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A Gloriosa Esperança

Uma das mais solenes e gloriosas verdades reveladas na Bíblia é a segunda vinda de Cristo,
para completar a grande obra da redenção. Quando o Salvador estava prestes a ser separado de
seus discípulos, confortou-os em sua tristeza com a certeza de que Ele viria novamente: “NÃO se
turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas
moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. E quando eu for, e vos
preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim” (João 14:1-3). “E quando o Filho do
homem vier em sua glória, e todos os santos anjos com ele, então se assentará no trono da sua
glória; E todas as nações serão reunidas diante dele” (Mateus 25:31-32).
A vinda do Senhor tem sido em todos os séculos a esperança de Seus verdadeiros seguidores. A
promessa do Salvador no Monte das Oliveiras, de que viria outra vez, iluminou o futuro para os
seus discípulos, enchendo seus corações de alegria e esperança, que tristezas não poderiam
apagar nem provações ofuscar. Em meio de sofrimento e perseguição, “o aparecimento do nosso
grande Deus e Salvador Jesus Cristo” é a “bendita esperança”. Quando os cristãos
tessalonicenses estavam cheios de pesar ao sepultarem os seus entes queridos, que haviam
esperado viver para testemunhar a vinda do Senhor, Paulo, seu professor, apontou-lhes a
ressurreição, que ocorrerá por ocasião do advento do Salvador. Então, os que morreram em
Cristo ressuscitarão primeiro e juntos com os vivos serão arrebatados para encontrar o Senhor no
ar. “E assim”, disse ele, “estaremos sempre com o Senhor. Portanto, consolai-vos uns aos outros
com estas palavras” ( 1 Tess 4:16-18).
Na rochosa ilha de Patmos o discípulo amado ouve a promessa: “Certamente, cedo venho”, e sua
anelante resposta sintetiza a prece da igreja em toda a sua peregrinação: “Ora vem, Senhor
Jesus” (Apoc. 22:20). A profecia não somente prediz a maneira e desígnios da vinda de Cristo,
mas apresenta sinais pelos quais os homens devem saber quando ele está próximo. Nesta
seção, vamos olhar para 20 sinais de que a volta do Senhor está próxima, “mesmo à porta”.
1. A Destruição de Jerusalém
“não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derrubada” “Então, os que estiverem na Judéia,
fujam para os montes” (Mateus 24:2, 16).
É uma questão de fato histórico que Jerusalém foi destruída no ano 70 dC pelo guerreiro romano
Tito. Cristo viu em Jerusalém um símbolo do mundo endurecido na incredulidade e rebelião. As
desgraças de uma raça decaída, oprimindo Sua alma, arrancaram de Seus lábios aquele clamor
extremamente amargo. ”Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, e apedrejas os que te são
enviados! Quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha os seus pintos ajunta
debaixo das asas, e não quiseste?” Lucas 13:34
Ele viu a história do pecado traçada na miséria humana, lágrimas e sangue, seu coração estava
cheio de compaixão infinita para com os aflitos e sofredores da Terra; Ele ansiava aliviá-los todos.
Mas até mesmo a mão dEle não podia voltar a maré da miséria humana; poucos buscam sua
única fonte de ajuda. Ele estava disposto a derramar sua alma na morte, para trazer a salvação
ao seu alcance; mas poucos vêm a Ele para ter vida.
2. Uma Grande Perseguição
“Porque haverá então grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora,
nem tampouco há de haver” (Mateus 24:21). “lançarão mão de vós, e vos perseguirão,
entregando-vos às sinagogas e às prisões, e conduzindo-vos à presença de reis e presidentes,
por amor do meu nome…E até pelos pais, e irmãos, e parentes, e amigos sereis entregues; e
matarão alguns de vós” (Lucas 21:12-16).
Esta profecia aponta principalmente para o longo período de tribulação que teve lugar durante a
Idade das Trevas e foi instigado pela igreja apóstata. Durou mais de mil anos, multidões foram
torturadas, queimadas na fogueira, ou ambos. Mais de 50 milhões de cristãos foram mortos por
sua fé neste período de terrível tribulação.
Um escritor diz que a igreja apóstata “derramou mais sangue inocente do que qualquer outra
instituição que já existiu entre os homens.” W.E.H. Lecky, história da ascensão e influência do
Espírito do Racionalismo na Europa, (Reimpressão; Nova York: Braziller, 1955) vol. 2, pp 40-45.
“Desde o nascimento do papado até o presente momento, estima-se pelos historiadores
cuidadosos e credíveis, que mais de cinquenta milhões da família humana, foram abatidos pelo
crime de heresia pelos perseguidores papistas …” John Dowling, A história do catolicismo, pp
541-542.
3. Um Grande Terremoto
No ano de 1755 ocorreu o mais terrível terremoto que já fora registrado. Apesar de comumente
ser conhecido como o terremoto de Lisboa, estendeu-se pela maior parte da Europa, África e
América. Foi sentido na Groenlândia, nas Índias Ocidentais, na ilha da Madeira, na Noruega e
Suécia, Grã-Bretanha e Irlanda. Abrangeu uma extensão de pelo menos quatro milhões de
quilômetros quadrados. Na África, o choque foi quase tão grave como na Europa. Uma grande
parte da Argélia foi destruída; e a uma curta distância do Marrocos, uma aldeia de oito ou dez mil
habitantes foi engolida. Uma vasta onda varreu a costa da Espanha e da África, submergindo
cidades, e causando grande destruição. Foi na Espanha e em Portugal que o choque atingiu a
maior violência. Em Cadiz a ressaca foi dita ser da altura de vinte metros. Montanhas – algumas
das maiores em Portugal – “Foram impetuosamente sacudidas, e algumas delas abriram nos
seus cumes, e enormes massas foram lançadas para os vales subjacentes. Chamas foram
relatadas sendo emitidas a partir dessas montanhas”. Em Lisboa, “um som de um trovão foi
ouvido sob o solo e imediatamente depois um violento choque derribou a maior parte da cidade.
No percurso de cerca de seis minutos pereceram sessenta mil pessoas. O mar primeiro recuou,
formando uma faixa seca, e então voltou, aumentando cinqüenta metros acima de seu nível
normal”. ”A circunstância mais extraordinária que aconteceu em Lisboa durante a catástrofe, foi o
afundamento do novo cais, construído inteiramente de mármore, com vultosa despesa. Uma
grande multidão de pessoas tinham se abrigado lá por segurança, como um local onde podiam
estar fora do alcance dos destroços das ruínas, mas de repente o cais afundou com todo o povo
sobre ele, e nenhum dos cadáveres jamais flutuou na superfície”. O choque do terremoto “foi
instantaneamente seguido da queda de todas as igrejas e conventos, e de quase todos os
grandes edifícios públicos e, um quarto das casas. Em cerca de duas horas depois, irrompeu um
incêndio em diferentes bairros, e se enfureceu com tal violência que pelo espaço de quase três
dias a cidade ficou completamente desolada. O terremoto ocorreu num dia santo, quando as
igrejas e conventos estavam repletos de gente, dos quais poucos escaparam”. ”O terror do povo
era indescritível. Ninguém chorou, mas foram além das lágrimas. Eles corriam aqui e acolá, em
delírio, com horror e espanto, batendo no rosto e seios, exclamando: ‘Misericórdia! o mundo está
acabando! Mães esqueciam seus filhos, e corriam carregando crucifixos. Infelizmente muitos
correram para as igrejas buscando proteção, mas em vão eram os Sacramentos expostos, em
vão as pobres criaturas abraçavam os altares, imagens, padres e povo foram todos enterrados
em uma ruína comum.”
4. O Sol convertido em Trevas
“E, logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as
estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas” (Mateus 24:29).
Vinte e cinco anos depois do Grande Terremoto apareceu o sinal seguinte mencionado
em Apocalipse 6:12 – o escurecimento do sol e da lua. O que tornou isto mais marcante foi o fato
de que o tempo de seu cumprimento havia sido definitivamente apontado. Na conversa do
Salvador com os seus discípulos no Monte das Oliveiras, depois de descrever o longo período de
provação da igreja – os 1260 anos da perseguição papal, em relação aos quais ele havia
prometido que a tribulação deveria ser encurtada – Ele mencionou certos acontecimentos que
precederiam sua vinda, e fixou o momento em que o primeiro destes deveria ser
testemunhado: “Ora, naqueles dias, depois daquela aflição, o sol se escurecerá, e a lua não dará
a sua luz” (Marcos 13:24). Os 1.260 dias, ou anos, terminaram em 1798. Um quarto de século
antes, a perseguição tinha cessado quase inteiramente. Entre estas duas datas, de acordo com
as palavras de Cristo, o sol devia escurecer. Em 19 maio de 1780, esta profecia se cumpriu. Não
foi um eclipse. Timothy Dwight diz: “A 19 de maio de 1780, houve um marcante dia escuro. Velas
foram acesas em muitas casas, os pássaros estavam em silêncio e desapareceram, e as aves de
capoeira retiraram-se para se empoleirar… Uma opinião muito geral prevaleceu, que o dia do
julgamento estava à mão”.
O Dia Escuro
“… Quase se não totalmente sozinho como o mais misterioso e ainda inexplicado fenômeno deste
tipo…está o dia escuro de 19 de maio de 1780 – o mais inexplicável escurecimento de todo o céu
e atmosfera visíveis na Nova Inglaterra”. Que a escuridão não era devido a um eclipse é evidente
pelo fato de que a lua estava então quase cheia. Ela não foi causada por nuvens, ou espessura
da atmosfera, pois, em algumas localidades onde a escuridão se estendia, o céu estava tão limpo
que as estrelas podiam ser vistas. Quanto à incapacidade da ciência de atribuir uma causa
satisfatória para essa manifestação, o astrônomo Herschel declara: ”O dia negro na América do
Norte foi um dos admiráveis fenômenos da natureza que a filosofia está perdida para explicar”.
“A extensão das trevas também foi muito marcante, foi observada nas regiões mais a leste da
Nova Inglaterra; a Oeste, na parte mais remota de Connecticut e, em Albany, NY, para o sul, foi
observada em toda a costa marítima e ao norte, na medida em que as colônias americanas se
estendiam. Provavelmente excederam esses limites, mas os limites exatos nunca foram
positivamente conhecidos. No que diz respeito à sua duração, continuou na vizinhança de
Boston, pelo menos, catorze ou quinze horas”. “A manhã estava clara e agradável, mas por volta
das oito horas foi observada uma aparência incomum no sol. Não havia nuvens, mas o ar era
denso, tendo uma aparência de fumaça, e o sol brilhava com uma coloração pálida, amarelada,
mas continuou a crescer mais e mais escuro, até que ele ficou escondido da vista.” Eram as
”Trevas da meia-noite ao meio-dia.” “A ocorrência causou alarme e intenso desconforto em
multidões de mentes, bem como consternação a toda criatura bruta, as aves de capoeira fugiram
de seus abrigos desnorteadas, e os pássaros de seus ninhos, e o gado retornou aos seus
estábulos”. As rãs e os falcões da noite começaram as suas notas. E a equipe de galos como na
alvorada. Os agricultores foram forçados a abandonar seus trabalhos nos campos. Os negócios
foram geralmente suspensos, e velas foram acesas nas casas”. O Poder Legislativo de
Connecticut estava em sessão em Hartford, mas era incapaz de fazer negócios. Tudo tinha a
aparência e a melancolia da noite”.
A intensa escuridão do dia foi sucedida, uma ou duas horas antes do anoitecer, por um céu
parcialmente claro, e o sol apareceu, embora ainda estivesse obscurecido pela névoa, negra e
densa. Mas “esse intervalo foi seguido por um retorno do obscurecimento com maior densidade,
que tornou a primeira metade da noite terrivelmente escura além de toda a experiência anterior
das prováveis milhões de pessoas que a viram. Desde logo depois do por do sol até a meia-noite,
nenhum raio de luz da lua ou estrela penetrou a abóbada superior. Foi pronunciada “a escuridão
das trevas!”. Disse uma testemunha ocular da cena: “Eu não podia conceber, na época, que, se
cada corpo luminoso do Universo estava envolto em escuridão impenetrável, ou atingido fora da
existência, as trevas não poderiam ter sido mais completas”. Embora a lua naquela noite subiu ao
máximo, “Não tinha o menor efeito para dissipar as sombras de morte”. Depois da meia-noite a
escuridão desapareceu, e a lua, quando se tornou visível, tinha a aparência de sangue.
O poeta Whittier assim fala deste dia memorável:
“Foi em um dia de maio do distante ano de mil setecentos e oitenta, que caiu Sobre o florescer e
doce vida da primavera, Sobre a terra fresca e o céu do meio-dia, “Um horror de grandes trevas”.
Homens oravam e mulheres choravam, todos os ouvidos afiados cresciam Para ouvir o trompete
da condenação estilhaçar O céu negro”.
O dia 19 de maio de 1780, ergueu-se na história como “o Dia Escuro”. Desde a época de Moisés,
nenhum período de trevas de igual densidade, extensão e duração havia sido registrado. A
descrição deste evento, dada pelo poeta e historiador, é um eco das palavras do Senhor,
registradas pelo profeta Joel, dois mil e quinhentos anos antes de seu cumprimento: “O sol se
converterá em trevas , e a lua em sangue, antes do grande e terrível dia do Senhor” (Joel 2:31).
5. A Lua se transformou em Sangue
“O sol se converterá em trevas , e a lua em sangue, antes do grande e terrível dia do Senhor”
Joel 2:31.
A lua tornou-se vermelha como sangue na noite do dia “escuro” de 19 de maio de 1780. Milo
Bostick em “História das pedras de Massachusetts” diz: “A lua que estava cheia, tinha a aparência
de sangue”.
6. Estrelas Caem do Céu
“E as estrelas cairão do céu” (Mateus 24:29).
A grande chuva de estrelas teve lugar na noite de 13 de novembro de 1833. Ela era tão brilhante
que um jornal podia ser lido na rua. Um escritor disse: “Por quase quatro horas o céu estava
literalmente em chamas”*. Homens pensaram que o fim do mundo havia chegado.
Estrelas caem dos céus - Em 1833, apareceu o último dos sinais prometido pelo salvador como
indício de seu segundo advento. Jesus disse: “as estrelas cairão do céu” (Mateus 24:29). E João,
no Apocalipse, declarou, ao contemplar em visão as cenas que anunciam o dia de Deus: “E as
estrelas do céu caíram sobre a terra, como quando a figueira lança de si os seus figos verdes,
abalada por um vento forte” (Apocalipse 6:13). Esta profecia teve surpreendente e impressionante
cumprimento na grande chuva meteórica de 13 de novembro de 1833. Essa foi a exposição mais
extensa e maravilhosa de estrelas cadentes que jamais fora registrada; “O firmamento inteiro,
sobre todo os Estados Unidos, ficou então, por horas, em faiscante comoção. Nenhum fenômeno
celeste que já tinha ocorrido neste país, desde o seu primeiro assentamento, foi visto com tão
intensa admiração por uma classe da comunidade, e com temor e alarme por outra”. “Sua
sublimidade e terrível beleza ainda perduram em muitas mentes….Em uma palavra, o céu inteiro
parecia em movimento. A exibição, conforme descrita na revista “Professor Silliman”, foi vista por
toda a América do Norte. Das duas horas até plena luz do dia, o céu estava perfeitamente sereno
e sem nuvens, e um jogo incessante de luminosidades deslumbrantemente brilhantes foi mantido
em todo o céu. “
“Nenhuma linguagem de fato pode alcançar o esplendor dessa magnífica exibição; ninguém que
não a presenciou pode formar uma concepção adequada da sua glória. Parecia que todas as
estrelas do céu se reuniram em um ponto próximo do zênite, e estavam simultaneamente atirando
para trás, com a velocidade de um raio, para cada parte do horizonte, e ainda não estavam
esgotadas, milhares rapidamente seguiam o rastro de milhares, como se criadas para a ocasião”.
No dia seguinte ao avistamento, Henry Dana Ward escreveu, sobre o maravilhoso fenômeno:
“Nenhum filósofo ou erudito, eu suponho, narrou ou registrou um evento, como o de ontem de
manhã. Um profeta 1800 anos atrás predisse exatamente isso…o que é possível ser literalmente
verdade”. Assim, foi exibido o último dos sinais de sua vinda, sobre o qual Jesus ordenou a seus
discípulos: “Quando virdes todas estas coisas, sabei que está próximo, mesmo às portas”
(Mateus 24:33). Após estes sinais, João contemplou, o grande e próximo evento iminente, os
céus partindo como um pergaminho, enquanto a terra tremia, e montanhas e ilhas se removiam
de seus lugares, e os ímpios procuravam, aterrorizados, fugir da presença do Filho do homem.
Muitos dos que testemunharam a queda das estrelas, olharam para ela como um arauto do juizo
que virá, “um símbolo terrível, uma certeza precursora, um sinal de misericórdia, do dia grande e
terrível”. Assim, a atenção do povo foi direcionada para o cumprimento da profecia, e muitos
foram levados a dar atenção ao aviso do segundo advento.
7. Problemas do Trabalho x Capital
“Eis que o salário que fraudulentamente retivestes aos trabalhadores que ceifaram os vossos
campos clama, e os clamores dos ceifeiros têm chegado aos ouvidos do Senhor dos
exércitos…sede pacientes…porque a vinda do Senhor está próxima” (Tiago 5:4-8).Problemas
entre capital e trabalho estão previstos para os últimos dias. Para confirmar, basta ler os jornais.
8. Guerras e Tumultos
“Quando ouvirdes de guerras e tumultos, não vos assusteis; pois é necessário que primeiro
aconteçam essas coisas; mas o fim não será logo. Então lhes disse: Levantar-se-á nação contra
nação, e reino contra reino” (Lucas 21:9-10).
As guerras e os estragos dos conflitos cívis estão afetando milhões no mundo inteiro. Houveram
35 conflitos em curso no final de 2003. Só a breve volta de Jesus trará um fim à dor e à
destruição da guerra.
“As Nações Unidas definem “grandes guerras” como conflitos militares causando 1.000 mortes
por ano no campo de batalha. Em 1965, haviam 10 grandes guerras em andamento. O milênio
terminou com grande parte do mundo consumido em conflitos armados ou cultivando uma paz
incerta. No final de 2003, haviam 15 grandes guerras em curso, com pelo menos 20 “menores”
conflitos em andamento” Fonte: http://www.globalsecurity.org
9. Agitação, Medo e Distúrbios
“e sobre a terra haverá angústia das nações em perplexidade…os homens desfalecerão de terror,
pela expectação das coisas que sobrevirão ao mundo” (Lucas 21:25-26).
Isto soa estranhamente como um editorial de um jornal atual – um retrato perfeito do mundo de
hoje – e há uma razão: Somos o povo dos últimos dias da história da Terra.
A nossa volta no mundo está se manifestando intensa atividade. Há um sentimento de apreensão
entre todos os povos, pois eles estão à procura de algum evento grande, mas não sabem o que
é. As nações estão cheias de ansiedade, e há um espírito de inquietação e conflito em cada um.
Se alguma vez houve um momento em que os homens deveriam olhar para a Bíblia este
momento é agora. O atual clima de tensão no mundo de hoje não nos deve surpreender. Cristo o
predisse. Ele deve nos convencer de que Sua vinda está próxima.
10. Aumento do Conhecimento
“Tu, porém, Daniel, encerra as palavras e sela o livro, até o fim do tempo; muitos correrão de uma
parte para outra, e a ciência se multiplicará” (Daniel 12:4).
Uma parte do livro de Daniel não era para ser entendida “até o tempo do fim”. No tempo do fim
muitos correriam de lá para cá através das escrituras, comparando texto com texto e
compreendendo essas profecias. A Bíblia também prediz um tempo em que será tarde demais
para procurar as escrituras.
“Eis que vêm os dias, diz o Senhor Deus, em que enviarei fome sobre a terra; não fome de pão,
nem sede de água, mas de ouvir as palavras do Senhor. Andarão errantes de mar a mar, e do
norte até o oriente; correrão por toda parte, buscando a palavra do Senhor, e não a acharão.
Naquele dia as virgens formosas e os mancebos desmaiarão de sede” (Amós 8:11-13).
No entanto, a boa notícia é que algumas pessoas irão entender e estar preparadas para o Senhor
quando Ele voltar. “Muitos serão purificados, e embranquecidos, e provados; mas os ímpios
procederão impiamente, e nenhum dos ímpios entenderá, mas os sábios entenderão” (Daniel
12:10).
A principal aplicação do “aumento do conhecimento” é uma referência para as pessoas
entenderem as profecias do livro de Daniel, no entanto, muitos estudiosos da Bíblia acreditam
que esta profecia também se aplica a um aumento do conhecimento da ciência, medicina,
viagens e tecnologia. Estamos vivendo na “Era da Informação” fazendo este sinal parecer ainda
mais evidente. Até mesmo a mente mais cética admite que o conhecimento está explodindo em
todas as direções. Diz-se que 80% do conhecimento total do mundo foi adquirido na última
década e que 90% por cento de todos os cientistas que já existiram estão vivos hoje.
11. Degeneração Moral
“Nos últimos dias … haverá homens amantes de si mesmos … Sem afeto natural, implacáveis …,
… desprezadores dos que são bons, … Tendo forma de piedade, mas negando o seu poder” (2
Timóteo 3:1-5).
A América está no meio de uma crise tremenda. Uma epidemia de pornografia, crime, drogas
ilícitas, e à degeneração moral está ameaçando esmagar-nos. O suicídio está se tornando uma
solução popular para os problemas humanos. As taxas de divórcio estão a subir
descontroladamente, com quase um em cada dois casamentos terminando em divórcio no
tribunal. A atual geração imoral – com a sua obsessão com o sexo e sujeira, com sua crescente
adesão à igreja, mas diminuindo a verdadeira espiritualidade – é o cumprimento puro e positivo
da Palavra de Deus. Para um verdadeiro choque, veja quantos dos pecados dos últimos dias
listados em 2 Timóteo 3:1-5 você pode encontrar retratados em qualquer assunto do seu jornal de
domingo. Nada menos do que a vinda do Senhor vai deter a maré do mal que está engolindo o
mundo” (2 Timóteo 3:1).
12. Aumento da Criminalidade, Crimes de Sangue e Violência
“e, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará” (Mateus 2412). “Mas os homens
maus e impostores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados” (2 Timóteo 3:13). “E como
foi nos dias de Noé, assim será também nos dias do Filho do homem” (Lucas 17:26). “E disse
Deus a Noé: O fim de toda carne é chegado perante mim, pois a terra está cheia da violência dos
homens;. E eis que os farei perecer juntamente com a terra” Gênesis 6:13.
Estamos vivendo em meio a uma “epidemia de crimes”, na qual homens tementes a Deus em
todos os lugares estão horrorizados. A corrupção que predomina está além do poder da pena
humana descrever. Cada dia traz novas revelações de conflitos políticos, subornos e fraudes.
Cada dia traz seu doloroso registro de violência e arbitrariedade, de indiferença ao sofrimento
humano, de destruição brutal e perversa da vida humana. Cada dia testifica do aumento da
loucura, assassinato e suicídio. Quem pode duvidar que as forças satânicas estão trabalhando
entre os homens com atividade crescente, para perturbar e corromper a mente, contaminar e
destruir o corpo?
O espírito de anarquia está invadindo todas as nações, e as guerras que de tempos em tempos
provocam horror no mundo não são senão indicações dos fogos contidos das paixões e
ilegalidades, que depois de terem escapado do controle, enchem a terra de miséria e desolação.
O quadro que a Inspiração nos deu do mundo antediluviano, representa mui verdadeiramente a
condição a que a sociedade moderna está rapidamente se apressando. Mesmo agora, no
presente século, e nos países que se professam cristãos, há crimes sendo perpetrados
diariamente, tão negros e terríveis como aqueles pelos quais os pecadores do velho mundo foram
destruídos. Antes do dilúvio, Deus enviou Noé para advertir o mundo, para que o povo pudesse
ser levado ao arrependimento, e assim escapar da ameaça da destruição. Como o tempo da
segunda vinda de Cristo se aproxima, o Senhor envia Seus servos com uma advertência ao
mundo para se prepararem para esse grande evento. Multidões têm estado a viver em
transgressão à lei de Deus, e agora Ele em misericórdia as chama a obedecer Seus preceitos
sagrados.
13. Paixão pelo Prazer
“Nos últimos dias … os homens serão … mais amigos dos prazeres do que amantes de Deus” (2
Timóteo 3:1-4).
Como o tempo da sua provação estava se fechando, os antediluvianos entregaram-se à
diversões emocionantes e festividades. Aqueles que possuíam influência e poder estavam
empenhados em manter a mente do povo entretida com alegria e prazer, para que ninguém
ficasse impressionado pelas últimas e solenes advertências de Noé. Não vemos o mesmo se
repetindo em nossos dias? Enquanto os servos de Deus estão dando a mensagem de que o fim
de todas as coisas está próximo, o mundo está absorvido em diversões e busca de prazeres. Há
um círculo constante de excitação que causa indiferença para com Deus e impede as pessoas de
ficarem impressionadas com as únicas verdades que podem salvá-las da destruição vindoura.
O mundo ficou louco pelo prazer. Apenas uma pequena percentagem dos cidadãos das grandes
cidades freqüentam serviços religiosos regularmente, mas milhares congestionam estâncias de
lazer. A América está gastando bilhões a cada ano só com prazeres e “amendoins” (em
comparação) para Deus. Os americanos desperdiçam loucamente milhões de horas em frente ao
televisor em cumprimento direto de 2 Timóteo 3:4.
14. Desastres, Fome e Doenças
“e haverá em vários lugares grandes terremotos, e pestes e fomes” (Lucas 21:11).
O FEMA (Agência Federal de Gerenciamento de Emergências) dos EUA, informou que “o
aumento do número e intensidade das catástrofes” é um dos inúmeros e graves problemas que
estão enfrentando. Leia os jornais por si mesmo e você verá que os terremotos, tornados,
enchentes, etc estão ficando piores e mais frequentes. Além do sofrimento causado pelos
desastres naturais, existe a fome. Centenas de milhões de pessoas passam fome, e milhares
morrem diariamente de inanição. O mundo também está sendo atingido com vírus emergentes,
bactérias resistentes a drogas, e uma grande variedade de outros germes. Em setembro de 1997,
o U. S. News afirmou que “Muitas bactérias comuns estão se tornando mais e mais resistentes às
drogas, uma vez poderosas – a um ritmo alarmante”. Todas essas coisas são mais uma prova de
que vivemos nas últimas horas da Terra.
15. Aumento do Espiritismo
“…os últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a
doutrinas de demônios” (1 Timóteo 4:1). “Porque são espíritos de demônios, que fazem prodígios;
os quais vão ao encontro dos reis da terra e de todo o mundo” (Apocalipse 16:14).
A Bíblia diz:
“Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo a seu filho ou a sua filha, nem adivinhador,
nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; Nem encantador, nem quem consulte a um
espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; Pois todo aquele que faz tal
coisa é abominação ao Senhor; e por estas abominações o Senhor teu Deus os lança fora de
diante de ti” (Deuteronômio 18:10-11).
“Assim morreu Saul por causa da transgressão que cometeu contra o Senhor, por causa da
palavra do Senhor, a qual não havia guardado; e também porque buscou a adivinhadora para a
consultar. E não buscou ao Senhor, que por isso o matou, e transferiu o reino a Davi, filho de
Jessé” (1 Crônicas 10:13-14).
Muitas pessoas hoje, incluindo um grande número de chefes de nações, procuram o conselho de
videntes, médiuns e espíritas. O espiritismo tem invadido as igrejas, bem como, o falso ensino da
imortalidade da alma.
A Bíblia ensina que os mortos estão mortos, que os mortos não podem se comunicar com os
vivos, e que a imortalidade é uma dádiva de Deus dada aos justos na Sua segunda vinda.
“… A alma que pecar, essa morrerá” (Ezequiel 18:4).
“Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo a seu filho ou a sua filha, nem adivinhador,
nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; Nem encantador, nem quem consulte a um
espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos” (Deuteronômio 18:10-11).
“…Rei dos reis e Senhor dos senhores; Aquele que tem, ele só, a imortalidade…” (1 Timóteo
6:15-16).
“Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos
transformados; Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a
trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque
convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e que isto que é mortal se
revista da imortalidade. E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto
que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada
foi a morte na vitória” (1 Coríntios 15:51-54).
“Assim o homem se deita, e não se levanta; até que não haja mais céus, não acordará nem
despertará de seu sono. Quem dera que me escondesses na sepultura, e me ocultasses até que
a tua ira se fosse; e me pusesses um limite, e te lembrasses de mim! Morrendo o homem,
porventura tornará a viver? Todos os dias de meu combate esperaria, até que viesse a minha
mudança (Jó 14:12-14).
A confusão em torno deste tema Bíblico começou logo no início quando o pai da mentira,
Satanás, preparando o palco para seus enganos dos últimos dias, pregou o primeiro sermão
sobre a imortalidade da alma. “Então a serpente disse à mulher: certamente não morrereis”
Gênesis 3:4).
16. O Orgulho e o Egoísmo
“Sabe, porém, isto, que nos últimos dias sobrevirão tempos penosos; pois os homens serão
amantes de si mesmos, gananciosos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a seus
pais, ingratos, ímpios, sem afeição natural, implacáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis,
inimigos do bem, traidores, atrevidos, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de
Deus, tendo aparência de piedade, mas negando-lhe o poder. Afasta- te também desses” (2
Timóteo 3:1-5).
“Eis que esta foi a iniquidade de Sodoma, tua irmã: Soberba, fartura de pão, e próspera
ociosidade teve ela e suas filhas; mas nunca fortaleceu a mão do pobre e do necessitado”
(Ezequiel 16:49).
Deus não considera todos os pecados como de igual magnitude, existem graus de culpa em sua
estimativa, mas nenhum pecado é pequeno diante dos olhos de Deus. O julgamento do homem é
parcial, imperfeito; mas Deus julga todas as coisas como elas realmente são. O bêbado é
desprezado, e é dito que o seu pecado vai excluí-lo do céu, enquanto o orgulho, o egoísmo e a
cobiça frequentemente andam sem repreensão. Mas esses são pecados que são especialmente
ofensivos a Deus, porque são contrários à benevolência de Seu caráter e amor altruísta que é a
própria atmosfera do universo não caído. Aquele que cai em alguns dos pecados mais grosseiros
podem sentir uma sensação de vergonha da sua pobreza e necessidade da graça de Cristo, mas
o orgulhoso não sente tal necessidade, e assim fecha o coração, contra Cristo e as bênçãos
infinitas que Ele veio dar. Se você vê o seu pecado, não espere fazer-se melhor. Quantos há que
pensam que não são bons o suficiente para irem a Cristo. Você espera tornar-se melhor com
seus próprios esforços? Só há ajuda para nós em Deus. Não devemos esperar persuasões mais
fortes, melhores oportunidades, ou temperamentos mais santos. Não podemos fazer nada por
nós mesmos. Devemos chegar a Cristo, assim como nós somos. Renda-se a Cristo sem demora,
somente Ele, pelo poder de Sua graça, pode redimi-lo da ruína. Só Ele pode trazer suas
faculdades morais e mentais a um estado de saúde. Seu coração pode ser aquecido, com o amor
de Deus; sua compreensão pode se tornar clara e madura, sua consciência iluminada e pura, sua
vontade santificada e sujeita ao controle do Espírito de Deus. Você pode tornar-se o que você
escolher. Se você agora deixar de fazer o mal e aprender a fazer o bem, então você será feliz de
fato, você será bem sucedido nas batalhas da vida, e ascenderá para a glória e honra de uma
vida melhor do que essa.
“Dize-lhes: Vivo eu, diz o Senhor Deus, que não tenho prazer na morte do ímpio, mas sim em que
o ímpio se converta do seu caminho, e viva. Convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus
caminhos; pois, por que morrereis, ó casa de Israel?” (Ezequiel 33:11).
17.Embriaguez e Glutonarias
“Como também da mesma forma aconteceu nos dias de Ló: comiam, bebiam, compravam,
vendiam, plantavam e edificavam; mas no dia em que Ló saiu de Sodoma choveu do céu fogo e
enxofre, e os destruiu a todos; assim será no dia em que o Filho do homem se há de manifestar”
(Lucas 17:28-30 ).
“Eis que esta foi a iniqüidade de Sodoma, tua irmã: Soberba, fartura de pão, e próspera
ociosidade teve ela e suas filhas; mas nunca fortaleceu a mão do pobre e do necessitado”
(Ezequiel 16:49).
É uma verdade difícil de engolir:… De cada quatro pessoas na Terra uma é muito gorda, a
obesidade tornou-se uma epidemia global, aliás uma pandemia.
Estatísticas recentes:
Estados Unidos: dois em cada três norte-americanos estão com sobrepeso.
Inglaterra: 75% dos adultos estão com sobrepeso ou obesos, um aumento de 400% em 25 anos.
México: 40% vivem na pobreza, mas 67% estão com sobrepeso.
(Existem dezenas de outros países que possuem estatísticas semelhantes. Maio de 2004)
Os mesmos pecados da gula e embriaguez que entorpeciam a sensibilidade moral dos habitantes
de Sodoma são hoje predominantes. Como uma sociedade, como os moradores dessas cidades
iníquas da planície, perdemos o sentido da maldade do crime e da imoralidade que são tão
difundidos hoje. Cristo assim adverte o mundo: “Como também da mesma forma aconteceu nos
dias de Ló: comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam; mas no dia em que
Ló saiu de Sodoma choveu do céu fogo e enxofre, e os destruiu a todos; assim será no dia em
que o Filho do homem se há de manifestar (Lucas 17:28-30).
18. Profanação do Casamento
“Pois como foi dito nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem” (Mateus
24:37).
A condição da sociedade de hoje é similar a que existia no tempo de Noé e Ló; e se Jesus
estivesse aqui, ele diria, “vocês não podem discernir os sinais dos tempos?”. “Pois como foi dito
nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem. Porquanto, assim como nos
dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até o dia em
que Noé entrou na arca, e não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos; assim
será também a vinda do Filho do homem”.
“Vigiai, pois, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor; sabei, porém, isto: se o dono da
casa soubesse a que vigília da noite havia de vir o ladrão, vigiaria e não deixaria minar a sua
casa. Por isso ficai também vós apercebidos; porque numa hora em que não penseis, virá o Filho
do homem” (Mateus 24:42-44). O mundo está entregue à busca das coisas temporais, como os
homens nos dias de Noé. Eles estão comendo, bebendo, plantando, edificando, casando, dando-
se em casamento. Essas coisas todas em si mesmas são legítimas, mas é a realização delas ao
excesso e à perversão do sagrado que é pecaminoso. O casamento foi pervertido para atender a
paixão.
“Não te deitarás com varão, como se fosse mulher; é abominação. Nem te deitarás com animal
algum, contaminando-te com ele; nem a mulher se porá perante um animal, para ajuntar-se com
ele; é confusão. Não vos contamineis com nenhuma dessas coisas, porque com todas elas se
contaminaram as nações que eu expulso de diante de vós; e, porquanto a terra está
contaminada, eu visito sobre ela a sua iniqüidade, e a terra vomita os seus habitantes” (Levítico
18:22-25).
“Viu o Senhor que era grande a maldade do homem na terra, e que toda a imaginação dos
pensamentos de seu coração era má continuamente…A terra, porém, estava corrompida diante
de Deus, e cheia de violência. Viu Deus a terra, e eis que estava corrompida; porque toda a carne
havia corrompido o seu caminho sobre a terra. Então disse Deus a Noé: O fim de toda carne é
chegado perante mim; porque a terra está cheia da violência dos homens; eis que os destruirei
juntamente com a terra” (Gênesis 6:5, 11-13).
O mundo tem tido grande luz, e tem sido grandemente favorecido. A advertência que Cristo deu
para as cidades que tinham sido altamente favorecidas e que não se arrependeram, se aplica ao
mundo neste dia: “Ai de ti, Corazim, ai de ti, Betsaida! Porque, se em Tiro e em Sidom se
fizessem as maravilhas que em vós foram feitas, já há muito, assentadas em saco e cinza, se
teriam arrependido. Portanto, para Tiro e Sidom haverá menos rigor, no juízo, do que para vós.”
(Lc 10:13-14).
19. Céticos e Escarnecedores Religiosos
“Sabendo primeiro isto, que nos últimos dias virão escarnecedores, andando segundo as suas
próprias concupiscências, E dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? porque desde que os
pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação” (2 Pedro 3:3-4).
Nos dias de Noé, haviam homens que riram com desdém das suas palavras de advertência. Eles
disseram que a natureza era governada por leis fixas, que seria impossível uma inundação, e que
se houvesse alguma verdade no que ele dizia, os grandes, sábios e prudentes homens,
entenderiam a questão. Houve total descrença no testemunho de Noé sobre os juízos que viriam,
mas essa descrença não impediu ou dificultou a tempestade. Na hora marcada, “as fontes do
grande abismo se romperam, e as janelas dos céus se abriram”, e a terra foi lavada da sua
corrupção. Somente aqueles que encontraram refúgio na arca foram salvos.
Caro leitor, outra tempestade está vindo. A terra será varrida pela ira desoladora de Deus, e
novamente o pecado e os pecadores serão destruídos. Você acha que é um evento de pouca
importância? Então leia alguns dos pronunciamentos dos profetas, em referência ao dia de Deus:
“PORQUE eis que aquele dia vem ardendo como fornalha; todos os soberbos, e todos os que
cometem impiedade, serão como a palha; e o dia que está para vir os abrasará, diz o Senhor dos
Exércitos, de sorte que lhes não deixará nem raiz nem ramo” (Malaquias 4:1).
“Ai do dia! Porque o dia do Senhor está perto, e virá como uma assolação do Todo-Poderoso”
(Joel 1:15).
“O grande dia do Senhor está perto, sim, está perto, e se apressa muito; amarga é a voz do dia
do Senhor; clamará ali o poderoso. Aquele dia será um dia de indignação, dia de tribulação e de
angústia, dia de alvoroço e de assolação, dia de trevas e de escuridão, dia de nuvens e de
densas trevas” (Sofonias 1:14-15).
Mas, embora este seja um dia de angústia e sofrimento para os ímpios, os justos serão capazes
de dizer: “Eis que este é o nosso Deus, a quem aguardávamos, e ele nos salvará; este é o
Senhor, a quem aguardávamos; na sua salvação gozaremos e nos alegraremos” (Isaías
25:9). Diz o salmista: “Porque tu, ó Senhor, és o meu refúgio. No Altíssimo fizeste a tua
habitação. Nenhum mal te sucederá, nem praga alguma chegará à tua tenda. Porque aos seus
anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos” (Salmo 91:9-11).
Caro leitor, se você ouvir a voz de Deus através destas palavras, não endureçais o vosso
coração, “procurai fazer cada vez mais firme a vossa vocação e eleição” “procurai que dEle sejais
achados imaculados e irrepreensíveis em paz” (2 Pedro 1:10, 2 Pedro 3:14).
20. Evangelho para o Mundo
“E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e
então virá o fim” (Mateus 24:14).
Antes da queda de Jerusalém, Paulo, escrevendo pelo Espírito Santo, declarou que o evangelho
seria pregado a “toda criatura que há debaixo do céu” (Col. 1:23). Então, agora, antes da vinda do
Filho do homem, o evangelho eterno deve ser pregado a “toda nação, e tribo, e língua, e povo”
(Apoc 14:6). Deus “estabeleceu um dia em que julgará o mundo” (Atos 17:31). Cristo nos diz
quando esse dia será anunciado. Ele não diz que todo o mundo será convertido, mas que “este
evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então
virá o fim”.
A solene e grande última mensagem de advertência da segunda vinda de Cristo é agora
apresentada em mais de 900 línguas e dialetos. Mais de 95% por cento da população mundial
tem acesso a esta mensagem. Antes da segunda vinda de Jesus, cada pessoa do mundo será
avisada de seu breve retorno. As pessoas estarão perdidas se rejeitarem a mensagem de aviso.
“E vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno, para o proclamar aos que
habitam sobre a terra, e a toda a nação, e tribo, e língua, e povo, Dizendo com grande voz: Temei
a Deus, e dai-lhe glória; porque é vinda a hora do seu juízo. E adorai aquele que fez o céu, e a
terra, e o mar, e as fontes das águas. E outro anjo seguiu, dizendo: Caiu, caiu Babilônia, aquela
grande cidade, que a todas as nações deu a beber do vinho da ira da sua prostituição. E seguiu-
os o terceiro anjo, dizendo com grande voz: Se alguém adorar a besta, e a sua imagem, e
receber o sinal na sua testa, ou na sua mão, Também este beberá do vinho da ira de Deus, que
se deitou, não misturado, no cálice da sua ira; e será atormentado com fogo e enxofre diante dos
santos anjos e diante do Cordeiro. E a fumaça do seu tormento sobe para todo o sempre; e não
têm repouso nem de dia nem de noite os que adoram a besta e a sua imagem, e aquele que
receber o sinal do seu nome. Aqui está a paciência dos santos; aqui estão os que guardam os
mandamentos de Deus e a fé em Jesus.” (Apoc 14:6-12).
Hoje, essa profecia está sendo cumprida pelos mesmos meios, como nos dias de Paulo, porém
as mensagens também estão indo para fora através de poderosas tecnologias de rádio, televisão
e internet.
“Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente cedo venho. Amém. Ora vem, Senhor Jesus”
(Apoc 22:20).

As Promessas Sobre a Terra de Israel São Cumpridas Através de Jesus?

Thomas Ice

Desde o segundo século depois de Cristo, muitos de dentro da Igreja têm afirmado que ela
substituiu Israel para sempre. Na metade do segundo século, Justino Mártir, em seu
famosoDialogue with Trypho, a Jew [Diálogo com Trifão, um Judeu], chamou a Igreja de “a
verdadeira raça israelita”, com base em que “Cristo é Israel”. Justino continua:

Tais são as palavras das Escrituras; portanto, entendam que a semente de Jacó agora se refere a
algo mais, e não como se pode supor, que fale sobre o seu povo. Pois não é possível que a
semente de Jacó, ou que Deus tenha aceitado aquelas mesmas pessoas a quem Ele reprovara
como sendo inadequadas para a herança, e que prometa essa mesma herança a elas
novamente.[1]

Passou apenas uma geração depois do encerramento do cânon do Novo Testamento, e já


nasceu a horrível teologia de que Israel foi para sempre substituído pela Igreja. Ainda mais
perturbador para nós, atualmente, é o fato de que essa teologia não apenas sobrevive em nossos
dias, mas está em alta nos meios evangélicos que costumavam ser sempre isentos de tais
visões.

As Promessas Sobre a Terra Para Israel

Por todo o Antigo Testamento, começando em Gênesis, o Senhor fez promessa após promessa a
Abraão, Isaque, Jacó e a seus descendentes de que a terra de Israel pertence ao povo judeu. A
promessa é repetida cerca de vinte vezes no livro de Gênesis.[2] O livro de Deuteronômio fala
pelo menos vinte e cinco vezes que a terra é um presente do Senhor ao povo de Israel (Dt
1.20,25; 2.29; 3.20; 4.40; 5.16; etc.). Walter Kaiser, estudioso do Antigo Testamento, observa:
“sessenta e nove vezes o escritor de Deuteronômio repetiu a promessa de que Israel um dia
‘possuiria’ e ‘herdaria’ a terra que lhe fora prometida”.[3] Os Salmos, o livro de adoração ao
Senhor, freqüentemente levam o adorador a ações de graça ao Senhor por Suas promessas de
aliança e por Sua fidelidade. Por exemplo, o Senhor declara: “Pois o Senhor escolheu a Sião,
preferiu-a por sua morada: Este é para sempre o lugar do meu repouso; aqui habitarei, pois o
preferi” (Sl 132.13-14).

Por todo o Antigo Testamento, os profetas mostram promessa após promessa desse tempo de
restauração futura daquela terra (Is 11.1-9; 12.1-3; 27.12-13; 35.1-10; 43.1-8; 60.18-21; 66.20-22;
Jr 16.14-16; 30.10-18; 31.31-37; 32.37-40; Ez 11.17-21; 28.25-26; 34.11-16; 37.21-25; 39.25-29;
Os 1.10-11; 3.4-5; Jl 3.17-21; Am 9.11-15; Mq 4.4-7; Sf 3.14-20; Zc 8.4-8;10.11-15). Mesmo
assim, a despeito da abundância de declarações tão claras no Antigo Testamento, muitos nos
saguões acadêmicos da Igreja dizem que Deus deserdou Seu povo no Novo Testamento.

Falando sobre as promessas da terra a Israel, o estudioso britânico N. T. Wright é típico da


mentalidade que vem da academia em nossos dias. Ele diz:

As tentativas modernas de reavivar esse nacionalismo geográfico, e dar a ele um colorido


“cristão”, provocam a seguinte e muito importante reflexão teológica: a tentativa de “transportar”
algumas das promessas do Antigo Testamento sobre Jerusalém, a Terra, ou o Templo, para que
seu cumprimento ocorra em nossos dias tem o mesmo formato teológico que a tentativa do
catolicismo da pré-Reforma de achar que Cristo estava sendo recrucificado em cada missa. (...)
Se a ira de Deus, sobre a qual Jesus e Paulo falaram realmente tivesse terminado com os
horríveis eventos do ano 70 d.C., a única atitude adequada das gerações subseqüentes acerca
dos judeus, do Templo, da Terra de Jerusalém deveria ser de pesar ou de dó. Nesse ponto, o
“Sionismo Cristão” é o equivalente geográfico de um, por assim dizer, apartheid “cristão”, e
deveria ser rejeitado como tal.[4]

As promessas para Israel

Texto básico: Romanos 3.1-4


Leitura diária
D: Gn 12.1-9 Promessas a Abraão
S: 2Sm 7.1-29 Promessas a Davi
T: 2Cr 7.11-22 Promessas a Salomão
Q: Ez 20.1-44 Disciplina e restauração
Q: Dt 30.1-20 Promessas de misericórdia
S: Ag 2.1-9 A glória futura do templo
S: Lc 1.67-69 Cumprimento das promessas
Introdução
A simples observação de que a Bíblia está dividida em duas partes, o Antigo e o Novo
Testamentos, sugere o tema que estudaremos neste trimestre. Há muitas perguntas quanto à
relação entre os dois Testamentos. Nossa atenção se concentrará sobre Israel e as promessas
que Deus lhe fez, à luz do Novo Testamento.

Veremos as principais afirmações sobre o propósito de Deus para Israel, que demandam um
estudo sobre seu cumprimento no presente ou no futuro.
I. A descendência de Abraão
O ponto inicial de nosso estudo é Genesis 12.1-3, o chamamento de Abrão. A ordem do Senhor a
Abrão para que deixasse sua terra é acompanhada de promessas que teriam extraordinários
desdobramentos. Deus prometeu a Abrão que faria dele uma grande nação e que ele e seus
descendentes se tornariam referencial de bênção para todas as famílias da terra.

A. A promessa de uma grande nação


O chamado de Deus tornava Abrão o chefe de um novo clã. Em decorrência da intervenção direta
do Criador, os seus descendentes formariam um povo numeroso, abençoado e famoso. Teve
início ali algo cujo propósito e final o patriarca não poderia sequer de longe imaginar!

Um importante “detalhe”, porém, parecia colocar em risco o cumprimento da divina promessa,


pois Abrão e sua esposa não podiam ter um filho. Ocorre que esse foi um teste para que Abrão
demonstrasse sua fé em Deus que o chamou, o que nem sempre o patriarca fez a contento. Ao
longo de uma série de experiências com Deus, que incluíram a mudança de seu nome para
Abraão, a promessa da descendência começou a se cumprir com o nascimento de Isaque,
mesmo na velhice de Abraão e Sara. Foi um importante sinal de um processo que tornaria a
descendência de Abraão numerosa como o pó da terra (Gn 13.16) e as estrelas do céu (Gn 15.5).

Diversos povos se originaram de Abraão, mas a plenitude da promessa estabeleceu seu foco
sobre os filhos de Jacó, seu neto, nomeado Israel pelo próprio Deus (Gn 32.28). Foi com esse
povo que Deus desenvolveu os capítulos seguintes da história da salvação.

Quando chegamos ao Novo Testamento, encontramos a afirmação de Jesus de que ele veio
buscar as ovelhas perdidas de Israel (Mt 10.6; 15.24), o que indica claramente a continuidade do
propósito de Deus para Israel. No entanto, o Mestre nos informa que os que eram seus não o
receberam (Jo 1.11). Perguntamos então: Qual é o papel dessa nação no desdobramento
posterior do plano da salvação? A promessa feita a Abraão ainda está de pé? De que modo?
B. Referencial de bênção
“Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas
todas as famílias da terra” (Gn 12.3), prometera o Senhor a Abraão. A bênção dos demais
homens dependeria do modo como se relacionariam com Abraão e com a sua descendência. O
trecho, repetido nas promessas feitas a Isaque e a Jacó, não deixa dúvidas de que Israel seria
central na história da salvação e de que a bênção divina para o mundo inteiro teria como canal a
sua descendência.

Temos então o surgimento de um povo eleito para ser abençoado e para abençoar. Em
decorrência da aliança firmada com Deus, Israel seria mediador de bênção e de maldição entre
Deus e todos os povos. Desse modo, a tese de que Israel tenha sido rejeitado ou excluído do
plano divino gera um problema na compreensão das promessas do Antigo Testamento porque a
salvação das nações é descrita como uma decorrência da bênção sobre a descendência de
Abraão e a sua maldição seria a maldição de todos.

A Carta aos Romanos ensina que a rejeição dos israelitas foi parcial. Paulo comprova isso com a
sua própria conversão, sendo ele um israelita (Rm 11.1). A maciça inclusão dos gentios no povo
de Deus deveria funcionar como um elemento provocador de ciúmes nos judeus (Rm 11.11), para
que eles se voltem para Jesus e o reconheçam como o Messias que eles aguardam. Em seguida,
porém, quando ocorrer a “plenitude dos gentios” (Rm 11.25), “… todo o Israel será salvo” (v. 26).
Segundo RC Sproul, “Paulo está dizendo que a parcela inteira dos eleitos de Deus de Israel será
salva, e que Deus virá numa nova visitação histórico-redentora pelo Espírito Santo, quando o
tempo dos gentios se cumprir” (Estudos Expositivos em Romanos, p. 353, Cultura Cristã).
Veremos mais a respeito do futuro da nação de Israel nas lições 11 e 12.
II. A terra prometida
Nas palavras divinas do chamamento e comunicação da aliança, outro componente foi
acrescentado ao relacionamento entre Deus e a descendência de Abraão. Ao chegar a Canaã, o
Senhor afirmou que daria aquela terra à sua descendência (Gn 12.7). Quando estava na região
montanhosa de Betel, Deus ordenou que Abraão olhasse em todas as direções e tudo o que
estava ao alcance de sua vista seria dado à sua descendência. Como demonstração de sua
confiança, Abraão deveria percorrer a terra em toda a sua extensão (Gn 13.14-17). Os limites da
terra prometida foram claramente estabelecidos: “desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates”
(Gn 15.18).

A promessa feita a Abraão foi reafirmada em seguida, até que, tendo se tornado um povo
numeroso no Egito, os filhos de Israel marcharam para a terra prometida, sob a liderança de
Moisés. Naquele tempo, a terra era descrita como “boa e ampla, terra que mana leite e mel” (Êx
3.8). Moisés a descreveu assim: “… a terra que passais a possuir é terra de montes e de vales;
da chuva dos céus beberá as águas; terra de que cuida o Senhor, vosso Deus; os olhos do
Senhor, vosso Deus, estão sobre ela continuamente, desde o princípio até ao fim do ano” (Dt
11.11-12).

Essa não foi uma promessa incondicional. A posse perpétua da terra estava condicionada à
fidelidade ao Senhor, por meio da guarda dos seus mandamentos e estatutos (Dt 30.16-18). De
toda forma, a terra de Canaã era o sinal da aliança entre Deus e o povo de Israel.

O juramento de dar aos descendentes de Abraão a porção de terra que vai do rio do Egito até o
rio Eufrates foi paulatinamente sendo cumprido, desde os dias de Josué até os dias de Davi e
Salomão. Depois disso, essa extensão foi sendo diminuída, até que, por causa de seu pecado, os
filhos de Israel foram expulsos da terra. Os que moravam no Norte foram tirados dela em 722
a.C., os que moravam no Sul, em 586 a.C. Embora tenha retornado em parte do exílio, Israel não
teve mais domínio sobre a terra, exceto por um período de cerca de cem anos, no reinado dos
Macabeus, e no atual estado de Israel, criado em 1948. Ainda assim esse domínio tem sido
apenas parcial. Temos de refletir sobre o papel da terra de Israel no cumprimento da redenção.
III. O reino eterno de Davi
Outro importante elemento das promessas de Deus no Antigo Testamento diz respeito ao
governo sobre o povo de Israel. Ainda que a Lei fosse o principal modo de Deus governar sobre o
seu povo, o estabelecimento da monarquia cumpriu um importante papel na revelação do plano
divino. Após estabelecer Davi como rei, o Senhor anunciou que por meio de um descendente de
Davi firmaria o seu trono para sempre (2Sm 7.12-13,16). A promessa de um reino eterno é
cantada nos salmos e confirmada nos profetas.

Por meio dela, a glória de Israel se estenderia até as extremidades da terra e haveria juízo e
justiça para todos. Isaías, fundamentado no zelo do Senhor, anunciou a chegada de um menino,
que teria seu governo aumentado e promoveria paz sem fim sobre o trono de Davi, firmando-o em
juízo e justiça para sempre (Is 9.6-7).
A promessa de um rei e de um reino nunca se apartou de Israel. Quando o reino dos filhos de
Davi foi encerrado pelo exílio de Judá, essas promessas mantiveram a esperança da vinda de um
filho de Davi que restauraria o reino a Israel e o livraria de todos os seus inimigos, como descreve
o cântico de Zacarias (Lc 1.68-79). Não é por acaso que um dos principais temas do evangelho é
a chegada do reino dos céus.

No entanto, a expectativa da restauração do reino de Israel não se cumpriu no ministério de


Jesus. Quando questionado acerca disso, Jesus não negou a promessa. Ele tão somente afirmou
que não competia aos discípulos conhecer tempos ou épocas reservados pela exclusiva
autoridade de Deus (At 1.6-7). Isso indica que ainda há algo reservado quanto ao reino de Deus.
IV. Os olhos do Senhor sobre o templo
Davi iniciou os planos para a construção de um templo em Jerusalém. Desde o monte Sinai, o
Senhor resolveu sinalizar sua presença no santuário, por meio do qual habitaria no meio do povo
(Êx 25.8). Isso ocorreu com o tabernáculo e, posteriormente, com o templo. Essa tarefa coube a
Salomão. Ao consagrá-lo, Salomão reconheceu que a glória do Senhor era muito maior do que
aquele edifício e que o Deus que habita o céu dos céus não poderia morar numa casa feita por
mãos humanas. Pediu então que o Senhor mantivesse os seus olhos voltados para aquele lugar
e ouvisse as orações que ali fossem levantadas (1Rs 8.27-32). A resposta divina foi: “Ouvi a tua
oração e a tua súplica que fizeste perante mim; santifiquei a casa que edificaste, a fim de pôr ali o
meu nome para sempre; os meus olhos e o meu coração estarão ali todos os dias” (1Rs 9.3). A
partir de então, aquele seria o santo monte do Senhor e “casa de oração para todos os povos” (Is
56.7).

Israel entendeu equivocadamente que essa promessa lhe garantiria segurança absoluta. Nos dias
de Jeremias, o povo pensou que o templo do Senhor os protegeria do castigo que seus pecados
mereciam (Jr 7.4), mas o templo foi destruído por Nabucodonosor e seus utensílios foram levados
para a Babilônia (2Cr 36.18-19). Parecia que a promessa tinha sido quebrada por Deus.

Ao final do exílio, o primeiro ato de destaque foi o decreto de Ciro convocando o povo de Judá
para restaurar o templo do Senhor em Jerusalém (2Cr 36.23). A despeito das dificuldades, a obra
foi concluída e, diante da tristeza de alguns por causa da qualidade inferior da construção, uma
nova promessa foi feita: “A glória desta última casa será maior do que a da primeira, diz o Senhor
dos Exércitos; e, neste lugar, darei a paz, diz o Senhor dos Exércitos” (Ag 2.9).

Uma nova destruição do templo foi anunciada por Jesus e aconteceu por mão dos romanos, no
ano 70 d.C. Assim, precisamos saber se os propósitos de Deus para o templo de Jerusalém
foram cumpridos e/ou como esses propósitos se realizam após a vinda de Jesus.
V. A reunião do remanescente de Israel
Outra importante promessa do Antigo Testamento sobre Israel também foi proferida por Ezequiel
nos dias do exílio. Quando ocorreu o decreto de Ciro, já mencionado acima, os judeus tiveram
autorização para retornar para a terra, mas muitos não o fizeram. Preferiram permanecer na
condição favorável que haviam conseguido alcançar no império persa e, desde então, se
espalharam para os mais diversos lugares.

O Senhor, porém, prometera buscar e congregar novamente os filhos de Israel em sua terra. Em
Ezequiel 20.40-42, lemos:

“… no meu santo monte, no monte alto de Israel, diz o Senhor Deus, ali toda a casa de Israel me
servirá, toda, naquela terra; ali me agradarei deles, ali requererei as vossas ofertas e as primícias
das vossas dádivas, com todas as vossas coisas santas. Agradar-me-ei de vós como de aroma
suave, quando eu vos tirar dentre os povos e vos congregar das terras em que andais
espalhados; e serei santificado em vós perante as nações. Sabereis que eu sou o Senhor,
quando eu vos der entrada na terra de Israel, na terra que, levantando a mão, jurei dar a vossos
pais.”
Todo o Israel seria novamente reunido aos pés do Senhor, profecia que implica não somente o
retorno físico à terra, mas, principalmente, o retorno espiritual à obediência ao Senhor e aos seus
mandamentos. Isso retoma as promessas feitas a Abraão quanto à descendência e à terra e as
coloca no contexto da consumação dos séculos, como parte daquilo que devemos aguardar
juntamente com o retorno de Cristo. Sobre o entendimento do que ensina a Escritura a respeito
do destino final de Israel foi feita referência acima, a partir de Romanos 11.26.
Conclusão
A aliança de Deus com Israel está marcada por numerosas e importantes promessas. Seu
cumprimento e continuidade são temas importantes quanto à natureza de Deus e de seus
propósitos para com o seu povo. A vinda de Cristo e a pregação do evangelho tem impacto direto
sobre o modo como devemos entender cada uma dessas promessas e, especialmente, sobre a
compreensão do papel que cabe a Israel na continuidade da história da redenção.
Respondendo a Tamanho Absurdo

Tais “teólogos” constroem absurdos totais a partir de um fundamento de pensamento puramente


abstrato que não tem apoio nem no Antigo nem no Novo Testamento. Como diz o Pregador em
Eclesiastes: “Vaidade das vaidades. Tudo é vaidade e correr atrás do vento” (Ec 1.2;
2.17). Conheço algumas pessoas que diriam simplesmente que tudo isso é apenas bazófia. As
realizações de Cristo em Sua primeira vinda são a base sobre a qual Israel herdará suas
promessas físicas, não uma base sobre a qual devem-se negar suas futuras bênçãos.

O apóstolo Paulo responde a tais absurdos em Romanos 11, quando faz a seguinte
pergunta: “Pergunto, pois: terá Deus, porventura, rejeitado o seu povo? De modo nenhum! (...)
Deus não rejeitou o seu povo, a quem de antemão conheceu” (Rm 11.1-2). Adiante, Paulo
diz: “Pergunto, pois: porventura, tropeçaram para que caíssem? De modo nenhum!” (Rm 11.11).

Esses “teólogos” estão dizendo coisas que não se encontram na Bíblia. Onde é que o Novo
Testamento ensina que Israel foi deserdado de sua terra? Por que o Novo Testamento não
menciona isso? O Novo Testamento não o menciona porque isso nunca aconteceu. Por essa
razão eles tentam engendrar meras abstrações, produtos de vãs imaginações, porque não há
nenhuma passagem que ensine esse deserdar das promessas da terra a Israel.

Quando pensamos sobre a reunião e o restabelecimento mundiais, sem precedentes, da nação


de Israel, deveríamos imediatamente fazer as seguintes perguntas: “Por que Deus traria o povo
judeu de volta à sua terra natal, restabelecê-lo-ia como nação, se ele não tivesse qualquer futuro
naquela terra? Por que Apocalipse 12 fala de Israel naquela terra durante a Tribulação? Por que
Paulo fala da corrupção do Templo de Deus pelo homem da iniqüidade em 2 Tessalonicenses 2
se não haverá uma reconstrução do Templo em Jerusalém?”.

O Templo ocupará seu espaço em Jerusalém. Por que Jesus retornará a Jerusalém em Sua
segunda vinda se está correto que a OLP esteja no comando daquele pedaço de chão? Por que
haverá 144.000 testemunhas judias, 12.000 de cada uma das doze tribos de Israel, se os judeus
foram removidos da terra? E o que dizer das duas testemunhas que ministrarão em Jerusalém
durante quarenta e dois meses ou três anos e meio?
Deus não rejeitou – e não rejeitará – Seu povo. Israel é verdadeiramente o “supersinal” de Deus
sobre o final dos tempos. Israel é o estopim do barril de pólvora para o conflito mundial final. E, ao
mesmo tempo, em quase dois mil anos, o estopim está começando a entrar em combustão. O
sionismo e o sionismo cristão têm sido instrumentos usados por Deus na história para fazer a
bola de neve rolar ladeira abaixo e agora ela já não pode mais ser impedida. Parece que, a cada
dia que passa, Israel e as nações se tornam mais alinhadas no rumo que tomarão durante a
iminente Tribulação. Mesmo assim, muitos se tornaram cegos pelo chamado “entendimento
espiritual” do Novo Testamento.

Milhares de anos atrás, o profeta judeu Isaías registrou um cântico profético de louvor que nos diz
muito sobre o futuro deste mundo e sobre nosso destino pessoal.

Cada país tem o seu Hino Nacional. Este caracteriza a respectiva nação e expressa a alma do
seu povo. O Hino Nacional é respeitado; normalmente ele é executado com reverência e
expressa a atenção e aceitação mútuas em eventos oficiais e esportivos.

O Hino Nacional de Israel chama-se Hatikvah e significa “A Esperança”. Ele se tornou o hino
oficial do Movimento Sionista em 1897 e, com a criação do Estado de Israel em 1948, tornou-se o
seu Hino Nacional. Ele diz o seguinte:

Enquanto no coração
viver uma alma judia
e para frente, ao oriente,
o olhar se voltar para Sião,
nossa esperança não está perdida,
a esperança de dois mil anos,
de ser um povo livre, na nossa terra,
na terra de Sião e em Jerusalém!

Isaías 12 poderia – em sinal de agradecimento pela salvação – ser o futuro Hino Nacional de
Israel. Esse hino é cantado por um Israel liberto depois de ter passado pela última grande
tribulação, depois que o Senhor se revelou em sua glória e livrou o seu povo da opressão para,
então, governar Israel pessoalmente.

Isaías 12 precisa ser observado em conjunto com o capítulo 11, pois Isaías 12 inicia com as
palavras: “Naquele dia...”. Isso quer dizer que o cântico será cantado quando Isaías 11 tiver
acontecido. Por isso precisamos primeiramente nos aprofundar um pouco mais em Isaías 11. No
entanto, não poderei me aprofundar em todos os aspectos, mas somente naqueles que são os
mais importantes para este tema.
“Um ramo surgirá do tronco de Jessé, e das suas raízes brotará um renovo. O Espírito do Senhor
repousará sobre ele, o Espírito que dá sabedoria e entendimento, o Espírito que traz conselho e
poder, o Espírito que dá conhecimento e temor do Senhor. E ele se inspirará no temor do Senhor.
Não julgará pela aparência, nem decidirá com base no que ouviu; mas com retidão julgará os
necessitados, com justiça tomará decisões em favor dos pobres. Com suas palavras, como se
fossem um cajado, ferirá a terra; com o sopro de sua boca matará os ímpios. A retidão será a
faixa de seu peito, e a fidelidade o seu cinturão” (Is 11.1-5).

Nesses versículos, a primeira e a segunda vinda de Jesus são interligadas. Aquilo que está
separado por milhares de anos aqui é revelado, sem transição alguma, em um quadro somente.
Isso não é um caso isolado tratando-se da profecia bíblica.

“Um ramo surgirá do tronco de Jessé, e das suas raízes brotará um renovo” (v. 1). Essa
afirmação sem dúvida aponta para o Messias de Israel – Jesus Cristo. Nos evangelhos, Jesus
nunca é denominado “Jesus de Belém”, mesmo que se soubesse que o Messias nasceria em
Belém com base em Miqueias 5.2. Mesmo assim, de maneira singular, o Senhor era chamado de
“Jesus de Nazaré”, porque ele viveu em Nazaré até seu 30º ano de vida. Vemos, assim, a
exatidão da profecia bíblica. A palavra hebraica para “ramo” ou “renovo” é nezer. Jesus é
o Nezer, o Nazareno da casa de Davi, em Belém. Desse modo, cumprem-se duas profecias de
uma só vez.

Com referência a Belém, ele seria da casa de Davi. Sabemos que Belém também é chamada de
“cidade de Davi” (Lc 2.11). Com o nascimento de Jesus em Belém, cumpriu-se a profecia de
Miqueias 5.2 proferida no século 8 a.C. Quando o rei Herodes reuniu os maiorais dos sacerdotes
e escribas, perguntando-lhes onde o Rei dos Judeus deveria nascer, eles responderam: “Em
Belém da Judeia; pois assim escreveu o profeta: ‘Mas tu, Belém, da terra de Judá, de forma
alguma és a menor em meio às principais cidades de Judá; pois de ti virá o líder que, como
pastor, conduzirá Israel, o meu povo’” (Mt 2.5-6).
Com referência a Nazaré, de acordo com a palavra profética, ele seria um “ramo” do “tronco de
Jessé”, e Jessé era o pai de Davi. Quando José estava no Egito, para onde havia fugido com a
sua família porque Herodes buscava tirar a vida do Menino, ele recebeu a ordem de voltar para
Israel depois que Herodes havia morrido. José obedeceu, e lemos sobre isso: “... e foi viver numa
cidade chamada Nazaré. Assim cumpriu-se o que fora dito pelos profetas: ‘Ele será chamado
Nazareno’” (Mt 2.23).

A genealogia de Jesus deixa claro que ele de fato provém da descendência de Davi. É o que
lemos no primeiro versículo do Novo Testamento: “Registro da genealogia de Jesus Cristo, filho
de Davi, filho de Abraão” (Mt 1.1). E, quase no final da Bíblia, o próprio Senhor Jesus exaltado
diz: “Eu sou a Raiz e o Descendente de Davi, e a resplandecente Estrela da Manhã” (Ap 22.16).

“O Espírito do Senhor repousará sobre ele, o Espírito que dá sabedoria e entendimento, o Espírito
que traz conselho e poder, o Espírito que dá conhecimento e temor do Senhor” (Is 11.2). Tendo
em vista o Messias, Moisés precisou mandar confeccionar o candelabro com 7 braços (Menorá)
para colocá-lo no Tabernáculo (Êx 37.17ss). O candelabro deveria ser feito em uma só peça, com
três braços para cada lado, formando um conjunto de 7 lâmpadas. Aqui Isaías descreve o
significado profético sétuplo, simbolizando o Messias. Sobre ele repousará:

O espírito do Senhor;
O espírito da sabedoria;
O espírito do entendimento;
O espírito do conselho;
O espírito do poder;
O espírito do conhecimento;
O espírito do temor do Senhor.

O Apocalipse complementa exatamente neste sentido, que os sete espíritos de Deus pertencem
ao Cordeiro, isto é, que nele reside a plenitude do Espírito Santo: “Depois vi um Cordeiro, que
parecia ter estado morto, em pé, no centro do trono, cercado pelos quatro seres viventes e pelos
anciãos. Ele tinha sete chifres e sete olhos, que são os sete espíritos de Deus enviados a toda a
terra” (Ap 5.6).

“E ele se inspirará no temor do Senhor. Não julgará pela aparência, nem decidirá com base no
que ouviu; mas com retidão julgará os necessitados, com justiça tomará decisões em favor dos
pobres. Com suas palavras, como se fossem um cajado, ferirá a terra; com o sopro de sua boca
matará os ímpios” (Is 11.3-4).

Quando Jesus veio pela primeira vez ao nosso mundo, ele fez exatamente o que Isaías anunciou
aqui:
Ele teve prazer no temor do Senhor: “Então eu disse: Aqui estou, no livro está escrito a meu
respeito; vim para fazer a tua vontade, ó Deus” (Hb 10.7). Jesus foi batizado para cumprir a
vontade de Deus (Mt 3.15). A sua “comida” era fazer a vontade do Pai (Jo 4.34).

Ele não se deixou influenciar pelas pessoas, nem mesmo pelos fariseus e doutores da lei: que
“enviaram-lhe seus discípulos junto com os herodianos, que lhe disseram: ‘Mestre, sabemos que
és íntegro e que ensinas o caminho de Deus conforme a verdade. Tu não te deixas influenciar por
ninguém, porque não te prendes à aparência dos homens’” (Mt 22.16). Assim, Jesus não tinha
necessidade de que alguém lhe falasse algo a respeito de outras pessoas, “pois ele bem sabia o
que havia no homem” (Jo 2.25).

Ele trouxe justiça para os humildes e pobres e proferiu juízos isentos de partidarismo. “O Espírito
do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu para pregar boas novas aos pobres. Ele me
enviou para proclamar liberdade aos presos e recuperação da vista aos cegos, para libertar os
oprimidos” (Lc 4.18). Nesse sentido, podemos lembrar... da mulher no poço de Jacó; da mulher
que seria apedrejada; do paralítico que era carregado por seus amigos; da mulher que lavou os
pés de Jesus; de Pedro; do malfeitor na cruz.

Isaías também falou diretamente sobre a volta de Jesus, ao profetizar: “... Com suas palavras,
como se fossem um cajado, ferirá a terra; com o sopro de sua boca matará os ímpios. A retidão
será a faixa de seu peito, e a fidelidade o seu cinturão” (Is 11.4-5). Pelo fato de Jesus não ter feito
isso na sua primeira vinda, certamente isso se refere à sua segunda vinda. Isso significa:

“Com suas palavras, como se fossem um cajado, ferirá a terra.” Essa verdade é mencionada três
vezes no Apocalipse. “De sua boca sai uma espada afiada, com a qual ferirá as nações. ‘Ele as
governará com cetro de ferro.’ Ele pisa o lagar do vinho do furor da ira do Deus todo-poderoso”
(Ap 19.15; ver tb. Ap 1.16; 2.16).

“... com o sopro de sua boca matará os ímpios.” Esse juízo recairá primeiramente sobre o
Anticristo: “Então será revelado o perverso, a quem o Senhor Jesus matará com o sopro de sua
boca e destruirá pela manifestação de sua vinda” (2Ts 2.8).

“A retidão será a faixa de seu peito, e a fidelidade o seu cinturão.” Em Apocalipse 19.11 e 13, o
apóstolo João confirma: “Vi os céus abertos e diante de mim um cavalo branco, cujo cavaleiro se
chama Fiel e Verdadeiro. Ele julga e guerreia com justiça... e o seu nome é Palavra de Deus”. Em
Apocalipse 19.16 lemos: “Em seu manto e em sua coxa está escrito este nome: REI DOS REIS E
SENHOR DOS SENHORES”.

Os versículos que seguem a passagem de Isaías 11.1-5 contém o cumprimento de um sonho da


humanidade. Esse sonho pode ser concretizado única e exclusivamente pelo Messias. Somente
ele poderá executar a justiça, e o fará, conforme está descrito nos primeiros versículos desse
capítulo. Ele é a Justiça, a qual ele realizou em sua primeira vinda, através da sua morte e
ressurreição, e a executará em sua volta: “A retidão será a faixa de seu peito, e a fidelidade o seu
cinturão” (v. 5). Na sequência, consta:

“O lobo viverá com o cordeiro, o leopardo se deitará com o bode, o bezerro, o leão e o novilho
gordo pastarão juntos; e uma criança os guiará. A vaca se alimentará com o urso, seus filhotes se
deitarão juntos, e o leão comerá palha como o boi. A criancinha brincará perto do esconderijo da
cobra, a criança colocará a mão no ninho da víbora. Ninguém fará nenhum mal, nem destruirá
coisa alguma em todo o meu santo monte, pois a terra se encherá do conhecimento do Senhor
como as águas cobrem o mar” (Is 11.6-9).

Para muitas pessoas esses versículos parecem ser um conto de fadas; é algo lindo demais para
ser verdade. Elas não conseguem absorvê-los de maneira lógica porque, em toda sua vida,
observaram ou vivenciaram somente coisas ruins ou destrutivas. Mesmo assim, a gente sonha
com um mundo desses.

Isaías 11 descreve uma era de ouro real, na qual animais ferozes e venenosos se tornaram
inofensivos, não se matarão entre si e em que o leão comerá pasto; uma época em que as
crianças poderão brincar sem terem medo desses animais, onde não haverá mais terror e guerra,
nem no Oriente Médio, nem através do mundo...!

No Novo Testamento, esta verdade é confirmada pelo apóstolo Paulo: “A natureza criada
aguarda, com grande expectativa, que os filhos de Deus sejam revelados. Pois ela foi submetida
à inutilidade, não pela sua própria escolha, mas por causa da vontade daquele que a sujeitou, na
esperança de que a própria natureza criada será libertada da escravidão da decadência em que
se encontra, recebendo a gloriosa liberdade dos filhos de Deus. Sabemos que toda a natureza
criada geme até agora, como em dores de parto” (Rm 8.19-22).

Do mesmo modo como as dores de parto de uma mulher prenunciam a chegada de uma nova
vida, assim as “dores de parto” da tribulação introduzirão o novo nascimento da criação: “Jesus
lhes disse: ‘Digo a vocês a verdade: Por ocasião da regeneração de todas as coisas, quando o
Filho do homem se assentar em seu trono glorioso, vocês que me seguiram também se
assentarão em doze tronos, para julgar as doze tribos de Israel’” (Mt 19.28). Não devemos perder
de vista que, assim como toda a criação caiu em Adão, assim ela será totalmente restaurada em
Jesus. Deus nunca abandona uma obra em andamento (Rm 5.12-21)!

“Naquele dia, as nações buscarão a Raiz de Jessé, que será como uma bandeira para os povos,
e o seu lugar de descanso será glorioso” (Is 11.10). Essas palavras mostram como os povos
pagãos buscarão pelo Senhor, por aquele que é a Raiz de Jessé; por aquele que é o
Descendente de Davi. E eles serão conduzidos para o seu descanso. Isso se cumpre em
Apocalipse 22.16: “Eu sou a Raiz e o Descendente de Davi, e a resplandecente Estrela da
Manhã”. Para tudo isso, Deus estabeleceu um sinal, ou seja, o reagrupamento e a restauração de
Israel.

“Naquele dia, o Senhor estenderá o braço pela segunda vez para reivindicar o remanescente do
seu povo que for deixado na Assíria, no Egito, em Patros, na Etiópia, em Elão, em Sinear, em
Hamate e nas ilhas do mar. Ele erguerá uma bandeira para as nações afim de reunir os exilados
de Israel; ajuntará o povo disperso de Judá desde os quatro cantos da terra” (Is 11.11-12).
Observemos a afirmação: “... estenderá o braço pela segunda vez”. Para quê? Para reunir Israel.
Em ambas as ocasiões, trata-se de um remanescente do povo judeu que é trazido da dispersão
de volta para a sua pátria. Assim, Isaías está se referindo a dois eventos futuros:

Na primeira vez, isso aconteceu através do decreto de Ciro, o rei da Pérsia, que libertou Israel do
cativeiro babilônico e, assim, já é parte da história (Ed 1.1ss).

Na segunda vez, Israel será trazido de volta a partir da dispersão através do mundo, pois está
escrito: “... desde os quatro cantos da terra”. Esse retorno do povo, vindo de todo o mundo, é um
sinal de Deus para as nações!

O retorno dos judeus para a sua pátria serve de sinal para finalidades bem específicas:

– É um sinal para a veracidade da Palavra de Deus, um sinal para o final dos tempos. Assim, não
podemos excluir Israel de nossa mensagem.

– É um sinal de alerta para as nações com relação à sua postura diante de Israel, pois aponta
diretamente para a ação de Deus. As nações não podem afirmar que Israel não tem mais
importância alguma, pois o reagrupamento de Israel prova justamente o contrário. Quem se
posiciona contra Israel, posiciona-se contra o agir de Deus. Assim, as nações não têm desculpas.

– Serve de sinal condicional para o desenrolar dos últimos acontecimentos proféticos, como por
exemplo os eventos do Apocalipse.

– É um sinal para o juízo vindouro, para a derradeira restauração espiritual de Israel, para a volta
do Messias e para a renovação da criação. Em última análise, é justamente este o motivo pelo
qual a grandiosa ONU está tão nervosa por causa do pequeno Israel. Em Israel vivem apenas 8,2
milhões de pessoas, e isso equivale a 0,1 por cento da população mundial. Apesar disso, Israel
reiteradamente é responsável pelas maiores manchetes e preocupa a ONU. O fato de que Deus
estabeleceu esse pequeno povo como sinal para as nações causa alvoroço e se assemelha à
areia em uma engrenagem. Esse sinal demonstra: ele ainda existe, o Deus vivo e Onipotente! E é
por isso que o seu povo também existe ainda. “O ciúme de Efraim desaparecerá, e a hostilidade
de Judá será eliminada; Efraim não terá ciúme de Judá, nem Judá será hostil a Efraim. Eles se
infiltrarão pelas encostas da Filístia, a oeste; juntos saquearão o povo do leste. Porão as mãos
sobre Edom e Moabe, e os amonitas lhes estarão sujeitos. O Senhor fará secar o golfo do mar do
Egito; com um forte vento varrerá com a mão o Eufrates, e o dividirá em sete riachos, para que se
possa atravessá-lo de sandálias. Haverá uma estrada para o remanescente do seu povo que for
deixado na Assíria, como houve para Israel quando saiu do Egito” (Is 11.13-16). Esses versículos
descrevem como Israel, no futuro, supervisionará todas as nações; de como será cabeça das
nações sob o governo do Messias. Após essa visão geral sobre os acontecimentos que estão
estreitamente ligados com esse cântico de gratidão de Israel, nos dirigimos agora para esse hino
de gratidão.

“Naquele dia, você dirá: ‘Eu te louvarei, Senhor! Pois estavas irado contra mim, mas a tua ira
desviou-se, e tu me consolaste. Deus é a minha salvação; terei confiança e não temerei. O
Senhor, sim, o Senhor é a minha força e o meu cântico; ele é a minha salvação!’ Com alegria
vocês tirarão água das fontes da salvação. Naquele dia, vocês dirão: ‘Louvem o Senhor,
invoquem o seu nome; anunciem entre as nações os seus feitos, e façam-nas saber que o seu
nome é exaltado. Cantem louvores ao Senhor, pois ele tem feito coisas gloriosas, sejam elas
conhecidas em todo o mundo. Gritem bem alto e cantem de alegria, habitantes de Sião, pois
grande é o Santo de Israel no meio de vocês’” (Is 12.1-6).

Esses versículos lembram o louvor de Paulo, escrito no final de Romanos 11. Depois de
apresentar a maneira maravilhosa como Deus agiu com Israel, Paulo louva a Deus pela
profundidade da sua riqueza de sabedoria, pelos seus juízos insondáveis e por seus caminhos
inescrutáveis (Rm 11.33-36). Assim, Isaías 11 e 12 são quase um equivalente no Antigo
Testamento para Romanos 11. Sabemos, com base nas Escrituras, que antes da volta de Jesus
Israel passará por um período de tribulação e, assim, é submetido à ira e ao juízo de Deus.
Referente a isso, lemos em Apocalipse 6.16-17: “Eles gritavam às montanhas e às rochas:
‘Caiam sobre nós e escondam-nos da face daquele que está assentado no trono e da ira do
Cordeiro! Pois chegou o grande dia da ira deles; e quem poderá suportar?’” (ver tb. Sf 2.2). Eles,
no entanto, não farão acusações para Deus, nem recriminações, mas o louvarão e glorificarão:
“Naquele dia, você dirá: ‘Eu te louvarei, Senhor! Pois estavas irado contra mim, mas a tua ira
desviou-se, e tu me consolaste’” (Is 12.1). A tribulação, finalmente, servirá ao propósito de salvar
Israel. Acontece que, durante a tribulação, suas forças serão destruídas, de maneira que será
receptível para a salvação de Deus.

Um mensageiro divino esclareceu isso ao profeta Daniel: “Haverá um tempo, dois tempos e meio
tempo. Quando o poder do povo santo for finalmente quebrado, todas essas coisas se cumprirão”
(Dn 12.7). Trata-se exatamente da mesma época indicada no Apocalipse (Ap 11.2-3; 12.6,14;
13.5-7). O Anticristo recebe permissão para destruir o poder do povo de Israel durante três anos e
meio. Isso vai empurrar Israel para os braços salvadores de Deus.

Então a ira de Deus se transformará e Israel será consolado. Israel finalmente terá a experiência
de reconhecer que Jesus é sua salvação (Redentor, Salvador): “Deus é a minha salvação... ele é
a minha salvação!” (Is 12.2). A palavra “salvação” em hebraico é “yesh’a, yeshu’ah, teshu’a, de
onde deriva o nome Je(ho)shua, Josua = grego. Jesus, ‘o Senhor/Yahweh é Salvador’”. Por isso
Deus ordenou a José, quanto ao nascimento do Messias: “... você deverá dar-lhe o nome de
Jesus” (Mt 1.21).

No momento em que Israel depositar sua confiança no Messias Yeshua, e ele se tornar a
salvação de Israel, fluirão rios de água viva: “Com alegria vocês tirarão água das fontes da
salvação” (Is 12.3). Também para isso encontramos as respectivas indicações nos eventos do
Apocalipse: “Pois o Cordeiro que está no centro do trono será o seu Pastor; ele os guiará às
fontes de água viva. E Deus enxugará dos seus olhos toda lágrima” (Ap 7.17). “Então o anjo me
mostrou o rio da água da vida que, claro como cristal, fluía do trono de Deus e do Cordeiro” (Ap
22.1).

O resultado dessa experiência será que os judeus do reino messiânico se tornarão um povo
missionário que proclamará a glória de Deus na terra: “Naquele dia, vocês dirão: ‘Louvem o
Senhor, invoquem o seu nome; anunciem entre as nações os seus feitos, e façam-nas saber que
o seu nome é exaltado. Cantem louvores ao Senhor, pois ele tem feito coisas gloriosas, sejam
elas conhecidas em todo o mundo’” (Is 12.4-5).

Ao término de tudo, esse povo sofrido terá um final feliz, quando esse Senhor for o Grande entre
eles, esse que Israel outrora expulsou de seu meio, mas para quem agora se converteu: “Gritem
bem alto e cantem de alegria, habitantes de Sião, pois grande é o Santo de Israel no meio de
vocês” (v. 6; ver Ap 7). Diante disso, podemos somente orar: “Maranata! Vem, Senhor Jesus!”.

"Não temas, ó vermezinho de Jacó, povozinho de Israel; eu te ajudo, diz o Senhor, e o teu
Redentor é o Santo de Israel" (Is 41.14).

Uma promessa maravilhosa! Mas onde, como e quando esta ajuda para Israel pode ser
encontrada hoje? Talvez, com os EUA? Não! Ou talvez com Deus, que permitiu o Holocausto e
deixou ocorrer a "intifada" (rebelião dos palestinos)? Os inimigos, cegos de ódio, não poupam
nenhum sacrifício, nem a própria vida para espezinhar o "vermezinho de Jacó" e provocar uma
"solução final" para poder estabelecer o chamado Estado Palestino. E isso em Eretz Israel (a
terra de Israel)! O mundo sem Deus prefere crer numa mentira histórica, ao invés de crer na
Palavra de Deus eternamente válida.

Lembremo-nos mais uma vez do que Deus diz do "vermezinho de Jacó": "Porque tu és povo
santo ao Senhor, teu Deus; o Senhor, teu Deus, te escolheu, para que lhe fosses o seu povo
próprio, de todos os povos que há sobre a terra. Não vos teve o Senhor afeição, nem vos
escolheu porque fôsseis mais numerosos do que qualquer povo, pois éreis o menor de todos os
povos, mas porque o Senhor vos amava e, para guardar o juramento que fizera a vossos pais, o
Senhor vos tirou com mão poderosa e vos resgatou da casa da servidão, do poder de Faraó, rei
do Egito" (Dt 7.6-8).

Do "vermezinho de Jacó" brotou Davi, o "Meleque (= rei) de Israel", que escolheu ser pequeno e
humilde diante de Deus. Pela graça de Deus ele pôde subir ao "trono de Davi" como rei terreno e
precursor do eterno Rei da Paz, Jesus Cristo.

Deus não escolhe quem busca poder, status e fama. Pelo contrário: "Deus escolheu as coisas
loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para
envergonhar as fortes" (1 Co 1.27). Esse é um princípio divino, que se estende por todo o Plano
de Salvação.

"Palestina", como Israel é chamado por muitos hoje, é uma designação falsa, pois essa palavra é
uma derivação de "pelishtim" ou "Filístia". Na verdade Israel foi oprimido temporariamente
pelo "povo do mar", os filisteus, mas os conhecedores da Bíblia sabem que Davi acertou as
contas com Golias e os filisteus foram vencidos. Em tempo algum a terra de Israel pertenceu aos
filisteus ou aos palestinos. Os moradores da terra, antes que Israel a ocupasse, foram as
gerações dos cananeus: "Canaã gerou a Sidom, seu primogênito, e a Hete, e aos jebuseus, aos
amorreus, aos girgaseus, aos heveus, aos arqueus, aos sineus, aos arvadeus, aos zemareus e
aos hamateus; e depois se espalharam as famílias dos cananeus. E o limite dos cananeus foi
desde Sidom, indo para Gerar, até Gaza, indo para Sodoma, Gomorra, Admá e Zeboim, até Lasa"
(Gn 10.15-19), e a terra se chamava Canaã. "Habitou Abrão na terra de Canaã; e Ló, nas cidades
da campina e ia armando as suas tendas até Sodoma" (Gn 13.12). Depois que Ló havia se
separado de Abraão, este recebeu novamente uma confirmação da parte de Deus: "Ergue os
olhos e olha desde onde estás para o norte, para o sul, para o oriente e para o ocidente; porque
toda essa terra (Canaã) que vês, eu ta darei, a ti e à tua descendência, para sempre" (Gn 13.14-
15).

Quando Israel entrou em Canaã, Josué recebeu a ordem divina: "Moisés, meu servo, é morto;
dispõe-te, agora, passa este Jordão, tu e todo este povo, à terra que eu dou aos filhos de Israel.
Todo lugar que pisar a planta do vosso pé, vo-lo tenho dado, como eu prometi a Moisés" (Js 1.2-
3). Depois de quarenta anos de peregrinação pelo deserto, a terra de Canaã foi a pátria de Israel
durante 1.500 anos até a destruição do templo no ano 70 d.C. Então Israel foi espalhado entre os
povos – até que no ano de 1948, foi-lhe novamente concedida uma pátria por decisão da ONU,
mas com a imposição (infeliz) de dividi-la com os árabes.

Mas de onde vem, então, o nome Palestina? O imperador romano Adriano, que odiava os judeus
e os cristãos, deu esse nome à terra no ano de 135 d.C., com a intenção de que não se fizesse
mais referência "ao nome Judéia de Israel". Assim foi cunhado o falso nome "Palestina" e ele
ficou sendo usado desde então. Infelizmente, até as sociedades bíblicas aceitaram essa falsa
denominação e a usaram nos mapas em diversas Bíblias: Palestina, ao invés de Canaã.
Aqueles que atualmente se chamam de palestinos são árabes, sejam eles muçulmanos ou
cristãos. No fundo a polêmica atual entre árabes e judeus (Israel) não é um problema étnico nem
político, mas um problema religioso.

Aqueles que atualmente se chamam de palestinos são árabes, sejam eles muçulmanos ou
cristãos. No fundo a polêmica atual entre árabes e judeus (Israel) não é um problema étnico nem
político, mas um problema religioso. E por isso, na verdade, somente a Bíblia pode mostrar o
caminho certo para a solução do conflito.

Israel (= Jacó) é uma designação que se refere tanto ao povo como também à terra. Povo e terra
formam uma unidade inseparável. Desta forma, a terra deve pertencer aos palestinos, ou seja,
aos árabes? Jamais, pois o próprio Deus garante que ela pertence a Israel. As nações deveriam
prestar atenção àquilo que Deus diz do Seu "vermezinho Israel" e como Ele o protege: "Porque
aquele que tocar em vós toca na menina do seu olho" (Zc 2.8b).

A história trágica de Israel mostra que desde o início da sua existência foi oprimido continuamente
por poderes inimigos e até ameaçado pelo holocausto. Holocausto significa extermínio em massa,
extinção, solução final do problema judeu. Isso já começou antigamente no Egito com Faraó, que
tentou dizimar os hebreus. Mas tão certo como Faraó e seus exércitos se afogaram no Mar
Vermelho, também Deus acertará as contas com os atuais inimigos de Israel. Naquele tempo
ainda era um único inimigo que ameaçava a Israel, hoje são as nações. Desde 1948 Israel foi
envolvido em cinco guerras, às quais sobreviveu vitoriosamente. Hoje um dos seus principais
inimigos, que usa pedras, punhais e bombas, está bem no meio do seu território. Contra isso é
difícil usar tanques, ou aviões. Por meio de guerras e atos terroristas morreram milhares de
israelenses desde a fundação do Estado, e a desejada paz desvanece cada vez mais para
o "vermezinho de Jacó". Altos dignitários da política vêm a Israel e se atrevem a dar "bons"
conselhos e exortações, dizendo que os judeus deveriam ceder territórios. Mas nada nem
ninguém anula as promessas que Deus deu a Jacó: "Disse-lhe Deus: O teu nome é Jacó. Já não
te chamarás Jacó, porém Israel será o teu nome. E lhe chamou Israel. Disse-lhe mais: Eu sou o
Deus Todo-Poderoso; sê fecundo e multiplica-te; uma nação e multidão de nações sairão de ti, e
reis procederão de ti. A terra que dei a Abraão e a Isaque dar-te-ei a ti e, depois de ti, à tua
descendência" (Gn 35.10-12). Mas nem o povo como um todo nem o governo se firma nessa
promessa, e infelizmente segue o caminho da "angústia de Jacó", conforme Jeremias 30.7-
10: "Ah! Que grande é aquele dia, e não há outro semelhante! É tempo de angústia para Jacó;
ele, porém, será livre dela. Naquele dia, diz o Senhor dos Exércitos, eu quebrarei o seu jugo de
sobre o teu pescoço e quebrarei os teus canzis; e nunca mais estrangeiros farão escravo este
povo, que servirá ao Senhor, seu Deus, como também a Davi, seu rei, que lhe levantarei. Não
temas, pois, meu servo, Jacó, diz o Senhor, nem te espantes, ó Israel; pois eis que te livrarei das
terras de longe e à tua descendência, da terra do exílio; Jacó voltará e ficará tranqüilo e em
sossego; e não haverá quem o atemorize".

Nosso coração anseia por isso! A nossa oração sempre deve ser que, sem demora, Israel seja
conduzido ao encontro do destino que Deus planejou para ele! Para isso é preciso ter fé baseada
nas Escrituras e perseverança, não se deixando determinar pelo mal e pelo que é atualmente
visível, mas sim, firmando-se nas imutáveis promessas de Deus!

Deus o chama de "vermezinho de Jacó". O Israel moderno – e "vermezinho de Jacó", será que
isso combina? Ou Deus deveria fazer uma correção e mudar-lhe o nome? Com essa humilde
terminologia divina ofenderíamos Israel diretamente. No máximo, esta expressão talvez possa ser
engolida nas piadas judaicas ou no humor do escritor satírico israelense Ephraim Kishon. Israel
se orgulha dos seus progressos tecnológicos. E não só por isso, pois em todas as áreas os
judeus realizam coisas inovadoras. Por exemplo, em tempo recorde eles criaram um jardim florido
e belas cidades nas areias do deserto. Não se consegue enumerar tudo o que eles estão
conseguindo e realizando. E nós nos admiramos e nos alegramos com o seu sucesso, e
naturalmente também porque foram vitoriosos nas cinco guerras, das quais se viram obrigados a
participar. E se houver guerra novamente, Israel está preparado – e como!

Contudo, falta o essencial ao povo de Deus hoje: a confiança no Deus de seus pais Abraão,
Isaque e Jacó. Israel quer ser como todos os outros povos e esquece o seu Deus. Por isso, hoje
em dia, há medo e perplexidade por toda parte. Alastram-se a anarquia e a imoralidade em Israel
como acontece nas outras nações. No Knesset (Parlamento) ninguém se levanta e chama ao
retorno para o Deus dos pais. Para onde isso vai levar? Para a "angústia de Jacó", a Grande
Tribulação. Só se pode implorar: "Senhor, tenha misericórdia deles e abrevie esse tempo!" O
próprio Deus é fiador da salvação e do renascimento de Israel, que o Messias, Yeshua, Jesus
Cristo, trará. Então se cumprirá o que está escrito: "Eu, o Senhor, te chamei em justiça; tomar-te-
ei pela mão, e te guardarei, e te farei mediador da aliança com o povo e luz para os gentios" (Is
42.6). Por isso: nós, que amamos o judeu Jesus, formemos uma muralha de orações ao redor
do "vermezinho de Jacó"! Assim o problema com os vizinhos de Israel, hoje ainda inimigos, estará
resolvido: "Bendito seja o Egito, meu povo, e a Assíria, obra das minhas mãos, e Israel, minha
herança" (Is 19.25b).

Com absoluta certeza o "vermezinho de Jacó" pode contar com a ajuda do Senhor, pois seu
Redentor, o próprio Santo de Israel, comprometeu-se com Sua promessa: "Desposar-te-ei comigo
para sempre; desposar-te-ei comigo em justiça, e em juízo, e em benignidade, e em
misericórdias; desposar-te-ei comigo em fidelidade, e conhecerás ao Senhor" (Os 2.19-20).

Naquele tempo, segundo o direito judaico, o noivado era bem mais significativo do que nos
costumes do Ocidente. Um casal de noivos ficava comprometido um com o outro, pois o noivo
pagava um dote por ocasião do noivado. Com isso o acordo estava selado. Em que consiste o
dote em relação a Israel? "Em justiça, em juízo, e em benignidade e em misericórdias... e em
fidelidade!" Qual é o fundamento de um noivado? Evidentemente é o amor! Além disso, o Senhor
ainda lhes deu Seu Filho unigênito. Portanto, o que mais Israel pode esperar de Deus?
Encontramos a resposta em Romanos 11.29: "Porque os dons e a vocação de Deus são
irrevogáveis" e: "se somos infiéis, ele permanece fiel, pois de maneira nenhuma pode negar-se a
si mesmo" (2 Tm 2.13).

Deus cumpriu Seu juramento e continua cumprindo-o. – E Israel? "Veio para o que era seu, e os
seus não o receberam" (Jo 1.11). E: "Não queremos que este reine sobre nós" (Lc 19.14b). Que
tragédia para a própria desgraça! Que grande ofensa a Deus e a Seu Filho! Como deve ter sido
dolorosa para Eles a recusa desse amor! Ouvimos como um lamento: "Estendi as mãos todo dia
a um povo rebelde, que anda por caminho que não é bom, seguindo os seus próprios
pensamentos" (Is 65.2). Por isso Israel ainda tem de passar pelo juízo redentor, pois Deus diz por
meio de Samuel: "Se, porém, não derdes ouvidos à voz do Senhor, mas, antes, fordes rebeldes
ao seu mandado, a mão do Senhor será contra vós outros, com foi contra vossos pais" (1 Sm
12.15). – "Eis que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar; nem surdo o
seu ouvido, para não poder ouvir. Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o
vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça" (Is 59.1-
2).

Poderíamos continuar jogando sobre Israel muitas outras passagens bíblicas que falam de
condenação. Esta é a nossa tarefa? De maneira nenhuma! Isso não compete a nós! Nesse
sentido nos chama a atenção a insistente exortação do apóstolo Paulo: "Não te ensoberbeças,
mas teme. Porque, se Deus não poupou os ramos naturais, também não te poupará" (Rm 11.20b-
21). Por acaso será que nós temos sido continuamente fiéis ao Senhor? Infelizmente, não! Somos
nós melhores do que o "vermezinho de Jacó?" De modo algum! É vergonhoso constatar que o
anti-semitismo não se alastra apenas nos círculos políticos, mas até em igrejas isso tem
acontecido – e contagiado membros de grupos cristãos.

Desde a escolha de Israel, como povo de propriedade de Deus, o inimigo tem sempre procurado
destruí-lo. Ele costuma usar dirigentes políticos como Hitler, Nasser, Kaddafi, Yasser Arafat, mas
também a imprensa de esquerda. O Holocausto começou com Faraó. Na peregrinação pelo
deserto foi o rei Balaque que usou os serviços do renomado adivinho e "vidente" Balaão. Este era
uma sumidade no terreno do ocultismo. Balaão deveria amaldiçoar Israel por meio de suas
temidas maldições mágicas, o que falhou apesar de diversas tentativas. Contra a vontade de
Balaque e Balaão, ao invés de maldição, esse falso profeta teve de pronunciar as mais gloriosas
palavras de bênção: "Benditos os que te abençoarem, e malditos os que te amaldiçoarem... uma
estrela procederá de Jacó, de Israel subirá um cetro" (Nm 24.9b e 17a).

A história de Israel, em muitos trechos, é uma história de sofrimentos trágicos. Finalmente houve
na Suíça e em alguns outros países uma disposição para rever a História e ressarcir danos
materiais às vítimas do Holocausto e seus descendentes, e se fala de revisar o passado. Mas
além disso também seria importante revisar a História de Israel, sua origem e suas promessas
como são ensinadas em escolas e universidades. Para isso, porém, seria necessário estudar a
Bíblia! Como, entretanto, as nações e seus dirigentes estão cegos e não têm mais compromisso
com a Bíblia, continuam presos à velha e antiga culpa, que é impossível de ser reparada com
quaisquer bens materiais. Ninguém pode resgatar sua culpa por meio de ouro ou dinheiro! Deus
não aceita nenhuma negociação de indulgências. A Palavra de Deus diz que as nações se
tornaram cegas: "obscurecidos de entendimento, alheios à vida de Deus por causa da ignorância
em que vivem, pela dureza do seu coração" (Ef 4.18).

Alguém que odiava os judeus perguntou a um velho judeu:

"O que você pensa que acontecerá com o seu povo se nós continuarmos perseguindo vocês"? O
judeu respondeu: "Haverá um novo feriado para nós!" "O que você quer dizer com isso?",
perguntou o outro, "como vocês podem ter um novo feriado se continuarmos perseguindo vocês?"
O velho judeu disse: "Veja bem, Faraó quis nos exterminar – e nós recebemos um feriado:
a Páscoa! Hamã quis enforcar Mordecai e exterminar todos os judeus – e nós recebemos um
novo feriado: Purim! Antiôco, o rei da Síria, quis exterminar os judeus. Ele ofereceu um porco ao
deus Júpiter no templo – e Israel recebeu outro feriado: Hanucah! Hitler quis nos exterminar – e
nós recebemos mais um feriado: Yom Ha’atzmaut, o Dia da Independência! Os jordanianos
ocuparam Jerusalém Oriental durante 19 anos, impedindo-nos de orar no Muro das Lamentações,
até que, no ano de 1967, nossos soldados libertaram Jerusalém Oriental. Desde então festejamos
anualmente o Yom Yerushalaym, o Dia de Jerusalém! E caso continuarem nos perseguindo,
receberemos mais feriados da parte de Deus!" E o velho judeu tem razão!

Esta história continua sendo escrita: Israel receberá outro feriado. O monumento já foi levantado.
No mundo inteiro só existe um único monumento a uma guerra que ainda não aconteceu.
Qualquer um tem a oportunidade de vê-lo em Megido, e a placa indicativa diz que, de acordo com
Apocalipse 16.16, Deus reunirá as nações para a guerra em Armagedom. Mas não somente isso.
Também se cumprirá Zacarias 14.12 assim que os inimigos de Israel atacarem Jerusalém, e a
sentença está lavrada: "Esta será a praga com que o Senhor ferirá a todos os povos que
guerrearem contra Jerusalém: a sua carne se apodrecerá, estando eles de pé, apodrecer-se-lhes-
ão os olhos nas suas órbitas, e lhes apodrecerá a língua na boca." Por causa das armas
químicas, esse cenário apocalíptico se torna compreensível. Mas nós cremos na promessa
divina: "Porque eu sou contigo, diz o Senhor, para salvar-te; por isso, darei cabo de todas as
nações entre as quais te espalhei; de ti, porém, não darei cabo, mas castigar-te-ei em justa
medida e de todo não te inocentarei" (Jr 30.11).

Da mesma maneira Deus procedeu com os israelitas na Pérsia. O livro de Ester relata uma
história estranha, que soa como um conto de fadas das mil e uma noites. A vida majestosa e
cheia de pompa do Oriente e as intrigas que faziam parte da corte real da Pérsia são descritas de
maneira muito realista: uma grande parte de Israel não conseguia se decidir a obedecer aos
profetas, Isaías e Jeremias, para deixar a Babilônia e voltar para a sua terra, embora a ordem do
Senhor fosse clara: "Saí da Babilônia, fugi de entre os caldeus" (Is 48.20a), e "Saí do meio dela, ó
povo meu, e salve cada um a sua vida do brasume da ira do Senhor" (Jr 51.45). O período de 70
anos de cativeiro no exílio, conforme os profetas haviam anunciado, estava no fim. O templo
deveria ser novamente edificado em Jerusalém e os sacrifícios reinstituídos. Mas os judeus que
haviam ficado não mostraram nenhuma vontade nesse sentido. Obviamente eles preferiram se
assimilar e se acomodar na terra próspera onde se encontravam. Aí se manifestou novamente a
desobediência obstinada: "Mas o meu povo não me quis escutar a voz, e Israel não me atendeu.
Assim, deixei-o andar na teimosia do seu coração; siga os seus próprios conselhos" (Sl 81.11-
12). Isso teve por conseqüência inevitável: "Mas, porque clamei, e vós recusastes; porque estendi
a mão, e não houve quem atendesse; antes, rejeitastes todo o meu conselho e não quisestes a
minha repreensão, também eu me rirei na vossa desventura, e, em vindo o vosso terror, eu
zombarei" (Pv 1.24-26).

Esta não é uma séria advertência para nós? Quem pensa que sabe tudo melhor e persiste na
teimosia, traz sobre si infortúnio e infelicidade. Foi a grande misericórdia de Deus que fez com
que Ele, assim mesmo, aceitasse Seu povo desesperado e o salvasse para a Sua honra. A Sua
misericordiosa providencial protegeu o resto do povo do aniquilamento total, e Ele também o fará
no futuro! A decisão de Hamã de exterminar os judeus e enforcar Mordecai foi frustrada pelo
corajoso ato da Hadassa (= Ester). "Se morrer, morrerei"! Com essa decisão corajosa ela não
apenas frustrou o plano de Hamã, mas também do rei, agindo em favor do seu povo. E Hamã
experimentou o dito: aquele que prepara uma forca para Israel será pendurado nela!

Mas hoje, quem tem coragem de falar a favor de Israel? Aquele que abençoa Israel será
abençoado! Em memória do maravilhoso livramento da mão de Hamã, Israel festeja a cada ano,
no dia 14 de adar, a Festa de Purim. Todavia, o dia de grande alegria ainda está por vir, pois
Isaías anuncia ao "vermezinho de Jacó": "Em lugar da vossa vergonha, tereis dupla honra; em
lugar da afronta, exultareis na vossa herança; por isso, na vossa terra possuireis o dobro e tereis
perpétua alegria" (Is 61.7).