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Estudo

Fluxo de
das
potência
cargas
SDEE E INTRODUÇÃO À SMART GRID

SISTEMAS DE DISTRIBUIÇÃO
DE ENERGIA ELÉTRICA E
INTRODUÇÃO À SMART GRID
Aula 3: Fluxo de potência
(Parte 1/4)

Professor: Delberis Araujo Lima 1


Estudo
Fluxo de
das
potência
cargas
SDEE E INTRODUÇÃO À SMART GRID

Subestações e equipamentos
elétricos
Aula 3: Fluxo de potência
(Parte 4/4)

Professor: Delberis Araujo Lima 2


Estudo
Fluxo de
das
potência
cargas

Objetivo

Apresentar o cálculo o fluxo de potência em sistemas de distribuição


SDEE E INTRODUÇÃO À SMART GRID

radiais.

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Estudo
Fluxo de
das
potência
cargas
Programa

 Introdução;
SDEE E INTRODUÇÃO À SMART GRID

 Modelos de carga;

 Fluxo de potência com método da varredura (Backward-Forward);

 Fluxo de potência trifásico com cargas ZIP.

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Estudo
Fluxo de
das
potência
cargas
Introdução

 A análise de fluxo de potência em sistemas de distribuição é similar a análise de


fluxo de potência em redes de transmissão;
SDEE E INTRODUÇÃO À SMART GRID

 Basicamente, é conhecido o valor das potências, ativa e reativa, nas barras do


sistema e a tensão na subestação e busca-se calcular:

 A magnitude da tensão e ângulo em todas as barras do sistema;

 O fluxo de potência nas linhas de distribuição;

 As perdas elétricas nas linhas;

 As perdas elétricas totais no alimentador.

 Por serem sistemas radiais, os sistemas de distribuição nem sempre apresentam


boa convergência quando se aplica técnicas convencionais de fluxo de potência
usadas em sistemas de transmissão;

 Assim, foram desenvolvidas técnicas de cálculo de fluxo de potência exclusivamente


para serem aplicadas em sistemas de distribuição. 5
Estudo
Fluxo de
das
potência
cargas
Modelos de carga
Normalmente, denota-se um modelo de carga a partir de um valor de potência (constante),
como estudado até o momento. Entretanto, a potência associada a uma carga pode variar em
função da tensão e da frequência. Assim:
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𝑃 = 𝑔(𝑉, 𝑓)
𝑄 = ℎ(𝑉, 𝑓)
Sendo:

𝑃 – Potência ativa da carga, que é função da tensão (V) e da frequência (f);


𝑄 – Potência reativa da carga, que é função da tensão (V) e da frequência (f);

 Em estudos estáticos, as variações de frequência são mínimas, e os modelos de carga resumem-se a sua
dependência com a tensão.
 Dentro dos estudos estáticos, os modelos ZIP e exponencial são amplamente utilizados;

 O modelo de carga ZIP foi concebido porque as cargas podem ter a natureza de impedância (Z), corrente
(I) ou potência (P) constantes, ou podem ser representadas por uma composição destes modelos:

𝑅 + 𝑗𝑋 𝐼𝑝 + 𝑗𝐼𝑞 𝑃 + 𝑗𝑄

Z I P
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(Impedância cte) (Corrente cte) (Potência cte)
Estudo
Fluxo de
das
potência
cargas
Modelos de carga
A expressão do modelo ZIP para potência ativa e reativa são:

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𝑉 𝑉
𝑃 𝑉 = 𝑃0 ∙ [𝑎𝑃 + 𝑏𝑝 ∙ + 𝑐𝑝 ∙ ]
SDEE E INTRODUÇÃO À SMART GRID

𝑉0 𝑉0
2
𝑉 𝑉
𝑄 𝑉 = 𝑄0 ∙ [𝑎𝑄 + 𝑏𝑄 ∙ + 𝑐𝑄 ∙ ]
𝑉0 𝑉0
Sendo:

𝑎𝑃 - Parâmetro que define a quota de carga ativa relacionada ao modelo potência constante;
𝑏𝑃 - Parâmetro que define a quota de carga ativa relacionada ao modelo corrente constante;
𝑐𝑃 - Parâmetro que define a quota de carga ativa relacionada ao modelo impedância constante;
𝑎𝑄 - Parâmetro que define a quota de carga reativa relacionada ao modelo potência constante;
𝑏𝑄 - Parâmetro que define a quota de carga reativa relacionada ao modelo corrente constante;
𝑐𝑄 - Parâmetro que define a quota de carga reativa relacionada ao modelo impedância constante.

Dado que:
𝑎𝑃 + 𝑏𝑃 + 𝑐𝑃 = 1
𝑎𝑄 + 𝑏𝑄 + 𝑐𝑄 = 1

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Estudo
Fluxo de
das
potência
cargas
Modelos de carga

A expressão do modelo de carga exponencial para a potência ativa e reativa é:


𝛼𝑃
𝑉
𝑃(𝑉) = 𝑃0 ∙
𝑉0
SDEE E INTRODUÇÃO À SMART GRID

𝛼𝑄
𝑉
𝑄(𝑉) = 𝑄0 ∙
𝑉0
Sendo:
𝑉0 - Tensão de referência;
𝑃0 - Potência de referência;
𝛼𝑃 - Parâmetro que define o tipo (natureza) da carga ativa;
𝛼𝑄 - Parâmetro que define o tipo (natureza) da carga reativa;

Podem-se observar três casos particulares para o modelo exponencial:

𝛼𝑃 = 𝛼𝑄 = 2 – Carga de impedância constante;


𝛼𝑃 = 𝛼𝑄 = 1 – Carga de corrente constante;
𝛼𝑃 = 𝛼𝑄 = 0 – Carga de potência constante.

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Fluxo de
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potência
cargas
Modelos de carga
A tabela a seguir, apresenta valores típicos para estes parâmetros associados a algumas cargas residenciais:

𝛼𝑃
𝑉
SDEE E INTRODUÇÃO À SMART GRID

𝑃(𝑉) = 𝑃0 ∙
𝑉0
𝛼𝑄
𝑉
𝑄(𝑉) = 𝑄0 ∙
𝑉0

Fonte: Neves, 2008. UFJF – Dissertação de mestrado

De posse dos modelos de carga, pode-se aplicar técnicas para cálculo de fluxo de potência.
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das
potência
cargas
Método Backward-Forward
Introdução
 O método consiste em duas etapas que se repetem até atingir a convergência:
Backward e Forward.
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 A etapa Backward consiste em calcular as correntes nodais e correntes de ramos,


supondo um perfil de tensão conhecido.

 A etapa Forward consiste em calcular as tensões nodais, com as correntes nos ramos
da etapa anterior.

 Este processo é feito de forma iterativa e, a cada iteração, a LKT e LKC são satisfeitas.

LKT – Lei de Kirchhoff para tensão.


LKC – Lei de Kirchhoff para corrente.

 Uma nova iteração é necessária quando as correntes e tensões calculadas nas barras
não recuperam a potência alocada à barra, ou seja, (𝑺𝒊 ≠ 𝑺𝒄𝒂𝒍𝒄
𝒊 = 𝑽𝒊 ∗ 𝑰∗𝒊 );
 Esta é uma heurística que permite conseguir soluções aceitáveis porque respeita as leis
de kirchhoff e recupera a potência alocada às barras;
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PS: Assim como ocorre com os outros métodos, deve-se inicializar o processo com
tensão(ões) incial(is).
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Fluxo de
das
potência
cargas
Método Backward-Forward
Exemplo:
Considere um sistema radial, como mostrado na figura abaixo:
𝟏 𝟐 𝟑 𝟒
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𝒛𝟏𝟐 = 𝒓𝟏𝟐 + 𝒋 ∙ 𝒙𝟏𝟐 𝒛𝟐𝟑 = 𝒓𝟐𝟑 + 𝒋 ∙ 𝒙𝟐𝟑 𝒛𝟑𝟒 = 𝒓𝟑𝟒 + 𝒋 ∙ 𝒙𝟑𝟒


SE

𝒀𝒔𝒉
𝟐 𝒀𝒔𝒉 𝒀𝒔𝒉
𝟑 𝟒
𝑺𝟐 𝑺𝟑 𝑺𝟒

Observe que se trata de um modelo mais complexo de carga, com uma admitância e uma
potência complexa injetada.

Solução
Passo 1: (Etapa Backward – Tensões nas barras)

• Iniciar o contador (k =0)


(𝑘)
• Iniciar as tensões em cada barra (𝑉𝑖 ) com valores iguais a tensão na barra da
subestação. (Em geral 1.0 pu). Assim: (0)
𝑉2 = 1∠0
(0)
𝑉𝑖
(𝑘)
= 1∠0,∀ 𝑖 ∈ Ω𝑝𝑞 𝑉3 = 1∠0
(0) 11
𝑉4 = 1∠0
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Fluxo de
das
potência
cargas
Método Backward-Forward
𝟏 𝟐 𝟑 𝟒
(𝒌−𝟏) (𝒌−𝟏) (𝒌−𝟏)
𝑽𝟐 𝑽𝟑 𝑽𝟒
SE
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𝒔𝒉.(𝒌) 𝒑𝒐𝒕.(𝒌)
𝑰𝟒 𝑰𝟒
𝒀𝒔𝒉
𝟐 𝒀𝒔𝒉 𝒀𝒔𝒉
𝟑 𝟒
𝑺𝟐 𝑺𝟑 𝑺𝟒
(𝒌) (𝒌)
𝑰𝟐 𝑰𝟑
Solução (𝒌)
Passo 2: (Etapa Backward – Corrente injetada) 𝑰𝟒

• Fazer k=k+1:
• Com as tensões em cada barra, calcular a corrente injetada. ∗
(𝒌) 𝒑𝒐𝒕.(𝒌) 𝒔𝒉. 𝒌 𝑺𝟒 (𝒌−𝟏)
𝑰𝟒 = 𝑰𝟒 − 𝑰𝟒 = 𝒌−𝟏
− 𝒀𝒔𝒉
𝟒 ∙ 𝑽𝟒
𝑽𝟒


(𝒌) 𝑺𝟑 (𝒌−𝟏)
(𝒌)
𝑰𝒊 =
𝑺𝒊
− 𝒀𝒔𝒉
(𝒌−𝟏) 𝑰𝟑 = − 𝒀𝒔𝒉
𝟑 ∙ 𝑽𝟑
(𝒌−𝟏) 𝒊 𝑽𝒊 ,∀ 𝒊 ∈ Ω𝒑𝒒
𝑽𝟑
(𝒌−𝟏)
𝑽𝒊


(𝒌) 𝑺𝟐 (𝒌−𝟏)
𝑰𝟐 = (𝒌−𝟏)
− 𝒀𝒔𝒉
𝟐 ∙ 𝑽𝟐 12
𝑽𝟐
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Fluxo de
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cargas
Método Backward-Forward
𝟏 (𝒌) 𝟐 (𝒌) 𝟑 (𝒌) 𝟒
𝑰𝟏𝟐 𝑰𝟐𝟑 𝑰𝟑𝟒
SE
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𝒀𝒔𝒉
𝟐 𝒀𝒔𝒉 𝒀𝒔𝒉
𝟑 𝟒
𝑺𝟐 𝑺𝟑 𝑺𝟒
(𝒌) (𝒌) (𝒌)
𝑰𝟐 𝑰𝟑 𝑰𝟒
Solução
Passo 3: (Etapa Backward – Corrente nas linhas)
• Com as correntes injetadas em cada barra, calcular a corrente na linhas (da(s) última(s) barra para
a primeira). Assim, para uma linha 𝛼𝑖, que alimenta a barra i:
(𝒌) (𝒌)
𝑰𝟑𝟒 = 𝑰𝟒

(𝒌) (𝒌) (𝒌) (𝒌) (𝒌) (𝒌)


𝑰𝜶𝒊 = 𝑰𝒊 + 𝑰𝒊𝒎 , ∀ 𝒊 ∈ Ω𝒑𝒒 𝑰𝟐𝟑 = 𝑰𝟑 + 𝑰𝟑𝟒
𝒎∈Ω𝒊𝒃
(𝒌) (𝒌) (𝒌)
𝑰𝟏𝟐 = 𝑰𝟐 + 𝑰𝟐𝟑

Ω𝒊𝒃 Conjunto de barras conectadas à barra i e a jusante da barra i.

PS: Este passo garante a lei de Kirchhoff para as correntes. 13


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Fluxo de
das
potência
cargas
Método Backward-Forward
(𝒌) (𝒌)
(𝒌)
𝑽𝟏 = 𝑽𝑺𝑬 𝑽𝟐 𝑽𝟑
(𝒌) 𝑽𝟒
𝟏
𝟏 (𝒌) 𝟐 (𝒌) 𝟑 (𝒌) 𝟒
𝑰𝟏𝟐 𝑰𝟐𝟑 𝑰𝟑𝟒
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SE 𝑧12 𝑧23 𝑧34


𝒀𝒔𝒉
𝟐 𝒀𝒔𝒉 𝒀𝒔𝒉
𝟑 𝟒
𝑺𝟐 𝑺𝟑 𝑺𝟒
(𝒌) (𝒌) (𝒌)
𝑰𝟐 𝑰𝟑 𝑰𝟒
Solução
Passo 4: (Etapa Forward – Cálculo das novas tensões)

• Com as correntes nas linhas (passo k) e conhecida a tensão na subestação, procede-se o cálculo das
novas tensões (passo k), partindo da subestação em direção as barras finais. Assim, para uma barra i
qualquer, o valor da tensão será:
(𝒌) (𝒌) 𝒌
𝑽𝟐 = 𝑽𝟏 − 𝒛𝟏𝟐 ∙ 𝑰𝟏𝟐
(𝒌) (𝒌) 𝒌
𝑽𝒎 = 𝑽𝒊 − 𝒛𝒊𝒎 ∙ 𝑰𝒊𝒎 , ∀ 𝒎 ∈ Ω𝒊𝒃 (𝒌) (𝒌)
𝑽𝟑 = 𝑽𝟐 − 𝒛𝟐𝟑 ∙ 𝑰𝟐𝟑
𝒌

(𝒌) (𝒌) 𝒌
𝑽𝟒 = 𝑽𝟑 − 𝒛𝟑𝟒 ∙ 𝑰𝟑𝟒
PS: Este passo garante a lei de Kirchhoff para as tensões. 14
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Fluxo de
das
potência
cargas
Método Backward-Forward
(𝒌) (𝒌)
(𝒌)
𝑽𝟏 = 𝑽𝑺𝑬 𝑽𝟐 𝑽𝟑
(𝒌) 𝑽𝟒
𝟏
𝟏 (𝒌) 𝟐 (𝒌) 𝟑 (𝒌) 𝟒
𝑰𝟏𝟐 𝑰𝟐𝟑 𝑰𝟑𝟒
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SE 𝑧12 𝑧23 𝑧34


𝒀𝒔𝒉
𝟐 𝒀𝒔𝒉 𝒀𝒔𝒉
𝟑 𝟒
𝑺𝟐 𝑺𝟑 𝑺𝟒
(𝒌) (𝒌) (𝒌) (𝒌) (𝒌) (𝒌)
Solução 𝑰𝟐 𝑺𝟐 𝑰𝟑 𝑺𝟑 𝑰𝟒 𝑺𝟒
Passo 5: (Verificação de erro)

 Com as correntes e tensões calculadas, deve-se comparar valores calculados de potências com valores
especificados. A potência a partir das tensões e correntes calculadas, descontando a potência no ramo
shunt (admitância constante) é:
(𝒌) (𝒌) (𝒌) ∗ ∗ (𝒌) 𝟐
𝑺𝟐 = 𝑽𝟐 ∙ 𝑰𝟐 − 𝒀𝒔𝒉
𝟐 ∙ 𝑽𝟐

(𝒌) (𝒌) (𝒌) ∗ ∗ (𝒌) 𝟐


(𝒌) (𝒌) (𝒌) ∗ ∗ 𝒌
𝟐 𝑺𝟑 = 𝑽𝟑 ∙ 𝑰𝟑 − 𝒀𝒔𝒉
𝟑 ∙ 𝑽𝟑
𝑺𝒊 = 𝑽𝒊 ∙ 𝑰𝒊 − 𝒀𝒔𝒉
𝒊 ∙ 𝑽𝒊 , ∀ 𝒊 ∈ Ω𝒑𝒒
(𝒌) (𝒌) (𝒌) ∗ ∗ (𝒌) 𝟐
𝑺𝟒 = 𝑽𝟒 ∙ 𝑰𝟒 − 𝒀𝒔𝒉
𝟒 ∙ 𝑽𝟒
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Fluxo de
das
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cargas
Método Backward-Forward
Solução
Cont. Passo 5: (Verificação de erro)
SDEE E INTRODUÇÃO À SMART GRID

 Deve-se verificar as seguintes diferenças


(𝒌) (𝒌)
∆𝑷𝒊 = 𝕽 𝑺𝒊 − 𝑺𝒊 , ∀ 𝒊 ∈ Ω𝒑𝒒
(𝒌) (𝒌)
∆𝑸𝒊 = 𝑰𝒎𝒂𝒈 𝑺𝒊 − 𝑺𝒊 , 𝒊 ∈ Ω𝒑𝒒
 Se:
(𝒌)
∆𝑷𝒊 < 𝒕𝒐𝒍 ∀ 𝒊 ∈ Ω𝒑𝒒
O processo convergiu!!
𝒆
(𝒌) (𝑬𝒙: 𝒕𝒐𝒍 = 𝟎. 𝟎𝟎𝟏)
∆𝑸𝒊 < 𝒕𝒐𝒍

(𝒌) (𝒌) (𝒌)


 As tensões (𝑽𝟐 , 𝑽𝟑 𝒆 𝑽𝟒 ) são a solução do fluxo de potência;

 Caso contrário, voltar ao passo 2 e recalcular as correntes injetadas.

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Fluxo de
das
potência
cargas
Método Backward-Forward
Solução
Cont. Passo 5: (Verificação de erro) Para o problema proposto:
(𝒌) (𝒌)
(𝒌)
𝑽𝟏 = 𝑽𝑺𝑬 𝑽𝟐 (𝒌)
𝑽𝟑 𝑽𝟒
𝟏
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𝟏 (𝒌) 𝟐 (𝒌) 𝟑 (𝒌) 𝟒


𝑰𝟏𝟐 𝑰𝟐𝟑 𝑰𝟑𝟒
SE 𝑧12 𝑧23 𝑧34
𝒀𝒔𝒉
𝟐 𝒀𝒔𝒉 𝒀𝒔𝒉
𝟑 𝟒
𝑺𝟐 𝑺𝟑 𝑺𝟒
(𝒌) (𝒌) (𝒌) (𝒌) (𝒌) (𝒌)
𝑰𝟐 𝑺𝟐 𝑰𝟑 𝑺𝟑 𝑰𝟒 𝑺𝟒

(𝒌) (𝒌)
∆𝑷𝟐 = 𝕽 𝑺𝟐 − 𝑺𝟐 (𝒌)
∆𝑷𝟐 < 𝒕𝒐𝒍
(𝒌) (𝒌)
∆𝑸𝟐 = 𝑰𝒎𝒂𝒈 𝑺𝟐 − 𝑺𝟐 ∆𝑸𝟐
(𝒌)
< 𝒕𝒐𝒍  O processo convergiu!!
< 𝒕𝒐𝒍  Caso contrário volta ao
(𝒌) (𝒌) (𝒌)
∆𝑷𝟑 = 𝕽 𝑺𝟑 − 𝑺𝟑 ∆𝑷𝟑
passo 2.
(𝒌) (𝒌) (𝒌)
∆𝑸𝟑 = 𝑰𝒎𝒂𝒈 𝑺𝟑 − 𝑺𝟑 ∆𝑸𝟑 < 𝒕𝒐𝒍
(𝒌) (𝒌) (𝒌)
∆𝑷𝟒 = 𝕽 𝑺𝟒 − 𝑺𝟒 ∆𝑷𝟒 < 𝒕𝒐𝒍
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(𝒌) (𝒌) (𝒌)
∆𝑸𝟒 = 𝑰𝒎𝒂𝒈 𝑺𝟒 − 𝑺𝟒 ∆𝑸𝟒 < 𝒕𝒐𝒍
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Fluxo de
das
potência
cargas
Método Backward-Forward
Vantagens:

 O método pode ser usado com diferentes modelos de carga (Impedência, Potência e
Corrente constante) e a combinação entre elas;
SDEE E INTRODUÇÃO À SMART GRID

 O método permite calcular módulo e ângulo das tensões e, consequentemente, as potências


ativas e reativas nas linhas de transmissão, perdas elétricas, etc.;

 O método pode ser adaptado para incorporar outros elementos passivos (bancos de
capacitores, reguladores de tensão, etc.) e ativos, como geradores;

 O método também pode ser adaptado para ser utilizado em sistemas fracamente malhados;

 Finalmente, o método também pode ser expandido para sistemas trifásicos.

Desvantagem:

 Em sistemas fortemente malhados o método apresenta um alto custo computacional,


tornando-se inviável.

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Fluxo de
das
potência
cargas
Fluxo de potência trifásico com carga ZIP
 O método para cálculo de fluxo de potência trifásico, segue a mesma lógica do modelo monofásico.
 Considere dois nós (j e k)de um sistema trifásico, como mostrado abaixo, com cargas modeladas pelo
modelo ZIP e as respectivas admitâncias shunt nas barras devido ao modelo (pi) adotado.
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𝑍𝑙

𝒀𝒂𝒋 𝒀𝒃𝒋 𝒀𝒄𝒋 𝒁𝑰𝑷𝒋 𝒁𝑰𝑷𝒌 𝒀𝒂𝒌 𝒀𝒃𝒌 𝒀𝒄𝒌

A impedância série da linha j-k é representada pela matriz 𝑍𝑙 dada por:


𝒛𝒂𝒂
𝒋𝒌 𝒛𝒂𝒃
𝒋𝒌 𝒛𝒂𝒄
𝒋𝒌
𝒁𝒍 = 𝒛𝒃𝒂
𝒋𝒌 𝒛𝒃𝒃
𝒋𝒌 𝒛𝒃𝒄
𝒋𝒌 , ∀ 𝒋, 𝒌 ∈ 𝛀𝒃
𝒛𝒄𝒂
𝒋𝒌 𝒛𝒄𝒃
𝒋𝒌 𝒛𝒄𝒄
𝒋𝒌
𝒇𝒇
𝒛𝒋𝒌 - Impedância própria da linha jk na fase f.
𝒇𝒈
𝒛𝒋𝒌 - Impedância mutua da linha jk entre a fase f e a fase g.
𝒀𝒊 𝒇 - Admitância shunt associada a barra i e fase f. 19
𝛀𝒃 - Conjunto de barras do sistema.
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Fluxo de
das
potência
cargas
Fluxo de potência trifásico com carga ZIP

𝑍𝑙
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𝒀𝒂𝒋 𝒀𝒃𝒋 𝒀𝒄𝒋 𝒁𝑰𝑷𝒋 𝒁𝑰𝑷𝒌 𝒀𝒂𝒌 𝒀𝒃𝒌 𝒀𝒄𝒌

Algoritmo:
Passo 1: (Etapa Backward – Tensões nas barras)

• Iniciar o contador (n=0)


• Iniciar as tensões em cada barra (𝑉𝑖(𝑛) ) com valores iguais a tensão na barra da
subestação. (Em geral 1.0 pu). Assim:

𝑎,𝑏,𝑐
𝑉𝑖(𝑛) = 1∠0 , ∀ 𝑖 ∈ Ω𝑏𝑆𝐸

Ω𝑏𝑆𝐸 - Conjunto de barras do sistema menos a barra da subestação 20


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Fluxo de
das
potência
cargas
Fluxo de potência trifásico com carga ZIP

𝑍𝑙
SDEE E INTRODUÇÃO À SMART GRID

𝒁𝑰𝑷(𝒂,𝒃,𝒄) 𝒔𝒉.(𝒂,𝒃,𝒄)
𝑰𝒌(𝒏) 𝑰𝒌(𝒏)
𝒀𝒂𝒋 𝒀𝒃𝒋 𝒀𝒄𝒋 𝒁𝑰𝑷𝒋 𝒁𝑰𝑷𝒌 𝒀𝒂𝒌 𝒀𝒃𝒌 𝒀𝒄𝒌

𝒁𝑰𝑷(𝒂,𝒃,𝒄) 𝒔𝒉.(𝒂,𝒃,𝒄)
𝑰𝒂,𝒃,𝒄
𝒌(𝒏) = 𝑰𝒌(𝒏) − 𝑰𝒌(𝒏)

Passo 2 (n=n+1): (Etapa Backward – Cálculo das correntes injetadas nas barras)

A partir da tensão em uma barra i, qualquer, a corrente injetada nesta barra pode ser obtida
por:

𝑰𝒂,𝒃,𝒄
𝒊 𝒏 (𝒁𝑰𝑷𝒂,𝒃,𝒄 𝒂,𝒃,𝒄
𝒊 ; 𝒀𝒊 ; 𝑽𝒂,𝒃,𝒄
𝒊(𝒏) )

O cálculo da corrente injetada na barra k, depende também da conexão da carga. 21


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Fluxo de
das
potência
cargas
Fluxo de potência trifásico com carga ZIP
Conexão das cargas (Ligação Y)
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𝑍𝑙
Ligação estrela (Y)

𝒁𝑰𝑷(𝒂,𝒃,𝒄)
𝑰𝒊(𝒏)
𝒄
𝒀𝒂𝒋 𝒀𝒃𝒋 𝒀𝒄𝒋 𝒁𝑰𝑷𝒋 𝒁𝑰𝑷𝒌 𝒀𝒂𝒌 𝒀𝒃𝒌 𝒀𝒌

a
𝒁𝑰𝑷(𝒂)
𝑰𝒌(𝒏) 𝒁𝑰𝑷(𝒂) 𝒁𝑰𝑷(𝒂)
𝒁𝑰𝑷(𝒂)
𝑰𝒌(𝒏) 𝑽𝒂𝒌(𝒏−𝟏)
𝑰𝒌(𝒏) 𝑰𝒌(𝒏)
𝒁𝑰𝑷(𝒃) 𝒁𝑰𝑷(𝒃)
𝒁𝑰𝑷(𝒃)
𝑰𝒌(𝒏) 𝒁𝑰𝑷(𝒄) 𝑰𝒌(𝒏) = 𝑰𝒌(𝒏)
𝑰𝒌(𝒏)
𝒁𝑰𝑷(𝒃) 𝒁𝑰𝑷(𝒄) 𝒁𝑰𝑷(𝒄)
𝑰𝒌(𝒏) 𝑰𝒌(𝒏) 𝑰𝒌(𝒏)
b 𝒄
𝑽𝒃𝒊(𝒏−𝟏) 𝑽𝒊(𝒏−𝟏)
22
c 𝒁𝑰𝑷(𝒄)
𝑰
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Fluxo de
das
potência
cargas
Fluxo de potência trifásico com carga ZIP
Conexão das cargas (Ligação ∆)
SDEE E INTRODUÇÃO À SMART GRID

𝑍𝑙
Ligação delta(∆)

𝒁𝑰𝑷(𝒂,𝒃,𝒄)
𝑰𝒊(𝒏)
𝒄
𝒀𝒂𝒋 𝒀𝒃𝒋 𝒀𝒄𝒋 𝒁𝑰𝑷𝒋 𝒁𝑰𝑷𝒌 𝒀𝒂𝒌 𝒀𝒃𝒌 𝒀𝒌

a 𝒁𝑰𝑷(𝒂𝒃)
𝒁𝑰𝑷(𝒂) 𝑰𝒌(𝒏)
𝑰𝒌(𝒏) 𝑽𝒃𝒊(𝒏−𝟏)
𝑽𝒂𝒊(𝒏−𝟏)
b 𝒁𝑰𝑷(𝒂) 𝒁𝑰𝑷(𝒂𝒃)
𝒁𝑰𝑷(𝒃) 𝑰𝒌(𝒏) 𝑰𝒌(𝒏)
𝑰𝒌(𝒏) +𝟏 𝟎 +𝟏
𝒁𝑰𝑷(𝒃) 𝒁𝑰𝑷(𝒃𝒄)
𝑰𝒌(𝒏) = −𝟏 +𝟏 𝟎 ∙ 𝑰𝒌(𝒏)
𝒁𝑰𝑷(𝒄) 𝟎 −𝟏 −𝟏 𝒁𝑰𝑷(𝒂𝒄)
𝒁𝑰𝑷(𝒃𝒄)
𝑰𝒌(𝒏)
𝒁𝑰𝑷(𝒂𝒄)
𝑰𝒌(𝒏) 𝑰𝒌(𝒏) 𝑰𝒌(𝒏)
𝒁𝑰𝑷(𝒄)
𝑰𝒌(𝒏)
c 23
𝑽𝒄𝒊(𝒏−𝟏)
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cargas
Fluxo de potência trifásico com carga ZIP
Passo 3: (Etapa Backward – Cálculo das correntes nos ramos)

Iniciando na seção de linha da última camada e movendo-se em direção ao no raiz, a corrente na seção de
linha jk é dada por: 𝑰𝒂 𝑰𝒂 𝑰𝒂
𝒋𝒌(𝒏) 𝒋(𝒏) 𝒌𝒎(𝒏)
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𝑰𝒃𝒋𝒌(𝒏) = 𝑰𝒃𝒋(𝒏) + 𝑰𝒃𝒌𝒎(𝒏)


𝑰𝒄𝒋𝒌(𝒏) 𝑰𝒄𝒋(𝒏) 𝒎∈ Ω+
𝒌 𝑰𝒄𝒌𝒎(𝒏)
Ω+
𝒌 - Conjunto de barras adjacentes e em camadas inferiores à barra k.

24
PS: A organização do sistema por camadas é uma etapa prévia do cálculo do fluxo de potência
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Fluxo de
das
potência
cargas
Fluxo de potência trifásico com carga ZIP
Passo 4: (Etapa Forward– Cálculo das tensões)

• No sentido da subestação para a última barra do sistema:


𝑽𝒂𝒌(𝒏) 𝑽𝒂𝒋(𝒏) 𝒛𝒂𝒂
𝒋𝒌 𝒛𝒂𝒃
𝒋𝒌 𝒛𝒂𝒄
𝒋𝒌 𝑰𝒂𝒋𝒌 𝒏
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𝒃
𝑽𝒃𝒌(𝒏) = 𝑽𝒃𝒋(𝒏) − 𝒛𝒃𝒂
𝒋𝒌 𝒛𝒃𝒃
𝒋𝒌 𝒛𝒃𝒄
𝒋𝒌 ∙ 𝑰𝒋𝒌 𝒏 , ∀ 𝒋, 𝒌 ∈ 𝜴𝒃
𝑽𝒄𝒌(𝒏) 𝑽𝒄𝒋(𝒏) 𝒛𝒄𝒂
𝒋𝒌 𝒛𝒄𝒃
𝒋𝒌 𝒛𝒄𝒄
𝒋𝒌 𝑰𝒄𝒋𝒌 𝒏

𝑽𝒋(𝒏) 𝑽𝒌(𝒏)

𝑍𝑙

𝒀𝒂𝒋 𝒄 𝒀𝒂𝒌 𝒀𝒃𝒌 𝒀𝒄𝒌


𝒀𝒃𝒋 𝒀𝒋 𝒁𝑰𝑷𝒋 𝒁𝑰𝑷𝒌

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Fluxo de
das
potência
cargas
Fluxo de potência trifásico com carga ZIP
Passo 5: (Verificação do erro)

• Nesta etapa, verifica-se se a potência calculada no nó (descontada as admitâncias shunt) é igaul a


potência de referência para cada carga;
SDEE E INTRODUÇÃO À SMART GRID

• A potência (por fase) calculada em um nó i qualquer é dada por:

∗ 𝟐
𝑺𝒂𝒊(𝒏) = 𝑽𝒂𝒊(𝒏) ∙ 𝑰𝒂𝒊(𝒏) − 𝒀𝒂𝒊 ∗
∙ 𝑽𝒂𝒊(𝒏)
∗ ∗ 𝟐
𝑺𝒃𝒊(𝒏) = 𝑽𝒃𝒊(𝒏) ∙ 𝑰𝒃𝒊(𝒏) − 𝒀𝒃𝒊 ∙ 𝑽𝒃𝒊(𝒏) ∀ 𝒊 ∈ 𝜴𝒃

∗ 𝟐
𝑺𝒄𝒊(𝒏) = 𝑽𝒄𝒊(𝒏) ∙ 𝑰𝒄𝒊(𝒏) − 𝒀𝒄𝒊 ∗
∙ 𝑽𝒄𝒊(𝒏)
• O erro entre a potência (ativa e reativa) calculada e de referência (por fase) é dado por:

∆𝑷𝒂𝒊(𝒏) = 𝕽 𝑺𝒂𝒊(𝒏) − 𝑺𝒂𝒊 ∆𝑷𝒂𝒊(𝒏) < 𝒕𝒐𝒍

∆𝑷𝒃𝒊(𝒏) = 𝕽 𝑺𝒃𝒊(𝒏) − 𝑺𝒃𝒊 ∆𝑷𝒃𝒊(𝒏) < 𝒕𝒐𝒍


Se ∆𝑷𝒄𝒊(𝒏) < 𝒕𝒐𝒍
∆𝑷𝒄𝒊(𝒏) = 𝕽 𝑺𝒄𝒊(𝒏) − 𝑺𝒄𝒊  O processo convergiu!!
 Caso contrário volta ao passo 2.
∆𝑸𝒂𝒊(𝒏) = 𝑰𝒎𝒂𝒈 𝑺𝒂𝒊(𝒏) − 𝑺𝒂𝒊 ∆𝑸𝒂𝒊(𝒏) < 𝒕𝒐𝒍
∆𝑸𝒃𝒊(𝒏) = 𝑰𝒎𝒂𝒈 𝑺𝒃𝒊(𝒏) − 𝑺𝒃𝒊
∆𝑸𝒃𝒊(𝒏) < 𝒕𝒐𝒍
∆𝑸𝒄𝒊(𝒏) = 𝑰𝒎𝒂𝒈 𝑺𝒄𝒊(𝒏) − 𝑺𝒄𝒊 26
∆𝑸𝒄𝒊(𝒏) < 𝒕𝒐𝒍
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Fluxo de
das
potência
cargas
Conclusões

1. Dentre os métodos mais comuns para cálculo de fluxo de potência em redes


de distribuição radiais está o método Backward-Forward;
SDEE E INTRODUÇÃO À SMART GRID

2. O método Backward-Forward também pode ser adaptado para redes de


distribuição fracamente malhadas e com geração distribuída;

3. Entretanto, para redes fortemente malhadas, muitos especialistas


argumentam que o método de Newton é mais indicado.

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Estudo
Fluxo de
das
potência
cargas
Referências

1. C. S. Cheng and D. Shirmohammadi. “A three-phase power flow method


for real-time distribution system analysis”, IEEE Transaction on Power
System, vol 10, no 2, May 1995.
SDEE E INTRODUÇÃO À SMART GRID

2. R. Céspedes, “New Method for the Analysis of Distribution Networks”,


1990.

28
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Fluxo de
das
potência
cargas
SDEE E INTRODUÇÃO À SMART GRID

SISTEMAS DE DISTRIBUIÇÃO
DE ENERGIA ELÉTRICA E
INTRODUÇÃO À SMART GRID
Aula 3: Fluxo de potência
(Parte 1/3)

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