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Conceitos básicos de Semiologia.

Definição: Parte da medicina que estuda sinais e sintomas das doenças,


importantes para o diagnóstico de algumas doenças. (DICIONÁRIO
ILUSTRADO DE SAÚDE, 2ª edição. Carlos Roberto Lyra da Silva; Roberto
Carlos Lyra da Silva; Dirce Laplaca Viana. YENDES).

Semiologia estuda os sinais que o paciente nos traz; está ligado à semiótica
(aquilo que é visto), através de exames que visam identificar desde fatores
sócio-econômicos, sinais evidentes da doença que acomete o indivíduo em
questão (anamnese/ queixa principal), até os exames clínicos ( sinais,
sintomas e a sintomatologia ou quadro clínico). este deve ser executado
através de anamnese objetiva, e exames clínicos bem apurados.

É importante que o profissional se atente para alguns fatores durante a


anamnese como:

1- Ser um examinador franco com o enfermo;


2- Ser bom ouvinte, evitando interromper a narrativa;
3- Ser compassivo à narrativa, à situação do enfermo e a ele como ser
humano.
4- Possuir conhecimento científico, ter controle emocional, ser digno,
bondoso, cortês, ter boas maneiras como pessoa (não somente no ambiente
hospitalar ou de trabalho), dominar o conhecimento adquirido (ser confiante
e o mais acertivo possível no que diz).

Exame Clínico:

Exame físico geral: Primeiro contato físico entre profissional e paciente.


Compreende- se por exame físico, as condições gerais do paciente (físicas e
psicológicas), afim de levantar informações para prestar a assistência
necessária ao paciente. Para execução do mesmo, o examinador deve
dominar áreas básicas de sua formação como anatomia, fisiologia,
fisiopatologia e outros.

São os exames físicos: Inspeção, palpação, percussão e ausculta, sendo


estes identificados através habilidade de apuração e da sensibilidade dos
sentidos: tato, visão, audição e olfato, do examinador. Sentidos que podem
ser ampliados ao se utilizar instrumentos específicos, como estetoscópio,
oftalmoscópio, fita métrica, termômetro e espátulas, etc. O examinador
deve ainda ser objetivo e exato, a fim de evitar o cansaço, desinteresse e a
falta de cooperação do paciente.

O leito deve possuir altura conveniente ao exame a ser realizado,


posicionando o paciente de acordo com as necessidades observadas. O
ambiente em questão deve ter boas condições de higiene, ser tranquilo e
possuir boa iluminação. Deve- se respeitar a privacidade ao máximo,
utilizando- se de biombos, ao redor do leito ou manter a porta fechada.
Execução do exame clínico:

o profissional deve seguir o sentido cefalocaudal, considerando o


desenvolvimento e a impressão geral que o examinado transmite ao
examinador, simetria, integralidade e funcionalidade dos segmentos
examinados, sendo executados em duas partes: exame físico geral e
específico dos sistemas. Deve empregar terminologia técnica específica na
descrição dos dados encontrados, registrando-os de forma objetiva, clara e
completa, de modo que todos da equipe consigam interpretá-los.

A primeira avaliação do paciente é o seu estado geral, uma avaliação


subjetiva, baseada no conjunto de dados fornecidos pelo doente e
interpretados de acordo com a experiência de cada um. Realiza- se por meio
de inspeção geral, onde avalia- se a repercussão da resposta do indivíduo à
doença, verificando se há perda de força muscular, peso e o estado psíquico
do paciente, classificando assim entre bom, regular ou mal estado geral de
saúde.
Avalia- se também o estado mental do paciente, para aferir dados do estado
cognitivo do paciente, para identificar quaisquer alterações, avaliando
principalmente a consciência, orientação, memória capacidades cognitivas e
linguagem do paciente.

Em seguida observa- se o tipo morfológico, pois algumas patologias podem


estar associadas ao biotipo de cada paciente. Os indivíduos podem ser
classificados como brevilíneo, normolíneo e longilíneo, deixando-os
preferencialmente em pé, para que haja proporcionalidade entre os membros
(pescoço, braços, ossos frontais, das mãos e os dedos).

Brevilíneo: possui pescoço curto e grosso, possui membros curtos em


relação ao tórax e é alargado e volumoso, musculatura é bem desenvolvida
e a estatura é baixa.
Normolíneo: possui desenvolvimento harmônico da musculatura e proporção
equilibrada entre tronco e membros.
Longilíneos: pescoço longo e delgado, membros alongados, tórax afilado e
chato, musculatura pouco desenvolvida e estatura elevada.
(verificar também dados antropométricos, através da relação peso/ altura).
Em relação à postura e capacidade de locomoção, há de se observar o
posicionamento prefencial adotado pelo paciente, amplitude e natureza dos
movimentos. Atitude = comportamento, classificado como ativo ou passivo.
Verificar se o paciente caminha sem dificuldades, possui equilíbrio ou
apresenta algum desconforto ao caminhar.

Avaliação das fácies:


Avaliação da expressão facial, conjunto de caracteres obtidos na face do
paciente, sendo de extrema importância, uma vez que as expressões que o
paciente nos traz, podem ser sinais indicativos de determinadas patologias
ou medicações.

Avaliação dos pulsos:


O pulso é verificado utilizando a polpa dos dedos indicadores e médios,
(questionar uso de médio e anelar), por meio de palpação de uma artéria,
geralmente a radial, contando- se por um minuto ou 30’’ multiplicando o valor
por 2 para obtenção do valor total de batimentos e verificando características
como: intensidade( cheio ou filiforme); ritmicidade( regular ou irregular) e
simetria (igual em ambos os membros). A frequência cardíaca deferencia-
se do pulso devido às arritmias cardíacas, verificada por meio de ausculta do
pulso apical, que é encontrado no quinto espaço intercostal esquerdo, ou da
visualização pelo cardioscópio, se este paciente ja estiver sendo monitorado.

Frequência respiratória:
Contagem dos movimentos respiratórios do paciente. Deve- se fazê-lo, sem
que o paciente tenha consciência desse procedimento, uma vez que a
respiração pode ser alterada pelo paciente se o mesmo souber que alguém o
está observando. Também verificada durante 1 minuto, avaliando
características como ritmo, profundidade e eventuais desconfortos
respiratórios. Dados como as condições de oxigenação do paciente também
devem ser registrados.

Pressão arterial:
Deve ser verificada de preferência nos membros superiores, com o auxílio de
um estetoscópio e uso de um esfigmomanômetro de tamanho adequado
ao paciente a ser analisado. Se a mesma estiver fora dos padrões
estabelecidos (120 / 80mmHg), a mesma deve ser aferida novamente alguns
minutos após a primeira verificação.

Temperatura corporal:
Esta deve ser feita com o auxilio de um termômetro, podendo ser verificada
na cavidade oral, retal, axilar ou pavilhão auricular. Na cavidade oral,
introduzir abaixo da lingua com a boca fechada de 3-5 minutos. Via retal,
utilizar termometro específico para este fim (ponta curta e grossa),
lubrificando e introduzindo no ânus cerca de 3-4 mm por aproximadamente 3
min, com o paciente em decúbito lateral. Via axilar o resultado pode ser
alterado caso as axilas estejam umidas do suor, e por ser região mais
externa do corpo o termometro deve permanecer por tempo maior, cerca de
5-7 min.

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