Você está na página 1de 26

OBJECTIVOS

O objetivo central deste artigo prioriza analisar possibilidades de como se processou a estruturação da
hierarquização em sua gênese, nas casas de culto da religião afro-brasileira com matriz africana iorubá,
que, oficialmente, são identificadas no século

ORGANIZAÇÃO POLÍTICA DAS CIDADES IORUBÁS


A caracterizam do grupo Iorubas, então, parte de duas vertentes: a origem
mítica e a histórica, reconhecidas como elementos compostos, articuladores para a
compreensão da estrutura de poder que emerge dos reinos, posto que a sociedade
ioruba tradicional africana seja estabelecida a partir do ‘rei’. Segundo Obateru (2006),
havia, nessa formação, o ‘Conselho de Estado’, chefiado pelo rei, que era geralmente
composto por cerca de seis a oito altos chefes/obás. Mas, em alguns Estados, nos
palácios, estavam também representadas as principais associações e agremiações
sociopolíticas. O mais antigo dos conselheiros de Estado (alto chefe) era feito
primeiroministro, que recebia títulos específicos em determinados palácios como:
Obalufan em Ile-Ifé, Basorun em Oyó, Olisa em Ijebu-Ode e Lisa em Ondo. O título de
Lisa era usado para o primeiro-ministro na maioria das cidades iorubás. O ‘Conselho de
Estado’ não era apenas o mais alto tribunal, mas também a última instância de recurso
do reino.
O rei, porém, tinha a prerrogativa especial do perdão. O Conselho abordava as
apelações dos tribunais inferiores, as disputas entre os chefes ou entre os povos de
diferentes quarteirões/clãs sob o controle do conselho de diferentes senhores, bem
como com os processos penais, como: homicídio, assassinato, traição, incêndio,
incesto, roubo, feitiçaria e bruxaria ou a efetivação das práticas das mulheres em cultos
secretos, etc.
Além dos Conselheiros de Estado, no modelo clássico ou tradicional,
presidido pelo rei ou pelo primeiro-ministro e compostos pelos chefes territoriais ou de
quarteirões, cada palácio real tinha um segundo grupo de chefes que poderia ser
descrito como ‘chefes menores’ do palácio. A evolução da importância e da
proeminência desses chefes do palácio não é clara. Originalmente, eram empregados
pessoais do rei, que, no decorrer do tempo, tomaram essa função, pela estreita
convivência e atenção à segurança do rei e do palácio, como também, os seus úteis
conselhos e assessorias nas responsabilidades governamentais que foram
aumentando ao longo do tempo. Esses chefes formam, assim, um grupo de agentes
que estão a serviço para resolução de problemas iminentes do cotidiano, como
conflitos de vizinhança, casais ou famílias, dentre as mais diversas demandas da
população e, exercendo um papel importante na triagem dos assuntos que dizem
respeito à intervenção direta do rei/obá supremo. Esse tipo de ‘Conselho Real’ foi
confirmado e identificado, na atualidade, no trabalho de campo20, na cidade de
Abeokuta, capital do Estado de Ogum. Embora classificados abaixo dos chefes
públicos do Conselho de Estado, nas situações sociopolíticas, é sobre eles que a vida
do rei, em grande parte, é articulada. O Conselho Real está sempre presente no
palácio, seus membros têm acesso regular ao rei e podem penetrar na câmara interior
do palácio em companhia do rei. Ao contrário dos chefes públicos ou conselheiros do
Estado, os chefes do palácio transitam no dia a dia pelas alas. Além disso, eles são
responsáveis pela realização dos rituais religiosos no palácio e para representar o rei
em várias cerimônias religiosas e festivas, realizadas em templos e santuários fora do
palácio.
Obateru (2006) destaca que com a força da sua proximidade pessoal e funcional ao rei,
esses chefes do interior dos palácios poderiam ser caracterizados como da ordem do
real, então - conselheiros reais - os olhos do rei, responsáveis pela protecção e
promoção dos interesses do soberano em assuntos de Estado. Os membros do
Conselho de Estado, então, não dispõem dessas vantagens especiais: eles teriam que
ir aos chefes do palácio antes que pudessem ver o rei. No trânsito no palácio, por
exemplo, os membros do Conselho do Estado não poderiam avançar para além da sala
de audiências. Há também as administrações locais, com dois tipos de hierarquia de
governo: o ‘Conselho do Quarteirão’ e o ‘Conselho Composto’. Como o modelo de
cidade iorubá foi organizada em quarteirões residenciais, geralmente tendo como base
o clã, cada quarteirão, então, tem seu chefe/obá. Na atualidade, devido ao grande
número de bairros urbanos, cada representante de clã não poderia ter um lugar no
Conselho de Estado. O grande número de litígios explica, em grande parte, a criação
das gestões regionais, correspondentes às actividades governamentais com seus
respectivos conselhos locais. O chefe do quarteirão é o membro mais velho do clã,
portanto, um importante elemento do sistema político do Estado.
Nesse sentido, a formação do clã se dá pela família estendida, como prolongamento de
um antepassado comum, cuja principal construção/edifício do quarteirão ou bairro é em
sua homenagem e, geralmente, seu mausoléu, denominado de Igbále (bale)’21,
encontra-se no pátio central do quarteirão, sendo esse o legítimo senhorio, isto é, o
verdadeiro dono das terras onde se encontra constituído o clã. Esses antepassados
são venerados e recebem oferendas e atenção tal qual uma divindade.
Assim, um clã consiste de um número de famílias extensas, que é dirigido por seu
membro mais velho do sexo masculino. Esses membros representantes dos clãs
formam o ‘Conselho dos Chefes dos Quarteirões’, que elegem um representante para
atuar no ‘Conselho Composto ou Local’. O Conselho Composto, então, tem, em seu
conjunto, o representante dos chefes dos quarteirões, que é a unidade básica política
da cidade e do estado da Nigéria. É indispensável destacar, diante da educação
ocidental e capitalista em que vivemos, os valores que ainda perpassam a estrutura
político-social iorubá, na atualidade, em relação à grande base de toda a sua
sociedade, que é a família. O grupo familiar faz parte do sistema democrático e sob o
qual as tradições foram construídas e são preservadas. Os anciãos garantem pela sua
sabedoria e antiguidade um posto de destaque que suscita respeito e exemplo aos
mais novos. As famílias extensas que coabitam enormes quarteirões são a garantia da
continuidade da linhagem, e a perpetuação dessa memória coletiva é constituída não
só pelos seus membros vivos, mas também pelos seus membros já falecidos e, ainda,
por aqueles que virão a nascer. O organograma 1, que segue abaixo, é a
representação da organização clássica da política iorubá, que demonstrando a relação
direta entre a formação política clássica iorubá africana e a estruturação de hierarquia
de uma casa de culto de matriziorubá afro-brasileira.

FORMAÇÃO CLÁSSICA DA ORGANIZAÇÃO POLÍTICA IORUBÁ


Organograma 1 – Hierarquia nos palácios iorubás no século XIX.

ESTRUTURA ECONÔMICA

Durante o momento de sua expansão, suplantada posteriormente por Oyo, Ifé tornou-
se uma espécie de cidade modelo, da qual as cidades iorubás acabaram por copiar
certas estruturas.

Um elemento chave na vida dos iorubás, e que determinou em grande medida o


ritmo da vida e das estruturas urbanas, foi a existência de uma considerável economia
mercantil. Nesse sentido, as atividades comerciais ganhavam uma relevância
significativa, já que a agricultura era basicamente de subsistência, e em algumas
regiões, devido à maior ou menor influência da floresta, era uma atividade difícil de ser
realizada, sendo, muitas vezes, complementada pela caça.
Por isso, o comércio era essencial, inclusive para manter a dieta alimentar da
população das cidades. Nestas desenvolveram-se escolas de artífices e escultores,
além de uma categoria de experientes comerciantes. A própria estrutura das cidades
iorubás revelava a importância da atividade mercantil, já que todas possuíam praças
onde funcionavam mercados, que vendiam não só produtos locais, mas também os
trazidos de outras regiões.

Foto: Comércio na cidade de Benin (Benin City)

De uma forma geral esses núcleos urbanos se organizavam da seguinte maneira:


Cada uma destas cidades era dividida em bairros governados por um chefe seccional.
Cada uma das cidades possuía os seus nichos sagrados, o seu palácio real, as suas
praças de mercado, os seus lugares de reunião, onde o governo da cidade podia tratar
dos seus assuntos e o povo discutir as novidades do dia.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O que foi revelado no estudo de campo em território africano iorubá,
inicialmente, é que todos os locais pesquisados com origem étnica iorubá estão situados
em precários complexos urbanos, que se formaram pela ocorrência de enfrentamentos e
guerras interétnicas. Assim, as mulheres que organizaram as casas de culto de matriz
iorubá, constituídas no Brasil, mais especificamente no Recife e em Salvador, viviam,
no continente africano, no século XIX, em núcleos urbanizados ou semiurbanizados,
tendo em vista, assim, o conhecimento e a dinâmica estrutural do convívio na
diversidade étnica.
In loco, em um periférico estudo de campo na parte sul da Nigéria, foi

constatado, através da observação e dos questionamentos aos parceiros/intérpretes e

A POLÍTICA DOS IORUBAS

Desde o ano 1000 já se contam diversos reinos Iorubas. Cada um centrava-se numa cidade-
capital onde famílias de agricultores, sacerdotes, comerciantes e artífices viviam sob a soberania
de reis locais, que acreditavam ser descendentes de Oduduá.

Os Iorubas possuíam uma organização política semelhante às cidades-estado gregas, como


assinala Mário Maesti (1988: 54). É importante entendermos que nunca houve uma unidade
política bem definida, e a designação de Império Iorubas é equívoca. Os Iorubas constituíam,
verdadeiramente, uma unidade cultural e tinham ligações religiosas, persistentes ainda hoje.
Basil Davidson (1981: 126) afirma que:

As cidades-estado eram governadas pelos reis que organizavam, principalmente, as relações


entre as pessoas. Para isso, ele possuía uma série de dignitários que formavam sua corte, que,
segundo Mónica Buonfiglio (1995:113), é a seguinte:

· Obá _ o rei.

· Apero Obá _ grupo de sete que acordam o rei; conselheiros.

· Iwarata _ poderosos conselheiros; não ultrapassam o número de sete.

· Onifá _ o que joga para prevenir.

· Ameeku _ líder dos onifás.

· Babalawo _ o feiticeiro.

· Olori awo _ o líder dos feiticeiros.

· Awon Ogboni _ os homens de maior conhecimento; fazem parte de uma sociedade secreta.
· Awon Obinrin _ a seita das mulheres.

· Iyalode _ título consagrado à representante das mulheres no palácio.

· Awon eso _ soldados.

· Dori Iya _ homens incumbidos de cuidar do bem-estar das princesas.

· Awon Eya _ eunuco.

Os reis e os sacerdotes vivem dos tributos cobrados ao povo. Esses tributos são moderados, pois
não havia um poder coercitivo forte. As pessoas acreditavam que o rei era o descendente vivo da
divindade patrona da cidade, daí os tributos serem pagos de maneira espontânea.

Essa crença é embasada no mito sobre a origem dos iorubás19. Entretanto, por trás desse mito,
existe uma história que, possivelmente, seja verdadeira.

Segundo Verger (1997: 253):

Obatalá teria sido o rei dos igbôs, uma população instalada perto do lugar que se tornou mais
tarde a cidade de Ifé. (...) Durante seu reinado, ele foi vencido por Oduduá, que encabeçava um
exército, fazendo-se acompanhar de dezesseis personagens, cujos nomes variam segundo os
autores. Estes são conhecidos pelo nome de awòn agbàgbà, “os antigos”. Oduduá, após ter se
instalado como rei de Ifé, mandou seus filhos conquistarem outras regiões, criando vários reinos
ligados a Ifé. Assim, Oraniam conquistou Oió; Ogum, Irê; Exu, Queto; e assim por diante.

Após a sua morte, a figura de Oduduá se confundiu com a de Orixanlá e acabou sendo cultuado
como um orixá, assim como seus filhos, reis em outros locais, deixando seus filhos como reis
que se sucedem, geração após geração, até hoje.

A religião Iorubas era uma espécie de política prática. Da mesma forma que outorga o poder aos
reis, também regulam a sua administração. O rei que for entendido como mau, ou seja, que
permitiu que sentimentos mundanos influíssem no seu governo deixando o bem-estar de seus
súbditos em segundo plano, será, de acordo com as normas estabelecidas pelos ancestrais,
destituído de seu cargo pelo próprio povo. Ifé, ao sul de Oió, é a cidade sagrada, sede da Oni, rei
do local e chefe religioso dos Iorubas. A soberania política pertencia ao Alafin que residia em
Oió, mas seu poder podia ser extinto pelo ogboni, espécie de senado de notáveis.

No final do século XVII, Oió havia agregado ao seu reino, grande parte da região oeste do
riNíger, o norte da floresta e os bosques esparsos do Daomé. Esse reino, convencionalmente
chamado de Império de Oió, durou mais de cem anos.

REFERÊNCIAS
AJAYI, J. F. A.; AKINTOYE, S. A. Yorubaland is the nineteenth century. In: IKIME, Obaro
(org.). Groundwork of Nigerian History. Ibadan; Nigeria: Heinemann Educational Books,
2004, p. 280 - 302. 613 p.
BASTIDE, Roger. As Américas Negras. São Paulo: Difel, Editora da Universidade de São
Paulo, 1974. 210 p.
______ . As religiões africanas no Brasil: contribuição a uma sociologia das interpenetrações
de civilizações. São Paulo: Pioneira Editora, 1971.v. 1, 240 p.
CROWTHER, Samuel. A dictionary of the yorùbá language. 20 ed. Ibadan/Nigeria:
University Press PLC, 2003. Part II, p. 53. 460 p.
KOTCHAKOVA, N. B. As religiões dos iorubás: Nigéria. In: GROMOKO, A. A. (org.). As
religiões da África: tradicionais e sincréticas. Moscovo; Acadêmia das Ciências da URSS,
1987. 328 p.
LEITE, Fábio Rubens da Rocha. Valores civilizatórios em sociedades negro-africanas. In:
Revista do Centro de Estudos Africanos - FFCH/USP. Nº 18/19 (I). São Paulo: Humanitas

Publicações; Universidade de São Paulo, 1995/1996, p. 106.

Bibliografia:
Yoruba information (em inglês). Disponível em:
< http://www.uiowa.edu/~africart/toc/people/yoruba.html >
Yoruba (em inglês). Disponível em: < http://www.everyculture.com/wc/Mauritania-
to-Nigeria/Yoruba.html >
Escultura[editar | editar código-fonte]
Museu Britânico, cabeça de bronze de Ife, é um dos dezoito objetos que foram descobertos em 1938 no
assentamento de Ifé, na Nigéria. Provavelmente foi feita no século XII

Os iorubás são considerados prolíficos escultores, famosos por suas magníficas obras em terracota
em todo o século XII e XIV; Os artistas também earnests sua capacidade em fazer obras de arte de
bronze.[1]
Museu Esiẹ é um museu em Esie, Irepodun. O museu foi o primeiro a ser estabelecido na Nigéria,
quando abriu em 1945. O museu já abrigou mais de mil figuras lápide ou imagens que representam
os seres humanos. Tem a fama de ter a maior coleção de imagens de pedra-sabão no mundo. [2] Nos
tempos modernos, o museu Esie tem sido o centro das atividades religiosas e apresenta um festival
no mês de abril de cada ano.

Têxtil[editar | editar código-fonte]


A tecelagem é feita em diferentes tipos de teares, a fim de criar centenas de padrões diferentes.
[carece de fontes]

Cozinha[editar | editar código-fonte]

Prato de iyan (inhame moído)


Corte Moin Moin; folhas "Ewe eran" (Thaumatococcus daniellii) são tradicionalmente usadas para melhorar o
aroma.

Alguns alimentos comuns Yoruba são Iyan (inhame moído), Amala (yam flour meal), eba, semo,
fufu, Moin moin (bolo de feijão) e akara. Sopas incluem egusi, ewedu, ila okra, legumes também são
muito comuns como parte da dieta. Itens como arroz e feijão (chamados localmente ewa). Alguns
pratos são também preparados para festas e cerimônias como Jollof arroz e arroz frito. Outros
pratos populares são Ekuru, cozidos, milho, mandioca e farinhas - por exemplo milho, inhame,
banana e feijão, ovos, frango, carne e formas variadas de carne e peixe (Pumo é feito de pele de
vaca). Algumas refeições menos conhecidas e muitos básicas variadas são mingau de araruta,
doces, frituras e poções de coco; e alguns pães - fermento de pão, bolos rock, e pão vinho de
palma para citar alguns. A cozinha iorubá é bastante vasta.[3]

Nomeação personalizada[editar | editar código-fonte]


Os iorubás, levam a sério os nomes porque eles acreditam que, as pessoas vivem os significados
de seus nomes. Como tal, os yorubas desenvolvem esforços consideráveis para nomear um bebê.
Sua filosofia de nomeação é transmitida em um provérbio yoruba comum que diz: "ile ni a n wo, ki a
to so omo l'oruko". Isso se traduz em Inglês como "one pays attention to the family before naming a
child" e significa que deve-se considerar a tradição e a história de familiares de uma criança quando
se escolhe um nome.[4]
Algumas famílias têm tradições de longa data para nomeação de seus filhos. Esses costumes são
muitas vezes provenientes de sua profissão ou religião. Por exemplo, uma família de caçadores
pode nomear seu bebê "Ogunbunmi" (o deus do ferro dá-me este) para mostrar seu respeito ao
Deus, que lhes dá ferramentas de metal para a caça. Enquanto isso, uma família que adora "Ifá"
poderá nomear seu filho "Falola" (Ifá tem a honra). [carece de fontes]
Há outros costumes para nomear as crianças na Yorubaland. Aqui alguns exemplos retirados
de The History of the Yorubas, de Samuel Johnson's.[carece de fontes]

Oruko Amutorunwa (Nome predestinado)[editar | editar código-fonte]


 Amutorunwa (trouxe do céu)[5]

 Orùko - nome[6][7]
, Os iorubás acreditam que um bebê pode vir com nomes pré-destinados. Por exemplo, os gêmeos
são acreditados ter nomes naturais de nascimento. Assim, o primeiro a nascer dos dois é chamado
Taiwo, uma forma abreviada de Tayewo, ou seja, o provador do mundo. Isto é, para identificar o
primeiro duplo como o enviado do outro, primeiro vai e prova o mundo. Se ele/ela permanece lá,
segue-se que não é ruim, e que iria enviar um sinal para o outro para começar a vir. Por isso, o
segundo a chegar é nomeado Kehinde (chegada tardia). A criança nasceu da mesma mulher depois
dos gêmeos se chama Idowu, e esse em seguida, isto se chama Alaba (feminino) ou Idogbe
(masculino). Ige é uma criança que nasceu com as pernas saindo primeiro ao invés da cabeça; e
Ojo (masculino) ou Aina (feminino) é aquele nascido com o cordão umbilical em volta de seu
pescoço. Quando uma criança é concebida sem menstruação antes, ele ou ela é nomeado
Ilori.Dada é a criança que nasceu com cabelo crespo; e Ajayi (apelidado Ogidi Olu) é aquele
nascido de rosto para baixo.[carece de fontes]
Outros nomes naturais incluem Abiodun (um nascido em um dia de festival ou período), Bosede (um
nascido em um dia santo; Babatunde/Babatunji (que significa o pai voltou) é o filho nascido de uma
família onde o pai foi recentemente falecido. Este fato demonstra a crença na reencarnação.
Iyabode, Yeside, Yewande, Yetunde, (mãe voltou) é a contraparte feminina. [carece de fontes]

Oruko Abiso (Nome dado no nascimento)[editar | editar código-fonte]


 Oruko - nome[carece de fontes]

 Abi - nascido[carece de fontes]

 So - nomeado[carece de fontes]
Estes são nomes que não são naturais com a criança no nascimento, mas são dadas em ambos os
oito dias de nascimento (para mulheres) e nono dia de nascimento (para os homens). Eles recebem
de acordo com os eventos significativos no momento do nascimento ou com referência à tradição
da família, como foi mencionado acima.[carece de fontes]
Os exemplos de nomes dados com referência à tradição da família incluem Ogundiran (Ogun se
tornou uma tradição viva na família); Ayanlowo (Ayan percussão tradição é honrosa); Oyetoso
(Chieftaincy é enfeite); Olanrewaju (Honra está avançando para a frente); Olusegun (Deus
conquistou o inimigo).[carece de fontes]

Nomes Abiku[editar | editar código-fonte]


 Abi - birthed, ou Bi - born (nascido, ou bi - nascer) [carece de fontes]

 Iku - death, ou Ku - die / dead (morte, ou Ku - morrer/morto) [carece de fontes]


Os Yorubas acreditam que algumas crianças nascem para morrer. Isso deriva do fenômeno dos
trágicos incidentes de alta taxa de mortalidade infantil, por vezes, que aflige uma mesma família por
um longo tempo. Quando isso ocorre, a família elabora todos os tipos de métodos para evitar uma
recorrência, inclusive dando nomes especiais em um novo nascimento. Esses nomes refletem a
frustração dos pobres pais:[carece de fontes]

 Malomo (não vá novamente) [carece de fontes]

 Kosoko (não existe mais enxada). Isto refere-se a enxada que é usada para cavar a
sepultura.[carece de fontes]

 Banjoko (fique comigo)[carece de fontes]

 Orukotan (todos os nomes foram esgotados)[carece de fontes]

 Yemiitan (pare de me enganar)[carece de fontes]

 Kokumo (iste não vai morrer)[carece de fontes]


Nomes carinhosos (apelido)[editar | editar código-fonte]
O iorubá também têm nomes de estimação ou oriki. Estes são nomes de louvor, e eles são usados
para sugerir o contexto familiar da criança ou para expressar a esperança para a criança: Akanbi-
(aquele que é deliberadamente nascido); Ayinde (aquele que é elogiado na chegada); Akande
(aquele que vem ou chega em plena determinação); Atanda (aquele que é deliberadamente criado
após pesquisa minuciosa). Para o sexo feminino, Aduke (aquela que todo mundo gosta de
abençoar), Ayoke (aquela que pessoas são felizes para abençoar), Arike (aquela que é abençoada
na visão), Atinuke ou Abike (aquela que é nascida para ser mimada).[carece de fontes]
Uma vez que acredita-se geralmente que os nomes são como espíritos que gostariam de viver seus
significados, os pais fazem uma pesquisa minuciosa antes de dar nomes a seus bebês. [carece de fontes]

Cerimônias de nomeação[editar | editar código-fonte]


As cerimônias de nomeação são realizadas com isso em mente. Ao membro mais velho da família é
dada a responsabilidade de realizar a cerimônia. Os materiais utilizados são símbolos das
esperanças, expectativas e orações dos pais para o novo bebê. Estes incluem mel, kola, kola
amargo, atare (jacaré pimenta), água, óleo de palma, açúcar, cana de açúcar, sal e licor. Cada uma
delas tem um significado especial na visão de mundo do Yoruba. Por exemplo, o mel representa
doçura, e a oração dos pais é que a vida do seu bebê vai ser tão doce como o mel. [carece de fontes]
Após o ritual, a criança é nomeada e aos outros membros da família são dadas a honra de dar seus
próprios nomes para a criança. Eles fazem isso com doações de dinheiro e roupas. Em muitos
casos, eles gostariam de chamar a criança pelo nome que eles dão a ele ou ela. Assim, um novo
bebê pode acabar com mais de uma dúzia de nomes.[carece de fontes]

Casamento[editar | editar código-fonte]


A criança que é nomeada vai crescer até a idade adulta. A cultura iorubá prevê a educação da
criança pela família toda. Na sociedade tradicional, a criança é colocada com um mestre de
qualquer ofício especificado pelos deuses para ele ou ela. Ou ele pode ser levado para a profissão
do pai, no caso de um menino, ou da mãe, no caso de uma menina. Os pais têm a responsabilidade
de seu/sua socialização nas normas da sociedade em geral, além de dar-lhe um meio de
subsistência. O seu casamento também é da responsabilidade dos pais. [carece de fontes]
A cerimônia de casamento é o clímax de um processo que começa com o namoro. O jovem
identifica uma jovem mulher que ele ama. Ele e seus amigos procuram-na através de vários meios,
incluindo brincadeiras de jogo. O jovem envia mensagens de interesse para a jovem, até o
momento em que eles estejam perto o suficiente para evitar um intermediário (alarina). Em seguida,
uma vez que ambos expressam o amor mútuo, eles permitem que os pais conheçam os seus
sentimentos um pelo outro. Os pais do homem organizam para fazer uma visita aos pais da noiva
em perspectiva. Uma vez que o seu consentimento é garantido, o dia do casamento pode ser
definido. Antes do dia do casamento, o pagamento do preço da noiva é organizado. Isto assegura o
consentimento final dos pais da noiva e o dia do casamento é fixado. Uma vez que o dia foi fixado
por meio de consultas com a Orisa, a noiva e o noivo são avisados para evitar viajar para fora da
cidade, incluindo para a fazenda. Isso é para evitar qualquer acidente. O dia do casamento é um dia
de celebração, comendo, bebendo e dançando para os pais, relações, o novo marido e mulher e os
seus amigos e, muitas vezes, até mesmo inimigos. O casamento não é considerado apenas uma
união de marido e mulher, ele também é visto entre os Yoruba como a união das famílias de ambos
os lados.[carece de fontes]
Mas antes que a noiva vá para casa de seu marido, ela é escoltada por diferentes pessoas ou seja,
família e amigos à porta de sua nova casa. Ali ela é rezada e as pernas são lavadas. Acredita-se
que ela está lavando cada má-sorte que ela poderia ter trazido de longe para a casa de seu marido.
Antes que ela seja o prenúncio em sua casa, a ela é dada uma cabaça(IGBA) e, em seguida, ela é
convidada a quebrá-la. Quando se rompe, a quantidade de pedaços que ela é dividida, acredita-se
ser o número de filhos que ela dará à luz. Na noite de núpcias, ela e seu marido têm seu primeiro
encontro e é geralmente esperado por ele, encontrá-la virgem. Se ele não a faz, ela e seus pais são
vistos a serem desonrados e podem ser banidos da vila onde vivem. [carece de fontes]

Funeral[editar | editar código-fonte]


No pensamento iorubano, a morte não é o fim da vida; é sim uma transição de uma forma de
existência para outra. Os ogberis (pessoas ignorantes) temem a morte porque ela marca o fim de
uma existência que é conhecida e o início de uma que é desconhecida. A imortalidade é o sonho de
muitos, como Eji-ogbè coloca: Mo dogbogbo orose; Ng ko ku mo; Mo digba oke; Mo le gboin. [carece de
fontes]

Religião[editar | editar código-fonte]


Ver artigo principal: Religião Yoruba

Os yoruba são considerados pessoas religiosas, mas também são pragmáticos e tolerantes com
suas diferenças religiosas. Enquanto muitos professam a Escola de pensamento yoruba; Muitos
mais professam outras religiões, e. Cristianismo, islamismo etc.[8] Embora a grande maioria deles
atualmente professem crenças cristãs ou muçulmanas, a fé tradicional de seus antepassados -
centrado em torno de divindades que são conhecidos coletivamente como os Orixás - tornou-se
mundialmente famosa como modelo prototípico de várias religiões afro-americanas e como
a UNESCO reconheceu receptáculo de tudo, do Festival de Osun[9] em Oshogbo ao Ifá sistemas de
adivinhação
Religião iorubá
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Saltar para a navegaçãoSaltar para a pesquisa

Esta página cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo. Ajude
a inserir referências. Conteúdo não verificável poderá ser removido.—Encontre
fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)

Esta página ou seção precisa ser wikificada (desde outubro de 2016).


Por favor ajude a formatar esta página de acordo com as diretrizes estabelecidas.

Tábua de (Opon-Ifá).

Os iorubás vivem principalmente no sudoeste da Nigéria, sudeste de Benin e em menor número nas
regiões do centro-sul do Togo. Sua religião é rica em lendas, com função de normatizar o
comportamento pessoal e coletivo. A religião conta com os Orixás, intermediários entre os deuses
superiores e a humanidade, retratados com os mesmos defeitos que as pessoas comuns, podendo
se redimir também por bom comportamento. O número de divindades é impreciso, podendo ir de
duzentas a mil e setecentas, segundo Maria Inez Couto de Almeida[1]. A fama de algumas
atravessou continentes, enquanto outras são cultuadas em pequenas localidades. A religião iorubá
cruzou o atlântico durante o período colonial e de escravização por parte dos europeus e influenciou
religiões como a Santería, em Cuba, e o Candomblé, no Brasil. Um aspecto fundamental da religião
é o Sistema de Ifá, o oráculo que determina todas as ações dos iorubás, do casamento a atividades
cotidianas.
Índice

 1Mitologia

 2A criação

 3Alguns Orixás

 4Alguns aspectos sociais da religião

 5Egungun

 6Sistema de Ifá

 7No Brasil

 8Referências

 9Ver também

 10Bibliografia

 11Referências

 12Ligações externas

Mitologia[editar | editar código-fonte]


A mitologia dos iorubás engloba toda a visão de mundo e as religiões dos iorubás, tanto
na África (principalmente na Nigéria e na República do Benim) , onde influenciou ou deu nascimento
a várias religiões, tais como a santería em Cuba e o candomblé no Brasil. A mitologia iorubá é
definida por Itans de Ifá.

Representação de Eleggua na Venezuela feita em concreto.


A Wikipédia possui o

Portal do Ocultismo

A criação[editar | editar código-fonte]


Há dois grandes mitos Iorubas sobre a criação: um onde o criador é Obatala, e outro onde o criador
é Oduduwa. Na mitologia iorubá, o deus supremo é Olorum, chamado também de Olodumare. Não
aceita oferendas, pois tudo o que existe e pode ser ofertado já lhe pertence na qualidade de criador
de tudo o que existe em todos os nove espaços do Orun.
Há algumas variantes do mito da criação iorubá, mas, de uma forma geral, há três principais raízes
mitológicas, que ainda diferenciam-se em detalhes, mas que mantêm uma linha central. [2][3]
Em algumas, Obàtálá é o criador, não só do mundo, como também da humanidade, criando
simultaneamente, no òrun (mundo espiritual) e no ayé (mundo material).
Em outras, Òduduwà cria o mundo após Obàtálá falhar na sua missão por haver embriagado-se
com o emu (vinho de palma), restando, a ele, o poder da criação da humanidade no òrun e no ayé.
Em outra variante, esta mais recente, é Òrúnmìlà (a divindade do oráculo Ifá) o A explicação para
isto é que o mito de Obatala seria anterior à conquista de Ile Ife por Oduduwa, pois Ile Ife já era
habitada por cultuadores de Obatala[4]. Assim, o mito de Oduduwa seria o novo mito adaptado para
dar poderes ao conquistador sobre as terras de Ile Ife, conquistadas [5].
Vejamos o mito de Obatala:
"O que moveu Olódùmarè a pensar em criar a terra, ninguém sabe. Ele concebeu e realizou a ideia.
Ele chamou Òrìsà-Nlá à Sua presença e encarregou-o com deste dever. Deu a ele um pacote de
terra, uma galinha de cinco dedos e um pombo.
Quando Òrìsà-Nlá chegou, ele lançou a terra sobre um lugar e soltou a galinha e o pombo. Eles
imediatamente começaram a ciscar e espalhar a terra. Òrìsà-Nlá voltou e relatou a Olódùmarè que
o trabalho havia sido realizado.
Depois disto, Olódùmarè enviou o camaleão para inspecionar o trabalho que tinha sido feito. [...].
Na primeira visita, o camaleão informou que a terra estava ampla, mas não estava seco o
suficiente; [...] na segunda visita, ele retornou informando que ela já estava seca o suficiente. O
lugar sagrado onde o trabalho começou foi chamado Ifè (aquilo que é amplo), [...] Olódùmarè
enviou novamente Òrìsà-Nlá para preparar e embelezar a terra.
Desta vez, Olódùmarè então enviou Òrúnmìlà para acompanha-lo como seu conselheiro. [...]. Para
Òrìsà-Nlá, Olódùmarè deu a primeira Igi Òpe [...] e outras três árvores, Iré, Awùn, Dòdo. Ainda não
chovera sobre a terra. A galinha e o pombo original haviam se multiplicado e dariam alimentação
para os moradores da terra. Òrìsà-Nlá veio para baixo e fez como tinha sido dito para ele.
Quando tudo estava pronto, Orèlúéré, aquele que tinha sido preparado antes, foi enviado para
chefiar a primeira humanidade. As coisas na terra estavam correndo bem e os habitantes estavam
se multiplicando, quando foi descoberta que não existia água suficiente.
Então Òrìsà-Nlá apelou para Olódùmarè e a chuva começou a cair sobre a terra. Òrìsà-Nlá foi
encarregado de criar corpos físicos do homem do pó da terra, [...]
Olódùmarè deveria então vir e colocar o fôlego, completando a criação da humanidade, pois Ele é o
único doador da vida. Òrìsà-Nlá planejou espiar Olódùmarè para saber como Ele colocava a vida
no corpo. Um dia, quando terminou o seu trabalho, ele se escondeu e ficou espiando, mas
Olódùmarè fez ele cair em um profundo sono.
Quando Òrìsà-Nlá acordou a humanidade já possuía vida. O ofício de “criador” deu a Òrìsà-Nlá a
prerrogativa de fazer os corpos humanos perfeitos ou deficientes, bem como da cor que ele
desejar."
Fonte: IDOWU, Bolaji E. Olódùmarè God inthe Yoruba Belief, A&B Books, New York, 1994 [1962],
pg. 18-19 (tradução de Luiz L. Marins)
Vejamos agora o mito de Oduduwa:
"Quando Òrìsà Nlá pegou suas instruções pôr Olódùmarè, ele passou pôr Èsù, que lhe perguntou
se havia feito as oferendas necessárias para a realização do trabalho, Òrìsà Nlá não lhe deu
importância. Em razão disso, durante a sua caminhada, ele ficou bastante sedento e bebeu
abundantemente de uma bebida extraída de uma palmeira.
Em conseqüência , ficou sem forças e sem condições de prosseguir para executar a sua tarefa
caindo em sono profundo. Olódùmarè enviou Odùdúwà para verificar o que estava acontecendo. Ao
ver Òrìsà nlá adormecido, pegou os elementos da criação e foi comunicar o ocorrido a Olódùmarè,
que, diante do fato, determinou que ele, Odùdúwà, fosse criar a Terra.
Após a tarefa cumprida, eis que Òrìsà Nlá despertou , e , ao tomar ciência do que havia acontecido
foi até Olódùmarè reivindicar dos seus direitos, o que lhe foi negado. A partir daí ficou proibido de
beber e de usar o azeite de dendê. Porém, foi lhe dada a tarefa de modelar o barro para a criação
do ser humano.
Mais tarde, houve o reencontro de Òrìsà Nlá até que se deu a intervenção de Òrúnmìlà para trazer
a paz entre ambos."
Fonte: IDOWU, Bolaji E. Olódùmarè God inthe Yoruba Belief, A&B Books, New York, 1994 [1962],
pg. 18-19 (tradução de Luiz L. Marins)
Encontramos na internet muitas variantes que não possuem citação do autor, nem as fontes. Estas
referencias devem ser desconsideradas. Um exemplo disso é a referencia a citação a seguir que,
apesar de citar uma fonte na internet, ao subir a fonte verificamos que ninguém a assina, ou seja, é
uma fonte orfã, não se sabe quem é o autor, nem sua origem:
Segundo o mito, O Reino de Olorun, The Adobe of the Mighty Creator [6]:
"Oloddumare está no centro de tudo o que havia, é e será. Toda criação, Ashe ou Axé, veio deste
centro. Em potes que Oloddumare criou. Em cada Ashe, cada pote, há sua força criativa que ele
usa para fazer e manter parte da totalidade da criação. E para cada força criativa masculina existe
uma força criativa feminina.
Conta-se que Nana Baruku criou Mawa, o Grande Ovo Cósmico, e Lissa, a semente que fertiliza.
Todos juntos são chamados de Primeiras Grandes Divindades, Irunmole, incluindo também
diversas outras divindades.
Irunmole decidiu então que queria expandir o universo e assim foram até Oloddumare contar sobre
sua vontade. Eles debateram sobre o assunto e decidiram que se o universo se expandisse, algo
deveria segurá-lo e assim Oshumare foi criada, a Serpente Arco-Íris, que se enrolou em torno do
Ovo e todo o universo foi criado. Entretanto, Oloddumare alertou que um dia Oshumare ficaria tão
faminta que devoraria sua própria cauda e então toda a criação retornaria ao centro, destruindo-se
tão rápido quanto tudo foi criado.
Irunmole também criou os Orishas, ou Orixás, os deuses menores. Eles são geralmente chamados
de Grandes Orixás para distingui-los dos Orixás Menores. Os Grandes Orixás são: Obatala, Ogun,
Eshu, Shango, Yemaya, Ochun, Obalu Aye, Ochosi, Erinle, Aganju, entre outros tantos. Foram eles
os responsáveis pela criação da Terra e toda a vida nela. Eles também criaram os seres humanos,
usando Nana como modelo para o primeiro humano, chamada de Ayizan, que criou os outros seres
humanos.
Depois que os primeiros humanos morreram, Oshupa, Orun, Orisa Oko, Dada, Iroko, Odudua, Obi,
Shaluga, entre outros, se tornaram guias espirituais, os Orixás Menores. Assim, os Orixás também
criaram um reino para os espíritos, chamado de Egun Eggungunand."

Alguns Orixás[editar | editar código-fonte]


Tais referências a alguns Orixás foram retiradas do livro The history of the Yorubas[7], de Samuel
Johnson. Embora o autor tenha uma formação cristã e em sua obra perceba-se a tendência à
comparação ao cristianismo e, às vezes, ao julgamento da religião iorubá, a obra tem sua
importância no estudo dos mitos e religião desse povo. Entretanto, deve ser lido com cautela.

 Orisala: descrito com poderes criativos e como quem moldou a humanidade, é colaborador
de Olorun. Seus devotos distinguem-se por contas brancas em torno do pescoço e por usarem
somente vestes brancas. Eram proibidos de consumir vinho de palmeira e seus sacrifícios não
deviam ser salgados. Pessoas com algum tipo de limitação, como deficiência física, eram
devotados a ele, sendo denominados “Enri Orisa”, ou seja, pertencente ao deus. Orisala é o
nome comum do deus conhecido e adorado em diferentes locais, sob diferentes denominações;

 Ori: divindade doméstica universal, adorada por ambos os sexos como deus do destino. A
boa ou má sorte depende da vontade deste deus, portanto seus devotos têm boa sorte. Sua
representação é uma corda de búzios em forma de coroa. Esta coroa era guardada em uma
arca chamada de “Ile Ori”, Casa de Ori. Quando algum devoto morria, a Casa de Orijuntamente
com a representação eram destruídos e os búzios espalhados;

 Ogun: deus da guerra e dos ferreiros. Todos os objetos de ferro eram consagrados para ele.
Sua representação era árvore de algodão plantada, sobre a qual era colocado um pedaço de
granito em que era aspergido óleo de palmeira e sangue de animais sacrificados, geralmente
cães;

 Exu ou Elegbara: o autor da maldade, deus brincalhão. A ele eram ofertadas libações de
óleo de palmeira aspergidas sobre pedra áspera. A crença é de que a vingança desse deus
sobre alguém pode ser invocada ao dizer o nome da pessoa durante o ritual. Seus devotos
geralmente eram reconhecidos por carregarem uma imagem de um homem com chifres
cravada em madeira. Esta figura era chamada de “Ogo Elegbara”;

 Erinle: foi um caçador nativo de Ajagbusi, pobre e sem esposa. Diz-se que ele foi levado
por uma forte correnteza do rio. Sua representação consiste na imagem de pedras lisas negras
retiradas do rio Erinle (batizado em sua homenagem) e ferro moldado na forma de pássaro.
Seus seguidores se distinguem por usarem correntes de ferro ou cobre e braceletes do mesmo
material;

 Oko: também era um caçador, nativo de Iràwo. Viveu muito tempo e quando não podia mais
caçar, começou a praticar adivinhação e reuniu seguidores. Pessoas acusadas de feitiçaria
eram levadas para o julgamento de Oko. Diz-se que Oko levava o acusado para uma caverna
supostamente habitada por um demônio chamado Polo, e lá praticava sua magia. Se o acusado
fosse inocente, Oko retornava com ele; caso não, era decapitado e a cabeça arremessada para
fora da caverna. A pessoa era executada por Polo. A representação de Oko podia ser uma
flauta de marfim[7].

 Todos os orixás tem sua própria forma oracular que é o obi (Noz de Cola) e o erindinlogun
(16 búzios).[8]

Alguns aspectos sociais da religião[editar | editar código-fonte]


Os ritos são manifestações da religiosidade e informam sobre a mesma. Historiadores da religião e
antropólogos, como de Mircea Eliade[9] e Claude Lévi-Strauss[10], apontam que para compreender o
funcionamento das crenças e religião para as sociedades é preciso entender o caráter de
sacralidade que as estórias possuem bem como de historicidade, já que para tais culturas,
conforme Eliade, esses mitos contam o que de fato aconteceu in illo tempore (no tempo
primordial), sendo essas narrativas a própria história daquelas pessoas. Neste sentido, apresentam-
se agora três exemplos dos aspectos sociais que a religiosidade iorubá possui.

 Sango ou Xangô: Segunda as lendas, Xangô foi o quarto rei dos iorubás, deificado após
sua morte. Governou toda a nação ioruba, incluindo ainda Benin, Popos e Dahomey, sendo que
sua adoração continuou nesses lugares. É relacionada a ele a imagem de um governante
tirano, destronado por seu povo e expulso do país. Seus amigos e esposa, Oya, o renegaram.
Assim, Xangô cometeu suicídio. Sua história se tornou muito conhecida e seus amigos,
envergonhados e para expiar suas ações, decidiram estudar encantamentos. No retorno,
decidiram colocar em prática o que haviam aprendido como forma vingança, atraindo trovões e
raios. Interrogados sobre as mortes que ocorreram no processo, os amigos atribuíram a
catástrofe ao falecido rei. Para apartar a vingança do rei, seus amigos ofereceram sacrifícios a
ele como um deus, e assim esses mediadores se tornaram “Mogba” (defensores) e sacerdotes
de Xangô. O emblema relacionado a Xangô é uma pedra lapidada em forma de machado. O
ritual de iniciação nos mistérios de Xangô compreende uma série de processos até que o
iniciado é considerado renascido como devoto de Xangô. Os torvões e relâmpagos, portanto,
são consagrados a eles. Conforme as tradições, quando uma casa é atingida por um raio,
rituais são performados. Não é permitido aos habitantes permanecerem na casa, até que o local
seja purificado. Um vigilante é mantido na entrada para alertar a quem passar que aquele local
é sagrado, até que se performem todos os rituais e o deus seja apaziguado. Todas as
autoridades locais devem ir até o lugar do incidente e prestar homenagem a Xangô. Durante
essas ocasiões, um grupo de adoradores de Xangô ia até o lugar servir de entretenimento para
a família atingida e os vizinhos. O rei (Alâfin de Oyó) também comparecia e era recebido com
oferendas. Os sacerdotes entram na casa, após terem sido purificados, e procuram o lugar que
o raio atingiu a casa e no qual “entrou no chão”. Depois de encontrar o local, o chão é cavado e
o raio retirado com solenidade. A cerimônia de conclusão inclui a família dar um filho para ser
iniciado nos mistérios do culto e futuramente são ressarcidos para reconstruir a casa. Oya,
esposa de Xangô, foi a única que o acompanhou até a Nupe, entretanto decidiu permanecer em
Ira, sua cidade nativa. E depois de ouvir sobre o suicídio de seu marido, fez o mesmo, sendo
ainda deificada depois da morte. Os tornados e tempestades violentas são atribuídas a ela. O
rio Níger é consagrado a Oya;

 Orúnmílà e Íwà: Íwà era uma Orixá de grande beleza que se casou com Orúnmílà, depois
de ter se casado e separado de diversos outros Orixás. Depois de um tempo Orúnmílà decidiu
manda Íwà embora, pois ela não tinha bons modos, sendo preguiçosa e irresponsável. Mas
Orúnmílà ele percebeu que não podia viver sem ela, afinal sua vida ruiu. Vestiu-se Egúngún e
foi procurá-la e a encontrou casada com Olójo, que recusou devolve-la. Orúnmílà derrotou Olójo
e Íwà foi levada de volta. Esta história mostra a importância do bom caráter, simbolizado pela
mulher, já que ela representa dois extremos: amor, cuidado, devoção e beleza, por outro lado
fraqueza, deslealdade e falsidade. Percebe-se também que o homem deve cuidar do caráter,
assim como da esposa;

 A morte: Os iorubás creem que em vida após a morte e principalmente na reencarnação, e


assim os mortos recebiam cuidados funerários para uma boa pós-vida. Com relação à vida
após a morte, não há consenso sobre a localização do outro mundo, se embaixo da terra ou em
um mundo invisível separado dos vivos. Outros achavam que os mortos iriam viver em tribos
antigas. Quando morto, o indivíduo passava uma longa jornada, um rio com um barqueiro que
precisa ser remunerado. Havia montanhas, portões. Assim, as cerimônias eram realizadas com
comidas e bebidas para que o morto acumulasse energia para transcender ao outro mundo.
Segundo a tradição, a forma humana (ara) é moldada em barro por Orisanlá e em seguida
Oloddumare infla seu hálito, chamado emi (espírito). Além destes, o ser humano recebe a
“alma”. Muitos tradutores antigos traduzem “alma” como okan (coração) ou emi. O coração é
um órgão tangível, mas a “alma” é intangível. Assim, quando o corpo morre, o espírito e a
essência aqui chamada de “alma” não acabam, mas voltam para Oloddumare, a fonte das
almas. Portanto, a morte não é vista como extinção, mas como prolongamento da vida. Para se
tornar um ancestral conceituado, o homem tem que viver bem, morrer bem e deixar bons filhos.
Se morresse um jovem ou ocorresse uma morte inesperado, isto era encarado com tristeza.
Caso fosse um idoso que teve uma vida próspera, ocorria uma celebração, haja visto a relação
com os ancestrais. Com relação à chegada ao outro mundo, Maria Inez Couto de Almeida diz:
“A mulher era enterrada com os objetos de que necessitaria de imediato: colares, brincos,
roupas, comidas e utensílios; um caçador era enterrado com suas armas; uma pessoa da
família real era acompanhado por um séquito de empregados e escravos, que eram executados
na ocasião do enterro. Podemos deduzir desta prática que era esperado que os mortos
tivessem no outro mundo as mesmas vantagens sociais e econômicas que tinham na terra. Isto
sugere também que a vida lá continuava de forma muito semelhante à vida neste mundo.” Os
iorubás também tinham o conceito do julgamento após a morte. As ações em vida também são
julgadas. As divindades que combatem o mal que punem as pessoas ruins, e assim terão uma
morte ruim também. Entretanto o julgamento final pertence a Oloddumare, que decide quem irá
para o “outro mundo bom” e quem irá para o “outro mundo mal”. O mundo bom corresponde a
diversos países, cidades, vilas, onde grupos de diferentes grupos de pessoas vivem juntas, com
seus ancestrais e em uma vida boa. No mundo mal, a alma não é permitida se reunir com os
ancestrais, condenada a vagar por locais desertos e comer restos de comidas e vermes. Com
relação à reencarnação, os iorubás acreditam que seus ancestrais podem voltar ao mundo dos
vivos, sendo uma das formas mais comuns a reencarnação na própria família, renascendo
como filho ou neto do morto. As famílias não desejam que um ancestral que morreu de forma
uma ruim reencarne. Assim, os maus ancestrais reencarnam em animais e vagam por locais
abandonados.

Egungun[editar | editar código-fonte]


Egungun é o nome dado ao festival de veneração de familiares falecidos, mas pode também referir-
se aos próprios mortos, assim como a personificação deles por meio de máscaras e vestimentas,
haja vista a relação dos iorubás com a morte.
O festival (Odu-Egungun) se tornou uma instituição religiosa nacional e seus mistérios são
considerados sagrados e invioláveis. As vestimentas dos Egungun consistem em roupas de várias
cores, ou de penas de diferentes pássaros ou couro de diferentes animais sendo todo o corpo é
oculto.
O mais alto sacerdote do culto Egungun é chamado de Alagbâ, depois Esorun e então Akere, que
estão nas posições mais altas. É considerado crime tocar a roupa de um Egungun em público e
desrespeitoso passar por um com a cabeça descoberta. Em cada cidade há vários Alagbâs ou
sumo-sacerdotes de Egungun, sendo que um governante é eleito para cada localidade. O indivíduo
que alcança o mais alto nível do culto de Egungun é o Alapini, um dos sete grandes e nobres
homens de Oyó. Ele reside na cidade real de Oyó, sendo que só pode haver apenas um Alapini por
vez. Em grandes cidades, cada “distrito” tem seu próprio Alagbâ em que uma casa é separada para
o culto e as festividades são realizadas.

Máscara Egungun.

Os Egunguns são cultuados geralmente com um tipo de bolo de feijões e óleo de palmeira no mês
de fevereiro, depois da colheita de feijão, sendo seu “aniversário” celebrado em maio ou junho.
Nestas celebrações, o momento é de reunião com os parentes e os amigos distantes. A cidade é
arrumada para que o festival aconteça. A celebração acontece geralmente na véspera do festival,
sendo realizada uma vigília (Ikunle) durante a noite para rezas no túmulo do Egungun, invocando
benção e proteção. Sangue de animais sacrificiais é aspergido sobre os túmulos. Na manhã do
festival, os Egunguns e os Alagbâs e os sacerdotes realizam uma procissão até a casa do chefe da
cidade, onde praticam danças, bênçãos, homenagens... e então se dispersam para continuar
celebrações pela cidade. O festival dura sete dias e no oitavo dia há um novo encontro na casa do
chefe Alagbâ e então a festa é encerrada com jogos, músicas, esportes etc.

Sistema de Ifá[editar | editar código-fonte]


Os sinais geomanticos utilizados no sistema de Ifá tem origem na geomancia árabe [11] que, ao ser
introduzida na Yorubalandia, absorveu a mitologia dos Orixás, formando o Ifa que conhecemos hoje.
Ifa corresponde a uma linguagem própria com função de estabelecer uma conexão entre as duas
realidades que compõem o mundo ioruba: Òrun, a realidade invisível, e Ayé, a realidade visível.
Assim, ele seria o oráculo dos iorubás, que se desenvolveu gradativamente desde tempos remotos
entre os contextos culturais iorubás, nupe, edo e ibariba. Contudo, os iorubás foram os
responsáveis por elevar o sistema, enriquecê-lo e complexificá-lo com tradições orais, tornando-o
um sistema sofisticado que engloba a espiritualidade, sociedade e cultura.
Para os seguidores de Orunmila, tudo é determinado por Ifá. Não se faz absolutamente nada de
importante sem consultar Ifá. A não observância das orientações pode acarretar graves
consequências. Ifá aprova noivados, datas de casamentos, decide sobre a sociedade, aconselha
sobre filhos, negócios. Oluwo consulta Ifá por meio de ikin, ou búzios.
Segundo a tradição, Selitu teria sido o instituidor do sistema de Ifá. Conta-se que nasceu cego e
seus pais deviam decidir o que fazer com a criança. Levados por sentimentos, decidiram criar
Selitu. Ele cresceu de uma forma peculiar, já que possuía habilidades extraordinárias de
adivinhação. Aos 5 anos, Selitu começou a praticar adivinhação em troca de pagamentos e, mais
tarde, magia e medicina. Assim, juntou grande fortuna que lhe garantiu uma boa vida. Selitu
também reuniu muitos seguidores, porém os muçulmanos decidiram o expulsar do país. Selitu,
então, migrou até Ile Ife, onde encontrou um local para praticar sua arte e fez dali sua residência.
Logo, tronou-se famoso, impressionando os moradores, mudando até mesmo os costumes tribais
locais. Selitu iniciou muitos de seus seguidores nos mistérios da adoração de Ifa, e logo isso se
tornou o oráculo de todos os iorubás.
Para consultar Ifa, 16 castanhas são chacoalhadas juntas nas mãos, enquanto marcas são
desenhadas em uma bandeja enfarinhada. Cada marca representa ao adivinho os feitos das
divindades e dos heróis, que ele reconta e repete juntamente com as marcas até chegar à resposta
desejada.

No Brasil[editar | editar código-fonte]


Os iorubás deixaram uma presença importante no Brasil, e particularmente muito significativa no
estado brasileiro da Bahia:

Os nagôs (iorubás) são, ainda hoje, os africanos mais numerosos e influentes nesse estado
“ (Bahia). Existiam aqui quase todas as pequenas nações iorubanas. Os mais numerosos são os
de Oyó, capital do reino de Iorubá, que, naturalmente, foram exportados ao tempo em que
os hauçás invadiram o reino, destruíram sua capital e tomaram Ilorin. Depois, em ordem
decrescente de número, vêm os de Ijêsá, de que sobretudo há muitas mulheres. Depois os de
Egbá, principalmente da sua capital Abeokutá. Em menor número, são os de Lagos, Ketú, Ibadan.
Apenas conheci um negro de Ifé. Conheço três de Iebú, dos quais o que estacionava todos os
dias na porta do conhecido Bazar 65, de cujos proprietários foi escravo, acaba de falecer. Em
geral, os nagôs do centro da Costa dos Escravos, os de Oyó, Ilorin, Ijêsá etc., são quase todos, na
Bahia, muçulmis, malês ou muçulmanos, e a seus compatriotas se deve atribuir a grande revolta
de 1835. Durante o último período da escravatura, os iorubás foram concentrados nas zonas
urbanas, então em pleno apogeu; nas regiões suburbanas ricas e desenvolvidas
do Norte e Nordeste, particularmente em Salvador e no Recife. Ligados pela
origem mítica comum, pela prática religiosa e semelhança dos costumes, rapidamente os
diversos grupos nagôs passaram a inter-relacionar-se. Não perderam contato com a África, dada
a intensa atividade comercial entre a Bahia e a Costa Africana.[12][13] ”
No Brasil, já foi elaborado um organograma contemplando os principais orixás conhecidos no Brasil,
e mostrando algumas de suas principais características, em "Mitologia dos Orixás" (PRANDI, 2007),
"Contos e Lendas Afro-brasileiros", "A Criação do Mundo" (PRANDI, 2007) e "Dicionário de Cultos
Afro-Brasileiros" (CACCIATORE, 1988).[14]
Referências
1. ↑ AMEIDA, Maria Inez (2006). Cultura Iorubá: costumes e tradições. Rio de Janeiro: Dialogarts

2. ↑ Obatala e Oduduwa a Gênese Yoruba

3. ↑ Mito da criação-Ilê-Ifé A Origem do Mundo

4. ↑ IDOWU, E. Bolaji (1994). Olodumare, God in Yoruba Belief. New York: A&B Books Pub. p. 22

5. ↑ Marins, Luiz L. (2013). Obatala e a Criação do Mundo Ioruba. São Paulo: Do Autor. pp. 107 a 113

6. ↑ «Yoruban Religion: Its cosmology and mythology»

7. ↑ Ir para:a b
JOHNSON, Samuel (1960). The history of the Yorubas. Lagos: C.M.S. (Nigeria) Bookshops

8. ↑ BASCOM, Willam (1980). Sixteen Cowries. Indiana, USA: Indiana University Press. pp. 3–14

9. ↑ ELIADE, Mircea (2016). Mito e realidae. São Paulo: Perspectiva

10. ↑ LÉVI-STRAUSS, Claude (1978). Mito e significado. Lisboa: Edições 70

11. ↑ Marins, Luiz L. (30 de janeiro de 2017). «GEOMANCIA, AS ORIGENS DE IFA». Luiz L. Marins.
Consultado em 6 de setembro de 2018

12. ↑ http://www.novaera.blog.br/index.php?
option=com_content&view=article&catid=6:candomble&id=17:presenca-dos-iorubas-no-conjunto-de-
influencias-africanas-no-brasil&Itemid=2

13. ↑http://www.revistatopoi.org/numeros_anteriores/topoi13/Topoi%2013_artigo%201.pdf

14. ↑http://artigos.netsaber.com.br/resumo_artigo_19990/artigo_sobre_religiosidade_africana_e_afro-
brasileira:_identidade_e_originalidade