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NOTA TÉCNICA

PROPOSTA DE REFORMA DA PROTEÇÃO SOCIAL DOS MILITARES


DAS FORÇAS ARMADAS E RESTRUTURAÇÃO DA CARREIRA

O Poder Executivo encaminhou ao Congresso Nacional um projeto


de lei, o qual dispõe sobre a reestruturação das carreiras dos Oficiais e
dos Graduados das Forças Armadas. A proposta visa, dentre outras,
uma ampla reforma na Proteção Social dos Militares, amparada no Art.
142, § 3º, inciso X, da Constituição Federal.
O projeto de lei em tela tem por escopo alterar diversos dispositivos
da legislação federal, com destaque para as Leis Federais nº 6.880, de
09 de dezembro de 1980 (Estatuto dos Militares); nº 3.765, de 04 de
maio de 1960 (Pensões Militares); nº 4.375, de 17 de agosto de 1964
(Serviço Militar); nº 5.821, de 10 de novembro de 1972 (promoções dos
oficiais da ativa das Forças Armadas); e, por fim a Lei Federal 12.705,
de 08 de agosto de 2012 (requisitos para ingresso nos cursos de
formação de militares de carreira do Exército).
Diante de significativas alterações nas legislações supracitadas, a
presente Nota Técnica tem por objetivo apontar equívocos que
comprometem sobremaneira a carreira dos graduados, bem como os que
já se encontram na reserva/reformados e, ao mesmo tempo, apresentar
sugestões aos membros do Congresso Nacional, visando aperfeiçoar
alguns dispositivos do projeto de lei, no que se refere à reestruturação
da carreira dos graduados.
Assim, antes de adentrar nas minúcias dos dispositivos do projeto
de lei é preciso fazer algumas considerações a respeito da proposta
enviada pelo Poder Executivo, vejamos:
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 Considerando que na proposta de reforma apresentada houve um


aumento no tempo de serviço, passando de 30 anos para 35 anos
de serviço ativo;
 Considerando que nas Forças Armadas existem duas carreiras
distintas, a dos Oficiais e a dos Graduados;
 Considerando que os Oficiais, ao longo da carreira, têm no
mínimo 06 (seis) promoções e os Graduados (Sargentos) têm no
máximo 03 (três) promoções, ao longo dos atuais 30 (trinta anos)
e, se aprovados, futuros 35 (trinta e cinco) anos de efetivo serviço;
 Considerando que a reestruturação da carreira, apresentada no
projeto de lei, foi elaborada por técnicos do Ministério da Economia
e por generais do Ministério da Defesa, sem a participação dos
Graduados e demais membros das corporações militares;
 Considerando que foi proposto a criação do adicional de
disponibilidade;
 Considerando que foi proposto alterações no adicional de
habilitação;
 Considerando que foi proposta a criação da gratificação de
representação;
 Considerando que houve aumento da alíquota de contribuição
para a pensão militar;
 Considerando que o (a) pensionista também passa a ser
contribuinte para a pensão militar;
 Considerando que foi apresentada uma tabela única de soldos,
composta por um escalonamento vertical hierarquizado para
Oficiais e Graduados;
 Considerando que historicamente nas Forças Armadas sempre
houve paridade salarial, no mesmo posto ou graduação, entre os
militares da ativa e os que estão na inatividade (reserva
remunerada e reformados).
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Por conseguinte, ante as considerações apontadas acima, a


presente Nota Técnica visa explicitar pontos obscuros, assim como
apresentar sugestões aos parlamentares, membros do Congresso
Nacional, independentes e soberanos, para que os nobres Deputados e
Senadores possam fazer as mudanças e adequações necessárias na
legislação em exame.
A seguir apontaremos os dispositivos que precisam ser
aperfeiçoados no PL para não prejudicar a tropa, em especial, os
graduados e, concomitantemente, apresentaremos algumas sugestões,
inclusive tabela de remuneração, em relação aos graduados, com o
objetivo de melhorar a proposta enviada pelo Poder Executivo.

I – ESCLARECIMENTOS E DADOS INICIAIS

Inicialmente, em breve resumo, e sem a pretensão de esgotar o


tema, vamos explicitar a importância dos graduados na estrutura
militar e seu contínuo desprestigio, em especial, no que se refere aos
soldos desses militares.
A base da pirâmide na carreira militar são os soldados, estes
temporários, não sendo considerados militares de carreira, uma vez que
são dispensados ano a ano conforme o contingente aprovado. A seguir,
pela ordem, temos os cabos, os sargentos (graduados) e os oficiais. A
carreira dos oficiais inicia em aspirantes e depois tenentes, capitães,
majores, tenentes-coronéis, coronéis e os generais. A carreira dos
graduados também possui subdivisões – os sargentos, são classificados
em terceiros, segundos e primeiros-sargentos, sendo a graduação final
categorizada como suboficial ou subtenente. As promoções são
efetivadas por merecimento e tempo de carreira.
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No contexto escalonado da caserna, tendo como base da pirâmide


os soldados e como cume os oficiais generais, é indubitável perceber que
os graduados (sargentos e suboficiais) são elo entre a tropa e o comando.
Estes militares desempenham funções e responsabilidades variadas
dentro das instituições militares. Os graduados podem ser responsáveis
pela chefia de uma fração de tropa (9 a 13 militares), ou pela função de
adjunto, liderando de 30 a 50 militares, conforme a situação específica
e necessidade. Em outras instituições, os sargentos têm
responsabilidades administrativas e de instrução de soldados e, por fim,
em casos de guerra, em combate, podem até mesmo assumir
responsabilidades de comando de frações determinadas.
Independentemente do escalonamento erguido pela instituição,
percebe-se que esse elo, os graduados, possuem uma relevância ímpar
perante a estrutura militar, não apenas no quesito execução de tarefas,
mas, igualmente, nas responsabilidades de liderança de tropa.
A estrutura salarial nas Forças Armadas do Brasil relega a
importância dos graduados, inclusive os militares antigos, experientes
e respeitados, ao percebimento de remuneração inferior aos novatos que
acabaram de ingressar na carreira militar, pois esta estrutura salarial
baseia-se exclusivamente no contexto vertical hierárquico, não
valorizando função ou mesmo tempo de serviço, o que por si só já é uma
incongruência.
Para que fique bem claro que não existe uma carreira militar
única, mas, em verdade, duas carreiras dentro da mesma estrutura,
apresenta-se quadro detalhado das hierarquias e suas categorias,
verbis:
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Precedência hierárquica na carreira de oficiais militares

Marinha Exército Aeronáutica Polícias Corpos


de
Militares Bombeiros
Militares
Almirante de General de Tenente-
Esquadra Exército Brigadeiro-do- ----------------------
----------------------
Ar
Vice-Almirante General de Major-
Divisão Brigadeiro-do- ----------------------
----------------------
Ar
Contra- General de Brigadeiro
Almirante Brigada --------------------
--------------------
-- --
Capitão de Mar e Coronel Coronel Coronel PM Coronel BM
Guerra
Capitão de Tenente-Coronel Tenente-Coronel Tenente-Coronel Tenente-Coronel
Fragata PM BM
Capitão de Major Major Major PM Major BM
Corveta
Capitão-Tenente Capitão Capitão Capitão PM Capitão BM
1º Tenente 1º Tenente 1º Tenente 1º Tenente PM 1º Tenente
BM
2º Tenente 2º Tenente 2º Tenente 2º Tenente 2º Tenente
Guarda- Aspirante-a- Aspirante-a- Aspirante-a- Aspirante-
a-
Marinha Oficial Oficial Oficial PM Oficial BM

Precedência hierárquica na carreira de praças militares

Marinha Exército Aeronáutica Polícias Corpos


de
Militares Bombeiros
Militares
Suboficial Subtenente Suboficial Subtenente Subtenente
1º Sargento 1º Sargento 1º Sargento 1º Sargento 1º Sargento
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2º Sargento 2º Sargento 2º Sargento 2º Sargento 2º Sargento


3º Sargento 3º Sargento 3º Sargento 3º Sargento 3º Sargento
Cabo Cabo Cabo Cabo Cabo
Marinheiro e Soldado Soldado Soldado Soldado
Soldado
Fuzileiro naval

Nota-se, claramente, que há duas carreiras de militares distintas,


quais sejam: a dos oficiais e a das praças e, inseridas nesta última, como
subcategoria superior à dos graduados. A existência de duas carreiras
é indubitável tanto no aspecto escalonado acima demonstrado como
normativo, pois caso um graduado pretenda alcançar o oficialato este
não poderá aguardar somente o tempo de carreira, mas,
necessariamente, deverá realizar concurso interno ou externo que lhe
permitirá ingressar em nova carreira militar, qual seja, a dos oficiais.
O posto para os oficiais e a graduação para os sargentos e
suboficiais equipara-se ao conceito de cargo ou emprego no serviço
público civil que, nos termos da carta Magna vigente somente pode ser
alcançado mediante concurso público de provas ou provas e títulos – “a
investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação
prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, de
acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego, na forma
prevista em lei, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão
declarado em lei de livre nomeação e exoneração.” (Art. 37, inciso II,
CF/88) (Grifo nosso)
Desta forma, percebe-se de plano uma impropriedade no PL
apresentado pelo Executivo Federal, pois trata a carreira militar como
única em todos os aspectos, sendo que, em verdade, existem duas
carreiras dentro da estrutura militar. Assim sendo, é necessário
evidenciar que os parâmetros gerais do militarismo são aplicáveis a
ambas as carreiras, mas determinadas especificidades, em especial a
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remuneração, deve ser tratada de forma distinta, isto é, com a premente


existência de duas carreiras independentes, quais sejam a dos oficiais e
a dos graduados.

II – DO PROJETO E DA ANÁLISE NORMATIVA

DO ARTIGO 1º DO PL 1645/19

O artigo 1º do PL 1645/19, que apresenta proposta de mudança


no artigo 97 da vigente Lei 6.880/80, elenca as formas de transferências
para a reserva remunerada para os militares. Inicialmente, trata o tema
de forma genérica, isto é, para todos os militares. No entanto, em seu
parágrafo primeiro permite esse benefício legal exclusivo aos oficiais,
qual seja a inclusão voluntária na quota compulsória.
A quota compulsória é um instrumento utilizado pelas instituições
militares para dar fluidez aos quadros, para abrir vagas para promoções
quando estes estão totalmente preenchidos sem a possibilidade de
renovação. Em linha direta, a quota compulsória permite ao militar a
transferência para a reserva remunerada, a pedido, de forma
proporcional ao tempo de serviço.
Ainda que se preste a dar fluidez aos quadros de carreira é, na
essência, um benefício legal, pois permite ao militar “aposentar-se”
proporcionalmente, desde que disponha dos requisitos legais
explicitados em lei. Ora, se na origem é um benefício, qual seria a justa
causa para concedê-lo exclusivamente à carreira dos oficiais? Não são
os graduados tão militares quanto os oficiais? Não estão os graduados
sujeitos a mesma hierarquia, disciplina e dedicação à farda e à Nação?
Há nessa questão evidente preconceito e corporativismo em
desfavor dos graduados, buscando benefício legal para os oficiais que
não será estendido aos demais. Assim sendo, imperiosa a modificação
dos termos do artigo 97, § 1º c/c artigo 101 da Lei Federal 6.880/80 que
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define e regulamenta, respectivamente, a quota compulsória exclusiva


aos oficiais. Veja-se como está no projeto:

“Art. 97. A transferência para a reserva remunerada, a


pedido, será concedida por meio de requerimento ao
militar de carreira que contar, no mínimo, com trinta e
cinco anos de serviço, sendo:
I - no mínimo, trinta anos de exercício de atividade de
natureza militar nas Forças Armadas, para os oficiais
formados na Escola Naval, na Academia Militar das
Agulhas Negras, na Academia da Força Aérea, no
Instituto Militar de Engenharia, no Instituto Tecnológico
da Aeronáutica, em escola ou centro de formação de
oficiais oriundos de carreira de praça e para as praças;
ou
II - no mínimo, vinte e cinco anos de exercício de
atividade de natureza militar nas Forças Armadas,
para os oficiais não enquadrados na hipótese prevista
no inciso I.
§ 1º O oficial da ativa de carreira pode pleitear
transferência para a reserva remunerada por
meio da inclusão voluntária na quota
compulsória, nos termos do disposto no art. 101.
(Grifo nosso)

Art. 101. A indicação dos oficiais para integrar a


quota compulsória observará, sempre respeitada a
conveniência da administração, o seguinte:
I - a quota compulsória será composta, em cada
posto, pelos oficiais que:
a) contarem, no mínimo, com o seguinte tempo de
efetivo serviço:
1. trinta anos, se oficial-general;
2. vinte e oito anos, se Capitão de Mar e Guerra ou
Coronel;
3. vinte e cinco anos, se Capitão de Fragata ou Tenente-
Coronel; e
4. vinte anos, se Capitão de Corveta ou Major;
b) possuírem interstício para promoção, quando for o
caso;
c) estiverem compreendidos nos limites quantitativos
de antiguidade que definem a faixa daqueles que
concorrem à composição dos Quadros de Acesso por
Antiguidade,
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Merecimento ou Escolha; e
d) ainda que estejam não concorrendo à composição
dos Quadros de Acesso por Escolha, estiverem
compreendidos nos limites quantitativos de
antiguidade estabelecidos para a organização dos
referidos Quadros;
II - será observada a seguinte ordem entre os oficiais
que satisfizerem as condições previstas no inciso I:”
[...]. (Grifo nosso)

Observa-se que o caput do artigo expresso no PL se inicia genérico,


especificando a todos os militares o direito de transferência para a
inatividade, a pedido, no entanto, no parágrafo primeiro restringe a
quota compulsória exclusivamente aos oficiais.
A quota compulsória é uma das formas de transferência para a
inatividade remunerada a pedido; portanto, não há qualquer justa
causa para a restrição pretendida. É imperioso que os benefícios legais
sejam estendidos a todos os militares de carreira, sem exceção, caso
contrário cria-se verdadeiros privilégios a uma categoria inserida dentro
da estrutura militar.

DO ARTIGO 7º DO PL 1645/19

O artigo 7º do PL pretende alteração na Lei 12.705/12, criando o


adicional de disponibilidade, verbis:

“Art. 7º Fica criado o adicional de


disponibilidade militar, que consiste na parcela
remuneratória mensal devida ao militar, inerente à
disponibilidade permanente e à dedicação exclusiva,
nos termos estabelecidos em regulamento.
§ 1º É vedada a concessão cumulativa do adicional de
disponibilidade militar com o adicional de tempo de
serviço de que trata o inciso IV do caput do art. 3º da
Medida Provisória nº 2.215-10, de 31 de agosto de
2001, hipótese em que será assegurado o recebimento
do adicional mais vantajoso para o militar.
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§ 2º Os percentuais de adicional de disponibilidade


militar inerentes a cada posto ou graduação são
definidos no Anexo II a esta Lei, não são cumulativos,
e somente produzirão efeitos financeiros a partir da
data nele indicada.
§ 3º O percentual do adicional de disponibilidade
militar é irredutível e corresponde sempre ao maior
percentual inerente aos postos ou às graduações
alcançados pelo militar durante sua carreira no serviço
ativo, independentemente de mudança de círculos
hierárquicos, postos ou graduações.
§ 4º O percentual do adicional de disponibilidade
militar a que o militar faz jus incidirá sobre o
soldo do posto ou da graduação atual e não serão
considerados:
I - postos ou graduações alcançadas pelo militar, como
benefício na forma prevista em lei, em decorrência de
reforma, morte ou transferência para a reserva;
II - percepção de soldo ou de remuneração
correspondente a grau hierárquico superior ao
alcançado na ativa, decorrente de reforma, morte ou
transferência para a reserva; e
III - percepção de pensão militar correspondente a grau
hierárquico superior ao alcançado pelo militar em
atividade, decorrente de benefícios concedidos pela Lei
nº 3.765, de 1960.
§ 5º O adicional de disponibilidade comporá os
proventos na inatividade.” (Grifo nosso)

Percebe-se, claramente, que a nova legislação apresentada não é


devidamente clara e deixa margem para interpretações diversas;
vejamos os possíveis questionamentos: a) O militar ao passar para a
inatividade (reserva e/ou reforma) continuará recebendo o adicional de
disponibilidade?
Em uma primeira análise a resposta seria sim, pois receberá em
razão do § 5º do artigo em comento. Entretanto, as restrições do § 4º
suscitam dúvidas em razão da transferência dos militares para o status
reformado. Perceba-se que todos os militares na reserva remunerada
são, em razão do tempo e/ou da idade, transferidos ex officio para o
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status de reformados sem qualquer possibilidade de retorno à reserva


remunerada e muito menos à atividade.
As limitações do § 4º restringem o recebimento do adicional de
disponibilidade ao “soldo do posto ou da graduação atual” deixando de
considerar direitos inerentes aos militares que estão previstos em outras
normas. Desta forma, há uma espécie de revogação tácita parcial do
direito, uma vez que o militar aferirá o direito permitido em lei, em razão
de sua passagem para a reserva, mas não em sua plenitude, já que o
adicional de disponibilidade não o acompanhará na reforma. Tal
condição afeta a paridade dos inativos e compromete a justiça do
adicional, haja vista ter o militar permanecido 35 anos em regime de
serviço exclusivo, sempre em disponibilidade à instituição e,
eventualmente, perderá o adicional ao ser reformado. Frise-se que este
novo status, reformado, é uma imposição legal.
O § 4º do artigo 7º e seus respectivos incisos do PL possui redação
confusa e duvidosa que poderá gerar inúmeros questionamentos e
interpretações. Assim sendo, nos parece adequada a supressão do § 4º
em sua totalidade, com inserção de novo dispositivo mais claro e
objetivo, que não suscitará qualquer dúvida quanto ao recebimento do
adicional de disponibilidade pelos militares na inatividade, reserva e
reforma, bem como o marco temporal para a sua caracterização.

DO ARTIGO 8º DO PL 1645/19

O artigo 8º do PL trata do adicional de habilitação e define os


percentuais no Anexo III. No art. 11 do PL reza que o adicional de
habilitação deverá incorporar os proventos dos militares na inatividade.
Vejamos os artigos do PL:

“Art. 8º Os percentuais do adicional de


habilitação, inerentes aos cursos realizados com
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aproveitamento pelo militar, são definidos no


Anexo III a esta Lei e produzirão efeitos financeiros a
partir das datas nele especificadas.” (Grifo nosso)

.............................................................

“Art. 11. Os proventos na inatividade remunerada são


constituídos das seguintes parcelas:

I - ..............................................
II - .............................................
III – adicional de habilitação;
(...)

Entendemos, com a devida vênia, que esse ponto é o mais obscuro


do projeto de lei, uma vez que não define, com exatidão, quais seriam os
cursos destinados aos graduados, assim como se esses cursos seriam
padronizados para as três Forças, Marinha, Exército e Aeronáutica.
A lacuna na definição de quais cursos são considerados para
efeitos de adicional permite, exclusivamente, ao comando de cada Força,
estabelecer por iniciativa e vontade própria, quais cursos seriam
comtemplados para efeito do adicional de habilitação para os Oficiais e
Graduados. Esta condição já ocorre nos tempos atuais, uma vez que a
MP 2215/2001 deixa para regulamentação dos Comandantes a criação
dos cursos. O que ocorre na prática atual é premente beneficiamento da
carreira dos oficiais em detrimento dos demais militares, deixando
certos cursos exclusivos ao oficialato e relegando à tropa cursos com
percentuais inferiores na tabela existente.
Nesse contexto, para corrigir essa discricionariedade prevista na
MP 2215/2001, entende-se não adequado deixar a critério dos
comandantes militares, isto é, por livre discricionariedade, legislarem
sobre especificidades e regulamentação de direito remuneratório.
Portarias, regulamentos ou outros instrumentos internos são de livre
modificações e estão suscetíveis a valores e percepções particulares de
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cada comandante. Portanto, não é o instrumento normativo adequado


para regência de direito remuneratório de milhares de militares.
Menciona-se, ainda, que a falta de regulamentação legal criará
discrepâncias entre as três Forças, o que compromete a estrutura
militar como um todo, a qual deve ser harmônica e organizada.
Observe-se que o artigo 8º proposto é tão lacunoso que sequer
deixa claro se todos os graduados terão acesso aos cursos e a forma
como esses cursos serão implementados. Importante ressaltar que o
Adicional de Habilitação é parcela considerável da remuneração do
militar e reflete os esforços do militar, individualmente, em obter melhor
capacitação para servir à Nação. Tal esforço não deve ser relegado à
discricionariedade do comando, que por vicissitudes pessoais pode
baixar portaria melhorando ou piorando a situação da tropa.
Ainda, o artigo não especifica se os militares atualmente na reserva
remunerada ou já reformados poderão habilitar cursos para
recebimento do adicional, haja vista que este benefício remuneratório é
incorporado e carregado pelo militar quando da passagem para a
inatividade, ex vi artigo 11 do PL.
A sugestão de modificação para o artigo 8º é no sentido de que
sejam criados parágrafos definindo quais os cursos que podem ser
habilitados tanto para oficiais quanto para graduados, assim como
determinando que todos os graduados, das três Forças, tenham direito
de realizarem esses cursos.
Também, a definição em lei permitirá harmonia de remuneração
entre a Marinha, o Exército e a Aeronáutica, que adotarão critério único
sobre cursos, para efeito do Adicional de Habilitação. No mesmo
diapasão, que sejam criados dispositivos na lei permitindo que os
militares que já se encontram na inatividade (reserva e reformados),
também tenham o direito de habilitarem cursos realizados e, que tais
cursos, obviamente, dentro dos parâmetros estabelecidos na lei, sejam
considerados para efeitos de adicional de habilitação. Tal dispositivo
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visa evitar distorções nos proventos entre os militares ativos e inativos,


garantindo a manutenção da paridade e fortalecendo o esforço
individual de capacitação.

DO ARTIGO 9º DO PL 1645/19

O artigo 9º do projeto refere-se à gratificação de representação e


sua aplicabilidade, verbis:

“Art. 9º A gratificação de representação é parcela


remuneratória devida:
I - aos oficiais-generais; e
II - em caráter eventual, conforme regulamentação:
a) aos oficiais em cargo de comando, direção e chefia
de organização militar;
b) pela participação em viagem de representação ou de
instrução;
c) em emprego operacional; ou
d) por estar às ordens de autoridade estrangeira no
País.
§ 1º Os percentuais da gratificação de representação
são aqueles definidos no Anexo IV a esta Lei.
§ 2º A gratificação de representação comporá os
proventos na inatividade do oficial-general que tenha
sido transferido para a reserva remunerada ou
reformado durante o serviço ativo.
§ 3º A gratificação de representação não comporá a
pensão militar.” (Grifo nosso)

O artigo 9º carrega premente privilégio a categoria única da


estrutura militar, qual seja a dos oficiais generais e, apenas
eventualmente, privilegia oficiais em geral, deixando absolutamente à
margem os demais militares, no caso os graduados.
A concepção é absurda, perceba-se que genericamente todo militar
fardado representa sua corporação e, inclusive, será punido caso
apresente-se de forma inapropriada, ex vi dos regulamentos
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disciplinares das três Forças. Portanto, inconcebível que apenas alguns


recebam remuneração pela representação que todos desempenham.
Os casos específicos suscitados nos incisos e parágrafos do artigo
9º, tais como comando, direção, chefia e representação estrangeira
também são desempenhadas pelos demais oficiais e por graduados. É
certo que aos graduados tais funções ocorrem em situações específicas
e em menor proporção; no entanto, quando do desempenho de tais
funções ou vivenciando estas situações devem perceber os mesmos
benefícios remuneratórios que os demais militares.
A criação de benefícios a uns em detrimentos dos demais é notório
e nefasto corporativismo, que não coaduna com os preceitos e princípios
constitucionais pátrios, em especial, a igualdade e a isonomia.
O artigo 9º deve ser alterado no sentido de inclusão dos demais
militares, para que percebam a mesma gratificação quando inseridos no
contexto as funções e especificidades dispostas no texto normativo.

DO ARTIGO 15 DO PL 1645/19

Ao se analisar a tabela dos soldos inserida no Anexo VI, deste


projeto de lei, percebe-se que se trata de uma tabela única com
escalonamento vertical baseado na hierarquia, tanto para os Oficiais
como para os Graduados. Tal assertiva fica evidente com a redação dada
ao artigo 16:

“Artigo 16. O escalonamento vertical entre os postos e


as graduações dos militares das Forças Armadas é
aquele estabelecido no Anexo VII a esta Lei”.

É sabido por todos que os pilares do militarismo, em qualquer país


civilizado, são alicerçados na disciplina e na hierarquia, não podendo
haver fissura nesses paradigmas, sob pena de haver subversão à ordem
democrática de uma nação.
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A disciplina tem como premissa a rigorosa obediência aos poderes


constituídos, bem como o acatamento integral das leis, regulamentos,
normas e disposições que regem as instituições militares. Os
dispositivos legais se tornam obrigatórios para todos os componentes
das Forças Armadas, instituição permanente por força de previsão
constitucional. A disciplina é parâmetro desde o início da formação
militar, seja em Escolas Militares ou em Academias.
A hierarquia gravita no mesmo patamar da disciplina,
diferenciando-se apenas no quesito responsabilidade, haja vista que a
responsabilidade cresce na medida em que o grau hierárquico aumenta.
Assim, a hierarquia militar é a ordenação da autoridade, em níveis
diferentes, dentro da estrutura das Forças Armadas.
Ocorre que, as Forças Armadas desenvolveram uma visão de que
a hierarquia deve ser introduzida também nos soldos dos militares,
mesmo que existam carreiras distintas, como é o caso da carreira dos
Oficiais e a dos Graduados. Essa visão equivocada, de que a tabela de
soldos deve ser elaborada com base no escalonamento vertical
hierárquico, entre os postos e as graduações, causa distorções
prementes, permitindo que militares antigos de carreira, experientes na
lida militar recebam remuneração inferior aos novatos, recém-formados.
Na visão embaçada dos signatários dessas tabelas de soldos, a
hierarquia também deve existir nos proventos. Percebe-se que não se
leva em consideração as especificidades de cada carreira, oficiais e
graduados, muito menos o tempo e a experiência do indivíduo.
Ao persistir essa tabela de soldos com escalonamento vertical
entre carreiras distintas, oficiais e graduados, para que um graduado,
em início de carreira (3º Sargento) tenha um salário (soldo) digno para
se manter e sustentar a sua família seria necessário que um general
recebesse elevadíssimos proventos, o que certamente feriria os limites
constitucionais estabelecidos para o funcionalismo público. Assim
sendo, imperiosa a percepção de que existe em verdade duas carreiras
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dentro da estrutura militar, e que para cada carreira deve haver uma
tabela autônoma.
A sugestão para os artigos 15/16 e suas tabelas é no sentido de
elaboração de duas tabelas distintas, separando-se a tabela da carreira
dos oficiais da tabela da carreira dos graduados, permanecendo cada
qual com seu escalonamento vertical, dentro da respectiva carreira. No
capitulo a seguir desta Nota Técnica, passa-se a esmiuçar a presente
questão, bem como alinhavar sugestões práticas de modificação.

III – DA REMUNERAÇÃO DOS GRADUADOS E DA SUGESTÃO DE


NOVAS TABELAS
A tabela de remuneração atual, proposta no PL 1645/2019, resta
configurada da seguinte forma:

Almirante-de-Esquadra, General-de- 13.471,00


Exército e Tenente-Brigadeiro
Vice-Almirante, General-de-Divisão e 12.912,00
Major-Brigadeiro
Contra-Almirante, General-de-Brigada e 12.490,00
Brigadeiro
Capitão-de-Mar-e-Guerra e Coronel 11.451,00
Capitão-de-Fragata e Tenente-Coronel 11.250,00
Capitão-de-Corveta e Major 11.088,00
Capitão-Tenente e Capitão 9.135,00
Primeiro-Tenente 8.245,00
Segundo-Tenente 7.490,00
Guarda-Marinha e Aspirante-a-Oficial 6.993,00
Aspirante, Cadete (último ano) e Aluno
do Instituto Militar de Engenharia 1.448,00
(último ano)
Aspirante e Cadete (demais anos),
1.176,00
Alunos do Centro de Formação de
18

Oficiais da Aeronáutica, Aluno de Órgão


de Formação de Oficiais da Reserva
Aluno do Colégio Naval, Aluno da Escola
Preparatória de Cadetes (último ano) e
1.066,00
Aluno da Escola de Formação de
Sargentos
Aluno do Colégio Naval, Aluno da Escola
Preparatória de Cadetes (demais anos) e 1.044,00
Grumete
Aprendiz-Marinheiro 981,00
Suboficial e Subtenente 6.169,00
Primeiro-Sargento 5.483,00
Segundo-Sargento 4.770,00
Terceiro-Sargento 3.825,00
Cabo (engajado) e Taifeiro-Mor 2.627,00
Cabo (não engajado) 956,00
Taifeiro de 1a Classe 2.325,00
Taifeiro de 2a Classe 2.210,00
Marinheiro, Soldado Fuzileiro Naval e
Soldado de 1a Classe (especializados,
cursados e engajados), Soldado-Clarim 1.856,00
ou Corneteiro de 1a Classe e Soldado
Paraquedista (engajado)
Marinheiro, Soldado Fuzileiro Naval,
Soldado de 1a Classe (não especializado)
e Soldado-Clarim ou Corneteiro de 1.560,00
2a Classe, Soldado do Exército e Soldado
de 2aClasse (engajado)
Marinheiro-Recruta, Recruta, Soldado,
Soldado-Recruta, Soldado de 2a Classe
956,00
(não engajado) e Soldado-Clarim ou
Corneteiro de 3a Classe

A presente tabela de remuneração dos militares é efetivada com


base exclusiva na hierarquia, ou seja, os postos ou graduações são
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escalonados de superior a inferior e os soldos acompanham este


escalonamento, independentemente da idade, da função ou do tempo de
serviço ao longo da carreira.
Esta exclusiva estrutura é nociva, em especial, aos graduados de
carreira (praças graduados), pois ao longo dos anos os sargentos seguem
carreira, ficam mais velhos, constituem famílias e passam a ter despesas
superiores àquelas vivenciadas no momento de ingresso da carreira.
Pode-se argumentar também que aos oficiais ocorre da mesma forma, à
medida que vão se tornando mais velhos em idade e de carreira.
No entanto, ao se verificar a tabela de exclusivo escalonamento
hierárquico se constata que um suboficial, graduação final de carreira
para os graduados, percebe valores inferiores ao guarda-marinha ou
aspirante-a-oficial que está em início de carreira, que é o patamar inicial
da carreira dos oficiais.
Veja-se que o suboficial somente alcança esta graduação com
aproximados 21 anos de carreira e 42 anos de idade, enquanto que o
aspirante não possui tempo de serviço e, em média, 22 anos de idade.
Neste contexto, um solteiro, em início de carreira, que a Força nem
mesmo tem condições de afirmar se vai seguir carreira ou se será um
bom e eficiente militar, recebe vencimentos superiores ao suboficial.
Este para chegar a esta graduação já conta com considerável tempo de
vida e de caserna, bem como já é considerado um exemplar militar, pois
somente se chega à graduação de suboficial por mérito. Ainda e, não
menos importante, em regra, o suboficial é casado, com filhos e com
despesas superiores à de um solteiro em início de carreira. A
discrepância é latente!
A progressão salarial não deve ser baseada exclusivamente nas
promoções (escalonamento vertical hierárquico), mas também pelo
tempo de carreira, pelo tempo de serviço e, logicamente, pelo tempo de
vida daquela pessoa que escolheu a carreira militar. Apenas a título de
exemplo veja-se a carreira dos delegados de polícia erguida pela Lei
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13.371/2016, que altera a remuneração de servidores públicos;


estabelece opção por novas regras de incorporação de gratificação de
desempenho às aposentadorias e pensões, ipsis litteris:

TABELA DE SUBSÍDIOS PARA CARGOS DA CARREIRA POLICIAL


FEDERAL

a) Quadro I: Valor do Subsídio dos Cargos de Delegado de Polícia


Federal e de Perito Criminal Federal

VALOR DO SUBSÍDIO
CARGO CATEGORIA EFEITOS FINANCEIROS A PARTIR DE
1o janeiro 1o janeiro 1o janeiro 1o janeiro
2015 2017 2018 2019
Delegado de
Especial 22.805,00 28.262,24 29.604,70 30.936,91
Polícia
Federal Primeira 20.256,59 25.439,24 26.647,60 27.846,74
Perito
Segunda 17.330,34 22.197,68 23.252,07 24.298,42
Criminal
Federal Terceira 16.830,85 21.644,37 22.672,48 23.692,74

Perceba-se que o critério adotado é infinitamente mais justo, ou


seja, dentro da carreira os vencimentos vão sendo superiores ao longo
do tempo, ou seja, com o passar da vida policial.
Frisa-se que não está se ventilando a questão dos valores, mas sim
a forma de progressão salarial, ou seja, os vencimentos sobem não
apenas pelo cargo, mas pelo tempo de carreira. Desta forma, os mais
novos sempre receberão menos que os mais velhos, o que parece ser um
critério justo, buscando privilegiar aquele que mais tempo se dedicou à
carreira.
Nas Forças Armadas o critério de exclusivo escalonamento vertical
hierárquico produz baixos vencimentos para alguns que estão em final
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de carreira e superiores vencimentos para outros que estão iniciando a


carreira. É premente compreender que o vencimento percebido pelo
militar não influência na sua consciência e respeito à hierarquia e
disciplina, uma vez que estes princípios já foram introduzidos em sua
formação e fazem parte da sua forma de viver.
Assim sendo, apresenta-se uma tabela de vencimentos mais justa
aos graduados, onde haja valorização ao tempo de carreira, ao tempo de
dedicação ao serviço e não exclusivamente pelo critério hierárquico (a
tabela apresentada faz referência exclusiva aos graduados, que são o
objeto da presente nota técnica).

VALOR VALOR PROPOSTO


APRESENTADO
NO PL
SOLDO (R$) A SOLDO (R$) A
partir de 1º de partir de 1º de
GRADUAÇÃO
janeiro de 2019 janeiro de 2020 (R$)
(R$)
Suboficial e Subtenente 6.169,00 11.088,00
Primeiro-Sargento 5.483,00 9.135,00
Segundo-Sargento 4.770,00 8.245,00
Terceiro-Sargento 3.825,00 7.490,00
Cabo (engajado) e Taifeiro-Mor 2.627,00 3.825,00

A tabela acima disposta arregimenta a carreira dos graduados em


razão do tempo e de sua posição hierárquica dentro do próprio quadro
e não da estrutura militar como um todo. Perceba-se que o Coronel é o
posto final da carreira dos oficiais, uma vez que o posto de oficial general
é político e, portanto, nem todos os oficiais aferirão esta promoção.
De outro lado, a graduação de suboficial é final para a carreira dos
graduados, uma vez que prosseguir na carreira e alcançar o oficialato
depende de concurso interno ou externo, com número limitado de vagas,
o que demonstra claramente que poucos aferirão tal condição. Assim,
ao se equiparar o soldo, exclusivamente o soldo, do suboficial mais
próximo ao final de carreira de toda a estrutura militar, estará se
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entregando justiça àquele que percorreu trinta anos e, com as


mudanças do projeto, percorrerá 35 anos, para alcançar o ponto final
de sua vida militar.
A tabela ora suscitada equipara o soldo do Suboficial ao soldo de
Major, primeiro posto de oficial superior. Este critério não foi escolhido
ao acaso, algumas carreiras militares, em especial, policiais militares, já
permitem aos seus graduados alcançar o posto de Major pela via das
sucessivas promoções, como forma de gratificar e reconhecer os valiosos
serviços prestados à instituição e à própria sociedade ao longo dos anos.
A proposta de tabela ora apresentada não agride hierarquia e
disciplina, que são os pilares da atividade militar, mas visa,
indubitavelmente, corrigir uma distorção criada ao longo dos anos pela
tabela de soldos baseada exclusivamente no escalonamento vertical
hierárquico. Este critério, conforme já explicitado, despreza o tempo de
carreira que atinge a todos, absolutamente todos, que escolheram a
carreira militar para disponibilizar suas vidas e sua força de trabalho à
Nação Brasileira.
Por fim, segue em anexo a esta Nota Técnica algumas propostas
de alteração na redação do Projeto de Lei 1645/2019, inclusive com uma
tabela de soldos sem o escalonamento vertical.

IV – CONCLUSÃO

Verifica-se, pois, que no projeto de lei enviado ao Congresso


Nacional, pelo Poder Executivo, existem diversas discrepâncias em
relação à carreira dos graduados. Fica evidente, conforme relatado
acima, que o projeto de lei precisa sofrer ajustes, por parte dos nobres
Deputados e Senadores, com o escopo de corrigir imperfeições e evitar
injustiças com a carreira dos graduados das Forças Armadas, os quais
não foram convidados a opinar sobre a proposta em tela, apesar desta
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trazer mudanças significativas na legislação de regência, nas suas


carreiras e nas suas vidas.
A nova estruturação, na forma apresentada no PL 1645/2019,
afetará de maneira substancial a mantença financeira dos graduados e
das suas respectivas famílias, em especial, os que já se encontram na
inatividade (reserva e reformados).
E mais, ao ser aprovado o PL 1645/2019, na forma proposta pelo
Poder Executado, estará ferindo de morte os artigos 50, inciso II, 53, 55
e 58 Parágrafo Único, da Lei Federal nº 6.880, de 09 de dezembro de
1980 (Estatuto dos Militares), onde trata da paridade nos vencimentos
entre os militares ativos e inativos.
Neste sentido, solicitamos aos nobres parlamentares que acolham
a presente Nota Técnica e as sugestões de alterações contidas em seu
corpo, com o intento de aprimorar o projeto de lei de autoria do Poder
Executivo, uma vez que se busca maior justiça aos graduados e aos seus
familiares.

Brasília-DF, 22 de abril de 2019.

ADÃO BIRAJARA AMADOR FARIAS ANDRÉ LUIZ PEREIRA BORBA ROCHA


OAB/DF 20.126 OAB-DF 55.064

GENESCO BENATTO CARLOS STACCIARINI


SO R1 da Força Aérea Brasileira SO R1 da Força Aérea Brasileira

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