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JUL 1993 NBR 13029


Elaboração e apresentação de projeto
de disposição de estéril, em pilha, em
ABNT-Associação
Brasileira de m ineração
Normas Técnicas

Sede:
Rio de Janeiro
Av. Treze de Maio, 13 - 28º andar
CEP 20003-900 - Caixa Postal 1680
Rio de Janeiro - RJ
Tel.: PABX (021) 210 -3122
Telex: (021) 34333 ABNT - BR
EndereçoTelegráfico:
NORMATÉCNICA Procedimento

Origem: Projeto 01:602.07-002/1993


CEET - Comissão Especial Temporária de Meio Ambiente
CE-01:602.07 - Comissão de Estudo de Poluição das Águas na Mineração
NBR 13029 - Design of mining waste dumps - Guidelines for preparation and
presentation format - Procedure
Descriptors: Mining. Environment. Pollution
Copyright © 1990, Válida a partir de 30.08.1993
ABNT–Associação Brasileira
de Normas Técnicas
Printed in Brazil/
Impresso no Brasil Palavras-chave: Mineração. Meio ambiente. Poluição 8 páginas
Todos os direitos reservados

SUMÁRIO Leis, Deliberações Normativas, Resoluções, Porta-


1 Objetivo rias da Legislação Ambiental, Código de Água, Uso e
2 Documentos complementares Ocupação do Solo pertinentes em níveis federal, es-
3 Definições tadual e municipal, e Lei Florestal Estadual
4 Condições específicas
ANEXO - Itens para elaboração e apresentação de projeto NBR 10004 - Resíduos sólidos - Classificação
de disposição de estéril, em pilha, em mineração
NBR 10006 - Solubilização de resíduos - Procedimento
1 Objetivo
NBR 13028 - Elaboração e apresentação de projeto
de disposição de rejeitos de beneficiamento, em bar-
1.1 Esta Norma fixa as condições exigíveis para elabora-
ramento, em mineração - Procedimento
ção e apresentação de projeto de disposição de estéril,
em pilha, em mineração, gerado na lavra a céu aberto ou
3 Definições
subterrânea, visando a atender as condições de seguran-
ça, higiene, operacionalidade, economicidade, abando- Para os efeitos desta Norma são adotadas as definições
no e minimização dos impactos ao meio ambiente, den- de 3.1 a 3.21.
tro dos padrões legais (ver Capítulo 2).
3.1 Abandono do sistema de disposição de estéril
1.2 Esta Norma não se aplica a estéril perigoso, radioativo,
não inerte, classificado conforme a NBR 10004, ou a es- Fase subseqüente à desativação do depósito de estéril na
téril, em pilha, formando barramentos de cursos d’água qual, tendo sido cumpridas e aceitas as exigências legais,
perenes. o minerador se exime de qualquer compromisso sobre a
manutenção ou monitoramento do sistema.
2 Documentos complementares
3.2 Afluente do sistema de disposição de estéril
Na aplicação desta Norma é necessário consultar:
Fração líquida que entra em contato superficial ou inter-
Constituição Federal do Brasil de 1988 no com o estéril do sistema.

Constituição Estadual e Lei Orgânica Municipal 3.3 Barragem para contenção de estéril

Código de Mineração, Regulamento e Normas Barramento a jusante de um sistema de disposição de es-


Regulamentares de Mineração téril, destinado à retenção de seus efluentes sólidos.
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3.4 Barramento 3.15 Mineral-minério

Estrutura de formação de um reservatório para conten- Espécie de mineral da qual podem-se extrair economi-
ção do estéril fugitivo da pilha. camente metais ou substâncias minerais.

3.5 Bota-fora ou ponta de aterro 3.16 Minério

Estrutura formada pela deposição de estéreis, portanto, Agregado de mineral-minério e ganga que, no estado atual
sem planejamento, ordem ou controle. da técnica, pode ser normalmente utilizado para extração
econômica de um ou mais metais.
3.6 Deposição de estéril
3.17 Pilha de estéril
Descarte do estéril, de forma não controlada, ordenada Estrutura formada pela disposição de estéril.
ou planejada.
3.18 Rejeito de mina
3.7 Desativação do sistema de disposição de estéril
Termo inadequado (ver Estéril de mina).
Fase na qual o depósito de estéril não é utilizado para no-
vas disposições, por esgotamento de sua capacidade ou 3.19 Relação estéril/minério
por motivos outros, permanecendo os compromissos de
manutenção e controle sobre o sistema. Relação entre o volume de estéril e a massa de minério a
ser minerado (preferencialmente na unidade m3/t).
3.8 Disposição de estéril
3.20 Taxa de disposição de estéril
Colocação metódica do estéril seguindo uma ordem de
subseqüência previamente definida, planejada e contro- Quantidade de estéril (preferencialmente em metros cú-
lada. bicos) disposta em determinada unidade de tempo.

3.9 Efluente do sistema de disposição de estéril 3.21 Vida útil

Período de utilização da pilha de estéril, excluída a fase


Fração líquida que retorna ao meio ambiente por via su-
de abandono.
perficial e/ou subterrânea, após passar pelo sistema.
4 Condições específicas
3.10 Estéril de mina
Este Capítulo trata das recomendações específicas, de
Todo e qualquer material descartado na operação de la- caráter orientativo, visando a atender os objetivos desta
vra, em caráter definitivo ou temporário, como não sendo Norma. Devem ser observadas as condicionantes relati-
minério. vas à localização da pilha, à geometria interna e externa
da pilha e a outros parâmetros.
3.11 Estéril inerte
4.1 Localização da pilha
Qualquer resíduo que, quando amostrado de forma re-
presentativa a um contato estático ou dinâmico com a 4.1.1 O material deve ser disposto:
água destilada ou deionizada, à temperatura ambiente,
conforme NBR 10006, não tiver nenhum de seus cons- a) dentro da cava da própria mina, ou o mais próximo
tituintes solubilizados a concentrações superiores aos possível;
padrões de potabilidade de água conforme Anexo, exce-
tuando-se os padrões de aspecto, cor, turbidez e sabor. b) de preferência em áreas já degradadas;

3.12 Estéril temporário c) dentro dos limites legais do empreendimento.

4.1.2 Deve-se evitar dispor o material em:


Estrutura formada pelo lançamento de estéril ou minério
de qualidade marginal, não destinado ao aproveitamento
a) vales com talvegues de inclinação superior a 18o;
imediato.
b) drenagens, nascentes e cursos d’água;
3.13 Ganga
c) áreas de preservação permanente;
Minerais sem valor ou com pequeno valor econômico,
que ocorrem agregados ao mineral-minério. d) terrenos instáveis, alagadiços ou sujeitos a inun-
dação;
3.14 Mineral industrial
e) áreas com vegetação nativa exuberante;
Agregado mineral utilizado sem transformação química
na construção civil ou processos industriais. f) áreas com solos férteis.
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4.2 Geometria externa e interna da pilha postos, de forma a aproveitar ao máximo as carac-
terísticas de resistência e drenabilidade de cada
Devem ser observados os seguintes limites e cuidados: um;

a) altura máxima de bancos de 10 m; b) compatibilização da formação e zoneamento da


pilha com as etapas de remoção do estéril;
b) largura mínima de bermas de 6 m;
c) execução da pilha de forma ascendente;
c) altura máxima da pilha de 200 m;
d) proteção dos taludes, preferencialmente com ve-
d) existência de acessos para manutenção; getação;

e) reduzir o ângulo entre bancos, para valores inferi- e) remoção e estocagem do solo orgânico da funda-
ores ao ângulo de repouso natural do estéril; ção da pilha para reaproveitamento futuro;

f) bermas com declividade longitudinal e transversal f) sistemas de drenagem interna, superficial e perifé-
mínimas de 1% e 5%, respectivamente; rica;

g) implantação de leiras na crista dos bancos. g) sistema de retenção de sedimento oriundos de


erosão;
4.3 Outros parâmetros
h) sistema de monitoramento.
Os parâmetros adicionais que influem na concepção do
projeto são os seguintes: Nota: Para elaboração e apresentação de projeto de disposi-
ção de estéril, em pilha, em mineração, devem ser aborda-
a) zoneamento interno dos materiais a serem dis- dos seqüencialmente os itens constantes do Anexo.

/ANEXO
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ANEXO - Itens para elaboração e apresentação de projeto de disposição de estéril, em pilha, em


mineração

SUMÁRIO

A-1 Introdução .....................................................................................................................................................................

A-2 Informação geral do empreendimento ..........................................................................................................................

A-3 Apresentação do projeto ..............................................................................................................................................

A-3.1 Objetivo ......................................................................................................................................................................

A-3.2 Localização e características físicas do sítio da pilha ...............................................................................................

A-3.3 Dados utilizados para o projeto .................................................................................................................................

A-3.4 Estudos de alternativas .............................................................................................................................................

A-3.5 Estudos hidrometeorológicos ....................................................................................................................................

A-3.6 Estudos hidrogeológicos ...........................................................................................................................................

A-3.7 Estudos geológico-geotécnicos ................................................................................................................................

A-3.8 Descrição da pilha .....................................................................................................................................................

A-4 Análise e dimensionamento das obras componentes do sistema de disposição de estéril ........................................

A-5 Aspecto ambiental ........................................................................................................................................................

A-6 Monitoramento .............................................................................................................................................................

A-7 Medidas para abandono ...............................................................................................................................................

A-8 Cronograma ..................................................................................................................................................................

A-9 Equipe técnica envolvida no projeto .............................................................................................................................

A-10 Anexos ........................................................................................................................................................................

A-1 Introdução b) caracterização do empreendimento:

Neste item deve ser feita uma breve apresentação do que - localização e acesso à mina;
deve conter o documento - identificação da pilha, tipo de
- substância mineral explorada;
estéril a ser armazenado, localização, proprietário e data
prevista para início, término e abandono da pilha. - método de lavra e beneficiamento;

A-2 Informação geral do empreendimento - capacidade instalada, produção anual e vida útil;

- relação estéril/minério;
Neste item devem constar as seguintes informações re-
ferentes à empresa concessionária, ao empreendimento e - taxa de recuperação na lavra e no beneficiamento;
à responsabilidade técnica:
- caracterização do estéril e rejeito;
a) empresa concessionária:
- estrutura de apoio;
- identificação da empresa; c) responsabilidade técnica:

- identificação da área; - identificação da empresa e do técnico responsá-


vel.
- identificação do processo junto aos órgãos com-
petentes; A-3 Apresentação do projeto
A-3.1 Objetivo
- identificação do proprietário do solo;
Neste item é apresentado o objetivo da pilha, explicitando
- identificação do responsável técnico da mina; o tipo de estéril a ser disposto.
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A-3.2 Localização e características físicas do sítio da Devem ser apresentadas as análises estatísticas
pilha e/ou listagens dos resultados e, na falta destes, os
boletins individuais dos ensaios. Também devem
Neste item devem ser fornecidas as seguintes informa- ser identificadas as empresas executoras dos ser-
ções descritivas: viços e os métodos utilizados;

a) situação da pilha relativamente à bacia e sub-bacia f) ensaios de campo e laboratório de caracterização


hidrográfica em que esta está localizada; geotécnica, física e química do estéril inerte. À se-
melhança da alínea anterior devem ser apresen-
b) características físicas do sítio de disposição (tipo tados os resultados das análises estatísticas ou
de solo, vegetação, topografia, geologia local), boletins individuais de ensaios, a identificação das
além da densidade populacional, nível e caracterís- empresas executoras dos serviços e os métodos
ticas locais da atividade econômica na área de utilizados;
influência da pilha;
g) registros de precipitações pluviométricas na ba-
cia hidrográfica de interesse ou nas proximidades
c) características hidrometeorológicas e hidrogeoló-
da área, observando-se a homogeneidade cli-
gicas locais:
matológica regional;
- tipo de clima;
h) registros de vazões fluviométricas nas nascentes
ou córregos na área da pilha;
- pluviometria (valores de precipitação anual e de-
limitação dos meses secos e chuvosos); i) análises para caracterização da qualidade das
águas subterrâneas, por amostragem das nas-
- direção preferencial de ventos; centes, e superficiais, na área de influência da pi-
lha;
- postos de medição hidrometeorológicos e pie-
zômetros instalados e previstos; j) relatórios referentes aos planos e seqüenciamen-
to da remoção do estéril, explicitando os tipos, ta-
- flutuação do nível d’água subterrâneo. xas de disposição, e o sistema de transporte e lan-
çamento;
A-3.3 Dados utilizados para o projeto
l) medições disponíveis de taxas de erosão (m3/hec-
Neste item são descritos os dados utilizados, tanto os dis- tare/ano), coletadas para o sítio da obra ou em
poníveis anteriormente, como os obtidos especialmente pilhas de estéril de características compatíveis e
para o projeto. Devem ser relacionados os seguintes semelhantes;
dados:
m) registros da posição do nível de água freático local,
a) mapas topográficos da sub-bacia hidrográfica através de leituras piezométricas ou indicações
(em escala não inferior a 1:10.000) e dos locais al- fornecidas por sondagens realizadas.
ternativos para a pilha (em escala não inferior a
A-3.4 Estudos de alternativas
1:2.000), com o cadastro da área de concessão do
empreendimento mineiro e de suas vizinhanças
Neste item deve ser feito um relato sucinto das alternati-
(acessos, propriedades rurais, nascentes, benfei-
vas técnicas e locacionais consideradas para disposição
torias, rios, mananciais, áreas urbanas, etc.) expli-
do estéril. Devem ser apresentadas as características
citando-se o tipo de levantamento efetuado;
das pilhas, e suas respectivas curvas cota x área x volume,
estimativa de quantitativos e vantagens/desvantagens
b) mapas geológicos dos locais alternativos para a de cada alternativa, visando a atender as condições do ob-
pilha, em escala não inferior a 1:2.000; jetivo desta Norma, bem como a justificativa da alternati-
va selecionada. Devem ser referenciados, para eventual
c) mapas de zoneamento ambiental, contendo as consulta, os possíveis documentos elaborados para es-
principais formações vegetais e o uso e aptidão tes estudos.
do solo;
A-3.5 Estudos hidrometeorológicos
d) investigações indiretas e diretas de campo exe-
cutadas na fundação e fontes de materiais gra- Neste item devem ser descritos os estudos hidrometeo-
nulares de construção, incluídos os gerados na mi- rológicos para o dimensionamento dos dispositivos de
neração, para o sistema de drenagem. Devem ser drenagem interna e superficial da pilha, envolvendo basi-
apresentados todos os boletins das sondagens, camente:
contendo amarração planialtimétrica dos furos ou
linhas de investigação indireta, a identificação das a) análise de consistência de dados pluviométricos
empresas executoras dos serviços e os métodos e/ou pluviográficos (confiabilidade, qualidade, va-
utilizados; riabilidade, representabilidade, etc.);

e) ensaios de campo e laboratório executados na b) estabelecimento de séries de precipitação men-


fundação e em fontes de materiais granulares de sais e diárias que sejam representativas da bacia
construção, incluindo os geradores na mineração. hidrográfica de interesse;
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c) cálculo das cheias de projeto, empregando o mé- A-3.7.3 Estéril


todo mais adequado de acordo com a disponibili-
dade de dados, e sua justificativa de escolha. A-3.7.3.1 Devem ser apresentados ensaios de laboratório
para caracterização e determinação dos parâmetros geo-
A-3.6 Estudos hidrogeológicos técnicos do estéril:

Neste item são descritos os estudos hidrogeológicos efe- a) granulometria completa;


tuados, caso julgados necessários, que devem conter as
seguintes informações: b) densidade real dos grãos;

c) limites de Atterberg (LL e LP).


a) localização, natureza, geometria, litologia, estru-
tura e outros aspectos geológicos do aqüífero; A-3.7.3.2 Caso não se disponha de parâmetros de resis-
tência de material semelhante ao do estéril em bibliografia
b) profundidade e condições de potabilidade da publicada, recomenda-se realizar ensaios para determi-
água subterrânea; nação dos parâmetros de resistência (coesão e ângulo de
atrito), em pilhas preexistentes ou experimentais. Apre-
c) área de recarga e características hidrodinâmicas sentar uma avaliação do comportamento do estéril relati-
do aqüífero; vo à formação da pilha durante as estações climáticas.

d) relações com águas superficiais e com outros A-3.8 Descrição da pilha


aqüíferos;
A-3.8.1 Neste item devem ser apresentadas as caracte-
e) localização e tipos de captação utilizados na área; rísticas da pilha:

f) características físico-químicas do aqüífero. a) capacidade e tempo de vida útil;

A-3.7 Estudos geológico-geotécnicos b) área de ocupação;

c) dimensões finais e ângulo geral da pilha;


Neste item devem ser descritos os estudos geológico-
geotécnicos executados para a fundação, materiais de
d) método construtivo de formação;
construção e estéril.
e) acessos de manutenção;
A-3.7.1 Fundação
f) sistemas de drenagem interna, superficial e perifé-
A-3.7.1.1 Devem ser apresentados o mapeamento geo- rica;
lógico-geotécnico de campo, os furos (poços, trados e
sondagens mecânicas) executados e seções geológico- g) sistemas de tratamento dos taludes e bermas;
geotécnicas que elucidem as características da funda-
ção. h) zoneamento da disposição dos tipos de estéril;

A-3.7.1.2 Deve ser apresentado também um relato inter- i) parâmetros geométricos da bancada - altura e in-
pretativo das investigações que descreva as característi- clinação dos taludes, largura e declividades das
cas geológico-geotécnicas relativamente à permeabilida- bermas;
de, resistência e deformabilidade dos materiais de funda-
ção para as análises de estabilidade e eventuais estudos j) sistemas de monitoramento previsto;
e percolação.
l) aptidão e usos futuros.
A-3.7.1.3 Eventualmente, em locais com condições de fun-
A-3.8.2 Deve ser apresentada uma breve justificativa dos
dação francamente favoráveis (por exemplo: rocha sã
métodos, sistemas e parâmetros adotados. Devem ser
pouco fraturada, solo argiloso muito rijo), que possam ser
descritos o tipo e características dos sistemas auxiliares
avaliadas após uma inspeção de campo, podem ser dis-
de retenção dos finos provenientes da ação de agentes
pensados outros tipos de investigação, sendo, no entan-
erosivos sobre a pilha, quando necessários.
to, necessária a avaliação criteriosa das características
dos materiais de fundação para as análises de estabilida- A-4 Análise e dimensionamento das obras com-
de e percolação. ponentes do sistema de disposição de estéril
A-3.7.2 Materiais de construção Neste item devem ser apresentadas, de forma sucinta, a
análise e dimensionamento das obras componentes do
Os estudos dos materiais devem contemplar a sua lo- sistema de disposição de estéril, compreendendo:
calização de origem, a natureza, a granulometria, a per-
meabilidade e a desagregação (física e/ou química). Os a) análise de percolação pela fundação e maciço da
materiais devem ser classificados segundo o seu poten- pilha (quando necessário);
cial de aplicabilidade nas diversas obras auxiliares da pi-
lha (dreno de fundo, enrocamento de pé, filtros, transições b) dimensionamento dos sistemas de drenagem da
granulométricas, revestimentos, rip-rap, agregados para pilha e das estruturas dos dispositivos de retenção
concreto, etc.). de finos;
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c) dimensionamento estrutural de obras de concreto, dos objetivo, informações e justificativa de escolha de ca-
quando existentes. da instrumento.

A-5 Aspecto ambiental A-7 Medidas para abandono

Neste item devem ser descritos, de forma sucinta: Neste item devem ser apresentadas as medidas a serem
implementadas na fase de desativação, visando ao aban-
a) diagnósticos dos meios físico, biótico e antrópico; dono da pilha ou ao seu uso futuro. As medidas devem
ter como objetivo permitir a existência segura e não po-
b) impactos ambientais positivos e negativos; luente da pilha, sem necessidade de manutenção, per-
mitindo a sua total integração ao meio ambiente local,
c) prognósticos dos meios físico, biótico e antrópico; após o término da fase de desativação.

d) medidas mitigadoras; A-8 Cronograma


e) custo x benefício.
Neste item deve ser apresentado o cronograma físico e
financeiro do empreendimento, devendo constar as eta-
A-6 Monitoramento
pas de elaboração de projeto, construção, desativação e
abandono do sistema, mostrando-se também as produ-
A-6.1 Neste item deve ser apresentado o programa de
ções mensais e acumuladas de estéril.
monitoramento a ser implementado durante a vida útil e
para a fase de desativação da pilha, visando a eventuais
Nota: No caso da pilha ser executada por etapas, estas devem
medidas corretivas.
ser discriminadas.

A-6.2 O monitoramento a ser apresentado deve visar prin-


cipalmente à segurança estrutural do corpo da pilha e à
A-9 Equipe técnica envolvida no projeto
manutenção da qualidade ambiental da área de influên-
cia. Neste item devem ser relacionados os nomes, registros
do CREA, especialidade e área de atuação dos técnicos
A-6.3 No plano de monitoramento devem estar contidos envolvidos.
os parâmetros a serem analisados, o tipo, quantidade e
periodicidade das inspeções, ensaios e leituras a serem A-10 Anexos
realizados, assim como o método de coleta de amostras.
Neste item devem ser listados todos os desenhos, rela-
A-6.4 No caso dos instrumentos a serem instalados (pie- tórios, memórias de cálculo, estimativa de custos e de-
zômetros, marcos superficiais, etc.) devem ser forneci- mais documentos necessários à apresentação do projeto.