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INTRODUÇÃO

Este trabalho fala sobre os efeitos biológicos de electricidades e a particularidades


de efeitos da corrente continua e alternada, falaremos também sobre a classificação e
medida de bipotencias, transdutores de deslocamento e de temperatura, sobres os
sensores de gás Ph, bem como os sensores bio analíticos baseados em enzimas e Bio-
sensores ópticos.

No entanto é imprescindível entender que efeitos das radiações sobre os tecidos


vivos são muitos e complexos. Diferentes tecidos reagem de diferentes formas às
radiações e alguns tecidos são mais sensíveis que outros. Em 1896, logo após a
descoberta dos raios-x, o médico J. Daniels notificou o primeiro efeito biológico da
radiação ionizante, a queda de cabelo de um de seus colegas, cuja radiografia de crânio
havia sido realizada.

O uso de raios-x na terapia produziu resultados desagradáveis como eritema de


pele e em seguida ulcerações nas mãos de médicos, além de câncer nos ossos, resultante
das exposições durante os tratamentos dos pacientes. Em 1907 foram relatados os
primeiros casos de câncer em profissionais, inclusive fatais (Andrade, 2007).

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BIOELECTRICIDADE

A bioeletricidade, o biomagnetismo, ou de forma geral o bioeletromagnetismo são


hoje nomenclaturas utilizadas para referir-se aos fenômenos elétricos, magnéticos ou
eletromagnéticos quando ocorrem no âmbito dos organismos vivos. Frente ao
conhecimento moderno, "bioeletromagnetismo" em nada acrescenta conceitualmente ao
eletromagnetismo estudado primariamente em Física, a não ser o fato de que enfoca-se a
manifestação de tais fenômenos em sistemas biológicos. O bioeletromagnetismo rege-se
por tal exatamente pelas mesmas regras do eletromagnetismo.

O termo bioeletricidade atrela-se usualmente aos potenciais eléctricos e correntes


eléctricas que são produzidos ou que ocorrem em organismos vivos. Os potenciais são
gerados por uma diversidade de processos biológicos .

A existência de diferença de potencial elétrico através das membranas de todas as


células do corpo é verificada cientificamente, e algumas células como as do sistema
nervoso (neurais) se especializaram de forma a constituírem sistemas cuja função
central é a de disparar, propagar e processar impulsos elétricos. Os sistemas nervosos
dos animais, estruturados principalmenente por neurônios, constituem per facto
intrincados circuitos elétricos.

Nos mecanismos fisico-químicos que levam às diferenças de potencial elétrico


através das membrana os íons mais importantes e quase sempre envolvidos são: Na+,
K+ e Cl-; e entre os processos indispensáveis ao metabolismo celular podem-se destacar
a bomba de sódio potássio; que regula a concentração intracelular dos correlatos íons; e
o potencial de ação, responsável por disparar o mecanismo de propagação de impulsos
elétricos no interior das células (com destaque para as nervosas).

ELETRICIDADE NA BIOLOGIA

A eletricidade é um processo natural inerente a todo e qualquer sistema material,


sendo a interação elétrica a interação central para se estabelecer a estrutura da matéria
conforme hoje concebida. Todas as reações químicas, incluso as bioquímicas, são
explicadas mediante a interação eletrônica dos átomos, moléculas ou íons.

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Nos organismos vivos todas as células operam sob tal princípio; contudo células
especiais no cérebro e em todo o corpo são melhor compreendidas apenas mediante
explicitação direta de seu comportamento elétrico. As percepções de estímulos
ambientais ligam-se diretamente a mecanismos biológicos de conversão de sinais
estimulantes em impulsos elétricos reconhecíveis pelos sistemas do organismo. Cada
padrão da luz, som, calor, dor, cada contração muscular dos dedos, cada pensamento,
traduz-se em uma seqüência de pulsos elétricos codificado, armazenado e interpretado
no sistema nervoso central dos organismo superiores.

Os processos elétricos que promovem esta comunicação entre as células ocorrem


em uma solução, com as substâncias e elementos necessários dissolvidos na água.
Quando uma substância como o sal (NaCl) se dissolve em água, ela deixa de existir
como uma entidade neutra e se dissocia em íons (no caso do sal, ele se dissocia no
cátion sódio, Na+, e no ânion cloreto, Cl-). Os átomos ou mesmo moléculas podem
igualmente perder ou ganhar elétrons, tornando-se também íons .

Os íons possuem cargas elétricas positivas e negativas, e o movimento destes íons


carregados dentro e fora da célula viva implicam movimento de cargas elétricas.
Focando-se no neurônio mas podendo-se igualmente estender o raciocínio às demais
células corporais, as organelas de uma célula neuronal encontram-se imersas no
citoplasma, fluido aquoso encerrado pela membrana plasmática, no qual diluem-se
várias substâncias, com destaque para moléculas protéicas e os íons de sais inorgânicos.
Externamente, a célula é banhada também pelas substâncias diversas, entre elas as que
alimentam a célula, criando condições para que essa possa realizar e manter seu
metabolismo.

A habilidade das células nervosas em processar a informação elétrica depende das


propriedades especiais da membrana celular, que controla o fluxo de substâncias entre o
interior e o exterior da célula. Canais sobre a membrana permitem que certas
substâncias e íons passem do meio interno para o meio externo da célula e vice-versa;
alguns espontaneamente, outros sob imposição do mecanismo bioquímico atrelado ao
canal. Os movimentos iônicos através dos canais são também influenciados pelo
processo de osmose, promovendo a difusão das susbstâncias no meio aquoso. A
membrana mostra-se assim, de forma ativa ou passiva, ou permeável, ou semipermeável
ou impermeável a cada uma das substâncias em consideração.

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EFEITOS BIOLÓGICOS DE ELECTRICIDADE

Radiação ionizante é a radiação cuja energia é superior à energia de ligação dos


elétrons de um átomo com o seu núcleo, ou seja, ela é capaz de arrancar os elétrons de
seus orbitais. A quantidade de energia depositada pela radiação ionizante ao atravessar
um tecido depende da natureza química do tecido e de sua massa específica. A absorção
das radiações ionizantes pela matéria é um fenômeno atômico e não molecular (Stabin,
2007). A transferência linear de energia é a grandeza que caracteriza a interação das
radiações ionizantes com a matéria e é definida como a quantidade de energia dissipada
por unidade de comprimento da trajetória sua unidade é KeV/m.

Interação da radiação X

A energia de uma radiação pode ser transferida para o DNA modificando sua
estrutura, o que caracteriza o efeito direto (Tauhata, 2003). Efeitos indiretos ocorrem em
situações em que a energia é transferida para uma molécula intermediária, é o que
ocorre com a água cuja radiólise acarreta a formação de produtos altamente reativos,
capazes de lesar o DNA.

Os efeitos biológicos da radiação podem ser divididos em duas categorias gerais,


estocásticos e deterministas. Como o nome indica os efeitos estocásticos são aqueles
que ocorrem de uma forma estatística. O câncer é um exemplo, se uma grande
população é exposta a uma quantidade significativa de uma substância cancerígena,
como a radiação, então é esperada uma elevada incidência de câncer. Embora possamos
ser capazes de prever a magnitude do aumento da incidência, não podemos dizer quais
indivíduos da população irão contrair a doença. Além disso, embora a incidência
esperada de câncer aumente com a dose de radiação, a gravidade da doença em uma
pessoa atingida não é função da dose.

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EFEITO DA CORRENTE CONTINUA E ALTERNADA

Os sistemas fotovoltaicos utilizam a luz do sol para gerar energia elétrica, um fato
que nós já devemos conhecer.

Durante esse processo de geração, a energia gerada é em corrente contínua, mas


logo em seguida vai sendo transformada em corrente alternada.

Essa tecnologia ganha espaço em nosso país e, através de linhas de financiamento


que facilitam a sua aquisição, cada vez mais brasileiros estão instalando os sistemas e
gerando a sua própria energia para economizar na conta de luz.

A Corrente Contínua (CC)


A corrente contínua, abreviada pela sigla “CC” ou do termo em inglês Direct
Current (DC), é todo tipo de corrente que, quando percorrida em um circuito, não altera
seu sentido de circulação. Portanto, todo circuito CC possui polaridade positiva (+) e
negativa (-).

No gráfico abaixo, de corrente (A) por tempo (t), temos duas ondas constantes,
uma positiva e outra negativa, que representam exemplos de corrente contínua.

A corrente contínua apresenta apenas uma polaridade, positiva ou negativa.

Veja também que, não importa se a corrente varia de intensidade ou qual tipo de
onda ela assume (pulsante). Para saber se ela é continua, apenas levamos em conta se
ela mudou ou não de sentido, ou seja, passou de positivo para negativo e vice-versa.

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Mesmo que a corrente mude de intensidade, se não houver mudança de sentido ela
é considerada uma CC

Nas instalações elétricas que envolvem circuitos em corrente contínua,


costumamos utilizar cabos vermelhos para indicar a polaridade positiva (+) do fluxo de
corrente e cabos pretos para indicar a polaridade negativa (-).

A corrente CC aparece no módulo fotovoltaico durante o processo de


transformação da irradiação solar em energia elétrica, como já vimos no artigo sobre o
Painel Solar: a verdade sobre o preço e como funciona.

Essa energia gerada permanece em corrente contínua até passar pelo inversor
interativo, que a transforma em corrente alternada.

A Corrente Alternada (CA)

A corrente alternada possui essa nomenclatura, pois como o próprio nome já diz,
altera o seu sentido de circulação dentro do circuito, periodicamente.

Os tipos mais comuns de corrente alternada são as ondas senoidais e quadradas,


que variam suas intensidades de um máximo positivo (+) a um máximo negativo (-)
dentro de um intervalo de tempo, como exemplificado na figura abaixo.

Exemplo de CA quadrada (esquerda) e CA senoidal (direita)

Dessa forma, uma das variáveis mais importantes que caracterizam uma onda
senoidal é a frequência.

Representada pela letra f e medida em Hertz (Hz), em homenagem ao pesquisador


Heinrich Rudolf Hertz, é a responsável por mensurar quantas vezes essa onda senoidal
alternou, ou seja, inverteu sua intensidade de um valor +A para um valor -A dentro de
um intervalo de tempo.

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Convencionalmente, tratamos esse intervalo de tempo por 1 segundo. Então, a
quantidade de vezes que essa onda alterna seu ciclo de ‘positivo para negativo’ durante
1 segundo, será o valor de sua frequência.

Portanto, quanto mais tempo a onda alternada leva para completar um período ou
um ciclo, menor é a sua frequência. Em contra partida, quanto maior a frequência de
uma onda, menos tempo ela leva para completar um ciclo.

Em Angola, a frequência adotada para os circuitos de corrente alternada é 60 Hz.


Ou seja, em 1 segundo a onda completa 60 ciclos, com período de 16,67 milissegundos,
cada.

O caminho da Corrente Alternada e Contínua no Sistema Fotovoltaico

Na energia solar fotovoltaica, o inversor interativo é o responsável por


transformar a energia que chega dos módulos em corrente contínua, para corrente
alternada.

Quanto melhor a qualidade do equipamento, mais próximo a uma onda senoidal


será essa transformação.

Agora, se a qualidade do inversor for duvidosa, o equipamento passará a fornecer


energia elétrica ao circuito em ondas quadradas, reduzindo a eficiência da geração
fotovoltaica e, por sua vez, poluindo a rede de distribuição da concessionária quando
houver inserção de energia ativa excedente através do sistema fotovoltaico.

Por isso, é muito importante optar pela utilização de equipamentos de alta


qualidade para seu sistema solar fotovoltaico.

Representação Gráfica da Corrente Alternada e Contínua no funcionamento de um


Sistema Solar Fotovoltaico

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Representação de um sistema fotovoltaico conectado à rede (On-Grid)

Tomando como base a figura acima – que representa todo o processo de geração
fotovoltaica – do ponto A ao ponto B, todo o transporte de energia elétrica se dá em
corrente contínua (CC) e do ponto B ao ponto D ocorre o fornecimento e consumo de
energia elétrica em corrente alternada (CA).

Vantagens e desvantagens
Uma das principais vantagens das correntes contínuas é sua maior eficiência em
circuitos de baixa tensão, como nos aparelhos eletrodomésticos e eletroeletrônicos,
veículos híbridos, antenas de televisão, rádio e celular, células fotovoltaicas, etc. Uma
das desvantagens desse tipo de corrente é que sua tensão não pode ser alterada por meio
dos transformadores.

A corrente alternada apresenta como vantagem a possibilidade de abaixar ou


aumentar facilmente sua tensão elétrica por meio dos transformadores. Além disso, o
uso desse tipo de corrente para a transmissão de alta potência é mais econômico, pois
oferece menor perda energética. Apesar desses pontos positivos, a corrente alternada
não funciona tão bem quanto a corrente contínua em circuitos sensíveis, como
microchips.

Aparelhos que funcionam com corrente contínua


Todos os aparelhos que funcionam por meio de pilhas e baterias utilizam a
corrente contínua. Além disso, circuitos de baixa tensão, como os carregadores de
celulares, computadores e lâmpadas, também fazem uso desse tipo de corrente.

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Aparelhos que funcionam com corrente alternada

A corrente alternada é utilizada na rede de distribuição de energia elétrica e nas


tomadas residenciais. Entre os aparelhos que utilizam esse tipo de corrente elétrica para
o seu funcionamento, podemos destacar os motores, como os liquidificadores,
batedeiras, máquinas de lavar, ventiladores, etc. Todos esses aparelhos precisam
inverter sua polaridade a fim de produzir energia cinética.

CLASSIFICAÇÃO E MEDIDA DE BIOPOTENCIAIS

Medir campos eletromagnéticos pode parecer absolutamente corriqueiro - afinal


estamos embebidos neles o tempo todo - e trivial frente outras grandezas que devem
primeiro ser convertidas para um sinal elétrico para então serem interpretadas, mas e se
a fonte do sinal elétrico a ser medida for você mesmo? O ser humano é uma fonte rica e
complexa de sinais elétricos devido a atividade celular dos mais diversos sistemas do
corpo, e como qualquer medição tem o propósito de uma compreensão maior daquilo
que se está medindo, e nesse caso em específico o apelo é ainda maior, pois estamos
falando da compreensão do ser humano como sistema, a nossa autocompreensão.
Quando se fala em ser humano, a complexidade é um ingrediente quase indispensável,
mas com ela vem também a riqueza, a variedade. Existem 4 tipos principais de
biopotenciais a serem medidos em um ser humano e os sinais de cada um são: o
eletrocardiograma, o eletromiograma, o eletrooculograma e o eletroencefalograma.

De maneira geral, campos eletromagnéticos são medidos por sensores ou sondas


chamados medidores EMF (eletromagnetic field) que são basicamente antenas – umas
haste de metal onde os elétrons são livres para oscilar e sensível à frequência incidente –
com características particulares para evitar reflexão e acoplamento (dc ou ac), ou seja,
não interferir na medida. Existem dois tipos de medidores: os de banda larga, que
abrangem um largo espectro de frequências, e os de frequências seletiva, que o medidor
é configurado para uma faixa de frequências específica.

Podem ser uniaxiais ou triaxiais, que fornecem as três componentes do campo, e


também podem possuir sistemas ativos que amplificam o próprio sinal, porém esses
sistemas ativos tendem a aumentar o tempo de resposta.

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Os monoaxiais devem rotacionar-se em três direções perpendiculares para obter a
correta a amplitude do campo, os triaxiais (mais caros e práticos) resolvem este
problema por sua geometria e na realidade a medida é realizada em três diferentes
instantes de tempo e está suposta a estaticidade do campo. Tipicamente estão
configurados para 50 ou 60 Hz, pois pretendem obter o campo eletromagnético do
ambiente em que estão e portanto a frequência da rede de abastecimento é a mais
provável de ser detectada.

TRANSDUTOR DE DESLOCAMENTO E DE TEMPERATURA

O transdutor é um dispositivo que transforma um tipo de energia em outro. Ele


pode converter, por exemplo, uma magnitude física, como posição, velocidade,
temperatura, luz, entre outras, em um sinal elétrico normalizado. Essa propriedade é
utilizada principalmente por sensores.

Esquema de funcionamento de um transdutor

Um exemplo de transdutor é o microfone, que transforma energia sonora em sinal


elétrico. Outro exemplo é o alto-falante, que funciona de forma inversa ao microfone,
convertendo sinais elétricos em energia sonora.

Os transdutores podem ser classificados como:

 Ativos: geram um sinal elétrico em resposta a um estímulo e não precisam


receber energia externa para produzir um sinal de saída;
 Passivos: precisam ser excitados por uma fonte externa de energia para produzir
um sinal de saída;

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 Simples: Quando a transdução é feita em apenas um estágio, como é o caso de
um sensor de posição que produz uma variação de tensão elétrica na presença de
um material magnético;
 Compostos: quando a transdução é feita em vários estágios entre o sinal de
entrada e o de saída da magnitude física, que, por sua vez, é transformada em
grandezas intermediárias durante o processo, conforme mostra a figura a seguir:

Esquema de funcionamento de um transdutor composto

Transdutores do corpo humano


O corpo humano é dotado de transdutores, e um exemplo é a nossa visão: a retina
possui milhões de células fotorreceptores que recebem energia luminosa e transformam-
na em impulsos eletroquímicos, que em seguida são decodificados pelo cérebro.

A audição também é um exemplo de transdutor do corpo humano. O ouvido


recebe a energia sonora nas vibrações do ar, e essa energia é transformada em sinais
elétricos no ouvido interno, que, por sua vez, são transmitidos pelo nervo até o cérebro.

Transdutores de Deslocamento Variável Linear


Um LVDT é um equipamento eletromecânico usado para transformar movimento
mecânico ou vibrações, especificamente movimento retilíneo, em uma corrente elétrica
variável, voltagem ou sinais elétricos, e o contrário. Mecanismos acionadores usados

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principalmente para sistemas de controle automático em tecnologias de medição. A
classificação de transdutores eletromecânicos inclui princípios de conversão ou tipos de
sinais de saída.

Princípios de Conversão:

 Eletromagnético
 Magnetoelétrico
 Eletrostático

Sinais de Saída:

 Sinal de saída analógico e descontínuo


 Digital

Transdutor Linear: Um equipamento que proporciona quantidade de saída de


voltagem, relacionada aos parâmetros que estiverem sendo medidos, por exemplo,
força, para condicionamento de sinal simples. Equipamentos de Sensor de Posição de
Transdutor são sensíveis a interferência eletromagnética. A redução de resistência
elétrica pode ser melhorada com cabos de conexão mais curtos para eliminar erros
significativos. Um transdutor requer de três a quatro fios de conexão para alimentação
de energia e entrega de sinal de saída.

Os transdutores são diferentes dos transmissores porque os transdutores são


equipamentos de saída de voltagem, e os transmissores são equipamentos de saída de
corrente. Equipamentos Transmissores/Lineares têm menos degradação de sinal
relacionada a cabos longos e distância de transmissão.

Transdutores de Temperatura
Os transdutores de temperatura são cada vez mais utilizados. Tanto no sector do
aquecimento, como da ventilação ou da climatização, ou Transdutores de Temperatura
para profissionais para a inspeção e controle.de qualquer outro lugar onde for necessário
controlar a temperatura num processo de produção. Os transdutores de temperatura
diferenciam-se pelo princípio de medição. Há diversos modelos disponíveis. Os
transdutores que medem a temperatura mediante a radiação infravermelha são usados
para determinar a temperatura superficial.

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Os transdutores de temperatura transformam a grandeza física de temperatura num
sinal elétrico normalizado que se transfere a um controlador. Isto permite, por exemplo,
ao atingir um valor máximo ou mínimo, um sinal de alarme, ou acender ou apagar um
aquecimento.

SENSOR DE GÁS PH
O desenvolvimento de sensores para monitorização biológica, incorporados em
diferentes tipos de substratos, é uma área de investigação em constante crescimento.
Este tipo de sensores podem ser usados para monitorizar condições de saúde e estado
físico, providenciando benefícios significativos em diversas áreas. O pH é um
parâmetro fisiológico vital que pode ser usado no diagnóstico e tratamento de doenças,
assim como na monitorização de outros processos biológicos.

Contudo, os sensores de pH convencionais possuem uma arquitetura difícil de


integrar nos dispositivos de diagnóstico da próxima-geração que requerem sensores
flexíveis, leves e de tamanho reduzido. O objetivo principal deste trabalho foi o
desenvolvimento de um sensor eletroquímico de pH flexível e de baixo-custo para
monitorização biológica, utilizando nanopartículas de trióxido de tungsténio como
camada ativa do elétrodo de trabalho.

Os sistemas de medição eletroquímicos baseados em óxidos metálicos apresentam


diversas vantagens devido aos seus baixos custos de produção, compatibilização com
processos de produção à pequena escala, elevada sensibilidade e abundância. Além
disso, a medição do pH pode ser realizada por um método potenciométrico que é uma
das técnicas eletroquímicas mais comuns, simples e passíveis de portabilidade.

Por definição, um sensor é um dispositivo que responde a um estímulo físico ou


químico de maneira específica, traduzindo este estímulo num sinal mensurável. De uma
forma geral, um sensor é composto por três componentes principais: um recetor sensível
a um determinado estímulo externo, um transdutor que converte a informação obtida
num sinal mensurável e um detetor que lê o sinal (Figura 2.1).

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Existem várias classificações possíveis de tipos de sensores, as quais se podem
basear no tamanho, tipo de aplicação ou mecanismo de transdução da resposta.
Considerando esta ultima, existem transdutores baseados nos seguintes mecanismos:

 Eletroquímico: voltamétrico, potenciométrico, amperométrico;


 Químico: concentração ou presença de um analito/ião, pressão parcial, atividade
química;
 Ótico: transmissão/absorção, reflexão, luminescência, índice de refração, efeito
optotérmico, polarização;
 Sensíveis à variação de massa: piezoelétrico, superfície de onda acústica;
 Magnético: medidas de paramagnetismo;
 Efeito térmico: medidas de mudança de temperatura.

A determinação do pH

A determinação do pH é uma das medidas mais importantes e comuns em meios


biológicos, pois é capaz de indicar as condições de processos importantes como o
crescimento populacional, no caso de cultura de micro-organismos, ou o estado
metabólico de um paciente, podendo ser aplicado na monitorização de infeção de
feridas, no diagnóstico e tratamento de doenças, além de outros processos biológicos.

Os termos “valor de pH” foi introduzido, pela primeira vez, em 1909 pelo
bioquímico Søren P. L. Sørensen para descrever a pressão dos iões hidrogénio (H+) em
soluções aquosas dada pela Equação 2.1, onde cH é a concentração dos iões H+ em
mol/dm3 e c0 é a concentração-padrão que é igual a 1 mol/dm3. O “p” vem do alemão
potenz, que significa poder de concentração, e o “H” representa o ião de hidrogénio
(H+).

Subsequentemente foi aceite que era mais correto definir a quantidade pH como a
atividade relativa dos iões H+ em solução, dada pela Equação 2.2:

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onde aH é a atividade relativa dos iões H+, γH é coeficiente da atividade molal
dos iões H+ à molalidade mH, e m0 é a molalidade padrão. No entanto, apesar de esta
ser a definição aceite pela IUPAC (International Union of Pure and Applied Chemistry),
a mesma considera que uma vez que a quantidade pH é definida em termos de uma
quantidade que não pode ser medida por nenhum método termodinâmico, a Equação 2.2
apenas pode ser considerada uma notação empírica.

Existem vários tipos de medidores de pH que se baseiam essencialmente na


transdução colorimétrica ou na transdução eletroquímica.

SENSORES BIO-ANALÍTICOS BASEADOS EM ENZIMAS

Os biossensores são sensores modificados com material biológico intimamente


ligado à superfície de um transdutor. Quando este material é uma enzima, estes sensores
são denominados biossensores enzimáticos, que, entre outros, podem fazer uso da
atividade enzimática como sinal analítico a ser monitorado. Dentre os variados tipos,
merecem destaque aqueles em que o monitoramento do analito é baseado no princípio
de inibição da enzima, na qual a atividade é medida antes e após a inibição.

Este processo é efetuado pela exposição da enzima a um inibidor específico, por


um determinado tempo, sendo que a porcentagem de inibição sofrida pela enzima está
quantitativamente relacionada com a concentração deste agente inibidor.

A grande aplicabilidade está relacionada às vantagens referentes aos biossensores,


podendo-se destacar: sensibilidade, respostas rápidas e baixo custo, alta especificidade,
detecção de baixas concentrações do analito, número variável de enzimas disponíveis
comercialmente, além de uma variedade de metodologias empregadas na construção
destes sensores biológicos. A tecnologia atualmente empregada na construção de
transdutores eletroquímicos, aliada aos diversos métodos analíticos descritos na
literatura, vem colaborando sobre-maneira com o fortalecimento desta área específica
de biossensores.

Várias enzimas vêm sendo empregadas na construção destes sensores, podendo


ser citadas colinesterases, ureases e tirosinases, dentre outras, em arranjos simples ou
multi-enzimáticos, fazendo uso de distintos transdutores, como os amperométricos,
conductimétricos e ópticos.15-20 Como analitos, têm sido investigadas distintas classes

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de inibidores enzimáticos potenciais como, por exemplo, metais pesados, pesticidas
organofosforados e carbamatos, além de sulfitos, peróxidos, tiuréias, e outros.

O processo de inibição enzimática

O conceito biológico de inibidor enzimático diz respeito à substância que é capaz


de interferir, de maneira específica, na taxa de uma reação de catálise enzimática,
retardando ou reduzindo o processo ou a especificidade biológica da reação. Os
processos de inibição de enzimas estão divididos em dois tipos, inibição reversível e
inibição irreversível. A diferença básica está na formação do complexo enzima-inibidor,
que pode ou não ser desfeito por etapas de diluição ou diálise, dependo do processo.

BIO-SENSORES E SENSORES ÓPTICOS


O termo “biosensor” é curto para “o sensor biológico.” O dispositivo é compo de
um transdutor e de um elemento biológico que possam ser uma enzima, um anticorpo
ou um ácido nucleico. O bioelement interage com o analyte que está sendo testado e a
resposta biológica é convertida em um sinal elétrico pelo transdutor. Segundo sua
aplicação particular, os biosensors são sabidos igualmente como immunosensors,
optrodes, espelhos ressonantes, canários químicos, biochips, glucometers e
biocomputers. Uma definição geralmente mencionada de um biosensor é:

“Um dispositivo de detecção químico em que um reconhecimento biològica


derivado é acoplado a um transdutor, para permitir a revelação quantitativa de algum
parâmetro bioquímico complexo.”

Partes de um biosensor

Cada biosensor compreende:

 Um componente biológico que actue como o sensor


 Um componente eletrônico que detecte e transmita o sinal
 Elementos do Biosensor

Uma variedade de substâncias podem ser usadas como o bioelement em um biosensor.


Os exemplos destes incluem:

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 Ácidos nucleicos
 Proteínas que incluem enzimas e anticorpos. os biosensors Anticorpo-baseados
são chamados igualmente immunosensors.
 Proteínas de planta ou lectins
 Os materiais complexos gostam de fatias, de micro-organismos e de organelles
do tecido

O sinal gerado quando o sensor interage com o analyte pode ser elétrico, óptico ou
térmico. É convertido então por meio de um transdutor apropriado em um parâmetro
elétrico mensurável - geralmente uma corrente ou uma tensão.

Biossensores ópticos baseiam-se na detecção das mudanças de absorção de


radiação electromagnética na região do visível/infravermelho entre os reagentes e os
produtos da reação, ou na medição da emissão de luz por um processo luminescente

Actualmente o uso mais comum de biossensores ópticos é no controle do diabetes


pela determinação do nível de glicose no sangue usando-se as enzimas glicose oxidase
(GOx) e peroxidase (HRP), juntamente com o composto que não absorve luz na região
do visível (400-700 nm). O peróxido de hidrogênio (H2O2) resultante da oxidação da
glicose pela GOx, na presença da HRP, oxida o composto sem absorvância no visível
num composto colorido. A avaliação das tiras tingidas é feita pelo uso de medidores
portáteis de reflectância ou pela comparação com um sistema colorido previamente
elaborado.

Um modelo elegante de biossensores ópticos são biossensores baseados na


técnica de ressonância de plásma de superfície (SRP). Plásma de superfície (SP) são
ondas eletromagnéticas com densidades de cargas eletromagnéticas longitudinais ou
transversais que se propagam ao longo de uma interface metal/dielétrico. Na SPR a
quantificação da espécie de interesse é realizada por medidas do índice de refracção,
quantidade de luz absorvida, propriedades fluorescentes das moléculas analisadas ou um
meio de transdução químico-óptico. A técnica de ressonância de plásma de superfície
(SRP) baseia-se nas propriedades ópticas, podendo ser empregada para estudos de
fenômenos de superfície, monitorando a medida da mudança do índice de refracção,
devido à ligação de uma camada orgânica à superfície do metal, monitorar interações
proteína-proteína, ou proteína-ligante em tempo real e ainda permite a quantificação das
espécies que estão interagem.

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CONCLUSÃO
Assim podemos resumir de um modo geral o estudo da eletricidade originou-se de
observações que, aparentemente, foram feitas pela primeira vez pelos gregos. Na
realidade, é possível que outros povos tenham também observado esses fenômenos, mas
os relatos mais antigos de que temos registro são dos gregos. Por essa razão, atribui-se a
eles a primazia desse feito.

Hoje é um facto mas que confirmado que Toda a matéria é constituída


basicamente por três partículas: prótons (carga positiva), elétrons( carga negativa) e
nêutrons que não tem carga.

No entanto conclui-se que A eletricidade, em boa verdade, nem sequer é uma


forma de energia, mas apenas um transportador de energia.

No plano tecnológico, esta ferramenta constitui a maior invenção da humanidade


e é a principal responsável pela globalização. Como tecnologia, a eletricidade é uma
conquista irreversível. Como ferramenta, ela repousa sobre a rede elétrica que nalguns
casos começa a estar obsoleta e difícil de manter, o que pode constituir um risco. Mas a
matéria prima que ela transforma, transporta e entrega ao domicílio é a energia. E se um
dia, na parte inferior do processo, houver uma rutura no fornecimento dessa matéria
prima, e as lâmpadas das nossas casas se apagarem, se o ascensor não subir e se o
frigorífico deixar de funcionar, a culpa não é da eletricidade.

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BIBLIOGRAFIA

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https://www.sobiologia.com.br › conteudos › oitava_serie › eletricidade
Eletricidade. Eletricidade: o estudo das cargas elétricas
https://mundoeducacao.bol.uol.com.br › Física
Transdutores de Deslocamento Variável Linear
https://br.omega.com › artigos-tecnicos › transdutores-de-deslocamento
Biopolítica e Biopotência no coração do Império | multitudes
www.multitudes.net › Biopolitica-e-Biopotencia-no
Transdutores de Temperatura - PCE Instruments
www.pce-medidores.com.pt › ... › sistemas de regulação › transdutores
Analisador de ph - Engezer
www.engezer.com.br › analisador-ph
Ópticos - Biossensores_FL - Google Sites
https://sites.google.com › biossensoresfl › tipos-de-biossensores › opticos
Biossensores baseados no processo de inibição enzimática
www.scielo.br › scielo

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ÍNDICE

OBJECTIVO GERAIS…………………………………………………………………I
OBJECTIVO ESPECÍFICOS…………………………………………………………I
PROBLEMATIZAÇÃO………………………………………………………………..I
HIPÓTESES …………………………………………………………………………..II
METODOLOGIA……………………………………………………………………...II
JUSTIFICATIVA……………………………………………………………………...II
INTRODUÇÃO ............................................................................................................................ 1
BIOELECTRICIDADE ................................................................................................................ 2
ELETRICIDADE NA BIOLOGIA ............................................................................................... 2
EFEITOS BIOLÓGICOS DE ELECTRICIDADE ....................................................................... 4
EFEITO DA CORRENTE CONTINUA E ALTERNADA .......................................................... 5
A Corrente Contínua (CC) ............................................................................................................ 5
A Corrente Alternada (CA) ........................................................................................................... 6
Vantagens e desvantagens ............................................................................................................. 8
Aparelhos que funcionam com corrente contínua ......................................................................... 8
Aparelhos que funcionam com corrente alternada ........................................................................ 9
CLASSIFICAÇÃO E MEDIDA DE BIOPOTENCIAIS .............................................................. 9
TRANSDUTOR DE DESLOCAMENTO E DE TEMPERATURA .......................................... 10
Transdutores do corpo humano ................................................................................................... 11
Transdutores de Deslocamento Variável Linear ......................................................................... 11
Transdutores de Temperatura ...................................................................................................... 12
SENSOR DE GÁS PH ................................................................................................................ 13
A determinação do pH................................................................................................................. 14
SENSORES BIO-ANALÍTICOS BASEADOS EM ENZIMAS ................................................ 15
O processo de inibição enzimática .............................................................................................. 16
BIO-SENSORES E SENSORES ÓPTICOS ............................................................................... 16
CONCLUSÃO ............................................................................................................................ 18
BIBLIOGRAFIA......................................................................................................................... 19

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