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A Teoria da Linguagem em Tomás de Aquino


Richard Lazarini

Resumo

Tomás de Aquino, em seu Comentário ao De Interpretatione de Aristóteles, ao tratar do


desenvolvimento da linguagem no homem, analisa a relação existente entre a realidade material, a
alma humana e as palavras (escritas e faladas), estabelecendo, dessa maneira, um percurso que parte
da realidade material e desemboca, por intermédio das palavras, na relação com outros homens: o
homem por ser naturalmente um animal político e social, tem a necessidade de manifestar suas
concepções aos demais; contudo, se fosse um animal solitário, o homem não teria necessidade de se
relacionar – de maneira comunicativa – com os demais. Diante disso, nosso objetivo, neste trabalho, é
o de analisar o modo pelo qual Tomás estabelece a relação entre a realidade, a alma humana e as
palavras. Para isso, será necessário investigar o íntimo dessa relação, que, em última instância, se
realiza numa sinergia entre a realidade e a alma humana (a qual possui duas partes: a sensitiva e a
intelectiva), ou melhor, numa conjugação entre a realidade, a alma sensitiva – que proporciona a
apreensão dos singulares –, a alma intelectiva – que proporciona o conhecimento dos universais – e as
orações enunciativas. A cognição humana segue um percurso que é iniciado pelo contato que o
homem tem com as coisas sensíveis – que lhes são externas – para, consecutivamente, passar pelo
trato da imaginação, abstração, produção de conceitos, raciocínio até culminar na formação de
enunciados que podem ser proferidos pelas vozes ou, então, cristalizados, por meio de signos, na
escrita. Portanto, cumpre enfatizar que tal relação abre caminho para as paixões da alma. Estas são
caracterizadas pela recepção do intelecto daquilo que lhe é próprio, isto é, a ‘espécie inteligível’. É
essa recepção que possibilitará tanto a formação intelectiva de concepções (ou conceitos) universais
quanto o ato de raciocinar, ocasionando, desse modo, a formação das vozes significativas e das
palavras escritas.

Palavras-chave: Tomás de Aquino. Enunciado. Intelecto. Linguagem. Verdade. Verbo.


USP, mestrando em Filosofia, E-mail: riclaz@usp.br

Anais do Seminário dos Estudantes de Pós-Graduação em Filosofia da UFSCar


2015 / 11ª edição ISSN (Digital): 2358-7334 ISSN (CD-ROM): 2177-0417
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Introdução

Nesta investigação, o triângulo semiótico aristotélico (que se configura pela relação entre as
coisas, as afecções ou paixões da alma e as palavras faladas e escritas) será analisado mais
detidamente na parte que constitui a sua afecção: é a análise de sua afecção que permitirá o
entendimento do processo cognitivo humano o qual é o lastro da linguagem. Contudo, antes de
tratarmos mais detalhadamente desse processo, será interessante fazer uma referência à necessidade
humana de expressar – por meio das vozes e da escrita – a composição e divisão dos conceitos
intelectivos (pois o homem é, naturalmente, um animal social; não um animal solitário), os quais,
neste âmbito, assumem o caráter de ‘verbum mentis’: termo intencional expresso pela linguagem
falada. Após uma breve referência à necessidade de se expressar (por vozes e pela escrita), trataremos
da produção dos conceitos intelectivos e da síntese – entre o particular e o conceito – possibilitada
pelo ato reflexivo do intelecto. Tais conceitos não são necessários apenas à realização da síntese
concretiva, mas também à segunda operação intelectiva, a qual compõe e divide conceitos: tal
operação possui a função de sintetizar ou separar conceitos. A síntese dos conceitos pode ser chamada
de predicação. Todavia, antes de entrarmos na análise sobre os tipos de predicações, tornar-se-á
necessário tratar das partes constituintes das orações predicativas, quais sejam, os nomes e os verbos.
Assim, em seguida, ser-nos-á permitido tratar da diferença entre os nomes e os verbos e da
caracterização específica dos verbos. Posto isso, analisaremos, por fim, e de modo geral, os tipos de
predicações: 1) a predicação existencial e 2) a predicação atributiva. Pela análise dos tipos de
predicações, teremos alguns elementos para compreendermos como as partes da oração predicativa
(sujeito, verbo e predicado) articulam-se nas orações predicativas elementares.

1 O processo de intelecção e a linguagem

Tomás, no seu Comentário ao De Interpretatione, assume a validade do triângulo semiótico


aristotélico: as palavras escritas significam, por convenção, as vozes (ou sons orais) que, por seus
turnos, significam, por convenção, as paixões da alma (conceptum, verbum mentis), as quais, por
natureza, caracterizam-se como similitudes das coisas. Se um signo é simples e significa, por
convenção, atemporalmente, conceitos – os quais são similitudes das coisas –, tal signo poderá ser
chamado nome. Contudo, se um signo simples significar, convencionalmente, de modo temporal,
ações ou paixões, ele poderá ser denominado verbo. Verbos nada mais são do que signos de coisas
ditas de alguma outra coisa, por isso, são expressões incompletas, pois exigem o complemento de um
nome para formar uma oração predicativa.
Antes de entrarmos, propriamente, na análise dos nomes, verbos e predicados, faz-se
importante tratar, em linhas gerais, sobre modo pelo qual procedem às paixões na alma.

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Segundo Tomás de Aquino,1 Aristóteles, em sua obra De Interpretatione, sustenta que as
palavras escritas, as vozes e as paixões da alma estão intimamente relacionadas no processo de
linguagem. Das paixões da alma inferem-se as coisas existentes na realidade sensível: as paixões da
alma procedem de algum agente. Agente é aquilo que age, ou seja, aquilo que é ativo. O que é ativo
contrapõe-se ao que é passivo: a relação entre as coisas sensíveis e os sentidos corpóreos humanos é
uma relação entre o que é ativo e o que é passivo – os sentidos, as suas maneiras, são passivos em
relação às coisas materiais que lhe são externas. Enfatize-se que a alma humana, consoante a Tomás, é
entendida como tendo duas partes: a sensitiva e a intelectiva. Diante disso, as paixões da alma podem
ser entendidas de dois modos: 1º) de modo em que as coisas – externas e singulares – afetam os
sentidos; 2º) de modo em que as concepções intelectivas permitem a formação do conhecimento
intelectual humano. As concepções intelectuais decorrem dum processo abstrativo que permite o
intelecto possível (ou passivo) receber a impressão – por intermédio duma capacidade chamada ativa
chamada ‘intelecto agente’ – da ‘espécie inteligível’ dos fantasmas (phantasmata). No contexto do
conhecimento intelectual humano, o termo ‘impressão’ (imprimire: aplicar com pressão) parece
revelar um duplo caráter: da parte daquele que imprime, este termo pode ser considerado como ativo;
da parte do que recebe a impressão, este termo pode ser considerado como passivo. Quem imprime a
‘espécie inteligível’ no intelecto possível é o intelecto agente, nessa medida, o intelecto agente é
aquele que aplica a impressão. Por outro lado, o intelecto possível, na medida em que recebe a
impressão da ‘espécie inteligível’, é passivo. Neste caso, a passividade da impressão pode ser
entendida como um tipo de ‘paixão’ (patio: sofrer; ser passivo), a qual também pode se caracterizar
como ‘afecção’ (afectio: modificação; alteração) do intelecto possível – após ter a ‘espécie inteligível’
impressa pelo intelecto agente.

2 As vozes significativas

É pela teoria de conhecimento – a qual é constituída pelas paixões da alma no âmbito


intelectivo, onde a abstração, realizada pelo intelecto agente, permite o intelecto possível receber as
‘espécies inteligíveis’ para a formação de conceitos, os quais, após passarem pelo processo de
composição e divisão, podem ser expressos – que Tomás de Aquino fundamenta o modo pelo qual a
linguagem (as vozes significativas e a escrita) se realiza. Todavia, junto a essa formação do
conhecimento no espírito humano, há o fato do homem não ser, naturalmente, um animal solitário,
pois, caso contrário, as paixões já seriam suficientes a ele: é pelas paixões da alma que o homem passa
a ter, a seu modo, conhecimento intelectual referente às coisas sensíveis.

1
TOMÁS DE AQUINO. Commentaire Du traité de l’interprétation d’Aristote. Sagesses médiévales: Les Belles Lettres.
Paris, 2004.

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Por ser naturalmente um animal político e social, o homem tem a necessidade de manifestar
suas concepções aos demais pela voz.2 É necessário que as vozes contenham algum significado para
que os homens possam conviver bem entre si mesmos.3 Entretanto, aqueles que falam línguas
diferentes não podem conviver bem entre si, a não ser que passem a aprender a língua que lhes é
estranha, pois, caso contrário, não haverá entendimento entre eles, já que o idioma de uns não terão
significado para outros, dificultando a compreensão e conseqüente convivência de uns para com os
outros.
Se o homem utilizasse apenas o conhecimento sensível, que trata do aqui e do agora, a voz
seria suficiente para os homens conviverem entre si mesmos – tal como fazem as bestas que, por
algumas vozes, conseguem atingir certo nível de convivência e ‘compreensão’ entre si mesmas.
Todavia, o homem, ao contrário das bestas, forma vozes significativas: as vozes significativas são
formadas a partir do conhecimento intelectual que abstrai as ‘espécies inteligíveis’ e universais do
aqui e do agora, ou melhor, das determinações particulares dos fantasmas (imagens das coisas
sensíveis). É pelas ‘espécies inteligíveis’ que o homem, num processo de intelecção, produz conceitos,
os quais expressam universalmente a quididade da coisa inteligida. Considerada como um universal,
tal quididade configura-se como aquilo que pode ser predicado a muitos. Este tipo de predicação
envolve uma relação entre o conceito quididativo e o fantasma: é essa relação que possibilita, por
exemplo, a afirmação de que ‘Sócrates é homem’.

3 O ato reflexivo
Há uma cópula entre o singular e o conceito quididativo universal. Por exemplo, a ligação
entre o termo ‘homem’ (conceito universal) e ‘Sócrates’ (imagem de um determinado indivíduo)
permite a formação da seguinte frase: ‘Sócrates é homem’. Essa correspondência ocorre na medida em
que o intelecto, a sua maneira, atribui um significado àquilo que é singular, realizando, assim, uma
conjugação, de uma ordem posterior – e diversa – da ordem puramente abstrativa, entre o sensível e o
conceito intelectivo.
Nesse ponto, faz-se importante tentar esclarecer o que seja esse tipo de atribuição (a qual
permite a conexão de um universal a um particular). Para isso, será necessário destacar,
primeiramente, que no De Potentia (I, q.8, a. 1), Tomás distingue quatro elementos constitutivos no
ato de inteligir: [i] a coisa inteligida (ou fantasma), [ii] a ‘espécie inteligível’, [iii] o próprio ato de
intelecção e [iv] o conceito do intelecto. O conceito distingue-se não apenas da coisa inteligida (ou
fantasma) – na medida em que esta pode existir fora dele –, mas também difere da ‘espécie inteligível’
2
TOMÁS DE AQUINO. Commentaire Du traité de l’interprétation d’Aristote, livre I, leçon III, chap. III.
3
Tomás sustenta que a lógica ordena o conhecimento advindo da sensibilidade. Destaque-se que a principal consideração
da lógica nada mais é do que a significação das vozes, pois estas referem-se imediatamente às próprias considerações do
intelecto. Tem de se destacar também que o aquinata diferencia as vozes das letras, pois a significação das letras – como
algo mais remoto – não pertence à lógica, mas à gramática.

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– enquanto esta tem a função de atualizar o intelecto possível. 4 Quer dizer, na medida em que oferece
o conteúdo atualizador – isto é, a ‘espécie inteligível’ – do intelecto possível, a coisa inteligida (ou
fantasma), a sua maneira, comporta-se como princípio do ato de inteligir; por outro lado, o conceito
configura-se como o termo (terminus) do ato de intelecção. Além disso, também cumpre dizer que,
segundo Tomás, a operação de inteligir não se identifica com o termo – ou seja, com o conceito
(conceptum, verbum mentis) – dessa operação.
O intelecto conhece diretamente 5 o universal e, indiretamente, por certa reflexão, o singular.
Para Landim,6 a conversio ad phantasmata é uma orientação do intelecto ao fantasma para que este
possa, a seu modo, ter a sua ‘espécie’ abstraída. A conversio é diversa do conhecimento do singular, o
qual envolve uma reflexão sobre os atos sucessivos do intelecto, ou seja, a conversio não é uma
‘reflexão’: a conversio é caracterizada pela capacidade intelectiva de ver a ‘espécie inteligível’ no
fantasma, ao passo que a ‘reflexão’ é uma operação intelectiva na qual são remontados, aos seus
modos, os processos de considerações referentes aos atos intelectivos, a saber: o conceito quididativo
universal, o ato de intelecção que produz esse conceito, a ‘espécie inteligível’ e o fantasma do qual a
‘espécie’ foi extraída. Ou seja, é na remontagem desses atos que o intelecto passa a inteligir o singular,
do qual o fantasma é uma similitude. Landim7 diz que o conhecimento do singular é indireto, pois
supõe não só o ato de conhecer o universal, mas também o retorno, por meio de certa reflexão, às
diversas considerações intelectivas envolvidas na realização do ato direto – ou abstrativo – referente
ao conhecimento dos universais. Em outros termos, poder-se-á dizer que a reflexão possibilita a
formação duma cadeia regressiva que, de certa maneira, é iniciada pelo conhecimento do universal e
encontra sua realização na síntese com o fantasma, que é uma similitude da coisa concreta.

4 Os nomes e os verbos8

Os conceitos – enquanto condições de realização da operação de composição e divisão do


intelecto – podem ser considerados como ‘verbum mentis’, condição de possibilidade da linguagem

4
LANDIM, R. Conceito e objeto. Analytica, RJ, vol. 14, nº 2, 2010, pp. 65 – 88.
5
Diretamente, nesse contexto, não significa imediatamente.
6
LANDIM, R. Conceito e objeto. Analytica, RJ, vol. 14, nº 2, 2010, pp. 65 – 88.
7
id. ibid.
8
Para Tomás, os nomes e os verbos têm um triplo modo de ser, qual seja: 1º) conforme estejam na concepção do intelecto;
2º) conforme estejam na enunciação da voz; 3º) conforme estejam na escrita das letras. Segundo Aristóteles, os ‘elementos’
das vozes são signos das paixões da alma. Dessarte, os ‘elementos’ que estão nas vozes referem-se aos nomes, verbos e
orações. Quer dizer, os nomes, os verbos e as orações são elementos que podem estar nas vozes. Todavia, o problema se
apresenta na medida em que as vozes são algo natural ao passo que os nomes e os verbos são convenções humanas. Isto é,
como conciliar estas convenções (artificiais) com a voz (que é algo natural)? Para tentar solucionar este problema, Tomás,
em seu Comentário ao De Interpretatione, sustenta que as convenções advêm como um acréscimo à realidade da voz, tal
como a forma é acrescida à matéria. Por exemplo: como a forma da cama, que se encontra na mente do artífice, é
acrescentada, por meio duma arte, à madeira informe. Os nomes, os verbos e as orações significam, de modo imediato, às
concepções da inteligência, não às realidades das próprias coisas, enquanto que a realidade própria das coisas é significada,
mediatamente, os verbos, os nomes e as orações.

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expressa seja por voz, seja por escrita. Destaque-se que, neste caso, a composição não é a mera união
de conceitos. Quer dizer, composição e divisão não significam nada mais do que sintetizar conceitos
por modo de predicação: em toda proposição, o predicado ou se aplica ao sujeito ou, então, dele é
removido ou separado. O sujeito duma oração predicativa é expresso como aquilo sobre o qual podem
“cair” diversas propriedades que lhe sejam comuns. Por meio do predicado são expressas propriedades
do sujeito.
As orações predicativas são expressões complexas constituídas, essencialmente, de nomes e
verbos. Quando se relaciona um verbo a um nome forma-se uma oração predicativa elementar (pois
predicar é atribuir uma propriedade a uma coisa): nomes e verbos exercem funções distintas e
complementares numa oração predicativa: os nomes exercem a função prioritária de sujeito e os
verbos exercem a função de “predicado”.
Segundo Tomás,9 o verbo distingue-se do ‘nome’ de três modos: 1) o verbo co-significa o
tempo, ao passo que o nome não tem referência ao tempo. 2) O ‘nome’, por um lado, significa algo
como existindo por si, isto é, na medida em que é concebido como uma substância, mas o verbo, por
outro, significa a ação e a recepção. 3) O verbo pode ser distinguido não somente do ‘nome’, mas
também do particípio, pois os ‘nomes’ e os particípios podem estar ao lado do sujeito ou do predicado,
mas o verbo encontra-se do lado do predicado.10 A título de esclarecimento, cumpre enfatizar que, no
latim, o particípio pertence à classe dos ‘nomes’, não a classe dos verbos.
Todavia, destaque-se que, de certa maneira, os verbos podem ter valor de ‘nomes’: seja no
infinitivo (por exemplo: correr é se mover), seja dum outro modo (por exemplo: corro é um verbo).
Tomás11 diz que, nesse caso, ‘nome’ é tomado no sentido geral para significar alguma coisa. Enfatize-
se que agir e receber são também alguma coisa. Portanto, de certo modo, os próprios verbos, na
medida em que nomeiam, podem ser considerados, em sentido lato, ‘nomes’. Por outro lado, o
‘nome’, enquanto se distingue do verbo, significa uma coisa sob um determinado modo, a saber,
enquanto uma coisa pode ser compreendida como existente por si: donde decorre que os ‘nomes’
podem ser considerados não apenas sujeitos, mas também predicados. Aqui, o ‘nome’ – enquanto
distinto do verbo – pode assumir a função de predicado como sendo a expressão da qualidade de um
sujeito.
Aquele que pronuncia um nome ou um verbo isoladamente produz alguma compreensão
referente à primeira operação, que é a simples concepção de algo; mas, não produz nenhuma
compreensão no que se refere à segunda operação, a qual compõe e divide os verbos e os nomes. O
verbo não significa, isoladamente, o verdadeiro ou falso na realidade. O verbo isolado não significa se

9
TOMÁS DE AQUINO. Commentaire Du traité de l’interprétation d’Aristote, livre I, leçon V, chap. III.
10
Todavia, parece haver exceções onde se pode, de certo modo, considerar o verbo como sujeito da oração.
11
TOMÁS DE AQUINO. Commentaire Du traité de l’interprétation d’Aristote, livre I, leçon V, chap. III.

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a coisa é ou não é, pois o verbo, nesse caso, é considerado de modo abstrato – separado de tudo aquilo
que o possa determinar, ou seja, separado da coisa.
Antes de avançarmos na consideração sobre os modos de predicação, faz-se importante
esclarecer, de maneira breve, que a função do verbo é a de significar a ação a modo de ação, cuja
natureza é inerir num sujeito: cabe ao verbo significar à maneira de ação ou recepção (a recepção,
neste caso, nada mais é do que uma ação passiva daquele que recebe algo). O movimento –
característico da ação e da paixão – é medido pelo tempo. Segundo Nascimento, 12 ao se dizer que o
verbo co-significa o tempo, não se deve considerar que haja uma primordial referência, dentre as
variações do verbo, entre o passado e o futuro ao lado do presente. Explica-se: se o verbo é “o que
significa o agir ou o receber, resulta que o verbo no sentido próprio é o que significa o agir ou o
receber em ato”,13 ou seja, o agir e o receber puro e simples. O agir e o receber puro e simples (ou o
agir e o receber em ato) são o agir e o receber presentes. Os verbos no passado e no futuro não são
verbos no sentido forte, mas variações do verbo, pois eles são apenas relativamente e sob certo
aspecto. O verbo no sentido forte é aquele considerado no presente, o qual significa a ação ou a
recepção no seu desenrolar e co-significa o tempo que mede tal ação ou recepção. Este ponto torna-se
imprescindível para a compreensão do presente co-significado pelo verbo: o presente não deve ser
considerado um ‘indivisível’, tal como um instante, “pois no instante não há movimento, nem ação,
nem recepção; deve-se tomar o tempo presente que mede a ação que começa e não está ainda
determinada pelo ato”.14 ‘Ser’, em primeiro lugar, significa aquilo que “cai” no intelecto à maneira de
atualidade, assim o verbo ‘ser’ significado como ‘ser em ato’, pode ser expresso pelo termo ‘é’.15 Esse
tipo de atualidade – por referir-se ao composto (matéria e forma) – deve ser considerada como
imperfeita, pois, ao seu modo, significa o movimento em seu desenrolar, o qual é mensurado pelo
tempo

5 A função dos nomes e dos verbos

Feita essa breve consideração sobre os tempos verbais, cabe-nos agora dizer que, segundo
Landim,16 a consideração de Tomás sobre os nomes e os verbos flutua entre uma caracterização
meramente gramatical dessas expressões (nome seria um signo oral convencional sem partes

12
NASCIMENTO, C.A.R. A consignificação do tempo pelo verbo no comentário de Santo Tomás de Aquino ao Peri
Hermeneias. In: Lógica e Linguagem na Idade Média – Coleção Filosofia 23. Porto Alegre, 1995.
13
Ibid, pp. 122 - 125
14
Ibid.
15
A co-significação do tempo pelo verbo se dá na medida em que o verbo significa a ação (ou a recepção) como tal
enquanto ele significa conjuntamente o tempo que a mede (sua duração). O caráter primeiro do verbo é exprimir um ato, o
qual é certa determinação do ato fundamental que é o ser. Dessa maneira, ele co-significa o tempo enquanto este ato ou
este ser não é dado todo de uma vez, mas implica um desenrolar, simultaneamente, sob certo aspecto, a saber: enquanto
este ato é o ato imperfeito que é o movimento.
16
LANDIM, R. Predicação e Juízo em Tomás de Aquino. Kriterion, Belo Horizonte, nº113, Jun/2006, pp. 27 – 49.

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significativas) e uma caracterização funcional (nomes exerceriam a função de sujeito da oração
predicativa; verbos, a função de predicados. Os sujeitos teriam a função de mencionar coisas e os
predicados de caracterizá-las). Mesmo que sujeito e predicado exerçam funções logicamente
heterogêneas e complementares, nomes, por um lado, podem exercer a função de predicados 17 e
verbos,18 por outro, podem exercer a função de sujeitos.19

A relação entre sujeito e predicado deve ser analisada, inicialmente, pelas considerações a
respeito do verbo ‘ser’, isto é, o verbo ‘ser’ pode ser interpretado 1) como nome, significando ‘ente’,
portanto, significando coisas ou 2) como predicado (significando propriedades de coisas). Como
predicado, o ‘ser’ pode ser compreendido (a) como parte de um predicado complexo, exprimindo a
inerência de propriedades nas coisas que foram mencionadas pelo sujeito (‘ser’ como cópula), (b)
como um predicado simples, significando a existência factual de coisas mencionadas pelo sujeito
(‘ser’ como existente).20

6 Os modos de predicação

Para se compreender melhor a relação entre verbo, sujeito e predicado, faz-se necessário dizer
que apenas as orações ditas ‘verdadeiras’ ou ‘falsas’ são enunciativas; as outras espécies de orações,
não. As orações de outros tipos não significam o ‘verdadeiro’ ou o ‘falso’, pois não fazem perfeito
sentido na alma do ouvinte e não exprimem o julgamento da razão. Tomás 21 cita cinco tipos de
orações: enunciativas, deprecativas, imperativas, interrogativas e vocativas. 22 Destas cinco, apenas a
enunciativa significa o verdadeiro e o falso. As orações vocativas, interrogativas, imperativas e
deprecativas não significam o verdadeiro e o falso, elas possuem apenas uma ordem consequente a
esses julgamentos; apenas a enunciativa é efeito do julgamento de verdadeiro ou falso.
As orações perfeitas são as orações predicativas, as quais se caracterizam pela aplicação ou
separação de uma propriedade à coisa significada pelo sujeito. Assim, determina-se o que está sendo
atribuído ao que está sendo mencionado. Desse modo, por exemplo, uma oração interrogativa, se
satisfizer as condições da predicação, será uma oração predicativa, mas não será uma oração

17
Por exemplo, ‘alguns homens são brancos’.
18
Ao menos no infinitivo e no particípio.
19
Por exemplo, ‘correr é mover-se’.
20
Essas considerações semânticas sugerem uma análise metafísica: ‘ser’ pode significar o ‘ato’ pelo qual algo (o ‘ente’) é.
21
TOMÁS DE AQUINO. Commentaire Du traité de l’interprétation d’Aristote, livre I, leçon VII, chap. IV.
22
Um homem pode ser dirigido à razão de outro homem por três maneiras (onde a terceira maneira pode ser entendida
conforme dois pontos de vistas diversos a respeito do mesmo assunto): 1ª) que a sua mente preste atenção, o que pertence à
oração vocativa; 2ª) indagando pela voz, o que pertence à oração interrogativa; 3ª) realizando alguma ação aos que são
inferiores, o que pertence à oração imperativa, e realizando alguma ação aos superiores, o que pertence à oração
deprecativa. A respeito dos superiores, o homem não possui força motiva para atingi-los, a não ser pela expressão de seu
desejo de alcançá-los.

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enunciativa, já que interrogações não são nem verdadeiras e nem falsas. 23 Entretanto, a síntese do
predicado com o sujeito, na predicação, se realiza mediante o verbo ‘ser’. Este verbo possui tanto
‘função de síntese’ quanto ‘função existencial’. As orações predicativas podem ser classificadas,
segundo Landim,24 em orações de segundo ou de terceiro adjacentes. Tal distinção mostra a função
desempenhada pelo verbo ‘ser’ e, além disso, permite a diferenciação entre a ‘função atributiva’ e a
‘existencial’ dos enunciados.
A oração de segundo adjacente é constituída por dois termos: sujeito e verbo. Se o verbo da
segunda oração adjacente for o verbo ‘ser’, então, tal oração será significada pelo sujeito que existe. 25
A oração de terceiro adjacente, por sua vez, é constituída de um sujeito e de um predicado formado
por duas palavras: o verbo ‘ser’ e outra expressão (‘nome’ que significa um conceito). 26 Esse
enunciado pode ser caracterizado como ‘S é P’, em que ‘é P’ configura-se como uma expressão
complexa formada por dois termos, sendo um deles, um ‘nome’. ‘É’ é adjacente ao predicado
principal. ‘É’ é o terceiro, não por ser um terceiro predicado, mas é uma terceira expressão colocada
no enunciado que, com outro predicado, forma um único predicado, de modo que o enunciado é
dividido em duas, não em três partes. “O verbo ser, na medida em que exerce a função de cópula,
assume o sentido do verbo ‘inesse’: a forma significada pelo sujeito está (ou não) na coisa significada
pelo sujeito”.27 Quer dizer, tanto a predicação essencial quanto a predicação acidental fazem parte da
predicação atributiva.
As funções de segundo e terceiro adjacente permitem a diferenciação linguística entre a função
existencial e a função atributiva das orações.28 O enunciado ‘S é’ é um enunciado existencial, ou seja,
ele indica que existe o objeto mencionado pelo sujeito (por exemplo: ‘Sócrates é’). Contudo, num
enunciado de terceiro adjacente (‘S é P’), não se afirma, diretamente, a existência efetiva do que é
expresso pelo sujeito, mas considera-se que a coisa indicada pelo sujeito satisfaz à propriedade
significada pelo predicado. Desse modo, a existência da coisa mencionada não é afirmada, embora
possa ser suposta. Ressalte-se que supor a existência duma coisa não é o mesmo que afirmar sua
existência.29
O enunciado ‘S é P’ não significa que ‘S existe enquanto P’, pois, nestes tipos de enunciados, a
existência não é posta, mas apenas suposta. 30 Isso quer dizer que a forma predicativa do enunciado
23
Uma distinção é a de que as orações predicativas, embora nelas o predicado esteja unido ao sujeito pela cópula, não
envolvem nenhuma descrição do real, pois não dizem ou afirmam que algo é ou não é o caso.
24
LANDIM, R. Predicação e Juízo em Tomás de Aquino. Kriterion, Belo Horizonte, nº113, Jun/2006, pp. 27 – 49.
25
id. ibid.
26
id. ibid.
27
A afirmação é chamada composição porque significa que o predicado está inerido (inesse) no sujeito. Porém, a negação é
chamada divisão, pois significa que o predicado foi separado do sujeito.
28
LANDIM, R. Predicação e Juízo em Tomás de Aquino. Kriterion, Belo Horizonte, nº113, Jun/2006, pp. 27 – 49.
29
‘É’, algumas vezes, não é predicado por si, como predicado principal, mas como unido ao predicado principal ligando-o
ao sujeito, tal como quando se diz ‘Sócrates é branco’. Neste caso, não há intenção de afirmar que Sócrates existe na
realidade sensível, mas de atribuir a ele a brancura mediante o verbo de ligação ‘é’.
30
LANDIM, R. Predicação e Juízo em Tomás de Aquino. Kriterion, Belo Horizonte, nº113, Jun/2006, pp. 27 – 49.

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não é suficiente para determinar o gênero de suposição de existência que deve ser feito para que o
enunciado seja verdadeiro.31 Assim, por exemplo, enunciados predicativos elementares negativos, ao
contrário dos enunciados predicativos afirmativos, podem ser verdadeiros – mesmo que não existam
as coisas mencionadas pelo sujeito.
A afirmação nada mais é do que a enunciação de algo sobre algo; a negação é a enunciação de
que algo está excluído ou separado de outro algo. Apenas a forma predicativa não é suficiente para
determinar a veracidade ou falsidade: tal determinação se dá na medida em que o ato judicativo opera
sobre a oração predicativa.

Conclusão

Tomás de Aquino toma como base a teoria do conhecimento para poder abordar o
desenvolvimento da linguagem no homem. Por isso foi-nos necessário tratar, de maneira geral, do
modo pelo qual o conhecimento se desenvolve no homem, já que é neste desenvolvimento que
ocorrem as paixões da alma. Estas, como dissemos acima, podem ser entendidas de duas maneiras: a)
no âmbito sensitivo da alma humana, quando as coisas – externas ao homem – atuam sobre seus
sentidos, possibilitando a formação dos fantasmas; b) no âmbito intelectivo da alma humana, quando,
por um processo abstrativo, a ‘espécie inteligível’ do fantasma é impressa, pelo intelecto agente, no
intelecto possível, que, após recebê-la, entra em ato e produz conceitos universais, os quais, na medida
em que são especificados, tornam-se termos intencionais – ‘verbum mentis’ – que podem ser expressos
pela linguagem. No primeiro caso, a paixão se caracteriza pela ação direta das coisas sensíveis na
alma sensível humana; no segundo caso, a paixão ocorre na medida em que o intelecto possível recebe
a impressão da ‘espécie inteligível’ advinda dum processo abstrativo dos fantasmas. Tomás concentra-
se no segundo tipo de paixão – que é aquela em que o intelecto possível é afetado –, porque tal paixão
está mais diretamente ligada com o raciocínio e a formação do ‘verbum mentis’, que são essenciais
para expressão da linguagem humana.
Para Tomás, as vozes nada mais são do que efeitos desse processo cognitivo, cuja finalidade é
possibilitar a comunicação entre os homens – pois o homem é naturalmente um animal social.
Conquanto, as vozes significativas, que fazem parte desse processo, possuem alguns elementos
básicos, quais sejam: os nomes e os verbos. Tais vozes podem se manifestar de maneira simples, como
quando se diz, por exemplo, ‘homem’ ou ‘Sócrates’, ou, então, de maneira um pouco mais complexa,
como quando se diz ‘Sócrates é um homem virtuoso’. As vozes significativas nada mais são do que
convenções humanas. Contudo, existem também, segundo Tomás, vozes que possuem significações
naturais, tais como o choro das crianças, o grito dos enfermos e as vozes das bestas. Todavia, são as
31
id. ibid.

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vozes que possuem significações convencionadas que interessam ao aquinata, pois elas são nada mais
do que efeitos das paixões da alma. As vozes significativamente convencionadas tratam das coisas –
externas à alma humana – de modo mediato – não imediato. As palavras escritas, por sua vez, são
signos das vozes convencionadas.
As orações enunciativas são fundamentais na medida em que são os únicos tipos de orações
que tratam do verdadeiro e do falso. Os outros quatro tipos de orações (vocativa, interrogativa,
imperativa e deprecativa) não dizem respeito à verdade ou à falsidade nas orações. Diante disso,
Tomás destaca que a oração enunciativa é a que mais lhe interessa, pois as outras convêm mais à
retórica e à poética do que à ciência demonstrativa, a qual é o objeto principal do seu Comentário ao
De Interpretatione.32 É a ciência demonstrativa que induz o intelecto a assentir o verdadeiro. As
demonstrações das orações enunciativas significam às coisas na medida em que a verdade delas está
na alma por conta dum processo de raciocínio que é encerrado pelo julgamento da razão. O retórico e
o poeta, em contrapartida, induzem o ouvinte para o consentimento do que pretendem, ou seja,
manipulam as intenções dos ouvintes, por isso não possuem necessário compromisso com a verdade.
O retórico e o poeta se esforçam para induzir algumas paixões nos ouvintes, ou seja, suas orações
visam à ordenação da intenção do interlocutor para aquilo que lhes interessa. Na ciência
demonstrativa, em contrapartida, há a pretensão de se construir, por julgamentos de verdade e
falsidade, as orações enunciativas, as quais possibilitam a comunicação científica, ou seja, a
comunicação que produz conhecimento, stricto sensu, entre os homens.
Posto isso, cumpre dizer que o nosso objetivo foi o de tentar mostrar como as partes,
constituintes da oração enunciativa, articulam-se entre si, possibilitando, dessa maneira, as
predicações. Para isso, tratamos, primeiramente, do processo reflexivo, no qual se conecta um
conceito a uma imagem particular (fantasma), conexão que parece servir como uma espécie de base
para os tipos de predicações referentes à segunda operação intelectiva que, a seu modo, compõe e
divide conceitos. Todavia, numa tentativa de aprofundamento desse ponto, tornou-se importante, em
seguida, tratarmos das partes constituintes das orações enunciativas, a saber, os nomes e os verbos,
pois compreendendo a função de cada um deles, pudemos ver o modo como se relacionam. Tal
relação torna-se fundamental na medida em que, a seu modo, possibilita os tipos predicações, quais
sejam: as predicações atributivas e as existenciais – que parecem repousar em uma concepção
ontológica referente ao ser e ao seu ato, os quais possuem relação com o tempo e com o movimento.

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TOMÁS DE AQUINO. Commentaire Du traité de l’interprétation d’Aristote,, livre I, leçon VII, chap. IV.

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