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Visão

geral
Apresentação da disciplina:

A Gestão Ambiental é um dos


principais temas da atualidade, por
estar ligada à sobrevivência humana
sobre a Terra. A questão central
passa pela mudança dos nossos
hábitos de consumo, ou o Planeta
não conseguirá mais prover os
recursos necessários à manutenção
do consumo atual e nem absorver
os resíduos decorrentes dos
processos produtivos e explodirá!
Mudar hábitos de consumo tem tudo
a ver com a gestão do ambiente que
nos cerca, onde vivemos
e realizamos nossas atividades
familiares, profissionais, sociais.
Então, acredito ser possível que
você conheça, reflita e pratique a
gestão ambiental, através da troca
de conhecimentos que estou me
propondo a mediar.
Lembrando do educador Paulo
Freire, que diz que “o diálogo que
não leva à ação transformadora se
resume em puro verbalismo”, ouso
dizer que o principal objetivo da
disciplina Ciências Ambientais, é
levar você a aproveitar essa
oportunidade de “abrir-se ao
desconhecido que pode te
transformar e, transformando-se,
assumir sua condição de
protagonista”. Não fique satisfeito
em assistir minhas aulas, mas
participe - pergunte, questione,
analise, compare, aja e influencie
outras pessoas.
Objetivos:

Geral:
 Compreender a gestão ambiental de
modo integrado e interdisciplinar em
suas vertentes física, biológica e
socioeconômica.
Específicos:
 Ressaltar a importância da
interdisciplinaridade para a Gestão e
Análise Ambiental.
 Compreender conceitos básicos
relacionados à gestão do ambiente.
 Conhecer os recursos naturais e a
relação entre população, produção de
resíduos e problemas ambientais.
 Entender os antecedentes históricos e
os acordos internacionais relativos ao
desenvolvimento sustentável.
 Entender a educação ambiental como
uma ferramenta de gestão ambiental.
 Reconhecer os conceitos básicos de
valoração ambiental.

Conteúdo Programático:

UNIDADE I: MEIO AMBIENTE


- Conceito de meio ambiente
- A gestão ambiental e outros
conceitos relacionados
- A Gestão e o Gestor Ambiental
- A evolução da questão ambiental
no Brasil
- Legislação ambiental brasileira
UNIDADE I - DESENVOLVIMENTO
SUSTENTÁVEL
- Conceitos
- Principais eventos e documentos
ambientais mundiais
- Saúde pública e meio ambiente
- Consumo sustentável
UNIDADE II: INTRODUÇÃO AOS
PROBLEMAS SOCIOAMBIENTAIS
- A Questão Ambiental
- Crescimento populacional,
infraestrutura e crise ambiental
- Crescimento econômico,
desenvolvimento sustentável e
Agenda 21
- Desigualdades sociais
- Esgotamento dos Recursos
Naturais
- Capacidade de esgotamento da
biosfera em absorver poluentes e
resíduos
- Solo e meio ambiente
UNIDADE III – EDUCAÇÃO
AMBIENTAL
- Histórico da Educação Ambiental
no Brasil e no Mundo
- Política Nacional de Educação
Ambiental
- Programas e Projetos de Educação
Ambiental
- Atividades práticas para o
exercício da educação ambiental
UNIDADE IV – ECONOMIA AMBIENTAL
- Valoração ambiental.
- A análise da relação
custo/beneficio.
- Políticas tributárias aplicadas ao
meio ambiente.

Metodologia:

Os conteúdos programáticos
ofertados nessa disciplina serão
apresentados a você com
metodologia pautada em tecnologias
de informação e comunicação,
conforme segue:
1. Tele aulas: aulas expositivas e
interativas, realizadas em encontros
semanais e transmitidas de Londrina
por canal de satélite em tempo real
para todos os polos distribuídos pelo
Brasil, seguida ou precedida
de aulas atividademediadas por chat,
para aprofundamento e reflexão dos
temas das tele aulas.
2. Acesso à rede de comunicação –
internet, para as atividades web.
No Ambiente Virtual de Aprendizagem
(Colaborar)você terá acesso às web
aulas, poderá participar do fórum de
discussão da disciplina, responderá
as avaliações virtuaise postará
as produções textuais referentes aos
trabalhos interdisciplinares do Bloco
Curricular.
3. Recursos de comunicação,
envolvendo interatividade e
aprendizagem autônoma (auto
estudo), através do Ambiente
Virtual de Aprendizagem
“Colaborar”, materiais didáticos
eletrônicos, videográficos,
impressos, biblioteca virtual e
outros.
4. Material Didático da disciplina

Avaliação da Disciplina:

O sistema de avaliação da disciplina


Introdução à Gestão Ambiental
segue a metodologia de avaliação
dos cursos ofertados pela UNOPAR
em Educação à Distância (EaD), e
compreende:
 Frequência às tele aulas.
 Sua participação no fórum de
discussão da disciplina, dentro do
período previsto para tal.
 A redação dos trabalhos
solicitados (portfólio) e sua
postagem no Sistema Virtual de
Aprendizagem (Colaborar),
também dentro do período
previsto para tal.
 Duas avaliações virtuais,
compostas de cinco questões
objetivas cada, respeitada a data
limite de realização.
 Uma avaliação presencial, para
avaliar o conjunto de
competências e habilidades,
pautada em todo o conteúdo
programático apresentado no
material didático, nas tele aulas,
aulas atividade e web aulas,
composta de 10 questões
objetivas e duas dissertativas.

WEB AULA 1
Unidade 1 – Legislação
Ambiental Brasileira -
Primeira Parte
Olá, seja bem-vindo!
Você está iniciando seu Curso
Superior de Tecnologia em Gestão
Ambiental. Nos próximos meses eu
atuarei como uma espécie de guia,
digamos assim, nos caminhos que o
levarão a obter informações básicas
sobre a gestão ambiental, tratadas
na disciplina CIÊNCIAS
AMBIENTAIS.
Antes, porém, permita me
apresentar a você. Meu nome é
Cristina Célia Krawulski, nasci na
pequena cidade de Marilena,
extremo noroeste do Paraná. Sou
casada e tenho uma filha, Olívia.
Sou graduada em Agronomia pela
UDESC - Universidade Estadual de
Santa Catarina, com Mestrado e
Doutorado em Agronomia pela UEL -
Universidade Estadual de Londrina.
Em moro em Cambé, cidade
próxima a Londrina e pertencente à
Região Metropolitana de Londrina –
RML. A RML abrange 11 municípios
e 801.756 habitantes, dos quais
apenas 38.849 residentes no meio
rural, equivalente a 4,84% da
população total, segundo dados do
Censo 2010. O município de
Londrina tem 506.645 habitantes,
que correspondem a 63,2% da
população da RML, concentrada no
meio urbano, com apenas 2,6% de
população rural (IBGE, 2010). Esta,
como veremos, é uma das causas
apontadas para a crise ambiental.
Continuando, eu exerço minha
atividade profissional em Londrina,
e é daqui deste pedaço de Brasil,
cujos habitantes são conhecidos por
“pés vermelhos”, denominação que
os enche de orgulho, em referência
ao tipo de solo predominante,
popularmente chamado de terra
roxa, que estarei trocando
informações com você nos próximos
meses, para construirmos um
conhecimento conjunto. E a pessoa
de óculos e chapéu na foto a seguir
sou eu, em uma singela contribuição
para recompor um trecho da mata
ciliar às margens do Rio São José,
na cidade de Jaguapitã, PR, onde
trabalhei durante 12 anos, de 1995
a 2007.
21 de setembro de 2006

Agora, fale um pouco de você. Qual


é o seu nome, onde você mora?
Você já desenvolve atividades
ligadas à proteção ou gestão do
ambiente? Para nos conhecermos
melhor, fale um pouco das suas
experiências de vida e profissional,
para mim e seus inúmeros colegas
de curso, espalhados pelo Brasil
afora. Para isso, utilize o espaço
pedagógico do Fórum de Discussão
dessa disciplina, adiante
denominado apenas Fórum, e poste
uma mensagem de apresentação.
Combinado? Ah, não se esqueça da
falar um pouco sobre a sua cidade,
e sobre os motivos que o levaram a
escolher este curso, entre tantos
outros disponíveis.
Para continuar nossa conversa,
quero saber: o que você entende
por legislação ambiental? Proponho
que você reflita sobre isso durante
alguns minutos. Já pensou? Então,
anote suas reflexões em qualquer
pedaço de papel, de preferência
algum rascunho, para exercitar a
reutilização de materiais. Vamos lá,
não tenha receio de escrever
bobagens, pois este é um espaço de
aprendizagem, lembra? Reflexões
anotadas? Então agora compare
com a definição a seguir.
LEGISLAÇÃO AMBIENTAL é o
conjunto de normas jurídicas que se
destinam a disciplinar a atividade
humana, para torná-la compatível
com a proteção do meio ambiente.
Constitui-se, assim, em uma
complexa teia reguladora
(Constituição e legislação
complementar/suplementar, ao
nível federal, estadual e municipal,
como couber) e regulamentar
(decretos e outros instrumentos de
execução das estipulações legais)
em matéria ambiental. E tem como
objetivo o estabelecimento de
padrões que tornem possível o
desenvolvimento sustentável,
através demecanismos e
instrumentos capazes de conferir ao
meio ambiente uma maior proteção.

WEB AULA 1
Unidade 1 – Legislação
Ambiental Brasileira -
Primeira Parte
Olá, seja bem-vindo!
Você está iniciando seu Curso
Superior de Tecnologia em Gestão
Ambiental. Nos próximos meses eu
atuarei como uma espécie de guia,
digamos assim, nos caminhos que o
levarão a obter informações básicas
sobre a gestão ambiental, tratadas
na disciplina CIÊNCIAS
AMBIENTAIS.
Antes, porém, permita me
apresentar a você. Meu nome é
Cristina Célia Krawulski, nasci na
pequena cidade de Marilena,
extremo noroeste do Paraná. Sou
casada e tenho uma filha, Olívia.
Sou graduada em Agronomia pela
UDESC - Universidade Estadual de
Santa Catarina, com Mestrado e
Doutorado em Agronomia pela UEL -
Universidade Estadual de Londrina.
Em moro em Cambé, cidade
próxima a Londrina e pertencente à
Região Metropolitana de Londrina –
RML. A RML abrange 11 municípios
e 801.756 habitantes, dos quais
apenas 38.849 residentes no meio
rural, equivalente a 4,84% da
população total, segundo dados do
Censo 2010. O município de
Londrina tem 506.645 habitantes,
que correspondem a 63,2% da
população da RML, concentrada no
meio urbano, com apenas 2,6% de
população rural (IBGE, 2010). Esta,
como veremos, é uma das causas
apontadas para a crise ambiental.
Continuando, eu exerço minha
atividade profissional em Londrina,
e é daqui deste pedaço de Brasil,
cujos habitantes são conhecidos por
“pés vermelhos”, denominação que
os enche de orgulho, em referência
ao tipo de solo predominante,
popularmente chamado de terra
roxa, que estarei trocando
informações com você nos próximos
meses, para construirmos um
conhecimento conjunto. E a pessoa
de óculos e chapéu na foto a seguir
sou eu, em uma singela contribuição
para recompor um trecho da mata
ciliar às margens do Rio São José,
na cidade de Jaguapitã, PR, onde
trabalhei durante 12 anos, de 1995
a 2007.

21 de setembro de 2006

Agora, fale um pouco de você. Qual


é o seu nome, onde você mora?
Você já desenvolve atividades
ligadas à proteção ou gestão do
ambiente? Para nos conhecermos
melhor, fale um pouco das suas
experiências de vida e profissional,
para mim e seus inúmeros colegas
de curso, espalhados pelo Brasil
afora. Para isso, utilize o espaço
pedagógico do Fórum de Discussão
dessa disciplina, adiante
denominado apenas Fórum, e poste
uma mensagem de apresentação.
Combinado? Ah, não se esqueça da
falar um pouco sobre a sua cidade,
e sobre os motivos que o levaram a
escolher este curso, entre tantos
outros disponíveis.
Para continuar nossa conversa,
quero saber: o que você entende
por legislação ambiental? Proponho
que você reflita sobre isso durante
alguns minutos. Já pensou? Então,
anote suas reflexões em qualquer
pedaço de papel, de preferência
algum rascunho, para exercitar a
reutilização de materiais. Vamos lá,
não tenha receio de escrever
bobagens, pois este é um espaço de
aprendizagem, lembra? Reflexões
anotadas? Então agora compare
com a definição a seguir.
LEGISLAÇÃO AMBIENTAL é o
conjunto de normas jurídicas que se
destinam a disciplinar a atividade
humana, para torná-la compatível
com a proteção do meio ambiente.
Constitui-se, assim, em uma
complexa teia reguladora
(Constituição e legislação
complementar/suplementar, ao
nível federal, estadual e municipal,
como couber) e regulamentar
(decretos e outros instrumentos de
execução das estipulações legais)
em matéria ambiental. E tem como
objetivo o estabelecimento de
padrões que tornem possível o
desenvolvimento sustentável,
através demecanismos e
instrumentos capazes de conferir ao
meio ambiente uma maior proteção.
A questão ambiental não é recente
em nenhum lugar do mundo, tendo
merecido o interesse dos estudiosos
desde a Antiguidade. Para o
professor SIMÕES FILHO (2009), a
questão ambiental relacionada ao
Brasil precede a própria existência
do Estado brasileiro. Antes da
independência, quando o Brasil era
um integrante do Reino de Portugal
e Algarves, as Ordenações
Filipinas(http://www.ci.uc.pt/ihti/proj/filipin
as/ordenacoes.htm), compiladas por
D. Felipe de Portugal em 1603 e por
ele ratificadas 40 anos depois,
em 1643, que se aplicavam ou
diziam respeito ao território
brasileiro, destinaram um título aos
cuidados com a natureza,
estipulando penas, na Metrópole, a
quem destruísse árvores e frutos. As
penas variavam desde a segregação
para a África até a pena máxima do
degredo definitivo para o Brasil.
Embora o aspecto negativo dessa
relação inicial - o Brasil era uma
referência para expiação de ofensas
à natureza cometidas na Metrópole -
as ordenações filipinas constituem-
se em modelos precursores dos
regulamentos ambientais
brasileiros.
Você percebeu que os primeiros
modelos disciplinadores ambientais,
no Brasil, foram incidentais? Ou
seja, o meio ambiente não era o
objeto principal ou direto das
normas reguladoras. As sete
Constituições brasileiras - da
Constituição Imperial, em 1824
(http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/cons
tituicao/constitui%C3%A7ao24.htm), à
Constituição de 1969
(http://pt.wikipedia.org/wiki/Constitui%C3
%A7%C3%A3o_brasileira), não
trataram em seus textos,
diretamente, do meio ambiente.
Tratavam, por exemplo, de
promover a segurança nacional das
águas ou do solo, e nesta
perspectiva apenas citavam
aspectos da realidade ambiental.
Vamos refletir um pouco sobre as
origens das leis ambientais
brasileiras e, provavelmente, de
muitos outros países. Você já ouviu
falar do princípio da ação e reação?
Este é o princípio estabelecido pela
Terceira Lei de Newton
(http://www.brasilescola.com/fisica/terceir
a-lei-newton.htm): se um corpo A
aplicar uma força sobre um corpo B,
receberá deste uma força de mesma
intensidade, mesma direção e de
sentido contrário. Este princípio físico
tem sido utilizado de forma
generalizada para explicar certos
acontecimentos, que seriam uma
reação a uma determinada ação
anterior. Pois bem! Parece que o
princípio da Terceira Lei de Newton
foi decisiva para os legisladores
brasileiros. O conjunto de normas
legais relacionadas ao meio
ambiente, aqui no Brasil, vem sendo
composto por reação a uma onda ou
movimento de interesses sociais
relevantes, sustentado por pressões
de opinião pública e por valorização
político-eleitoral das questões
ambientais. Isso porque toda a
legislação federal brasileira é
posterior ao clamor produzido pela
Primeira Conferência das Nações
Unidas para o Desenvolvimento
Humano, realizada em Estocolmo,
na Suécia, em 1972.
A Conferência de Estocolmo
aparece, pois, como um marco
histórico na questão ambiental
mundial. Participaram do evento
representantes de mais de 110
nações, 90% das quais países em
desenvolvimento, para debater a
responsabilidade de cada um na
busca da implantação de um modelo
que levasse em conta a grave crise
ambiental
(http://www.terrazul.m2014.net/spip.php?
article153), econômica e social pela
qual a humanidade estava
passando. Apenas 16 dos países
participantes já possuíam entidades
de proteção ambiental.
E a postura brasileira nessa
Conferência, você sabe qual foi?
Bem, Os representantes brasileiros
afirmaram que, no Brasil, a poluição
(http://www.gpca.com.br/poluicao.htm)
era bem-vinda, por gerar o tão
almejado desenvolvimento
industrial.

Liderados pela delegação brasileira,


os delegados dos países em
desenvolvimento defendiam seu
direito às oportunidades de
crescimento econômico a qualquer
custo.
Ao final da Conferência de
Estocolmo foi proclamada, como
forma ideal de planejamento
ambiental, aquela que seja capaz de
associar a prudência ecológica às
ações pró-desenvolvimento, isto é,
o ecodesenvolvimento (http://www.eco
desenvolvimento.org.br/).
Os países em desenvolvimento
conseguiram aprovar, ainda, a
declaração de que o
subdesenvolvimento é uma das
causas mais frequentes da poluição
no mundo atual. Portanto, o
controle da poluição ambiental
deveria ser considerado um
subprograma de desenvolvimento, e
a ação conjunta de todos os
governos e organismos
supranacionais deveriam convergir
para a erradicação da miséria no
mundo.
Embora o comportamento brasileiro
tenha sido bastante criticado pela
comunidade internacional, o Brasil
subscreveu o relatório da
Conferência de Estocolmo,
denominado DECLARAÇÃO SOBRE O
AMBIENTE HUMANO. E a partir desta
Conferência o Governo Brasileiro
começou a tomar algumas medidas
em favor da regulamentação
ambiental. Em 1975, o Decreto-Lei
1.413/75
(http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decr
eto-Lei/1965-1988/Del1413.htm), que
dispõe sobre o controle da poluição
provocada por atividades industriais,
concretizou a primeira manifestação
legislativa brasileira de proteção
ambiental.

Para saber mais sobre a Conferência de


Estocolmo e sobre a Declaração sobre o
Ambiente Humano, produzida durante a
mesma, acesse os links:
http://www.silex.com.br/leis/normas/estocolmo.htm
http://www.ufpa.br/npadc/gpeea/DocsEA/De
claraAmbienteHumano.pdf
Primeira questão para reflexão:

Apesar dos quase 34 anos da edição


do Decreto-Lei 1.413/75, desastres
ambientais continuam acontecendo,
não apenas em grandes centros
industriais como também em
tranquilas cidades do interior do
Brasil.
Você vai assistir, agora, um vídeo
sobre a poluição de um rio na
cidade de Atalanta, em Santa
Catarina, acessando o link
http://www.apremavi.org.br/noticias/apre
mavi/367/crime-ambiental-em-atalanta
Agora que você assistiu ao vídeo,
reflita sobre os danos que foram
causados:
 à fauna aquática (peixes,
principalmente);
 aos animais domésticos (bovinos,
equinos), que poderiam utilizar a água
para saciar a sede;
 às famílias, que porventura utilizavam
a água do rio para seu consumo
direto ou para irrigação de lavouras.
Como fica a situação? O simples
pagamento de multa, previsto na
legislação, pela empresa que
provocou o desastre ambiental,
resolve todos os problemas
causados? Manifeste sua opinião no
Fórum.

Continuando nossa conversa...

Em 1981, o Brasil estabeleceu um


marco definitivo em sua legislação
ambiental, com a Lei Federal nº
6.938, de 31/08/81, que estabeleceu a
Política Nacional do Meio Ambiente,
fixando princípios, objetivos e
instrumentos. Essa lei estabeleceu
também o Sistema Nacional do Meio
Ambiente (SISNAMA) e criou o
Conselho Nacional do Meio Ambiente
(CONAMA). Após sua promulgação,
a Lei 6.938/81 sofreu algumas
alterações pelas Leis 7.804/89 e
8.028/90, sendo regulamentada
pelos Decretos nº 99.274/90 e
99.355/90.

Outro fator importante do atual


regime de proteção ambiental no
Brasil é a responsabilidade estatal
face a danos ecológicos, tanto por
suas instituições quanto por seus
agentes, revelada já na Lei
6.938/81, que se expandiu e se
consolidou com a Lei 7.347/85. Essa
lei disciplina a ação civil pública de
responsabilidade por danos
causados ao meio ambiente, entre
outros.
Perceba que o Brasil passou por um
progressivo processo de
consolidação
(http://pt.wiktionary.org/wiki/consolidar)
da defesa do meio ambiente, a
partir de normas ordinárias federais
e leis de sentido geral, aplicáveis a
todos os entes federais, já no
domínio da Constituição de
1967/69, até que a temática
ambiental alcançasse uma posição
de destaque na ordem jurídica
nacional, conferindo ao meio
ambiente ostatus de tema
fundamental do Estado brasileiro, o
que se verifica com a Constituição
Federal de 1988.

Para saber mais:


 Lei 6.93
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6938.htm
 Lei 7.34
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L7347orig
 Constituição Federal de
http://www.mma.gov.br/port/conama/legiano1.cfm?
gitipo=6&ano=1988

Em nossa viagem pela história da


legislação ambiental brasileira,
chegamos à Constituição Federal de
1988, uma Carta Magna inovadora,
que inscreveu em seu texto os
valores fundamentais da
individualidade e da socialidade
(http://michaelis.uol.com.br/moderno/port
ugues/index.php?lingua=portugues-
portugues&palavra=socialidade), entre
os quais se destaca o direito ao meio
ambiente saudável.
A Constituição Federal de
1988 consagrou o entendimento
contido na Lei 6.938/81, ao dedicar,
de forma inédita no mundo e pela
primeira vez na história brasileira,
um capítulo ao meio ambiente
(CAPÍTULO VI - DO MEIO
AMBIENTE, Artigo 225):
"Todos têm direito ao meio ambiente
ecologicamente equilibrado, bem de
uso comum do povo e essencial à
sadia qualidade de vida, impondo-se
ao Poder Público e à coletividade o
dever de defendê-lo e preservá-lo para
as presentes e futuras gerações."
Para SIMÕES FILHO (2009), esta foi
a mensagem transmitida pela atual
Constituição Brasileira:
“Não mais interessa apenas o homem
só, como se dava na linha do
individualismo clássico, personalista;
agora, é indispensável inteira sintonia
do direito ao meio ambiente sadio,
assim como outros direitos
transindividuais, com a afirmação dos
interesses e direitos difusos e
coletivos, através dos quais se
aprofunda e consolida o
constitucionalismo social, pondo sob
o foco do Direito o homem
socializado, integrado no todo social,
superando a visão tradicional de sua
individualidade, embora neste novo
contexto sejam mantidas as proteções
clássicas de situações ou atributos
tutelados no homem pelo só fato de
que é ser humano”.
Ou seja, é o Poder Público
disciplinando a questão ambiental,
ao mesmo tempo em que toma para
si a responsabilidade de preservar o
ambiente para as gerações futuras,
em comunhão com a coletividade -
você, eu, todo e qualquer cidadão
brasileiro!
Algumas outras leis merecem ser
citadas e lidas:
 Lei 6.902/81, que dispõe sobre a
criação de estações ecológicas e
áreas de proteção ambiental e dá
outras providências.
(http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/le
is/L6902.htm)
 Decreto 97.822/89, que instituiu o
Sistema de Monitoramento Ambiental
e dos Recursos Naturais por Satélite
(Simarn)
 Lei 7.797/89, que instituiu o Fundo
Nacional do Meio Ambiente, alterado
pela Lei 8.028/90, que é regido a
partir de regras contidas no Decreto
nº 99.249/90.
 Lei 9.433/97,
(http://www.ana.gov.br/Institucional/Le
gislacao/leis/lei9433.pdf), conhecida
como Lei das Águas, instituiu a
Política Nacional de Recursos
Hídricos, criou o Sistema Nacional de
Gerenciamento de Recursos Hídricos
(SINGREH), regulamenta o inciso XIX
do art. 21 da Constituição Federal, e
altera o art. 1º da Lei nº 8.001, de 13
de março de 1990, que modificou a
Lei nº 7.990, de 28 de dezembro de
1989. A Lei das Águas foi
regulamentada pelo Decreto nº
2.612/98, que criou o CNRH -
Conselho Nacional de Recursos
Hídricos
(http://www.macmt.com.br/Arquivos/P
oluidor.pdf).
 Lei 9.605/98, conhecida como Lei de
Crimes Ambientais, dispõe sobre as
sanções penais e administrativas
derivadas de condutas e atividades
lesivas ao meio ambiente, e dá outras
providências
(http://www.ibama.gov.br/fauna/legisla
cao/lei_9605_98.pdf).

Segunda questão para reflexão:

Pois bem! Até agora, conversamos


bastante sobre leis ambientais,
talvez você esteja atordoado com
tantas informações, tantos números
saltando à frente dos seus olhos. E
se você se dedicou um pouco à
leitura do texto das leis, acessando
os links apresentados, certamente
constatou princípios teóricos
interessantes da legislação
ambiental brasileira. Mas na prática,
como a legislação ambiental pode
fazer parte de nossas vidas? Para
você entender um pouco melhor o
que a legislação ambiental pode
fazer no sentido de disciplinar a
atividade humana, leia o
artigo Pedrinha no Sapato, escrito
pela bióloga Mariusa Cristiana
Reuter Colombo em março de 2008
(COLOMBO, 2008)
(http://www.selecoes.com.br/pedrinha_no
_sapato_3119)
E aí, você gostou do artigo?
Manifeste sua opinião sobre ele no
Fórum, mas não diga apenas
"gostei" ou "não gostei". Aproveite
para dizer como você entendeu o
papel da legislação no sistema
de entrega seletiva citado pela autora.
Observe que aqui no Brasil falamos
muito de coleta seletiva, embora
algumas experiências de entrega
seletiva já estejam acontecendo em
diversas cidades brasileiras, por
exemplo em Teresina, no Piauí
(http://www.teresina-pi-
gov.com.br/noticias/Semtcas/prefeitura-
cria-pontos-de-coleta-seletiva-de-lixo-
1130.html). Será que os moradores
daquela pequena cidade suíça
apenas combinaram as regras da
coleta seletiva ou lá existe uma
legislação ambiental rigorosa? Ou,
ainda, existe um sistema de
fiscalização e de punição mais
eficiente e eficaz do que o
brasileiro? Mas e a legislação
ambiental brasileira, não é
considerada extensa, completa e um
exemplo para outros países? Vamos
lá, então, espero seus comentários
no Fórum!
E na casa onde você mora, no seu
prédio, condomínio, bairro, cidade...
A separação do lixo e a coleta
seletiva já são atividades de rotina?
Você sabe se em sua cidade existe
uma lei municipal que criou a coleta
seletiva? Ou você ainda pode ver
cenas como a da foto a seguir, onde
problemas sociais estão associados
ao descumprimento da legislação
ambiental? Espero seus comentários
no Fórum.

(Foto: Cristina Célia Krawulski)

Para refletir...
Estamos chegando ao final da nossa
primeira web aula.
Você já recebeu muitas informações
sobre a legislação ambiental do
nosso País. Penso que você já tenha
percebido que, apesar da infinidade
de leis ambientais brasileiras,
muitas coisas podem e precisam ser
melhoradas. QUE TAL, ENTÃO,
PARTILHAR COMIGO E COM SEUS
COLEGAS ALGUMAS IDEIAS SOBRE
A CONTRIBUIÇÃO QUE VOCÊ PODE
DAR PARA MELHORAR E
PRESERVAR O AMBIENTE,
COMEÇANDO POR AQUELE
AMBIENTE QUE ESTÁ MAIS PRÓXIMO
DE VOCÊ – SUA CASA, SEU QUINTAL,
SEU CONDOMÍNIO, SUA CIDADE?
Escreva seus comentários no Fórum, não
se esquecendo de citar o nome da cidade
e estado onde você mora, OK?
Nossa conversa continua na
aula Legislação Ambiental Brasileira –
Segunda Parte. Vem comigo!
WEB AULA 2
Unidade 1 – Legislação
Ambiental Brasileira -
Segunda Parte
Olá!
Nesta segunda aula, vamos
continuar a conversa
sobre legislação ambiental que
iniciamos na Aula 1. Vem comigo,
então!
Você sabe qual foi o importante
evento internacional relacionado ao
meio ambiente realizado no Brasil,
em 1992?
Se você pensou na Eco-92
(http://www.brasilescola.com/geografia/e
co-92.htm), parabéns, você acertou!
Durante a Conferência das Nações
Unidas para o Meio Ambiente e o
Desenvolvimento - CNUMAD,
realizada no Rio de Janeiro, líderes
políticos mundiais debateram o
paradigma do desenvolvimento
sustentável
(http://www.crescentefertil.org.br/agenda
21/index2.htm), direcionado para o
crescimento com responsabilidade,
de modo que as decisões
contemplem aspectos ambientais,
sociais e econômicos.
A conferência foi organizada de
forma inovadora, tendo sido
preparados e discutidos
anteriormente os termos dos
documentos que foram assinados
em junho de 1992. Permitiu-se um
amplo debate político e o
intercâmbio de ideias entre as
delegações oficiais e os
representantes dos vários setores
da sociedade civil, através de
entidades e cientistas. A
participação ativa de atores não
governamentais nesse processo foi
um indício do papel cada vez mais
importante desses atores em
negociações internacionais.

Fonte: DIÁRIO...
(2011).
Quer saber quais foram os principais
objetivos da Rio 92? Leia alguns a
seguir:

 Avaliar a situação do ambiente mundial d


Conferência de Estocolmo, e suas relaçõ
vigente.
 Estabelecer mecanismos de transferência
países subdesenvolvidos.
 Examinar estratégias nacionais e internac
ambientais ao processo de desenvolvime
 Estabelecer um sistema de cooperação in
ambientais e prestar socorro em casos de

A Rio 92 teve a participação de 172


países e tem sido considerada a
maior conferência já realizada na
esfera de atuação da Organização
das Nações Unidas (ONU), e
representou um enorme avanço na
compreensão dos graves problemas
que se avolumavam no final do
século XX, com superposição de
crises econômicas, sociais, políticas,
culturais e ambientais, que
transcendem os espaços locais e as
fronteiras nacionais (BARBIERI,
2001, p. 13). Esse novo
entendimento está baseado na ideia
de que meio ambiente e
desenvolvimento não podem
continuar a ser tratados
separadamente, mas precisam ser
tratados em conjunto, o que
significa abandonar o
desenvolvimento tradicional,
predador da natureza e excludente,
que traz em si fortes desequilíbrios
sociais e regionais. Portanto, o
mundo antes da Rio 92 era um, e a
partir dela este mundo tem passado
por muitas transformações.

Primeira questão para reflexão:

Durante a Eco-92, Severn Suzuki,


uma menina canadense de 13 anos
calou e provocou lágrimas nos
líderes mundiais, ao expressar a
importância dos temas que ali
estavam sendo debatidos para as
gerações futuras.
Você já conhece o que ela disse?
Assista ao vídeo a seguir, para
conhecer ou relembrar, caso você já
o tenha visto.

https://www.youtube.com/watch?v=1qwRF
pKpjhw

Agora que você assistiu ao vídeo,


reflita: As preocupações
apresentadas pela garota Severn
Suzuki Já foram resolvidas pelos
dirigentes dos países participantes
da conferência? Ou elas ainda
continuam atuais, 19 anos depois?
Quero encontrar suas considerações
no Fórum da disciplina.
Talvez você já saiba, mas é legal
destacar que na Rio 92 foram
assinados cinco importantes
documentos. São eles: Declaração
do Rio de Janeiro sobre Meio
Ambiente e Desenvolvimento;
Agenda 21; Convenção-Quadro
sobre Mudanças Climáticas;
Convenção sobre Diversidade
Biológica; e Declaração de Florestas.
Estes documentos deveriam, a partir
de então, ser adotados pelos países
que os subscreveram para conduzir
suas ações futuras na busca do
desenvolvimento sustentável. A
seguir, uma rápida apresentação
desses documentos.
A Declaração do Rio sobre Meio
Ambiente e Desenvolvimento define
os direitos e as obrigações dos
Estados em relação aos princípios
básicos do meio ambiente e do
desenvolvimento. Entre outras,
inclui as seguintes ideias: a
incerteza científica não deve adiar a
adoção de medidas de proteção ao
meio ambiente; os Estados têm o
“direito soberano de aproveitar seus
próprios recursos”, mas sem causar
danos ao meio ambiente de outros
Estados. A eliminação da pobreza e
a redução das disparidades entre os
níveis de vida em todo o mundo são
indispensáveis para o
desenvolvimento sustentável, e a
plena participação das mulheres é
imprescindível para se alcançar o
desenvolvimento sustentável. Tem
27 princípios (AGENDA..., 2011),
onde os seres humanos constituem
o centro das preocupações
relacionadas com o desenvolvimento
sustentável, e têm direito a uma
vida saudável e produtiva em
harmonia com a Natureza (Princípio
1). O desenvolvimento sustentável e
a responsabilidade de todos é
invocada no Princípio 5, Estados e
pessoas devem cooperar na tarefa
essencial de erradicar a pobreza como
requisito indispensável do
desenvolvimento sustentável, a fim de
reduzir as disparidades nos níveis de
vida e responder melhor às necessidades
da maioria dos povos do mundo. E a
legislação ambiental é contemplada no
Princípio 11, que diz que os Estados
deverão promulgar leis eficazes sobre o
meio ambiente. As normas ambientais, e
os objetivos e prioridades em matérias de
regulamentação do meio ambiente,
deveriam refletir o contexto ambiental e
de desenvolvimento às quais se aplicam.
As normas por alguns países podem
resultar inadequadas e representar um
custo social e econômico injustificado
para outros países, em particular os
países em desenvolvimento.
A Agenda 21 é um plano de ação
para ser adotado global, nacional e
localmente, por organizações do
sistema das Nações Unidas (ONU),
governos e pela sociedade civil, em
todas as áreas em que a ação
humana impacta o meio ambiente.
Ou seja, a partir da Agenda 21
Global, cada país deveria
desenvolver a sua Agenda 21. No
Brasil, a Agenda 21 Brasileira é um
processo e instrumento de
planejamento participativo, que tem
como eixo central a
sustentabilidade, compatibilizando a
conservação ambiental, a justiça
social e o crescimento econômico.
Suas ações prioritárias, resultado de
uma vasta consulta realizada junto
à população, são a inclusão social,
que envolve o acesso de toda a
população à educação, saúde e
distribuição de renda; a
sustentabilidade urbana e rural; a
preservação dos recursos naturais e
minerais; e a ética política. Trata-
se, portanto, de um instrumento
fundamental para a construção da
democracia ativa e da cidadania
participativa em nosso país.
A Convenção-Quadro sobre Mudanças
Climáticas e a Convenção sobre
Diversidade Biológica, também
aprovadas na Rio 92, são
convenções com força jurídica. E
foram iniciadas, ainda, as
negociações para elaboração de
uma convenção contra a
desertificação, que ficou aberta a
assinaturas até outubro de 1994 e
entrou em vigor em dezembro de
1996.
A Declaração de Florestas, que define
os princípios para o manejo
sustentável das florestas e que
também foi aprovada na Rio 92, não
tem força jurídica obrigatória, mas
foi o primeiro consenso mundial
sobre a questão. Ela diz,
fundamentalmente, que todos os
países, especialmente os países
desenvolvidos, deveriam se esforçar
para recuperar a Terra mediante o
reflorestamento e a conservação
florestal, que os Estados têm o
direito de desenvolver suas florestas
conforme suas necessidades
socioeconômicas, e que devem
garantir aos países em
desenvolvimento recursos
financeiros destinados
concretamente a estabelecer
programas de conservação florestal,
para promover uma política
econômica e social de substituição
(AGENDA..., 2011).
É importante relembrar que a Rio 92
também tem como resultado as
normas da série ISO 14000, um
valioso instrumento de gestão
ambiental, com importante função
no contexto micro, em nível de
organizações, enquanto a Agenda
21 contempla uma ação no nível
macro, ao definir diretrizes gerais
para processos de gestão em nível
federal, estadual e municipal
(SEIFFERT, 2010, p. 16-17).
Você já ouviu falar da Carta da
Terra? Este foi outro documento
produzido durante a Eco 92, uma
declaração de princípios éticos
fundamentais para a construção, no
século 21, de uma sociedade global
justa, sustentável e pacífica. Você
pode ler a Carta da Terra na íntegra
acessando http://www.cartadaterrabrasil
.org/prt/text.html.

Aprofundando o Conhecimento:

a) Declaração do Rio de Janeiro sobre


Meio Ambiente e Desenvolvimento
(http://www.ecolnews.com.br/agenda21/).

b) Agenda 21
(http://www.mma.gov.br/sitio/index.php?id
o=conteudo.monta&idEstrutura=18).

c) Convenção-Quadro sobre Mudanças


Climáticas (http://www.onu-
brasil.org.br/doc_clima.php).

d) Convenção sobre Diversidade


Biológica (http://www.onu-
brasil.org.br/doc_cdb1.php).

e) Desertificação
(http://www.pucminas.br/imagedb/conjunt
ura/CNO_ARQ_NOTIC20071017140210.
pdf?PHPSESSID=ffa9c97226a426e84d5
d2ac2e72e2b91).

f) A ONU e o meio ambiente


(http://onu.org.br/a-onu-em-acao/a-onu-e-
o-meio-ambiente/).
E então, você já conhecia todos
esses documentos? Não é fantástica
a forma como a sociedade vai se
organizando e produzindo
conhecimento, em busca do bem
comum?
Porém, mesmo com toda a riqueza
de ideias e princípios contidos nos
documentos produzidos durante a
Rio-92, todos deveriam ser
normatizados nos países que
assinaram esses acordos, para
serem incorporados à legislação
nacional e aí, sim, começarem a ser
postos em prática.
É isso que vem ocorrendo no Brasil,
que editou mecanismos legais
variados, que definem direitos e
deveres para o cidadão,
instrumentos de conservação do
meio ambiente, normas de uso dos
diversos ecossistemas, normas para
disciplinar atividades relacionadas à
ecologia e, ainda, diversos tipos de
unidades de conservação. A
legislação ambiental brasileira é
considerada uma das mais
completas do mundo, a começar
pela Constituição Federal, e outras
leis contribuem para garantir a
preservação do grande patrimônio
ambiental brasileiro, se
devidamente aplicadas.
O ambiente virtual oferece muitas
opções de pesquisa. Então, para se
aprofundar na legislação ambiental
brasileira, sugiro que você acesse
alguns sites da internet:
- No Ministério do Meio Ambiente,
você pode consultar qualquer tipo
de documento legal, na íntegra: a
Constituição Federal; leis; decretos-
leis; portarias; resoluções
(http://www.mma.gov.br/sitio/index.php?i
do=legislacao.index&tipo=0).
- O Portal do Meio Ambiente
também fornece consulta à
legislação ambiental
(http://www.portaldomeioambiente.org.br/
pma/index.html).
- O Senado Federal criou um
programa de consulta à legislação,
entre outras opções, chamado
Senado Verde
(http://www.senado.gov.br/sf/senado/pro
gramas/senadoverde/legislacao.asp).
(http://www.senado.gov.br/senado/progra
mas/senadoverde/legislacao.asp)
Navegando por este universo de
informações, você vai constatar que
a legislação ambiental brasileira é
abrangente, mas também é
polêmica. Muitas vezes ela tem sido
apontada como um entrave à
expansão dos mercados, mas o
atual conjunto de leis ambientais é
capaz de lançar uma nova
perspectiva de negócios para as
empresas: hoje, se ater ao seu
cumprimento tornou-se uma
estratégia de mercado, para o
fortalecimento das empresas que
vêem no cumprimento das leis a
associação da sua imagem
comercial à boa prática ambiental.

P�gina
Bem, eu poderia continuar
escrevendo nomes, números e
enunciados de leis por muitas telas
ainda, porém sei que este é um
assunto complicado, pois novas leis
e regulamentos são editados a cada
dia.
Meu objetivo não é que você decore
números e títulos de leis, decretos,
convenções, mas quero que você
pense bastante sobre tudo o que leu
até aqui.
Acredito que a simples existência de
leis não garante que nossos filhos
terão água para beber quando forem
adultos. Depende de cada um de nós
fazer a sua parte. Nos endereços
eletrônicos fornecidos no corpo do
texto, você encontra toda a
legislação ambiental brasileira para
consultar a qualquer momento. Mas
lembre-se: todo o conteúdo
apresentado se constitui em objeto
da avaliação.

Para discutir...
Agora você já conhece muitas leis
voltadas à proteção ambiental, em vigor
aqui no Brasil, e os principais acordos
internacionais dos quais o Brasil faz
parte. ENTÃO, ESCOLHA UM DESSES
ACORDOS INTERNACIONAIS QUE, NA
SUA OPINIÃO, É O MAIS IMPORTANTE
PARA A SUSTENTABILIDADE DA
VIDA HUMANA NA TERRA. Escreva
sobre ele no Fórum, destacando os
motivos que o fazem considerar esse
acordo o mais importante.

Unidade 2 – O Meio Ambiente


no Brasil
Olá!
Nessa primeira web aula da Unidade
II, vamos conversar sobre o
surgimento da consciência
ambiental no Brasil, representada
pela edição de instrumentos legais.
A importância dos recursos
ambientais brasileiros remonta ao
período do descobrimento, quando
Pero Vaz de Caminha, em carta
datada de 1º de maio de 1500,
relatou ao Rei de Portugal as
belezas naturais das terras recém
descobertas. Mas o conceito de meio
ambiente é bem novo, assim como
a sua gestão constitui uma atividade
também recente. FERREIRA
(2008) define MEIO AMBIENTE como
o conjunto de condições e
influências naturais que cercam um
ser vivo e uma comunidade, e que
agem sobre ele(s).
Até pouco tempo, os recursos
ambientais, no Brasil, eram tratados
de forma isolada. Por outro lado, as
estruturas de Governo que foram
sendo desenvolvidas ao longo do
tempo para atender às demandas
da sociedade, no que se refere à
conservação e à preservação dos
recursos naturais, estavam mais
voltadas para incentivar o
desenvolvimento econômico. Neste
contexto, a exploração dos recursos
naturais era apenas mais um
elemento, e o Brasil não
manifestava preocupação com os
aspectos ambientais, talvez pela
fartura de tais recursos.

O Código das Águas (Decreto nº


24.643/34) é considerado um dos
marcos iniciais da questão
ambiental no Brasil, que priorizou
aspectos ligados à geração de
energia elétrica, controle de
enchentes e ao abastecimento
público, iniciando a administração
de recursos hídricos no País
( http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/l
egislacao.nsf/Viw_Identificacao/DEC%20
24.643-
1934?OpenDocument&AutoFramed ).
Paralelamente, crescia a
preocupação do Poder Público com a
rápida expansão urbana decorrente
do desenvolvimento industrial, que
trazia a poluição a tiracolo. O
primeiro instrumento legal que
tratou do controle da poluição das
águas no Brasil foi produzido por
São Paulo, com a Lei Estadual n.º
2.182/53 e, posteriormente, com a
Lei Estadual n.º 3.068/55, que criou
o CECPA - Conselho Estadual de
Controle da Poluição das Águas.
Entre 1930 e 1950, além de
instrumentos legais o Brasil também
foi dotado de órgãos públicos que
refletiam as áreas de interesse da
época e que, de alguma forma,
estavam relacionados ao meio
ambiente, por exemplo: DNOS -
Departamento Nacional de Obras de
Saneamento; DNOCS -
Departamento Nacional de Obras
contra a Seca; Patrulha Costeira;
Serviço Especial de Saúde Pública.
Medidas significativas também
foram adotadas: promulgação dos
códigos de floresta, de águas e de
minas; criação de parques nacionais
e de florestas protegidas nas regiões
Nordeste, Sul e Sudeste;
organização do patrimônio histórico
e artístico; o estabelecimento de
normas de proteção dos animais; e
a Fundação Brasileira para a
Conservação da Natureza, criada em
1958.
Na década de 60, o Brasil assume
compromisso internacional com a
conservação e a preservação do
meio ambiente, efetivado pela sua
participação em convenções e
reuniões internacionais. Por
exemplo, na Conferência
Internacional sobre a Utilização
Racional e a Conservação dos
Recursos da Biosfera, promovida
pela UNESCO, em 1968. Nesse
evento foram definidas as bases
para a criação de um programa
internacional dedicado ao Homem e
à Biosfera (MAB - Man and
Biosphere), efetivamente criado em
1970
(http://www.ambientebrasil.com.br/compo
ser.php3?base=./snuc/index.html&conteu
do=./snuc/artigos/programa_mab.html).
Em 1961, o Decreto n.º 4.9974-
A/61 regulamentou a Lei nº
2312/54 - Código Nacional da Saúde
(http://e-
legis.bvs.br/leisref/public/showAct.php?id
=15398), que estabeleceu a
obrigatoriedade das indústrias
existentes e as que viessem a se
instalar, de promoverem o
tratamento adequado de seus
resíduos sólidos, líquidos e gasosos.
O Novo Código Florestal, instituído
pela Lei nº 4.771/65, já em
setembro de 1965 nos dizia, em seu
Art. 1º, que as florestas existentes no
território nacional e as demais formas de
vegetação, reconhecidas de utilidade às
terras que revestem, são bens de
interesse comum a todos os habitantes
do País, exercendo-se os direitos de
propriedade, com as limitações que a
legislação em geral e especialmente esta
Lei estabelecem. Esta lei, porém,
sofreu várias alterações em seu
texto original, principalmente
através da Medida Provisória nº
2.166-67, de 24 de agosto de 2001,
e do Decreto nº 5.975/2006, que
determinou que a exploração de
florestas e formações sucessoras
sob o regime de manejo florestal
sustentável, tanto de domínio
público como de domínio privado,
dependeria de prévia aprovação do
Plano de Manejo Florestal
Sustentável, sob responsabiliade do
órgão competente do Sistema
Nacional do Meio Ambiente
(SISNAMA). E a mais recente
alteração aconteceu em 2012, após
um longo processo em curso desde
setembro de 2009, quando foi
instalada na Câmara dos Deputados
uma Comissão Especial para
analisar o projeto de lei 1.876/99,
cujo tema era o Código Florestal
Brasileiro. Em maio de 2011, o
relatório propondo alterações, de
autoria do Deputado Federal Aldo
Rebelo (PCdoB-SP), foi aprovado na
Câmara dos Deputados com várias
alterações, e então remetido ao
Senado. Depois de vários e intensos
debates no Congresso e no Senado,
foi finalmente aprovada a Lei nº
12.651, de 25 de maio de 2012, que
alterou o Código Florestal Brasileiro.
Se você quiser se aprofundar, leia o
texto da Lei nº 12.651/12 clicando
no
link http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/
_ato2011-2014/2012/lei/l12651.htm

Para saber mais:

As alterações no Código Florestal


não agradaram plenamente nenhum
dos lados envolvidos na discussão,
pela mescla de interesses e até
indefinições presentes na Lei nº
12.651/12. Para entender um pouco
mais a respeito, leia as análsies
contidas nos links a seguir:
http://www.noticiasagricolas.com.br/notici
as/agronegocio/106770-o-novo-codigo-
florestal--entenda-ponto-aponto--na-
analise-do-escritorio-
csmg.html#.Uxyzfz9dVu4
http://ne10.uol.com.br/canal/cotidiano/poli
tica/noticia/2012/05/29/para-
ambientalistas-novo-codigo-florestal-e-
retrocesso-345429.phpigificativos.html
A partir da década de 1970, o
mundo assistiu ao agravamento dos
problemas ambientais e,
consequentemente, à maior
conscientização desses problemas,
inclusive no Brasil. Entre 21 e 27 de
agosto de 1971, foi realizado em
Brasília o I Simpósio sobre Poluição
Ambiental, uma iniciativa da
Comissão Especial sobre Poluição
Ambiental da Câmara dos
Deputados, do qual participaram
pesquisadores e técnicos brasileiros
e do exterior, visando gerar
subsídios para estudar a poluição
ambiental no Brasil.

Mas foi mesmo depois da


participação brasileira na
Conferência das Nações Unidas para
o Ambiente Humano, em 1972, em
Estocolmo, que medidas efetivas
foram adotadas no Brasil. Confira a
seguir alguns exemplos, em uma
sequência cronológica:
 Criação da SEMA - Secretaria
Especial do Meio Ambiente, vinculada
ao Ministério do Interior, através do
Decreto Federal n.º 73.030/73, cuja
indicação de criação constou no
relatório da delegação brasileira em
Estocolmo.
 Lei 6.803/80
(http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/le
is/L6803.htm), que dispôs sobre as
diretrizes básicas para o zoneamento
industrial.
 Lei 6.902/81, que dispôs sobre a
criação de estações ecológicas e
áreas de proteção ambiental
(ttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Lei
s/L6902.htm).
 Promulgação da Lei 6.938/81
(http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/le
is/l6938.htm), que dispõe sobre a
Política Nacional do Meio Ambiente e
instituiu o Sistema Nacional do Meio
Ambiente
(http://www.mma.gov.br/port/conama/
estr1.cfm) e o Cadastro de Defesa
Ambiental
(http://www.ibama.gov.br/cadastro/cad
astro.htm). A partir de então, são
definidos instrumentos para a
implementação da Política Nacional
do Meio Ambiente, dentre os quais o
SINIMA - Sistema Nacional de
Informações sobre o Meio Ambiente
(ttp://www.mma.gov.br/sitio/index.php
?ido=conteudo.monta&idEstrutura=58
) e o CONAMA - Conselho Nacional
do Meio Ambiente
(ttp://www.mma.gov.br/conama/).
 E a inovadora Constituição
Federal de 1988
(http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/
Constituicao/Constituiçao.htm): pela
primeira vez na história de uma
nação, a Constituição dedicou um
capítulo inteiro ao meio
ambiente, dividindo entre o
Governo e a sociedade a
responsabilidade pela sua
preservação
(http://www.mundoeducacao.com.br/b
iologia/preservacao-ambiental.htm) e
conservação
(http://cienciaecultura.bvs.br/pdf/cic/v
55n4/a04v55n4.pdf).

 Criação do Instituto Brasileiro do Meio


Ambiente e dos Recursos Naturais
Renováveis (IBAMA), através da Lei
7.735/89
(http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/L
EIS/L7735.htm), para gerenciar a
questão ambiental, formular,
coordenar, executar e fazer executar
a Política Nacional do Meio Ambiente.
 Em 1990, foi criada a SEMAM -
Secretaria do Meio Ambiente da
Presidência da República, ligada
diretamente ao Presidente
(http://nxt.anp.gov.br/NXT/gateway.dll
/leg/decretos/1990/dec%2099.604%2
0-%201990.xml).
Outro passo importante para consolidar a
preocupação com a questão ambiental
no Brasil foi a criação do Ministério do
Meio Ambiente (MMA), cuja criação da
forma como existe hoje deu-se em 19 de
novembro de 1992, em substituição à
SEMAM, criada em 1990. A missão do
MMA (http://www.mma.gov.br/sitio/) é
promover a adoção de princípios e
estratégias para o conhecimento, a
proteção e a recuperação do meio
ambiente, o uso sustentável dos recursos
naturais, a valorização dos serviços
ambientais e a inserção do
desenvolvimento sustentável na
formulação e na implementação de
políticas públicas, de forma transversal e
compartilhada, participativa e
democrática, em todos os níveis e
instâncias de governo e sociedade. A Lei
nº 10.683/2003, que dispõe sobre a
organização da Presidência da República
e dos ministérios, constituiu como área
de competência do Ministério do Meio
Ambiente os seguintes assuntos (MEIO
AMBIENTE, 2011):

I - Política nacional do meio ambiente e dos r


II - Política de preservação, conservação e u
ecossistemas, e biodiversidade e florestas.
III - Proposição de estratégias, mecanismos
para a melhoria da qualidade ambiental e o u
naturais.
IV - Políticas para a integração do meio amb
V - Políticas e programas ambientais para a
VI - Zoneamento ecológico-econômico.

Você está conseguindo entender a


evolução do tema ambiental no Brasil?
Se tiver dúvidas, manifeste-as no Fórum,
combinado?
Existem muitas outras leis e demais
instrumentos legais além das que foram
apresentadas a você até agora. Mas
todas, do meu ponto de vista, seguem as
diretrizes da Política Nacional do Meio
Ambiente (Lei nº 6.938/81), e podem ser
citadas:
 Política Nacional de Recursos
Hídricos, editada através da Lei
9.433/97
(http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/le
is/L9433.htm), que criou o Conselho
Nacional de Recursos Hídricos e o
Sistema Nacional de Gerenciamento
de Recursos Hídricos.

 Política Nacional de Educação


Ambiental, instituída pela Lei
9.795/99
(http://www.mma.gov.br/sitio/index.ph
p?ido=conteudo.monta&idEstrutura=2
0&idConteudo=967).
 A Lei nº 9.985/2000, que
instituiu o Sistema Nacional de
Unidades de Conservação da
Natureza (SNUC), estabelece
critérios e normas para a criação,
implantação e gestão das
unidades de conservação no
Brasil.
 O Estatuto das Cidades, como é
conhecida a Lei 10.257/01
(http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/l
eis/LEIS_2001/L10257.htm), que
regulamenta os artigos 182 e
183 da Constituição Federal,
estabelece normas de ordem
pública e de interesse social que
regulam o uso da propriedade
urbana em prol do bem coletivo,
da segurança e do bem estar dos
cidadãos, bem como do equilíbrio
ambiental.
 Política Nacional da
Biodiversidade, prevista no
Decreto 4.339/02
(http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/d
ecreto/2002/D4339.htm).
 Política Nacional de Saneamento
Básico, através da Lei 11.445/07, que
estabelece as diretrizes nacionais
para o saneamento básico e os
princípios fundamentais para permitir
a universalização do acesso aos
serviços de abastecimento de água,
esgotamento sanitário, drenagem de
águas pluviais, limpeza urbana e
manejo de resíduos sólidos.
 A Lei nº 12.187/09, de 29 de
dezembro, instituiu a Política
Nacional sobre Mudança do Clima.
 Recentimente, a lei nº
12305/2010
(http://www.planalto.gov.br/ccivi
l_03/_ato2007-
2010/2010/lei/l12305.htm),
instituiu a Política Nacional de
Resíduos Sólidos.

Para saber mais:


Leia o artigo Política Nacional de Resíduo
Empresas,
emhttp://noticias.ambientebrasil.com.br/a
nacional-de-residuos-solidos-pnrs-e-adeq

Vamos continuar conversando na Aula 2


- A questão ambiental e suas relações
com o crescimento populacional e a
infraestrutura. Vem comigo!!

Unidade 2 – A Questão
Ambiental

O crescimento populacional e a infraestru

Porque será que um dos desafios


ambientais é a relação entre o
crescimento da população e a
infraestrutura? Vamos tentar
entender.
Em 55 anos, de 1950 a 2005, a
população mundial passou de 2,5
para 6,5 bilhões de pessoas. Até o
fim deste século, de 8 a 10 bilhões
de pessoas habitarão a Terra
(MILLER JÚNIOR, 2007, p.2). Pior
ainda, essa população está cada vez
mais concentrada em centros
urbanos. E para morar em cidades,
o ser humano precisa de
infraestrutura, que demanda
investimentos em obras de grande
porte, de custo elevado. Por isso, o
Estado não consegue prover a
infraestrutura no mesmo ritmo que
ocorre a urbanização, em função do
crescimento da população.
Quanto maior a expansão das
cidades - tanto em crescimento
populacional quanto em número de
indústrias, fábricas, escolas,
empresas em geral - maior será a
extração de recursos naturais
necessários para a manutenção do
processo. Como consequência, o
consumo de insumos será maior, e
também a produção de lixo e
efluentes domésticos e industriais, o
que poderá comprometer as águas
de superfície e até as subterrâneas.
Para refletir:
Leia o artigo de Carlos Gabaglia Penna
desafio que persiste no Brasil (htt
colunistas-convidados/16785-oeco_20317 )
um texto sobre alternativas para os
maior e melhor atendimento da
infraestrutura, de modo que as gera
porém preservando o ambiente para a
reflexões no Fórum.
O esgotamento dos recursos naturais e
absorver resíduos e poluentes

Os recursos naturais são mesmo


finitos, podem se esgotar? E o que
isso tem a ver com a preservação
ambiental? A WWF, uma das mais
importantes ONG's que atua na
questão ambiental no mundo,
alerta: "A humanidade já consome mais
recursos naturais do que o planeta é
capaz de repor. O colapso é visível nas
florestas, oceanos e rios. O ritmo atual de
consumo é uma ameaça para a
prosperidade futura da humanidade". O
uso dos recursos naturais é um
aspecto sensível das relações que a
espécie humana, por meio de suas
sociedades, estabelece com a
natureza. Não parece haver dúvida
que este é um dos elementos da
crise ambiental; no entanto,
compreendê-la está longe de ser
algo óbvio. A complexidade é muito
maior do que parece. Uma pesquisa
da WWF resultou na definição de
relações numéricas entre volumes
de produção de bens e de lixo e
extensão terrestre para absorver
resíduos e gerar novos recursos.
Você sabia que tudo que nós
consumimos tem origem na
natureza? Pense nos móveis, vidros,
tijolos, telhas, carros, combustíveis,
eletrodomésticos, água, energia
elétrica, gás. Do que são feitos?
Quais as matérias primas utilizadas
em sua fabricação? A base de nossa
alimentação é formada de vegetais
e animais. Percebe como a
dependência do ser humano em
relação aos recursos naturais é
quase total? A humanidade usa os
recursos naturais com um apetite
voraz, como se eles fossem
inesgotáveis.
É aí que mora o perigo: Se
continuarmos EXPLORANDO a
natureza sem dar tempo para que
ela se restabeleça, em 2030 serão
necessários dois planetas Terra para
atender ao atual padrão de
consumo.
Você não acha que existe uma
relação direta entre essas duas
situações? Pois quanto maior a
necessidade de produzir bens de
consumo, maior a extração de
recursos da natureza e,
consequentemente, maior o volume
de resíduos gerados. E que destino
dar a esses resíduos? A biosfera
conseguirá absorvê-los com a
velocidade necessária?
Para saber mais,
A Terra não aguenta
(http://arquivoetc.blogspot.com/2008/11/o-ww
dos.html).

De forma muito simples, o


vídeo Pense de Novo - Energia e
Novas Tecnologias me levou a
repensar minhas ações diárias.
Espero que produza o mesmo efeito
em você, que vai assistí-lo agora.
Agora, para entender a
problemática ambiental através de
uma visão integrada dos aspectos
social, ambiental e econômico em
nossas vidas, assista os vídeos a
seguir:
Jeito de ver o mundo

(https://www.youtube.com/embed/oTaya2
XVxTs)
A sustentabilidade

(https://www.youtube.com/embed/GZ8js2
FX0mU)
Já estamos reinventando

(https://www.youtube.com/embed/SyjVxj
Cj_tA)

As desigualdades sociais

Desigualdade social existe, em


determinada sociedade, quando
alguns grupos sociais se encontram
em situações mais vantajosas do
que outros. Portanto, a
desigualdade resulta de diferenças
segundo escalas de valor. Na
sociedade atual, as pessoas são
cada vez mais dependentes umas
das outras, pois cada um precisa
dos bens e serviços dos outros. No
entanto, esses bens e serviços não
estão de igual modo acessíveis a
todos, pois existem rendimentos e
situações sociais diferentes. A
desigualdade mais visível é a
econômica.

"A desigualdade social acontece qu


é feita de forma diferente, sendo
mãos de poucos. No Brasil, a des
maiores do mundo, gerando falta
precário, educação precária, más in
entre outros" (CABRAL, 2009).

Um conceito mais recente tenta


explicar como a sociedade guarda
privilégios para a minoria e uma
carga de problemas para a maioria.
É adesigualdade ambiental, que não
considera fatores estritamente
econômicos, mas os condicionantes
ambientais. Para entender melhor,
imagine uma situação teórica de
igualdade ambiental. Nessa
condição, amenidades e problemas
ambientais seriam igualmente
distribuídos entre a população.
Por amenidades ambientais,
considere a arborização urbana,
importante para garantir o conforto
térmico, e a boa qualidade do ar,
para evitar doenças respiratórias,
por exemplo. Os problemas
ambientais seriam as inundações e
deslizamentos recorrentes; contágio
por doenças, como a leptospirose,
que está ligada a condições de
higiene precária e, portanto, é mais
comum afetar pessoas pobres, no
mundo todo. Ora, se nem as
amenidades nem os problemas
ambientais são distribuídos de
forma igual entre a população,
temos a desigualdade ambiental,
que leva em conta as condições
ambientais e a existência de
serviços públicos de abastecimento
de água, destino adequado do
esgoto e coleta de lixo, por
exemplo. Quanto mais desigual é
essa distribuição, maior é a
desigualdade ambiental (MORATO,
2009).
E como fica
a ética (http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3
%89tica) diante desses aspectos? É
importante você saber que um
comportamento ético tem tudo a ver
com a sustentabilidade da Terra.
Então, leia o texto A ética e o meio
ambiente, disponível
emhttp://www.pime.org.br/mundoemissa
o/ecoletica.htm.

Para discutir.....
A complexidade da questão do uso
dos recursos naturais, a incerteza
com relação ao nosso futuro, a
dificuldade de fazer cálculos
seguros - nada disso justifica a
inércia de continuarmos na mesma
postura de consumo desenfreado.
A ética das sociedades modernas
está se transformando. Antes,
justificava-se ética e moralmente o
uso indiscriminado dos recursos da
natureza, mesmo que isso
significasse a extinção de espécies
vivas, pois a vida humana era
superior. E hoje? É possível o ser
humano viver sem outras espécies
de vida? Escreva um texto sobre o
futuro, tentando ponderar sobre os
seguintes itens:
 a sociedade ainda pensa no conforto
humano como intocável?
 que alternativas podem ser usadas
para reverter os altos níveis de
consumo?
 a ética humana foi (ou não) alargada
para outros seres vivos e também
para as gerações futuras?

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