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Esta não é uma crise do trabalho. É uma crise do capital!


Contudo, é o factor trabalho que está a sofrer as
consequências para salvar o capital ! BASTA!
A participação na GREVE de 24 de Novembro é UM IMPERATIVO.
No DEBATE promovido   pela Frente Comum sobre as medidas de austeridade do Governo,
  
o Prof. Jorge Leite afirmou: “O direito ao salário goza de garantias especiais porque é o garante de
outros direitos, nomeadamente, o direito à função alimentar. A
“Todos os trabalhadores têm direito à retribuição e, muitos são PROPOSTA DO GOVERNO COMPRIME ESTE, e outros, DIREITOS….”
 
os que até vão mais longe e afirmam que… todos têm direito
à JUSTA retribuição”. “O Governo resolveu pegar numa fracção dos cidadãos, porque os tem
  mais à mão, e impõe-lhes a maior fatia do sacrifício. As medidas que
O Presidente da República quando fala sobre as necessidades tratam de forma diferente um conjunto de pessoas, só não viola a
dos portugueses fazerem sacrifícios
  afirma “a todos é exigido Constituição, se houver uma razão evidente e, NESTE CASO NÃO
a JUSTA distribuição dos sacrifícios”. existem”.
NAS MEDIDAS DO GOVERNO  NÃO HÁ NADA DE JUSTO! VEJA A DIFERENÇA. Na proposta do Governo:
São os trabalhadores dos serviços
  públicos e do sector · Os cortes nos prémios dos gestores terminam em 2012.
empresarial do Estado que vão fazer os maiores sacrifícios · Os cortes salariais, dos subsídios de refeição, etc., dos trabalhadores
para além dos que têm exigido  nos últimos 10 anos. não têm espaço temporal para terminarem,
PELA PRIMEIRA VEZ UM GOVERNO PROPÕE UM
EFECTIVO CORTE SALARIAL! 
ELUCIDATIVO!
 
No mesmo DEBATE o Economista João Ferreira do Amaral:
“No que diz respeito às políticas sociais, estamos perante um retrocesso ao séc. XIX”.

A  adesão à moeda única determinou que cada país aderente não · Privatização de mais empresas públicas como a caixa geral de
pudesse emitir moeda própria. Em 2002, uma outra alteração depósitos, a RTP, etc.
 
determinou que nenhum Estado Membro, do espaço monetário único, · Despedimento de funcionários públicos”.
pudesse emitir euros. Significa isto que cada Estado Membro tem que “As propostas da Comissão Europeia vão no sentido de, para além
 
comportar como um privado (uma família) mantendo o equilíbrio ente do critério de convergência, outras questões de macro economia
a receita e a despesa. Como alguns Estados, nomeadamente Portugal não possam ser tidas em conta, nomeadamente o desequilibro na
  mantido esse equilíbrio, por opção dos sucessivos governantes, as
tem balança de pagamentos”.
medidas que têm vindo a tomar são quase em exclusivo para diminuir a “Portugal regista um grande défice a este nível. ESTA PROPOSTA
 
despesa nos serviços públicos e no Estado Social. “É um retrocesso ao AINDA NÃO PASSOU NO PLENÁRIO, mas caso seja aprovado é
século XIX”. possível que a Comissão Europeia sugira a redução salarial porque
  é o que influencia a taxa de câmbio real. É A PORTA ABERTA PARA A
“Hoje, nenhum Estado pode ir à falência e por isso as propostas são
sempre numa perspectiva de redução da despesa para equilibrar as LIBERALIZAÇÃO DA LEGISLAÇÃO LABORAL.”
 
contas. Visam essencialmente a REDUÇÃO DO ESTADO SOCIAL!”. “É também a porta aberta para uma maior desresponsabilização dos
  proposta de orçamento de Estado para 2011 com o objectivo de Governos nacionais porque passam a “poder utilizar o subterfúgio
“A que as medidas têm que ser tomadas por imposição da EU”.
reduzir o défice vai levar o país a uma recessão, a uma diminuição
  rendimentos e, consequentemente, ao aumento do desemprego.
dos “Há alternativas! Portugal tem que rapidamente
Portugal é o 3º país com maior endividamento das famílias - 125%” estabelecer um plano de recuperação de sectores como a
  família deve 25% além do que é a sua receita).
(cada agricultura e a indústria e apostar na eficiência
energética. Ainda, e mesmo que seja contra alguns
“A
  proposta de reduzir a despesa pública, também em 2012, só será regulamentos da EU, recuperar a utilização de normas de
possível com MEDIDAS ULTRA-DRÁSTICAS: protecção permitindo o crescimento económico do país”.
 
II 

No
  jogo das expectativas sonhávamos com a possibilidade de ter um emprego, uma carreira,
ter e proporcionar uma vida com dignidade!
 
Quem decide quer mudar as regras do jogo! Querem fazer-nos sentir responsáveis para que
aceitemos de forma passiva as SUAS propostas para que possam atingir os SEUS objectivos.
 

 
ESTA É UMA GREVE PARA TODOS !
 
QUEM PODE FAZER GREVE? NÃO ESTOU
 
SINDICALIZADO. TENHO QUE COMUNICAR
Todos os enfermeiros podem POSSO FAZER
fazer greve! QUE VOU ADERIR À
  GREVE? GREVE?
Sejam efectivos com CTFP ou em CIT por Todos os
  tempo indeterminado. enfermeiros, Não! Nenhum enfermeiro é
Estejam com CTC ou CIT a termo. estejam ou não obrigado a comunicar,
  sindicalizados, antecipadamente à
Estejam sub contratados através de entidade patronal ou ao
empresas de trabalho temporário. podem fazer greve!
  superior hierárquico a sua
Trabalhem no sector público ou no privado. intenção de aderir à greve!
 

 
SE FIZER GREVE PODEM DESCONTAR
  NO DIA DE GREVE COMO FUNCIONA O
O MEU PRÉMIO?
PIQUETE DE GREVE?
  Não! Apenas podem descontar o dia de
trabalho! A greve é um direito que tens Os piquetes de greve são compostos por todos
  e o facto de a fazeres não determina a os enfermeiros em greve. Deves integrá-lo na
perda do subsidio, nomeadamente de tua instituição. Sendo esta uma greve geral cujo
  assiduidade. o objectivo é paralisar o país, torna-se muito
importante que a luta de todos seja visível.
  NO DIA DA GREVE GERAL! No teu hospital, no centro de saúde, no sector
social, cooperativo ou privado vão estar outros
  Uma forma de luta é abster-te de trabalhadores em greve. Concentrarem-se fora
das instalações é uma boa forma de dar
  consumir. Não vás aos supermercados, às visibilidade!
bombas de gasolina… esta é uma forma
 de penalizar quem, sistematicamente, lucra
e a quem não são pedidos sacrifícios!
 

Não vamos permitir que continuem a decidir nem esperar pelo que ainda está para vir!
VAMOS LUTAR E TRAVAR ESTA BRUTAL OFENSIVA! A DECISÃO É IR À LUTA!

ADERE à GREVE !
 

SEP/Dep. Nac. Informação/2010/Novembro