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O Ministério da Saúde criou os Núcleos de Apoio à Saúde da

Família (Nasf), mediante a Portaria GM nº 154, de 24 de janeiro


de 2008, republicada em 4 de março de 2008. O principal
objetivo foi o de apoiar a inserção da Estratégia de Saúde da
Família na rede de serviços, além de ampliar a abrangência e o
escopo das ações da Atenção Básica, e aumentar a resolutividade
dela, reforçando os processos de territorialização e
regionalização em saúde. O Nasf é uma estratégia inovadora que
tem por objetivo apoiar, ampliar, aperfeiçoar a atenção e a
gestão da saúde na Atenção Básica/Saúde da Família.
Seus requisitos são, além do conhecimento técnico, a
responsabilidade por determinado número de equipes de SF e o
desenvolvimento de habilidades relacionadas ao paradigma da
Saúde da Família. osto por no mínimo cinco profissionais com
formação universitária, entre os seguintes: psicólogo, assistente
social, farmacêutico, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, médico
ginecologista, profissional da educação física, médico
homeopata, nutricionista, médico acupunturista, médico Cada
um desses Nasf deve estar vinculado a um mínimo de oito. e
máximo de 20 equipes de SF, exceto nos estados da Região
Norte, onde o número mínimo passa a ser cinco
RESPONSABILIDADES PROFISSIONAIS NAS PCAF É da interação
com a cultura que advém a importância de se construir conceitos
e compreensões de saúde, promoção da saúde e PCAF a partir
das experiências apresentadas e/ou construídas pela população
referenciada a um território. Nesse sentido recomenda-se que o
profissional de Educação Física favoreça em seu trabalho a
abordagem da diversidade das manifestações da cultura corporal
presentes localmente e as que são difundidas nacionalmente,
procurando fugir do aprisionamento técnicopedagógico dos
conteúdos clássicos da Educação Física, seja no campo do
esporte, das ginásticas e danças, bem como na ênfase à prática
de exercícios físicos atrelados à avaliação antropométrica e à
performance humana. Para tanto, torna-se fundamental a
participação dos demais profissionais do Nasf e das equipes de
Saúde da Família na construção de grupos para desenvolvimento
de atividades coletivas que envolvam jogos populares e
esportivos, jogos de salão (xadrez, dama, dominó), dança
folclórica ou a “que está na moda”, brincadeiras, entre outros,
contextualizada num processo de formação crítica do sujeito, da
família ou pessoas de referência dele e da comunidade como um
todo. O profissional de Educação Física precisa ter clara sua
concepção de ser humano a nortear sua atuação, bem como
defendê-la como princípio orientador do planejamento, da
avaliação e das proposições. Assim, frente à conjuntura atual do
mundo, onde se recrudescem as diferenças sociais e econômicas,
e do País, onde o sistema de saúde se propõe como único, além
de universal, integral, equitativo e participativo, a atuação
profissional, orientada pela construção e pelo fortalecimento da
autonomia do sujeito, parece ser mais próxima do objetivo de
melhorar a qualidade de vida das pessoas.

Em março de 2006, foi lançada a Política Nacional de Promoção


da Saúde (PNPS), com sete eixos temáticos de atuação, entre os
quais, as práticas corporais/atividade física. A inserção das
práticas corporais/atividade física (PCAF) ocorreu no decurso
histórico do processo de construção da PNPS, em especial como
enfrentamento da prevalência ascendente das doenças do
aparelho circulatório como principal causa da morbimortalidade,
sustentada por estudos e recomendações internacionais, como o
documento Estratégia Mundial sobre Alimentação Saudável,
Atividade Física e Saúde, produzido pela Organização Mundial de
Saúde e Organização Pan-Americana de Saúde em 2003, com
base em evidências científicas dos benefícios desses dois fatores
de proteção frente às doenças do aparelho circulatório.
A PNPS tem por objetivo geral promover a equidade e a melhoria das condições e
modos de viver, ampliando a potencialidade da saúde individual e da saúde coletiva,
reduzindo vulnerabilidades e riscos à saúde decorrentes dos determinantes sociais,
econômicos, políticos, culturais e ambientais. diabetes mellitus, muitas vezes exige escuta
ampliada dos aspectos subjetivos a elas vinculados. Frequentemente, casos considerados de
difícil atenção estão associados a sofrimento psíquico e a problemas psicossociais. Essa
situação também pode ocorrer na relação mãe–bebê e no cuidado ao desenvolvimento da
criança, pois, muitas vezes, crises do ciclo vital não raramente são acompanhadas de
sofrimento mental, o que gera prejuízos ao efetivo cuidado da criança.

PROCESSOS DE TRABALHO
Nos termos da Portaria no 154, existem duas modalidades de Nasf: o Nasf 1,
composto por no mínimo cinco profissionais com formação universitária, entre
os
seguintes: psicólogo, assistente social, farmacêutico, fisioterapeuta,
fonoaudiólogo,
médico ginecologista, profissional da educação física, médico homeopata,
nutricionista,
médico acupunturista, médico pediatra, médico psiquiatra e terapeuta
ocupacional.
Cada um desses Nasf deve estar vinculado a um mínimo de oito e máximo
de 20 equipes de SF, exceto nos estados da Região Norte, onde o número
mínimo
passa a ser cinco.
RESPONSABILIDADES PROFISSIONAIS NAS PCAF
É da interação com a cultura que advém a importância de se construir
conceitos
e compreensões de saúde, promoção da saúde e PCAF a partir das
experiências
apresentadas e/ou construídas pela população referenciada a um território.
Nesse sentido
recomenda-se que o profissional de Educação Física favoreça em seu trabalho
a
abordagem da diversidade das manifestações da cultura corporal presentes
localmente
e as que são difundidas nacionalmente, procurando fugir do aprisionamento
técnicopedagógico
dos conteúdos clássicos da Educação Física, seja no campo do esporte,
das ginásticas e danças, bem como na ênfase à prática de exercícios físicos
atrelados à
avaliação antropométrica e à performance humana.
A partir das explanações, pode-se delinear um detalhamento das diretrizes
para as
PCAF nos Nasf, juntamente com os termos previstos na Portaria de criação
deles. As diretrizes
apresentadas não devem ser interpretadas, entretanto, como específicas do
profissional
de Educação Física, mas sim como resultado da interação com todos os
profissionais
na sua interface com essa área estratégica.
Desenvolver ações que promovam a inclusão social e que tenham a
intergeracionalidade,
a integralidade do sujeito, o cuidado integral e a abrangência
dos ciclos da vida como princípios
segunda diretriz parte do pressuposto de que as práticas físicas, como correr,
saltar e caminhar, sistematizadas pela Educação Física, compõem o conjunto
de conteúdos
a serem ensinados na escola. Porém, o ambiente de atuação do profissional de
Educação Física no Nasf transcende esse espaço, requerendo ampliação e
diversidades
de abordagens que deem conta das questões e demandas colocadas no
território.
Com efeito, as pessoas caminham, correm e saltam no seu dia a dia. Esses
movimentos
foram construídos historicamente e fora da Educação Física escolar e do
treinamento
desportivo, ou seja, não são sistematizados, não se constituindo como
exclusividade
de determinada ciência ou profissão. Andar até a padaria não é Educação
Física,
mas é atividade física. A qualificação desse ato na abordagem da saúde deve
primar pela
simplicidade da ação e, sobretudo, pela difusão de informações e
instrumentalização
dos sujeitos para que estes pratiquem mais atividade física com segurança,
indepenCADERNOS
DE
ATENÇÃO BÁSICA
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DIRETRIZES DO NASF – Núcleo de Apoio a Saúde da Família
dentemente do acompanhamento de um profissional de saúde. Não há
aprendizagem
significativa quando o conhecimento fica concentrado na mão do profissional.