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A - PINDAMONHANGABA

MAR 1991 NBR 6915


Aços para forjamento a quente em
matriz
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Especificação

Origem: Projeto EB-215:1988


CB-01 – Comitê Brasileiro de Mineração e Metalurgia
CE-01:204.01 – Comissão de Estudo de Aços para Forjamento em Matriz
NBR 6915 – Steel for die hot forging – Specification
Descriptors: Steel. Forging
Esta Norma é uma transcrição da EB-215:1991, sem alteração de
conteúdo técnico

© ABNT 1991 Palavras-chave: Aço. Forjamento 7 páginas


Todos os direitos reservados

Sumário
1 Objetivo
2 Documentos complementares
3 Definições
4 Condições gerais
5 Condições específicas
6 Inspeção
7 Aceitação e rejeição
1 Objetivo

Esta Norma fi xa as co ndições exigíveis para encomenda, fabricação, fornecimento e rec ebimento de aços laminados ou
forjados, a quente, destinados a forjamento a quente de peças em matriz.

2 Documentos complementares

Na aplicação desta Norma é necessário consultar:

NBR 5015 – Barra redonda de aço laminada a quente – Padronização

NBR 5018 – Aço-carbono – Determinação de enxofre – Método volumétrico-acidimétrico – Método de ensaio

NBR 5604 – Aço-carbono – Determi nação de carb ono – Métod o gasométrico por c ombustão dir eta – M étodo d e
ensaio

NBR 5606 – Aço-carbono – Determinação de enxofre – Método de evolução – Método de ensaio

NBR 5607 – Aço-carbono – Determinação de silício – Método do ácido perclórico – Método de ensaio

NBR 5608 Aço-carbono – Determinação de silício – Método do ácido sulfúrico – Método de ensaio

NBR 5609 – Aço-carbono – Determinação de cobre – Método iodométrico – Método de ensaio

NBR 5610 – Aço-carbono – Determinação de níquel – Método da dimetilglioxima – Método de ensaio

NBR 5611 – Aço-carbono – Determinação de cromo – Método do persulfato – Método de ensaio

NBR 5612 – Aço-carbono – Determinação do enxofre – Método volumétrico-iodométrico – Método de ensaio


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2 NBR 6915:1991

NBR 5613 – Aço-carbono – Determinação de manganês – Método do bismuto do ensaio – Método de ensaio

NBR 5614 – Aço-carbono – Determinação de alumínio – Método colorimétrico – Método de ensaio

NBR 5615 – Aço-carbono – Determinação de molibdênio – Método gravimétrico – Método de ensaio

NBR 5907 – Barra chata de aço laminada a quente – Padronização

NBR 6006 – Classificação por composição química de aços para construção mecânica – Procedimento

NBR 6173 – Terminologia da tolerância e ajustes – Terminologia

NBR 6215 – Produtos siderúrgicos – T erminologia NBR 6339 – Aço – Determinação da temperabilidade – Jominy – Método
de ensaio

NBR 6340 – Aço-carbono – Determinação do fósforo – Método alcalimétrico – Método de ensaio


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NBR 6341 – Aço-carbono – Determinação do manganês – Método do persulfato – Método de ensaio

NBR 6342 – Aço-carbono – Determinação do estanho – Método iodométrico – Método de ensaio

NBR 6346 – Aço – Determinação de macroinclusões pelo método da fratura azul – Método de ensaio

NBR 6394 – Materiais metálicos – Determinação da dureza Brinell – Método de ensaio

NBR 6597 – Aço-carbono – Determinação do carbono – Método gravimétrico por combustão direta – Método de ensaio

NBR 6612 – Aços-carbono e aços ligados com temperabilidade garantida – Padronização

NBR 66 41 – Colet a de am ostras para a nálise químic a de aços des tinados à lami nação e de p rodutos l aminados –
Procedimento

NBR 66 42 – Prepar ação d e amostras par a aná lise q uímica de aços destinados à lamin ação e d e prod utos la minados –
Procedimento

NBR 6671 – Materiais metálicos – Determinação da dureza Rockwell – Método de ensaio

NBR 6842 – Aço-liga – Determinação do vanádio – Método do persulfato de amônio – Método de ensaio

NBR 9208 – Aço – Determinação do nível de microinclusões – Método de ensaio

NBR 9353 – Avaliação de segregação de carbono em barras, tarugos e blocos de aço laminado ou forjado – Procedimento

NBR 11568 – Determinação do tamanho de grão de materiais metálicos (TG) – Procedimento

ASTM-E-30 – Method for chemical analysis of boron, by the distillation (Photometric)

3 Definições
Os termos técnicos utilizados nesta Norma estão definidos nas NBR 6173 e NBR 6215.

4 Condições gerais
4.1 Processos de fabricação

4.1.1 Os aços podem ser fab ricados em for no el étrico a arco, ou em q ualquer o utro pr ocesso d e aci aria, des de que aten da às
exigências desta Norma. O processo de fabricação do aço deve ser informado ao cliente, caso este solicite.

4.1.2 De ca da lingote dev e ser elimi nada u ma parte sufici ente par a im pedir a e xistência de restos d e rechu pe o u segre gação
excessiva.

4.1.3 O lingote deve ter uma seção transversal, no mínimo, três vezes maior que o material no seu estado de fornecimento, salvo
acordo prévio entre produtor e comprador.

4.1.4 Para aplicação do processo de lingotamento contínuo, deve haver acordo prévio entre produtor e comprador.

4.2 Condições de superfície

4.2.1 O aço laminado ou for jado a que se refere esta N orma, e xaminado a pós decapagem ou outro s meios qu e garantam a
qualidade de s uperfície, dev e estar isento d e defeitos de s uperfícies visíveis a ol ho n u, como trincas, dobras de l aminação ou
outros defeitos qu e ve nham comprovadamente prejudicar a o peração d e forjam ento e m matriz. Os defeitos qu e porventura
existam após a lamin ação podem ser rem ovidos por es meril ou qualquer outro pr ocesso adequado. A profundi dade máxima da
cavidade res ultante, após a remoção do d efeito, não d eve ultrap assar o limite mínimo inferior d a tolerânci a. A larg ura da
cavidade d eve ser, pe lo m enos, i gual a q uatro v ezes a pr ofundidade. A cavi dade não dev e apresentar cant os vivos. A
profundidade máxima admissível d e d efeitos, como trinc as, dobras e r iscos, em f unção da dimensão nominal d o materia l, é
indicada na Tabela 1.
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Tabela 1 – Defeitos superficiais

Dimensão nominal Profundidade de defeitos

até 20 0,15
> 20 até 30 0,20
> 30 até 50 0,30
> 50 até 80 0,40
> 80 até 100 0,50
acima de 100 0,60

4.2.2 O topo das barras ou tarugos deve ser liso e reto, isento de rebarbas e deformações, oriundas de corte que venham
prejudicar a posterior utilização d o materi al. No caso de corte à teso ura, a qu ente, é toleráv el o leve amass amento d a
ponta inerente ao processo.
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4.2.3 Em tarug os com dime nsões acim a do quadr ado de 85 mm, estes devem co nter uma id entificação de s ua p osição
relativa no lingote (pé, meio ou cabeça).

4.3 Tamanho de grão

4.3.1 O aço deve apresentar tamanho de grão austenítico entre 5 e 8, conforme NBR 6006.

4.4 Inclusões

4.4.1 O valor máximo admissível para os diversos tipos de microinclusões deve ser 3,0, conforme NBR 9208.

4.4.2 Quando teores mínimos de enxofre forem especificados, os valores máximos admissíveis para as microinclusões de
sulfetos, tipo finas, verificadas conforme a NBR 9208, devem estar conforme a Tabela 2.

Tabela 2 – Microinclusões de sulfetos, tipo finas

Teores de enxofre
Valor máximo da inclusão
%
0,025 – 0,050 4
0,050 – 0,080 5
acima de 0,080 -

4.4.3 O valor máximo admissível para o nível de macroinclusões deve ser 2,0, conforme NBR 6346.

4.5 Descarbonetação global

4.5.1 A amostr agem p ara a medida da descarbonetação cujo valor de ve ser medi do em qual quer ponto d a seç ão
transversal, com exceção da região dos cantos para os perfis quadrados e retangulares, pode ser efetuada em qualquer
barra ou tarugo.

4.5.2 A Tabela 3 refere-se à descarbonetação total + parcial.

Tabela 3 – Descarbonetação global

Dimensão nominal Descarbonetação global


(mm) máxima

até 24 0,40
24 a 85 0,50
acima de 85 -

4.6 Segregação

Para detecção e av aliação de segregação em barras, tarugos e blocos de aço lami nado ou forjado, deve ser utilizado o
procedimento definido na NBR 9353, com os seguintes critérios para os métodos A e B.

4.6.1 Método A

4.6.1.1 O nível máximo de aceitação deve ser C3, inclusive.

4.6.1.2 Para ní veis superiores a C3, devem ser retiradas, de maneira similar, três nov as amostras d e barras, tarug os ou
blocos disti ntos. Caso ha ja uma ou m ais amostras com ní vel sup erior a C3, o lote pode ser rej eitado, a critér io do
comprador.
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4.6.2 Método B

4.6.2.1 A diferença máxima de carbono deve ser de 15%.

4.6.2.2 Para níveis superiores a 15%, devem ser retiradas, de maneira similar, três novas amostras de barras, blocos ou tarugos
distintos. Caso haja uma ou mais amostras com nível superior a 15%, o lote pode ser rejeitado, a critério do comprador.

4.6.3 No caso de dúvida, deve prevalecer o método B.

4.7 Modo de fazer a encomenda¹

Nos pedidos de aço para forjamento a quente em matriz, segundo esta Norma, devem constar:

a) númer o desta Norma;

b) quantidade, em massa;
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c) tipo do aço;

d) forma geométrica;

e) dimensão nominal, em mm.

4.8 Condições de fornecimento

4.8.1 O materi al deve ser f ornecido em corridas se paradas, amarrado e i dentificado por pl aqueta, co ntendo os dados
necessários. Quando o material não vier amarrado, as barras ou tarugos devem ser identificados individualmente.

4.9 Certificado

O produtor d eve fornecer u m certificado contendo os r esultados d os ensai os e xigidos nesta N orma. O certifi cado d eve
acompanhar o material.

5 Condições específicas
5.1 Seção transversal

5.1.1 Palanguilhas e barras de seção quadrada, laminadas ou forj adas, devem ter os afastamentos e as diferenas de diagonais,
conforme Tabela 4, e os raios de canto permissíveis, conforme Tabela 5.

5.1.2 Barras d e seçã o re donda d evem ter dimensões nominais, afastamentos e ovalizações m áximas perm issíveis, confor me
NBR 5015.

5.1.3 Barras de seção retangular devem ter dimensões e tolerâncias, conforme NBR 5907.

Tabela 4 – Afastamento e diferenças de diagonais permissíveis para palanquilhas e barras de seção quadrada

(A) Acordo prévio entre produtor e comprador

___________
¹Exemplo de encomenda: número desta Norma, 5000 kg, ABNT 1045, Qd., 100 mm.
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Tabela 5 – Raios de canto permissíveis para palanquilhas e barras de seção quadrada


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5.2 Comprimento

5.2.1 O comprimento das palanquilhas e barras deve ser de 3 m a 7 m, admitindo-se 10% da massa de barras curtas, com
um comprimento mínimo de 1,5 m.

5.2.2 Outros comprimentos podem ser fornecidos, mediante acordo prévio entre produtor e comprador.

5.3 Empenamento

O empen amento par a pa lanquilhas, barr as qu adradas, barras re dondas o u barr as retang ulares não deve exceder
4 mm/m.

5.4 Composição química

Os requisitos de composição química devem estar conforme NBR 6006.

5.5 Temperabilidade

Os requisitos de temperabilidade devem estar conforme NBR 6612.


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5.6 Dureza

Os requisitos de dureza, para dimensões nominais acima de 25,40 mm, devem estar conforme Tabela 6.

Tabela 6 – Classes de dureza máxima


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6 Inspeção

6.1 Condições de inspeção

6.1.1 A inspeção e os ensaios devem ser realizados integralmente nas dependências do produtor, antes do embarque, desde que
não seja estabelecido de outro modo entre produtor e comprador.

6.1.2 Se for d o interesse do c omprador acompanhar a i nspeção e os e nsaios, o pr odutor deve c onceder-lhe todas as facilidades
necessárias e sufici entes à verificação de qu e a e ncomenda está s endo atendida de ac ordo com o pedido, se m qu e haja
interrupção do processam ento ou atras o n a prod ução. A inspeç ão p ode ser feita dir etamente pelo comprad or o u insp etor
credenciado.
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6.2 Amostragem

6.2.1 O material deve ser ensaiado por corrida ou lote, devendo ser tom adas, no mínimo, duas amostras; a am ostragem
deve ser suficiente para a garantia dos requisitos desta Norma.

6.2.2 A amostragem para análise química deve ser realizada conforme NBR 6641 e NBR 6642.

6.2.3 Para am ostragem d e d ureza, dev em ser retiradas d ez amostras, send o que um a pode e xceder o limite máxi mo,
conforme Tabela 6, em até 10%.

6.3 Ensaios

6.3.1 A determinação do tamanho de grão deve ser realizada conforme NBR 11568.

6.3.2 O ensaio para determinação de microinclusões deve ser realizado conforme NBR 9208.
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6.3.3 O ensaio para determinação de macroinclusões deve ser realizado conforme NBR 6346.

6.3.4 O ens aio para det erminação da dureza Brin ell dev e ser realizado conforme NBR 639 4 e par a dureza R ockwell,
conforme NBR 6671.

6.3.5 A determinação da composição química deve ser realizada conforme NBR 6842, NBR 5604, NBR 6597, NBR 6340,
NBR 5606, NBR 6341, NBR 560 7, NBR 5608, NBR 56 09, NBR 634 2, NBR 561 0, MB-494, NBR 5 612, NBR 561 3, NBR
5614, NBR 5615, NBR 5018 e ASTM-E-30. Para outros elementos não constantes nesta seção, os m étodos devem ser
escolhidos por acordo prévio entre produtor e comprador.

6.3.6 O ensaio de temperabilidade deve ser realizado conforme NBR 6339.

7 Aceitação e rejeição

7.1 O material deve ser aceito se satisfizer a todos os requisitos desta Norma.

7.2 Se um ou vários dos resultados da primeira amostra não satisfizerem a q ualquer das exigências dimensionais ou de
defeitos superficiais, a barra da qual foi retirada a amostra é separada e f eita uma s egunda amostragem, abrangendo as
outras b arras da corr ida. R ealizados os n ovos ens aios e se t odos os r esultados for em satisfatórios , a corrid a o u lote
devem ser aceitos.

7.3 No caso d e rejeição, cabe ao pro dutor o direito de re alizar novos ensaios. Caso persistam as di vergências entre os
resultados do produtor e comprador, novos ensaios devem ser realizados em laboratório neutro, sendo seus resultados
decisivos.

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