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O Livro a Familia Brasileira - Resenha

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A Criacção Do

Sapiens: A Brief

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A

Patriarcado

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SAMARA,SAMARA, EniEni dede Mesquita.Mesquita. “A“A FamíliaFamília Brasileira”.Brasileira”.

EniEni dede MesquitaMesquita SamaraSamara éé PProfessorarofessora TitularTitular dodo DepartamentoDepartamento dede HistóriaHistória dada USPUSP,, disciplinadisciplina HistóriaHistória dodo BrasilBrasil ColonialColonial comocomo tambémtambém DiretoraDiretora dodo CentroCentro dede EstudosEstudos dede DemografiaDemografia HistóricaHistórica dada AméricaAmérica LatinaLatina (CEDHAL),(CEDHAL), cujocujo qualqual dirigiudirigiu dede 1994-2004.1994-2004. SuasSuas árár dede pesquisapesquisa são:são: HistóriaHistória dasdas MulheresMulheres ee dada FamíliaFamília ee HistóriaHistória dada População,População, ee sobresobre issoisso tt

inúmerasinúmeras publicações,publicações, comocomo livrolivro ““aa famíliafamília brasileirabrasileira””,, pelapela editoraeditora BrasilienseBrasiliense nono dede 1983.1983.

As oitenta e oito páginas divididas em cinco capítulos, além de introduçã

As oitenta e oito páginas divididas em cinco capítulos, além de introduçã

consideraçõesconsiderações finaisfinais têmtêm aa analiseanalise dede diversosdiversos assuntosassuntos relacionadosrelacionados àsàs famíliasfamílias

brasileiras,brasileiras, principalmenteprincipalmente paulistas,paulistas, nono séculoséculo XIXIX,X, comparandocomparando comcom aa sociedasocieda nordestina.nordestina.

NoNo decorrerdecorrer dodo primeiroprimeiro capítulo,capítulo, EniEni explicaexplica oo supsupostoosto modelomodelo dada fafa

patriarcalpatriarcal extensaextensa dodo séculoséculo XIX,XIX, comocomo supunhamsupunham osos historiadores Gilberto Frey

historiadores Gilberto Frey

Oliveira Vianna. Como estudos feitos revelam, esse modelo era estruturado po

Oliveira Vianna. Como estudos feitos revelam, esse modelo era estruturado po

patriarca, que era dono de latifúndios e muito influente na região, com amig

patriarca, que era dono de latifúndios e muito influente na região, com amig

vizinhosvizinhos queque aumentavamaumentavam aa suasua influência;influência; suasua esposaesposa,, queque tinhatinha comocomo dd cuidarcuidar dada casacasa ee dada educaçãoeducação dada prole;prole; seusseus filhos,filhos, genros,genros, norasnoras ee netosnetos legítilegíti

Por outro lado, moravam também agregados, alguns parentes e escravo

Por outro lado, moravam também agregados, alguns parentes e escravo

também ocorria de concubinas e filhos ilegítimos dividirem o mesmo teto. Poré

também ocorria de concubinas e filhos ilegítimos dividirem o mesmo teto. Poré

partirpartir dodo segundosegundo capítulo,capítulo, aa autora,autora, utilizandoutilizando dede váriosvários argumentos,argumentos, provaprova

esseesse modelomodelo nãonão eraera predominantepredominante nana áreaárea urbana,urbana, tetendondo comocomo exemploexemplo aa cici dede SãoSão Paulo.Paulo. DuranteDurante osos capítuloscapítulos seguintesseguintes elaela defedefendende seusseus argumentosargumentos basebase emem estatísticasestatísticas queque sãosão provadasprovadas porpor documentodocumentoss dada época.época. EniEni conseconse afirmarafirmar queque oo casamentocasamento nãonão eraera oo objetivoobjetivo principalprincipal dada sociedade;sociedade; asas pespes preferiam,preferiam, àsàs vezes,vezes, aoao terter filhosfilhos naturais,naturais, nãonão sese ccasaremasarem comcom oo parceiro,parceiro, poderpoder assim,assim, morarmorar comcom agregadosagregados ee escravos.escravos. AindaAinda emem relaçãorelação aosaos casamencasamen háhá tambémtambém aa diferençadiferença emem queque concubinasconcubinas nãonão morammoram jujuntonto comcom aa família,família, ee osos filhosfilhos ilegítimos.ilegítimos.

ÉÉ provadoprovado nono livro,livro, queque asas poucaspoucas famílias,famílias, nono contecontextoxto paulista,paulista, ilustravamilustravam aa idéiaidéia dede famíliafamília ppatriarcalatriarcal erameram asas proprietáriasproprietárias dede pequenaspequenas lavoulavou

onde “a falta de braços condicionou a família a trabalhar unida”. A presença

onde “a falta de braços condicionou a família a trabalhar unida”. A presença

agregadosagregados sese faziafazia sim,sim, masmas emem menormenor quantidadequantidade ee gegeralmente,ralmente, erameram sobrisobri ouou afilhados;afilhados; essaessa relaçãorelação familiarfamiliar eraera muitomuito forteforte emem todastodas asas camadascamadas soso

paulistas do século XIX. Assim como é provado que, as famílias, ao contrári

paulistas do século XIX. Assim como é provado que, as famílias, ao contrári

queque sese tinhatinha emem mente,mente, nãonão tinhamtinham umauma grandegrande quantiquantidadedade dede filhosfilhos natunatu

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mulher, demonstrando que a insatisfação era grande, e que elas por muitas v

queriam sua „liberdade‟.

Já os escravos eram tratados como bens familiares, onde muitas vezes e

dados como presentes nupciais, ou herdados ao falecimento do patriarca. Por

com a morte de tal, muitos dos escravos tinham sua alforria, o que most ligação que esses tinham com a família. Isso é provado com testamentos on alta sociedade deixava seus bens como herança para escravos alforriados.

Por meio dessas análises, Eni de Mesquita Samara, prova que o mo patriarcal e extenso não era predominante na sociedade paulista, como nas fam nordestinas.

Apesar de a autora repetir muitas vezes os assuntos presentes no livro, é uma leitura cansativa e é uma obra essencial para a compreensão da socied brasileira do século XIX. Ela ilustra com bastante realidade o modo de vida famílias paulistas da época.

Uma importante característica do livro, é que em sua pesquisa foi utiliz uma grande quantidade de testamentos emitidos tanto pela alta como pela b sociedade, onde Eni consegue chegar à realidade próxima a do leitor.

O texto é útil para historiadores iniciantes, ou até leigos interessados

época do Brasil império, por ter uma linguagem bastante simplificada, o qu torna de fácil compreensão.

Júlia D‟Alessandro Nogueira e Madyam Morgado Mar

Universidade Estadual Paulista – “Júlio de Mesquita Filho” (UN

Faculdade de Ciências e Letras de Assis (F

Assis, maio/2