausto de aves,
para que seja aceito a favor dele, para a sua expiação. oferecerá a sua oferta de rolas ou de pom binhos;
’D epois degolará o bezerro perante o Se n h o r ; e os 15E o sacerdote a oferecerá sobre o altar, e tirar-lhe-
filhos de Arão, os sacerdotes, oferecerão o sangue, e á a cabeça, e a queim ará sobre o altar; e o seu sangue
espargirão o sangue em redor sobre o altar que está será esprem ido na parede do altar;
diante da porta da tenda da congregação. l6E o seu p apo com as suas penas tira rá e o lan ­
6Então esfolará o holocausto, e o partirá nos seus çará ju n to ao altar, p ara o lado do orien te, no lu ­
pedaços. gar da cinza;
7E os filhos de Arão, o sacerdote, porão fogo sobre o 17E fendê-la-á ju n to às suas asas,porém não a p a rti­
altar, pondo em ordem a lenha sobre o fogo. rá; e o sacerdote a queim ará em cim a do altar sobre a
“Tam bém os filhos de Arão, os sacerdotes, porão lenha que está no fogo; holocausto é, oferta queim a
em ordem os pedaços, a cabeça e o redenho sobre a da de cheiro suave ao Senho r .
lenha que está no fogo em cim a do altar;
’Porém a sua fressura e as suas pernas lavar-se-ão As ofertas d e a lim entos
com água; e o sacerdote tu d o isso queim ará sobre o E QUANDO alguma pessoa oferecer oferta de
altar; holocausto é, oferta queim ada, de cheiro su­
ave ao Se nho r .
2 alim entos ao Se n h o r , a sua oferta será de flor de
farinha, e nela deitará azeite, e p o rá o incenso so­
I0E se a sua oferta/or de gado m iúdo, de ovelhas ou bre ela;
de cabras, p ara holocausto, oferecerá m acho sem 2E a trará aos filhos de Arão, os sacerdotes, um dos
defeito. quais tom ará dela um p u n h ad o da flor de farinha,
1‘E o degolará ao lado do altar que dá para o norte, e do seu azeite com to d o o seu incenso; e o sacerdo-

Degolará o bezerro [...] oferecerão o sangue ineficaz para limpar os pecados dos homens (Hb 10.4). Somen­
(1.5) te o sangue de Cristo, derramado na cruz uma só vez (Hb 10.12),
pôde (e ainda pode) purificar o homem de todos os seus peca­
Cultos af ros. Seus adeptos afirmam que, no Antigo Testa­
dos (Jo 1.29; 1Jo 1.7).
mento. Deus exigia o sangue dos animais, por isso seus ri­
Concluímos, errtão. que todos os sacrifícios do Antigo Testamento
tuais estão em harmonia com a Biblia.
eram táo-somente um tipo do verdadeiro e único sacrifício de Jesus.
RESPOSTA APOLOGÉTICA: A matança de animais no An­ Logo, as pessoas que sacrificam animais com propósitos religiosos
tigo Testamento apontava para o sacrifício perfeito e aceitá­ (um ritual ineficaz, diga-se de passagem) estâo, na verdade, sacrifi­
vel do Filho de Deus, Jesus Cristo. O sangue daqueles animais era cando náo ao Deus da Bíblia, mas aos demônios (1Co 10.20,21).

111
LE V ÍTIC 02.3

te a q u e im a rá c o m o m e m o r ia l s o b re o a lta r; o fe rta JE porá a sua m ão sobre a cabeça da sua oferta, e a


q u e im a d a é, d e c h e ir o su a v e a o S en h o r . degolará diante da p o rta da tenda da congregação;
3E o qu e sobejar da oferta de alim entos, será de e os filhos de Arão, os sacerdotes, espargirão o san­
Arão e de seus filhos; coisa santíssim a é, das ofertas gue sobre o altar em redor.
queim adas ao S enhor . ’D epois oferecerá, do sacrifício pacífico, a oferta
4E, q u an d o ofereceres oferta de alim entos, cozi­ queim ada ao S en h o r ; a gordura que cobre a fressu-
da no forno, será de bolos ázim os de flor de fari­ ra, e toda a g ordura que está sobre a fressura,
nha, am assados com azeite, e coscorões ázimos u n ­ 4E am bos os rins, e a g ordura que está sobre eles, e
tados com azeite. ju n to aos lom bos, e o redenho que está sobre o fíga­
5E, se a tua oferta fo r oferta de alim entos cozida na do com os rins, tirará.
caçoula, será da flor de farinha sem ferm ento, am as­ 'E os filhos de Arão queim arão isso sobre o altar,
sada com azeite. em cim a do holocausto, que estará sobre a lenha
6Em pedaços a partirás, e sobre ela deitarás azeite; que está no fogo; oferta queim ada é de cheiro sua­
oferta é de alimentos. ve ao S enhor .
7E, se a tua oferta for oferta de alim entos de frigi­ 6E se a sua oferta fo r de gado m iúdo p o r sacrifício
deira, far-se-á da flor de farinha com azeite. pacífico ao S enhor , seja m acho ou fêmea, sem d e­
8Então trarás a oferta de alim entos, que se fará d a­ feito o oferecerá.
quilo, ao S e n h o r ; e se apresentará ao sacerdote, o 7Se oferecer u m cordeiro p o r sua oferta, oferecê-
qual a levará ao altar. lo-á perante o S en h o r ;
9E o sacerdote tom ará daquela oferta de alim entos “E porá a sua m ão sobre a cabeça da sua oferta, e
com o m em orial, e a queim ará sobre o altar; oferta
a degolará diante da tenda da congregação; e os fi­
queim ada é de cheiro suave ao S enhor .
lhos de Arão espargirão o seu sangue sobre o altar
10E, o que sobejar da oferta de alim entos, será de
em redor.
Arão e de seus filhos; coisa santíssim a é, das ofertas
9Então, do sacrifício pacífico, oferecerá ao S enhor ,
queim adas ao S enhor .
po r oferta queim ada, a sua gordura, a cauda toda,
" N e n h u m a oferta de alim entos, que oferecerdes
a qual tirará do espinhaço, e a gordura que cobre a
ao S en h or , se fará com ferm ento; po rq u e de n e­
fressura, e toda a gordura que está sobre a fressura;
n h u m ferm ento, nem de mel algum , oferecereis
' “C om o tam b ém am bos os rins, e a g o rd u ra que
oferta queim ada ao S enhor .
está sobre eles, e ju n to aos lom bos, e o redenho que
l2Deles oferecereis ao S en h o r p o r oferta das p ri­
está sobre o fígado com os rins, tirá-los-á.
mícias; porém sobre o altar não subirão p o r chei­
11E o sacerdote queim ará isso sobre o altar; alim en­
ro suave.
to é da oferta queim ada ao S enhor .
I3E todas as tuas ofertas dos teus alim entos te m ­
l2Mas, se a sua oferta fo r u m a cabra, p eran te o
perarás com sal; e não deixarás faltar à tua oferta de
S en h or a oferecerá,
alim entos o sal da aliança do teu Deus; em todas as
tuas ofertas oferecerás sal. 13E p orá a sua m ão sobre a sua cabeça, e a degolará
HE, se fize res a o S en h o r o f e r ta d e a lim e n to s d a s diante da tenda da congregação; e os filhos de Arão
p r im íc ia s , o fe re c e rá s c o m o o f e rta d e a lim e n to s d a s espargirão o seu sangue sobre o altar em redor.
tu a s p r im íc ia s d e e sp ig a s v e rd e s, to s ta d a s a o fo g o ; l4D epois oferecerá dela a sua oferta p o r oferta
isto é, d o g r ã o tr ilh a d o d e e sp ig a s v e rd e s c h eias. queim ada ao S enhor , a gordura que cobre a fressu­
15E sobre ela deitarás azeite, e porás sobre ela incen­ ra, e toda a g ordura que está sobre a fressura;
so; oferta é de alimentos. l5C om o tam b ém am bos os rins, e a g o rd u ra que
lftAssim o sacerdote queim ará o seu m em orial do está sobre eles, e ju n to aos lom bos, e o redenho que
seu grão trilhado, e do seu azeite, com todo o seu in ­ está sobre o fígado com os rins, tirá-los-á.
censo; oferta queim ada é ao S enhor . '*E o sacerdote o queim ará sobre o altar; alim en­
to é da oferta queim ada de cheiro suave. Toda a gor­
Os sacrifícios de paz du ra será do S enhor .
E SE a s u a o f e r ta /o r s a c r if ic io p a c ífic o ; se a o f e ­ l7E statuto p erp é tu o é pelas vossas gerações, em
3 re c e r d e g a d o , m a c h o o u fê m e a , a o fe re c e rá se m
d e f e ito d ia n te d o S e n h o r.
todas as vossas habitações: n en h u m a gordura nem
sangue algum com ereis.

112
LEVÍTICO 4

O sacrifício pelos pecados dos sacerdotes sobre a cabeça do novilho perante o S en h or ; e dego-
FALOU m ais o S enhor a Moisés, dizendo: lar-se-á o novilho perante o S enhor .
2Fala aos filhos de Israel, dizendo: Q u ando u’Então o sacerdote ungido trará do sangue do n o ­
um a alma pecar, por ignorância, contra alguns dos vilho à tenda da congregação,
m andam entos do S enhor , acerca do que não se deve l7E o sacerdote m olhará o seu dedo naquele san­
fazer, e proceder contra algum deles; gue, e o espargirá sete vezes perante o S enhor , dian ­
'S e o s a c e r d o te u n g i d o p e c a r p a r a e s c â n d a lo d o te do véu.
p o v o , o fe re c e rá a o S enhor , p e lo s e u p e c a d o , q u e c o ­ 18E daquele sangue p orá sobre as pontas do altar,
m e te u , u m n o v ilh o s e m d e f e ito , p o r e x p ia ç ã o d o que está perante a face do S enhor , na tenda da co n ­
pecado. gregação; e todo o restante do sangue d erram ará à
4E trará o novilho à po rta da tenda da congregação, base do altar do holocausto, que está diante da p o r­
perante o S enhor , e porá a sua m ão sobre a cabeça do ta da tenda da congregação.
novilho, e degolará o novilho perante o S enhor . ‘9E tira rá dele to d a a sua g ordura, e queim á-la-á
5Então o sacerdote u ngido tom ará d o sangue do sobre o altar;
novilho, e o trará à tenda da congregação; 20E fará a este novilho, com o fez ao novilho da ex­
6E o sacerdote m olhará o seu dedo no sangue, e d a­ piação; assim lhe fará, e o sacerdote p o r eles fará
quele sangue espargirá sete vezes perante o S enhor propiciação, e lhes será perdoado o pecado.
diante do véu do santuário. 21D epois levará o novilho fora do arraial, e o quei­
7Tam bém o sacerdote porá daquele sangue sobre m ará com o queim o u o prim eiro novilho; é expia­
as pontas do altar do incenso aromático, perante o ção do pecado da congregação.
S enhor que está na tenda da congregação; e to d o o
restante do sangue do novilho d erram ará à base do O sacrifício pelos pecados de u m p rín cip e
altar do holocausto, que está à p o rta da ten d a da 22Q u an d o u m p rín cip e pecar, e p o r ignorância
congregação. proceder contra algum dos m an d am en to s do Se­
8E tirará toda a g ordura do novilho da expiação; a n h o r seu Deus, naquilo que não se deve fazer, e as­
gordura que cobre a fressura, e toda a gordura que sim for culpado;
está sobre a fressura, 2,O u se o pecado que com eteu lhe for notificado,
'’E os dois rins, e a gordura que está sobre eles, que então trará pela sua oferta um b ode tirado das ca­
está ju n to aos lom bos, e o redenho de sobre o fíga­ bras, m acho sem defeito;
do, com os rins, tirá-los-á, 24E p orá a sua m ão sobre a cabeça do bode, e o de­
10C om o se tira do boi do sacrifício pacífico; e o sa­ golará n o lugar onde se degola o holocausto, p eran ­
cerdote os queim ará sobre o altar do holocausto. te a face do S en h o r ; expiação do pecado é.
1 ‘Mas o couro do novilho, e toda a sua carne, com 25D epois o sacerdote com o seu dedo to m ará do
a sua cabeça e as suas pernas, e as suas entranhas, e sangue da expiação, e o p orá sobre as p ontas do altar
o seu esterco, do holocausto; então o restante do seu sangue d erra­
l2Enfim, o novilho to d o levará fora do arraial a m ará à base do altar do holocausto.
um lugar lim po, onde se lança a cinza, e o q ueim a­ 26Tam bém queim ará sobre o altar to d a a sua gor­
rá com fogo sobre a lenha; onde se lança a cinza se dura com o g o rd u ra do sacrifício pacífico; assim o
queim ará. sacerdote p o r ele fará expiação do seu pecado, e lhe
será perdoado.
O sacrifício pelos pecados do povo
1 -'Mas, se toda a congregação de Israel pecar por ig­ O sacrifício pelos pecados de q u a lq u e r pessoa
norância, e o erro for oculto aos olhos do povo, e se 27E, se qualquer pessoa do povo da terra pecar p o r
fizerem contra alguns dos m andam entos do S enhor , ignorância, fazendo contra algum dos m an d am en ­
aquilo que não se deve fazer, e forem culpados, tos do S enhor , aquilo que não se deve fazer, e assim
l4E q uando o pecado que com eteram for conheci­ for culpada;
do, então a congregação oferecerá um novilho, p or 28O u se o pecado qu e com eteu lhe for notificado,
expiação do pecado, e o tra rá diante da tenda da então trará pela sua oferta um a cabra sem defeito,
congregação, pelo seu pecado que com eteu,
l5E os anciãos da congregação p orão as suas m ãos 29E p orá a sua m ão sobre a cabeça da oferta da ex-

113
LEVÍTICO 4,5

piação do pecado, e a degolará no lugar do ho lo ­ deira, ou um a cabrinha pelo pecado; assim o sacer­
causto. dote por ela fará expiação do seu pecado.
,0D epois o sacerdote com o seu dedo tom ará do 7Mas, se em sua m ão não houver recurso para gado
seu sangue, e o porá sobre as pontas do altar do h o ­ m iúdo, então trará, p ara expiação da culpa que co­
locausto; e todo o restante do seu sangue d erram a­ m eteu, ao S en h or , duas rolas o u dois pom binhos;
rá à base do altar; um para expiação do pecado, e o o u tro p ara h olo­
31E tir a r á to d a a g o r d u r a , c o m o se t ir a a g o r d u r a d o causto;
sa c rifíc io p a c ífic o ; e o s a c e rd o te a q u e im a r á s o b re o 8E os trará ao sacerdote, o qual prim eiro oferecerá
a lta r, p o r c h e iro su a v e a o S en h o r ; e o s a c e rd o te fa rá aquele que é para expiação do pecado; e com a sua
e x p ia ç ã o p o r e la, e s e r -lh e -á p e r d o a d o o pecado. un h a lhe fenderá a cabeça ju n -to ao pescoço, m as
32Mas, se pela sua oferta trouxer um a cordeira para não o partirá;
expiação do pecado, sem defeito trará. 9E do sangue da expiação do pecado espargirá so­
33E porá a sua m ão sobre a cabeça da oferta da ex­ bre a parede do altar, porém o que sobejar daque­
piação do pecado, e a degolará po r oferta pelo peca­ le sangue esprem er-se-á à base do altar; expiação
do, no lugar onde se degola o holocausto. do pecado é.
,4D epois o sacerdote com o seu dedo tom ará do 10E do o u tro fará holocausto conform e ao costu­
sangue da expiação do pecado, e o porá sobre as me; assim o sacerdote p o r ela fará expiação do seu
pontas do altar do holocausto; então todo o restan­ pecado que com eteu, e ele será perdoado.
te do seu sangue derram ará na base do altar. 1 ‘Porém , se em sua m ão não houver recurso para
35E tirará toda a sua gordura, com o se tira a gor­ duas rolas, o u dois po m b in h o s, então aquele que
d u ra do cordeiro do sacrifício pacífico; e o sacer­ pecou trará com o oferta a décim a parte de um efa
dote a queim ará sobre o altar, em cim a das ofer­ de flor de farinha, p ara expiação do pecado; não dei­
tas queim adas do S en h or ; assim o sacerdote por ele tará sobre ela azeite nem lhe porá em cim a o incen­
fará expiação dos seus pecados que com eteu, e ele so, p o rq u an to é expiação do pecado;
será perdoado. l2E a trará ao sacerdote, e o sacerdote dela to m a­
rá a sua m ão cheia pelo seu m em orial, e a queim a­
O sacrifício pelos pecados ocultos rá sobre o altar, em cim a das ofertas queim adas do
E Q U AN D O alguma pessoa pecar, ouvindo S en h o r ; expiação de pecado é.
um a voz de blasfêmia, de que fo r testem unha, IJAssim o sacerdote p o r ela fará expiação do seu
seja porque viu, o u porque soube, se o não d en u n ­ pecado, que com eteu em algum a destas coisas, e lhe
ciar, então levará a sua iniqüidade. será perdoado; e o restante será do sacerdote, com o
2O u, quando alguma pessoa tocar em algum a coi­ a oferta de alim entos.
sa im unda, seja corpo m orto de fera im unda, seja
corpo m o rto de anim al im undo, seja corpo m orto O sacrifício pelo sacrilégio
de réptil im undo, ainda que não soubes-se, co n tu ­ l4E falou o S enhor a Moisés, dizendo:
do será ele im undo e culpado. 1 ’Q u an d o alguma pessoa com eter u m a transgres­
3O u, q uando tocar a im undícia de um hom em , são, e pecar p o r ignorância nas coisas sagradas do
seja qualquer que fo r a sua im undícia, com que se S en h or , en tão trará ao S en h or pela expiação, um
faça im undo, e lhe for oculto, e o souber depois, será carneiro sem defeito do rebanho, conform e à tu a es­
culpado. tim ação em siclo de prata, segundo o siclo do san tu ­
4O u, q u ando alguma pessoa jurar, pronunciando ário, para expiação da culpa.
tem erariam ente com os seus lábios, para fazer mal, l6Assim restituirá o que pecar nas coisas sagra­
ou para fazer bem , em tu d o o que o hom em p ro ­ das, e ainda lhe acrescentará a q u in ta parte, e a dará
nuncia tem erariam ente com ju ram en to , e lhe for ao sacerdote; assim o sacerdote, com o carneiro da
oculto, e o souber depois, culpado será nu m a des­ expiação, fará expiação p o r ele, e ser-lhe-á perd o a­
tas coisas. do o pecado.
sSerá, pois, que, culpado sendo nu m a destas coisas,
confessará aquilo em que pecou. O sacrifício pelos pecados de ignorância
6E a s u a e x p ia ç ã o t r a r á a o S enhor , p e lo s e u p e c a d o l7E, se algum a pessoa pecar, e fizer, contra algum
q u e c o m e te u : u m a fê m e a d e g a d o m iú d o , u m a c o r ­ dos m an d am en to s d o S en h or , aquilo qu e não se

114
LEVÍTICO 5,6

deve fazer, ainda que o não soubesse, contudo será u O fogo arderá co n tin u am en te sobre o altar; não
ela culpada, e levará a sua iniqüidade; se apagará.
l8E trará ao sacerdote um carneiro sem defeito do
rebanho, conform e à tu a estim ação, p ara expiação A lei da oferta d e a lim en to s
da culpa, e o sacerdote por ela fará expiação do erro HE esta é a lei da oferta de alim entos: os filhos de
que com eteu sem saber; e ser-lhe-á perdoado. Arão a oferecerão perante o S en h o r d iante do altar.
' “'Expiação de culpa é; certam ente se fez culpado 15E dela tom ará um p unhado da flor de farinha, da
diante do S enhor . oferta e do seu azeite, e todo o incenso que estiver so­
bre a oferta de alimentos; então o acenderá sobre o al­
O sacrifício pelos pecados voluntários tar, cheiro suave é isso, p o r ser m em orial ao Senhor .
FALOU mais o S en h or a Moisés, dizendo: I6E o restante dela com erão Arão e seus filhos; ázi­
2Q uando alguma pessoa pecar, e transgredir m o se com erá n o lugar santo, no pátio da tenda da
contra o S enhor, e negar ao seu próxim o o que lhe deu congregação o com erão.
em guarda, ou o que deixou na sua mão, ou o roubo, ou I7Levedado não se cozerá; sua porção é que lhes
o que reteve violentamente ao seu próximo, dei das m inhas ofertas queim adas; coisa santíssi­
’O u que achou o perdido, e o negar com falso ju ra ­ ma é, com o a expiação do pecado e com o a expia­
m ento, o u fizer algum a outra coisa de todas em que ção da culpa.
o hom em costum a pecar; l8Todo o ho m em en tre os filhos de A rão com erá
4Será pois que, com o pecou e tornou-se culpado, dela; estatuto perp étu o será para as vossas gerações
restituirá o que roubou, o u o que reteve violenta­ das ofertas queim adas do S en h o r ; todo o que as to ­
m ente, o u o depósito que lhe foi dado em guarda, car será santo.
ou o perdido que achou,
5O u tu d o aquilo sobre que ju ro u falsam ente; e o A oferta na consagração dos sacerdotes
restituirá no seu todo, e ainda sobre isso acrescen­ 19Falou m ais o S en h o r a Moisés, dizendo:
tará o quinto; àquele de quem é o dará no dia de sua 20Esta é a oferta de Arão e de seus filhos, a qual ofe­
expiação. recerão ao S enhor no dia em que ele for ungido; a
6E a s u a e x p ia ç ã o t r a r á a o S en h o r : u m c a r n e ir o se m décim a parte de um efa de flor de farinha pela oferta
d e fe ito d o r e b a n h o , c o n f o r m e à t u a e s tim a ç ã o , p a r a de alim entos contínua; a m etade dela pela m anhã, e
e x p ia ç ã o d a c u lp a trará a o sa c e rd o te ; a outra m etade à tarde.
7E o sacerdote fará expiação p o r ela diante do 21N um a caçoula se fará com azeite; cozida a trarás;
S enhor , e será perdoada de qualquer das coisas que e os pedaços cozidos da oferta oferecerás em chei­
fez, tornando-se culpada. ro suave ao S enhor .
22Tam bém o sacerdote, que de entre seus filhos for
A lei do holocausto ungido em seu lugar, fará o m esm o; p o r estatuto
8Falou mais o S enhor a Moisés, dizendo: perpétuo será ela toda queim ada ao S enhor .
9Dá ordem a Arão e a seus filhos, dizendo: Esta é a 23Assim to d a a oferta do sacerdote será totalm ente
lei do holocausto; o holocausto será queim ado so­ queim ada; não se com erá.
bre o altar toda a noite até pela m anhã, e o fogo do
altar arderá nele. A lei da expiação do pecado
,0E o sacerdote vestirá a sua veste de linho, e vesti­ 24Falou m ais o S en h or a Moisés, dizendo:
rá as calças de linho, sobre a sua carne, e levantará 25Fala a Arão e a seus filhos, dizendo: Esta é a lei da
a cinza, q u an d o o fogo houver consum ido o ho lo ­ expiação do pecado; no lugar o nde se degola o h o ­
causto sobre o altar, e a porá ju n to ao altar. locausto se degolará a expiação do pecado perante
“ D epois despirá as suas vestes, e vestirá outras o S en h o r ; coisa santíssim a á
vestes; e levará a cinza fora do arraial para um lu ­ 2óO sacerdote que a oferecer pelo pecado a com e­
gar limpo. rá; no lugar santo se com erá, no pátio da tenda da
I20 fogo que está sobre o altar arderá nele, não se congregação.
apagará; mas o sacerdote acenderá lenha nele cada 27Tudo o que tocar a carne da oferta será santo; se o
m anhã, e sobre ele porá em ordem o holocausto e seu sangue for espargido sobre as vestes de alguém,
sobre ele queim ará a gordura das ofertas pacíficas. lavarás em lugar santo aquilo sobre o qu e caiu.

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LEVÍTICO 6 ,7

28E o vaso de barro em que for cozida será quebra­ 1 ’Com os bolos oferecerá por sua oferta pão leve­
do; porém , se for cozida num vaso de cobre, esfre- dado, com o sacrifício de ação de graças da sua ofer­
gar-se-á e lavar-se-á na água. ta pacífica.
2T o d o o hom em entre os sacerdotes a com erá; coi­ '"•E de to d a a oferta oferecerá um a parte por oferta
sa santissím a é. alçada ao S enhor , que será do sacerdote que espar­
,0Porém , não se com erá n enhum a oferta pelo pe­ gir o sangue da oferta pacífica.
cado, cujo sangue se traz à tenda da congregação, 1 'M as a carne do sacrifício de ação de graças da sua
para expiar n o santuário; no fogo será queim ada. oferta pacífica se com erá no dia do seu oferecim en­
to; nada se deixará dela até à m anhã.
A lei da expiação da culpa ‘'“E, se o sacrifício da sua oferta fo r voto, ou ofer­
E ESTA è a lei da expiação da culpa; coisa san­ ta voluntária, no dia em que oferecer o seu sacrifí­
7 tíssim a é.
2No lugar o nde degolam o holocausto, degolarão
cio se com erá; e o q ue dele ficar tam bém se com e­
rá no dia seguinte;
a oferta pela expiação da culpa, e o seu sangue se es­ l7E o que ainda ficar da carne do sacrifício ao ter­
pargirá sobre o altar em redor. ceiro dia será queim ado no fogo.
JE dela se oferecerá toda a sua gordura; a cauda, e a 1 “Porque, se da carne do seu sacrifício pacífico se co­
gordura que cobre a fressura. m er ao terceiro dia, aquele que a ofereceu não será acei­
■Também am bos os rins, e a gordura que neles há, to, nem lhe será im putado; coisa abominável será, e a
que está ju n to aos lom bos, e o redenho sobre o fíga­ pessoa que dela com er levará a sua iniqüidade.
do, com os rins se tirará; |l|E a carne que tocar algum a coisa im unda não se
5E o sacerdote os queim ará sobre o altar em oferta com erá; com fogo será queim ada; m as da outra car­
queim ada ao S en h o r ; expiação da culpa è. ne, qualquer que estiver lim po, com erá dela.
6Todo o varão entre os sacerdotes a com erá; no lu ­ 20Porém , se algum a pessoa com er a carne do sa­
gar santo se com erá; coisa santíssim a é. crifício pacífico, que é do S en h or , tendo ela sobre
7C om o a expiação pelo pecado, assim será a expia­ si a sua im undícia, aquela pessoa será extirpada do
ção da culpa; um a m esm a lei haverá para elas; será seu povo.
do sacerdote que houver feito propiciação com ela. 2IE, se um a pessoa tocar algum a coisa im unda,
T a m b é m o sacerdote, que oferecer o holocausto como im u n d ícia de h om em , o u gado im u n d o , ou
de alguém, terá para si o co