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15/04/2019 Questões de Provas - Questões de Concursos | Qconcursos.

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1 Q970236 Português > Interpretação de Textos , Coesão e coerência , Sintaxe Concordância verbal, Concordância nominal
Ano: 2019 Banca: FCC Órgão: Prefeitura de Recife - PE Prova: FCC - 2019 - Prefeitura de Recife - PE - Analista de Planejamento,
Orçamento e Gestão

Jurar ou planejar

            Num de seus contos provocadores, Machado de Assis põe em cena um casal de apaixonados que faz um juramento
de amor, por conta de uma longa separação que devem cumprir. A jura é quebrada pela moça, que se apaixona por outro,
e o narrador faz ver que ela está “muito próxima da Natureza”, ou seja, que ela atende aos movimentos mais naturais da
vida.

            Jurar é desa ar o tempo, o destino, o futuro; é a rmar que nada pode ser maior que nosso desejo de agir conforme
juramos. Um juramento expõe a beleza da vontade humana, como a rmação nossa, mas sua quebra mostra também
nossos limites. 

            Dirão os mais racionalistas: não jure, planeje. Diante do futuro, levante hipóteses de trabalho e as analise, não tome
nenhuma como de nitiva. Mas o homem insiste em sonhar para além do que é planejável, e o que dá certo nos bons
planejamentos acaba tornando-o ainda mais convicto de que sua vontade é tudo, sendo mesmo capaz de jurar por isso.

(Joaquim de Assis Villares, inédito)

Está correto o emprego de ambos os elementos sublinhados na frase:

A Sempre há alguma provocação nos contos machadianos, em cujos encontramos teses das quais é difícil rebater.
B Um juramento faz crer que é no tempo, onde podemos con ar, que daremos vazão a força das nossas vontades.
C A força de um juramento, cuja beleza está na disposição da vontade humana, pode reverter em amarga frustração.

D Alguns sentem aversão de jurar, por isso mostram preferência com os cuidados de um planejamento.
E A natureza guarda em suas leis uma força da qual é inútil nos opormos, ainda quando munidos na máxima vontade.

2 Q970235 Português > Interpretação de Textos , Redação - Reescritura de texto


Ano: 2019 Banca: FCC Órgão: Prefeitura de Recife - PE Prova: FCC - 2019 - Prefeitura de Recife - PE - Analista de Planejamento,
Orçamento e Gestão

Jurar ou planejar

            Num de seus contos provocadores, Machado de Assis põe em cena um casal de apaixonados que faz um juramento
de amor, por conta de uma longa separação que devem cumprir. A jura é quebrada pela moça, que se apaixona por outro,
e o narrador faz ver que ela está “muito próxima da Natureza”, ou seja, que ela atende aos movimentos mais naturais da
vida.

            Jurar é desa ar o tempo, o destino, o futuro; é a rmar que nada pode ser maior que nosso desejo de agir conforme
juramos. Um juramento expõe a beleza da vontade humana, como a rmação nossa, mas sua quebra mostra também
nossos limites. 

            Dirão os mais racionalistas: não jure, planeje. Diante do futuro, levante hipóteses de trabalho e as analise, não tome
nenhuma como de nitiva. Mas o homem insiste em sonhar para além do que é planejável, e o que dá certo nos bons
planejamentos acaba tornando-o ainda mais convicto de que sua vontade é tudo, sendo mesmo capaz de jurar por isso.

(Joaquim de Assis Villares, inédito)

Um juramento expõe a beleza da vontade humana, como a rmação nossa, mas sua quebra mostra também nossos limites.

Numa nova e igualmente correta redação da frase acima, iniciada agora pelo segmento A quebra de um juramento
mostra nossos limites, pode-se seguir esta coerente complementação:

A embora não deixe de expor a beleza que está em a rmarmos nossa vontade.
B uma vez que nossa vontade, com sua beleza, a rma nosso acordo com a Natureza.
C à medida em que nossa vontade acaba expondo toda a sua beleza.
D até por que também se expõem o que há de belo na a rmação de nossa vontade.
E não fosse a beleza que também têm na quebra mesma da nossa vontade.
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3 Q970234 Português > Interpretação de Textos , Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
Ano: 2019
15/04/2019 Banca: FCC Órgão: Prefeitura de Questões
Recife - PEde Provas
Prova: -FCC - 2019 de
Questões - Prefeitura
Concursosde| Qconcursos.com
Recife - PE - Analista de Planejamento,
Orçamento e Gestão

Jurar ou planejar

            Num de seus contos provocadores, Machado de Assis põe em cena um casal de apaixonados que faz um juramento
de amor, por conta de uma longa separação que devem cumprir. A jura é quebrada pela moça, que se apaixona por outro,
e o narrador faz ver que ela está “muito próxima da Natureza”, ou seja, que ela atende aos movimentos mais naturais da
vida.

            Jurar é desa ar o tempo, o destino, o futuro; é a rmar que nada pode ser maior que nosso desejo de agir conforme
juramos. Um juramento expõe a beleza da vontade humana, como a rmação nossa, mas sua quebra mostra também
nossos limites. 

            Dirão os mais racionalistas: não jure, planeje. Diante do futuro, levante hipóteses de trabalho e as analise, não tome
nenhuma como de nitiva. Mas o homem insiste em sonhar para além do que é planejável, e o que dá certo nos bons
planejamentos acaba tornando-o ainda mais convicto de que sua vontade é tudo, sendo mesmo capaz de jurar por isso.

(Joaquim de Assis Villares, inédito)

Ao se analisar mais de perto a estruturação funcional do texto, pode-se a rmar que o

1º parágrafo tem como objetivo adiantar-se à tese conclusiva do autor, que é a de mostrar que um planejamento é
A
mais decisivo do que as forças da Natureza.
2º parágrafo analisa mais intimamente o que se inclui no ato de jurar e o que ele signi ca, de fato, como uma
B
especí ca pretensão humana.

3º parágrafo expõe as razões pelas quais todo juramento acaba correspondendo a uma espécie de planejamento, que
C
se inclui no ato de jurar.
1º e o 2º parágrafos são contraditórios entre si, ao formularem teses divergentes sobre a função e a força da Natureza
D
no destino dos homens.

2º e o 3º parágrafos são acordes ao mostrar que os limites humanos, uma vez admitidos num planejamento nosso,
E
são superados pela mesma vontade de quem jura.

4 Q970233 Português > Interpretação de Textos , Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
Ano: 2019 Banca: FCC Órgão: Prefeitura de Recife - PE Prova: FCC - 2019 - Prefeitura de Recife - PE - Analista de Planejamento,
Orçamento e Gestão

Jurar ou planejar

            Num de seus contos provocadores, Machado de Assis põe em cena um casal de apaixonados que faz um juramento
de amor, por conta de uma longa separação que devem cumprir. A jura é quebrada pela moça, que se apaixona por outro,
e o narrador faz ver que ela está “muito próxima da Natureza”, ou seja, que ela atende aos movimentos mais naturais da
vida.

            Jurar é desa ar o tempo, o destino, o futuro; é a rmar que nada pode ser maior que nosso desejo de agir conforme
juramos. Um juramento expõe a beleza da vontade humana, como a rmação nossa, mas sua quebra mostra também
nossos limites. 

            Dirão os mais racionalistas: não jure, planeje. Diante do futuro, levante hipóteses de trabalho e as analise, não tome
nenhuma como de nitiva. Mas o homem insiste em sonhar para além do que é planejável, e o que dá certo nos bons
planejamentos acaba tornando-o ainda mais convicto de que sua vontade é tudo, sendo mesmo capaz de jurar por isso.

(Joaquim de Assis Villares, inédito)

A convicção do narrador de Machado de Assis, na frase citada de um conto seu, supõe como argumento o fato de que

as criaturas têm seus intentos e ambições limitados pela Natureza, cujos desígnios são mais poderosos do que o
A
desejo de conformarmos nosso futuro.

um juramento de amor, se respeitado pelas criaturas que o zeram, atesta que no reino dos sentimentos a Natureza
B
não tem como prevalecer.
as vontades humanas, quando assumidas com toda a persistência de quem as potencia, revelam-se mais fortes do
C
que os nossos instintos naturais.

a Natureza põe a perder o que há de melhor em nós, pois ela age, sempre metodicamente, na direção contrária à das
D
nossas emoções.
os fatos naturais não costumam sobrepor-se à vontade humana, a menos que as criaturas se mostrem ine cientes em
E
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seu desejo de planejar.
15/04/2019
5 Q970232 Português > Pontuação Questões de Provas
, Uso da Vírgula - Questões de Concursos | Qconcursos.com
, Crase
Ano: 2019 Banca: FCC Órgão: Prefeitura de Recife - PE Prova: FCC - 2019 - Prefeitura de Recife - PE - Analista de Planejamento,
Orçamento e Gestão

Envelhecer

            Vá um homem envelhecendo, e caia na tolice de pensar que envelhece por inteiro - famosa tolice. Alguém já notou:
envelhecemos nisto, não naquilo; este trecho ainda é verde, aquele outro já quase apodrece; aqui há seiva estuando, além é
coisa murcha. 

            A infância não volta, mas não vai - ca recolhida, como se diz de certas doenças. Pode dar um acesso. Outro dia sofri
um ataque não de infância, mas de adolescência: precipitei-me célere, árdego*, confuso. Meus olhos estavam úmidos e
ardiam; mãos trêmulas; os demônios me apertavam a garganta; eu me sentia inibido, mas agia com estranha velocidade
por fora. Exatamente o contrário do que convém a um senhor de minha idade e condição. 

            Pior é o ataque de infância: o respeitável cavalheiro de repente começa a agir como um menino bobo. Será que só eu
sou assim, ou os outros disfarçam melhor?

            *árdego: impetuoso. 

(BRAGA, Rubem. Recado de primavera. Rio de Janeiro: Record, 1984, p. 71) 

O emprego da pontuação e a observância do sinal de crase estão adequados na frase:

A Quando se está à envelhecer, as nossas sensações boas ou más, parecem confundir-se em nosso espírito.
B Não se tribute as nossas experiências desafortunadas, a responsabilidade maior de um penoso envelhecimento.

C Em meio aquelas boas horas da infância, sempre havia alguma suspeita, de que tudo logo acabaria.
D Quem diria, que a proporção que o tempo passa, mais retornos imaginários experimentamos à outras idades?

E Corresse o tempo de modo uniforme, como alguns acreditam, não voltaríamos às mais antigas sensações.

Respostas

1: C 2: A 3: B 4: A 5: E

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