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Aula 09

Direito Financeiro p/ AGU - Procurador Federal


Professor: Natalia Riche
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AULA 09

Sumário
1. CONTROLE DA ATIVIDADE FINANCEIRA DO ESTADO......................... 2
1.1 Espécies de controle .................................................................. 7
1.1.1 Quanto ao momento ............................................................. 7
1.1.2 Quanto ao agente fiscalizador .............................................. 7
2. OS TRIBUNAIS DE CONTAS ............................................................. 10
2.1 Competências dos Tribunais de Contas e da Justiça Federal e
Estadual .......................................................................................... 10
2.2 Natureza jurídica e eficácias das decisões ............................... 13
2.3 Competências .......................................................................... 14
2.4 Demais competências previstas fora do art. 71 ........................ 24
2.5 Tribunais de Contas e a Lei de Responsabilidade Fiscal ............ 26
2.6 Tribunais de Contas Sigilo Bancário ......................................... 27
3. RESUMO DO CONCURSEIRO .............................................................. 28
4. QUESTÕES COMENTADAS ................................................................ 36
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1. CONTROLE DA ATIVIDADE FINANCEIRA DO ESTADO
Com o intuito de resguardar uma melhor aplicação dos recursos públicos,
a atividade financeira do estado, incluindo todas as fases do ciclo
orçamentário, é limitada e controlada por normas constitucionais (arts.
70/75) e por normas previstas na Lei 4.320/64 (arts. 75/82) e na LRF
(arts.43 a 59).
Os atos de fiscalização devem observar a legalidade, legitimidade,
economicidade, aplicação das subvenções e renúncia de receitas e serão
exercidos pelo Congresso Nacional, mediante controle externo, e pelo
sistema de controle interno de cada Poder, conforme disposição
constitucional. Vamos especificar cada um dos objetivos da fiscalização
citados acima:
a)legalidade: previsão da despesa e realização do gasto conforme as
disposições legais.
b) legitimidade: atendimento das necessidades públicas.
c) economicidade: maior aproveitamento dos recursos com o menor
custo possível.
d) aplicação de subvenções: aplicação dos valores repassados aos fins
que se comprometeram
e) renúncia de receitas: finalidade atingida pelas desonerações fiscais.

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Além disso, o controle abrange aspectos objetivos (contábil, financeiro,


orçamentário, operacional e patrimonial) e subjetivos ( qualquer pessoa
física ou jurídica, pública ou privada, que utilize, arrecade, guarde,
gerencie ou administre dinheiros, bens e valores públicos ou pelos quais a
União responda, ou que, em nome desta, assuma obrigações de natureza
pecuniária).
Vamos definir cada um deles:
Aspectos objetivos:
a)contábil: análise de registros contábeis e observância das regras da
LRF e da Lei 4.320/64. Ex: escrituraçãoo, balanços.
b) financeiro: arrecadação de receitas e efetivação das despesas.
Observa-se o fluxo de recursos. Ex: verificação dos limites da despesa
com pessoal.
c)orçamentário: observância das normas orçamentárias na
concretização da receita estimada e da despesa fixada, bem como
regularidade na elaboração das leis orçamentárias.
d)operacional: cumprimento de metas e resultados ao realizar os gastos
públicos. Ex: apreciação de programas, projetos, atividades.
e)patrimonial: análise da redução ou crescimento do patrimônio público.
Aspectos subjetivos: referem-se às pessoas que estão sujeitas à
fiscalização. Nos termos do art. 70, parágrafo único da CF, abrange todas
as pessoas físicas ou jurídicas, públicas ou privadas, que utilizem,
arrecadem, guardem, gerenciem ou administrem dinheiros, bens e
valores públicos ou pelos quais a União responda, ou que, em nome
desta, assumam obrigações de natureza pecuniária.

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Vamos verificar algumas questões relevantes acerca da abrangência do


controle exercido pelo TCU:
1) Organizações Sociais (terceiro setor).
SIM. O que interessa é a natureza pública dos recursos. Desse modo, o
terceiro setor, por tratar-se de organismo de interesse social que pode
receber recursos orçamentários e bens públicos necessários aos contratos
de gestão, poderá sofrer controle.
2) Servidor público ou empregado que não exerça cargo de
gestão.

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NÃO. Nesses casos, não existe o requisito da gestão da coisa pública
exigido pelo art. 70. Na situação de irregularidade no recebimento de
subsídio, por exemplo, o servidor responderá perante o setor responsável
da Administração Pública (com base no poder hierárquico ou disciplinar) e
não perante o TCU.
3) Pessoa estranha ao serviço público:
a) que causa dano à Administração que não decorra da gestão de
recursos públicos.
NÃO. Quando um particular causa dano ao erário, por exemplo,
danificando bancos de uma praça, será obrigado a reparar o dano por
outros meios, não se sujeitando ao controle interno ou externo.
Nesse sentido, dispõe a Súmula n 187 do TCU: Sem prejuízo da adoção,
pelas autoridades ou pelos órgãos competentes, nas instâncias, próprias e
distintas, das medidas JUDICIÁRIAs, civis e penais cabíveis, dispensa-
se, a juízo do Tribunal de Contas, a tomada de contas especial, quando
houver dano ou prejuízo financeiro ou patrimonial, causado por pessoa
estranha ao serviço público e sem conluio com servidor da Administração
Direta ou Indireta e de Fundação instituída ou mantida pelo Poder Público,
e, ainda, de qualquer outra entidade que gerencie recursos públicos,
independentemente de sua natureza jurídica ou do nível quantitativo de
participação no capital social".
b) que causa dano à Administração em conluio com pessoa que
tenha vínculo com a Administração
SIM. Nos termos da súmula citada logo acima.
c) que esteja obrigada a prestar contas ao poder público por
convênio ou ajuste
SIM. Nesse caso, encontra-se presente o requisito da gestão de bens
públicos, portanto, cabível a fiscalização.
4) Fundos
SIM. Entretanto, deve ser observado qual Tribunal será encarregado de
sua fiscalização. Assim:
a) se os recursos estão no Banco do Brasil, prontos para distribuição:
TCU.
b) se os recursos são repassados aos estados e municípios: TCE ou
TCM, conforme o caso, uma vez que os recursos farão parte da receita do
ente recebedor.
5) Sociedades de economia mista e empresas públicas.
SIM. Segundo entendimento do STF, exarado no MS 25092, o Tribunal de
contas tem competência para fiscalizar toda a Administração Direta e
Indireta.

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6) Conselhos de profissões regulamentadas:
SIM. Os conselhos federais são autarquias e, portanto, sujeitos à
Fiscalização, conforme entendimento do STF.
7) OAB (caso específico):
NÃO. De acordo com o STF,ao contrários dos demais órgãos de
fiscalização profissional, a OAB não é uma autarquia, pois possui
finalidade institucional. Assim, por estar fora da Administração Indireta,
não poderá sofrer controle pelo tribunal de contas (STF-ADI 3026).

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A CF prevê a possibilidade de intervenção da União nos estados e de


intervenção dos estados nos municípios que não prestarem contas no
prazo legal ( arts. 34 e 35).
O STF já se manifestou no sentido de que o Tribunal de contas não possui
competência para requerer diretamente ao governador do estado a
intervenção em determinado município. (STF-ADI 2631/PA)

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1.1 Espécies de controle
1.1.1 Quanto ao momento

a) Controle prévio: a despesa só poderia ser realizada se houvesse


aprovação do órgão externo controlador. Era obrigatório no Brasil até a
Constituição de 1946.
b) Controle concomitante: é feito durante a execução do
orçamento.Ex: art. 48-A da LRF, traz a necessidade de publicidade dos
gastos públicos a fim de que a população possa exercer o controle.
c)Controle posterior: após a execução orçamentária. Ex: análise de
pagamentos e contratações.
Obs: no Brasil aplica-se tanto o controle concomitante quanto o controle
posterior.

1.1.2 Quanto ao agente fiscalizador

a) Controle interno: é o tipo de controle que será exercido


internamente por todos os poderes.
Nos termos do art. 74 da CF, os Poderes manterão, de forma integrada,
sistema de controle interno com a finalidade de:
i) avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual, a
execução dos programas de governo e dos orçamentos da União;
ii) comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto à eficácia
e eficiência, da gestão orçamentária, financeira e patrimonial nos órgãos
e entidades da administração federal, bem como da aplicação de recursos
públicos por entidades de direito privado;
iii) exercer o controle das operações de crédito, avais e garantias,
bem como dos direitos e haveres da União;
iv)apoiar o controle externo no exercício de sua missão
institucional.
Além disso, a CF determina que os responsáveis pelo controle interno, ao
tomarem conhecimento de qualquer irregularidade ou ilegalidade, dela
darão ciência ao Tribunal de Contas da União, sob pena de
responsabilidade solidária.
Observem que o artigo menciona os responsáveis pelo controle interno.
Por sua vez, a Lei 8.112/90 (art. 116) traz o dever de todo servidor ou
agente público comunicar ao seu superior hierárquico as irregularidades
conhecidas em razão do cargo.
A lei 4.320/64 também traz regras sobre o controle interno:

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Art. 76. O Poder Executivo exercerá os três tipos de controle a que se refere o
artigo 75, sem prejuízo das atribuições do Tribunal de Contas ou órgão
equivalente.
Art. 78. Além da prestação ou tomada de contas anual, quando instituída em lei,
ou por fim de gestão, poderá haver, a qualquer tempo, levantamento, prestação
ou tomada de contas de todos os responsáveis por bens ou valores públicos.
Art. 79. Ao órgão incumbido da elaboração da proposta orçamentária ou a outro
indicado na legislação, caberá o controle estabelecido no inciso III do artigo 75.
Parágrafo único. Esse controle far-se-á, quando for o caso, em termos de
unidades de medida, prèviamente estabelecidos para cada atividade.
Art. 80. Compete aos serviços de contabilidade ou órgãos equivalentes verificar
a exata observância dos limites das cotas trimestrais atribuídas a cada unidade
orçamentária, dentro do sistema que for instituído para êsse fim.

Por fim, a LRF determina em seu art. 54, parágrafo único, que o relatório
de gestão fiscal será assinado pelas autoridades responsáveis pela
administração financeira e pelo controle interno e que o Poder
Legislativo, diretamente ou com o auxílio dos Tribunais de Contas, e o
sistema de controle interno de cada Poder e do Ministério Público,
fiscalizarão o cumprimento das normas desta Lei Complementar, com
ênfase no que se refere a atingimento das metas estabelecidas na lei de
diretrizes orçamentárias, limites e condições para realização de operações
de crédito e inscrição em Restos a Pagar etc (art. 59).
b) Controle externo: é o tipo de controle exercido exclusivamente pelo
Poder Legislativo com o auxílio do Tribunal de Contas.
Destacam-se as seguintes previsões constitucionais sobre o tema:
Art. 49. É da competência exclusiva do Congresso Nacional:
(...)
IX- julgar anualmente as contas prestadas pelo Presidente da República e
apreciar os relatórios sobre a execução dos planos de governo;
X - fiscalizar e controlar, diretamente, ou por qualquer de suas Casas, os atos do
Poder Executivo, incluídos os da administração indireta;

Art. 71. O controle externo, a cargo do Congresso Nacional, será exercido com o
auxílio do Tribunal de Contas da União.

Obs: as atribuições específicas do TC, contidas nos arts. 70 a 73 serão


estudadas separadamente no tópico destinado aos Tribunais de Contas.
c) Controle privado: é exercido por qualquer cidadão, partido político,
associação ou sindicato, que, nos termos do art. 74, §2 da CF, é parte
legítima para denunciar irregularidades ou ilegalidades perante o Tribunal
de Contas da União.

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Caberá a cada Tribunal de Contas disciplinar a matéria, sendo que mesmo
ausente a norma disciplinadora, os Tribunais de contas poderão conhecer
as denúncias.

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2. OS TRIBUNAIS DE CONTAS
Conforme vimos no item 1.1.2, o controle externo é realizado pelo Poder
Legislativo, com auxílio do Tribunal de Contas.
Nos termos da Constituição, o TCU é integrado por nove Ministros, tem
sede no Distrito Federal, quadro próprio de pessoal e jurisdição em todo o
território nacional.
Os ministros serão nomeados dentre brasileiros com mais de 35 anos e
menos de 65 anos de idade; com idoneidade moral e reputação ilibada e
notórios conhecimentos jurídicos, contábeis, econômicos e financeiros ou
de administração pública e mais de dez anos de exercício de função ou de
efetiva atividade profissional que exija os conhecimentos mencionados no
inciso anterior.
Por fim a escolha dos ministros será feita da seguinte forma: i) um terço
pelo Presidente da República, com aprovação do Senado Federal, sendo
dois alternadamente dentre auditores e membros do Ministério Público
junto ao Tribunal, indicados em lista tríplice pelo Tribunal, segundo os
critérios de antigüidade e merecimento e ii) dois terços pelo Congresso
Nacional.
Quanto aos Tribunais de Contas dos estados e do DF, o art. 75 dispõe que
observarão as regras aplicáveis ao TCU (princípio da simetria),
sendo que as Constituições estaduais disporão sobre os Tribunais de
Contas respectivos, que serão integrados por sete Conselheiros.
Embora o artigo também se refira aos Tribunais e Conselhos de Contas
dos Municípios, uma observação deve ser feita. É que o art. 31, §4,
dispõe que é vedada a criação de Tribunais, Conselhos ou órgãos de
Contas Municipais.
Isso porque, quando a Constituição foi promulgada, já existiam Tribunais
de Contas em São Paulo e no Rio de Janeiro, de modo que a vedação
aplica-se somente a criação de novos tribunais, mantendo-se os que já
haviam sido criados.
Interessante ressaltar que o STF já se pronunciou no sentido de que o
art. 31, §4 veda a criação de tribunais de conta municipais na estrutura
organizacional do muncípio, mas não impede que os estados criem
tribunais com jurisdição sobre as contas municipais (STF-ADIN 154,
DJ em 11/10/91).

2.1 Competências dos Tribunais de Contas e da


Justiça Federal e Estadual
Primeiro, registrem que não existe hierarquia entre os Tribunais, sendo
que cada um terá sua competência definida pela origem dos recursos a
serem fiscalizados.

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Assim, o TCU fiscaliza recursos federais repassados voluntariamente para
os outros entes.
Já a aplicação dos recursos estaduais e municipais, bem como os recursos
repassados por esses entes, em regra, estão sujeitos a fiscalização do
TCE.
Obs: nos estados da Bahia, Pará, Ceará e Goiás, existem Tribunais de
Contas na estrutura JUDICIÁRIA do estado . Assim, o TCE fiscaliza
os recursos estaduais e o TCM fiscaliza os municipais.
Obs: nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo, existem Tribunais de
Contas (órgão municipal). Nesse caso, o TCE fiscalizará os recursos
estaduais e municipais de ambos os estados, salvo os recursos que sejam
originários desses municípios (TCM).

Os recursos recebidos pelos estados, DF e municípios como participação


no resultado da exploração de minerais não estão abarcados pela
fiscalização do TCU, uma vez que se tratam de receita originária dos
entes.
Esse é o entendimento do STF, que declarou não ser aplicável ao caso o
art. 71, VI da CF (STF-MS 24312 DJ em 19/12/03).
No que se refere ao julgamento das ações que versem sobre
transferências de recursos de um ente para outro, existem duas situações
distintas:
a)competência da justiça federal: se houver repasse de recursos
federais, desde que eles estejam sujeitos à fiscalização de órgãos
federais. Ex: transferências voluntárias, verbas do SUS.
O critério a ser observado é a natureza e o interesse federal na
fiscalização da verba, independente de seu destino.
Nesse sentido, confiram o entendimento do STJ:

Súmula 208: Compete à Justiça Federal processar e julgar prefeito


municipal por desvio de verba sujeita a prestação de contas perante
órgão federal.

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CRIMINAL. CONFLITO DE COMPETÊNCIA. PREFEITO. MALVERSAÇÃO DE VERBAS
PÚBLICAS. EMPRÉSTIMO REALIZADO JUNTO À CAIXA ECONÔMICA FEDERAL.
FISCALIZAÇÃO DE ÓRGÃOS FEDERAIS. SUJEIÇÃO DAS CONTAS AO TCU.
COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL. I. Cuidando-se de processo em que existe
o envolvimento de prefeito municipal em possível crime de malversação de
verbas federais, oriundas de convênio com a Caixa Econômica Federal, sobressai
a competência da Justiça federal para o processo e julgamento do feito.
Inteligência da Súmula n.º 208 desta Corte. Precedente. II. Conflito conhecido
para declarar a competência do Juízo Federal da 1.ª Vara da Seção Judiciária do
Estado de Tocantins, o Suscitado. (STJ-CC 113913-TO, DJ em 23/02/12).

b)competência da justiça estadual: se houver repasse de recursos


federais, desde que eles se incorporem ao patrimônio municipal
ou estadual.
Ex: FPM.
O critério a ser observado é a incorporação da verba repassada ao
município. Assim, se não persiste o interesse federal, a verba deixa de
ser objeto de fiscalização do TCU, afastando-se a competência federal.
Confiram o entendimento do STJ:
Súmula 209: Compete à Justiça Estadual processar e julgar prefeito por
desvio de verba transferida e incorporada ao patrimônio municipal.

c)competência da justiça federal: se houver repasse de recursos que se


incorporem ao patrimônio municipal ou estadual, permanencendo o
interesse federal na matéria.
Ex: FUNDEB.
O critério a ser observado deixa de ser a incorporação e passa a ser a
permanência do interesse federal na matéria.
Confiram o entendimento do STF:
Habeas Corpus. 2. Desvio de recursos provenientes do Fundo de Manutenção e
de Desenvolvimento do Ensino Fundamental e Valorização do Magistério –
FUNDEF. 3. Competência da Justiça Federal. Precedentes. 4. Ordem concedida.
(...)
Diante dessa redação, deveras ampla, várias decisões monocráticas orientam-se
no sentido de que o texto constitucional atribuiu à União função supletiva e
redistributiva em matéria educacional, bem como o interesse na universalização
de um padrão mínimo de qualidade do ensino. Assim, esta Suprema Corte tem
adotado o entendimento de que a referida atribuição da União no que tange à
educação é condição suficiente para caracterizar seu interesse nas ações de
natureza penal concernentes a desvios do FUNDEF, independentemente de
repasse de verba federal. (STF-HC 100772/GO- DJ em 06/02/12).

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2.2 Natureza jurídica e eficácia das decisões
Pelo entendimento majoritário,não há que se falar em força jurisidicional
das decisões do Tribunal de Contas, uma vez que nossa Constituição
conferiu o monopólio da tutela jurisdicional ao Poder Judiciário (art.
5,XXXV).
A possibilidade de o TC analisar a constitucionalidade de lei ou ato
normativo, conforme previsto na súmula n 347 do STF não significa que o
Tribunal tenha força judicante, uma vez que essa atribuição somente
pode ser realizada em casos concretos e aplicam-se somente às suas
decisões, não refletindo em situações externas.
Ess questão voltou a ser debatida no MS 27837/DF, mas até o momento
prevalece em vigor a súmula referida acima. De qualquer modo, verifica-
se a possibilidade de mudança de entendimento, razão pela qual devemos
acompanhar o andamento do MS.
Assim, as decisões do TC tem natureza JUDICIÁRIA e vinculam a
Administração Pública, podendo ser reapreciadas pelo Judiciário.
Acerca da eficácia das decisões, ressalta-se o disposto no art. 71, §3: as
decisões do Tribunal de que resultem imputação de débito ou multa terão
eficácia de título executivo.
Assim, com base nesse título o erário (credor) tem direito de receber a
quantia devida, caso o responsável não efetue o pagamento no prazo
legal, sem necessidade de ingressar com um processo judicial de
conhecimento.
A cobrança desses títulos é feita pela Advocacia Geral da União ou pelas
Procuradorias, a depender se o título é federal, estadual ou municipal.
Conforme entendimento do STJ, não há necessidade de inscrição em
dívida ativa.
Acerca da atuação do Ministério Público que atua junto ao TCU, o STF
decidiu, no RE 687756, que a ação de execução só poderá ser ajuizada
pelo ente público beneficiário da condenação, portanto, o MP não poderá
promovê-la.
Embora haja o entendimento de que o agente que sofreu lesão é que
deve executar a multa, o STF reconheceu a repercussão geral no ARE
641896, no qual se discute qual ente (estadual ou municipal) deve cobrar
a multa aplicada a agente político municipal pelo TCE.
A celeuma gira em torno de definir se cabe ao estado executar multa
aplicada pelo TCE e, embora ainda não tenha sido julgada, houve decisão
recente da primeira turma do STF de que o estado não teria legitimidade
em tais casos. Esse é mais um caso a que devemos ficar atentos, pois
poderá haver mudança na orientação jurisprudencial quando o RE for
julgado.

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Outra observação relevante é que para efeitos de cobrança executiva, a
decisão do TC que determine ressarcimento é IMPRESCRITÍVEL (art. 37,
§5 da CF).
Por fim, destaco que os processos administrativos que tramitam perante o
TC devem observar o contraditório, a ampla defesa e a motivação das
decisões. Nesse sentido, a Súmula Vinculante n 3 do STF prevê que nos
processos perante o Tribunal de Contas da União asseguram-se o
contraditório e a ampla defesa quando da decisão puder resultar anulação
ou revogação de ato administrativo que beneficie o interessado,
excetuada a apreciação da legalidade do ato de concessão inicial de
aposentadoria, reforma e pensão.
As garantias do devido processo legal foram reconhecidas pelo STF
inclusive para empresas privadas que mantenham contratos com a
administração pública (STF-MS 23.550/DF)

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2.3 Competências
O art. 71 da CF estabelece detalhadamente as competências atribuídas ao
Tribunal de Contas:
a) apreciar as contas prestadas anualmente pelo Presidente da
República, mediante parecer prévio que deverá ser elaborado em
sessenta dias a contar de seu recebimento.
Reparem que o TC não julga, mas apenas aprecia as contas do
Executivo. Nesses casos, o TC apenas auxilia o Legislativo, emitindo
parecer prévio.

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O parecer não vincula o Legislativo no âmbito federal ou estadual, sendo


que no municipal só deixará de prevalecer por decisão de 2/3 dos
membros da Câmara de Vereadores (art. 31, §2).
Além disso, a Corte reconheceu a necessidade de observância do devido
processo legal, mesmo quando o TC confecciona o parecer prévio .
Essa atribuição está em consonância com o art. 84, XXIV da CF, que
determina que o Presidente deve prestar contas, anualmente, ao
Congresso Nacional nos 60 dias seguintes à abertura da sessão legislativa
e com o art. 49, IX que determina a competência do Congresso para
julgar tais contas.
Anotem, ainda que o art. 51, II da CF prevê que haverá tomada de contas
pela Câmara dos Deputados, se o Presidente não enviar no prazo legal, as
contas para o Congresso.

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O julgamento realizado pelo Legislativo não poderá ser alterado
judicialmente. O Judiciário somente poderá verificar a observância dos
princípios constitucionais e do rito procedimental, mas carece de
competência para analisar o mérito.

A primeira vez que o TCU rejeitou as contas do Presidente da República


em nosso país, ocorreu no dia 07/10/15. Na oportunidade, o STF, no MS
33729/DF, entendeu que o rito procedimental de julgamento das contas
perante o Congresso Nacional (art. 49, IX) deveria ocorrer em conjunto
nas duas Casas e não separadamente em cada uma delas.

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Portanto, caberá à Comissão Mista de Deputados e Senadores examinar
e emitir parecer sobre as contas, bem como submetê-las ao julgamento
do Congresso em sessão conjunta.
Os principais artigos utilizados para fundamentar a decisão foram i) 57,
§3: rol de sessões conjuntas é exemplificativo; ii)161, caput e §2:
reserva da matéria ao regimento comum, que, por sua vez, disciplina as
sessões conjuntas; iii) 161, §1: natureza mista da comissão que emite o
parecer e iv) simetria entre deliberação de leis orçamentárias e
verificação de seu cumprimento.

Por fim, cuidado para não confundirem o parecer prévio emitido pelo TCU
com o parecer emitido pela Comissão mista permanente sobre as contas
anuais do Executivo (art. 166, §1, I-CF).

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Qual a consequência de não haver julgamento das contas do


Executivo pelo Legislativo?
O tema ainda não foi definido pela Corte, portanto, prevalece até o
momento o entendimento de que a ausência de apreciação do parecer
prévio do TC pelo Legislativo não implica efeito nas contas ainda não
julgadas.

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Em outras palavras, se o parecer prévio opina pela rejeição das contas,
mas ainda não foi analisado pelo Legislativo, não poderá ensejar a
inelegibilidade do gestor do executivo, já que não possui efeito
vinculante.

b) julgar as contas dos administradores e demais responsáveis


por dinheiros, bens e valores públicos da administração direta e
indireta, incluídas as fundações e sociedades instituídas e
mantidas pelo Poder Público federal, e as contas daqueles que
derem causa a perda, extravio ou outra irregularidade de que
resulte prejuízo ao erário público.

Acerca dessa atribuição, é bom lembrar que a omissão do dever de

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* O STF já se posicionou no sentido de que o legislativo não pode ser
julgado pelo próprio legislativo. No caso, entendeu a Corte que norma da
Constituição Estadual que alarga a competência do controle externo
exercico pelas Câmaras Municipais, para alcançar, além do prefeito, o
presidente da Câmara Municipal fere o modelo previsto na Constituição
Federal ( STF-ADI 1964, DJE em 9/10/14).
** A questão do julgamento do Executivo ser realizado pelo Legislativo
em qualquer ocasião deve ser vista com cautela, pois existe o
entendimento de que o julgamento poderá ser realizado tecnicamente
pelo TCU, quando o representante do Executivo age também como
gestor e administrador de verbas públicas, exercendo função
JUDICIÁRIA de realização de despesas (exerce dupla função). Isso
ocorrerá em municípios menores, já que em municípios maiores, bem
como no âmbito federal e estadual, a função de ordenador de despesas
não será exercida pelo chefe do executivo (mas sim por ministros,
secretários de estados etc).
Essa posição baseia-se na diferenciação entre contas de governo (que
devem ser julgadas pelo Legislativo, que não está vinculado ao parecer
prévio do TC e poderá fazer uma análise política de conveniência e
oportunidade) e contas de gestão (que devem ser julgadas tecnicamente
pelo próprio TC, pois tratam da realização de despesas, afastando o
julgamento político do Legislativo).
A questão teve repercussão geral conhecida pelo STF, no RE 848826/DF,
mas até o momento, prevalece a tese de que somente o legislativo pode
julgar as contas.

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*** Acerca da competência para julgamento das contas do próprio TC, o


STF já se pronunciou no seguinte sentido:
TCE: julgamento pelo Legislativo.
Embora seja órgão autônomo e auxilie o Legislativo no controle externo,
não está alheio ao controle externo exercido por esse poder.
TCM: julgamento pelo Tribunal de Contas do estado (STF-ADI 687)
TCU: julgamento pelo Legislativo, após parecer prévio da comissão mista
permanente (art. 166, §1-CF e art. 56, §2-LRF).

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c) apreciar, para fins de registro, a legalidade dos atos de
admissão de pessoal, a qualquer título, na administração direta e
indireta, incluídas as fundações instituídas e mantidas pelo Poder
Público, excetuadas as nomeações para cargo de provimento em
comissão, bem como a das concessões de aposentadorias,
reformas e pensões, ressalvadas as melhorias posteriores que não
alterem o fundamento legal do ato concessório.
Nota-se que todas as admissões no serviço público serão analisadas pelo
Tribunal, inclusive contratações por prazo determinado, ressalvando-se
apenas os cargos em comissão.
O Tribunal também deverá apreciar a concessão de aposentadorias,
reformas e pensões, ressalvadas as situações descritas acima.
Acerca dessa atribuição, registrem que o art. 37, §2 permite que o
Tribunal afaste o servidor irregular, determine a nulidade do ato e puna a
autoridade responsável.
Destaco novamente que a Súmula Vinculante n 3 do STF prevê que nos
processos perante o Tribunal de Contas da União asseguram-se o
contraditório e a ampla defesa quando da decisão puder resultar anulação
ou revogação de ato administrativo que beneficie o interessado,
excetuada a apreciação da legalidade do ato de concessão inicial de
aposentadoria, reforma e pensão.
Registrem que à exceção contida na parte final foi dada uma nova
interpretação pelo STF, de modo que, nesses casos, não serão
observados o contraditório e ampla defesa, somente se o TC decidir sobre
a concessão ou não de aposentadoria no prazo de 5 anos.
Caso o Tribunal decida após esse prazo, deverá observar o contraditório e
a ampla defesa.
d) realizar, por iniciativa própria, da Câmara dos Deputados, do
Senado Federal, de Comissão técnica ou de inquérito, inspeções e
auditorias de natureza contábil, financeira, orçamentária,
operacional e patrimonial, nas unidades JUDICIÁRIAs dos
Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, e demais entidades
referidas no inciso II.
Acerca dessa atribuição, destaco uma conclusão importante: as
inspeções e auditorias só podem ser realizadas por um órgão colegiado,
portanto, não poderá um parlamentar isoladamente solicitá-las.
e) fiscalizar as contas nacionais das empresas supranacionais de
cujo capital social a União participe, de forma direta ou indireta,
nos termos do tratado constitutivo

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f) fiscalizar a aplicação de quaisquer recursos repassados pela
União mediante convênio, acordo, ajuste ou outros instrumentos
congêneres, a Estado, ao Distrito Federal ou a Município.
Nesse ponto, já vimos hoje que o critério que define quem irá
fiscalizar os recursos é a origem de tais recursos e que os
recursos recebidos pelos estados, DF e municípios a título de
participação no resultado da exploração de minerais são receitas
originárias desses entes e , por isso, não sofrem fiscalização pelo
TCU.
g) prestar as informações solicitadas pelo Congresso Nacional, por
qualquer de suas Casas, ou por qualquer das respectivas
Comissões, sobre a fiscalização contábil, financeira, orçamentária,
operacional e patrimonial e sobre resultados de auditorias e
inspeções realizadas
h)! aplicar aos responsáveis, em caso de ilegalidade de despesa ou
irregularidade de contas, as sanções previstas em lei, que
estabelecerá, entre outras cominações, multa proporcional ao
dano causado ao erário.
Ressalta-se, nesse ponto, que essaS sanções podem ser cumuladas com
outras sanções decorrentes de decisões judiciais, já que possuem
natureza diversa.
Como as esferas são independentes, o fato de Tribunal de Contas aprovar
determinada conta submetida à sua análise, não impede que haja
persecução penal, ou seja, havendo indícios suficientes, o Ministério
Público poderá oferecer denúncia e dar prosseguimento.
Registrem que é possível que sejam aplicadas as penas de multa e de
ressarcimento ao erário conjuntamente, uma vez que a primeira busca
punir aquele que desviou dinheiro ou causou prejuízo e a última busca a
reparação do dano.
Ainda no que se refere ao ressarcimento ao erário, o TCU entende que o
ordenador de despesas deverá arcar com juros e multas decorrentes de
atraso no pagamento de contas, obrigações fiscais, desde que haja culpa
do gestor (a responsabilidade não será objetiva).
Observem, ainda, que as sanções devem observar o princípio da
tipicidade e estar previstas na lei do respectivo Tribunal, pois o art. 5,
XXXIX da CF determina que não há pena sem prévia cominação legal.
Importante destacar que o STF já se pronunciou acerca da possibilidade
de o TC expedir medidas cautelares para garantir a efetividade de suas
decisões, inclusive “inaudita altera pars”.
Por fim, no que se refere à transmissibilidade das sanções aos sucessores,
a multa obedece a personalização da pena e o ressarcimento ao erário
poderá ser estendido aos sucessores, conforme art. 5, XLV da CF.

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i) assinar prazo para que o órgão ou entidade adote as


providências necessárias ao exato cumprimento da lei, se
verificada ilegalidade
j) sustar, se não atendido, a execução do ato impugnado,
comunicando a decisão à Câmara dos Deputados e ao Senado
Federal.
O artigo trata da providência a ser tomada pelo Tribunal, caso a
Administração, após notificada, não adote as medidas que visem sanear o
ATO.

Tratanto-se de contrato administrativo, nos termos do §1 do art. 71, o


ato de sustação será adotado diretamente pelo Congresso Nacional, que
solicitará, de imediato, ao Poder Executivo as medidas cabíveis.
Caso o Congresso Nacional ou o Poder Executivo, no prazo de noventa
dias, não efetivem as medidas,o Tribunal analisará e emitirá parecer, mas
não poderá sustar o ato, já que a competência é exclusiva do Congresso
Nacional.
O STF já se manifestou a respeito dessa atribuição do TC. Vamos conferir
parte do julgado, que é de extrema relevância para nossos estudos.
Tribunal de Contas: competência: contratos administrativos (CF, art. 71, IX e
§§ 1º e 2º). O Tribunal de Contas da União - embora não tenha poder para
anular ou sustar contratos administrativos - tem competência, conforme o art.
71, IX, para determinar à autoridade JUDICIÁRIA que promova a anulação do
contrato e, se for o caso, da licitação de que se originou. II. Tribunal de Contas:
processo de representação fundado em invalidade de contrato administrativo:
incidência das garantias do devido processo legal e do contraditório e ampla
defesa, que impõem assegurar aos interessados, a começar do particular
contratante, a ciência de sua instauração e as intervenções cabíveis. Decisão
pelo TCU de um processo de representação, do que resultou injunção à
autarquia para anular licitação e o contrato já celebrado e em começo de
execução com a licitante vencedora, sem que a essa sequer se desse ciência de
sua instauração: nulidade. Os mais elementares corolários da garantia
constitucional do contraditório e da ampla defesa são a ciência dada ao
interessado da instauração do processo e a oportunidade de se manifestar e
produzir ou requerer a produção de provas; de outro lado, se se impõe a
garantia do devido processo legal aos procedimentos administrativos comuns, a
fortiori, é irrecusável que a ela há de submeter-se o desempenho de todas as
funções de controle do Tribunal de Contas, de colorido quase - jurisdicional. A
incidência imediata das garantias constitucionais referidas dispensariam previsão

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legal expressa de audiência dos interessados; de qualquer modo, nada exclui os
procedimentos do Tribunal de Contas da aplicação subsidiária da lei geral de
processo administrativo federal (L. 9.784/99), que assegura aos administrados,
entre outros, o direito a "ter ciência da tramitação dos processos administrativos
em que tenha a condição de interessado, ter vista dos autos (art. 3º, II),
formular alegações e apresentar documentos antes da decisão, os quais serão
objeto de consideração pelo órgão competente". A oportunidade de defesa
assegurada ao interessado há de ser prévia à decisão, não lhe suprindo a falta a
admissibilidade de recurso, mormente quando o único admissível é o de
reexame pelo mesmo plenário do TCU, de que emanou a decisão. (STF-MS
23.550/DF- DJ em 31/10/01).

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XI - representar ao Poder competente sobre irregularidades ou


abusos apurados.
Nesse caso, o Tribunal comunica à autoridade responsável pela
fiscalização e responsabilização do ato irregular apurado, para que ela
tome as providências necessárias.

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É o que ocorrer, por exemplo, quando se verifica a ocorrência de crime,
sendo necessária representação ao Ministério Público.
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2.4 Demais competências previstas fora do art.


71
Além das competências previstas no art. 71 _ que são extensíveis aos
Tribunais de contas estaduais e municipais_ existem outras atribuições
previstas de modo esparso na Constituição:

a) efetuar o cálculo das quotas referentes aos fundos de


participação (art. 161, p.ú) e dos percentuais individuais de
participação da CIDE-Combustível.
Essa atribuição é somente do TCU (não se estende aos Tribunais
estaduais e municipais) e se refere aos seguintes fundos:
FPE, FPM,Fundo de compensação pelas exportações de produtos
industrializados e Fundos constitucionais de financiamento do Centro
Oeste, Norte e Nordeste.

O TCU efetua apenas os cálculos, mas a fiscalização da aplicação dos


recursos será feita pelo Tribunal de Contas competente para fiscalizar o
ente recebedor (pois os recursos são receitas desses entes)

b) auxílio à Comissão Mista Permanente do Congresso Nacional


(art. 72, §§1 e 2)
A Comissão mista permanente a que se refere o art. 166, §1º, diante de
indícios de despesas não autorizadas, ainda que sob a forma de
investimentos não programados ou de subsídios não aprovados, poderá
solicitar à autoridade governamental responsável que, no prazo de cinco
dias, preste os esclarecimentos necessários.
§ 1º Não prestados os esclarecimentos, ou considerados estes insuficientes, a
Comissão solicitará ao Tribunal pronunciamento conclusivo sobre a matéria, no
prazo de trinta dias.

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§ 2º Entendendo o Tribunal irregular a despesa, a Comissão, se julgar que o
gasto possa causar dano irreparável ou grave lesão à economia pública, proporá
ao Congresso Nacional sua sustação.

c)Poder regulamentar
Expedição de atos e instruções normativas necessários ao exercícios de
sua função fiscalizadora, orientando acerca de prazos e formas de
prestação de contas etc.

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2.5 Tribunais de Contas e a Lei de
Responsabilidade Fiscal
O art. 59 da LRF também trata das competências do Tribunal de Contas:
Art. 59. O Poder Legislativo, diretamente ou com o auxílio dos Tribunais de
Contas, e o sistema de controle interno de cada Poder e do Ministério Público,
fiscalizarão o cumprimento das normas desta Lei Complementar, com ênfase no
que se refere a:
I - atingimento das metas estabelecidas na lei de diretrizes orçamentárias;
II - limites e condições para realização de operações de crédito e inscrição
em Restos a Pagar;
III - medidas adotadas para o retorno da despesa total com pessoal ao
respectivo limite, nos termos dos arts. 22 e 23;
IV - providências tomadas, conforme o disposto no art. 31, para
recondução dos montantes das dívidas consolidada e mobiliária aos respectivos
limites;
V - destinação de recursos obtidos com a alienação de ativos, tendo em
vista as restrições constitucionais e as desta Lei Complementar;
VI - cumprimento do limite de gastos totais dos legislativos municipais,
quando houver.

O artigo §1 trata da função dos Tribunais de alertar quando os limites da


despesa total com pessoal e dos montantes da dívida consolidada e
mobiliária, bem como das operações de crédito, ultrapassarem 90%
(conforme vimos nas aulas específicas sobre esses temas).
Além disso, o Tribunal deverá alertar sobre situações que ensejem a
limitação de empenho, que comprometam custos ou resultados da gestão
orçamentária etc.

Os artigos 56 e 57 da LRF foram declarados inconstitucionais pelo STF na


ADI 2238, pois entendeu-se que havia no caso usurpação de
competência.
Tais artigos tratavam de regras de prestação de contas, incluindo no rol
das autoridades sujeitas ao parecer prévio do TC os demais gestores dos
órgãos dos Poderes Legislativo, Judiciário e do Ministério Público.

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Portanto, prevalece o entendimento de que apenas as contas do chefe do
poder executivo devem receber o parecer prévio do TC, em obediência ao
disposto no art. 71, I e II da CF.

2.6 Tribunais de Contas Sigilo Bancário


Muito se discutiu acerca da abrangência do poder de fiscalização do TCU.
Poderia o Tribunal, ao verificar a regularidade das contas, requisitar
informações sigilosas?
Parte da doutrina entende que sim, com base nos poderes conferidos pelo
art. 71 da CF.
Para outros autores a requisição não poderia ocorrer, já que somente a
quebra do sigilo pelo Judiciário possui autorização constitucional.
O STF se manifestou sobre a celeuma, sendo possível separar duas
situações distintas:
Em regra, o TCU não detém legitimidade para requisitar informações que
importem quebra de sigilo bancário, pois não está incluído no rol da LC
105/01 (STF-MS 22934/DF e MS 22801/DF)

O sigilo de informações previsto na LC 105/01 não abrange as operações


financeiras que envolvam recursos públicos, mesmo quando advindo de
instituições privadas. Isso porque, a transparência na aplicação dos
recursos e interesse social devem prevalecer sobre a preservação de
intimidade no caso. (STF-MS 33340, DJ em 03/08/15)

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3. RESUMO DO CONCURSEIRO

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Chegamos ao fim de nossa aula!


Grande abraço!
Natália Riche
profnatbfr@gmail.com

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4. QUESTÕES COMENTADAS

1-CGE-PI- 2015 –Cespe


Acerca das disposições estabelecidas pela Lei de Responsabilidade
Fiscal e das hipóteses de controle da execução orçamentária
previstas na CF, julgue o item a seguir.
( )Além das hipóteses de controle externo e interno das contas
públicas, a CF admite o controle da sociedade civil, que é exercido
mediante a formalização de denúncias sobre irregularidades ou
ilegalidades ao TCU, a participação na elaboração e discussão das
propostas orçamentárias e o acesso às informações referentes às
despesas e receitas.
Comentário.
O item está correto.Conforme estudamos, existem três tipos de controle
quanto ao agente fiscalizador:
a) Controle interno: é o tipo de controle que será exercido
internamente por todos os poderes.
b) Controle externo: é o tipo de controle exercido exclusivamente pelo
Poder Legislativo com o auxílio do Tribunal de Contas.
c) Controle privado: é exercido por qualquer cidadão, partido político,
associação ou sindicato, que, nos termos do art. 74, §2 da CF, é parte
legítima para denunciar irregularidades ou ilegalidades perante o Tribunal
de Contas da União.
Caberá a cada Tribunal de Contas disciplinar a matéria, sendo que mesmo
ausente a norma disciplinadora, os Tribunais de contas poderão conhecer
as denúncias.
Gabarito: certo

2-AGU-Advogado da União- 2012 –Cespe


No que se refere aos orçamentos e ao controle de sua execução,
julgue os itens seguintes.
( )Os cidadãos são partes legítimas para denunciar irregularidades
ou ilegalidades perante o Tribunal de Contas da União.

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Comentário:
O item está correto, pois cobra, em outras palavras, o mesmo que a
questão 12.
Gabarito: certo

3-TPR- 2016 –Auditor-Cespe (adaptada)


Com base na jurisprudência atual e dominante dos tribunais
superiores em matéria de direito financeiro, julgue:
( )Excetuada a revisão de aposentadoria, pensão ou reforma, serão
assegurados, nos processos perante os tribunais de contas, o
contraditório e a ampla defesa sempre que da decisão a ser proferida
puder decorrer revogação ou anulação de ato que tenha beneficiado o
interessado.
( )Em razão da impossibilidade de se interpretar extensivamente as
competências constitucionais e as competências do regime jurídico de
direito privado que regula as sociedades de economia mista, o TCU não
deve abrir fiscalização contra essa espécie empresarial, senão nos casos
em que haja fundada suspeita de atos danosos ao erário.
Comentário:
O item I está incorreto. A Súmula Vinculante n 3 do STF prevê que nos
processos perante o Tribunal de Contas da União asseguram-se o
contraditório e a ampla defesa quando da decisão puder resultar anulação
ou revogação de ato administrativo que beneficie o interessado,
excetuada a apreciação da legalidade do ato de concessão inicial de
aposentadoria, reforma e pensão.
O item II está incorreto. As sociedades de economia mista também são
abrangidas pelas fiscalização do TCU. Segundo entendimento do STF,
exarado no MS 25092, o Tribunal de contas tem competência para
fiscalizar toda a Administração Direta e Indireta.
Gabarito: I-errado II- errado

4-TCE-PR- 2016 –Auditor-Cespe (adaptada)


( ) Sempre que verificar que as despesas de pessoal de Poder
Executivo estadual atingiram o limite prudencial — 95% do limite máximo
das despesas com pessoal —, o TCE deverá emitir alerta sobre esse fato,
na forma da LRF.
( ) As contas prestadas pelo chefe do Poder Executivo serão objeto de
parecer prévio do respectivo tribunal de contas no prazo de sessenta dias
do recebimento, se outro lapso não estiver previsto no regimento interno
desse tribunal.

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Comentário
O item I está incorreto. O artigo §1 trata da função dos Tribunais de
alertar quando os limites da despesa total com pessoal e dos montantes
da dívida consolidada e mobiliária, bem como das operações de crédito,
ultrapassarem 90% (conforme vimos nas aulas específicas sobre esses
temas).
O item II está incorreto. Conforme salientamos na aula, as regras
aplicáveis ao Tribunal de Contas da União também devem ser obedecidas
pelos Tribunais de Contas estaduais e municipais, aplicando-se o princípio
da simetria. Assim, o prazo de 60 dias deverá ser seguido.
Gabarito: I errado II errado

6. TRT-18 Região- 2014 –Juiz– FCC


O Tribunal de Contas da União - TCU julgou irregulares as
contas prestadas por administrador de empresa pública federal,
tendo sustado a execução de contrato celebrado ilegalmente
pela empresa, com violação às normas sobre licitação. O TCU,
ainda, aplicou aos responsáveis pela irregularidade das contas
as sanções previstas em lei, dentre as quais multa proporcional
ao dano causado ao erário, com eficácia de título executivo. A
atuação do TCU neste caso foi
a)incompatível com a Constituição Federal, uma vez que as empresas
públicas seguem o regime de direito privado no que toca aos direitos e
obrigações civis, comerciais, trabalhistas e tributários, motivo pelo qual
sequer deveriam ter sido fiscalizadas pelo TCU.
b)incompatível com a Constituição Federal, uma vez que o TCU, ainda
que seja competente para fiscalizar as contas de empresa pública e para
impor o pagamento de multa proporcional ao agravo, não poderia ter-lhe
atribuído a eficácia de título executivo.
c)incompatível com a Constituição Federal, uma vez que o TCU, ainda
que seja competente para fiscalizar as contas de empresa pública, não
poderia ter imposto ao administrador o pagamento de multa proporcional
ao agravo, uma vez que essa competência foi reservada, pela
Constituição Federal, ao Poder Judiciário.
d)incompatível com a Constituição Federal, uma vez que o TCU, ainda
que seja competente para fiscalizar as contas de empresa pública e
aplicar multa proporcional ao agravo com eficácia de título executivo, não
poderia ter sustado a execução do contrato celebrado pela empresa, uma
vez que a competência para tanto foi reservada, pela Constituição
Federal, ao Congresso Nacional.

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e)compatível com a Constituição Federal em relação à competência para
fiscalizar as contas da empresa pública, para sustar a execução do
contrato celebrado ilegalmente pela empresa e para impor multa
proporcional ao agravo com eficácia de título executivo.

Comentário:
A questão exige o conhecimento das competências do TCU, contidas no
art. 71 da CF.
De início, ressalta o parágrafo único, do art 70, segundo o qual prestará
contas qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada, que utilize,
arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores
públicos ou pelos quais a União responda, ou que, em nome desta,
assuma obrigações de natureza pecuniária.
Nos termos do inciso o TC poderá aplicar aos responsáveis, em caso de
ilegalidade de despesa ou irregularidade de contas, as sanções previstas
em lei, incluindo a multa proporcional ao dano causado ao erário.
Além disso, conforme §3, as decisões do Tribunal de que resulte
imputação de débito ou multa terão eficácia de título executivo.
Por fim, vamos lembrar que o TC não tem competência para sustar
contrato, mas somente para sustar ato. No caso de contratos, o ato de
sustação será adotado diretamente pelo Congresso Nacional, que
solicitará, de imediato, ao Poder Executivo as medidas cabíveis.
Gabarito: D

7. TRT-9 Região- 2015 –FCC


O Poder Judiciário, incluindo o TRT da 9ª Região, deve prestar
contas ao Tribunal de Contas da União − TCU. Nos termos da
Constituição Federal, as decisões do TCU de que resultem
imputação de débito ou multa terão eficácia de:
a)precatório.
b)título executivo.
c)título administrativo.
d)dívida tributária.
e)operação de crédito.

Comentário:

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Questão simples que exige apenas o conhecimento do §3 do art. 71.
Conforme vimos na questão acima as decisões do TCU são títulos
executivos, extrajudiciais.
Recordem-se que também não é necessária sua inscrição em dívida ativa
e que a execução cabe ao ente que sofreu o prejuízo, afastando-se a
competência do MP que atua junto ao Tribunal de Contas.
Gabarito:b

8. TJ-AP- 2014 –FCC


A teor do art. 70 da Constituição Federal: Prestará contas
qualquer pessoa ...I... , que utilize, arrecade, guarde, gerencie
ou administre ...II ... ou pelos quais a União responda, ou que,
em nome desta, assuma obrigações de natureza pecuniária.

Completam, correta e respectivamente, as lacunas I e II:


a)jurídica pública - dinheiros e bens públicos
b)física ou jurídica, pública ou privada - bens e valores públicos
c)física ou jurídica, pública ou privada - dinheiros e bens públicos
d)jurídica pública - bens e valores públicos
e)física ou jurídica, pública ou privada - dinheiros, bens e valores
públicos

Comentário
Mais uma questão literal, mas extremamente importante para
relembrarmos a abrangência do controle do Tribunal de Contas.
Assim, conforme art 70, pú, estão abrangidas todas as pessoas físicas ou
jurídicas, públicas ou privadas, que utilizem, arrecadem, guardem,
gerenciem ou administrem dinheiros, bens e valores públicos ou pelos
quais a União responda, ou que, em nome desta, assumam obrigações de
natureza pecuniária.
Vamos aproveitar para lembrar dos casos específicos estudados hoje:

Controle realizado pelo TCU:

Organizações Sociais SIM


(terceiro setor).

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Servidor público ou NÃO


empregado que não exerça
cargo de gestão.

Pessoa estranha ao serviço a) que causa dano à


público: Administração que não decorra
da gestão de recursos públicos.
NÃO
b) que causa dano à
Administração em conluio com
pessoa que tenha vínculo com a
Administração
SIM.
c) que esteja obrigada a prestar
contas ao poder público por
convênio ou ajuste
SIM.

Fundos: SIM se os recursos estão no Banco do


Brasil, prontos para distribuição:
TCU.
se os recursos são repassados
aos estados e municípios: TCE
ou TCM, conforme o caso, uma
vez que os recursos farão parte
da receita do ente recebedor.

Sociedades de economia SIM


mista e empresas públicas.

Conselhos de profissões SIM


regulamentadas:

OAB NÃO

Gabarito: B

9. TCE-SP- 2011 – Procurador- FCC


O Tribunal de Contas da União

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I. é um órgão auxiliar do Congresso Nacional, apesar de fazer parte do
Poder Judiciário.
II. exerce a função de controle externo da administração federal e dos
demais Tribunais de Contas dos Estados e Municípios, conforme previsão
constitucional.
III. pode aplicar aos responsáveis por irregularidades de contas, as
sanções previstas em lei, inclusive multa proporcional ao dano causado ao
erário.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) I.
b) II.
c) III.
d) I e II.
e) I e III.
Comentário:
O item I está incorreto. O TC é órgão auxiliar do Congresso Nacional, mas
não pertence ao poder judiciário.
O item II está incorreto. O TC, nos termos do art. 71, exerce a
fiscalização das contas da pessoas físicas ou jurídicas, públicas ou
privadas, que utilizem, arrecadem, guardem, gerenciem ou administrem
dinheiros, bens e valores públicos ou pelos quais a União responda, ou
que, em nome desta, assumam obrigações de natureza pecuniária.
Entretanto, não existe hierarquia entre TCU, TCE e TCM.
Vamos lembrar do esquema visto em aula:

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O item II está correto. Trata-se da literalidade do art. 71 da CF.


Gabarito: C

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10. TCE-SP- 2011 – Procurador- FCC


A Constituição Federal determina, de forma expressa, que será
exercida pelo Congresso Nacional a fiscalização contábil,
financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e das
entidades da administração direta e indireta, quanto à
a) economicidade, renúncia de subvenções, legalidade, legitimidade,
conveniência e oportunidade dos atos de gestão.
b) legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e
renúncia de receitas.
c) legitimidade, economicidade, renúncia de receitas, conveniência e
oportunidade dos atos de gestão.
d) renúncia de receitas, probidade, conveniência e oportunidade dos
atos de gestão, legalidade e legitimidade.
e) conveniência e oportunidade dos atos de gestão, legalidade, justiça,
legitimidade e probidade.
Conforme estudamos hoje, a fiscalização do TCU, nos termos da CF, deve
observar:
a)legalidade: previsão da despesa e realização do gasto conforme as
disposições legais.
b) legitimidade: atendimento das necessidades públicas.
c) economicidade: maior aproveitamento dos recursos com o menor
custo possível.
d) aplicação de subvenções: aplicação dos valores repassados aos fins
que se comprometeram
e) renúncia de receitas: finalidade atingida pelas desonerações fiscais.
Gabarito: B

11.TRT-16 Região- 2014 –FCC


Nos termos estabelecidos pela Constituição federal NÃO é
atribuição constitucional do Tribunal de Contas da União
a)julgar as contas as contas dos administradores e demais responsáveis
por recursos públicos.
b)julgar as contas do Presidente da República.
c)sustar, se não atendido, a execução de ato impugnado, comunicando à
Câmara dos Deputados e ao Senado Federal.

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d)apreciar, em regra, para fins de registro, a legalidade dos atos de
admissão de pessoal, a qualquer título, na administração direta.
e)fiscalizar as contas nacionais das empresas supranacionais de cujo
capital social a União participe, de forma direta ou indireta, nos termos do
tratado consultivo.

Comentário:
Todos os itens tratam de atribuições do TC previstas no art. 71 da CF,
salvo o item B
Na verdade, quem julga as contas do Presidente é o Congresso Nacional.
O TC não julga, mas apenas aprecia as contas do Executivo, apenas
auxiliando o Legislativo, com a emissão de parecer prévio.
O parecer não vincula o Legislativo no âmbito federal ou estadual, sendo
que no municipal só deixará de prevalecer por decisão de 2/3 dos
membros da Câmara de Vereadores (art. 31, §2).
Essa atribuição está em consonância com o art. 84, XXIV da CF, que
determina que o Presidente deve prestar contas, anualmente, ao
Congresso Nacional nos 60 dias seguintes à abertura da sessão legislativa
e com o art. 49, IX que determina a competência do Congresso para
julgar tais contas.
Gabarito: B

12. TCE-SP- 2011 – Procurador- FCC


Ao tratar da Fiscalização Contábil e Financeira e Orçamentária, a
Constituição Federal dispõe, expressamente, que qualquer
a) contribuinte ou cidadão é parte legítima para, na forma da lei,
denunciar irregularidades e ilegalidades perante as Mesas do Senado e da
Câmara dos Deputados.
b) contribuinte, vereador, associação ou sindicato é parte legítima para,
na forma da lei, denunciar irregularidades e ilegalidades perante o
Congresso Nacional.
c) partido político, autarquia, associação ou empresa pública é parte
legítima para, na forma da lei, denunciar irregularidades e ilegalidades
perante o Poder Executivo.
d) cidadão, partido político, associação ou sindicato é parte legítima
para, na forma da lei, denunciar irregularidades ou ilegalidades perante o
Tribunal de Contas da União

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e) órgão da Administração Direta ou Indireta, partido político ou sindicato
é parte legítima para, na forma da lei, denunciar irregularidades e
ilegalidades perante o Senado Federal.
Comentário: O item D está correto, conforme art. 74, §2 da CF.
Gabarito: D

13.TCM-RJ- 2015 –Auditor-FCC


A Lei Complementar no 101/2000 estabelece textualmente que
o Poder Legislativo, diretamente ou com o auxílio dos Tribunais
de Contas, e o sistema de controle interno de cada Poder e do
Ministério Público, fiscalizarão o cumprimento das normas desta
Lei Complementar, com ênfase para determinados pontos
expressamente previstos nesse diploma legal.

No que diz respeito especificamente aos Tribunais de Contas, a


referida Lei Complementar no 101/2000 estabelece que
compete a esses Tribunais alertar os Poderes Legislativo,
Executivo e Judiciário, bem como os demais órgãos referidos no
seu art. 20, sempre que constatarem:
I. que os montantes das dívidas consolidada e mobiliária, das
operações de crédito e da concessão de garantia se encontram acima
de 75% dos respectivos limites.
II. que os gastos com inativos e pensionistas se encontram acima do
limite de 90%, definido na própria Lei Complementar no 101/2000.
III. a existência de fatos que comprometam os custos ou os resultados
dos programas ou irregularidades na gestão orçamentária, estas
últimas apuradas em processo judicial com trânsito em julgado.
IV. que o montante da despesa total com pessoal ultrapassou 90% do
limite.

Está correto o que se afirma APENAS em:


a)I.
b)I, II e III.
c)II e IV.
d)III.
e)IV.
Comentário:
Nos termos do art. 59 §1 da LRF, os Tribunais tem função de alertar
quando os limites da despesa total com pessoal e dos montantes da
dívida consolidada e mobiliária, bem como das operações de crédito,

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ultrapassarem 90% (conforme vimos nas aulas específicas sobre esses
temas).
Além disso, o Tribunal deverá alertar sobre situações que ensejem a
limitação de empenho, que comprometam custos ou resultados da gestão
orçamentária etc.
Gabarito: E

14. TCE-SP- 2011 – Procurador- FCC


Examinar e emitir parecer sobre os projetos de lei relativos ao
plano plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao orçamento anual
e aos créditos adicionais e sobre as contas apresentadas
anualmente pelo Presidente da República, bem como examinar e
emitir parecer sobre os planos e programas nacionais, regionais e
setoriais previstos na Constituição Federal e exercer o
acompanhamento e a fiscalização orçamentária, são competências
a) do Congresso Nacional.
b) de uma Comissão mista permanente de Senadores e Deputados.
c) do Senado Federal.
d) do Tribunal de Contas da União.
e) de uma Comissão mista formada por representantes do governo e da
sociedade civil, indicados pelo Presidente da República.
Comentário:
O item B está correto, nos termos do art. 166, §1 da CF.

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Gabarito:B

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15.TCM-RJ- 2015 –Procurador-FCC (adaptada)
Recentemente, o Supremo Tribunal Federal decidiu que o Banco
Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)
deverá fornecer as informações referentes aos contratos
formalizados com as empresas privadas, afirmando o relator,
Ministro Fux, que “o benefício de sigilo à empresa é menor do
que o benefício da publicidade”. Sobre esse assunto, a Lei de
Responsabilidade Fiscal
a)não faz referência ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e
Social (BNDES) nem ao sigilo de contrato de financiamento em nenhum
de seus dispositivos.
b)dispõe que a prestação de contas do BNDES deverá especificar os
empréstimos e financiamentos concedidos com recursos oriundos dos
orçamentos fiscal e da seguridade social e, no caso das agências
financeiras, avaliação circunstanciada do impacto fiscal de suas atividades
no exercício.
c)determina que as contas apresentadas pelo Chefe do Poder Executivo,
inclusive as contas do BNDES, deverão ficar disponíveis, durante sessenta
dias, no respectivo Poder Legislativo e no órgão técnico responsável pela
sua elaboração, para consulta e apreciação pelos contribuintes, sindicatos
e associações.
d)dispõe que a prestação de contas da União conterá demonstrativos do
Tesouro Nacional, excluindo os contratos de empréstimos e
financiamentos de particulares junto ao BNDES e demais agências
financeiras oficiais, tendo em vista o princípio do sigilo bancário,
consagrado na Constituição Federal.
e)é omissa e, por esse motivo, a questão foi levada à solução pelo STF,
através de ação de inconstitucionalidade por omissão proposta pelo
Presidente da República.
Comentário
O item B está correto, pois aborda a literalidade do art. 49, pú, da LRF.
A questão é interessante, pois aborda recente julgado do STF que vimos
na aula de hoje.
Em regra, o TCU não detém legitimidade para requisitar informações que
importem quebra de sigilo bancário, pois não está incluído no rol da LC
105/01 (STF-MS 22934/DF e MS 22801/DF)
O sigilo de informações previsto na LC 105/01 não abrange as operações
financeiras que envolvam recursos públicos, mesmo quando advindo de
instituições privadas. Isso porque, a transparência na aplicação dos
recursos e interesse social devem prevalecer sobre a preservação de
intimidade no caso. (STF-MS 33340, DJ em 03/08/15)

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Gabarito: B

16.TCE-CE- 2015 –Auditor-FCC


A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) estabelece limites para a
realização de gastos com pessoal pelo Poder Público e cabe aos
Tribunais de Contas a apuração desses cálculos. Caso seja
constatado que a despesa de determinado Poder tenha atingido
o correspondente a 93% do limite a ele estabelecido, o Tribunal
de Contas deverá:
a)julgar as contas irregulares.
b)julgar as contas irregulares com ressalvas.
c)alertar o Poder de que foi ultrapassado o patamar de 90% do limite.
d)cientificar o Ministério Público Estadual.
e)abrir tomada de contas especial.
Comentário:
O artigo 59, §1 da LRF dispõe que os Tribunais devem alertar quando os
limites da despesa total com pessoal e dos montantes da dívida
consolidada e mobiliária, bem como das operações de crédito,
ultrapassarem 90%.
Gabarito: C

17.SEFAZ-PE- 2014 –Auditor-FCC


Se o Presidente da República não apresentar suas contas ao Congresso
Nacional dentro de 60 dias após a abertura da sessão legislativa,
a)o Congresso Nacional deverá notificar o Presidente da República a
prestar suas contas em 30 dias, sob pena de intervenção federal.
b)os pagamentos das despesas do Poder Executivo, relacionadas com a
Administração Direta, ficarão bloqueados até que sejam apresentadas as
contas.
c)será instaurado processo de Impeachment perante o Senado Federal.
d)o Tribunal de Contas da União deverá notificar o Presidente a prestar
suas contas em 10 dias, sob pena de instauração de processo de
improbidade JUDICIÁRIA.
e)competirá à Câmara dos Deputados proceder à tomada de contas do
Presidente da República.
Comentário:
O esquema abaixo facilita o entendimento da questão.

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o art. 84, XXIV da CF, que determina que o Presidente deve prestar
contas, anualmente, ao Congresso Nacional nos 60 dias seguintes à
abertura da sessão legislativa e o art. 49, IX determina a competência do
Congresso para julgar tais contas.
Por fim, o art. 51, II da CF prevê que haverá tomada de contas pela
Câmara dos Deputados, se o Presidente não enviar no prazo legal, as
contas para o Congresso.

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Gabarito: E

18.MPC-MS- 2013 –Analista de Contas-FCC


A respeito dos controles interno e externo do orçamento
público, considere:

I. O controle externo, a cargo do Congresso Nacional, será exercido


com o auxílio do Tribunal de Contas da União.
II. As contas dos Municípios ficarão, durante sessenta dias,
anualmente, à disposição de qualquer contribuinte, para exame e
apreciação, o qual poderá questionar-lhes a legitimidade, nos termos
da lei.
III. Qualquer cidadão, partido político, associação ou sindicato é parte
legítima para, na forma da lei, denunciar irregularidades ou
ilegalidades perante o Tribunal de Contas da União.
IV. Compete ao Tribunal de Contas da União apreciar e julgar as
contas prestadas anualmente pelo Presidente da República, no prazo
de sessenta dias a contar de seu recebimento.
Está correto o que se afirma APENAS em
a)I
b)II e III.
c)I e IV.
d)I, II e III.

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e)III e IV.
Comentário:

O item I está correto, conforme art. 71, caput, da CF.


O item II está correto, conforme art.30, §3 da CF.
O item III está correto, conforme art 73, §2 da CF.
O item IV está incorreto, pois o art. 84, XXIV da CF, determina que o
Presidente deve prestar contas, anualmente, ao Congresso Nacional nos
60 dias seguintes à abertura da sessão legislativa e o art. 49, IX
determina a competência do Congresso para julgar tais contas.
Nos termos do art. 71, o TC não julga, mas apenas aprecia as contas do
Executivo, auxiliando o Legislativo, emitindo parecer prévio.
Gabarito: D

19.PGE-BA- 2013 –FCC


Sujeita-se à fiscalização orçamentária:
a)apenas a pessoa física que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou
administre dinheiros, bens e valores públicos, não se aplicando tal regra à
pessoa jurídica.
b)apenas a pessoa jurídica, pública ou privada, que uti- lize, arrecade,
guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores públicos ou
pelos quais a União responda, ou que, em nome desta, assuma
obrigações de natureza pecuniária, não se aplicando tal regra à pessoa
física.
c)qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada, que utilize,
arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores
públicos ou pelos quais a União responda, ou que, em nome desta,
assuma obrigações de natureza pecuniária.
d)apenas a pessoa jurídica pública que utilize, arrecade, guarde,
gerencie ou administre dinheiros, bens e valores públicos ou pelos quais a
União responda, ou que, em nome desta, assuma obrigações de natureza
pecuniária, não se aplicando à de natureza privada.
e)qualquer pessoa física ou jurídica pública que utilize, arrecade,
guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores públicos ou
pelos quais a União responda, ou que, em nome desta, assuma
obrigações de natureza pecuniária, não se aplicando à de natureza
privada.

Comentário

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Trata-se da literalidade do art. 70 , pú, da CF, que dispõe que prestará
contas qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada, que utilize,
arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores
públicos ou pelos quais a União responda, ou que, em nome desta,
assuma obrigações de natureza pecuniária.
Gabarito: C

20.PGE-BA- 2013 –FCC


No controle externo do orçamento, nos termos da Constituição
Federal, cabe ao Tribunal de Contas:
a)estabelecer multa proporcional ao dano causado ao erário, devida
pelos responsáveis em caso de ilegalidade de despesa.
b)julgar as contas do chefe do poder executivo e dos demais poderes.
c)julgar a legalidade dos atos de admissão de pessoal, inclusive
nomeações para cargo de provimento em comissão.
d)oficiar ao Ministério Público para que este suste a execução de ato
ilegal não sanado.
Comentário
O item A está correto.Trata-se do art. 71, VIII da CF.
O item B está incorreto. Como vimos nas questões anteriores, o
julgamento das contas do chefe do executivo é feito pelo Congresso
Nacional.
O item C está incorreto. O art 71 prevê a competência do TCU
para apreciar, para fins de registro, a legalidade dos atos de admissão de
pessoal, a qualquer título, na administração direta e indireta, incluídas as
fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público, excetuadas as
nomeações para cargo de provimento em comissão.
O item D está incorreto.Conforme art. 71, X, o próprio Tribunal irá sustar,
se não atendido, a execução do ato impugnado, comunicando a decisão à
Câmara dos Deputados e ao Senado Federal.
Gabarito: A

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