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Finanças

Administração Financeira p/ IF-Baiano (Assistente em Administração)


- Pós-Edital
Paulo Portinho
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Finanças
Finanças para IF Baiano
Teoria e Questões Comentadas
Prof. Paulo Portinho – Aula 01

AULA 01 –FINANÇAS E VALUATION.

REGIME DE CAPITALIZAÇÃO - SIMPLES/COMPOSTOS. EQUIVALÊNCIA


DE TAXAS. DEFINIÇÃO DE TAXAS DE DESCONTO -
COMERCIAL/BANCÁRIO. TAXA OVER - DEFINIÇÃO/ CARACTERÍSTICAS.
FLUXO DE CAIXA – DEFINIÇÃO /TIPO/ CARACTERÍSTICAS/
APLICAÇÕES. VALOR PRESENTE LÍQUIDO – VPL - DEFINIÇÃO /
CÁLCULO. TAXA INTERNA DE RETORNO - DEFINIÇÃO / CÁLCULO. VALOR
DE RECOMPRA.

SUMÁRIO RESUMIDO
1. INTRODUÇÃO E APRESENTAÇÃO DO PROFESSOR
.................................... 1
2. TAXA DE JUROS NOMINAL E TAXA DE JUROS REAL ................................. 2
3. CAPITALIZAÇÃO SIMPLES VERSUS CAPITALIZAÇÃO COMPOSTA................ 8
4. RELAÇÕES E CONCEITOS DE FLUXO DE PAGAMENTOS ............................14
4.1 APREÇAMENTO DE INSTRUMENTOS DE RENDA FIXA. ............................14
4.2 PRAZO MÉDIO DE UM TÍTULO ............................................................25
5. CUSTO DE OPORTUNIDADE E TAXA LIVRE DE RISCO ..............................27
6. QUESTÕES RELACIONADAS AOS TEMAS – AULA 00 ................................29
7. GABARITO DAS QUESTÕES COM COMENTÁRIOS – AULA 00 ....................40
8. QUESTÕES RELACIONADAS AOS TEMAS – AULA 01 ................................55
9. GABARITO DAS QUESTÕES COM COMENTÁRIOS – AULA 01 ....................64

1. INTRODUÇÃO
Esta aula busca detalhar conceitos para avaliação de ativos.
Os exercícios desta aula e da aula anterior estão relacionados e
comentados ao final.
Mãos à obra!

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2. TAXA DE JUROS NOMINAL E TAXA DE JUROS REAL

O que são taxas de juros?


Taxas de juros são o “preço do dinheiro”. Mais especificamente é o
montante, normalmente descrito em percentual por período, que se cobra (ou
se paga) por ter emprestado dinheiro ou ativos a terceiros (ou tomado
emprestado).
A taxa de juros, na prática, está associada a um contrato. A gente não
vê isso no dia-a-dia, mas há legislação bem rigorosa sobre empréstimos e
depósitos a prazo. Colocou dinheiro na poupança? Relação contratual. Colocou
dinheiro num fundo DI? Relação contratual.
A taxa costuma ter período de capitalização e estar associada ao
montante emprestado (ou depositado).
Houve recentemente no Brasil uma discussão sobre juros simples e juros
compostos, para balizar as dívidas dos estados com a União.
Não existem “juros simples” ou “juros compostos”, existem contratos e
convenções.
Se no contrato estiver claro que a taxa de juros é anual e incidirá sobre
o montante devido, o regime de capitalização será composto. Se o contrato
dispuser que a taxa de juros é anual e incidirá somente sobre o principal (coisa
comum em sentenças judiciais), o regime utilizado será de capitalização simples.
Adiante falaremos mais sobre isso.
Quando dizemos que a taxa de juros é o “preço do dinheiro”, isso significa
que ela vai equilibrar as relações de oferta e demanda desse ativo. O que
equilibra a relação entre oferta e demanda de bananas é o preço. Assim como o
que equilibraria a relação entre demanda e oferta de dinheiro (interesse por
dinheiro) seria a taxa de juros.
Temos, em 2016, vários países oferecendo taxas de juros negativas aos
depositantes. Isso mesmo, o sujeito empresta 1.000 euros para a Alemanha, e
recebe 995 euros depois de 10 anos.
O que isso significa?
Simples demais. Que a Alemanha não quer esse dinheiro. Para receber
esse dinheiro do investidor, ao contrário de pagar taxas, ela quer receber.

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Já no Brasil, ao contrário, há excessiva demanda por dinheiro novo por


parte do Tesouro Nacional. Dessa forma, como há muita demanda e a oferta é
limitada (poupança popular, nacional e estrangeira), os juros precisam ser altos
para convencer as pessoas a não consumir e emprestar ao governo.

A inflação, as taxas nominal e real de juros.


Inflação é, essencialmente, uma medida da perda do poder aquisitivo do
dinheiro (da moeda).
Uma das críticas que são feitas a investidores que usam a poupança é
que estariam perdendo dinheiro, pois o rendimento tem sido menor do que a
inflação no período.
A taxa de juros nominal da poupança, sem descontar a inflação, seria 6%
ao ano mais a taxa referencial (TR). Simplificando, coloquemos 7,5%. Com
inflação de 10% no ano, parece meio óbvio que o dinheiro aplicado na poupança
NÃO preservará seu poder de compra.
Mas quais seriam as taxas? Qual é essa perda de poder aquisitivo?

Conta simples (e errada)


Muita gente simplifica essa perda de poder aquisitivo simplesmente
diminuindo da rentabilidade nominal a inflação, tipo:
𝑇𝑎𝑥𝑎 𝑅𝑒𝑎𝑙 = 𝑇𝑎𝑥𝑎 𝑁𝑜𝑚𝑖𝑛𝑎𝑙 − 𝐼𝑛𝑓𝑙𝑎çã𝑜 = 7,5% − 10% = −2,5%
Essa conta, apesar de ser uma boa aproximação (veremos a seguir),
NÃO está correta.
Ela funcionará para, aproximadamente, dar uma indicação da taxa real
para um determinado período. Mas além de ser imprecisa matematicamente, ela
fica BASTANTE errada para períodos mais longos.

Conta correta
Apesar de, matematicamente, a conta anterior estar errada, não significa
que não seja usada no dia-a-dia para simplificar as contas.
Mas imagine que seu objetivo ao aplicar o dinheiro na poupança seja
acumular um montante pra comprar bens de seu interesse no futuro.

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Para ficar mais simples ainda, imagine que você queira comprar um lote
de cestas básicas no futuro.
Agora suponha que o preço dessas cestas básicas também subirá com o
passar do tempo, de acordo com a taxa de inflação. O preço no período zero de
cada cesta básica era de R$ 200,00 e você queria comprar 5 no futuro.
No período 0 (zero) você aplicou, por hipótese, R$ 1.000, que
equivaleriam a 5 cestas básicas (seu objetivo). É razoável poupar agora para
consumir no futuro, se você NÃO precisa do bem de imediato.
Quanto custarão essas cestas básicas ao final de um ano, com a inflação
a 10%? Simples:
𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑓𝑢𝑡𝑢𝑟𝑜 = 𝑅$ 1.000 × (1 + 𝑇𝑥 𝐼𝑛𝑓𝑙𝑎çã𝑜) = 𝑅$ 1.100
Quanto você teria ao final de um ano, investindo os mesmos R$ 1.000 na
poupança a 7,5%? Simples:
𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑓𝑢𝑡𝑢𝑟𝑜 = 𝑅$ 1.000 × (1 + 𝑇𝑥 𝑃𝑜𝑢𝑝𝑎𝑛ç𝑎) = 𝑅$ 1.000 × (1,075) = 𝑅$ 1.075
Pergunta: Dá para comprar as 5 cestas básicas?
Não dá. E isso é perda de poder aquisitivo. Isso é taxa de juros REAL
negativa.
Qual seria a taxa de juros REAL?
É aquela que mede a perda ou ganho do investidor, já descontando a
inflação.
Quantas cestas básicas (aqui representam o poder aquisitivo da moeda)
eu conseguirei comprar:
1.075
𝑇𝑥 𝑅𝑒𝑎𝑙 = − 1 = −2,27%
1.100
Que é diferente dos -2,5 aproximados.
A expressão matemática seria:
(1 + 𝑇𝑥𝑁𝑜𝑚𝑖𝑛𝑎𝑙)
(1 + 𝑇𝑥𝑅𝑒𝑎𝑙) =
(1 + 𝑇𝑥𝐼𝑛𝑓𝑙𝑎çã𝑜)
Alguns livros chamam essa taxa nominal de taxa efetiva, mas isso pode
confundir com a taxa efetiva de empréstimos bancários, que incluem todos os
custos associados.
Fazendo outro exemplo. Imagine o seguinte. Sua categoria profissional
está reivindicando perdas salariais dos últimos 4 anos.

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Esses foram os dados:


Ano Inflação Reajustes
2012 5,61% 5,00%
2013 7,44% 5,00%
2014 7,81% 5,00%
2015 11,14% 5,50%

Qual foi a perda acumulada?


Vamos imaginar que no ano anterior ao primeiro aumento, ele conseguia
comprar com seu salário 1.000 unidades de bens de consumo ao preço de R$
1,00 cada unidade de bem de consumo, totalizando um consumo de R$ 1.000.
Aqui poderíamos estar usando qualquer bem que REPRESENTE a perda
inflacionária.
Quanto custariam essas 1.000 unidades ao final de 2015?
𝐹𝑎𝑡𝑜𝑟 𝑑𝑒 𝐶𝑜𝑟𝑟𝑒çã𝑜 = (1 + 𝐼𝑛2012) ×= (1 + 𝐼𝑛2013) ×= (1 + 𝐼𝑛2014) ×= (1 + 𝐼𝑛2015)
𝐹𝑎𝑡𝑜𝑟 𝑑𝑒 𝐶𝑜𝑟𝑟𝑒çã𝑜 = (1 + 0,0561) ×= (1 + 0,0744) ×= (1 + 0,0781) ×= (1 + 0,1114)
𝐹𝑎𝑡𝑜𝑟 𝑑𝑒 𝐶𝑜𝑟𝑟𝑒çã𝑜 = 1,35957
O preço das 1.000 unidades seria:
𝑃𝑟𝑒ç𝑜 = 1.000 × 𝑅$1,00 × 1,35957 = 1.359,57
Qual seria o poder aquisitivo desse trabalhador, com base em seus
reajustes.
Seria a mesma conta:
𝐹𝑎𝑡𝑜𝑟 𝑑𝑒 𝐶𝑜𝑟𝑟𝑒çã𝑜 = (1 + 0,05) ×= (1 + 0,05) ×= (1 + 0,05) ×= (1 + 0,055) = 1,22129
A perda de poder aquisitivo EM QUATRO ANOS seria:
1,22129
(1 + 𝑇𝑥𝑅𝑒𝑎𝑙) = = 0,89830
1,35957
𝑇𝑥𝑅𝑒𝑎𝑙 = 0,89830 − 1 = −10,17%
Isso em 4 anos, para acharmos a perda média anual teríamos:
4
𝑇𝑥𝑅𝑒𝑎𝑙𝐴𝑛𝑢𝑎𝑙 = √0,89830 − 1 = −2,65% 𝑎𝑜 𝑎𝑛𝑜

Veremos essas contas mais adiante.

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A taxa de juros REAL da economia


Mais adiante, quanto tratarmos de taxa livre de risco, veremos que a taxa
da poupança NÃO é a taxa livre de risco de uma economia. Isso porque há
condições de se obter taxas maiores em instrumentos de mesmo risco, todos
garantidos pelo tesouro nacional.
Para compararmos as taxas de juros reais entre os países, precisamos
pegar as taxas de juros livres de risco praticadas nesses lugares e descontar a
inflação em moeda local.
A taxa de juros real da economia brasileira, aqui não trataremos de
efeitos tributários, seria a taxa básica referencial da economia (SELIC), em julho
de 2016 está em 14,25%, menos a taxa de inflação acumulada em 12 meses
(10,12%). Também faz sentido trabalhar com taxa de inflação projetada e SELIC
projetada, mas não é o caso aqui.
Teríamos:
(1 + 0,1425)
(1 + 𝑇𝑥𝑅𝑒𝑎𝑙) = = 1,037505
(1 + 0,1012)
𝑇𝑥𝑅𝑒𝑎𝑙 = 1,037505 − 1 = 3,75%
A taxa OVER
A taxa over ou “overnight” costuma ser ensinada de forma superficial nas
fontes da internet. Aqui vamos tratar das definições das duas taxas divulgadas
a “over-SELIC”, divulgada diariamente pelo BACEN e a taxa di-over divulgada
pela CETIP.
Taxa OVER SELIC (definição BACEN): A taxa overnight do Sistema
Especial de Liquidação e Custódia (Selic), expressa na forma anual, é a taxa
média ponderada pelo volume das operações de financiamento por um dia,
lastreadas em títulos públicos federais e realizadas no Selic, na forma de
operações compromissadas. É a taxa básica utilizada como referência pela
política monetária.
Taxa OVER DI-CETIP (definição CETIP): As estatísticas do ativo Taxa DI-
Cetip Over (Extra-Grupo) são calculadas e divulgadas pela Cetip, apuradas com
base nas operações de emissão de Depósitos Interfinanceiros pré-fixados,
pactuadas por um dia útil e registradas e liquidadas pelo sistema Cetip, conforme
determinação do Banco Central do Brasil.
No universo do mercado interbancário são selecionadas as operações de
1 (um) dia útil de prazo (over), considerando apenas as operações realizadas
entre instituições de conglomerados diferentes (Extra-grupo), desprezando-se
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as demais (Intra-Grupo). As estatísticas aqui apuradas são, portanto estatísticas


da população DI Over (Extra-Grupo).
Ambas são expressas em taxa anual, baseadas em dias úteis (252 dias
por convenção).
A fórmula seria:
𝑇𝑎𝑥𝑎 𝑂𝑣𝑒𝑟 = (1 + 𝑡𝑎𝑥𝑎% 1 𝑑𝑖𝑎 ú𝑡𝑖𝑙)252 − 1

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3. CAPITALIZAÇÃO SIMPLES VERSUS CAPITALIZAÇÃO COMPOSTA

Conforme colocado no capítulo anterior, a capitalização simples ou


composta dependerá das condições contratuais da dívida ou do investimento.
Na verdade quando falamos de juros simples ou compostos, estamos
falando de técnicas matemáticas de capitalização. As técnicas para juros
compostos estão ligadas a regras matemáticas para progressões geométricas,
enquanto as técnicas de juros simples estão relacionadas às regras de
progressões aritméticas.

Capitalização Simples
Em resumo, na capitalização simples os “juros” não incidem sobre os
juros, apenas sobre o principal. É raríssimo que isso ocorra, mas não é
impossível.
Um PRINCIPAL (valor presente) de R$ 1.000, capitalizado por 1 mês à
taxa 2% ao mês teria como valor futuro:
𝑉𝐹 = 1.000 × (1 + 0,02) = 1.020
Nesse ponto, as capitalizações simples e compostas se equivalem
(quando é apenas um período, coincidente com o período da taxa).
Como os juros simples só incidem sobre o principal, o montante de juros
acumulados para 2 meses seria 2xR$ 20,00 = R$ 40,00.
Dessa forma, a fórmula geral para a capitalização simples seria:
𝑉𝐹 = 𝑉𝑃 × (1 + 𝑛𝑖)
Onde VP é o Principal, n é o número de períodos (período coincidente
com o período da taxa) e i é a taxa de juros.

Descontos em juros simples


Há duas formas de descontar (o contrário de capitalizar) um valor com
juros simples. O desconto por fora (bancário ou comercial) e o desconto por
dentro (racional).
O desconto por fora é aquele simples do comércio. 10% de desconto
significa tirar 10% do montante original.
A fórmula básica desse desconto é a seguinte:

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𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝐹𝑖𝑛𝑎𝑙 = 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑖𝑛𝑖𝑐𝑖𝑎𝑙 × (1 − 𝑛𝑖)


É muito incomum que esse desconto faça referência a vários meses ou
períodos diferentes do atual, mas não é impossível.
Imagine que você quer pagar antecipadamente uma conta de luz de R$
100,00. A taxa diária é de 0,5% por dia corrido e você quer antecipar 10 dias
corridos.
O valor final seria:
𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝐹𝑖𝑛𝑎𝑙 = 100 × (1 − 10 × 0,005) = 𝑅$ 95,00
O problema de um desconto calculado dessa forma é que, para períodos
grandes, o valor poderia acabar ficando negativo. Por isso esse desconto só é
utilizado em situações comerciais corriqueiras.
O desconto “por dentro” retira a taxa DIVIDINDO o principal pelo fator.
A fórmula é:
𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑖𝑛𝑖𝑐𝑖𝑎𝑙
𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝐹𝑖𝑛𝑎𝑙 =
(1 + 𝑛𝑖)
No nosso exemplo anterior, se o desconto por dentro fosse aplicado, o
valor final descontado seria:
100 100
𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝐹𝑖𝑛𝑎𝑙 = = = 𝑅$ 95,23
(1 + 10 × 0,005) (1,05)
Em períodos maiores, por exemplo, 100 dias, a diferença entre o
desconto comercial e o racional fica muito maior:
𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝐹𝑖𝑛𝑎𝑙 = 100 × (1 − 100 × 0,005) = 𝑅$ 50,00
100 100
𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝐹𝑖𝑛𝑎𝑙 = = = 𝑅$ 66,67
(1 + 100 × 0,005) (1,5)

Capitalização Composta
Em resumo, na capitalização composta os “juros” INCIDEM sobre os juros
e não apenas sobre o principal.
Um PRINCIPAL (valor presente) de R$ 1.000, capitalizado por 1 mês à
taxa 2% ao mês teria como valor futuro:
𝑉𝐹 = 1.000 × (1 + 0,02) = 1.020
Como vimos, é igual à capitalização simples.

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Mas como os juros agora incidem sobre o principal e os juros, o montante


de juros acumulados para 2 meses NÃO seria 2xR$ 20,00 = R$ 40,00, pois para
o segundo período há 20 reais de juros do primeiro período que TAMBÉM serão
capitalizados.
Teríamos R$ 20 do primeiro período e R$ 20 do segundo (capitalização
do principal), mais R$ 0,40 (capitalização dos juros), totalizando R$ 40,4.
Dessa forma, a fórmula geral para a capitalização simples seria:
𝑉𝐹 = 𝑉𝑃 × (1 + 𝑖)𝑛
Onde VP é o Principal, n é o número de períodos (período coincidente
com o período da taxa) e i é a taxa de juros.
Substituindo os dados na fórmula teríamos:
𝑉𝐹 = 1.000 × (1 + 0,02)2 = 1.040,40

Descontos compostos
O desconto composto é um só, e é exatamente a operação inversa da
capitalização.
Esse é o desconto utilizado na maioria dos cálculos financeiros relevantes.
A fórmula utilizada é simples:
𝑉𝐹
𝑉𝑃 =
(1 + 𝑖)𝑛
Indo direto para um exemplo, imagine que há um recebimento de R$
1.000 previsto para ocorrer em 12 meses. Se a taxa for de 1% ao mês, qual
seria o valor presente desse fluxo futuro?
1.000
𝑉𝑃 = = 𝑅$ 887,45
(1 + 0,01)12
Mais adiante veremos fórmulas para fluxos mais complexos.

Equivalência e proporcionalidade entre taxas


A principal distinção entre equivalência e proporcionalidade é que o
primeiro conceito está relacionado a juros compostos e o segundo a juros
simples.
Isso é fácil de entender, pois proporcionalidade é um conceito que
funciona para relações lineares, não para relações exponenciais.

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A definição clássica para taxas proporcionais é a seguinte:


Duas taxas serão proporcionais quando, expressas em unidades de
tempo distintas, incidindo sobre um mesmo principal, por um mesmo período de
tempo, geram o mesmo montante (ou valor futuro), sob o regime de
capitalização simples.
Imagine duas taxas, uma de 1% ao mês e outra de 3% ao trimestre.
Agora imagine aplicar R$ 1.000 por 2 anos em cada um dos instrumentos
financeiros que pagariam essas taxas. Teríamos:
𝑉𝐹 = 1.000 × (1 + 24 × 0,01) = 𝑅$ 1.240
𝑉𝐹 = 1.000 × (1 + 8 × 0,03) = 𝑅$ 1.240
As duas taxas, portanto, são proporcionais.
Já para o regime de juros compostos precisamos de taxas equivalentes,
pois o princípio da proporcionalidade não se aplica (grandezas em progressão
geométrica).
A definição clássica para taxas equivalentes é a seguinte:
Duas taxas serão equivalentes quando, expressas em unidades de tempo
distintas, incidindo sobre um mesmo principal, por um mesmo período de tempo,
geram o mesmo montante (ou valor futuro), sob o regime de capitalização
composta.
É bem mais difícil achar a taxa equivalente nesse caso.
Partindo do exemplo anterior, precisamos mudar um pouco a questão
para trabalhar taxas equivalentes.
Imagine duas taxas, uma de 1% ao mês e outra de X% ao trimestre.
Agora imagine aplicar R$ 1.000 por 2 anos em cada um dos instrumentos
financeiros que pagariam essas taxas.
Qual seria a taxa X que seria equivalente à taxa de 1% ao mês.
Nem precisaríamos utilizar os 2 anos, mas vamos seguir a lógica.
𝑉𝐹 = 1.000 × (1 + 0,01)24 = 1.269,74
𝑉𝐹 = 1.000 × (1 + 𝑖)8
Para que as taxas sejam equivalentes, teremos:
𝑉𝐹 = 1.000 × (1 + 𝑖)8 = 1.269,74
(1 + 𝑖)8 = 1,26974

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8
𝑖 = √1,26974 − 1 = 3,03%

Dá para calcularmos de forma geral:


𝑉𝐹 = 𝑉𝑃(1 + 𝑖1 )𝑛1 = 𝑉𝑃(1 + 𝑖2 )𝑛2
𝑛2
⁄𝑛1
𝑖1 = (1 + 𝑖2 ) −1
Substituindo no exemplo:
24⁄
𝑖1 = (1 + 1%) 8 − 1 = 3,03%

Aqui vale um parêntese sobre a praxe de mercado para indicar taxas de


juros.
A poupança, por exemplo, é uma taxa anual de 6% (esqueçamos TR),
capitalizada mensalmente.
Isso significa que devemos dividir 6% por 12, para achar a taxa mensal,
pois ela será capitalizada mensalmente. Dessa forma, a taxa equivalente anual
da poupança seria:
12⁄
𝑖1 = (1 + 0,5%) 1 − 1 = 6,17%
Por praxe de mercado, se uma taxa é apresentada num período, mas
capitalizada em outro, deve-se achar primeiro a taxa proporcional e depois a
equivalente.
Na prática é muito simples.
Taxa de 12% ao ano, capitalizada mensalmente, é só dividir por 12. Taxa
de 12% ao ano, capitalizada por dia útil, por padrão divide-se por 252.

Capitalização contínua.
Como se vê 12% ao ano, capitalizados anualmente tem taxa equivalente
de 12% mesmo.
Se for capitalizado mensalmente, teríamos que capitalizar, em regime
composto, 1% ao mês, o que daria uma taxa equivalente de 12,68%.
Se for capitalizada por dias úteis, teríamos 12,746%.
Em dias corridos (360), teríamos 12,748%
E para período infinito de capitalização?
Deve-se utilizar a fórmula:

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𝑉𝐹 = 𝑉𝑃 × 𝑒 𝑛𝑖
Onde “e” é o numero neperiano.
Qual seria a taxa equivalente se aplicássemos R$ 1,00 a 12% ao ano, por
um ano, com capitalização contínua?
𝑉𝐹 = 1,00 × 𝑒 0,12 = 1,127497
Logo, a taxa equivalente para capitalização contínua seria de 12,7497%.

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4. RELAÇÕES E CONCEITOS DE FLUXO DE PAGAMENTOS


Nessa parte optaremos por trabalhar mais por exemplos, uma vez que a
teoria básica já foi explorada nos capítulos anteriores.
Sempre que possível, alinharemos o que vai ser discutido com
instrumentos financeiros reais, que apresentam os modelos de fluxos de caixa
clássicos.

4.1. Apreçamento de instrumentos de renda fixa


Essa parte da aula vai aproveitar o conhecimento básico sobre
matemática financeira. A seguir veremos as principais estruturas de fluxo de
caixa associadas a títulos e instrumentos financeiros.

Obrigação descontada pura (zero coupon Bond)


São obrigações em que há promessa de pagamento do valor de face
apenas no vencimento do título. A LTN (Tesouro Prefixado) funciona assim.
Paga-se algum valor, menor do que o valor face (R$ 1.000) hoje e recebe-se
esse valor de face no vencimento.

Como na figura acima, o valor será recebido em 4 períodos, o título vence


(maturidade) em 4 períodos, a duração é também 4 (veremos em outra aula).
A fórmula do valor presente desse título é a seguinte:
𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑑𝑒 𝐹𝑎𝑐𝑒
𝑉𝑃 =
(1 + 𝑖)𝑡
Onde o Valor de Face é o valor prometido para o vencimento, i é a taxa
de juros e t é o tempo até o vencimento, expresso na mesma unidade da taxa
(anos, meses, dias etc.).
Escrito de outra forma, temos a taxa:

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𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑑𝑒 𝐹𝑎𝑐𝑒 1⁄
𝑖=( ) 𝑡− 1
𝑉𝑃
Peguemos o Tesouro Prefixado 2019, com vencimento em 01.01.2019.
Em 22.03.2016 o título estava sendo negociado a R$ 706,42 para venda e a R$
707,45 para compra.
Seriam 695 dias úteis, com 252 dias úteis por ano. As taxas seriam:
1.000 252⁄
𝑖𝑐𝑜𝑚𝑝𝑟𝑎 = ( ) 695 − 1 = 13,37%
707,45
1.000 252⁄
𝑖𝑣𝑒𝑛𝑑𝑎 = ( ) 695 − 1 = 13,43%
706,42
Esse pequeno spread (diferença de juros) é o ganho imediato de quem
vende opera o título nas duas pontas (vendedora e compradora).

Obrigação com cupons uniformes


Os títulos de dívida privados costumam vir, principalmente no exterior,
com obrigação de pagamento de cupons (juros) periódicos além do principal,
previsto ao final.
No exemplo abaixo, um título que paga cupons anuais de 6% sobre o
valor de face, tem maturidade em 4 anos, retornará, ao final, o valor de face ao
investidor.
Esse título NÃO tem duração de quatro anos, só maturidade. Veremos
em outra aula em detalhes.

A fórmula ficaria:
𝐶𝑢𝑝𝑜𝑚 𝐶𝑢𝑝𝑜𝑚 𝐶𝑢𝑝𝑜𝑚 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑑𝑒 𝐹𝑎𝑐𝑒
𝑉𝑃 = 1
+ 2
+ …+ 𝑡
+
(1 + 𝑖) (1 + 𝑖) (1 + 𝑖) (1 + 𝑖)𝑡
Perceba que não é possível, nesse caso, extrairmos uma fórmula analítica
para o cálculo da taxa de juros desse fluxo de caixa complexo. Somente métodos
matemáticos (o que fazem as calculadoras) permitem calcular com precisão as
taxas.

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Como é possível que algum cálculo complexo, com muitos cupons, seja
pedido na prova, vale deixar a fórmula geral para o cálculo do Valor Presente.
1 1 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑑𝑒 𝐹𝑎𝑐𝑒
𝑉𝑃 = 𝐶 [ − 𝑡
]+
𝑖 𝑖 × (1 + 𝑖) (1 + 𝑖)𝑡
Aqui no Brasil os títulos de dívida que pagam cupons normalmente são
indexados, ou a algum índice de renda fixa (CDI) ou a taxas de inflação. Não é
possível utilizar essa fórmula diretamente, pois o cupom varia.
Mas, para ilustração, imagine um título lançado hoje, com valor de face
1.000 e que pague 6% ao ano de cupom, por 12 anos. Suponha que a taxa de
mercado (que é a taxa de retorno exigida pelo investidor, e não a do cupom)
seja de 12% ao ano.
O problema está simplificado, pois está com períodos inteiros, taxa
coincidente com o período e sem variação na taxa de juros.

1 1 1.000
𝑉𝑃 = 60 [ − 12
]+ = 628,34
0,12 0,12 × (1 + 0,12) (1 + 0,12)12

Obrigação com cupons uniformes e sem prazo de vencimento (perpétuas) e com


cupons crescentes uniformemente.
Pode parecer estranho, mas há bonds perpétuos. Em 2015 a Petrobras
lançou um “century Bond”, título com vencimento em 100 anos. Não é perpétuo,
mas o valor presente do principal (valor de face), pago ao final, é praticamente
irrisório.
O cálculo do valor presente de dividendos de empresas maduras, sem
expectativa de crescimento, também pode ser aproximado pelo cálculo de uma
perpetuidade, pois, em tese, a empresa não tem fim previsto.
A fórmula do valor presente de um fluxo perpétuo uniforme é facílima:
1
𝑉𝑃 =
𝑖
E a fórmula do valor presente de um fluxo perpétuo com crescimento
uniforme à taxa g, por hipótese, também é bem simples:
1
𝑉𝑃 =
𝑖−𝑔
Se tivéssemos a expectativa de investir em uma Companhia Elétrica que
distribui 100% de seus lucros e cujo dividendo esperado seja de R$ 20 por ano,

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sem aumento, qual deveria ser o preço dessa ação, se a taxa de desconto
apropriada para o risco desse fluxo de caixa fosse de 20% ao ano?
20
𝑃𝑟𝑒ç𝑜 𝑑𝑎 𝐴çã𝑜 = = 𝑅$ 100
0,2
E se houvesse a expectativa de que o dividendo fosse crescer 5% ao ano
(mantendo o primeiro dividendo em R$ 20)?
20
𝑃𝑟𝑒ç𝑜 𝑑𝑎 𝐴çã𝑜 = = 𝑅$ 133,33
0,2 − 0,05
Essas são as principais estruturas “padronizadas” de fluxos de caixa
verificadas nos títulos e obrigações do mercado.

Valor de Recompra
Valor de recompra não é um conceito em si, é apenas o valor pelo qual
um título poderá ser resgatado.
Retomemos o título discutido anteriormente:

Esse título paga 6% de cupom e, se a taxa de desconto (custo de


oportunidade) fosse de 12% ao ano, esse título valor, em seu lançamento, o que
se segue:
1 1 1.000
𝑉𝑃 = 60 [ − ] + = 817,76
0,12 0,12 × (1 + 0,12)4 (1 + 0,12)4
Suponha agora que o detentor do título tenha acabado de receber os R$
60,00 do primeiro cupom e queira vender o título. Porém o custo de
oportunidade está em 14%, pois houve aumento de juros na economia.
Qual seria o valor pelo qual o banco (ou um terceiro) recompraria o título?
São agora apenas 3 cupons, o mesmo valor de face. Teríamos:
1 1 1.000
𝑉𝑃 = 60 [ − ] + = 814,27
0,14 0,14 × (1 + 0,14)3 (1 + 0,14)3
Qual seria o ganho percentual do detentor do título?

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Seu fluxo seria:


Ano 0: Saída de R$ 817,76 para comprar o título.
Ano 1: Recebimento de R$ 60 do cupom + R$ 814,27 da venda do título.
Resultado:
874,27
(1 + 𝑟)1 = = 1,0691 ∴ 𝑡𝑎𝑥𝑎 = 6,91%
817,76
O detentor do título teve um retorno bem abaixo do esperado, pois os
juros subiram e o valor de recompra do seu título ficou prejudicado.
E se os juros caíssem para, por exemplo, 9%?
==13a8eb==

1 1 1.000
𝑉𝑃 = 60 [ − ] + = 924,06
0,09 0,09 × (1 + 0,09)3 (1 + 0,09)3
Seu fluxo seria:
Ano 0: Saída de R$ 817,76 para comprar o título.
Ano 1: Recebimento de R$ 60 do cupom + R$ 924,06 da venda do título.
Resultado:
984,06
(1 + 𝑟)1 = = 1,2034 ∴ 𝑡𝑎𝑥𝑎 = 20,34%
817,76

Ferramentas de avaliação desses fluxos de caixa.


Em princípio trataremos de: Valor Presente Líquido, Payback (simples e
descontado), Taxa Interna de Retorno (TIR), TIR Modificada e TIR incremental.
Utilizaremos um fluxo de caixa mais complexo como exemplo, pois se
aproxima melhor do que acontece na prática.

VPL – Valor Presente Líquido


É o principal indicador para a seleção de um projeto de investimentos.
É tão somente o fluxo de caixa livre descontado ao que chamamos de
TMA – Taxa Mínima de Atratividade, subtraído do investimento inicial.
O cálculo dessa taxa é complexo e será discutido adiante. Mas
essencialmente é a taxa de desconto do fluxo de caixa, para compensar o
investidor pelo risco desse fluxo.

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𝑛
𝐹𝐶𝑡
𝑉𝑃𝐿 = ∑ − 𝐼𝑛𝑣𝑒𝑠𝑡𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝐼𝑛𝑖𝑐𝑖𝑎𝑙
(1 + 𝑖)𝑡
𝑡=1

Essa fórmula é para um fluxo de caixa finito. Para um fluxo de caixa


infinito (perpetuidade) seria:
𝐹𝐶
𝑉𝑃 =
𝑖
Ou a seguinte, se o FC aumentar a uma taxa definida “g”.
𝐹𝐶
𝑉𝑃 =
𝑖−𝑔
Esses itens já vimos na parte anterior, vamos aplicar ao fluxo a seguir.
Considere o seguinte fluxo de caixa:
Ano 0 Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 Ano 5
Fluxo CX incremental (850.000) 11.600 229.837 400.660 263.563 964.593

No ano ZERO há desembolso de R$ 850.000 para preparar o projeto para


operar, seja com a compra de ativos imobilizados ou de capital de giro
operacional.
Pense num CNPJ, numa empresa. O acionista aporta R$ 850.000 nessa
empresa. Não é mais dele. Agora ele é proprietário de uma empresa que tem
Patrimônio Líquido de R$ 850.000. Esse é o significado do investimento inicial.
Suponha agora que a taxa de desconto adequada para o risco desse fluxo
de caixa seja 21,4% ao ano.
O Valor Presente dos fluxos descontados à taxa de 21,4% ao ano,
conforme enunciado, ficaria:
Ano 0 Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 Ano 5
Fluxo CX incremental (850.000) 11.600 229.837 400.660 263.563 964.593
Tx desconto 21,4% 1 2 3 4 5
Fator desconto - 1,2140 1,4738 1,7892 2,1721 2,6369
Fluxo descontado (850.000) 9.555 155.949 223.934 121.341 365.806

Perceba que foram calculados os fatores de desconto (1+i)t para depois


dividir pelo fluxo ocorrido no ano correspondente. É o mesmo cálculo da fórmula
apresentada, porém mais fácil de construir em formato de planilha.
O Valor Presente do Fluxo é R$ 876.585.
Mas isso não é o Valor Presente. É importante fixar isso para o aluno,
pois muitas questões-pegadinhas fazem confusão, de propósito, entre valor
presente e valor presente líquido. Para achar o VPL deve-se descontar o
investimento inicial.
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Ficaria, portanto: R$ 876.585 – R$ 850.000 = R$ 26.585.


Por esse critério o projeto é viável.

TIR – Taxa Interna de Retorno


É o segundo indicador mais importante para a seleção de um projeto de
investimentos.
A TIR tem um pressuposto, de que os fluxos recebidos seriam
reinvestidos à própria TIR, mas isso é uma aproximação e normalmente não
ocorre.
A TIR raramente pode ser calculada analiticamente, sem a ajuda de
métodos numéricos (computador, calculadora etc.). Só quando temos 1 ou 2
períodos.
Reescrevendo o VPL temos fórmula:
𝐹𝐶1 𝐹𝐶2 𝐹𝐶𝑡
𝑉𝑃𝐿 = + + … + − 𝐼𝑛𝑣𝑒𝑠𝑡𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝐼𝑛𝑖𝑐𝑖𝑎𝑙
(1 + 𝑖)1 (1 + 𝑖)2 (1 + 𝑖)𝑡
A TIR é a taxa que ZERA esse VPL, ou seja, a taxa que fará com que
a soma dos valores presentes dos fluxos de caixa do projeto seja igual ao valor
investido.
No caso do fluxo do exemplo, a TIR calculada por computador seria
22,3965%.
Vamos substituir na planilha e verificar se os fluxos descontados
realmente se equilibram com o valor investido.
Ano 0 Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 Ano 5
Fluxo CX incremental (850.000) 11.600 229.837 400.660 263.563 964.593
Tx desconto 22,4% 1 2 3 4 5
Fator desconto - 1,2240 1,4981 1,8336 2,2443 2,7469
Fluxo descontado (850.000) 9.477 153.420 218.509 117.438 351.156

Se fizermos as contas (somando todos os fluxos descontados do ano 1


até o ano 5) veremos que o resultado do Valor Presente será exatamente R$
850.000, de forma que o VPL seria ZERO.
Apesar de a banca ter pedido apenas a Taxa Interna de Retorno, mais
adiante tratarei de dois casos especiais, pois são bem comuns em análise de
investimentos (quem estiver sem tempo para estudar, pode pular essa etapa):
 Avaliação de Projetos com mais de uma TIR (TIR Modificada)
 Avaliação de projetos com a TIR incremental

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É importante, pois pode cair na prova.


Mas antes vamos utilizar nosso fluxo de caixa para calcular os períodos
de payback (retorno do investimento).

Período de Retorno do Investimento – Payback e Payback descontado


São indicadores bastante usados, porém imprecisos para uma análise
financeira mais complexa. Significam: Tempo de Retorno do Investimento.
Os modelos clássicos de valuation não utilizam esses métodos, pois
ambos (payback e payback descontado) não levam em consideração fluxos
posteriores aos períodos calculados.
O payback simples é calculado da seguinte forma:
Ano 0 Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 Ano 5
Fluxo acumulado (850.000) (838.400) (608.563) (207.903) 55.660 1.020.252

Somamos ao fluxo do ano anterior (acumulado) o fluxo do ano atual. No


ano 1, teremos R$ 850.000 negativos somados a R$ 11.600 positivos,
retornando um fluxo acumulado negativo de R$ 838.400.
Devemos fazer isso até que o fluxo inverta o sinal, que indica que o fluxo
acumulado “cobriu” o investimento inicial.
Sabemos que foi entre o final do ano 3 (-207.903) e o final do ano 4
(+55.660). O retorno está mais perto do final do ano 4 ou do início do ano 4?
O valor do fluxo de caixa do ano 4 é de R$ 263.563. O período que correu
até que o fluxo acumulado “virasse” o sinal foi de:

207.903
𝑃𝑒𝑟í𝑜𝑑𝑜 = = 0,789 𝑎𝑛𝑜 = 9,5 𝑚𝑒𝑠𝑒𝑠
263.563

Levaria, portanto, 3 anos, 9 meses e 15 dias, aproximadamente, para


retornar o capital investido.
Já o payback descontado é calculado da seguinte forma:

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Ano 0 Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 Ano 5


Fluxo acumulado (850.000) (840.445) (684.496) (460.562) (339.221) 26.585

Somamos ao fluxo do ano anterior (acumulado) o fluxo do ano atual


DESCONTADO à TMA. No ano 1, teremos R$ 850.000 negativos somados a R$
9.555 positivos, retornando um fluxo acumulado negativo de R$ 840.445.
Devemos fazer isso até que o fluxo inverta o sinal, que indica que o fluxo
acumulado DESCONTADO “cobriu” o investimento inicial.
Sabemos que foi entre o final do ano 4 (-339.221) e o final do ano 5
(+26.585).
O valor do fluxo de caixa descontado do ano 5 é de R$ 365.806. O período
que correu até que o fluxo acumulado “virasse” o sinal foi de:

339.221
𝑃𝑒𝑟í𝑜𝑑𝑜 = = 0,9273 𝑎𝑛𝑜 = 11,1 𝑚𝑒𝑠𝑒𝑠
365.806

Levaria, portanto, 4 anos, 11 meses e 3 dias aproximadamente, para


retornar o capital investido.
Por que o Valor do Fluxo Acumulado, ao final do ano 5, é o mesmo valor
calculado para o VPL?
Somente porque o projeto TERMINA no ano 5. Se o projeto terminasse
adiante os valores seriam diferentes. E se o VPL fosse muito grande, também
não haveria essa coincidência.

TIR de fluxos não convencionais e TIR Modificada


Projetos com fluxos não convencionais, ou seja, que apresentem fluxos
negativos após o período zero, costumeiramente terão duas ou mais taxas
internas de retorno. E isso muda radicalmente a análise do VPL.
Tome como exemplo seguinte fluxo de caixa de um projeto de
investimentos:
Período 0 (10.000)
Período 1 60.000
Período 2 (110.000)
Período 3 60.000

Temos investimento inicial de R$ 10.000 e no segundo ano precisaremos


investir mais R$ 110.000.

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Esse fluxo têm 3 taxas internas de retorno: 0%, 100% e 200%.


E se a taxa mínima de retorno fosse 10%? É maior do que uma das TIR.
O projeto seria viável?
E se a taxa de retorno fosse de 250%? Bem maior do que a maior TIR. O
projeto seria viável?
Veja no gráfico a variação do VPL:

VPL
500

-
0,00% 100,00% 200,00% 300,00% 400,00%
(500)
VPL
(1.000)

(1.500)

(2.000)

Fica claro pelo gráfico que o VPL só é positivo se as taxas de desconto


estiverem entre 100% e 200% (ou se forem menores do que zero).
No caso das perguntas anteriores, a resposta seria negativa para ambas
as taxas, ou seja, o projeto não seria viável se a TMA fosse de 10% ou se fosse
de 250%.
Esses problemas em que há mais de uma TIR são complexos e fazem
com que a análise financeira perca o sentido.
Porém, no rigor matemático, é isso que acontece mesmo.
Para resolver essas questões, foi criada a TIR Modificada.
A TIR modificada (TIRM) também resolve uma imprecisão da TIR
convencional, ela permite que os fluxos de caixa positivos sejam reinvestidos à
taxa de retorno esperada (TMA). Na TIR convencional esses fluxos são
reinvestidos à própria TIR.
Há duas considerações. Precisaremos levar os fluxos positivos para o
último período, capitalizados à taxa mínima de atratividade (TMA). Já os

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fluxos negativos são NECESSIDADES de caixa, portanto temos que descontá-los


à taxa livre de risco de empréstimos.
A lógica disso é simples. Se vamos gastar R$ 110.000 no segundo ano,
quanto teríamos que guardar no ano ZERO, para termos esses R$ 110.000
disponíveis no ano 2?
Imaginemos que a TMA seja 10% e que a taxa à qual consigo aplicar meu
dinheiro sem risco seja de 5%.
FC VF e VP
Período 0 (10.000) (109.773)
Período 1 60.000 Capitalizado 2 anos até o ano 3 a 10% -
Período 2 (110.000) Descontado 2 anos até o ano 0 a 5% -
Período 3 60.000 132.600

Para calcular a TIR modificada seria fácil agora:


132.600
(1 + 𝑇𝐼𝑅𝑀)3 = = 1,208
109.773
3
𝑇𝐼𝑅𝑀 = √1,208 − 1 = 6,5%

Faz muito mais sentido pensar em 6,5% do que em 0%, 100% ou 200%.

TIR incremental
A taxa interna de retorno incremental é uma análise do retorno financeiro
quando há duas oportunidades de investimento concorrentes que envolvem
diferentes montantes de investimento.
Consiste em criar um terceiro fluxo, que seria a subtração do fluxo do
projeto mais “barato” do fluxo do projeto mais “caro”.
Vejamos os fluxos de projetos mutuamente excludentes a seguir:

Proj A Proj B Proj A - B


Período 0 (100.000) (50.000) (50.000)
Período 1 50.000 40.000 10.000
Período 2 75.000 4.000 71.000
Período 3 150.000 120.000 30.000
TIR 57,78% 68,88% 45,71%

Em princípio o projeto B parece melhor, pois teria menos investimento e


mais taxa de retorno.
Porém nada sabemos a respeito da TMA. Sabemos apenas que, se for
maior do que 68,88%, não deveríamos escolher projeto nenhum.

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Vamos calcular o VPL para diversas taxas mínimas de atratividade.


TMA VPL A VPL B VPL A-B
0,00% 175.000 114.000 61.000
10,00% 120.135 79.827 40.308
20,00% 80.556 55.556 25.000
30,00% 51.115 37.756 13.359
40,00% 28.644 24.344 4.300
45,71% 18.123 18.123 0
50,00% 11.111 14.000 (2.889)
57,78% - 7.506 (7.506)
60,00% (2.832) 5.859 (8.691)
68,88% (12.957) 0 (12.957)
70,00% (14.105) (662) (13.444)
80,00% (23.354) (5.967) (17.387)

A interpretação da TIR Incremental é bem simples. Para Taxas Mínimas


de Atratividade MENORES que a TIR incremental, deve-se escolher o projeto
de MENOR TIR, já para TMA maior que a TIR incremental, devemos
escolher o projeto de MAIOR TIR. Sempre considerando que não se pode
escolher um projeto em que a TIR seja menor que a TMA.
A TIR incremental tem outro significado importante. É a taxa em que os
VPL dos fluxos A e B são iguais.

4.2. Prazo médio de um título

Títulos com cupom.


Para títulos sem cupom, evidentemente o prazo médio será o prazo de
pagamento do título, sua maturidade.
Mas e quando o título paga cupons?
É correto dizer que a duração de um título que paga cupons de R$ 100,00
ao ano, por 10 anos, e devolve o valor de face de R$ 1.000 ao final desse
período, é 10?
Não é correto.
Uma aproximação (que não é a duration) é o prazo médio ponderado do
título, que nada mais é do que ponderar os valores nominais (sem desconto)
pelo prazo em que serão recebidos. Dessa forma temos:

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Fluxo x
Período Fluxo
Período
0 - 0
1 100 100
2 100 200
3 100 300
4 100 400
5 100 500
6 100 600
7 100 700
8 100 800
9 100 900
10 1.100 11.000
Total 2.000 15.500
Prazo Médio = 7,75
Isso significa que, ponderando os recebimentos, o prazo médio desse
título seria menor do que sua maturidade.
Perceba que não há qualquer taxa de desconto ou valor presente do título
nem dos fluxos. Isso será visto na parte destinada à duração.

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5. CUSTO DE OPORTUNIDADE E TAXA LIVRE DE RISCO

Custo de Oportunidade
O custo de oportunidade normalmente vem indicado por uma taxa de
juros. Isso porque montantes dependem do que será investido.
Custo de oportunidade é quanto se “deixa” de ganhar por alocar os
recursos em determinado investimento.
Mas não é apenas o que se deixa de ganhar. É o MÁXIMO que se deixaria
de ganhar.
Exemplificando, se você tem R$ 1 milhão para aplicar e consegue investir
por 13% ao ano, seu custo de oportunidade não será a poupança (6% ao ano,
mas o investimento imediatamente inferior, por exemplo, um fundo de mesma
classe de risco que dê 12,80%.
Alguns textos falam que o custo de oportunidade deveria ser compensado
pelo risco, ou seja, não podemos falar que a “oportunidade perdida” de quem
investe em renda fixa seja o investimento em ações.
Isso faz sentido, pois a lógica do custo de oportunidade é tratar do “custo
do dinheiro” se ele não estivesse alocado no ativo que está.
Mas há outros significados menos diretos.
Se você vai montar um negócio e, para isso, vai precisar retirar seu
inquilino do seu imóvel comercial para ocupá-lo, o valor do aluguel (nesse ponto
não é taxa) será o custo de oportunidade daquele ativo.
E isso é claro, pois se o seu negócio não render o suficiente para cobrir
aquele aluguel, seria melhor deixar o imóvel alugado.

Taxa livre de risco


Não é necessário nos estendermos muito por aqui, pois outras aulas
aprofundarão o significado dessa taxa.
Taxa livre de risco é a taxa paga pelo ativo menos arriscado de uma
economia.
É bem verdade que na prática do valuation é comum que se utilize como
taxa livre de risco a dos EUA, e depois se faça ajustes de risco Brasil, expectativa
inflacionária etc., para chegar à taxa exigida para investir em um ativo.

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No Brasil deveríamos considerar como taxa livre de risco a taxa pós-


fixada paga por títulos públicos. Por que pós-fixada?
Porque títulos pós-fixados tem cálculo diário não oscilam
significativamente. Títulos prefixados tem grande oscilação com as mudanças
de taxas de juros.
Se oscilam muito mais, é porque tem risco mais elevado.
A taxa de referência da economia é a taxa SELIC (ou o DI), atualmente
em 14,25% (15/07/2016) (DI está em 14,13%).

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6. QUESTÕES RELACIONADAS AOS TEMAS AULA 01


As questões desse curso de Finanças fazem parte de um extenso e quase
exaustivo banco de dados de questões de concursos dos últimos 15 anos, das
mais diversas bancas, complexidades e carreiras.

Questão 1.
CESGRANRIO - Profissional Básico (BNDES)/Engenharia/2013/
Um analista de projetos está avaliando a viabilidade econômico-financera de um
projeto e se depara com os seguintes dados: o investimento inicial será de R$
1.000.000,00 e a vida útil do projeto é de 3 anos. O custo de oportunidade do
capital aplicado é de 10% ao ano. A soma dos fluxos de caixa positivos nominais
ao longo dos 3 anos é de R$ 1.450.000,00. Esses fluxos podem ocorrer de duas
maneiras, dependendo de algumas decisões técnicas do projeto:

Em reais
Ano Fluxo de caixa 1 Ano Fluxo de caixa 2
0 (1.000.000,00) 0 (1.000.000,00)
1 800.000,00 1 250.000,00
2 400.000,00 2 400.000,00
3 250.000,00 3 800.000,00

Ao utilizar os critérios de análise payback nominal, payback descontado, TIR e


VPL, o analista conclui que

a) a TIR do fluxo 1 será maior do que a TIR do fluxo 2, e o VPL do fluxo 2 será
maior que o VPL do fluxo 1.
b) o payback descontado apresentará em seu resultado um número maior do
que o payback nominal em ambos os fluxos.
c) o VPL, o payback nominal e a TIR apresentarão resultados melhores para a
empresa, quando analisado o fluxo 1 em comparação com o fluxo 2.
d) o VPL do fluxo 1 será maior do que o VPL do fluxo 2, apesar de os métodos
de payback aplicados aos dois fluxos indicarem que o fluxo 2 é melhor que o
fluxo 1.
e) os 4 métodos não serão convergentes, ou seja, não gerarão a mesma
conclusão quanto ao fluxo mais desejado para o projeto.

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Questão 2.
FGV - Analista Judiciário I (TJ AM)/Economia/2013/
Suponha que uma empresa deseje investir seu capital e, para isso, esteja
analisando dois projetos independentes X e Y de mesma duração, cuja taxa
interna de retorno (TIR) é, respectivamente, 20% e 10%. Suponha que o capital
também possa ser investido em uma alternativa W de mesma duração, cuja taxa
mínima de atratividade é de 15%.
O gasto despendido inicialmente no projeto X é de R$20.000,00 e no projeto Y
é de R$30.000,00. Supondo que o VPL do projeto X descontado à taxa mínima
de atratividade seja igual a R$1.000,00 e do VPL de Y a mesma taxa seja igual
a R$100,00.
Supondo que o capital da empresa seja de R$ 30,000.00, ela deve investi‐lo:
a) apenas no projeto Y, pois o mesmo já está estruturado para comportar um
investimento inicial igual ao valor do capital.
b) apenas no projeto X que oferece a maior taxa interna de retorno.
c) em uma combinação do projeto X com a alternativa W, pois a soma do VPL
deles é maior que o VPL do projeto Y, obtidos à taxa de 15%.
d) em uma combinação dos projetos X e Y, pois a soma de suas taxas internas
de retorno (30%) é maior do que a taxa mínima de atratividade.
e) apenas na alternativa W, pois a mesma não oferece nenhum tipo de risco,
visto que nesse tipo de análise, a mesma representa um fundo de renda fixa.

Questão 3.
FUNRIO - Analista Técnico-Administrativo (MPOG)/S1/2010/
Considere 2 projetos A e B mutuamente excludentes e uma taxa mínima de
atratividade (TMA) de 8%. Os VPL (Valor Presente Líquido) dos projetos A e B
calculados usando a TMA de 8% são respectivamente iguais a R$63.000,00 e
R$95.000,00. Já as TIR (Taxa Interna de Retorno) dos projetos A e B são
respectivamente iguais a 77% e 68%. Adicionalmente, a TIR do fluxo de caixa
incremental (B-A) é igual a 56%. Assinale a afirmativa correta.
a) Segundo o critério da TIR o projeto A deveria ser escolhido, pois possui maior
TIR.
b) Não é possível concluir qual projeto é mais vantajoso, uma vez que os
critérios da TIR e do VPL apresentam resultados divergentes.
c) Como a TIR do projeto incremental (B-A) é inferior a TIR do projeto A, o
projeto A deve ser escolhido.
d) Como a TIR do projeto incremental (B-A) é maior do que a TMA, o projeto B
deve ser escolhido.

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e) Como ambos os projetos possuem VPL positivos, os dois devem ser


implementados.

Questão 4.
FGV - Auditor do Estado (CGE MA)/2014/
Uma pessoa tinha quatro propostas de emprego, que apresentavam benefícios
e oportunidades semelhantes. A primeira oferecia salário de R$ 10.000,00, a
segunda de R$ 7.000,00, a terceira de R$6.000 e a quarta de R$ 8.000,00.
Com base em aspectos monetários, ela escolheu o emprego que oferecia salário
de R$ 10.000,00. Seu custo de oportunidade por essa escolha foi de
a) R$ 2.000,00.
b) R$ 7.000,00.
c) R$ 8.000,00.
d) R$ 9.000,00.
e) R$ 21.000,00.

Questão 5.
CESGRANRIO - Profissional Júnior (BR)/Ciências Contábeis/2010/
Uma empresa pretende investir na compra de um novo equipamento cujos
benefícios serão: economia de mão de obra dos operadores, redução do
desperdício de matérias-primas, redução do custo com energia elétrica e
redução dos custos com manutenção. Sabe-se que a vida útil desse equipamento
é de 5 anos, que o custo de aquisição é R$ 500.000,00 e também que o custo
médio ponderado do capital é de 14% ao ano. Uma análise desse investimento
foi elaborada, com destaque para os seguintes dados:
• Fluxo de caixa descontado dos benefícios proporcionados pela aquisição do
novo equipamento = R$ 850.000,00;
• Taxa interna de retorno obtido com o investimento = 18% ao ano;
• Pay back = 25 meses.
Analisando-se as informações, conclui-se que:
a) a empresa não deve fazer o investimento, pois o valor de recuperação que o
novo equipamento vai proporcionar é menor que o valor do investimento.
b) a empresa não deve fazer o investimento, pois o tempo de recuperação do
investimento é exageradamente longo, ultrapassando mais da metade da vida
útil do equipamento.
c) a empresa deve fazer o investimento, pois o valor de recuperação que o novo
equipamento vai proporcionar supera o valor do investimento.

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d) a empresa deve fazer o investimento, somente se o equipamento antigo não


estiver mais gerando qualquer retorno.
e) fazer ou não fazer o investimento torna-se indiferente, pois não
proporcionaria maiores receitas de vendas dos produtos.

Questão 6.
FGV - Auditor Fiscal Tributário da Receita Municipal (Cuiabá)/2014/
Considere o gráfico a seguir.

VPL = Valor Presente Líquido

O ponto x, interseção da curva com o eixo horizontal, é denominado


a) Taxa Interna de Retorno.
b) Tempo mínimo necessário para a TIR ser nula.
c) Payback descontado.
d) Tempo mínimo necessário para o custo de oportunidade do capital ser nulo.
e) Payback bruto.

Questão 7.
FCC - Auditor Público Externo (TCE-RS)/Ciências Atuariais/2014/
Considere o fluxo de caixa abaixo.

Ele pode representar

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a) do ponto de vista de um devedor, um empréstimo de R$ 5.000,00 pago em


4 parcelas mensais de R$ 1.600,00 cada, a primeira delas vencendo ao
completar 60 dias da data do contrato.
b) do ponto de vista de uma financeira, um empréstimo de R$ 5.000,00 pago
em 4 parcelas semestrais de R$ 1.600,00 cada,
a primeira vencendo um mês após a data do contrato.
c) para uma empresa, a compra de um equipamento com entrada de R$
5.000,00 e mais 4 parcelas mensais de R$ 1.600,00 cada, a primeira delas
vencendo 60 dias após a data da compra.
d) para uma empresa, a compra de uma máquina por R$ 5.000,00, prevendo
um lucro de R$ 1.600,00 mensais nos próximos 4 meses.
e) para uma loja, a venda de uma máquina cujo valor à vista era R$ 5.000,00
e foi paga em 4 parcelas mensais de R$ 1.600,00 cada, a primeira delas ao
completar 30 dias da compra.

Questão 8.
CESGRANRIO - Técnico Bancário Novo (CEF)/Administrativa/2012/
O setor financeiro de uma empresa, que tem taxa mínima de atratividade de
10% ao ano, avalia duas alternativas: montar um laboratório fotográfico ou
terceirizar o serviço de fotografias. Para a opção de montar o laboratório
fotográfico, o investimento inicial, os custos pagos ao final de cada ano, o tempo
de utilização do laboratório e a informação adicional do valor presente liquido,
(VPL), do fluxo de caixa, estão apresentados no quadro a seguir.

Investimento inicial R$ 100.301,65


Custo operacional anual R$ 7.000,00
Custo de manutenção anual R$ 3.000,00
Valor residual zero
Tempo de utilização 4 anos
VPL R$ 132.000,30

No caso de terceirizar o serviço, o custo de manutenção fica por conta da


empresa contratada.
É mais atraente terceirizar se, e somente se, o custo operacional anual dessa
opção, em reais, for, no máximo, de
Dado: (1,10)−4 = 0,68
a) 42.240,10

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b) 41.250,10
c) 33.000,08
d) 22.060,40
e) 11.760,00

Questão 9.
CESGRANRIO - Economista (PETROBRAS)/Júnior/2012/
O gráfico mostra, em linha cheia, como o Valor Presente Líquido (VPL) de um
projeto de investimento varia com a taxa de desconto usada para calculá-lo. O
projeto consiste em um gasto inicial seguido de uma sequência de recebimentos.

Uma análise de sensibilidade simula a situação de um dos recebimentos ser


adiado, sem alteração no seu valor.
Nesse caso, o projeto assim modificado
a) seria representado no gráfico acima por uma linha tracejada como a (I).
b) seria representado no gráfico acima pela mesma linha cheia.
c) seria representado no gráfico acima por uma linha tracejada como a (II).
d) teria um VPL maior que R$ 10.000,00.
e) teria uma taxa interna de retorno maior que 10% ao ano.

Questão 10.
ESAF - Analista do Banco Central do Brasil/Geral/2001
O valor atual da redução de custos prevista para dois diferentes equipamentos
A e B que uma empresa estuda comprar é de R$18.000,00 e R$15.000,00,
respectivamente. A alternativa de leasing dos mesmos equipamentos pela
empresa prevê uma redução de custos de valor atual de R$14.000,00 e
R$12.000,00, respectivamente, para os equipamentos A e B.
Considerando porém que o equipamento B, por produzir um produto de melhor
qualidade, permite um aumento de receita líquida em relação ao equipamento

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A, e que o valor atual dessa receita líquida adicional é de R$4.000,00, indique,


pelo uso do critério do valor atual, a melhor opção para a empresa.
a) Compra do equipamento A
b) Leasing do equipamento A
c) Compra do equipamento B
d) Leasing do equipamento B
e) Compra ou leasing do equipamento A

Questão 11.
CESPE - Auditor Federal de Controle Externo/Controle
Externo/Auditoria Governamental/2013/
Suponha que Fábio tenha decido depositar mensalmente, sempre no dia 2 de
cada mês, a quantia fixa de R$ 360,00 em uma conta que remunera o capital a
uma taxa composta de 2% ao mês. Considerando essa situação hipotética,
julgue o item que se segue.
Considere que Fábio tenha depositado R$ 360,00 no dia 2 de fevereiro e que
tenha efetuado dois depósitos de R$ 360,00 no dia 2 de março. Considere, ainda,
que, em 2 de abril, Fábio tenha sacado dessa conta a quantia de R$ 1.095,00.
Nessa situação, tomando 96,5 como valor aproximado de , é correto
afirmar que a taxa interna de retorno desse fluxo de caixa relativo ao dia 2 de
fevereiro foi inferior a 10%.
Certo
Errado

Questão 12.
FUNRIO - Economista (SUFRAMA)/2008/
Analise as seguintes proposições a respeito da Taxa Interna de Retorno (TIR) de
um projeto:
I. Um projeto que apresente TIR positiva é sempre preferível a um projeto que
apresente TIR negativa.
II. Existem projetos que apresentam mais de uma TIR.
III. O critério da TIR pode ignorar diferenças de escala.
Está(ao) correta(s) apenas a(s) alternativa(s)
a) I.
b) II.
c) III.
d) II e III.

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e) I e III.

Questão 13.
ESAF - Analista de Finanças e Controle (STN)/Economico-
Financeira/2002
A superioridade do critério do valor presente líquido sobre o critério da taxa
interna de retorno, na análise de investimentos, deve-se ao fato de que o cálculo
da taxa interna de retorno pressupõe que:
a) Os investimentos são analisados levando-se em conta o risco diversificável.
b) Todos os investidores exigem a mesma taxa de retorno no mercado de
capitais.
c) As séries de fluxos de caixa têm, no máximo, uma única mudança de sinal.
d) Os fluxos de caixa recebidos são reinvestidos à taxa interna de retorno.
e) Os investimentos analisados são mutuamente exclusivos.

Questão 14

FUNRIO - Analista de Desenvolvimento (AgeRIO)/Economia/2010/


A empresa GRAVA DISCOS S.A. enfrenta sérios problemas e vê suas vendas
despencarem nos últimos anos. Analistas esperam que seus dividendos
decresçam a uma taxa constante de 6% a.a.. Considerando que seu último
dividendo anual pago foi de R$ 2 e que a taxa de desconto requerida sobre a
ação seja de 20% a.a., o preço da ação da GRAVA DISCOS S.A. atualmente é
de
a) R$ 15,14
b) R$ 7,23
c) R$ 8,15
d) R$ 13,42
e) R$ 14,01

Questão 15

FUNRIO - Economista (MJ)/2009/


O último dividendo pago pela Cia NOTECH foi de $ 3,00. Espera-se que seus
dividendos cresçam a uma taxa constante de 6% a.a. Considerando um taxa de
retorno exigido de 10%a.a , quanto um investidor estaria disposto a pagar pelas
ações da NOTECH?
a) $ 79,50
b) $ 2,89

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c) $ 31,80
d) $ 53,00
e) $ 75,00

Questão 15

FGV - Auditor Fiscal da Receita Estadual (SEFAZ RJ)/2009


Um montante inicial foi aplicado a uma taxa de juros simples de 5% ao mês
durante 2 meses e depois reaplicado a uma taxa de juros simples de 10% ao
mês durante 2 meses, resultando em R$ 13.200,00.

O valor do montante inicial era de:

a) R$ 18.500,00.
b) R$ 13.000,00.
c) R$ 12.330,00.
d) R$ 11.000,00.
e) R$ 10.000,00.

Questão 16

FCC - Auxiliar Judiciário (TRF 2ª Região)/Administrativa/2007


Um capital de R$ 5.500,00 foi aplicado a juro simples e ao final de 1 ano e 8
meses foi retirado o montante de R$ 7.040,00. A taxa mensal dessa aplicação
era de

a) 1,8%
b) 1,7%
c) 1,6%
d) 1,5%
e) 1,4%

Questão 17

ESAF - Analista em Planejamento, Orçamento e Finanças Públicas


(SEFAZ SP)/2009

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Um capital unitário aplicado a juros gerou um montante de 1,1 ao fim de 2


meses e 15 dias. Qual a taxa de juros simples anual de aplicação deste capital?
a) 48%
b) 10%
c) 4%
d) 54%
e) 60%

Questão 18

VUNESP - Analista (DESENVOLVE)/Grupo 08/2014/


Um empréstimo no valor de R$ 1.000,00 foi liquidado, após um ano, por R$
1.440,00. Qual a taxa de juros semestral, sabendo-se que se utilizaram juros
compostos nesse empréstimo?
a) 20% a.s.
b) 22% a.s.
c) 40% a.s.
d) 44% a.s.
e) 55% a.s.

Questão 19.
CESGRANRIO - Profissional Básico (BNDES)/Engenharia/2013/
Uma empresa precisa escolher um dentre dois projetos mutuamente
excludentes, A e B, ambos com vida útil de 1 ano. Um profissional realizou
algumas análises e chegou às informações apresentadas na tabela abaixo.

Fluxo de Caixa (R$ mil)


Projeto C0 C1 TIR (%)
A −20.000,00 +40.000,00 100
B −40.000,00 +70.000,00 75

Baseando-se nessa tabela e nos conceitos de avaliação econômico-financeiros


de projetos, conclui-se que o
a) projeto A deve ser escolhido, independentemente do custo de capital.
b) projeto A deve ser escolhido se o custo de capital for menor do que 50% ao
ano.
c) projeto B deve ser escolhido, independentemente do custo de capital.
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d) projeto B deve ser escolhido se o custo de capital for maior do que 50% ao
ano.
e) projeto B deve ser escolhido se o custo de capital for menor que a TIR
incremental.

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7. GABARITO DAS QUESTÕES COM COMENTÁRIOS AULA 01


As respostas estão associadas ao número das questões do capítulo
anterior, com comentários logo a seguir.

Questão 1.
CESGRANRIO - Profissional Básico (BNDES)/Engenharia/2013/
Um analista de projetos está avaliando a viabilidade econômico-financera de um
projeto e se depara com os seguintes dados: o investimento inicial será de R$
1.000.000,00 e a vida útil do projeto é de 3 anos. O custo de oportunidade do
capital aplicado é de 10% ao ano. A soma dos fluxos de caixa positivos nominais
ao longo dos 3 anos é de R$ 1.450.000,00. Esses fluxos podem ocorrer de duas
maneiras, dependendo de algumas decisões técnicas do projeto:

Em reais
Ano Fluxo de caixa 1 Ano Fluxo de caixa 2
0 (1.000.000,00) 0 (1.000.000,00)
1 800.000,00 1 250.000,00
2 400.000,00 2 400.000,00
3 250.000,00 3 800.000,00

Ao utilizar os critérios de análise payback nominal, payback descontado, TIR e


VPL, o analista conclui que

a) a TIR do fluxo 1 será maior do que a TIR do fluxo 2, e o VPL do fluxo 2 será
maior que o VPL do fluxo 1.
b) o payback descontado apresentará em seu resultado um número maior do
que o payback nominal em ambos os fluxos.
c) o VPL, o payback nominal e a TIR apresentarão resultados melhores
para a empresa, quando analisado o fluxo 1 em comparação com o fluxo
2.
d) o VPL do fluxo 1 será maior do que o VPL do fluxo 2, apesar de os métodos
de payback aplicados aos dois fluxos indicarem que o fluxo 2 é melhor que o
fluxo 1.
e) os 4 métodos não serão convergentes, ou seja, não gerarão a mesma
conclusão quanto ao fluxo mais desejado para o projeto.
a) Errado, o VPL do fluxo 1 será maior, pois os maiores fluxos de caixa estão no
início.

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b) Errado, o payback descontado apresenta retorno POSTERIOR (maior) do que


o payback normal, pois os fluxos usados são menores (descontados)
c) Correto. O fluxo 1 tem parcelas maiores no início. Tanto TIR, quanto VPL,
quanto Payback serão melhores.
d) O payback do fluxo 1 também é mais rápido.
Nessa questão não é necessário fazer conta.

Questão 2.
FGV - Analista Judiciário I (TJ AM)/Economia/2013/
Suponha que uma empresa deseje investir seu capital e, para isso, esteja
analisando dois projetos independentes X e Y de mesma duração, cuja taxa
interna de retorno (TIR) é, respectivamente, 20% e 10%. Suponha que o capital
também possa ser investido em uma alternativa W de mesma duração, cuja taxa
mínima de atratividade é de 15%.
O gasto despendido inicialmente no projeto X é de R$20.000,00 e no projeto Y
é de R$30.000,00. Supondo que o VPL do projeto X descontado à taxa mínima
de atratividade seja igual a R$1.000,00 e do VPL de Y a mesma taxa seja igual
a R$100,00.
Supondo que o capital da empresa seja de R$ 30,000.00, ela deve investi‐lo:
a) apenas no projeto Y, pois o mesmo já está estruturado para comportar um
investimento inicial igual ao valor do capital.
b) apenas no projeto X que oferece a maior taxa interna de retorno.
c) em uma combinação do projeto X com a alternativa W, pois a soma
do VPL deles é maior que o VPL do projeto Y, obtidos à taxa de 15%.
d) em uma combinação dos projetos X e Y, pois a soma de suas taxas internas
de retorno (30%) é maior do que a taxa mínima de atratividade.
e) apenas na alternativa W, pois a mesma não oferece nenhum tipo de risco,
visto que nesse tipo de análise, a mesma representa um fundo de renda fixa.
a) O projeto ter o mesmo valor da disponibilidade de investimento não é critério
de seleção.
b) O projeto X é bom, mas custa apenas 20.000. O que fazer com o restante
disponível para investimento?
c) Correto, pois investe no que tem maior TIR e VPL e o que sobra investe em
algo que remunera MAIS que o Y. Pelo enunciado, o investimento pode ser de
qualquer valor (tipo fundo DI).
d) É non sense somar Taxas Internas de Retorno.
e) O risco do projeto X já está contabilizado e ele, ainda assim, dá VPL positivo.
Ele é preferível ao investimento Y.

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Questão 3.
FUNRIO - Analista Técnico-Administrativo (MPOG)/S1/2010/
Considere 2 projetos A e B mutuamente excludentes e uma taxa mínima de
atratividade (TMA) de 8%. Os VPL (Valor Presente Líquido) dos projetos A e B
calculados usando a TMA de 8% são respectivamente iguais a R$63.000,00 e
R$95.000,00. Já as TIR (Taxa Interna de Retorno) dos projetos A e B são
respectivamente iguais a 77% e 68%. Adicionalmente, a TIR do fluxo de caixa
incremental (B-A) é igual a 56%. Assinale a afirmativa correta.
a) Segundo o critério da TIR o projeto A deveria ser escolhido, pois possui maior
TIR.
b) Não é possível concluir qual projeto é mais vantajoso, uma vez que os
critérios da TIR e do VPL apresentam resultados divergentes.
c) Como a TIR do projeto incremental (B-A) é inferior a TIR do projeto A, o
projeto A deve ser escolhido.
d) Como a TIR do projeto incremental (B-A) é maior do que a TMA, o
projeto B deve ser escolhido.
e) Como ambos os projetos possuem VPL positivos, os dois devem ser
implementados.
a) Mas tem menor VPL, falso.
b) Falso, dá pra saber pela TIR incremental.
c) A TIR incremental indica a inversão no interesse pelos projetos. Se a TMA é
menor que a TIR incremental, o VPL do projeto de MENOR TIR é maior. Nesse
caso o projeto A não seria escolhido, apenas se a TMA fosse maior que a TIR
incremental (digamos 60%).
É Fácil ver isso. Se a TMA fosse de 68% o projeto B teria o VPL zerado, mas o
projeto A continuaria com VPL positivo.
d) Como dito, se a TMA é menor do que a TIR, o projeto de maior VPL é o que
deve ser escolhido.
Importante colocar que esse critério deve ser usado quando a TIR e o VPL dão
indicações divergentes.
e) Errado, são mutuamente excludentes.

Questão 4.
FGV - Auditor do Estado (CGE MA)/2014/

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Uma pessoa tinha quatro propostas de emprego, que apresentavam benefícios


e oportunidades semelhantes. A primeira oferecia salário de R$ 10.000,00, a
segunda de R$ 7.000,00, a terceira de R$6.000 e a quarta de R$ 8.000,00.
Com base em aspectos monetários, ela escolheu o emprego que oferecia salário
de R$ 10.000,00. Seu custo de oportunidade por essa escolha foi de
a) R$ 2.000,00.
b) R$ 7.000,00.
c) R$ 8.000,00.
d) R$ 9.000,00.
e) R$ 21.000,00.
O custo de oportunidade é sempre o que se ganharia com o investimento
imediatamente inferior. O que ele “deixaria” de ganhar seria R$ 2.000,00,
portanto o custo de oportunidade é o do segundo maior salário (R$ 8.000).

Questão 5.
CESGRANRIO - Profissional Júnior (BR)/Ciências Contábeis/2010/
Uma empresa pretende investir na compra de um novo equipamento cujos
benefícios serão: economia de mão de obra dos operadores, redução do
desperdício de matérias-primas, redução do custo com energia elétrica e
redução dos custos com manutenção. Sabe-se que a vida útil desse equipamento
é de 5 anos, que o custo de aquisição é R$ 500.000,00 e também que o custo
médio ponderado do capital é de 14% ao ano. Uma análise desse investimento
foi elaborada, com destaque para os seguintes dados:
• Fluxo de caixa descontado dos benefícios proporcionados pela aquisição do
novo equipamento = R$ 850.000,00;
• Taxa interna de retorno obtido com o investimento = 18% ao ano;
• Pay back = 25 meses.
Analisando-se as informações, conclui-se que:
a) a empresa não deve fazer o investimento, pois o valor de recuperação que o
novo equipamento vai proporcionar é menor que o valor do investimento.
b) a empresa não deve fazer o investimento, pois o tempo de recuperação do
investimento é exageradamente longo, ultrapassando mais da metade da vida
útil do equipamento.
c) a empresa deve fazer o investimento, pois o valor de recuperação que
o novo equipamento vai proporcionar supera o valor do investimento.
d) a empresa deve fazer o investimento, somente se o equipamento antigo não
estiver mais gerando qualquer retorno.

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e) fazer ou não fazer o investimento torna-se indiferente, pois não


proporcionaria maiores receitas de vendas dos produtos.
a) Errado, o benefício é maior que o investimento.
b) Se o retorno fosse posterior à vida útil, até poderia fazer sentido, mas é
inferior. Além disso, 25 meses não é mais da metade de 60 meses.
c) Perfeito. Ganha 350.000.
d) Não faz sentido, pois o que conta é o benefício da troca (fluxo incremental).
e) Porém reduz custo.

Questão 6.
FGV - Auditor Fiscal Tributário da Receita Municipal (Cuiabá)/2014/
Considere o gráfico a seguir.

VPL = Valor Presente Líquido

O ponto x, interseção da curva com o eixo horizontal, é denominado


a) Taxa Interna de Retorno.
b) Tempo mínimo necessário para a TIR ser nula.
c) Payback descontado.
d) Tempo mínimo necessário para o custo de oportunidade do capital ser nulo.
e) Payback bruto.

É uma questão interessante. O VPL acumulado, para cada período, é o valor dos
fluxos descontados até aquele período, menos o valor investido.
No ano zero, o VPL é negativo no mesmo montante do investimento. Quanto
esse VPL zera, como no gráfico, atingimos o período em que a soma dos Valores
Presentes dos fluxos atingiu o mesmo montante do investimento. Isso é a
própria definição de payback descontado.

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Questão 7.
FCC - Auditor Público Externo (TCE-RS)/Ciências Atuariais/2014/
Considere o fluxo de caixa abaixo.

Ele pode representar


a) do ponto de vista de um devedor, um empréstimo de R$ 5.000,00
pago em 4 parcelas mensais de R$ 1.600,00 cada, a primeira delas
vencendo ao completar 60 dias da data do contrato.
b) do ponto de vista de uma financeira, um empréstimo de R$ 5.000,00 pago
em 4 parcelas semestrais de R$ 1.600,00 cada,
a primeira vencendo um mês após a data do contrato.
c) para uma empresa, a compra de um equipamento com entrada de R$
5.000,00 e mais 4 parcelas mensais de R$ 1.600,00 cada, a primeira delas
vencendo 60 dias após a data da compra.
d) para uma empresa, a compra de uma máquina por R$ 5.000,00, prevendo
um lucro de R$ 1.600,00 mensais nos próximos 4 meses.
e) para uma loja, a venda de uma máquina cujo valor à vista era R$ 5.000,00
e foi paga em 4 parcelas mensais de R$ 1.600,00 cada, a primeira delas ao
completar 30 dias da compra.
a) Correto. Entrada de caixa no início, saída em 4 parcelas mensais iniciando no
mês 2.
b) Errado, pois do ponto de vista da financeira o primeiro é saída e não entrada
de caixa. E também o pagamento não começa no mês 1.
c) Não faz sentido, pois todos os fluxos seriam na mesma direção (saída). E os
fluxos são invertidos.
d) Além da inversão dos fluxos (saídas com entradas) o lucro não começaria no
mês 1, mas no mês 2.
e) Aqui esbarramos de novo no início no mês 1. Não é, é no mês 2.

Questão 8.
CESGRANRIO - Técnico Bancário Novo (CEF)/Administrativa/2012/
O setor financeiro de uma empresa, que tem taxa mínima de atratividade de
10% ao ano, avalia duas alternativas: montar um laboratório fotográfico ou

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terceirizar o serviço de fotografias. Para a opção de montar o laboratório


fotográfico, o investimento inicial, os custos pagos ao final de cada ano, o tempo
de utilização do laboratório e a informação adicional do valor presente liquido,
(VPL), do fluxo de caixa, estão apresentados no quadro a seguir.

Investimento inicial R$ 100.301,65


Custo operacional anual R$ 7.000,00
Custo de manutenção anual R$ 3.000,00
Valor residual zero
Tempo de utilização 4 anos
VPL R$ 132.000,30

No caso de terceirizar o serviço, o custo de manutenção fica por conta da


empresa contratada.
É mais atraente terceirizar se, e somente se, o custo operacional anual dessa
opção, em reais, for, no máximo, de
Dado: (1,10)−4 = 0,68
a) 42.240,10
b) 41.250,10
c) 33.000,08
d) 22.060,40
e) 11.760,00

1 1 1 1
132.000,30 = 𝑋 × ( 1 + 2
+ 3
+ )
1,1 1,1 1,1 1,14
132.000,30 × 1,14 = 𝑋 × (1,13 + 1,12 + 1,11 + 1) = (1,331 + 1,21 + 1,1 + 1)
132.000,30 × 1,4641 = 𝑋 × 4,641
1,464
𝑋 = 132.000,30 × = 41.642,24
4,641
Como devemos escolher o valor máximo aceitável, deverá ser a opção b).

Questão 9.
CESGRANRIO - Economista (PETROBRAS)/Júnior/2012/
O gráfico mostra, em linha cheia, como o Valor Presente Líquido (VPL) de um
projeto de investimento varia com a taxa de desconto usada para calculá-lo. O
projeto consiste em um gasto inicial seguido de uma sequência de recebimentos.

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Uma análise de sensibilidade simula a situação de um dos recebimentos ser


adiado, sem alteração no seu valor.
Nesse caso, o projeto assim modificado
a) seria representado no gráfico acima por uma linha tracejada como a
(I).
b) seria representado no gráfico acima pela mesma linha cheia.
c) seria representado no gráfico acima por uma linha tracejada como a (II).
d) teria um VPL maior que R$ 10.000,00.
e) teria uma taxa interna de retorno maior que 10% ao ano.
Se um dos recebimentos é adiado (sem mudar o valor, ou seja, sem pagar mais
juros), o VPL diminui, porém, para a taxa de desconto ZERO, continua sendo R$
10.000, pois a taxa zero não faz diferença o período de pagamento do fluxo de
caixa, apenas seu montante.
Dessa forma, o gráfico deveria ser o (i), pois o VPL não muda para taxa zero, e
diminui em relação à curva inicial.

Questão 10.
ESAF - Analista do Banco Central do Brasil/Geral/2001
O valor atual da redução de custos prevista para dois diferentes equipamentos
A e B que uma empresa estuda comprar é de R$18.000,00 e R$15.000,00,
respectivamente. A alternativa de leasing dos mesmos equipamentos pela
empresa prevê uma redução de custos de valor atual de R$14.000,00 e
R$12.000,00, respectivamente, para os equipamentos A e B.
Considerando porém que o equipamento B, por produzir um produto de melhor
qualidade, permite um aumento de receita líquida em relação ao equipamento
A, e que o valor atual dessa receita líquida adicional é de R$4.000,00, indique,
pelo uso do critério do valor atual, a melhor opção para a empresa.
a) Compra do equipamento A
b) Leasing do equipamento A
c) Compra do equipamento B

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d) Leasing do equipamento B
e) Compra ou leasing do equipamento A

Compra de A: reduz custos em R$ 18.000,00 e não aumenta receita,


aumentando o lucro em R$ 18.000,00.
Leasing de A: reduz custos em R$ 14.000,00 e não aumenta receita,
aumentando o lucro em R$ 14.000,00.
Compra de B: reduz custos em R$ 15.000,00 e aumenta receita em R$ 4.000,00,
aumentando o lucro em R$ 19.000,00.
Leasing de B: reduz custos em R$ 12.000,00 e aumenta receita em R$ 4.000,00,
aumentando o lucro em R$ 16.000,00.

Questão 11.
CESPE - Auditor Federal de Controle Externo/Controle
Externo/Auditoria Governamental/2013/
Suponha que Fábio tenha decido depositar mensalmente, sempre no dia 2 de
cada mês, a quantia fixa de R$ 360,00 em uma conta que remunera o capital a
uma taxa composta de 2% ao mês. Considerando essa situação hipotética,
julgue o item que se segue.
Considere que Fábio tenha depositado R$ 360,00 no dia 2 de fevereiro e que
tenha efetuado dois depósitos de R$ 360,00 no dia 2 de março. Considere, ainda,
que, em 2 de abril, Fábio tenha sacado dessa conta a quantia de R$ 1.095,00.
Nessa situação, tomando 96,5 como valor aproximado de , é correto
afirmar que a taxa interna de retorno desse fluxo de caixa relativo ao dia 2 de
fevereiro foi inferior a 10%.
Certo
Errado
A raiz quadrada dada parece indicar que é necessário fazer analiticamente, ou
seja, usando equações do segundo grau.
Mas é bobagem. Basta vermos qual seria o valor futuro aplicado a 10%.
Depósitos de fevereiro = 360 x 1,1 x 1,1 = R$ 435,60
Depósitos de março = 720 x 1,1 = R$ 792,00
Isso totaliza R$ 1.227,60 bem mais que os 1.095.
Na verdade ao somar os 3 aportes de 360 já daria R$ 1.080,00. Não seria
possível chegar a 10%.

Questão 12.

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FUNRIO - Economista (SUFRAMA)/2008/


Analise as seguintes proposições a respeito da Taxa Interna de Retorno (TIR) de
um projeto:
I. Um projeto que apresente TIR positiva é sempre preferível a um projeto que
apresente TIR negativa.
II. Existem projetos que apresentam mais de uma TIR.
III. O critério da TIR pode ignorar diferenças de escala.
Está(ao) correta(s) apenas a(s) alternativa(s)
a) I.
b) II.
c) III.
d) II e III.
e) I e III.
A afirmativa I está errada, pois no caso de duas TIR, a TIR negativa pode estar
associada a VPL positivo.
As outras duas estão corretas. Há projetos com mais de uma TIR, bastando para
isso ter fluxos futuros negativos e a TIR não leva em conta a escala. Projetos de
R$ 1,00 podem ter TIR maior que projetos de bilhões de reais.

Questão 13.
ESAF - Analista de Finanças e Controle (STN)/Economico-
Financeira/2002
A superioridade do critério do valor presente líquido sobre o critério da taxa
interna de retorno, na análise de investimentos, deve-se ao fato de que o cálculo
da taxa interna de retorno pressupõe que:
a) Os investimentos são analisados levando-se em conta o risco diversificável.
b) Todos os investidores exigem a mesma taxa de retorno no mercado de
capitais.
c) As séries de fluxos de caixa têm, no máximo, uma única mudança de sinal.
d) Os fluxos de caixa recebidos são reinvestidos à taxa interna de
retorno.
e) Os investimentos analisados são mutuamente exclusivos.

Essa é uma questão teórica SUPER importante! A TIR pressupõe que os


recebimentos serão investidor à mesma taxa (a própria TIR), mas nem sempre
isso é possível.
A planilha a seguir mostra o fluxo de 10 títulos que pagam 6% ao ano, com valor
de face R$ 1.000. Para que REALMENTE os ganhos de quem recebe aqueles
cupons de R$ 600 seja de 10% ao ano, ele precisa ser capaz de reinvestir estes
cupons a 10% ao ano.

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Se conseguir, é óbvio que seu retorno será de 10%. A planilha demonstra isso,
pois calcula o valor futuro dos juros de cada parcela e soma (R$ 13.663,06) e
calcula que o valor presente desse título (R$ 8.483,69), investido a 10% ao ano
daria EXATAMENTE o mesmo valor do somatório do valor futuro dos títulos.
Taxa de desconto 10,00%
Valor de Face R$ 1.000,00
Quantidade de títulos 10,00
A B C VF ano 5 VF ano 5
Período Fluxo 1 VP VF Fluxo VF do VP
Vlr Presente Σ 8.483,69 13.663,06 8.483,69
1 600 545 878 0
2 600 496 799 0
3 600 451 726 0
4 600 410 660 0
5 10.600,00 6.581,77 10.600,00 13.663,06

Mas e se, por hipótese, só conseguíssemos reinvestir os fluxos a taxas de 9%


no primeiro ano, 8% no segundo, 6% no terceiro e 5% no quarto ano?
Período Fluxo 1 VP Taxas de reinv. VF Fluxo
Vlr Presente Σ 8.483,69 13.506,94
1 600 545 9,0% 847
2 600 496 8,0% 756
3 600 451 6,0% 674
4 600 410 5,0% 630
5 10.600,00 6.581,77 10.600,00
Você pagou = 8.483,69
Teria em 5 anos = 13.506,94
Sua taxa seria de = 9,7475%

Fica bem claro que, na hipótese de não ser possível reinvestir os fluxos à taxa
de 10%, seu retorno NÃO seria de 10%.
Só para reforçar. Se aplicássemos os R$ 8.483,69 a 10% ao ano, receberíamos
R$ 13.663,06 ao final de 5 anos. Porém, se investirmos o mesmo num título
com cupons, só teremos o mesmo valor futuro SE os juros não mudarem. Se só
for possível reinvestir a juros menores, teremos um valor futuro MENOR,
portanto não receberemos os 10%, mesmo mantendo o título até o final.
O VPL não tem esse problema teórico, pois dependerá apenas da taxa de
desconto exigida pelo investidor (que pode mudar ao longo do projeto e isso
será considerado).

Questão 14

FUNRIO - Analista de Desenvolvimento (AgeRIO)/Economia/2010/


A empresa GRAVA DISCOS S.A. enfrenta sérios problemas e vê suas vendas
despencarem nos últimos anos. Analistas esperam que seus dividendos
decresçam a uma taxa constante de 6% a.a.. Considerando que seu último
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dividendo anual pago foi de R$ 2 e que a taxa de desconto requerida sobre a


ação seja de 20% a.a., o preço da ação da GRAVA DISCOS S.A. atualmente é
de
a) R$ 15,14
b) R$ 7,23
c) R$ 8,15
d) R$ 13,42
e) R$ 14,01

𝐷𝑖𝑣𝑖𝑑𝑒𝑛𝑑𝑜 𝑎𝑛𝑜 1
𝑉𝑃 𝑝𝑒𝑟𝑝𝑒𝑡𝑢𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 =
𝑅−𝑔
𝑅$ 2 𝑥(1 − 0,06) 1,88
𝑉𝑃 𝑝𝑒𝑟𝑝𝑒𝑡𝑢𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 = = = 𝑅$ 7,23
20% − (−6%) 26%

Questão 15

FGV - Auditor Fiscal da Receita Estadual (SEFAZ RJ)/2009


Um montante inicial foi aplicado a uma taxa de juros simples de 5% ao mês
durante 2 meses e depois reaplicado a uma taxa de juros simples de 10% ao
mês durante 2 meses, resultando em R$ 13.200,00.

O valor do montante inicial era de:

a) R$ 18.500,00.
b) R$ 13.000,00.
c) R$ 12.330,00.
d) R$ 11.000,00.
e) R$ 10.000,00.

𝑃𝑟𝑖𝑚𝑒𝑖𝑟𝑜 𝑓𝑎𝑡𝑜𝑟 = (1 + 𝑛𝑖) = 1 + 2 ∗ 5% = 1,1


𝑆𝑒𝑔𝑢𝑛𝑑𝑜 𝑓𝑎𝑡𝑜𝑟 = (1 + 𝑛𝑖) = 1 + 2 ∗ 10% = 1,2

O problema aqui é que o segundo fator incide sobre o valor inicial já acrescido
do primeiro fator. Portanto, deverá MULTIPLICÁ-lo.
𝑓𝑎𝑡𝑜𝑟 𝑓𝑖𝑛𝑎𝑙 = 1,1 × 1,2 = 1,32

𝑉𝐹 13.200
𝑉𝑃 = = = 10.000
𝑓𝑎𝑡𝑜𝑟 1,32

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Questão 16

FCC - Auxiliar Judiciário (TRF 2ª Região)/Administrativa/2007


Um capital de R$ 5.500,00 foi aplicado a juro simples e ao final de 1 ano e 8
meses foi retirado o montante de R$ 7.040,00. A taxa mensal dessa aplicação
era de

a) 1,8%
b) 1,7%
c) 1,6%
d) 1,5%
e) 1,4%

𝑉𝐹 = 𝑉𝑃(1 + 𝑛𝑖) = 7.040 = 5.500(1 + 20𝑖)


7.040
(1 + 20𝑖) = = 1,28
5.500
0,28
𝑖= = 0,014 = 1,4%
20

Questão 17

ESAF - Analista em Planejamento, Orçamento e Finanças Públicas


(SEFAZ SP)/2009
Um capital unitário aplicado a juros gerou um montante de 1,1 ao fim de 2
meses e 15 dias. Qual a taxa de juros simples anual de aplicação deste capital?
a) 48%
b) 10%
c) 4%
d) 54%
e) 60%

𝑛2
𝑖1 = (1 + 𝑖 )−1
𝑛1 2

A forma mais simples de fazer é usar diretamente os períodos. Em 1 ano cabem


quantos períodos de 2 meses e 15 dias (2,5 meses)? 12/2,5=4,8. Como a taxa
em 2,5 meses é 10% (de 1 para 1,1), basta substituir:

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4,8
𝑖1 = (1 + 10%) − 1 = 48%
1

Questão 18

VUNESP - Analista (DESENVOLVE)/Grupo 08/2014/


Um empréstimo no valor de R$ 1.000,00 foi liquidado, após um ano, por R$
1.440,00. Qual a taxa de juros semestral, sabendo-se que se utilizaram juros
compostos nesse empréstimo?
a) 20% a.s.
b) 22% a.s.
c) 40% a.s.
d) 44% a.s.
e) 55% a.s.

𝑛2
𝑖1 = (1 + 𝑖2 ) ⁄𝑛1 − 1
Mesmo que o anterior, mas com juros compostos. A taxa anual é 44%
(1.440/1.000-1), 1 ano tem 2 semestres.

1⁄
𝑖1 = (1 + 44%) 2 − 1 = 20%

Questão 29.
CESGRANRIO - Profissional Básico (BNDES)/Engenharia/2013/
Uma empresa precisa escolher um dentre dois projetos mutuamente
excludentes, A e B, ambos com vida útil de 1 ano. Um profissional realizou
algumas análises e chegou às informações apresentadas na tabela abaixo.

Fluxo de Caixa (R$ mil)


Projeto C0 C1 TIR (%)
A −20.000,00 +40.000,00 100
B −40.000,00 +70.000,00 75

Baseando-se nessa tabela e nos conceitos de avaliação econômico-financeiros


de projetos, conclui-se que o
a) projeto A deve ser escolhido, independentemente do custo de capital.
b) projeto A deve ser escolhido se o custo de capital for menor do que 50% ao
ano.
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c) projeto B deve ser escolhido, independentemente do custo de capital.


d) projeto B deve ser escolhido se o custo de capital for maior do que 50% ao
ano.
e) projeto B deve ser escolhido se o custo de capital for menor que a
TIR incremental.
Comecemos pela letra e), resposta correta.
A TIR incremental vai indicar o ponto em que os projetos mudam sua
atratividade, em relação à TMA.
Os fluxos incrementais seriam -20 (-20-(-40) e 30. Ou seja, investimento de 20
para retorno de 30 em um período. Sem fazer contas, vemos que a taxa é de
50%.
Guardemos esse ponto.
As letras a) e c) estão erradas, pois nenhum projeto pode ser avaliado sem levar
em conta o custo de capital. Se a TIR for de 100%, mas a empresa se financiar
a 200%, não será vantajoso.
As letras b) e d) dizem respeito a essa taxa de 50%, mas fazem inferências
trocadas.
A 50% o VPL de ambos os fluxos é igual. Para valores MAIORES que 50% o
projeto que tem a TIR maior (A) terá o VPL maior. Isso é fácil de ver, pois a
75% o VPL do projeto B será zero e do projeto A continuará positivo (pois a TIR
é 100%).
Para valores MENORES que 50%, o VPL do projeto B será maior.
O item b) diz que deveríamos A para TMA menores que 50%. Errado, pois o VPL
de B é maior.
O item d) diz justamente o contrário, e está errado.
O item e) está correto, pois a TMA menor que a TIR incremental, indica que o
projeto B terá maior VPL.

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8. QUESTÕES RELACIONADAS AOS TEMAS – AULA 00


As questões desse curso fazem parte de um extenso e quase exaustivo
banco de dados de questões de concursos dos últimos 15 anos, das mais
diversas bancas, complexidades e carreiras.
A sugestão é tentar resolver as questões nessa parte e ver as respostas
comentadas no capítulo seguinte.

Questão 1

CESPE - Analista Judiciário (CNJ)/Administrativa/Contabilidade/2013/


Em relação aos indicadores utilizados para análise econômico-financeira de uma
empresa, julgue o item seguinte.
O aumento da receita financeira proporciona acréscimo à margem operacional
da empresa.
Certo
Errado

Questão 2

CESPE - Auditor Federal de Controle Externo/Controle


Externo/Auditoria Governamental/2013/
Acerca das taxas de retorno e dos indicadores de estrutura de capital e solvência,
julgue o item a seguir.
O EBITDA (earnings before interest, tax, depreciation and amortization) é um
indicador que se aproxima do fluxo de caixa operacional e possibilita a
comparação de empresas a fim de subsidiar as decisões de investimento.
Certo
Errado

Questão 3

CESPE - Técnico Judiciário (TST)/Administrativa/"Sem


Especialidade"/2008
Pedro, técnico em administração e orçamento de uma empresa de pequeno
porte − Zetamix − que fornece material de escritório para algumas instituições
públicas do Distrito Federal (DF), trabalha com fluxo de caixa dividido por oito

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semanas. Na quarta-feira passada, ele tomou conhecimento de que não ocorreu


a venda de um lote de material cuja entrada no fluxo estava prevista para o dia
anterior. Ele prontamente retificou o fluxo de caixa, retirando essa previsão. Ao
final do bimestre, ele fará o próximo relatório para entregar ao administrador
financeiro da empresa.
O fluxo de caixa de uma instituição é uma ferramenta que demonstra de forma
antecipada as entradas e saídas de recursos, com a finalidade de permitir ao
administrador a tomada de decisões referentes à disponibilidade de caixa.
A partir dessas informações e com base na situação hipotética descrita e nos
princípios que norteiam a administração financeira, julgue o item seguinte.
Pedro não agiu corretamente ao retificar imediatamente o fluxo de caixa quando
soube que a venda do lote de material não se concretizara, pois, como o próximo
relatório será elaborado ao final do bimestre, esse procedimento fará com que
o gestor perca a visão global de todo o processo de entrada e saída de recurso.
Certo
Errado

Questão 4

FUNRIO - Administrador (SUFRAMA)/2008/


O planejamento financeiro de uma organização constitui a forma pela qual suas
metas financeiras devem ser alcançadas, indicando o caminho que deverá ser
trilhado no futuro. NÃO constitui elemento a ser considerado em um modelo de
planejamento financeiro:
a) Necessidade de ativos.
b) Premissas econômicas.
c) Demonstrações financeiras projetadas.
d) Necessidade de financiamento.
e) Benchmarking.

Questão 5

SMA-RJ (antiga FJG) - Consultor Legislativo (CM RJ)/"Sem Área


Específica" /2015/

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Determinado tipo de orçamento tem como objetivo oferecer uma alternativa de


flexibilização e se dá quando se faz necessária uma alteração no orçamento
original em razão de uma mudança significativa na expectativa de uma variável
fundamental. Esse tipo de orçamento empresarial denomina-se:
a) forecast
b) budget
c) beyond budgeting
d) balanced scorecard

Questão 6
ESAF - Analista Técnico da SUSEP/Controle e Fiscalização -
Atuária/2006
A empresa Orizonina Metais S/A elaborou seu balanço com os seguintes dados
contábeis, referentes ao exercício de 2005, cujos valores são aqui apresentados
ao lado dos saldos anteriores:

Finalizada sua elaboração, as demonstrações financeiras foram submetidas ao


processo de análise contábil possibilitando de sua leitura a conclusão de que:
a) a liquidez geral da empresa demonstra capacidade de pagamento de 71%
das dívidas já assumidas.
b) a liquidez corrente não alcança a cobertura de metade das dívidas de curto
prazo.

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c) a rentabilidade líquida alcançada no período foi, exatamente, um terço da


rentabilidade bruta.
d) o capital de giro líquido, em 31 de dezembro, é positivo em 29% das
obrigações a pagar, no exercício seguinte ao balanço.
e) o grau de imobilização do capital alcança 70% do patrimônio bruto.

Questão 7

CESPE - Perito Criminal Federal/Área 1/1997


A análise de balanços pode ser vista como a arte de saber extrair relações úteis,
para o objetivo econômico que se pretenda, dos relatórios contábeis tradicionais
e de suas extensões e detalhamentos, se for o caso. Há autores que consideram
a análise de balanços uma arte, pois, embora existam alguns cálculos
razoavelmente formalizados, não existe forma científica ou metodologicamente
comprovada de relacionar os índices de maneira a obter um diagnóstico preciso.
Ou, melhor dizendo, cada analista poderia, com o mesmo conjunto de
informações e de quocientes, chegar a conclusões ligeira ou completamente
diferenciadas. É provável, todavia que dois analistas experimentados,
conhecendo igualmente bem o ramo de atividade da empresa, cheguem a
conclusões bastante parecidas (mas nunca idênticas) sobre a situação atual da
empresa, embora quase sempre apontem tendências diferentes, pelo menos em
grau, para o empreendimento. Os problemas começam a surgir da sintetização
das várias informações dispersas, pois, em pontos ou em quocientes isolados, é
mais fácil haver certeza de conclusão ou opinião técnica. Acerca de tal assunto,
julgue o item que se segue.

A elevada rentabilidade de uma empresa combinada com o aumento da sua


situação líquida circulante, pode explicar uma boa situação econômica e uma
situação financeira ruim.
Certo
Errado

Questão 8

CESPE - Analista Judiciário (TRE RJ) /Administrativa/


Contabilidade/2012

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A elaboração de indicadores tem por finalidade avaliar o desempenho de


determinada entidade a partir de diferentes critérios. Em relação a essa matéria,
julgue o item subsequente.

Se determinada empresa realizou um empréstimo para a construção de uma


nova sede corporativa, seu indicador de giro operacional não será diretamente
influenciado pela referida operação.
Certo
Errado

Questão 9

CEPERJ - Analista de Controle Interno (SEFAZ RJ)/2012/


Foram obtidas as seguintes informações de uma determinada empresa:
Grupos de Contas 01.01.2011 31.12.2011
Ativo Circulante R$ 7.000 R$ 15.850
Passivo Circulante R$ 3.800 R$ 8.200

Com esses dados, pode-se afirmar que o Capital Circulante Líquido apresentou
a seguinte variação:
a) negativa no montante de R$ 4.450.
b) positiva no montante de R$ 3.200
c) positiva no montante de R$ 4.450
d) negativa no montante de R$ 7.650
e) negativa no montante de R$ 8.850

Questão 10

FCC - Analista Judiciário (TRT 6ª


Região)/Administrativa/Contabilidade/2012/
A partir da análise das demonstrações financeiras da empresa AGA, obteve-se
os seguintes indicadores: Grau de Endividamento (participação de capitais de
terceiros em relação ao capital próprio) 200%; Composição do Endividamento
40%, Liquidez Corrente 1,6 e Liquidez Geral 1,0. Sabendo que o Ativo Total era
R$ 375.000,00, o seu Ativo Circulante era, em reais,
a) 240.000.
b) 160.000.
c) 150.000.

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d) 125.000.
e) 100.000.

Questão 11

FCC - Técnico Judiciário (TRF 4ª Região)/Apoio


Especializado/Contabilidade/2014/
Com base no Balanço Patrimonial de 31/12/2013 de uma empresa, foram
obtidas as seguintes informações:

− Índice de liquidez corrente = 2,0.


− Grau de concentração da dívida no curto prazo = 60%.
− Passivo Não Circulante = R$ 120.000,00.
− Ativo Não Circulante = R$ 174.000,00.

Sabendo-se que o Patrimônio Líquido da empresa, em 31/12/2012, era R$


200.000,00, que não houve aumento de Capital nem distribuição de dividendos
durante o ano de 2013, e que ainda não foi realizada a distribuição do resultado
obtido em 2013, o Resultado Líquido obtido pela empresa em 2013, foi, em
reais,
a) 34.000,00 (Lucro).
b) 32.300,00 (Lucro).
c) 24.225,00 (Lucro).
d) 46.000,00 (Prejuízo).
e) 46.000,00 (Lucro).

Questão 12

CESGRANRIO - Profissional Básico (BNDES)/Contabilidade (Ciências


Contábeis)/2011
Uma empresa vende produtos sob encomenda, com prazo médio de recebimento
de 60 dias após a entrega na fábrica do comprador. A empresa paga a seus
fornecedores com prazo médio de 30 dias após receber a matéria prima. Em
consequência, sua necessidade de capital de giro é elevada.

Para reduzi-la, a empresa poderia adotar várias providências, entre as quais


NÃO se inclui a diminuição do(s)
a) endividamento de longo prazo na sua estrutura de capital

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b) prazo médio de estocagem de matérias-primas


c) prazo médio de processamento das matérias-primas na fabricação dos
produtos
d) tempo médio de transporte dos produtos até o comprador
e) adiantamentos pagos a alguns de seus fornecedores

Questão 13

VUNESP - Profissional Básico (BNDES)/Contabilidade (Ciências


Contábeis)/2001
Dados extraídos do Balanço Patrimonial da Cia. Transamérica em 31.12.X0:

ATIVO CIRCULANTE R$
Disponível 30.000,00
Clientes 250.000,00
Estoques 180.000,00
PASSIVO CIRCULANTE R$
Fornecedores 150.000,00
Impostos a Pagar 40.000,00
Salários a Pagar 60.000,00
Empréstimos Bancários 90.000,00
Com base nessas informações, o Investimento Operacional em Giro (IOG) da
companhia é, em R$
a) nulo.
b) 90.000,00.
c) 180.000,00.
d) 210.000,00.
e) 250.000,00.

Questão 14
FCC - Analista Judiciário (TRT 4ª Região)/Apoio
Especializado/Economia/2006/
Considere os seguintes dados extraídos do Balanço Patrimonial da Cia. ABC (em
R$):

Ativo Circulante
12.000,00

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Disponível ........................................................ 27.000,00


Aplicações Financeiras .................................... 125.000,00
Duplicatas a Receber ....................................... 87.000,00
Estoques ........................................................ 38.000,00
Impostos a Recuperar ......................................
Passivo Circulante
Fornecedores ................................................... 97.000,00
Salários a Pagar............................................... 36.000,00
Dividendos a Pagar .......................................... 4.000,00
Empréstimos bancários.................................... 68.000,00
Impostos a Recolher ........................................ 55.000,00
A Necessidade Líquida de Capital de Giro (ou Necessidade de Investimento em
Giro) da companhia monta (em R$) a
a) 74.000,00
b) 62.000,00
c) 56.000,00
d) 38.000,00
e) 30.000,00 negativos

Questão 15
FUNRIO - Analista Técnico-Administrativo (MJ)/2009/
Uma empresa apresenta, em seu balanço patrimonial, ativo circulante de $
32.000, dos quais $ 17.000 são ativos operacionais. Seu passivo circulante é de
$ 30.000, dos quais $ 14.000 são passivos financeiros. Em relação a essa
empresa, pode-se afirmar que
a) seu capital circulante líquido é de $ 5.000.
b) sua necessidade de capital de giro é de $ 1.000.
c) sua necessidade de capital de giro é de $ 3.000.
d) seu capital de giro próprio é de $ 15.000.
e) seu capital circulante líquido e necessidade de capital de giro são de $ 2.000.

Questão 16
FCC - Analista Judiciário (TRF 1ª Região)/Administrativa/2011
Com relação aos tipos de orçamentos, considere as afirmativas abaixo:

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I. No orçamento de tipo tradicional há grande preocupação com a clareza dos


objetivos econômicos e sociais que motivaram a elaboração da peça
orçamentária.
II. O orçamento base-zero exige a reavaliação de todos os programas cada vez
que se inicia um novo ciclo orçamentário e não apenas as das solicitações que
ultrapassam o nível de gasto já existente.
III. O orçamento-programa considera os objetivos que o Governo pretende
atingir, num prazo pré-determinado.
IV. O orçamento de desempenho não pode ser considerado um orçamento-
programa, pois não incorpora o controle contábil do gasto e o detalhamento da
despesa.
V. No orçamento-programa a alocação dos recursos para unidades
orçamentárias se dá com base na proporção dos recursos gastos em exercícios
anteriores.
Está correto o que se afirma SOMENTE em:
________________________________________
a) I e IV.
b) I, III e IV.
c) II, III e V.
d) I, III, IV e V.
e) II e III.

Questão 17

FUNDATEC - Auditor do Estado (CAGE RS)/2014/


O orçamento público é um documento que contém a previsão de receitas e a
autorização de despesas a serem realizadas em um período de planejamento.
Existem vários tipos de orçamento público.
Sobre esse tema, a Coluna 1 relaciona cinco tipos de orçamento público,
enquanto a Coluna 2 descreve quatro possíveis significados que se aplicam
àquelas denominações. Associe adequadamente os termos da Coluna 1 às
descrições da Coluna 2.
Coluna 1
1. Orçamento Tradicional.
2. Orçamento-Programa.
3. Orçamento Participativo.
4. Orçamento de Realizações.
5. Orçamento Base-Zero.

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Coluna 2
( ) Orçamento que foi introduzido pelo Decreto-Lei 200, de 23/01/1967 e
considera os objetivos que o governo pretende alcançar. O orçamento passa a
ser um instrumento de operacionalização das ações do governo, com o objetivo
principal de acompanhar os projetos e avaliar sua performance.
( ) Orçamento no qual há necessidade de justificativa para todos os programas
cada vez que se inicia um novo ciclo orçamentário. Exige avaliação de todas as
despesas propostas para o ano a ser orçado, praticamente sem levar em
consideração a política seguida por anos anteriores.
( ) Orçamento constituído por uma listagem de contas, tem como objetivo
principal o controle dos gastos e não apresenta com clareza os objetivos
econômicos e sociais que motivaram a elaboração da peça orçamentária.
( ) Orçamento que incorpora a população no processo decisório da elaboração
orçamentária (lideranças da sociedade civil, audiências públicas e outras formas
de consulta direta à sociedade).

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:


________________________________________
a) 1 – 3 – 2 – 4.
b) 2 – 4 – 1 – 5.
c) 2 – 5 – 1 – 3.
d) 4 – 5 – 1 – 3.
e) 5 – 1 – 3 – 2..

Questão 18
IBFC - Agente de Controle Interno (CM Araraquara)/2016
Assinale a alternativa que apresenta corretamente o conceito de Orçamento
Base Zero.
________________________________________
a) Constitui-se em técnica para a elaboração do orçamento-programam pois é
um processo operacional, de planejamento e orçamento, exigindo que cada
administrador justifique detalhadamente os recursos solicitados. Todas as
funções dos departamentos devem ser avaliados e ordenados de acordo com a
sua relevância.
b) Possuía como aspecto principal o fato de não enfatizar o planejamento da
ação governamental, pois, em sua elaboração, não havia uma preocupação com
o atendimento das necessidades da coletividade, uma vez que não privilegiava
um programa de trabalho ou um conjunto de objetivos a atingir. Constituia-se
dessa forma, em mero instrumento contábil, no qual se arrolavam as receitas e
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as despesas, visando a dotar os órgãos com recursos suficientes para os gastos


administrativos, tendo por base o orçamento do exercício anterior, sem
nenhuma preocupação com o planejamento dos objetivos e metas a atingir.
c) Caracterizando um processo de evolução em relação ao orçamento
tradicional, evidencia-se neste tipo de orçamento a preocupação com o resultado
dos gastos e não apenas em si. Buscava-se a definição dos propósitos e objetivos
para os quais os créditos dos propósitos e objetivos para os quais os créditos se
faziam necessários, ou seja, a preocupação era saber " as coisas que o governo
faz, e não às coisas que o governo adquire", enfatizando dessa forma as
realizações governamentais em cada programa.
d) É técnica orçamentária vinculada ao planejamento econômico e social que
surgiu como uma necessidade de levar à pràtica, com programas anuais, os
planos governamentais de desenvolvimento a longo prazo.

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9. GABARITO DAS QUESTÕES COM COMENTÁRIOS


As respostas estão associadas ao número das questões do capítulo
anterior, com comentários logo a seguir.

Questão 1

CESPE - Analista Judiciário (CNJ)/Administrativa/Contabilidade/2013/


Em relação aos indicadores utilizados para análise econômico-financeira de uma
empresa, julgue o item seguinte.
O aumento da receita financeira proporciona acréscimo à margem operacional
da empresa.
Certo
Errado

Em empresas operacionais (não financeiras) as receitas financeiras,


normalmente, fazem parte do ciclo operacional. Dessa forma, apesar de ser
possível haver receita financeira proveniente de eventos não operacionais, como
juros sobre empréstimo a controladas ou juros sobre excedente de caixa obtido
a partir de venda de ativo não operacional, o mais comum é que as receitas
financeiras provenientes do descasamento entre os regimes operacionais de
caixa (aplicações financeiras) realmente aumentem a margem operacional.
Em nossos exemplos, colocamos as duas possibilidades (resultado financeiro
operacional e resultado financeiro não operacional).
A rigor, o enunciado deveria ter explicitado que tratava-se de receita financeira
operacional.

Questão 2

CESPE - Auditor Federal de Controle Externo/Controle


Externo/Auditoria Governamental/2013/
Acerca das taxas de retorno e dos indicadores de estrutura de capital e solvência,
julgue o item a seguir.

O EBITDA (earnings before interest, tax, depreciation and amortization) é um


indicador que se aproxima do fluxo de caixa operacional e possibilita a
comparação de empresas a fim de subsidiar as decisões de investimento.
Certo

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Errado

Na verdade o EBITDA é o fluxo de caixa operacional com retorno das despesas


que não representam desembolso de caixa. Dessa forma ele é um bom indicador
para esse fluxo e realmente é usado para subsidiar decisões de investimento no
mercado.

Questão 3

CESPE - Técnico Judiciário (TST)/Administrativa/"Sem


Especialidade"/2008
Pedro, técnico em administração e orçamento de uma empresa de pequeno
porte − Zetamix − que fornece material de escritório para algumas instituições
públicas do Distrito Federal (DF), trabalha com fluxo de caixa dividido por oito
semanas. Na quarta-feira passada, ele tomou conhecimento de que não ocorreu
a venda de um lote de material cuja entrada no fluxo estava prevista para o dia
anterior. Ele prontamente retificou o fluxo de caixa, retirando essa previsão. Ao
final do bimestre, ele fará o próximo relatório para entregar ao administrador
financeiro da empresa.
O fluxo de caixa de uma instituição é uma ferramenta que demonstra de forma
antecipada as entradas e saídas de recursos, com a finalidade de permitir ao
administrador a tomada de decisões referentes à disponibilidade de caixa.
A partir dessas informações e com base na situação hipotética descrita e nos
princípios que norteiam a administração financeira, julgue o item seguinte.
Pedro não agiu corretamente ao retificar imediatamente o fluxo de caixa quando
soube que a venda do lote de material não se concretizara, pois, como o próximo
relatório será elaborado ao final do bimestre, esse procedimento fará com que
o gestor perca a visão global de todo o processo de entrada e saída de recurso.
Certo
Errado
A pronta identificação de erros nas previsões e correção das projeções é
fundamental para que não haja distorção no fluxo de caixa REAL e o projetado,
de forma que a empresa passaria, a partir da correção, a prever MENOS caixa o
que permitiria ao gestor tomar decisões para evitar transtornos por conta disso.

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É claro que Pedro agiu corretamente, se ele não tivesse corrigido o fluxo
previsto, o gestor perderia a visão global do processo. Mas como ele fez, o gestor
está com a informação correta.

Questão 4

FUNRIO - Administrador (SUFRAMA)/2008/


O planejamento financeiro de uma organização constitui a forma pela qual suas
metas financeiras devem ser alcançadas, indicando o caminho que deverá ser
trilhado no futuro. NÃO constitui elemento a ser considerado em um modelo de
planejamento financeiro:
a) Necessidade de ativos.
b) Premissas econômicas.
c) Demonstrações financeiras projetadas.
d) Necessidade de financiamento.
e) Benchmarking.
Todos os itens anteriores dizem respeito a questões ligadas à administração
financeira. Necessidade de ativos, premissas econômicas, fundamentais para a
avaliação dos fluxos de caixa futuros, projeções, e a necessidade de
financiamento, capital próprio ou de terceiros. O Benchmark é a comparação das
práticas da sua empresa com Standards (padrões) de excelência de produtos,
serviços e técnicas do mercado.

Questão 5

SMA-RJ (antiga FJG) - Consultor Legislativo (CM RJ)/"Sem Área


Específica" /2015/
Determinado tipo de orçamento tem como objetivo oferecer uma alternativa de
flexibilização e se dá quando se faz necessária uma alteração no orçamento
original em razão de uma mudança significativa na expectativa de uma variável
fundamental. Esse tipo de orçamento empresarial denomina-se:
a) forecast
b) budget

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c) beyond budgeting
d) balanced scorecard
Essa questão é mais sobre os termos em inglês.
As 3 primeiras dizem respeito a questões orçamentárias.
Budget é o próprio orçamento, aquele que fixa as premissas e as previsões
firmes para o próximo exercício ou períodos. Budget forecast é o
acompanhamento e a revisão desse orçamento, ou seja, seria o orçamento
revisado.
Beyond budgeting é uma técnica inovadora que busca atuar SEM orçamento fixo.
Não se pode dizer que é um benchmark, mas para algumas empresas com
menos centralização e muito inovadoras, o orçamento pode ser um elemento de
rigidez, de forma que a liberdade dos gestores é maior, tendo que apresentar
resultados positivos no final.
Balanced Scorecard não tem relação com orçamento, é apenas uma ferramenta
de implementação de estratégias por meio de indicadores-chave de desempenho
(key performance indicators).

Questão 6
ESAF - Analista Técnico da SUSEP/Controle e Fiscalização -
Atuária/2006
A empresa Orizonina Metais S/A elaborou seu balanço com os seguintes dados
contábeis, referentes ao exercício de 2005, cujos valores são aqui apresentados
ao lado dos saldos anteriores:

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Finalizada sua elaboração, as demonstrações financeiras foram submetidas ao


processo de análise contábil possibilitando de sua leitura a conclusão de que:
a) a liquidez geral da empresa demonstra capacidade de pagamento de 71%
das dívidas já assumidas.
b) a liquidez corrente não alcança a cobertura de metade das dívidas de curto
prazo.
c) a rentabilidade líquida alcançada no período foi, exatamente, um
terço da rentabilidade bruta.
d) o capital de giro líquido, em 31 de dezembro, é positivo em 29% das
obrigações a pagar, no exercício seguinte ao balanço.
e) o grau de imobilização do capital alcança 70% do patrimônio bruto.
Demonstração do Resultado do Exercício
– DRE (R$)
Receita de Vendas 9.000
Custo das Mercadorias Vendidas -6.000
lucro bruto 3.000
Desp ADM -1.300
Depreciação no período -200
Desp Financeiras -500
Lucro Líquido 1.000

Balanço
Ativo Circulante 2.260 Passivo Circulante 3.200
Caixa 260 Fornecedores 700

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Títulos a Receber 500 Empréstimos Bancários 2.500


Mercadorias 1.500
Passivo Exigível a LP 400
Títulos a Pagar a LP 400
Ativo Não Circulante 5.040
Realizável a LP 600 Patrimônio Líquido 3.700
Títulos a Receber a LP 600 Capital Social 3.000
Reservas de Lucro 500
Imobilizado 4.440 Lucros Acumulados 200
Móveis e Utensílios 4.800
(-) Depreciação Acumulada -360

Total do Ativo 7.300 Total do Passivo + PL 7.300

a) A liquidez geral divide o Ativo circulante + Realizável a LP pelo Passivo Exigível


total.
2.260 + 600
𝐼𝐿𝐺 = = 79%
3200 + 400

b) Alcança mais da metade.


2.260
𝐼𝐿𝐶 = = 70%
3200
c) É exatamente 1/3.
3.000
𝑅𝑒𝑛𝑡𝑎𝑏𝑖𝑙𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑏𝑟𝑢𝑡𝑎 = = 1/3
9.000

1.000
𝑅𝑒𝑛𝑡𝑎𝑏𝑖𝑙𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑙í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑎 = = 1/9
9.000
d) O CGL é negativo.
𝑐𝑎𝑝𝑖𝑡𝑎𝑙 𝑑𝑒 𝑔𝑖𝑟𝑜 𝑙í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑜 = 2.260 − 3.200 = −940

e) Não existe patrimônio bruto nos conceitos contábeis, se estiver se referindo


ao Ativo Total (patrimônio integral), seria o seguinte:

4.440
𝐺𝑟𝑎𝑢 𝑑𝑒 𝐼𝑚𝑜𝑏𝑖𝑙𝑖𝑧𝑎çã𝑜 𝑑𝑜 𝐴𝑡𝑖𝑣𝑜 = = 60%
7.300

Questão 7

CESPE - Perito Criminal Federal/Área 1/1997


A análise de balanços pode ser vista como a arte de saber extrair relações úteis,
para o objetivo econômico que se pretenda, dos relatórios contábeis tradicionais
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e de suas extensões e detalhamentos, se for o caso. Há autores que consideram


a análise de balanços uma arte, pois, embora existam alguns cálculos
razoavelmente formalizados, não existe forma científica ou metodologicamente
comprovada de relacionar os índices de maneira a obter um diagnóstico preciso.
Ou, melhor dizendo, cada analista poderia, com o mesmo conjunto de
informações e de quocientes, chegar a conclusões ligeira ou completamente
diferenciadas. É provável, todavia que dois analistas experimentados,
conhecendo igualmente bem o ramo de atividade da empresa, cheguem a
conclusões bastante parecidas (mas nunca idênticas) sobre a situação atual da
empresa, embora quase sempre apontem tendências diferentes, pelo menos em
grau, para o empreendimento. Os problemas começam a surgir da sintetização
das várias informações dispersas, pois, em pontos ou em quocientes isolados, é
mais fácil haver certeza de conclusão ou opinião técnica. Acerca de tal assunto,
julgue o item que se segue.

A elevada rentabilidade de uma empresa combinada com o aumento da sua


situação líquida circulante, pode explicar uma boa situação econômica e uma
situação financeira ruim.
Certo
Errado

Tanto a situação econômica (rentabilidade alta) quanto a financeira (alta


liquidez) são boas. Situação líquida circulante é um termo que não existe, mas
é óbvio que se refere à liquidez, não importa se CGL, ILC etc.

Questão 8

CESPE - Analista Judiciário (TRE RJ) /Administrativa/


Contabilidade/2012
A elaboração de indicadores tem por finalidade avaliar o desempenho de
determinada entidade a partir de diferentes critérios. Em relação a essa matéria,
julgue o item subsequente.

Se determinada empresa realizou um empréstimo para a construção de uma


nova sede corporativa, seu indicador de giro operacional não será diretamente
influenciado pela referida operação.
Certo
Errado

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O empréstimo para a sede não tem influência operacional direta, pois estamos
falando de investimento em áreas não ligadas à produção (sede).

Questão 9

CEPERJ - Analista de Controle Interno (SEFAZ RJ)/2012/


Foram obtidas as seguintes informações de uma determinada empresa:
Grupos de Contas 01.01.2011 31.12.2011
Ativo Circulante R$ 7.000 R$ 15.850
Passivo Circulante R$ 3.800 R$ 8.200

Com esses dados, pode-se afirmar que o Capital Circulante Líquido apresentou
a seguinte variação:
a) negativa no montante de R$ 4.450.
b) positiva no montante de R$ 3.200
c) positiva no montante de R$ 4.450
d) negativa no montante de R$ 7.650
e) negativa no montante de R$ 8.850

𝑐𝑎𝑝𝑖𝑡𝑎𝑙 𝑑𝑒 𝑔𝑖𝑟𝑜 𝑙í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑜 𝑖𝑛𝑖𝑐𝑖𝑎𝑙 = 7.000 − 3.800 = 3.200

𝑐𝑎𝑝𝑖𝑡𝑎𝑙 𝑑𝑒 𝑔𝑖𝑟𝑜 𝑙í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑜 𝑓𝑖𝑛𝑎𝑙 = 15.850 − 8.200 = 7.650

Variou positivamente (cresceu) R$ 4.450 no período.

Questão 10

FCC - Analista Judiciário (TRT 6ª


Região)/Administrativa/Contabilidade/2012/
A partir da análise das demonstrações financeiras da empresa AGA, obteve-se
os seguintes indicadores: Grau de Endividamento (participação de capitais de
terceiros em relação ao capital próprio) 200%; Composição do Endividamento
40%, Liquidez Corrente 1,6 e Liquidez Geral 1,0. Sabendo que o Ativo Total era
R$ 375.000,00, o seu Ativo Circulante era, em reais,
a) 240.000.
b) 160.000.
c) 150.000.
d) 125.000.
e) 100.000.

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O índice de endividamento padrão, definido pela CVM na ICVM 480/09, não é o


que o enunciado trata, ele divide o passivo exigível pelo ativo total, no caso, o
enunciado trata da divisão entre capital de terceiros e capital próprio.
Porém, como o enunciado já deu a fórmula podemos seguir sem problemas.

𝐴𝑡𝑖𝑣𝑜 𝐶𝑖𝑟𝑐𝑢𝑙𝑎𝑛𝑡𝑒
𝐿𝑖𝑞𝑢𝑖𝑑𝑒𝑧 𝐶𝑜𝑟𝑟𝑒𝑛𝑡𝑒 = = 1,6
𝑃𝑎𝑠𝑠𝑖𝑣𝑜 𝐶𝑖𝑟𝑐𝑢𝑙𝑎𝑛𝑡𝑒

𝐴𝑡𝑖𝑣𝑜 𝐶𝑖𝑟𝑐𝑢𝑙𝑎𝑛𝑡𝑒 = 1,6𝑃𝑎𝑠𝑠𝑖𝑣𝑜 𝐶𝑖𝑟𝑐𝑢𝑙𝑎𝑛𝑡𝑒

𝑃𝑎𝑠𝑠𝑖𝑣𝑜 𝐶𝑖𝑟𝑐𝑢𝑙𝑎𝑛𝑡𝑒
𝐶𝑜𝑚𝑝𝑜𝑠𝑖çã𝑜 𝑑𝑜 𝑒𝑛𝑑𝑖𝑣𝑖𝑑𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 = = 0,4
𝑃𝑎𝑠𝑠𝑖𝑣𝑜 𝐸𝑥𝑖𝑔í𝑣𝑒𝑙 𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙

𝐴𝑡𝑖𝑣𝑜 𝐶𝑖𝑟𝑐𝑢𝑙𝑎𝑛𝑡𝑒 − 𝑅𝑒𝑎𝑙𝑖𝑧á𝑣𝑒𝑙 𝑎 𝐿𝑃


𝐿𝑖𝑞𝑢𝑖𝑑𝑒𝑧 𝐺𝑒𝑟𝑎𝑙 = = 1,0
𝑃𝑎𝑠𝑠𝑖𝑣𝑜 𝐸𝑥𝑖𝑔í𝑣𝑒𝑙 𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙

𝑃𝑎𝑠𝑠𝑖𝑣𝑜 𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙
𝐺𝑟𝑎𝑢 𝑑𝑒 𝐸𝑛𝑑𝑖𝑣𝑖𝑑𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 = =2
𝐶𝑎𝑝𝑖𝑡𝑎𝑙 𝑃𝑟ó𝑝𝑟𝑖𝑜

𝑃𝑎𝑠𝑠𝑖𝑣𝑜 𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙 = 2𝐶𝑎𝑝𝑖𝑡𝑎𝑙 𝑃𝑟ó𝑝𝑟𝑖𝑜

𝐴𝑡𝑖𝑣𝑜 𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙 = 2𝐶𝑎𝑝𝑖𝑡𝑎𝑙 𝑃𝑟ó𝑝𝑟𝑖𝑜 + 𝐶𝑎𝑝𝑖𝑡𝑎𝑙 𝑃𝑟ó𝑝𝑟𝑖𝑜 = 375.000

𝐶𝑎𝑝𝑖𝑡𝑎𝑙 𝑃𝑟ó𝑝𝑟𝑖𝑜 = 125.000


𝑃𝑎𝑠𝑠𝑖𝑣𝑜 𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙 = 250.000

𝑃𝑎𝑠𝑠𝑖𝑣𝑜 𝐶𝑖𝑟𝑐𝑢𝑙𝑎𝑛𝑡𝑒 = 250.000𝑥0,4 = 100.000

𝐴𝑡𝑖𝑣𝑜 𝐶𝑖𝑟𝑐𝑢𝑙𝑎𝑛𝑡𝑒 = 100.000𝑥1,6 = 160.000

Questão 11

FCC - Técnico Judiciário (TRF 4ª Região)/Apoio


Especializado/Contabilidade/2014/
Com base no Balanço Patrimonial de 31/12/2013 de uma empresa, foram
obtidas as seguintes informações:

− Índice de liquidez corrente = 2,0.

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− Grau de concentração da dívida no curto prazo = 60%.


− Passivo Não Circulante = R$ 120.000,00.
− Ativo Não Circulante = R$ 174.000,00.

Sabendo-se que o Patrimônio Líquido da empresa, em 31/12/2012, era R$


200.000,00, que não houve aumento de Capital nem distribuição de dividendos
durante o ano de 2013, e que ainda não foi realizada a distribuição do resultado
obtido em 2013, o Resultado Líquido obtido pela empresa em 2013, foi, em
reais,
a) 34.000,00 (Lucro).
b) 32.300,00 (Lucro).
c) 24.225,00 (Lucro).
d) 46.000,00 (Prejuízo).
e) 46.000,00 (Lucro).

Temos que o Ativo Circulante = 2 Passivo Circulante


Passivo Total = 120.000 + Passivo Circulante
60% do Passivo Total é Circulante, logo 0,4 é Passivo não circulante.
0,4PT = 120.000, logo PT = 300.000
O Passivo circulante, portanto, será 180.000.
O ativo circulante será, portanto, 360.000 (2xPC)
O Ativo Não Circulante é 174.000, logo o Ativo Total = 534.000.
O Patrimônio do ANO ANTERIOR era de 200.000 e não houve aumento de capital.
Logo, ao final de 2013 teríamos um PL + Passivo de 200.000 + 300.000 + Lucro
do exercício.
Como PL + Passivo tem que ser igual ao Ativo Total, temos que o lucro é:
534.000 – 500.000 = 34.000.

Questão 12

CESGRANRIO - Profissional Básico (BNDES)/Contabilidade (Ciências


Contábeis)/2011
Uma empresa vende produtos sob encomenda, com prazo médio de recebimento
de 60 dias após a entrega na fábrica do comprador. A empresa paga a seus

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fornecedores com prazo médio de 30 dias após receber a matéria prima. Em


consequência, sua necessidade de capital de giro é elevada.

Para reduzi-la, a empresa poderia adotar várias providências, entre as quais


NÃO se inclui a diminuição do(s)
a) endividamento de longo prazo na sua estrutura de capital
b) prazo médio de estocagem de matérias-primas
c) prazo médio de processamento das matérias-primas na fabricação dos
produtos
d) tempo médio de transporte dos produtos até o comprador
e) adiantamentos pagos a alguns de seus fornecedores

A diminuição do endividamento de longo prazo reduz caixa. A diminuição dos


prazos médios de estocagem e de processamento (reduz o ciclo do estoque)
reduz o ciclo de caixa, pois ele poderá vender MAIS rápido. A diminuição do
tempo de transportes reduz o tempo para receber, melhorando a situação de
caixa e a diminuição de adiantamentos pagos a fornecedores mantém MAIS
caixa.

Questão 13

VUNESP - Profissional Básico (BNDES)/Contabilidade (Ciências


Contábeis)/2001
Dados extraídos do Balanço Patrimonial da Cia. Transamérica em 31.12.X0:

ATIVO CIRCULANTE R$
Disponível 30.000,00
Clientes 250.000,00
Estoques 180.000,00
PASSIVO CIRCULANTE R$
Fornecedores 150.000,00
Impostos a Pagar 40.000,00
Salários a Pagar 60.000,00
Empréstimos Bancários 90.000,00
Com base nessas informações, o Investimento Operacional em Giro (IOG) da
companhia é, em R$
a) nulo.
b) 90.000,00.
c) 180.000,00.
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d) 210.000,00.
e) 250.000,00.
É uma questão que trata da NECESSIDADE LÍQUIDA de Capital de Giro
Operacional (investimento operacional em giro). Essa conta, muito comum em
finanças, exclui do Ativo Circulante e do Passivo Circulante o caixa (que já é
líquido, portanto não estará mais relacionado à parte operacional da empresa)
e recebíveis que não estão relacionados com a operação e do Passivo circulante
os itens que não tem a ver com o financiamento direto das operações.
Dessa forma temos:
𝑁𝐶𝐺 = 𝐴𝑡𝑖𝑣𝑜 𝐶𝑖𝑟𝑐. 𝑂𝑝𝑒𝑟𝑎𝑐𝑖𝑜𝑛𝑎𝑙 − 𝑃𝑎𝑠𝑠𝑖𝑣𝑜 𝐶𝑖𝑟𝑐. 𝑂𝑝𝑒𝑟𝑎𝑐𝑖𝑜𝑛𝑎𝑙
𝑁𝐶𝐺 = (250.000 + 180.000) − (150.000 + 40.000 + 60.000) = 𝑅$ 180.000

Questão 14
FCC - Analista Judiciário (TRT 4ª Região)/Apoio
Especializado/Economia/2006/
Considere os seguintes dados extraídos do Balanço Patrimonial da Cia. ABC (em
R$):

Ativo Circulante
Disponível ........................................................ 12.000,00
Aplicações Financeiras .................................... 27.000,00
Duplicatas a Receber ....................................... 125.000,00
Estoques ........................................................ 87.000,00
Impostos a Recuperar ...................................... 38.000,00
Passivo Circulante
Fornecedores ................................................... 97.000,00
Salários a Pagar............................................... 36.000,00
Dividendos a Pagar .......................................... 4.000,00
Empréstimos bancários.................................... 68.000,00
Impostos a Recolher ........................................ 55.000,00
A Necessidade Líquida de Capital de Giro (ou Necessidade de Investimento em
Giro) da companhia monta (em R$) a
a) 74.000,00
b) 62.000,00
c) 56.000,00
d) 38.000,00

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e) 30.000,00 negativos
Idêntica à anterior, atentando para:
Impostos a recuperar FAZ parte da operação, pois os impostos vieram de algum
valor excessivo pago a partir das vendas.
Disponível e aplicação financeira é CAIXA.
Dividendos a pagar NÃO é despesa operacional, é distribuição de lucro.

Questão 15
FUNRIO - Analista Técnico-Administrativo (MJ)/2009/
Uma empresa apresenta, em seu balanço patrimonial, ativo circulante de $
32.000, dos quais $ 17.000 são ativos operacionais. Seu passivo circulante é de
$ 30.000, dos quais $ 14.000 são passivos financeiros. Em relação a essa
empresa, pode-se afirmar que
a) seu capital circulante líquido é de $ 5.000.
b) sua necessidade de capital de giro é de $ 1.000.
c) sua necessidade de capital de giro é de $ 3.000.
d) seu capital de giro próprio é de $ 15.000.
e) seu capital circulante líquido e necessidade de capital de giro são de $ 2.000.
Mais uma vez é necessário diferenciar a parte financeira da parte operacional. A
parte financeira, o capital circulante líquido, é AC – PC = 32.000 – 30.000 =
2.000, o que já diz que a letra A está errada.
Na Letra B, temos que a parte operacional dos ativos circulantes é 17.000 e a
parte operacional dos passivos circulantes é (R$ 30.000 – R$ 14.000) R$ 16.000,
de forma que a necessidade de capital de giro líquido operacional é (R$ 17.000
– R$ 16.000) R$ 1.000.

Questão 16

FCC - Analista Judiciário (TRF 1ª Região)/Administrativa/2011


Com relação aos tipos de orçamentos, considere as afirmativas abaixo:

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I. No orçamento de tipo tradicional há grande preocupação com a clareza dos


objetivos econômicos e sociais que motivaram a elaboração da peça
orçamentária.
II. O orçamento base-zero exige a reavaliação de todos os programas cada vez
que se inicia um novo ciclo orçamentário e não apenas as das solicitações que
ultrapassam o nível de gasto já existente.
III. O orçamento-programa considera os objetivos que o Governo pretende
atingir, num prazo pré-determinado.
IV. O orçamento de desempenho não pode ser considerado um orçamento-
programa, pois não incorpora o controle contábil do gasto e o detalhamento da
despesa.
V. No orçamento-programa a alocação dos recursos para unidades
orçamentárias se dá com base na proporção dos recursos gastos em exercícios
anteriores.
Está correto o que se afirma SOMENTE em:
________________________________________
a) I e IV.
b) I, III e IV.
c) II, III e V.
d) I, III, IV e V.
e) II e III.

Questão 17

FUNDATEC - Auditor do Estado (CAGE RS)/2014/


O orçamento público é um documento que contém a previsão de receitas e a
autorização de despesas a serem realizadas em um período de planejamento.
Existem vários tipos de orçamento público.
Sobre esse tema, a Coluna 1 relaciona cinco tipos de orçamento público,
enquanto a Coluna 2 descreve quatro possíveis significados que se aplicam
àquelas denominações. Associe adequadamente os termos da Coluna 1 às
descrições da Coluna 2.
Coluna 1
1. Orçamento Tradicional.
2. Orçamento-Programa.
3. Orçamento Participativo.
4. Orçamento de Realizações.
5. Orçamento Base-Zero.

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Coluna 2
( ) Orçamento que foi introduzido pelo Decreto-Lei 200, de 23/01/1967 e
considera os objetivos que o governo pretende alcançar. O orçamento passa a
ser um instrumento de operacionalização das ações do governo, com o objetivo
principal de acompanhar os projetos e avaliar sua performance.
( ) Orçamento no qual há necessidade de justificativa para todos os programas
cada vez que se inicia um novo ciclo orçamentário. Exige avaliação de todas as
despesas propostas para o ano a ser orçado, praticamente sem levar em
consideração a política seguida por anos anteriores.
( ) Orçamento constituído por uma listagem de contas, tem como objetivo
principal o controle dos gastos e não apresenta com clareza os objetivos
econômicos e sociais que motivaram a elaboração da peça orçamentária.
( ) Orçamento que incorpora a população no processo decisório da elaboração
orçamentária (lideranças da sociedade civil, audiências públicas e outras formas
de consulta direta à sociedade).

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:


________________________________________
a) 1 – 3 – 2 – 4.
b) 2 – 4 – 1 – 5.
c) 2 – 5 – 1 – 3.
d) 4 – 5 – 1 – 3.
e) 5 – 1 – 3 – 2..

Questão 18

IBFC - Agente de Controle Interno (CM Araraquara)/2016


Assinale a alternativa que apresenta corretamente o conceito de Orçamento
Base Zero.
________________________________________
a) Constitui-se em técnica para a elaboração do orçamento-programam
pois é um processo operacional, de planejamento e orçamento, exigindo
que cada administrador justifique detalhadamente os recursos
solicitados. Todas as funções dos departamentos devem ser avaliados e
ordenados de acordo com a sua relevância.
b) Possuía como aspecto principal o fato de não enfatizar o planejamento da
ação governamental, pois, em sua elaboração, não havia uma preocupação com
o atendimento das necessidades da coletividade, uma vez que não privilegiava

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um programa de trabalho ou um conjunto de objetivos a atingir. Constituia-se


dessa forma, em mero instrumento contábil, no qual se arrolavam as receitas e
as despesas, visando a dotar os órgãos com recursos suficientes para os gastos
administrativos, tendo por base o orçamento do exercício anterior, sem
nenhuma preocupação com o planejamento dos objetivos e metas a atingir.
c) Caracterizando um processo de evolução em relação ao orçamento
tradicional, evidencia-se neste tipo de orçamento a preocupação com o resultado
dos gastos e não apenas em si. Buscava-se a definição dos propósitos e objetivos
para os quais os créditos dos propósitos e objetivos para os quais os créditos se
faziam necessários, ou seja, a preocupação era saber " as coisas que o governo
faz, e não às coisas que o governo adquire", enfatizando dessa forma as
realizações governamentais em cada programa.
d) É técnica orçamentária vinculada ao planejamento econômico e social que
surgiu como uma necessidade de levar à pràtica, com programas anuais, os
planos governamentais de desenvolvimento a longo prazo.

Análise das alternativas.

a) A alternativa trata do orçamento base-zero, que é a técnica em que cada


gestor deve justificar os recursos solicitados anualmente, sem utilizar o ano
anterior como base.
O Orçamento Base-Zero exige que o administrador justifique, a cada ano, todas
as dotações solicitadas em seu orçamento, incluindo alternativas, análise de
custo, finalidade, medidas de desempenho, e as consequências da não
aprovação do orçamento. A ênfase é na eficiência, e não se preocupa com as
classificações orçamentárias, mas com o porquê de se realizar determinada
despesa.
b) Refere-se ao orçamento tradicional.
c) Refere-se ao orçamento de desempenho.
d) Refere-se ao orçamento programa, por vincular o orçamento com o
planejamento.

Prof.Administração
Paulo Portinho www.estrategiaconcursos.com.br
Financeira p/ IF-Baiano (Assistente em Administração) - Pós-Edital 81 de 81
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