Você está na página 1de 18

Síndrome de Down

Síndrome de Down ou trissomia do cromossoma 21 é um distúrbio genético causado


pela presença de um cromossomo 21 extra total ou parcialmente.

Recebe o nome em homenagem a John Langdon Down, médico britânico que


descreveu a síndrome em 1862. A sua causa genética foi descoberta em 1958 pelo
professor Jérôme Lejeune. que descobriu uma cópia extra do cromossoma 21.

A síndrome é caracterizada por uma combinação de diferenças maiores e menores


na estrutura corporal. Geralmente a síndrome de Down está associada a algumas
dificuldades de habilidade cognitiva e desenvolvimento físico, assim como de
aparência facial. A síndrome de Down é geralmente identificada no nascimento.

Pessoas com síndrome de Down podem ter uma habilidade cognitiva abaixo da
média, geralmente variando de retardo mental leve a moderado. Um pequeno
número de afetados possui retardo mental profundo. É a ocorrência genética mais
comum, estimada em 1 a cada 800 ou 1000 nascimentos.

Muitas das características comuns da síndrome de Down também estão presentes


em pessoas com um padrão cromossômico normal. Elas incluem a prega palmar
transversa (uma única prega na palma da mão, em vez de duas), olhos com formas
diferenciadas devido às pregas nas pálpebras, membros pequenos, tônus muscular
pobre e língua protrusa. Os afetados pela síndrome de Down possuem maior risco
de sofrer defeitos cardíacos congênitos, doença do refluxo gastroesofágico, otites
recorrentes, apneia de sono obstrutiva e disfunções da glândula tireóide.

A síndrome de Down é um evento genético natural e universal, estando presente em


todas as raças e classes sociais.

Uma pessoa com a síndrome pode apresentar todas ou algumas das seguintes
condições físicas: olhos amendoados, uma prega palmar transversal única (também
conhecida como prega simiesca), dedos curtinhos, fissuras palpebrais oblíquas,
ponte nasal achatada, língua protrusa (devido à pequena cavidade oral), pescoço
curto, pontos brancos nas íris conhecidos como manchas de Brushfield[5], uma
flexibilidade excessiva nas articulações, defeitos cardíacos congênitos, espaço
excessivo entre o hálux e o segundo dedo do pé.

Apesar da aparência às vezes comum entre pessoas com síndrome de Down, é


preciso lembrar que o que caracteriza realmente o indivíduo é a sua carga genética
familiar, que faz com que ele seja parecido com seus pais e irmãos.

As crianças com síndrome de Down encontram-se em desvantagem em níveis


variáveis face a crianças sem a síndrome, já que a maioria dos indivíduos com
síndrome de Down possuem retardo mental de leve (QI 50-70) a moderado (QI 35-
50),[6] com os escores do QI de crianças possuindo síndrome de Down do tipo
mosaico tipicamente 10-30 pontos maiores. Além disso, indivíduos com síndrome de
Down podem ter sérias anomalias afetando qualquer sistema corporal.
Outra característica frequente é a microcefalia, um reduzido peso e tamanho do
cérebro. O progresso na aprendizagem é também tipicamente afectado por doenças
e deficiências motoras, como doenças infecciosas recorrentes, problemas no
coração, problemas na visão (miopia, astigmatismo ou estrabismo) e na audição.

Causas e genética
A presença de três cromossomas 21 no cariótipo é o sinal da síndrome de Down
por trissomia 21. Este cariótipo mostra uma síndrome de Down adquirida por não-
disjunção.

Cariótipo de uma pessoa com síndrome de Down causada por uma translocação
RobertsonianaA síndrome de Down poderá ter quatro origens possíveis. Das
doenças congénitas que afectam a capacidade intelectual, a síndrome de Down é a
mais prevalecente e melhor estudada. Esta síndrome engloba várias alterações
genéticas das quais a trissomia do cromossoma 21 é a mais frequente (95% dos
casos). A trissomia 21 é a presença duma terceira cópia do cromossoma 21 nas
células dos indivíduos afectados. Outras desordens desta síndrome incluem a
duplicação do mesmo conjunto de genes (p.e., translações do cromossoma 21).
Dependendo da efectiva etiologia, a dificuldade na aprendizagem pode variar de
mediana para grave.

Os efeitos da cópia extra variam muito de indivíduo para indivíduo, dependendo da


extensão da cópia extra, do background genético, de factores ambientais, e de
probabilidades. A síndrome de Down pode ocorrer em todas as populações
humanas, e efeitos análogos foram encontrados em outras espécies como
chimpanzés e ratos.

Trissomia 21
A trissomia 21 (também chamada trissomia do 21) é a causa de aproximadamente
95% dos casos observados da síndrome, com 88% dos casos originários da não-
disjunção meiótica no gameta materno e 8% da não-disjunção no gameta paterno
[8]. Neste caso, a criança terá três cópias de todos os genes presentes no
cromossomo 21.

Translocação Robertsoniana
O material extra poderá ser proveniente de uma translocação Robertsoniana, isto é,
o braço longo do Cromossoma 21 liga-se topo a topo com outro cromossoma
acrocêntrico (cromossomas 13, 14, 15, 21 ou 22), podendo haver assim
variabilidade na região extra. A mutação pode ser uma mutação de novo e pode ser
herdada de um dos progenitores que não apresenta a doença pois tem uma
translocação Robertsoniana equilibrada. Por disjunção normal na meiose os
gâmetas são produzidos uma cópia extra do braço longo do Cromossoma 21. Esta é
a causa de 2 - 3% das síndromes de Down observadas. É também conhecida como
"síndrome de Down familiar".

Mosaicismo
O indivíduo pode ser um mosaico de células com arranjo genético normal e células
com trissomia 21. Esta é a causa apontada em 1 - 2% dos casos analisados de
síndrome de Down.
Isto pode acontecer de duas maneiras:
uma não-disjunção numa divisão celular durante as primeiras divisões do zigoto,
ficando assim essa célula com uma trissomia 21, dando origem a mais células iguais
a si nas divisões seguintes e as restantes células permanecendo normais;
um zigoto ou embrião com síndrome de Down sofrer uma igual mutação, revertendo
assim as células para um estado de euploidia, isto é, correcto número de
cromossomas, que não possuem trissomia 21.
Existe, obviamente, uma variabilidade na fracção nº de células trissômicas/nº de
células euplóides, tanto no total como dentro de um próprio tecido. Note-se que é
provável que muitas pessoas tenham uma pequena fracção de células aneuplóides,
isto é, com número de cromossomas alterado.

Duplicação de uma porção do cromossomo 21


Muito raramente, uma região do cromossoma 21 poderá sofrer um fenómeno de
duplicação. Isto levaria a uma quantidade extra de genes deste cromossoma, mas
não de todos, podendo assim haver manifestações da Síndrome de Down.

Incidência
Efeito da idade materna: quanto maior a idade da mãe, maior o risco da ocorrência
da síndromeEstima-se que a incidência da Síndrome de Down seja de um em cada
660 nascimentos, o que torna esta deficiência uma das mais comuns de nível
genético. A idade da mãe influencia bastante o risco de concepção de bebé com
esta síndrome: em idade de 20 é de 1/1925, em idade de 25 é de 1/1205, em idade
de 30 é de 1/885, em idade de 35 é de 1/365, em idade de 40 é de 1/110, em idade
de 45 é de 1/32 e aos 49 de 1/11[9]. As grávidas com risco elevado de ter um filho
afectado por esta síndrome devem ser encaminhadas para consultas de
aconselhamento genético, no âmbito das quais poderão realizar testes genéticos
(como a amniocentese).

Uma pessoa com a síndrome pode apresentar todas ou algumas das seguintes
condições físicas: olhos amendoados, uma prega palmar transversal única (também
conhecida como prega simiesca), dedos curtinhos, fissuras palpebrais oblíquas,
ponte nasal achatada, língua protrusa (devido à pequena cavidade oral), pescoço
curto, pontos brancos nas íris conhecidos como manchas de Brushfield[5], uma
flexibilidade excessiva nas articulações, defeitos cardíacos congênitos, espaço
excessivo entre o hálux e o segundo dedo do pé.

Apesar da aparência às vezes comum entre pessoas com síndrome de Down, é


preciso lembrar que o que caracteriza realmente o indivíduo é a sua carga genética
familiar, que faz com que ele seja parecido com seus pais e irmãos.

As crianças com síndrome de Down encontram-se em desvantagem em níveis


variáveis face a crianças sem a síndrome, já que a maioria dos indivíduos com
síndrome de Down possuem retardo mental de leve (QI 50-70) a moderado (QI 35-
50),[6] com os escores do QI de crianças possuindo síndrome de Down do tipo
mosaico tipicamente 10-30 pontos maiores. Além disso, indivíduos com síndrome de
Down podem ter sérias anomalias afetando qualquer sistema corporal.

Outra característica frequente é a microcefalia, um reduzido peso e tamanho do


cérebro. O progresso na aprendizagem é também tipicamente afectado por doenças
e deficiências motoras, como doenças infecciosas recorrentes, problemas no
coração, problemas na visão (miopia, astigmatismo ou estrabismo) e na audição.

Causas e genética
A presença de três cromossomas 21 no cariótipo é o sinal da síndrome de Down
por trissomia 21. Este cariótipo mostra uma síndrome de Down adquirida por não-
disjunção.

Cariótipo de uma pessoa com síndrome de Down causada por uma translocação
RobertsonianaA síndrome de Down poderá ter quatro origens possíveis. Das
doenças congénitas que afectam a capacidade intelectual, a síndrome de Down é a
mais prevalecente e melhor estudada. Esta síndrome engloba várias alterações
genéticas das quais a trissomia do cromossoma 21 é a mais frequente (95% dos
casos). A trissomia 21 é a presença duma terceira cópia do cromossoma 21 nas
células dos indivíduos afectados. Outras desordens desta síndrome incluem a
duplicação do mesmo conjunto de genes (p.e., translações do cromossoma 21).
Dependendo da efectiva etiologia, a dificuldade na aprendizagem pode variar de
mediana para grave.

Os efeitos da cópia extra variam muito de indivíduo para indivíduo, dependendo da


extensão da cópia extra, do background genético, de factores ambientais, e de
probabilidades. A síndrome de Down pode ocorrer em todas as populações
humanas, e efeitos análogos foram encontrados em outras espécies como
chimpanzés e ratos.

Trissomia 21
A trissomia 21 (também chamada trissomia do 21) é a causa de aproximadamente
95% dos casos observados da síndrome, com 88% dos casos originários da não-
disjunção meiótica no gameta materno e 8% da não-disjunção no gameta paterno .
Neste caso, a criança terá três cópias de todos os genes presentes no cromossomo
21.

Translocação Robertsoniana
O material extra poderá ser proveniente de uma translocação Robertsoniana, isto é,
o braço longo do Cromossoma 21 liga-se topo a topo com outro cromossoma
acrocêntrico (cromossomas 13, 14, 15, 21 ou 22), podendo haver assim
variabilidade na região extra. A mutação pode ser uma mutação de novo e pode ser
herdada de um dos progenitores que não apresenta a doença pois tem uma
translocação Robertsoniana equilibrada. Por disjunção normal na meiose os
gâmetas são produzidos uma cópia extra do braço longo do Cromossoma 21. Esta é
a causa de 2 - 3% das síndromes de Down observadas. É também conhecida como
"síndrome de Down familiar".

Mosaicismo
O indivíduo pode ser um mosaico de células com arranjo genético normal e células
com trissomia 21. Esta é a causa apontada em 1 - 2% dos casos analisados de
síndrome de Down.

Isto pode acontecer de duas maneiras:


uma não-disjunção numa divisão celular durante as primeiras divisões do zigoto,
ficando assim essa célula com uma trissomia 21, dando origem a mais células iguais
a si nas divisões seguintes e as restantes células permanecendo normais;
um zigoto ou embrião com síndrome de Down sofrer uma igual mutação, revertendo
assim as células para um estado de euploidia, isto é, correcto número de
cromossomas, que não possuem trissomia 21.

Existe, obviamente, uma variabilidade na fracção nº de células trissômicas/nº de


células euplóides, tanto no total como dentro de um próprio tecido. Note-se que é
provável que muitas pessoas tenham uma pequena fracção de células aneuplóides,
isto é, com número de cromossomas alterado.

Duplicação de uma porção do cromossomo 21


Muito raramente, uma região do cromossoma 21 poderá sofrer um fenómeno de
duplicação. Isto levaria a uma quantidade extra de genes deste cromossoma, mas
não de todos, podendo assim haver manifestações da Síndrome de Down.

Incidência
Efeito da idade materna: quanto maior a idade da mãe, maior o risco da ocorrência
da síndromeEstima-se que a incidência da Síndrome de Down seja de um em cada
660 nascimentos, o que torna esta deficiência uma das mais comuns de nível
genético. A idade da mãe influencia bastante o risco de concepção de bebé com
esta síndrome: em idade de 20 é de 1/1925, em idade de 25 é de 1/1205, em idade
de 30 é de 1/885, em idade de 35 é de 1/365, em idade de 40 é de 1/110, em idade
de 45 é de 1/32 e aos 49 de 1/11[9]. As grávidas com risco elevado de ter um filho
afectado por esta síndrome devem ser encaminhadas para consultas de
aconselhamento genético, no âmbito das quais poderão realizar testes genéticos
(como a amniocentese).
Síndrome de Turner
Síndrome de Turner é uma síndrome que é identificada no momento do nascimento,
ou antes da puberdade por suas características fenotípicas distintivas. Em geral
resulta de uma não-disjunção durante a formação do espermatozóide. A constituição
cromossómica mais frequente é 45, X (45 cromossomos com falta de um
cromossomo X, ver esta notação no artigo sobre cariótipo), não apresentando,
portanto, cromatina sexual. Sua ocorrência está em torno de uma em 5000 meninas.
A portadora apresenta baixa estatura, órgãos sexuais (ovários e vagina) e caracteres
sexuais secundários (seios) poucos desenvolvidos (por falta de hormônios sexuais),
tórax largo em barril, pescoço alado (com pregas cutâneas bilaterais), má-formação
das orelhas, maior frequência de problemas renais e cardiovasculares, e é quase
sempre estéril (os ovários não produzem óvulos).

A síndrome de Turner é uma condição que afeta apenas meninas com monossomia
do cromossomo X, e é um distúrbio cromossômico. Ninguém conhece a causa da
Síndrome de Turner. A idade dos pais das meninas com Síndrome de Turner não
parece ter qualquer importância e não foram identificados fatores hereditários. Não
parece haver qualquer providência que os pais possam tomar para evitar que uma
de suas filhas tenha Síndrome de Turner.
O diagnóstico pode ser feito em qualquer idade; cerca de 30% das crianças são
diagnosticadas ao nascimento e outras 25,5% durante a período médio da infância.
Para muitas meninas portadoras de Síndrome de Turner, entretanto, o diagnóstico
pode ser feito somente na adolescência. O médico pode indicar tratamento hormonal
a partir da puberdade. Por causa de um possível amadurecimento mental inicial um
pouco lento, deve ser estimulada desde cedo em casa e na escola.

Características
As meninas com esta síndrome podem apresentar as seguintes características:

Altura
Uma estatura reduzida frequentemente representa o maior obstáculo para uma
menina com Síndrome de Turner. Ao nascimento, estas meninas geralmente têm um
comprimento menor e pesam menos que as outras. Durante os primeiros anos de
suas vidas, elas crescem quase tão rápido quanto suas contemporâneas, porém,
com o tempo, a diferença na altura torna-se mais aparente. A diferença é
particularmente notável quando as outras meninas entram na puberdade e
apresentam rápidos aumentos de estatura, o que não ocorre com as meninas com
Turner. Geralmente as mulheres com Turner que não estão recebendo tratamento
são, em média, 20 cm mais baixas que outras mulheres. Nos últimos anos, as
meninas com Turner estão sendo tratadas com hormônio de crescimento e os
resultados provisórios sugerem que a estatura final possa ser aumentada de 5 a 10
cm.

Desenvolvimento puberal e menstruação


Para a maioria das meninas com Turner, os ovários não se desenvolvem como
deveriam. As meninas com Turner, antes do nascimento, possuem um número
normal de folículos ovulares em seus ovários. Entretanto, estes folículos
desaparecem rapidamente e as meninas com Turner geralmente não mais os
possuem ao nascimento.

O ritmo de desaparecimento varia para cada menina e até 20% das meninas com
Turner ainda podem possuir óvulos em seus ovários no início da puberdade. Quando
ocorre ausência dos folículos ovulares, também há uma ausência dos hormônios
sexuais femininos, as quais são importantes para o desenvolvimento dos caracteres
sexuais secundários (pelos pubianos, desenvolvimento dos seios, etc.).
Consequentemente, muitas meninas com Turner podem ter desenvolvimento
incompleto das características sexuais secundárias. A maioria das meninas com
Turner não menstrua e apenas podem ter filhos em raros casos.

As meninas com Turner podem apresentar traços físicos que não são característicos
desta condição física. Algumas meninas podem não apresentar nenhum, e outras
podem ter alguns ou muitos destes traços. Ao nascimento, entre um terço e metade
das meninas com Turner apresentará inchaços com aspecto de um coxim no dorso
das mãos e pés. Isto normalmente desaparece após um certo tempo, porém pode
reaparecer durante a puberdade. Algumas meninas com Turner podem ter um palato
(céu da boca) estreito e elevado e um maxilar inferior menor, o que pode levar à
dificuldade na alimentação como um refluxo. Estas dificuldades geralmente podem
ser resolvidas ou minimizadas através do aconselhamento de seu médico.
Problemas dentários ocasionalmente podem ocorrer numa época posterior.
As unhas frequentemente se dobram em relação aos dedos e artelhos de um modo
característico, e têm uma tendência a "enganchar" nas meias. Muitas meninas com
Turner apresentam um número maior que o habitual de manchas escuras ,
frequentemente na face. Outro aspecto mais raro da Síndrome de Turner é o
pescoço com um septo lateral. Este é uma pequena dobra de pele de cada lado do
pescoço dando a impressão que o pescoço é curto. O paciente pode, com a
aprovação de seu médico, remover esta pequena dobra de pele com um cirurgião
plástico que tenha particular experiência com Síndrome de Turner.

Problemas físicos
As pesquisas têm mostrado que uma pequena porcentagem de meninas com Turner
tem alguma forma de anormalidade cardíaca. A maioria destas anormalidades,
felizmente, é relativamente insignificante, porém há algumas que requerem cirurgia.
É importante que as meninas com Turner façam um exame de seu coração (através
de mapeamento cardíaco especial) bem precocemente. Podem também ocorrer
problemas de ouvido em pacientes com Síndrome de Turner com uma tendência
para frequentes infecções no ouvido médio. Com o correr do tempo, algumas
mulheres com Turner podem apresentar um comprometimento da audição. As
meninas com Turner também podem ter pequenas anormalidades renais. Entretanto,
elas geralmente não afetam o funcionamento dos rins.

Problemas de alimentação na infância


Muitos pais de meninas com Turner enfrentam problemas de alimentação com suas
filhas durante o primeiro ano de vida, tais como regurgitação e ocasionalmente
vômitos. É importante notar que estes problemas frequentemente desaparecem no
segundo ano de vida.

Doenças renais crônicas


Os rins são responsáveis pela excreção de urina na concentração correta. Isto
significa que um rim funcionando normalmente excretará a água em excesso e
escórias, enquanto retém sais e outros compostos necessários ao organismo. As
crianças com doença crônica do rim (renais) podem ser divididas em três grupos,
dependendo da função renal que possuem:

Disfunção renal crônica - função renal menor que 50%;


Insuficiência renal crônica - função renal menor que 25%; Síndrome de Edwards
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.Ir para: navegação, pesquisa
Este artigo ou secção cita fontes fiáveis e independentes, mas elas não cobrem
todo o texto.

Por favor, melhore este artigo providenciando mais fontes fiáveis e independentes,
inserindo-as em notas de rodapé ou no corpo do texto, nos locais indicados.
A síndrome de Edwards ou trissomia 18, é uma síndrome genética resultante de
trissomia do cromossoma 18. Ela foi descrita inicialmente pelo geneticista britânico
John H. Edwards.
As características principais da síndrome são: atraso mental, atraso do crescimento
e, por vezes, malformação grave do coração. O crânio é excessivamente alongado
na região occipital e o pavilhão das orelhas apresenta poucos sulcos. A boca é
pequena e o pescoço geralmente muito curto. Há uma grande distância intermamilar
e os genitais externos são anômalos. O dedo indicador é maior que os outros e
flexionado sobre o dedo médio. Os pés têm as plantas arqueadas e as unhas
costumam ser hipoplásticas.

Incidência
Estes sintomas têm uma incidência de 1/8000 recém-nascidos, a maioria dos casos
do sexo feminino, mas calcula-se que 95% dos casos de trissomia 18 resultem em
abortos espontâneos durante a gravidez. Um dos factores de risco é idade avançada
da mãe. A esperança de vida para as crianças com síndrome de Edwards é baixa,
mas já foram registrados casos de adolescentes com 15 anos portadores da
síndrome. Toda mulher, independente da idade, tem risco de ter um defeito
cromossômico em seu feto.

A maioria dos pacientes com a trissomia do cromossomo 18 apresenta trissomia


regular sem mosaicismo, isto é, cariótipo 47, XX ou XY, +18. Entre os restantes,
cerca de metade é constituído por casos de mosaicismo e outro tanto por situações
mais complexas, como aneuploidias duplas, translocações. Destes, cerca de 80%
dos casos são devidos a uma translocação envolvendo todo ou quase todo o
cromossoma 18, o qual pode ser herdado ou adquirido de novo a partir de um
progenitor transportador. Estudos recentes demonstram que, na maior parte dos
casos (85%), o erro ocorre na disjunção cromossômica da meiose materna, e
somente 15% da meiose paterna. O primeiro caso de trissomia 18 foi descrito por
Edwards, no ano de 1960, daí o nome Síndrome de Edwards.

Sequelas
Cerca de 30% dos portadores da Síndrome de Edwards demonstram algum
comprometimento do sistema nervoso central, sendo os mais frequentes: alteração
do padrão dos giros cerebrais, alterações morfológicas cerebelares,
mielomeningoceli, anomalias do corpo caloso e hidrocefalia. Os pacientes
apresentam, normalmente, atrofia cerebral de graus variados, demonstrada na
tomografia axial computadorizada de crânio.

Características
Esta síndrome genética pode ser diagnosticada ao nascimento, ou mesmo algum
tempo depois, a partir de ser aspectos dismórficos (por se tratar de uma síndrome
extremamente complexa, as más formações descritas na literatura são diversas,
seguramente mais de 150), os quais podem variar ligeiramente, mas que constituem
um quadro sintomático anatômico comum:

Hipertonia (característica típica);


Estatura baixa;
Cabeça pequena, alongada e estreita;
Zona occipital muito saliente;
Pescoço curto;
Orelhas baixas e mal formadas;
Defeitos oculares;
Palato alto e estreito, por vezes fendido;
Lábio leporino;
Maxilares recuados;
Esterno curto;
Mão cerrada segundo uma forma característica (2º e 5º dedos sobrepostos,
respectivamente, aos 3º e 4º dedos);
Pés virados para fora e com calcanhar saliente;
Rugas presentes na palma da mão e do pé, ficando arqueadas nos dedos;
Unhas geralmente hipoplásticas;
Acentuada má formação cardíaca;
Anomalias renais (rim em ferradura)
Anomalias do aparelho reprodutor.

Doença renal em fase terminal - função renal menor que 5% (pacientes em


diálise).
Cerca de 6 crianças em cada um milhão da população total sofrem de doença renal
crônica. Aproximadamente um terço das crianças com doença renal crônica têm
crescimento anormal, em parte devido ao fato de as doenças renais perturbarem o
metabolismo do hormônio de crescimento (GH). Os hormônios corticosteróides, que
são frequentemente utilizados para tratar a doença renal, podem também retardar o
crescimento.

Falta de hormônios de crescimento em adultos (GHDA)


O Hormônio do crescimento continua a desempenhar um importante papel na fase
adulta, regulando o metabolismo e composições do corpo, promovendo ossos
fortalecidos e um coração saudável e melhorando a qualidade de vida das pessoas.
GHDA pode aparecer a qualquer momento e pode ser resultado de:

Um tumor na região da hipófise;


Tratamento de tumor cerebral ou câncer;
Ferimento grave na cabeça.
As meninas com Turner são geralmente encaminhadas a um pediatra ou
endocrinologista com experiência no tratamento de Síndrome de Turner. Como cada
menina com Turner é diferente, o tratamento irá variar. O tratamento geralmente
envolve a administração de hormônio de crescimento humano (hGH) isolado ou
associado a baixas doses de estrógeno e ou um esteroide anabólico. O médico e a
enfermeira na clínica especializada terão as melhores condições para aconselhar o
melhor esquema de tratamento e irão monitorar continuamente o progresso para
assegurar que um crescimento e desenvolvimento ótimos estejam sendo obtidos

Síndrome de Klinefelter

A síndrome de Klinefelter, descrita pela primeira vez por Harry Klinefelter em 1942, é
a causa mais frequente de hipogonadismo e infertilidade em indivíduos do sexo
masculino. A causa genética da síndrome foi descoberta em 1959, por P. A. Jacobs
e J. A. Strong.

As pessoas com síndrome de Klinefelter, do sexo masculino, têm um cromossomo X


adicional (47, XXY), estatura elevada, algum desenvolvimento do tecido mamário e
testículos pequenos. Também é possível encontrar pessoas com outros cariótipos,
como 48, XXXY, 48, XXYY ou 49, XXXXY.

Evolução e sintomas
É de esperar que indivíduos com a síndrome de Klinefelter tenham uma esperança
média de vida normal, no entanto há a referir um aumento considerável de acidentes
vasculares cerebrais (6 vezes superior à população geral), assim como na incidência
do câncer (1,6%). O atraso da linguagem (51%), o atraso motor (27%) e problemas
escolares (44%) complicam o desenvolvimento destas crianças e em alguns estudos
estão descritos comportamentos anti-sociais e psiquiátricos. Outros apontam para
uma boa adaptação social e no trabalho.

Outra complicação é o défice auditivo, no entanto não está descrito um aumento da


frequência de infecções respiratórias na infância, ao contrário das doenças auto-
imunes (diabetes mellitus; doenças do colagéneo)

Tratamento e prevenção das complicações

Tecido mamário em homem com a Síndrome de Klinefelter.Esta síndrome raramente


é diagnosticada no recém-nascido face à ausência de sinais específicos. O
diagnóstico precoce permite a intervenção antecipada, seja ela psicológica ou
farmacológica. O rastreio de problemas visuais e auditivos, assim como a avaliação
do desenvolvimento, devem ser realizados periodicamente. As anomalias
constatadas devem ser seguidas em consultas de especialidade.

Muitas vezes detecta-se a anomalia apenas quando problemas comportamentais,


desenvolvimento pubertal anómalo ou infertilidade aparecem. A puberdade
apresenta problemas particulares secundários aos problemas genitais já referidos.
Para uma melhor resposta, o tratamento com testosterona deve ser iniciado pelos
11-12 anos de idade. Está demonstrada a sua eficácia numa percentagem
importante dos indivíduos, tanto em aspectos psicossociais como físicos. Por estes
motivos estas crianças e adultos jovens devem ser acompanhados numa consulta
de endocrinologia.

Esta anomalia genética está associada à idade materna avançada. Num casal com
um filho com a síndrome de Klinefelter, o risco de recorrência é igual ou inferior a
1%. O estudo familiar é habitualmente desnecessário, salvo em raras situações.
Nem sempre a infertilidade é a regra. Caso se encontrem indivíduos férteis, deve ser
oferecido o diagnóstico pré-natal a fim de excluir alterações cromossómicas uma vez
que existe um risco acrescido das mesmas.

Síndrome de Edwards

A síndrome de Edwards ou trissomia 18, é uma síndrome genética resultante de


trissomia do cromossoma 18. Ela foi descrita inicialmente pelo geneticista britânico
John H. Edwards.

As características principais da síndrome são: atraso mental, atraso do crescimento


e, por vezes, malformação grave do coração. O crânio é excessivamente alongado
na região occipital e o pavilhão das orelhas apresenta poucos sulcos. A boca é
pequena e o pescoço geralmente muito curto. Há uma grande distância intermamilar
e os genitais externos são anômalos. O dedo indicador é maior que os outros e
flexionado sobre o dedo médio. Os pés têm as plantas arqueadas e as unhas
costumam ser hipoplásticas.

Incidência
Estes sintomas têm uma incidência de 1/8000 recém-nascidos, a maioria dos casos
do sexo feminino, mas calcula-se que 95% dos casos de trissomia 18 resultem em
abortos espontâneos durante a gravidez. Um dos factores de risco é idade avançada
da mãe. A esperança de vida para as crianças com síndrome de Edwards é baixa,
mas já foram registrados casos de adolescentes com 15 anos portadores da
síndrome. Toda mulher, independente da idade, tem risco de ter um defeito
cromossômico em seu feto. A maioria dos pacientes com a trissomia do
cromossomo 18 apresenta trissomia regular sem mosaicismo, isto é, cariótipo 47,
XX ou XY, +18. Entre os restantes, cerca de metade é constituído por casos de
mosaicismo e outro tanto por situações mais complexas, como aneuploidias duplas,
translocações. Destes, cerca de 80% dos casos são devidos a uma translocação
envolvendo todo ou quase todo o cromossoma 18, o qual pode ser herdado ou
adquirido de novo a partir de um progenitor transportador. Estudos recentes
demonstram que, na maior parte dos casos (85%), o erro ocorre na disjunção
cromossômica da meiose materna, e somente 15% da meiose paterna. O primeiro
caso de trissomia 18 foi descrito por Edwards, no ano de 1960, daí o nome
Síndrome de Edwards.

Sequelas
Cerca de 30% dos portadores da Síndrome de Edwards demonstram algum
comprometimento do sistema nervoso central, sendo os mais frequentes: alteração
do padrão dos giros cerebrais, alterações morfológicas cerebelares,
mielomeningoceli, anomalias do corpo caloso e hidrocefalia. Os pacientes
apresentam, normalmente, atrofia cerebral de graus variados, demonstrada na
tomografia axial computadorizada de crânio.

Características
Esta síndrome genética pode ser diagnosticada ao nascimento, ou mesmo algum
tempo depois, a partir de ser aspectos dismórficos (por se tratar de uma síndrome
extremamente complexa, as más formações descritas na literatura são diversas,
seguramente mais de 150), os quais podem variar ligeiramente, mas que constituem
um quadro sintomático anatômico comum:

Hipertonia (característica típica);


Estatura baixa;
Cabeça pequena, alongada e estreita;
Zona occipital muito saliente;
Pescoço curto;
Orelhas baixas e mal formadas;
Defeitos oculares;
Palato alto e estreito, por vezes fendido;
Lábio leporino;
Maxilares recuados;
Esterno curto;
Mão cerrada segundo uma forma característica (2º e 5º dedos sobrepostos,
respectivamente, aos 3º e 4º dedos);
Pés virados para fora e com calcanhar saliente;
Rugas presentes na palma da mão e do pé, ficando arqueadas nos dedos;
Unhas geralmente hipoplásticas;
Acentuada má formação cardíaca;
Anomalias renais (rim em ferradura)
Anomalias do aparelho reprodutor.

Sindrome Patau
A síndrome de Patau é uma anomalia cromossômica causada pela trissomia do
cromossoma 13

Foi descoberta em 1960 por Klaus Patau observando um caso de malformações


múltiplas em um neonato, sendo trissômico para o cromossomo 13.

A Síndrome de Patau também é conhecida pelo nome de Síndrome Bartholin-Patau,


já que o dinamarquês Thomas Bartholin descreveu em 1656 o quadro clínico de
crianças apresentando tal deficiência.

Tem como principal causa a não disjunção dos cromossomos durante a anáfase 1
da meiose, gerando gametas com 24 cromátides. Neste caso, o gameta possui um
par de cromossomos 13, que juntando com o cromossomo 13 do gameta do parceiro
forma um ovo com trissomia.

Cerca de 20% dos casos resultam de uma translocação não-balanceada.

Ocorre na maioria das vezes com mulheres com idade avançada 35 anos acima.

O fenótipo inclui malformações graves do sistema nervoso central como


arrinencefalia. Um retardamento mental acentuado está presente. Em geral há
defeitos cardíacos congênitos e defeitos urogenitais incluindo criptorquidia nos
meninos, útero bicornado e ovários hipoplásticos nas meninas gerando inviabilidade,
e rins policísticos. Com frequência encontram-se fendas labial e palato fendido, os
punhos cerrados e as plantas arqueadas. A fronte é oblíqua, há hipertelorismo
ocular e microftalmia bilateral, podendo chegar a anoftalmia, coloboma da íris, olhos
são pequenos extremamente afastados ou ausentes. As orelhas são malformadas e
baixamente implantadas. As mãos e pés podem mostrar sexto dedo (polidactilia)
e/ou o quinto dedo sobrepondo-se ao terceiro e quarto, como na Síndrome de
Edwards (trissomia do 18).

A expectativa de vida é muito curta (cerca de seis meses), porém existem casos na
literatura médica de sobrevida maior que dez anos.

Características
Má formação do coração da criança (defeitos septais, dextrocardia e valvas
semilunares bicúspides[4]);
Retardo mental;
Má formação das orelhas;
Defeitos no couro cabeludo;
Palato fendido.

Daltonismo
John Dalton, primeiro cientista a pesquisar o distúrbio ocular.
O daltonismo (também chamado de discromatopsia ou discromopsia) é uma
perturbação da percepção visual caracterizada pela incapacidade de diferenciar
todas ou algumas cores, manifestando-se muitas vezes pela dificuldade em
distinguir o verde do vermelho. Esta perturbação tem normalmente origem genética,
mas pode também resultar de lesão nos órgãos responsáveis pela visão, ou de
lesão de origem neurológica.

O distúrbio, que era desconhecido até o século XVIII, recebeu esse nome em
homenagem ao químico John Dalton, que foi o primeiro cientista a estudar a
anomalia de que ele mesmo era portador. Uma vez que esse problema está
geneticamente ligado ao cromossomo X, ocorre mais frequentemente entre os
homens (no caso das mulheres, será necessário que os dois cromossomas X
contenham o gene anômalo).

Os portadores do gene anômalo apresentam dificuldade na percepção de


determinadas cores primárias, como o verde e o vermelho, o que se repercute na
percepção das restantes cores do espectro. Esta perturbação é causada por
ausência ou menor número de alguns tipos de cones ou por uma perda de função
parcial ou total destes, normalmente associada à diminuição de pigmento nos
fotoreceptores que deixam de ser capazes de processar diferencialmente a
informação luminosa de cor.

A retina humana possui três tipos de células sensíveis à cor, chamadas cones. Cada
um deles é sensível a um determinado faixa de comprimentos de onda do espectro
luminoso, mais precisamente ao picos situados a 419 nm (azul-violeta), 531 nm
(verde) e 559 nm (verde-amarelo).

A classificação dos cones em "vermelho", "verde" e "azul" (RGB) é uma


simplificação usada por comodidade para tipificar as três frequências alvos, embora
não corresponda à sensibilidade real dos foto-receptores dos cones. Todos os tons
existentes derivam da combinação dessas três cores primárias.

As tonalidades visíveis dependem do modo como cada tipo de cone é estimulado. A


luz azul, por exemplo, é captada pelos cones de "alta frequência". No caso dos
daltônicos, algumas dessas células não estão presentes em número suficiente ou
registam uma anomalia no pigmento característico dos fotoreceptores no interior dos
cones.

Tipos de daltonismo
Não existem níveis de Daltonismo, apenas tipos. Podemos considerar que existem
três grupos de discromatopsias: Monocromacias, Dicromacias e Tricromacias
Anómalas.

A Dicromacia, que resulta da ausência de um tipo específico de cones, pode


apresentar-se sob a forma de:
- Protanopia (em que há ausência na retina de cones "vermelhos" ou de
"comprimento de onda longo", resultando na impossibilidade de discriminar cores no
segmento verde-amarelo-vermelho do espectro). O seu ponto neutro encontra-se
nos 492 nm. Há igualmente menor sensibilidade à luz na parte do espectro acima do
laranja.

- Deuteranopia (em que há ausência de cones "verdes" ou de comprimento de onda


intermédio, resultando, igualmente, na impossibilidade de discriminar cores no
segmento verde-amarelo-vermelho do espectro).Trata-se uma das formas de
daltonismo mais raras(cerca de 1% da população masculina), e corresponde àquela
que afectou John Dalton (o diagnóstico foi confirmado em 1995, através do exame
do DNA do seu globo ocular). O seu ponto neutro encontra-se nos 492 nm.

- Tritanopia (em que há ausência de cones "azuis" ou de comprimento de onda


curta, resultando na impossibilidade de ver cores na faixa azul-amarelo).
A Tricromacia anómala resulta de uma mutação no pigmento dos fotoreceptores dos
cones retinianos , e manifesta-se em três anomalias distintas:

- Protanomalia (presença de uma mutação do pigmento sensível às freqüências


mais longas ("cones vermelhos"). Resulta numa menor sensibilidade ao vermelho e
num escurecimento das cores perto das freqüências mais longas (que pode levar à
confusão entre vermelho e preto). Atinge cerca de 1% da população masculina.

- Deuteranomalia (presença de uma mutação do pigmento sensível às freqüências


intermédias ("cones verdes")). Resulta numa maior dificuldade em discriminar o
verde. É responsável por cerca de metade dos casos de daltonismo.

- Tritanomalia (presença de uma mutação do pigmento sensível às freqüências


curtas ("cones azuis"). Forma mais rara, que impossibilita a discriminação de cores
na faixa do azul-amarelo. O gene afectado situa-se no cromossoma 7 ao contrário
das outras tricromacias anómalas, em que a mutação genética atinge o cromossoma
X.

Um tipo raro de daltonismo é aquele em que há uma "cegueira" completa para as


cores: o mundo é visto a preto e branco e em tons de cinza. Nesse caso, estamos
perante aquilo a que se dá o nome de visão acromática.

Genética
A mutação genética que provoca o daltonismo sobreviveu pela vantagem dada aos
daltônicos ao longo da história evolutiva. Essa vantagem advém, sobretudo, do fato
de os portadores desses genes possuirem uma melhor capacidade de visão noturna,
bem como maior capacidade de reconhecerem elementos semi-ocultos, como
animais ou pessoas disfarçadas pela sua camuflagem.

Como o daltonismo é provocado por genes recessivos localizados no cromossomo X


(sem alelos no Y), o problema ocorre muito mais freqüentemente nos homens que
nas mulheres. Estima-se que 8% da população masculina seja portadora do
distúrbio, embora apenas 1 % das mulheres sejam atingidas.
Genótipo Fenótipo Detalhes
XD | XD Mulher com visão normal Homozigota não portadora do gene
anômalo (DD, normal)
XD | Xd Mulher com visão normal Heterozigota portadora do gene anômalo
(Dd, normal)
Xd | Xd Mulher daltônica Homozigota recessiva (dd, daltônica)
XD | Y Homem com visão normal Homozigoto dominante (D, normal)
Xd | Y Homem daltônico Homozigoto recessivo (d, daltônico)
No caso de um indivíduo do sexo masculino, como não aparece o alelo D, bastará
um simples gene recessivo para que ele seja daltônico, o que não acontece com o
sexo feminino pois, para ser daltônica, uma mulher precisa ter os dois genes
recessivos dd.

 Se a mãe não for daltônica nem portadora (DD) e o pai possuir visão normal (D),
nenhum dos descendentes será daltônico nem portador.

 Se a mãe possuir visão normal (DD) e o pai for daltônico (d), nenhum dos
descendentes será daltônico, porém as filhas serão portadoras do gene (Dd).

 Se a mãe for portadora do gene (Dd) e o pai possuir visão normal (D), há a
probabilidade de 50% dos filhos serem daltônicos e 50% das filhas serem portadoras
do gene.

 Se a mãe for portadora do gene (Dd) e o pai for daltônico (d), 50% dos filhos e
das filhas serão daltônicos.

 Se a mãe for daltônica (dd) e o pai possuir visão normal (D), todos os filhos serão
daltônicos (d) e todas as filhas serão portadoras (Dd).

 Se a mãe for daltônica (dd) e o pai também (d) 100% dos filhos e filhas também
serão daltônicos.

Diagnóstico
 Anomaloscópio de Nagel - Consiste em um aparelho onde o indivíduo que vai ser
examinado tem seu campo de visão dividido em duas partes. Uma delas é iluminada
por uma luz monocromática amarela, enquanto a outra é iluminada por uma diversas
luzes monocromáticas verdes e vermelhas. O examinado deve tentar igualar os dois
campos, alterando a razão entre a intensidade das luzes vermelha e verde, e
modificando a intensidade da luz amarela.

 Lãs de Holmgreen - Consiste na avaliação da capacidade de separar


determinados fios de lã em diversas cores.

 Teste de cores de Ishihara - Consiste na exibição de uma série de cartões


pontilhados em várias tonalidades diferentes. Esse é o método mais frequentemente
utilizado para se diagnosticar a presença do daltonismo, sobretudo nas deficiências
envolvendo a percepção das cores vermelho e verde. Uma figura (normalmente uma
letra ou algarismo) é desenhada em um cartão contendo um grande número de
pontos com tonalidades que variam ligeiramente entre si, de modo que possa ser
perfeitamente identificada por uma pessoa com visão normal. Porém um daltônico
terá dificuldades em visualizá-la.

Como o teste de Ishihara não pode ser utilizado por crianças ainda não
alfabetizadas, desenvolveu-se um método secundário onde os cartões, em vez de
números e letras, contêm desenhos de figuras geométricas, como quadrados,
círculos e triângulos, que podem facilmente ser identificados por crianças em idade
pré-escolar.

Tratamento
Atualmente não existe nenhum tipo de tratamento conhecido para esse distúrbio. Há
porém, uma empresa americana fabricando lentes que permitiriam a distinção de
cores pelos daltônicos. Elas seriam seletivas quanto à passagem de luz, bloqueando
o necessário para corrigir defeitos da visão. Os tais óculos custam cerca de US$
700. Mas alguns estudiosos ainda encaram a iniciativa com reservas alegando que
não há estudos científicos que reconhecidamente indiquem o método.

Porém, um daltônico pode viver de modo perfeitamente normal, desde que tenha
conhecimento das limitações de sua visão. O portador do problema pode, por
exemplo, observar a posição das cores de um semáforo, de modo a saber qual a cor
indicada pela lâmpada. Como na idade escolar surgem as primeiras dificuldades
com cores, sobretudo em desenhos e mapas, os pais e professores devem estar
atentos ao problema, evitando constranger e traumatizar a criança. Pode ser
frustrante para uma criança ter a certeza de que está vendo algo em determinada
cor, enquanto todos os colegas e a professora afirmam que ela está errada.

Em 2009 pesquisadores da Universidade de Washington e da Universidade da


Flórida conseguiram restabelecer o processo de visão de macacos da espécie
Saimiri sciureus através de tratamento genético.

Adaptações
Para um daltônico, navegar em websites coloridos da Internet pode ser uma
experiência não muito agradável. Alguns textos podem estar ilegíveis, ou mesmo a
leitura dos gráficos pode ser impossibilitada devido o esquema de cores utilizado.
Para possibilitar a leitura destes textos e gráficos foi desenvolvido por Daniel Ruoso,
um desenvolvedor daltônico, o libcolorblind que é um software que faz
transformações nas cores no sentido de permitir que cores dúbias sejam colocadas
em posições diferentes do espectro de cor, de forma a tornarem-se diferenciáveis
por um daltônico. O programa de acessibilidade do Gnome, gnome-mag, tem
suporte a esse software e fornece uma maneira intuitiva de ativar e desativar os
filtros.

Algumas cidades já possuem semáforos adaptados para os portadores de


daltonismo (quer condutores/quer peões), que apresentam uma faixa branca ao lado
da luz amarela, possibilitando ao daltônico distinguir qual a cor do sinal aceso pela
posição da luz (acima ou abaixo da faixa).

Lápis de cores podem ter o nome de cada cor gravada em seu corpo de modo a
facilitar sua identificação.
Hemofilia
Alexei Nikolaevich Romanov (1904-1918) filho de Nicolau II último imperador da
Rússia era hemofílico.

Hemofilia é o nome de diversas doenças genéticas hereditárias que incapacitam o


corpo de controlar sangramentos, uma incapacidade conhecida tecnicamente como
diátese hemorrágica. Deficiências genéticas e um distúrbio autoimune raro podem
causar a diminuição da atividade dos fatores de coagulação do plasma sanguíneo,
de modo que comprometem a coagulação sanguínea; logo, quando um vaso
sanguíneo é danificado, um coágulo não se forma e o vaso continua a sangrar por
um período excessivo de tempo. O sangramento pode ser externo, se a pele é
danificada por um corte ou abrasão, ou pode ser interno, em músculos, articulações
ou órgãos. É a falta dos fatores de coagulação - a hemofilia A tem falta do fator de
coagulação VIII, a hemofilia B tem falta do fator de coagulação IX e a hemofilia C
tem falta do fator de coagulação XI. A hemofilia A é a mais comum, ocorrendo em
90% dos casos.

História
A rainha Vitória passou a hemofilia para muitos dos seus descendentes.
Existe registo da hemofilia no texto judaico, o Talmud (cerca de 50-130dC). Segundo
o Talmud uma criança não deveria ser circuncidada se já tivessem morrido dois
irmãos em tal procedimento. No século XII, o médico árabe Abulcasis descreveu um
caso de uma família cujos homens haviam morrido de sangramento após pequenos
ferimentos. Em 1803, o médico norte-americano John Conrad constatou que havia
"tendências a sangramentos em algumas familias." Ele chegou a conclusão que a
doença era hereditária e acometia mais homens do que mulheres.

O termo hemofilia apareceu pela primeira vez em 1828 por Hopff da Universidade de
Zurique. Em 1937, Patek e Taylor, dois médicos de Harvard descobriram a globulina
anti-hemofílica. Pavlosky, um médico de Buenos Aires, separou a Hemofilia A e
Hemofilia B laboratorialmente. Este teste era feito transferindo o sangue de um
hemofílico para outro hemofílico. O fato corrigia o sangramento, comprovando que
havia mais de um tipo de hemofilia.

A Hemofilia é, muitas vezes, associada à história da Monarquia na Europa. A rainha


Vitória passou a doença ao seu filho Leopoldo, e através de várias das suas filhas, a
várias famílias reais Europeias, incluindo as famílias reais da Espanha, Alemanha, e
Rússia. Alexei Romanov, filho do Czar Nicolau II da Rússia, foi um dos
descendentes da Rainha Vitória que herdou a doença, e por ser portador da doença
não herdou o trono russo visto que seu pai o abdicou em favor de seu tio Miguel,
Grão-duque da Rússia.

Durante as décadas de 1970 e 1980 a falta de outras modalidades de tratamento e a


insuficiência de tecnologia para diagnosticar alguns vírus como o da AIDS acarretou
em contaminação em grande escala da população hemofílica que dependiam de
constantes transfusões de sangue. Mas este é um cenário que não está totalmente
no passado, a maioria absoluta, em torno de 75%, da população mundial de
hemofílicos não dispõe dos medicamentos básicos para o tratamento desta
patologia, ficando ainda, estes, sujeitos às transfusões de sangue que pode lhes
salvar a vida como também pode tirá-la.
Diagnóstico
 Dosagens dos respectivos fatores de coagulação.
 No caso de deficiência do fator VIII deve-se procurar diferenciar a doença da
doença de von Willebrand. Na doença de von Willebrand pode ocorrer também uma
diminuição do fator VIII.

Tratamento
Não há cura para a hemofilia pois existem vários estudos que procuram a melhora
do tratamento. Controla-se a doença com injeções regulares dos fatores de
coagulação deficientes. Alguns hemofílicos desenvolvem anticorpos (chamadas de
inibidores) contra os fatores que lhe são dados através do tratamento. Severa: o
paciente deve receber produtor do plasma para evitar ou controlar episódios de
sangramento durante toda sua vida. O nível dos fatores tem que ser elevado pra +/-
30% Preparações terapêuticas pro fator VIII: CRIOPRECIPITADO e concentrado
liofilizado de fator VIII comerciais.

O concentrado de fator IX existe sob a forma de proteína isolada (Concentrado de


Fator IX liofilizado) ou sob a forma de "complexo de protrombina concentrado”
liofilizado que é uma mistura contendo os fatores (II, V, VII e IX) que se apresenta
também sob forma de liófilo. Leve: terapêutica de reposição apenas depois de um
trauma ou para evitar sangramento pós-operatório. Mais recentemente apareceram
os concentrados comerciais de Fator VIII e IX advindos da engenharia genética,
esses produtos não são obtidos a partir da purificação do plasma humano, mas sim
da manipulação de organismos transgênicos que carregam o gen que expressam as
referidas proteínas.

Cuidados
Cuidados de enfermagem:
 Proteger de traumatismos;
 Imobilizar as articulações em casos de hemorragias articulares;
 Observar e anotar episódios hemorrágicos;
 Adotar cuidados especiais na realização de tricotomias, lavagens intestinais,
aplicação de calor;
 Auxiliar na higiene oral, atentando para não machucar a gengiva e mucosa oral;
 Providenciar cartão de identificação do hemofílico, que deverá conter: grupo
sangüíneo, fator Rh, pessoa a ser avisada em caso de urgência, nome do médico e
endereço do hospital em que faz tratamento.

No Brasil
No Brasil, o cartunista Henfil e seu irmão, o cientista social Betinho, entre tantos
outros anônimos, foram vítimas deste tipo de ocorrência. O dia 17 de Abril é
considerado o Dia do Hemofílico.