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UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA

INSTITUTO DE QUÍMICA
DEPARTAMENTO DE QUÍMICA GERAL E INORGÂNICA – DQGI
DISCIPLINA: QUI-037 – QUÍMICA GERAL

RELATÓRIO DO EXPERIMENTO
REAÇÕES QUÍMICAS

ÉRIKA NOGUEIRA SANTOS


GABRIEL DEIVERSSON SOUZA MENDES
VIVIAN AGNES DE AZEVEDO

Junho – 2018
Salvador – Bahia
APRESENTAÇÃO
Este relatório descreve as atividades desenvolvidas por Érika Nogueira
Santos, Gabriel Deiversson Souza Mendes e Vivian Agnes de Azevedo, alunas
de graduação em Engenharia Química da UFBA, no âmbito da parte
experimental da disciplina Química Geral (QUI-037) de 2018.1.
Serão descritos os objetivos, a parte experimental, os resultados, a
discussão e as conclusões referentes ao experimento intitulado “Reações
Químicas”.

Salvador, 17 de junho de 2018.

_____________________________
Érika Nogueira Santos

_____________________________
Gabriel Deiversson Souza Mendes

_____________________________
Vivian Agnes de Azevedo
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO TEÓRICA ....................................................................................... 4

2. OBJETIVOS ............................................................................................................... 5

3. MATERIAIS E REAGENTES ..................................................................................... 6

4. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL ......................................................................... 7

4.1. EXPERIMENTO 1 ................................................................................................ 7

4.2. EXPERIMENTO 2 ................................................................................................ 7

4.3. EXPERIMENTO 3 ................................................................................................ 7

4.4. EXPERIMENTO 4 ................................................................................................ 7

4.5. EXPERIMENTO 5 ................................................................................................ 7

4.6. EXPERIMENTO 6 ................................................................................................ 7

4.7. EXPERIMENTO 7 ................................................................................................ 7

4.8. EXPERIMENTO 8 ................................................................................................ 7

5. RESULTADOS E DISCUSSÃO ................................................................................. 9

5.1. EXPERIMENTO 1 ................................................................................................ 9

5.2. EXPERIMENTO 2 ................................................................................................ 9

5.3. EXPERIMENTO 3 .............................................................................................. 10

5.4. EXPERIMENTO 4 .............................................................................................. 10

5.5. EXPERIMENTO 5 .............................................................................................. 11

5.6. EXPERIMENTO 6 .............................................................................................. 11

5.7. EXPERIMENTO 7 .............................................................................................. 12

5.8. EXPERIMENTO 8 .............................................................................................. 13

6. CONCLUSÃO........................................................................................................... 16

7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ........................................................................ 17


1. INTRODUÇÃO TEÓRICA
Ao longo dos anos, a humanidade foi desenvolvendo estudos mais precisos
sobre os processos físicos e químicos da natureza. Leis como a de Lavoisier de
conservação da massa e de Joseph Louis Proust, lei das proporções definidas, entre
outras, foi de suma importância para elaboração das análises das reações químicas.
Foi partir disso, que hoje sabemos que as reações químicas são transformações
quantitativas da matéria, onde por meio de reagentes há formação do produto.
Muitos são os casos presentes na natureza, como simples fato da formação de
ferrugem em resíduos de ferro, ou até mesmo o ato de queimar uma folha de papel,
todas essas envolvem mudanças relacionadas à alteração nas conectividades entre
os átomos ou íons, na geometria das moléculas das espécies reagentes ou ainda
na conversão do tipo de energia entre dois tipos de isômeros.
É importante frisar que em cada reação há uma certa particularidade entre o
comportamento dos átomos, dentre elas algumas ganham destaque como a síntese
ou adição, onde duas ou mais substâncias reagem para se transformar em uma;
análise ou decomposição, em que uma substância se divide em duas ou mais
substâncias de estrutura mais simples; a simples troca ou deslocamento, no qual
uma substância simples troca de lugar com um elemento de uma substância
composta transformando-se em uma nova substância simples e a dupla troca, em
que uma substância simples troca de lugar com um elemento de uma substância
composta transformando-se em uma nova substância simples.
Além disso, durante uma reação química pode haver a absorção ou liberação de
energia térmica do sistema para vizinhança, essa energia em transição é chamada
de calor ou entalpia (considerando pressão constante). Quando um sistema libera
energia (na maioria dos casos para formar ligações intramoleculares e
intermoleculares), é chamada de reação exotérmica. Quando há absorção de
energia (normalmente para romper ligações), denominamos reação endotérmica.
De maneira análoga, outro fator importante para o estudo das reações químicas
é balanceamento das equações químicas, pois, durante a reação química não há
destruição ou criação de novos átomos, o que muda é a forma com que os átomos
estão organizados, podendo haver transferência de elétrons de um átomo para
outro. Por esse motivo sempre é preciso verificar se as equações químicas estão
balanceadas, assim, através dos coeficientes obtidos através do balanço, utilizamos
a estequiometria para determinar as relações quantitativas que são participativas de
uma reação química, ou seja, permite determinar as proporções (quantidade de
mols, átomos, moléculas, a massa e o volume).

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2. OBJETIVOS
• Observação e registro de fatos experimentais que caracterizam uma
reação química, através de suas evidências mais comuns.
• Familiarização do estudante com manipulações de produtos químicos
comuns.
• Observação dos princípios úteis à compreensão dos fenômenos de
oxirredução.
• Representação das reações por meio de equações químicas.

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3. MATERIAIS E REAGENTES
As tabelas 1 e 2 a seguir, apresentam os reagentes e os materiais,
respectivamente.
TABELA 1 – REAGENTES UTILIZADOS NA PRÁTICA REAÇÕES QUIMICAS
REAGENTE CONCENTRAÇÃO
Solução de hidróxido de amônio (NH4OH) 1 mol.L-1
Solução de hidróxido de sódio (NaOH) 1 mol.L-1
Solução de ácido clorídrico (HCl) 1 mol.L-1
Solução de iodeto de potássio (KI) 0,1 mol.L-1
Carbonato de cálcio (CaCO3) ------
Solução de cloreto de sódio (NaCl) 1 mol.L-1
Solução de nitrato de chumbo(II) (Pb(NO3)2) 2% m/v
Solução de sulfato de cobre(II) (CuSO4.5H2O) 1 mol.L-1
Solução de nitrato de prata (AgNO3) 1 mol.L-1
Solução de nitrato de cobalto (Co(NO3)2.6H2O) 1 mol.L-1
Solução de nitrato de zinco (Zn(NO3)2) 1 mol.L-1
Solução de nitrato de níquel (Ni(NO3)2.6H2O) 1 mol.L-1
Solução de nitrato de cádmio (Cd(NO3)2.4H2O) 1 mol.L-1
Al em pó ------
Fe em pó ------
Zn em pó ------
Pb em pedaços ------
Tiocianato de amônio (NH4(SCN)) ------
Hidróxido de bário (Ba(OH)2 1 mol.L-1
Lã de aço ------
Fenolftaleína ------

TABELA 2 – MATERIAIS UTILIZADOS NA PRÁTICA REAÇÕES QUÍMICAS


MATERIAIS QUANTIDADE CAPACIDADE
Espátula 1 ------
Pipeta Pasteur 12 3 mL
Proveta 1 10mL
Termômetro 1 ------
Tubos de ensaio 16 ------
Vidro de relógio 2 ------

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4. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL
4.1. EXPERIMENTO 1
Tomou-se dois tubos de ensaio, em um deles acrescentou-se 3 mL de uma
solução de NaOH 1 mol.L-1 e 2 gotas de solução alcoólica de fenolftaleína, no outro
tubo de ensaio acrescentou-se 3 mL de uma solução de HCl 1 mol.L-1. Mediu-se e
anotou-se a temperatura de cada solução. Misturou-se o conteúdo dos dois tubos,
agitou-se o sistema e aferiu-se a temperatura novamente.
4.2. EXPERIMENTO 2
Foi colocada uma pequena quantidade de CaCO3 (carbonato de cálcio) em
um tubo de ensaio. Em seguida foram acrescentadas gotas de HCl 1 mol.L-1 (ácido
clorídrico).
4.3. EXPERIMENTO 3
Colocou-se em um tubo de ensaio 10 mL de uma solução de cloreto de sódio
(NaCl) e em seguida algumas gotas de uma solução de nitrato de prata (AgNO3).
4.4. EXPERIMENTO 4
Foi colocado em tubo de ensaio 3 mL de solução de KI 0,1 mol.L-1 e depois
adicionou-se algumas gotas de uma solução de nitrato de chumbo(II), Pb(NO3)2, a
2%.
4.5. EXPERIMENTO 5
Dispôs-se 4 tubos de ensaio e em cada um deles inseriu-se um dos seguintes
metais: alumínio, ferro, zinco ou chumbo. Adicionou-se 10 gotas da solução de HCl
1 mol.L-1.
4.6. EXPERIMENTO 6
Em vidro de relógio colocou-se uma pequena porção de Zn em pó. Em
seguida gotejou-se uma solução de CuSO4 sobre o Zn. Em outro vidro de relógio,
foi colocado um pequeno pedaço de bucha de aço. Em seguida gotejou-se uma
solução de CuSO4 sobre a bucha (Fe).
4.7. EXPERIMENTO 7
Em um tubo de ensaio adicionou-se uma espátula de tiocianato de amônio e
duas espátulas de hidróxido de bário. Colocou-se um termômetro dentro do tubo e
com a ajuda do mesmo misturou-se os reagentes.
4.8. EXPERIMENTO 8
Foram utilizados 6 tubos de ensaio. A cada tubo de ensaio adicionou-se 5 mL
de uma das seis soluções:
(1) Solução de sulfato de cobre 1 mol.L-1;
(2) Solução de nitrato de prata 1 mol.L-1;
(3) Solução de nitrato de cobalto 1 mol.L-1;

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(4) Solução de nitrato de zinco 1 mol.L-1;
(5) Solução de nitrato de níquel 1 mol.L-1;
(6) Solução de nitrato de cádmio 1 mol.L-1.
Acrescentou-se 20 gotas de solução de amônia a cada tubo teste.

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5. RESULTADOS E DISCUSSÃO
5.1. EXPERIMENTO 1
Ao adicionar fenolftaleína no tubo de ensaio contendo hidróxido de sódio
(NaOH), observou-se o surgimento da cor rosa, indicando a função inorgânica base,
que segundo a definição de Arrhenius, libera os íons OH- em meio aquoso. A
temperatura medida foi 26°C, assim como a temperatura no tubo de ensaio contendo
HCl.
O HCl é um ácido forte, que segundo a definição de Arrhenius libera íons H+ em
meio aquoso.
Ao misturar e agitar as soluções, a cor rosa desapareceu e a temperatura
aumentou para 31°C. Dessa forma, notamos que o NaOH reagiu exotermicamente com
HCl, sendo uma reação chamada neutralização e de acordo com a equação abaixo.
Caracterizando uma reação endotérmica e tendo como produtos um sal, NaCl, e H2O.

HCl(aq) + NaOH(aq)→ NaCl(aq) + H2O(l) (a)

5.2. EXPERIMENTO 2
Acrescentando HCl em CaCO3 notou-se a formação de bolhas, evidenciando a
liberação de gás. O ácido forte, HCl, reagiu com o sal, CaCO3, obedecendo a equação
abaixo. Foi observado também a elevação da temperatura após a mistura, sendo assim
uma reação exotérmica.

2 HCl(aq) + CaCO3 (s) →CaCl2 + CO2(g) + H2O(l) (b)

Imagem 1. Reação entre carbonato de cálcio e ácido clorídrico. É possível observar a intensa
liberação de dióxido de carbono

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5.3. EXPERIMENTO 3
Nesse experimento foi colocado em um mesmo tubo de ensaio NaCl(aq), sal
iônico, e AgNO3(aq) (nitrato de prata). Então, formou-se no fundo do tubo de ensaio um
precipitado que, aos poucos, foi aumentando em quantidade. O precipitado evidenciou
a ocorrência de uma reação química, traduzida pela equação abaixo, entre o NaCl e o
nitrato de prata.
AgNO3(aq) + NaCl(aq) → NaNO3(aq) + AgCl(s) (c)

Imagem 2. Reação entre cloreto de sódio e nitrato de prata

5.4. EXPERIMENTO 4
O chumbo forma iodetos insolúveis à temperatura ambiente. Ao adicionar iodeto
de potássio à solução de nitrato de chumbo, ocorre a formação de um precipitado
amarelo de iodeto de chumbo, segundo a equação iônica líquida abaixo:
Pb2+ + 2I- → Pbl2(s) (d)

Imagem 3. Reação de nitrato de chumbo com iodeto de potássio

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5.5. EXPERIMENTO 5
TABELA 3. REAÇÃO ENTRE UM METAL E ÁCIDO CLORÍDRICO 1 mol
TUBOS REAÇÕES
TUBO 1 2Al(s) + 6HCl(aq) → 2 AlCl3(aq) + 3H2(g) (e)

TUBO 2 Fe(s) + 2HCl(aq) → FeCl2(aq) + H2(g) (f)

TUBO 3 Zn(s) + 2HCl(aq) → ZnCl2(aq) + H2(g) (g)

TUBO 4 Pb(s) + 2HCl(aq) → PbCl2(aq) + H2(g) (h)

Em todos os tubos foi observado o desprendimento de um gás incolor, que


indicam o provável deslocamento do hidrogênio ácido pelos respectivos metais,
resultando na formação de hidrogênio molecular.
No tubo 1, a reação ocorreu pelo fato de o hidrogênio possuir um potencial de
redução (0,00V) maior que o do alumínio (-1,68V) resultando a atuação do mesmo como
oxidante. A transferência eletrônica ocorrida é representada pela equação iônica líquida
a seguir:
O metal não foi totalmente consumido devido à película de óxido (Al2O3) que se
forma e recobre o metal, de forma a protegê-lo de ataques químicos.
Nos tubos 2, 3 e 4, a reação ocorreu instantaneamente pois foi utilizado metal
granulado, aumentando a superfície de contato entre os reagentes.

5.6. EXPERIMENTO 6
Ao adicionar gotas de solução de sulfato de cobre (CuSO4) sobre uma pequena
solução de zinco (Zn) em pó, de forma o pó ganha cor marrom e a solução líquida fica
incolor.
Nesse caso há uma reação de oxirredução, que envolve a perda e ganho de
elétrons, ocasionado pelo deslocamento do zinco pelo cobre. Tendo em vista a fila de
reatividade dos metais, sabe-se que quanto maior o grau de eletroposividade (tendência
de perder elétrons), maior será a facilidade de o metal reagir, logo, se ele for mais
reativo, ele transferirá elétrons para o cátion do outro metal e a reação ocorrerá. Logo,
como o zinco metálico tem maior capacidade de reagir do que o cobre, ocasiona o
deslocamento do zinco formando o sulfato de zinco (ZnSO4(aq)) e do cobre (Cu(s)) que
rompe sua ligação com o sulfato, se depositando no meio, segundo a equação geral
abaixo:
Zn(s)+CuSO4(aq)→ZnSO4(aq)+Cu(s) (i)

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Imagem 4. Reação entre CuSO4(aq) e Zn(s), onde ao
longo do tempo observa-se a mudança de coloração
e a formação de sulfato de zinco (ZnSO4).

Como a cor azulada da solução líquida de CuSO4 era resultado da presença do


Cu2+, após a formação do ZnSO4, a solução líquida se tornou incolor, de mesma maneira
o aspecto marrom da solução se deu pela deposição de cobre metálico no meio.
De maneira análoga, no segundo experimento substituindo o zinco por uma
bucha de aço (Fe) obtemos uma reação semelhante, como o ferro é mais oxidante que
o cobre, acaba que há novamente um deslocamento entre as ligações com o sulfato,
aonde a formação do cobre que tem coloração vermelha enferrujada, torna visível a
formação do sulfato de ferro pela a perda de cor da solução líquida. A equação geral da
reação está descrita abaixo:
3CuSO4(aq) + 2Fe(s) → Fe2(SO4)3(aq) +Cu(s) (j)

Imagem 5. Reação do sulfato de cobre com o ferro,


que ocasiona a formação do sulfato de ferro e cobre
sólido.

5.7. EXPERIMENTO 7
Considerando a temperatura ambiente do laboratório em torno de 26°C,
observamos que o tiocianato de amônio junto com o hidróxido de bário absorveu energia
da vizinhança, visto que foi medido a temperatura de 23°C no tubo de ensaio após os

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reagentes terem sidos misturados. Portanto, ocorreu uma reação endotérmica,
teoricamente conforme a equação abaixo
4 Ba(OH)2(s) + 8 NH4(SCN)(s) → 4 Ba(SCN)2(aq) + NH3(g) + H2O(l) (k)

5.8. EXPERIMENTO 8
TUBOS REAÇÕES
TUBO 1 2Cu2+(aq) + SO42-(aq) + 2NH3(aq) + 2H2O(l)→Cu(OH)2.CuSO4(s) + 2NH4+(aq) (l)

TUBO 2 2Ag+(aq) + 2NH3(aq) + H2O(l) → Ag2O(s) + 2NH4+(aq) (m)

TUBO 3 Co2+(aq) + NH3(aq) + Cl- (aq)→Co(OH)Cl(s) + OH- (aq) (n)

TUBO 4 Zn2+(aq) + 2NH3(aq) + 2H2O→Zn(OH)2(s) + 2NH4+(aq) (o)

TUBO 5 Ni2+(aq) + 2NH3(aq) + 2H2O(l)→Ni(OH)2(s) + 2NH4+(aq) (p)

TUBO 6 Cd2+(aq) +2NH3(aq) +2H2O(l) → Cd(OH)2(s) + 2NH4+(aq) (q)

Em todos os tubos de ensaio foram colocadas soluções com algum elemento de


transição. Estes caracterizam-se pelo orbital d semipreenchidos e um estado de
oxidação particular (valência primária). Além disso, considera-se uma valência
secundária, chamada de número de coordenação, quando em um composto.
Ao acrescentar amônia, uma base de Lewis, ou seja, espécie capaz de
compartilhar/ “doar” par de elétrons, em cada tubo de ensaio, percebeu-se a formação
de precipitado em todas as soluções analisadas.

Imagem 6. Solução dos metais cobre, prata, cobalto, zinco, níquel e cádmio (da esquerda para
a direita)
A reação deve-se principalmente às propriedades supracitadas que são
sustentadas pela teoria de Alfred Werner, químico do século XX. Os íons metálicos dos
elementos de transição tendem a estabelecerem ligações com a amônia a partir dos
elétrons doados. Forma-se então um complexo estável através da reação evidenciado
pela precipitação vista em cada solução do experimento.

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Imagem 7. Tubos de ensaio com soluções de metais de transição após adição de solução de
amônia (sem agitar)
No tubo 1, que continha cobre, ao adicionar amônia, ocorre a formação de um
precipitado azul claro de um sal básico, que é solúvel em excesso de reagente, pois no
excesso a coloração azulada é mais intensa já que ocorre a formação de íons
complexos.
No tubo 2, contendo prata não ocorre a formação de nenhum sal complexo ou
misto, e sim a formação de precipitado de óxido de prata, até a reação atingir o equilíbrio.
No tubo 3, contendo cobalto, pode-se observar que a coloração da precipitação
é diferente das demais: é mais arroxeada, e não esbranquiçada como com os restantes:
ao misturar a solução, obtemos um sal básico de cobalto, mas antes disso ocorre uma
reação de complexação com a solução do metal que está na parte superior do tubo
devido ao excesso de amônia na superfície, formando o íon hexaminocobaltato (II)
([Co(NH3)6]2+) que reage com dois cloreto para completar seu octeto expandido
formando o cloreto de hexaminocobaltato (II).
No tubo 4, que contém íons zinco, ocorre a formação de precipitado branco de
hidróxido de zinco, que é solúvel em sais de amônio. No caso deste experimento, ocorre
a formação do nitrato de amônio, permitindo, portanto que ocorra a formação do
complexo iônico tetraminozincato (II), entretanto, não ocorre a transformação completa
de nitrato de zinco para hidróxido de zinco ou íons complexos de zinco, devido à baixa
quantidade de solução de amônia adicionada ao meio e ao abaixamento da
concentração do íon hidroxila para um valor tal que o produto de solubilidade do Zn(OH)2
não é alcançado.
No tubo 5, contendo níquel, pode-se observar, como no tubo 3, a formação de
uma solução azulada evidenciando a presença de íons hexaminoniquelato (II),
novamente devido ao excesso de reagente presente na superfície da solução. A sua
coloração azul intensa pode ser confundida com a formação de tetraminocuprato (II),
que possui reação análoga. Após agitação, devido à homogeneização da solução,

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ocorre a formação em maior quantidade de hidróxido de níquel, entretanto, durante o
período de observação não foi possível visualizar formação de precipitados.
No tubo 6, contendo cádmio, ocorre a formação de precipitado branco de
hidróxido de cádmio (II), e nenhum complexo, pois o complexo tetraminocadmiato (II) é
incolor, e pode-se observar a turvação do meio, indicando sólido em suspensão.

Imagem 7. Tubos de ensaio com soluções de metais de transição após adição de solução de
amônia (após agitar)

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6. CONCLUSÃO
Com os experimentos realizados, as afirmações teóricas sobre reações químicas
(formação de compostos, mudança de cor por indicadores, utilização de diferentes
reagentes de acordo com suas funções inorgânicas) puderam ser comprovadas,
comparadas e melhor compreendidas, analisando os aspectos qualitativos iniciais e
finais de cada reação.

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7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
• ANDRADE, J. C., BACCAN, N., (et all). Química Analítica Quantitativa
Elementar. São Paulo: Edgard Blucher ltda,2001;
• ATKINS, P. W. General Chemistry. 2ª ed. New York: Scientific American Books,
1989;
• BASOLO, Fred; JOHNSON, Ronald. Quimica de los Compuestos de
Coordinación. Editorial Reverté, 1964.
• BRADY, Joel W. RUSSELL, John (et all). Quimica Geral e Reações Químicas.
3ª ed. Rio de Janeiro: LTC, 2005;
• BROWN, Theodore; LEMAY, H. Eugene; BURSTEN, Bruce E. Química, a
ciência central. 9ª ed. São Paulo: Prentice Hall, 2005;
• CHANG, R. Química. 11ª ed. Lisboa: McGrawHill, 1994;
• CROCKFORD, H. D., KNIGHT, S. B. Fundamentos de Físico-Química. 3. ed.
Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos, 1977;
• DEAN, John A. – Lange’s handbook of chemistry. 15. Ed. São Paulo: McGraw-
Hill, 1998;
• KOTZ, John C.; TREICHEL Jr, Paul; WEAVER, Gabriela C. Química e reações
químicas. 6ª ed. Rio de Janeiro: Cengage Learning, 2010;
• RUSSEL, J. B. Química Geral. 2. ed. São Paulo: Makron Books, 1994.
• VOGEL, A. Quimica Analítica Qualitativa. 5ª ed. São Paulo: Editora Mestre
Jou, 1981.

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