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CAPÍTULO 1 - GENERALIDADES SOBRE INSTRUMENTOS

CLASSIFICAÇÃO DOS INSTRUMENTOS:

CARACTERÍSTICAS DE CONSTRUÇÃO DOS INSTRUMENTOS:

TEMPERATURA – os instrumentos devem funcionar dentro de uma variação de -35°C á +60°C (temperatura normal
15°C).
VIBRAÇÃO – mesmo num plano de 45° as vibrações de não menos de 0,003 da polegada e não mais de 0,005 da
polegada de amplitude e frequência de de 600 a 2200 oscilações por minuto.
VEDAÇÃO – Há dois modos de vedação: Os mais rústicos por diferença de pressão são vedados á prova d’água
(orifício na parte de baixo da caixa); os de pressão absoluta (giroscópicos) vedados á prova de ar.
POSIÇÃO – indicações não sejam afetadas pelas variações de até 180°, para ambos os lados.
AMORTECIMENTO – quando necessário devem usar fixadores apropriados, restrições ou qualquer outro artifício de
amortecimento.
ESCALA – normalmente calibrada dentro de uma margem de 50% á 100% sobre o limite usual do instrumento.
MARCAÇÕES – pintadas na forma de arco ou decalque nos vidros dos instrumentos, ou diretamente no mostrador,
essa pintura é tratada com radium (composição venenosa), que torna possível a leitura no escuro. As faixas podem
ser: Vermelha, verde, amarela, azul e branca.
Arco vermelho – operação proibida.
Arco verde – operação normal.
Arco amarelo – operação indesejável, pode existir perigo (usado em emergência).
Arco azul – operação em regime econômico.
Arco branco – operação com alguma característica especial (exemplo: velocímetro e operação com flape).
TAMANHO - dois tamanhos padronizados, a maioria das caixas é de 2 ¾ da polegada e 1 7/8 da polegada.
PESO – pesos e tamanhos reduzidos.
CAIXA – a maioria das caixas é moldada numa composição fenólica (química).
ILUMINAÇÃO – vários tipos: lâmpadas elétricas no painel, lâmpadas nos próprios instrumentos; lâmpadas elétricas
e luz ultravioleta cheias de argônio.
OUTRAS CARACTERÍSTICAS – precisão; segurança; durabilidade; leveza; fácil instalação; mínimo de manutenção;
leitura simples.
CAPÍTULO 2 – INSTRUMENTOS DE VOO

Três dos mais importantes instrumentos de voo são conectados ao sistema anemométrico: velocímetro, altímetro e
o indicador de razão de subida e descida (variômetro).

Tubo pitot com tomada estática acoplada – apresenta duas seções: uma câmara de pressão estática e uma câmara
de pressão dinâmica. A pressão estática entra por três orifícios na parte superior e três na inferior, esses orifícios
ajudam a compensar os erros causados por ângulos diferentes, orifícios inferiores também servem para escorrer
água proveniente da condensação. Na pressão dinâmica, uma placa defletora impede que corpos estranhos ou
umidade penetrem no sistema.
Tubo de pitot com tomática estática separada – vantagens: mais precisa e menor possibilidade de formação de gelo.
A pressão estática é a pressão atmosférica = 1.033kgf/cm², ou seja, 1,033 bares. A pressão dinâmica se desenvolve
como resultado direto da velocidade do avião e da densidade do ar, essa pressão aumenta com a velocidade e
diminui com a altura.

VELOCÍMETRO

VELOCIDADE INDICADA (IAS) – sem correções para variações de densidade atmosférica e sempre que as condições
se alteram, erros são introduzidos.
VELOCIDADE VERDADEIRA (TAS) – com correções de temperatura e altitude da velocidade indicada.
VELOCIDADE ABSOLUTA – é a velocidade do avião em relação ao solo.
Tipos de velocímetros – são classificados de acordo com seu tipo de funcionamento:
- De manômetro diferencial
- Mecânicos
- Térmicos ou de fio quente
De manômetro diferencial são classificados:
- De tubo Pitot-estático
- De tubo de Venturi
- De tubos de Venturi –Pitot

Existem também dois tipos de velocímetros mecânicos classificados:


Rotativos e de deflexão.
Os instrumentos por pressão diferencial são os mais usados em aeronaves.
As pressões são captadas por tubos de Pitot ou Venturi e medidas por manômetros metálicos sensíveis.
Nos mecânicos rotativos: a velocidade é medida em função do numero de rotações das palhetas dos moinhos.
Nos mecânicos de deflexão: a velocidade é medida por intermédio da resistência oposta por uma placa, ao
deslocamento da corrente de ar.

Indicador de velocidade verdadeira – possui um alarme visual, caso a aeronave atinja a velocidade de aproximação
(abaixo de 100kt) e o trem de pouso não esteja travado em baixo. A velocidade indicada nunca é precisa há sempre
uma tolerância. Possui também alarme de sobrevelocidade (ponteiro VNE/MNE).

Tabela de tolerância
ALTÍMETRO

A razão da variação da temperatura com a altitude é chamada de gradiente térmico.


Convecção: é o calor transferido verticalmente. A transmissão é feita de molécula á molécula.
Advecção: o calor é transferido horizontalmente pelo movimento do ar.
Definição de pressão: P = F/S  quociente entre uma força ou peso e a área da superfície onde a força está aplicada.
Unidades da pressão atmosférica: 14,7 psi = 1013,25mb ou hPa = 29,92in HG
Variações de pressão são causadas pela densidade, sendo essas causadas pela temperatura.

Definições de pressão:

Pressão absoluta: é contada a partir do zero absoluto de pressão (pressão atmosférica local).
Pressão diferencial: é a que resulta da comparação entre pressões (pressão interna e externa de uma aeronave).
Pressão relativa: é quando a pressão atmosférica é tomada como ponto zero ou de partida de decolagem.

Definições de Altitude:

Altitude Absoluta (altura): é a vertical da superfície da terra.


Altitude Indicada: é a leitura não corrigida, de um altímetro barométrico.
Altitude Calibrada: é a altitude indicada corrigida.
Pressão da Altitude do Campo: lida na escala barométrica, ajustada ao local onde o avião está pousado.
Altitude Verdadeira: é a distância acima do nível do mar.
Altitude-densidade: é a altitude-pressão corrigida pela temperatura.
Nota: o nível zero da atmosfera padrão considera-se a terra como uma esfera perfeitamente lisa.

Altímetro codificador:

O transponder responde ao radar do solo com um código dando ao controlador certas informações que ele necessita.
O transponder tem 4.096 códigos. A maioria dos altímetros codificadores em uso utiliza codificadores óticos.

Operação do transponder:

Responde a todas as interrogações válidas do ATC, que transmite em 1090Mhz e recebe em 1030Mhz.
O radar primário PSR é usado a fim de localizar e manter todos os aviões dentro da área de controle.
O radar secundário SSR faz uma varredura sincronizada com o PSR e identifica os aviões equipados com transponder.
O transponder opera no modo A ou C.
Modo A (identificação): por uma estação de terra respondendo aos códigos que consiste de quatro dígitos variando
cada um de zero a 7 (0000 á 7777), em alguns países o modo B substitui o modo A.
Modo C (altitude): possui altímetro decodificador, informa a altitude da aeronave. O modo D não está em uso.
INDICADOR DE RAZÃO DE SUBIDA

Também conhecido como:

Indicador de velocidade vertical (VSI)


Indicador de razão de subida e descida
Indicador de regime ascensorial
Variômetro
climb
Tem por finalidade indicar se a aeronave está subindo, ou em voo nivelado.
O funcionamento é baseado no princípio que a medida que a altitude aumenta a pressão atmosférica diminui.

INSTRUMENTOS GIROSCÓPICOS

Giro direcional Horizonte artificial Indicador de curva

Os instrumentos giroscópicos podem ser operados por um sistema de vácuo ou por um sistema elétrico.

Inércia ou rigidez giroscópica

é quando adquire alto grau de rigidez e o seu eixo aponta sempre na mesma direção.

Precessão giroscópica

pode ser mostrada pela aplicação de uma força ou pressão ao giro, em torno do eixo horizontal. Haverá uma
resistência à força e o giro em vez de girar em torno do eixo horizontal girará ou precessará em torno do eixo
vertical na direção indicada pela letra P. Da mesma forma, se a força ou pressão for aplicada em torno do eixo
vertical o giro irá precessar em torno do eixo horizontal na direção mostrada pela seta P.
GIRO DIRECIONAL

Tem a finalidade de estabelecer uma referência fixa, para que se mantenha a direção do voo, em conjunto com a
bússola, indicará o rumo ou direção do avião. Serve também para indicar a amplitude das curvas.

INDICADOR DE ATITUDE

Também chamado de:

Horizonte artificial
Indicador de horizonte
Indicador de voo
Giro horizonte

Dá a indicação visual da posição do avião em relação ao horizonte.

Funções do indicador de atitude:

Bandeira off – aparece quando não está energizado.


Escala de arfagem – apresenta a atitude de arfagem em graus.
Avião-miniatura – representa o avião.
Linha do horizonte – representa linha do horizonte.
Botão de ereção e ajuste – movimenta verticalmente o avião-miniatura.
Indicador de curva e derrapagem – permite coordenar curvas.
Índice de rolamento – referência para a determinação da atitude de rolamento.
Escala de rolamento – apresenta a atitude com índice de rolamento.

INDICADOR DE CURVA E DERRAPAGEM

Tem a finalidade de possibilitar ao piloto efetuar curvas de precisão e coordenar o leme de direção e o aileron.
O indicador de curva e derrapagem é na realidade uma combinação de dois outros instrumentos, um indicador de
curva e um indicador de derrapagem (inclinação).
O tubo está quase cheio de um líquido claro (querosene sem ácido) que serve para amortecer o movimento da bola.

ACELERÔMETRO

O acelerômetro indica a aceleração ao longo do eixo vertical do avião.

MAQUÍMETRO

A velocidade do som diminui com a redução da temperatura e da densidade do ar.A temperatura e a densidade do
ar diminuem com o aumento da altitude, portanto, a velocidade do som varia inversamente com a altitude.
CAPÍTULO 3 – INSTRUMENTO DE NAVEGAÇÃO

Latitude – é a distância em graus, de qualquer ponto da Terra em relação á linha do Equador.


Longitude – é a distância em graus, de qualquer ponto da Terra em relação ao meridiano de Greenwich.
Linhas Isogônicas – é a linha imaginária que liga os pontos de igual inclinação, a declinação magnética é igual em
todos os pontos de uma linha isogônica.

BÚSSOLA MAGNÉTICA

Consiste em uma caixa com um líquido ( é o querosene que evita a corrosão e preserva o mancal de partículas
insolúveis que ficam no fundo da caixa) contendo uma rosa dos ventos, com um sistema de 2 agulhas magnetizadas,
suspensas num suporte.

Instalação da Bússola – antes da compensação, o máximo de desvio da bússola não deve ser superior a 25°, depois
de compensada os desvios não devem exceder 10°.

Causas principais de ineficiência das Bússolas :

Instalação incorreta
Vibração
Magnetismo
Erro de curva para o norte

Compensação da Bússola - nunca em hangares, ou perto de qualquer estrutura metálica.

SISTEMA PICTORIAL DE NAVEGAÇÃO

Sistema primitivo onde as ideias são expressas por meio de desenhos das coisas ou figuras simbólicas. Neste
sistema inclui HSI e RMI...

PRINCÍPIOS DE VOR

As estações de VOR operam na faixa de frequência de 108:00 a 117:95 Mhz.


A radial é determinada pelo ângulo medido entre o norte magnético e o avião com relação a uma estação de VOR.
SISTEMA DE POUSO POR INSTRUMENTOS - ILS

LOCALIZER – orientação horizontal e consiste de um transmissor localizado no eixo da pista e próximo á


extremidade oposta a aquela em que a aeronave pousa. Uma portadora de VHF (faixa de 108,1 a 111,95 MHZ)
modulada por um tom de 90 Hz e outro de 150 Hz.

GLIDESLOPE – orientação vertical, denominado ângulo de planeio, transmissor localizado ao lado da pista próximo
á cabeceira de aproximação. Uma portadora de UHF (329,15 a 335 Mhz) e também modulada por dois tons de
áudio 90 a 150 Hz.

MARKER BEACONS – constituídos por três transmissores alinhados com o eixo da pista.

Marcadores externo, médio e interno operam numa única frequência 75 Mhz. Sendo que cada portadora é
modulada por um tom de áudio diferente:

INTERNO: 3.000Hz MÉDIO: 1.300Hz EXTERNO: 400Hz

LUZ BRANCA LUZ AMBAR LUZ AZUL


INDICADOR DE CURSO (HSI)

HSI (Horizontal Situation Indicator) – mostram a posição geográfica do avião, de uma panorâmica plana em função
do rumo escolhido, em relação a uma estação de VOR e ou de ILS.

INDICADOR RÁDIO MAGNÉTICO (RMI)

Uma marca fixa na parte superior do instrumento, denominada índice de proa, e é referência da proa magnética do
avião, quando lida sobre o cartão compasso.
CAPÍTULO 4 – INSTRUMENTOS DE MOTOR

INDICADOR DE TORQUE

O sistema de indicação de torque pode ser elétrico ou eletrônico.

Elétrico – Descrição geral:

Torquímetro – consiste de um cilindro e de um pistão. Encontra-se incorporado á caixa de redução do motor, sendo
acionado pela engrenagem anular do primeiro estágio de redução. A diferença entre a pressão do torquímetro e a
pressão da caixa de redução, indica exatamente o valor do torque produzido.

Transmissor de torque – é uma unidade sensora selada, do tipo relutância variável, provida de uma tomada para a
linha de pressão proveniente da câmara do torquímetro e de um receptáculo para o conector da cablagem elétrica
que o supre com 26 VCA/ 400 Hz e o liga aos indicadores.

Eletrônico – Descrição geral:

Torquímetro - O conjunto de eixos do torquímetro é composto de dois eixos coaxiais. O elemento central (eixo de
torque) interconecta o eixo de entrada da caixa de redução, através do acoplamento tipo diafragma. O sensor de
torque penetra na carcaça dianteira de ar até próximo aos anéis dentados do torquímetro, captando a diferença de
fase entre os anéis e enviando estes sinais á SCU (unidade condionadora de sinais), o sendor mede e corrige
também temperatura de ar na região do torquímetro.

O indicador de torque e a SCU são alimentados com 28 VCC.

INDICADORES DE TEMPERATURA

Consiste basicamente de uma ponte de Wheaststone, instalada no interior do indicador, sendo um dos braços da ponte
formada pelo bulbo resistivo, sensível á temperatura, o sensor é instalado normalamente na linha de pressão do óleo.

Elemento sensível (Bulbo) – o elemento sensível á temperatura ou captador é feito de um enrolamento de fio de
níquel puro. Em cada lado do enrolamento há uma tira de mica e uma de prata. O tubo de proteção é feito de
Monel (liga de níquel e cobre).

Galvanômetro – utiliza duas bobinas que se deslocam num campo não uniforme entre dois ímãs permanentes

INDICADORES DE TEMPERATURA BIMETÁLICOS

Os termopares condutores ou as sondas bimetálicas são comumente contruídas de ferro e constantan, porém cobre
e constantan, ou cromel e alumel são outrascombinações de metais de características físicas diferentes em uso.

A sonda de ferro e constantan é a mais usada na maioria dos


motores radiais, e cromel e alumel é usada em motores a jato.

A junção aquecida do termopar varia de forma, tipos comuns são: tipo gaxeta e do tipo baioneta.
INDICAÇÃO DE TEMPERATURA DOS GASES DA TURBINA

O indicador da temperatura dos gases de escapamento da turbina – EGT (engine gás temperature).

Este sistema fornece uma informação visual na cabine dos gases do escapamento da turbina,
enquanto eles estão deixando a unidade motora.

TiT – temperada entrada da turbina (turbine inlet temperature).

O instrumento é calibrado de zero grau centígrados até o limite máximo de 1.200 graus.

INDICADOR DE TEMPERATURA INTERTURBINAS

O sistema possui oito sensores (termopares) de cromel (cromo-níquel)/ alumel (alumínio-níquel), ligados em
paralelo a duas barras de interligação, captando a média das temperaturas desenvolvidas na região. as barras de
interligação são dois anéis, um de cromel e outro de alumel.

INDICADORES DE PRESSÃO

INDICADORES TIPO TUBO DE BOURDON – são usados para indicar qual pressão na qual o óleo do motor está
sendpoforçado através dos rolamentos, nas passagens do óleo e nas partes móveis do motor, e a pressão na qual o
combustível é entrgue ao carburador ou controle de combustível. São usados também para medir pressão do ar nos
sistemas de degelo e nos giroscópios medem também as misturas ar/combustível na linha de admissão, e a pressão
de líquidos e de gases em diversos sistemas.

Instrumentos conjugados dos motores convencionais – são geralmente 3 instrumentos agrupados, contém
indicações de pressão de óleo, indicações de pressão de gasolina e temperatura do óleo.

INDICADORES DA PRESSÃO DE ADMISSÃO

O instrumento é projetado para pressão absoluta. Esta pressão é a soma da pressão do ar e a pressão adicional
criada por um compressor. Quando o motor não está funcionando o indicador de pressão de admissão registra a
pressão atmosférica estática, quando ligado, a leitura depende da rotação do motor

Indicadores de pressão do tipo síncrono – O síncrono é o equivalente elétrico de um eixo metálico.

Constituição de sincrogerador – estator e o rotor são as partes principais.

Campos magnéticos do rotor e estator : segundo a Lei de Lens, a tensão induzida no estator terá uma polaridade
que fará circular uma corrente que criará um campo contrário ao que lhe deu origem (o campo do rotor)
INDICADORES DE PRESSÃO DE ÓLEO

Pode ser obtida através de um sistema síncrono onde eletromagnetos são usados como rotor.

Os rotores são excitados por uma corrente alternada de 26 volts e 400 hertz, através de anéis deslizantes e escovas
ou através de molas capilares.

Transmissor de pressão de óleo – é uma unidade selada do tipo cápsula. Uma engrenagem dentada transmite,
através de uma alavanca tipo balancim, a alteração de pressão, sentida pelas cápsulas, a um eixo síncrono.

SISTEMAS DE MEDIR FLUXO DE COMBUSTÍVEL

Usados para indicação de consumo de combustível, na maioria das vezes instalados nos aviões maiores. Os
indicadores podem ser simples ou duplos.

INDICADORES DE ROTAÇÃO – TACÔMETROS

Usado para indicação da velocidade de rotação dos conjuntos compressor/ turbina do compressor.

Existem três tipos de sistemas tacômetros usados em grande escala atualmente:


Mecânico – Elétrico - Eletrônico

SINCROSCÓPIO

É um instrumento que indica de dois ou mais motores estão sincronizados, se estão operando na mesma R.P.M.,
consiste de um pequeno motor que recebe corrente elétrica do gerador de tacômetro de ambos os motores.
CAPÍTULO 5 – INSTRUMENTOS DIVERSOS

VOLTAMPERÍMETRO

Indica a tensão da bateria e dos geradores e também a corrente solicitada de cada gerador.
Mecanismo de D’Arsonval – composto por bobina móvel e imã permanente (forma de ferradura).

AMPERÍMETROS

Nada mais é que um galvanômetro (D’Arsonval) com uma resistência de valor baixo em paralelo. Esta resistência
recebe o nome de resistor Shunt.

VOLTÍMETRO

Nada mais é que um galvanômetro (D’Arsonval) em série com uma alta resistêincia. Esta resistência rerecebe o
nome de Resistência multiplicadora.

MEDIDOR DE FADIGA

Um acelerômetro montado perto do centro de gravidade da aeronave pode ser então usado para monitorar as
aceleraççoes verticais da linha de voo.
INDICADOR DE TEMPERATURA DO AR EXTERNO

Permite leituras a partir de -60° até 60°C.

INDICADORES DE QUANTIDADE DE COMBUSTÍVEL

O mais simples é do tipo boia.

Sistema tipo capacitor – componentes básicos são: um indicador, uma sonda do tanque, uma unidade ponte e um
amplificador.
A capacitância de um capacitor depende de três fatores:
- Área das chapas
- Distância das chapas
- Dielétrico constante do material entre as chapas (o material dielétrico é todo o combustível)

SISTEMAS DE INDICAÇÃO DO ÂNGULO DE ATAQUE

Detecta o ângulo de ataque do avião de um ponto na lateral da fuselagem, consiste de um detector de ângulo de
ataque (transmissor) da direção da corrente de ar e um indicador localizado no painel de intrumentos.

INDICADORES DE PRESSÃO HIDRÁULICA

O estojo desse instrumento contém um tubo Bourdon e um mecanismo de coroa e pinhão, através do qual os
movimentos de deformação do turbo Bourdon são amplificados e transferidos para o ponteiro.

INDICADORES DE PRESSÃO DO SISTEMA DE DEGELO

Instrumento que mede a pressão dos “BOOTS”.

INDICADORES DE SUCÇÃO

São usados nos aviões para indicar a quantidade de sucção que aciona os instrumentos giroscópicos.
CAPÍTULO 6 – MATERIAIS ELÉTRICOS

FIO
– condutor singelo e rígido ou condutor retorcido, ambos revestidos com um material isolante.
CABO
- Dois ou mais condutores isolados separadamente e no mesmo invólucro (cabo multicondutor).
- Dois ou mais condutores separadamente e torcidos juntos (par torcido).
- Um ou mais condutores isolados, revestidos com uma blindagem trançada metálica (cabo blindado).
- Um condutor central singelo isolado, com um condutor externo de revestimento metálico (cabo de
radiofrequência – cabo coaxial).
BITOLA DE FIO
- Modelo padrão especificado pelo AWG (Anerican Wige Gage).
- Quanto maior a bitola menor o diâmetro do fio.
- Calibre: ferramenta usada para medir bitola do fio variando de 0 até 36.
- Três fatores na seleção da bitola – perda de energia (calor) - queda de voltagem - capacidade condutora.
- Os dois condutores mais comumente usados: cobre e alumínio.
- Cobre: possui maior condutibilidade, mais dúctil, resistência á tração, facilmente soldado, mais caro e pesado.
- Alumínio – 60% de condutibilidade do cobre, leve e mais barato.
- Queda de voltagem dos cabos da fonte de força de geração ou da bateria: não deve exceder 2%
- Resist. de um ponto massa do gerador ou da bateria até o terminal massa de qualquer componente: 0,005 ohm
IDENTIFICAÇÃO DOS CONDUTORES
- Combinação de Algarismos e letras, neles impressa.
- tipo significante: indica a função do circuito ao qual pertence o condutor.
- tipo não significante: não indica a função do circuito ao qual pertence o condutor.
ISOLAMENTO DO CONDUTOR
- Duas propriedades fundamentais: resistência do isolamento e a força dielétrica.
- Duas propriedades fundamentais: resistência do isolamento e a força dielétrica.
- A resistência do isolamento pode ser medida com um medidor MEGGER
- A força dielétrica é a propriedade de suportar a diferença de potencial.
- Isolantes como seda e papel não são mais usados, os + comuns são: vinil, algodão, nylon, teflon e amianto mineral.
INSTALÇÃO DA FIAÇÃO ELÉTRICA
- fiação descoberta: qualquer fio ou grupo de fios não envolvido por conduíte.
- grupo de fios – 2 ou mais fios indo para o mesmo local amarrados juntos.
- chicote ou cablagem – 2 ou mais grupos de fios amarrados juntos .
- fiação protegida eletricamente – fios que incluem proteção (fusíveis, disjuntores)
- fiação sem proteção elétrica – sem fusíveis, disjuntores ou outros limitadores de corrente.
AMARRAÇÃO DA CABLAGEM (CHICOTE)
- devem ser constituídos em menos de 75 fios, ou ter 1 ½ a 2 polegadas de diâmetro.
- amarração: barbante de algodão, linho, nylon ou fibra de vidro.
- em feixes que contenham cabos coaxiais usa-se somente barbante de nylon.
- a braçadeira (tirap) deverá ser usada em temperatura abaixo de 350°F (aproximadamente 176°C).
CABLAGENS
- deflexão máxima de ½ de polegada.
- curvatura não deve ser inferior a 10 vezes o diâmetro externo dos grupos.
- nas barras de termonais, onde está adequadamente suportado, 3 vezes o diâmetro externo é aceitável.
- cabo coaxial (e exceção) nunca num raio inferior a 10 vezes o diâmetro externo.
- sempre que possível, os fios e os chicotes devem correr sempre em paralelo ou em ângulos retos com as nervuras
e longarinas, exceção o cabo coaxial que deve ser tão diretamente quanto possível.
- alguns fios devem ser isolados para alta temperatura com material como: amianto, fibra de vidro, ou teflon.
- fios não devem ser instalados a menos de 4 polegadas da parte mais baixa da fuselagem.
- furo de drenagem na tubulação plástica: 1/8 de polegada.
- o fio nunca deve passar por baixo da bateria do avião.
- a fiação deve manter uma folga mínima de 3 polegadas dos cabos de controle.
CONECTORES
- os conectores suscetíveis á corrosão são tratados com uma gelatina á prova d’água quimicamente inerte.
- tipos: classe A (finalidade geral) – classe D (vibração) – classe K (á prova de fogo)
- identificação – letras e números do código são marcados no anel de acoplamento do invólucro.
Conduítes
- nas formas rígidas e flexíveis.
- especifica-se o diâmetro interno do conduíte em torno de 25% maior do que o diâmetro máximo do chicote.
- de proteção de fogo – encontrada na: asa, empenagem, nariz, compartimento hidráulico, etc...
- em zonas onde podem ser danificados por pedras como no trem de pouso, são encapsulados (recebem jaqueta
especial de fluoro carbono).
EMENDAS
- emendas de cobre: unem fios pequenos de bitola 22 até 10.
- fio de alumínio: não deve ser emendado temporariamente.
SOLDAGEM DE CONDUTORES
- ferro de soldar: procedimento mais comumente usado.
METALIZAÇÃO ELÉTRICA (BONDING)
- é o estabelecimento de um caminho condutivo, entre duas ou mais parte metálicas, de forma a assegurar o
mesmo potencial entre as partes.
- estruturas metálicas são dividas em dois tipo:
Primária: estrutura principal da fuselagem, asa e empenagens.
Secundária: partes metálicas que se agregam a estrutura primária (suportes, naceles, painéis, etc...)
- a metalização deve ser feita sempre nas partes secundárias.
- peças de titânio não deve ser ligadas diretamente á estrutura de alumínio, sua ligação deve ser feita através de
pontes ou com os próprios parafusos de fixação.
- peças não metalicas devem ser protegidas de raios por uma tela metálica fina na camada mais externa livre de
resina (proporcionando a sua metalização).
DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO DE CIRCUITOS
- disjuntores ou fusíveis: tão próximos quanto possível da barra de fonte de força.
- disjuntores religáveis: não devem ser usados como dispositos de proteção das aeronaves.
- fusíveis: tira de metal que fundirá sob excesso de fluxo de corrente, feitos de liga de estranho e bismuto. São
instalados em dois tipos de suporte na aeronave: plug in holders (para fusíveis pequenos), e Clip (fusíveis grandes).
-disjuntores - circuit braker, existem de vários tipos: tipo magnético, chave de sobrecarga (lâmina bimetálica).
- disjuntores de controle remoto (RCCB) – é o casamento de um relé e um disjuntor.
SISTEMAS DE ILUMINAÇÃO DE AERONAVES
Luzes externas – luzes de posição: verdedireita - vermelha esquerda – branca estabilizador vertical
Luz de anticolisão – pode consistir de uma ou mais luzes. Pisca pisca das luzes está entre 40 e 100 ciclos por minuto.
Luzes de pouso – instaldas na parte mediana do bordo de ataque de cada asa, ou faceadas na superfície do avião.
Luzes de taxi – de 150 a 250 watts. / luz de inspeção das asas – 100 watts, faciada no lado externo das naceles.
BATERIAS
- Pilhas primárias: tais como pilha seca comum ou pilha de lanterna, transformam energia química em elétrica, são
caracterizadas por não possuírem ação química reversível.
- Pilhas secundárias: diferem das pilhas primárias pelos tipos de suas placas, seu eletrólito e por possuir ação
química reversível.
- As baterias de automóveis e de aeronaves são exemplos de pilhas secundárias.
BATERIAS CHUMBO-ÁCIDO
- consiste de um grupo de pilhas ou células secundárias, de placas de chumbo (negativas), peróxido de chumbo
(positivas) e um eletrólito composto de 25% de ácido sulfúrico e 75% de água destilada.
- quando a bateria está carregada, a densidade do eletrólito é de 1,275 a 1,300g/cm³.
- quando descarregada a densidade fica com 1,100 a 1,150g/cm³. Pois o ácido sulfúrico reage sobre as placas
formando o sulfato de chumbo.
- tensão nominal de um elemento é de 2 volts.
- verificação da densidade: deve ser feita semanalmente, com um densímetro.
-nunca se deve adicionar água no ácido. O calor produzido com isso pode respingar ácido no operador.
- as baterias podem ser carregadas somente com corrente contínua ou pulsativa unidirecional.
- para remoção da bateria: em primeiro lugar retirar o cabo ligado a massa e cuidar para não derramar eletrólito.
BATERIAS ALCALINAS
- dois tipos são usados atualmente: níquel-cádmio e prata-zinco. ambos com eletrólito de hidróxido de potássio
(KOH).
BATERIA DE NÍQUEL CÁDMIO
- O eltrólito é uma solução de água destilada e hidróxido de potássio (KOH – POTASSA CAUSTICA).
- o eletrólito é empregado como condutor, e não reage com as placas como fazem as baterias de chumbo-ácido.
- as placas negativas são de ósido de chumbo e as positivas de óxido de níquel, isolados por placas de nylon e fibra.
- o estado de carga da bateria é medido o nível do eletrólito.
- A unidade utilizada é o ampere-hora (Ah) e a capacidade se expressa em Ah que é o número resultante da
multiplicação da intensidade de descarga pelo número de horas que pode ser mantida até descarregar-se.
- EXEMPLO – bateria de 100 Ah em 8 horas pode entregar 12,5 a continuamente 8 horas. (8 X 12,5 = 100 Ah).

- Vantagens :
Tensão constante
Pouco peso e volume.
Não se descarregam no circuito aberto.
Possuem baixa resistência interna.
Admitem tensão de carga superior.
Carregam rapidamente.
Possuem longa vida (15 anos).
Podem ser substituídos um ou mais elementos da bateria original.

- Desvantagens:
Alto custo.
Requer atenção no quesito temperatura.
Possibilidade de explosão inter-células.
Fuga térmica.
Curtos.

- para se carregar bateria nova: 3 horas de carga, 1 hora de descanso. 1 hora de descarga (para confirmar se entra
em carga), 1 hora de descanso, 3 horas de carga = 9 horas no total.
- para carregar baterias usadas: checar parafusos, descarga, descanso de 1 hora, carga 3 horas, descanso 1 hora,
descarga (simular arranque do avião), carga 3 horas, descanso (recolocar na aeronave).
- A bateria NI-CAD é um dos mais eficientes armazenamentos de energia elétrica disponível atualmente.
BATERIAS PRATA-ZINCO
- elementos ativos são óxido de prata (placa positiva) e o zinco (placa negativa).
- o eletrólito é uma solução forte de hidróxido de potássio (KOH)
- fácil manutenção, vantagem sobre a de chumbo ácido: menor peso e volume permitem altas correntes.
- são muito sensíveis á excesso de tensão. Nunca se deve permitir que a tensão ultrapasse 2,05v por elemento.
- são usadas 14 células em série, tensão de operação máxima de 25,5v e tensão média sob corrente mais elevada de
21,0v.
CAPÍTULO 7 – SISTEMAS ELÉTRICOS DE PARTIDA E DE IGNIÇÃO DE MOTORES.

SISTEMAS ELÉTRICOS DE PARTIDA

- a maioria dos motores de aeronaves é acionada por um dispositivo chamado motor de partida (starter), ou
arranque.

SISTEMAS DE PARTIDA DE MOTORES CONVENCIONAIS

- os mais comuns:
Cartucho
Manual de inércia
Elétrico de inércia
Inércia combinado
Elétrico de engrazamento direto.
- a maioria dos arranques de motores convencionais é do tipo elétrico de engrazamento direto.

- motores de partidas de inércia, três tipos:


Manual de inércia
Elétrico de inércia
Inércia combinado

- Elétrico de engrazamento direto - consiste de dois componentes básicos: um conjunto motor e seção de
engrenagens.

- práticas de manutenção: substituição das molas e das escovas, limpeza de acúmulos dos comutadores e
torneamento da partes queimadas ou arredondamento dos comutadores do motor de partida. Como regra, as
escovas devem ser substituídas quando desgastadas aproximadamente na metade dos seus comprimento originais.

SISTEMAS DE PARTIDA DOS MOTORES DE TURBINA Á GÁS

- os tipos básicos de motores de partida de turbina á gás são motores elétricos C.C., turbina de ar, e combustão.
- sistemas elétricos de partida são dois tipos: de acionamento direto, e arranque gerador.

- sistemas elétricos de ignição: dividido em duas classes: por bateria e por magneto, também é classificada com
simples ou ignição dupla.

- sistema de ignição por magneto: classificado como sistema de magneto de baixa ou alta tensão.

- Conjunto de contatos patinados: são do tipo desarticulados, no qual um dos contatos é móvel e o outro fixo.

- Conjunto de bobinas do magneto: consiste em um núcleo de ferro doce, em torno do qual encontraremos as
bobinas primária e secundária, sendo que a secundária se encontra enrolada na primária.

Disco de sincronismo: dispositivo dde posiocianemento do eixo das manivelas mais preciso do que as marcas de
referência. Consiste em um disco e um ponteiro.

Luz de sincronia: utilizada para ajudar a determinar o instante exato em que os contatos do magneto se abre,.

Buchas de velas de latão ou aço inoxidável: são usualmente limpas com uma ferramenta de limpa roscas (macho).

Antes de instalar a vela: as primeiras duas ou três roscas do final do eletrodo são cobertas com composto base de
grafite.
CAPÍTULO 8 – SISTEMAS ELÉTRICOS DE PROTEÇÃO CONTRA EFEITOS DE CHUVA E O E CONTRA FOGO

Sistemas elétricos do limpadores de pára–brisas


Cada limpador é girada por um conjunto de motor-conversor.os conversores mudam de movimento rotativo do
motor para um movimento alternado.

Os dois tipos de gelo: opaco e vítreo.


Opaco: superfície áspera nos bordos de ataque.
Vítreo: superfície lisa e espessa sobre os bordos de ataque.

Os três tipos de detectores de fogo mais usados: razão de aumento da temperatura, sensores de radiação e
detectores de fumaça.

Par térmico: cromel e o constantam.

Dois tipos de detectores usados de circuito contínuo: KIDDE E FENWAL.

TIPOS DE FOGO:
CLASSE A: madeira, papel, pano, etc...
CLASSE B: petróleo, graxas, solventes, etc...
CLASSE C: equipamentos elétricos.
CLASSE D: metais.
CAPÍTULO 1 – CIRCUITOS REATIVOS

IMPEDÂNCIA
- Soma vetorial de oposição total á passagem de corrente.
- Expressa em Ohms – símbolo Z

POTÊNCIA ELÉTRICA – P =E .I

LEI DE OHM – E= I / R

RESSONÂNCIA EM SÉRIE: é quando é estabelecida a igualdade entre reatância indutiva e reatância capacitiva.
- Reatância indutiva é diretamente proporcional á frequência, reatância capacitiva é inversamente proporcional.

Largura da faixa (Band Width) ou faixa de passagem de um circuito é uma faixa de frequência na qual a variação da
tensão aplicada produz resposta que não difere muito da obtida na frequência de ressonância.

RESSONÂNCIA EM PARALELO: é quando encontra se em igualdade a reatância indutiva e a capacitiva.

FILTROS DE FREQUÊNCIA: a função do filtro de frequência é efetuar uma determinada separação destes
componentes, assim pode- se separar componentes de corrente contínua dos de corrente alternada ou separar
componentes da corrente alternada por faixa de frequência.

Filtro “passa-baixa”: transmite todas as frequências de uma frequência limite, chamada frequência de corte.
Filtro “passa-alta”: faz exatamente o contrário.
Filtro “corta faixa”: barra as frequências que ficam dentro de uma faixa, deixando passar as demais.

INDUTÂNCIA – A capacidade de uma bobina em criar o fluxo com determinada corrente que a percorre é
denominada Indutância (símbolo L) medida em "henry" cujo símbolo é H.

CAPACITÂNCIA – Símbolo C., é a grandeza escalar determinada pela quantidade de energia elétrica que pode ser
acumulada em si por uma determinada tensão e pela quantidade de corrente alternada que atravessa
um capacitor numa determinada frequência. Sua unidade é dada em farad cujo símbolo F.
CAPÍTULO 2 – OSCILOSCÓPIO

Permite observar tanto o valor como a forma do sinal em qualquer ponto de um circuito eletrônico. Suas principais
aplicações são:
- Medição de valores de: potência, tensão, ângulo de fase, etc...
- Comparação entre frequência desconhecida e uma frequência padrão, determinando assim o valor desconhecido.

Consiste basicamente de um tubo de raios catódicos e de circuitos ampliadores auxiliares.

Tubos de Raios Catódicos (TRC): é um tubo de vidro projeto especialmente para medir fenômenos elétricos que
não podem ser medidos por outros meios. É a parte principal do osciloscópio e também é usado em sistemas de
radar.

Canhão Eletrônico: a parte mais importante do TRC que está sistuado em seus extremos e tem por finalidade
projetar um feixe de elétrons de um extremo ao outro. Consiste de um filamento, um catodo, uma grade de
controle, um anodo focalizador e um anodo acelerador.
As tensões aplicadas ao anodo acelerador variam desde 250 v á 10.000 v.

A tela do TRC tem por finalidade transformar energia cinética do elétron em energia luminosa. O revestimento mais
comumente usado é o silicato de zinco que emite luz verde.

Existem dois tipos de deflexão ou desvio: eletrostático e eletromagnético.

CIRCUITO GERADOR DE BASE DE TEMPO


-Sua finalidade é fazer com que o feixe eletrônico se mova da esquerda para a direita da tela a uma velocidade
uniforme e logo regresse rapidamente ao lado esquerdo.
-Esse movimento é chamado de varredura linear.

FUNÇÕES BÁDICAS DOS CONTROLES:


- Intensidade
- Focalização
- Posição vertical e horizontal
- Entrada vertical
- Entrada horizontal
- Atenuador vertical
- Ganho vertical
- Ganho horizontal
- Seletor de varredura
- Varredura externa
- Seletor de sincronismo
- Chave de sincronismo
CAPÍTULO 3 – REQUISITOS PARA ANÁLISE DE CIRCUITOS

FONTES OU GERADORES DE TENSÃO CONSTANTE


- Uma fonte de tensão é um gerador de tensão que possui resistência interna muito baixa, entregando em sua saída
um valor de tensão constante.
- Existe gerador de tensão ideal (diferença de potencial constante) e o gerador de tensão real (na prática não
existe).

FONTES OU GERADORES DE CORRENTE CONSTANTE


Dispositivos capazes de fornecer uma corrente de valor constante a qualquer carga, desde um circuito aberto (carga
infinita) até um curto circuito (resistência carga zero).
Os geradores de corrente constante envolvem dispositivos semicondutores: transistores, diodos, zener, etc...

ELEMENTOS DO CIRCUITO

REDE OU CIRCUITO: conjunto de condutores, geradores, ligados em série, triângulo, pararalelo, etc...

NÓ: junção de três ou mais elementos componentes de uma rede

BRAÇO OU RAMO: qualquer porção de uma estrutura (de um circuito), ligando diretamente dois nós, sem passar
por um terceiro.

LAÇO: é a combinação de todos os elementos formadores de um circuito fechado.

MALHA: é um laço que não pode ser dividido, ou seja. É todo o circuito fechado.

LEIS DE KIRCHOFF
1° a soma das correntes que entram em um nó é igual a soma das correntes que saem dos nó.
2° em qualquer circuito elétrico fechado, a soma algébrica das quedas de potencial deve ser igual á soma
algébrica das elevações de potencial.  R . I (queda de potencial)= E (elevação de potencial)

TEOREMA DA SUPERPOSIÇÃO
Estabelece que em qualquer rede contendo uma ou mais fontes de tensão (e/ ou corrente), a corrente em qualquer
elemento do circuito é a soma das correntes que seriam causadas por cada fonte individualmente, estando as
demais substituídas por suas respectivas resistências internas.

TEOREMA DE THÉVENIN
Enunciado: qualquer rede de dói terminais pode ser substituída por um circuito equivalente simples, constituído por
um gerador, chamado gerador de thévenin, cuja tensão Eth atuando em série com sua resitência obriga a corrente a
fluir através da carga.

TEOREMA DE NORTON
Enunciado: dois terminais de uma rede podem ser substituídos por um circuito equivalente, que consiste de um
gerador de corrente constante In, em paralelo com sua resistência interna Rn.

TEOREMA MÁXIMA TRANSFERÊNCIA DE ENERGIA


Estabelece: a máxima potencia transferida por uma fonte a uma determinada carga ocorre quando a impedância da
carga for igual á impedância da fonte.
CAPÍTULO 4 – DISPOSITIVOS SEMICONDUTORES

Os materiais semicondutores situam- se entre a dos condutores e a dos isolantes (diodos, transistores, e circuitos
integrados).

Estrutura da matéria: modelos de Rutherfod e Neil Bohr (átomo), existem 105 tipos de átomos.
- Um íon pode ser de dois tipos: íon positivo quando o átomo perdeu um ou mais elétrons e íon negativo quando o
átomo ganhou um ou mais elétrons.
- Ligação Atômica: a camada mais externa dos átomos pode conter no máximo 8 elétrons (ultima camada: valência).

MATERIAIS SEMICONDUTORES
- Dos materiais semicondutores o germânio e o silício são os mais empregados.
- Uma estrutura é dita cristalina quando sua forma é bem definida (sempre em forma de cristais).
- Quando a forma da estrutura pela união dos átomos não é bem definida é dita “amorfa” (Ex: plástico, gases,
borrachas, etc...)

JUNÇÃO PN
- Um cristal puro, através de técnicas específicas, consegue-se átomos de um outro metal, de tal modo a se
conseguir comportamento elétrico desejado, esta operação se chama dopagem, e o metal a ser introduzido no
metal é chamado de impureza.
- Se na dopagem usarmos impurezas trivalentes (ou aceitadoras), cria-se no cristal portadores de carga positiva ou
lacunas, pois, para participar da ligação covalente o átomo da impureza necessita de um elétron para completar
sua última camada com quatro elétrons. Este cristal é chamado de positivo ou P.
- Porém, se na dopagem usarmos impurezas pentavalentes ou doadoras, cria-se no cristal elétrons livres, pois para
participar da ligação covalente o átomo da impureza doa um elétron que estava em excesso. Este elétron pode
então ser considerado livre. Este cristal é chamado de negativo ou N (para a criação de um cristal tipo N as
impurezas geralmente utilizadas são: fósforo, arsênio, bismuto e antimônio).

POLARIZAÇÃO DE UMA JUNÇÃO PN


A junção PN pode ser polarizada de duas maneiras: direta ou inversa.
- Diz-se que a junção PN está diretamente polarizada quando tem-se o positivo da fonte de tensão ligado ao
elemento P e o negativo ao elemento N.
- Diz-se que a junção PN está inversamente polarizada quando tem-se o positivo da fonte de tensão no lado N e o
negativo no lado P.

DIODO SEMICONDUTOR
- Esse dispositivo possui características de condução elétrica unidirecional, empregado na Eletrônica,
principalmente na retificação de sinais recebendo para tanto o nome de diodo de junção ou diodo semicondutor.
- Diodo retificador: Existem muitos tipos de diodos, tais como o diodo Zener, o SCR, o fotodiodo etc.
- Os diodos construídos com cristais de silício suportam maiores tensões inversas do que os diodos de germânio

DIODO EM TENSÃO ALTERNADA


Quando polarizado com tensão alternada o diodo retificador conduz somente durante o semiciclo em que está
polarizado diretamente, ou seja, durante o semiciclo em que a tensão de anodo for maior que a de catodo,
permanecendo cortado no outro semiciclo.
CAPÍTULO 5 – FONTES DE FORÇA ELETRÔNICA

Existem basicamente três tipos de fonte de força CC:


- Pilhas e baterias
- Geradores CC
- Fontes de força eletrônica

Ajuste de amplitude de tensão CA (etapas):


- Retificação
- Filtragem
- Regulagem

- A amplitude da tensão CA é ajustada usando-se um transformador de núcleo de ferro.


- A tensão de saída no retificador pode ser chamada de tensão CA retificada ou CC pulsante, o filtro é usado logo
após o estágio retificador.
- O filtro consiste de um capacitor, uma combinação de capacitores e indutores ou uma combinação de capacitores
e resistores.
- O regulador é composto por transistores e outros semicondutores.

CIRCUITOS RETIFICADORES
- É aquela parte da fonte que força que, através de diodos retificadores converte a tensão CA do transformador em
CC pulsante.
- Retificador de meia onda: nesse, apenas um diodo é usado no processo de retificação.
- Retificador de onda completa: nesse, utiliza dois semiciclos de tensão CA de entrada, de tal modo a obter um
tensão de saída estável.
- Retificado em ponte: é um circuito formado por quatro diodos conectados de tal forma que é desnecessário o uso
de um transformador com Center-tape. Com essa configuração se obtêm retificação de onda completa com um
enrolamento simples.

FILTROS
- Numa fonte de força eletrônica, é usado um circuito de filtro para converter a CC pulsante em uma onda CC pura.
- Fator de Ripple: a finalidade do filtro é remover a componente CA que é chamada de ondulação ou ripple.
- Filtros LC e RC: embora o filtro a capacitor seja o mais simples, pode-se melhorar o filtragem usando-se indutores
(choques) e resitores em combinação com ele.
- Os choques de filtro consistem de um enrolamento feito sobre um núcleo de ferro laminado.

TIPOS DE PROTEÇÃO CONTRA SOBRECARGA


- O método mais usado contra sobrecarga é o emprego de fusíveis.
- Fusíveis: consistem de um dispositivo condutor conectado em série com o circuito ao qual deverá proteger.
- Os fusíveis de ação retardada têm sua maior aplicação em circuitos que são submetidos a sobrecargas
temporárias, tais como: circuito de partida de motores e circuitos de carga de capacitores. (suportam de 2000 a
400% acima da corrente nominal.
- Os fusíveis de retardo médio podem suportar sobrecarga a 200% do valor especificado.
- Os fusíveis de ação rápida são projetos para abrir rapidamente, mesmo com sobrecargas pequenas.

DISJUNTORES (Circuit Breakers)


- Os disjuntores podem ser acionados (desarmados) por magnetismo ou por efeito térmico, normalmente é por
efeito térmico.
CAPÍTULO 6 – TRANSISTOR DE JUNÇÃO.

- Um transistor de junção consiste em um cristal de silício ou de germânio no qual existe uma camada de silício do
tipo N entre duas camadas de silício do tipo P, ou uma camada P entre duas camadas N. no primeiro caso teremos
um transistor chamado PNP e, no segundo, um transistor NPN.

- Na representação simbólica do transistor, a seta identifica o emissor, que é o elemento que emite portadores. O
elemento oposto ao emissor é chamado coletor,pois recebe os portadores enviados pelo emissor. O elemento
intermediário é denominado base.

- A base controla o fluxo de portadores entre o emissor e o coletor. A seta sempre aponta para o elemento
negativo. Assim, se a seta apontar para o emissor, neste caso negativo, teremos um transistor NPN. Se a seta
apontar para a base, o coletor e o emissor serão do tipo P, teremos então um transistor tipo PNP.

- Tipos de configuração: o transistor pode ser ligado de três formas distintas: base comum, emissor comum ou
coletor comum:

- Ganhos do transistor: Como a principal função do transistor é amplificar sinais o mesmo deve apresentar ganho
de tensão e de corrente, ou seja , a tensão ou corrente de saída deve ser maior que a tensão ou corrente de
entrada.

CARACTERÍSTICAS ESTÁTICAS E DINÂMICAS DE UM AMPLIFICADOR EM EMISSOR COMUM


O ponto de operação de um transmissor é também denominado ponto de trabalho ou ponto quiescente.
O ponto quiescente é designado pela letra “Q”.

Reta de carga (ou reta de carga): é a reta que interliga, no gráfico da curva de saída, o ponto de Máxima Ic ao de
máxima Vce para um determinado circuito amplificador. (limites máximos e mínimos).

GANHOS E AMPLIFICAÇÃO DO TRANSISTOR


- Cada uma das junções de um transistor apresenta uma queda de tensão, que é denominada conforme a junção.
Temos então:
VBE ou VEB = tensão entre base e emissor
VBC ou VCB = tensão entre base e coletor
VCE ou VEC = tensão entre coletor e emissor

- A maioria deles é VCE. Podemos dizer que VCE é a soma das outras duas, ou seja: VCE = VBE + VBC. Podemos
também medir a tensão de um elemento qualquer do transistor em relação à terra. Neste caso temos então:

VB = tensão entre base e terra


VE = tensão entre emissor e terra
VC = tensão entre coletor e terra

Estes termos são aplicados à qualquer tipo de transistor em qualquer configuração.


CAPÍTULO 7 – ESTABILIZAÇÃO DE POLARIZAÇÃO DE TRANSISTORES

- O fabricante especifica limitações máximas de corrente e tensões dos transistores.


- Limitações de potência: o calor é gerado é gerado na junção base coletor, onde quase toda tensão externa é
aplicada.
- Estabilização da polarização de estágios de potência: dois dispositivos são comumente usados em estágios de
potência, para sua estabilização térmica. Tais dispositivos são o diodo retificador e os termistores ou resistores NTC.
- Termistores: o valor de sua resistência diminui com o aumento da temperatura.
- Divisor de tensão: Em eletrônica, a regra do divisor de tensão, ou simplesmente o divisor de tensão, é uma
técnica de projeto utilizada para criar uma tensão elétrica (Vout) que seja proporcional à outra tensão (Vin).

CAPÍTULO 8 – AMPLIFICADORS TRANSISTORIZADOS

CLASSIFICAÇÃO GERAL DOS AMPLIFICADORES


Os amplificadores podem ser classificados de acordo com:

A frequência de operação:
- Amplificadores de áudiofrequência(AF)
- Amplificadores de videofreqüência
- Amplificadores de radiofreqüência(RF)

A classe de operação:
- Classe A
- Classe B
- Classe C
- Classes intermediárias(A2, B2, AB1, AB2)

O sistema de acoplamento:
- Acoplamento RC
- Acoplamento a transformador
- Acoplamento por impedância
- Acoplamento direto

O uso:
- Amplificadores de potência ou corrente
- Amplificadores de tensão

FREQUÊNCIAS DE OPERAÇÃO
As faixas de frequência de operação determinam o tipo de amplificador a ser usado.

Amplificadores de áudiofrequência :Estes amplificadores atuam numa faixa de frequência que vai de 20 Hz a 20 kHz,
faixa esta, sensível ao ouvido humano e por esta razão recebe o nome de áudiofrequência. Estes amplificadores são
encontrados em receptores de rádio, intercomunicadores e outros.

Amplificadores de videofreqüência : Estes amplificadores abrangem uma ampla faixa de frequência que vai de 30
kHz a 6 MHz. Eles são empregados em circuitos que ampliam sinais que devem ser vistos em telas de radares,
televisores etc...

Amplificadores de radiofrequência: Diferenciam-se dos outros dois tipos porque ampliam uma estreita faixa de
frequência dentro do espectro de radiofreqüência, que vai de 30 kHz até vários GHz. São usados em vários
equipamentos. Quando sintonizamos uma emissora de rádio estamos deslocando a estreita faixa de ampliação do
circuito, dentro do espectro de frequência.

CLASSES DE OPERAÇÃO: o é determinada pelo circuito de polarização de entrada. Na maioria dos circuitos
amplificadores a polarização e a reta de carga têm valores fixos, definidos pelos valores de seus componentes.
Amplificador classe “A”:Os amplificadores da classe “A” operam durante os dois semiciclos do sinal de entrada,
(360°). São polarizados para trabalhar na região ativa da curva de saída.

Amplificador classe “B” : Os amplificadores classe “B” operam na região ativa das curvas, durante um semiciclo do
sinal de entrada, e permanecem em corte durante o outro (180°).

Amplificador classe “C” : A operação em classe “C” é conseguida pela polarização inversa da junção de entrada do
transistor. Com polarização inversa aplicada ao transistor, a corrente de base permanece em zero até que a
corrente de entrada produza uma queda de tensão através da resistência de entrada.

SISTEMAS DE ACOPLAMENTO: Um simples estágio amplificador, normalmente não é suficiente nas aplicações em
aparelhos receptores, transmissores e outros equipamentos eletrônicos. Um ganho mais elevado é obtido pelo
acoplamento de vários estágios amplificadores.

Tipos de acoplamento
A) Redes RC
B) Transformadores
C) Acoplamento por impedância
D) Acoplamento direto

Acoplamento RC: O capacitor de acoplamento C1 temcomo primeira função isolar a tensão de CC presente no
coletor do primeiro estágio, para que ela não apareça na base do transistor do estágio seguinte e, como segunda
função transferir o sinal de um estágio para o outro.

Vantagens e desvantagens do acoplamento por rede RC :O acoplamento RC é bastante usado em circuitos


transistorizados, por oferecer uma boa resposta de frequência, sendo de simples confecção e preço relativamente
baixo. Porém, embora esse acoplamento ofereça uma boa resposta em frequência, não é o tipo de maior
eficiência, em face das dificuldades em casar as impedâncias entre estágios. Outra desvantagem desse tipo de
acoplamento está no fato de apresentar grandes perdas quando usado em freqüências muito baixas.

Acoplamento a transformador: No acoplamento a transformador o enrolamento do primário do transformador


(T1) é a impedância de carga do coletor do primeiro estágio. O enrolamento secundário de T1 desenvolve o sinal
de CA, para a base do transistor do segundo estágio e também age como caminho de retorno de CC, da base.

Acoplamento por impedância: O acoplamento por impedância é similar ao acoplamento por rede RC, com exceção
de que o resistor de carga é substituído por umindutor.

Acoplamento direto: Quando o transistor de um estágio amplificador é ligado diretamente ao transistor do estágio
seguinte dizemos que o acoplamento é direto. Como o número de componentes necessários no amplificador
acoplado diretamente é mínimo, teremos o máximo de economia e também a máxima fidelidade de sinal.
Entretanto, o número de estágios que podem ser acoplador diretamente é limitado.

AMPLIFICADORES DE ÁUDIO TRANSISTORIZADOS


Os circuitos amplificadores de áudio são projetados especificamente para ampliar sinais da faixa de áudio
frequência, isto é, sinais compreendidos entre 20 Hz e 20kHz.
CAPÍTULOS 9 – OSCILADORES TRANSISTORIZADOS

- Os osciladores são dispositivos cuja função principal é transformar energia CC aplicada, em energia AC.

- Os osciladores são usados para uma infinidade de aplicações, sendo as mais comuns o osciloscópio, o gerador de
frequência variável, o injetor de sinais, a televisão, o radiotransmissor, o receptor, o radar, o sonar etc.

- Oscilação mecânica: O exemplo mais clássico de oscilação mecânica é o pêndulo do relógio.

- Oscilação eletrônica: transforma a energia CC em energia CA. Para que haja essa transformação é necessário que
parte do sinal de saída retorne à entrada de forma adequada, ou seja, é necessário que haja uma realimentação
positiva.

Tanques ressonantes: A oscilação eletrônica é feita por um circuito que consiste de uma bobina e um capacitor
ligado em paralelo.

CIRCUITOS OSCILADORES BÁSICOS

Oscilador Armstrong: O oscilador Armstrong é o mais simples dos osciladores a transistor.

Oscilador Hartley: Neste circuito a realimentação é obtida através de uma indutância e temos osciladores desse
tipo, alimentados em série e em paralelo.

Oscilador Colpitts: O oscilador Colpitts assemelha-se ao oscilador Hartley, alimentado em paralelo. A diferença está
em que o Colpitts, ao invés de ter o conjunto de indutância dividida, para se obter a realimentação, usa um
conjunto de capacitância dividida.

Oscilador a cristal: Quando certos cristais são comprimidos ou expandidos em direções específicas, os mesmos
geram cargas elétricas em suas superfícies. Este fenômeno é chamado de efeito piezoelétrico. Normalmente, em
circuitos osciladores o cristal usado é o quartzo, devido ao seu baixo custo, robustez mecânica e a pouca variação
de frequência em função da temperatura.

MULTIVIBRADOR ASTÁVEL

O multivibrador é um circuito eletrônico capaz de produzir uma tensão de saída em forma de onda quadrada ou
retangular. Estes sinais podem ser contínuos, como uma cadeia repetitiva de ondas quadradas ou simples pulsos
produzidos em intervalos retangulares de tempo. Existem diversos tipos de multivibradores, cada um elaborado
para uma aplicação específica.

O circuito multivibrador astável é aquele que não necessita de pulsos de excitação na entrada, para o seu
funcionamento. Basicamente o circuito é formado por dois transistores que conduzem alternadamente. Enquanto
um dos transistores é levado ao corte o outro é levado à saturação, pois o corte de um transistor produz um pulso
que satura o outro.
CAPÍTULO 10 – TRANSISTORES ESPECIAIS

TRANSISTOR DE EFEITO DE CAMPO: O transistor de efeito de campo, conhecido como TEC ou FET (Field Effect
Transistor).

Construção física: O mais comum dos transistores de efeito de campo é o tipo de junção, também chamado de TECJ
ou JFET. Outro tipo de transistor de efeito de campo, o chamado IGFET (Insulated Gate Field Effect Transistor),
também chamado MOSFET (Metal Oxide Semiconductor Field Effect Transistor).

TRANSISTOR DE UNIJUNÇÃO: O transistor de junção única (TJU ou UJT) é um dispositivo semicondutor de três
terminais que tem sua principal aplicação em circuitos osciladores não senoidais e de comutação

CAPÍTULO 11 – CIRCUITOS INTEGRADOS

Os circuitos integrados de semicondutores podem ser divididos em dois grupos:


-os circuitos monolíticos e os circuitos híbridos. Nos circuitos monolíticos todos os componentes dos circuitos são
fabricados por meio de uma tecnologia especial dentro de uma mesma pastilha de silício, enquanto que nos
circuitos híbridos, várias pastilhas são colocadas em um mesmo invólucro e são conectadas entre si.

TÉCNICA DE FABRICAÇÃO DE CIRCUITOS INTEGRADOS MONOLÍTICOS: O processo usado atualmente para a


fabricação de CI (circuito integrado), é baseado na técnica de difusão do silício, que foi desenvolvida para a
fabricação de transistores de silício.

TIPOS DE ENCAPSULAMENTO E CONTAGEM DE PINOS


O invólucro de um circuito integrado desempenha quatro funções importantes:

a) Protege a pastilha de silício contra a ação do meio ambiente, que de certo modo pode alterar as características
do CI;
b) Protege mecanicamente a pastilha do circuito integrado;
c) Possibilita um meio simples de interligar o CI com os outros componentes do circuito;
d) Dissipa o calor dentro da pastilha, durante o funcionamento do CI.

CAPÍTULO 12 – SENSORES

SENSOR DE UMIDADE: Existem certos materiais semicondutores cuja resistência varia com a umidade relativa do
ar. Estes materiais têm certo padrão específico de carga elétrica em suas moléculas e os níveis de energia entre elas
são controlados mediante a umidade do ar.

TERMISTORES: são componentes eletrônicos que têm a capacidade de alterar a resistência ôhmica com a variação
da temperatura. Existem termistores com coeficiente de temperatura positiva (PTC) e negativo (NTC),

DISPOSITIVOS FOTOSSENSÍVEIS: se o mesmo alterar suas características mediante a incidência de luz. Dentro do
grupo de componentes fotossensíveis, destacam-se as células fotoelétricas que podem ser a gás ou a vácuo, as
células fotocondutivas que podem ser do tipo foto resistor, fotodiodo e foto transistor e as células fotovoltaicas.

Foto resistores: Quando um fluxo luminoso incide sobre eles a sua condutividade aumenta, ou seja, a sua
resistência diminui. Os materiais mais utilizados para a construção dos foto resistores são o sulfato de cádmio e o
sulfeto de chumbo. Os foto resistores são caracterizados pelas iniciais LDR (Light Dependent Resistor), ou seja,
resistor dependente da luz.

Células fotovoltaicas: Como o nome indica, essas células produzem uma tensão elétrica quando submetidas a
ação de um fluxo luminoso.

Bateria solar: Uma aplicação moderna de grande importância das células fotovoltaicas é nas chamadas “baterias
solares”.
CAPÍTULO 13 – REGULADORES DE TENSÃO

O DIODO ZENER COMO REGULADOR DE TENSÃO

- O Zener possui uma junção maior que a do diodo comum, o que possibilita uma dissipação de potência.
- Os diodos que operam na região inversa da curva característica são chamados Zener, ou diodo de referência, ou
ainda diodo de avalanche.

CARACTERÍSTICAS DO DIODO ZENER: A diferença essencial, entre um diodo Zener e um diodo comum, está no
grau de definição do ponto (tensão) de Zener.

Funcionamento: Quando o diodo Zener é polarizado inversamente, uma corrente muito pequena circula através
dele – é a corrente de fuga. À medida que a tensão inversa cresce, também cresce o campo elétrico existente na
região de transição. Este campo pode acelerar, suficientemente, os elétrons livres, fazendo com que eles adquiram
bastante energia, para provocar por choque, o rompimento das ligações covalentes. A tensão sobre o diodo se
mantém aproximadamente constante, o que indica que o diodo possui uma resistência muito pequena nessa
região. Esse fenômeno é chamado “ruptura da junção por avalanche” ou mais comumente “ruptura por avalanche”
Praticamente a ruptura por avalanche distingue-se da ruptura Zener, pelo seu coeficiente de temperatura.

ESPECIFICAÇÕES DO DIOSO ZENNER: prefere-se fabricar diodos Zener de silício e não de germânio.

LIMITAÇÕES DO DIODO ZENER: As limitações do diodo Zener são: a corrente máxima direta (caso venha a trabalhar
naquela região), a corrente máxima inversa e a máxima dissipação.

APLICAÇÕES DO DIODO ZENER: Inúmeras são as aplicações do diodo Zener, substituindo nos circuitos
transistorizados, a válvula reguladora de tensão, sua correspondente em equipamentos. O aproveitamento da
característica da região Zener (tensão constante com corrente variável) leva, com efeito, à aplicação mais
importante do diodo Zener que é a regulação de tensão em fontes reguladas. Entre outras aplicações, citamos o seu
emprego como chave, em circuitos limitadores, em circuitos de estabilização da polaridade de transistores, na
proteção de circuitos e de medidores, na supressão de faísca e na regulação de tensão alternada.

SUMÁRIO

- O diodo Zener é um dispositivo semicondutor de dois terminais, projetado para funcionar na região inversa da
curva característica.

- Região Zener é a região onde a corrente de Zener aumenta e a tensão permanece constante.

- Existem dois tipos de ruptura: uma por avalanche e outra por Zener.

- Cada diodo Zener possui sua tensão característica.

- É desejável escolher-se diodos, cuja impedância dinâmica seja a menos possível.

- Diodos Zener com tensões acima de 6 V possuem coeficientes de temperatura positivos.

- Diodos Zener com tensões abaixo de 4,5V possuem coeficientes de temperatura negativos.

- As limitações do Zener são corrente máxima direta, corrente máxima inversa e a máxima dissipação.

- O Zener é o substituto da válvula Vr. A principal aplicação do Zener é como regulador de tensão.
CAPÍTULO 14– DIODOS ESPECIAIS.

THYRISTORES (SCR): O Thyristor é um comutador quase ideal, é retificador e amplificador ao mesmo tempo.
- O nome thyristor é uma contração de THYRatron e transISTOR.

- Os thyristores, também conhecidos por SCR (Silicon Controlled Rectifier) são elementos unidirecionais a três saídas
(anodo, cátodo e gatilho).

- Os TRIACS, são chamados “thyristores triodos bidirecionais”. O nome Triac provém da contração de “TRIode AC
Switch”.

- Fazem parte ainda da família dos thyristores, os fotothyristores ou thyristores fotossensíveis, os thyristores
bloqueáveis, os comutadores unilateral e bilateral SUS e SBS (Silicon Unilateral Switch e Silicon Bilateral Switch,
respectivamente) e o diodo Shockley, também conhecido por diodo thyristor ou diodo de quatro camadas.

- O thyristor é um semicondutor de silício a quatro camadas alternadas.

- O disparo do thyristor pelo gatilho é o mais comumente utilizado.

- O thyristor dispõe dos seguintes estados: bloqueado, quando polarizado diretamente e não tenha sido disparado;
bloqueado, quando polarizado inversamente; condutor, se polarizado diretamente e tenha sido disparado.

- O TRIAC: é um dispositivo semicondutor a três eletrodos, sendo um de comando (o gatilho) e dois de condução
principal.

- DIAC: é um elemento simétrico, que consequentemente não possui polaridade. Sua etmologia é a contração de “Diode
Alternative Current”.

- THYRISTOR BLOQUEÁVEL: pode ser disparado quando lhe aplicamos uma tensão positiva ao seu elétrodo de comando
e será rebloqueado se aplicarmos uma impulsão negativa a este mesmo elétrodo.

- QUADRAC: A partir dos thyristores, triacs e diodos, os fabricantes idealizaram dispositivos compostos, visando
simplificar os esquemas de aplicações e o uso prático dos elementos. Normalmente utiliza-se um diac para disparar um
triac. Pode-se muito bem conceber um elemento composto, compreendendo estes dois componentes.

- DIODO SHOCKLEY: O diodo Shockley, também conhecido como diodo thyristor ou diodo de quatro camadas, é um
dispositivo bipolar PNPN comparável em todos os sentidos à um thyristor, porém, estando disponíveis somente os
bornes de anodo e cátodo.

- DIODO TÚNEL: é um pequeno dispositivo formado por uma junção PN, que tem uma elevada concentração de
impurezas nos materiais semicondutores P e N.

- DIODOS EMISSORES DE LUZ (LED): Os diodos comuns são feitos de silício, um material opaco que bloqueia a passagem
da luz. Os LEDs são diferentes. Usando-se elementos como o gálio, o arsênio e o fósforo, um fabricante pode produzir
LEDs que irradiam no vermelho, verde, amarelo, azul, laranja ou infravermelho (invisível).

SUMÁRIO
1 – O thyristor (SCR), é um comutador quase ideal. Uma de suas várias funções é controlar a energia consumida em
vários tipos de máquinas.

2 – O termo thyristor, designa uma família de elementos semicondutores, cujas características estão próximas às das
antigas válvulas thyratron.

3 – O nome thyristor é uma contração de THYRatron e transISTOR. 4 – O thyristor básico é denominado SCR (retificador
controlado de silício).

5 – Dos vários tipos de thyristores, os que se destacam atualmente são os SCR, triac, fotothyristor, diac, diodo Shockley...
6 – O SCR é um diodo semicondutor de silício, a quatro camadas alternadas PNPN, com três terminais de saída, que são
denominados anodo, cátodo e gatilho.

7 – Quando o anodo de um SCR é positivo em relação ao cátodo, duas junções internas ficam polarizadas diretamente, e
uma junção fica polarizada inversamente. Neste caso, o diodo poderá conduzir, desde que o potencial de anodo seja
suficiente para romper a junção com polarização inversa.

8 – O SCR poderá conduzir facilmente se estiver polarizado diretamente e se um potencial positivo for aplicado ao
gatilho.

9 – Um SCR poderá disparar (conduzir) quando um sinal de comando é aplicado ao terminal gatilho, mas o seu bloqueio,
só poderá ocorrer, diminuindo-se a corrente de anodo a um determinado nível.

10 – A tensão de disparo de um SCR depende da tensão VG, mas o seu bloqueio não depende desta tensão.

11 – Um SCR pode controlar a energia dissipada em uma carga, através de um sistema que defasa a tensão VG com
relação a tensão de anodo
12 – O triac é um dispositivo semicondutor de três terminais, sendo um de comando e dois de condução principal.

13 – Este dispositivo, pode passar de um estado bloqueado a um regime de condução nos dois sentidos de polarização.

14 – O triac poderá conduzir nos dois sentidos, desde que comandado, mas o seu bloqueio só se efetuará pela inserção
da tensão de anodo ou pela diminuição da corrente, abaixo do valor da corrente de manutenção.

15 – O triac pode ser disparado por uma corrente negativa ou positiva no gatilho.

16 – O diac é um dispositivo semicondutor de dois terminais, que não possui polaridade. A sua
condução é bidirecional.

17 – A condução de um diac é por ruptura das junções que o constituem.

18 – Quando conduz, o diac apresenta uma região de resistência negativa.

19 – Os diacs são muito usados em sistemas de disparo para controle de fase de triacs em controles de energia.

20 – Os fotothyristores, são SCR, cujo disparo é efetuado por um foco luminoso.

21 – O quadrac é um dispositivo semicondutor cuja estrutura é constituída de triacs e diacs.

22 – O diodo Shockley é aparentemente um thyristor SCR com apenas dois terminais.

23 – O diodo Shockley, tem três estados: o primeiro é o de não condução; o segundo é o de disparar quando presentar
um estado de resistência negativa e o terceiro é quando a sua condução é normal e igual a um diodo convencional.

24 – O bloqueio de um diodo Shockley é através da redução de IH.

25 – O diodo túnel é um pequeno dispositivo formado por uma junção PN, com alta concentração de impurezas.

26 – O diodo túnel, altamente dopado, quando polarizado diretamente, apresenta inicialmente uma região de
resistência negativa.

27 – A região de resistência negativa é devido à diminuição da corrente com o aumento da tensão direta.

28 – Devido a esta característica, o diodo túnel pode ser usado como amplificador ou oscilador.
CAPÍTULO 15 – DECIBÉIS

O decibel, que é a décima parte do Bel, é a unidade usada para se fazer a comparação entre quantidades de
energia, seja na forma de potência ou de som.

MEDIDA DE POTÊNCIA: O dBm é usado para descrever níveis de potência em decibéis, com referência a potência
de 1mW sobre 600 ohms.

SUMÁRIO
a) Logaritmo de um número, real e positivo N, em uma base a positiva e diferente da unidade, é o expoente real x
que se deve elevar essa base a para obter o número N.

b) Somente números positivos têm logaritmos.

c) A mantissa do logaritmo de um número é fornecida em tábuas logarítmicas.

d) Todas as vezes que nos defrontarmos com logaritmos negativos, devemos transformá-los em logaritmos
preparados a fim de facilitar o cálculo.

e) O decibel é muito usado em eletrônica, para comparação de níveis de tensão e de potência, sempre relacionados
com um padrão de referência.

f) Quando medirmos a potência dissipada sobre uma impedância diferente de 600 ohms, devemos calcular o fator
de correção, que deve ser somado ou subtraído dos valores em dBm, encontrados nos gráficos “dBm x volts rms” e
“dBm x mW”.

CAPÍTULO 16 – AMPLIADORES OPERACIONAIS

CARACTERÍSTICAS ELÉTRICAS
O ampliador operacional ideal apresenta as seguintes características:
- Impedância de entrada infinita.
- Impedância de saída nula.
- Ganho de tensão infinito.
- Atraso nulo.
- Tensão de saída nula de V2 = V1.
- Resposta em frequência infinita.

PINAGEM
O ampliador operacional mais difundido é o 741 (TBA221B). É um circuito integrado monolítico construído numa
única base de silício.

Aplicações lineares: São circuitos que exercem funções analógicas. Circuitos analógicos ou lineares são os que
processam ou manipulam sinais cujas amplitudes variam continuamente dentro de certo período. Nessa categoria
encontram-se os osciladores, os ampliadores, os filtros ativos, os circuitos somadores e outros.

Circuito somador: tem por objetivo fornecer na saída uma tensão cujo valor é igual a soma das tensões aplicadas à
entrada.

Circuito subtrator: É o circuito projetado para fornecer na saída um valor de tensão igual a diferença entre as
tensões de entrada.

Aplicações não lineares: Circuitos não lineares são aqueles que ao contrário dos analógicos, sempre nos fornecem
saídas totalmente diferentes da forma de onda de entrada.

Circuitos comparadores – São circuitos cuja função principal é comparar o sinal de entrada V1 com um sinal de
referência VR
CAPÍTULO 17 – TÉCNICAS DIGITAIS

SISTEMAS DE NUMERAÇÃO: Binário, Octal e Hexadecimal.

Sistema binário de numeração: a base é 2 (b = 2) e existem apenas dois algarismos para representar uma
determinada quantidade: o algarismo 0 (zero) e o algarismo 1 (um).

Sistema decimal de numeração: O sistema decimal é um sistema de base 10, no qual existem dez algarismos para
representação de uma quantidade: 0, 1, 2, 3, 4, 5, ........., 9.

Sistema octal de numeração: No sistema octal a base é oito e temos oito algarismos para representar qualquer
quantidade. Esses algarismos são: 0, 1, 2, 3,... 7.

Sistema hexadecimal de numeração: No sistema hexadecimal de numeração, a base é dezesseis e dispomos de


dezesseis algarismos para representação de uma determinada quantidade de coisas. Portanto temos os seguintes
algarismos: 0, 1, 2, 3,......9, A, B, C, D, E e F

Códigos

Código BCD 8421 – A sigla BCD representa as iniciais de “Bynary Coded Decimal”, que significa uma codificação no
sistema decimal em binário. Os termos seguintes (8421)

Código Johnson – Baseia-se no deslocamento de “bits” e é utilizado na construção do Contador Johnsos.

Código Gray ou sistema de numeração refletido – Sua principal característica é que, em contagens sucessivas,
apenas um “bit” varia.
Código ASCII – O código ASCII é um tipo de codificação BCD, largamente utilizado em computadores digitais e em
equipamentos de comunicação de dados. A sigla ASCII é formada pelas iniciais de American Standard Code for
Information Interchange (Código Padrão Americano para Intercâmbio de Informações).

A álgebra booleana

Função “E” ou “AND” – É aquela cujo resultado equivale à multiplicação de duas ou mais variáveis.
S = A . B (onde se lê A e B)

Função OU ou OR – É aquela que assume o valor um (1) na saída, quando uma ou mais variáveis na entrada forem iguais
a um (1), e assume o valor zero (0) se, e somente se, todas as entradas forem iguais a zero (0).

Função NOT ou NÃO – A função NÃO, complemento ou inversão, é aquela que inverte o estado da variável, isto é, “0”
inverte para”1” e “1” inverte para “0”.

Função NÃO E ou NAND – É uma combinação das funções “E” e “NÃO”, que é representada da seguinte forma:
S = A * B ( S igual a A e B barrados, ou A e B “not”).

Função “NÃO OU” ou NOR – É a combinação das funções OU e NÃO, que é representada da seguinte forma:
S = A + B (S igual a A ou B barrado, ou A ou B “not”).
Funções XOR ou XNOR – As portas NAND e NOR são ditas portas universais, porque vários circuitos podem ser
derivados, utilizando apenas estes tipos de portas. Podemos criar diversas funções combinando os vários tipos de portas
lógicas, dentre elas as denominadas XOR e XNOR.

CIRCUITOS DE COMUTAÇÃO: Dentre as características dos circuitos de comutação, podemos citar o nível lógico, o
tempo de propagação, a potência dissipada, a imunidade à ruídos e o “fan-out”.

FAMÍLIAS DE CIRCUITOS LÓGICOS

- RTL (Resistor-Transistor Logic). - Possui boa imunidade a ruídos - Tempo de propagação da ordem de 12 ns
- Potência dissipada por bloco lógico, da ordem de 10 mw. - Alimentação 3V ± 10%

- DTL (Diode-Transistor Logic). - Imunidade a ruídos da ordem de 0,8V. - Tempo de propagação da ordem de 30ns.
- Potência dissipada da ordem de 10 mw por bloco lógico. - Alimentação 5V ± 10%.

- HTL (High Threshold Logic). - Alta imunidade a ruidos. - Alto tempo de propagação. - Alta potência dissipada, da ordem
de 60 mw.

- TTL (Transistor-Transistor Logic). - Boa imunidade a ruídos - Tempo de propagação da ordem de 10 ns. - Potência
dissipada da ordem de 20 mw por bloco lógico. - Identificação Comercial – série 74 – Faixa de temperatura de 0° a 75° C.

- ECL (Emitter-Coupled Logic). - Boa imunidade a ruídos. - Muito baixo tempo de propagação, da ordem de 3 ns.
- Potência dissipada da ordem de 25 mw por bloco. - Alimentação -5,2 V ± 20%.

- C-MOS (Complementary MOS) - baixo consumo e uma alta capacidade de integração. - Baixa dissipação de potência,
da ordem de 10µw. - Alto índice de integração. - Alta imunidade a ruídos - Ainda elevado tempo de propagação, da
ordem de 60 a 70 ns.

Encapsulamento de integrados - Atualmente há três tipos de encapsulamento para acomodar “chips”:


- TO5 ou “caneca”.
- FLAT PACK ou invólucro chato.
- DIP (Dual In-line Pack) ou em linha dupla.

Circuitos Lógicos Universais – Dentre todas as portas lógicas, as portas NAND e NOR, são as mais utilizadas, pois
qualquer tipo de circuito lógico pode ser obtido através delas.

Multiplexadores e Demultiplexadores
- Os Multiplexadores são componentes que permitem selecionar um dado, dentre diversas fontes, como uma chave
seletora de várias posições.
- Os Demultiplexadores são componentes que distribuem o nível de uma única entrada, para uma, dentre as várias
saídas, de acordo com o valor binário das entradas seletoras.

CIRCUITOS SEQUENCIAIS
Dentre os componentes utilizados em circuitos seqüenciais, o “Flip-Flop” é um dispositivo fundamental, que permite,
por suas características, o armazenamento de estados lógicos anteriores.

MEMÓRIAS - Tipos de memórias:


a) Acesso.
b) Volatilidade.
c) Possibilidade de regravação.
d) Retenção.
CAPÍTULO 18 – SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO
- ondas sonoras são vibrações mecânicas, ao passo que as ondas eletromagnéticas são vibrações eletrônicas.

- As freqüências dos sons que o ouvido humano pode perceber estão compreendidas entre 16 Hz como limite mínimo e
20.000 Hz como limite máximo.

-O meio condutor utilizado com mais frequência para a propagação do som é o ar (estado gasoso).

- A velocidade de propagação do som depende da matéria que é utilizada como meio condutor. Entretanto, podemos
dizer que o som se propaga com maior velocidade e eficiência nos líquidos e nos sólidos que no ar.

- As ondas de rádio, ou seja, as usadas nos sistemas de radiocomunicação, estão compreendidas entre 100 quilohertz e
1.000.000 megahertz.

- Ondas infravermelhas ou ondas caloríficas – As ondas infravermelhas são de freqüências superiores a 1.000.000 de
megahertz e correspondem a comprimentos de onda inferiores a 0,03 cm (0,3 mm).

- Ondas luminosas (a luz) – Estas ondas se caracterizam por pertencerem à única classe de ondas eletromagnéticas que a
vista humana pode perceber, sem necessidade de um dispositivo especial.

Radiotelegrafia ( ou CW): a mensagem é transmitida sob a forma de um código pré-estabelecido.

Modulação em Amplitude (ou AM): a técnica empregada consiste em fazer com que a amplitude da onda portadora
(sinal de RF) varie no mesmo ritmo da amplitude do sinal correspondente à informação (ou Mensagem) que se quer
transmitir.

Modulação em Frequência (ou FM): a técnica utilizada consiste em fazer com que a frequência da onda portadora sofra
deslocamentos num e noutro sentido, num ritmo igual à frequência do sinal correspondente à informação que se quer
transmitir.

Banda Lateral Única (ou SSB): é uma variante do AM, usado em larga escala pelas estações de radioamadores.

Modulação de Amplitude (AM) – Uma onda de RF (onda contínua), cujas amplitude e frequência não variam nos ciclos
sucessivos, chama-se “Onda portadora não modulada”
PROPAGAÇÃO DAS ONDAS ELETROMAGNÉTICAS E ANTENAS

- A função de uma antena é a irradiação de energia eletromagnética no espaço.


- O estudo do que acontece a uma onda eletromagnética, após deixar a antena, é chamado “propagação das ondas”.

- A onda terrestre só é eficiente para pequenas distâncias. Portanto, a zona entre a máxima distância de irradiação
efetiva da onda terrestre e o ponto em que a primeira onda ionosférica volta à terra é uma área sem sinais de rádio
chamada “Zona de Silêncio”.
- A finalidade de uma antena transmissora é converter a energia entregue à linha de transmissão em uma onda
chamada “onda eletromagnética”.
- a corrente na antena cria um campo eletromagnético que deixa a antena e se propaga sob a forma de uma onda
eletromagnética.

ANTENAS BÁSICAS
- O dipolo de meia onda ou antena Hertz é um tipo de antena básica de ampla aplicação em muitos tipos de
equipamentos transmissores e receptores.
- Outra antena básica é a vertical de um quarto de onda com extremo ligado à terra (massa), também conhecida como
“Antena Marconi”.
- Resistência de irradiação: Em uma antena dipolo de meia onda, a tensão no centro é mínima (praticamente nula),
enquanto que a corrente é máxima.

- Sistema integrado de áudio: O sistema integrado de áudio tem as seguintes finalidades: selecionar, amplificar e
distribuir os sinais de áudio, dos receptores, aos fones e alto-falantes.

- Os sistemas de endereçamento aos passageiros e entretenimento, possibilitam um aviso de voz e música para os
passageiros.

- O sistema gravador de voz registra toda conversação e comunicação entre a tripulação de vôo, com o propósito de
auxiliar as investigações, em caso de acidente da aeronave. O sistema prevê uma gravação contínua, nos últimos 30
minutos de voo.

SISTEMAS DE RADIOCOMUNICAÇÃO
Sistema de comunicação em VHF: Normalmente as aeronaves são equipadas com dois sistemas distintos de
comunicação em VHF. O sistema VHF opera na faixa de frequência de 118.00 MHz a 135.975 MHz, perfazendo um total
de 720 canais, com espaçamento de 25 KHz entre eles.

TRANSMISSOR LOCALIZADOR DE EMERGÊNCIA (ELT)


- Destina-se em casos de emergência, a fornecer uma orientação para busca e salvamento. O sistema irradia
omnidirecionalmente uma portadora de RF modulada em amplitude por um tom cíclico variável e decrescente de 1600 a
300 Hz, nas freqüências simultâneas de 121.5 e 243.0 MHz. Um transmissor, instalado no cone de cauda, Uma antena,
instalada no cone de cauda, Um interruptor ARM/ON-REARM, instalado no painel principal, quando o interruptor de
impacto sentir uma desaceleração de 5 a 7 G, no sentido da linha de vôo. Com o interruptor na posição OFF o sistema
estará desativado. Quando ativado, esta unidade pode transmitir por 48 horas contínuas.
CAPÍTULO 19 – SISTEMAS DE NAVEGAÇÃO

SISTEMA ANEMOMÉTRICO
- consiste de duas linhas Pitot e de duas linhas estáticas independentes. A finalidade do sistema é o suprimento de
pressão estática e dinâmica para os instrumentos e sistemas que operam baseados na pressão atmosférica ou na de
impacto de ar.

Altímetro Servo codificador – Esse altímetro fornece uma saída codificada de altitude para o “Transponder” e uma
saída síncrona para o sistema alerta de altitude.

Altímetro sensitivo – É um instrumento que tem dois ponteiros e um arco branco. Os ponteiros se deslocam sobre o
mostrador com as escala graduadas em pés. O ponteiro maior indica centenas de pés por divisão e completa uma
volta a cada 1.000 pés. O ponteiro menor indica milhares de pés por divisão e completa uma volta a cada 10.000
pés. Um botão na parte inferior do instrumento permite que ele seja ajustado à pressão barométrica, cujo valor
aparecerá em uma janela na parte inferior do mostrador do instrumento.

SISTEMA AUTOMÁTICO DE DIREÇÃO


- O sistema ADF é projetado para fornecer informações de proa relativa, ou seja, com relação a uma estação de terra
sintonizada e a recepção de áudio, para sinais de AM de baixa e média frequência, na faixa de 190 a 1750 kHz.
A informação de proa relativa (da estação) é apresentada nos indicadores radiomagnéticos (RMI) e nos indicadores
de situação horizontal (EHSI).
- Receptor de ADF – O receptor de ADF é do tipo sintonia digital conectado ao painel de controle, através de barras
de dados digitais para seleção de freqüências; e a antena, a fim de receber informações de RF.
- As antenas LOOP (direcionais) são do tipo TECNASA ADF-500 e estão instaladas na parte inferior da fuselagem.
- As antenas SENSE (não direcionais) são montadas na barbatana dorsal do avião, formando um único conjunto.

SISTEMA VOR / LOC – GS – MB


- a função básica do VOR (VHF – OMNIDIRECTIONAL RANGE) é fornecer meios para que seja determinada a
posição do avião, com referência a uma estação de terra e, também seguir uma rota em direção à estação ou no
afastamento da mesma. Isto é efetuado pela indicação do posicionamento do avião, na radial da estação de VOR
selecionada ou determinando-se a radial na qual a aeronave se encontra.

ILS – Este sistema proporciona, durante a fase de pouso, de um vôo, informações para que o avião seja dirigido
diretamente para a pista e como descer em um ângulo correto. Para tanto foram projetados um sistema de VHF
(orientação horizontal) e um de UHF (orientação vertical).

O LOCALIZER é uma estação que transmite a orientação horizontal para a pista e opera em VHF, na faixa de
frequência de 108 a 111.95 MHz, sempre que o decimal for ímpar. Uma portadora modulada em 90 Hz e 150 Hz é
transmitida.

O GLIDESLOPE transmite uma orientação vertical da pista e opera na faixa de frequência de 329.15 a 335.00 MHz
irradiando dois sinais modulados; um em 90 Hz e o outro em 150 Hz.

EQUIPAMENTO MEDIDOR DE DISTÂNCIA – DME


- O princípio de fundamento do DME está baseado na transmissão de um sinal de RF para uma estação repetidora
no solo. O tempo gasto pelo sinal, para atingir a repetidora e retornar, é proporcional à distância entre o transmissor
e a repetidora.
- O transceptor DME possui uma potência de saída de 300W operando na faixa de frequência de 960 a 1215 MHz,
perfazendo um total de 252 canais DME.

SISTEMA TRANSPONDER O sistema Transponder responde as interrogações válidas do sistema radar ATC com um
sinal resposta codificado. O Transponder transmite na frequência de 1090 MHz e recebe na frequência de 1030 MHz.

RÁDIO ALTÍMETRO fornece indicações acuradas e confiáveis, da altura do avião com relação ao solo, durante as fases
críticas de aproximação.
PILOTO AUTOMÁTICO
O sistema de piloto automático / diretor de vôo, através do computador APC65B, fornece controle automático para
os sistemas de comando dos ailerons, profundor e leme, de acordo com os modos de vôo selecionados e um controle
automático do compensador do profundor. Fornece, também, comandos do diretor de vôo para arfagem e rolagem,
sistema de alarmes e anunciadores de modos.

Os sinais de radionavegação ligados ao piloto automático / diretor de vôo são:


• VOR / LOC (V / L).
• GLIDESLOPE (GS).
• MARKER BEACON (MB).
• Rádio Altímetro

Indicador Diretor de Vôo – ADI-84


- Este é um instrumento eletromecânico alimentado por 26CA.

CAPÍTULO 20 – INTRODUÇÃO AOS COMPUTADORES

- os circuitos mais importantes são os registradores, contadores e decodificadores.

- Um “µp” é uma parte de umcomputador, apenas a porção responsável pelo controle e processamento dentro de
um sistema.

- Microcomputadores são empregados em sistemas de computação para automóveis, barcos e aeronaves.

- De um modo geral, temos memórias voláteis ou não voláteis. A memória volátil é aquela cuja informação se perde
quando a alimentação é interrompida. As memórias RAM são um exemplo deste tipo. Memórias não-voláteis, por
outro lado, retêm a informação mesmo após interrupção da alimentação. Um exemplo deste tipo é a memória ROM.

- ROM (“Read Only Memory”) – Como o nome indica, este tipo de memória não permite realizar operações de
escrita, apenas de leitura. Também chamada de memória morta, é gravada durante a fabricação, retendo sempre
esta informação.

-RAM (“Random Access Memory”) – Esta memória se caracteriza por permitir tanto a leitura como a escrita, sendo,
entretanto volátil.

Memórias magnéticas
Devido às suas propriedades este tipo de memória é sempre não-volátil. Além disso, geralmente são capazes de
armazenar grandes quantidades de dados, embora a velocidade de leitura/escrita seja baixa.