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LEI NO 5.

463

DISPÕE SOBRE O ZONEAMENTO, USO E OCUPAÇÃO DO SOLO


URBANO, SISTEMA VIÁRIO E CONSELHO MUNICIPAL DE
PLANEJAMENTO URBANO DA CIDADE DE SÃO MIGUEL DO OESTE,
ESTADO DE SANTA CATARINA – PLANO DIRETOR FÍSICO-
TERRITORIAL E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

O Prefeito do Município de São Miguel do Oeste, Estado de Santa Catarina.

Faço saber que a Câmara Municipal de Vereadores aprovou e eu sanciono a


seguinte Lei.

CAPÍTULO I
DA FUNDAMENTAÇÃO
Seção I
Das Disposições Preliminares

Art. 1o Esta Lei, com fundamento na Constituição da República, em especial no


que estabelecem os arts. 30 e 182 e na Lei Orgânica do Município de São Miguel do Oeste,
institui o Plano Físico-Territorial da cidade de São Miguel do Oeste.

Art. 2o O Plano Diretor Físico-territorial nos exatos termos das leis que o
compõem, aplica-se à área urbana do Município de São Miguel do Oeste, delimitada pelo
perímetro urbano.

Parágrafo Único – O Prefeito Municipal deverá providenciar elaboração de


Plano Diretor Físico-territorial para a área rural do Município, para fins de cumprimento do
parágrafo segundo, do artigo 40 da Lei Federal no 10.257 de 10 de julho de 2001.

Art 3o As políticas, diretrizes, normas, planos e programas deverão atender o


que está estabelecido nesta Lei e nas leis que integram o Plano Diretor Físico-territorial.

Art. 4o O Plano Diretor Físico-territorial é integrado, além desta, pelas


seguintes leis:

I – Lei do Parcelamento do Solo Urbano;


II – Código de Obras e Edificações;
III – Código de Posturas.

Parágrafo único. Outras leis poderão vir a integrar o Plano Diretor Físico-
territorial, desde que cumulativamente:

a) tratem de matéria pertinente ao desenvolvimento urbano e às ações de


planejamento municipal;
b) mencionem, expressamente, em seu texto, a condição de integrantes do
conjunto de leis componentes do Plano;
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c) definam as ligações existentes e a compatibilidade entre dispositivos seus e


os das outra leis já componentes do Plano, fazendo remissão, quando for o
caso, aos artigos das demais leis.

Art 5o São objetivos gerais do Plano Diretor Físico-territorial da cidade de São


Miguel do Oeste:

I – estabelecer critérios de ocupação e utilização do solo urbano, tendo em vista


o cumprimento da função social da propriedade;

II – definir zonas, adotando-se como critério básico seu grau de urbanização


atual, com a finalidade de reduzir as disparidades entre os diversos setores da cidade;

III – prever e controlar densidades demográficas e de ocupação de solo urbano,


como medida para gestão do bem público, da oferta de serviços públicos e da conservação do
meio ambiente;

IV – compatibilizar usos e atividades diferentes.

Seção II
Da Função Social de Propriedade

Art. 6o A cidade e a propriedade urbana, pública ou privada, cumprirão sua


função social quando, além de atenderem ao disposto nas leis integrantes do Plano Diretor
Físico-territorial, contribuírem para garantir, de modo justo e democrático, o pleno acesso de
todos os cidadãos aos bens e serviços essenciais à vida digna.
§
1o O direito de propriedade sobre o solo urbano não acarreta,
obrigatoriamente, o direito de construir, cujo exercício deverá ser autorizado pelo Poder
Executivo, segundo os critérios estabelecidos no zoneamento de uso e ocupação do solo.

§ 2o Os direitos decorrentes da propriedade individual estarão subordinados aos


interesses da coletividade.

Art. 7o Para cumprir a sua função social, a propriedade deve atender,


simultaneamente, no mínimo as seguintes exigências:

I – intensidade de uso adequada à disponibilidade da infra-estrutura urbana de


equipamentos e serviços;

II – uso compatível com as condições de preservação de qualidade do meio


ambiente, da paisagem urbana e do patrimônio cultural;

III – aproveitamento e utilização compatíveis com a segurança e saúde de seus


usuários e da vizinhança.

Parágrafo único. O Município, por interesse público, usará os instrumentos


previstos nesta Lei para assegurar o cumprimento da função social da propriedade.
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Seção III
Dos Instrumentos da Política Urbana

Art. 8o A execução da política urbana é realizada através dos seguintes


instrumentos;

I – Plano Diretor Físico-territorial da cidade de São Miguel do Oeste, previsto


nesta Lei;

II – Legislação de Parcelamento do Solo Urbano, Código de Obras e


Edificações e Código de Posturas;

III – Lei de Orçamento Anual, Lei de Diretrizes Orçamentárias e Plano


Orçamentário Plurianual.

IV – Programas e projetos especiais de urbanização;

V – Imposto progressivo sobre a propriedade territorial urbana, de acordo com


o art. 156, § 1o e art. 145, § 1o da Constituição Federal e Lei Federal no 10.257 de 10 de julho
de 2001.

VI – Imposto progressivo no tempo sobre a propriedade territorial urbana,


seguido de parcelamento e edificação compulsórios e desapropriação com pagamento
mediante título da dívida pública, de acordo com o art. 182, § 4o da Constituição Federal e Lei
Federal no 10.257 de 10 de julho de 2001.

VII – Incentivos e benefícios fiscais;

VIII – Contribuição de melhoria para os imóveis que tenham se valorizado em


decorrência de investimentos públicos;

IX – Desapropriação por interesse social, necessidade ou utilidade pública;

X – Tombamento, de acordo com o art. 216 da Constituição Federal;

XI – Zonas especiais de interesse social;

XII – Parques e unidades de conservação.

Subseção I
Do Imposto Progressivo ou Regressivo sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana

Art. 9o A aplicação da progressividade do Imposto sobre a Propriedade Predial


e Territorial Urbana – IPTU, deverá obedecer aos princípios constitucionais da capacidade
contributiva e da função social da propriedade.

Art. 10o A aplicação do IPTU decorrente do princípio da capacidade


contributiva, de acordo com o disposto no art. 145, § 1o e art. 150, inciso II, ambos da
Constituição Federal e Lei Federal no 10.257 de 10 de julho de 2001, deve estabelecer
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alíquotas diferenciadas em virtude de características peculiares, tais como a localização do


imóvel e o tipo de construção.

Art. 11o A aplicação do IPTU progressivo ou regressivo decorrente do princípio


de função social da propriedade, estatuído no § 1o do art. 156 da Constituição Federal e Lei
Federal no 10.257 de 10 de julho de 2001, deve levar em conta as exigências expressas nesta
subseção, desta Lei.

§ 1o Devem ter suas alíquotas majoradas os imóveis não edificados ou não


utilizados na zona Central ZC, Zona Residencial Um – ZR1, Zona Comercial e de Serviços –
ZCS, Zona Residencial Dois – ZR2, Zona Industrial – ZI, Zona de Proteção do Aeroporto –
ZA e Eixos Comerciais e de Serviços - ECS.

§ 2o Devem ter suas alíquotas reduzidas os imóveis situados na Zona de


Preservação Ambiental.

§ 3o a aplicação de alíquota progressiva de que trata este artigo será suspensa


imediatamente, a requerimento de contribuinte a partir da data em que seja iniciado o processo
administrativo de parcelamento ou iniciada a edificação, mediante prévia licença municipal,
sendo restabelecida em caso de fraude ou interrupção, quando não requerida e justificada pelo
contribuinte.

Art. 12o Será aplicado o parcelamento, edificação ou utilização compulsória,


de que trata o art. 182, § 4o da Constituição Federal, incidentes sobre os imóveis que não
estejam atendendo à função social da propriedade urbana, definida no art. 8o desta Lei e arts.
142 e 143 da Lei Orgânica do Município.

§ 1o Lei Municipal, baseada em plano de uso e ocupação do solo, para


assegurar o aproveitamento do equipamento urbano existente, poderá determinar o
parcelamento, a edificação ou utilização compulsória de que trata o caput deste artigo, fixando
as áreas, condições e prazos para sua execução.

§ 2o O prazo de que trata o parágrafo anterior não poderá ser inferior a 5 (cinco)
anos, a contar da notificação do proprietário.

§ 3o O proprietário será notificado pelo Município para o cumprimento da


obrigação, devendo a notificação ser averbada no Registro de Imóveis.

§ 4o a alienação do imóvel, posterior à data da notificação, não interrompe o


prazo fixado para o parcelamento, a edificação ou a utilização compulsória.

§ 5o O não cumprimento da obrigação de parcelar, edificar ou utilizar,


possibilitará ao Município desapropriar o terreno, facultando a sua alienação a terceiro que se
comprometa a cumprir a obrigação estabelecida.

CAPÍTULO II
DO ZONEAMENTO, USO E OCUPAÇÃO DO SOLO
Seção I
Das Definições
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Art. 13o. Para efeito de aplicação da lei, são adotadas as seguintes definições:

I – Zoneamento: é a divisão da área do perímetro urbano da sede do Município


em zonas para as quais são definidos os usos e os parâmetros de ocupação do solo, sendo:

a) uso do solo: o tipo de utilização de parcelas do solo urbano por certas


atividades dentro de uma determinada zona, podendo esses usos serem
definidos como:

1. adequados;
2. tolerados;
3. proibidos;

b) ocupação do solo: a maneira como a edificação ocupa o lote, em função das


normas e índices urbanísticos incidentes sobre os mesmos, que são:

1. coeficiente de aproveitamento;
2. número de pavimentos;
3. recuo frontal e afastamento;
4. taxa de ocupação;

II – dos índices urbanísticos:

a) coeficiente de aproveitamento – CA: valor que se deve multiplicar pela área


do terreno para se obter a área máxima a construir.
b) número de pavimentos – NP: altura máxima que uma edificação pode ter
numa determinada zona, altura essa medida em pavimentos, contados a
partir do pavimento térreo;
c) recuo frontal – RF: distância entre o limite extremo da edificação e a
divisão frontal do lote;
d) afastamento – A: distâncias entre o limite extremo da edificação e as
divisas laterais e do fundo do lote;
e) taxa de ocupação – TO: proporção entre a área máxima da edificação
projetada sobre o lote e a área desse mesmo lote;

III – dos termos gerais:

a) alvará de construção: documento expedido pela Municipalidade que


autoriza a execução de obras sujeitas a sua fiscalização;
b) alvará de localização e funcionamento: documento expedido pela
Municipalidade que autoriza o funcionamento de uma determinada
atividade, sujeita à regulação por esta Lei;
c) habite-se: autorização concedida pela Municipalidade para utilização da
edificação;
d) ampliação ou reforma em edificações: obra destinada a benfeitorias em
edificações já existentes, sujeitas também a regulamentação pelo Código de
Obras e Edificações do Município;
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e) equipamentos comunitários: são os equipamentos de uso público de


educação, cultura, saúde, lazer, segurança, assistência social, treinamento
profissional, associativismo e similares, quando pertencentes ao Poder
Público;
f) equipamentos urbanos: são os equipamentos de abastecimento de água,
esgoto, energia elétrica, coleta de água pluvial, rede telefônica, coleta de
lixo, gás canalizado, estações de abastecimento e de tratamento de efluentes
domésticos e industriais;
g) faixa de drenagem: faixa paralela a um curso d’água medida a partir do seu
eixo, destinada à proteção de erosão e amenizar o problema das cheias. Esta
faixa é área non aedificandi é variável e é regulamentada por legislação
federal, estadual e municipal;
h) regime urbanístico: conjunto de medidas relativas a uma determinada zona
que estabelecem a forma de ocupação e disposição das edificações em
relação ao lote, à rua e ao entorno;
i) faixa de domínio: área contígua às vias de tráfego intermunicipal, vedada à
construção.

Seção II
Dos Alvarás

Art. 14o . A concessão de alvará para construir, reformar ou ampliar obra


residencial, comercial, de prestação de serviço ou industrial somente poderá ocorrer com a
observância das normas de uso e ocupação do solo urbano estabelecidas nesta Lei, bem como
com o atendimento às normas de segurança contra incêndio do Corpo de Bombeiros local e
atendimento das normas das concessionárias locais de energia elétrica, água potável e esgoto.

Art. 15o . Serão proibidas obras de acréscimo ou reconstrução nas edificações


cujos usos contrariem as disposições desta Lei, admitindo-se somente obras de manutenção.

Art. 16o. Os alvarás de construção expedidos anteriormente a esta Lei serão


respeitados enquanto vigerem ou desde que a construção já tenha sido iniciada na data da
publicação desta Lei.

Parágrafo único. Uma construção é considerada iniciada se as fundações e


baldrames estiverem concluídas.

Art. 17o. A permissão para a localização de qualquer atividade considerada


como perigosa, nociva ou incômoda, dependerá da aprovação do projeto, se for o caso, pelos
órgãos competentes da União, do Estado e do Município, além das exigências de cada caso.

Parágrafo único. São consideradas perigosas, nocivas ou incômodas aquelas


atividades que por sua natureza:

I – ponham em risco pessoas e propriedades circunvizinhas;

II Рpossam poluir o solo, o ar e os cursos dӇgua;

III – possam dar origem a explosão, incêndio e trepidação;


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IV – produzam gases, poeiras e detritos;

V – impliquem na manipulação de matérias-primas, processos e ingredientes


tóxicos;

VI – produzam ruídos e conturbem o tráfego local.

Art. 18o. Para a instalação de obra ou atividade, potencialmente geradora de


grandes modificações no espaço urbano, deverá ser exigido o estudo prévio de impacto de
vizinhança (EIV).

§ 1o De posse do estudo prévio de impacto de vizinhança (EIV), o Poder


Público, representado pela secretaria pertinente e o Conselho Municipal de Planejamento
Urbano, se reservará o direito de avaliar o mesmo, além do projeto e estabelecer quaisquer
exigências que se façam necessárias para minorar ou mesmo eliminar os impactos negativos
do projeto sobre o espaço da cidade, ficando o empreendedor responsável pelos ônus daí
decorrentes.

§ 2o As edificações que trata o caput deste artigo serão aquelas que no cálculo
do coeficiente de aproveitamento a área computável for igual e ou superior a 1000 m2 (mil
metros quadrados) para indústrias e 6.000 m2 (seis mil metros quadrados) para as demais
atividades.

§ 3o O estudo prévio de impacto de vizinhança (EIV) deve conter todas as


possíveis implicações do projeto para a estrutura ambiental e urbana, em torno do
empreendimento.

Seção III
Do Zoneamento

Art.19o. A área do perímetro urbano da sede do Município de São Miguel do


Oeste, conforme anexo I – Mapa de Zoneamento de Uso e Ocupação do Solo, parte integrante
desta Lei, fica subdividida nas seguintes zonas:

I – Zona Central – ZC;

II – Zona Residencial Um – ZR1;

III – Zona Comercial e de Serviços – ZCS;

IV – Zona Residencial Dois – ZR2;

V – Zona Especial de Interesse Social – ZEIS

VI – Zona Industrial – ZI;

VII – Zona de Uso Restrito – ZUR;


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VIII– Zona de Preservação Ambiental – ZPA;

IX – Zona Militar – ZM;

X – Zona de Proteção Aeroportuária – ZA.

XI – Eixos Comerciais e de Serviços - ECS

Art. 20o. A delimitação física das zonas será determinada pelo seu perímetro,
definido por uma linha que deverá percorrer vias de circulação, acidentes naturais ou divisas
de lotes.

§ 1o Caso o lote esteja situado em duas ou mais zonas distintas, aplicar-se-á o


regime urbanístico previsto para a zona em que se encontra a maior parte do lote.

§ 2o Caso o lote esteja situado em duas ou mais zonas distintas com partes
iguais, aplicar-se-á o regime urbanístico daquela que tiver maior potencial construtivo.

§ 3o Os casos previstos nos parágrafos anteriores não se aplicam quando uma


das zonas for a Zona de Preservação Permanente, Zona de Uso Restrito e Zona de Proteção
Aeroportuária.

Art. 21o. No caso de lotes ao longo de vias que definem os Eixos de Comércio e
Serviços, a delimitação das zonas será definida por linhas secas imaginárias correspondente a
30 metros, paralelas as vias, observados os seguintes critérios:

I – caso a aplicação do fator citado no caput deste artigo resulte numa


profundidade superior a 50% (cinqüenta por cento) da profundidade do lote, aplicar-se-á a sua
totalidade ao regime urbanístico da zona para a qual fizer frente;

II – caso a aplicação do fator citado no caput deste artigo seja igual ou menor
que 50% (cinqüenta por cento) da profundidade do lote, aplicar-se-á somente a primeira
fração do mesmo ao regime da zona para a qual fizer frente;

III – à área remanescente do lote resultado da aplicação do inciso II deste


artigo, não atingida pelo zoneamento, aplicar-se-á o regime urbanístico previsto para a zona
adjacente.

Art. 22o. Quando as Zonas de Eixo de Comércio e Serviços ao longo de vias do


sistema viário, atravessarem:

I – zonas de mais potencial construtivo aplicar-se-á o regime urbanístico


previsto para estas zonas;

II – Zonas de Preservação Ambiental, de Proteção Aeroportuária, ou de Uso


Restrito aplicar-se-á o regime urbanístico previsto para estas zonas.

Seção IV
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Do Meio Ambiente
Subseção I
Da Proteção Ambiental

Art. 23o. O gerenciamento ambiental no Município deverá obedecer á


legislação ambiental federal, estadual e municipal, dentro das respectivas áreas de
competência.

Art. 24o. Visando controlar a erosão, a Municipalidade deverá exigir:

I – prévia autorização da secretaria municipal pertinente, para qualquer tipo de


movimentação de terra (corte/aterro);

II – responsabilidade técnica para qualquer serviço ou obra que envolva


movimento de terra;

III – projeto aprovado pela secretaria municipal pertinente, para qualquer obra
ou serviço que envolva a movimentação de terra;

IV – para as construções edificadas em encostas com declividade superior a


o
30% (16 ) adequação do projeto de construção à encosta, procurando evitar cortes e taludes.

Subseção II
Da Arborização

Art. 25o. As vias urbanas desprovidas de arborização e que comportem a


mesma, deverão ser gradualmente arborizadas, de acordo com um plano de arborização
municipal.

Parágrafo único. Cabe ao Poder Público elaborar o plano de arborização


municipal, definindo espécies da flora adequadas à região, cujas raízes não danifiquem as
calçadas e espaçamentos necessários, respeitando-se a fiação e a tubulação de água e esgoto.

Art. 26o. é proibido podar, cortar, danificar, derrubar, remover ou sacrificar


espécies da arborização pública, sendo estes serviços de atribuição exclusiva da
Municipalidade.

Seção V
Da Classificação, Definição e Relação dos Usos do Solo

Art. 27o. As diferentes formas de uso do solo ficam estabelecidas por categorias
no Anexo II, acompanhadas da exemplificação.

Art. 28o. Os usos e as diferentes atividades estão classificados em cada zona, de


acordo com o estabelecido no Anexo IV, como:

I – adequados – são os usos em conformidade com a destinação da área;

II – proibidos – são os usos inadequados com a destinação da área;


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III – tolerados – são os usos incompatíveis para a destinação da área, em função


de seus impactos ambientais negativos, urbanísticos e de circulação e que estarão sujeitos a
controle especial.

§ 1o O Anexo IV estabelece o nível de incompatibilidade dos usos tolerados,


por meio dos impactos negativos, tais como ruído, emissão de poluentes (materiais
particulados, odores, gases e vapor), periculosidade, exigência sanitária, geração de tráfego e
outros.

§ 2o De acordo com o nível de incompatibilidade, será verificada a


possibilidade de instalação do uso pretendido, por meio da adoção das medidas mitigadoras
constantes no Anexo IV.

Art. 29o. Os usos de edificações existentes ou executadas até a data da


publicação desta Lei, mas em desconformidade com a mesma, serão mantidos, observando o
seguinte:

I – não poderão ser substituídos por outros não conformes com a presente lei;

II – não poderão ser restabelecidos após 6 (seis) meses de descontinuidade.

Art. 30o. O Município não autorizará ampliações em edificações com usos


desconformes com as disposições estabelecidas nesta Lei.

Art. 31o. As edificações existentes e desconformes com a presente Lei serão


toleradas, podendo somente sofrer obras de conservação.

Seção VI
Das Normas para o Parcelamento e Ocupação do Solo

Art. 32o. Toda e qualquer divisão de terras, na área urbana, far-se-á de acordo
com a Lei Municipal de Parcelamento do Solo, atendidas as prescrições da legislação federal e
estadual existentes.

Parágrafo único . Serão observadas, nas zonas de uso, as respectivas áreas


mínimas de cada lote, definidas no quadro do Anexo V.

Art. 33o. Os limites de ocupação do solo são determinados pela aplicação


simultânea da taxa de ocupação, coeficiente máximo de aproveitamento, recuo e afastamento,
número máximo de pavimentos e do número mínimo de vagas para estacionamento.

Art. 34o. A ocupação das áreas superiores a 5.000m2 (cinco mil metros
quadrados), com uso residencial multifamiliar, deverá atender os seguintes requisitos:

I – 35% (trinta e cinco por cento) da área total não poderá ser edificada e
deverá ter uso exclusivo para recreação ao ar livre e /ou preservação ambiental e circulações;
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II – a taxa de ocupação prevista pelo zoneamento de cada área incidirá sobre


65% (sessenta e cinco por cento) da área total.

Subseção I
Da Taxa de Ocupação

Art. 35o. Para efeito desta Lei, taxa de ocupação é o instrumento de controle de
ocupação do solo que estabelece a relação entre a projeção máxima de construção permitida
no plano horizontal e o tamanho do lote, definida em função do uso e da zona em que se
situar, conforme o Anexo V.

Parágrafo único. A taxa de ocupação das respectivas zonas é definida de acordo


com a fórmula:
TO = PCH/AT
TO = taxa de ocupação
PCH = projeção máxima de construção no plano horizontal
AT = área total do lote

Art. 36o. No cálculo da projeção máxima de construção permitida no plano


horizontal, não serão computados para efeito de aplicação da taxa de ocupação:

I – sacadas, balcões, varandas e floreiras abertas em balanço até 1,20m (um


metro e vinte centímetros), privadas de cada unidade autônoma, desde que não vinculadas às
dependências de serviços e com área inferior a 5% (cinco por cento) da área do pavimento
onde se situarem, no caso de edificação de uso coletivo; quando o balanço exceder a 1,20m
(um metro e vinte centímetros) ou a área superior a 5% (cinco por cento) da área do
pavimento onde se situarem, esta área excedente será computada no cálculo da TO;

II – sacadas, balcões, varandas e floreiras abertas em balanço com qualquer


dimensão, no caso de edificações de uso unifamiliar;

III – marquise e toldos;

IV – pérgolas até 5,00m (cinco metros) de largura;

V – beirais ou coberturas em balanço, até 1,20m (um metro e vinte


centímetros);

VI - piscinas e quadras desportivas descobertas;

VII – Centrais de gás;

VIIII – subestações de energia elétrica;

IX – telheiro exclusivo para estacionamento de veículos.

Subseção II
Do Coeficiente Máximo de Aproveitamento
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Art. 37o. A área máxima de construção será obtida através da aplicação do


coeficiente de aproveitamento do Lote – CA, expresso em unidades constantes e variáveis de
acordo com as zonas, urbanas, conforme o Anexo V, é definida pela relação entre o total da
área construída e a área total do terreno, segundo a seguinte fórmula:

CA = AC/AT
CA = coeficiente máximo de aproveitamento do lote
AC = área total da construção
AT = área total do lote

§ 1o Não serão consideradas, para efeito da determinação do total da área


construída, as seguintes áreas da edificação:
I – Área de sótão em residências unifamiliares, desde que não haja elevação da
cobertura;

II – Área do ático, desde que não ultrapasse o máximo de 1/3 (um terço) da área
do pavimento tipo:

III – Área de sacadas descobertas, balcões e floreiras em balanço, com projeção


máxima de 1,20m (um metro e vinte centímetros).

Subseção III
Do número Máximo de Pavimentos

Art. 38o. A altura limite de uma edificação é determinada pelos parâmetros


desta Lei, pelas normas do Ministério da Aeronáutica sobre as zonas de segurança para
aproximação de aeronaves e pela necessidade de reserva do espaço aéreo e as faixas de
telecomunicações.

Art. 39o. Para cálculo do número de pavimentos, a distância máxima entre


pisos é fixada em 3,60m (três metros e sessenta centímetros)

§ 1o Na hipótese de ocorrerem entre os pisos, alturas maiores que as referidas


no caput deste artigo, a soma dos excessos contará com um ou mais pavimentos, conforme o
valor obtido.

§ 2o a altura máxima do conjunto formado pelo ático, casa de máquinas e


demais instalações de serviço, implantadas na cobertura, é de 7,20m (sete metros e vinte
centímetros).

Art. 40o. O número máximo de pavimentos permitidos para as edificações nas


diferentes zonas de uso está definida no Anexo V.

§ 1o Não serão computados para efeito do cálculo do número máximo de


pavimentos:

I – Pavimentos inferiores ao pavimento térreo tomando-se como referência o


nível do meio-fio do passeio de acesso a este pavimento, até o limite máximo de 03 (três)
pavimentos.
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II – áticos – a projeção da área coberta sobre a laje de cobertura do último


pavimento, desde que não ultrapasse o máximo de 1/2 (um meio) da área do pavimento, para
uso exclusivo de lazer, em hipótese alguma para uso residencial ou comercial;

III – jiraus, mezaninos e sótãos, desde que ocupem área equivalente a, no


máximo, 1/3 (um terço) da área do piso imediatamente inferior e que sejam compartimentos
únicos do pavimento;

§ 2o Será computado no número máximo de pavimentos, a área pertencente a


última laje de unidade tipo duplex que ultrapassar a 1/2 da área do pavimento inferior.

Subseção V
Dos Recuos e dos Afastamentos

Art. 41o. Os recuos frontais e afastamentos laterais e de fundos mínimos de


cada edificação, com relação ao alinhamento predial e às divisas laterais e de fundos, serão
sempre tomadas perpendicularmente em relação às mesmas, a partir do ponto mais avançado
da edificação.

Art. 42o. Os valores dos recuos frontais e afastamentos laterais são definidos
em função da altura da edificação e da zona em que se situar.

§ 1o Os valores dos recuos frontais estão definidos no Anexo V.

§ 2o Nos lotes de esquina, o recuo frontal poderá ser de 1,50m (um metro e
cinqüenta centímetros), no mínimo, para uma das vias.

Art. 43o. Em qualquer zona, as edificações residenciais em alvenaria, terão


recuo frontal, no mínimo, em 4,00m (quatro metros).

Art. 44o. As oficinas mecânicas e atividades similares terão recuo frontal, no


mínimo, de 10,00m (dez metros).

Art. 45o. Os afastamentos das divisas laterais e dos fundos, quando existirem
aberturas, serão, no mínimo, de 1,50m (um metro e cinqüenta centímetros).

Art. 46o. Os afastamentos dos beirais, independente da direção do caimento das


águas dos telhados, deverão distar, no mínimo, 0,50m (cinqüenta centímetros) da divisa.

Parágrafo único – No caso dos beirais distarem menos de 0,50m (cinqüenta


centímetros) da divisa será obrigatória a colocação de calhas.

Art. 47o. Serão permitidas construções junto às divisas laterais e de fundos,


desde que com parede cega e de modo algum, possibilite o caimento de águas pluviais para o
lote vizinho e atendidas as exigências do Código de Obras e Edificações do Município.

Art. 48o. Nos espaços livres, definidos como recuos e afastamentos, pode-se
realizar as seguintes obras:
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I – muro de arrimo e de vedações dos terrenos, tapumes, cercas divisórias,


escadarias e rampas de acesso descobertas, necessárias em função da declividade natural do
terreno;

II – portarias, guaritas, bilheterias, toldos, pérgulas, lixeiras, centrais de Gás –


GLP e subestação de energia elétrica, observadas as disposições relativas à segurança
contra
incêndios e as normas das concessionárias, desde que, quando no recuo frontal,
ocupe no máximo 30% (trinta por cento) da testada do lote;

III – estacionamento descoberto, quando vinculada a edificação destinada ao


uso comercial e de serviços.

Parágrafo único – Nos espaços livres de que trata o caput deste artigo, quando
se tratarem de faixa de drenagem dos cursos d’água, não serão permitido nenhum tipo de
construção, salvo muro de contenção à erosão, se comprovado tecnicamente e que não seja
para aterros.

Subseção VII
Das vagas de Estacionamento

Art.49o. A fim de garantir o estacionamento dos veículos particulares fora das


vias públicas, serão exigidas vagas de estacionamento em garagens, abrigos ou áreas
descobertas, de conformidade com o Anexo VII, observado o disposto no Código de Obras e
Edificações do Município.

§ 1o As vagas devem possuir dimensões mínimas de 2,40m (dois metros e


quarenta centímetros) de largura, comprimento não inferior a 4,70m (quatro metros e setenta
centímetros), e área mínima não inferior a 12,00m2 (doze metros quadrados), respeitando a
área de manobra prevista pelo inciso XI, do artigo 150 do Código de Obras e Edificações.

§ 2o Para efeitos de cumprimento do número de vagas de estacionamento


previstas no anexo VII, poderão ser utilizadas as vagas existentes na via pública junto a
testada do lote, desde que devidamente comprovadas no projeto arquitetônico, com exceção
dos lotes com área igual ou superior a 360,00m2 (trezentos e sessenta metros quadrados),
localizados na Zona Central – ZC onde as vagas deverão localizar-se exclusivamente no
interior dos lotes.

§ 3o Quando, no mesmo terreno, coexistirem usos e atividades diferentes, o


número de vagas exigidas será igual à soma das vagas necessárias para cada uso e atividade.

§ 4o O número de vagas para o uso de atividades não especificadas no Anexo


VII, será calculada por analogia.

§ 5o Deverão ser regulamentados os acessos, identificando os rebaixamentos de


meio-fio, tolerando-se, no máximo 2 (dois) acessos, entrada e saída, com 3,50m (três e
cinqüenta metros) de largura cada um.
15

§ 6o Os espaços destinados aos estacionamentos e pátios de carga e descarga,


deverão estar situados totalmente dentro dos limites do lote.

Art. 50. Os espaços destinados à garagem ou estacionamento não poderão


sofrer modificações de uso.

Parágrafo único. Nos casos de desobediência deste artigo, será aplicada multa
correspondente a 10% (dez por cento) da UFM (Unidade Fiscal Municipal).

Art. 51. No cálculo do número mínimo de vagas de estacionamento, deverão


ser reservadas vagas para deficientes físicos, localizadas próximo das entradas dos edifícios
destinados aos usos comerciais e de serviços públicos, com largura mínima de 3,50 (três
metros e cinqüenta centímetros) e comprimento de 5,00m (cinco metros), nas seguintes
proporções:

I – até 25, vagas: 1 vaga;

II – de 25 a 50 vagas: 2 vagas;

III – de 51 a 75 vagas: 3 vagas;

IV – de 76 a 100 vagas: 4 vagas;

V – de 101 a 150 vagas: 5 vagas;

VI – de 151 a 200 vagas: 6 vagas;

VII – de 201 a 300 vagas: 7 vagas;

VIII – mais de 300 vagas: 8 vagas e mais uma para cada 100 (cem) vagas ou
fração.

Art. 52. Para as edificações já existentes até a data de aprovação desta Lei, que
forem objeto de obras de reforma, sem ampliação da área construída, não será exigido o
provimento de vagas do estacionamento.

§ 1o As edificações de que trata o caput deste artigo, que receberem obras de


ampliação da área construída, será exigido o provimento de vagas de estacionamento,
calculado sobre a área acrescida, na proporção estabelecida no Anexo VII.

§ 2o As vagas de estacionamento de que trata o parágrafo anterior, poderão


localizar-se em outro imóvel, a uma distância máxima de 100,00m (cem metros), desde que
vinculada à edificação, por intermédio de averbação na escritura pública anterior ao registro
da ampliação.

CAPÍTULO III
DO SISTEMA VIÁRIO
Seção I
Das Vias de Circulação Urbana
16

Art. 53. As vias da sede urbana do Município são classificadas em arteriais,


principais, coletoras, locais e especiais, de acordo com suas funções e capacidade.

Parágrafo único. A hierarquização das vias urbanas de São Miguel do Oeste


está indicada no Anexo VIII – Mapa do Sistema Viário.

Art. 54. As vias arteriais, são aquelas caracterizadas, preferencialmente, pelo


tráfego de passagem e acesso à cidade;

Art. 55. As vias principais, correspondem às vias, que fazem a interligação


entre os diversos setores urbanos e a zona central da cidade;

Art. 56. As vias coletoras tem a função de promover a ligação entre as vias
principais e locais, distribuindo o tráfego na cidade.

Art. 57. As vias locais tem a função de possibilitar o acesso direto aos lotes e
edificações.

Art. 58. As vias especiais são as vias locais que acabam em praça de retorno,
por não existir a possibilidade de continuidade.

Art. 59. Para efeito desta Lei, via urbana é composta de:

I – caixa de rua: conjunto da área de circulação dos veículos mais o espaço


destinado ao estacionamento;

II – passeio: o caminho elevado, de 5cm (cinco centímetros) a 25cm (vinte e


cinco centímetros) acima do nível de circulação dos veículos, que ladeie a rua junto às
edificações e se destine ao trânsito de pedestres;

III – canteiro: área pavimentada ou ajardinada elevada, como os passeios,


situada no centro de uma via, separando duas caixas de rua ou ao lado de uma via;

Art. 60. As vias urbanas classificam-se, quanto a sua implantação, em:

I – vias existentes: as vias já implantadas e denominadas;

II – vias previstas: as vias definidas nesta Lei com o necessárias, mas sujeitas
ainda a projeto e implantação;

Parágrafo único. Após aprovação desta Lei, o Município exigirá dos futuros
loteamentos, sua compatibilização com as vias previstas, quando estas estiverem sobre a gleba
a ser lotada.

Art. 61. As seções transversais das principais vias do sistema viário


hierarquizado, estão definidas no Anexo VI.
17

Art. 62. As vias locais deverão ter largura mínima de 14,00m (quatorze
metros), sendo 10,00m (dez metros) de caixa e 2,00m (dois metros) de passeio de cada lado;

Art. 63. As ruas da malha básica (principais, coletoras) devem funcionar como
elementos de orientação dos percursos. Para que cumpram este papel, devem ser destacadas
das demais e, para tanto, podem ser usados os seguintes recursos:

I – padrões de sinalização;

II – tipo de pavimentação;

III – iluminação.

Art. 64. Qualquer plano de pavimentação urbana, deverá obedecer à hierarquia


viária do bairro, estabelecida nesta Lei,

Seção II
Dos Passeios

Art. 65. Em todos os lotes urbanos, com testada para vias providas de qualquer
tipo de pavimentação, a Municipalidade exigirá a execução de passeios em frente a suas
testadas.

§ 1º. O material a ser utilizado na construção de passeios será definido por


Decreto do Executivo Municipal.

§ 2º . A declividade transversal máxima dos passeios será de 2% (dois por


cento) numa largura mínima de 2,00m (dois metros) nas vias locais e nas larguras previstas
pelo anexo VI nas demais vias, tolerando-se a execução de rampas para acesso de veículos
com declividade máxima de 30% (trinta por cento) no restante da secção transversal dos
passeios, com exceção dos passeios da Zona Central onde as rampas para acesso de veículos
deverão localizar-se exclusivamente no interior dos lotes.

Art. 66. Os passeios deverão ter, nas esquinas, o meio-fio rebaixado para
acesso dos deficientes físicos, de acordo com a Lei Federal no 7.853 de 24 de outubro de 1989
e a NBR 9050/1994.

CAPÍTULO IV
DOS EQUIPAMENTOS DE USO PÚBLICO

Art. 67. Os equipamentos de uso público subdividem-se em:

I – equipamentos comunitários: são os equipamentos de uso público, de


educação, cultura, pesquisa, saúde, sociais, esporte e lazer, administração, comunicação,
segurança, hospedagem, turismo e especiais (cemitério e mercado público).

II – equipamentos urbanos: são os equipamentos públicos de abastecimento


d’água, serviços de esgoto, energia elétrica, coleta de águas pluviais, rede telefônica, coleta de
18

lixo, gás canalizado, estações de abastecimento e de tratamento de efluentes domésticos e


industriais;

III – equipamentos de transporte: são os equipamentos do sistema rodoviário,


tais como: terminal urbano e terminal rodoviário.

Art. 68. O Município determinará a época para serem realizadas as obras e


melhoramentos urbanos previstos no Plano Diretor Físico-territorial Anexo IX,
providenciando a execução dos estudos necessários.

Art. 69. Todo projeto de execução de equipamentos ou serviços públicos


deverá ser realizado obedecendo às diretrizes deste Plano Diretor Físico-territorial.

Art. 70. O Município poderá decretar de utilidade pública, áreas em qualquer


zona, visando assegurar à mesma, a implantação dos equipamentos previstos nesta Lei.

CAPÍTULO V
DO CONSELHO MUNICIPAL DE PLANEJAMENTO URBANO

Art. 71. Fica criado o Conselho Municipal de Planejamento Urbano, com as


seguintes atribuições:

I – monitorar a implementação das normas contidas nesta Lei, Parcelamento do


solo, Código de Obras e Edificações e Código de Posturas, sugerindo modificações em seus
dispositivos;

II – opinar sobre casos omissos desta Lei e das Leis de Parcelamento do Solo,
Código de Obras e Código de Posturas, indicando soluções para eles;

III – propor atualização do Plano, quando as tendências do crescimento urbano,


expressas como reais ações da comunidade, se afastarem do nele proposto;

IV – orientar e proteger a Comunidade contra atos particulares,


individualizados ou de grupos, que venham contra os interesses do bem estar comum do povo.

Art. 72. O Conselho Municipal de Planejamento Urbano será composto de 18


(dezoito) membros, sendo 9 (nove) efetivos e 9 (nove) suplentes:

I – Dois representantes do Poder Executivo Municipal: um efetivo e um


suplente

II – Dois representantes indicados pelo Legislativo Municipal: um efetivo e um


suplente

III – Um representante da Associação dos Engenheiros e Arquitetos do


Extremo Oeste/SC – ASSENAR (efetivo) e um representante do Sindicato da Indústria da
Construção e de Artefatos de Concreto Armado do Extremo-oeste/SC – SINDUSCON
(suplente)
19

IV – Um representante da Associação Comercial e Industrial de São Miguel do


Oeste – ACISMO (titular) e um representante do Conselho Regional de Corretores de Imóveis
– CRECI/SC, 11a região. (suplente)

V – Um representante das Associações de Moradores de Bairros (titular) e um


representante do Coletivo Sindical de São Miguel do Oeste (suplente)

VI – Um representante da Agência Regional da Centrais Elétricas de Santa


Catarina – CELESC (titular) e um representante da Agência Regional da Companhia
Catarinense de Águas e Saneamento – CASAN (suplente)

VII – Um representante de 11a Pelotão de Polícia de Proteção Ambiental


(titular) e um representante do 2o Pelotão, da 2a Companhia, do 2o Batalhão de Bombeiros
Militares (suplente)

VIII – Um representante da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão


Rural de Santa Catarina S/A – EPAGRI (titular)e um representante do Departamento de Infra
Estrutura do Estado de Santa Catarina – DEINFRA/SC (suplente)

IX – Um representante da Universidade do Oeste de Santa Catarina –


UNOESC, Campus de São Miguel do Oeste (titular) e um representante da Associação
Amigos da Natureza do Extremo-oeste Catarinense – ANATURE (suplente)

§ 1o A nomeação do presidente do Conselho Municipal de Planejamento


Urbano, caberá ao Executivo Municipal.

§ 2o Sempre que possível, os membros do conselho serão escolhidos entre:


arquitetos, urbanistas, engenheiros, geógrafos, advogados ou técnicos que tenham afinidade
com as atividades a serem desenvolvidas pelo Conselho Municipal de Planejamento Urbano.

Art. 73. Além do presidente, o Conselho poderá ser convocado pelo Chefe do
Poder Executivo e por 50% (cinqüenta por cento) mais um de seus pares.

Art. 74. Os mandatos dos conselheiros,exceto do presidente, serão de 2 (dois)


anos, sendo permitida a recondução por mais um período consecutivo.

Parágrafo único. O mandato do presidente será de 1 (um) ano, não sendo


permitida a recondução.

Art. 75. O Conselho, dentro de 60 (sessenta) dias, após aprovação desta Lei,
deverá apresentar o seu regime interno, observando os seguintes princípios:

I – as deliberações serão sempre de 2/3 (dois terços) dos presentes:

II – deverão ser registradas em ata e arquivadas, todas as deliberações,


pareceres, notas, plantas e demais trabalhos do conselho.

Parágrafo único. Dentro do conselho poderá ser criada comissão técnica para
assessorar o órgão em assuntos de sua competência.
20

Art. 76. O Conselho poderá instalar-se e iniciar seus trabalhos dentro de 15


(quinze) dias depois da nomeação de seus membros.

Art. 77. O conselho terá o prazo máximo de 20 (vinte) dias úteis, da data do
protocolo, para emitir parecer sobre assunto que lhe for submetido à apreciação.

Art. 78. O Município deverá fornecer ao conselho: funcionários, local,


materiais e demais meios necessários à realização de seus trabalhos, dentro da verba que for
destinada no orçamento do Município, em cada exercício, para o Plano Diretor Físico-
territorial do Município de São Miguel do Oeste.

CAPÍTULO VI
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS

Art. 79. Qualquer alteração ou emenda do Plano Diretor Físico-territorial, só


poderá ser efetuada por lei e mediante prévio parecer favorável do Conselho Municipal de
Planejamento Urbano.

Parágrafo único. As alterações ou emendas de que trata o caput deste artigo,


terão que ser aprovadas por maioria absoluta dos vereadores com assento na Câmara
Municipal.

Art. 80. Os casos omissos na presente Lei serão objeto de lei especial, proposta
pelo Conselho Municipal de Planejamento Urbano do Município de São Miguel do Oeste e
aprovados pela Câmara de Vereadores.

Art. 81. As edificações com usos industriais, comerciais e mistas, que não
estiverem dentro das normas estabelecidas por esta Lei e legislação complementar, terão um
prazo máximo de 24 (vinte e quatro) meses, contados a partir da notificação do Poder
Executivo, para se adaptarem às disposições legais.

Parágrafo único. O Conselho Municipal de Planejamento Urbano, baseado em


levantamento da edificação, formulará as proposições para que esta se adapte às disposições
legais.
Art. 82. São partes integrantes desta Lei, os seguintes anexos:

I – Anexo I: mapa de zoneamento de uso e ocupação do solo;

II – Anexo II: categorias de uso do solo;

III – Anexo III: classificação das indústrias, conforme seu nível de interferência
ambiental;

IV – Anexo IV: adequação de usos do solo;

V – Anexo V: requisitos urbanísticos para ocupação do solo;

VI – Anexo VI: vias urbanas


21

VII – Anexo VII: área de estacionamento;

VIII - Anexo VIII: mapa do sistema viário;

IX – Anexo IX: mapa de equipamentos de uso público;

X – Anexo X: delimitação do perímetro urbano;

Art. 83. A presente Lei entrará em vigor 90 (noventa) dias após a data de sua
publicação revogadas as disposições em contrário em especial as Leis nos 1.401 de 9 de julho
de 1982; Lei no 1.402 de 9 de julho de 1982 e 4.260 de 24 de abril de 1998.
Prefeitura Municipal de São Miguel do Oeste-SC,
Em 23 de dezembro de 2004.

JOÃO CARLOS VALAR


Prefeito Municipal

VILSON EDUARDO BRATKOWSKI


Secretário Municipal de Administração
Esta Lei foi publicada
Na presente data.

RÚBIA MARA WIEDERKEHR


Assessora Especial
22

ANEXO II

CATEGORIAS DE USOS DO SOLO


USO DEFINIÇÃO EXEMPLOS
RU Residencial unifamiliar Edificações isoladas ou geminadas
RM1 Residencial multifamiliar 1 Edifícios de apartamentos, apart-hotéis, condomínios
verticais.
RM2 Residencial multifamiliar 2 Condomínios horizontais
H1 Hoteleiros 1 Hotéis, pousadas.
PS1 Prestação de serviços 1 Autônomos sem interferência: profissional liberal;
representante comercial.
Empresas de prestação de serviços com até 03 (três)
funcionários, com no máximo 30m2 (trinta metros
quadrados) de área, contígua à residência e sem
interferência

PS2 Prestação de serviços 2 (1) Prédio de escritórios; reparo de eletrodomésticos;


vídeo locadoras; clínicas; consultórios; auto-escolas;
academias; curso de especialização.
CL Comércio especial local As atividades constantes em comércio varejista e
comércio vicinal, quando desenvolvidas por empresas
com no máximo 03 (três) funcionários. Área
construída menor ou igual a 50m2 (cinqüenta metros
quadrados) e sem interferência.
C1 Comércio varejista pequeno (2) Lojas de departamentos; butiques; lojas; sapatarias;
óticas; joalherias; vidraçarias; auto peças; lotéricas;
floriculturas; livrarias; papelarias; bancos; materiais
de construção.
C2 Comércio varejista grande (2)
C3 Comércio vicinal Armazéns; mercearias; quitandas; verdureiros; feiras;
banca de revistas; açougues; farmácias; peixarias;
armarinhos; postos de pães.
C4 Comércio especial pequeno (3) Supermercados; centros comerciais; shopping.
C5 Comércio especial grande (3) Centros comerciais; shopping; hipermercados.
C6 Comércio atacadista pequeno (4) Armazéns gerais; depósitos para materiais de
construção e ferragens; depósitos.
C7 Comércio atacadista grande (5)
CA1 Comércio e produção de Restaurantes; sorveterias; bares; lanchonetes; padarias
alimentação exclusiva (6) e confeitarias.
CA2 Comércio e produção de
alimentação e recreacional
USO DEFINIÇÃO EXEMPLOS
IT1 Uso institucional Órgãos públicos; correios; bombeiros; postos
policiais; TELESC; CELESC; CASAN; Fórum;
delegacia.
IT2 Uso institucional especial Cadeias; quartéis.
VT Uso veterinário e agro- pecuário Clínicas veterinárias; hospedagem de animais e
comércio de animais.
S1 Área de saúde 1 Asilos; casa de saúde; postos assistenciais; estância
para repouso.
S2 Área de saúde 2 Hospitais.
ED1 Uso educacional Creches, centros sociais e jardins de infância.
pré-escolar
ED2 Uso educacional 1o e 2o grau Escolas; bibliotecas; pré-vestibulares.
ED3 Uso educacional superior Universidades; faculdades.
R1 Uso religioso 1 Igrejas; templos; capelas mortuárias.
R2 Uso religioso 2 Cemitérios
23

RC1 Uso recreacional 1 Clubes; estádios; ginásios esportivos; camping;


parque de diversões; circos; associações de
funcionários.
RC2 Uso recreacional 2 Boates; discotecas; danceterias; teatros; cinemas;
centro de convenções; auditórios; casas de
espetáculos; fliperamas; canchas de bochas.
M Motéis Motéis e Boates com hospedagem
V Uso de veículos Postos de serviços; borracharias; oficinas mecânicas e
elétricas; comércio de veículos; latoarias.
G Uso estacionamento comercial Edifícios garagens; estacionamento.
SE1 Serviços especiais pesados (8) Depósitos pesados; ferros velhos; transportadoras;
oficinas de máquinas pesadas; guinchos; depósito de
produtos químicos.
SE2 Serviços especiais leves (9) Serviços e depósitos e transportes de pequeno porte.
I1 Indústrias não incômodas até Ver anexo III
300m2
I2 Indústrias não incômodas com mais Ver anexo III
de 300m2
I3 Indústria incômodas
Ver anexo III
I4 Indústria nocivas
Ver anexo III
I5 Indústrias perigosas
Ver anexo III

CONSIDERAÇÕES

1. Consideram-se como cursos de especialização os cursos de línguas, informática,


datilografia, artes, artesanato, música, dança etc.

2. Considera-se:
• comércio varejista pequeno: as atividades que possuam área construída menor ou igual a
80m2 (oitenta metros quadrados).
• comércio varejista grande: as atividades que possuam área construída maior que 80m2
(oitenta metros quadrados).

3. Considera-se:
• comércio especial pequeno: os empreendimentos comerciais com até 1.000m2 (mil metros
quadrados)
• comércio especial grande: os empreendimentos comerciais com mais de 1.000m2 (mil
metros quadrados).

4. Considera-se comércio atacadista pequeno: as atividades que façam a recepção e a


distribuição das mercadorias com veículos de capacidade menor ou igual a 4T (quatro
toneladas), ou área máxima de 100m2 (cem metros quadrados) de depósito.

5. Considera-se comércio atacadista grande: as atividades que façam a recepção e distribuição


das mercadorias com veículos de capacidade maior que 4T (quatro toneladas), ou área de
depósito maior que 100m2 (cem metros quadrados).
24

6. Considera-se comércio e produção de alimentação exclusiva: as atividades que se


restrinjam somente à produção e venda de produtos alimentícios e que tenham o seu
horário de atendimento ao público restrito até as 24h (vinte e quatro horas), exceto para
cozinhas industriais que serão enquadradas como indústrias.

7. Considera-se comércio e produção de alimentação e recreacional: as atividades que além


da produção e venda de produtos alimentícios, tenham apresentações ao vivo, mecânicas
ou eletrônicas de conjuntos musicais, não tendo neste caso restrições quanto ao horário de
funcionamento.

8. Considera-se para o uso de serviços especiais pesados: os depósitos e transportadoras que


atuem com veículos com capacidade maior que 4T (quatro toneladas).

9. Consideram-se serviços especiais leves: as atividades de depósito e transportadoras com


veículos com capacidade menor ou igual a 4T (quatro toneladas), exceto para transporte e
depósito de produtos químicos.

10. Consideram-se indústrias não incomodas as indústrias classificadas como tal no anexo III
“periculosidade de uso do solo” e que:

1- Não possuam efluentes líquidos ou gasosos.


2- Possuam o número máximo de 10 empregados.
3- Funcionem somente em turnos diurnos
4- Não sejam abastecidas por caminhões com quatro ou mais toneladas de peso.
5- Gerem ruídos até o máximo de 40 decibéis, aferidos a 1,50 metros das divisas do
terreno na escala A.
25

ANEXO III

PERICULOSIDADE DOS USOS

CONVENÇÕES:
NI – Não Incômodo
I – Incômodo
NO – Nocivo
PE – Perigoso

PERICULO-
ITE ATIVIDADE SIDADE
M
1 INDÚSTRIA DE EXTRAÇÃO E TRATAMENTO
1.1 Atividades de extração, com ou sem beneficiamento, de minerais sólidos ou gasosos, que NO
se encontrem em estado natural
1.2 Todas as atividades de extração de produtos vegetais, inclusive oleaginosos, ceríficos I
tanantes, tintorais, medicinais, tóxicos e combustíveis
2 INDÚSTRIA DE PRODUTOS MINERAIS NÃO METÁLICOS
2.1 Aparelhamento de pedras para construção e execução de trabalhos em mármore, ardósia, I
granito e outras pedras.
2.2 Britamento de pedras NO
2.3 Fabricação de cal virgem, hidratada ou extinta I
2.4 Fabricação de telhas, tijolos e outros artigos de barro cozido I
2.5 Fabricação de peças, ornatos e estruturas de cimento, gesso e amianto I
2.6 Fabricação e elaboração de vidro e cristal PE
2.7 Beneficiamento e preparação de minerais não metálicos, não associados a extração I
2.8 Fabricação e utilização de produtos e subprodutos derivados de minerais metálicos I
3 INDÚSTRIA METALÚRGICA
3.1 Produção de fios e arames de metais e de ligas de metais não ferrosos – inclusive fios, I
cabos e condutores elétricos sem fusão
3.2 Relaminação de metais não ferrosos – inclusive vigas I
3.3 Metalurgia dos metais preciosos NO
3.4 Metalurgia do pó – inclusive peças moldadas NO
3.5 Fabricação de estruturas metálicas, com tratamento químico superficial e/ou PE
galvanotécnico
3.6 Fabricação de estruturas metálicas, com pintura por aspersão NO
3.7 Fabricação de estruturas metálicas, sem tratamento químico superficial, galvanotécnico ou I
pintura por aspersão
3.8 Fabricação de artefatos de trefilados de ferro e aço, e de metais não ferrosos, com PE
tratamento químico superficial, e/ou galvanotécnico
3.9 A fabricação de artefatos de trefilados de ferro e aço, e de metais não ferrosos, com NO
pintura por aspersão
3.10 Fabricação de artefatos de trefilados de ferro e aço, e de metais não ferrosos, sem I
tratamento químico superficial galvanotécnico ou pintura por aspersão
3.11 Estamparia, funilaria e latoaria, com tratamento químico e/ou galvanotécnico PE
3.12 Estamparia, funilaria e latoaria, com pintura por aspersão ou esmaltação NO
PERICULO
ITEM ATIVIDADE -SIDADE
3.13 Estamparia, funilaria e latoaria sem tratamento químico superficial , galvanotécnico e I
pintura por aspersão ou esmaltação
3.14 Serralheria, fabricação de tanques, reservatórios e outros recipientes metálicos e de PE
artigos de caldeireiro com tratamento químico superficial e/ou galvanotécnico
26

3.15 Serralheria, fabricação de tanques, reservatórios e outros recipientes metálicos e de NO


artigos de caldeireiro com pintura por aspersão
3.16 Serralheria, fabricação de tanques, reservatórios e outros recipientes metálicos e de
artigos de caldeireiro sem tratamento químico superficial, galvanotécnico e pintura por I
aspersão ou esmaltação
3.17 Fabricação de artigos de cutelaria, armas, ferramentas manuais e fabricação de artigos de
metal para escritório, uso pessoal e doméstico, com tratamento químico superficial e/ou PE
galvanotécnico
3.18 Fabricação de artigos de cutelaria, armas, ferramentas manuais e fabricação de artigos de NO
metal para escritório, uso pessoal e doméstico, com pintura por aspersão
3.19 Fabricação de artigos de cutelaria,armas, ferramentas manuais e fabricação de artigos de
metal para escritório, uso pessoal e doméstico, sem tratamento químico superficial, I
galvanotécnico e pintura por aspersão
3.20 Demais atividades da indústria metalúrgica, principalmente aquelas com tratamento PE
químico superficial ou galvanotécnico
4 INDÚSTRIA MECÃNICA
4.1 Fabricação de máquinas, aparelhos, peças e acessórios sem tratamento térmico, sem NO
tratamento galvanotécnico e fundição
4.2 Demais atividades da indústria mecânica PE
5 INDÚSTRIA DE MATERIAL ELÉTRICO, ELETRÔNICO E DE
COMUNICAÇÕES
5.1 Fábrica de pilhas, bateria e acumuladores PE
5.2 Montagem de equipamentos eletrônicos NI
5.3 Fabricação de equipamentos eletrônicos sem geração de efluentes industriais perigosos NI
5.4 Fabricação de equipamentos eletrônicos com geração de efluentes industriais perigosos PE
5.5 Demais atividades da indústria de material elétrico, eletrônico e de comunicações I
6 INDÚSTRIA DE MATERIAL DE TRANSPORTE
6.1 Fabricação de máquinas, aparelhos, peças e acessórios sem tratamento térmico, NO
tratamento galvanotécnico e fundição
6.2 Demais atividades da indústria de material de transporte PE
7 INDÚSTRIA DE MADEIRA
7.1 Desdobramento da madeira, inclusive serrarias PE
7.2 Fabricação de estruturas de madeira e artigo de carpintaria I
7.3 Fabricação de chapas e placas de madeira aglomerada ou prensada NO
7.4 Fabricação de chapas de madeira compensada revestida ou não de material plástico I
7.5 Fabricação de artigos de tanoaria e de madeira arqueada I
7.6 Fabricação de cabos para ferramentas e utensílios I
7.7 Fabricação de artefatos de madeira torneada I
7.8 Fabricação de saltos e solados de madeira I
7.9 Fabricação de formas e modelos de madeira exclusive de madeira arqueada I
7.10 Fabricação de molduras e execução de obras de talha – exclusive artigos de mobiliário NI
7.11 Fabricação de artigos de madeira para usos domésticos, industrial e comercial I

PERICULO-
ITEM ATIVIDADE SIDADE

7.12 Fabricação de artefatos de bambu, vime, junco, xaxim ou palha trançada, exclusive NI
móveis e chapéus
7.13 Fabricação de artigos de cortiça NI
8 INDÚSTRIA DE MOBILIÁRIO
8.1 Fabricação de móveis de madeira, vime e junco I
8.2 Fabricação de móveis de metal ou com predominância de metal, revestidos ou não com I
lâminas plásticas – inclusive estofados
8.3 Fabricação de artigos de colchoaria NI
8.4 Fabricação de armários embutidos de madeira I
8.5 Fabricação de acabamento de artigos diversos de mobiliário I
8.6 Fabricação de móveis e artigos do mobiliário não especificados ou não classificados I
27

9 INDÚSTRIA DE PAPEL E PAPELÃO


9.1 Fabricação de celulose PE
9.2 Fabricação de pasta mecânica PE
9.3 Fabricação de papel PE
9.4 Fabricação de papelão e cartão PE
9.5 Fabricação de artefatos de papel não associado à produção de papel NI
9.6 Fabricação de artefatos de papelão, cartolina e cartão, impressos ou não, simples ou NI
plastificados não associada à produção de papelão, cartolina e cartão
9.7 Fabricação de artigos de papel, papelão, cartolina e cartão, para revestimento, não NI
associada à produção de papel, papelão, cartolina e cartão
9.8 Fabricação de artigos diversos de fibra prensada ou isolante inclusive peças e acessórios I
para máquinas e veículos
10 INDÚSTRIA DE BORRACHA
10.1 Todas as atividades de beneficiamento e fabricação de borracha natural, e artigos de NO
borracha em geral
11 INDÚSTRIA DE COUROS, PELES E PRODUTOS SIMILARES
11.1 Secagem e salga de couros e peles PE
11.2 Curtimento e outras preparações de couros e peles PE
11.3 Fabricação de artigos de selaria e correaria NI
11.4 Fabricação de malas, valises e outros artigos para viagem NI
11.5 Fabricação de artefatos diversos de couros e peles – exclusive calçados e artigos do NI
vestuário
12 INDÚSTRIA QUÍMICA
12.1 Todas atividades dedicadas à fabricação de produtos químicos PE
13 INDÚSTRIA DE PRODUTOS FARMACÊUTICOS E VESTUÁRIOS
13.1 Todas as atividades dedicadas à fabricação de produtos farmacêuticos e veterinários PE
14 INDÚSTRIA DE PERFUMARIA, SABÕES E VELAS
14.1 Fabricação de produtos de perfumaria NO
14.2 Fabricação de sabões, detergentes e glicerina PE
14.3 Fabricação de velas NO
15 INDÚSTRIA DE PRODUTOS DE MATÉRIA PLÁSTICA
15.1 Todas as atividades industriais que produzem artigos diversos de material plástico,
injetados, extrudados, laminados, prensados em outras formas, exceto fabricação de I
resinas plásticas, fibras artificiais e matérias plásticas
16 INDÚSTRIA TÊXTIL
PERICULO-
ITEM ATIVIDADE SIDADE

16.1 Beneficiamento de fibras têxteis vegetais e matérias têxteis de origem animal ou artificiais PE
16.2 Todas as atividades da indústria PE
16.3 Fabricação de estopa de materiais para estofos e recuperação de resíduos têxteis NI
16.4 Fiação e tecelagem I
16.5 Malharia e fabricação de tecidos elásticos NI
16.6 Fabricação de artigos de passamanaria , fitas, filós, rendas e bordados I
16.7 Fabricação de tecidos especiais I
16.8 Acabamento de fios e tecidos não processado em fiações e tecelagens I
16.9 Fabricação de artefatos têxteis produzidos nas fiações e tecelagens NI
17 INDÚSTRIA DE VESTUÁRIO E ARTEFATOS DE TECIDOS
17.1 Todas atividades industriais ligadas à produção de artigos do vestuário, artefatos de NI
tecidos e acessórios do vestuário, não produzidos nas fiações e tecelagens
17.2 Fabricação de calçados NI
18 INDÚSTRIA DE PRODUTOS ALIMENTARES
18.1 Beneficiamento, moagem, torrefação e fabricação de produtos alimentares I
18.2 Fabricação de conservas de frutas, legumes, outros vegetais e fabricação de doces, I
exclusive de confeitaria
18.3 Abate de animais em matadouro, frigoríficos e charqueadas, preparação de conservas de
carnes, produção de banha de porco e de outras gorduras domésticas de origem animal PE
28

18.4 Preparação de pescado e fabricação de conservas de pescado I


18.5 Industrialização do leite e subprodutos I
18.6 Fabricação e refinação de açúcar PE
18.7 Fabricação de balas, caramelos, pastilhas, drops, bombons e chocolates, etc. Inclusive I
gomas de mascar
18.8 Fabricação de produtos de padaria, confeitaria e pastelaria, sorvetes e tortas geladas NI
18.9 Fabricação de massas alimentícias e biscoitos NI
18.10 Refinação e preparação de óleos e gorduras vegetais, produção de manteiga de cacau e de NO
gorduras de origem animal destinadas à alimentação
18.11 Fabricação de vinagre NO
18.12 Fabricação de fécula, amido e seus derivados I
18.13 Fabricação de fermentos e leveduras, especiarias e condimentos NO
18.14 Fabricação de rações balanceadas e de alimentos preparados para animais – inclusive PE
farinhas de carne, sangue, osso, peixe e pena
18.15 Fabricação de produtos alimentares, não especificados ou não classificados I
19 INDÚSTRIA DE BEBIDAS
19.1 Fabricação de vinhos e licores I
19.2 Fabricação de aguardentes e outras bebidas destiladas NO
19.3 Fabricação de cervejas, chopes e malte I
19.4 Fabricação de bebidas não alcoólicas – inclusive engarrafamento e gaseificação de águas NO
minerais
19.5 Demais atividades da indústria de bebidas PE
20 INDÚSTRIA DE FUMO
20.1 Preparação do fumo, fabricação de cigarros, charutos e cigarrilhas, e outras atividades de NO
elaboração do tabaco não especificados ou não classificados
21 INDÚSTRIA EDITORIAL E GRÁFICA
21.1. Todas as atividades da indústria editorial e gráfica NI
22 OUTRAS ATIVIDADES
22.1 Destilaria de álcool carburante PE
PERICULO-
ITEM ATIVIDADE SIDADE
22.2 Usinas de produção de concreto NO
22.3 Usinas de produção de concreto asfáltico NO
Serviços de reparação, manutenção e conservação ou qualquer tipo de atividade comercial
22.4 ou de serviços que utilizem processos/operações galvanotécnicas ou de tratamento PE
químico para cobertura de superfícies metálicas
22.5 Serviços de reparação, manutenção e conservação ou qualquer tipo de atividade comercial I
ou de serviços que utilizem processos/operações de pintura por aspersão
22.6 Atividades que utilizem incinerador ou outro dispositivo para queima de lixo e materiais, PE
ou resíduos sólidos ou gasosos, exceto Hospitais e congêneres
22.7 Hospitais, Casas de Saúde e congêneres I
22.8 Clínicas, ambulatórios e laboratórios I
22.9 Armazenamento e depósitos para quaisquer fins, exceto para carvão mineral e derivados, e
produtos perigosos (explosivos, inflamáveis, tóxicos, corrosivos ou radiativos) I
22.10 Depósitos de carvão mineral e derivados, e de quaisquer produtos perigosos (explosivos, PE
inflamáveis, tóxicos, corrosivos ou radiativos)
22.11 Fabricação de carvão vegetal ativado PE
22.12 Terminais de distribuição de combustíveis e lubrificantes – inclusive postos de gasolina NO
22.13 Oficinas mecânicas I
22.14 Atividades de criação de aves e animais confinados I
22.15 Atividades da Indústria de Biotecnologia e de transformação genética NO
22.16 Industrialização ou comercialização de adubo orgânico PE
29

ANEXO IV
ADEQUAÇÃO DE USOS DO SOLO
USO ZC ZCS ZR1 ZR2 ZEIS ECS ZI ZUR ZA
RU A A A A A A A A T1
RM1 A A A A A A P P P
RM2 P P A A P P P P P
H1 A A A T2 P A A P P
PS1 A A A A A A A P T1
PS2 A A A P T5 A P P P
CL A A A A T5 A A P T1
C1 A A A A P A A P P
C2 A A A P P A A P P
C3 A A A A A A A P T1
C4 A A A P P A A P P
C5 A A A P P A A P P
C6 T3 A T3 P P A A P T1
C7 P A P P P P A P T1
CA1 A A A A T5 A A T5 T1
CA2 A A T4 P P T4 A P T1
IT1 A A A A P A A P T1
IT2 P A A P P A P P P
VT A A A P P A A A P
S1 A T6 A A P T6 P P P
S2 P P A P P P P P P
ED1 A T6 A A A T6 T7 P T1/7
ED2 A T6 A A A T6 P P P
ED3 A P A T8 P T6 P P P
R1 A A T6 T6 P A A P T1
R2 P P P P P P T9 T9 P
RC1 A A A T3 P A A A T1
RC2 A A T6 P P A A P T1
M P P P P P P A P T1
V T6 A T6 P P A A P T1
G A A A P P A A P T1
SE1 P A P P P P A P T1
SE2 A A A P P A A P T1
I1 A A T4 T3 P A A P T1
I2 T6 A T6 T6 P T4 A P T1
I3 T6 T9 T6 T6 P T6 A P T1
I4 P P P P P P A P T1
I5 P P P P P P A P T1

1 – Respeitando cones de aproximação aeroporto


2 – Permitido até 12 dormitórios
3 – Desde que com frente para rua com largura mínima de 20,00 metros
4 – Desde que com afastamento de 200 metros dos hospitais
5 – Quando a atividade é própria do morador da residência
6 – Permitido apenas ampliações dos usos existentes até a data de aprovação da desta Lei
7 – Permitido creches mantidas por indústrias
8 – Permitido na Zona Residencial 2A
9 – Desde com estudo ambiental específico
Observações: 1) Na Zona Militar – ZM, os usos serão determinados pelo Exército Brasileiro
2) Na Zona de preservação ambiental serão proibidos todos os usos relacionados por esta Lei; exceto os
usos ligados a lazer e recreação, desde que autorizados pelo Conselho Municipal de Planejamento Urbano e
respeitando as determinações do Código Florestal.
30

ANEXO V

REQUISITOS URBANÍSTICOS PARA OCUPAÇÃO DO SOLO


LOTE TESTADA TO CA NÚMERO RECUOS
MÍNIMO MÍNIMA PAVIMENTOS FRONTAIS
(M)
ZC 360 12 90/70(B) (C) (C) -
ZCS 360 12 70 2(C) 4 -
ZR1 360 12 90/70(B) (C) (C) -
ZR2 (B,C) 360 12 70 2 4 4
ZR2 (A,D,E,F) 200 10 70 2 4 4
ZEIS 200(E) 10(E) 70(E) 1 4 4(E)
ECS 360 12 70 2 4 --
ZI 5.000 20 60 1 4 -
ZUR 5.000 20 10 1 2 10
ZA 5.000 20 50 1 4(D) -
ZM NP(A) NP (A) 50 1 4 -
ZPA NP(A) NP (A) - - - -

A) Não permitido o parcelamento do solo.


B) Na Zona Central e Zona Residencial 1, a taxa de ocupação é de 90 por cento para o térreo, subsolo
e 2º pavimento, e de 70 por cento para os demais pavimentos.
C) Na Zona Central, Zona Residencial 1 e parte da Zona Comercial e de Serviços, o número de
pavimentos será igual ao dobro do coeficiente de aproveitamento, variando de 4 a 14 pavimentos,
conforme mapa de Zoneamento de Uso e Ocupação do Solo.
D) Na Zona de Proteção Aeroportuária o nº de pavimentos será em função da altura máxima permitida
pela Legislação Estadual e Federal específica.
E) Tratando-se de projetos de iniciativa do Poder Público o tamanhos dos lotes, testadas, taxas de
ocupação e recuos poderão ser inferiores aos mínimos previstos.
31

ANEXO VI

VIAS URBANAS
DENOMINAÇÕES VIA CAIXA PASSEIO TRECHOS
1 – ARTERIAIS

1.2 – BR - 282 70,00m 12,00m 3,00m TREVO AO LIMITE LESTE


DO PERÍMETRO
BR – 282 40,00m 12,00m 3,00m BR – 163 AO LIMITE
NORTE DO PERÍMETRO
1.2 BR – 386 40,00m 12,00m 3,00m TREVO AO LIMITE SUL
DO PERÍMETRO
1.3 – BR - 163 40,00m 12,00m 3,00m BR – 282 AO LIMITE
NORTE DO PERÍMETRO
1.4 – RUA WILLY BARTH 25,00m 20,00m (*) 2,50m TODA EXTENSÃO
EXCETO TRECHO
ESPECIFICADO
RUA WILLY BARTH 20,00m 14,00m 3,00m AV. GETULIO VARGAS A
RUA ALMIRANTE
TAMANDARÉ
1.5 – RUA PADRE AURÉLIO 16,00m 11,00m 2,50m RUA WILLY BARTH A BR-
CANZI 282

2 – PRINCIPAIS

2.1 – RUA WALDEMAR 30,00m 12,00m 3,00m TREVO A RUA FIRMINO


RAMGRAB DAL BOSCO
RUA WALDEMAR RAMGRAB 28,00m (*) 12,00m 3,00m RUA FIRMINO DAL
BOSCO A RUA
ITABERABA
2.2 – RUA ITABERABA 20,00m 14,00m 3,00m RUA MARCÍLIO DIAS A
RUA XV DE NOVEMBRO
2.3 – RUA MARCÍLIO DIAS 25,00m 18,00m 3,50m RUA ITABERABA A RUA
OIAPOQUE
RUA MARCÍLIO DIAS 14,00m 10,00m 2,00m RUA OIAPOQUE A RUA
GENERAL OSÓRIO
2.4 – RUA XV DE NOVEMBRO 25,00m 18,00m 3,50m AV. GETÚLIO VARGAS A
RUA ITABERABA
2.5 – AV. GETÚLIO VARGAS 25,00m 20,00m 2,50m RUA MARCÍLIO DIAS A
RUA WILLY BARTH
2.6 – RUA SETE DE SETEMBRO 20,00m 14,00m 3,00m RUA MARCÍLIO DIAS A
RUA SALGADO FILHO
2.7 – RUA SALGADO FILHO 25,00m 20,00 (*) 2,50m RUA SETE DE SETEMBRO
A RUA D. PEDRO II
2.8 – RUA BARÃO DO RIO 20,00m 14,00m 3,00m RUA MARCÍLIO DIAS A
BRANCO RUA WILLY BARTH
2.9 – RUA OIAPOQUE 20,00m 14,00m 3,00m RUA SALGADO FILHO AO
FINAL DO PERÍMETRO
2.10 – RUA D. PEDRO II 25,00m 18,00m 3,50m RUA SALGADO FILHO A
RUA HÉLIO WASSUN
2.11 – RUA MEM DE SÁ 20,00m 14,00m 3,00m RUA HÉLIO WASSUN A
RUA WILLY BARTH
2.12 – RUA LUIZ DE CAMÕES 14,00m 10,00m 2,00m RUA GENERAL OSÓRIO A
SANGA DOS PERDIDOS
RUA LUIZ DE CAMÕES 20,00m 14,00m 3,00m SANGA DOS PERDIDOS A
BR-282
3 - COLETORAS
32

3.1 RUA LUIZ ZAPANI 20,00m 14,00m 3,00m RUA WILLY BARTH A
RUA THOMÉ DE SOUZA
3.2 RUA THOMÉ DE SOUZA 20,00m 14,00m 3,00m RUA LUIZ ZAPANI A RUA
JOSÉ BERNARDI
3.3 RUA JOSÉ BERNARDI 20,00m 14,00m 3,00m RUA WILLY BARTH A
RUA SÃO CRISTOVÃO
3.4 RUA SÃO CRISTOVÃO 20,00m 14,00m 3,00m RUA WILLY BARTH A
RUA JOSÉ BERNARDI
3.5 RUA 1º DE MAIO 16,00m 11,00m 2,50m RUA WALDEMAR
RAMGRAB A RUA
JOAQUIM NABUCO
3.6 RUA ARNO ERIC 20,00m 14,00m 3,00m RUA JOAQUIM NABUCO A
SCHWANBACH RUA WILLY BARTH
3.7 RUA ADOLFO KONDER 20,00m 14,00m 3,00m RUA WALDEMAR
RAMGRAB A ZONA DE
PRESERVAÇÃO
AMBIENTAL
3.8 RUA FLORIANÓPOLIS 20,00m 14,00m 3,00m RUA HÉLIO ANJOS ORTIZ
A ZONA DE USO
RESTRITO
3.9 RUA HÉLIO ANJOS ORTIZ 25,00m 18,00m 3,50m RUA ITABERABA A RUA
ARNO ERIC
SCHWANBACH
3.10 RUA ITABERABA 14,00m 10,00m 2,00m RUA XV DE NOVEMBRO A
RUA WILLY BARTH
RUA ITABERABA 20,00m 14,00m 3,00m RUA MARCILIO DIAS AO
LIMITE DO PERÍMETRO
3.11 RUA SALGADO FILHO (*) 25,00m 20,00m 2,50m RUA SETE DE SETEMBRO
A RUA GUANABARA
3.12 PROLONGAMENTO RUA 14,00m 10,00m 2,00m RUA GUANABARA A RUA
SALGADO FILHO JOHN KENNEDY
PROLONGAMENTO RUA 20,00M 14,00M 3,00M RUA JOHN KENNEDY AO
SALGADO FILHO LIMITE DO PERÍMETRO

(*) a caixa da rua Willy Barth é composta por duas caixas com 9,50 metros e um canteiro
central com 1,00 metro.
(*) a rua Waldemar Ramgrab sofrerá alargamento conforme previsto no projeto de acesso, em
trechos específicos nos quais encontram-se implantados taludes e vias de acesso.
(*) a caixa da avenida Getúlio Vargas é composta por duas caixas com 9,00 metros e um
canteiro central com 1,00 metro.
(*) a caixa da rua Salgado Filho é composta por duas caixas com 9,50 metros e um canteiro
central com 1,00 metro.
33

ANEXO VII

ÁREA DE ESTACIONAMENTO
USO PROPORÇÃO UNIDADE DE PROPORÇÃO
RU Residencial unifamiliar 1: 1 Vaga por unidade
RM1 Residencial multifamiliar 1 1: 1 Vaga por unidade menor ou igual a 200m2 de área
privada
RM2 Residencial multifamiliar 2 2: 1 Vaga por unidade maior que 200m2 de área
privada
1: 15 Vaga por unidade para visitante
H1 Hoteleiro 1 1: 3 Vaga por leitos
1: 40 Vaga por leitos para ônibus
1: 1 Vaga por estabelecimento para embarque e
desembarque.
* pousada até 20 leitos- dispensada.
PS1 Prestação de serviço 1 1: 1 Vaga por unidade
PS2 Prestação de serviço 2 1: 100 Vaga por m2 de área privada
Prédio de escritórios 1: 1 Vaga por unidade até 80m2 de área privada
C1 Comércio varejista pequeno 1: 1 Vaga por unidade
C2 Comércio varejista grande 1: 50 Vaga por m2 de área útil
1: 300 Vaga por m2 de área útil para carga e descarga de
caminhões
C3 Comércio vicinal- área 1: 50 Vaga por m2 de área útil dos locais destinados ao
construído >que 100m2 público ou à venda
C4 Comércio especial pequeno 1: 50
1: 300 Vaga por m2 de área útil para carga e descarga de
caminhões
C5 Comércio especial grande 1: 50 Vaga por m2 de área construída
1: 300 Vaga por m2 de área útil para carga e descarga de
caminhões
C6 Comércio atacadista pequeno 1: 100 Vaga por m2 de área útil
1: 500 Vaga por m2 de área útil para carga e descarga de
caminhões
C7 Comércio atacadista grande 1: 60 Vaga por m2 de área útil
1: 300 Vaga por m2 de área útil para carga e descarga de
caminhões
CA1 Comércio e produção de 1: 60
alimentação exclusiva com AC Vaga por m2 de área útil dos locais destinados ao
> de 100m2 público ou vendas.
CA2 Comércio e produção de 1: 40
alimentação recreacional com
AC > que 100 m2
USO PROPORÇÃO UNIDADE DE PROPORÇÃO
IT1 Uso institucional com 1: 50 Vaga por m2 de área útil
atendimento ao público
IT2 Uso institucional sem 1: 100 Vaga por m2 de área útil
atendimento ao público
VT Uso veterinário e agropecuário 1: 100 Vaga por m2 de área útil
S1 Área de saúde 1 1: 50 Vaga por m2 de área útil
S2 Área de saúde 2 1: 4 Vaga por leito
1: 50 Vaga por leitos para embarque e desembarque em
automóveis

ED1 Uso educacional pré escolar 1: 50 Vaga por m2 de área construída de salas
ED2 Uso educacional 1o e 2o grau
ED3 Uso educacional superior 1: 25 Vaga por área construída de salas
R1 Uso religioso 1 1: 40 Vaga por m2 de área construída
R2 Uso religioso 2 (cemitério) 1: 500 Vaga por m2 de terreno, com o mínimo de 20
vagas.
RC1 Uso recreacional 1 1: 30 Vaga por m2 de área útil dos locais destinados ao
público
34

Parque de diversões e circos 1: 20 Vaga por m2 de área de terreno, não computada à


área de estacionamento.
RC2 Uso recreacional 2 1: 20 Vaga por m2 de área útil dos locais destinados ao
público
M Motéis 1: 1 Vaga por unidade de alojamento
V Uso para veículos 1: 30 Vaga por m2 de área construída
SE1 Serviço especial pesado
SE2 Serviço especial leve 1: 100 Vaga por m2 de área útil
I1 Indústrias não incômodas até
300 m² 1: 100 Vaga por m2 de área construída
I2 Indústrias não incômodas com
mais de 300 m²
I3 Indústrias incômodas 1: 100 Vaga por m² de área construída
I4 Indústrias nocivas Vaga por carga e descarga de caminhão por
I5 Indústria perigosas 1: 1 indústria

Observações:
• 1 vaga = 12m2 (área mínima) + área de manobra
• Serão descontadas as vagas de estacionamento existentes na via pública desde que devidamente
comprovadas na planta de localização do projeto arquitetônico.
• Para “kitnetes” será considerado uma vaga para cada três unidades.
35

ANEXO X
O Perímetro Urbano da Sede Municipal de São Miguel do Oeste passa a ter as
seguintes delimitações:
Ponto de Partida (OPP) localizado na intersecção das divisas sul e leste do bloco X;
prossegue em direção oeste pelo limite norte do bloco IX, prolongando-se ainda com a mesma
direção até atingir o ponto número um (P1) localizado a uma distância de 300 metros a oeste
do limite norte do bloco IX; prossegue com direção sul mantendo sempre uma distância de
300 metros à oeste do transversão que separa os bloco IX e VIII dos lotes rurais números 64 e
63 até atingir o ponto número dois (P2) localizado sobre o limite norte do lote rural no 62;
prossegue com direção leste por este limite até atingir o ponto número três (P3) localizado na
divisa oeste do bloco número VIII; prossegue com direção sul pelas divisas oeste dos blocos
números VIII e VII até atingir o ponto número quatro (P4) localizado na intersecção dos
limites sul e oeste do bloco número VII; prossegue com direção leste pelo limite sul do
mesmo bloco até atingir o ponto número cinco (P5), localizado no limite oeste da chácara
número 50; prossegue com direção sul por este limite e pelo limite oeste do lote rural número
5 até atingir o ponto número seis (P6) localizado na intersecção das divisas sul e oeste do lote
rural número 5; prossegue com direção leste pelo limite sul do mesmo lote rural até atingir o
ponto número sete (P7) localizado no limite oeste do lote rural número 4; prossegue com
direção sul por este limite até atingir o ponto número oito (P8) localizado na intersecção das
divisas oeste e norte do lote rural número 11; prossegue com direção leste pelos limites norte
dos lotes rurais números 11,12, 13 e 14, até atingir o ponto número nove (P9) localizado na
intersecção dos limites leste e norte do lote rural número 14; prossegue com direção sul pelos
limites leste dos lotes rurais números 14, 15, 35, 36, 37 e 38, até atingir o ponto número dez
(P10) localizado no limite norte do lote rural número 27; prossegue com direção leste pelos
limites norte dos lotes rurais números 27 e 47 até atingir o ponto número onze (P11)
localizado na intersecção dos limites sul e oeste do lote rural número 1; prossegue com
direção nordeste pelos limites oeste dos lotes rurais números 1, 2 e 3 até atingir o ponto
número doze (12) localizado no limite leste da faixa de domínio da rodovia BR-386;
prossegue com direção nordeste por esta faixa de domínio desta rodovia até atingir o ponto
número treze (P13) localizado no limite sul do lote número 5; prossegue com direção leste por
este limite até atingir o ponto número quatorze (P14) localizado na intersecção dos limites sul
e leste do mesmo lote número 5; prossegue com direção norte pelo limite leste do mesmo lote
número 5 até atingir o ponto número quinze (P15) localizado no limite norte da faixa de
domínio da rodovia BR-282; prossegue com rumo noroeste por esta faixa de domínio desta
rodovia até atingir o ponto número dezesseis (P16) localizado na divisa leste do lote número
43; prossegue com direção norte por esta divisa até atingir o ponto número dezessete (17)
localizado na divisa sul do lote número 44; prossegue com direção nordeste, por esta divisa
até atingir o ponto número dezoito (P18) localizado na intersecção das divisas sul e leste do
lote número 44; prossegue com direção norte pelas divisas leste dos lotes números 44, 45 e 46
e pelas divisas leste das chácaras números 21, 20, 19, 18, 17, 16, 15, 14 e 13, até atingir o
ponto número dezenove (P19) localizado na intersecção dos limites leste e norte da chácara
número 13; prossegue com direção oeste pelo limite norte desta chácara até atingir o ponto
número vinte (P20) localizado na intersecção do limite norte da chácara número 13, com o
limite sudeste da chácara número 12; prossegue com direção norte formando um ângulo de
noventa graus (90o) com o limite norte da chácara número 13 até atingir o ponto número vinte
e um (P21) localizado na divisa sul da colônia 84; prossegue com direção oeste pelo limite sul
desta colônia até atingir o ponto número vinte e dois (P22) localizado no prolongamento do
limite nordeste do loteamento Zorzo; prossegue com direção noroeste por este prolongamento
36

e pelo limite nordeste do loteamento Zorzo até atingir o ponto número vinte e três (P23)
localizado na intersecção dos limites norte e nordeste do loteamento Zorzo; prossegue com
direção oeste pelo limite norte do loteamento Zorzo até atingir o ponto vinte e quatro (P24)
localizado na intersecção deste limite com uma linha localizada a duzentos metros (200,00m)
a leste da rua Willy Barth; prossegue com direção noroeste pela linha localizada a duzentos
metros (200,00m) a leste da rua Willy Barth até atingir o ponto número vinte e cinco (P25)
localizado na intersecção desta linha com a divisa sul da chácara B; prossegue com direção
leste pelas divisas sul das chácaras B, H, J e K até atingir o ponto número vinte e seis (P26)
localizado na intersecção das divisas sul e leste da chácara K; prossegue com direção norte
pelo limite leste desta chácara até atingir o ponto número vinte e sete (P27) localizado na
divisa sul da colônia 61; prossegue com direção sudoeste por esta divisa até atingir o ponto
número vinte e oito (P28) localizado na intersecção dos limites leste e norte da chácara G;
prossegue com direção noroeste formando um ângulo de noventa graus com a divisa sul da
colônia 61 (90o) até uma distância de setecentos e trinta metros (730,00m) onde atinge o ponto
número vinte e nove (P29); prossegue com direção noroeste até atingir o ponto número trinta
(P30) localizado no prolongamento da divisa leste do bloco X; prossegue com direção sul por
este prolongamento e pela divisa leste do bloco X até uma distância de mil novecentos e
quarenta metros (1.940,00m) até encontrar o ponto de partida (OPP).
A área delimitada pelo perímetro descrito é de, aproximadamente, 2.270
hectares o que equivale a 22,70 quilômetros quadrados. Faz parte integrante deste anexo, um
mapa em escala 1/10.000 contendo as delimitações descritas, denominado Mapa de
Zoneamento, Uso do Solo e Perímetro Urbano.