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Professor: PEDRO CANEZIN

Carreiras Policiais
Data: PROCESSO PENAL

GABARITO: CERTO
Aula 03: Ação Penal (Arts. 24 ao 62)
03. (FUNCAB – 2016) Parte da doutrina sustenta,
Conceito de Ação Penal quanto a ação penal condenatória, a existência de 05
(cinco) condições para o regular exercício do direito
Ação penal é um DIREITO assegurado pela própria
de ação, a saber: legitimidade, interesse de agir,
constituição.
possibilidade jurídica da demanda, justa causa e
As características se resumem no revestimento, é dizer, a originalidade.
forma pela qual a ação penal se apresenta, sendo elas:
GABARITO: CERTO
a) um direito AUTÔNOMO, que não se confunde com o
04. (CESPE – 2017) Desde o advento da Lei n.º
direito material que se pretende tutelar;
11.719/2008, que alterou dispositivos do Código de
b) um direito ABSTRATO, que independe do resultado Processo Penal, as condições da ação penal são a
final do processo; possibilidade jurídica do pedido, o interesse de agir e
a legitimidade.
c) um direito SUBJETIVO, pois o titular pode exigir do
GABARITO: ERRADO
Estado-Juiz a prestação jurisdicional;
Modalidades (titular da ação)
d) um direito PÚBLICO, pois a atividade jurisdicional
que se pretende provocar é de natureza pública;
Condicionada
e) um direito INSTRUMENTAL, sendo um meio para
Pública
alcançar a efetividade do direito material.
Incondicionada
01. (FUNDATEC – 2018) O direito de ação é, entre Ação
outros, autônomo e abstrato. Penal Exclusiva
GABARITO: CERTO
Personalíssima
Privada
Condições Gerais
Subsidiária da
pública
Ad causam
Legitimidade Requisição Vs Requerimento
Ad processum
REPRESENTAÇÃO REQUISIÇÃO

Quem pode propor:


Interesse Condições vítima + familiares Quem pode propor:
Justa causa
de Agir Gerais (quando na ausência ou apenas Ministro da Justiça
morte – CADI)

N ecessidade Prazo: 6 meses, a partir


U tilidade da data de conhecimento
A dequação da AUTORIA. É um prazo Prazo: não há legislação
Originariedade decadencial, contado na
forma do art. 10 do CP.

Segundo o STF, a
01. (AOCP – 2019) A "justa causa" é o suporte
representação
probatório mínimo (em regra constituído no
PRESCINDE de rigor -
inquérito policial) que deve lastrear toda e qualquer
formal, admitindo-se
acusação penal.
oralmente ou por escrito.
GABARITO: CERTO
Retratação: não há
02. São condições da ação para o Código de Processo Retratação: cabível antes
legislação, mas a doutrina
Penal, embora haja doutrina divergente: a do OFERECIMENTO da
majoritária entende que
possibilidade jurídica do pedido, o interesse de agir e denúncia
não é possível
a legitimidade de partes.

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Professor: PEDRO CANEZIN
Carreiras Policiais
Data: PROCESSO PENAL

Obs.: a representação e a requisição do Ministro da Art. 29. Será admitida ação privada nos crimes de ação
Justiça são condições específicas de procedibilidade e pública, se esta não for intentada no prazo legal, cabendo
possuem EFICÁCIA OBJETIVA! ao Ministério Público aditar a queixa, repudiá-la e oferecer
DENÚNCIA SUBSTITUTIVA, intervir em todos os termos do
Princípios da Ação Penal processo, fornecer elementos de prova, interpor recurso e, a
todo tempo, no caso de negligência do querelante, retomar
1) PÚBLICA
a ação como parte principal.
→ TITULAR: MP
Assim, funcionará o MP como ASSISTENTE
→ PETIÇÃO INICIAL: DENÚNCIA LITISCONSORCIAL da ação. A ação privada subsidiária é
indisponível. Se o querelante sinalizar com o perdão ou
• Obrigatoriedade for desidioso, tentando com isso ocasionar a perempção,
será afastado, assumindo o MP dali por diante como parte
• Indisponibilidade
principal (este fenômeno é conhecido como AÇÃO PENAL
• Indivisibilidade (STF – divisibilidade) INDIRETA). Restará ao querelante afastado habilitar-se
• Intranscendência como assistente de acusação.
• Autoritariedade
Caso o Ministério Público entenda que a ação proposta
2) PRIVADA pelo particular NÃO atende aos mínimos requisitos legais,
ou seja, é desprovida de justa causa (indícios razoáveis de
→ TITULAR: QUERELANTE autoria e materialidade), deverá se manifestar pela
rejeição da inicial pelo magistrado. Este último, contudo,
→ PETIÇÃO INICIAL: QUEIXA-CRIME não vinculado ao parecer ministerial, poderá receber a
queixa-crime, dando assim início ao processo. Poderá o
• Oportunidade/Faculdade MP impetrar habeas corpus em favor do réu, para trancar
- Renúncia o processo iniciado.
- Decadência
05. (FUNCAB – 2016) Não existe no processo penal a
• Disponibilidade
figura do assistente litisconsorcial.
- Perdão
- Perempção GABARITO: ERRADO
• Indivisibilidade
• Intranscendência

A.P.P. SUBSIDIÁRIA DA PÚBLICA

Art. 5º, LIX, CF/88 - será admitida ação privada nos crimes
de ação pública, se esta não for intentada no prazo legal;

Tem cabimento a partir da inércia do MP, que, nos prazos


legais, deixa de atuar. O importante aqui é diferenciar o
que é inércia. Após receber o relatório, cabe ao MP:
1) Solicitar o arquivamento;
2) Requisitar novas diligências;
3) Promover a denúncia.

PRAZOS DE INÉRCIA DO MP (prazo impróprio)


 Investigado preso: 5 dias
 Investigado solto: 15 dias
 Prazo para implementar a ação penal privada
subsidiária: 6 MESES, A CONTAR DA INÉRCIA DO
MP.
 Petição inicial: QUEIXA-CRIME SUBSTITUTIVA.

ATENÇÃO! Como a ação em que está tramitando é de


caráter público, permanece o MP como sendo o titular
da ação, sendo esta regida pelos princípios da ação
penal pública. Assim, nos termos do artigo 29, poderá
o MP:

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